The Blood of Olympus
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[RP] - Simon M. Stilinski

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Mensagem por Simon M. Stilinski em Dom Maio 12, 2019 1:41 pm


Into The Wood
Aqui será realizado as missões e tramas do evento de Simon M. Stilinski.



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Simon M. Stilinski
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Mensagem por Simon M. Stilinski em Dom Maio 12, 2019 4:07 pm

I FIND MYSELF.
Há anos eu já havia aparecido no acampamento com o sátiro e sido reclamado por íris, revelando minha verdadeira origem e meus poderes, o que não respondia a pergunta que eu mais fiz durante toda minha vida: Qual a minha ligação com Deméter? No entanto, já estava acostumado com as dúvidas, agora eu só precisava descobrir onde encontrar essas respostas. Meu pai parecia ser a chave para isso e eu precisava de alguém sábio o suficiente para me dar o conselho do que fazer, alguém que estivesse há muito tempo aqui e que tivesse visto muitas coisas. Levantei da minha cama do chalé, peguei minha mochila e coloquei uma coberta e um lençol dentro dela, minha faca de bronze, peguei Taylor e saímos.

Taylor, sentada em meus ombros, cantou “I know places” enquanto saíamos do chalé e algumas vezes ela elevava seu tom em “Eles são caçadores e nós somos raposas, e nós corremos” para sinalizar quando havia alguém seguindo em nossa direção para que pudéssemos mudar nossa direção e evitar contato, seguimos mais um tempo até atingirmos uma colina aberta e gramada, com um único pinheiro nos limites do acampamento, e isso fez eu finalmente me sentir em casa.

— Boa noite, pinheiro. — Disse, ciente de que ela me entenderia.

“Boa noite, Simon, não te esperava ver aqui essa noite. ” — Ela me respondeu com uma voz que realmente parecia a de uma anciã. — “Essa é uma visita casual, ou você está com alguma dúvida e precisa de alguém que tenha muitas primaveras? ” — Continuou, demostrando que ela sabia que eu usava muito dos conselhos dela.

— Eu preciso ir atrás do meu pai... — Respondi colocando o lençol no chão, me sentei no lençol, recostei na árvore, me cobri com a coberta que eu trouxe e olhei para o céu com melancolia. — Não tenho nem ideia de onde começar, não sei fazer nada direito e nem mesmo sei usar os meus poderes sem machucar os outros, como eu vou procurar ele assim?

“Simon, você não precisa ser um mestre do arco-íris para encontrar a luz dentro de você, você matou uma planta, foi triste, mas ela já estava doente... você melhorou muito desde que veio para cá, e se alguém pode e vai encontrar o seu pai, essa pessoa só pode ser você. ” — Era uma das habilidades dela, muitos anos ligadas com a Thalia deu a ela mais do que apenas experiência, deu a ela humanidade e ótimos conselhos.

— Eu não consigo fazer isso sozinho. — Respondi tentando identificar alguma constelação, enquanto segurava a lágrima que queria escorrer do meu olho. — E eu não posso confiar em ninguém... humanos traem, prendem, roubam sua vida, sua saúde e liberdade, eu não posso ser preso de novo. — Continuei, Taylor desceu de meus ombros segurando em minha camisa e se sentou entre minhas pernas.

“Você não está sozinho. ” — Ela falou depressa. — “Você nunca vai estar sozinho, você tem a natureza ao seu lado, você tem íris, que vai te ajudar se você precisar, e mais importante, você tem essa garotinha que vai sempre estar com você, vocês já passaram por muita coisa juntos. ” — Uma brisa passou por nós.

— Os deuses não ligam pra ninguém além de si mesmos... mas você está certa, eu ainda tenho Taylor e vocês, isso pode ser útil. — Eu disse, dessa vez mais centrado. — Mas ainda não responde minha pergunta: Por onde eu começo? — Perguntei.

“Eu diria para começar do começo, mas como você não sabe o começo de tudo, encare uma aventura, a próxima que você vir, não pense, apenas vá, talvez isso te ajude com um começo. ” — Podia parecer idiota “começar de começo” mas fazia sentido, se eu pudesse descobrir onde tudo começou, eu podia seguir os passos até chegar a ele. — “E falando em aventura...” — Ela começou, me trazendo de volta dos meus pensamentos me fazendo olhar em volta até ver um coelho, um que não era normal, vir correndo em minha direção.

— Aquilo é um coelho de roupa? — Embora estranho, a situação passava de melancólica para engraçada. — E ele está preocupado com a hora? — Sinalizei o fato dele estar com um relógio de bolso.

“Aquilo me parece uma aventura e tanto, vai atrás dele, talvez você consiga alguma pista. ” — O pinheiro de Thalia me passava um tom feliz e me dava uma certa determinação. Antes que eu pudesse responder, o coelho já estava passando por mim e entrando por um buraco ao lado do pinheiro. —  “Essa é sua deixa, vai! ”

— Se cuida até eu voltar. — Respondi para o pinheiro, colocando Taylor no meu pescoço e pegando minha mochila com a faca. Passei pelo buraco procurando pelo coelho, mas tudo que eu consegui foi uma queda, e a sensação de movimento fez com que eu ficasse enjoado, mas segurei meu estomago. Taylor segurava com sua perda em torno do meu pescoço, e sua mãozinha de marionete agarrava-se ao meu cabelo com força, enquanto a outra segurava sua espadinha, também com força.

A queda parecia interminável, mas mesmo assim acabou extremamente rápido, me deixando em uma floresta, cheio de árvores diferentes, coloridas, cogumelos, flores e muitas outras coisas que pareciam ser de outro mundo, coisas que eu nunca vi na vida. As luzes do local deixavam a paisagem como algo mágico, até mesmo os animais pareciam ser encantados, cantarolando como se estivessem em um tipo de musical, mas mais do que isso, as plantas também cantavam e eu podia ouvi-las em toda sua animação, e uma pequena porção de terror em torno de suas vozes.

— Bem-vindos a floresta encantada. — Disse uma voz que eu não sabia a origem, mas estava ciente de que não era de nenhuma das plantas ali.

— Are we out of the woods yet? (Já estamos fora de perigo?) — Cantarolou Taylor, esperando que minha resposta fosse sim, porém, nem mesmo eu tinha a resposta para isso, apenas sabia que estávamos longe do acampamento, e talvez demorássemos algum tempo para encontrar o caminho para casa. Comecei a caminhar cuidadosamente pela floresta, e Taylor continuou. — Are we in the clear yet? In the clear yet? Good. (Já está tudo resolvido? Tudo resolvido? Bom!)

[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 100/100 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 100/100


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor está sentada em meu ombro e ela fala cantando.
- Faca na mochila.
- Postado no período de bônus de fragmento.



Recompensas:


- 500 XP
- 500 Dracmas
- 1 Fragmento x 2 (Bônus de Fragmento do evento) = 2 Fragmentos.



Habilidades:

Nome do poder: Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum



Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Hécate em Seg Maio 13, 2019 8:40 pm


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmentos



Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos



comentários:
Apesar de encontrar pequenos erros de digitação, foi bom conhecê-lo um pouco mais e entender mais de sua história, Simon. Apenas revise o texto com cuidado antes de postar, mas não é nada que valha um desconto. Seja bem-vindo ao evento.

É nóiz que tah!




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Mensagem por Simon M. Stilinski em Ter Maio 14, 2019 11:39 am

I FIND MYSELF.
Eu havia tirado a camisa, revelando os perfeitos músculos de minha barriga, a praia foi uma péssima ideia para escapar. A água, pelo cheiro, aparentava ser salgada e eu não podia arriscar uma desidratação, quase não havia peixe também, para que eu conseguisse pescar, e os que tinham, corriam assim que eu me aproximava para tentar pegá-los. Meu estômago estava roncando, e eu não podia confiar nas plantas para comer, qualquer coisa nesse local poderia ser venenoso, isso me gerava fraqueza e cansaço, me obrigando a repousar perto de uma árvore para poupar energia.

Recostado na árvore, observando o mar, pude ver alguns seres saltando pelo local, as caldas de golfinho levantando gotas conforme batiam na água era maravilhoso, mas o mais incrível eram o formato de seu corpo, belas pessoas, mulheres e homens, que provavelmente deveriam ser sereias, pelo menos dos contos de fadas, eu estava deslumbrado com a dança que faziam em meio a água, com a felicidade que estavam, que quase não percebi a luta que começava no meio da praia.

— Now we got problems. And i don't think we can solve then. (Agora nós temos problemas. E eu não acho que podemos resolver eles.) — As palavras de Taylor me fez olhar para o lado e ver dois trolls grandes, o primeiro, estava no chão, parecia estar gravemente ferido e desmaiado, com marcas serrilhadas em sua pele. O outro estava lutando usando uma maça, a sua pele azul quase não mostrava ferimentos, o que indicava que seu adversário poderia ter problemas.

Me levantei, saquei minha faca, deixando Taylor para trás e obstinado a matar aquele troll. Ao me aproximar, pude ver um pouco melhor do garoto que lutava contra os trolls, ele era um pouco menor que eu, sua roupa inteira era preta com detalhes prata e dourado, salvo sua camisa que era azul marinho e vermelho. No entanto, não consegui ver seu rosto, pois a cabeça estava coberta por um capuz preto, fazendo sombra em seu rosto, mas pude ver sua arma, que mais parecia uma chave, a lâmina prateada formava uma coroa, onde seriam os dentes da chave, o punho dela, era trabalhada em amarelo, dando conforto e firmeza para o garoto, enquanto desferia seus golpes.

O garoto percebeu minha aproximação furtiva e tentou desviar a atenção do monstro, seus golpes não eram muito elaborados por esse motivo, alguns ataques nas pernas, nos braços e tentava se desviar da Maça. Assim que eu estava perto o suficiente do monstro, segurei a faca com o braço esquerdo e emanei minha energia no braço direito, fazendo surgir uma luz com as cores do arco-íris, com a minha faca, acertei as costas do troll para chamar atenção do monstro, ele se virou e usei minha mão direita imbuída em luz para atacar os olhos do ser azul, em seguida pulando para trás, me reposicionando.

O garoto aproveitou que eu havia me afastado e que o troll já não estava vendo muito bem para lançar um ataque tão bonito quanto perigoso, em sua mão surgiu uma segunda chave, a lâmina era verde, com um caule passando pelo meio dela, onde deveria estar as marcações da chave, havia uma rosa e seu cabo era igual a da outra chave, porém esverdeada. Ele fincou a nova espada no chão, e do exato local onde eu estava anteriormente, várias raízes verdes e cheias de espinho surgiram, as raízes envolveram o troll, o prendendo. O menino desapareceu, mas não por ter ido embora, e sim por ter ataques tão rápidos que meus olhos não acompanhavam, a próxima vez que eu vi o garoto, ele estava parado no mesmo lugar que tinha saído, mas o troll estava no chão, todo ensanguentado e com muitas feridas de serrilho.

— Valeu pela ajuda. — Disse o garoto, retirado o capuz com sua mão coberta por uma luva da mesma cor de sua roupa, revelando seu cabelo castanho arrepiado, seus olhos azuis e sua pele branca, o garoto se aproximou de mim e estendeu a mão. — Guarda real do Mickey, sou Sora e você? — Perguntou, esperando uma apresentação formal, Taylor estava longe e na areia demoraria para chegar, então me pronunciei.

— Simon. Onde eu estou? Quem é você? O que é esse lugar e como eu saio daqui? — Muitas perguntas diretas, mas me recusei a tocá-la. Ele embainhou sua espada antes de falar comigo.

— Você está na floresta encantada. — A mesma coisa que a voz disse quando cheguei, mas não explicava muita coisa. — O coelho deveria ter explicado tudo para quem viesse… — Ele disse, sem considerar que eu não havia falado com o coelho, apenas pulado para dentro do buraco dele. — Bem, não sei como você vai sair daqui, mas talvez tenha uma maneira. — O garoto começou, e agora minha atenção estava voltada a ele. - Eu sou da guarda real, o que significa ficar viajando por reinos e as keyblades me ajudam com isso.

— Então você pode abrir um portal para mim? — Indaguei.

— Não exatamente. — Sua voz parecia preocupada. — Há algo de errado com as keyblades desde que tudo aconteceu. E parece que apenas abre o portal pode passar por ele. Então você vai ter que arrumar outra forma de fazer isso.

— E se você me ensinasse? Eu aprendo as coisas muito rápido. — Perguntei, tentando parecer um pouco menos ignorante, na tentativa de que ele tivesse pena de mim.

— Eu tenho muita coisa para fazer, esse reino está um completo desastre, alguém precisa salvá-lo. — Ele disse preocupado, encarando o mar como se estivesse vendo o próprio Hades.

— E por que você não usa aquilo para derrotar todos os trolls? — A ansiedade estava me fazendo fazer perguntas idiotas, até que finalmente Taylor chegou com sua espada.

— Primeiro, que os trolls não são ruins, eles estão sendo controlados por um humano da sua terra. — Ele parecia compartilhar a minha ideia de que humanos são ruins, mas não queria falar com todas as letras. — Segundo, que a técnica que eu usei leva algum tempo para carregar. Então, obrigado pela ajuda, mas eu tenho mais coisas para fazer e boa sorte com a sua busca.

— Não, espera, eu posso te ajudar, eu sou um semideus, é só me explicar a situação. — Eu disse. Meu estômago começou a fazer barulhos pela fome, quase que ao mesmo tempo que a do Sora.

— Tudo bem, vamos para o castelo da Belle, lá nós comemos alguma coisa e treinamos. — Ele disse, guiando o caminho, contornando a floresta e me contando toda a história do garoto de coração enegrecido.

[...]

Após algumas horas, já havíamos comido, descansado e Sora iria começar a me ensinar a usar uma de suas keyblades. O salão que estávamos, parecia um salão de baile o chão liso com o desenho do piso formando uma grande flor de lótus e muitos pilares rodeando a sala circular cheia de janelas. Belle e a Fera estavam no segundo andar do castelo, para nos deixar treinar, Lumiere e Horloge estavam nos assistindo em cima de uma mesa, perto de um dos pilares, enquanto Madame Samovar e Zip estavam na cozinha, junto com outros empregados da mansão.

As Keys que Sora separou para o nosso treinamento eram simples e semelhantes a que ele usou na batalha anterior, lâmina prata com cabo amarelo, e ele já havia me alertado que essas não seriam as Keyblades que eu iria usar para voltar para casa, apenas para o nosso treinamento. O garoto de cabelos castanhos entregou uma das armas para mim e pulou para trás, tomando uma distância segura de mim para poder explicar o fundamento da arma e como usá-la corretamente.

— Tenha sempre em mente que uma Keyblade não é uma espada, é uma chave, e como tal, ela não corta, ela rasga. — Disse ele, não parecia fazer sentido, mas pensando nos machucados que ele deixou nos dois trolls, eu percebi que era sobre isso que ele se referia. — Se tratar uma Keyblade como uma espada, você vai acabar se machucando mais do que ao seu adversário. — O garoto girou a Key, como se estivesse a ajeitando em sua mão, até finalmente estica-la como se fosse uma extensão de seu corpo. — O mais importante disso é segura-la com firmeza e bater com força, pois seu principal dano é contundente. — Ele olhou minha cara de confuso. — Contundente significa... — Começou.

— Eu sei o que contundente significa, mas como você fez tantos cortes no primeiro troll, se ela é contundente? — Perguntei, tentando entender o verdadeiro poder da arma.

— Eu rasguei ele com os dentes da chave, igual vou fazer com você se você não ajeitar essa postura e se defender do meu ataque. — O garoto terminou sua frase correndo para cima de mim, mas com uma velocidade razoável, que me fizesse conseguir ver o ataque.

O golpe era para funcionar como um martelo, deixando os dentes da chave virado para si mesmo, não perdi tempo, posicionei minha Key em defesa para interceptar o golpe da arma. Nesse momento fazia sentido deixar o dente da chave virado si mesmo, pois o garoto, que se manteve no ar por um curto período de tempo, ao ter seu primeiro contato com o chão exerceu uma força muito grande para a esquerda usando sua chave, essa força foi apenas para usar os dentes de minha arma como gancho e arremessa-la do outro lado do salão. O ataque em questão foi simples, aproveitando minha desestabilidade por perder a arma, deu uma joelhada em minhas costelas com a perna esquerda e assim que se equilibrou novamente com a perna esquerda, posicionou seu pé direito em meu peito, se impulsionando para trás e me jogando para perto de um pilar.

— Você não tem nenhuma força física. — Disse, caindo graciosamente no chão, após o ataque que devia ter durado apenas alguns segundos.

— Isso não parece ser um problema, você conseguiu me derrubar sem força. — Retruquei.

— Se você sabe o que significa contundente você sabe que é necessária força. — O instrutor falou.

— Ou velocidade, velocidade também pode gerar força. — Pensei.

— Mas você ficou parado, achei que confiasse na sua força. — Ele deixou escapar um sorriso irônico.

— Eu fui pego de surpresa. Mas quero tentar de novo. — Continuei, me levantando e indo até a Keyblade.

— Tudo bem, mas vai ter que pegar sua arma comigo atacando. — Disse de maneira desafiante e logo desaparecendo para outro ataque.

Comecei a correr até a Keyblade, mas faltando 5 metros da arma o garoto apareceu em minha frente, dando outro golpe igual ao anterior. Dessa vez descobri uma habilidade que eu não conhecia até agora, meu corpo travou com o ataque e se moveu poucos centímetros para trás, evitando o ataque, que chegou a quebrar o chão com a força. Aproveitei o erro para dar um pulo para trás, minha intenção era devolver em um soco, e quase o fiz, porém, eu mesmo fui pego de surpresa pela minha habilidade. Ao fechar o punho, a sala que estava com baixa iluminação começou a se iluminar em uma alta intensidade, deixando-o sem plena visão do ambiente, e foi o que eu precisava para correr até a chave. Quando a arma estava a dois metros de mim, a luz forte passou e eu sabia que viria outro ataque, me arremessei contra a espada e antecipei o terceiro ataque do garoto, igual ao anterior. Aproveitando que o mesmo estava no ar, chutei seu estomago, mandando-o para trás de mim, em direção a parede.


Rolei para o lado a tempo de nos levantarmos ao mesmo tempo, mas ele não parava, ele veio para um quarto ataque, dessa vez os dentes da arma estavam virados para mim e poderia certamente rasgar minha pele. Me lembrei de seu primeiro movimento para me desarmar, firmei a arma em minha mão direita e fui de encontro com seu ataque, usando a parte lisa de minha chave para prosseguir com o movimento de Sora, deixei-o seguindo até que a ponta de sua arma estivesse na mesma linha que meu ombro, que dificultaria para interromper meu ataque, soltei minha espada para pegar força e, quando ele estava na mesma linha de meu corpo, pude acertar suas costas com uma cotovelada. Continuei meu ataque, me virei de frente para o garoto que estava desestabilizado e, usando a velocidade do movimento do meu corpo ao corre e do meu braço ao atacar, pude acerta-lo na costela uma última vez, o derrubando no chão.


— Parece que você consegue pegar o jeito de usar uma Keyblade, um pouco mais de treino e poderá ser muito forte, mas esse treino está encerrado, por hora. — Ele falou, se levantando. A porta gigante do salão se abriu, revelando Taylor, que nos olhou e cantou.

— Trouble, Trouble, Trouble!!! — Eu não sabia se Sora havia entendido, mas eu tinha certeza que ela estava falando que alguma coisa havia acontecido.

Continua em... Uma Aventura Digna de Contos de Fadas


[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 140/170 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 160/170


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor está sentada em meu ombro e ela fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.
- Recuperei MP comendo, mas perdi 10 com o poder que usei depois, por isso o baixo MP, descontei valores referentes aos golpes que tomei. Não achei uma tabela de dano fixo, considerei uma perca de 30 de HP. Depois me avisa se a recuperação de MP e a perca de HP não foram válidas que eu conserto no próximo post.
- A arma citada será recompensa da OP, Uma aventura digna de Contos de Fadas



Recompensas E Missão:


Peculiaridades do mundo mágico – Todo personagem do reino da fantasia possui alguma peculiaridade escondida, uma arma que sabe dominar e não contou a ninguém, um estilo de luta diferente, um saber escondido que não quer compartilhar. Você acabou cativando um desses personagens e ele decidiu te transformar no pupilo dele. Aprenda uma habilidade peculiar com algum personagem do mundo mágico.
Ex: Aprender arco e flecha com a Merida, aprender uma luta marcial com o príncipe Adam, aprender a rugir com um dos monstros de monstropólis. Podem aprender qualquer habilidade, desde que essa possa ser passada a frente, ou seja, não é permitido desenvolver habilidades que não possam ser aprendidas.
Observação: Essa missão pode gerar uma única habilidade e você quem descreve ela, porém ela passa por avaliação e pode ser modificada.
Observação 2: Essa missão só pode ser feita uma única vez por personagem.
Recompensas: 5.500 XP e Dracmas + Habilidade + 3 Fragmentos.
Requisito mínimo: Nível 1.

Habilidade: Nome do poder: Pericia com Keyblades
Descrição: Keyblades são armas exclusivas dos contos de fadas, e apenas lá se pode adquirir uma. Keyblades são chaves de aproximadamente 1 metro e 10 centímetros, que causa danos de armas pesadas, mas que podem rasgar a pele utilizando os dentes da chave. Essa habilidade é ter esse conhecimento sobre essas armas e como manuseá-las, dando maior habilidade ao realizar ataques e estabilidade ao utiliza-las.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de assertividade no manuseio de Keyblades.
Dano: +10% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.



Habilidades:

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Resistência a luz
Descrição: O semideus possuirá certa resistência a ataques que envolvem luz. Por exemplo, se um forte clarão surgir, ele(a) conseguirá ver perfeitamente, sem nenhum problema relacionado a visão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de resistência a luz
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Explosão arco-íris
Descrição: O semideus pode criar uma esfera arco-íris e lançar em direção do alvo, ao entrar em contato com o alvo ela causará dano com uma pequena explosão colorida.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10

Nome do poder: Bloqueio visual
Descrição: O Semideus filho de Íris/Arcus pode canalizar a luz do ambiente, deixando-a mais intensa nos olhos de seu adversário. Isso o deixará sem foco por alguns instantes.
Gasto de Mp: 10
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O inimigo ficará atordoado por um turno.
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 2 turnos.




Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Simon M. Stilinski em Qua Maio 15, 2019 10:06 pm

I FIND MYSELF.
Era uma vez... uma princesa, cabelos cacheados e vestido rodado amarelo, sua pele branca era linda quando estava dançando, seus olhos castanhos brilhavam de paixão ao ler um livro, a boca era macia e num tom de rosa tão suave que parecia um algodão doce, no entanto, sua parte mais bonita era o seu grande coração, por se apaixonar por uma fera, feia por fora, mas que havia melhorado por ela, havia redescoberto sua parte humana por ela, e agora estavam vivendo seu felizes para sempre... ou era o que pensávamos.

— Eles pegaram Belle. — Disse Sora ao ver um ser acinzentado leva-la desacordada em seus braços. O ser era humanoide com longos tentáculos finos como se fossem seus braços e pernas, sua boca parecia cortar seu rosto, uma faixa roxa se estendia pela lateral de seu corpo, e seu último detalhe era uma cruz cuja parte inferior formava um coração de cabeça para baixo, como se fosse uma tatuagem. E mesmo sem olhos para poder enxergar o caminho, sabia exatamente para onde ir.

— Vamos, eu te ajudo, posso usar essa Keyblade do treinamento, você já tem outras duas. — O garoto olhou para nossas mãos e parecia se decidir o que fazer. — Não temos tempo pra isso agora, ele vai sumir.

— Eu tenho uma ideia melhor. — Através de pequenas estrelas brilhantes, as chaves sumiam de nossas mãos. — Vamos usar Oathkeeper e Oblivion... — Ele disse como se eu soubesse o que eram. Por fim, surgiram em nossas mãos duas chaves, completamente diferentes das que eu já havia visto.

Em minha mão, uma chave branca, cujo cabo lembravam duas asas, a parte metálica se alongava em dois cilindros pratas, até a ponta, que velava uma estrela de 7 pontas como dentes da arma, era a Oathkeeper. Oblivion surgia nas mãos de sora e era totalmente diferente, ela era totalmente negra, o cabo lembrava asas de morcego, o alongamento dela era claramente afiado como uma espada comum e em sua ponta, um quadrado negro com uma única protuberância lembrava se revelava como dentes da espada.

Com as espadas em mãos, saímos pelo salão de entrada, passando em frente a uma escada que se dividia em duas, levando para áreas diferentes do castelo, no segundo andar, e por duas estátuas de soldados segurando uma espada e um escudo. Infelizmente, não conseguimos ir muito longe, fomos interceptados por uma coisa diferente da anterior. Ele possuía mãos e pés, e todo seu corpo parecia uma armadura, com protuberâncias que poderiam perfurar em seus ombros, coxas e calcanhar, a mesma marca do outro estava em sua cabeça, e seus detalhes finais eram uma fita que passava pelo meio de seu corpo, lembrando um zíper, e um cachecol azul em seu pescoço, cujas pontas se dividiam em duas pontas, dando ao monstro controle sobre 4 tentáculos.

Gostaríamos que esse fosse o único problema a enfrentar, mas logo surgiu um segundo monstro. Essa não era puramente cinza, mas era um marrom acinzentado com uma cruz marrom cortando seus peitos medianos, sua calça era vermelha com um degrade amarelo, que possuía o mesmo símbolo dos monstros. Sua cabeça começava circula e terminava em um triangulo, liberando uma trança. Seus sapatos e braceletes eram marrons e ambos possuíam protuberâncias que perfuravam, o que parecia ser um padrão nesses seres. O ser dançava no ar, esperando a chance de atacar, quando eu quebrei o silencio.

— O que são essas coisas? — Começamos a nos afastar cuidadosamente para se preparar para a luta.

— São Nobodys (Ninguéns). — Disse ele.

— Claramente são alguma coisa. — Ironizei as poucas palavras do garoto.

— São humanos que perderam seus corações no mundo dos contos de fadas, é nisso que se transformam. — Sora continuou. — Eu pego a garota, você fica com o monstro.

— E te deixar com a parte mais fácil? Não mesmo, eu pego a garota. — Contrariei, me achando a pessoa mais esperta do mundo.

— Você que sabe, só não me atrapalhe. — O garoto riu, como se eu tivesse feito algo engraçado, em seguida correu para o monstro, desviando habilmente dos ataques do mesmo.

Antes que eu pudesse sair do lugar, o monstro que era meu adversário me puxou para uma dança no céu, puxando-me pelo pulso direito, e me dando seu pé para me estabilizar, começou uma valsa muito rápida até que estivéssemos a uma certa altura do chão.  Então me jogou para cima usando apenas uma mão e desferiu um chute contra minha canela, e um segundo chute no peito para me arremessar para baixo, cai no chão com força, mas eu tentei evitar uma fratura grava, rolando para o lado. Os poucos flashes que eu via da luta de Sora, era ele se esquivando do monstro, mas eu sempre tinha aquela sensação de que ele estava me observando.

— E agora, Simon? Quer trocar? — Ele brincou, já sabendo qual seria a resposta. Minha personalidade não me deixava dizer que ele estava certo, mas eu me levantei e acenei com a cabeça para ele.

O Defensor da terra dos contos de fada pulou na cabeça do monstro guerreiro, e antes que o monstro o atacasse com seus tentáculos azuis, ele saltou novamente e acertou um golpe com sua Chave, um ataque em linha reta para o chão, como o que havia usado contra mim, porém, esse golpe soltou estrelas negras e arremessou a dançarina contra o chão. Ajeitei a Oathkeeper em minha mão e parti para o ataque contra o meu novo adversário, seu primeiro ataque foi tentar me empalar com seu primeiro tentáculo, em um movimento freezado, consegui que o ataque dele acertasse o chão a minha frente, pisei no tentáculo e usando uma das pontas da estrela, rasguei o mesmo, deixando sobrar apenas três tentáculos.

Um segundo ataque de tentáculo veio, dessa vez em forma de chicote, movendo-me para o lado esquerdo, vi que a força exercida tinha sido o suficiente para destruir o chão a minha frente. Segurei com a mão esquerda o tentáculo, como quem segura as rédeas de um cavalo, para usar a Chave e corta-lo também. Esse seu segundo ataque gerou um grito forte do monstro, que começou a dar ataques de maior extensão e aleatórios a sua volta, me obrigando a recuar e pensar em uma estratégia nova. Olhei para sora, que lutava no ar com tanta velocidade e flexibilidade que parecia voar, percebi que o garoto poderia me ajudar em um novo ataque e resolver um dos problemas de uma vez.

— Sora, espero que esteja pensando no mesmo que eu! — Olhei para ele, ele devolveu o olhar e em seguida viu o monstro atacando aleatoriamente.

— Talvez você não seja tão estupido. — Ele devolveu sorrido e jogando sua Oblivion contra o monstro feminino, a mesma, ao ser atingida por muitas estrelas negras, foi arremessada contra o monstro guerreiro, enquanto Oblivion voltava para as mãos de Sora.

Assim que ela estava ao alcance do monstro, foi atingida por uma chicoteada que a fez explodir em um tipo de tinta marrom que logo desapareceu do campo. Meu olhar se encontrou com o do garoto novamente, e por um momento, pude imaginar que o mundo tivesse parado para nós a tempo o suficiente de montarmos uma estratégia, pois a sinergia foi forte o suficiente para que nós dois nos preparássemos segurando as Keyblades com as duas mãos e corrermos em direção ao monstro, acertando-o pelos dois lados e finalizando com estrelas brancas e negras.

— Legal, minha chave também solta estrelas brilhantes. — Comemorei em voz baixa.

Do castelo, saíram Horloge, Lumière, Madame Samovar, Zip e Taylor. Ambos pareciam querer falar conosco antes de partirmos, mas Horloge era o mais preocupado e que aparentava ter o maior medo. Lumière nem ao menos olhava para nós, parecia estar focando sua atenção no bosque, como se procurasse algo. Zip estava um pouco entusiasmado com a situação, e falava o tempo todo sobre querer ir junto na missão, enquanto Madame Samovar já estava irritada com a pequena xicara. Logo o clima leve perdeu seu espaço para uma onda de pavor que tomou o campo, Fera saiu de seu castelo com um olhar sanguinário.

— Eu vou com vocês, certamente sou mais rápido que esse pirralho. — Falou com Sora, sem nem ao menos se importar com minha presença.

— Também irei, estou com eles em vista. — Disse Lumière, que de algum modo enxergava a temperatura do corpo de Belle.

— Suba nas minhas costas semideus, nós vamos bem mais rápido assim. — Eu duvidava que isso fosse possível, mas peguei Taylor e Lumière, colocando-os entre eu e o fera, para que não caíssem durante a viagem.

Assim que eu ajeitei minhas mãos nos pelos de Fera, o monstro começou a correr em uma velocidade absurda que meus olhos mal acompanhavam. Sora estava planando com uma nova chave, da qual eu só conseguia ver um borrão azul pela velocidade que estávamos, vez ou outra ele colocava o pé no chão para poder continuar, mas logo retomava sua velocidade. Lumière ditava o caminho para o príncipe, enquanto Taylor agarrava-se a minha barriga, pois não aguentara segurar os pelos do ser com uma mão por muito tempo. Nossa aventura nos levou de volta a praia, a tempo de vê-los adentrar uma bolha magica de água e se aprofundarem no mar.

— Como iremos seguir eles agora? — Indaguei.

— Vocês vão, não posso entrar na água... vou defender o território aqui fora. — Disse o fera, não quis perguntar se tinha relação com a família felina, mas ainda estava confuso com toda a situação.

— Eu conheço uma amiga. — Finalmente Sora respondeu, estava começando a me perguntar quem ele não conhecia ainda.

O garoto tirou uma concha do bolso, grande o suficiente para que pudesse comer uma refeição dela, e isso tornava a quantia de itens que ele possuía grande demais para um bolso normal. Puxando todo seu ar, ele assoprou na concha, eu ouvi como se uma cascavel chacoalhasse seu rabo, não tinha como aquele som penetrar o mar, até eu ver um cardume imediatamente pular pela água vindo em nossa direção, devia ter umas 15 sereias com as mais variadas cores de caldas, mas era uma em especial que ele buscava: Uma ruiva de calda verde com um olhar de exploradora, a garota mais sonhadora do mundo dos contos de fada, a sereia Ariel.

— Eai Sora, quanto tempo. — Disse um peixe amarelo.

— Fazia muito tempo que você não nos visitava, achamos até que tinha morrido. — O garoto pareceu engolir em seco com o comentário, e preferi não tocar no assunto.

— Desculpem por isso, estou fazendo meu melhor... — Ele disse arrependido. — Mas estamos com pressa, uma das Princesas Coração foi raptada e levada para o reino submarino. Precisamos salva-la. — Imediatamente um caranguejo surgiu na praia, carregando em suas garras, várias algas marinha.

— Espero que gostem, por que é a única maneira de entrar. Vai lhes dar respiração subaquática e caldas de sereia. — Sora pegou uma alga e foi para o mar comendo-a, em seguida Lumière o seguiu, assim como Taylor e por fim, eu fiz minha parte. O gosto era de alface com molho de peixe, ou pelo menos é como eu imaginava que o gosto seria. A transformação foi rápida, envolvendo minhas pernas em uma luz mágica e, com um leve calor, minhas pernas mudaram para uma calda cor de arco-íris.

O contato com a água resfriou meu corpo e, como um tsunami, pude sentir todos os sinais da minha luta começando a me afetar. Me obrigando a tossir sem parar pelo chute no peito e levando minha mão direita para o peito, como se eu pudesse segurar a dor. Sora pareceu perceber que eu estava com um problema, por que ele chegou perto de mim e, com um movimento de mãos, uma luz verde me envolveu totalmente, fazendo com que até mesmo pequenas cicatrizes do meu corpo sumissem. Ao terminar sua magia, eu estava bem novamente, e finalmente iriamos para Atlântica, a cidade das sereias, enquanto Lumière tentava encontrar Belle, olhando por todos os lados, mas por sua visão ser térmica e a água muito fria, era muito difícil encontra-la ali.

[...]

Após algum tempo de viagem, nadando por entre peixes das mais variadas cores e tamanhos, chegamos ao reina aquático, decorado com muitas esponjas do mar e algas, assim como era construída por um tipo de outro diferente dos que eu conhecia, algo que podia nem mesmo existir no meu mundo. A arquitetura da cidade havia traços de construções antigas, mas também era única e poderosa, as sereias nadavam pelos telhados ponte agudos, alguns pequenos peixes estavam sempre limpando as estruturas, e Ariel nos guiava por muitas colunas douradas, até chegar a uma grande caverna.

A caverna, cheia de objetos perdidos por navios que afundavam, tinha em seu centro um trono, que pude reconhecer imediatamente: Bronze Celestial. E nele se sentava um ser branco de cabelos e barbas brancas, calda azul petróleo e segurava em sua mão direita um tridente, do mesmo material dourado que o das construções. Arial imediatamente nadou até o homem e falou algo em seu ouvido, eu não pude escutar, mas parecia algo sério, pois o homem fechou a cara imediatamente, acenando para uma lula se aproximou de nós, trazendo uma concha aberta. Assim que ele se aproximou de mim, eu comecei a levar minha mão para pegar uma pérola que havia lá dentro, mas o polvo fechou a concha com raiva e Sora pegou-a, tentando tranquiliza-lo com um sinal de cabeça.

Saímos da caverna, em silencio, como sinal de respeito, mas assim que passamos da abertura da caverna, comecei a falar:

— Quem era ele? — Perguntei, com a voz saindo de maneira estranha pelo contato com a água.

— Ele é o Rei Tritão, pai de Ariel... — Começou Sora, aquela alga havia mudado nossas vozes e respiração para que pudéssemos conversar embaixo da água sem nos afogarmos.

— E filho de Poseidon. — Completou Sebastião, o caranguejo.

— Isso o torna um semideus também... — Falei comigo mesmo enquanto seguíamos caminho para algum lugar no meio da imensidão de água.

Chegamos a local totalmente plano, apenas com um altar de arenito a frente de uma parte onde o oceano parecia ficar sem passagem de luz. Sora tirou a pérola da concha e colocou em um buraco no altar, que parecia ser o encaixe perfeito, pois emitiu uma luz por ranhuras no arenito e foi descendo por seu pilar até sumir dentro da areia. A planície atrás do altar, cedeu, e em seu lugar se levantou um local semelhante a uma capela, revelando muitas armas e baús em metais dos mais variados, incluindo alguns itens não convencionais, como uma Keyblade e um Katar.

— Meu pai deixou que vocês escolhessem suas armas, sejam cuidadosos, vocês vão levar elas pelo resto de sua viagem. — Ariel nos alertou.

— Mas já temos nossas armas. — Disse, olhando nossas Keyblades.

— Não, eu tenho uma arma, você está aprendendo a usar uma. — O garoto me corrigiu. — Escolha algo que você saiba usar, não podemos falhar nessa missão.

Sora se aproximou, pegando a nova Keyblade. O cabo azul lembrava ondas do mar, os detalhes de sua extensão se assemelhava a esponjas do mar de coloração vermelha e onde seriam os dentes da chave, era uma concha. Taylor estava brincando com uma pulseira, e, imaginando que também seria uma arma, tomei de sua mão. Instintivamente, eu sentia saber usar aquilo, mesmo sem nunca ter visto uma, coloquei-a no braço esquerdo e ao movimentar meu pulso, liberava uma adaga afiada. Meu instinto também me levou a pegar uma Katana simples, observando-a com cuidado.

— Você devia pegar armas que sabe usar, não coisas que você viu em filme. — Disse se aproximando de mim mexendo no seu cabelo castanho.

Usei minha mão direita para segurar o cabo da espada firme, enquanto a esquerda ainda segurava a Keyblade. Movi minha mão direita em um corte diagonal contra o rosto de Sora, que parou o ataque com a nova Chave, em seguida desferi outro golpe com a espada contra suas pernas, o obrigando a saltar para o lado direito e por fim, tentei acerta-lo na barriga com outro corte, mas o garoto interceptou o ataque com sua arma, tendo uma leve dificuldade.

— Acho que eu sei usar uma. — Brinquei. Saímos do local das armas e Ariel escondeu-o novamente ao retirar a perola do altar.

— Obrigado, senhorita Ariel. — Disse Lumière. — Mas temos que ir, encontrei a senhorita Belle e ela está indo para Arendelle. — Lumière olhou para nós com suas velas apagadas, para checar se estávamos preparados, e continuou. — Avise o senhor Adam que estamos indo a Arendelle, para ele nos encontrar lá. — A garota devolveu com um olhar de confiança e seguiu nadando a uma velocidade muito alta. Coloquei a Katana em minhas costas, Taylor pendurada em meu pescoço e, antes que eu começasse a nadar, senti a mão de Sora entrelaçar a minha, enquanto segurava Lumière com a outra e novamente nossas Keyblades haviam sumido. Sora era extremamente rápido, mesmo em água, e forte o suficiente para me levar em alta velocidade pelo mar, apenas batendo sua cauda.

[...]

Nossa viagem não resultou em uma segunda praia, mas sim na parte de trás de um grande castelo medieval, um pouco afastado das outras casas do reino, mas não iriamos muito em frente nesse local, nossa viagem terminava exatamente nesse ponto, onde príncipe Adam, o fera, nos esperava zangado. Ao seu lado havia um portal negro de bordas azuis, que pareciam levar para outro lado desse estranho mundo, e pela cara de Sora, ele conhecia o portal, pois sua expressão era um misto de medo e preocupação, assim como o de Lumière.

— Eles entraram ai? — Perguntou Sora, mas já sabendo a resposta. O monstro confirmou com a cabeça. — Simon... — Começou o garoto. — A partir desse ponto, eu não tenho mais da maior parte de meus poderes... incluindo minha cura. — O garoto materializou um pote em sua mão, entregando-a para mim. — Essa é minha única garantia de que você vai sobreviver.

— Que lugar é esse? O que está acontecendo? — Eu estava confuso.

— Essa é a terra sem magia. — Explicou fera. — O lugar onde os contos de fadas perdem a maior parte de sua magia, poucos são os seres que voltam de lá. Coelho era o único que conhecíamos que podia usar poderes lá. — Sora parecia chateado.

— Mas... — Comecei. — Você falou que seus poderes não eram daqui. — Era uma missão que poderia levar a minha morte, então não sabia se eu iria continuar.

— E parte deles não são, ainda poderei usar a chave que eu levar para lá, mas não poderei mais materializar outras chaves ou usar parte da minha magia, lá eu ficarei a mercê das chaves e da minha velocidade. — O garoto falou com preocupação.

— E o fera? Ele não pode ir junto. E se a magia dele sumir e ele morrer? — Continuei, mas em minha mente eu já sabia o que eu faria.

— Ele pode ir junto, a magia nele e em Lumière também não são de uma feiticeira daqui... — Ele continuou. — Foi jogado por uma semideusa, e lá é a sua terra, você pode seguir por esse portal, mas não precisa lutar conosco.

— Não, vocês vão me levar para casa, eu lutarei ao lado de vocês para quitar minha dívida. — Falei, para encerrar a conversa.

— Nesse caso... — O garoto fez surgir em minha mão esquerda, a Oathkeeper. — Você não precisa usa-la, mas eu quero que fique com você durante a luta, vai te lembrar da promessa que você acabou de fazer. — Sorri, aceitando a ideia.

O garoto materializou Oblivion em sua mão direita, e na outra mão, a chave que pegou com Ariel, me lembrando de sacar minha katana também. Fera esticou suas mãos, liberando suas garras, enquanto Lumière estava no chão ao lado de Taylor, também determinado a resgatar a princesa sequestrada. E um a um passamos pelo portão, sendo levados a um gramado, plano, onde não havia nenhuma pista sobre onde estávamos. A única prova de que estávamos no lugar certo, era o fato de Belle estar deitada no chão, cercada por 2 Nobodys iguais ao que haviam sequestrado ela. Havia no entanto outro monstro estava atrás dela, bem maior e parecia que estava drenando algo dele.

O monstro diferente, era do tamanho de uma casa, parecia um polvo dentro de uma armadura negra, seus 4 tentáculos vermelhos, estavam acima de sua cabeça, formando um arco. Seus olhos estavam fechados dentro de sua armadura, e entre seus olhos, havia um buraco branco, como uma boca, que sugava uma luz azul mágica da Belle, que agora começava a flutuar. Era claro que Adam precisava de ajuda para alcançar sua amada, então eu e Sora corremos para frente dos dois seres cinzas, utilizando nossas armas para separa-los.

Eu não prestei muita atenção em Sora durante a luta, ele saberia se cuidar, me preocupei com o ser que se movia como se não tivesse ossos. Em uma tentativa falha de acertar uma estocada em seu peito, o ser desviou de minha katana jogando seu corpo para o lado, ao mesmo tempo que chutava meu rosto. Ele era fraco, então não havia doído muito, mas com muitos chutes desse eu poderia perder essa luta, revidei com um corte de cima para baixo na diagonal, esperando que ele não desviasse, mas o mesmo deu um salto grande o suficiente para escapar do golpe, parar atrás de mim e empurrar minhas costas com seus dois pés, se equilibrando com as mãos.

— Foco Simon. — Disse para mim mesmo, mas meus poderes, ou pelo menos os que eu conhecia, eram relacionados a visão, e ele não parecia enxergar. Movi minha Katana, e percebi o monstro reagir a isso. — Eles não enxergam... mas sabem como minha espada de move. — Em uma pequena observação na luta de Sora, vi ele acertar seus golpes facilmente. — É isso, eles não sentem as Chaves. — Joguei a katana no chão e troquei a chave de mão, o meu treino devia valer de algo nesse momento.

Essa pequena ação foi o suficiente para começar a mudar o jogo. Corri na direção do monstro, esperando-o pular, assim que ele o fez, utilizei a arma para realizar uma estocada em seu estomago, ainda no ar. Ele não pareceu sentir, mas eu sabia que estava resultando, pois ele caiu ao meu lado e girou para trás de mim, como se quisesse dar um ataque surpresa e, assim que o ataque veio, um chute em meu rosto, pude usar os dentes de minha chave para rasgar a barriga do monstro, desmanchando-o em tinta. Assim que a luta terminou, uma onda de vento dominou a arena com o urrar do monstro, jogando todos para longe dele, olhei para o monstro e percebi que Belle não estava mais lá, Adam havia tirado ela enquanto Sora e eu terminávamos com o monstro.

— Não podemos deixar essa coisa solta no seu mundo! — Gritou o defensor do mundo mágico.

— Eu não pretendo. — Respondi, pegando a Katana do chão, deixando-a na minha mão dominante e colocando a chave na mão esquerda. — Vamos lutar como um time. — Disse, pensando em proteger o mundo dos semideuses e tudo que se escondia por trás da névoa.

Eu e Sora nos posicionamos lado a lado, de frente para o monstro, imaginando quais eram os truques que ele tinha para lutar. Não demonstrou para que o monstro fizesse seu primeiro movimento, usando um de seus tentáculos para chicotear o chão onde estávamos, nesse momento percebi seus grandes olhos roxos abertos por trás de sua armadura. Eu e Sora saltamos para lados separados, mas o garoto não demorou muito para saltar novamente, dessa vez parando em cima do grande tentáculo que acertara o chão.

— Os olhos, se acertarmos, ele não pode mais nos ver. — Gritei para Sora.

— Você busca os olhos, eu vou destruir os tentáculos. — Respondeu, realizando vários golpes contra o tentáculo, enquanto subia até a origem. Ao chegar no local desejado, o garoto começou a usar as duas espadas para bater com movimentos rápidos, Oblivion liderando suas estrelas negras e a Chave Marinha liberava bolhas, por fim, o garoto conseguiu abrir uma ferida, frágil o suficiente para que ele pudesse colocar suas duas armas na ferida, fazendo força em direções opostas, rasgando o primeiro tentáculo, manchando-se de sangue e tinta roxa.

O monstro urrou de dor, enviando outra onda de ar e nos jogando para longe dele, que agora batia com mais frequência e liberava tinta conforme golpeava. Sora partiu novamente para cima, dessa vez por terra, desviando de todos os golpes que o monstro dava, não querendo ficar para trás, fiz o mesmo, até chegar na armadura que defendia os olhos, pequenas frestas mostravam ele me encarando enquanto tentava acertar Sora. Eu comecei a bater na armadura, usando a Katana e a Chave, na tentativa de quebra-la, mas era muito duro para ser destruída com golpes simples.

— É muito duro, não consigo acerta-lo, alguma ideia? — Perguntei a Sora, que lutava contra os 3 tentáculos de uma vez.

— Aguenta firme, que a ajuda já está a caminho. — Respondeu ele, se referindo ao Fera. — Na verdade, se afasta. — Ele disse, instintivamente corri para trás e me joguei no chão, ao mesmo tempo que ele destruía outro tentáculo, fazendo o monstro urrar novamente.

Seu padrão de ataque havia mudado novamente, dessa vez ele começou a girar um de seus tentáculos, gerando uma enorme ventania que tentava nos puxar para ele, isso certamente mataria nós dois se não fosse parado de uma vez. Do portal, fera surgiu novamente, urrando contra o monstro e se mantendo no chão mesmo com a ventania. Eu estava me mantendo no chão com muita dificuldade, assim como Sora, um passo nosso e poderíamos voar, Lumière e Taylor estavam juntos, atrás da única arvore do local. Em minha primeira tentativa de me mover, o vento me arremessou contra o tentáculo, fechei meus olhos, esperando a morte, que nunca veio. Minha pele brilhava, o que impediu o ataque do monstro e amorteceu minha queda.

O garoto ficou impressionado com o poder que eu havia acabado de descobrir, e decidiu agir também, usando sua lamina aquática, ele criou uma lamina superfina de água, que foi direto contra o tentáculo que girava, Sora começou a sair do chão também, mas a lamina de água foi mais rápida, arremessando o tentáculo longe, criando uma chuva de tinta e sangue enquanto se afastava. Fera fez o seu movimento, começou a tentar rasgar as partes da armadura, mas a única coisa que conseguia, era acertar o tentáculo restante, que se enfiava e soltava no chão com muita velocidade, tentando acerta-lo com uma estocada.

— Simon, você está bem? — Sora correu para perto de mim.

— Eu... por incrível que pareça estou... — Respondi para ele.

— Consegue fazer isso de novo? — Perguntou.

— Não sei como eu fiz da primeira vez, mas posso tentar. — Respondi, sem saber que eu não podia usar esse poder toda hora.

— Então nós faremos assim... — Ele começou a bolar um plano, que certamente nos daria a vitória.

Com o plano formado, comecei a correr contra o polvo em direção aos seus olhos, orando para que íris me protegesse, com a minha aproximação, o polvo desistiu do ataque contra o príncipe, e focou em mim, como o plano. No entanto, meu poder não surgiu e como se eu fosse atingido por um carro, o tentáculo parou na minha frente, me jogando para trás e me gerando muitos machucados. O restante do plano foi um sucesso, Adam e Sora criaram uma velocidade tão grande, que usando sua sincronia atacaram tantas vezes o tentáculo que o arrebentaram. Me levantei com muita dificuldade, pois era novamente minha vez de agir, mas ferido, minha velocidade estava prejudicada, e o campo começou a ficar branco.

— Isso é vapor? — Gritei para Sora.

— Não é quente, parece apenas neblina. — Minha cabeça encheu-se de ideias.

— Você consegue criar um lago com sua arma? Igual aquele golpe, só que com muito mais água? — Se ele pudesse fazer isso, eu saberia o que fazer.

— Eu posso, mas pra que? Isso vai gastar toda minha energia restante. — Ele estava preocupado.

— Confia em mim, eu vou terminar com essa luta de uma vez. — Afirmei.

— Tudo bem, então eu faço. — O garoto apoiou sua chave no chão, e dela, começou a escorrer água o suficiente para que parecesse um campo de arroz, pela água limpa que se formava em meio a grama.

O sol demorou uns dois minutos para que atingisse o ponto que eu queria, passando pela névoa branca, atingindo a água e gerando um arco-íris artificial. Ao mesmo tempo que atingia um ponto onde o dia e a noite se mesclavam, aumentando meu poder, peguei a Oathkeeper com convicção de que eu poderia usar de todo seu poder, pelo menos uma vez. Sora me olhou assustado, já devia saber o que eu tentaria fazer daqui em diante.

— Simon, seu corpo não vai aguentar o poder, você não pode... — Antes que ele terminasse, eu comecei.

— Vai ficar tudo bem, eu não vou morrer. — Respondi sorrindo, enquanto o arco-íris iluminava a lateral do meu rosto.

Respirei fundo e comecei uma corrida rápida por entre a névoa, até chegar onde o monstro estava, usei a velocidade para aumentar a força aplicada na chave, realizando uma estocada onde ficavam os olhos do monstro. O poder da arma se ativou e a chave começou a brilhar em um lindo dourado, enviando faixas de mesma cor por todo o local, até finalmente me engolir em uma esfera de luz, junto com o monstro, luz que começou a me esgotar e criar pequenos cortes em minha pele, até eu finalmente perder minha consciência, mas tranquilo por destruir o monstro que vi virar tinta em meio a luz.

[...]

— Onde estou? — Perguntei assim que abri os olhos. Eu vi o teto de vidro, como em uma estufa, e um guarda-roupa me olhava.

— Você está no mundo encantado. — Disse uma voz que eu reconheci imediatamente.

— Sora. — Ele se aproximou, me encarando com seus olhos azuis.

— Quieto, você precisa de repouso. — Ele se aproximou e acariciou meu rosto.

— O que aconteceu? — Eu me sentia curado, mas quase sem forças para qualquer coisa.

— O elixir não funcionou, tive que te trazer para cá. — Ele disse triste por fazer eu perder minha volta para casa. — Curei você completamente, mas você precisa de descanso pra recuperar as energias, você quase zerou o seu corpo naquele ataque. Muito heroico. — Nós rimos. — Mas ir para casa não vai ser um problema. — Ele sinalizou para minha mão.

Nela havia a primeira Keyblade que eu mesmo havia conquistado, seu punho era cercado por uma harpa, seguindo por um cabo de bronze celestial, com pequenos detalhes de chamas a rodeando, e onde ficariam os dentes da chave, pareciam ser chamas esculpidas no mesmo metal e extremamente afiadas, ideais para rasgar a pele. Olhei novamente para onde Sora estava, mas ele já havia ido embora, me deixando uma arma feita para que eu pudesse domina-la sozinho.

THE END.

[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 170/170 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 1/170


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor está sentada em meu ombro e ela fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.
- Minha vida foi recuperada, mas minha MP está quase zerada.
- Para quem conhece Kingdom Heart: Sora real morreu, esse é o novo Roxas, continuando o legado de Sora(TEM QUE TER O 4!!!!!)
- Uma Keyblade é conquistada de várias formas, Lumière me deu ela ao ajudar a salvar bela e quase me sacrificar.  
- O poder da arma usada no texto não é meu e nem a arma é minha, portanto não há descrições no modelo do fórum.



Recompensas E Missão:


Uma Aventura Digna de Contos de Fadas
7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos e + o pedido

Arma:
Lumière Gift [Uma arma chamada Keyblade, feita inteiramente de bronze celestial, mas com cores diferentes em seus detalhes. A Arma se assemelha a uma chave, sendo o seu cabo, envolto por borracha para não machucar o usuário, sua guarda-mão rodeia o cabo como se fosse uma harpa sem cordas. Seguindo até os dentes da chave, o bronze é desenhado em chamas cuidadosamente trabalhadas, como se o fogo a rodeasse. Seus dentes são pintados em diversos tons quente, como se realmente fossem chamas, e cada uma das 3 pontas das chamas são afiadas, perfeitas para perfurar e rasgar a pele de humanos e monstros| Efeito 1: A Keyblade pode ser desmaterializada e materializada, sendo assim, retorna ao seu estado original toda vez que desmaterializada, mesmo que seja destruída em vários pedaços. Em missão, a reconstrução pode demorar de 1 a 3 posts, dependendo do quão destruída estiver, em PVP ela volta apenas ao fim da luta. | Bronze Celestial. | 1 espaço para gema. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Uma Aventura de Contos de Fadas.]



Habilidades:

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com espadas I
Descrição: Os filhos de Iris/Arcus têm mais facilidade no manuseio de espadas, seus erros são menores, porém nesse nível ainda tem dificuldade de manuseio, mas podem aprender mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Crepúsculo Iluminado I
Descrição: Este horário em específico, entre o dia e a noite, é quando o filho de Íris/Arcus se torna mais poderoso, duplicando sua agilidade, ao combinar essa habilidade com suas esquivas, ganhara um bônus de poder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% em passivas de esquiva
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Resistência a luz
Descrição: O semideus possuirá certa resistência a ataques que envolvem luz. Por exemplo, se um forte clarão surgir, ele(a) conseguirá ver perfeitamente, sem nenhum problema relacionado a visão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de resistência a luz
Dano: Nenhum

Nome do poder: Cromocura I
Descrição: Ao entrar em contato com um arco Iris, ou ter um sobre o campo, o filho de Iris/Arcus poderá usá-lo para se curar, nesse nível, poderá fechar apenas pequenas feridas. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +10 HP e +10 MP ao entrar em contato com um arco Iris.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pele iluminada
Descrição: O semideus ficará coberto por filamentos luminosos e protegido de danos físicos por uma rodada
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Reduz os danos físicos em 15%
Dano: Depois que o poder é usado, entra em espera por 3 turnos antes de poder ser ativado novamente.



Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Hécate em Seg Maio 20, 2019 7:45 pm


Simon M. Stilinski

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Peculiaridades do mundo mágico: 5.500 XP e Dracmas + Habilidade + 3 Fragmentos.


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 5.500 XP e Dracmas + 3 Fragmentos.


Valores máximos que podem ser obtidos

Uma Aventura Digna de Contos de Fadas: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos + o pedido


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos


comentários:
Simon, é notável o quanto sua criatividade é gigantesca, mas suas missões precisaram ser avaliadas por mais dois ADM'S e chegamos a conclusão que por mais criativo que seja, você não consegue colocar em palavras o que realmente se passa e isso torna tudo muito confuso. Nós lemos diversas vezes para não tomar nenhuma atitude precipitada, mas a conclusão é que não podemos aceitar os seus pedidos. A confusão que ficou em seu texto é grande, por mais que sua escrita seja muito boa. No mais, é isso.

Atualizado por Hades




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Mensagem por Simon M. Stilinski em Qui Jun 06, 2019 3:51 pm

I FIND MYSELF.
Com a minha energia recuperada, eu sabia que era hora de partir, meu lugar não era ali e sim no acampamento, como a senhora havia terminado sua magia, ela sentou-se em uma cadeirinha de balanço, esperando o próximo paciente. Me virei para a parede de pétalas e, ao me aproximar, elas se abriram, revelando a cidade das fadas novamente. Andrew esperava em frente a flor, como se fosse um segurança e aproveitava a paz do local, pelo menos até uma multidão de pessoas começarem a correr desesperadas e gritando.

Eu e a fada nos olhamos, e acenamos com a cabeça, como se fossemos uma equipe e pudéssemos nos entender com perfeição. Peguei Taylor e a coloquei em meu ombro, de forma a não sermos obrigados a diminuir velocidade por causa dela. Iniciamos uma corrida acelerada em direção ao lugar de origem da multidão, mas não demorou muito para que encontrássemos a fonte do medo: Algumas das casas de flores estavam começando a ficar acinzentadas e murcharem.

O local que deveria ser um paraíso estava começando a se tornar ruínas, onde até mesmo o chão de pedras e as gramas pareciam ser afetados pela magia. Tornei a olhar Andrew, na esperança que ele pudesse me dar alguma explicação, e o vi em choque pela situação. Sem que demorasse muito, ele voltou a si e parecia pensar em alguma coisa, soltando alguns resmungos, antes de se virar para mim e finalmente se pronunciar.

— Só pode ser o campo das flores, é o que traz a magia para o reino das fadas. Ele deve estar sendo prejudicado de alguma forma. — O garoto começou a se afastar, como se estivesse voltando ao lugar de onde viemos.

— Onde você vai? — Minhas palavras interromperam seus movimentos.

— Precisamos buscar ajuda, não vamos conseguir salvar o campo inteiro sem saber o que está acontecendo. — Ele disse, mas antes que pudesse se afastar de novo eu comecei a falar.

— Eu sou a ajuda, nós podemos fazer isso juntos.

— E o que você iria fazer? Acabou de se recuperar. — Ele disse em um tom superior.

— Eu... — Comecei, meio sem jeito por finalmente poder admitir que eu ouvia mais do que humanos normais. — ... posso falar com plantas, elas vão me dizer o que está acontecendo.

— Realmente espero que isso seja verdade, por que nada disso estava acontecendo antes de sua chegada. — Era claro o tom de ameaça em sua voz, mas eu preferi ignorar, não podia deixar um jardim inteiro morrer, a árvore anciã, o Pinheiro de Thália, poderia ficar brava comigo quando eu voltasse ao acampamento.

— Gafanhotos... — Falei apontando para cima, eles pareciam do meu tamanho, e foi nesse momento que percebi que eu realmente estava muito pequeno.

— Você vai precisar disso. — Disse Andrew, jogando um pó em mim. O pó dourado começou a andar pelo meu corpo até se juntarem em minhas costas, criando um par de asas quase transparente. Essas asas batiam rápido e pareciam saber exatamente o que eu pensava, pois assim que pensei em voar, meus pés saíram do chão. — Parece que você já entendeu como controlar. — Riu e ironizou a situação. — Vamos precisar lutar para chegar ao campo.

— Tudo bem, posso cuidar de alguns gafanhotos. — Pisquei para Andrew que também saía do chão, e parecia dominar totalmente a arte do voo.

— Não todos eles, só precisamos do necessário para chegar até o campo. As outras fadas podem cuidar deles. — Ele partiu em disparada pelo céu, em direção aos gafanhotos e começou a jogar bolas de luz neles, colocando os que eram acertados em queda livre, como se dormissem.

— Me ajuda? — Perguntei a Taylor, enquanto a colocava em meus ombros. — Que tal uma música de batalha? — Pedi a ela, tirando minha faca da mochila e empunhando-a.

Taylor começou a cantar “Haunted” para acompanhar nossa luta contra os insetos. Com uma corrida simples, nos encontramos com os seres que, ao se aproximar, viravam-se contra nós, tentando nos atacar. Peguei Taylor com a mão esquerda e estiquei ambos os braços, cortando as asas de dois dele, um com minha faca e outro com a pequena espada de Taylor. Em poucos segundos, desci um pouco no ar, o que pareciam alguns centímetros em minha visão, a tempo de conseguir usar minha faca para cortar o peito do inseto que passava em cima de nós.

Realizei um giro de mesmo eixo no ar e arremessei Taylor, a boneca passou por cima de um dos seres voadores e caiu em cima de outro que passava logo atrás, correu pelo mesmo, cortando suas asas em um corte, e pulou no que estava atrás, perfurando sua cabeça, antes de pular novamente em minha direção para que eu pudesse pega-la. Simultaneamente, eu utilizei meu pé para me impulsionar usando a cabeça de um dos Gafanhotos como apoio, e consegui perfurar o crânio de outro deles, puxando a faca contra a direção que ele voava, abrindo a casca dele. Assim que terminei, percebi que minha companheira ia cair um pouco atrás de mim.

Coloquei meu braço esquerdo para trás, conseguindo pega-la no ar por pouco. Girei e arremessei-a novamente, mas na diagonal para frente e um pouco mais alto, pois dessa vez iriamos avançar boa parte do caminho. Segurei minha faca ainda mais firme, e usei minha perna para chutar a cabeça de uma das pragas que estava no mesmo lado, ganhando assim um certo impulso para a esquerda, onde usei o braço não-dominante para dar uma cotovela na cabeça de outro inseto. Com o braço dominante eu realizei um corte que rasgou a asa do inseto que estava logo atrás do monstro que eu acabara de derrotar. Aumentei um pouco a velocidade em direção de três gafanhotos, que eu não ataquei, ao invés disso, colei minhas asas no meu corpo, e girei entre os três, antes de abri-la novamente, pegando o braço de Taylor, indo um pouco para baixo, para que não fosse muita força contrária a ponto de separar seu braço do corpo.

Abracei-a assim que vi um dos inimigos voar em nossa direção, virei-me de costa para que ela não fosse atingida, e só nesse momento reparei que Andrew me acompanhara até aqui. O garoto jogou um pó dourado no ar e todos os gafanhotos que passavam pelo mesmo, viravam pedra e caiam, igual aconteceu com o inseto que vinha em minha direção. Assim que o pó se dissipou do ar, estávamos salvos, e os que sobraram iam em direção a cidade, que agora eu percebia que ficava flutuando no ar.

[...]

Continuamos nosso caminho, e em pouco tempo estávamos de frente a um enorme jardim, onde haviam flores das mais diversas cores, tamanhos e espécies, em cima de um gramado muito bem cuidado. A luz do sol fazia com que as plantas que acumulavam água brilhassem de maneira majestosa, e no meio do jardim, uma flor não estava florida, parecia que alguém havia cortado a flor que ficava ali.

— Eu preciso voltar ao meu tamanho normal. — Disse ao perceber que as plantas pareciam gigantes para mim.

— Tudo bem. — O garoto me jogou novamente seu pó dourado e o meu tamanho normal havia voltado, mas as asas continuavam comigo. — As asas vão demorar um pouco para sumirem, mas vão sumir sozinhas.

— Sem problemas, eu pretendo voltar para sua cidade após isso, preciso saber se alguém sabe onde eu consigo voltar para minha terra.

— A anciã deve ter suas respostas, depois voltamos, mas primeiro... — Ele continuou. — Aquela planta. Ela é a flor que traz magia para o campo... não sei se podemos concertar isso, ela precisa de uma incidência de luz muito grande e quente, só iria florir em Agrabah.

— Então, só com luz e calor para fazer ela florescer? — Perguntei, me lembrando que eu havia feito isso quando eu era criança.

— Até onde eu sei sim. — Ele disse enquanto nos aproximávamos da planta. — O que você vai fazer?

— Exatamente o que você falou. — Disse guardando minha faca em minha mochila e colocando Taylor no chão.

Me sentei na frente da planta, esfreguei minhas mãos e coloquei elas em torno da planta, como se eu segurasse uma cúpula. As memórias do meu passado invadiram minha mente, no dia em que o sátiro me encontrou e queria me ensinar a fazer as plantas florirem, afastei os pensamentos negativos e voltei a mim, fiz a minha magia fluir pelo meu corpo. Um dos poderes eu já sabia fazer, que era apenas iluminar, o outro eu havia parado de treinar com medo de destruir outra planta, no entanto, eu não podia falhar agora, eu tinha que dominar essa técnica.

Elevei um pouco mais a minha mão direita, como se fosse um sol e fiz a luz percorrer do meu braço até minha mão, com uma grande diferença, nas outras vezes a luz era multicolorida, e nessa ela era apenas amarelada, como a luz do sol, e mais quente também, perfeito para que a planta crescesse. Comecei a mexer minha outra mão, tentando chamar toda minha conexão com a natureza, me conectando aos laços sanguíneos de minha avó e finalmente, um broto começou a nascer, em um azul brilhante, mas não parou por aí, mais uma ramificação apareceu, a planta cresceu um pouco mais e terminou em um grande arbusto cheio de flores, semelhante a rosas, mas de um azul tão brilhante e bonito que pareciam cristais.

Com o florescimento da planta, a magia fluiu pelo campo em forma de um calor aconchegante, e foi perceptível que as fadas começavam a reagir ao ataque dos gafanhotos, pois onde ficava a cidade, era possível ver explosões de cores variadas, como fogos de artificio e pontos escurecidos caindo como chuva, que provavelmente seriam os gafanhotos morrendo. Nossa missão por aqui havia acabado, mas eu ainda tinha coisas a fazer antes de me despedir.

[...]

Anos atrás...

— Meu amor... — Um homem alto carregava consigo uma espada muito longa. Sua barba castanha era muito longa, seus olhos era negros e utilizava uma armadura de ferro com panos vermelhos, que tornada a armadura confortável. — Eu provavelmente morrerei essa noite. Eu precisava me despedir de você.

— Não! Vamos pensar em algo. — Respondeu uma bela mulher, seus cabelos eram em um tom claro do castanho e extremamente liso. — Eu não posso deixar o homem que eu amo morrer. — Sua pele era clara, como o homem, estavam envoltos em um abraço, mas de maneira cuidadosa para que ele não fizesse forças nas finas asas de fada da mulher.

— Vá dormir. — Ele se soltou de seus braços e sua cabeça careca refletiu um pouco de luz das velas no local. — Eu irei, não faça nenhuma loucura enquanto eu estiver fora. — Ele disse olhando nos olhos azuis da moça, em seguida selando os lábios dela com um beijo. O homem ajeitou a bainha de sua espada nas costas, e saiu pela porta, deixando a fada sozinha com seus pensamentos.  

— Me desculpe... — Ela disse, vendo que o homem já havia partido. No centro da sala, havia uma pequena mesa de pedra. A pedra era escura e um pouco irregular, como as paredes de onde ela se encontrava. Ela aproximou-se da mesinha e, tirou de uma parte vaga um caldeirão pouco menor que a mesa, então seguiu para um pequeno armário de madeira do lado direito da sala e tirou alguns estranhos frascos de ervas e começou a joga-las em um caldeirão.

Os primeiros ingredientes pareciam não combinar, especialmente pela falta de líquidos e por não haver outra forma de aquecer o caldeirão, a não ser as velas e a grande lareira no lado esquerdo da sala. Porém, quando a mulher despejou um liquido verde de um frasco no caldeirão, os itens começaram a derreter e emanar um gás quente, quase queimando a mão direita da fada. A jovem não parou nisso, foi até a lareira e tirou, de uma pedra falsa, um pequeno punhal de lâmina e cabo avermelhado, cravejado com algumas pedras preciosas e símbolos rúnicos.

— Você sabe que se fizer o que está pensando haverá consequências. — Disse uma segunda fada, surgindo de uma fumaça negra. Seu vestido todo negro era elegante e combinavam com as asas, olhos e cabelos de mesma cor.

— Eu não preciso de conselhos de você! — Disse a bruxa com olhos brilhando com as lágrimas.

— No futuro você irá, acredite... E você sabe como me encontrar se quiser. — Disse ela, sumindo novamente.

Um forte correu pela sala, obrigando-a a ser mais rápida. Ela fez um grande corte em sua mão e derramou sangue dentro do caldeirão, quase meio litro, e jogou todo o conteúdo na lareira antes que a forma de uma mulher surgisse em meio a sala. Seu cabelo cinza era preso em um coque, mantendo sua forma graças a uma tiara de flores, um vestido verde feito puramente de vinhas e outras plantas. A velha encarou a jovem com seus olhos verdes, parecia enfurecida, mas logo tomou uma posição mais neutra.

— Deméter. Eu tinha que o fazer. — Suplicou a mulher, caindo de joelhos perante a deusa.

— Você enviou todos da távola redonda para o futuro, evitando um massacre em massa pelas pragas desse lugar. — A mulher disse com tranquilidade, como se fosse algo perdoável.

— Sim! Eu precisava o fazer! — A moça de cabelos castanhos continuou. Soava desesperada pelo que poderia acontecer.

— Mas a que preço. — Agora a velha soava mais irritada. — Você destruiu o reino das fadas e merece uma punição. — Ela continuou. — Morgana Le Fey! Você está condenada a nunca mais sair desse lugar, pela eternidade. — Disse, e logo a fada percebeu que teria a maldição da vida eterna, o que significava que ela não veria seu amor, nem mesmo após a morte.

Continua em... Fadas Parte 2.
 

[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 270/270 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 185/270


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.



Recompensas E Missão:


O mistério do reino das fadas I – Algum tipo de praga tomou conta do campo de flores das fadas e uma grande parte delas está morrendo. Preocupadas com a magia estranha a dominar seu reino as pequenas criaturas viajaram até a floresta encantada em busca de ajuda e uma delas te encontrou. Você recebeu um convite para adentrar o mundo delas e aceitou ajudá-las. Como recompensa ganhou um par de asas temporariamente e diminuiu de tamanho antes de ser levado até Fairytopia. Ajude as fadas a descobrir o que aconteceu com o campo das flores para que elas possam restaurá-lo mais uma vez.
Nível Mínimo: 5
Recompensas: 4.500 XP e Dracmas + 4 Fragmentos.



Habilidades:


Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Fotocinese I
Descrição: Neste nível o filho de Íris/Arcus tem o controle inicial sobre a luz, sendo capaz de realizar pequenas queimaduras ao incidi-la sobre um objeto. Como a queimadura de uma lupa.
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 15 HP

Nome do Poder: Gênese vegetal I
Descrição: Capacidade de fazer qualquer flora de porte pequeno ou médio germinar a partir de sua energia. Independente da fertilidade do solo, já que os nutrientes provêm da energia do semideus.      
Gasto de MP: 15
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum  
Dano:  Nenhum
Extra: Essa habilidade não funcionar no submundo.  



Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Simon M. Stilinski em Qui Jun 06, 2019 3:56 pm

I FIND MYSELF.
Com a planta restaurada e a magia circulando no campo de flores novamente, Andrew me encantou com o pó de fada mais uma vez, me encolhendo ao tamanho das fadas, mas ainda precisávamos continuar em frente pelo menos até Fairytopia, para que eu possa ir para casa e Andrew para floresta… seja lá o que ele ia fazer naquele lugar. Estiquei minhas asas, peguei Taylor no colo e alçamos voo em direção a cidade das fadas, que ainda estava liberando suas explosões coloridas, o que indicava que a luta contra os gafanhotos continuava.

[...]

— Tem alguma coisa errada. — Andrew disse assim que nos aproximamos da cidade, sua voz demonstrava muita aflição.

— Para mim parece tudo tranquilo. — Falei tentando o acalmar. A cidade estava silenciosa agora, os gafanhotos estavam em pedaços e espalhados pela cidade, e tudo estava brilhando em magia, como se nada tivesse acontecido nessa última hora.

— Exatamente, está tranquilo demais. Acabamos de sofrer um ataque e não há ninguém nas ruas. — Disse pensativo, enquanto pousávamos no chão de pedra.

— Talvez eles estejam reunidos comemorando? — Desferi a pergunta tentando justificar a ausência das fadas, mas no mesmo momento percebi que não havia como ter festa sem barulho.

— Vamos até a anciã, ela vai saber nos dizer o que houve. — O garoto disse, conduzindo o caminho até uma flor cheia de pétalas e que exalava um perfume adocicado.

[...]

Adentramos a grande flor e passamos por muitas pétalas, que mais pareciam um labirinto, até chegar ao centro, onde um pequeno pilar amarelo carregava diversas bolinhas de mesma cor, o pólen da flore. No local ainda havia um sofá, onde uma senhora tricotava um gorro; um fogão que estava esquentando água em uma chaleira; uma mesa com três xícaras em cima; uma estante com portas de vidro, mostrando louças de diversos tipos; e uma cama com um baú fechado, parecia que a senhora morava naquele lugar. Ao nos ver, a senhorinha parou de tricotar, pegou a chaleira e foi até a mesa para servir as xícaras, que agora eu notava conter chá de ervas dentro, tornando a água numa coloração esverdeada.

— Eu sou Simon, gostaríamos de fazer algumas perguntas. — Falei apressadamente, meu tom era sério, eu precisava ir embora desse lugar.

— Quieto. — Andrew me falou, como se eu fosse morrer apenas por minhas palavras.

— Está tudo bem, meu querido. — A velhinha sorriu, falando pausadamente em um som rouco. — Por que não estão na floresta? — Indagou, ao mesmo tempo que entregava xícaras de chá para cada um, não entendemos o porquê da pergunta.

— Na floresta? O que houve, anciã? — Andrew perguntou, era notável que ele estava se esforçando para parecer calmo.

— A fada negra… — No mesmo instante que ela se pronunciou, o ar da sala pareceu ficar pesado e eu quase não enxergava o peito de Andrew se mexer, como se ele já não respirasse mais. — Ela sequestrou algumas fadas durante o ataque, tudo era apenas uma distração para enfraquecer nossas defesas.

— Então as outras fadas estão tentando achá-las, certo? — Perguntou Andrew, eu já imaginava que ele estava se preparando para ir encontrá-las.

— Estão seguindo o rastro delas, para saber onde estão indo e tentar resgata-las. — A senhora bebericava seu chá, confiante de que estava tudo bem.

— Eu irei salvá-las imediatamente. — Andrew colocou a xícara já vazia na mesa, com a sua determinação de sempre.

— Espere. O rapaz parece querer saber de algo. — A anciã me olhou, enquanto eu encarava a xícara que ainda estava cheia. — O que foi? Não gostou do chá? — Perguntou, se baseando na minha expressão pensativa, e apenas nessa pergunta voltei a mim.

— Ah! Não! — Minha voz demonstrava surpresa. — Eu apenas preciso saber como voltar para casa.

— Eu posso te ajudar com isso, mas só se você nos ajudar. — Eu sentia a malicia na voz dela. — Existe uma coisa que pode te ajudar a fazer o que você quiser, e eu te direi onde encontrar.

— Tudo bem. — Eu não tinha nada melhor para fazer, e era um bom preço a se pagar pelo caminho para casa. — Iremos trazer as fadas de volta. — Minha fala, não intencionalmente, começou a tirar a tensão do local, até mesmo Andrew parecia relaxar. — Quando eu voltar, tomaremos esse chá. — Sorri, a tranquilidade do ambiente estava me deixando um pouco mais animado.

Nos despedimos, incluindo de Taylor que iria ficar para trás, e rapidamente saímos do local, indo em direção ao local que entramos pela primeira vez na cidade, como se lá fosse uma pista de pouso, pois as únicas coisas que tinham eram um círculo de pedras, e uma casca de árvore formando uma meia lua, contornando o círculo. Andrew pegou mais um pouco de pó de fadas de sua mochila em suas costas, e arremessou ao ar. Assim como da primeira vez, o pó caiu em nossa pele, dando a sensação de frio, até ser absorvida e transformada em uma luz amarelada que cobria tudo que estava em contato conosco, exceto o chão. A única coisa que eu sentia era meu corpo se encolher no início, mas em um piscar de olhos estávamos em nosso destino.

[...]

As fadas, uma a uma estavam ficando para trás, para informar as novas fadas que chegassem a direção em que era para seguir, como se esperassem reforços. Andrew e eu estávamos sendo guiados por elas, desde a parte iluminada da floresta até uma das partes mais escuras, onde eu havia lutado com vários trolls alguns dias atrás. Voando em nossa maior velocidade possível, conseguimos chegar onde haviam diversas fadas escondendo sua luz em meio as folhas e galhos das árvores, percebendo que a fada que estava me acompanhando pousou em um galho, atrás de outra fada, decidi fazer o mesmo.

— Qual a situação? — Perguntou Andrew, ainda calmo com a minha presença. A fada que estava conosco era uma mulher negra, bem diferente do homem que me acompanhava. Seu cabelo crespo e castanho, assim como seus olhos verdes, ficavam lindos com a luz esverdeada que ela emanava.

A floresta, que deveria ser encantada, estava tão escura que não dava para vermos direito o que estava a nossa volta, e mesmo assim eu forçava minha vista para tentar enxergar. Meus olhos começaram a incomodar, como se tivesse entrado areia nos mesmos, comecei a piscar, tentando me livrar da ardência, até que minha visão começou a se modificar. Hora eu estava vendo as coisas mais de perto, hora eu estava vendo as coisas da maneira normal, mas mais do que isso, eu conseguia ver chamas azuis, vermelhas e roxas espalhadas pela floresta. Percebi também que os dois trolls no nosso campo de visão emanavam cores distintas, um emanava cor roxa e o outro a chama vermelha, enquanto as fadas tinham uma coloração azul em suas chamas, como se fossem auras.

— A fada negra deu nossas companheiras de presente para os trolls, mas parecem ser só dois, podemos transforma-los em pedras. — Disse em uma voz suave. Andrew confirmou com a cabeça, esperando o momento certo de atacar.

— Não, são bem mais. — Falei para os dois, enquanto olhava em volta com minha nova visão, que agora estabilizava. — Estão espalhados pela floresta, se fizermos isso, vamos ser cercados, precisamos ser furtivos. — O tom de liderança era claro em minha voz, mas também deixei visível que eu estava preocupado com a segurança de todos ali. — Eu posso ir sozinho, sei o que fazer.

Andrew hesitou, mas percebeu que eu era o único que não brilhava, por não ser uma fada de verdade, e me deixou ir. Saltei do galho e comecei a voar por entre as folhas, tentando não ser percebido, até estar em cima de uma jaula dourada, bem próxima de uma fogueira que os trolls estavam preparando para cozinhar as fadas. Por sorte, a abertura da gaiola com barras finas, não estava virada para os trolls, permitindo que eu me escondesse por entre as fadas brilhantes. O cadeado que as prendia era prateado em cima e dourado em baixo, também era grosso e, consequentemente, muito pesado para mim no tamanho de fada.

— Isso pode ser um problema. — Disse para mim mesmo, enquanto tentava mover pelo menos um pouco o cadeado, mas sem sucesso. — Talvez eu possa derrete-lo... — Olhei para minhas pequenas mãos, que me fez desistir da ideia. — Iria atrair muita atenção e demoraria demais.

Não demorei para perceber que, ao contrário do cadeado, que eu não conseguia envolver com a minha mão, as barras da prisão eram finas, e se eu destruísse a barra que prendia o cadeado, ele iria cair, libertando as fadas. Coloquei minhas mãos em posições estratégicas, de modo que faria a barra cair para fora da jaula, sem me acertar ou acertar outra das fadas. Respirei fundo e tentei usar o poder que eu melhor conhecia, que iria irradiar calor e derreter a barra, mas algo aconteceu enquanto eu tentava fazer isso. Eu parecia canalizar a luz da fogueira, e amplifica-la com tamanha força que de minhas mãos surgiu, por um breve momento, uma luz vermelha capaz de cortar a barra da jaula com facilidade e perfeição, e mais importante, com silencio total. A porta da gaiola se abriu, libertando todas as fadas que voavam em direção as folhas, e eu me sentia realizado por ter devolvido a elas a coisa que era mais preciosa para mim: A liberdade.

Eu segui as fadas, um pouco mais atrás, para poder protege-las caso algo desse errado, mas conseguimos sair despercebidos, e as árvores impediam que fossemos vistos. Quando todas as fadas alcançaram a mesma altura a minha frente, formou-se um lindo carnaval de cores com a luz que elas emanavam seguindo em direção a cidade das fadas. A anciã deveria estar me aguardando para tomar a xicara de chá que eu havia prometido, e eu iria visita-la assim que eu chegasse no local.

[...]

Eu já estava na casa da anciã, sentado junto a ela no sofá, Taylor brincava com sua espada no chão, imaginando que estava fazendo alguém andar na prancha. Segurava uma xicara de chá na mão direita, assim como a senhora, e tomava vendo a boneca brincar, Andrew havia ficado no centro da cidade, onde acontecia uma grande festa de comemoração, com muita música, gritaria e certamente dança. A energia do lugar me contagiava de uma forma que nem mesmo eu imaginava ser possível, os contatos que eu estava tendo nesse lugar, estavam me mudando, me moldando em uma outra pessoa, diferente de tudo que eu já havia sentido no acampamento, mas mesmo assim, ainda não me parecia um lar ideal.

— Você salvou várias vidas hoje, jovem. — A velhinha também parecia admirar a brincadeira de Taylor.

— Eu só fiz o meu trabalho. — Respondi calmo e sorrindo. Tomei um gole do meu chá, que não se parecia com nada que eu já havia experimentado.

— Nós dois sabemos que você gostou... — Ela riu, como se me conhecesse a anos, e depois tossiu.

— Talvez um pouco... — Olhei para o meu reflexo no chá, e então tirei um grande peso do meu peito. — Eu não sei quem eu sou... Não sei nada sobre mim, não consigo dizer nem mesmo o que eu gosto de fazer.

— Oh, meu querido, isso são coisas que você vai ter que descobrir sozinho. — Ela respondeu. — Mas de uma coisa eu tenho certeza. Você tem um lindo destino pela frente, sua mãe teve.

— Você conheceu minha mãe? — Olhei surpreso para a mulher, que agora olhava sorrindo para o céu.

— Poseidon é avô de uma garota que você já conheceu, Hades é inimigo mortal de Hércules, que é filho de Zeus, eu não deveria ter que explicar que nossos deuses são os mesmos... — A mulher riu e tomou um pouco do chá.

— É verdade, deve haver alguma ligação... — Molhei minha garganta com o chá e continuei. — A senhora acha que a minha mãe poderia me dar alguma pista sobre meu pai? Eu não sei onde achar pistas.

— Me desculpe garoto, mas se seu pai quisesse, ele já teria te encontrado. — Ela sorriu para mim. — Curar a planta mais poderosa da floresta encantada, atrai atenção de muitas pessoas, ele certamente saberia.

— Espera... — Revisei em minha cabeça a nossa conversa, e fiquei extremamente confuso com suas palavras. — Como você sabe que meu pai fala com plantas?

— Você deve ter falado. — Meus olhos imediatamente analisaram a aura da mulher a minha frente, que oscilou entre o verde e o amarelo.

— Não, não falei. — Eu estava começando a ficar enfurecido, ela estava mentindo para mim, assim como todos os humanos fazem, nem em fadas eu podia confiar.

— Eu devo ter deduzido, já que sua mãe é íris, seu pai deve conseguir falar com plantas como você. — A aura dela travou no amarelo quase passando pro laranja, certamente ela estava mentindo.

— Acho melhor eu ir embora, a senhora falou que sabia para onde eu devia ir. — Falei, me levantando e cortando o assunto.

— Agrabah, lá eles possuem lâmpadas enfeitiçadas, que podem te levar para casa se você desejar. — Percebi que a cor de sua aura voltou para o verde, o que era intrigante, pois, quando as fadas estavam tranquilas na floresta, a cor azul prevalecia.

— Muito obrigado, irei para lá agora mesmo. — Meu tom era sério novamente, pegando Taylor em meus braços.

— Tenha cuidado, o caminho pode ser perigoso... Boa viagem. — Ela acenou para mim, sorrindo, acenei de volta e saí da tenda.


[...]

De uma das paredes de pétalas, saiu um homem que estava camuflado, sua descendência era cigana, cabelos negros e ondulados, os olhos tinham uma cor peculiar, começava em um verde bem escuro nas bordas, mas no centro terminava em uma cor de mel. Seu cabelo estava mal cortado e a barba era irregular, quase como se o homem fosse um sem teto. Ele olhou para o lugar onde eu havia saído e finalmente se sentou no sofá com a anciã.

— Obrigado por não falar que eu estava aqui. — Disse o homem para a ela, ele parecia aliviado com a minha saída.

— Sabe, uma hora você vai ter que se encontrar com ele. — A anciã se levantava e colocava a xicara na mesa novamente.

— E irei, mas primeiro eu tenho que terminar um serviço. — Ele olhou para ela e a viu sorrindo.

— Eu sei. Esse é o seu serviço.

— E o seu deveria ser proteger esse reino, mas mesmo assim tentou destruir a planta mais poderosa daqui. — Ele revelou seu pulso, onde havia um Katar.

— Eu tive que fazer, era a única maneira de me libertar daquela maldição. — Ela parecia contente, mesmo sabendo de seu destino. — É cruel, viver séculos tendo visões, vendo fadas morrerem e sem poder sair dessa maldita flor.

— Um mal necessário. — O homem se aproximou da fada. — Envenenar um ser indefeso, é algo muito baixo.

— Se é para me matar, me mate logo, ou me deixe envelhecer por mais alguns anos. — Ela disse, mais séria e impaciente.

— Morgana Le Fay, por ordens de Deméter, você foi sentenciada a morte, mas sua alma não irá para o tártaro, ela será ceifada por minha lamina, e a prenderá pela eternidade, te obrigando a sentir a dor de todas as pessoas que matei enquanto permanecer dentro dela. — O homem que sorria de maneira psicótica, não esperou uma resposta, usou sua lâmina para empalar a garganta da velha, que morreu com uma expressão aterrorizada. Se me falassem que esse era o meu pai, eu nunca o procuraria...

Continua em... Maratona de gigantes.
[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 270/270 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 175/270


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.



Recompensas E Missão:


O mistério do reino das fadas II – A fada negra retornou ao seu antigo lar no intuito de se vingar mais uma vez, ela nunca está satisfeita com a felicidade das fadas e precisa encontrar constantemente novas maneiras para se vingar. Dessa vez a bruxa capturou, trancou um pequeno grupo de jovens fadas e as deu como alimento para dois trolls da floresta. Você que estava no reino para ajudá-las no campo de flores acabou sabendo do ocorrido e decidiu que as salvaria mais uma vez. Ajude as fadas a resgatar suas companheiras das mãos dos trolls.
Nível Mínimo: 7
Recompensas: 5.500 XP e Dracmas + 6 Fragmentos.



Habilidades:


Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Velocidade I
Descrição: O filho de Íris/Arcus pode se mover em uma velocidade fora do normal, chegando a quase se comparar a velocidade de um filho de Hermes/Mercúrio quando corre pelo o nível ser iniciante. Assim como o deus dos ladrões, sua mãe também é uma mensageira, e por isso é muito veloz, porém, os poderes dos semideuses são um pouco limitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Scanner de auras
Descrição: O filho da Deusa consegue detectar as cores das auras vivas, qualquer coisa que emita aura e esteja no ambiente será facilmente detectada pelo semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Capaz de identificar inimigos escondidos, desde que possuam aura.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão aguçada I
Descrição: Como um grande manipulador de luz, os filhos da deusa prescindem o uso de lentes de aumento para observar com mais detalhes objetos que estão a grandes distância ou itens muito pequenos. Sua capacidade de visão assemelha-se a de um humano usando um binóculo ou lupa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: É capaz de ver uma imagem com até 10 vezes de aumento e a objetos com até 10 quilômetros em distância. (+20% Mira)
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nome do poder: Laser
Descrição: Você se tornou capaz de filtrar um comprimento de onda e convergi-lo, criando lasers capazes de cortar mesmo superfícies grossas com precisão e sem barulho..
Gasto de Mp: 10
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: -10 HP caso incidido diretamente no inimigo.



Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS




Stay Beautiful...
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Simon M. Stilinski
Simon M. Stilinski
Filhos de Iris
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[RP] - Simon M. Stilinski Empty Re: [RP] - Simon M. Stilinski

Mensagem por Simon M. Stilinski em Qui Jun 06, 2019 4:02 pm

DRAGONS – PART I.
O chute do gigante que eu levei durante a competição, me levou para o ar, longe da arena, e eu teria morrido se eu não tivesse usado todos os meus poderes de defesa na hora. Embora eu tenha evitado a morte naquele momento, o perigo ainda não havia passado, eu estava caindo de uma montanha, e embaixo haviam muitas pedras em meio a um rio, pedras que certamente me matariam. Taylor abriu um pouco mais a mochila, abraçou meu pescoço com seus pequenos bracinhos, mas com cuidado para não me cortar com sua espada.

— We will be remenbered. (Nós seremos lembrados) — Ela disse, como últimas palavras. Fechei meus olhos, pensando na tranquilidade do vento que passava pelo meu corpo, ao mesmo tempo que eu sentia a culpa de nunca saber a verdade sobre meu pai e abri meus braços para aproveitar a queda.

Senti garras segurarem meus braços, interrompendo minha queda e realizando um voo acelerado para frente, como se soubesse exatamente para onde me levar. Abri os olhos e vi um ser que eu não sabia descrever como ele era, mas que mais tarde eu descobriria ser um Fúria da Noite, um tipo de dragão negro local, que quase havia sido extinto a alguns anos. Junto com ele haviam outros dragões, sendo montados por pessoas em estranhas armaduras que eu não conseguiria dizer sua origem. Os únicos sons ouvidos durante a viagem eram os sons dos dragões se comunicando e do vento morno, nem mesmo Taylor cantava, pois assim como eu, ela estava receosa que nossas vozes pudessem resultar em uma queda.

[...]

Algum tempo depois, um cheiro salgado, somado ao barulho de cachoeiras me fez olhar para onde estávamos indo. Minha visão foi de um arquipélago, com várias ilhas pequenas e apenas uma grande, uma ilha que era cercada por várias cachoeiras, florestas e picos, com uma vila de arquitetura viking no centro. Minha suposição, era que que iam me deixar na vila, para que pudéssemos conversar, no entanto, me deixaram no meio de uma das florestas. Assim que o dragão me aproximava do chão, outros Fúrias da Noite, que estavam camuflados, começaram a aparecer e o que havia me pego no ar me jogou bem no centro deles. Sem pensar muito, rolei para trás no momento que toquei o chão e consegui me levantar rapidamente. Passei minha mão direita em minha frente e consegui materializar uma espada multicolorida, que passei na grama a minha frente para tentar assustar os dragões, mas sem muito sucesso.

— Bruxo! — O homem que estava em cima do dragão negro gritou ao ver meu poder, fazendo com que outros moradores da ilha se revelassem das árvores, empunhando escudos, martelos e arcos.

Os 5 dragões Fúria da Noite me cercaram, fazendo estranhos barulhos e se preparando para me atacar. Olhei nos olhos deles, eles não tinham culpa de estarem sendo usados como armas pelos humanos. Encarei um fúria da noite, branco com manchas acinzentadas, claramente ela estava com medo da arma em minhas mãos, então fiz com que a arma se desmanchasse ao soltar de minha mão. O dragão me encarou confuso, era o único que não parecia querer me atacar. Porém, eu ainda precisava sair dali, talvez esse animal pudesse me levar para fora daqui se eu conseguisse o convencer e que eu era do bem.

Abri um grande sorriso, emanando calma por todo o local, mesmo após tudo que havia acontecido desde que eu cheguei na Floresta Encantada, minha beleza, provinda de minha mãe, continuava a fazer sua presença e eu agora tentava passar uma imagem mais inofensiva. Lembrei-me da habilidade que a pouco eu havia descoberto: A dança, que possivelmente era a maneira mais rápida de conseguir chegar ao coração de todos os presentes. Eu estendi meu braço direito para o dragão que me olhava, como se eu desenrolasse, mas logo em seguida puxei meu braço para mim novamente, fechando meu punho onde ficava o coração.

Taylor notou que essa era sua deixa, e começou a cantar lentamente uma versão acústica de All Too Well, enquanto eu canalizava o som e criava movimentos para acompanha-lo. Meu corpo girava no mesmo eixo com auxílio dos meus pés, que deslizavam facilmente pela grama, enquanto meus braços pincelavam o ar com movimentos leves, chamando a atenção de todos com minha dança, conforme eu dançava, três arco-íris surgiram no local, formando uma cúpula envolta de mim, mas elas logo se desmancharam, e foram atraídas pela minha pele, até formar um lindo espetáculo de luz em harmonia com a minha dança.

— Belo show. — O homem desceu do dragão negro e tirou seu capacete, assim que a música terminou. — Você realmente tem talento. Mas por que um bruxo faria tal coisas? — Seus cabelos e barba eram brancos, mas com alguns fios que mostravam que um dia foram castanhos. — Meu nome é Soluço, sou o líder da vila.

— Sou Simon e eu não sou um bruxo…. — Respondi com hesitação, não sabia se eu deveria revelar informações muito pessoais para o desconhecido. — Obrigado, mas por que me salvaram se vão me matar? — Perguntei. — Quero dizer, morrer em queda livre me parece mais interessante.

— Se você insiste. — O velho de armadura acenou com a mão, e o dragão negro em uma extrema velocidade me pegou pelo ombro, subiu aos céus e me jogou de lá.

— O que você está fazendo?! — Perguntei com medo do dragão, e assim que fui jogado, gritei de desespero. O dragão que tinha me levado para os céus, começou um voo rápido para tentar me acompanhar na queda. Seu corpo então recebeu muitas cargas de energia, desaparecendo. Agora o meu fim era certo, eu iria morrer naquela queda, só que o destino não queria que eu morresse, não ainda, e de alguma forma o dragão apareceu abaixo de mim, me fazendo cair nas costas dele e me levando ao seu dono novamente.

— Achei que você quisesse morrer assim. — Brincou ele, como se isso fosse exatamente o que eu havia dito.

— Eu… — Fiquei constrangido ao descer das costas do dragão, que me deixava no mesmo local que eu estava antes. — Não foi isso que eu quis dizer… — Falei baixo para mim mesmo.

— Eu sei. — Ele havia me escutado e se aproximava de mim. — Estamos salvando alguns humanos, parece que esse mundo está uma loucura nos últimos dias. Mas me conte, Bruxo, de onde você vem? — As palavras dele me fizeram bufar.

— Eu não sou um Bruxo, sou um semideus, sou de outro mundo. — O homem me olhou intrigado se ajoelhando e todos a minha volta o seguiram. O constrangimento com toda aquela atenção me dominou por alguns momentos e eu não consegui falar nada. — Não sou um deus, sou só uma pessoa normal que teve a infelicidade de ter poderes, não precisam se ajoelhar.

— Isso não me parece um infortúnio. Me parece sorte, estão querendo você como um Deus! — Afirmou o líder com animação, se levantando.

— Como se eu quisesse isso… eu só quero ir pra casa. Eu não devia estar aqui. — Falei desanimado.

— Certamente um aspirante a Deus deve ter muito a se fazer… — Falou o homem, como se estivesse pensando em algo de seu passado. — Mas se você tiver algum tempo, eu poderia lhe ensinar algumas coisas sobre dragões e você… — Pensou mais um pouco. — Poderia nos ajudar a derrotar outro bruxo que nos persegue. — Eu não tinha como ir para casa, e talvez um dragão fosse a única forma de sair dessa ilha para encontrar Agrabah.


— Eu acho que posso ajudar com isso, mas vou precisar saber tudo sobre esse cara. — Respondi. Peguei Taylor no colo, e ela se deitou em meus braços como se fosse um bebe. — Mas antes… eu preciso de um banho. — Comentei, sentindo o cansaço em meu corpo.

— Podemos te ajudar com isso. Mas antes…. — Falou. — Fúria das Estrelas. - Ele disse, como se isso devesse significar algo para mim. — O dragão branco de antes é Stella, Fúria das Estrelas, parece que ela gostou de você.  

— Eu gostei dela também. — Abri um sorriso torto e cocei a cabeça com a mão esquerda. — Ela é bem bonita. — Olhei para ela, e ela afastou a cabeça, como se me analisasse.

— Vá falar com ela. Dragões são aliados muito fiéis. — Ele sorriu, estava bem calmo, apesar de ter um estranho prestes a se aliar a um dos dragões.

— Como eu faria isso? Não sei dragonês, ou seja lá qual é a língua dos dragões.  — Ironizei a ideia do homem. — Na verdade, como vocês conseguem dominar dragões?

— Nós não o dominamos, nós os tratamos como amigos. E você já deu o primeiro passo, você dançou e utilizou cores para mostrar que não é uma ameaça, o restante eu te ensino com o tempo. Agora vá, estenda sua mão para ela, como se fosse fazer carinho, mas não a toque ou olhe nos olhos. — Ele me explicou, em um rápido tutorial.

Confirmei com a cabeça e em passos lentos me aproximei do dragão, mostrando que minhas mãos estavam desarmadas, assim que eu estava bem próximo do animal, estendi minha mão, desviando o olhar e fechando os olhos, esperando que Stella gostasse de mim. Eu não sabia o que o dragão estava fazendo, apenas podia sentir ela me rondando, até finalmente voltar para seu ponto de origem, esticar sua cabeça em minha mão, me fazendo sentir suas escamas acinzentadas. Em seguida, abri meus olhos novamente, passando minhas mãos pelas escamas brancas de seu rosto, até o seu pescoço, que ela demonstrou gostar.

Continua em… Como Treinar Seu Dragão 2.

[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 270/270 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 115/270


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.



Recompensas E Missão:


Como treinar seu Dragão: Na floresta encantada existe um povo nômade que vive perfeitamente bem entre os dragões. Suas casas são fortes com capacidade para conter, ajudar e treinar tais criaturas com uma riqueza de detalhes impressionantes. Eles não apenas conseguem conviver com os dragões, como também conseguem domesticá-los. Você acabou encontrando esse povo e como um verdadeiro curioso deseja aprender junto a eles. Conquiste a confiança dos nômades e aprenda com eles a como treinar e virar amigo de um dragão.
Recompensas: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos
Observação: Personagens que possuem dragões como mascotes ganham um bônus de 2.000 de XP por aprenderem mais sobre eles. Além disso, essa missão pode gerar uma habilidade sobre conhecimento de dragões.
Requisito mínimo: Nível 7.

Habilidade Gerada

Habilidade: Conhecimento sobre dragões
Descrição: O personagem conviveu e aprendeu com o povo draconiano as características, habilidades e diferenças sobre os dragões e agora já consegue lidar um pouco melhor com eles. Ao obter esse conhecimento o semideus é capaz de conseguir ajuda, domar, ou evitar ser atacado por um tempo pelas feras, desde que essas não estejam sobre qualquer outro tipo de domínio ou magia. Ou seja, se o dragão em questão não possui dono, está com o humor afetado por algum outro fator, ou sendo manipulado por magia o personagem ainda conseguira lidar com ele.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de chance de não ser atacado por dragões. +30% de chance de conseguir que ele te ajude caso o personagem consiga se aproximar. +20% de chance de descobrir um ponto fraco ao lutar contra um dragão.
Dano: Nenhum
Extra: O conhecimento permite ao semideus criar estratégias melhores relacionadas aos dragões, ou seja, ele aprende a lidar com eles de maneira ofensiva ou defensiva.




Habilidades:


Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Espada de Fótons
Descrição: Uma espada feita de pura luz se materializa nas mãos dos filhos de Íris/Arcus. O alvo quando atingido sofrerá cortes cauterizados como os dos sabres de luz.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: -20 HP

Nome do poder: Dança cigana
Descrição: Íris/Arcus é a deusa dos ciganos, como tal, seus filhos tem uma aptidão nata para a cultura cigana, sendo exímios dançarinos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Gerador de arco-íris
Descrição: O semideus pode criar arco-íris para enviar mensagens, criar distrações ou enfeitar o dia, contudo esses arco-íris não poderão ser utilizados para habilidades de recuperar HP ou MP.
Gasto de Mp: 5 por arco-íris. (3)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Dança das cores
Descrição: Dança das cores: Uma aura multi-colorida se manifesta em sua volta, se torna algo tão belo que monstros com menor inteligência não consegue te atacar por  duas rodadas, apenas para observar o espetáculo de cores. Contudo, chamará atenção de monstros inteligentes.
Gasto de Mp: 15
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Monstros não muito inteligentes não irão conseguir atacar por 2 rodadas
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 2 turnos




Bolsa:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Marionete Cantor [Boneco de madeira entalhado e personalizado para reproduzir e se parecer com cantores de festivais – temos todos os modelos, mas em tamanho único – e o melhor de tudo, o boneco vêm com a personalidade de seu ídolo! Como se tudo isso não bastasse para torna-lo realmente incrível, o boneco ainda vem com uma mini espada de bronze celestial (que você não pode retirar de sua mão ou ele para de funcionar, tenha cuidado), e servem para atacar seus inimigos toda vez que ordenado, pois criam certa ligação com seu dono. Os golpes dessa marionete podem retirar até 5 HP de seus inimigos cada vez que conseguirem atacar o inimigo. Ele não é muito rápido, nem muito esperto, mas é um ótimo companheiro, e muito divertido. | Efeito 1: ligação empática com o dono, boneco vivo. | Madeira, engrenagens e bronze celestial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]


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Simon M. Stilinski
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Mensagem por Simon M. Stilinski em Qui Jun 06, 2019 4:06 pm

DRAGONS – PART II.

A água gelada e cristalina que caia das pedras de uma cachoeira, tocava em meu corpo desnudo e respingava por um pequeno rio, passando por mais pedras até ir de encontro a uma queda, que ia direto para o mar que cercava a ilha. A água era doce e limpa, pela filtração natural das pedras, mesmo que eu não soubesse qual era a origem da água. A paisagem que me cercava era um campo gramado, com uma única árvore e algumas grandes pedras, grandes o suficiente para que eu colocasse minhas roupas e que uma pessoa se sentasse, caso necessário, no entanto, Taylor ocupava parte desse espaço balançando as perninhas e olhando a paisagem.

— Meu pai me pediu para lhe trazer isso. — Uma voz jovial interrompeu meu banho. — Ele achou que você fosse querer lavar suas roupas. — Me virei para a origem da voz, deixando-o ver cada um dos músculos do meu corpo, sem nenhuma vergonha ou medo.

Ao me virar, um jovem, um pouco mais velho que eu, segurava uma muda de roupa estilo viking, seus olhos verdes se desviaram ao perceber que eu não tinha vergonha de me mostrar. Seu cabelo loiro era ressecado, provavelmente pela umidade do ar que tinha essa ilha, sua pele era tão branca que chegava a refletir a iluminação do sol, os músculos dele eram bem maiores que o do líder, seu pai, pareciam que iam saltar da roupa peluda que ele usava e o pouco que a roupa deixava escapar revelava que ele possuía o corpo com muitos pelos loiros escuros, especialmente em seu peito.

— Eu não esperava por essa. — Falei seguindo em direção ao homem que estava parado perto da grande pedra que Taylor sentava, a uns 5 metros da cachoeira. — Irei fazer isso. — Parei em frente a ele e pude ver que suas bochechas tinham uma leve coloração rosada.

— Tem… tem uma toalha também. — Ele disse, enquanto tentava olhar para o chão, mas me espiava de canto de olho.

— Isso eu realmente precisava — Respondi tirando apenas a toalha de suas mãos e comecei a secar meu cabelo. Ele pareceu perceber que eu não iria me vestir por hora, e ele conseguiu voltar a sua cor normal e a me olhar nos olhos.

— Meu pai quer te ver. Como você conseguiu se aproximar de um dos dragões ele quer que você treine a lealdade deles, para que eles te ajudem. — Continuou, sendo sério dessa vez, e fixando seus olhos nos meus.

— Isso é tudo? — Perguntei, pegando a roupa em suas mãos, me virando de costas para ele e colocando-as em cima de uma pedra.

— S-sim — A voz dele falhou com minha ação. — E-Eu tenho que ir. — Disse apressado, mas eu era um pouco inocente, não havia entendido o porquê daquilo.

— Obrigado! — Gritei enquanto ele se afastava, mas sem resposta. Terminei de me secar e comecei a me vestir, com um tipo de tanga, de um tecido macio, uma saia de couro, e por cima disso tudo um tipo de vestido peludo de alça única, mas extremamente quente e grande, que me fez optar por não usar, pois atrapalhava minha movimentação.

[...]

O garoto havia se esquecido de me passar a informação completa e não havia me dito onde encontrar seu pai, me fazendo perguntar para os aldeões onde eu poderia encontrar o líder. Com sucesso eu fui direcionado a um pequeno campo de treino, no canto sudeste da aldeia, onde ele me esperava junto com Fúria das Estrelas e Fúria da Noite. Ele acariciava o dragão sem dente como se fossem amigos a anos, enquanto Stella tinha os brilhantes olhos vidrados em mim, esperando minha aproximação.

Cheguei mais perto da fêmea e acariciei seu focinho, que me respondeu esfregando seu pescoço em minha perna. Ela de repente estendeu seu pescoço para o ar e bateu rapidamente sua perna direita da parte traseira e mostrou a língua como um cachorro feliz. Olhei para onde seus olhos apontavam e um terceiro dragão surgiu, um dragão totalmente branco, que parecia querer cuidar da Fúria das Estrelas.

— Essa é a Fúria da Luz, eu tomaria cuidado de Stella se fosse você. — Me alertou, confirmando minhas suspeitas sobre ela ser mãe de Stella. — Mas por hora, ela nem mesmo vai correr perigo, pois eu vou apenas te ajudar a tratá-la bem. E você pode começar alimentando-a com um peixe de cada vez. — Ele terminou apontando para um balde de metal cheio de peixes diferentes.

Me aproximei do balde um pouco decepcionado, não sabia como aquilo iria me ajudar. "Ganhar um animal pelo estomago? Isso era possível?" Pensei, mas era ilógico, eles não deveriam confiar na comida de um humano, nem mesmo eu confiava. Peguei um peixe acinzentado, que eu não tinha nem noção de qual espécie era, e o dragão engoliu como se fosse um espaguete, terminando com sua língua de fora, para que eu desse mais.

— Tudo bem, garota! — Afirmei, retirando um peixe que eu acreditava ser um baiacu, cozido. — Acho que você não me daria um animal envenenado para alimentá-la… — O senhor me encarou franzindo o cenho em fúria. — Acho que isso é um não. — Dei o peixe para o dragão, que novamente comeu com voracidade. — Isso não tem sentido, por que não dar o balde todo logo? — Peguei o balde de metal e joguei o conteúdo no dragão.

— Eu não… — Tentou me impedir, mas já era muito tarde e o dragão estava comprimido contra a parede assustado. — Era por isso que não era para jogar o balde todo. Agora eu diria que você tem alguns minutos até que a Fúria da Luz tente te queimar.

Olhei para onde o Dragão branco estava anteriormente, ela havia sumido, não estava em nenhuma outra parte dali também, pelo menos não visível. Peguei um dos peixes que estava no chão, mas nenhuma reação, o dragão parecia estar com medo de algo específico. Analisei todos os frutos do mar ali no chão, e percebi que alguns deles não eram peixes, comecei a tira-los um a um, mas também sem sinal, até que meu pé esbarrou em uma enguia, aproximando-a de Stella, e o dragão deu uma expressão de nojo.

— Isso é enguia defumada? Não me admiro o nojo, isso é nojento. — Dei ênfase no ultimo "é", concordando com o dragão. Tirei a enguia para longe dela, fazendo com que seu rosto esboçasse mais raiva do que medo. — Então tem mais coisa aqui que você não gosta, garota? Vejamos… — Eu estava pensativo. — Já sei. — Sorri ao ver um dos peixes.

— Esperto, o que descobriu? — Riu o velho.

— Da última vez que eu vi um dragão assim, foi quando eu empunhava uma espada. — Disse andando em meio aos peixes. —- Então acho que qualquer tipo de arma serve. — Peguei um peixe-espada do chão e o arremessei longe.

— Impressionante, mas você não teria feito ela ficar brava se me escutasse. — O velho se aproximou de mim dando tapinhas em minhas costas. — Pelo menos a mãe dela não vai lanchar carne de deus hoje. — Eu não tinha visto graça na piada.

Tanto Fúria das Estrelas quanto Fúria da Noite sentiram algo estranho, e imediatamente correram para nos envolver em um abraço. O cenário se fechou a minha volta e pude ver apenas a luz que passou pelas frestas do dragão e ouvir uma explosão. Fúria da Estrela e Fúria da noite não pareciam machucados e foram para nossa frente, liberando um tipo de rosnado para um homem que estava em cima de um dragão vermelho com cauda de escorpião, flutuando do chão, mesmo que sem asas.

— Jafar! — Gritou Soluço. O ódio no olhar era visível, o líder estava com sérios problemas com o feiticeiro, e acho que era hora de eu entrar em cena.

— O que você quer com esse povo? — Gritei, perguntando.

— Eu preciso desses dragões para destruir Agrabah. — Assim que ele falou o nome do reino, eu estremeci. — E vocês não querem me dar de bom grado, eu irei tomá-los.

— Você não vai levar nossos dragões. — Retrucou o aldeão chefe, para o homem de vestido azul e capa vermelha.

— Você não pode me impedir. — Respondeu, batendo seu cajado no chão e sumindo do local em uma fumaça verde, levando consigo seu estranho dragão.

Continua em... Como treinar seu dragão 3.

[RP] - Simon M. Stilinski Hp210HP: 270/270 [RP] - Simon M. Stilinski XQKY0MP: 115/270


Considerações:

- Tudo tentativa.
- Taylor fala cantando.
- Faca na mochila.
- Frases em inglês são frases cantadas, para combinar com a personalidade de Taylor.



Recompensas E Missão:


Como treinar seu Dragão: Na floresta encantada existe um povo nômade que vive perfeitamente bem entre os dragões. Suas casas são fortes com capacidade para conter, ajudar e treinar tais criaturas com uma riqueza de detalhes impressionantes. Eles não apenas conseguem conviver com os dragões, como também conseguem domesticá-los. Você acabou encontrando esse povo e como um verdadeiro curioso deseja aprender junto a eles. Conquiste a confiança dos nômades e aprenda com eles a como treinar e virar amigo de um dragão.
Recompensas: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos
Observação: Personagens que possuem dragões como mascotes ganham um bônus de 2.000 de XP por aprenderem mais sobre eles. Além disso, essa missão pode gerar uma habilidade sobre conhecimento de dragões.
Requisito mínimo: Nível 7.
Habilidade Gerada

Habilidade: Conhecimento sobre dragões
Descrição: O personagem conviveu e aprendeu com o povo draconiano as características, habilidades e diferenças sobre os dragões e agora já consegue lidar um pouco melhor com eles. Ao obter esse conhecimento o semideus é capaz de conseguir ajuda, domar, ou evitar ser atacado por um tempo pelas feras, desde que essas não estejam sobre qualquer outro tipo de domínio ou magia. Ou seja, se o dragão em questão não possui dono, está com o humor afetado por algum outro fator, ou sendo manipulado por magia o personagem ainda conseguira lidar com ele.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de chance de não ser atacado por dragões. +30% de chance de conseguir que ele te ajude caso o personagem consiga se aproximar. +20% de chance de descobrir um ponto fraco ao lutar contra um dragão.
Dano: Nenhum
Extra: O conhecimento permite ao semideus criar estratégias melhores relacionadas aos dragões, ou seja, ele aprende a lidar com eles de maneira ofensiva ou defensiva.



Habilidades:


Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum

Nome do poder: Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum




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