The Blood of Olympus
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[RP's] HAROR LESTRANGE

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Mensagem por Haror Lestrange em Sex Maio 10, 2019 3:41 pm




RP'S DE HAROR LESTRANGE

Tópico referente aos posts narrativos do evento "Um conto de fadas".

Personagem Haror Lestrange, semideus filho de Hefesto e legado em Hécate.
. Evento ⸭  ⅱ. Fantasia ⸭  ⅲ. Alice

Haror Lestrange
Haror Lestrange
Lycans
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Idade : 42
Localização : Acampamento Meio-Sangue

http://www.bloodolympus.org/t4900-haror-lestrange#99518

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[RP's] HAROR LESTRANGE Empty Re: [RP's] HAROR LESTRANGE

Mensagem por Haror Lestrange em Sex Maio 10, 2019 6:17 pm




MISSÃO FIXA INICIAL
MISSÃO REALIZADA:
Missão fixa inicial: Para adentrar no evento de contos de fada é necessário fazer a missão fixa acima, sendo encontrado pelo coelho e guiado por ele até uma toca que o guiara para o mundo mágico. Você deve explicar como foi atraído pela criatura e o que te fez seguir ela, a missão termina com seu personagem caindo em um buraco que parece não ter fim, mas que num piscar de olhos também desaparece, te deixando em uma floresta estranha, onde alguém grita: Bem vindo a floresta encantada.
Recompensas: 500 XP e 500 Dracmas + 1 Fragmento.
Requisito mínimo: Nível 1.

O dia não estava muito quente, faziam 20 graus, mas Haror estava completamente suado e com muito calor. O fogo das forjas tinha aquecido o local e o herói tinha tirado sua camisa para trabalhar em paz. Era verão e nos últimos dias tinha sofrido ainda mais com as altas temperaturas.

No começo pensava que logo iria começar a se acostumar com a temperatura das forjas e que aquilo não atrapalharia seu trabalho. Estava errado. Sabia que muitos de seus irmãos adoravam o lugar, mas o semideus ainda não tinha adquirido gosto por um corpo encharcado de suor e fedendo.

Greg estava martelando ao seu lado, fazendo algum tipo de suporte para as mesas do chalé de Athenas. Ele tinha sido contratado para o serviço e pediu uma ajuda a Haror, afinal o homem mais velho estava ansioso por aprimorar suas habilidades. Greg sabia que podia conseguir  uma ajuda de graça e ainda satisfazer a ansiedade do velho homem.

- Haror, se quiser pode dar uma pausa. Eu termino aqui o acabamento final. Não entendo como você sua tanto aqui dentro! Nem parece filho de nosso pai! – Greg ria enquanto martelava, o som da sua voz se mesclando de maneira bizarra com os sons produzidos no choque de seu martelo com o lingote metálico.

– E você pode apostar que eu vou! Já fiz seu trabalho quase que sozinho! Você deveria era repassar uma verba para mim! – O velho tirava suas luvas de soldagem e esfregava ambas as mãos para remover um pouco de graxa que tinha entranhado em sua pele. Não adiantou e ele apenas espalhou mais a sugeira. – Vou é tomar um banho, Greg. Nos vemos de noite!

Greg pegou o lingote em que estava trabalhando e mergulhou em um barril cheio de água. Haror sabia que era uma mistura encantada para permitir um processo de têmpera muito mais adequado a uma arma de semideus. Uma fumaça amarelada evaporou quando o metal incandescente foi subitamente colocado no líquido para se resfriar. – Certo! Depois eu te repasso a verba e você me paga pelo treino, o que acha? – O jovem novamente dava risada. Já estava próximo o bastante de Haror para ambos fazerem esse tipo de brincadeira um com o outro. – Vê se não demora nesse banho, velhote! Viu a política de sustentabilidade adotada por Quíron? Tenta não pensar nas veteranas do chalé de Afrodite que seu banho acaba rápido!

Haror baixou a cabeça, um pouco envergonhado. Nos últimos tempos tinha sido pego olhando para uma morena do chalé de Afrodite, ela era um pouco mais velha do que o habitual, mais próxima da idade do semideus. Mesmo assim tinha idade para ser sua filha e Greg tinha rido de sua cara desde então. – Greg, você é que deveria ir tomar banho, seu otário! – O grisalho removeu o nó em seu pescoço que prendia o avental de proteção contra queimaduras e nem olhou mais na direção de seu amigo, apenas saiu das forjas e caminhou em direção ao chalé.

No caminho sua mente não pode deixar de pensar na ninfeta de Afrodite. Talvez sua experiência fosse um diferencial com a garota? Ele sabia que não valia a pena o esforço, era melhor apenas seguir sua vida.

Quando chegou ao banheiro, abriu a torneira que enchia um grande barril de carvalho. Gostava muito de ficar deitado relaxando no banho. Esqueceu aquilo de sustentabilidade que seu irmão tinha lhe dito, não se importava nem um pouco com esse tipo de bobagens, mas sabia que na frente dos outros não deveria dizer essas coisas.

Á água começou a encher o barril e o herói começou a se despir. Sua mão parou em algumas das cicatrizes em seu corpo, e sua mente por um momento se pegou relembrando os momentos de tortura que tinha passado em seu cativeiro. Um medo cresceu e subiu pela sua espinha, mas o velho sacudiu a cabeça e fixou seu pensamento na água quente dentro do barril. Colocou um de seus pés lá dentro e sentiu a água envolvendo sua perna.

Ele não sabia dizer por que preferia tomar um banho quente mesmo no verão, se estava tomando banho justamente para se refrescar. Imaginava que era algo a ver com seu lado meio divino e a ligação com as forjas. Nos últimos dias tinha descoberto suas primeiras habilidades como meio-sangue, talvez isso fosse um efeito colateral.

- Bem, me fazendo bem, que mal tem? – Haror mergulhou seu corpo inteiro, ficando apenas com sua cabeça e seus pés para fora da água. Fechou os olhos enquanto pensava em armas que queria construir e, quando viu, adormeceu.

[RP's] HAROR LESTRANGE ACZxlnB

Não sabia direito quantos minutos tinham se passado, talvez apenas alguns poucos segundos. Se acordou quando ouviu uma grande batida na porta do banheiro. O herói abriu seus olhos dourados com atenção e se ajeitou no barril. Viu que a porta estava aberta, mas olhando ao redor não via nada.

Se levantou dentro da banheira, com as mãos na frente do corpo como Greg tinha lhe ensinado, uma postura básica de combate e defesa. Água escorria pelo seu corpo e molhavam o chão ao redor do barril.

- Nossa, cara... Eu não sou pago para ver esse tipo de coisa nojenta! Se tampe! – A voz parecia vir de algum lugar abaixo, mas Haror não enxergava quem era seu portador. Como ele estaria lhe vendo? – Acho que você é uma causa perdida, vou é achar outros semideuses...

Haror olhou para o monte com suas roupas, onde o pingente com sua arma estava armazenado. Pensou o que poderia fazer para chegar no local antes que o dono daquela voz pudesse fazer algo contra ele. Seria uma invasão de algum outro semideus tarado? Ou talvez uma invasão de monstros no acampamento? Com um pulo, Haror se atirou da banheira em direção a suas roupas. Em sua mente queria dar uma cambalhota no chão e se erguer com as roupas em uma mão e o pingente em outra.

O que aconteceu, no entanto, foi que Haror não tinha nenhuma agilidade para fazer o que tinha planejado. Seu pé começou escorregando no chão liso do fundo do barril. Com o impulso que tinha tentado tomar, tropeçou para frente e bateu suas canelas na lateral da banheira, caindo com tudo de cara no chão e derramando a água pelo banheiro inteiro.

- Que isso! – Um coelho branco, vestindo-se de maneira engraçada pulou de maneira ágil para escapar de ser molhado pela água que escorria pelo chão. Ele ficou apoiado em uma das pias do lavatório enquanto olhava nervoso para um relógio em seu pulso.

Haror colocou as duas mãos em punho no chão, se amaldiçoando mentalmente por sua idiotice. Se levantou com o movimento de um apoio e colocando um dos joelhos no chão se esticou para pegar suas roupas, mantendo o pingente com sua arma bem apertado dentro da mão direita. – Certo, coelho... Por que está atrapalhando meu banho? – Haror ia se vestindo enquanto tentava analisar se o coelho falante era algum tipo de ameaça ou não. Não sabia que aquela criatura era incomum, porque fazia pouco tempo que estava se habituando com o que era comum ou não fora de seu cativeiro.

- Ah, sim! Isso! Eu quase me esqueci disso! – O coelho tira um pergaminho enrolado de um dos bolsos de seu paletó e direcionou para Haror. – Estamos precisando de ajuda! Nosso reino foi invadido e precisamos de guerreiros para nos ajudar a recuperá-lo.

Haror olhou fixamente para o rosto do coelho. Sua expressão era de desespero e só agora o filho de Hefesto tinha percebido isso. Terminou de afivelar seu cinto e colocar seus equipamentos, ficando um bom tempo em silêncio. O coelho esperava pacientemente, mas olhando para o relógio a cada cinco segundos.

– Eu não tenho interesse, muito obrigado. Não acho que eu vá ganhar alguma coisa com isso. Agradeço o convite, mas tenho outras metas atualmente. – Ele se direcionou até o secador de mãos, ignorando o papel nas mãos do coelho. Em sua pressa para se vestir nem tinha secado seu corpo e isso, somado ao fato de ter derrubado água por todo o chão do banheiro, tinha deixado suas roupas encharcadas. No secador, direcionou suas partes intimas ao vento para que o calor secasse suas calças e cueca.

- Aaah, mas tem os fragmentos! Tem os Fragmentos! Você nos ajuda e pode coletar esses pedaços se quer algum pagamento! Depois na máquina rara você troca por algo para você! Coisas de outro mundo, vão te deixar poderoso! – O coelho coçava seu pequeno nariz, guardando o papel novamente olhando aquele relógio. O que tinha de tão especial em saber as horas? -  Vários de seus amigos estão indo nesse momento!

Haror refletiu mais um pouco. Tendo a oportunidade de se destacar com itens mágicos de outra dimensão lhe parecia muito interessante, ainda mais que diversos outros campistas estavam indo. Se continuasse ali, talvez ficasse ainda mais para trás quando esses heróis retornassem com esses espólios. – Nesse caso, eu não posso negar de ajudar um país em crise, certo? Me oriente como proceder.

O coelho deu um pulo impressionante e pegou Haror pela mão. O semideus foi puxado para baixo e para frente, quase dando de cara no chão. Conseguiu se equilibrar, mas não teve tempo de se recuperar direito, porque o coelho continuou puxando-o para frente. Acabou com um dos joelhos apoiados no chão. – Venha, venha!

Haror se levantou e se soltou do animal. O mesmo deu de ombros e seguiu pulando para fora do chalé, onde o semideus percebeu que um buraco enorme tinha sido cavado no gramado. Sua mente viajou, pensando em como Quírion ficaria furioso e que no fim os campistas era que teriam que tampar aqueles furos. – Ali, velho! Pule ali e até mais! Vou ver chamar mais heróis, não tenho tempo! – O coelho deu mais uma olhada no relógio, se assustou com a hora que viu, deu um pequeno pulinho e bateu seus dois pés no ar enquanto segurava seu pequeno chapéu e, em uma corrida, desapareceu de vista.

Haror olhou para o buraco, parecia um tipo de armadilha. Por outro lado, não sabia se realmente tinha algo a perder. Ficou alguns segundos refletindo se valia a pena ou não se atirar no desconhecido, até que pensando nos benefícios que podia adquirir naquele reino mágico, se atirou.

Os pés de Haror esperavam encontrar o fundo, mas o herói apenas começou a cair indefinidamente. – Merda, era só o que faltava... – O herói se preparou para tentar resistir ao impacto quando o chão finalmente aparecesse. Quanto mais tempo se passava mais desesperado ele ficava, sabendo que provavelmente morreria. Com o tempo, no entanto, viu que parecia preso em algum tipo de magia ou algo assim, pois o chão nunca chegava.

Passaram-se horas e o herói já estava se cansando. O trabalho físico nas forjas tinha sido exaustivo, e a monotonia da queda era algo realmente muito chato. O medo tinha praticamente sumido, só voltando quando o herói realmente pensava no assunto. Sua mente já tinha viajado por vários pensamentos diferentes, a maioria deles envolvendo a garota filha de Afrodite.

Quando finalmente o sono o pegou, se viu sonhando com dragões. Imaginava-se voando em uma dessas bestas aladas, comandando-a a queimar os inimigos no solo. Não demorou para que o sono se transformasse em pesadelo, com ele caindo do dragão, mas o chão nunca se aproximando e ele estando em uma queda eterna. Sonho e realidade não eram muito diferentes.

Quando acordou do pesadelo, no entanto, seus olhos repararam que não viam mais a escuridão eterna do buraco. Seu corpo também parecia apoiado em alguma coisa sólida. Ele mexeu sua mão e notou que ao seu redor existiam algumas coisas, pareciam folhas secas. – O que?

Ele se levantou com um movimento rápido. Não sabia quanto tempo estava ali ou de onde tinha surgido aquele lugar. Estava em uma floresta diferente da próxima ao acampamento. As árvores não eram de nenhuma espécie que o neto de Hécate já tinha visto. – Então deu certo? Parece que sim! – Nos lábios do herói, um sorriso começou a se formar. Ele olhou ao redor, mas não viu nada além de outras árvores. Já se preparava para caminhar quando ouviu um som que parecia vir de todos os lugares ao seu redor ao mesmo tempo, como um farfalhar de galhos e folhas.

De repente uma cabeça gigante de gato apareceu na escuridão, como projetada por uma magia. Seus dentes eram absurdamente afiados e seus olhos transmitiam uma sensação de loucura. Ele abriu um sorriso maligno e olhou para Haror com aqueles olhos hipnotizantes. - Bem vindo a floresta encantada!

[RP's] HAROR LESTRANGE 1uNqcZZ

O que aconteceria a seguir? Qual seria o destino do velho ferreiro? As próximas aventuras no reino encantado iriam traçar o começo da jornada heroica desse mais novo semideus.

EXTRAS:
ITENS:
Alabarda [É como uma lança-machado. A lâmina na ponta é muito boa para impactos, e o outro lado bom para parar investidas. A haste é feita de um tipo de madeira resistente e encantado para tal, e a lâmina e pontas são feitas de ouro imperial. Exige força e treinamento para ser utilizada com maestria. | Efeito 1: Tal arma pode passar a ter o peso nulo, durante dois turnos, caso seja utilizada em batalha, porém pode durar mais tempo caso seja usada fora de batalha. | Efeito 2: A alabarda é capaz de encolher, ficando do tamanho de um pequeno pingente, ainda conservando a sua forma, mas apenas diminuída. | Ouro Imperial e Madeira. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
FPA:
HABILIDADES UTILIZADAS::
Nenhuma

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Haror Lestrange
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Idade : 42
Localização : Acampamento Meio-Sangue

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Mensagem por Phobos em Sab Maio 11, 2019 5:48 pm


Haror Lestrange


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento


Comentários:
A sua missão basicamente tem conteúdo e segue as diretrizes o suficiente para que seja aceita e ganhe a recompensa máxima, entretanto, como houve o pedido para atentá-lo aos erros, farei o possível para ajudá-lo a melhorar. Logo no início, ao se referir a temperatura ambiente, houve a flexão do verbo fazer para o plural, no trecho a seguir: "O dia não estava muito quente, faziam 20 graus", mas leve em consideração que o correto seria "fazia", pois não há como transformar tal frase em voz ativa - por exemplo, nunca é dito que" 20 graus foram feitos", mas sim "fazia-se 20 graus".

Em seguida, notei que houve a repetição da palavra temperatura em um curto espaço de tempo enquanto lia seu texto. Por exemplo, você poderia ter substituído a palavra por alguma de mesmo valor ou sinônimo, como no trecho a seguir: "No começo pensava que logo iria começar a se acostumar com a temperatura das forjas", onde poderia ser usado "calor" e derivados. Não é um erro de ortografia, mas sim de fluidez, pois repetições demasiadas tornam a leitura um tanto quanto massante.

Ah, apenas um lembrete: Athenas/Atenas é considerada a cidade capital da Grécia. Sempre que se referir à deusa, o nome correto é Athena/Atena. No geral, fez uma boa missão, criativa em relação a forma em que foi abordado pelo coelho. Bem-vindo ao evento!
 
É nóiz que tah!

Phobos
Phobos
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários

Localização : Na sua mente...

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Mensagem por Haror Lestrange em Dom Maio 12, 2019 5:13 am




ANIMAIS FALANTES
MISSÃO REALIZADA:
Animais falantes: Uma das peculiaridades da floresta encantada é que ali a maioria dos animais fala! Isso mesmo, as criaturas conseguem falar e entender a língua humana perfeitamente e Balu, um urso bastante dengoso e viciado em mel é um deles. O peludo está faminto e não consegue alcançar a colmeia de Mel sozinha, mesmo já tendo bolado todos os planos possíveis. Você estava de passagem quando notou a situação do urso. Ajude Balu a conseguir seu mel sem ser atacado por um enxame enraivecido.
Recompensas: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos.
Requisito mínimo: Nível 1.

A floresta parecia sussurrar o nome de Haror enquanto ele caminhava, com sua alabarda bem apertada em suas mãos. Não tinha perícia nenhuma com aquela arma, mas se sentia muito mais seguro empunhando algum tipo de equipamento para poder se defender. As árvores lhe cercavam de maneira que não lhe permitiam ver um caminho óbvio pelo qual deveria seguir e o farfalhar do vento criava zumbidos sinistros. Mesmo com um porte avantajado, Haror não deixava de se sentir ameaçado.

Momentos antes o herói tinha caído do buraco que parecia eterno e tinha dado de cara com uma ilusão em formato de cabeça de gato. O ser de dentes brancos sorriu para ele e lhe deu boas vindas a floresta encantada. Era uma ironia, no entanto, porque após a ilusão desaparecer Haror tinha caminhado por horas e parecia que não tinha saído do lugar. Tudo era bem similar naquela imensidão de folhas e galhos.

Até aquele momento, estava completamente arrependido de ter aceitado a oferta do coelho apressado, afinal não tinha encontrado nenhuma oportunidade de se embrenhar em alguma missão e seu tempo estava passando. – Da próxima vez eu vou é fazer um churrasco de coelho para os garotos do chalé. Aposto que surpreenderia Greg com minhas perícias culinárias!

O velho ria enquanto seguia seu caminho. Ocasionalmente, passava por algum animal, e já estava começando a pensar em caçar alguma coisa, pois sua barriga estava dando sinais de que precisaria de um alimento. Não comia nada desde o dia anterior e sabia que mesmo sendo um semideus, suas necessidades humanas não podiam ser negligenciadas. Começou a olhar mais atentamente para a presença de animais ao redor, mas foram só alguns minutos depois que teve o primeiro contato direto com os habitantes daquele local.

– Um melzinho gostoso, um melzinho delicioso! É o necessário, somente o necessário! – A voz fez com que Haror entrasse em postura de combate imediatamente. Desde sua última aventura tinha sentido seus poderes divinos crescendo dentro de seu corpo, como se uma centelha de vida queimasse mais forte em seu peito. Queria testar seu poder, mas ao mesmo tempo ficava com medo de uma derrota em uma luta que poderia custar sua vida. Nos treinos, quase sempre perdia.

Decidiu que o melhor a se fazer seria se aproximar da origem da voz. Parou por um tempo e ficou apenas escutando. Fechou seus olhos para os sons serem mais nítidos em sua mente, mas tudo que conseguia escutar era o barulho baixo de água escoando e um farfalhar incessante de folhas, como se alguém as mexesse de um lado a outro. Baixou seu ouvido ao solo, tentando escutar os barulhos ecoando pelo chão. Não tinha esse tipo de habilidade, mas tinha lido em algum dos inúmeros livros de sobrevivência que era uma técnica funcional. Não conseguiu identificar muitas coisas, apenas um baque seco ocasional.

Diversas árvores tampavam a visão em sua frente e as folhas se uniam para criar paredes que impediam o mesmo de observar seu possível inimigo. Sabia que não iria descobrir com o que estaria lidando apenas pelos sons, então teria que arriscar seguir em frente, mesmo sem muitas informações sobre o que estava se metendo.

Enquanto Haror tentava atravessar a mata densa, era impossível que o mesmo não fizesse barulhos espalhafatosos com o movimento das folhas, então o semideus sabia que sua presença já tinha sido percebida e estaria provavelmente em apuros se a criatura fosse algo maligno.

– Uhg, quem está aí? É você, Bagheera? – A última folhagem foi removida, abrindo passagem para uma pequena clareira. No centro dela uma árvore se destacava, era um tipo de salgueiro com troncos grossos e um tanto quanto altos em relação ao chão. Em um dos mais altos, uma colmeia se projetava, com diversas abelhas voando em todas as direções.

No solo as folhas do salgueiro salpicavam o chão com cores vivas, e um pouco mais adiante um pequeno riacho escoava tranquilo. A clareira era um lugar muito bonito, um grande achado em meio aquela floresta. Mas o que Haror reparou a seguir fez com que seu coração disparasse e sua mão apertasse ainda mais forte o punho de sua espada. Bem a sua frente, um urso pardo de mais de três metros de altura se movia em apenas duas patas, com um olhar bobo na cara e uma língua molhada projetada para fora da boca.

– Ah, você não é o Bagheera! Se fosse ele eu estava em apuros! – Haror nem deixou o animal terminar de falar. Se lançou contra o mesmo de armas em punhos. Não deixaria que o animal tivesse vantagem no combate, ele tomaria a iniciativa. Com uma corrida para frente esticou suas mãos para uma estocada no peito do animal. O urso arregalou seus olhos, como se estivesse surpreso por estar sendo atacado. Se atirou para o lado um pouco antes do impacto, ficando em quatro patas. Alguns fios de sua pelagem voaram ao vento, cortados pela lâmina de Haror, mas o urso não foi atingido pelo golpe.

– Que isso, velhote? Não sabe que o extraordinário é demais? – O semideus se recuperou da investida falha e, girando em seu calcanhar tentou um corte lateral com destino ao pescoço do animal. Não estava entendendo nada que o urso tentava falar, mas não queria lhe dar chances de revidar. – Que tipo de demônio você é, Urso? Como pode falar?

O urso levantou uma de suas patas no momento exato para bloquear o golpe de Haror, lançando sua alabarda para longe. O impacto do bloqueio foi tão forte que o filho de Hefesto caiu para trás, suas calças se sujando com a lama no chão do local. – Você vem me atacando parecendo um maluco, como que eu não vou falar para me defender? Você quer brigar? Eu te ensino como brigar, valentão!

O urso pulou na direção do semideus e de suas patas grandes garras se projetaram para fora da pelagem, intimidando o velho neto de Hécate. Enquanto o animal estava no ar, Haror sentiu o poder fluindo por suas veias e enquanto rolava para o lado para evitar as patas do animal, controlou uma pequena pedra para voar e atingir em cheio o focinho do bicho. – Wow! Isso sim é uma novidade!

O urso sentiu o golpe e imediatamente ergueu-se em pé, fazendo sombra sobre o corpo deitado de Haror. Uma de suas patas se moveu até seu focinho, esfregando a região machucada. Seu olhar não era mais de bobo, mas sim de uma fera enfurecida. O semideus via por cima dos ombros do animal que as estrelas começavam a aparecer no céu e a noite já iria começar a cair, mas será que ele estaria vivo para contemplar o próximo amanhecer? Retirando a mão do focinho o animal girou a cabeça para o lado e deu um forte rugido, tão forte que fez até mesmo a terra vibrar.

[RP's] HAROR LESTRANGE Ac3CBG6

Haror não perderia tempo, se levantou o mais rápido que pode, aproveitando o momento de raiva em que o urso não estava lhe olhando. Procurou por sua arma, que tinha voado de suas mãos e a encontrou caída para a esquerda, próxima do salgueiro com a colmeia. Se colocou a correr até ela, dando as costas para o urso. Logo percebeu que tinha sido um erro.

Com uma estocada violenta de sua pata dianteira, o urso atacou de maneira tão violenta que acabou arremessando o velho para frente, fazendo-o cair entre o salgueiro e a arma. Haros sentia seus músculos, já não tão jovens, protestarem enquanto tentava se colocar de volta em pé, resmungando maldições por sua própria burrice. Sentia que suas costas tinham sido cortadas pelas garras do animal, mas não tinha como dizer qual era a gravidade do ferimento.

– Eu só queria um pouco de mel, velhote! Não sabe que essa vida eu vivo em paz? Não me aborreça! Vou te dar mais uma lição e suma daqui! Tenho que pegar a colmeia antes do Bagheera me encontrar! – O animal se colocou em quatro patas e parecia pronto para correr na direção do semideus. A arma de Haror estava na sua frente e ele teria que realizar uma investida na direção do urso se quisesse pegá-la. Era um péssimo combatente e não tinha treinado o suficiente para enfrentar uma fera daquele tipo. Uma pena que só descobriu isso falhando.

Haror se atirou para frente enquanto o urso começou uma corrida em sua direção. Ambos apostaram que seriam mais rápidos que seu oponente, no entanto, era óbvio que o filho de Hefesto não era nem um pouco veloz para se comparar ao animal, que vivia em uma selva e provavelmente participava de batalhas quase todos os dias.

A arma de Haror estava a metros de distância quando ambos os combatentes se chocaram e o semideus sentiu seu corpo voando para trás, um rastro de sangue sendo deixado no ar por uma ferida de uma patada do urso em seu braço direito.

– Aaaaaagh! – O velho gritou de dor quando sentiu o impacto de seu corpo com o tronco do salgueiro. Seus ossos pareciam estilhaçados de tanta dor que sentia e ele com certeza estava em maus lençóis. Provavelmente seria seu fim caso o urso tentasse mais uma investida. Tinha sido novamente derrotado e a amargura de saber que seus poderes não eram suficientes nem para derrotar um animal selvagem lhe deixavam péssimo. A árvore estava se balançando toda com o impacto e a colmeia sem aviso se desprendeu do galho e caiu no colo do neto de Hécate.

– Hey Yey! Boa, meu velho! Uhuul! – O urso era estranho. Ao ver a colmeia caída parecia que a raiva em seu rosto tinha instantaneamente sido transformada na feição de bobo que ele tinha anteriormente. Para ele, talvez, a batalha não passasse de uma brincadeira, algo sem perigo algum. Pensar nisso deixava Haror deprimido, afinal seria ele um oponente tão fraco assim? A língua do animal se projetava para fora e seus olhos ficaram fixos na colmeia. –Passe para mim! Eu prometo que só vou comer o necessário, somente o necessário!

Não era como se Haror tivesse tido oportunidade para pensar se queria ou não passar a colmeia para seu inimigo. No mesmo instante em que o urso começou a falar, diversas abelhas falantes saíram de dentro do item e, vendo o estrago que tinha acontecido com sua casa se amontoaram, gritando xingamentos para Haror em uma cacofonia de zumbidos. – Mas o que diabos tem de errado com essa floresta? Até as abelhas falam?

O herói foi obrigado a se levantar o mais rápido que pode. Mesmo seu corpo estando bem machucado, aqueles insetos começaram um ataque contra o velho. Elas lhe picavam em qualquer superfície que estivesse exposta e a dor das picadas logo se sobressaiu sobre os ferimentos causados pelo urso, gerando um medo tão grande no herói que lhe deu energias para correr até o riacho e se atirar lá dentro. Deixou a colmeia no chão, e nem percebeu que o urso aproveitava a distração das abelhas para se fartar no mel ali presente.

A água gelada era boa e refrescava as feridas das picadas. O semideus trancou a respiração e ficou mergulhado pelo maior tempo possível, apenas voltando ocasionalmente para pegar mais folego e mergulhar de novo. A noite já tinha caído e, dentro do riacho, Haror viu a luz da lua encostando em sua pele e recuperando um pouco de sua energia perdida. Seu corpo ainda estava muito machucado para que ele pudesse encarar o urso novamente, mas era bom sentir a pequena sensação de vigor que a noite lhe proporcionava.

Após algum tempo, Haror emergiu sua cabeça de vez e viu que as abelhas tinham lhe abandonado. Finalmente pode olhar para o local onde o urso estava e viu que o mesmo se fartava com o mel. Ele lambuzava suas patas no líquido, e um pouco escorria pela sua pelagem. Sem a sua casa as abelhas provavelmente desistiram de atacar Haror ou o urso e simplesmente foram embora. Teriam que recomeçar seu lar em outro lugar, tudo graças a Haror, que por um lado se sentiu um pouco mal.

O velho ficou mais algum tempo se banhando, sentindo as dores das picadas e dos cortes causados pelo animal selvagem. Não sabia se aqueles ferimentos adicionariam outras cicatrizes a seu corpo, mas acharia justo para lhe lembrar da sorte de ter saído com vida naquele seu ataque inconsequente.

Com o tempo passando e seus ânimos se acalmando, Haror finalmente refletiu e se sentiu um pouco envergonhado. Tinha ido tão afoito para a batalha que nem pensou que o urso poderia ser um animal bondoso. Se lembrou do coelho e agora que a adrenalina e o medo tinham passado, concluiu que os animais daquele lugar podiam ser todos falantes e com algum propósito. Estava no mundo do coelho falante, não? Por que estava atacando o primeiro ser que tinha encontrado? Mergulhou sua cara na água para se esconder, como se isso pudesse mudar a vergonha que sentia de si mesmo. – Imagina se eu tivesse matado um urso falante?

Após terminar de comer o urso se dirigiu até a margem do riacho onde Haror estava se banhando. O herói boiava na água enquanto olhava para as estrelas, sentia que a noite lhe dava energias e seus ferimentos doíam menos conforme o tempo passava. Ele nem percebeu que o animal se aproximava. – Não vai mais me atacar, né velhote? Você é muito mais raivoso do que o menino Mowgli! Ahahah, mas eu sei como conter os humores de vocês humanos.

Haror se assustou e ficou um pouco vermelho por novamente lembrar de ter atacado o animal sem nem tentar conversar. Por sorte ele parecia um urso gentil e sensato, estava sentado com pernas cruzadas na margem do riacho e tinha dois favos com mel ao seu lado, além de um que lambia. Ao ver o alimento a barriga de Haror fez um barulho tão alto que até o urso escutou. – Venha, pegue um para você! Querendo ou não você que me ajudou a pegar esse mel. Eu não alcançava a colmeia e nem tinha tido a ideia de balançar a árvore, ia ficar pulando a noite toda e não iria alcançar!

Haror excitou um pouco. O animal tinha lhe atacado de maneira tão raivosa momentos atrás que ele tinha um pouco de receio de ficar ao lado do mesmo. Por outro lado, sabia que tinha sido ele que tinha iniciado o combate e lembrava das falas do urso para tentar impedir o semideus. – Me chamo Balu, você é novo por essas bandas?

Haror saiu da água com receio. Quando viu que o urso não tomou atitude nenhuma, se aproximou e pegou o favo. Seu estomago agradeceu quando o alimento entrou em seu estômago. – Me chamo Haror, senhor Balu. Desculpe pelo que aconteceu antes. Espero que não tenha machucado seu focinho. Realmente me assustei e achei que iria morrer se não tomasse a iniciativa. Como sou novo por aqui, sim, animais falantes me surpreendem.

Balu olhou com olhos espantados para Haror e então começou a gargalhar, apenas sendo impedido por se engasgar com um pouco do mel que comia. Ele tossia com um sorriso no rosto. – Te matar? Logo eu? Eu não me daria ao trabalho, só faço o que é necessário. Sua pedrinha só me chateou, nem se preocupe. Venha, vou te mostrar meu estilo de vida já que é novo na floresta!

O urso se deitou na água e indicou para Haror pular em cima da barriga dele, utilizando-o como uma jangada. Se ele fosse um urso normal aquilo provavelmente não daria certo, mas era um urso especial, do reino de contos de fadas. O semideus subiu em cima dele e logo eles estavam descendo rio abaixo enquanto Balu cantava uma ótima música sobre como levava a vida sem preocupações.




Vídeo com a música cantada por Balu (Opcional)

Foram descendo o rio e no trajeto Haror conversou um pouco com o animal. Ele era realmente muito inteligente e um urso bem pacífico. Parecia até um tanto quanto preguiçoso no estilo de vida que tinha adotado, mas Haror não julgaria aquilo. Estava até feliz de ter encontrado alguém para falar. Ocasionalmente se lembrava de ter atacado o animal e se envergonhava. Teria que aprender a não ser tão precipitado, pelo menos aquela situação serviria como lição.

Desceram seguindo a correnteza até que Balu se direcionou até a margem e ambos saíram. O urso balançou sua pelagem removendo a água e acabou encharcando as roupas de Haror. – Bom meu velho, agradeço a conversa, mas está quase na hora da aula dos lobinhos. Um professor que se atrasa não é um bom exemplo, não acha? Foi um prazer e novamente te agradeço pela colmeia! Mesmo que não tenha sido sua intenção!

O urso gargalhava e dava as costas ao herói. Haror ficava apenas em silêncio, pensando na situação que tinha passado. A noite já estava quase no fim, mas por ter dormido enquanto caia pelo buraco o sono do neto de Hécate estava completamente desregulado e ele ainda se sentia energético para continuar a viagem.

Aquela aventura tinha terminado. Era uma das surpresas que o reino do conto de fadas tinha preparado para Haror e quais seriam os próximos desafios que o velho semideus iria encontrar por seu caminho? O encontro com Balu lhe deixou ensinamentos profundos sobre as aparências, além de reforçar que a força do herói ainda precisa ser mais desenvolvida. Agora o velho olha para o caminho que se abre na floresta a sua frente, imaginando quais perigos e aventuras que lhe aguardam.

EXTRAS:
ITENS:
Alabarda [É como uma lança-machado. A lâmina na ponta é muito boa para impactos, e o outro lado bom para parar investidas. A haste é feita de um tipo de madeira resistente e encantado para tal, e a lâmina e pontas são feitas de ouro imperial. Exige força e treinamento para ser utilizada com maestria. | Efeito 1: Tal arma pode passar a ter o peso nulo, durante dois turnos, caso seja utilizada em batalha, porém pode durar mais tempo caso seja usada fora de batalha. | Efeito 2: A alabarda é capaz de encolher, ficando do tamanho de um pequeno pingente, ainda conservando a sua forma, mas apenas diminuída. | Ouro Imperial e Madeira. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
FPA:
HABILIDADES UTILIZADAS:
HABILIDADES PASSIVAS:
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, nesse nível só consegue recuperar uma pequena parte de sua energia, e apenas feridas mais leves são fechadas, as mais fundas ainda não se recuperarão. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +10 HP e +10 MP
Dano: Nenhum
HABILIDADES ATIVAS:
Nome do poder: Ígnea I
Descrição: Como todos sabem há rochas formadas a parte de magma resfriado. A prole de Hefesto/Vulcano consegue fazer, nesse nível, pequenas pedrinhas levitarem e acertar o inimigo. Só serve como distração.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 10 de HP.
Extra: Nenhum.


. Evento ⸭  ⅱ. Fantasia ⸭  ⅲ. Mogli



"Estou dentro do horário do bônus do evento, meus fragmentos devem ser duplicados."
Haror Lestrange
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Mensagem por Haror Lestrange em Dom Maio 12, 2019 6:09 pm




AO RESGATE
MISSÃO FIXA:
Nome: Ao Resgate
Descrição: A rainha má adora encontrar maneiras de atingir a Branca de Neve, mesmo que não diretamente. Ela descobriu que sua enteada está hospedada na casa dos sete anões e como forma de vingança os prendeu em sua mina com um desabamento. Os sete homenzinhos estavam trabalhando quando escutaram o ruído das pedras bloqueando sua entrada/saída e entraram em desespero. A rainha por sua vez deixou o local feliz da vida por ter conseguido executar o seu plano. Encontre uma maneira de resgatar os sete anões.
Recompensa: 4.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos
Requisito Mínimo: Nível 2

Após passar pelo último desafio da floresta encantada, em que o velho semideus teve que fugir de um bando alucinado de trolls, Haror finalmente tinha atravessado o cânion que dividia aquela área das terras encantadas das princesas.

O local pelo qual caminhava era uma extensão do que tinha encontrado no final da floresta. O chão era feito de rochas e tinha pedras bem altas por todos os lugares, dando um aspecto de labirinto cavernoso ao ambiente. Quando estava saindo da selva em uma região mais alta, pode ver um campo com alguns cavalos mais para frente, mas após atravessar a ponte e acabar sendo dirigido para baixo, já não conseguia ver o horizonte, apenas as aflorações rochosas.

O semideus estava muito feliz. Tinha ficado muito satisfeito com as aventuras que tinha realizado nos últimos dias e começava a perceber que tinha valido muito a pena seguir a sugestão do coelho. Estava com os bolsos cheios daqueles fragmentos e quando encontrasse aquela bendita máquina que Brolaf comentou, os trocaria pelos seus prêmios merecidos.

O velho não estava realizado apenas materialmente, no entanto. Sentia que seu poder também estava aumentando, e de maneira muito maior do que pensou que poderia acontecer em tão pouco tempo. Todos aqueles dias que tinha treinando ao lado de Greg no acampamento, não lhe ajudaram em nada comparado a evolução que sentia ter ocorrido nas últimas aventuras naquele reino mágico. – Bom, mas o coelho falou que vários campistas estavam vindo para cá. Espero que mesmo assim eu esteja me sobressaindo em relação a eles.

Enquanto o velho neto de Hécate continuava sua caminhada, distraído em seus pensamentos, escutou alguns gritos vindos de sua esquerda. Parecia que um desabamento tinha acontecido em algumas daquelas formações rochosas e provavelmente alguém tinha ficado preso nos destroços. Haror ouviu com atenção e notou que as vozes eram masculinas e provavelmente de seis ou sete pessoas diferentes. – Olá, o que houve? Precisam de ajuda?

Ao ouvir a voz do semideus, todas as vozes começaram a lhe responder ao mesmo tempo. O herói teve que colocar suas mãos ao ouvido para abafar o som. Não estava tão acostumado assim com tumultos e aquilo lhe irritava profundamente. – Fiquem quietos! Se decidam quem é que vai falar ou eu vou embora! – Podia parecer bobagem, mas Haror era recluso e realmente odiava tumultos sem sentido.

– Desculpe-nos senhor. Deixa que eu falo pelos meus irmãos! Me chamo Mestre e pode-se dizer que sou o líder de nosso grupo de anões. – Haror se interessou e decidiu se aproximar mais do local do desabamento. Já observava a disposição das rochas para entender o que tinha acontecido. – A rainha má nos colocou nessa cilada, nos prendeu em um desabamento. Dunga quebrou a perna e Dengoso cortou o dedo. Ele esta chorando muito por não ter um curativo!

A expressão de Haror se fechou um pouco. Imaginava que tipo de corte no dedo poderia ser mais preocupante do que uma perna quebrada, mas percebendo o nome do anão decidiu ficar quieto. Já estava observando o local do desabamento fazia algum tempo e com sua perícia como filho de Hefesto o trabalho nas minas era uma coisa que conhecia muito bem. – Certo, anões. Fiquem calmos que eu vou tentar ajudar vocês. É claro que depois podem me recompensar como o verdadeiro herói que eu estarei sendo. Nada que diversos desses fragmentos não resolvam, pode ser? – Os anões ficaram calados por alguns momentos. Provavelmente não tinham gostado muito da proposta de Haror, talvez não queriam se desfazer de suas preciosidades. – É justo. Se não nos ajudar podemos até morrer aqui dentro. Não temos como saber se outro viajante passará por aqui.

O filho de Hécate, satisfeito com a barganha, começou a pensar. O maior problema do desabamento era uma única rocha bem grande e monolítica que tinha caído quase inteira e fechado o que o semideus imaginava ser a entrada de uma caverna. Haror sabia que tinha perícias para mover pedras, no entanto aquela era grande demais para o semideus tentar deslocar. Precisava utilizar seus poderes de maneira criativa, talvez descobrir alguma nova habilidade que ainda não tinha explorado?

– O que tem aí do lado de dentro com vocês? Possuem algum equipamento de mineração? – Haror notava que no chão tinha um cabo de picareta, mas ele não conseguia encontrar a parte metálica, era como se alguém o tivesse arrancado. – Nós temos uma britadeira a pilha, invenção do mestre zangado. Mas ela não quer ligar!

Haror se interessou genuinamente pelo equipamento. Nunca tinha ouvido falar de uma britadeira movida a pilha, mas percebia que estava em um mundo de imaginação onde as coisas não faziam tanto sentido como no acampamento. Quando percebeu, estava pensando tanto no equipamento que sua mente tinha se projetado e ele se viu conversando com o item.

– “Aaahg, você me escuta?” – Haror percebeu que aquela voz estava em sua mente, era um tipo de telepatia. Ele estava falando com a máquina do outro lado da rocha, entendendo sua situação e compreendendo o que ela tinha a dizer. – “Sim eu te escuto. O que houve com você? Não posso te concertar enquanto estiver aí desse lado.” – Haror se surpreendeu com essa sua nova habilidade. Tinha descoberto uma capacidade única que poderia lhe fornecer diversas vantagens durante sua vida.

– “A minha fiação foi cortada pela rainha malvada. Ela não conseguiu me destruir então cortou todos meus fios para que os anões não pudessem me usar para escavar a saída.” – Haror refletiu um pouco. Queria entender quais eram as extensões de seu poder, então tentou mentalmente scanear o mecanismo com que estava falando. Pode perceber como ele funcionava e onde estavam seus problemas. – “Certo britadeira. Não se preocupe. De o melhor de si para tirar os anões dessa caverna que eu te garanto que ficará nova em folha. Vou orientar esses nanicos como devem proceder para te concertar. Espero que eles pelo menos tenham capacidade para isso.”

Haror se sentou de pernas cruzadas. Os anões pareciam impacientes com o silêncio por parte do herói, visto que eles não estavam participando da conversa mental entre o semideus e a britadeira.   – Você ainda está aí, forasteiro? Não nos abandone! – O semideus deu um sorriso enquanto movia algumas pequenas pedrinhas com seu poder da mente e as atirava contra a rocha bloqueando a caverna. Fazia isso simplesmente por diversão. – Mestre anão, tenho a solução para a saída de vocês, mas vou precisar que façam tudo como eu ordenar. Esse tal de zangado que criou essa invenção, talvez seja interessante que ele siga minhas ordens. Vocês tem alguma faca com vocês?

Os anões começaram a falar entre si, de maneira tão desordenada que Haror quase gritou com eles. Finalmente uma voz estranha falou que tinha achado uma faca. – Sim, o feliz trouxe uma para comer seu lanche. É faca de cozinha com serrinha, pode ser? – Haror deu um sorriso, aquilo era irrelevante e aqueles anões pareciam criaturas interessantes. Ingênuos, mas ao mesmo tempo simples. Eram mineradores e isso fazia com que Haror gostasse deles, no entanto não conseguia deixar de sentir pena pela mente limitada que pareciam possuir.

– Zangado, me escute. O que você tem que fazer é muito simples. Eu vou te guiar passo a passo para garantir que não vai errar. Primeiro você vai abrir o compartimento traseiro da britadeira, onde existem quatro fios de coloração diferente. Lá você vai ver que estão todos cortados. Pegue as duas partes do fio amarelo e raspe a capinha de proteção que envolve o fio de cobre. – Haror fez uma pausa, não sabia se era necessário ser tão preciso com as instruções, afinal zangado que tinha criado aquela máquina, não? Ele provavelmente era um anão inteligente. De qualquer forma, era melhor errar por ser detalhista demais, do que deixar os anões queimarem o equipamento e estragarem sua única chance de sair do local.

– Ah, que raiva eu ter que fazer isso. Tudo eu que tenho que fazer por aqui... Já terminei esse fio amarelo, era para amarrar o cobre um no outro, né? Eu podia ter feito isso sozinho, eu que criei essa máquina! Quer que eu faça com os outros? Todo mundo me tirando pra idiota... Ainda me pagam, esse mestre dando confiança pro estranho... – O anão parecia que iria continuar resmungando eternamente, mas Haror simplesmente o interrompeu, respondendo sua pergunta. – É isso, mesmo, Zangado. Se já fez com o amarelo, termine o serviço com os outros fios e a britadeira vai funcionar. Com ela ligada podem quebrar as pedras e sair da mina bem rápido.

Quando Haror falou que os anões ficariam livres, um alvoroço aconteceu e muitos deles gritaram viva. O mestre e zangado não se exaltaram, no entanto e após algum tempo o silêncio voltou a reinar. – Ah, se eu soubesse que eram só os fios eu mesmo arrumava isso. Forasteiro otário fica se achando um construtor melhor que eu... – Haror ignorou completamente o anão. Pensou em dengoso e como ele estava sofrendo por um pequeno corte, imaginou que o nome do anão rabugento também devia fazer jus a sua personalidade.

– Forasteiro, vamos ligar a máquina! Se prepare! – Um barulho de batidas começou a ser escutado vindo do lado de dentro do túnel e em poucos instantes a grande pedra que bloqueava a saída começou a se rachar. Haror se afastou alguns passos e nos instantes seguintes ela explodiu em pequenos pedaços e os anões saíram ao ar livre, se ajoelhando e levantando as mãos para o céu. Apenas um anão carrancudo ficou mais para trás, chutando as pequenas pedrinhas e resmungando sozinho.

Um dos pequeninos, com aparência um pouco mais respeitável do que os demais, se aproximou de Haror e lhe estendeu a mão. – Agora sim podemos nos apresentar de maneira devida, forasteiro. Eu sou Mestre e aqueles são Zangado, Dunga, Feliz, Dengoso, Atchim e o... Ué, cadê o Soneca? – O último anão estava dormindo dentro da caverna, nem tinha acordado com o barulho da britadeira. Dunga lhe deu um chute no traseiro e ele acordou, atordoado. Haror não sabia em que momento ele tinha pego no sono, mas achou aquilo um tanto quanto bizarro. Estendeu sua mão para o mestre e lhe cumprimentou. – É um prazer te conhecer pessoalmente, Mestre anão. Eu me chamo Haror e estou indo falar com um tal de príncipe encantado, me informaram que ele pode precisar de algum serviço. Sabe para onde me dirijo?

O pequeno anão colocou a mão em sua barba e começou a acariciá-la, pensando. Fez um sinal para Haror lhe acompanhar e seus irmãos o seguiram caminhando atrás dele. Durante o trajeto, começaram a cantar uma música com uma letra esquisita sobre “ir para casa, parara-tim-bum”. Haror a ignorou, pois achou de um mal gosto incrível. – O caminho é por aqui, passaremos pela nossa cabana no caminho. Tome um chá conosco como agradecimento, lhe apresentaremos a bela Branca. Ela adora visitas. Depois pode seguir seu rumo, o colocamos no caminho certo!

Haror abriu um sorriso e continuou seguindo em frente junto com os anões. Seria bom fazer uma pequena pausa após as aventuras que lhe tinham colocado em risco de vida, principalmente se pudesse conversas com uma bela mulher. A estrada a frente deles começou a se transformar e as rochas começaram a dar lugar para a grama. Será que aquela cabana dos anões ficaria muito longe? Haror esperava que não, pois estava bem cansado da viagem.

EXTRAS:
ITENS:
Alabarda [É como uma lança-machado. A lâmina na ponta é muito boa para impactos, e o outro lado bom para parar investidas. A haste é feita de um tipo de madeira resistente e encantado para tal, e a lâmina e pontas são feitas de ouro imperial. Exige força e treinamento para ser utilizada com maestria. | Efeito 1: Tal arma pode passar a ter o peso nulo, durante dois turnos, caso seja utilizada em batalha, porém pode durar mais tempo caso seja usada fora de batalha. | Efeito 2: A alabarda é capaz de encolher, ficando do tamanho de um pequeno pingente, ainda conservando a sua forma, mas apenas diminuída. | Ouro Imperial e Madeira. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
PODERES ATIVOS:

Nome do poder: Ígnea I
Descrição: Como todos sabem há rochas formadas a parte de magma resfriado. A prole de Hefesto/Vulcano consegue fazer, nesse nível, pequenas pedrinhas levitarem e acertar o inimigo. Só serve como distração.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 10 de HP.
Extra: Nenhum.
HABILIDADES PASSIVAS:

Nome do poder: Tecnopatia
Descrição: É a capacidade de se comunicar e entender qualquer tipo de mecanismo, ou seja, filhos de Hefesto/Vulcano, podem se comunicar e entender as maquinas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Reparos Rápidos
Descrição: Filhos de Hefesto/Vulcano conseguem consertar aparatos mecânicos rapidamente, gastando metade do tempo que uma pessoa comum levaria para tal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem concertar qualquer coisa em apenas dois turnos.
Dano: Nenhum
. Evento ⸭  ⅱ. Fantasia ⸭  ⅲ. branca de neve



"Estou dentro do horário do bônus do evento, meus fragmentos devem ser duplicados."
Haror Lestrange
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Localização : Acampamento Meio-Sangue

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[RP's] HAROR LESTRANGE Empty Re: [RP's] HAROR LESTRANGE

Mensagem por Hécate em Seg Maio 13, 2019 8:28 pm


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão Animais Falantes: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos
Recompensa máxima da missão Ao Resgate: 4.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 6.500 XP e Dracmas + 12 Fragmentos

STATUS:
HP:   190/190
MP: 190/150

comentários:
Foi muito bom ler ambas as missões, meu neto. Sua criatividade é tamanha e foge do clichê. Parabéns.

É nóiz que tah!




[RP's] HAROR LESTRANGE Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


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Mensagem por Haror Lestrange em Qui Maio 16, 2019 12:38 am




DOMINADOR DE CAVALOS
MISSÃO FIXA:
Nome: Dominador de Cavalos
Descrição: O Príncipe Adam (o encantado da Branca de neve) costumava ser um fazendeiro na infância, já que boa parte da vida foi criado por sua mãe. Por conta disso desde muito novo o rapaz aprendeu a arte de domar e montar cavalos e você agora tem a chance de aprender com ele. Conheça o príncipe Adam em uma de suas aventuras de caçada a cavalos selvagens e aprenda com ele como capturar e dominar um.  
Recompensa: 4.000 XP e Dracmas + 2 Fragmentos + Um cavalo (comum)
Habilidade:

Habilidade: Dominador de Cavalos
Descrição: O semideus agora possui um conhecimento elevado sobre cavalos e além de conseguir acalmá-los e entender seu comportamento, também conseguem dominá-los. Devido a esse conhecimento se tornam montadores excelentes e fazem amizade mais fácil com equinos.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 100% de conhecimentos sobre cavalos. 50% de chance de conseguir dominar um, fazendo com ele não lhe ataque.
Dano: Nenhum

Requisito Mínimo: Nível 4

Haror tinha se surpreendido consigo mesmo após ter perdido algum tempo tomado chá na cabana dos anões. Infelizmente não tinha conseguido se encontrar com a Bela Branca, moça por quem os pequeninos pareciam apaixonados, mas já tinha passado tempo demais ali e decidiu seguir adiante. Com a orientação do Mestre sabia por qual caminho deveria seguir para chegar até os prados verdes nas planícies em que Encantado vivia, então a jornada teria seu início.

Pelo que os anões tinham falado, o príncipe atualmente estava passando um tempo em sua casa de campo, cuidando de seus cavalos enquanto esfriava a cabeça sem precisar lidar com os problemas da nobreza. Os tempos eram de paz, mas nem por isso a vida de um príncipe era tranquila. Pelo que parecia, Encantado não era o tipo de homem que se divertia indo em eventos de gala, peças de teatro e reuniões formais. Era um jovem mais apegado a natureza e era por isso que tinha se afastado, ou pelo menos era essa a opinião dos anões.

O local por onde Haror passava era muito bonito. A grama parecia mais verde do que a de fora daquele mundo de fantasia e o céu era azulado e límpido. Algumas poucas nuvens se moviam de maneira graciosa e seus formatos lembravam formas de animais, guerreiros ou belas donzelas. A planície também era bela. Uma mistura de rebanhos de gado, cabras e cavalos marchavam, correndo de um lado a outro do lugar. Ocasionalmente bandos de pássaros voavam sobre a cabeça do herói, que realmente estava apreciando a caminhada.

Notou uma fumaça se destacando no horizonte e em um primeiro momento imaginou ser a chaminé da cabana do príncipe. Deu um pequeno sorriso, ajustou as correias que prendiam sua capa e se colocou a caminhar entusiasmado naquela direção. Quando se aproximou um pouco mais, no entanto, percebeu que a fumaça não vinha apenas da chaminé, mas sim da cabana inteira. O semideus começou a correr o mais rápido que pode, pensava que se existissem sobreviventes poderia ganhar algum pagamento por ajudá-los. – Só espero que se for a cabana do príncipe, ele não tenha morrido!

Quando finalmente chegou no local, notou que a cabana estava em ruínas. Além dela também percebeu que existiam mais duas construções e um pequeno campo de plantação de feno. Um dos prédios em ruínas antes era uma cocheira ou baia para os cavalos e o outro era um pequeno moinho com uma roda giratória na esquerda. A roda era alimentada por um riacho que passava nos fundos das três construções.

Apesar da roda ainda existir, a frente do moinho estava toda destruída, como se uma bola de fogo tivesse atingido o local. A cabana e as baias tinham originalmente telhado de palha e foi isso que alastrou as chamas. Com uma tristeza em seu olhar, Haror notou que diversos corpos de cavalos carbonizados dentro das baias. Os animais morreram sem conseguir se soltar.

Após ver a situação da cabana, decidiu, se aproximar do moinho e ficou observando o estrago. A frente do lugar tinha sido completamente arrancada, marcas de garras podiam ser vistas na pedra e em outros lugares a pedra tinha queimado e derretido. Que tipo de poder poderia destruir algo daquela maneira?

– Foi uma besta alada, se você quer saber... Eu nem tive tempo de me defender. – Haror se virou e deu de cara com um belo homem. Tinha cabelo castanho e vestia uma roupa azul. Ao seu lado, atirado no chão, era possível ver um chapéu com uma pena branca. Suas botas eram de qualidade e indicavam nobreza, pois o couro das solas não era muito gasto, além de alguns pingentes e broches de ouro que lhe prendiam uma capa. O homem estava escorado contra as paredes da cabana, observando o riacho. Ele tinha as mãos firmes pressionando sua barriga. O semideus estremeceu, pois achava que tinha encontrado Encantado.

– Eu te digo, meu caro. Dessa vez eles me pegaram. Uma besta fascinante, como um lagarto gigante voador. Se eu acreditasse nessas coisas poderia dizer que era um dragão como aquele que o Príncipe Philip, marido da princesa adormecida sempre se gaba de ter matado. Ele tossiu um pouco de sangue enquanto apertava mais forte ainda sua barriga. Haror se aproximou e se ajoelhou, analisando o ferimento. – Presumo que seja Encantado, estou certo? Meu príncipe, infelizmente meus conhecimentos de primeiro socorro são mínimos, mas se tiver algo que possa fazer para aliviar seu sofrimento, farei de bom grado.

Encantado olhou para ele, o sangue escorria de sua barriga. Tinha se cortado com sua própria adaga, provavelmente enquanto se defendia. Ela se encontrava atirada ao lado do homem. – Não sei o quão ruim está meu estado, mas está doendo bastante. – Ele tentou remover a mão, mas fez uma cara de sofrimento e voltou a pressionar o ferimento. – Eu também só tenho conhecimentos básicos, o corte não é profundo, mas a dor é horrível e está sangrando muito. Talvez se amarrássemos um pano como uma faixa em minha cintura você consiga me levar até a cidade. De cavalo demora uma hora, acho que por esse tempo consigo sobreviver.

Haror se levantou e já começou a olhar ao redor em busca de algo que pudesse utilizar para amarrar a barriga do príncipe. – Encantado eu vou procurar algo para estancarmos esse sangue, mas não tenho um cavalo, terá que aguentar enquanto te carrego, Alteza. – O filho de Hefesto duvidava que o homem fosse sobreviver a horas de viagem sendo carregado no colo com a velocidade humana. Precisava de tratamento e como o próprio príncipe tinha dito, tinha que ser na cidade. De qualquer forma, não quis tirar as esperanças do nobre, muita coisa podia acontecer.

O neto de Hécate deixou o príncipe apoiado onde estava e se levantou. Encantado tinha ficado calado após ouvir a frase do herói e sua expressão tinha um ar sombrio. Haror tinha lhe dado esperanças ao aparecer, mas agora ele voltava a imaginar que estava condenado.

A cabana não tinha nenhum pano ou algo útil, tudo estava completamente queimado. O semideus nem perdeu tempo procurando nas baias queimadas, pois já tinha visto os corpos carbonizados dos cavalos e julgava que nenhum pano deveria ter sobrevivido. – Nada por aqui, que azar!

O moinho também estava todo destruído. O neto de Hecáte pensou então no riacho. Deu a volta no moinho e encontrou um pequeno barco de pesca ancorado atrás dele. Ele tinha um pedaço de pano bem grande tapando o seu “convés”, um tipo de proteção contra a entrada de animais e chuva. Mesmo parecendo impermeável, era o melhor que o herói tinha a disposição. Notou que tinha sua camiseta de meio-campista consigo, se utilizasse ambas as coisas, podia improvisar o curativo. – Vai ter que servir!

Seguindo as instruções de Encantado, o semideus rasgou a camisa em pedaços para fazer os principais panos que ficariam em contato com o ferimento. Os gemidos de dor do nobre ao ter seu ferimento encostado gelaram a espinha de Haror. O pano do barco foi utilizado em algumas tiras, como faixas, com voltas na cintura do príncipe para prender o curativo. – Seria bom você voltar a segurar com sua mão... Não parece algo tão profundo, mas você vai morrer se não chegarmos em um médico.

O príncipe baixou seu olhar, triste. Depois olhou para o campo, onde grupos de cavalos selvagens corriam, livres. – Essa situação é engraçada. Por anos meu maior prazer era viver em harmonia com esse campo. Foram tantos anos domando cavalos, troteando, cuidando dos animais feridos e ajudando nos partos. Não posso pensar em uma maneira melhor de partir do que observando esses animais. –. Haror guardou o restante das faixas que tinham sobrado da lona e da camisa rasgada, talvez fossem precisar trocar o curativo no meio da viagem. Enquanto colocava-as dentro de sua mochila, no entanto, observou os animais correndo, e teve uma ideia.

– Encantado, se sabe tanto sobre esses animais, por que não tentamos domar um deles? Eu não tenho o conhecimento, mas sou um ótimo aprendiz e sou muito inteligente! – O semideus realmente não sabia nada sobre equinos, mas tinha disposição. Não conseguiria levar encantado no colo, mesmo com sua força avantajada de um filho de Hefesto. Precisaria pensar em alguma outra maneira e a mais simples seria domar um dos animais. O príncipe parecia um tanto quanto pensativo, mas logo fez um sinal positivo com a cabeça. – Não é uma má ideia, afinal eles destruíram as baias, mas nem tocaram na plantação de feno, podemos tentar atrair um deles com o feno.

Haror se sentou e pegou as tiras de pano que tinha cortado da proteção do barco. Suas perícias com criação de itens eram tão grandes que tinha certeza que podia utilizar seu sangue divino para aproveitar o momento e criar algo útil. –  Certo, mas acho que posso fazer algo para nos ajudar!

Começou a trançar os panos, de maneira a lhes aumentar a resistência. Logo tinha em mãos uma pequena corda. Não era nada impressionante, mas pelo menos podia servir para alguma coisa. –Nossa, você é muito habilidoso! O básico para o controle do cavalo é um item chamado rédea. É uma corda que você coloca na boca do animal e permite que lhe indique as direções a serem tomadas. Não sei se tinha essa intenção, mas podemos usar essa sua criação.

Haror observou o pequeno pedaço de corda que tinha criado. Sua intenção inicial era fazer algum laço ou algo assim, mas ficou feliz de saber que tinha feito algo útil. – Eu queria fazer algo para o capturarmos, para prendermos o animal. – Encantado balançou a cabeça, aflito. – Não, nada disso! A relação cavalo e cavaleiro não pode ser algo dominado, tem que ser uma relação de confiança. O cavalo precisa te aceitar e você precisa ganhar o respeito dele. Ao menos é assim que eu domo meus animais. Não crio escravos, crio amigos. Essa relação é muito mais forte!

O neto de Hécate analisou que fazia muito sentido o que o homem falava. Era um completo leigo, então simplesmente aceitaria os métodos de Encantado que tinha vivido anos cuidando de tais animais. – Como eu disse, primeiro vamos precisar de feno. Você vai atrair um dos cavalos para dentro do cercado que fica lá no meio do campo. – O príncipe apontava para um cercado um tanto quanto longe, era circular e pequeno e Haror não tinha reparado nele, pois ficava bem afastado, próximo do campo com os cavalos. – Lá dentro eu te explico o que fazer.

O velho se dirigiu a plantação e abriu a pequena porteira de madeira que dava acesso ao local. Toda a plantação era cercada para não permitir que os animais selvagens se aproximassem, algo óbvio quando se plantava o alimento preferido dos cavalos. Um espantalho servia como poleiro para alguns corvos e ao vê-lo o ferreiro soltou uma gargalhada. Sua função parecia não estar sendo cumprida com muito êxito.

Voltando sua atenção as coisas a sua volta, o velho notou que existia uma foice. Não sabia usar aquele item, e destruiu grande parte da plantação para juntar um pequeno bolo de feno. Com ambos os braços pegou tudo que tinha colhido e levou para dentro do cercado de captura, no meio do campo. Percebeu que o local tinha uma espécie de baú para armazenamento de comida de cavalos, então guardou grande parte do feno lá. Um pequeno punhado, no entanto, colocou próximo da entrada e mais um pouco no centro do cercado. Se tivesse sorte, algum cavalo seria atraído no tempo em que o semideus levava para buscar Encantado.

Fez o trajeto de volta as ruínas rapidamente. Enquanto o príncipe era pego no colo, gemia de dor por suas feridas. Com certeza não teriam como fazer a viagem se não fosse em algum animal. – Olhe! Um dos cavalos já entrou no cercado para comer o feno! Agora é só fecharmos, se apresse!

Haror se irritou um pouco em ser apressado. O príncipe não era tão leve assim para que a caminhada fosse fácil. Independente disso, o semideus foi um pouco mais rápido, porque notou que o cavalo que tinha entrado no cercado levantou suas orelhas e fixou seus olhos neles enquanto se aproximavam. Ele era um cavalo magnífico, com músculos aparentes e bem desenvolvidos, assim como um porte de garanhão. Sua pelagem era toda preta, inclusive sua crina. Seus cascos eram grandes e com uma pelagem selvagem. O semideus desviou um pouco sua rota, indo em direção ao portão para não assustar o cavalo e prendê-lo lá dentro. – Ele parece bem arisco!


[RP's] HAROR LESTRANGE WveLnQO


O príncipe sorriu pela pergunta, mas gemeu com a dor de ser colocado no chão. – Todos são quando não te dão confiança, mas são criaturas fantásticas! O primeiro passo para a doma é mostrar que você não quer lhe fazer mal. Você precisa daquele feno, agora. Note que ele está terminando de comer o no chão e vai querer mais. Você tem que se aproximar devagar, com uma mão na frente em direção ao rosto dele. Com a outra, mostre o feno e conduza para a boca dele. Bote atrás na sua cintura mais dois punhados, e depois que ele abocanhar de primeira encoste sua mão na cabeça dele. O meu segredo para tudo sempre dar certo é... Cantar! Talvez algo do gênero te ajude.

Haror fez uma pequena careta, não tinha humor nenhum para cantar para o cavalo, mas sabia que precisava seguir o que Encantado dizia, a vida do homem dependia disso. – Certo, quando colocar a mão no rosto dele, lhe entregue outro maço de feno, então você aproxima seu rosto e encosta sua testa na do animal. – Haror já se dirigiu até o bau para pegar os feixes com os quais alimentaria o equino.

– Se tudo der certo, e sempre dá certo, já vi crianças domarem cavalos com esse método, você pode acariciar o pescoço dele que ele já vai ter uma certa ligação contigo. Se ele não relinchar, pode entregar o resto da comida. Nesse momento você tem que ser ágil, vai precisar dar um pulo rápido para cima dele. Se conseguir, meus parabéns, teremos carona para a cidade. – O medo de Haror era justamente não conseguir seguir as instruções de seu mentor. Queria poder entender daquele ser como entendia as máquinas, elas nunca tinham lhe decepcionado e não precisavam ser conquistadas. – Seja o que os Deuses quiserem!

O filho de Hefesto se aproximou do animal. Seus olhos levantaram e se fixaram na mão estendida do herói, o olhar era selvagem, com um tipo de fogo e incerteza. A mão de Haror com o feno começou a se aproximar aos poucos da boca do equino. Ele percebeu o alimento e começou a colocar sua cabeça para frente, até que o filho de Hefesto e o cavalo se tocaram. Ele mastigava a comida com fervor, mas não negou o toque do herói. Olhando de canto, era possível ver Encantado vibrando.

O velho não iria conseguir cantar. Era muito para ele. Sua personalidade não era boa para lhe permitir fazer isso, mas precisava fazer alguma coisa ou falharia na próxima etapa. Decidiu que tentaria assoviar, e no primeiro som que fez notou as orelhas do animal se colocarem em pé.

O velho assoviou em uma melodia de música clássica, lenta. Não queria assustar o animal, então fez sons calmos. O animal manteve-se alerta, suas orelhas se movendo de um lado para outro enquanto finalizava sua alimentação. Seus olhos selvagens olharam para a face de Haror, que nesse momento já se aproximava. O herói puxou o segundo feixe de comida e entregou ao equino, se aliviando quando seu rosto tocou no do cavalo. A segunda parte tinha sido um sucesso, só faltava a prova final.

[RP's] HAROR LESTRANGE HmhWglv


Haror afastou seu rosto e começou a acariciar o pescoço do animal. Ele já não tinha mais um olhar de estranheza, já estava se sentindo mais confortável com o semideus. O velho então entregou o último feixe de feno, que agradou ainda mais o cavalo e enquanto ele mastigava, se preparou para a investida final. Com um salto, tentou subir no animal, mas sua perna não subia o suficiente e não tinha apoio. Ele tentou mais algumas vezes, até mesmo se apoiando com as mãos, mas era um completo fracasso, não tinha forças para se erguer. O animal moveu suas orelhas, curioso com os toques que recebia em suas costas. Quando Haror ia saltar para mais uma tentativa, o cavalo caminhou um pouco para frente. O velho tinha dado um impulso, perdeu a sustentação e caiu de cara no chão.

– Você não consegue nem subir em um cavalo? Mas que falta de coordenação? – O príncipe parecia um pouco irritado e talvez até rude, mas podia-se entender. Ele estava ferido e dependia do sucesso do aprendiz de cavaleiro. – Desculpe, mas eu não precisava de uma cela ou algo assim? Posso ser inteligente, mas não tenho reflexos tão bons!

O príncipe se recompôs, percebeu que Haror estava tentando ajudá-lo e que era uma pessoa mais velha. Talvez já não tivesse a mesma agilidade de seus tempos de juventude. – Não, a culpa é minha que não expliquei direito. Certo, vamos para uma pequena aula de anatomia. – O príncipe tossiu um pouco de sangue, sujando suas mãos. Limpou-as no curativo enquanto continuava. – Enquanto eu falo, pegue um pouco de feno. Não existe maneira mais fácil de ganhar a confiança de um cavalo do que pela barriga.

O semideus seguiu a ordem. Pegou mais dois feixes, colocando um em suas costas fixos em seu cinto. Depois se abaixou enquanto Encantado desenhava com um palito na terra. Ele tinha arrancado um pouco de grama e afofado um pequeno pedaço do chão para poder desenhar. Fez alguns rabiscos que, com muita imaginação, lembravam um cavalo. – Bom, esse é o dorso, aqui que nos sentamos. Existe a garupa mais para trás, onde você apoia sua perna para se levantar. Aqui na crina você pode se segurar para um apoio mais adequado. Pode também descer sua perna até o flanco do outro lado como um gancho enquanto com a perna do chão dá um impulso de giro. Para montar é isso.

Após mostrar os pontos de apoio para montar no animal, o príncipe continuou comentando sobre as outras partes da anatomia dele. Estava com pressa, mas já tinham tido o primeiro fracasso e agora ele precisava instruir corretamente Haror, sua vida dependia disso.

O semideus estava fascinado com o que aprendia sobre o animal. Mesmo com o desenho mal feito, podia olhar para a criatura em sua frente e ver as partes citadas e como elas se moviam. Os músculos tinham cada um uma função e na mente do filho de Hefesto era quase como uma máquina biológica. – Encantado, são realmente fascinantes!

[RP's] HAROR LESTRANGE 58TNvhp


Quando o príncipe finalmente ia a finalizar a explicação sobre os músculos do pescoço, Haror sentiu um puxão em suas costas. Estava abaixado, olhando para o chão e nem percebeu quando o cavalo se aproximou para começar a comer o feixe que estava em suas costas. Quando o equino puxou o alimento, Haror perdeu o equilíbrio e caiu de bunda no chão. O animal deu um relincho engraçado, como se estivesse gargalhando. Encantado também sorriu. – Ah, era só o que me faltava!

Haror se aproximou do cavalo, primeiro com a mão em frente ao rosto como seu mentor já tinha lhe ensinado. Notou que dessa vez não teve problemas em encostar no animal, que já parecia acostumado com seu toque. Seguindo as dicas de Encantado, colocou os pés nos locais certo e com um impulso finalmente se viu sentado sobre o animal. – Consegui!

Encantado deu um sorriso, mas seus olhos pareciam se apagando. Haror desceu do animal enquanto colocava a rédea em sua boca como seu mestre tinha lhe ensinado. Teria que aprender a cavalgar e trotar na prática, pois o príncipe estava cada vez pior. Esperava que ele não desmaiasse, mas não podia contar com nenhum esforço físico do mesmo. – Pelo menos sei que passei meus conhecimentos para ti! Mesmo que morra sinto que fiz um último bem para essas criaturas.

Haror colocou o príncipe na frente do animal, que apesar de ter sido domado não parecia dar tanta confiança assim para seu dono. Enquanto fazia isso acariciava seu pelo e notava como eram nítidos os músculos que Encantado tinha lhe ensinado. Observou uma região pulsante, onde o coração do animal se encontrava e depois o sobe e desce do peito enquanto o bicho respirava.

– Você não vai morrer, Alteza! – O velho acariciou as crinas do equino. Sabia que sua ligação com o animal ainda era fraca, mas imaginava que demoraria um tempo até que mestre e animal pudessem criar uma ligação mais forte.

– Você vai se chamar Carpeado, amigo! Espero que tenhamos grandes aventuras. O príncipe está morrendo, sei que ele já ajudou muito vocês corcéis livres. Te peço que nos leve o mais rápido possível. Prometo que te darei muito feno quando chegarmos! – O cavalo relinchou, como se fosse uma resposta. O velho semideus pegou mais algum feno e colocou na sua mochila, iria alimentá-lo quando chegassem. Utilizando as técnicas para montaria que Encantado lhe ensinou, conseguiu pular na primeira tentativa. Acomodou o príncipe em sua frente, ele estava muito fraco. Mas não sabia direito o que fazer para “dar a partida”.

– Para comandar o animal você gira a rédea para a esquerda e para a direita ele anda na direção indicada. Só seguirmos por aquela trilha que chegamos na cidade! – Ele apontava para uma pequena estrada de chão que era rodeada por pequenas pedras brancas. – Bata seus pés para ele saber que quer ir para frente. Pode assoviar ou fazer algum sinal, também. Não bata muito forte para não o machucar, afinal ele é seu amigo. – O príncipe não precisava dizer aquilo. Haror estava adorando a intimidade com o animal e já o considerava muito mais do que a muitos humanos.

Continuaram a viagem e durante ela o príncipe continuava a ensinar fatos interessantes sobre cavalos para o semideus. Tinha dito que falar o ajudava a se distrair, ainda mais sobre um Hobby e tinha adorado o interesse genuíno do semideus.

O homem fez um grande relato sobre como os animais gostavam de cenouras e flocos de açúcar, além de feno e frutas. Também comentou sobre a necessidade deles de correr livres e de não ficarem muito tempo presos e de como isso os desanimava os levando a depressão. Mostrou-se um incrível conhecedor de genética, citando quais as características desejáveis em um pequeno potro que indicariam que ele seria um grande garanhão. Falou mais sobre anatomia, sobre pontos a serem reforçados com armadura em batalhas, as velocidades máximas de cada raça. Mesmo que Encantado estivesse falando com uma voz fraca e para distrair sua mente de seu ferimento, Haror o estava escutando fascinado.

Talvez a viagem tenha sido muito angustiante para o nobre ferido, mas quando finalmente avistaram os grandes muros da cidade Haror sentiu uma pontada de tristeza. Tinha aprendido tanto com seu mentor, queria aprender ainda mais e estava adorando cavalgar. –Estamos chegando, Alteza. O balançar do trote começou a diminuir e Haror viu o quanto iria sentir falta daquilo. Tinha adorado o vento em seu rosto e até a dor de montar sem uma cela não lhe estava mais incomodando. Percebeu que tinha encontrado um prazer único, algo que lhe isolava do mundo, algo que lhe dava felicidade.

Quando os guardas do portão viram o príncipe começaram a correr, desesperados. Um deles abriu o grande portão de carvalho enquanto o outro puxava Carpeado pelas rédeas, o guiando para entrar pela cidade. Outras pessoas começaram a surgir e logo estenderam uma maca no chão. Fizeram diversas perguntas e até ameaças ao semideus, mas em todos os momentos Encantado respondia lhe defendendo. Haror ficou observando em pé o tratamento. Não quis se meter e aproveitou para acariciar mais um pouco Carpeado. Seria uma honra continuar viagem acompanhado por ele.

Quando os médicos fizeram alguns curativos no príncipe ali no chão mesmo e viram que ele estava bem, começaram a ovacionar Haror como um herói. O semideus, por outro lado, já não estava se sentindo bem quando entrou naquela cidade, pois a angústia de ficar em um lugar superlotado o atingiu. Ele era uma pessoa reclusa e não gostava de ficar em ambientes com mais do que algumas poucas pessoas, muito menos quando uma multidão se acumulava e gritava em seu nome. Tinha ido até ali para ver se encantado não precisava de ajuda, algo que de fato tinha acontecido. Agora que sua missão já estava completa, queria ir embora logo.

– Vossa Alteza, Príncipe Encantado. Se não foi muito incômodo gostaria de seguir viagem. Tem mais alguma coisa que precisa de mim? – Encantado se virou para ver o rosto de Haror, ele estava sendo levantado pelos médicos em uma maca e estava prestes a ser carregado.   – Meu caro! Percebi que nem sei seu nome! Não se vá, fique! Eu te imploro. Notei que não parece alguém fraco e aprende muito rápido. Tenho certeza que vai gostar de nossa biblioteca. Além disso posso te ensinar mais sobre como cuidar de Carpeado. Depois tem esse ataque com o suposto dragão. As estradas não estão seguras!

Haror parou um pouco pensativo. Já tinha lido histórias sobre as bestas chamadas de dragão, mas nunca de fato tinha visto uma de perto. Tinha ficado com muita vontade de caçá-la se ela estava fazendo mal para os habitantes. – Meu nome é Haror, Alteza. E o que eu pretendia, na verdade, era caçar essa besta. Combina mais com minhas habilidades.

Os médicos estavam impacientes e começaram a olhar com caras feias para Haror. Um deles encostou no ombro de Encantado e fez um sinal de que ele precisava ir para a enfermaria. – Então fique! Já pretendia organizar uma expedição para caçar essa besta e vi a direção em que ela voou. Te peço esse favor, fique até organizarmos tudo. Será bom para minha recuperação. – Haror se sentiu encurralado, mas aceitou. Engoliu em seco sua agonia e seguiu os médicos de perto. Pelo menos alguns guardas impediram os plebeus de irem até ele e o príncipe.

Olhou nos olhos de Carpeado e ficou acariciando a cabeça dele, tentando isolar o mundo a sua volta e focar só em seu companheiro. Aqueles poucos metros até o pequeno hospital foram angustiantes. O herói ia entrar junto com o nobre, mas um dos guardas lhe impediu. – Deixe o príncipe descansar, vou te mostrar um lugar pra ficar.

Haror o seguiu. Aquela aventura o tinha deixado cansado e agora tinha um novo companheiro em sua jornada. Queria descobrir o mistério desse dragão e conhecer mais sobre essas feras. Já estava traçando seu destino, mas por um momento, teria que esperar, pois sua próxima aventura dependia do apoio do príncipe e de sua recuperação.

EXTRAS:
ITENS:
Alabarda [É como uma lança-machado. A lâmina na ponta é muito boa para impactos, e o outro lado bom para parar investidas. A haste é feita de um tipo de madeira resistente e encantado para tal, e a lâmina e pontas são feitas de ouro imperial. Exige força e treinamento para ser utilizada com maestria. | Efeito 1: Tal arma pode passar a ter o peso nulo, durante dois turnos, caso seja utilizada em batalha, porém pode durar mais tempo caso seja usada fora de batalha. | Efeito 2: A alabarda é capaz de encolher, ficando do tamanho de um pequeno pingente, ainda conservando a sua forma, mas apenas diminuída. | Ouro Imperial e Madeira. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
FPA:
OBSERVAÇÕES:
Acabei me empolgando e ficou enorme. Espero não ter cometido muitos erros de português. Meu objetivo seria obter a habilidade e o pet, se fosse possível. Obrigado,
. Evento ⸭  ⅱ. Fantasia ⸭  ⅲ. Encantado

Haror Lestrange
Haror Lestrange
Lycans
Lycans

Idade : 42
Localização : Acampamento Meio-Sangue

http://www.bloodolympus.org/t4900-haror-lestrange#99518

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Mensagem por Hécate em Qui Maio 16, 2019 10:10 pm


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 4.000 XP e Dracmas + 2 Fragmentos + Um cavalo + Habilidade



Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 4.000 XP e Dracmas + 2 Fragmentos + Um cavalo + Habilidade



comentários:
Eu fico muito encantada quando leio suas missões, sua narração carrega a experiência de um mais velho, mas a inocência de um semideus. Há apenas algumas repetições de palavras, mas nada que valha descontar seus pontos. Conseguiu prender a minha atenção do começo ao fim, sua criatividade é incrível e nem se nota que o texto é grande, pelo contrário, a leitura é leve e divertida. Parabéns, meu neto. Você conseguiu um pet e a habilidade.

Atualizado por Macária.





[RP's] HAROR LESTRANGE Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


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Mensagem por Haror Lestrange em Sab Maio 18, 2019 11:18 pm




UMA AVENTURA DE UM CONTO DE FADAS
DESCRIÇÃO DA OP:
Nome: OP – Uma aventura digna de um conto de fadas
Descrição: Escolhi realizar uma missão para aquisição de uma benção com um poderoso personagem de conto de fadas. Mais detalhes sobre quem é o personagem podem ser lidos na aventura (Não quero dar spoilers, acho que vai ser mais divertida a leitura com essa expectativa).
Prêmio: Gostaria de tentar adquirir uma benção de um poderoso personagem do mundo encantado. (Descrita no final do post, não quero dar spoilers para quem ainda for ler a aventura)
Requisito Mínimo: Nível 1
Recompensa Máxima: 7.000 exp e Dracmas / +8 Fragmentos
Obs.: Um resumo geral sobre os acontecimentos até agora: Na última OP Encantado foi atacado em sua fazendo por um dragão, ele viu a direção que a fera fugiu mas ficou gravemente ferido. Cheguei e o encontrei a beira da morte, ele me ensinou como domar um cavalo e com a doma realizada consegui um transporte para levá-lo de volta a sua cidade. Quando eu iria partir, no entanto, ele pediu para eu me juntar ao grupo de buscas do dragão quando ele se recuperasse. Decidi ficar. Minha ideia é com isso chegar a Berk para a missão como criar seu dragão, no entanto nesse meio tempo sobra um pouco de espaço para outras missões nas redondezas para fazer sentido a recuperação do príncipe. Essa é uma delas.

PS.: Como comprei a mochila sem fundo, achei que não teria problema dizer que foi um presente de encantado para justificar algo aparecendo com o personagem magicamente. No entanto eu comprei na loja e já está na minha ficha.

Já fazia dias que o semideus estava esperando a recuperação de Encantado. O príncipe estava sempre cercado de médicos e especialistas, que diziam estar lhe oferecendo o melhor que a medicina podia, mas o velho neto de Hécate estava ansioso com a demora na cicatrização de seus ferimentos.

Tinha sido alocado em uma pequena cabana, afastada da cidade, para esperar que o príncipe ficasse melhor e juntasse seu exército. No entanto, já fazia algum tempo que não estava satisfeito com sua situação. Passava o dia basicamente cuidando de seu cavalo, Carpeado, e notava que aos poucos ia criando uma ligação ainda maior com o animal. O problema era que imaginava estar ficando para trás no quesito evolutivo. Todos seus companheiros semideuses estavam viajando pelo mundo adquirindo prêmios e evoluindo. Ele estava ali parado sem nem mesmo treinar.



Haror se acordou bem cedo naquele dia. Foi até as cocheiras da cabana e percebeu que Carpeado já estava comendo. Passou uma escova em seu pelo e lhe afagou a cabeça. Observou como estava o clima, mas não teve nenhuma surpresa. Ele era cinzento e as nuvens tinham com uma aparência chuvosa, assim como quase todos os que tinha passado naquela cidade. A temperatura estava amena, mas a luminosidade e a falta de sol davam uma sensação de melancolia para o local.

O semideus tinha decidido que iria partir no início da tarde, se arrependendo pelo tempo perdido sem se aventurar. Colocou todas suas coisas em sua mochila sem fundo, um item que tinha ganho de Encantado como recompensa por salvar sua vida e que realmente lhe seria útil durante suas aventuras. Tirou Carpeado para fora do cercado e com as técnicas que o príncipe lhe ensinou, montou no animal.

Sua cabana era um tanto quanto afastada da cidade, por isso o trajeto não tinha muitas casas e a pequena ruela era simples, feita de terra. Começou a trotear para sentir o vento batendo em seu rosto e a sensação de sobe e desce do andar do animal. Quando a população começou a se intensificar na via, diminuiu o ritmo para um cavalgar lento, afinal não queria atropelar um desavisado. – Devagar, Carpeado!

A cidade de Encantado era muito bela. Na periferia tinham pequenas casas rurais, mas quanto mais próximo do castelo central, mais as casas começavam a se amontoar. No perímetro central existia uma grande muralha, que servia para proteção em tempos de ataque. Dentro dela as casas eram basicamente grudadas umas nas outras, devido à tentação de morar na área protegida. Os tempos eram de paz e Haror ouvira de Encantado que fazia décadas desde que tinham sofrido um ataque. O crime, por outro lado, estava aumentando e no centro da cidade era muito maior. Mesmo assim, o local ainda era o mais procurado para moradias e principalmente para o comércio.



Quando o semideus chegou nos portões de acesso a área murada, passou tranquilamente por eles, cumprimentando os guardas que vigiavam o local. A guarnição do portão era mais como uma tradição, pois não existia mais tanta necessidade. Com o ataque do dragão ao príncipe, no entanto, Haror tinha visto que o contingente de guardas parecia aumentar cada vez mais. Isso era algo sábio a ser feito.

Nas ruas internas, o velho pode perceber que a população estava agitada. Não sabia em qual dia da semana estavam, mas era dia de feira e muitas barracas tinham sido montadas dos dois lados da rua. O ferreiro teve que desmontar de seu cavalo e guiá-lo com a mão para não ter problemas com os pedestres. Decidiu que sairia das ruas principais que estavam muito lotadas, e pegou a primeira ruela que viu. Era uma passagem estreita, mas pelo menos não era superlotada. O semideus tinha fobia de grandes multidões, era uma pessoa reclusa e preferia a solidão da natureza ou da forja.

Caminhando pelo beco, logo fez algumas curvas, todas tentando evitar passar pelas ruas lotadas. Em um desses trajetos notou mais a frente um grupo de três homens com facas apontadas na direção de um velho caído no chão. O velho parecia um mendigo, tinha uma túnica bege toda rasgada e suja, assim como uma barba branca desgrenhada. Seus cabelos eram brancos e ralos e sua feição cheia de rugas e cicatrizes, um rosto marcado pela idade. Sujeira cobria sua face e mãos, e Haror imaginava que seu cheiro deveria ser algo péssimo.

– Seu velho de merda! Não sabe que essa área é nossa? As esmolas dessas ruas são todas nossas, velho! – Um dos bandidos avançou com sua faca apontando-o na direção do pescoço do mendigo. – Não vamos dividir nossa esmola dessa área com ninguém, vai pagar caro por ter invadido nosso espaço!

Haror não sabia direito porque, mas achou que deveria fazer alguma coisa. Talvez pelos homens humilharem o senhor o chamando de velho, e Haror imaginar que não estava tão longe da idade daquele senhor. Ele ficou um pouco enfurecido com o que viu, então olhou nos olhos de Carpeado e começou a se aproximar dos sujeitos. – Acredito que temos algum problema por aqui, estou certo? Deixem esse senhor em paz, agora!

Apesar de Haror ter um ótimo preparo físico, sua aparição não era algo tão assustador. Seu rosto tinha cicatrizes e sua feição era dura, mas os homens se sentiam poderosos tendo as facas em suas mãos e imaginando que o semideus não tinha nada além do próprio corpo como defesa. Eles se olharam e gargalharam, um deles começou a se aproximar de Haror, jogando a faca de uma mão para a outra. – Quem você pensa que é, meu irmão? Acha que pode vir bancar o justo? Vamos ter mais um velho para matar agora, pessoal!

Sem esperar que o homem tivesse tempo de reagir, Haror levantou sua mão e a apontou para o peito do inimigo. – Cadent! – Seus poderes como legado de Hécate emanavam de seu corpo e ele pode sentir a onda de energia saindo de sua mão, empurrando o homem contra seus companheiros. Eles se amontoaram como pinos de boliche caindo no chão e o velho mendigo olhou para Haror com olhos curiosos e uma boca aberta. O semideus pegou o pingente em seu pescoço e o transformou em sua Alabarda, um tipo de lança-machado que tinha ganho no acampamento. Se posicionou entre os inimigos caídos e o velho, para protegê-lo.

– Quantos velhos que iriam matar, mesmo? Estou esperando. – O semideus ficou na posição de combate que tinha aprendido, sabia que ainda era péssimo naquilo e lutar contra três inimigos ao mesmo tempo seria algo complicado. Por sorte podia contar com seus poderes divinos e imaginava que mendigos não eram guerreiros tão fortes assim. – Seu maldito, você nos paga!

Os homens se levantaram com intenção assassina em seus olhos. Cercaram Haror formando um triangulo, mas o semideus mantinha o mendigo protegido em suas costas. Haror queria tomar a iniciativa, mas um dos inimigos era mais rápido e lhe atacava com uma estocada. Um frio na barriga do semideus quase o fez ficar imóvel e sem reação, mas seu instinto foi mais rápido e ele desviou seu corpo para o lado no último segundo, empurrando o braço do homem com sua mão direita. – Frigus Reptant!

Do ponto em que Haror segurou o braço do inimigo uma onda de congelamento começou a se espalhar. Haror não deu nem tempo do inimigo entender o que acontecia. Enquanto o braço dele era imobilizado o semideus chutou seu peito e quando ele deu alguns passos para trás para se recuperar, enfiou a ponta de sua lança-machado no estômago do homem. Outro inimigo tentou estocar a lateral do abdome do herói enquanto isso. Haror teve que ser rápido, soltou uma das mãos que segurava a alabarda e a girou em direção a sua esquerda.   – Cadent!

O homem saiu voando na direção de Carpeado e bateu contra as paredes do beco. O cavalo foi até o corpo do homem caído e com suas patas pisoteou o rosto do homem, desfigurando sua cabeça com o formato de suas ferraduras. – Boa, Carpeado! Que surpresa que você também lute! Tal espírito guerreiro me honra!

O último homem largou sua espada e correu beco a fora. Haror iria segui-lo, mas ele tinha uma boa vantagem e já dobrava a esquina. Na outra rua se misturaria na multidão e a perseguição seria inútil. Ele já tinha aprendido a lição. O velho mendigo segurou o pulso do herói, utilizando-o como alavanca para se levantar. Ele realmente fedia, como Haror tinha imaginado.

– Meu jovem, muito obrigado pela sua ajuda! Eu não estava com problemas, mas sua bondade em ajudar um velho como eu não me passa despercebido. – Haror quase comentou algo ao ser chamado de jovem, afinal tinha os cabelos tão brancos quanto o velho. De qualquer forma, apenas sorriu para ele. Não iria ganhar nada perdendo tempo ali e tinha se cansado um pouco por usar seus poderes. Pelo menos tinha vencido, seria humilhante perder para meros mendigos sem treinamento. – Não se preocupe, meu senhor. Fico feliz que esteja bem.

O mendigo sorriu em resposta para Haror e, com suas unhas, apertou ainda mais o braço do semideus. Haror sentiu uma dor profunda quando uma de suas unhas cravou em seu pulso. Um filete de sangue escorreu do braço do herói e o mendigo levou um pouco a sua boca, provando o gosto. Haror imediatamente se afastou três passos em direção a Carpeado, com sua alabarda o protegendo em frente a seu corpo. – Hmm... Interessante... – Ele parecia ter alterado a cor de seus olhos, mas Haror não tinha realmente certeza de qual era a cor anterior. Ele começou a andar para fora do beco sem dizer mais nada. Haror ficou aguardando em posição de combate, esperava ser surpreendido a qualquer momento, por isso não falava nada. Seu coração estava batendo muito forte.

O mendigo continuou seu trajeto e dobrou a esquina do beco. Haror notou que ele tinha simplesmente ido embora e correu para alcançá-lo, mas ao dobrar na mesma esquina, apenas alguns segundos depois, não viu sinal algum de ninguém. – Mas o quê? Não dá mesmo para ajudar as pessoas sem pedir nada em troca... Cada louco que me aparece!

Um pouco atordoado pela situação pela qual tinha passado, Haror decidiu esquecer o que tinha acontecido. Nada de útil podia ser salvo dos pertences dos dois homens mortos, então montou novamente em Carpeado e seguiu seu caminho até o castelo, acariciando com sua mão o pequeno ferimento que ainda sangrava um pouco.

Chegou a seu destino sem muita demora e após deixar Carpeado amarrado em um poste, foi direto falar com o mordomo de Encantado. Foi encaminhado para uma pequena sala de espera bem iluminada, com uma janela bem grande da qual era possível ver grande parte do reino. Haror olhou por ela e viu os campos onde domou seu cavalo, também viu o que parecia ser a continuação dos cânions que dividiam a floresta encantada do reino das princesas. Mais para direita viu um pântano cavernoso, lugar que ainda não tinha desbravado, e o semideus sentiu uma ponta de dor em seu coração. Queria se aventurar por aquele lugar, mas encantado o mantinha quase como prisioneiro.

– Haror! Que bom te ver! – Encantado entrou pela porta enquanto o velho se distraía com a paisagem. – O que te traz aqui, meu velho? Não me diga que é algum problema com Carpeado? – O príncipe se aproximou de braços abertos e abraçou o herói, batendo com suas mãos nas costas do filho de Hefesto enquanto lhe abraçava.

–  Encantado, vejo que sua recuperação está quase concluída! Fico feliz por isso! – O velho correspondia o abraço meio sem vontade, não gostava desse tipo de toque humano. –  Na verdade vim aqui para propor uma exploração. Enquanto não se recupera para irmos atrás do dragão, pensei em procurar por pistas no pântano. Você disse que era para aquela direção que ele voou, então não faria mal eu ir até lá para tentar obter alguma informação útil.

Encantado foi até a janela e ficou observando de maneira fixa o pântano. Sua expressão era dura e Haror não fazia ideia se estava inclinado ou não a aceitar a oferta do semideus. – É uma jornada perigosa. Os pântanos possuem criaturas arrepiantes. São poucos os heróis que ousam entrar em suas fronteiras sozinhos e muitos deles nunca mais voltam. Sei que é forte e não vou te impedir, meu amigo. Vejo que quanto mais o tempo se passa, mais fica abatido preso aqui. Eu sei como é isso, também prefiro o ar livre da fazenda com meus cavalos do que essa vida de nobreza com jantares chatíssimos e bailes de máscara. – Ele se virou novamente, observando Haror nos olhos. Colocou uma mão em seu ombro e apontou para o pântano. – Não morra.

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Como planejado pelo herói, ele seguiu viagem naquela tarde. Quando estava na metade do caminho notou que tinha sido um tanto quanto burro em seu planejamento, pois começou a escurecer e ele ainda nem tinha chegado na divisa dos prados verdejantes com os lamaçais traiçoeiros. Decidiu que iria continuar viagem mesmo no escuro. Seu sangue lhe dava mais poder a noite e conforme ia cavalgando sentia que sua energia gasta na luta com os mendigos ia retornando, aos poucos. Usou a viagem para conversar com Carpeado. Seu cavalo nunca respondia, mas as vezes relinchava em resposta. Haror não sabia se ele entendia ou não suas perguntas, mas ficava satisfeito em ter seu amigo como companhia.

Na metade da noite chegaram ao início do pântano. O lugar era misterioso e aos poucos algumas árvores retorcidas começaram a aparecer. O chão parecia ter uma leve camada de névoa e os barulhos dos passos de Carpeado mudaram do som seco e abafado para um ruído quase inexistente de passadas em terra mais fofa e molhada. A paisagem era sombria, com lagos de fumaça brilhante e esverdeada rodeando a pequena trilha. Corvos dormiam empoleirados nas árvores mortas, e ocasionalmente o som de corujas quebrava o silêncio. Quanto mais adentrava o lugar, mais sinistra a atmosfera ia ficando. Carpeado começou a relinchar ainda mais, provavelmente reclamando da missão, mas Haror se manteve firme direcionando-o para frente.

Quando andaram mais algumas centenas de metros, no entanto, Haror percebeu ruídos mais a frente. Fez um sinal para seu cavalo parar e desmontou. Com sua alabarda em mãos colocou-se a escutar mais atentamente, caminhando devagar na direção dos barulhos. Quando se aproximou um pouco mais, notou que eram sons desesperados feitos por algum tipo de equino. Imaginando ser um animal dos campos que tinha entrado no pântano e se perdido, o semideus começou a correr, sendo seguido por seu amigo. Chegaram em uma clareira, na qual um bando de seis aranhas cercava uma égua branca com um pequeno chifre em sua testa. Elas lançavam teias por todo o corpo do cavalo, mas não ousavam se aproximar.

Antes de Haror fazer alguma coisa uma delas acertou uma teia de maneira a prender as duas patas traseiras do animal e lhe fazer cair de joelhos. As aranhas se amontoaram para um ataque a traseira do animal. Carpeado, vendo a situação, começou a galopar para ajudar a égua e com um coice mandou uma delas voando para longe. As aranhas olharam para o cavalo negro e mudaram seu alvo. Nesse momento Haror se aproximou o suficiente para cortar os fios de teia que prendiam as patas do unicórnio. Carpeado tinha atraído a atenção dos inimigos e recebia uma chuva de teias. Ele também caiu de joelhos e estava prestes a ser atacado quando o unicórnio furou a barriga de uma aranha com seu chifre.

– Vão! Fujam os dois! Carpeado, eu assovio quando tudo estiver resolvido. – O cavalo forçou as teias e as arrebentou, ficando em pé e galopando para longe. Haror tinha quatro aranhas ainda vivas em sua frente. Elas eram do tamanho de grandes cachorros e de suas bocas um líquido verde escorria. Onde o líquido caia, no chão, uma fumaça brilhante e esverdeada começava a emanar. De costas, elas começaram a lançar teias no herói, que nem tinha muito tempo para defesa. – Merda, eu preciso fazer algo!



Sua mente ágil tentou encontrar algum uso para seus poderes naquele pântano, mas não conseguia pensar em nada muito útil. O local era composto de lama e árvores mortas, nem seu controle sobre pequenas pedras podia ser utilizado. Não tinha fogo em lugar nenhum para poder lançar contra os animais e muito menos achava que conseguiria se defender prendendo os monstros com as correntes que conseguia criar do chão. Os poucos poderes que tinha de sua avó eram mais voltados para utilidade, sendo apenas Cadent realmente útil em batalha. Precisava agir, então teria que ser na base da força.

Brandiu sua alabarda em uma investida contra a primeira aranha. Queria acertá-la com a lâmina afiada da parta machado da arma, mas o monstro simplesmente pulou para o lado em uma esquiva quase sobrenatural. A arma de Haror acertou com força a lama e se enterrou um pouco. O empuxo causado pela água quando o semideus puxou o item de volta fez com que ele tivesse que usar mais força que imaginava e quando a arma finalmente se soltou, caiu de costas no chão.

As aranhas aproveitaram a situação para cercá-lo e atirar teias eu suas mãos. Uma delas se aproximou furtivamente pelas costas do herói e lhe mordeu no braço direito. Haror olhou para ela e lhe apontou a mão envolta em teias. Não sabia se funcionaria, mas precisava fazer alguma coisa. – Cadent! – Como sua mão estava presa por teias, o impacto do golpe do herói não conseguiu se propagar para seu alvo, explodindo no próprio local. Haror sentiu seus ossos da mão se quebrando com o impacto causado pela magia em seus próprios dedos. A aranha olhou com curiosidade enquanto mordia a lateral do abdome do semideus.

Outra aranha se aproximou pela esquerda e mordeu o velho. Enquanto isso a aranha em sua frente continuava a envolvê-lo em teias, que já criavam uma pequena camada no tronco e face do semideus. Ele já começava a sentir as tonturas causadas pelo veneno que tinha entrado em sua corrente sanguínea. Morreria sem nem mesmo matar uma daquelas aranhas? Era uma vergonha como semideus, até seu cavalo tinha acertado uma delas.

Sua visão começou a falhar. Tinha certeza que se lutasse contra apenas uma daquelas feras teria saído vitorioso, mas quatro era um número alto demais. As aranhas empurraram seu corpo deitado no chão e começaram a girá-lo enquanto lhe envolviam em teias. A última lembrança do semideus foi a de uma grande luz branca envolver tudo a sua frente. Depois disso apenas sentiu escuridão.

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Haror abriu seus olhos, não sabia se estava morto e tinha ido para o reino de Hades, mas a primeira coisa que percebeu era que estava em uma caverna toda brilhante feita de cristais. Os cristais se projetavam do teto e das paredes e o chão era do mesmo material, todo brilhante. Imaginou que estava em algum lugar celestial ou algo do gênero, talvez tinha sido enviado para o submundo do reino da fantasia.

Levantou seu corpo e se colocou sentado. Notou que estava em uma espécie de cama de cristal. Um quadrado cristalino que se projetava no centro de um cômodo. Mais nada existia no local além das estalactites e estalagmites cristalinas que formavam uma espécie de cômodo redondo. Uma passagem similar a um corredor era a única saída do local e o semideus se levantou e começou a caminhar naquela direção. Checou que estava com todas suas coisas, então parecia que não precisava se preocupar. Até sua alabarda estava presa em seu pescoço na forma de pingente. Além disso, parecia que seus ferimentos tinham sido curados, pois sua mão estava intacta novamente.

O caminho também era todo formado naturalmente pelas pedras. Provavelmente eram cristais poderosos ou preciosos, mas as únicas coisas que o semideus tinha em mente era como tinha chegado naquele lugar e qual era o paradeiro de Carpeado, mesmo ganancioso, não conseguia pensar em dinheiro em uma hora como aquela.

Quando o corredor terminou, ele se deparou com um local imenso dentro da caverna. No centro dele uma árvore gigante retorcida emanava toda a luz que iluminava o local. Outras árvores menores a rodeavam e pequenas criaturas como vagalumes voavam ao redor das mesmas. Buracos no teto da caverna deixavam o semideus ver as estrelas e a lua, e ele sentiu-se mais um pouco revigorado. No pé da árvore, podia ver a silhueta de um homem em pé ao lado de um cavalo branco.



Ao se aproximar a primeira coisa que Haror notou foram as vestes do homem. Ele utilizava um sobretudo com capuz que lhe cobria o corpo todo. Uma aura de energia emanava dele, mesmo daquela distância. Estava de costas, mas segurava um cajado com um cristal em sua ponta. O cristal emanava uma luz muito brilhante. O cavalo, por sua vez, Haror reconheceu como o unicórnio que tinha tentado salvar nos pântanos. Teria o animal também morrido e ido parar naquele lugar? Onde estaria Carpeado? O semideus se aproximava cada vez mais, em silêncio. Quando estava a alguns metros do homem, ele se virou.

– Bem-vindo a meu lar, filho da magia! Cornius aqui me avisou que você o salvou, sou extremamente grato, novamente. – Haror observou a face do velho, notando que era o mendigo que tinha salvo no dia anterior. Deu alguns passos para trás em surpresa e tateou em busca do pingente de sua alabarda, mas antes de alterar a forma de sua arma, recuou. Será que o velho lhe tinha salvo? Não estava mais tão sujo e sua aparência era até imponente, até parecia outra pessoa. –  – Não entendo... Quem é você?



O velho apontou a mão para a cabeça de Haror e encostou em sua testa. Uma luz surgiu de seus dedos e os olhos do filho de Hefesto brilharam, completamente brancos. Na mente do herói algumas de suas lembranças começaram a aparecer. Coisas sem importância e que ele tinha ignorado. Em uma delas uma jovem falava sobre querer se tornar aprendiz do grande Arquimago ancestral Merlin e sua amiga ria de sua cara. Em outra um pequeno garoto brincava de atirar magias em seus amigos, gritando que era o feiticeiro. Viu algumas camponesas cantando músicas em homenagem ao velho, comentários de pessoas nas ruas sobre o sumiço do homem, uma mãe ameaçando seu filho como se Merlin fosse o levar se ele não comesse as saladas. Lembrou que muitas armas que tinha visto nas lojas tinham o nome do velho em homenagem e lembrou até mesmo de algumas estátuas na cidade e daqueles que o cultuavam como um deus. Um turbilhão de inúmeras outras memórias similares passaram em segundos pela mente do semideus e quando ele finalmente foi liberado, cambaleou e quase caiu aos chãos de tão atordoado.

– Merlin... Então você é o ser mais poderoso desse mundo de fantasia? Eu sou Haror! É uma imensa honra e um prazer, senhor! – Haror ficou chocado. Arrumou sua postura e fez uma reverência para o senhor a sua frente. Ficou lamentando ter pensado em brandir sua arma contra tal divindade, mas ao mesmo tempo orgulhoso por ter ajudado o homem na cidade. – Por que se passava por um mendigo na cidade?

O velho caminhou até mais próximo da árvore, ela tinha alguns buracos brilhantes pelo qual era possível entrar em seu interior. – Mesmo no nosso mundo as coisas evoluíram. Hoje os contos de fada não têm mais tanto impacto na vida das pessoas como em eras atrás. Estamos morrendo aos poucos, mas ninguém percebe. O impacto disso é a corrupção de nosso mundo. Esses bandidos dos quais me salvou são um exemplo. Vivemos muito tempo em paz, mas agora as coisas mudaram.

Ele abriu uma pequena porta na árvore e fez um sinal para Haror entrar. Lá dentro um grande cristal flutuava, era o núcleo de toda a magia da árvore. – Me interessei por você e em sua magia. Você tem sangue mágico, é muito diferente de mim, mas tem magia dentro de ti. Esperava apenas transitar pela cidade para ver como andava a situação dela, saber quanto tempo ainda teremos antes do inevitável fim. Foi uma grande surpresa te descobrir. Quando Cornio me avisou que estava em apuros, consegui te proteger. Parece ter sido o destino.

Haror coçou a cabeça, sabia que era neto de Hécate e que ela era a deusa da magia em seu mundo. Não entendia muito bem como eram essas questões no mundo da fantasia, mas sabia que podia tentar se aprimorar com a ajuda de Merlin. – Te agradeço, Merlin. Não tenho um completo conhecimento da magia que corre em minhas veias, mas imagino que já tenha atingido o potencial máximo de meus poderes com ela.

Merlin negou com um aceno de sua cabeça. – Talvez para o potencial de seu mundo isso seja verdade. Meu jovem, eu reconheço a bondade e o heroísmo dentro de ti. Assim como lhe devo por salvar Cornio, um dos últimos de sua raça nesse mundo. Mesmo assim, não sou eu quem deve decidir o seu destino, mas posso te ajudar com isso. – Ele encostou sua mão no grande cristal no centro da caverna e estendeu a outra mão para o peito de Haror. – Você pode morrer ao falhar nisso, mas se vencer talvez consiga utilizar uma parte de meu poder. Toda benção vem com um desafio, e quanto melhor o prêmio, mais difícil é a jornada. A sua é muito complicada e pode até mesmo te levar a morte. Está disposto?

Haror apenas deu um passo para frente, fazendo com que a mão do mago encostasse em seu peito. O velho acenou com a cabeça e uma luz jorrou do topo do cristal, descendo até o mago e sendo transferida para o peito do semideus. Haror caiu para trás, mas a ligação mágica criava um filete de energia branca e reluzente entre o peito do herói e a mão do feiticeiro. Começou a ter diversos espasmos de dor e seu corpo começou a se contorcer no chão. Era como se todo seu sangue estivesse fervendo dentro de suas veias.

Do filete na mão de Merlin gotas começaram a cair. Essas gotas logo se tornaram uma poça e por um tempo que pareceu interminável para o herói caído foram se acumulando. Quando a magia finalmente parou de sugar as forças do semideus, Haror se levantou. Se sentia diferente, como se uma parte de si tivesse sido removida. – Eu removi toda a magia de seu corpo e sangue. Ela não te aceita e é por isso que não tem controle sobre ela. Mas isso pode mudar se você conseguir subjugá-la.

Merlin fez alguns sinais com as mãos e proferiu uma frase que Haror não compreendeu. A poça de magia no chão começou a borbulhar e instantes depois ganhou uma forma humanoide, como se fosse uma sombra do semideus. Merlin saiu de dentro da estrutura, acompanhado da criatura e se posicionou em um local mais aberto. – Haror, se quiser dominar meus ensinamentos e poderes, precisará vencer a ti mesmo. Vencer o seu lado mágico e mostrar que é digno de ter ele sob seu comando e de aprender comigo.

Haror assentiu. Pegou seu pingente com a alabarda e se posicionou para o combate. A sombra ergueu uma das mãos em direção ao semideus, apontando para seu peito. Haror já tinha feito isso contra seus inimigos para usar Cadent, não era burro e sabia o que estava por vir. Quando visse os lábios da criatura sanguínea se mexendo para invocar a magia, pularia para a direita e tentaria contra-atacar.

Uma explosão fez Haror ser jogado longe. Parecia que o poder tinha sido utilizado de uma maneira diferente, sem a palavra mágica. Estreitando seus olhos o semideus se levantou. Tinha caído de costas no chão e machucado um dos braços. Parecia que não poderia subestimar a sua própria força mágica. Seu sangue lutaria com o máximo de potencial, algo que Haror apenas sonhava em alcançar. – Mas o sangue mágico de Hécate não é meu único trunfo!

Haror notou que alguns cristais tinham se quebrado quando caiu no solo. Era hora de provar que não dependia apenas dos poderes de sua avó para ser forte. Seu pai era um dos mais poderosos deuses do olimpo e se orgulhava das habilidades que tinha graças a ele. Com um aceno fez diversos pequenos cristais voarem para a criatura, que se envolveu em um manto místico de sombra para se proteger. Haror acenou com o braço, aproveitando que o inimigo tinha tampado sua própria visão, e invocou diversos pregos no chão sob os pés de seu clone.

Correu se afastando um pouco, ficando atrás de uma estalagmite que se projetava no chão. Sabia que não estaria se escondendo, só queria que a criatura se movesse. Ao remover o manto de sombras, a cópia sanguínea de Haror deu um passo a frente. Era o que o velho queria, pois os pregos perfuraram a sola dos pés da criatura. O semideus saiu de seu esconderijo e correu para tentar uma estocada com sua alabarda, mas não foi rápido o suficiente. A sombra ergueu seus olhos se concentrando no semideus e de suas mãos duas esferas de energia começaram a ser formadas. Haror nunca tinha utilizado aquele poder, não sabia o que era aquilo. Era uma técnica que não tinha acesso, não fazia nem ideia de qual seria seu efeito. Quando brandiu sua alabarda para acertar o pescoço da sombra, as esferas voaram em sua direção.

O braço de Haror se paralisou em pleno ar, enquanto a sombra encostava sua mão em seu próprio pé ferido. – Rusticaltio – Uma energia negra envolvia o ferimento e a criatura voltava a se erguer, caminhando sem sentir o ferimento. Ela pegava o próprio pingente e uma alabarda de sangue aparecia em suas mãos. Haror não conseguia se mexer devido a paralisia que tinha sofrido em seu braço. – Não adianta! Eu sou o verdadeiro!

Com sua mão livre o semideus começou a lançar parafusos com sua habilidade de invocação desse tipo de material. Já tinha usado isso para projetos, mas nunca em batalha. Se concentrou tão forte, imaginando uma metralhadora atirando contra sua própria sombra. A criatura começou a brandir a alabarda, bloqueando alguns dos parafusos, mas sendo atingido por alguns. Após invocar dez parafusos o semideus estava cansado, mas ainda precisava fazer alguma coisa. Caiu de joelhos com a finalização da paralisia. Olhando para baixo viu os pés de sua cópia se aproximando e ficando bem próximos de sua cabeça. A alabarda de sangue se preparava para cair, espetando Haror de cima a baixo, mas o semideus não pretendia morrer assim.

Colocou uma de suas mãos no solo e, rezando para seu pai, tentou invocar correntes mágicas que pudessem lhe ajudar em batalha. Pelas costas da criatura correntes de bronze celestial subiram sem que a cópia percebesse e quando ela ia descer sua arma para acabar com a luta, as correntes se prenderam em ambos os seus braços. Outras correntes surgiram e agarraram as pernas, tronco e pescoço do clone, puxando-o para baixo. Haror sorriu enquanto apertava forte sua mão no cabo da alabarda. Olhou fundo nos olhos da criatura e pode perceber que mesmo ela já mostrava sinais de cansaço pelo uso da magia. – Você me pertence!

Com uma estocada Haror enfiou a ponta de lança no estomago do monstro e todo o sangue de que ele era feito começou a ser sugado pela arma, andando pelo corpo do herói e reentrando em seu corpo pelos poros de sua pele. O semideus caiu no chão, novamente se contorcendo. Agora parecia que a dor era ainda maior. Dessa vez, no entanto, durou poucos segundos.

– Fiquei com medo de que não fosse vencer, meu jovem. Mas fico feliz que tenha tido sucesso! Nunca imaginei que seus poderes fossem tão fortes! Seu sangue mágico tem um potencial enorme, em meu mundo arrisco dizer que você poderia ser um dos magos mais fortes, provavelmente muito mais forte do que eu! – Ele se aproximou de Haror. Tinha uma espada em suas mãos. Ergueu-a e com um movimento cortou a própria palma.



– Haror, nosso mundo de conto de fadas está fadado ao fracasso, mas o seu não está. Não posso fazer muito para salvar esse reino, mas não me custa armar um guerreiro digno para proteger os fracos das outras dimensões em que eu não tenho acesso. Aceite essa benção, meu jovem, como parte de sua jornada. Você já se mostrou mais de uma vez capaz de ter meu poder e ser meu aprendiz. – Ele tocou com seu sangue na testa do herói, e com um flash toda a realidade pareceu sumir.

Haror sentiu como se saísse de seu próprio corpo, uma viagem alucinógena se iniciou, em que ele passava por dimensões sem sentido. O jovem voava arrastado pela magia, de seus braços tentáculos mágicos lhe infundiam com poder.



As cores brilhavam de maneira psicodélica enquanto ele era arrastado por portais. Sentia como se seu corpo se despedaçasse e se reconstruísse, como se fosse engolido por fogo e reconstruído por gelo. Como se cada átomo de sua essência fosse recriado de maneira mágica, mais forte, mais poderoso.



Sentia o fluxo da magia dentro de seu corpo, em seu sangue. E aos poucos começou a perceber um calor novo surgindo dentro de seu peito. A viagem o levava pelo cosmos, ele via as galáxias e os planetas.

Finalmente se acalmando, sua ilusão pareceu dar um zoom para dentro de seu corpo, a Haror se viu entrando por seu próprio nariz. Viu as entranhas de seu cérebro, seu almoço sendo digerido. Se locomoveu até o novo calor que sentia em seu peito e viu um fogo. A voz de Merlin finalmente ressoou em sua mente. – Esse é seu núcleo mágico, Haror. Uma parte da minha centelha de vida com a qual te abençoo. Leve o bem para seu plano espiritual, que com meus poderes tenho certeza que será mais forte para proteger os oprimidos.

Haror se viu como uma bola de energia mágica, flutuando ao lado de Merlin no que parecia uma grande fogueira de chamas brancas. – Nós magos do mundo encantado sugamos a energia mágica da criação, a energia que rodeia nosso mundo, a famosa Mana. Seu poder, meu jovem, é muito diferente. Sua magia vem de sua descendência, como se fosse descendente da própria magia. É como se ela estivesse permanentemente dentro de ti, sendo criada por teus genes. Não controlas a Mana externa como nós, mas com minha benção, poderá controlar a que existe dentro de teu próprio corpo. Se sentirá fraco ao fazer isso, pois precisará consumir uma parcela de sua energia vital e esse é o limite de seu poder.

O filho de Hefesto sentiu a mente de Merlin lhe induzindo a enviar uma porção da energia que sentia dentro de seu corpo para aquele núcleo em seu peito. Sentiu uma forte ardência em suas veias, como se seu sangue estivesse fervendo. – Sempre que for utilizar sua magia, irá retirar o poder existente em seu sangue. Não ultrapasse seus limites, o dano dessa utilização será real e pode até te levar a morte se usado de maneira inconsequente. Você ainda precisa se aprimorar muito e realizar um grande estudo para entender seus poderes e começar a criar feitiços. Seu modo de magia é algo único, mesmo eu não teria como lhe ensinar a controlá-lo a partir desse ponto, porque não tenho mana em meu sangue.

A bola de energia que representava Merlin se afastou e o núcleo no centro do peito de Haror pareceu começar a sumir enquanto ele novamente era sugado por um vórtice mágico. – Boa sorte em sua jornada, herói. Que minha ajuda lhe favoreça e ajude seu mundo a ficar em paz.

O neto de Hécate sentiu como se acordasse de um sonho. Ainda estava com os olhos fechados, mas passou a ter sensações diferentes do que estava a sua volta. Não estava mais na viagem psicodélica e escutou alguns barulhos de corujas. De repente, algo como uma lixa molhada passou em seu rosto e o semideus abriu os olhos, em pânico.

Percebeu Carpeado com a língua de fora parado ao seu lado. Levou a mão até sua face e sentiu a baba do cavalo, que tinha lhe lambido. O animal relinchou de felicidade e tentou lamber o herói novamente, mas ele se levantou rapidamente e apenas abraçou o pescoço do animal.

Estava de volta na clareira em que tinha perdido a luta contra as aranhas, mas não via nenhum sinal delas, assim como do unicórnio. Teria sido aquilo tudo um sonho? Haror sabia que não, porque sentia a magia fluindo por suas veias e o fogo que queimava dentro de seu peito, seu núcleo mágico. – Carpeado, é hora de voltarmos e termos uma conversa com Encantado!

EXTRAS:
ITENS:
Alabarda [É como uma lança-machado. A lâmina na ponta é muito boa para impactos, e o outro lado bom para parar investidas. A haste é feita de um tipo de madeira resistente e encantado para tal, e a lâmina e pontas são feitas de ouro imperial. Exige força e treinamento para ser utilizada com maestria. | Efeito 1: Tal arma pode passar a ter o peso nulo, durante dois turnos, caso seja utilizada em batalha, porém pode durar mais tempo caso seja usada fora de batalha. | Efeito 2: A alabarda é capaz de encolher, ficando do tamanho de um pequeno pingente, ainda conservando a sua forma, mas apenas diminuída. | Ouro Imperial e Madeira. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]
BENÇÃO DE MERLIN:

Nome da benção: O fogo do Feiticeiro
Descrição: Haror é um legado de Hécate que foi abençoado pelo Grande Arquimago Merlin, o primeiro e mais poderoso feiticeiro do mundo da fantasia, com os conhecimentos e dons arcanos de seu universo. Ele passou a nutrir a chama espiritual de um mago do reino encantado dos contos de fada, sendo sua magia um pouco diferente da praticada pelos semideuses. Dentro de seu corpo, um núcleo de energia deve ser alimentado com poder para permitir que a realidade seja moldada. Como Haror possui magia realmente forte em seu sangue e não naturalmente, graças a genética de Hécate, sua força vital é o principal condutor para seus poderes e ele precisa consumir parte de sua saúde sempre que quiser atuar como feiticeiro.  Essa benção não permite ao semideus aprender feitiços ou poções do sistema padrão do acampamento, nem libera os poderes de seu legado em Hécate, mas permite ao herói a criação de novos feitiços, criação de encantamentos e aprimoramentos mágicos em armas, rituais, amuletos e poções, todos apenas utilizando a manipulação de magia ensinada por Merlin (bonecos voodo ainda são bloqueados). Por utilizar a magia em seu sangue, Haror tem a desvantagem de que a chama espiritual de Merlin sempre suga sua energia vital. Sendo assim, todo e qualquer uso mágico realizado pelo semideus tem um grande gasto em HP além do gasto de normal de Mana.
Bônus: Permite utilização do laboratório para encantamentos e libera a criação de novos feitiços, rituais, poções e amuletos, esses últimos somente sendo liberado para criação. O uso dessa benção para a criação de feitiços gera habilidades com no mínimo 30% do custo de MP também em HP. O uso do poder no laboratório tem gasto de 200HP por utilização, visto a necessidade de fixação dos encantamentos de maneira eterna (se forem 3 encantamentos, o gasto é triplicado).  A benção permite a utilização do sistema de runas do fórum como para um grupo extra (mesmo Haror sendo descendente de Hécate) . Como é um metodo de magia diferente, não é possível ensinar as criações para outros jogadores e nem aprender com eles, visto que a magia utilizada pelo semideus é de outra natureza. Todos os feitiços, poções, rituais, e amuletos podem utilizar as mesmas materias primas vendidas na loja, mas devem ser criados pelo semideus com a postagem de criação do fórum (E obviamente passar pela aprovação da staff). Além disso, por ser uma magia não natural e sim uma manipulação e absorção do poder mágico do sangue do usuário, sua utilização com maestria é mais complexa, aumentando os leveis de requisito necessários para as criações mágicas em 15 leveis.

Observação: Se necessário, podem alterar o que acharem incoerente. Se acharem algo muito forte podem colocar ainda mais limitações ou se acharem que já existem limitações demais, ficaria ainda mais grato se removessem ou diminuíssem algumas. Obrigado.
PODERES DE HEFESTO:
HABILIDADES ATIVAS:
Nome do poder: Ígnea I
Descrição: Como todos sabem há rochas formadas a parte de magma resfriado. A prole de Hefesto/Vulcano consegue fazer, nesse nível, pequenas pedrinhas levitarem e acertar o inimigo. Só serve como distração.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 10 de HP.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Pregos no solo
Descrição: O semideus consegue invocar uma pequena quantidade de pregos sobre o solo, que estarão fincados – com a ponta afiada para cima – próximo aos pés do inimigo, eles ferem se forem fincados sobre os pés do mesmo, e podem dificultar sua passagem, além de ser bom para criar armadilhas. São pequenos, portanto é difícil nota-los. Máximo de 6 pregos sobre o solo.
Gasto de Mp: 3 MP por prego
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 por prego (30 HP).
Extra: Nenhum

Nome do poder: Lançador de porcas e parafusos.
Descrição: O semideus consegue invocar da palma da mão pequenas porcas e parafusos, e lança-las em direção ao adversário. Quando o poder estiver ativo, um símbolo brilhante de martelo – em tons de vermelho – estará desenhado e brilhando sobre a palma do semideus. As porcas podem causar um dano considerável, pelo peso, ao acertar os oponentes. (Consegue atirar no máximo 10 dessas porcas).
Gasto de Mp: 3 por objeto invocado.
Gasto de Hp:
Bônus: Nenhum
Dano: 5 por objeto que acertar o inimigo (50 HP)
Extra: Nenhum

Nome do poder: Prisioneiro II
Descrição: Agora o semideus consegue fazer essas correntes crescerem e se fortalecerem um pouco mais, já não são feitas de metal, e sim de bronze celestial, e prendem o inimigo dos pés, até os ombros, se enrolando em seu corpo a ponto de derruba-lo no chão, o período de tempo que as correntes o envolvem também aumentou.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Dura dois turnos
HABILIDADES PASSIVAS:
Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos III
Descrição: O semideus já é um mestre na arte de manusear um machado, ele sempre entendeu de armas, e sempre se sentiu à vontade em fabrica-las, agora consegue atacar e se defender de forma precisa, podendo inclusive efetuar lançamentos com essa arma com uma precisão impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se arma do semideus atingir.

Nome do poder: Força II
Descrição: Você ficou ainda mais forte, conforme cresce, se desenvolve, e executa seus treinamentos – além de claro, trabalha nas forjas, pois, se sente extremamente atraído por elas – também desenvolve uma força superior aos demais campistas, você está se saindo bem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força.
Dano: +10% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.
PODERES DE HÉCATE:
HABILIDADES ATIVAS:

Feitiço: Cadent
Descrição: Serve para empurrar ou derrubar pessoas, coisas e criaturas.
Gasto de Mp: -20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: -10 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Feitiço: Frigus reptant
Descrição: Congela o membro atingido por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 15 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser realizado de forma não verbal.
HABILIDADES PASSIVAS:

Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, nesse nível só consegue recuperar uma pequena parte de sua energia, e apenas feridas mais leves são fechadas, as mais fundas ainda não se recuperarão. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +10 HP e +10 MP
Dano: Nenhum
PODERES DE USADOS PELA CRIATURA:
Como a critura era uma representação da magia, liberei para ela o uso de magias que meu personagem não pode utilizar para deixar ainda mais difícil o combate. Além das habilidades de hécate que eu também utilizei, ela utilizou as habilidades abaixo:

Nome do poder: Escudo Sombrio
Descrição: As sombras são magnificas armas de combate, mas também tão magnificas armas de defesa, em frente ao filho de Hécate/Trivia surgira um escudo de sombras totalmente negro que lhe protegerá de qualquer ataque físico enquanto permanecer ativo. Esse escudo resiste a qualquer tipo de ataque, e protege todo o corpo do filho de Hécate/Trivia, mas não é capaz de proteger mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Esfera Paralisante
Descrição: O semideus faz crescer sobre a ponta dos dedos duas mini esferas de energia arroxeada, e lança contra o inimigo, o membro que for atingido por essas esferas, ficara paralisado durante um turno inteiro ( o turno seguinte aquele que o semideus lançou a esfera), o que lhe dá uma chance maior de atacar.
Gasto de Mp: 10 MP por esfera
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por esfera
Extra: A paralisia dura apenas um turno, o seguinte ao que o semideus lançar a esfera.

Feitiço: Rusticatio
Descrição: Usado para curar feridas mais leves, tanto suas quanto de seus aliados.
Gasto de Mp: - 20 de MP. (restaura 10 de HP)
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal. [/spoiler
. Evento ⸭  ⅱ. Fantasia ⸭  ⅲ. merlin

Haror Lestrange
Haror Lestrange
Lycans
Lycans

Idade : 42
Localização : Acampamento Meio-Sangue

http://www.bloodolympus.org/t4900-haror-lestrange#99518

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[RP's] HAROR LESTRANGE Empty Re: [RP's] HAROR LESTRANGE

Mensagem por Hefesto em Qui Maio 23, 2019 1:13 pm


Haror Lestrange

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos + Habilidade



Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 20%


RECOMPENSAS: 5.250 XP e Dracmas + 8 Fragmentos
Carpeado ganha 100XP e 1 nível de lealdade


comentários:
Senhor Lestrage, temos alguns pontos para discutir sobre sua missão. Conversando com todos os deuses do fórum, chegamos ao consenso de que, embora sua missão tenha sido bem escrita, ela não foi suficiente para que você ganhasse a habilidade almejada. E, infelizmente devo dizer que sua missão poderia ter sido utilizada para desbloquear o legado completo em Hécate, que basicamente daria as mesmas habilidades que você estava almejando, sem precisar de todas as desvantagens que você inseriu na descrição.

É nóiz que tah!



Hefesto
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Deuses Olimpianos
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