The Blood of Olympus
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[RP] Rodrik Andrews Lefford

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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qua Maio 08, 2019 12:40 am

Espaço reservando para RPs do evento "Um reino de conto de fadas". Apenas Rodrik Andrews Lefford.


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O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
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Líder dos Eruditos
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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qua Maio 08, 2019 1:04 am

The Lord of the Shadows
Príncipe dos Espíritos


Rodrigo escreveu:Missão fixa inicial: Para adentrar no evento de contos de fada é necessário fazer a missão fixa acima, sendo encontrado pelo coelho e guiado por ele até uma toca que o guiara para o mundo mágico. Você deve explicar como foi atraído pela criatura e o que te fez seguir ela, a missão termina com seu personagem caindo em um buraco que parece não ter fim, mas que num piscar de olhos também desaparece, te deixando em uma floresta estranha, onde alguém grita: Bem vindo a floresta encantada.
Recompensas: 500 XP e 500 Dracmas + 1 Fragmento.


A cesta de frutas estava quase no fim. Flora havia me obrigado a devorar todas as peras, isso porque ela não gostava muito, o morango com leite condessado que era o preferido dela, nem cheguei perto. Largados no único ponto livre das pegadinhas dos pivetes de Hermes, observámos as estrelas sonhando acordados.

— Sua gata acabou de roubar um pedaço de carne.
– Falou a filha de Apolo. — E tem alguém perseguindo ela.

— O quê? – Perguntei me erguendo em um pulo. — Não é essa a educação que estou dando para ela. – Em poucos segundos eu tinha erguido meu corpo e capturado minhas armas. Você deve está se perguntando por que eu estava armado, não é mesmo?  Simples, eu deveria está na biblioteca. Teria um treinamento diferenciado, mas quando se tem uma amiga que adora te tirar das suas obrigações, fica mais difícil cumprir os horários.

E realmente tinha um grupo de campistas atrás de Frida, que mesmo sendo pequena tinha uma coragem do tamanho de um cão infernal adulto.

— Opa, opa!
– Falei entrando no caminho e bloqueando o grupo de filhos de Dionísio. O animal passou por debaixo das minhas pernas e prosseguiu a sua fuga com um pedaço generoso de veado assado na boca.  — Rapazes... e moças. É só uma gata, porque isso tudo? É necessário?

— Sai da frente, Lefford.
– Falou a mais baixinha e mais perigosa deles. Na minha opinião não havia ninguém tão parecida com o pai do que ela – gordinha, baixinha, cara redonda e alguns fios de pelo no queixo.

— Devo ressaltar que essa é minha gata.
– Falei me aproximando ainda mais dela. — E se vocês prosseguirem serei obrigado a defendê-la com unhas, dentes, feitiços e fantasmas... Acredito que eu tenha um ou dois no meu arsenal. E tem mais, Dionísio não é amante dos felinos? Acho que posso ir reclamar com ele. Um pedacinho de osso não vai matar vocês de fome. Tenho certeza que tem carne ali para alimentar o acampamento todo.

— É bom ficar de sobre aviso, filhinho de perdedora. Se a gente vê a sua gata rondando por aqui de novo, teremos uma nova carne de churrasco. – Ameaçou a ranzinza.

— Estou avisado. Isso é tudo? – Indaguei. Meu coração estava aos pulos, eu conseguiria derrubar um, mas os outros me matariam. E também eu tinha certeza que em situações assim Sr D ficaria contra mim – novamente.

Como um bando de projeto de filhos de Ares mal desenvolvidos, o bando se afastou e poucos minutos depois já estavam se embriagando novamente.

— Uau, o que foi isso? – Perguntou Flora agora chegando do meu lado. — Tão másculo, nem parecia o frouxo do Rodrik que eu conheço. – Ela gargalhou.

— Acredite, o frouxo aqui está todo borrado por dentro. – Confessei me juntando ao riso. — Agora vou atrás de Frida, ela vai ficar amarrada e sem leite por cinco dias. – E me afastei. Peguei a arma e minha mochila com os itens que eu levaria para a biblioteca, acharia Frida e me teletransportaria da floresta mesmo. Geralmente aquela parte do acampamento de noite me fazia ter medo, mas as minhas narinas inflavam de ódio. Um gata ladra, veja só!

Para me encher de um pouco de coragem, acionei o meu cajado e comecei a caminhar.

Mal consegui adentrar tudo quando ouvi Frida miar bravamente para alguma coisa. Minhas pernas logo bambearam, eu sabia que ela era corajosa para enfrentar um dragão. Comecei a correr na direção da voz.

Passei por alguns arbustos até avista-la atracada com um coelho. Mas, não parecia um coelho comum, pois além de grande e gordo, ele estava levando a melhor pra cima da minha pet. Ela por sua vez dava tudo de si com as garras pequenas e frágeis e as mordidas ferozes.

— FRIDA, NÃO! – Gritei, mas como esperado ela me ignorou. Corri até ela e puxei pelo rabo. Ela se virou freneticamente possuída pelo demônio e me mordeu na mão. A soltei rapidamente e naquela momento fiquei na minha dúvida mais cruel; eu tinha um cajado, estava com raiva e sabia usar aquela arma. Será que os veterinários conseguiriam curá-la rapidamente se eu a ferisse?

Ergui o cajado e parti para cima do coelho. Mas... aquele coelho não poderia ser normal. Ele me lascou o dente também, tentei me afastar daqueles olhos assustadores e tropecei em uma pedra.

Só me lembro de tentar me segurar em alguma coisa antes de despencar em algo sem chão. O buraco se alargava cada vez mais conforme eu caia gritando feito louco. Graças a minha visão especial vi algo vindo também na minha direção. Era Frida.

— SUA LOUCAAAAAAAAA! – Ela caiu em cima dos meus peitos. A envolvi em um abraço como proteção. Eu poderia machuca-la, mas ninguém mais poderia.

De repente a gravidade mudou e com um baque surdo cai sentado em um monte de folhas. A gata pulou rapidamente de cima de mim e antes mesmo dela farejar o ar e ouriçar os pelos eu já sabia que tinha alguma coisa errada. Eu tinha caído no acampamento através de um buraco e ido para em uma floresta.

O safado do coelho saiu de trás de uma árvore e olhou diretamente para nós. Sentou-se como se fosse um humano, coçou as enormes orelhas... e sorriu. — Seja bem vindo a floresta encantada. – Frida miou alto assustada no mesmo momento em que me abracei ao cajado também morrendo de medo.  

Adendos:
Objetos e armas:
Cajado Misterioso de Ior [O cajado é um artefato incomum e de rara beleza; sua haste de metal é lisa e perfeitamente reta, guardando o tom de prata polida com perfeição e possuindo desenhos discretos de linhas de ponta a ponta. Mede um metro e meio de altura e, na extremidade superior, o Cajado de Ior possui uma esfera de quartzo vermelho do tamanho de um punho humano na ponta - no cristal há uma pequena abertura com espaço para uma única gema. Já na ponta inferior, possui uma lâmina triangular de ferro estígio, semelhante a uma adaga de arremesso, soldada de forma a fazer parte do item. Qualquer pessoa que puder ver de perto a peça logo notará seu caráter ímpar e precioso. | Efeito mecânico: transforma-se em uma pulseira masculina de couro escuro e trançado, com o pequeno quartzo no meio, basta que o usuário toque o cristal e o transformará no cajado. | Arambarium, ferro estígio, tiânio e couro | Espaço para 1 gema | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado Matthew Ashfield]

Adaga [Uma adaga de aparência comum, feita de arambarium e contendo um símbolo entalhado na lâmina, tal símbolo é semelhante a uma tocha acesa, cabendo perfeitamente na mão do semideus. | A lâmina possui um brilho próprio, semelhante a fogo, podendo iluminar locais escuros, a mesma não poderá ser utilizada em combate ao ser utilizada para iluminar ambientes. Ao ser encaixada em locais como portas/caixas trancadas/cadeados/locais a mesma poderá abri-los, desde que não seja selada com algum meio divino/magico. | A adaga pode transformar-se em um cajado caso seja esse o desejo do semideus portador, fornecendo um bônus de 10% de chance de acerto na utilização de feitiços. | Arambarium. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Eruditas de Prometheus.]
Vestimentas:
Túnica do Mago Conjurador [Uma túnica unissex repleta de estilo e beleza, seu tecido é vermelho escuro e os adornos em dourado. O seu tecido mágico é melhor aproveitado por aqueles que possui magia correndo por suas veias, ou esse item será apenas um belo traje a ser usado, sem ter seus efeitos ativados | Efeito 1: Aumenta em 25% a força dos feitiços. Efeito 2: Aumenta a defesa mágica em 40% | Tecido mágico | Beta | Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]
Mochila:
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

[Dentro]


Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Poção de Cura 1 [Frasco pequeno de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 150 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Poção de Cura 4 [Frasco gigante de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 500 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Aurador [Uma espécie de bolinha que ao ser atirada no chão libera uma luz magica que circula o corpo do semideus, o fazendo parecer que está brilhando em tons de dourado. | |Efeito único: Restaura a MP do semideus durante dois turnos, impedindo a barra de baixar. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Sigma |Status: 100% sem danos | Uso único, some ao ser utilizado | Mágico | Evento de Verão]
Mascote:
Worgen [Frida] - Nível 02
Habilidades Passivas:
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Cura Noturna II
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. O processo de cura acelerou, e agora as feridas pequenas fecham em questão de segundas, enquanto as maiores ainda têm um processo de regeneração lenta, e uma parte maior de sua energia retorna ao corpo. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum




Traje: Isso Acompanhado: XX Aonde: Chicago Nota: XX Música: Aloka - Let Go
The child possessed


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Mensagem por Hefesto em Qua Maio 08, 2019 1:23 am


Rodrik Andrews Lefford


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento

Frida ganha 50XP pela participação.


Comentários:

Como o deus que avaliou sua última CCFY, devo parabenizá-lo pela sua evolução em sua postagem. Observei que você leu minhas dicas e as colocou em prática. É isso aí. Continue assim e você obterá grande sucesso neste evento, Senhor Lefford.
 
Aguardando atualização

Hefesto
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Deuses Olimpianos
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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Sex Maio 17, 2019 12:16 am




Um semideus nos contos de fada!
O príncipe e o vagabundo!


Uma Aventura digna de Conto de Fadas - OPs


Em um reino muito distante, perdido nos contos de fada existia um povo sofredor e esperançoso. Homens e mulheres de bem que sofriam com a pobreza e a tirania de um rei cruel e seu general de honra. Espalhando a violência e o medo, o rei habitava o lugar mais belo do reino, um castelo cheio de torres e torrinhas, ouro e alimento para tirar os habitantes daquele estado.

No entanto ele não queria. Alimentava-se das desgraças alheias e nada lhe dava mais prazer do que presenciar um moribundo humilhado e faminto. Esse mesmo rei tinha um filho, o príncipe Eduardo Canty. Um rapaz bonito que havia nascido e sido treinado para assumir o lugar do pai quando lhe chegasse a hora. No entanto, deixou o castelo para uma expedição e nunca mais foi visto.  




Eu não fazia ideia do quanto havia andando, apenas que minhas pernas doíam miseravelmente. E o pior era que as árvores para mim pareciam todas iguais. Eu seguia as informações dada pela ursa, mas começava a acreditar que havia sido enganado.  

— Quanto tempo mais precisaremos andar? – Perguntei para a minha gata confortável no meu colo. — Digo, eu preciso andar. – Frida me olhou como se não soubesse a resposta e era normal, a bichana jamais poderia me informar sobre nada, pois naquelas terras ela era tão forasteira quanto eu.

A caminhada demorou por mais longos minutos e quando retirei um galho da minha frente para observar um pouco mais a frente, confesso que meu coração se encheu de alegria. Ao longe eu pude ver fumaças de chaminés e casas pequeninas. Jamais andei tão rápido quanto naquele momento, praticamente atropelando meus pés.

E para quê? Nada!

Existia uma vila ali, era verdade. Mas desde o momento que pisei ali percebi que ninguém poderia me ajudar. Não que eu fosse do tipo que julgasse as pessoas pela aparência frágil, mas não era somente a pobreza ali. A maioria dos primeiros rostos que vi pareciam assustados. Alguns até mesmo trancaram as janelas ao me ver. Será que era uma terra tão perigosa assim? Me perguntei.

Frida caminhava ao meu lado. Era praticamente impossível carregar uma gata obesa no colo, a mochila com os meus itens e os equipamentos por muito tempo. Eu ainda havia feito milagres em tirá-la da floresta no meu colo. O instinto de dono e animal doméstico sempre existiria. Era a minha função protege-la.

Avistei o primeiro posto de vendas, não que eu precisasse comprar algo, minha necessidade era de informações.  

— Boa tarde, senhor. – Digo ao avistar uma homem idoso, cabelos grisalhos, trajando um macacão rasgado e sujo. Alguém comprava algo ali com o vendedor com aquela aparência? Visualizei a única vitrine de mogno cheia de poeira, no seu interior pães velhos eram postos para amostras. — O senhor poderia me dar uma informação? – Pergunto após ele não corresponder a minha educação. — Sabe onde estou?

Ele permaneceu me olhando assustado, as órbitas parecendo quererem saltar dos olhos. Ele tremia levemente. Procurou mostrar um sorriso educado, abriu os lábios, mas não saiu nenhum som. Ele tinha perdido a voz diante de mim.

— Pai, o senhor precisa alimentar as galinhas. – Saiu uma segunda voz de trás de uma cortina. — Elas precisam comer se quisermos ovos com qualidade... — A voz pertencente a uma menina adolescente logo parou ao me fitar. Ela tinha entrado carregando um cesto de pães e logo ele caiu aos seus pés. — Pai? O que ele está fazendo aqui? Ele retornou? – A pergunta era feita diretamente para mim, embora fosse dirigida ao idoso.

— Oi... – Falei sem graça. — Preciso apenas de uma informação. – Tentei me lembrar se tinha algum dinheiro comigo, provavelmente eles me ajudariam se eu comprasse algo. E ajudar fazia parte da boa conduta ensinada por Prometheus.

— Você não sabe onde está? – Indagou ela incrédula. — Estamos em Moors! – Ela me respondeu como se fosse óbvio. — O que podemos fazer pelo senhor, vossa alteza?

Alteza? Ok, algo estava errado. Sim, eu poderia ser considerado um príncipe por minha mãe ser uma rainha da noite. Todavia, eu duvidava muito que minha falta de sorte progenitora tinha chego até aquele lugar. E que raios Moors?

— Ok. – Falei devagar observando Frida se aproximar da estante de pães. Se ela roubasse novamente eu iria embora daquele lugar maluco e a deixaria ela lá. — Onde mais precisamente fica Moors?

— Pai, acho que ele bateu com a cabeça. – Ela cochichou no ouvido do pai. — E viu a roupa dele? – Senti me ofendido pela minha túnica de mago comprada na loja de uma filha de Afrodite em Nova Roma. — Por onde ele andou? O rei vai ficar furioso.  

— Eu posso ouvir vocês sussurrando, sabiam? – Falei sem emoção na voz. As vezes assumir uma personalidade mais humana era desgastante demais. Muitas vezes eu me levantava pela manhã me perguntando se o antigo Rodrik era mais feliz e eu não sabia. Quando eu não me importava em ser legal, quem viveria ou morreria, se eu estava sendo grosso ou educado. — Olha só... eu fiz uma pergunta. Se não quiserem me responder, eu peço informação a outras pessoas.

— Não é isso! Você não se lembra quem você é? – Perguntou o velho dessa vez. Fiquei olhando para ele me perguntando se caduquice era contagioso. — Você é o príncipe Eduardo! Filho do rei James, futuro governante de Moors e se a guarda real tiver sucesso, de Arandelle e Costa Luna.

Aquele papo estava ficando maluco demais. Eles falavam coisas absurdas que nem Tales de Mileto falaria e olha que o fantasma da biblioteca dos eruditos tinha pegado o início da formação da Roma antiga.

— Frida, vamos! – Falei impaciente, girando meus pés e saindo da loja. Não fui muito longe. E por pouco não fui atropelado por cavalos saídos do além. Levantei os olhos para observar os meus quase assassinos e tudo o que vi foram armaduras reluzentes. O fio de uma espada parou na altura do pescoço, engoli em seco e me forcei a manter a postura e não atacar e sair correndo.

— Olhe para nós, rapaz! – Perguntou uma voz máscula, grave. — Espere... – Ele abaixou a espada instantaneamente e sem nem ao menos me dar tempo de me preparar, pulou do cavalo e ajoelhou-se diante de mim. — Peço perdão, vossa alteza. – Ele virou-se para outros homens que agora o imitavam. — O príncipe Eduardo voltou! – E todos deram urro de alegria.

Seja o que fosse, a cidade inteira parecia caduca e eu não aceitaria um copo de água daquele lugar. Vai que me contaminasse? E Zeus sabe que eu nunca havia batido muito bem das ideias.

Rapidamente fui envolto em um abraço que logo se tornou em um grito. Do meio do meu peito, escalando pela minha túnica, Frida subia com garras amostra. Pelo menos alguém ali ainda mantinha juízo. Ela arranhou o primeiro homem que me tocou e mostrou os dentes minúsculos.

Espadas foram desembainhadas e rapidamente a coragem da gata sumiu. Coloquei-me entre ela e o grupo de excêntricos pensadores.

— Não vão machucar a minha gata. – Tossi limpando o peito. — Afinal... É... ela é a gata do príncipe de vocês! – Eu sabia que me arrependeria daquilo.

Rapidamente fui posto em um cavalo. Eu jamais havia montado em um na minha vida. Frida estava segura em uma bolsa, haviam colocado pães para ela e silenciosamente eu rezava para que Hera não permitisse que ela ficasse louca também.

As janelas se abriam para me ver passar. E eu me perguntava se quando o rei soubesse que eu era um imposto, eu seria preso e enforcado. E se a cidade era daquele jeito, o castelo não deveria nem ter uma masmorra descente.

Como me enganei.

Nem precisei chegar muito próximo para ver o enorme monumento que era o castelo. As torres brilhavam com o sol. Próximo a entrada do refúgio, as flores pareciam bonitas. O jardim bem cuidado, camponesas colhendo frutos e soltados escoltando as funcionárias. O enorme portão se abriu e novas pessoas tornaram a sorrir contentes ao me ver. Elas acenavam e vi duas senhoras se abraçando e chorando.

Poderia ser uma maluquice das boas, mas a muito tempo que eu não me sentia bem recepcionado daquele jeito. Os eruditos eram humildes demais para deixarem os livros e perceber status em alguém. No acampamento grego e romano, Nyx havia estragado com a minha reputação depois de se rebelar contra o Olimpo. Nem mesmo Hera entrava mais em contato comigo por sonhos.

Desci do cavalo e fui levado até a entrada do castelo. O teto havia sido construído de ouro e das escadas alguém me esperava.

No primeiro momento achei ele muito parecido comigo, depois percebi o porque das semelhanças. Ele poderia ser um pouco mais baixo, gordo e com uma aura negra e maldosa. Mas tirando o bigode e as roupas de linho fino, ele era o meu pai. E como poderia ser?

— Pai? – Perguntei incrédulo dando meio passo e depois retornando ao meu lugar anterior. — O que faz aqui?

— Então é verdade? – Ele falou me ignorando. — O príncipe fujão voltou ao conforto do lar. Troque essas roupas de mendigo e depois venha me ver na sala do trono. Se pensa que só porque é meu filho não será punido, você realmente andou me subestimando. – E subiu a enorme escadaria sumindo.

Os soldados que antes estavam prostrados, se ergueram e deixaram o salão inicial.

Eu estava estupefato com as semelhanças, mas acreditava que não seria ele. Meu pai jamais havia sido tão negro daquela forma e a forma odiosa como olhava para todos era insuportável. Eu não me suportaria se recebesse o olhar do meu verdadeiro pai daquela forma. Deveria ser proibido um pai tratar o filho com tanta frieza. Ele nem parou para me perceber. Se talvez tivesse feito aquilo, veria que eu era um falso príncipe.

Fui recepcionado por uma senhora baixa de mãos trêmulas. Ela levou-me até o andar de acima. A cada passo eu me perdia com a riqueza dos objetos. Mas foi ao chegar no corredor dos quadros que meu coração praticamente parou. Eu via a minha família ali inteira e por último o meu retrato.

Eu estava assustado com a minuciosa semelhança entre o príncipe Eduardo e eu. E ainda mais com a riqueza daquele castelo sendo comparado com a pobreza da cidade. Não era obrigação do regente ajudar o seu povo? Será que eu tinha ali um caso repetitivo e monótono de semideuses, humanos e os deuses olimpianos? Eu nunca havia visto o rei do Olimpo, mas se eu pudesse apostar, Zeus teria a mesma aparência daquele rei. Isso, porque o mesmo desdém para com os seus súditos eram idênticos.

Relutei em trocar as minhas roupas. Não havia nada de errado com meus trajes. O erro era aquele castelo e aquele homem. Pouco a pouco eu sentia a dificuldade de me manter imparcial e bondoso.

— O senhor está pronto? – Perguntou uma voz por trás da enorme porta que protegia o meu quarto. Eu havia tomado um banho, comido algumas frutas e aproveitado para olhar os aposentos do príncipe. Abri cada gaveta a procura de mais informações e tudo o que vi me fazia acreditar que o único errado ali era o rei.

Eduardo guardava sobre uma caixa escondida debaixo de uma gaveta tratados de paz, projetos e documentos que me bastou poucos minutos para perceber que ele não era ruim. Pelo menos não muito.

— Já estou indo. – Respondi. Eu havia ido a procura de respostas e encontrei muito mais que precisava. Um mapa contendo as províncias e cidades vizinhas e por ironia o casal da padaria estavam certos. Os reinos de Elsa, Arthur e Fiona existiam naquele mundo estanho. — Poderia me fazer um favor? – Convoque uma reunião com os... Eu não sabia como falava naquele tempo. — Os homens importantes do castelo. – Nossa, como eu era burro em desconhecer os costumes antigos daquele reino até a pouco tempo considerado fictício para mim.

— Sim, vossa alteza. – Respondeu a voz.

Separei os documentos que eu achava importante. Isso se tratava dos tratados, notas fiscais e programas de melhoria do reino. Se o príncipe Eduardo não conseguiu colocar um pouco de juízo na cabeça do pai, eu faria.

Nem que para isso eu tivesse que separar o seu pescoço do corpo.

Desci minutos depois, sendo guiado pela “minha” serviçal. Descobri que ela era a responsável pelo príncipe, havia cuidado dele desde a morte da mãe. Foi difícil descobrir aquelas informações sem levantar suspeitas, mas todos achavam que eu tinha perdido a memória.

— Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Perguntou o rei entrando logo antes de mim. Ele olhou para trás e me viu, logo o seu rosto se acendeu de uma forma furiosa e o mesmo veio na minha direção. Eu não sabia como Eduardo o tratava, se tinha medo, respeito ou quem sabe amor. Mas, eu o trataria como o verme que ele era.

Ergui o rosto, mantive a coluna reta e o encarei nos olhos. O rei passou os olhos pela minha roupa antiga e aquilo o fez arder ainda mais, achei por um momento que ele explodiria de tanta raiva aparente. Entretanto, aquilo não me incomodava. Como filho de Nyx, a traidora rainha do meu mundo, eu não temia olhares como aquele. Caso contrário, eu nem sairia da cama todas as manhãs no acampamento grego.

— Como ousou marcar uma reunião e não me informar? – Perguntou ele cuspindo saliva na minha cara.

— Ora, papai. – O desdém na minha voz era imensurável. — Achei que como fiquei tanto tempo longe do reino deveria me colocar a par dos problemas. E não acho que o senhor se importe, afinal há tantas coisas erradas lá fora. Eu vi.

— Você está me enfrentando? – Perguntou ele colocando o dedo rechonchudo no meu peito. — Você não é rei e nunca será! Pensa demais nos outros! – Completou.

— Será? – Falei colocando delicadamente meus dedos no seu ombro. Eu sabia o feitiço, seria mortal naquela espécie. Eu tinha todos os ingredientes para fazê-lo tombar diante de mim; raiva, medo, desprezo. No entanto, algo ainda me segurava a minha humanidade. Eu não poderia simplesmente cuspir no legado que o titã ladrão havia me dado. Se ele acreditava que eu poderia ser uma pessoa melhor, então eu tentaria agir como tal.

Deslizei as mãos pelo o seu ombro e as tirei. Em seguida me desvencilhei do seu corpo e entrei na sala onde outros me esperavam.

Ela era magnifica como todo o restante do castelo. A decoração, as plantas, as cortinas e os quadros. Uma mesa contendo no mínimo umas doze cadeiras estava no centro. Na sua ponta um mini trono forrado de tecido vermelho. Pensei em me sentar ali, mas não seria do meu feitio, reinar naquele lugar não fazia parte dos meus planos.

— Cavalheiros! – Falei me sentando na cadeira ao lado do trono do rei. O mesmo sentou-se ao meu lado. Será que ele pensava que poderia me amedrontar? Coitado! — Convoquei essa reunião para ficar por dentro dos acontecimentos recentes do reino do meu pai. – Dei ênfase. — Me atualizem!

E então fui abordado por dezenas de problemas. E o rei ao meu lado não fazia nenhuma cara de surpresa. Ele sabia, mas não queria mudar. As terras, os impostos, a fome e os constantes ataques violentos dos reinos vizinhos ao povo da cidade. Era tanta coisa desumana que senti a vibração no meu peito ressurgir depois de tempos adormecido. E o demônio dentro de mim queria acordar.

A sorte era que assuntos financeiros, políticos e regionais eram dominados por mim. Não que fosse algo esplendido, mas o mínimo ensinado na biblioteca central poderia ajudar ali naquele momento.

— Quantas terras pertencem a coroa que não estão sendo usadas? – Perguntei. — Desocupe algumas para o povo plantar. Eles precisam de alimento e produtos para comercializar, afinal se eles ganham dinheiro, o reino também. E quanto a política das guerras. Li que algumas são desnecessárias. O reino é rico o suficiente para não precisar tomar nada dos outros. E se acontecer uma guerra, o povo não lutará por um rei que os faz sofrer.

— Babaquices! Só escuto babaquice. Ninguém fará nada sem o meu consentimento. – Falou o rei batendo forte com as mãos na mesa. — Eu sou o rei. Se eles querem dinheiro, trabalhe. Se querem as casas, paguem os impostos!

— E se o senhor quiser o seu filho de volta. – Falei. — É assim que será! Porque pensa que eu não estava aqui? – Interroguei. Claro, poderia ser o caso do verdadeiro príncipe ter morrido. Mas, segundo as anotações, tinha uma probabilidade alta do mesmo ter simplesmente fugido para viver longe daquele tirano. — Ninguém aguenta isso! Acha que o povo não deseja o pior para você? Saia do castelo sem proteção e veja por quanto tempo continuará vivo. Eu saí e aqui estou, isso significa que devo está fazendo certo.

E era verdade. Corri um risco imenso ao passear por aquelas terras sem saber do quanto me assemelhava com o príncipe. E se eu não havia sido atacado, significava que Eduardo não poderia ser tão ruim assim.  

— Não ligo para as suas baboseiras. – Falou a majestade se levantando. — No meu reino, as coisas funcionam do meu jeito.

— Hum! – Disse por fim. Não havia nada que Prometheus pudesse fazer naquele momento que me fizesse mudar de ideia. O rei sofreria e muito por ser daquele jeito. — Então não há mais nada para ser discutido aqui. – Falei me erguendo da cadeira. Todos os presentes me olhavam achando que a batalha havia sido perdida, mas a guerra estava longe do fim.

Tranquei-me no quarto do príncipe durante todo o restante da tarde. Reli os seus planos para o governo. Frida havia resolvido dar o ar da graça. Deitada confortável sobre a cama, ela lambia as patas agora com a barriga cheia. Ela havia nascido para aquilo, ser uma gata real. Nem se importava com o que acontecia.

A noite logo tombou. A minha “serviçal” trouxe a jantar no quarto. Relatei que não estava bem, precisava descansar. A verdade era que eu tinha um plano, assassinar o rei sem levar suspeitas. Antes que todos fossem dormir, deixei o quarto e bati na porta do tirano. E como esperado ele abriu. Sem a sua permissão, coloquei os pés para dentro do quarto e fui até o centro, guardando qualquer informação na minha memória. Ela seria necessária para o próximo passo.

— Quis apenas ter certeza que o senhor estava bem. – Falei fazendo menção de voltar para o corredor. Os guardas reais estavam todos próximos, eles precisavam ouvir a minha conversa. — Porque depois de tudo o que o senhor fez, me admira conseguir dormir.

— Veio aqui para me acusar? – Perguntou ele já gritando. — Você é insolente, não tem jeito para governar. O seu coração mole é igual ao de sua mãe e veja onde isso a levou? Morreu! Me deixando sozinho com você. Pensei que você herdaria a minha força, astúcia e ganância. Mas no final, você é igual a ela.  

— Eu estou deixando o castelo logo pela manhã. — Falei. — Não tenho mais nada para fazer aqui. Não vou cooperar com você em mais nada! Se quer governar o seu reino, governe, mas sem o seu filho. Estou farto! Viva com a consciência de que perdeu tudo, menos a sua riqueza. – Gritei a última frase e deixei o quarto, por dentro eu estava satisfeito. Se Eduardo um dia voltasse, ele jamais poderia ser culpado de um crime. — E tem razão! Eu sou igual a minha mãe!

Nem ao menos tive tempo de sentar na cama. Ouvi vozes na porta do quarto e sem disfarce alguém me trancando no seu interior. Então eu estava preso nos meus próprios aposentos, como poderia escapar, invadir um quarto protegido por guardas, assassinar o monarca e depois retornar sem ser visto? Aquela seria a pergunta que todos se fariam sobre o príncipe.

Deitei-me na cama e fiquei ali, acariciando os pelos de Frida enquanto ela dormia serena.

A madrugada caiu sobre o castelo e era a minha hora de agir. Me pus de pé e mentalmente comecei a visualizar o quarto do rei. Eu tinha uma ótima memória, não foi difícil me lembrar do carpete marrom, o quadro dele ao centro da parede, a cama com uma mesinha de lado contendo um jarro de prata. Um estofado virado para uma mesa ausente de papéis. Era a regra do feitiço de teletransporte ter ao menos ido uma vez no local desejado. E o maior segredo era que ninguém sabia do que eu podia fazer. Feitiços? Deixar o quarto de forma mágica? Ora, somente bruxos faziam aquilo.

— Ianuae Magicae! – Meus lábios sussurraram ao recitar o feitiço. Abaixo dos meus pés o chão tornou-se vermelho, aquecendo a minha pele conforme minha energia era drenada para realizar a minha vontade.

Abri os olhos e enxerguei através da escuridão do quarto. O rei dormia com uma falsa sensação de proteção. Caminhei até a porta e certifiquei-me que estava trancada corretamente. Em seguida escondi-me atrás de uma cortina.

— Mortuus Loqueris! – Pronunciei lentamente, sentindo as palavras sendo levadas pelo ar. O rei acordou subitamente já sendo afetado pela maldição da assombração. Ele forçou a visão e olhou para uma direção contrária a minha.

— Helena? Helena porque está aqui? – Tinha pânico nos seus olhos. — Você morreu! Morreu! Eu vi, eu te enterrei. Veio acabar comigo? Não está satisfeita em me dar um filho imprestável? Não grite assim comigo. – Ele pegou o jarro de prata e arremessou no vento. — Não vou fazer isso! Não vou ceder! Eu sou o rei! – E ele gritava acordando o castelo inteiro. Fiquei quieto me deliciando com os seus gritos, vendo-o sofrer.

Provavelmente grande parte dos guardas estariam agora na porta ouvindo a loucura atingida no rei. Eu poderia praticamente ouvir os sussurros e os olhares curiosos dos funcionários ouvindo o rei gritar por sua esposa falecida.

— Dormierunt. – Sussurrei sentindo quase a mesma sonolência que eu causava nele. O seu corpo tombou no carpete marrom, sendo amortecido. Um silêncio se instaurou no recinto. Caminhei calmamente até ele e lentamente comecei a empurrar o seu corpo rolando em direção a janela. A abri sendo invadido pelo vento frio da madrugada. — Um bom dia para limpar o reino! – Sussurrei para mim mesmo.

Ele era pesado demais, de maneira que senti o meu corpo quase não suportando. Abri as pernas para ganhar mais apoio e então finalmente deixei o rei escorregar e deslizar pela janela para baixo de quatro andares. Fechei os olhos para não ver o seu corpo bater no chão, mas ainda o barulho foi o suficiente para descarregar uma adrenalina poderosa no meu corpo.

“— Fez isso sem a minha ajuda? – Baal sussurrou dentro da minha alma. “— Acho que posso dormir um pouco mais antes de despertar de vez. Aos poucos você chega lá, Andrews.”

Foquei a escuridão assustado, ele estava ali. Coloquei as mãos na cabeça em sinal de desespero. Como eu pude fazer aquilo? Aquilo não era uma atitude minha. Mas eu tinha gostado tanto.  

Visualizei os aposentos do príncipe e lentamente deixei meus lábios sussurrarem o feitiço para me levar até lá.

— Ianuae Magicae! – Abri os olhos e estava seguro. Frida ergueu os olhos e olhou para mim de forma julgadora. — O quê? Sou inocente! – Deitei-me na cama sentindo uma vergonha impiedosa por sentir sono depois de tudo. Minhas pálpebras se fecharam quase que sozinhas e mergulhei nos braços de Morfeu!

Parecia que eu não tinha dormido absolutamente nada quando ouvi a porta do meu quarto se abrir rapidamente e pares de olhos me observarem. Ainda bem que eu dormia vestido. Eles demonstravam tristeza no olhar. O general da guarda foi o primeiro a se dirigir até a mim. Fiquei parado procurando lembrar o porque daquilo tudo e lentamente minha mente começou a trazer a tona o que eu tinha feito.

— Alteza! – Falou o general curvando-se diante de mim. — O rei vosso pai. — Ele deu uma pausa. — Se atirou da janela ontem a noite.

— O quê? – Falei fingindo surpresa, que graças a minha cara de sono cooperou muito. — E onde ele está?

— Morto! – Respondeu o homem. Viva o novo rei Eduardo Canty, comemorei mentalmente.

— Vida longa ao rei! – Falou alguém. E então outra pessoa se juntou ao coro.


— Não quero funeral! – Falei para os funcionários do castelo. — Todos sabiam que o meu pai não era amado pelo povo. Prepare a fogueira e jogue o seu corpo para queimar. Peça alguém para ir até a cidade e anunciar o meu reinado. Diga que o rei morreu, mas não diga que ele enlouqueceu. Quero que ele seja lembrado com honra! – Era a lei da psicologia reversa. Depois de uma semana até mesmo os outros reinos saberiam que o monarca havia se matado após conversar com a rainha morta. — Preparem as clausulas. O reino sentirá menos a falta do antigo rei se funcionar corretamente.


Já se fazia quatro dias desde a minha chegada ali. Eu tinha feito o meu melhor ajudar o povo. As terras haviam sido doadas aos lavradores. Os impostos haviam sido abaixados os preços e as casas tomadas pela coroa desocupadas para novos moradores. E o mais importante, não me sentei em nenhum momento no trono. Não foi assim que minha mãe havia caído? Por querer poder e tomar um trono que não lhe pertencia? Eu precisava achar um jeito de sair daquele reino louco.

Era um pouco mais das quatro da manhã quando consegui finalmente deixar o castelo sem ser notado. E foi difícil. Como rei eu era seguido vinte e quatro horas por dia. Eu sentia olhos grudados em mim em todos os lugares. Envolvi o anel com o selo real e depositei por debaixo da porta da senhora que havia criado e cuidado de Eduardo. Dentro um bilhete: Você não recebeu isso e não sabe de nada. Quando eu retornar, entregue-me o anel novamente.

Naquele momento eu não sabia que havia cortado uma raiz podre, mas deixado uma semente como general ainda viva.          




Explicações básicas:
Explicações básicas

*** Essa missão é para tentar ganhar a liderança do grupo dos eruditos de Prometheus.

*** A história foi baseada no conto dos Irmãos Grimm sobre “O príncipe e o vagabundo” e adaptada levemente para casar com a minha trama nesse evento.

*** O avaliador pode se espantar com a frieza do Rodrik, mas é parte de sua trama pessoal e também a real aparência do grupo dos Eruditos, fazer o bem até não ter outra saída. O titã apoia o livre arbítrio, ele só não curte matanças desnecessárias e bem... foi muito necessário.

*** Baal é um demônio posto no corpo de Rodrik quando ele era recém nascido. Foi posto por sua mãe Nyx e sua fiel escudeira, Melinoe (avó paterna de Rodrik). Motivo esse pelo qual Hera roubou Rodrik e o entregou para uma ninfa cuidar dele até a idade dos três anos. A rainha olimpiana queria tirar pelo menos um aliado da deusa da noite. Mais explicações Clique.

Adendos:
Armas:
Cajado Misterioso de Ior [O cajado é um artefato incomum e de rara beleza; sua haste de metal é lisa e perfeitamente reta, guardando o tom de prata polida com perfeição e possuindo desenhos discretos de linhas de ponta a ponta. Mede um metro e meio de altura e, na extremidade superior, o Cajado de Ior possui uma esfera de quartzo vermelho do tamanho de um punho humano na ponta - no cristal há uma pequena abertura com espaço para uma única gema. Já na ponta inferior, possui uma lâmina triangular de ferro estígio, semelhante a uma adaga de arremesso, soldada de forma a fazer parte do item. Qualquer pessoa que puder ver de perto a peça logo notará seu caráter ímpar e precioso. | Efeito mecânico: transforma-se em uma pulseira masculina de couro escuro e trançado, com o pequeno quartzo no meio, basta que o usuário toque o cristal e o transformará no cajado. | Arambarium, ferro estígio, tiânio e couro | Espaço para 1 gema | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado Matthew Ashfield]

Adaga [Uma adaga de aparência comum, feita de arambarium e contendo um símbolo entalhado na lâmina, tal símbolo é semelhante a uma tocha acesa, cabendo perfeitamente na mão do semideus. | A lâmina possui um brilho próprio, semelhante a fogo, podendo iluminar locais escuros, a mesma não poderá ser utilizada em combate ao ser utilizada para iluminar ambientes. Ao ser encaixada em locais como portas/caixas trancadas/cadeados/locais a mesma poderá abri-los, desde que não seja selada com algum meio divino/magico. | A adaga pode transformar-se em um cajado caso seja esse o desejo do semideus portador, fornecendo um bônus de 10% de chance de acerto na utilização de feitiços. | Arambarium. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Eruditas de Prometheus.]
Objetos:
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

[Dentro]

Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Poção de Cura 1 [Frasco pequeno de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 150 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Poção de Cura 4 [Frasco gigante de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 500 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Aurador [Uma espécie de bolinha que ao ser atirada no chão libera uma luz magica que circula o corpo do semideus, o fazendo parecer que está brilhando em tons de dourado. | |Efeito único: Restaura a MP do semideus durante dois turnos, impedindo a barra de baixar. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Sigma |Status: 100% sem danos | Uso único, some ao ser utilizado | Mágico | Evento de Verão]
Mascote:
Worgen [Frida] - Nível 02
FPA:
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Poderes e habilidades:
Poderes Passivos:
Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Premeditação II
Descrição: Prometheus premeditou o roubo do fogo de Héstia, vindo a entregá-lo aos humanos e, como seguidores de tal titã, os semideuses se tornam ótimos em premeditar ataques etc. O ataque deverá ser planejado de fato e não 'pensado' de forma rasa para funcionar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de um ataque premeditado dar certo.
Dano: +10% de dano.

Nome do poder: Consciência
Descrição: Por ser o titã atribuído a consciência e astúcia, os seguidores de Prometheus se tornam extremamente conscientes dos seus atos e outros aspectos. Sendo capazes de serem racionais até em situações extremas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de resistência a poderes que afetam o raciocínio.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Perícia em Roubo
Descrição: O semideus, assim como Prometheus, se torna bastante suscetível a roubar aquilo que considera importante, principalmente se for um ganho para a humanidade. Podendo ser bastante silencioso e com a mão leve, mas se deve ter cuidado. Afinal apenas aquilo que é realmente importante para o semideus deverá ser roubado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em furtividade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Artes e Ofícios
Descrição: Como adorador da humanidade, Prometheus foi um dos responsáveis por ensinar aos humanos artes e ofícios em geral, de forma que os semideuses que o seguem possuem uma afinidade natural com os mesmos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Feitiço: Mortuus Loqueris
Descrição: Há sempre um ente querido ou não tão querido assim que assombra a mente das pessoas. Com esse feitiço você é capaz de provocar a alucinação de que – seu alvo – está ouvindo a voz daquela pessoa que já se foi, mas ainda o assombra.
Gasto de Mp: - 35 de MP a cada turno que estiver ativa.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 25 de MP a cada turno que a ilusão estiver ativa.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Feitiço: Dormierunt.
Descrição: Um inimigo de nível igual ou inferior ao seu irá facilmente cair no sono.
Gasto de Mp: - 25 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Feitiço apenas verbal.

Feitiço: Ianuae Magicae
Descrição: Ao utilizar esse feitiço o semideus é capaz de se telestransportar para qualquer local desde que já tenha estado lá antes. Ao conjurar tal feitiço o chão tornar-se vermelho e é necessária concentração para ir para o local desejado – logo não poderá ser utilizado durante uma luta, a menos que o semideus seja capaz de concentrar-se unicamente no feitiço –.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Vestindo: Uniforme do acampamento Acompanhado: Muitos Campistas, irene, irene, irene, iren,irene Aonde: Arena de Espadas Nota: Sofrendo com a brutalidade. Música: Aqui


Piloto Automático
O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
Rodrik Andrews Lefford
Líder dos Eruditos
Líder dos Eruditos

Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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[RP] Rodrik Andrews Lefford Empty Re: [RP] Rodrik Andrews Lefford

Mensagem por Athena em Sab Maio 18, 2019 1:12 pm


Rodrik Andrews Lefford


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos.


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 7.000 XP e Dracmas +8 Fragmentos + Liderança dos Eruditos.

Frida recebe 200 XP + 1 nível de lealdade.
Comentários:

É surpreendente o quanto o seu personagem consegue ser cativante. Eu adorei sua abordagem e a forma como envolveu sua trama pessoal nesse conto, realmente me deixou presa a historia do inicio ao fim. Parabéns.




Palas Athena...
Sometimes the power must bow to wisdom. You can be strong, may have power, but if you are wise, you are all well. And more than that, yes you can defeat them. Once warned that to save the world destruiri you-your friends, maybe I was wrong.
Athena
Athena
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Sab Maio 18, 2019 6:19 pm




Um semideus nos contos de fada!
Abjuração


Príncipe Rodrik escreveu:Peculiaridades do mundo mágico – Todo personagem do reino da fantasia possui alguma peculiaridade escondida, uma arma que sabe dominar e não contou a ninguém, um estilo de luta diferente, um saber escondido que não quer compartilhar. Você acabou cativando um desses personagens e ele decidiu te transformar no pupilo dele. Aprenda uma habilidade peculiar com algum personagem do mundo mágico.

Ex: Aprender arco e flecha com a Merida, aprender uma luta marcial com o príncipe Adam, aprender a rugir com um dos monstros de monstropólis. Podem aprender qualquer habilidade, desde que essa possa ser passada a frente, ou seja, não é permitido desenvolver habilidades que não possam ser aprendidas.

Observação: Essa missão pode gerar uma única habilidade e você quem descreve ela, porém ela passa por avaliação e pode ser modificada.
Observação 2: Essa missão só pode ser feita uma única vez por personagem.
Recompensas: 5.500 XP e Dracmas + Habilidade + 3 Fragmentos.
Requisito mínimo: Nível 1.


Eu me sentia bem. Estava completamente curado após o milagre das fadas.

Naquele momento, impactado era o que descrevia melhor a minha situação. O acampamento improvisado era melhor do quê o esperado. E não havia somente as duas fadas como eu tinha visto no início. Outros seres com asas passeavam por todos os lugares, algumas voando apressadas para levar um medicamente aqui e ali.  

Ailee me levou até a maior tenda de todas. Enfeitada na frente com um pequeno jardim, um banco mínimo azul. Abriu a tenda e vi uma fada adulta sentada atrás de uma mesa. Ela analisava alguns papeis. Parecia muito preocupada.

— Senhora Wendy? – Falou Aileen abrindo caminho. — Eu trouxe o humano como a senhora me pediu. — E saiu rapidamente. Alguns segundo ali e eu já tinha visto que a fada responsável era rígida e colocava medo nos outros. Wendy levantou os olhos e me observou calmamente. Ela carregava muitas olheiras. Percebi que as suas asas eram laranjas.

— Muito bem. – Ela falou. — Eu poderia começar lhe dando boas vindas, mas não tenho tempo. Se o coelho branco te trouxe até aqui deve ser porque é combatente.

— Coelho branco? – Perguntei me lembrando que não tinha observado a cor dos pelos do animal que tinha lutado contra Frida. — E que lugar é esse propriamente dito?

— Você está no mundo mágico. Aqui é a floresta encantada. Alice e o Coelho branco trouxeram alguns heróis de outro mundo. Josh está desenfreado e com um pouco sorte já deve saber que há o filho de deus aqui conosco. – ela focou no meu rosto. — Você é filho de deuses, não?

Eu estava entendendo uma boa parte, o que explicava o porquê o buraco, os trolls e gigantes. O príncipe Eduardo tinha um mapa contendo regiões como Atlântida, Arendelle, Terra do Nunca. Claro que minha mente trabalhou para assimilar aquilo, mas até antes de Wendy me dizer abertamente, eu poderia jurar que poderia ser invenção.

— Estamos em todas as partes dos reinos. Fadas estão sendo espalhadas por todas as áreas de guerra. Entretanto, não somos guerreiras. – Ela abaixou os olhos com pesar. — Nos viramos um pouquinho aqui e ali, mas não fazemos milagres. Por isso gostaríamos da sua ajuda. Chegou até os meus ouvidos que você carrega magia no seu sangue, e eu posso sentir daqui que é verdade. Sua gata nos disse que você é um feiticeiro em formação, mas que sabe lutar.

— Peraí... – Arregalei os olhos. — Minha gata? Vocês querem dizer, Frida? Aquele monte gordo de pelos? – Indaguei assustado. Meu pet não falava, aquilo sim era um engano.

— Exato, a sua gata. E ela não fala com você. Mas, fala conosco porque conhecemos o feitiço. – Ela ergueu as mãos como se quisesse encerrar aquela discussão. — O fato é que precisamos de sua ajuda. Colocar fadas na linha de frente não é muito sábio, já perdemos metade do nosso povo. E ao mesmo tempo precisamos dar suporte. E então, ai entra você.

Sim, os eruditos poderiam oferecer suporte. Eu tinha alguns feitiços aqui e ali que poderiam ajudar, mas não eram suficientes. E eu nem ao menos conhecia a gravidade daquela guerra.

— Vamos te ensinar um feitiço útil. – Wendy falou. — Somos em nossa maioria fadas abjuradoras, usamos encantamentos para curar, dá suporte, fortificar. O que nos falta em batalha você tem, resistência e força. Durante as poucas horas eu mesma estarei lhe ensinando uma magia abjuradora. Em troca, você nos ajudará aqui no seu processo de treinamento e nas linhas de batalha caso encontre uma.  



— Acho que acabei aqui. – Falei colocando um balde em cima de uma mesa no meio da tenda de Wendy. Eu estava sendo escravizado. Tinha limpado machucados (o que descobri que é muito nojento), colhido erva, mexido em algumas poções. Só que o meu maior tempo foi perdido recolhendo os feridos que chegavam. Eu não fazia ideia da situação do reino mágico. O que seriam das nossas histórias? Os humanos precisavam acreditar nos felizes para sempre para continuarem a viver as vidas medíocres.  

— Agora venha até aqui. – Chamou Wendy me apontando um guerreiro com os braços atrofiados sobre uma mesa. — O que você vê?

Eu tinha visto doentes de todos os tipos, logo eu conseguia levemente apostar que morreria ou quem não morreria. Aquele na minha frente estava com a pele cinza. A febre estava alta demais, ele soava. Entretanto, não oferecia risco de morte.  

— Ele não vai morrer facilmente. Precisa de cuidados, poções. – Falei. — A sua pele cinza está assim porque o seu chakra está fechado. Por Zeus, ele é um mago? – Perguntei observando melhor a aura do doente.

— Sim, ele é um mago. – Respondeu Wendy colocando a mão na sua testa. — Conseguiu perceber isso através de quê? Os chacras fechados? A pele cinza em sinal de desgaste mágico? Geralmente todos nós que lidamos com magia podemos ver além da aura, mas poucos o fazem isso por questão de prática. Nós fadas sempre estamos em contato, logo é fácil enxergarmos facilmente. Quando você cuidou dos doentes durante todo o dia, você aprendeu a olhar melhor para eles. Não eram somente feridos, eram pessoas machucadas fisicamente com marcas espirituais.

— E o que isso significa? – Indaguei.

— Significa que você está pronto para aprender o seu feitiço de cura. – Respondeu ela. — Apenas me siga.

A segui para fora da tenda. Esperei Wendy ordenar os cuidados para Ailee e depois a mesma prosseguiu. Fui levado até uma pequena estufa. O único lugar naquela parte da floresta que não fedia a sangue. Não tinha muitas plantas, ao invés disso tinham gaiolas com pássaros em sua maioria.  

— Esses pássaros são sempre o início para toda fada em treinamento. Neles treinamentos nossos poderes antes de ir para os humanos. – Wendy acendeu uma luz presa no teto e tudo ficou mais claro. — Abjurar depende exclusivamente de magia, precisão e aura. Por isso trabalhei para fazê-lo enxergar a aura dos doentes. Você é capaz de dizer agora quem vai morrer e quem não irá apenas olhando a fina membrana que envolve nossas peles.

— Eu não vejo nada na minha. – Falei curioso.

— É claro que não. Abjuração é uma magia suporte, logo nossos feitiços são para ajudar o próximo e não a nós mesmos. Seria fácil eu ignorar um ferido para me curar você não acha? As leis mágicas têm as suas regras, principalmente as das fadas. – Ela recolheu um corvo albino e colocou-o sobre uma mesa de madeira no centro. — Esse quebrou a asa quando estava trazendo um bilhete do capitão Lee Shang. Então deve ser fácil para você começar por ele. – Ela foi para a ponta oposto de mim. — Primero, enxergue a aura dele. Você não está lidando com físico e nem tampouco abrindo o seu corpo e operando manualmente. Através da membrana física podemos nos conectar e manipular a regeneração celular do machucado. Não é fácil. Diga-me, que cor é? Qual o formato da aura dele?

Embora o corvo fosse albino, assustadoramente uma pequena linha marrom rodeava as suas penas. Ela não estava forte como a de Wendy, mas também demonstrava ainda ter bastante resistência.

— É marrom! – Respondi. — Não é tão fina quanto a sua. Tem espinhos nas laterais como se fosse uma planta.

— Agora qual a cor da sua aura? – Indagou ela.

Era simples aquela pergunta. Ele já sabia visualizar a sua magia, havia treinado com Pipper para aquilo. No início antes de se juntar aos eruditos, a sua magia era marrom escura, quase idêntica a do corvo. No entanto, agora era vermelho sangue.

— Vermelho sangue. – Respondi.

— Agora mentalmente puxe a aura do corvo para a sua. Tente uni-las, conectá-las. Elas não se tornaram apenas uma, mas ficaram coladas como se uma fosse a parede da outra. – Sinalizava Wendy. Semicerrei os olhos tentando trazer aquilo a realidade. A membrana espiritual do animal flutuou até a mim e lentamente começou a tentar “bicar” a minha. — Uniu? A cura se dará por alimento. A sua alimenta a dele. Se alimentar demais você morre. Temos dois mantras especiais, o que você irá aprender agora é o de cura corporal. Quem sabe não conseguirá um dia a cura de energia.  

Era difícil manter as duas coladas.

— Corpus sanitas. – Falou Wendy. — Esse é o mantra. Tenta em mente que após iniciar, precisa de controle.

— Corpus sanitas! – Murmurei com veemência. A minha membrana mágica brilhou em um vermelho ainda mais vivo, em seguida liberou uma pequena parte que fluiu para a aura do corvo.

— Mantenha controle. Quando achar o suficiente, corte o contato. – Explicou a fada mostrando-se curioso. Era difícil demais manter a energia fluindo e ao mesmo me permitir ficar concentrando. — Isso, acho que já está bom.

Quebrei o contato me apoiando na mesa para não cair. Minha cabeça rodou por alguns segundos. Meu corpo estava gelado, suava muito.

— Já conheci fadas que doaram até mesmo a vida por não saberem controlar. Quanto maior o ferido, pior é cura e o auto controle. – Wendy saiu pela porta. — Venha, vamos testar agora em humanos.

Olhei para trás e não vi mais o corvo. E então algo passou por mim, algo branco, cheio de vida. O albino aproveitou-se da porta aberta e voou para fora. As suas asas agora estavam curadas e eu havia feito.

Explicações:
A Abjuração é a capacidade de lançar feitiços que oferecem proteção e cura. É uma forma de Magia e a combinação mágica de Poderes de defesa e Poderes de suporte. Atualmente os eruditos são abjuradores por terem feitiços no arsenal de buffs para aliados.


*** Feitiço pretendido ***
Feitiço: Corpus Sanitas
Descrição: Uma abjuração de cura. O usuário conecta a aura do ferido a sua aura e transmite a sua magia para ocorrer o processo de cura do corpo. Através da união do mana, a manipulação mágica do mago consegue ordenar o início do processo de recuperação, tornando-se a regeneração mais rápida. Não é necessário o toque, mas o abjurador e alvo precisam está no mesmo ambiente em um raio de até 50 metros.  
Gasto de MP: 80 MP por turno ativo
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Recupera-se 20% do HP total do alvo por turno. (Máximo de 3 turnos)
Bônus²: Caso seja realizado em lua cheia, há mais 30% de chance de que funcione corretamente.
Dano: Nenhum


Como aprendi o poder com uma fada, resolvi ousar um pouco. E sim, só cura o HP.
 

Passivas de apoio:
Nível 1
Nome do poder: Conhecimento
Descrição: O semideus possui um raciocínio rápido, capaz de assimilar com facilidade novas coisas. Possuindo sede de conhecimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento Mágico
Descrição: É natural para tais semideuses identificarem a magia e adquirirem conhecimentos sobre a mesma, possuindo conhecimento sobre grimórios, feitiços, línguas magicas, símbolos etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum


Vestindo: Uniforme do acampamento Acompanhado: Muitos Campistas, irene, irene, irene, iren,irene Aonde: Arena de Espadas Nota: Sofrendo com a brutalidade. Música: Aqui


Piloto Automático
O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
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Líder dos Eruditos
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Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Sab Maio 18, 2019 8:02 pm




Um semideus nos contos de fada!
Balu, Ursa esfomeada!


Príncipe Rodrik escreveu:Animais falantes: Uma das peculiaridades da floresta encantada é que ali a maioria dos animais fala! Isso mesmo, as criaturas conseguem falar e entender a língua humana perfeitamente e Balu, um urso bastante dengoso e viciado em mel é um deles. O peludo está faminto e não consegue alcançar a colmeia de Mel sozinha, mesmo já tendo bolado todos os planos possíveis. Você estava de passagem quando notou a situação do urso. Ajude Balu a conseguir seu mel sem ser atacado por um enxame enraivecido.
Recompensas: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos
Requisito mínimo: Nível 1.



Eu havia deixado o acampamento hospitalar das fadas. Eu tinha aprendido o suficiente para seguir o meu caminho, agora que eu sabia o porquê realmente estava ali. Frida parecia mais disposta, correndo na frente e cheirando a trilha sempre que podia.

Eu estava muito chateado por ela ter falado com as fadas e nem uma vez comigo.  

— Cuidado, gata! – Falei em tom sarcástico. — Você está longe demais para as fadas te ouvirem gritar o nome delas. – Mal terminei de falar e vi a bola de pelo obeso sendo arremessada para o alto envolto a uma rede. Em seguida algo metálico me espetou nas costas.

— Não se mexa, humano. – A voz masculina era grave. — Qualquer movimento em falso e faço furinhos em você.

Fui me virando lentamente e arregalei os meus olhos quando percebi que eu estava diante de um urso – falante. Ele era marrom, alto, usava uma armadura de metal e uma lança fina nas mãos. E o pior de tudo, ele falava e olhava pra mim com um ar ameaçador. Ele não precisava da arma para me fazer chorar. Só arreganhar os dentes bastaria.

— O que faz aqui na floresta? – Perguntou. A ponta do metal encostando-se à minha garganta. — Responde, eu te fiz uma pergunta.

— Eu vim da tenda das fadas. – Respondi rapidamente. — Eu estava ferido e fui receber tratamento. – Naquele momento Frida começou a chiar tão alto que se podia ouvir ao longe. Ela se mexia na rede nervosa. — Minha gata não gosta de prisão. – Era estranho explicar algo para um animal que falasse. Provavelmente eu morreria de pavor se aquilo tivesse acontecido antes, mas naquele momento eu sabia que estava ali porque o coelho de Alice havia me mandado. E as fábulas eram reais naquele reino.

— E como vou saber que não está mentindo? – Interrogou ele.

— Vocês não tem sensor de mentira? Um tipo de farejo para saber o perigo, a morte? – Perguntei incrédulo. — Nossa, pensei que vocês ursos fossem muito superior a nós humanos.

— O que está querendo dizer com isso? – Ameaçou ele.

— Nada, apenas que estou surpreso. – Levantei as mãos vazia para expressar calma. — Pode liberar a minha gata, por favor? E me dizer em que lugar estou da floresta encantada?

Um urro alto passou por nós e em seguida uma bola imensa começou a correr na nossa direção. Me joguei para o lado no momento certo, batendo com o ombro em uma árvore. A bola era um segundo urso que nem parou para se desculpar, ameaçar ou se apresentar. Correu direto para dentro da floresta.  

Em seguida vi o urso que antes me ameaçava pular no chão onde estava. Olhei assustado e Frida estava caída bem acima dele. Ela pulou sobre o seu corpanzil e desferiu um golpe com as unhas bem certeiro na cara.

Ele a segurou pelo corpo e a arremessou utilizando a sua força de urso.

Frida voou alguns metros, movimentou-se no ar, aterrissou-se perfeitamente no chão e  miando voltou a correr para cima do urso. Ela era mais rápida por ser menor, pulou por baixo dele e mordeu a sua pata. O urro começou a pular com uma pata só e gritar.

— PAREM COM ISSO. – Gritei.

— Frida peça desculpas! – A obriguei. A gata me olhou cinicamente. E então me lembrei que todos os animais ali falavam, menos a minha mascote.

O castigo dela veio a galope. O urso que antes havia passado correndo voltou novamente as pressas e daquela vez levou a gata com ele. Frida aos berros, o guerreiro pulando ainda com uma perna só e eu sem saber o que fazer.

— A gata é minha! – Corri na direção por onde a mascote havia sumido.

— Eu só quero comer! – Ouvi a ursa sequestradora sentada com Frida nas mãos. Evitei de fazer movimentos bruscos.

— Olha, Frida tem pulga. Não deve ter um bom gosto! – Sussurrei para evitar perder a mascote. O urso me olhou, depois olhou para a felina. E sem seguida olhou de volta pra mim.

— Eu não quero comer esse bichinho aqui. – E soltou a gata no chão. — Eu quero mel. As abelhas picam. Tanta fome!

— Mel? – Perguntei confuso. Olhei em volta e vi que havia uma colmeia logo a frente e tinha tantas abelhas que entendi o medo do urso. E também o porque ela passou correndo duas vezes por mim. — Se eu ajudar, você e o seu amigo nos deixam ir?

— Bufos, o nome dele é Bufos. Eu sou Balu! – Se apresentou.

— Eu sou Rodrik! – Sorri ainda estranhando a conversa com animais. — Então eu vou te ajudar. Frida se afaste de Balu. – Falei. Eu tinha medo que a ursa ficasse com mais fome e comece a bichana. Joguei a mochila no chão, alonguei o pescoço e rapidamente comecei a pensar no que poderia ser feito.

Quase tudo o que eu pensava terminava em morte, caroços e muitos vergões. Eu tinha uma fonte grande de feitiços memorizados, mas todos serviam para ataque. Eu tinha que agir rápido de forma suporte. E então comecei a me lembrar que toda magia tinha sempre duas funções, ajudar ou prejudicar.

— Tudo bem. – Falei fitando a colmeia. — É melhor se afastarem. Se algo der errado vou precisar correr e não quero machucar ninguém. – Bufos que estava voltando ainda mancando ouviu aquilo e se escondeu atrás de uma árvore.

Eu tinha três feitiços para usar e eles deveriam ser usados na hora correta, ou tudo fugiria da minha linha de probabilidade. Respirei fundo tentando espantar o nervosismo, nunca me imaginei roubando mel para um urso.  

Abri as mãos e a energia negra começou a brincar sobre os meus dedos. Virou uma bola pequena que foi crescendo, em seguida mentalmente fui moldando-a e então tornou-se uma lança escura fina e afiada. Semicerrei os olhos focando na colmeia. Dando passos para trás fui mirando e então ao perceber que havia no mínimo uns 20 metros de distância entre as abelhas e eu, soltei a lança que voou certeira na colmeia.

As abelhas ficaram ouriçadas e começaram a atacar a arma, mas ela tinha uma segunda função, sugava energia natural. E antes de desaparecer por completo, vi alguns insetos já caídos ao chão, não mortos, apenas tontos.

— Pronto, agora vem a segunda parte. – Falei ao perceber a colmeia balançando no alto da árvore. As abelhas agora começavam a cobrir a distância, eu poderia calcular uns quinze metros. Eu tinha que esperar mais. Vi Balu, Frida e Bufos se afastando ainda mais. — É agora! Fumus Sagum! – Meus dedos se encheram de fumaça negra, em seguida fui as fazendo se afastar pelo campo. Eu conseguia ver tudo pois o feitiço era meu, mas vi os ursos e a felina me caçando.  

Andei rapidamente para frente por saber que o feitiço era rápido. Sai um pouco da fumaça e apontei as mãos para a colmeia.

— Attrahunt! – A casa das abelhas vibrou sobre as minhas mãos. Mantive o contato mágico e a puxei mentalmente para mim. Ela caiu certeira nas minhas mãos. Não comemorei, tinha abelhas ainda ali. Corri para dentro da fumaça escura. Soltei a colmeia e corri para longe. Me escondendo ao lado de Balu.

A fumaça logo começou a se dissipar. Ao redor do objeto caído no chão não havia nenhum inseto. Todos haviam morrido pois além de serem frágeis, minha magia estava adquirindo mais força.  

Balu correu até a colmeia, pegou e correu sem nem olhar para trás. Bufos começou a correr atrás dela e respirei aliviado por ter conseguido me livrar dos ursos sem nenhuma morte a mais nas minhas costas. Afinal, eu poderia ter assassinado Bufos com ou sem lança.        
 
Mascote (Frida):
Worgen [Frida] - Nível 04

Nível 2
Nome da habilidade: Agilidade de Worgens
Descrição: Worgens são uma raça animalesca distintamente rápida. Frida possui uma tamanha agilidade ampliada, conseguindo subir em lugares pequenos e se equilibrar ao cair. É como dizem; todos os gatos caem de pé. Por antes possuir uma raça humanoide amaldiçoada, Frida consegue ser mais ágil e tem um equilíbrio digno de uma felina, além das destreza comum a todos os gatos e guerreiros.
Tipo: Passivo
Dano: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade, equilíbrio e destreza.

Nível 3
Nome da habilidade: Unhas retraveis I
Descrição: Talvez o melhor arma de um gato sejam as garras. Frida possui garras muito diferentes dos felinos comuns, chegando a expandir três centímetros das suas unhas. Ainda é pequena demais para causar danos sérios, mas é um incomodo para os seus oponentes ou o próprio dono. Além disso, a gata por não ser de origem comum, tem mais chances das feridas dos seus inimigos infeccionarem.
Tipo: Ativo
Gasto: 10 MP por turno.
Dano: 10 a 20 HP
Bônus: +10% da ferida infeccionar.

Nome da habilidade: Campeã Worgens
Descrição: Sendo uma jovem saudável, o animal despertou o completo controle sobre o seu corpo. Agora consegue utilizar as suas musculaturas para realizar um movimento simples para os animais de hábitos noturnos; a corrida. Frida consegue correr muito além de um felino comum, chegando a impressionar com o seu controle das pernas. Isso também melhorou a sua resistência física, que a torna uma ótima caçadora.
Tipo: Passivo
Dano: Nenhum
Bônus: +25% de velocidade, +20% de resistência física.

Poderes e Habilidades:
Poderes Passivos (Nyx e Prometheus):
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: O semideus é dotado de uma agilidade superior, caso comparado a outros semideus que não possuem ligação a deuses ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Premeditação II
Descrição: Prometheus premeditou o roubo do fogo de Héstia, vindo a entregá-lo aos humanos e, como seguidores de tal titã, os semideuses se tornam ótimos em premeditar ataques etc. O ataque deverá ser planejado de fato e não 'pensado' de forma rasa para funcionar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de um ataque premeditado dar certo.
Dano: +10% de dano.

Nome do poder: Perícia em Roubo
Descrição: O semideus, assim como Prometheus, se torna bastante suscetível a roubar aquilo que considera importante, principalmente se for um ganho para a humanidade. Podendo ser bastante silencioso e com a mão leve, mas se deve ter cuidado. Afinal apenas aquilo que é realmente importante para o semideus deverá ser roubado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em furtividade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem
Poderes Ativos (Nyx e Prometheus <3):
Nível 24
Feitiço: Fumus Sagum
Descrição: Ao invocar tal feitiço o semideus cria uma grande cortina de fumaça, como se um incêndio estivesse ocorrendo em tal área, podendo deixar seus inimigos desconfortáveis, com os olhos lacrimejando e provocando tosses. Além de prejudicar a visão, pela coloração escura da fumaça.
Gasto de Mp: - 80 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 20 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Nome do poder: Lança escura
Descrição: O filho de Nyx consegue acumular a energia escura ao seu redor sobre as mãos, formando uma lança fina, semelhante a um palito longo de duas pontas extremamente afiadas, e a lança contra o inimigo. Essa lança negra tem o dobro de resistência de uma arma comum, e perfura mais fundo, além disso, quando o oponente é atingido por essa lança, sente parte de sua energia se esvaindo, pois, a lança se alimenta de energia natural, da “vida” do semideus.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 60 HP
Extra: Nenhum

Feitiço: Attrahunt.
Descrição: Um feitiço que – nos níveis mais baixos – é capaz de atrair pequenos objetos e armas (exemplo: sua espada caiu longe de você durante uma batalha, pode usar o feitiço para atrai-la).
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.
Poderes Extras:
Nome: Blood of Chaos
Descrição: O semideus detentor dessa habilidade ganha uma capacidade extrema se de concentrar em meio à difíceis situações, sejam elas de desastres naturais, em problemas de relacionamento, em lutas ou em uma guerra. Consegue situar-se com mais facilidade do que os outros semideuses, podendo sair de grandes enrascadas por saber exatamente como agir sob uma grande pressão.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade em situações que precisem da inteligência.
Extra: +5% de velocidade, caso use a habilidade em situação que necessite de rapidez.

Adendos:
Armas:
Cajado Misterioso de Ior [O cajado é um artefato incomum e de rara beleza; sua haste de metal é lisa e perfeitamente reta, guardando o tom de prata polida com perfeição e possuindo desenhos discretos de linhas de ponta a ponta. Mede um metro e meio de altura e, na extremidade superior, o Cajado de Ior possui uma esfera de quartzo vermelho do tamanho de um punho humano na ponta - no cristal há uma pequena abertura com espaço para uma única gema. Já na ponta inferior, possui uma lâmina triangular de ferro estígio, semelhante a uma adaga de arremesso, soldada de forma a fazer parte do item. Qualquer pessoa que puder ver de perto a peça logo notará seu caráter ímpar e precioso. | Efeito mecânico: transforma-se em uma pulseira masculina de couro escuro e trançado, com o pequeno quartzo no meio, basta que o usuário toque o cristal e o transformará no cajado. | Arambarium, ferro estígio, tiânio e couro | Espaço para 1 gema | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado Matthew Ashfield]

Adaga [Uma adaga de aparência comum, feita de arambarium e contendo um símbolo entalhado na lâmina, tal símbolo é semelhante a uma tocha acesa, cabendo perfeitamente na mão do semideus. | A lâmina possui um brilho próprio, semelhante a fogo, podendo iluminar locais escuros, a mesma não poderá ser utilizada em combate ao ser utilizada para iluminar ambientes. Ao ser encaixada em locais como portas/caixas trancadas/cadeados/locais a mesma poderá abri-los, desde que não seja selada com algum meio divino/magico. | A adaga pode transformar-se em um cajado caso seja esse o desejo do semideus portador, fornecendo um bônus de 10% de chance de acerto na utilização de feitiços. | Arambarium. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Eruditas de Prometheus.]
Objetos (Mochila):
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

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Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Poção de Cura 1 [Frasco pequeno de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 150 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Poção de Cura 4 [Frasco gigante de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 500 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Aurador [Uma espécie de bolinha que ao ser atirada no chão libera uma luz magica que circula o corpo do semideus, o fazendo parecer que está brilhando em tons de dourado. | |Efeito único: Restaura a MP do semideus durante dois turnos, impedindo a barra de baixar. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Sigma |Status: 100% sem danos | Uso único, some ao ser utilizado | Mágico | Evento de Verão]


Vestindo: Uniforme do acampamento Acompanhado: Muitos Campistas, irene, irene, irene, iren,irene Aonde: Arena de Espadas Nota: Sofrendo com a brutalidade. Música: Aqui


Piloto Automático
O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
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Líder dos Eruditos
Líder dos Eruditos

Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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Mensagem por Poseidon em Seg Maio 20, 2019 11:34 am


Rodrik Andrews Lefford

Peculiaridades do mundo mágico – Todo personagem do reino da fantasia possui alguma peculiaridade escondida, uma arma que sabe dominar e não contou a ninguém, um estilo de luta diferente, um saber escondido que não quer compartilhar. Você acabou cativando um desses personagens e ele decidiu te transformar no pupilo dele. Aprenda uma habilidade peculiar com algum personagem do mundo mágico.

Ex: Aprender arco e flecha com a Merida, aprender uma luta marcial com o príncipe Adam, aprender a rugir com um dos monstros de monstropólis. Podem aprender qualquer habilidade, desde que essa possa ser passada a frente, ou seja, não é permitido desenvolver habilidades que não possam ser aprendidas.

Observação: Essa missão pode gerar uma única habilidade e você quem descreve ela, porém ela passa por avaliação e pode ser modificada.
Observação 2: Essa missão só pode ser feita uma única vez por personagem.

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 5.500 XP e Dracmas + 3 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 46%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 5.280 XP + 5.280 Dracmas + 3 Fragmentos.

Comentários:
Muito bom, talvez um pouco corrido, mas ainda assim bem desenvolvido. Sua habilidade/ feitiço foi conquistada, com algumas alterações.

Feitiço: Corpus Sanitas
Descrição: Uma abjuração de cura. O usuário conecta a aura do ferido a sua aura e transmite a sua magia para ocorrer o processo de cura do corpo. Através da união do mana, a manipulação mágica do mago consegue ordenar o início do processo de recuperação, tornando-se a regeneração mais rápida. Não é necessário o toque, mas o abjurador e alvo precisam está no mesmo ambiente em um raio de até 50 metros.  
Gasto de MP: 80 MP por turno ativo
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Recupera-se 20% do HP total do alvo por turno. (Máximo de 3 turnos)
Dano: Nenhum.
 


Animais falantes: Uma das peculiaridades da floresta encantada é que ali a maioria dos animais fala! Isso mesmo, as criaturas conseguem falar e entender a língua humana perfeitamente e Balu, um urso bastante dengoso e viciado em mel é um deles. O peludo está faminto e não consegue alcançar a colmeia de Mel sozinha, mesmo já tendo bolado todos os planos possíveis. Você estava de passagem quando notou a situação do urso. Ajude Balu a conseguir seu mel sem ser atacado por um enxame enraivecido.

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 2.425 XP + 2.425 Dracmas + 3 Fragmentos

Frida recebe 100 XP + 1 nível de lealdade.
Comentários:
Ocorrem alguns erros gramaticais e algumas troca de palavras, por isso os descontos.
Poseidon
Poseidon
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Seg Maio 20, 2019 8:05 pm




Um semideus nos contos de fada!
Liberte o gênio!


Príncipe Rodrik escreveu:A armadilha da Lâmpada Encantada: Para que um gênio seja libertado é necessário que outro fique em seu lugar, afinal ninguém sabe, mas na verdade a lâmpada mágica é na verdade a melhor prisão do mundo da fantasia. A lâmpada do gênio foi amaldiçoada e você acabou encontrando-a e bem, como todo bom entendedor de histórias infantis o seu personagem sabe o que acontece ao esfregar a lâmpada. E foi exatamente isso que você fez esperando ter seus três desejos atendidos. Acontece que ao esfregar a lâmpada o seu personagem acabou preso dentro dela e libertando o gênio que tinha bolado uma armadilha perfeita para poder escapar. Agora você é o gênio e precisa atender os três desejos do próximo personagem encantado que esfregar essa lâmpada para poder se libertar dela, quebrando o feitiço que te prendeu.
Recompensas: 5.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos
Requisito mínimo: Nível 1.



— Você sabe que Bufos poderia ter te comido, né? – Indaguei para Frida. — Ursos podem não ser vegetarianos ou onívoros e você veio de um ovo. Viu o perigo que correu? Não enfrente animais maiores que você. – Ralhei findando.

Estávamos de volta a trilha da floresta encantada. Os ursos haviam ficado lá atrás. Sobrando somente eu e minha pet. A tão calada mascote que falava com todos menos comigo.

Ela andava em zigue zague na minha frente até dar de cara com um objeto estranho, que reluzia levemente. Parei ao seu lado, o coração saltitante. Era construído de ouro e tinha entalhes rúnicos na sua base inteira. Era mágico!

— Não toque nisso! – Falei tomando a frente. Era uma lâmpada e por aquele ser um reino estranho, com certeza envolveria magia no objeto. Segurei levemente o recipiente e esfreguei levemente.

Uma densa nuvem cinza saiu pelo único orifício, não poupando de me assustar. Joguei a lâmpada no chão e me afastei. Frida já havia desaparecido atrás de uma árvore, a gata temia muito qualquer coisa relacionada com magia. A fumaça logo começou a tomar forma e se transformou em um humanoide.

O rosto era humano, um gênio velho. Vestia uma roupa azul celeste e no lugar das pernas existia uma fumaça que ficava sobrevoando a alguns centímetros do chão.

— Eu sou o gênio da lâmpada! – Falou ele com a sua voz grave, sorrindo de algo íntimo. — E você agora terá que realizar três desejos. – Dito isso o gênio começou a sofrer uma metamorfose no mesmo momento que sentia o meu corpo se encher de magia. Alguma coisa estava errada.

A sensação era como se eu fosse explodir a qualquer momento de tanto poder. Senti-me tonto e então comecei a ser sugado. Frida soltou um guincho alto, no mesmo momento em que eu procurava me agarrar em alguma coisa. Tudo ficou escuro e quando abri os olhos, eu estava em outro lugar.

Não era mais a floresta. Parecia um quarto com uma cama forrada no chão, enfeites orientais nas paredes. Uma cortina com detalhes florais separava o local da cama com o que poderia ser um banheiro. Eu estava amaldiçoado – novamente.

— Você agora é o gênio. – A voz falava do outro lado. — Você terá que realizar três desejos do próximo a esfregar a lâmpada se não quiser ficar ai preso para sempre. – Sentei-me no chão e coloquei as mãos na cabeça. Como eu poderia me deixar ter sido enganado daquele jeito? Eu era treinado para pensar e a cobiça de ter pedidos mágicos realizados havia me prendido ali.

Enxuguei uma lágrima que desceu. Torcendo para que minha mascote estivesse bem. A cada aventura era um perigo maior que o outro.

Eu devo ter ficado ali durante horas, sentado olhando pro nada. Era uma paz que eu jamais havia experimentado, mas será que eu conseguiria viver daquela forma eternamente? Por dentro eu sabia que conseguiria fazer qualquer coisa, mas ao mesmo tempo não sentia mais como se a minha vida me pertencesse. Aquela sensação de presidiário não era algo prazerosa.

Ouvi vozes horas depois, pareciam vozes de criança. Rapidamente me coloquei de pé, não queria ser obrigado a forçar pessoas inocentes ao perigo. A minha nova “casa” começou a se movimentar. Senti um sacolejo, aparentemente alguém tinha me depositado com força em algum lugar.

— O quê é isso que vocês acharam? – Agora era uma voz masculina que indagava. — Pago 20 moedas de ouro por isso. Deve valer uma fortuna. – Ouvi algo sendo raspado na lâmpada e então meu corpo começou a ser empurrado para fora.

Segurei firme nas cortinas, conforme eu flutuava para ser expulso, fui levando-a comigo. O buraco era tão pequeno, mas meu corpo começou se transformar em névoa para passar. E em outro segundo eu estava me montando na frente a uma loja.

Eu vestia os mesmos trajes.

— Mas... – O homem exclamou assustado largando o objeto de ouro no chão. Ainda assim me mantive ali, quieto. A minha voz estava presa na garganta, era como se eu não tivesse permissão para falar. — O que é você!

— Eu sou Rodrik! – Respondi como se tivesse decorado um texto. — Sou o gênio da lâmpada e você tem direito a três pedidos. – A força para dizer qualquer outra coisa era tanta que um suor desceu da minha testa.

— MARAVILHA! – Gritou o homem. — Três desejos! Deixa eu ver, uma esposa nova? Não, não aguento mais a minha velha quanto mais uma nova. Riqueza! Isso, quero me aposentar. O meu primeiro desejo e ter muito ouro!

Eu me sentia conectado com o mundo. Era como se eu fosse onipotente, onipresente e onisciente. Automaticamente meus sentidos se conectaram a um barril enterrado em algum lugar. Eu não sabia onde, mas sabia que tinha pedras, colares e muitas moedas de ouro. Pertencia a alguém, mas se eu quisesse não pertenceria mais.

— Que assim seja! – Respondi. Involuntariamente senti a magia fluir do meu corpo, ela se agarrou a algo e então o mesmo barril começou a se materializar. O vendedor sorriu e chorou ao mesmo tempo. Abriu a tampa e começou a tirar os utensílios de dentro, jogando-os para o alto. Emotivo. — Seu próximo desejo? – Perguntei ainda sem poder me conter.

— Quero que minha esposa engravide. – Ela falou. — Eu tenho três meninas, preciso de um homem para tocar os negócios agora que fiquei rico.

Senti pena naquele momento. Minha mente poderia fazer aquilo, mas a magia sempre tinha um preço. Eu estava diante de um homem infértil, eu sabia daquilo. Em algum lugar vi uma mulher, ela não estava sozinha. E pelos gemidos estava acompanhada de alguém muito íntimo. Fiquei constrangido por senti tudo o que ela sentia, era algo sexual demais. Minha magia me levou até o seu útero e lá dentro uma pequena fumaça expelida por mim involuntariamente deu lugar uma pequena semente do tamanho de um grão de feijão.

A semente adquiriu batimentos cardíacos. Ela estava grávida.

— Feito! – Respondi. Eu não sabia se era uma menina, mas torcia para que o feitiço realizado por mim tivesse feito surgir um embrião masculino. — Seu último pedido!

— Desejo ser muito importante. Quero que todos no reino me conheçam. Quero ter fama! – Falou ele com os olhos lacrimejando, ele sonhava com alguma coisa pessoal. Minha mente vagou por todo aquele pequeno vilarejo e só então me vi liberando uma fumaça invisível sobre cada casa, chalé e minis castelos. Vi as pessoas saindo de suas casas. Elas diziam algo que eu não conseguia saber o que era. Minha consciência retornou para o vendedor. Ele não estava sozinho, pessoas agora invadiam a sua loja de artigos.

Elas se atropelavam, se acotovelando e brigando pelos itens. Todos queriam um pouco daquela loja, sussurram que ele era o vendedor mais famoso do reino. Que ninguém oferecia produtos de tão boa qualidade quanto ele.

O homem começou a ser engolido pela multidão, alguns ainda vestiam roupões de dormir. O vendedor foi me esquecendo e a minha mente se apagando. Lentamente fui sugado para o interior da lâmpada novamente. Ao chegar, percebi que ela estava diferente. Os móveis sumiam magicamente, uma rachadura apareceu no teto. E então apaguei.

Acordei algum tempo depois deitada na floresta. Uma voz sussurrada pelo vento chegou até os meus ouvidos fazendo o meu sentido se acender.

— Sinto muito pela trapaça. – Dizia o sussurro. — Mas, você me libertou! Obrigado!

Não havia o que agradecer. Me vi obrigado a fazer aquilo. A fumaça cinza ainda deixava o meu corpo, era a magia magnífica me abandonado.

— Não vai! – Tentei me segurar naquele poder. Eu poderia fazer coisas grandes com aquela magia. Como não me pertencia, infelizmente ela me abandonava. Frustração era o que eu sentia. Será que era daquela forma que os deuses se sentiam? Era aquele poder que Hécate, Nyx e Circe tinham contato. A possibilidade de fazer qualquer coisa? Então porque não mudavam o mundo?

Como galopes de cavalos vindo na minha direção, obtive a resposta. Eles tinham a magia, mas não o livre arbítrio. Isso graças a Prometheus era uma dádiva dos humanos.

— Cuidado! – Gritou alguém cavalgando na minha direção. A sua frente inúmeros outros cavalos. Acima um homem bonito.  




(Esse final é um gancho para a próxima missão "O domador de cavalos".)
Vestindo: Uniforme do acampamento Acompanhado: Muitos Campistas, irene, irene, irene, iren,irene Aonde: Arena de Espadas Nota: Sofrendo com a brutalidade. Música: Aqui


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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Seg Maio 20, 2019 10:29 pm




Um semideus nos contos de fada!
Segure os selvagens!!


Príncipe Rodrik escreveu:
Dominador de Cavalos – O Príncipe Adam (o encantado da Branca de neve) costumava ser um fazendeiro na infância, já que boa parte da vida foi criado por sua mãe. Por conta disso desde muito novo o rapaz aprendeu a arte de domar e montar cavalos e você agora tem a chance de aprender com ele. Conheça o príncipe Adam em uma de suas aventuras de caçada a cavalos selvagens e aprenda com ele como capturar e dominar um.
Recompensas: 4.000 XP e Dracmas + 2 Fragmentos + Um cavalo (comum).
Observação: As missões mais bem-feitas também podem gerar a habilidade abaixo.

Habilidade: Dominador de Cavalos
Descrição: O semideus agora possui um conhecimento elevado sobre cavalos e além de conseguir acalmá-los e entender seu comportamento, também conseguem dominá-los. Devido a esse conhecimento se tornam montadores excelentes e fazem amizade mais fácil com equinos.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 100% de conhecimentos sobre cavalos. 50% de chance de conseguir dominar um, fazendo com ele não lhe ataque.
Dano: Nenhum

Requisito mínimo: Nível 4.

OBS: Só quero a habilidade. O cavalo eu passo! q



— Cuidado! – Gritou alguém. Tive apenas o tempo de rolar para os lados, acertando uma moita cheia de espinhos. Um esquilo deixou assustado o lugar ao ser invadido por mim, ele mexia os dedos na minha direção.  

— Não se invade o banheiro de alguém assim, cara! – Falou ele, correndo para o outro lado da floresta e sumindo do meu campo de visão.

Os cavalos passaram por mim a rápidos galopes. Um chicote ecoou no meu lado, fechei os olhos com medo dele me acertar, mas não aconteceu.

— Você acabou de atrapalhar a minha caçada aos cavalos selvagens. – O homem pulou do seu cavalo e sacou a espada apontando para mim. Engoli em seco, não por medo. Mas, o jovem era muito bonito com aqueles olhos azul piscina. Pisquei algumas vezes e me forcei a cair na realidade.

Eu havia saído de uma maldição como gênio da lâmpada, tinha perdido minha mascote em alguma parte daquela floresta. Tinha um homem agora ameaçando me furar. Abri as mãos para mostrar que estava desarmado. Os itens trago comigo milagrosamente tinham se teletransportando juntos. Passei a mão na bainha da minha espada, eu conseguiria desarmá-lo, mas a que preço? E se ele estivesse apenas se sentindo ameaçado?

— Olha, sinto muito por ter estregado. – Respondi me levantando do chão. — Não sei nem em que parte da floresta encantada eu estou nesse momento. Rodrik... Falei para tentar retirar a primeira impressão.

— Ah, tanto faz! – Falou ele dando meia volta.

— Tanto faz, não. Pedi desculpas tá legal? Estou tentando ser educado. Sabe como é difícil pra mim está aqui? Perdi minha gata, lutei contra gigantes, trolls, um rei tirano. Acabei de me libertar de uma maldição de gênio. – A represa chamada sentimentos estava se rompendo. — Não me diz que está tudo bem. E daí se é cavalos? Tem gente lutando para ficar vivo. E eu nem sei como sair desse reino maluco. – Me sentei novamente frustrado.

Passei a mão nos meus cabelos, eles estavam crescidos de novo.

— Forasteiro, relaxa. – Falou o jovem, mas mantendo uma atenção diferente em mim. — Você fez tudo isso ai mesmo? Uau! Olha, ninguém diria. Você é um pouco desnutrido e sem querer ofender, não parece alguém muito bom em lutas.

— Eu sou melhor do que pareço tá legal? – Respondi bufando pelo seu preconceito. Tudo bem que eu era magro, pálido e parecia que cairia a qualquer momento. Eu era filho de Nyx, uma mulher que fez todo o Olimpo, semideuses gregos e romanos se unirem para derrota-la. Deveria valer de alguma coisa.

— Vamos fazer o seguinte? Eu peço desculpas e você me ajuda a encontrar os cavalos selvagens. – Ele pareceu um pouco mais simpático. — Depois te ajudo a encontrar uma saída dessa floresta. – Ele estendeu uma das mãos. — Eu me chamo Adam.

Fiquei olhando para a mão estendida. E no fim resolvi aceitar. Me apoiei nela e me coloquei de pé novamente.

— Então, Rodrik. De onde você é? – Indagou.

— Planeta Terra! – Respondi sendo sincero.

— Hum, nunca ouvi falar. Conheço uns anões que devem saber como você pode voltar para o seu mundo. – Estávamos andando agora. Minhas emoções ainda estavam loucas. Eu precisava fazer o dobro de força para caminhar. Seria bom se aparecesse um buraco e me engolisse. — Minha noiva, Branca de Neve conhece um pouco de magia. Não é uma bruxa, mas tem contatos que podem ajudar.

Ele tinha dito Branca de Neve? Parei e fiquei olhando para ele. Adam? E então me caiu a ficha. Eu estava diante de um dos príncipes mais famosos dos contos de fada. O observei melhor e a julgar pelas roupas puídas e velhas, não deveria ser príncipe ainda.

Quem estava sendo preconceituoso agora, hein?

Adam checava o caminho, ele conseguia enxergar pelas folhas uma trilha que era praticamente inexistente pra mim.

As horas foram se passando, a noite logo chegou. Adam acendeu uma tocha para caminhar melhor, eu por outro lado conseguia enxergar muito bem naquela escuridão. Paramos para descansar. Eu tinha desistido de viver. Eu não conseguia deixar de pensar em Frida, sozinha e perdida naquela floresta. Como eu poderia encontra-la? Se algo acontecesse a minha gata, eu jamais seria o mesmo.

Impressionante como eu tinha deixado de ser um maníaco controlador, psicopata, desumano e egocêntrico para me tornar um semideus melhor. Quando eu me lembrava do antigo Rodrik, parecia uma pessoa diferente de outro tempo.

—“O antigo ainda está ai, dormindo”. – Baal sussurrou dentro de mim.

Não percebi quando cai no sono. Acordei com Adam me chutando “amigavelmente”. Ele estava com um chicote em mãos.

— Acorda, os selvagens! – Sussurrou ele.  

Dei um pulo assustado e capturando a minha espada. Selvagens era tudo o que eu precisava. Lutar novamente pela vida. Olhei na direção para onde Adam observava atentamente e percebi que ele falava de cavalos.

Há uns trinta metros dali um grupo de cavalos malhados pastavam. Tinha um rio por perto, então alguns bebiam água.

— Já caçou cavalos antes? – Perguntou o príncipe se abaixando ao meu lado.

— Não. – Falei imitando o seu movimento. — Mas, aprendo rápido. E tenho alguns truques na manga.

Ele se afastou dando a volta. E o segui. Eram uns treze cavalos, todos adultos e com aparência mortal. Colocavam os Pégaso do acampamento grego no chinelo. Eram bonitos também. E além daquilo, não demonstravam que seriam pegos com facilidade.

— O segredo e pegá-los de surpresa. – Sussurrou ele quase não me fazendo ouvir. — Eles lutam no começo, mas perdem a força depois. Já ouviu aquele ditado de água mole, pedra dura, tanto bate, até que fura? Então, não desiste. Escolha um cavalo. – Ele me entregou um laço, um que eu não fazia ideia do que fazer. — Faça exatamente tudo o que eu fizer. Fiquei aqui, quando eles se assustarem, vão correr. Você intercepta eles, e eu entro em ação passando as rédeas.

Ele parecia muito sexy falando daquele jeito.

Me perdi nele andando, tanto que quando os cavalos relincharam e vieram para o meu lado, me assustei. Eu não estava pronto ainda. O grupo iria passar por cima de mim. Eu tinha duas opções ficar e enfrentar, impedindo que eles fugissem – de novo. Correr na mesma direção para evitar ser mordido, atropelado.

Olhei para trás e vi a fogueira fraca que queimava no acampamento improvisado. Estendi minhas mãos em direção ao fogo, estava um pouco distante de mim, mas consegui me conectar. Chamei o elemento para a minha direção. Como uma linha branda, o fogo se alastrou até a mim e em seguida o fiz crescer bem na minha frente. Senti a quentura de perto e talvez se eu não tivesse um pouco de resistência morreria.

Os cavalos viram o fogo e relincharam erguendo as patas para mim, mudaram de posição. Adam conseguiu enlaçar dois ao mesmo tempo com a mesma corda, eles logo se prenderam em uma árvore ao tentar fugir para lados opostos.  

A emoção de ver dois serem capturados me fez perder o foco. O fogo se apagou diante de mim.

— Como você fez aquilo? – Perguntou Adam estupefato. — Esquece. Agora se aproxime lentamente de um cavalo e mostre que você não é perigoso.

— Loquens in animalibus et plantis! – Murmurei sem saber o que eu fazia. Era comum eu acionar feitiços involuntariamente. Eu havia aprendido muito, mas decorá-los todos era difícil. Por isso não me assustei quando soube automaticamente sobre o que se tratava.  

Fui me aproximando. O cavalo virou-se para mim e abriu a boca.

— Me solte! Me solte! Me solte! – Ele relinchava. Eu entendia o relincho no meu idioma. O Cavalo falava inglês!

— Caralho! Cheirei muita fumaça! – Exclamei pra mim mesmo. — O cavalo tá falando comigo.

Adam parecia não entender sobre o que eu falava. O feitiço só servia para mim.

— Me solte! – Relinchou o cavalo novamente. Me abaixei na sua frente tomando o cuidado de manter bem longe dos seus dentes afiados.

— Eu não vou te machucar! – Eu disse inseguro.

— Agora você tem que tocar na sua crina bem calmamente. Ele precisa confiar em você. Precisa saber que não irá machuca-lo.

— Mas não vou machuca-lo. – Exclamei aborrecido.

— Mas, ele não sabe disso. Sabe? – Retrucou o príncipe. — São selvagens, não gostam de seres humanos. É da natureza deles. Eles estão assustados, mas precisam serem acalmados antes de serem domados. – Ele agora tocava o segundo cavalo capturado.

Com os dedos trêmulos, senti a clina dele. Era áspera e fedia, porém não tinha carrapato. A respiração do animal foi se acalmando abaixo dos meus dedos. Ele olhou para mim.

— Você não acha que vai montar em mim, acha? – Perguntou o mamífero.

— Não! – Respondi me achando louco demais para falar com um cavalo. — Só quero que você saiba que não sou inimigo.

— Fique com eles e não os desamarrem. Vou buscar água. – Falou Adam sumindo, retornando minutos depois com um balde cheio. Ele colocou diante do meu cavalo e ele bebeu com fúria. Estava cansado demais para continuar lutando. — Agora temos que esperar! Não é assim da noite para o dia. Leva tempo!

Eu não tinha tempo. Mas tive!

Ficamos ali acampamento por cinco dias. Adam todas as manhãs me fazia passar um tempo com os equinos recém-capturados. Ele dizia que era para se acostumarem com o meu cheiro. E funcionou. Eu conseguia me aproximar deles sem relincho. E o cavalo nunca mais falou comigo depois do efeito do feitiço ter passado.

No final do quinto dia, chegou a hora da montaria. Adam me ajudou a montar. Era duro demais e não tinha cela – eles não aceitavam bem.  Cai nas minhas primeiras três tentativas, e todo com o príncipe rindo de mim. Além claro dos machucados.

O feitiço para localizar Frida sempre falhava. Ela não parecia estar em lugar algum. Era como se tivesse evaporado para um novo reino. E por um momento meu coração se enchia de esperanças em acreditar que o gênio a tinha enviado para o acampamento. Entretanto, eu era cagado demais para que aquilo realmente tivesse acontecido.

— A coluna precisa se manter reta! – Gesticulava Adam. — Segure firme nas rédeas. É com ela que você diz ao animal para onde ir. – Ele parecia mandão demais, mas era um ótimo professor. Eu sempre quis aprender a montar, mas o centro do Canadá e cavalos não combinavam. E no acampamento significaria que eu tinha que aturar as crias de Afrodite. Não mesmo!

No sexto dia eu estava bem melhor que no início. Apostei uma corrida com o príncipe, a que ele ganhou de lavada sem esforço.

— Eu preciso ir! – Falei assim que anoiteceu. — Eu tenho achar minha mascote. Ela é durona, sei que deve está bem. No entanto, fico preocupado e sonho com ela todas as noites. Ela é a única família que tenho.      


Habilidades:
Poderes Passivos:
Nome do poder: Conhecimento
Descrição: O semideus possui um raciocínio rápido, capaz de assimilar com facilidade novas coisas. Possuindo sede de conhecimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Agilidade III
Descrição: O semideus é dotado de uma agilidade superior, caso comparado a outros semideus que não possuem ligação a deuses ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Premeditação II
Descrição: Prometheus premeditou o roubo do fogo de Héstia, vindo a entregá-lo aos humanos e, como seguidores de tal titã, os semideuses se tornam ótimos em premeditar ataques etc. O ataque deverá ser planejado de fato e não 'pensado' de forma rasa para funcionar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de um ataque premeditado dar certo.
Dano: +10% de dano.

Nome do poder: Imunidade Parcial I
Descrição: Tais semideuses, por conta da história de Prometheus, são parcialmente imunes ao fogo. Ainda são capazes de se queimar e ter ferimentos sérios graças ao fogo, porém são mais resistentes e demoram mais para sofrerem os efeitos do elemento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de redução de dano de fogo.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Feitiço: Loquens in animalibus et plantis.
Descrição: Esse poder lhe permite - por um turno - falar com quaisquer animais e plantas. Afinal, eles também veem e ouvem coisas que podem lhe ser úteis.
Gasto de Mp: - 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser feito apenas de forma não verbal.

Nome do poder: Controle de Chamas
Descrição: O semideus é capaz de controlar chamas já existentes, podendo expandi-las, controlar o fluxo ou mantê-las ativas por um período curto. O controle é bastante fraco e qualquer quebra na concentração é capaz de distrair o semideus, além de não se capaz de controlar chamas maiores, que provenham de algum semideus com controle melhor ou fortes.
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 40 de HP. (Não para acertar, apenas para bloquear os cavalos)
Extra: Nenhum.

Adendos:
Armas:
Cajado Misterioso de Ior [O cajado é um artefato incomum e de rara beleza; sua haste de metal é lisa e perfeitamente reta, guardando o tom de prata polida com perfeição e possuindo desenhos discretos de linhas de ponta a ponta. Mede um metro e meio de altura e, na extremidade superior, o Cajado de Ior possui uma esfera de quartzo vermelho do tamanho de um punho humano na ponta - no cristal há uma pequena abertura com espaço para uma única gema. Já na ponta inferior, possui uma lâmina triangular de ferro estígio, semelhante a uma adaga de arremesso, soldada de forma a fazer parte do item. Qualquer pessoa que puder ver de perto a peça logo notará seu caráter ímpar e precioso. | Efeito mecânico: transforma-se em uma pulseira masculina de couro escuro e trançado, com o pequeno quartzo no meio, basta que o usuário toque o cristal e o transformará no cajado. | Arambarium, ferro estígio, tiânio e couro | Espaço para 1 gema | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado Matthew Ashfield]

Adaga [Uma adaga de aparência comum, feita de arambarium e contendo um símbolo entalhado na lâmina, tal símbolo é semelhante a uma tocha acesa, cabendo perfeitamente na mão do semideus. | A lâmina possui um brilho próprio, semelhante a fogo, podendo iluminar locais escuros, a mesma não poderá ser utilizada em combate ao ser utilizada para iluminar ambientes. Ao ser encaixada em locais como portas/caixas trancadas/cadeados/locais a mesma poderá abri-los, desde que não seja selada com algum meio divino/magico. | A adaga pode transformar-se em um cajado caso seja esse o desejo do semideus portador, fornecendo um bônus de 10% de chance de acerto na utilização de feitiços. | Arambarium. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Eruditas de Prometheus.]
Objetos (Mochila):
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

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Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Poção de Cura 1 [Frasco pequeno de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 150 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Poção de Cura 4 [Frasco gigante de poção de cura no sabor morango. | Efeito: Recupera 500 HP e MP de quem consumiu a poção. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Uso único, some após ser usado | Gama |Status: 100% sem danos | Mágico | Evento de Verão]

Aurador [Uma espécie de bolinha que ao ser atirada no chão libera uma luz magica que circula o corpo do semideus, o fazendo parecer que está brilhando em tons de dourado. | |Efeito único: Restaura a MP do semideus durante dois turnos, impedindo a barra de baixar. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Sigma |Status: 100% sem danos | Uso único, some ao ser utilizado | Mágico | Evento de Verão]


Vestindo: Uniforme do acampamento Acompanhado: Muitos Campistas, irene, irene, irene, iren,irene Aonde: Arena de Espadas Nota: Sofrendo com a brutalidade. Música: Aqui


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