The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

[RPs] Eddie

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Eddie Quincy em Seg Maio 20, 2019 8:48 pm

DREAM
007
Corvus oculum corvi non eruit
O baita susto que Eddie tomou quando a figura de asas dracônicas voou alguns metros acima dele foi indescritível. Primeiro que o bicho já destruiu algumas boas árvores na ação. Segundo que ele estava tão distraído enquanto andava pela Floresta Encantada que nem ouviu a aproximação. E terceiro que logo atrás do dragão vieram mais dois dragões seguindo este.

— Ele é mais rápido do que os outros! — uma pessoa montada em um dos dragões perseguidores gritou.

Mas que... Quincy sussurrou agachadinho próximo a uma árvore, enquanto observava a perseguição no ar.

Absurdamente curioso para saber do que aquilo se tratava, ele correu o mais rápido que podia atrás dos dragões. Aquelas criaturas eram sempre cheias de mistérios e peculiaridades. Seu tempo junto a Ladão nos jardins o ensinaram isso muito bem. Contudo, o que não esperava era encontrar um caminho que o levava a um cenário completamente novo.

O caminho percorria uma pequena colina montanhosa e terminava em uma baía. Eddie não sabia que daria de cara com um oceano por aquelas terras, mas julgou ter adentrado outro mundo fantasioso. Encantado com tudo o que via, ele notou que nessa mesma baía havia o que parecia ser um acampamento montado. Pessoas andavam de um lado para o outro carregando materiais de construção. Crianças corriam por ali brincando e, o mais impressionante, dragões sobrevoavam a região.

Os três dragões que vira antes estavam na praia. Os dois perseguidores cercavam o que antes fugia, mas não parecia haver nenhum clima de agressividade por parte deles. Meio que hipnotizado pela curiosidade, o semideus começou a andar pelo acampamento e, sem perceber, foi atingido na cabeça por uma porrada e desmaiou.

Mesmo após ter acordado, Eddie ainda estava tonto e sonolento. O desmaio, apesar de não intencional, deu a ele as poucas horas de sono que estava precisando. Assim sendo, sua mente demorou a acordar de fato mesmo quando dois homens o colocaram de pé. Eles pareciam ter saído de alguma animação de vikings (a julgar pelos penteados e roupas), mas foi nesse instante que o meio-sangue começou a raciocinar.

Pera, eu acho que conheço vocês falou com uma voz toda grogue. A impressão que tivera fora de estar dentro de um galpão apertado e cheio de feno.

Os indivíduos nada disseram, apenas se olharam confusos. Nessa hora uma terceira pessoa chegou e se colocou à frente deles. Era um jovem que não parecia mais velho que Eddie, embora tivesse uma barba farta e vestisse uma espécie de capa de pele por cima de uma armadura. Ele tinha um rosto meio engraçado e infantil, além de uma postura meio forçada - como se fosse um líder em treinamento.

— Você veio atrás dos dragões, caçador? — o jovem disse, com um ar nada amigável.

Sim respondeu, só que percebeu na hora que a resposta tinha sido errada quer dizer, eu vim ver os dragões, só isso.

— Tá dizendo então que não é um caçador?

Isso bocejou e emitiu um breve gemido pela dor de cabeça não sou

— É, e dragões não existem — ironizou — conta outra.

Eu tô falando sério! se desesperou eu sou um semideus, fui trazido pra esse mundo pela lebre da Alice. Só vim pra ajudar a resgatar o País das Maravilhas!

O líder pareceu avaliar a situação — alguns desses tais semideuses realmente apareceram por aqui esses dias — ponderou — mas como posso saber se não é um mentiroso que ficou sabendo disso?

Se tinha uma coisa que o filho de Hermes era, essa coisa era mentiroso posso provar um pouco mais desperto, o meio-sangue usou um de seus poderes para aparecer em outro ponto do recinto - o que foi um pouco arriscado, considerando o tamanho do local.

— Como fez isso? — se alarmou.

Coisas de semideus piscou, completamente livre e de pé sozinho. Um caçador faria isso?

— Um semideus caçador poderia — supôs.

Caraca, velho, o que eu tenho que fazer pra provar que não tô mentindo? ironicamente ele vivia tentando provar que não estava mentindo - sendo que, na maioria das vezes, estava.

— Tenho uma ideia, mas você só vai saber na hora certa — comentou — me chamo Soluço, a propósito.

Um risinho de "eu já sabia" estampou brevemente a face do campista, que àquela altura já sabia com quem falava Pode me chamar de Eddie, mano respondeu.

Eddie foi convidado a acompanhar as tarefas daquele povo de uma perspectiva completamente diferente do comum. Havia vários galpões, ou hangares, divididos em seções onde dragões jovens ficavam. Eram diversos tipos e tamanhos, além dos temperamentos exclusivos de cada raça. Soluço começou explicando que aquelas criaturas vinham de vários locais diferentes do mundo.

Tratando-se de um mundo fantasioso, da perspectiva do meio-sangue, era normal esperar que os bichos sempre terminariam próximos àquele povo nômade. Seja como for, Quincy acompanhou o líder dos treinadores de dragões bem ao seu lado, sem ousar passar a mão por nenhuma das divisórias onde as criaturas ficavam. Ele nunca ficara sabendo de que existiam dragões que não comiam carne, por exemplo.

Então existem outros do tipo fúria da noite? indagou o guardião, quando entraram no assunto da quantidade por raça.

— Provavelmente — respondeu — o Ban — se interrompeu ao lembrar que não queria falar aquele nome — já lidamos com um desse tipo antes, um grande amigo meu... mas você deve saber disso, né — ele pareceu um pouco incomodado com o fato de sua vida e história serem conhecidas pela grande maioria em uma realidade que não a dele.

O único ovo que tinham no momento era o de um dragão vermelho e este era guardado por uma jovem dragoa de mesma cor. Soluço deu um pedaço de carne para que o campista jogasse para a protetora. De acordo com ele, aquele tipo de dragão era carnívoro e muito violento. No entanto, a que tinham sob cuidado era mais pacífica devido aos treinamentos. Ela, inclusive, não era a mãe do ovo e sim uma irmã mais velha, uma vez que a dragoa anciã estava desaparecida.

— Nunca demonstre medo, ou eles vão sentir. Dragões respeitam poder e coragem — Soluço explicou — você pode ter os dois e conquistar um dragão à força. Se fizer isso terá uma mascote enquanto tiver poder, mas, se conquistar a confiança e amizade de um, terá sua lealdade até seu último momento de vida.

As palavras foram profundas e reverberaram dentro do filho de Hermes. Ele nunca tivera poder - e talvez coragem não fosse um de seus maiores destaques -, porém mesmo assim conquistara a confiança e amizade de Ladão (o dragão protetor dos Jardins das Hespérides). "Eu sou ótimo com dragões", pensou. Com isso em mente, tentou estender a mão para acariciar a dragonete vermelha que se alimentava e este ameaçou mordê-lo.

Ok, talvez não com todos os dragões admitiu enquanto Soluço ria.

Já que não conseguiu acariciar aquela, Soluço convidou o rapaz a tentar com um bebê dragão azul que estava em outra divisória brincando com feno. O aprendizado que tirara dali era o óbvio: quanto mais novo o dragão, maior era sua chance de se conectar com ele. O temperamento daquelas criaturas era áspero e bastante difícil de se lidar.

O passeio continuou até a área da praia, onde o dragão fugitivo de antes estava adormecido. O líder dos nômades explicou que a criatura que dormia na areia era um jovem dragão de bronze. Ele tinha chegado àquelas bandas recentemente e tinha começado um confronto com os habitantes, antes de fugir e dar meia-volta após ter sido afugentado por caçadores. Por isso estava meio transtornado e selvagem.

Ele parece ferido notou um pouco de sangue em umas partes da escama da besta alada.

— Sim, acho que foi alguma espada ou lança.

Não deveríamos fazer alguma coisa?

— A gente até pode, mas não acho que seja necessário. Veja — se aproximou do bichão — o ferimento é na camada externa da escama, vai se regenerar sozinho. Além disso, ele tá no seu habitat natural: a praia. Sabia que ovos de dragões de bronze precisam ficar imersos em areia para chocarem?

Uau, só falta dizer que eles se alimentam de peixes debochou.

— Isso aí mesmo! Como sabia? — ele não percebeu a ironia da afirmação natural.

Soluço continuou explicando sobre os remendos que faziam em dragões realmente feridos. Os tipos de ferimentos variavam, mas em sua grande maioria eles se renegavam naturalmente ou quando expostos aos seus elementos. Mantê-los alimentados era essencial, pois o metabolismo draconiano era a chave de seus poderes e humor. E ninguém gostaria de ter uma fera daquelas de mau humor.

Dando sequência às explicações, eles foram até uma arena improvisada onde os treinadores de dragões praticavam variados tipos de combate. Algumas lutas eram entre dragões e seus treinadores, outras entre treinadores e dragões. Todavia em nenhuma delas havia intenção de ferir seriamente ou matar alguém. O intuito por trás daquilo era unicamente entender como as feras agiam e aumentar os laços entre humano e dragão.

— Tá na hora de você provar que não é um caçador — Soluço falou — derrote um dragão sem machucá-lo. Se conseguir, pode levar um com você. Dou minha palavra de honra — jogou o desafio no ar.

O guardião definitivamente não estava preparado para aquilo e em momento algum tinha pensado em levar um dragão para casa. Pressionado pelo olhar julgador do outro, lembrou-se de um ensinamento antigo de Ladão que dizia: quando um não quer, dois não brigam. A única maneira de vencer um bicho com temperamento forte e teimoso sem o machucar era não brigando.

Não vou enfrentar um dragão, eu nem quero isso proferiu, um pouco desconcertado pela suposição.

— E com isso você prova que não é um caçador. Nossas palavas de honra são a coisa mais sagrada para nós. Se fosse um, teria tentado vencer o desafio pela cobiça do ganho — apontou.

Surpreso com o teste pelo qual tinha acabado de passar, Quincy se sentou na arquibancada da arena para assistir os combates. Soluço aproveitou o momento para explicar um pouco de como aquelas feras se comportavam em um combate. De acordo com ele, era praticamente impossível arquitetar um plano perfeito antecipando como um daqueles monstros agiria. Não obstante, a grande chave para superar um daqueles era deixando que ele sempre fizesse o primeiro movimento.

Um dragão sempre ditaria seu ritmo e intenção com base no primeiro ataque. Se apenas assustado ou se defendendo, optaria por usar a cauda para afugentar seus oponentes. Em casos de fome, tentaria investidas para derrubar e morder o alvo.

— E se furiosos — Soluço começou dizendo.

Eles tacam fogo o guardião complementou, seguindo o óbvio.

— Isso aí! Você se daria bem com um dragão, Eddie — comentou, dando uns tapinhas nas costas do semideus conforme os dois se afastaram da arena.

Já era noite quando toda a interação entre os dois terminou. Soluço convidou o rapaz de outra realidade para passar a noite junto a eles e este aceitou. Havia um casebre recém construído vazio que foi justamente onde o olimpiano dormiu. Ele reparou, enquanto pegava no sono, que até a mais simples das construções parecia ter sido feita para aguentar o ataque de um dragão. "Eles levam isso muito a sério", notou.

Na manhã seguinte Eddie ajudou os habitantes do vilarejo nas tarefas mais primordiais, como carregar alimentos e materiais de construção. Depois, a convite do líder deles, alimentou os jovens dragões do estaleiro próximo à praia. Acompanhou o treinamento de voo e até se arriscou voando em um dragão verde mediano, mas desistiu poucos segundos após por conta do seu medo de altura.

Se divertir ali era inevitável, principalmente com figuras cômicas tipo os gêmeos e alguns dragões. Só que o grande aprendizado com os nômades, para Eddie, foi o de como o respeito e companheirismo podiam derrotar até a maior das ameaças. Pensar nisso deixou o guardião um pouco entristecido, já que até então ele estava sozinho em sua jornada - em todos os sentidos.

— Espero vê-lo algum dia novamente, Eddie — Soluço comentou enquanto se despediam.

Espero também, aí a gente caça uns caçadores montados em dragões zoou, já melancólico com a despedida.

O fim daquela missão nada intencional foi rápido e objetivo. Olhar para trás apenas o deixaria mais triste ainda, afinal, julgou ter feito algo que há anos não sabia o que era: amigos...

Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 20/05/2019 até 21/05/2019 às 13h00).

Habilidade Utilizada:
Nome do poder: Num Piscar de Olhos I
Descrição: Os filhos de Hermes/Mercúrio só precisam piscar para se teletransportar de um lugar para o outro. O campo de movimento é pequeno, eles podem se mover com tal habilidade apenas em um raio de quatro metros.
Gasto de Mp: 15 MP (por turno usado)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Missão Realizada:
Como treinar seu Dragão: Na floresta encantada existe um povo nômade que vive perfeitamente bem entre os dragões. Suas casas são fortes com capacidade para conter, ajudar e treinar tais criaturas com uma riqueza de detalhes impressionantes. Eles não apenas conseguem conviver com os dragões, como também conseguem domesticá-los. Você acabou encontrando esse povo e como um verdadeiro curioso deseja aprender junto a eles. Conquiste a confiança dos nômades e aprenda com eles a como treinar e virar amigo de um dragão.
Recompensas: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos

Observação: Personagens que possuem dragões como mascotes ganham um bônus de 2.000 de XP por aprenderem mais sobre eles. Além disso, essa missão pode gerar uma habilidade sobre conhecimento de dragões.
Requisito mínimo: Nível 7.


habilidade gerada escreveu:Habilidade: Conhecimento sobre dragões
Descrição: O personagem conviveu e aprendeu com o povo draconiano as características, habilidades e diferenças sobre os dragões e agora já consegue lidar um pouco melhor com eles. Ao obter esse conhecimento o semideus é capaz de conseguir ajuda, domar, ou evitar ser atacado por um tempo pelas feras, desde que essas não estejam sobre qualquer outro tipo de domínio ou magia. Ou seja, se o dragão em questão não possui dono, está com o humor afetado por algum outro fator, ou sendo manipulado por magia o personagem ainda conseguira lidar com ele.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de chance de não ser atacado por dragões. +30% de chance de conseguir que ele te ajude caso o personagem consiga se aproximar. +20% de chance de descobrir um ponto fraco ao lutar contra um dragão.
Dano: Nenhum
Extra: O conhecimento permite ao semideus criar estratégias melhores relacionadas aos dragões, ou seja, ele aprende a lidar com eles de maneira ofensiva ou defensiva.
naxz @epifania


Call me pretty and nasty cause we gonna get it my love you can bet it on black we gon double
I be the Bonnie and You be my Clyde
Eddie Quincy
Eddie Quincy
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Eddie Quincy em Seg Maio 20, 2019 8:49 pm

DREAM
008
Corvus oculum corvi non eruit
Eddie não pensou duas vezes quando foi convidado a ajudar as fadas em seu problema. Tudo fora muito rápido e objetivo: ele estava em um ponto aleatório da Floresta Encantada quando elas esbarraram nele. As pequenas acabaram sendo atraídas pela aura do guardião (ou talvez seu perfume) e imploraram por sua ajuda. De acordo com elas, algum tipo de praga desconhecida estava matando seus campos de flores e enfraquecendo seu reino.

Desesperadas, já que nada do que faziam dava certo, elas partiram em busca de ajuda. O semideus, enquanto um seguidor das Hespérides, tinha um apresso e carinho especial pela flora - não importando o mundo. Justificando, dessa forma, sua escolha de ajudar. Graças a elas, inclusive, recebeu temporariamente um par de asas junto à redução de tamanho antes de adentrar Fairytopia.

Mas eu não sei vo-aaaar tentou protestar, mas assim como quando Sininho o fizera voar, foi meio que automaticamente sem controle.

De todos os reinos e mundos fantasiosos em que se metera nas missões passadas, Fairytopia vencia qualquer um com folga no quesito beleza. Tudo parecia grande demais para ele que estava minúsculo e, ao mesmo tempo, do tamanho ideal uma vez que a cidade e outras construções eram proporcionais aos seus habitantes. Todavia, por mais que tivesse interesse em continuar ali a passeio, o dever o chamava.

Elas estão em dor, morrendo traduziu os sentimentos das flores e do campo para as fadas, que choramingaram em coro.

Um guardião das ninfas primaveris estava em constante comunhão com o solo e a natureza e, portanto, conseguia sentir e saber o que se passava naquele lugar. "Envenenamento!", logo notou. Em um ato de pressa, ele pediu que trouxessem seiva de árvores e galhos. Quando conseguiu o que queria, tentou imbuir os galhos na seiva e os usou para furar o campo de flores. Depois, usou seu controle elemental para remexer na terra e tentar espalhar o líquido natural.

Alguns minutos se passaram naquela tentativa seguida do aguardo pelo resultado, infelizmente, negativo. O que houve após foi um breve silêncio seguido do choro das fadas, o qual descreveu bem o momento de tristeza. O solo havia perecido diante da ameaça desconhecida, porém, nem tudo estava perdido. As luzes solares passavam de maneira tímida pelas copas das altas árvores, iluminando o mórbido campo de flores. Nessa, o corpo do guardião começou a brilhar e intensificar a iluminação da área.

Apenas de estar naquela área Eddie já passivamente começava a fazer o solo ganhar vida novamente. A luz solar apenas ajudou a intensificar o efeito, ao passo em que  o aspecto morto do solo deu lugar a um amarronzado e vívido. Quincy explicou que aquele efeito não era mágico, ou seja, não faria as plantas e flores nascerem magicamente de volta. Entretanto, poderiam replantar as sementes e aguardar pelos resultados. Não só isso, ele também ofereceu ajuda de outra maneira.

Esperto como só, pediu a colaboração das fadas para coletar um pouquinho do resquício de veneno que impregnara o solo outrora morto. Dessa forma poderiam criar um elixir futuramente para proteger a natureza daquela praga, caso ela voltasse a aparecer. A ameaça tinha sido neutralizada e uma solução futura apresentada, todavia o sentimento de revolta por parte do guardião não sumiu ali. Ele queria saber quem era o responsável por aquilo e, sem querer, acabou ficando sabendo na mesma hora.

— Syrena, Myrcella, nos ajudem! — uma fada chegou voando com pressa, gritando por duas das fadas que encontraram Eddie — a fada negra agiu novamente!

Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 20/05/2019 até 21/05/2019 às 13h00).

Habilidades de Guardião Utilizadas:
Nome do poder: Presença fértil
Descrição: A presença dos guardiões exala confiança para a natureza ao seu redor, sendo de certa forma quase como um fertilizante para vegetações que estejam à beira da morte. Toda e qualquer vegetação ao redor desses semideus irá ganhar vida mesmo que esteja morta. O ganhar vida não se refere a algo mágico, apenas irá reviver e crescer, podendo ser utilizada pelos guardiões.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfume primaveril
Descrição: As Hespérides possuem atributos semelhantes às horas, espíritos que presidem as estações do ano, sendo taxadas como deusas primaveris. Os guardiões da deusa possuem um natural perfume agradável, que remete aos que o sentem a doces e agradáveis tardes da primavera, ficando mais calmos e amorosos. O que evita que sentimentos negativos como raiva, medo, angústia e depressão passem e deem lugar para a felicidade e amor. O perfume de seus corpos pode ser sentido apenas por aqueles que estiverem em uma distância máxima de cinco metros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito é narrativo e funciona para apaziguar ânimos em rps sociais, não funcionando em meio a uma batalha ou derivados.

Nome do poder: Controle elemental III
Descrição: Chegando ao ápice de seu controle, os guardiões conseguem controlar qualquer quantidade de matéria elementar existente em meio à natureza, podendo moldá-la como bem desejar. Podendo ser utilizado para defesa e ataque (fazer uma barreira de fogo, causar incêndio e etc), não funciona infelizmente com os elementos criado pelo próprio semideus, e se restringem aos quatro elementos primordiais da natureza (água, terra, fogo e ar).
Gasto de Mp: 25 por arma criada
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 cada golpe da arma
Extra: Ele precisa do elemento em questão pronto no cenário, ou seja, não pode criar água, mas pode controlá-la se tiver água ambiente.

missão realizada:
O mistério do reino das fadas I – Algum tipo de praga tomou conta do campo de flores das fadas e uma grande parte delas está morrendo. Preocupadas com a magia estranha a dominar seu reino as pequenas criaturas viajaram até a floresta encantada em busca de ajuda e uma delas te encontrou. Você recebeu um convite para adentrar o mundo delas e aceitou ajudá-las. Como recompensa ganhou um par de asas temporariamente e diminuiu de tamanho antes de ser levado até Fairytopia. Ajude as fadas a descobrir o que aconteceu com o campo das flores para que elas possam restaurá-lo mais uma vez.
Nível Mínimo: 5
Recompensas: 4.500 XP e Dracmas + 4 Fragmentos.
naxz @epifania


Call me pretty and nasty cause we gonna get it my love you can bet it on black we gon double
I be the Bonnie and You be my Clyde
Eddie Quincy
Eddie Quincy
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Eddie Quincy em Seg Maio 20, 2019 8:51 pm

DREAM
009
Corvus oculum corvi non eruit
Então ela que envenenou o campo? Eddie fez a pergunta retórica quando se juntou às fadas para saber o que estava acontecendo.

Aparentemente a fada negra, não contente em ter envenenado o campo de flores de Fairytopia, também raptou um pequeno grupo de jovens fadas da cidadela. Determinado a impedir os planos daquela vilã asquerosa, Quincy se ofereceu instantaneamente para ajudar as inocentes a recuperarem suas amigas.

Talvez se estivesse do tamanho normal o semideus seria mais rápido, contudo ele precisava preservar as leis daquele mundo e voou o mais rápido possível. Como esperado, nem percebeu que estava voando de tão imerso e focado na missão. Guiado por Syrena e Myrcella, as fadas que o levaram até ali, se aventurou pela floresta delas enquanto seguia em disparada.

Por sorte uma das fadas havia seguido a raptora e encontrado o local onde ela mantinha as fadas capturadas. "Uau, um acampamento no meio da floresta, que secreto" ironizou ao chegar no local certo. Havia dois trolls ao redor da pequena jaula onde as fadinhas eram mantidas aprisionadas. Os bichos tinham o tamanho de trolls normais, o que tornava tudo muito injusto e errado. Para piorar, uma fogueira sendo preparada indicava que alguém seria comido logo logo.

— Oh não! — Myrcella se desesperou ao perceber o que estava para acontecer.

Não se preocupe, não vou permitir que eles façam mal a elas prometeu.

Mesmo pequeno, o guardião ainda tinha alguns truques na manga e não estava impedido de os usar. Em fato, o tamanho menor era até melhor para se aproximar sem ser percebido. Tendo isso em pauta, o mini filho de Hermes atiçou as raízes da floresta para se enroscarem nos pés dos trolls e os derrubarem. Em seguida, aproveitou a distração para dar vida a um elemental de ar a fim de atazanar a vida dos monstros.

A criação de Eddie tinha dois metros de altura, o que, para as fadas, era quase como um gigante. Não satisfeito com aquilo, o helênico ainda invocou mais dois espíritos de ladrões para o ajudarem atacando os trolls. Simultaneamente a isso, o pequeno ladrãozinho voou até a jaula e arrombou a tranca com um de seus poderes para libertar as fadas.

Sua estratégia consistia em deixar suas criações batalhando enquanto ele salvava as reféns. E isso até deu certo: Ed conseguiu soltar as fadas e comprar tempo para elas fugirem. Entretanto, no meio da ação, ele notou que seus aliados tinham sido derrotados e os dois trolls iriam seguir seu grupo. Sem outra escolha, o olimpiano partiu para cima dos dois bichões que duvidaram de que alguém com o tamanho dele daria conta deles.

Vou ensinar umas boas maneiras a vocês, bobocas vociferou, mas sua voz era baixinha e fina demais, o que apenas causou risos por parte dos monstros.

Virado no Jiraya, o seguidor das ninfas do entardecer voou com tudo e utilizou um plano conhecido: atacar e não ser atacado. Rápido como só, ele deu graças à magia das fadas o ajudarem a planar com facilidade, ou então estaria condenado. As mesmas raízes de antes foram utilizadas, porém dessa vez Eddie manobrou com as duas por entre as pernas de seus adversários enquanto estes tentavam lhe bater com seus porretes.

Como se estivesse em uma cena de ação enfrentando gigantes, ele desviou de tudo por muito tempo até que foi atingido por um golpe e caiu. Aparentemente derrotado (já que sua resistência era normal, ainda que o tamanho não ajudasse), o rapaz se arrastou por alguns metros visando fugir de seus carrascos. Cantando vitória, os dois trolls andaram sem perceber que, ao fazer isso, as raízes que estavam ao redor de suas pernas chegariam ao seu limite.

A arrogância e burrice dos monstros condenou os dois a uma morte inevitável. As plantas mágicas se enroscaram nos dois e os derrubaram. O chão sob eles, por sua vez, estava encantado com um glifo de fogo que fora colocado durante as manobras pelo guardião (aproveitando-se que prestavam atenção apenas nele e não no restante do cenário). Assim, chamas subiram e queimaram os dois bichos vivos até eles desaparecerem em nuvem de pó dourado.

— Como você fez isso? — uma das fadas perguntou, impressionada.

Um mágico nunca revela seus truques piscou, todo arrebentado, enquanto fazia o fogo sumir antes que se espalhasse pela floresta. Agora, se não se importam, será que já posso voltar pro meu tamanho normal?

Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 20/05/2019 até 21/05/2019 às 13h00).

Habilidades Utilizadas:
Nome do poder: Mestre dos ladrões II
Descrição: O filho do deus dos ladrões consegue invocar espírito de ladrões mortos para lutar a seu lado. Nesse nível, consegue invocar apenas três espíritos e eles lutarão ao seu lado por três turnos.
Gasto de Mp: 20 MP (por criatura invocada)
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP Por golpe dos fantasmas.
Extra: Ficam em campo por 3 turnos.

Nome do poder: Especialista em arrombamentos
Descrição: Os filhos de tal divindade possuem a habilidade de arrombar qualquer fechadura existente, apenas aquelas encantadas por deuses conseguem escapar dessas crianças.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Guardião elemental II
Descrição: O semideus, através do controle elemental, consegue criar uma criatura feita puramente de um dos quatro elementos da natureza. O construto funciona como um guardião, defendendo e atacando os inimigos do semideus. A invocação pode chegar até dois metros e meio de altura e se comporta com base no elemento escolhido. A de pedra, é mais resistente e forte mas em compensação mais lenta, por exemplo.
Gasto de Mp: 45 para ativar e 25 cada turno para manter.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Cada golpe do guardião pode dar no máximo 50 de dano, mas ainda fica para o narrador decidir o valor certo
Extra: O construto dura 5 turnos, antes de desaparecer ou ser destruído.

Nome do poder: Glifo de fogo
Descrição: O semideus, através da manipulação elemental, consegue criar um glifo no chão que cobre uma área de 5m³. O desenho é vermelho e pode ser notado facilmente por todos. A primeira pessoa que pisar nele receberá todo o dano elemental de fogo, sentindo seu corpo queimar por dentro e fora. Se criar em cima de alguém que está parado, quando outra pessoa pisar na armadilha, todos dentro da área sofrerão os efeitos. Ou seja, a depender do uso, pode causar um dano massivo em área.
Gasto de Mp: 25
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 70
Extra: Extra: O glifo fica 5 turnos como uma armadilha no chão; somente 2 glifos podem estar ativos por vez (não importando de qual tipo), eles podem ser espalhados ou colocados um em cima do outro, conforme o guardião preferir

Missão Realizada:
O mistério do reino das fadas II – A fada negra retornou ao seu antigo lar no intuito de se vingar mais uma vez, ela nunca está satisfeita com a felicidade das fadas e precisa encontrar constantemente novas maneiras para se vingar. Dessa vez a bruxa capturou, trancou um pequeno grupo de jovens fadas e as deu como alimento para dois trolls da floresta. Você que estava no reino para ajudá-las no campo de flores acabou sabendo do ocorrido e decidiu que as salvaria mais uma vez. Ajude as fadas a resgatar suas companheiras das mãos dos trolls.
Nível Mínimo: 7
Recompensas: 5.500 XP e Dracmas + 6 Fragmentos.
naxz @epifania


Call me pretty and nasty cause we gonna get it my love you can bet it on black we gon double
I be the Bonnie and You be my Clyde
Eddie Quincy
Eddie Quincy
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Eddie Quincy em Seg Maio 20, 2019 8:53 pm

DREAM
010
Corvus oculum corvi non eruit
O ritmo, outrora frenético, dos passos de Eddie Quincy ia diminuindo conforme ele bocejava. Seus olhos já estavam ardidos e seu corpo começava a parar de reagir às ordens do cérebro. O estado de exaustão física e mental tinha atingido um ponto próximo ao de pane, fosse ele uma máquina. Ainda assim, o semideus não ousou parar na Floresta Encantada temendo o pior.

Em determinado momento da caminhada, o meio-sangue se deparou com um caminho desconhecido e mais iluminado que o comum. Movido sem muita razão ou motivação além do sono, ele seguiu por ali até alcançar uma praia. Não era a mesma baía dos nômades de antes, aquela parecia mais paradisíaca e quase como se estivesse em uma ilha.

Será que eu tô no filme do Scooby Doo? Ed falou com voz de sono, sentando-se na areia.

Não demorou até o filho de Hermes se deitar no terreno fofo e cochilar. Entre cochilos rápidos, ele acordava e olhava ao redor com medo de ser pego por alguma criatura estranha. Porém, quando seu corpo não aguentou mais, deitou a cabeça na areia por horas seguidas e adormeceu de vez. Pela primeira vez em muito tempo, não sonhou com nada; apenas uma noite justa e bem vinda de sono.

Só havia um detalhe: Eddie se deitou próximo demais do oceano. Ou teria este se aproximado dele? Quincy não testemunhou o ocorrido por estar dormindo, mas, durante a noite, algo aconteceu e mudou completamente o cenário ao seu redor. Quando acordou, o jovem adulto notou que a praia estava diferente e um pouco mais... paradisíaca.

Coqueiros cresciam no limite oposto ao do mar. A vegetação era tropical e, quando encarou o mar, notou que este era muito mais claro e calmo.

Isso é uma ilha! disse sozinho, sem entender o que estava acontecendo.

Rapidamente passos e uma barulheira de vozes surgiram no ambiente vindo do interior da ilha. O guardião se virou e, meio grogue ainda de sono, não teve reação ou sequer pensou em uma. Diante dele, o que parecia uma tribo local armada com lanças e liderada por uma menina na dianteira. Acontece que essa menina era bastante familiar. Em fato, ele sabia muito bem quem ela era.

Adiantando-se ao restante das pessoas, a garota começou a falar — eu sou Moana de Motu Nui e... — antes que pudesse terminar, Eddie a interrompeu.

Você vai entrar no meu barco e atravessar comigo o oceano até a ilha de Te Fiti, e restaurar seu coração! completou de maneira animada, por ser um grande fã do filme.

— Não! Quem é você? — a líder franziu o cenho, surpresa — e como sabe disso?

Sou Eddie Quincy, semideus filho de Hermes e deu uma pausa dramática não sei o que eu tô fazendo aqui.

As feições de surpresa do povo de Motu Nui quando o desconhecido disse ser um semideus foram impagáveis. Eddie foi convidado e explicar melhor aquilo a Moana e os outros, uma vez que não faziam ideia de quem Hermes era ou outros semideuses por ali. No entanto, quando ele entrou em detalhes sobre a lebre e Alice, a garota - que já tinha encontrado com esses dois personagens antes em outra ocasião - finalmente acreditou em sua história.

— Mas isso não faz sentido. Por que você viria parar aqui do nada? — ela indagou em sua residência junto ao meio-sangue.

Não sei também ele respondeu, sincero.

— A menos que... existe uma lenda a respeito de um semideus que salvaria nossas ilhas da grande onda — Moana começou a explicar.

De acordo com a garota, no meio daquele oceano havia dois vulcões apaixonados que, após muita luta e esforço, conseguiram ficar juntos. Os dois viveram por muito tempo assim, até que uma criatura das profundezas, com inveja, atacou os vulcões e os feriu. O monstro foi derrotado pela lava, porém, como resultado, um dos vulcões gastou todas as suas energias na batalha e adormeceu tornando-se rocha endurecida.

Desde então o vulcão que permaneceu acordado se enfureceu e entrou não só em erupção, como também provocou abalo nas placas tectônicas e iniciou uma série de ondas gigantescas que varreram ilhas próximas. Somente o escolhido seria capaz de acordar o vulcão adormecido e acalmar o enfurecido.

É, definitivamente eu não sou esse cara riu, como quem dizia "até parece que eu tenho poder para isso".

— Hm, então você não é o grande elementalista que acenderia o fogo do vulcão como dito na história — ela deu de ombros, decepcionada.

Opa, pera aí! protestou eu sou um grande elementalista, tá? Nós, ajudantes das Hespérides, trabalhamos melhor do que ninguém com os elementos da natureza disse, com tremendo orgulho.

— Então você é o herói da história! Eu sabia! — Moana se apressou e começou a juntar um monte de coisas dentro de um pote.

Eu já vi você fazendo isso e sei o que pretende, mas engoliu em seco o que tá fazendo?

— Não é óbvio? Arrumando as coisas porque temos uma missão a cumprir!

Eddie nem teve tempo de processar direito a situação ou de protestar pedindo por mais detalhes. Moana era muito determinada e impulsiva, além de possuir uma aura que inspirava e convencia todos ao seu redor. Ela podia muito bem ser filha de algum deus olimpiano, como o rapaz notou. Seja como for, os dois subiram em um dos barcos de viagem e não demoraram a partir.

Era estranho para o campista pensar que estava de falo ali, no meio de um mar paradisíaco e a caminho de um vulcão enfurecido ao lado de uma personagem até então fictícia. A todo instante ele se lembrava das cenas do filme e interiormente não sabia dizer se preferia Hei Hei, o galo doidinho, ali ou não. As coisas podiam ficar feias e havia ainda um pequeno detalhe: não fazia ideia de como acordaria um vulcão adormecido.

Achei que Maui estaria com você quebrou o silêncio da viagem.

— Maui anda ocupado por aí — comentou — mas ele realmente sumiu há uns dias. Espero que esteja bem — um certo pesar em seu timbre denunciou uma preocupação até então escondida.

O clima estranho entre os dois não durou muito, porque uma embarcação de kakamoras surgiu do horizonte em direção à dupla.

O que eles querem? indagou, confuso.

— Kakamoras não gostam de mim desde... você sabe, aquele incidente — ela se referia ao encontro que tivera com os bichinhos durante sua aventura para entregar o coração de Te Fiti.

E obviamente vai sobrar pra mim também concluiu o óbvio, obtendo assim um sorriso meio "foi mal" por parte da acompanhante.

Os kakamoras, em todo seu tamanho minúsculo e representados por coquinhos com faces feias desenhadas em suas superfícies, usavam seus bracinhos para erguer armas igualmente pequenas e afiadas. Suas perninhas pulavam freneticamente na madeira de seu barco conforme gritavam em uma língua indecifrável.

Moana tentou contornar a situação virando a embarcação, contudo os dardos com cordas rapidamente se cravaram no barco e a invasão começou. O meio de transporte dos heróis era pequeno se comparado ao dos coquinhos e, mesmo assim, pareceu aguentar um monte deles durante a confusão. A garota usava o remo para os jogar no mar e o rapaz chutava e jogava o restante.

— Não importa o que aconteça, não seja atingido pelos dardos! — gritou, ao passo em que o barco dos kakamoras se aproximava ainda mais devido às cordas prendendo-o ao outro.

Por quê? questionou, mas, na mesma hora, um dos tais dardos assoprados pelos inimigos atingiu sua bunda e ele caiu deitado devido à anestesia aé.

Imobilizado devido ao efeito do dardo, Quincy não conseguia se mover direito e Moana era superada da cada segundo. Temendo o pior, ele fez todo o esforço de se concentrar mesmo parado e, quando usou sua energia divina, deu vida a um construto feito da própria água do mar. O bicho começou a manobrar ao redor da embarcação atacada dando tapas nos kakamoras e os jogando para longe.

— Oceano! — ela achou que era a própria natureza, como de costume, a ajudando.

Ei, fi u á tentou dizer que ele era o mandante da ajuda, mas até sua língua estava dormente.

O elemental derrotou com facilidade os coquinhos, afinal, estava com uma mega vantagem de terreno e, ao fim de sua existência, foi por baixo do barco deles para o virar de uma vez por todas. Moana, àquela altura, já tinha soltado as cordas e liberado a dupla da importunação dos bichinhos.

— Vitória, é isso aí! — saltou de alegria, usando os ventos logo em seguida para sair daquela área.

A viagem continuou pelo restante do dia e foi somente quando a noite chegou que o efeito anestésico passou. Foi nessa hora que Ed enfim pôde explicar que ele tinha criado aquele golem de água. Obviamente a menina não acreditou e o fez repetir o feito como prova - o que aconteceu, porque o grego adorava provar que estava certo.

Impressionada com aquele poder, ela perguntou mais sobre o que semideuses de outros mundos podiam fazer e os dois conversaram por horas sobre aquilo. A possibilidade de poder um dia visitar aquela outra realidade ficou em aberto, mas um silêncio estranho pairou sobre o ar quando esta foi levantada. Afinal, nem sabiam se sobreviveriam àquela aventura.

E a incerteza se mostrou certa quando, do nada, o mar se agitou pela noite. A impressão que tiveram foi de que o mundo estava acabando pois era possível sentir tudo tremer. Sem uma tempestade no horizonte, logo concluíram que era o vulcão enfurecido novamente. Moana rapidamente tentou manobrar em outra direção, todavia a grande onda surgiu em questão de segundos.

O grande perigo de se enfrentar um tsunami no mar é que nada pode ser feito a seu respeito. O mar era dragado em direção à formação gigantesca enquanto esta se ganhava forma. Eddie nunca tinha enfrentado o Mar de Monstros - e por ele jamais o faria -, contudo viveu um momento de desespero digno do local.

A gente vai morrer! gritou, porém tudo o que sua aliada fez foi se ajoelhar na madeira do barco e fechar os olhos.

Se havia algum deus dos mares naquele mundo, que ele tivesse misericórdia daqueles dois.

A onda se chocou contra a pequena embarcação e ambos foram atingidos em cheio pela força do mar. O meio-sangue tentou controlar a água ao seu redor para tentar amenizar os danos, mas o turbilhão era forte demais. A sensação de estar sendo esmagado de todos os lados ia e vinha, conforme ele era jogado girando de um lado ao outro no oceano. Em determinado momento a pressão foi tanta que sua consciência apagou e tudo ficou preto. E calmo.

— Eddie! — a voz de Moana o acordou novamente.

Jogado na praia de uma ilhota aleatória, estavam os dois sobreviventes da grande ira do vulcão. Confuso e levemente dolorido, o jovem adulto se sentou para tentar entender o que estava acontecendo ao mesmo tempo em que a luz do Sol fazia seus olhos arderem.

A gente não morreu nem ele parecia acreditar nas próprias palavras como assim?

— O oceano me trouxe aqui, ele me protegeu — começou a explicar — mas você tinha sumido e eu... — desviou o olhar — eu achei que você tinha, você sabe — piscou de maneira frenética — só que daí o oceano te jogou aqui umas horas depois de mim!

Obrigado, eu acho levou a destra ao pescoço dolorido e tossiu um pouco de água salgada.

— Não entendeu? O oceano também te escolheu! — vibrou — por isso você apareceu do nada aqui!

Fazia sentido, se os fatos fossem analisados. Descobrir aquilo meio que revitalizou a icônica personagem que sempre fora conhecida por sua perseverança e coragem. E ela realmente inspirava isso, como um feromônio expelido por seus poros - quase igual a um poder herdado de um deus.

Mas como a gente vai atrás do vulcão sem um barco? perguntou, tentando pensar em uma saída.

— Ihuuuu! — uma voz nova surgiu na cena, seguida por um som de águia.

Mentira usou a mão esquerda para esconder a boca aberta.

— Maui! — a chegada do outro semideus animou Moana ainda mais.

Maui era conhecido naquele mundo como o semideus que roubara o coração da deusa Te Fiti e depois fora derrotado. Apesar de nunca ter sido de fato um antagonista, ele teve um arco de redenção no filme e terminou amigo da protagonista. Era conhecido por poder se transformar em qualquer criatura graças ao seu anzol mágico. Em outras palavras: a ajuda que tanto precisavam.

— Onde você tava? — questionou assim que o homenzarrão mudou de uma águia gigante para sua forma humana.

— Ah, você sabe, o povo chama, eu atendo — respondeu de maneira desleixada e brincalhona — e esse seria? — encarou o outro.

Eddie Quincy, semideus filho de Hermes se levantou para apertar a mão do recém-chegado.

— Semideus, é? Não lembro de você da última reunião de semideuses das ilhas — debochou de maneira irônica.

— Maui, é sério! — Moana deu uma breve explicada de quem o filho de Hermes era e o que tinha de fazer.

— Então um herói de outra história invade a nossa e tira nossa glória? — indagou — boa sorte pra vocês — deu as costas e começou a andar em direção à água, entretanto sua tatuagem mágica tentou o impedir de ir.

— Maui! Não começa de novo. O futuro das ilhas está em jogo, a gente não pode ignorar isso — e a menina não estava mentindo ou errada, a situação era realmente maior que todos eles.

Eu não pedi pra nada disso acontecer, tá, cara. Eu só queria tirar um cochilo, daí acordei metido nessa disse, já transtornado com tudo aquilo.

— Vendo por esse lado — deu o braço a torcer — e como vocês pretendem acordar o vulcão adormecido? Eu já tentei com a ajuda de Te Fiti e não adiantou.

— Eddie vai usar seus poderes de elementalista e criar lava!

Eu vou? perguntou.

— Ele vai? — Maui se juntou ao grupo dos em dúvida.

— Claro que vai. Agora temos que ir logo, o tempo tá passando!

— Você vai me fazer virar uma baleia, não vai? — Moana riu assim que ouviu a pergunta.

Uma baleia seria muito devagar apontou tive uma ideia.

Enquanto guardião das Hespérides, Eddie era capaz de transformar algumas partes de seu corpo em de animais. Dessa forma, sugeriu que os Maui virasse uma águia gigante para dar uma carona a Moana e ele transformaria os braços em asas do mesmo animal. Aquela ideia era realmente boa, não fosse o próprio inventor morrer de medo de altura.

"Você consegue" Quincy disse para si mesmo "não é a primeira vez", e de fato não era. O helênico já tinha voado umas boas vezes ao decorrer daquele grande evento - em uma dessas, inclusive, na forma de fada. Impressionado com o poder de seu aliado, Maui estava com uma leve inveja e, por isso, soou meio grosseiro quando deu dicas de como planar com asas.

Não tá dando certo, não tá dando certo. Cancela, repito, cancela se desesperou quando começou a bater as asas já no alto, percebendo que ia ganhando cada vez mais altitude.

Após os momentos iniciais de desespero, Eddie conseguiu assumir um ritmo controlado e não muito alto ao lado dos dois. Maui levava Moana em suas costas, mas isso o retardava bastante. Não estavam muito longe dos vulcões, portanto bastava seguir o caminho em paz que uma hora chegariam lá. Só que obviamente eles não tiveram essa paz.

— Ai não — o comentário do semideus transformado em águia descreveu bem o momento.

Em outra ilhota no meio do caminho estava Tamatoa, o caranguejo gigante que detestava Moana e Maui.

— A gente meio que deu uma surra nele num encontro passado pra recuperar meu anzol perdido — explicou.

Tô ligado sabia da história por conta do filme.

O monstrengo aparentemente não estava ali por um acaso. — Vocês! Finalmente nos reencontramos! — Tamatoa gritou com o mesmo sorriso largo de sempre — e que criatura nova é essa? — referiu-se a Eddie, um humano com asas de pássaro.

— Tamatoa, não temos tempo para isso agora — Moana tentou argumentar — estamos a caminho do vulcão enfurecido, se a gente não parar ele tudo será destruído pelos tsunamis!

— E você acha que eu ligo? Se o mar tomar conta de todas as ilhas, vou poder pegar todas as coisas brilhantes da superfície e comer o que quiser — o monstro disse aquilo como se fosse a coisa mais incrível do mundo.

— Ele não vai recuar, Moana, conheço essa criatura nojenta — Maui evidenciou.

O problema daquela situação é que Eddie não conseguia voar muito alto com aquelas asas, ou seja, seria pego por ele. Ou seja: um confronto seria inevitável. E, já irritado por ter que voar para ir mais rápido, o guardião resolveu mostrar ao caranguejo que ele era fichinha comparado aos monstros de verdade.

— O que está fazendo? — a menina não entendeu quando o herói terminou a transformação e caiu na água.

Limpando o caminho um olhar determinado de sua parte encarava o caranguejo enquanto boiava e, segundos após de canalizar suas forças na água, o mesmo elemental marítimo de antes surgiu atrás do bicho.

— Não! O que é isso? O oceano não pode me atacar, sou um de seus filhos! — Tamatoa vociferou ao ser atacado pela criatura feita de água.

Isso não é o oceano. Isso sou eu

O caranguejo gigante até tentou lutar contra o bicho, porém foi rendido e puxado da ilhota para ser afundado no mar.

— Você conseguiu — comemorou lá do alto da águia gigante.

— Uau, tu é bom mesmo, maluco — Maui admitiu.

Por mais contentes que pudessem estar com a resolução rápida do problema, a situação virou quando o campista, por estar boiando na água, foi puxado para baixo por Tamatoa que, aparentemente, não tinha desistido. Alarmados, Moana e Maui perceberam na hora que o garoto estava condenado e, em um momento de heroísmo, o homenzarrão se transformou em um tubarão.

— Você vai atrás deles? — a pergunta soou meio como uma afirmação, ao passo em que ela boiava também por ter saído da carona.

— É o único jeito. Assim que ele emergir, peça ao oceano pra levar vocês daqui e fujam — ordenou.

— Mas e você?

— Eu vou ficar bem. Quando eu não fico bem? — zombou — agora faça o que eu falei e de nada!

Maui mergulhou na forma de tubarão e alguns segundos se passaram até que Eddie surgiu novamente. Cuspindo muita água e notavelmente exausto de ter ficado muito tempo sem respirar, ele se apoiou em Moana e, graças à súplica desta, os dois foram levados pelo oceano. A força da natureza não podia interferir enfrentando as batalhas de seus escolhidos, contudo ainda podia os salvar e foi isso que fez.

Não houve mais conversa entre os dois durante o restante da viagem. Surfando sentados sobre as ondas, os ventos batiam em seus rostos inexpressivos. Moana, além de preocupada com o grande problema, ainda pensava em Maui enfrentando aquele monstro. Eddie, por sua vez, temia chegar no vulcão e simplesmente não saber o que fazer, já que lava nunca fora um de seus elementos.

— Olha — o silêncio foi quebrado quando finalmente avistaram seu destino final à frente.

Os dois vulcões existiam como duas ilhas paralelas. Algumas centenas de metros de mar separava um do outro, além da floresta que cada um tinha ao seu redor. O que estava vivo era mais alto, mas ainda assim ambos eram grandes e majestosos. Fumaça saía do topo da montanha acesa, enquanto que a outra permanecia morta.

— É tudo ou nada, agora — Moana comentou.

Tudo ou nada Quincy repetiu.

Estar próximo de seu objetivo final acendeu uma lâmpada na cabeça do semideus, pois foi ali que ele finalmente teve um plano.

Preciso ir até o vulcão enfurecido disse.

— Pra quê? Isso é suicídio! Na hora que você pisar lá, ele vai tentar te matar! — protestou.

Eu só vou conseguir acordar o vulcão adormecido com a ajuda do enfurecido respondeu somente ele é capaz de acender as chamas das rochas e dar vida à lava novamente suas memórias dos treinos com as Hespérides vieram à tona, recordando-se do que elas diziam sobre elementos secundários da natureza serem os mais difíceis de se manipular.

— E como você planeja que ele te ajude?

Nem mesmo Eddie tinha certeza de que sua ideia daria certo, mas mesmo assim ele apenas sorriu de olhos fechados e meneou a cabeça positivamente para Moana. Volto já. Me deseje sorte e se eu morrer a encarou por favor diz que o vulcão me atacou desprevenido e não que eu fui lá me matar, tá bom?

Reunindo toda a coragem que já tivera em vida, o meio-sangue foi levado pelo oceano até a praia do vulcão acordado. Assim que percebeu a presença do recém-chegado, a figura montanhosa pareceu estar mesmo viva pois estremeceu todo o pedaço de terra que a cercava. Em seguida, a erupção começou e com ela o desespero do que estava por vir.

A erupção aconteceu mais rápida que o normal, com as pedras voando do centro do vulcão e caindo pela ilha. Correndo feito o Flecha nos Incríveis, o filho de Hermes arrancou pela floresta com tudo. Determinado a fazer todas as batalhas daquela missão não serem em vão, ele não recuou mesmo quando passou pela floresta e alcançou o início da subida.

Naquela parte a lava já estava escorrendo por toda a superfície do vulcão e, portanto, subir por ali seria suicídio. O peito do semideus pesou ao notar que teria de recorrer àquilo outra vez. Eddie fechou os olhos e, novamente, transformou seus braços em asas de águia gigante. Depois, começou a voar em direção ao topo do vulcão em erupção.

Ele estava ultrapassando o limite do próprio medo ao voar tão alto daquela forma. Para piorar, a corrente de ar quente que saía do interior da montanha incandescente atrapalhava sua ação e a tornava uma tortura. O elementalista usou seus poderes para controlar as correntes de ar a seu favor e, talvez não fosse isso, teria sido derrubado de cara.

Ao chegar no topo, percebeu que a fumaça era intensa demais. Não havia onde ficar, uma vez que tudo estava coberto por lava escorrendo. Sem outra alternativa, Quincy se manteve planando como podia. Seu controle dos ventos não manteria a fumaça afastada por muito tempo, então começou a falar.

Preciso que me escute! berrou. Ele sabia que as entidades daquele mundo tinham consciência, restava então apelar para esta eu posso te ajudar! Eu posso fazer o outro vulcão acordar de novo, só preciso da sua ajuda! suplicou.

Mesmo com as palavras doces e encantadas do guardião, sua falácia não estava bastando. "A natureza gosta do que é belo e sincero, Ed", a voz de uma das ninfas vespertinas veio à mente do semideus, lembrando-o dos seus dias de treinamento nos jardins. Só havia uma maneira de alcançar o coração daquele vulcão e esta, ironicamente, tinha tudo a ver com aquele mundo. Confiando na sua ligação natural com a natureza, o garoto começou a cantar.

"A long, long time ago
There was a volcano
Living all alone, in the middle of the sea
He sat high above his bay
Watching all the couples play
And wishing that, he had someone too
And from his lava came, this song of hope, that he sang out loud
Everyday, for years and years

I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava
"

Sua voz, de alguma maneira, atravessou a barulheira e pareceu começar a surtir efeito. Eddie se esforçava ao máximo para conectar suas emoções às do vulcão, ao passo em que as palavras encantadas começavam a parar o efeito da erupção. Assim sendo, ele passou a cantar ainda mais alto.

"Years of singing all alone, turned his lava into stone
Until, he was on the brink of extinction
But little did he know, that living in the sea below
Another volcano was listening to his song
Everyday she heard his tune, her lava grew and grew
Because, she believed, his song was meant for her
Now she was so ready to meet him above the sea

As he sang his song of hope for the last time
I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava

Rising from the sea below, stood a lovely volcano
Looking all around but she could not see him
He tried to sing to let her know
That she was not, there alone
But with no lava his song was so gone
He filled the sea, with his tears
And watched his dreams, disappear
As she, remembered what his song meant to her

I have a dream, I hope will come true
That you're here with me, and I'm here with you
I wish that the earth, sea, the sky up above
Will send me someone to lava...
"

Quando terminou, a erupção já estava controlada e o vulcão calmo. Exausto e no limite de seu voo, o rapaz caiu sobre um das bordas. Ele imaginou que morreria naquele instante, pois ainda tinha lava não solidificada ali. Todavia, para sua surpresa, seus pés não derreteram ao entrarem em contato com o material. Sem entender o que estava acontecendo, uma voz começou a ressoar em sua mente.

"Quem é você, garoto? Não parece ser desse mundo", a voz disse.

"Sou Eddie Quincy, semideus filho de Hermes e não, não sou desse mundo", ele respondeu.

"Essa música, você que compôs?" ela questionou.

"Não", foi sincero. "É de uma historinha sobre um vulcão solitário que cantava em busca de um amor todos os dias."

"Eu sei que é. Ele cantava essa música para mim" o vulcão disse, o que chocou Eddie.

"Então..." rebateu, incrédulo.

"Sim, nós também existimos, se isso já não era óbvio", ele não tinha como ter certeza, mas a impressão que teve foi de que a montanha riu naquele instante. "O que aquele monstro fez me tirou a razão, peço desculpas por todo o mal que causei."

"O povo entende", respondeu. "Eu acho."

"Você disse que pode ajudar a acordar meu amado", entrou no assunto novamente, "como?"

"O magma solidificou e com isso ele adormeceu, mas se eu conseguir derreter as camadas de rocha novamente, posso acender seu interior", explicou.

"E como fará isso?"

"É aí que entra a sua ajuda", adiantou, "não domino o elemento magma, então vou precisar que você me empreste ele um pouco."

"Não, criança. Você não precisa da minha ajuda para isso. O elemento já está com você", ao dizer isso, um aura vermelha circulou o guardião e adentrou ele logo em seguida "essa é minha benção para você, herói."

"Eu não..." o garoto realmente não soube exatamente o que dizer na hora, "obrigado."

Era possível sentir o calor do vulcão dentro de seu corpo, como se algo estivesse diferente. Ele estava diferente. Ao se virar, Eddie notou que ainda teria que descer tudo para atravessar até seu destino. Entretanto, novamente surpreendendo a todos, Maui surgiu em sua forma de águia gigante provando ter sobrevivido ao confronto com Tamatoa.

— Amigo semideus, não tema, seu herói chegou! — a águia falante gritou, chamando Ed para a carona que ele precisava.

Com a ajuda de Maui, o escolhido do vulcão chegou ao topo da montanha adormecida e, lá em cima, deu início ao processo de despertar. No topo do gigante que dormia, Eddie encostou a palma das mãos no chão e fechou os olhos. Seus esforços estavam em concentrar a energia mágica que percorria suas veias e a transferir à superfície rochosa. "Fogo e terra", focou nos dois elementos da natureza que regiam o magma.

A aura vermelha que antes adentrara seu corpo usou suas mãos como intermédio até o vulcão desacordado. Depois, espalhou-se pelo seu interior e foi rachando as rochas por onde passava. Em questão de segundos um tremor forte começou a assolar a ilha e, tão rápido quanto um feitiço de fada madrinha, o magma voltou a borbulhar no fundo da montanha.

Deu certo! nem ele acreditou quando o ar quente e fumaça surgiram no cenário.

De volta ao mar, Maui e Moana se reencontraram e, juntos de Eddie, retornaram à ilha onde toda aquela aventura tinha começado. Os vulcões permaneceram acessos e juntos, em um silêncio e paz que ditavam bem os tempos que seguiriam os acontecimentos daquele dia. O herói, por sua vez, foi convidado a ficar mais tempo por ali, contudo ele ainda tinha outras pessoas para ajudar.

— Espero que um dia retorne, elementalista — a menina comentou, encarando o rapaz que brincava com as ondas próximas à praia.

Também espero. Gosto daqui Quincy respondeu com um sorriso sincero e por favor, quando for contar minha história, me chame por "Eddie Quincy, o primeiro de seu nome, pai dos elementos, mestre dos vulcões, aquele que não foi queimado, dominador de magma."

— Hmm, tenho outra coisa em mente — respondeu, assistindo o oceano levar seu escolhido de volta — algo tipo "Eddie, o semideus que foi atingido por um dardo de kakamora na bunda."

E assim ele se foi.

Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 20/05/2019 até 21/05/2019 às 13h00).

Considerações:
Primeiramente, obrigado por ter lido tudo!

Essa missão eu fiz com o intuito de conseguir um dos elementos extras da lista dos Guardiões das Hespérides. Assim sendo, escolhi o mundo de Moana como locação para minha aventura. Eu nunca tinha assistido o filme, então resolvi o fazer antes de começar a escrever e realmente gostei de tudo! Dessa forma, tentei pegar as características mais marcantes daquele conto (que eram seus personagens, a viagem marítima e as canções) e aplicar aqui - dando, claro, meu toque pessoal já que o herói da vez é o Eddie. Espero do fundo do coração que você, avaliador, tenha gostado e pelo menos rido um pouquinho!

Obrigado, novamente, pela leitura e paciência!

Benção Requisitada:
Nome do poder: Elemento Magma
Descrição: Ao aprender a combinar os elementos fogo e terra, o guardião se torna apto a utilizar o elemento magma em suas habilidades elementais. Todas os poderes da lista dos Guardiões das Hespérides que envolvam elementos podem ser utilizados com o elemento novo, o magma. Exceto pelos glifos, que são habilidades especiais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum semideus registrado.

Habilidades Passivas Utilizadas:
Nome do poder: Proteção de Gaia I
Descrição: A deusa primordial da Terra é tida como protetora dos guardiões, visto que eles protegem toda a sua criação. Os corpos desses semideuses possuem uma fina camada constituída de terra, sendo que ao serem feridos, essa terra mágica fecha seus ferimentos, desde que sejam superficiais. A recuperação física não é imediata, mas serve para evitar sangramento de ferimentos simples, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Elementalista I
Descrição: Acostumados a lidar com os elementos da natureza, os guardiões têm certa afinidade com poderes que envolvam o uso de elementos. Toda habilidade elemental, seja dos quatro elementos da natureza ou algum outro elemento próprio, é melhor manipulada pelo semideus e isso reflete em seu dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 10% em dano em qualquer habilidade elemental utilizada pelo guardião.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Voz graciosa II
Descrição: Assim como as graças, as Hespérides são capazes de cantar melodias sublimes ecoadas por vozes realmente encantadoras. A voz dos guardiões também é dotada de grande beleza e encanto. Poderes que envolvam a utilização da voz se tornam duas vezes mais poderosos quando utilizados por esses semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 30% em status dos poderes que utilizam voz por parte do guardião.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Cura vespertina II
Descrição: Durante a tarde, o que está associado às deusas que regem o grupo, o guardião consegue recuperar suas energias mais rápido. Não só isso, ele também se torna capaz de se curar através da luz do período. Entretanto este último fator só ocorre se estiverem em contato direto com o ar livre e luzes da tarde. Só pode ser usada a cada 3 turnos;
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 40 de HP e MP.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Conhecimento geográfico
Descrição: Nunca se sabe quando ou aonde serão necessários, muitas vezes precisando se portarem como nômades ou tendo que viajar milhares de quilômetros a pedido de suas patronas. Para que jamais fiquem perdidos e não necessitem carregar inúmeros utensílios como bússolas e mapas, os guardiões possuem um conhecimento geográfico perfeito, sabendo de cabeça dizer as direções geográficas da Terra, sabendo o mapa dos lugares mundanos comuns, os costumes de cada povo, informações sobre os locais e entendem línguas estrangeiras, como se um tradutor fizesse a tradução para si.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Empatia natural
Descrição: Os guardiões das Hespérides possuem uma aguçada empatia com toda a natureza em si. Sendo capazes de saber o que uma árvore, planta, animal e elemental está sentindo. Dessa fora podem cuidar desses seres, que no geral são mais amigáveis com esses semideuses. A empatia apesar de não dar capacidade para que se comuniquem com os citados acima, faz com que consiga os compreender suas intenções.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Manipulador III
Descrição: Monstros de inteligência mediana e campistas até cinco níveis mais alto que você caem facilmente na sua lábia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de persuasão e poderes de enganação ou ilusão.
Dano: +25% de dano se o inimigo for pego.

Nome do poder: Metabolismo Acelerado II
Descrição: Por serem tão rápidos, os filhos de Hermes têm um metabolismo extremamente acelerado que necessita de muita energia, no caso alimento, para se manter funcionando. Sendo assim, a recuperação do herói é muito mais rápida que a dos outros semideuses. Nesse nível, apenas funciona em ferimentos leves e medianos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30 de HP e + 30 de MP
Dano: Nenhum

Nome do poder: Diplomacia
Descrição: Agora os filhos de Hermes/Mercúrio  se tornam diplomatas natos, sabendo ser intermediador em momentos decisivos, até mesmo evitando batalhas desnecessárias.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem convencer inimigos a não atacarem apenas com palavras, eles são bons diplomatas, logo tem mais chance de evitar um combate direto apenas usando elas. +30% de chance de evitar um combate, e conseguir convencer o inimigo de seu propósito através da persuasão.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Trapaça
Descrição: Os filhos de Hermes/Mercúrio podem trapacear, sabotar e/ou enganar um oponente, tornando-o mais fácil de vencer (seja em batalha, seja em um jogo ou disputa). A energia do semideus percorre a área ao redor, tornando mais fácil para ele trapacear.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de conseguir trapacear e fazer inimigos caírem em suas armadilhas e trapaças.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Influência
Descrição: Após tanto tempo fazendo amizades com mortais, semideuses e monstros, o Filho de Hermes/Mercúrio acaba adquirindo contatos e influência destes seres, podendo entrar em contatos com eles e ate mesmo pedir favores durante a narração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não são atacados por monstros com frequência, como acontece com a maioria dos campistas, sua influência e contato com outros seres lhe permitem conseguir favores mais facilmente do que a maioria dos campistas.
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas Utilizadas:
Nome do poder: Guardião elemental II
Descrição: O semideus, através do controle elemental, consegue criar uma criatura feita puramente de um dos quatro elementos da natureza. O construto funciona como um guardião, defendendo e atacando os inimigos do semideus. A invocação pode chegar até dois metros e meio de altura e se comporta com base no elemento escolhido. A de pedra, é mais resistente e forte mas em compensação mais lenta, por exemplo.
Gasto de Mp: 45 para ativar e 25 cada turno para manter.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Cada golpe do guardião pode dar no máximo 50 de dano, mas ainda fica para o narrador decidir o valor certo
Extra: O construto dura 5 turnos, antes de desaparecer ou ser destruído.

Nome do poder: Controle elemental III
Descrição: Chegando ao ápice de seu controle, os guardiões conseguem controlar qualquer quantidade de matéria elementar existente em meio à natureza, podendo moldá-la como bem desejar. Podendo ser utilizado para defesa e ataque (fazer uma barreira de fogo, causar incêndio e etc), não funciona infelizmente com os elementos criado pelo próprio semideus, e se restringem aos quatro elementos primordiais da natureza (água, terra, fogo e ar).
Gasto de Mp: 25 por arma criada
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 cada golpe da arma
Extra: Ele precisa do elemento em questão pronto no cenário, ou seja, não pode criar água, mas pode controlá-la se tiver água ambiente.

Nome do poder: Metamorfismo intermediário
Descrição: As ninfas Hespérides dominam os poderes do metamorfismo, abençoando então os guardiões com a mesma habilidade. Nesse nível, esses semideuses são capazes de modificar três parte de seus corpos, podendo adquirir a aparência de um animal, assim como suas funções (ex: Garras de lobo, focinho de cachorro, traqueias de peixe e etc).
Gasto de Mp: 25 + 10 todo turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A transformação dura 3 turnos

Nome do poder: Canção das árvores
Descrição: Os guardiões são capazes de produzir um belo cantar, fazendo com que os seres que estiverem em um raio de quinze metros e que escutarem seu cântico, fiquem quase completamente paralisados como árvores durante um turno. Os afetados ainda podem se mover, mas com bastante dificuldade. Apesar da canção ter alcance de som comum, o efeito paralisante só funciona de perto, explicando os quinze metros).
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A habilidade em um intervalo de 5 turnos para ser utilizada de novo
naxz @epifania


Call me pretty and nasty cause we gonna get it my love you can bet it on black we gon double
I be the Bonnie and You be my Clyde
Eddie Quincy
Eddie Quincy
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Hécate em Qua Maio 22, 2019 4:47 pm


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima das missões: 71.5000 XP e Dracmas + 22 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 38.700 XP e Dracmas + 17 Fragmentos

comentários:
Eu adoro a sua escrita, você consegue deixar qualquer coisa com leveza e toques de humor e não há como negar isso. E exatamente por isso que senti falta da elaboração das missões, porque você simplesmente correu com elas. Não sei se a pressa de obter XP duplicado fez com que escrevesse nessa pressa ou o fechamento do evento que ocorreria a meia-noite do dia 20, mas com toda certeza você poderia ter feito algo melhor, porque sei que é capaz. Portanto, houve descontos de suas missões (tirando a de como treinar seu dragão). Além disso, precisei conversar com toda a staff para entender o que seria feito de você, Eddie. Dia 18/05 às 5h da manhã, foi postado um guia onde falava sobre muitas coisas e dentre elas sobre o risco de zerar a MP. Outrora era sabido que ao ter a MP baixa o player desmaiaria, mas com as mudanças, o player irá morrer. Entendo que provavelmente houve  passagem de tempo, que se alimentou, mas em momento algum isso ficou claro para nós, hum? Debatemos bastante e chegamos à conclusão de que somente DESSA VEZ não iremos matá-lo, porque quando postamos o guia, o evento já estava acontecendo e estava quase em seu fim. Mas, se atente em ler as novidades do fórum para que isso não aconteça novamente, porque não terá uma próxima vez. Contudo, por conta dos gastos de MP, deixaremos que você com 1 ponto e se recupere, feito isso me envie uma MP e assim avaliarei (ou outro staff) a sua OP. Que isso não aconteça novamente, Eddie. Nem a pressa para obter XP e nem a falta de atenção sobre as mudanças importantes do fórum.


Atualizado por Hades


[RPs] Eddie - Página 2 Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Hécate em Qua Maio 22, 2019 4:52 pm


Avaliação da missão Como treinar seu dragão

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos + Habilidade

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 16.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos + Habilidade

comentários:
Parabéns por ter conseguido a habilidade.


Atualizado por Hades


[RPs] Eddie - Página 2 Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Hefesto em Dom Jun 02, 2019 6:46 pm


Eddie Quincy

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima das missões: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos + Habilidade

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 14.000 XP e 7.000 Dracmas + 8 Fragmentos + Habilidade

Status final:
670/690 HP
405/690 MP

comentários:
Apesar de todas as recentes complicações que você passou nos últimos dias, sua missão foi escrita de forma excepcional. Você soube utilizar muito bem os elementos da animação em seu próprio benefício. Com isso, merece a recompensa máxima.

É nóiz que tah!

Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


Voltar ao Topo Ir em baixo

[RPs] Eddie - Página 2 Empty Re: [RPs] Eddie

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum