The Blood of Olympus
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Cachoeira

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Re: Cachoeira

Mensagem por Jason Grace em Seg Fev 01, 2016 3:44 pm

*Saindo do local.*




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Re: Cachoeira

Mensagem por Hanna M. Pierce em Dom Abr 03, 2016 10:49 pm




Não seja o monstro que eles temem que você seja.

Ao menos um lugar naquele acampamento tinha que parecer magico, e eu o tinha descoberto em uma das corridas de matina para manter o corpo alinhado. Sorria admirada com o sol tocando meu rosto, estava tão perto que bastava estender a mão para senti-lo. Fechei os olhos respirando fundo, o cheiro das flores de campo me atingiram em cheio, a brisa da manhã, o orvalho e os raios solares ainda muito presentes. Sentei a beirada do lado observando o fundo de agua cristalina e mordi o cantinho do lábio pensativa, queria pular dentro dele, mas minhas vestes não pareciam adequadas. Dei de ombros retirando os sapatos e colocando de ladinho enquanto mergulhava os pés sobre a água, suspirei com a sensação prazerosa e relaxante, os pelinhos do braço se arrepiando- Quentinho- Sorri olhando ao redor, acreditava que ninguém chegaria, e mesmo que chegasse eu poderia me cobrir não é mesmo? Não pensei muito ao tirar a blusinha ficando com o top de malha e o shortinho de corrida, era curtinho e preto do jeito que eu gostava, não atrapalhava em nada na hora de se mover. Dobrei a camisa colocando de ladinho e testei mais uma vez a temperatura, estava tão agradável que não resisti por muito mais tempo. Saltei mergulhando na cachoeira sentindo as águas ao redor esquentando meu corpo de maneira gradativa, voltei arrumando os cabelos loiros para trás e flutuei, por muito tempo naquele mesmo local, sem me importar com quem viesse a aparecer.




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Re: Cachoeira

Mensagem por Yoon Bom em Sab Dez 31, 2016 7:00 pm

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Meus pés entraram em contato com a água gelada da cachoeira, transmitindo uma sensação boa por meu corpo. Passei a mão direita pelo cabelo loiro, começando a prendê-los em um coque. Estendi os lábios horizontalmente, mexendo os pés no líquido gélido que caia lentamente da cachoeira. Mirei minhas orbes esverdeadas no começo da cascata, capturando meu ínfero beiço entre os dentes. Era um daqueles dias fatídicos onde nenhuma movimentação era feita entre as árvores da floresta, o que me permitia fazer o que eu bem entendesse.

Por esse motivo, o vestido branco que eu geralmente utilizava estava estendido sobre a grama. Meus membros inferiores se esticaram e comecei a colocar meu peso neles novamente. Em poucos segundos estava com água até a cintura.

"Gaga, ulalah..." A canção saiu naturalmente dos meus beiços enquanto me movimentava pelo laguinho. Das poucas músicas que eu conhecia, essa era de longe a mais atual. E, claro, só conheço a parte que a romana cantava quando passou ao lado da minha casa, quase pisando em cima dela. Ei! Eu realmente devia me lembrar de ficar longe das margens da trilha.

Movimentei meu corpo lentamente enquanto soltava as madeixas loiras, deixando o cabelo cobrir minhas costas nuas. A água parecia mais quente, já que meu corpo se acostumou gradativamente com a temperatura. O barulho que estava sendo emitido pela cachoeira impediu-me de perceber a ligeira movimentação pela floresta e quando me virei, era tarde demais.


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Re: Cachoeira

Mensagem por Dorian East em Sab Dez 31, 2016 7:45 pm

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Frágil. Um adjetivo perfeito para definir o nível de firmeza que um único cigarro estava sendo sustentado no espaço entre seu polegar e indicador. O ponto de encontro dos dedos com a droga era próximo ao filtro. A seda não envolvia exatamente algo ilegal aos olhos da Constituição, era apenas tabaco, que ia sendo queimado gradativamente a cada segundo. Bem em frente a seu rosto formou-se uma nuvem de fumaça. Moléculas gasosas bagunçadas e desorientadas, produto da combustão, foram dissipadas pela ação do vento bem em frente a seus olhos. A nuvem dissipou-se, exatamente da mesma maneira após tragadas anteriores. Sua mente consumida pelo tédio o fez instintivamente andar pelo acampamento, nenhuma atividade para realizar, nenhum dever a cumprir, apenas deleitar de sua confusa existência. Dorian trilhou um caminho pisando sobre folhas secas que faziam um ruído “crack” quando eram pisoteadas, seus passos eram como uma agulha pontilhando algum tecido, mas com alguém louco realizando o bordado, sem direção, apenas costurando de acordo com o caos. A palma de sua mão parou sobre um tronco aleatório, a casca irregular e vultosa da árvore entrou em contato com a derme crispada. A íris caramelada levemente esverdeada comprimiu-se dentro do glóbulo branco.

Dorian, lentamente, fechou os dedos e cerrou os punhos. Um golpe fraco e sem nenhuma intenção de danificar o tronco foi desferido contra a superfície. Algumas veias saltaram em sua testa por baixo da pele, saliências esverdeadas sob a derme caucasiana mal transparecia sua verdadeira cor. Abaixou-se, inclinando a coluna para frente. Sua respiração estava ofegante, mesmo sem ter realizado nenhum exercício físico que pudesse impor aquela condição em seu pulmão. Havia chegado a hora, não havia escapatória. A batida do miocárdio acelerava-se a cada segundo que passava, algo se aproximava, mãos negras surgiam por fendas da camada alaranjada de folhas secas, o toque frio da morte beijou sua pele. As mãos subiam mais e mais, era questão de segundos até todo o seu corpo estar envolvido pelo breu. A respiração tornou-se mais frenética, perfeitamente sincronizada com as batidas de seu coração, seus órgãos internos clamavam por espaço, mas elas já haviam envolvendo o seu torso e o estava comprimindo. Tentou gritar, clamar por socorro. Obteve apenas a falha, seus lábios também estavam revestidos pela grossa camada negra, emitir som era uma condição fisicamente impossível. Gotas de suor frio desciam pela testa, a íris já estava reduzida a seu tamanho mínimo. A escuridão ia tomando-lhe a vista, todos os seus sentidos estavam sendo anestesiados, sua vida seria findada... agora.

Inspirou o aroma de rocha molhada e grama verde, seus olhos abriram-se lentamente e percebeu que estava aproximando-se de uma cachoeira. Os acontecimentos recentes, sua última crise, foi totalmente apagada de sua memória momentânea, ele tentou lembrar do motivo de estar ali e como chegou ali, mas sua mente encontrava nada além da confusão. Não era a primeira vez que acontecia com o rapaz, pelo contrário, era frequente. Sem dar a importância de estar em um lugar aleatório, admitiu a cachoeira como um ótimo lugar para passar algum tempo. Saiu da concentração de árvores já com a camisa em seu ombro e a calça aberta, com o cinto desafivelado, sustentando a peça em seu quadril apenas pelo tamanho justo e o zíper fechado. Dorian não olhou diretamente para água, algo no chão lhe capturou a atenção primeiro, um vestido branco largado sobre a grama. O rapaz ergueu uma sobrancelha e mirou a água, uma garota, aparentemente nua, que se banhava na lagoa que a cachoeira alimentava brotou em sua visão. Dorian deu de ombros, simbolizando um tanto faz e terminou de retirar a sua calça. Ambas as peças, camisa e calça, foram jogadas sobre o delicado vestido branco. Ao lado, seus tênis foram abandonados. Puxou uma última tragada do seu cigarro, já em seu tamanho mínimo, e o jogou no chão. Sem aviso prévio, pulou na água.



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Re: Cachoeira

Mensagem por Yoon Bom em Sab Dez 31, 2016 8:26 pm

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Um grito fino saiu de meus lábios ao ver aquele garoto que parecia ter duas vezes o meu tamanho. — Sai! E-Eu vou... Te dar um socão! — Direcionei minhas mãos para os seios, tampando-os. Meu beiço inferior foi capturado pelos dentes, em um  hábito velho e irritante. Por um momento, meus olhos desceram pelo corpo alheio, parando em seu abdômen. — Ah.. Tudo bem. Pode ficar. — Querendo ou não, minha opinião mudava quando via um tanquinho como o dele.

Tirei uma das mãos que tampava meu corpo desnudo para jogar um punhado de água no desconhecido. — Para de me encarar! E não chega perto! — Afastei-me um pouco mais, prezando pelo meu bem ao ficar longe dele. "Será que ele está bem? Parece um pouco pálido demais." Meus pensamentos começaram a tê-lo como prioridade, examinando desde o cabelo molhado até tipo de cueca que utilizava. De pouco em pouco, aproximei-me dele.

— Três perguntas... — Comecei, encarando as orbes esverdeadas. — Primeiro: você está bem? Segundo: qual seu nome? E, por último, mas não menos importante, posso tocar? — Apontei usando o crânio para a barriga enxuta dele. Movi minha língua sobre os lábios, umedecendo-os.

Diva merda! Aquele tanquinho era tão lindo que me obrigou a encará-lo. Após alguns segundos, digo, minutos, consegui prestar atenção nas palavras que ele pronunciava. — Aham... Aham... Meu nome é Spring. — Abri um pequeno sorriso de canto, estendendo uma das mãos para ele.


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Re: Cachoeira

Mensagem por Dorian East em Dom Jan 01, 2017 4:05 pm

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O barulho de algo pesado entrando em colisão com a água foi um pouco quanto alto. As moléculas dispersas e pouco densas de hidrogênio combinado com oxigênio permitiram com que Dorian afundasse na água represada. A pele absorveu a temperatura da água quando o moreno caiu no mergulho, uma ótima sensação de frescor o envolveu. Limitado pelo oxigênio, desfez da postura de concha que admitiu na hora do pulo e se viu obrigado a pôr-se de pé com a coluna vertebral totalmente ereta. Enquanto emergia, gotas de água escorriam pelos seus ombros e definições de seu torso e braços. Ambas as mãos foram até o rosto, afastaram um pouco de água que incomodava a suas pálpebras e retirou mechas de cabelo coladas a testa, os olhos abriram lentamente, a claridade o incomodava um pouco, mas nada que o rapaz não pudesse suportar. Em segundos, seu sensor já formava a imagem, e a mesma era protagonizada pela garota, visivelmente mais baixa se comparada com o semideus. Uma sobrancelha do moreno ergueu-se, ficando superior a oposta quando recebeu uma ameaça sem fundamente de necessidade. A mesma não perdurou por muito tempo no ar, seu tom ameaçador, ou a ameaça da presença dele, dissipou-se em questão de segundos.

A garota solicitou sua presença enquanto confinava o lábio ínfero entre os dentes, os olhos alheios viajavam pelas definições do torso do rapaz, apreciando cada pedaço, um olhar abarrotado de curiosidade, e, talvez, uma mínima porção de desejo. — Eu... ué. — Tentou formar uma frase, mas palavras fugiam de seu vocabulário diante da indecisão feminina. Uma das mãos que tentava conter a nudez de seus seios vacilou e foi de destino à água, abordando uma considerável porção no palmo e lançando no rapaz, seguido de uma ordem para cessar contato visual. — Mas eu não estou te encarando. — Afirmou com convicção, um sorriso malicioso tomava conta da aresta dos beiços, ele realmente não estava encarando, pois, sua atenção havia sido capturada pelo seio livre de censura, atentando-se na coloração, tamanho, formato e se o mesmo estava rígido, produto de específicos pensamentos. Mas, certamente, a garota não portava malícia, apenas uma estranha tara por barrigas definidas. Ela aproximou-se aos poucos por entre a água, enquanto o rapaz permanecia estático, embora soubesse que o olhar analítico feminino o ponderava sobre todos os aspectos aparentes, até que chegou um ponto em que a distância já não era tão presente quanto antes.

Um anúncio de três perguntas foi jogado no ar, o moreno silenciou-se para escutar quais seriam as três questões e tombou a cabeça para o lado, aguardando. Atentou-se as três perguntas, mantendo seriedade até quando pode, e “quando pode” significa até a segunda pergunta, pois a terceira lhe arrancou uma risada rouca e baixa instantaneamente. — Eu estou melhor do que nunca. — Mordeu o próprio lábio inferior, o olhar mais uma vez atraído para o seio da garota como um imã de polaridades opostas. — Meu nome é Dorian. Forte, não? Gosto da pegada agressiva que ele transparece. — Semicerrei os olhos, enfatizando uma parcela específica da resposta dada. A resposta da terceira não foi oral. Em vez disso, o rapaz avançou lentamente em direção da garota e a pegou pela mão que escondia um dos seios outrora, sem cerimônias, colocou-a sobre sua clavícula, a mão do maior sobrepusera-se sobre a dela, o palmo roçando e afagando as costas da mão menor, prensando levemente para indicar que poderia cravar suas unhas e arranhar. — Certo, Spring. E o que você exatamente é? Uma forasteira? Não lembro de te ver vagando abertamente pelo acampamento. — O volume, desta vez, não teve a necessidade de ser amplo, a proximidade permitia uma abordagem mais suave.


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Re: Cachoeira

Mensagem por Yoon Bom em Dom Jan 01, 2017 5:38 pm

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Dorian era o nome do garoto que invadira a cachoeira. Não era um nome que me despertava interesse, mas com certeza o físico alheio compensava. Meus lábios rosados se estenderam e relaxei a outra palma que se preocupava em tampar, de modo um pouco infantil, o seio descoberto. A mão que se encontrava sobre o corpo mais musculoso começou a fazer seu caminho, descendo em uma leve carícia pelo torso nu. A pergunta, um tanto desnecessária, me rendeu um leve 'dar de ombros'. — Sou uma alseíde, senhor Dorian. — Proferi, em um tom baixo, apenas como começo de conversa. — No caso, uma ninfa das flores. Especificamente uma margarida. — Continuei com o mesmo tom, tirando a mão do abdômen, já que ela chegara no começo da cueca branca. Naquele momento, reparei que ela estava transparente.

Minhas bochechas começaram a queimar, obrigando-me a desviar o olhar. Não que eu nunca tinha visto... Quer dizer... Sair da floresta sem ser perseguida é difícil, e era de consentimento geral que ninfas geralmente acabam com faunos. A melhor e ao mesmo tempo pior opção sempre é perseguir deuses, mas, com todo respeito, não sou nenhum tipo de prostituta de deuses.

Percebi o silêncio constrangedor, limpando a garganta para conseguir a atenção alheia. — E então, senhor másculo, de quem és filho? Me permita chutar. — Levei a minha mão esquerda ao queixo, fazendo uma pose de pensadora, apenas para fazer o maior rir. — Vênus? Não. Cupido? Hm... Não! — Dei uma bela encarada no tanquinho e depois no volume da cueca, voltando aos olhos. — Marte. Com certeza. — E com essa previsão, assenti com o crânio de modo animado. Era uma coisa bem óbvia. Ele tem o físico, o jeito convencido e com certeza tem a pegada. Mas, não estava na lagoa para ficar observando aquele semideus. Ou melhor, deus. Vire-me em direção a borda do lago, começando a nadar até ela. Deixei a água molhar-me por inteira, enquanto saia de perto de Dorian com um pequenino sorriso na face.

Ao ser privada da respiração, sai de dentro do líquido, passando as duas mãos pelo cabelo. Ergui-me, usando de apoio a borda para me sentar nela, balançando as pernas nele, com a expressão facial que chamava o indefinido para perto. Uma vez na vida era bom ter um garoto por perto, me tirando do tédio mortal que era ocasionado pelas minhas amadas companheiras: as ninfas e dríades daquela bosta de floresta.

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Re: Cachoeira

Mensagem por Dorian East em Ter Jan 03, 2017 3:42 pm

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A partir do momento em que Spring tomou liberdade para locomover a sua mão sobre o peitoral, Dorian relaxou a própria mão que sobrepusera a dela, na verdade, a emancipou, promovendo um livre-arbítrio para o toque. Franziu o cenho em confusão mental, seus pensamentos não conseguiam encontrar uma razão para o motivo daquela interação, ele apenas limitava-se a morder o lábio e permanecer quieto enquanto o espírito da natureza alimentava o seu provável “vício”. A mente barulhenta do rapaz aquietou-se quando escutou a voz feminina em simultâneo as carícias, ela o falou que era uma alseíde, mas algo naquela frase havia fisgado a mente do moreno, uma certa palavra dispersa o qual o mesmo não concordava em seu uso para referir-se a ele. Entreabriu os lábios a meio caminho para protestar sobre o termo de tratamento, mas calou-se quando a ninfa voltou a falar. Assentia com a cabeça à medida que as palavras corriam pelo diálogo, um sorriso de lado apossou-se dos lábios do romano quando ela falou o que era em específico. — Isso explica o seu delicioso perfume. — Uma pequena risada sucedeu a frase em questão, apesar de não ter comentado nada a princípio, ele estava apreciando a todo momento o aroma natural.

A mão que descia vagarosamente por seu peitoral, o explorando e acariciando em sua maior parte, chegou a um destino peculiar, a barra da cueca branca, levemente transparente pelo tecido ter absorvido uma boa quantidade de água. Spring cessou as carícias e retirou a mão do corpo do rapaz o mais rápido possível, o moreno a fitou e percebeu o sangue concentrando-se nas bochechas da menor, tornando as maçãs de seu rosto rubras, e lhe dando um toque deveras fofo. Uma risada rouca escapou pelos lábios do maior, mas limitou-se apenas a ela, se privando de comentários para não aumentar o nível de timidez misto com vergonha que ela estava. O silêncio mais uma vez se estabelecera, o torso molhado de Dorian não estava mais tão molhado assim, eram raras as gotas que corriam pelas definições de seu corpo, as mesmas vinham do cabelo totalmente encharcado, mas encontravam o seu fim próximo a clavícula, o vento as secava a cada centímetro que caiam. Tombou a cabeça para o lado, analisando melhor a situação. Ela parecia totalmente incômoda com o silêncio, mas o moreno não deixava se intimidar pela calada estabelecida, o mesmo até estava acostumado a preferir assim, adicionava mais taxa de sucesso para as emboscadas.

Desviou o olhar para além da cachoeira, atentando-se a movimentos mínimos da vida animal ao redor dos dois, a procura de um possível alguém que estivesse escondido, sua guarda nunca baixava, de fato. Escutou um ruído, algo limpando a garganta, então voltou a atenção para a alseíde, que estava determinada a interagir. Ela admitiu uma postura clichê de filósofo, colocando a mão na ponta do queixo e se referindo ao rapaz como “machão”. O combo dessas duas coisas quebrou a postura séria que ele tentava passar, então riu, enquanto ela tentava adivinhar o seu parentesco divino, chutando opções que definitivamente não era compatível com ele. Sentiu o olhar intenso e analítico vindo dela mais uma vez, ela o julgava pelos músculos e também pelo volume concentrado na cueca, que por estar encharcada, dava para ver muito mais que apenas um certo “volume”, como por exemplo veias salientes. — Se eu fosse você, não teria tanta certeza de quem eu sou filho. Nem mesmo eu sei, mas, é um deus, não deusa. Cresci com minha mãe. — Deu de ombros, julgando a informação não ser tão necessária para ser lançada no ar.

Sem prévia advertência, Spring deu as costas para mim e passou a nadar em direção a borda. Uma sobrancelha foi erguida por aquele que a observava do início do percurso até o seu destino, onde a viu apoiar as mãos e sustentar o peso do corpo sobre elas num impulso. Nesse exato momento em questão, o rapaz admirou a parte do corpo nu a qual não teve muita visibilidade devido a água. Assoviou baixo apenas para si em admiração, fechando os dedos no ar, imaginando se aquelas nádegas encaixariam perfeitamente em sua mão como aparentavam. A ninfa, por fim, sentou-se na borda e balançou as pernas de forma brincalhona na água, o sorriso e expressão sustentada naquela face indicava um convite. Dorian, por sua vez, não o recusou. Afundou em um mergulho após prender a respiração e nadou até a borda com certa velocidade, cortando a água com o seu corpo no fundo do lago, o peitoral quase roçando no solo encharcado. Numa surpresa, o romano emergiu das águas em frente a borda das águas rasas, ficando face-a-face com a ninfa, correspondendo ao sorriso convidativo. — Você tem um belo corpo. Sei que sabe disso. — Pousou as mãos na grama verde, com cada braço colado a respectiva coxa dela correspondente ao seu lado. — Me pergunto se algum semideus já te tocou. — Ao término da frase largou a grama que prendia entre os dedos e firmou as mãos na lateral do corpo da ninfa.


quem fez foi o vitu mas quem usa sou eu ok n roube


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Re: Cachoeira

Mensagem por Robin A. Deverich em Dom Jul 16, 2017 2:29 pm


— the pleasant unknown
W// IZZY S. BLANKENHEIM
A mochila nas costas de Robin estava começando a lhe incomodar. Preocupada seria uma palavra que para ela poderia tornasse até mesmo comum, afinal teve que escolher em que confiar Poe, e deixa-lo de guarda sobre Eiva fora uma escolha um tanto intrigante para si, já que não imaginava que fosse dar uma tarefa tão complicado para um de seus animais, porém, trazer Ravi consigo fora algo certo, não podendo deixar um gato esqueleto andando a vontade por um acampamento completamente cheio de garotas com hormônios, isso com certeza o assustaria e o estrago estaria feito.

Ela continuou seu trajeto, passando por lugares estranhos para sua vista, e logo percebendo que havia parado em um lugar em que com certeza, não seria o certo para si. Podia-se ouvir o barulho do forte toque da água sobre sua pressão, e quando avistou ao longe, confirmou-se os seus pensamentos através de inúmeras questões. – Uma cachoeira? – Perguntou para si mesma de forma retórica, antes de para-se na beira do lugar, abaixando-se para tocar a água que era tão bonita quanto mágica, e para as mãos dela, a água estava estranhamente morna.

Em um suspiro de desatenção, ela pode ouvir um baixo rosnado vindo de seu gato. – O que foi, Ravi? – Ela perguntou curiosa, vendo que os pelos de seu animal estavam bastante eriçados, e aquilo a preocupava de diversas formas. – Quem está ai? – Robin tornou atenta, puxando sua Pegando sua foice e tornando-se pronta para quaisquer perigo que pudesse aparecer, afinal, ela era uma ceifadora muito bem treinada. Porém quando deu-se por si, era apenas um pequeno esquilo, que estava atrás de suas nozes que havia caído. – Mas que merda. – Suspirou, relaxando um pouco, porém ainda mantendo sua pose com a foice.




Última edição por Robin A. Deverich em Sex Jul 21, 2017 7:26 pm, editado 1 vez(es)


— I am still in ruin
Nobody knows who i am.!


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Re: Cachoeira

Mensagem por Izzy Sawyer Blankenheim em Dom Jul 16, 2017 2:54 pm

☾ Batle ☽
Everyone has an untold story hidden behind closed doors. Try to understand that people are not always as they first seem.



“You can destroy your now by worrying about tomorrow.”

Eram raras as vezes que Isabelle se permitia deixar o treinamento para caminhar, mesmo que suas vestimentas fossem esquisitas para um dia de folga. Estava no acampamento, e ainda assim não conseguia simplesmente relaxar ou baixar a guarda, e, portanto, ainda trajava parte de sua armadura. A jovem carregava o par de espadas favoritos nas costas, sendo essas, sustentadas pelo coldre simples de couro marrom. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, e tinha substituído as calças de couro por um short simples, que batia um pouco acima da metade das coxas. Um par de tênis completava o visual despojado e relaxado da jovem filha de Marte.

Era fim de manhã quando ela se embrenhou pela floresta, seguindo pela trilha conhecida direto para a cachoeira, fazia algum tempo que não ia visitar os espíritos travessos que ali viviam, e certamente Nina tinha muito a reclamar do quanto ela fazia falta. Só o pensamento da pequena náiade já lhe fazia rir. Izzy não era do tipo sorridente ou amigável, eram poucas as pessoas – ou criaturas – que considerava verdadeiramente próxima, e, portanto, prezava muito pela confiança e pela amizade daqueles com quem convivia. Não se permitia abrir, não se permitia lembrar o passado, e era muito rígida consigo mesmo, o que a tornava uma pessoa fechada e levemente misteriosa.

A curiosidade da amazona se expandiu no momento que ouviu a voz conhecida, ela já saia da trilha quando a menina gritava algo, e apesar de saber que aquele som lhe era bastante familiar, não conseguia se lembrar a quem pertencia. Sua curiosidade só foi sanada no momento em que seus olhos se viram livres das arvores largas da floresta, fixando-se em um ponto da clareira mais próximo a cachoeira, onde Robin, a menina de cabelos coloridos que conhecera no bosque do inverno se encontrava.

– Não te ensinaram que é perigoso andar sozinha na floresta? O lobo mal fica a solto por essas bandas durante o horário do almoço, e pode querer te devorar – Isabelle estava seria ao dizer aquilo, apesar de descontraída com a piada, até porque, todos sabiam que a cachoeira era um lugar relativamente seguro. A jovem recostou-se a uma arvore próxima, cruzou os braços sobre o peito e então abriu um sorriso de canto, quando convidou Robin para passar a temporada no romano jamais pensou que ela aceitaria. Era surpresa curiosa e agradável. – Perdeu-se no caminho até a cidade, não foi? – Izzy questionou, prendendo o riso ao perceber que a situação era exatamente aquela.





Everyone wants happiness without any pain, but you can't have a rainbow without a little rain.






●Isabelle Luna Sawyer Blankenheim●
Gostaria que você soubesse que existe dentro de si uma força capaz de mudar sua vida, basta que lute e aguarde um novo amanhecer.
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Re: Cachoeira

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