The Blood of Olympus
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Mensagem por Luxanna C. Montgomery em Ter Abr 23, 2019 3:24 pm

Tópico para conteúdo relacionado ao evento Um Reino de Contos de Fadas. Disponível para:
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Take courage in the light
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Mensagem por Luxanna C. Montgomery em Ter Abr 23, 2019 6:38 pm


Missão Fixa
Luxanna, A Perseguidora de Coelhos



Acampamento Meio-Sangue
20h16min
Em uma noite estrelada...




Luxanna soltou um suspiro pesado enquanto caminhava de volta para seu chalé após uma ótima janta no refeitório. Apesar de barulhento, ela havia se acostumado a viver no Acampamento e, sempre que podia, o dr. Bruce lhe mandava Mensagens de Íris informando sobre seu padrasto e a saúde do mesmo, dizendo como estavam as coisas e que a Família estava com saudades dela, especialmente Erwin e Levi. Lembrar dos dois fez o coração de Lux apertar no peito, a saudade de seus guarda-costas mais fiéis e o mais próximo que tinha de amigos falando alto.

Balançou a cabeça, os fios loiros sendo lançados de um lado para o outro. Não era hora de se sentir triste, havia prometido que ficaria bem e manteria-se controlada para não surtar, chutar o balde e voltar para casa, embora sua vontade fosse essa mesmo. Parou de andar de repente e então olhou para cima, avistando todo o esplendor da lua que parecia brilhar como uma estrela, refletindo todo o esplendor de Ártemis, sua tia. Lembrou-se das noites que passava na sacada de seu quarto observando o céu, desejando poder ter uma vida normal como todas as outras crianças que podiam ir à escola ou brincas com seus amigos em suas casas, que tinham rotinas normais, faziam natação, reforço de matemática, iam a festinhas e até trocavam presentes. Ela nunca teve essa oportunidade.

E sua infância jamais voltaria.

Suspirou novamente, dessa vez levando uma das mãos ao arco preso no short, alisando-o distraidamente. Sempre fora adepta à armas de fogo, então deixar seu bebê - leia-se sua HK MG4 MG43 - para trás fora um sacrifício muito grande, afinal pelo que dr. Bruce havia dito as armas mortais não funcionam contra monstros mitológicos e Quíron não se sentiria a vontade com ela andando com aquela "coisa" para cima e para baixo. Abriu um sorriso discreto, ignorando as risadinhas de algumas garotas que passaram por si. Não precisava dar satisfação a ninguém ali.

Ainda sorrindo ela parou de encarar o céu, respirou fundo pelo nariz, soltou pela boca e então encarou seu coturno militar que ganhara de Erwin antes de ir embora de Londres. O short jeans rasgado que ganhara de Levi. E, pelos deuses, como ambos combinavam com a camiseta alaranjada do acampamento, com aquele pégaso horroroso desenhado e as letras falhas dizendo a que lugar pertencia no momento. Sentiu seu sorriso se alargar mais ainda, e então soltou uma risada divertida.

Podia dizer que, finalmente, estava ficando louca.

— Ai, ai... — murmurou após terminar de rir e então retomou sua caminhada em direção à sua cama, já que o sono havia começado a bater. E talvez ele tenha sido um pouco demais, já que ela viu algo deveras curioso: um coelho branco de paletó. Mesmo que levemente amassado, o tom vermelho é facilmente avistado , já que é uma cor bem chamativa, e a pelagem branca não passa despercebida pela filha do sol: ele parecia um borrão fantasmagórico em meio à mistura verde e preta que envolvia a floresta meio-sangue. Observou-o enquanto o mesmo estava parado, olhando para um objeto brilhante nas mãos e, quando viu a garota, começou a correr.

Curiosidade era um dos maiores defeitos de Luxanna, que seja por acaso, destino ou cavalo (ela riu internamente com a piada), acabou seguindo o animal quando ele foi para dentro da floresta e, embora fosse um bichinho rápido, ele parecia esperar que Montgomery o seguisse. Talvez quisesse algo. Talvez desejasse apenas levar a semideusa para ser devorada por coelhos zumbis, nunca se sabe. Mas de uma única coisa a loira tinha certeza: aquela corrida terminaria em algum lugar e, seja lá onde fosse, era provável que ela não gostaria nem um pouco.

Quando finalmente viu o coelho branco parar em uma clareira, a luz da lua iluminou o bichinho, fazendo com que Lux prestasse atenção direito nele pela primeira vez. Uma de suas orelhas possuía um corte e, a não ser que tivesse realmente ficado maluca, ele tinha um olhar mais do que determinado. O animal apontou para o objeto dourado - que agora a menina via que se tratava de um relógio de bolso - e então a clássica cena de Alice lhe veio à mente.

"É tarde!, É tarde! É muito tarde!" dizia a lebre branca.

E então se jogou no buraco.

Nunca na vida Lux se jogaria em um buraco. Ela simplesmente daria meia volta e então iria para cama, mas sua consciência pesaria muito caso fosse uma coisa importante, principalmente se tratando do País das Maravilhas, que ela tanto amava quando criança.

— Ah mano, sério? — e, antes que se arrependesse, Luxanna caminhou até a borda do buraco e se jogou nele, deixando-se cair por metros e mais metros sem fim. A semideusa não sabe por quanto tempo caiu, ou quanto tempo havia passado desde que fizera aquela bobagem mas, de repente, ela não estava mais no buraco (e onde estavam as coisas que caíam com Alice? Ali, com a filha do sol, só havia terra!) e sim no meio de uma floresta esquisita, com algumas árvores tortas e névoa sinistra.

A espinha de Montgomery gelou naquele momento: sem pensar nas consequências, novamente, ela havia feito alguma cagada. Abriu a boca para reclamar, mas algo ou alguém fora mais rápido do que ela.

— Bem vinda a Floresta Encantada! — ela não viu de onde veio a voz, ou de quem era, mas apenas um pensamento passava por sua cabeça no momento.

Oh porra.

Arma levada:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
 



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Mensagem por Macária em Qua Abr 24, 2019 7:56 pm

Luxanna

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 500 xp e dracmas


Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%

TOTAL: 500 xp e dracmas + 1 fragmento

Comentários:

Luxanna,
Encontrei poucos erros, por isso, não realizei descontos. Você escreve bem e achei "engraçado" que a motivação para se jogar atrás do coelho tenha sido uma de suas lembranças de infância. Você cumpriu com os objetivos da missão, mas achei um pouco rápido demais como tudo aconteceu, tente detalhar só um pouquinho mais, no geral: parabéns.




this a good death
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Mensagem por Luxanna C. Montgomery em Qui Maio 02, 2019 5:50 pm


Missão Fixa
Vou realizar seus três desejos...



I'm a Genie in a Bottle...



Lux odiava longas caminhadas.

Desde que seguiu o coelho até o buraco, caiu e "acordou" na Floresta Encantada ela havia andado muito, e finalmente parecia que a noite havia caído, o que era pior, pois não tinha lugar para dormir nem o que comer. Ao seu lado, apesar de ter milhares e milhares de árvores, ela não conseguia ver uma sequer que pudesse lhe oferecer uma fruta ou algo do tipo, além de não ter avistado uma vila ou aldeia sequer por perto. Cansada, a menina foi até a beira da estrada de chão e escorou-se em uma árvore para alongar as pernas, dobrando-as e esticando-as enquanto tentava não pensar na sensação dolorida que percorria seu corpo.

A testa levemente porejada de suor brilhava sob a luz da lua cheia que começava a aparecer nos céus e a brisa noturna causava alguns arrepios gélidos pela espinha da jovem prole do sol. Ora, Lux não era do tipo que se acorvardava facilmente - afinal alguns anos no LedgerDomain a fizeram mais forte emocionalmente -, mas estava em um lugar onde não conhecia e, pela voz que ouviu antes, estava na Floresta Encantada. Pela sua experiência com leitura de contos encantados, ela sabia que tudo - absolutamente tudo mesmo - poderia acontecer, então todo cuidado era pouco, principalmente se somado ao fator mais importante que acompanhava há tempos: sua famosa falta de sorte com coisas bestas.

Após descansar um pouco e alongar a coluna, Montgomery continuou sua caminhada. Uma hora teria que parar para descansar e sua mente trabalhava em todas as formas de subir em uma árvore sem cair e se machucar quando algo lhe chamou a atenção. À beira da estrada, encostada nas raízes altas de uma árvore, havia um objeto dourado que refletia a luz da lua, brilhando com certa intensidade. Como uma boa curiosa, Luxanna se aproximou devagar e viu se tratar de uma lâmpada mágica, dourada com detalhes em vermelho. Seu instinto foi dar três passos para trás.

— Mas que merda...? — e então se aproximou novamente, pegando o objeto nas mãos. Pelo que se lembrava das histórias que Erwin lhe contava antes de dormir a lâmpada mágica, ao ser esfregada, libertaria um gênio que lhe concederia 3 desejos e, quando os mesmos forem cumpridos, ele voltaria para seu lugar. Mas, pelo que se lembrava, ela pertencia ao conto das Mil e Uma Noites, ou Aladdin, que se passavam na Arábia. Poxa, ela se lembrava até da musiquinha! Então o que aquilo estava fazendo ali?

De qualquer forma, ter três desejos realizados era uma tentação muito grande para qualquer pessoa. Gênios podem realizar qualquer desejo desde que não quebrem três regras principais: eles não podem lhe fornecer mais três desejos, não podem obrigar ninguém a amar ninguém e não podem trazer os mortos de volta à vida. Bem, ela tinha outras coisas em mente que poderia pedir, como um mapa ou algo do tipo para não se perder por ali, então para quê esperar?

Ela esfregou a lâmpada.

E foi nesse momento que ela amaldiçoou o maldito sentimento de ganância.

Uma névoa dourada saiu do bico da lâmpada, circulando primeiro seus braços e indo em direção a seu corpo, rodopiando-o como uma nuvem bonita e engraçada mas que, com o resultado final, de graça Montgomery não viu nenhuma. Um repuxar na boca do estômago e o mundo da garota girou completamente, fazendo com que ela fechasse os olhos e, quando abriu, "algo de errado não estava certo".

Estava em uma sala circular com uma porta e algumas "janelas" no formato de portas árabes, semelhantes às janelas do quarto da Jasmine em Aladdin. As paredes eram inteiras douradas, com alguns pilares que pareciam ser feitos de ouro puro, com metros e metros de tecido rosa e púrpuro descendo deles como uma linda cortina, com estrelas douradas penduradas no "teto". Havia um sofá amarelo em cima de um grande tapete branco felpudinho, almofadas e mais almofadas espalhadas pelo chão. No centro do tapete havia uma mesinha de madeira, com pernas curtas e entalhes dourados e vermelhos em uma perfeita sintonia de cores.

Ela não sabia onde havia ido parar, mas sabia que era um lugar que poderia comer e dormir, pelo menos.

— Três mil anos! — uma voz masculina soou, ecoando pelas paredes e fazendo com que a menina tapasse os ouvidos com as mãos em irritação. De onde raios estava vindo aquela voz? — De que adianta ter poderes cósmicos se estou aprisionado dentro de uma lampadazinha? — como é que é? — Valeu ai, substituta! Estou livre, finalmente! Obrigada, e até mais! Boa sorte como gênio.

E então o dono da voz riu e Luxanna escutou-a ficar cada vez mais longe até que, finalmente, cessou. Certo, vamos recapitular: ela achou uma lâmpada, esfregou, e agora estava presa nela, era isso mesmo? Cerrou os punhos em raiva, batendo com a destra na canhota.

— Fui tapeada! — gritou enquanto encarava a porta de madeira com uma maçaneta circular dourada. Respirou fundo algumas vezes antes de simplesmente pirar de vez. — Como eu faço para sair daqui?

E, nesse momento, uma lista simplesmente apareceu em sua frente. Escrita em um papiro enrolado não muito grande, que brilhava como um aplaca de neon, haviam as “regras” e “como ser um gênio da lâmpada” no melhor estilo Jeannie é um Gênio. Luxanna observava atentamente o que estava escrito, lendo linha por linha.

As regras que conhecia estavam ali – não conceder mais três desejos, não forçar o amor e não ressuscitar os mortos – e haviam algumas outras, como nunca desobedecer os desejos de seu amo e sempre informar as três regras principais. Leu o tutorial de como ser um gênio da lâmpada e sentiu-se frustrada: estava com todos os poderes cósmicos de um gênio e aprisionada em uma lampadazinha, sem poder usá-los como bem queria, além de que somente conseguiria sair dali caso cumprisse os três desejos de seu próximo amo.

Aquilo era o fim do mundo!

— Ok, vamos com calma. — a menina largou-se no sofá, percebendo o quanto era macio e confortável. Tirou os sapatos e colocou os pés para cima, cruzando as pernas e espreguiçando o corpo com vontade. Seu estômago roncou e logo algumas comidas apareceram em cima da mesa de centro. — Agora eu vi vantagem. — riu enquanto sentava e atacava as quesadillas.

Assim que terminou de comer, ela deitou-se novamente com um suspiro, deixando-se embalar nos braços de Morfeu e tirando um cochilo. Aquilo ia fazer super bem a ela.

✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬✬

Luxanna acordou com uma espécie de sirene soando dentro do local, e sem entender muito bem ela simplesmente se sentou no sofá assustada, sentindo um friozinho a mais em seu corpo. Olhou para baixo e viu que não estava mais com as roupas do acampamento e sim com uma roupa de gênio.



Uma calça rosa claro com saída bufante para os pés - exatamente como aquela da princesa Jasmine – cobria suas pernas, mas na parte da cintura não havia absolutamente nada. Um top rosa shock combinava perfeitamente com o casaquinho – que não cobria quase nada, por sinal – vermelho. Os longos cabelos loiros estavam presos no topo da cabeça em um rabo de cavalo muito bem feito, adornado com presilhas e um diadema dourado, bem no estilo Noite nas Arábias. E, nos pés, havia uma sapatilha dourada.

Ah sim, e não podemos nos esquecer dos braceletes dourados que, segundo o tutorial de "Como ser uma gênio", a prendiam ali até que o "contrato" acabasse, ou seja, até que cumprisse as ordens de seu novo amo. Ela até pensou em xingar, pois aquele barulho infernal não cessava, mas não teve tempo de falar nada pois a mesma névoa dourada que a puxou para dentro da lâmpada a envolveu e a sensação desagradável de repuxo no estômago se fez presente.

"Esfregaram a lâmpada! Boa sorte, Gênio"

E então Luxanna foi levada para fora.

A primeira coisa que a atingiu foram os raios de sol que entravam por entre as copas das árvores da floresta. A segunda foi a brisa morna, que chegou como uma baforada em seu rosto, deixando-o levemente corado. E a terceira o garotinho à sua frente - que devia ter uns dez anos, no máximo -, que mesmo com as roupas puídas e os cabelos castanhos levemente embaraçados conseguiu lhe prender a atenção com o olhar esperançoso que ele lhe lançou. Ela queria saber o que uma criança fazia na floresta sozinha, mas bem... Era hora de atuar, não?

— Olá, amo. Sou Lux, uma gênio da lâmpada. Vou realizar três desejos seus, desde que dentro de três regras importantes. — o garoto parecia prestar atenção em si de forma exagerada, então deu de ombros e continuou. — A primeira regra é que não posso lhe conceder mais três desejos: são apenas três e acabou. A segunda regra é que não posso fazer ninguém se apaixonar, não posso interferir no livre arbítrio. E a terceira e mais importante: eu não posso ressuscitar os mortos. Fora isso, posso lhe conceder qualquer coisa.

— Qualquer coisa mesmo? — os olhos dele pareceram brilhar de expectativa enquanto olhava para a loira, que concordou com a cabeça e sorriu abertamente. — Então quero que me faça um príncipe!

Lux ergueu ambas as mãos para ele e ampliou seu sorriso, quase debochando do garoto.

— Rapaz, te fazer um príncipe é bem genérico. Assim, eu posso fazer de você um príncipe ou... — a loira abanou uma das mãos e um príncipe apareceu ali ao lado deles, bonito e galante, com roupas caras e chiques e uma linda coroa dourada na cabeça. — Posso lhe fazer um príncipe. Precisa ser claro e objetivo, pois esse seu pedido pode sair pela culatra.

— O que é uma culatra? — ele tombou a cabeça de lado, coisa que fez com que Montgomery achasse aquilo muito fofo.

— Pode dar errado, garoto. Seja específico. — ela falou docemente enquanto abanava a mão de novo e fazia o príncipe desaparecer. E então abaixou-se até ficar na altura dos olhos dele, vendo pela primeira vez que ele possuía lindas íris achocolatadas. — Olha, tem certeza de que é isso que você quer? Pode pedir qualquer outra coisa, sabe?

O garotinho pareceu pensar por alguns instantes, as mãos indo até o queixo. Pacientemente a arcana esperou, pois aprendeu a desenvolver calma e paciência durante todo seu tempo em LedgerDomain, sempre se lembrando das palavras de Adwaita. "Um bom dominador do mana sempre sabe manter o controle de si mesmo. Domine a si e será capaz de usar todas as suas habilidades sem erro."

Ah, bons tempos.

— Então eu já sei o que eu quero, senhorita gênio! — um sorriso enorme surgiu nos lábios do menino, e então a atenção da semideusa voltou-se para ele novamente. — Meu primeiro desejo é que me leve até a minha casa. — e então estendeu a mão na direção de Lux, provavelmente esperando que ela a segurasse. A moçoila ergueu uma sobrancelha e deu de ombros, pegando a canhota oferecida enquanto o braço direito dele fechava-se em volta da lâmpada para não deixá-la cair. — Segue aquela direção que "nóis chega" lá, tia. — com a destra e desajeitadamente por ter abraçado o objeto mágico, o garotinho apontou para uma trilha alguns passos à frente e, após caminhar um pouco, o caminho foi avistado.

Não foi muito difícil passar por ele, já que o mesmo era plano e não haviam raízes ou buracos espalhados pelo mesmo. Por aquela estradinha, as árvores eram altas e com copas densas, vários e vários arbustos acompanhavam a beirada, como se separassem a grama da estrada de terra, não permitindo que aquele verde impecável fosse manchado com o marrom da poeira.

Enquanto caminhava, Luxanna se perguntava o que uma criança fazia por ali sozinha, e então se pegou observando-o. Ele tinha pele em um lindo tom de cappuccino e cabelos castanhos levemente ondulados, combinando com as íris acastanhadas carregadas com a inocência de uma criança, e seu peito apertou.

— Por que queria ser um príncipe? — perguntou despretensiosamente enquanto virava no caminho da esquerda cujo havia sido aprontado pelo próprio guri. Os olhos dele voltaram-se para os seus e um silêncio se instalou, sendo possível ouvir apenas os sons dos pássaros e do farfalhar das folhas quando o vento passou.

— Eles tem tudo. Eu queria ter tudo também. — respondeu por fim, e então ele sorriu ao voltar o olhar para frente. Acompanhando-o, Lux viu uma casa simples de madeira, digna de um camponês de histórias infantis. Do lado de fora havia uma mulher estendendo roupas brancas com um pouco de dificuldade por culpa do vento. O terreno era grande até, haviam alguns animais (pelo que a arcana contou, dois cachorros, um gato, umas cinco galinhas, duas vacas e um cavalo) soltos. Uma pequena horta podia ser vista na lateral da casa, assim como alguns tomates (provavelmente haviam outras coisas, mas ela conseguiu avistar apenas os tomates).

Soltando sua mão e a lâmpada mágica, o garotinho correu até a mulher e a abraçou na cintura, o que a surpreendeu. Montgomery suspirou e se abaixou para pegar o objeto dourado, passando a mão nele para limpá-lo e então seguiu caminho, indo em direção a seu “mestre”. Ele ainda tinha mais dois desejos, afinal de contas.

Acenou com a cabeça para a mulher assim que foi vista e então escutou o garotinho – que descobriu se chamar Gus (provavelmente um diminutivo para Gustav, vai saber) – contar sobre ela, que era uma gênio e ele tinha mais dois desejos que poderia realizar. Após uma esquadrinhada de olhar que a mãe do menino deu em Lux e que ela não gostou nadinha, a outra pareceu ceder.

— Então você é uma gênio? Lux, pelo que meu filho falou, certo? — a loira acenou com a cabeça, olhando atentamente para a mulher. Ela tinha os mesmos cabelos castanhos de Gus, mas seus olhos eram em um intenso tom de verde, exatamente como as das folhas que viu na floresta. O vestido marrom ia até metade de sua canela e o lenço branco na cabeça prendia os cabelos para trás. — Sou Elaena.

— É um prazer conhece-la. — Luxanna sorriu e então voltou-se para Gus, abaixando-se até que seus olhos ficassem na altura dos dele. — E então? Tens mais dois pedidos para gastar, garoto. O que vai ser? Brinquedos? Dinheiro? Ainda quer ser um príncipe?

— Não. Eu quero que todo o serviço da minha mamãe esteja feito! — ele falou com alegria, erguendo os dois braços para cima e então abraçando Elaena. Montgomery piscou algumas vezes, atordoada com o pedido do garoto. Ele podia ter qualquer coisa que quisesse. Podia pedir para ser rico, sair daquela situação de simplicidade que vivia com a mãe e ter uma vida muito melhor! Bem, mas pedido é pedido, e ela estava ali apenas para atender aquele que lhe tirou da lâmpada.

Afinal aquela era a condição para se livrar no que havia se enfiado.

— Seu desejo é uma ordem. — e, com um bater de palmas, uma névoa dourada começou a surgir e envolveu todo o terreno, desde a casa até a horta, as roupas e afins. Passou por dentro do imóvel, e mesmo que Lux não pudesse ver ela sabia que a casa estava limpa e arrumada, com tudo em seu devido lugar. O varal perto de si estava com todas as roupas estendidas, os animais foram tratados e havia comida e água em seus cochos e vasilhas. A pequena plantação estava nos trinques, com os matinhos arrancados e plantas regadas.

Quando a névoa se desfez, tudo estava perfeitamente ajeitado.

— Seu segundo desejo foi feito, Gus. — a loira sorriu e deu uma piscadela para o garoto, que sorriu abertamente. — Você tem mais um desejo. Qual vai ser?

Sem hesitar, o menino segurou as mãos de Luxanna e a encarou com olhinhos repletos de animação, exatamente como quando uma criança vai ganhar um presente muito esperado. Talvez era isso que ele quisesse, um presente! Algo diferente, algo que nenhum de seus amiguinhos tivesse.

— Meu último desejo é que fique para o jantar. — ele falou por fim, fazendo o queixo de Montgomery cair. — Nunca temos ninguém para nos fazer companhia, e queria que ficasse para brincar comigo!

Lux sentiu seus joelhos cederem e ela caiu sentada no chão enquanto lembranças de sua vida no casarão da Família invadiam sua mente, especialmente do dia em que pediu para que Bruce ficasse ali para o jantar, pois estava sozinha há cinco semanas e não recebia visitas de ninguém, já que seu pai levara Levi e Erwin para um serviço secreto na Rússia. Ficar com os outros membros estranhos da Família era o mesmo que ficar sozinha e bom...

De solidão ela entendia bem.

— Seu desejo é uma ordem, Gus. — disse por fim enquanto abria um sorriso caloroso perante a inocência e doçura daquela criança. Graças aos deuses ela havia caído naquele buraco com o Coelho, graças aos deuses ela encontro aquela lâmpada, pois foi isso que a fez conhecer uma pessoa que precisava dela, e continuaria ajudando quem precisassem naquele lugar.

Seu trabalho como gênio havia chegado ao fim mesmo.

Missão:
Para que um gênio seja libertado é necessário que outro fique em seu lugar, afinal ninguém sabe, mas na verdade a lâmpada mágica é na verdade a melhor prisão do mundo da fantasia. A lâmpada do gênio foi amaldiçoada e você acabou encontrando-a e bem, como todo bom entendedor de histórias infantis o seu personagem sabe o que acontece ao esfregar a lâmpada. E foi exatamente isso que você fez esperando ter seus três desejos atendidos. Acontece que ao esfregar a lâmpada o seu personagem acabou preso dentro dela e libertando o gênio que tinha bolado uma armadilha perfeita para poder escapar. Agora você é o gênio e precisa atender os três desejos do próximo personagem encantado que esfregar essa lâmpada para poder se libertar dela, quebrando o feitiço que te prendeu.
Recompensas: 5.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos
Requisito mínimo: Nível 1.
Observações Importantes:
Resolvi fazer uma coisa simples, e me esforcei, eu juro, desculpa ai qualquer coisa ;-;



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Mensagem por Hefesto em Qui Maio 02, 2019 7:57 pm


Luxanna C. Montgomery


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 5.000 XP e Dracmas + 4 Fragmentos.

Comentários:

Senhorita Montgomery, devo dizer que sua missão foi além do que eu estava esperando. Ao colocar o pequeno Gus na trama, seu texto ficou muito enriquecido. Só peço para que se atente um pouco a repetições de palavras. Encontrei poucas ocorrências, mas isso pode se tornar um vício de escrita bem chatinho de lidar. Outra coisa que devo dizer é que, como a senhorita não colocou o duplicador de dracmas em spoiler ao final da missão, infelizmente não posso considerá-lo. Assim sendo, sua recompensa é a padrão da missão fixa.

ATUALIZADO POR ATHENA



Hefesto
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Mensagem por Luxanna C. Montgomery em Qui Maio 09, 2019 4:19 pm

Missão Fixa


Flower, gleam and glow
Let your power shine
Make the clock reverse
Bring back what once was mine

✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾

Passar um tempo com Gus foi extremamente satisfatório para Lux. Além de renovar sua alma, a feiticeira sentia que ajudar quem estava precisando fez bem ao seu coração que, mesmo com tudo que passou, finalmente havia encontrado o lugar certo. Então, após ficar para jantar com a criança e Elaena e passar a noite por lá, era chegada a hora de ir embora. O sol ainda estava nascendo quando a semideusa acordou, como se o próprio pai tivesse ido chamá-la para partir. Espreguiçou o corpo, espantando a preguiça e o sono ao esfregar os olhos e pôs-se de pé, indo até o banheiro que havia em seu cômodo emprestado e fazendo sua higiene - Lux não podia dizer que aquilo era realmente um banho, mas era melhor do que nada -, para descer em seguida e encontrar a mãe do menino fazendo o café da manhã.

— Já levantou? — ela perguntou com a doçura de uma mãe que fala com sua filhota fofa, e um aperto no peito da arcana surgiu. Talvez por que Elaena lembrava sim sua mãe, e aquilo talvez fosse um pouco demais para Montgomery. A garota assentiu com a cabeça e sorriu quando a mulher lhe fez um cafuné e colocou uma fatia de pão à sua frente. — Coma antes que esfrie.

— Muito obrigada. — Luxanna falou com alegria, segurando a fatia e sentindo ela morna em seus dedos delicados. Mordeu e a explosão de sabor em sua boca foi incrível, uma mistura de açúcar com canela e um pouco de mel fez a semideusa arregalar os olhos em animação. — Isso é uma delícia!

— Obrigada. Fiz um inteiro só para você, sabe? — Elaena apontou para um ponto atrás de Lux e, quando a garota se virou, viu uma bolsa de couro grande, como aquelas de piquenique, em cima de uma bancada de madeira. — Preparei alguns suprimentos para sua viagem, já que daqui até a cidade central você vai levar uns dois dias.

Luxanna sorriu ternamente para a mulher, colocando a mão sobre a dela em cima da mesa em um claro sinal de agradecimento, pois de fato ela estava realmente grata com o que haviam feito por ela: uma cama quente, comida e ela havia tirado uma ótima noite de sono em um local seguro teoricamente - ou sob um teto, como for melhor. As duas, então, ficaram ali conversando durante algum tempo até que Montgomery resolveu que era hora de partir antes que o pequeno Gus se levantasse e implorasse para que não fosse (e ela sabia que cederia às vontades daquela criança, então não, ela não deveria ficar mais.)

Na ponta dos pés ela caminhou até o quarto do garoto e, ao abrir a porta, confirmou que ele ainda dormia tranquilamente. Abriu um sorriso e, silenciosamente, caminhou até a beirada da cama, dobrando-se para frente e beijando a testa do pequeno em um singelo gesto de proteção e adeus. Logan, seu padrasto, sempre dizia que um beijo na testa significava muito mais do que um beijo entre um casal, e ele sempre fazia isso com ela quando estava em casa, pois dizia que desejava todas as bênçãos para a enteada. Uma coisa simples e considerada boba por muitos, mas que possuía uma incrível simbologia por trás.

Sorriu para si mesma e então saiu rapidamente para não acordá-lo, voltou para onde estava Elaena e a abraçou. Sinceramente falando, a loira não desejava que aquilo acabasse, pois se sentia extremamente confortável ali, mas sabia que precisava seguir em frente e ajudar o máximo de pessoas que conseguisse. Já que estava na chuva, iria tomar um bom banho. Por fim despediu-se da mulher, agradecendo pela hospitalidade e seguiu caminho, indo em direção à trilha que lhe fora informada para que voltasse à estrada principal.

A volta parecia mais longa do que a ida, não que de fato fosse algo que incomodasse a garota, pois dava a ela tempo para pensar no que fazer quando chegasse à cidade central. Pelo que a mãe de Gus havia dito, no meio da floresta havia uma espécie de vilarejo que servia como um "ponto de parada" para todos os membros dos contos de fadas antes de poderem seguir suas vidas ou viagens, seja por hospedagem ou apenas para comer. Ficando por lá por pelo menos um dia ou dois Luxanna conseguiria decidir o caminho que gostaria de seguir.

Avistou, então, a estrada que estava antes de encontrar Gus e acelerou o passo, chegando mais rápido ao seu destino. Olhando para cima, pela posição do sol, imaginou que fosse pouco mais de oito e meia. Deu de ombros e, após alongar as pernas, começou sua jornada de dois dias até seu destino final - por hora - na direção indicada por Elaena. Ou seja, iria para o Sul.

A arcana não sabe quanto tempo caminhou exatamente, mas soube que era quase meio dia quando notou que sua sombra estava praticamente abaixo de si. Assim, caminhou para fora da estrada e escorou em uma árvore próxima, pois não queria se perder floresta adentro, e pôs-se a comer o que a mãe de Gus havia preparado: pão e leite, e sinceramente Lux achava que estava de ótimo tamanho. Certamente, se estivesse em casa ou na Ilha, ela teria uma refeição muito melhor, era um fato inegável. Mas, para uma barriga vazia, qualquer migalha se torna uma refeição.

Assim que terminou de comer, soltou um suspiro pesado e ficou ali por alguns minutos, a vontade de tirar um cochilo batendo com força em sua face, mas ela não podia dormir. Primeiro por que tinha que seguir em frente; e segundo que poderia ser assaltada por alguém, e ter seus suprimentos roubados, e ela não queria que aquilo acontecesse, já que a mulher lhe fizera aquele pão com carinho de uma mãe, então não queria dividi-lo com alguém que não conhecia.

Ainda mais um ladrão.

Ficou de pé e esticou a coluna ao erguer ambos os braços para cima, respirando fundo pelo nariz e soltando pela boca. Era hora de meter o pé na estrada de novo.

— O pé na estrada eu vou botar, e já ‘tá na hora de ir. Um lindo horizonte e um céu azul, o que mais eu poderia pedir? — Montgomery começou a cantarolar a música de Irmão Urso e, naquele exato momento, sua má sorte se fez presente. O céu, antes azul, fechou-se de repente e grossas gotas de água começaram a cair. — Ah, sério mesmo?

As íris começaram a correr para os lados a fim de achar algum lugar que pudesse se abrigar da chuva, e então ela viu, à esquerda e um pouco adentro da mata, uma pequena gruta. A passos mais do que largos a garota correu para lá, entrando na mesma e sentando-se no chão, puxando para os pulmões todo o ar que conseguia. Dobrou as pernas e esperou, cantarolando coisas aleatórias enquanto o barulho da água batendo nas folhas das árvores lhe preenchia os ouvidos, lhe dando uma sensação de paz.

Essa que foi quebrada com um barulho de passos.

Em estado de alerta a feiticeira ficou em pé, pronta para se defender ou atacar quem quer que fosse, e qual foi a sua surpresa ao ver uma silhueta que entrou pela gruta, parando à sua frente: ninguém mais, ninguém menos, que Pocahontas, a princesa indígena. Assim como a semideusa, a garota estava molhada da chuva e, felizmente, não estava acompanhada de seus mascotes, Meeko, o guaxinim, e Flit, um beija-flor fofo.

Lux respirou fundo, pois apesar de ser de uma natureza até que pacífica, elas ainda eram estranhas. Observou bem a garota à sua frente, vendo os longos cabelos negros caírem como uma linda e deslumbrante cascata às costas, a pele em tom de cappuccino dando um charme incrível para a indígena.

— Quem é você e o que faz nessas terras? — a voz imponente mostrava que ela não estava de brincadeira, independente do que isso poderia significar. De qualquer forma, Montgomery era uma completa estranha ali e a reação dela era mais do que normal, ainda mais considerando o limitado conhecimento da tribo da qual vinha. — Seria você a culpada pela doença?

— Doença? — a semideusa piscou algumas vezes em confusão, e então, por puro reflexo, jogou o corpo para o lado e rolou no chão, ficando de joelhos quando parou. Onde esteve outrora, Pocahontas jazia de pé com algo nas mãos e, sinceramente, Montgomery não queria descobrir o que era de perto. — Que doença, do que está falando?

Dessa vez, Luxanna viu quando a indígena veio para cima de si, descrevendo um semi-círculo no ar com o objeto que segurava em mãos, pronto para atingir a filha do sol no rosto. Ainda no chão, a loira jogou o tronco para trás quando, de cima para baixo, a mão da filha do Chefe Powhatan passou próximo a seu nariz, o vento frio provocado pela movimentação. Certo, aquilo era uma lâmina.

Ambas as mãos da semideusa foram para o chão para dar-lhe apoio e esse foi seu maior erro. Veloz como um raio, a adaga feita de osso da morena estava próxima de seu pescoço, impossibilitando a loira de fazer qualquer movimento. Sinceramente falando Lux não queria machucar a outra, já que ela era completamente contra qualquer tipo de violência em seu estado atual – ou seja, pós LedgerDomain -, mas se não conseguisse acalmar a senhorita “What’s Around the Riverbend” por bem...

— Eu lhe fiz uma pergunta antes. Quem é você e o que faz aqui? — a morena forçou uma resposta ao segurar Lux pelos cabelos e puxá-la mais para perto da lâmina, sentindo uma ardência fraca surgir enquanto um filete quente descia por sua pele pálida. "Ai caralho, ela não 'tá brincando"

— Olha, primeiro vamos nos acalmar, ok? — a feiticeira sorriu de sua melhor forma, usando sua descendência divina para poder persuadir a amante da natureza. — E-Eu caí aqui por acaso, de verdade! Só segui uma lebre branca bem parecida com Peter White e...

— Peter White? Quem é esse? — Montgomery engoliu em seco, vendo que ela parecia mais nervosa e agressiva do que a princesa da Disney e aquilo não agradou a feiticeira nem um pouco. Ela podia ser morta de verdade, e não, a jovem semideusa não queria virar jantar de algum bicho por que levou uma facada de uma doida indígena no meio da floresta encantada.

— Ai, se quer conversar, por gentileza tire essa faca, ou adaga, não sei o que é isso... — sorriu ainda mais e, embora demonstrasse segurança e amigabilidade, na verdade a loira estava rindo de nervoso. — Do meu pescoço, ok? Vamos conversar numa boa.

Os olhos achocolatados de Pocahontas se fecharam em desconfiança, mas após alguns segundos - que para a arcana pareceram horas -, ela finalmente se afastou. Por reflexo a semideusa levou a mão ao pescoço, sentindo a textura do filete de sangue que brincava pescoço abaixo. Lux suspirou e então cruzou as pernas exatamente como uma indiazinha e encarou a outra com seriedade.

Desde que desapareceu há quatro anos, ela aprendeu com Adwaita como ter responsabilidade em suas ações, independente se elas fossem para o bem ou para o mal. Montgomery já era uma adulta – ou quase isso – e ninguém mais teria que arcar com o que fizesse se não ela mesma. Claramente nunca pensou que negociaria com um personagem de contos de fada, mas qualquer palavra dita errada ali poderia custar seu pescoço e então sabia que ter responsabilidade era isso.

— Você falou a respeito de uma doença, estou certa? — a loira perguntou enquanto fuçava na bolsa de couro e retirava um dos pães que Elaena lhe dera, cortando-o com as mãos mesmo e oferecendo metade para Pocahontas. — Pegue e coma, está com cara de quem não se alimenta direito há dias.

A princípio hesitante a princesa indígena não demorou a aceitar, embora com desconfiança, o alimento oferecido por Lux. A feiticeira viu a garota morder a pontinha com cuidado, como se aquilo estivesse envenenado e pudesse matá-la só de tocar, mas colocando um pedaço maior na boca logo em seguida. Talvez tivesse confirmado que era seguro comer.

— Eu posso ajudar se me contar o que é.

— Eu não a conheço. Por que confiaria em você? — a morena rebateu, o que fez com que a filha do sol ficasse calada  por alguns instantes. Bem, a filha de Powhatan tinha um ponto, não? Elas não se conheciam, e historicamente falando houveram muitas baixas indígenas por contaminação dos europeus na época das Grandes Navegações e descobrimento. Se a outra achava que Lux era a culpada, bem... Não podia realmente discordar dela.

Não que fosse de fato. Chegara naquele ponto da floresta naquela manhã.

— Olha, não quero encrenca para o meu lado, sabe? — escorando-se em uma pedra, a filha do sol suspirou pesadamente enquanto voltava os olhos para fora da caverna e via que a chuva havia enfim parado e preguiçosos raios luminosos começavam a aparecer. E então teve uma ideia, que fez os olhos se iluminarem em animação. Colocou-se de pé e chamou a princesa para lhe acompanhar, fazendo com que ambas fossem para fora.

A baforada quente misturada com o úmido da chuva atingiu as narinas de Luxanna, que respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca. As garotas estavam lado a lado sob os raios de sol que começavam a se intensificar e fez com que a arcana erguesse o rosto na direção do astro-rei, o símbolo de seu pai desnaturado. Sentia cada parte de seu corpo ser aquecido de uma maneira confortável, as energias sendo renovadas como se tivesse sido colocada na tomada.

Aquilo sim era coisa boa!

— Seu pescoço! — Montgomery escutou a voz de Pocahontas e logo viu que seu plano havia dado certo. Impressionar com magia: mostrar que podia ajudar e que não era uma inimiga era seu principal objetivo agora. Na verdade, aquilo era mais para continuar viva mesmo, não que não quisesse realmente se dispor a solucionar seja lá o que estava acontecendo na tribo, mas morrer não era uma opção. Viu quando a morena avançou até si, a diferença de altura tornando-se clara quando teve que se abaixar para observar a pele alva se curando sozinha. — Como você fez isso?

A filha do sol abriu um sorriso triunfante e voltou a face para a princesa. Com delicadeza e cuidado, segurou as mãos dela em sinal de amizade e segurança. Precisava da confiança.

— Eu sou uma mágica, Pocahontas. — falou, vendo os olhos castanhos se arregalarem em surpresa. A outra não havia se apresentado, afinal de contas. — Pode confiar em mim, eu posso te ajudar.

— Estamos com uma doença na minha tribo. — finalmente falou após alguns instantes de silêncio. Lux imaginou que, talvez, ela estivesse em uma discussão interna sobre contar ou não aquilo para a semideusa. Um sorriso tímido abriu-se nos lábios rosados da dama da luz. — Ninguém consegue cuidar, não sabemos o que é. Eu acabei vindo para a floresta para buscar ajuda e, quando fui me abrigar da chuva, encontrei você. — a morena mordeu o lábio inferior de forma ansiosa, quase nervosa, o que fez com que a feiticeira soltasse um suspiro.

— Meu nome é Lux, e eu sou a portadora da luz. — falou com convicção, abrindo um sorriso luminoso. — Vou lhe ajudar. Onde fica sua tribo?

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Luxanna teria se perdido se não fossem as orientações de Pocahontas. Árvores e mais árvores, caminhos tortos, montes de areia e um rio  - onde teve que pular as pedras para atravessar, por sinal - a levaram, após horas de caminhada, até a tribo que não se lembrava o nome, mas que precisava de sua ajuda. Ora, ela era uma filha de Apolo, o conhecedor da medicina, então por que não?

Assim que colocou os pés na área dos nativos ela viu que, talvez, aquilo fosse exigir um pouco mais de si. Indígenas com semblantes abatidos, muitos outros deitados em cima de esteiras feitas com folhas no chão. Próximo deles havia um homem alto, com expressão séria e a julgar pelo cocar que usava, devia ser o tal chefe Powhatan, o pai da senhorita natureza, fato confirmado quando a morena chamou a loira para se aproximar.

— Este é meu pai, o chefe da tribo. — escutou Pocahontas dizer, e então curvou o corpo em uma reverência respeitosa. — Pai, essa é Lux, e ela pode nos ajudar.

— Minha filha, o que já lhe falei sobre confiar em estranhos? — o homem, ao ver de Luxanna, parecia mais estar falando mesmo do que advertindo. A voz cansada e carregada de algum sentimento não identificado pela semideusa denunciava que, aparentemente, ele estava há algumas noites sem poder descansar dignamente. Montgomery notou, também, que haviam bolsões embaixo dos olhos, grandes olheiras que confirmavam sua tese a respeito do descanso. Observando bem, a feiticeira notou o quão semelhante a índia e o pai eram, desde a pele maravilhosa e naturalmente bronzeada até os olhos expressivos naquele lindo tom de avelã.

Obviamente Powhatan possuía rugas e linhas de expressão, mas quem não teria? Ele era o chefe da tribo afinal de contas.

— Eu posso ajudar, senhor. — falou com convicção, mas recebendo um olhar de desconfiança dele. Não era de menos, era uma intrusa ali. Respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca, lembrando-se do que aconteceu quando ficou perdida no mundo de Adwaita. — Olhe, sei que não pareço confiável por que não sou daqui. Mas tudo que quero é ajudar, pois se eu não tivesse essa intenção não teria vindo até aqui com sua filha.

Respirou fundo mais uma vez, inserindo todo o sentimento de confiança que conseguiu nas palavras seguintes. Tinha que convencê-los de que estava ali como amiga, por que se eles concluíssem que estava ali como inimiga a coisa ia ficar bem feia.

— Chefe Powhatan, eu acredito que as pessoas que possuem o poder de ajudar as outras devem fazer isso. Se você tem o que é preciso para salvar vidas, mas não o faz, as pessoas podem morrer. — em nenhum momento desviou o olhar do dele. Lux sempre acreditou que os olhos são a janela da alma, e quando as pessoas querem ser sinceras, manter os olhares é o primeiro passo. — E, se as pessoas morrem, a culpa é sua. Por que você podia ajudar mas não o fez, e eu não quero isso na minha consciência. Eu quero poder deitar minha cabeça no travesseiro à noite livre de culpa e de remorso, mesmo que pareça egoísta da minha parte desejar que minha consciência esteja tranquila.

Um silêncio se instalou ali, e ele durou mais do que o necessário. Montgomery não soube dizer se o pai de Pocahontas estava pensando em deixa-la ajudar ou se a pendurava em uma árvore pela petulância – ser respeitosa nunca fora seu forte -, mas após um longo suspiro o homem abriu caminho, deixando à mostra uma garotinha que estava deitada no chão dentro de uma espécie de tenta. Decidida, Luxanna se aproximou e, após adentrar, ajoelhou-se próxima à ela.

Levou a destra até a testa da criança – o que era, de certa forma, perigoso já que não sabia exatamente o que ela tinha e podia se contagiar também -, verificando que a mesma estava com febre. Procurou por manchas ou algo do gênero, qualquer coisa física que pudesse verificar e ter uma noção do que estava acontecendo. Respirou fundo uma vez e então escutou a menina tossir, o som estranho saindo dos lábios trêmulos da pequena constatou o que poderia aquela doença: uma gripe. Não sabia dizer o nível, já que não era uma médica formada, mas havia recebido aulas de biologia de Bruce, então para pelo menos fazer os primeiros socorros e o atendimento básico ela tinha esse conhecimento.

— Quando isso começou? — perguntou enquanto colocava ambas as mão em cima do peito da garotinha. Escutou Powhatan dizer que foi há uns quatro dias, o que fez a cria do sol suspirar em alívio. Normalmente uma gripe comum demora cinco dias a passar, embora não seja regra e varie de pessoa para pessoa. Se não tratada, pode evoluir para uma pneumonia e isso era uma coisa que gostaria de evitar.

Respirou fundo enquanto sentia o calor se espalhar por seu corpo, saindo dos pés e se concentrando nas mãos, deixando-as mais quentes que o normal, e então uma aura alaranjada formou-se ao redor da semideusa, causando uma expressão audível de espanto naqueles que estavam ao seu redor. Permitiu-se um sorriso mínimo, e então começou a cantarolar a Música da Cura que a Rapunzel canta no filme Enrolados.

— Brilha linda flor, teu poder venceu. Traz de volta já, o que uma vez foi meu. — Luxanna sentia o esticar do poder, como se fosse uma "cúpula de cura" que tivesse vida própria, se estendendo através de si e atingindo quem estivesse dentro de seu limite. A voz doce e melodiosa, digna de uma filha de Apolo, era clara e se fazia ser ouvida — Cura o que se feriu. Salva o que se perdeu. Traz de volta já, o que uma vez foi meu. Uma vez foi meu.

Aos poucos e após alguns poucos minutos, a tosse da criança começou a diminuir, até finalmente parar. A aura alaranjada havia desaparecido e Lux se permitiu enxugar a testa levemente porejada de suor com a canhota, enquanto a destra conferia a temperatura corporal da garotinha: havia diminuído consideravelmente. Sorriu para si mesma e voltou-se na direção de Pocahontas e do chefe da tribo.

— Ela vai ficar bem. Deixam-na descansar e lhe deem bastante água. Logo mais ela estará totalmente recuperada. — comentou enquanto ficava de pé e caminhava até ficar de frente com Powhatan. — Eu posso ajudar, vê? Sou uma garota mágica. — sorriu abertamente enquanto o homem e sua filha trocavam olhares, como se conversassem silenciosamente entre si e então, após suspirar, o chefe levou Montgomery para outras tendas.

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Repetir o exercício era cansativo, mas após muito tempo - o sol já havia se posto no horizonte - ela finalmente acabou. Além de gripe, cólera e disenteria faziam parte do pacote e que, apesar de serem doenças facilmente identificáveis devido a seus sintomas, exigiam certos cuidados extras (Lux saiu falando muitas coisas como o que eles deviam fazer para estarem em cem por cento, que seria beber água, descansar, fazer refeições pequenas ao longo do dia em vez de comer três vezes só e coisas do gênero) e isso faria com que a garota passasse, pelo menos, mais uns dois ou três dias na tribo.

E, assim sendo, foi deixada junto de Pocahontas. Após uma refeição muito bem servida e um banho muito bem tomado, ela estava vestindo uma das roupas da índia e que caía muito bem em si por sinal, já que o vestido marrom era feito de um tecido super agradável para dormir e lhe caía muito bem, mesmo que fosse um pouco grande.

— Muito obrigada por ajudar o meu povo, Lux. — a morena falou enquanto se deitava em sua cama. Montgomery deitou em cima de um amontoado de folhas com tecidos em cima, pois muito embora a princesa tenha lhe oferecido sua cama, ela recusou, dizendo que não precisava de muito para dormir: a loira passou três anos dormindo sobre pedras frias, afinal de contas.

— Não há de que. Ainda tenho algumas coisas para fazer, por isso pedi permissão para ficar por aqui mais um pouco. — comentou enquanto encarava o teto da "casa" de Pocahontas (ela não se lembrava qual era o nome dado à moradia indígena - talvez fosse oca?). Soltou um suspiro cansado enquanto o corpo ia relaxando cada vez mais e, somente quando os olhos pesaram, notou o quão cansada estava.

Caminhou praticamente a manhã inteira sem descanso, se escondeu da chuva e ajudou uma tribo indígena - não qualquer uma, por sinal. Virou o corpo de lado e sorriu para si mesma, abraçando o cobertor improvisado que lhe foi dado, sentindo-se extremamente aquecida nele. Gentileza gera gentileza, e como não sabia os motivos de realmente estar naquele lugar ela ajudaria o máximo de pessoas que conseguisse até descobrir os "por que's".

Quando a hora de descobrir a verdade finalmente chegasse ela poderia contar com ajuda pois, dependendo do que fosse, Lux definitivamente não gostaria de lutar sozinha.

Observações:
— Eu ganhei um duplicador de dracmas na roleta, e queria usá-lo nessa missão, por gentileza ♥ O resultado da roleta por ser visto bem aqui (clica)
— Eu peguei algumas doenças comuns entre os ameríndios na época do descobrimento, e doenças de fácil identificação. Também gostaria de ressaltar que o poder de cura utilizado para ajudar o povo de Pocahontas não diz que foi feito, especificadamente, para ferimentos de batalha, só diz que cura todos ao seu redor no raio de 3m, então é noix que avua ♥
— Essa cidade central vai ter uma explicação na próxima missão que planejo fazer, e os motivos de ela ter sido citada. Caso o avaliador deseje, posso explicar melhor via MP meu planejamento, para não estragar o Shazam q
— Desculpe pela qualidade ;-; Eu to tentando escrever essa missão há pelo menos cinco dias ;-;
Poderes Utilizados:

Apolo - Passivos

Nível 4
Nome do poder: Cura Solar I
Descrição: Quando exposto ao Sol, o filho de Apolo/Febo tem as feridas curadas mais rapidamente, nesse nível apenas ferimentos mais leves são fechados, e isso dura alguns poucos minutos. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 10 HP e 10 MP do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Persuasão
Descrição: Apolo/Febo é um deus naturalmente bonito, e o chame do deus é passado para os filhos com uma precisão impressionante. Persuasão é o poder que permite ao semideus – através de palavras e gestos – conquistar as pessoas com mais facilidade, isso faz com que elas queiram ceder a você, ou sintam uma imensa vontade de te ajudar, mesmo sem saber exatamente o porquê. Basta um sorriso, um olhar, e as palavras certas, você é certamente um conquistador nato, e as pessoas acabam gostando de você.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de conseguir alguma informação
Dano: Nenhum

Apolo – Ativos

Nível 10
Nome do poder: Canção da cura I.
Descrição: Com sua voz encantadora e seus dotes de curandeiro, os filhos de Apolo/Febo podem cantar uma canção que cura todos ao seu redor, exceto a si, numa área de 3 metros.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10* de HP e MP para todos os aliados ao redor do usuário.
Dano: Nenhum


Missão:
Maldição na tribo dos índios – A tribo de Pocahontas está sofrendo com uma serie de doenças que não conseguem tratar e por isso a princesa índia se aventurou na floresta encantada em busca de ajuda. O isolamento da tribo e a falta de conhecimento em algumas doenças mais novas fez com que eles não soubessem como tratar seus habitantes e, portanto, ela precisa de alguém para curá-los. Pocahontas acabou te encontrando no caminho e depois de atacar você e descobrir que não é um inimigo decidiu que você poderia ajudá-lo. A princesa te levou até sua tribo e explicou o que estava acontecendo, ajude Pocahontas a curar os enfermos.
Observação: Essa missão é válida como aula prática para o curso de medicina da universidade.
Recompensas: 6.000 XP e Dracmas + 3 Fragmentos
Requisito mínimo: Nível 4.

(C) Ross


Take courage in the light
Luxanna C. Montgomery
Luxanna C. Montgomery
Feiticeiras de Circe
Feiticeiras de Circe

Idade : 18
Localização : Ilha Spa

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[RP] Luxanna C. Montgomery Empty Re: [RP] Luxanna C. Montgomery

Mensagem por Hécate em Qui Maio 09, 2019 7:50 pm


Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 6.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 6.000 XP + 12.000 dracmas + 3 Fragmentos

STATUS:
HP:   200/200
MP: 200/160

Comentários:

Estou completamente encantada por sua escrita, apesar de ter alguns vícios de linguagem, não é nada que mereça ter pontos descontados. Fiquei surpresa ao ver como desenrolou essa trama e de como a simplicidade trouxe a riqueza do seu texto. Além do mais, parabéns por ter descrito o momento que a princesa indígena lhe encontrou, eu estava na ânsia de ver alguém fazer algo parecido. Mais uma vez, parabéns.



Atualizado por Macária.


[RP] Luxanna C. Montgomery Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


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[RP] Luxanna C. Montgomery Empty Re: [RP] Luxanna C. Montgomery

Mensagem por Luxanna C. Montgomery em Seg Maio 20, 2019 10:37 pm

Missão Fixa


I know you, I walked with you once upon a dream
I know you, that look in your eyes is so familiar a gleam

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Quatro dias na tribo dos índios foi o suficiente para que Lux ajudasse o povo de Pocahontas a se recuperar em cem por cento. A canção de cura ajudou muito, e mesmo com alguns conhecimentos limitados ela jamais poderia contrariar ou desmerecer a sabedoria da terra que eles tinham a oferecer.

Mas, mesmo assim, ela precisava partir. Seu papel ali havia finalmente acabado, então não havia mais nada que pudesse fazer e, por mais que a princesa indígena tivesse pedido para que esperasse um pouco mais, Lux sabia que não podia. Alguma coisa em seu peito pedia para seguir adiante, não parar e tal. Algo como um siga em frente, mas não olhe para o lado, nem se ligue no mestiço ou na batida do cavaco (o que raios era um cavaco?).

Sendo assim a jovem feiticeira, novamente – mas desta vez com a ajuda de um cavalo dado por Powhatan, graças aos deuses -, seguiu seu caminho para a cidade central que Elaena havia falado outrora. Os dois dias de viagem viraram três e quando finalmente achou que conseguiria alcançar seu destino, novamente as desgraças da má sorte lhe deram na carinha de anjo: onde, em teoria, deveria haver a cidade não havia nada a não ser algumas ruínas.

Pilhas e mais pilhas de pedras amontoadas se faziam presente, limo e musgo cobriam de verde várias delas, e o cheiro de mofo se fazia presente, embora fosse um local aberto, o que era bem estranho. Lux apertou com força os punhos em raiva, os nós das mãos ficando brancos.

— Tapeada de novo! — não acreditava que Elaena havia enganado a garota e aquilo foi a gota. Respirou, então, fundo pelo nariz e soltou pela boca enquanto balançava a cabeça em negação: não, aquilo não podia ter sido uma informação falsa, algo ali estava completamente errado.

Descendo de Wohali, sua montaria e companheiro de 3 dias de viagem – e que parecia bem cansado, por sinal -, a loira começou a explorar as ruínas. Com cuidado, ela escalou algumas pedras baixas para observar e concluiu que não sabia há quanto tempo aquilo estava daquele jeito, mas que devia ser há um tempão. Odiava história e não era uma arqueóloga como aquele loiro narcisista, então analisar coisas como aquelas não era seu forte.

Luxanna soltou um suspiro pesado e encarou o céu, percebendo que o mesmo começara a adquirir o tom alaranjado do crepúsculo e logo a preocupação bateu: onde ela iria descansar naquela noite? Estava crente com o fato de que haveria algo ali, mas no final não havia nada e não queria dormir no meio de escombros, desejava por uma cama decente e uma boa refeição.

— Ótimo. — murmurou enquanto fazia um bico em estresse e a vontade de bater em alguma coisa a fez socar um bloco de pedra. — Ai! — balançou a mão em um movimento rápido, como se aquilo fosse fazer com que a dor passasse. Sentando-se no chão sem se importar em sujar seu short, a garota escorou-se em um pedaço de alguma coisa (aquilo era uma parede?) e pensou em mil e uma noites que poderia passar xingando quando ouviu uma canção.

Uma voz masculina, bonita como qualquer tenor, soava cada vez mais alto, o que era possível concluir que, seja lá quem fosse, estava se aproximando. E, então, um rapaz apareceu, bem no estilo contos de fadas mesmo, em cima de um cavalo, cabelinho castanho claro penteado para trás e sorriso de galã. Na verdade, sorriso de idiota, exatamente como aquelas pessoas apaixonadas.

Luxanna queria vomitar.

— Foi você, um sonho bonito que eu sonhei. Foi você, eu lembro tão bem, você, na minha visão. — o cantarolar dele fazia o coração da filha de Apolo se encher de dúvidas sobre a sanidade do rapaz, mas pelo menos se lembrou de onde havia ouvido a música: A Bela Adormecida. Ou seja, aquele ali era Phillip, o mauricinho almofadinha metido a príncipe.

Bem, ele podia ser achar quanto a isso, afinal era realmente um nobre.

— Oh, olá jovem dama. — o rapaz se aproximou ao ver a loira sentada no chão e então ele desceu do cavalo, o som seco de seus sapatos batendo na terra soando baixo, mas ao mesmo tempo sendo captados pelos ouvidos sensíveis da arcana. Ele lhe ofereceu a mão, e após uma olhada com desconfiança a garota aceitou, sendo colocada de pé. — O que faz sozinha aqui? É perigoso, sabe?

— Não se preocupe, eu consigo me virar. — disse com ironia e, ao ver a feição de confusão do rapaz a garota apenas abanou a mão. — Sabe onde eu acho uma estalagem por aqui?

— Estalagem? Por um acaso está perdida? — Phillip perguntou e Lux apenas deu de ombros. — A estalagem mais próxima fica a dois dias de viagem. A julgar por suas roupas, acredito que seja uma estrangeira, não? Nunca vi ninguém aqui usar esse tipo de vestimenta.

A arcana estalou a língua em insatisfação, levando ambas as mãos à cabeça em um claro sinal de irritação, ignorando completamente o fato de ter sido chamada de “estrangeira” e se preocupando com o fator “ficar a céu aberto”. Maravilhoso, teria que dormir na grama novamente, sem cama macia, sem banho decente, sem comida boa, sem nada! Só uns grãos, água e pele de animal que foi dado por Pocahontas.

“Certo Lux, respira”

Pondo-se a pensar,  aloira adquiriu uma expressão concentrada, o cérebro trabalhando com mil ideias diferentes de como fazer para conseguir um descanso decente. E então se sentiu muito burra, por que havia um príncipe a seu lado e dã: podia pedir a ele, obviamente. Abriu um sorriso fofo e fez sua melhor feição de garotinha perdida, afinal sabia que a nobreza dos príncipes estava em seu cavalheirismo.

E muito embora Montgomery fosse chamada de princesa, de sentimentos nobres ela não tinha nada.

— Sim, sou uma forasteira. — respondeu à pergunta feita outrora, vendo o semblante de Phillip ficar tenso por alguns segundos, e então suspirou. — Mas estou tão cansada, sabe? De onde eu venho sou uma princesa, e não acho que aguentarei mais um dia dormindo na grama. — não era nenhuma mentira o que dizia, afinal a loira era chamada de “Princesa” pela Família, e sinceramente falando, se ela tivesse que deitar no chão mais uma noite teria um treco.

— Está a dormir sozinha? No chão frio? — o príncipe perguntou e a menina apenas assentiu com a cabeça. Então o rapaz sorriu abertamente. — Venha comigo até o castelo. Não poderia deixar uma dama assim, ao relento, ainda mais no findar do dia. Coisas ruins podem acontecer com uma jovem princesa tão bela.

As bochechas de Luxanna pegaram fogo imediatamente. Ela sabia que era uma garota bonita, e tinha ideia da própria atratividade, principalmente agora que a magia de Circe estava mais forte por ter voltado ao plano ao qual pertencia, mas ouvir isso da boca de um garoto bonito era outra história. Fazia quatro anos que não escutava essas palavras de um humano do sexo oposto.

Ouvir isso de uma tartaruga voadora não é um bom parâmetro, principalmente por que Adwaita lhe comparava com outras tartarugas voadoras.

— Mas tudo bem para você, sabe... Levar uma estrangeira para seu castelo? — mesmo que tivesse usando de seu poder persuasivo para forçá-lo a convidá-la para pernoitar no palácio real, a garota sabia que aquilo ia além disso afinal, como dissera antes, o cavalheirismo não havia morrido dentro dos contos de fada.

Bem, pelo menos ali.

— Não tem problema. Venha. — ele estendeu a mão para Luxanna após montar em seu cavalo, mas a loira apontou para Wohali e então foi até o animal, subindo no mesmo. Phillip sorriu e então conduziu o caminho até o palácio real.

Pelo trajeto muitas histórias foram contadas. Superficialmente, mas satisfatoriamente para o garoto, Montgomery contou sobre ela, sobre seu pai, padrasto e afins. Não os detalhes mais sórdidos, como o fato de ter sido uma assassina no passado ou o fato de ser uma semideusa, mas de uma forma aceitável; e, em troca, ele contou sobre sua infância, sobre como passou seus dias e sobre o casamento arranjado com a filha do rei Stefan, que ele apenas conhecia o nome.

Bem, aquilo era muito coisa de contos de fadas mesmo. Casamento arranjado, em pleno século 21? Era cafona, brega e completamente idiota. De qualquer forma foi agradável, a menina admitia: Phillip conseguia ser uma excelente companhia, com conversas boas e engajadas, além de engraçado e gentil, uma visão completamente diferente que Lux tinha dos príncipes de contos de fadas.

Ele havia lhe perguntado como fora parar ali, e então explicou o fato de ter seguido um coelho, que ficou presa em uma lâmpada mágica e que ajudou o povo de Pocahontas.

— Você tem um bom coração. — o moreno disse após alguns segundos de silêncio. — Muitos procuram apenas a glória e a riqueza por aqui, e pensam que podem ser heróis. Mas nem todos possuem a nobreza de um. E não digo de apenas ter o coração bom.

— O que quer dizer? — a garota perguntou, tombando a cabeça de lado em dúvida. A semideusa sempre achara que heróis eram feitos de coragem, pureza e gentileza, mas havia algo a mais?

— Pelo que você luta, srta. Luxanna? — Phillip perguntou com curiosidade, o que fez a loira começar a pensar. Bem haviam pessoas que gostaria de proteger, como seu padrasto, Logan; seus tutores e protetores, Erwin e Levi; suas companheiras de magia, Bree e Poppet; e até mesmo seu suposto namorado (ela não sabia ainda o que tinham, exatamente), Ezreal.

— Existem pessoas que quero proteger. Que desejo manter à salvo. — ela começou, o olhar voltando-se para o príncipe e depois indo em direção às estrelas. O sol já havia se posto no horizonte, e a luz da lua iluminava o caminho que seguiam que, felizmente, era plano e sem imprevistos. — Eu luto pela minha espécie. Pelo meu “povo”, por assim dizer. Quero poder defendê-los do que vier de ameaça.

— Você tem um ideal então? — Phillip tornou a perguntar, fazendo a arcana assentir com a cabeça. — Heróis são feitos de ideais. Não por aquilo que decidem ser, mas sim pelo que decidem defender. Pessoas possuem coragem para muitas coisas, mas nem todas a possuem para bater no peito e dizer que defendem o que acreditam.

O conceito de herói do príncipe deixou Montgomery pensativa. Não havia pensado dessa forma, pois para si qualquer pessoa que fazia o bem era herói. Ora, os dos gibis eram assim: uma boa ação e estar do lado da justiça era o suficiente para enquadrá-los dessa forma. Só que, parando para pensar no que foi dito, dentro do universo das HQ’s o Hulk não poderia ser considerado um herói, enquanto o Capitão América, sim. Muita coisa fazia sentido para ela agora.

E então, novamente, engajaram em outros assuntos e o rapaz quis saber mais sobre o mundo de Lux. Então ela contou sobre tecnologias, de como o homem foi à lua, as descobertas científicas – mesmo que ele questionasse algumas, como a existência de outros planetas e a possível vida fora da Terra, mas não o culpava de fato -, e o mundo semidivino. Ao final, a arcana sabia que podia confiar no príncipe e contou a ele sobre ser uma semideusa, uma filha do sol e seguidora da lua nova.

Phillip parecia concentrado em ouvir tudo que a loira tinha a falar e, quando acabou, o ouviu soltar um “uau” impressionado, como se aquilo fosse muito mais do que sua cabeça permitisse absorver. Talvez fosse informação demais, mas da mesma forma ele pareceu interessado na vida de Lux, lhe fazendo poucas perguntas discretas, confirmando que sim, definitivamente ele era o melhor príncipe que poderia existir.

— Mas e você? O ouvi cantar enquanto se aproximava de onde eu estava. — a garota comentou despretensiosamente após um momento de silêncio entre ambos. Viu um sorriso bobo surgir nos lábios do príncipe, e logo percebeu que o senhor perfeição provavelmente foi fazer algo ilícito na floresta.

— Eu conheci uma garota. E ela é linda, sabe? Dançamos juntos na floresta. — o ar sonhador provavelmente seria sentido a quilômetros, mas isso não era uma coisa que incomodaria a semideusa no momento.

— E há quanto tempo se conhecem? — sorriu ao perguntar, mas viu as bochechas de Phillip ruborizarem. Não entendeu o que aquilo significava a princípio, mas assim que as palavras saíram da boca do moreno ela compreendeu.

— Eu a conheci pessoalmente hoje. Já havíamos nos visto em um sonho. — ele pareceu vagar por alguns instantes em algum momento que rodava somente na mente do garoto, e então balançou a cabeça levemente e voltou o olhar para a loira. — Já experimentou o amor à primeira vista? Não? — a incredulidade tomou o rosto bonito quando Lux negou com a cabeça. — Bem, é uma ótima sensação.

Por alguns segundos Luxanna pensou sobre aquilo. Era óbvio que estava apaixonada por Ezreal, mas foi uma paixão construída aos poucos quando eram crianças, embora não o visse há quatro anos e só os deuses sabem o que ele esteve fazendo por todo esse tempo. Vê-lo naquela noite, tentando roubar o receptáculo – que era ela mesma, por sinal –, só fez movimentar as engrenagens de uma paixão antiga como ruínas. Quando ficou perdida no LedgerDomain, sua sanidade era concentrada no que sentia pelo garoto: o loiro nunca saiu de seus pensamentos um dia sequer.

A feiticeira abriu a boca para falar alguma coisa quando o príncipe apontou para o horizonte enquanto dizia um “chegamos”. O olhar da garota logo se focou no castelo de pedra que se erguia ao longe, com algumas tochas iluminando os muros exteriores e guardas podiam ser vistos por todos os lados.

Lux respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca, afinal não era sua primeira vez com alguém da família real.

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Conhecer o rei Hubert não foi uma experiência de todo ruim. Ele era um homem generoso e gentil, assim como o filho, e permitiu que a garota passasse a note ali sem problemas. Fora apresentada por Phillip apenas como Lux, uma fada, e então o mais velho ficou ainda mais animado – e, graças aos deuses, ele não pediu para que fizesse algum truque.

Assim, após o farto jantar que foi muito bem aproveitado por Lux, diga-se de passagem, ela foi conduzida por uma das empregadas até o quarto de visitas. O aposento era enorme, era um fato, e a cama grande lhe chamou de uma forma tão intensa que ela quase caiu na mesma sem nem mesmo tirar os sapatos. Respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca, vendo que havia uma banheira de madeira em um canto, com candelabros em cima de armários próximos.

Caminhou até a mesma e colocou a mão na água, vendo que ainda estava quente, e então sorriu enquanto se despia e subia em um banquinho, deixando a roupa em cima de uma mesinha próxima, e adentrou a água. O calor logo começou a relaxar os músculos e somente ai percebeu o quão dolorida estava: as pernas pareciam ter sido massacradas, e as costas estavam a ponto de um colapso de estresse.

Fechou os olhos e aproveitou o momento, cantarolando algumas músicas folclóricas irlandesas que havia aprendido com sua mãe quando era mais nova. E, falando em sua progenitora, a garota se pôs a pensar se a mesma já havia reencarnado ou se ainda era um filete esquecido no mundo dos mortos. Não queria pensar nela daquela forma e, ao abrir os olhos, soltou um suspiro pesado.

Ficou de pé e puxou uma toalha que havia em cia da cadeira próxima à banheira, secou o corpo e enrolou-se na mesma, indo até a cama. Em cima da mesma havia uma camisola cor de rosa, a qual não tardou em pegar e notar que era feita de um cetim tão macio e brilhoso quanto suas roupas de gala que havia deixado na mansão da Família. Vestiu-a após se livrar da toalha e colocá-la nas costas da cadeira, estendendo-a para que secasse, e se jogou no macio que lhe aguardava, cobrindo-se com as cobertas que cheiravam a rosas.

Não sabia que horas eram ou até mesmo o dia, só sabia que estava mais do que feliz em dormir em um local seguro, limpo, bem alimentada e no macio de um colchão.

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Ao abrir os olhos, a única coisa que a garota via à sua frente era o escuro. Sua fonte de luz era apenas a bolha a qual se encontrava, rodeando-a como uma bolha protetora, uma fonte segura que ela estava convicta de que a protegeria de todo o mal que houvesse do lado de fora.

— E está certa, jovem semideusa. — uma voz masculina soou grave em seus ouvidos, fazendo a cabeça de Montgomery virar de um lado para o outro em busca do dono. E, das sombras, um homem alto apareceu, os cabelos prata mostrando que talvez fosse um pouco mais velho do que poderia passar seu rosto jovial.

Ou talvez fosse só um punk, nunca se sabe.

Um dos olhos estava oculto por um tapa-olho em formato de trevo e a única íris visível era de um incrível tom de cinza, o que quase fez Lux achar que talvez fosse cego – mas era apenas um talvez. O terno cinza escuro que usava se assemelhava com os usados durante a era vitoriana, com detalhes em dourado na lapela e nos braços próximo às abotoaduras, e a gravata preta dava um destaque a mais sobre a camisa branca.

— Eu sempre estou certa sobre muitas coisas, cara estranho. — Luxanna falou enquanto cruzava as pernas na posição de índio e encarava o homem com uma mescla de dúvida e desconfiança. Os braços transpassaram-se na altura do peito, os olhos estreitando-se perigosamente. — Mas eu não estou certa sobre quem é você. Então me diga seu nome e onde estou.

— Eu sou Nightmare Gottschalk, um demônio dos sonhos. Estou aqui para lhe receber, Luxanna Crownguard Montgomery. E para lhe dizer que uma prova difícil a espera. Não aqui, mas sim em outro lugar deste mundo encantado. — sentando-se no ar, Nightmare flutuou até que conseguisse olhar para a arcana de igual para igual.

Anteriormente a feiticeira não acreditaria nessas bobagens. Diria que demônios não existe, afinal nunca acreditou neles mesmo, então daria de ombros e mandaria o homem deixar de dizer asneiras. Mas, depois de tudo que passou em sua vida semidivina, ela não duvidava de mais nada que qualquer ser que conseguia sentar no ar dissesse.

— Certo, você sabe meu nome. Devo lhe parabenizar ou lhe denunciar? Isso é coisa de stalker, sabe? — as íris rolaram em puro tédio, o revirar de olhos demonstrando que queria sair dali o mais rápido possível.

Bem, mas onde era exatamente ali? Nightmare se apresentara como um demônio dos sonhos, logo ela estava sonhando. Certo, se não era real então o comando era seu, afinal era o mundo dentro da cabeça de Montgomery e ninguém poderia mandar ali senão a própria. Tentou se obrigar a acordar, mas infelizmente o truque não funcionou por algum motivo ainda desconhecido, mas que fez o platinado rir como um doido e depois cuspir um pouco de sangue.

— Moço, ‘cê ‘tá legal? — a garota perguntou após inclinar a coluna um pouco para frente, o vendo tossir e se controlar após retirar um lenço de linho branco do bolso interno do terno. — Mesmo sendo um sonho, não quero que alguém morra na minha frente.

— Diz a garota que já matou vários. — um sorriso irônico brotou nos lábios de Nightmare, fazendo Lux suspirar. Ele tinha um ponto, e aquilo não era mentira, já que antes de ficar anos presa no LedgerDomain ela era uma assassina a mando da Família, e tudo por opção própria: Logan nunca a obrigou a nada, todas as escolhas foram feitas pela própria menina.

— O que você quer de mim? — a mudança súbita de assunto fez a expressão do demônio ficar séria, e novamente ele se sentou no ar à sua frente. A postura da pequena ficou ereta.

Estava pronta para o papo.

— Luxanna Montgomery. Venho lhe dar um aviso.

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Os raios de sol que entravam pela janela incomodaram a garota, forçando-a a acordar. Não que o bater em sua porta tivesse colaborado, até também por que as mãos leves eram bem insistentes. Piscou algumas vezes antes de realmente acordar, sentando-se na cama e espreguiçando o corpo com calma enquanto resmungava um “entre”.

Três mulheres, então, adentraram o local e logo começaram as preparações para Lux: uma foi preparar o banho, enquanto outra tratou de abrir as cortinas e arrumar o quarto. Já a terceira se aproximou da loira com uma cesta grande, que não tardou a ser aberta. Dentro havia uma bota marrom, própria para caçadas, de cano alto e solado baixo exatamente como um coturno militar. A calça era em um tom diferente de vermelho, enquanto o marrom do “vestido” que, graças aos deuses, não descia até o chão ficava por cima.

Na cintura havia uma espécie de corpete e, por baixo do vestido, uma blusa de linho branca, com mangas soltas até os cotovelos. Finalizando, havia um par de luvas pretas e seu arco, que estava na mão da mulher. Montgomery sorriu para ela e então foi fazer sua higiene e, sinceramente, era ótimo ter alguém para lhe dar banho, ter os cabelos lavados e penteados exatamente como uma princesa.

Deixou que um raro sorriso de satisfação surgisse nos lábios que, no momento, estavam sendo pintados de carmim.

— Sua alteza real quem escolheu essas vestes para a senhorita. — uma delas falou enquanto finalizava a trança nos longos fios dourados. Após finalizar, as três permitiram que Lux se olhasse no espelho e ela amou o que viu: estava parecendo aquelas caçadoras de monstros medievais, saída direto de histórias como Van Helsing ou Hansel e Gretel (não o conto original, mas sim o filme com o “Gavigod”).

Aparentemente príncipe Phillip havia captado muito bem a essência da natureza da arcana, o que a deixou muito feliz. Agradeceu as mulheres e então foi conduzida até o salão de jantar, onde rei Hubert e seu filho tomavam um agraciado café da manhã.

— Bom dia, sua majestade, príncipe Phillip. — Luxanna os cumprimentou com uma reverência respeitosa, e logo foi recebida com um abraço do rei, que saiu de seu lugar e começou a puxá-la para a mesa de maneira animada.

— Bom dia, meu bem. Sente-se, sente-se. — a semideusa foi conduzida até uma cadeira ao lado do monarca, que foi puxada. Sentou-se e logo foi empurrada delicadamente para perto da mesa. Pães, bolo, alguns doces e bebidas estavam dispostas sobre a mesa, e rapidamente a garota tratou de comer, pegando primeiramente uma massa enrolada com algo no meio que, ao morder, sentiu o gosto de amora. — Pão doce com amora, o favorito de minha esposa.

Levantando o olhar de sua comida, a menina conseguiu ver um sorriso bondoso nos lábios do rei, o olhar perdido em lembranças provavelmente longínquas, como se aproveitasse o momento nostalgia e começou a tagarelar sobre como sua falecida esposa era a mulher perfeita. Phillip pigarreou algumas vezes, tentando chamar a atenção de seu pai até que, finalmente, o mais velho voltou-se para ele.

— Papai, eu sei os motivos de estar tão animado, e não queria discutir isso aqui, mas será necessário, já que o senhor não quer me escutar. — a expressão séria no rosto do moreno deixava Montgomery apreensiva sobre o fato de estar ali e escutar a conversa que teriam, mas ela imaginava o que o príncipe diria ao pai. — Não posso me casar com Aurora, eu nunca a vi em minha vida. E já estou apaixonado.

— Ora meu filho, não diga asneiras. — Hubert falou abanando a mão, o rosto levemente avermelhado. — Tivemos essa conversa ontem, não vou permitir que se case com uma camponesa. Você irá comigo, hoje, até o castelo do rei Stefan para conhecer sua noiva!

Oh, então era realmente isso.

— Ela não é uma camponesa qualquer, por que é tão difícil o senhor aceitar isso? — Phillip parecia frustrado. Na verdade, ele parecia estar extremamente puto com a situação, o que fez com que a arcana abaixasse a cabeça e ficasse mais do que quietinha e imóvel em seu lugar. Viu quando o garoto levantou-se da mesa e disse que iria cavalgar para se acalmar, deixando um rei furioso para trás e uma Luxanna calada como um túmulo.

Hubert, aos poucos, começou a respirar fundo pelo nariz e soltar pela boca, a vermelhidão de seu rosto rechonchudo se desfazendo até que, por fim, um suspiro saiu de seus lábios.

— Sinto muito que tenha visto uma cena como essas, senhorita. — o monarca falou, fazendo a feiticeira sorrir e negar com a cabeça, colocando sua mão em cima da dele como um sinal de solidariedade. — Phillip ainda tem muito o que aprender. Ele tem sangue real, não pode simplesmente se casar com uma camponesa.

— Nós não mandamos no coração, majestade. — o tom gentil usado pareceu amaciar previamente a situação. Não que tenha usado seu poder de persuasão no rei. Não todo, pelo menos. — Tenho certeza de que Phillip vai pensar melhor, sabe? E com certeza aparecerá. Afinal ele não negou sua ida para conhecer a princesa Aurora.

Luxanna viu o rei sorrir em satisfação.

— Eu espero que esteja certa, meu bem. Eu realmente espero.

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Se despedir do rei Hubert e não conseguir se despedir de Phillip era triste, na visão da jovem dama da luz. O rapaz ainda não havia voltado para o castelo quando Lux resolveu partir, após uma longa conversa sobre o mundo da feiticeira com o monarca. Ele havia pedido para que ela contasse mais sobre a terra que vivia, sobre tecnologias e afins, e então a garota falou tudo que lembrava e que não havia comentado na noite anterior. Agora sabia de onde o príncipe havia herdado a curiosidade.

— Espero que tenha uma boa viagem, minha jovem. — o rei tomou-lhe as mãos em sinal de carinho e afeição, fazendo com que uma lágrima rolasse o rosto pálido. Ele lhe lembrava Logan, e recordar do padrasto somente lhe causava a sensação do vazio de não ter ido visita-lo e dizer que estava tudo bem depois que voltou da dimensão de LedgerDomain. — Oh querida, não chore.

— Não estou chorando, é alergia. — ela rebateu, levemente irritada, mas com um sorriso divertido. — Eu nunca choro, são meus olhos que ardem.

— Certo, certo. — Hubert riu em divertimento e, após um abraço caloroso, ele subiu em sua carruagem. Ao mesmo tempo que Montgomery partiria para o destino dito por Nightmare em seu sonho na noite anterior, o monarca estava indo para o castelo do amigo.

Se despediram mais uma vez e, com Wohali, seguiria sua viagem para seu próximo ponto de parada. A estrada que pegaria era a mesma que a do rei, mas de qualquer forma preferiu ir junto aos cavaleiros do que dentro da carruagem, já que tomaria um caminho diferente após algum tempo.

E, com isso, a garota conseguiu se colocar a pensar sobre tudo que viu até agora, sobre as coisas que aprendeu e ouviu. Tudo ali era mágico, obviamente, mas haviam muitas diferenças em um tão curto espaço que ela mesma se sentia um pouco perdida ainda no quesito localização. Suspirou pesadamente e, quando viu a estrada que deveria tomar, acelerou com Wohali até estar na janela da carruagem, onde agradeceu novamente o rei Hubert e então foi para seu caminho.

Sua majestade havia sido bondoso para com ela ao lhe dar aquela pernoite, comida, roupas novas e a bolsa que carregava desde a casa de Elaena estava cheia de comida novamente – dessa vez haviam coisas a mais do que apenas pão e leite. Cavalgou calmamente durante algumas horas e, vendo que o sol estava alto no céu, resolveu parar para se alimentar.

Por sorte aquela estrada que tomara era à beira de um rio, o que permitiu que o cavalo que tinha bebesse água e comesse um pouco da grama verde enquanto ela mesma fazia sua refeição, o gosto da carne de gado sendo muito bem-vinda e apreciada. Descansou por alguns instantes, apreciando a vista e não viu quando finalmente dormiu debaixo da sombra de uma árvore, mas acordou com um balançar em seu ombro.

Resmungando, assim que abriu os olhos a primeira coisa que viu foram três pequenos seres flutuando à sua frente, um ponto verde, um rosa e um azul. Olhando melhor, percebeu que se tratavam de fadas, já que os vestidos e as asas translúcidas denunciavam as posições das mesmas. Luxanna esfregou os olhos como quem não acredita no que vê mas ei! Ela estava presa no mundo encantado, não?

— Definitivamente essa é a coisa mais bizarra que eu já vi aqui. — falou enquanto as três fadas tomavam tamanhos normais. Elas eram quase da altura de Montgomery, e naquele tamanho natural suas asas não se faziam presentes, embora as varinhas de condão e as vestes brilhantes fossem o suficiente para denunciar suas verdadeiras origens.

— Você é Lux, a fada que rei Hubert comentou? — a que vestia rosa perguntou e o tom urgente em sua voz fez os sentidos da semideusa despertarem todos de uma só vez. Colocou-se de pé o mais depressa que conseguiu, pronta para ajudar: se algo acontecesse a Hubert, ou ao príncipe Phillip, ela mataria quem ousou encostar em um fio de cabelo deles.

— Sim, sou eu. Aconteceu com Hubert ou Phillip? — perguntou, tropeçando nas palavras. A fada que falara consigo balançou a cabeça positivamente e então pôs-se a explicar.

Elas eram Fauna (a de verde), Flora (a de rosa) e Primavera (a de azul), e eram as fadas que protegiam a princesa Aurora de cumprir seu destino de espetar o dedo na roca de fiar. Voltando para o castelo mais cedo naquele dia, as fadas e a princesa – que, segundo elas contaram, estava morando na floresta como uma camponesa para tentar fugir da maldição que lhe foi jogada quando nasceu – acabaram se separando e, enquanto as três iam falar com o rei, Aurora foi encaminhada para um quarto.

Porém o destino se cumpriu e a garota espetou o dedo na roca de fiar, caindo em um sono profundo do qual somente se libertaria com um beijo de amor verdadeiro – claro que seria isso. Segundo elas, Aurora se apaixonou por um rapaz que viu na floresta e que, graças aos céus, escutaram o pai de Phillip dizer a mesma frase que a princesa disse – algo de uma vez em um sonho -, e então elas sabiam que o príncipe era o rapaz que se apaixonou por ela e vice-versa.

E, nesse instante, a mente da feiticeira estava embaralhada. Ergueu ambas as mãos, pedindo para que Flora parasse de falar e tentou absorver as informações: uma princesa em perigo (clichê), um príncipe e um beijo de amor verdadeiro para quebrar a maldição (mais clichê, impossível).

— E onde está Phillip? — Lux perguntou enquanto olhava para as três. Elas suspiraram e os semblantes ficaram sombrios, causando arrepios de tensão na coluna da loira. Aquilo não estava cheirando muito bem, com certeza ela não iria gostar do que estava por vir e, quando finalmente foi dito, descobriu que realmente odiava tudo aquilo.

— Descobrimos que ele está sendo mantido prisioneiro por Malévola.

E lá se vai a paz de Montgomery.

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Seguir caminho até o castelo de Malévola com três fadas escondidas sob seu cabelo trançado era uma situação no mínimo estranha, mas pelo menos Wohali não fugiu.... Ou foi assim até o momento, pois depois que a garota desceu do cavalo ele simplesmente virou as costas e correu como nunca, voltando pelo mesmo caminho o qual haviam chego.

Suspirou e então engoliu em seco. Se não fosse por Phillip ela também teria corrido dali. O castelo parecia uma fortaleza negra, o céu – que deveria estar ensolarado, pois devia ser pouco mais das duas da tarde – estava enegrecido, as nuvens escuras carregadas tinham um doentio tom de verde, mas que combinava perfeitamente com a aura sombria do lugar.

O vento gélido fazia os pelos dos braços de Montgomery se arrepiarem, enquanto descargas de adrenalina pareciam correr em sua espinha. Beleza, ela tinha um arco, algumas magias e uma fada das trevas poderosa o suficiente para jogá-la da sacada de seu castelo a qualquer momento. Onde ela vira isso mesmo?

— Luxanna Montgomery, a portadora da Luz. — a arcana escutou a voz de Flora, e então voltou o corpo na direção da fada. Viu as três unirem suas varinhas no ar e então um brilho apareceu, tomando a forma de um bastão dourado, com estrelas de sete pontas em ambas as pontas do mesmo. Ele era lindo e, quando o segurou nas mãos, a garota sentiu um calor reconfortante. — Um presente nosso para você. A luz na escuridão guia o caminho. Vamos ajudá-la a salvar o príncipe, e você o guiará para a vitória. O mal nunca irá triunfar sobre o bem.

Respirando fundo pelo nariz e soltando pela boca, Montgomery encarou o castelo de Malévola. Certo, era chegada a hora.

A passos rápidos e com a tentativa de ser furtiva, se aproximou e agradeceu aos céus por não haver guardas. Bem, quem em sã consciência invadiria o castelo de uma das maiores vilãs – se não a maior – do mundo dos contos infantis? Com sua magia, as fadas baixaram cuidadosamente a ponte levadiça, dando passagem para a arcana e logo estavam dentro do castelo.

Em algum canto de sua mente ela agradecia ao pai por ter lhe dado alguns poderes úteis, como sua super visão e super audição, já que conseguia ver muitas coisas apesar da pouca luz que havia dentro do castelo. As paredes eram de um tom de roxo que faria o rosto de Thanos sentir inveja, com quadros e mais quadros de crianças pendurados, mas não eram fotos bonitinhas e sim coisas bizarras que, pelo horário, Luxanna não se atreveria a dizer.

A censura não deixa.

Caminhou pelo hall de entrada, mantendo-se com os sentidos apurados para encontrar o príncipe Phillip. Sentindo as vibrações no ar, a loira sabia que haviam mais pessoas – ou fadas, ou coisas, ou seja lá o que forem – ali, então o encontrar seria um desafio a mais. Felizmente, Fauna, Flora e Primavera viraram pontinhos de luz novamente e duas delas foram para outros lados, deixando a semideusa sozinha com Flora.

Com o bastão em mãos e segurando-o na vertical, próximo ao peito, a filha do sol continuou a andar, seguindo para o segundo piso do castelo e tentando captar as vibrações do amigo mas assim como no primeiro, ela não sentiu nada. E então uma pequena chave girou em seu cérebro, e como em um estalo ela imaginou onde talvez o moreno pudesse estar. Desceu as escadas para o térreo e, após olhar para todos os lados possíveis, encontrou uma porta que havia uma escadaria para baixo. Um calabouço! Todo maníaco invejoso com mania de grandeza de contos de fadas, que tem um castelo que se preze, aprisiona seus inimigos em um calabouço.

Fauna e Primavera estavam ali esperando e, após olhar para Flora, que afirmou com a cabeça, desceram sorrateiramente. As tochas nas paredes davam uma iluminação considerável para que, pelo menos, Lux não escorregasse e caísse e, após alguns lances de escada – provavelmente mais do que deveria ter –, a garota e a fada chegaram até o final, vendo várias celas. E, em uma delas, iluminada pelo verde que vinha do lado de fora das janelas com barras de ferro, estava Phillip.

— Não me parece muito bem, alteza. — a garota sussurrou quando se aproximou, vendo-o sentado o chão frio de pedra. Os olhos dele se levantaram ao reconhecer a voz e então sorriu ao ver Montgomery, embora tenha ficado levemente confuso com os três pontos brilhantes ao seu redor. — Aperit. — pronunciou e, com um suave “click”, a fechadura se abriu. Com rapidez, Phillip abriu a porta da cela e saiu, segurando Lux pelo pulso e puxando-a com ele para saírem dali.

— Malévola me prendeu aqui, pois acha que serei eu o salvador da princesa. — ele começou enquanto corriam escada acima, até finalmente chegarem-no próximos à porta que daria para o térreo. Precisavam sair dali, mas sem chamar atenção demais ou estaria mais do que ferrados caso Malévola resolvesse aparecer. E, ao cruzarem o portal e adentrarem o hall que dava para a saída, a feiticeira soube que sua hora talvez tivesse chego.

Malévola, a própria e em carne e osso, estava à frente das portas de saída. Automaticamente o braço do amigo entrou em seu campo de visão, como se aquele movimento pudesse proteger a pequena de qualquer ataque proferido pela fada das trevas. A risada da mulher ecoou no local, causando arrepios na espinha de Montgomery.

— Achou que entraria mesmo sem ser notada, criança? — a voz macabra e carregada de maldade fez as pernas da arcana darem uma vacilada. As mãos fecharam-se em volta do bastão com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. — Sua aura mágica chamou minha atenção. Um ser de luz que carrega as mais sombrias e profundas trevas dentro do âmago. Sabe quem de fato és, pequena?

— Não. — respondeu, a voz fina como uma linha de costura estava falha devida às ondas de medo que passeavam por seu corpo. Compreensível, até, e ela sabia disso. Engoliu a saliva, sentindo-a arranhar a garganta (como se isso fosse possível) e então respirou fundo quando o amigo segurou-lhe a mão em um ato de coragem. Ela não estava sozinha. — Não vou cair em seus truques, Malévola. Nos deixe passar.

— Sua persuasão não funcionará comigo, pirralha. Com quem acha que está falando? — fogo verde saiu das vestes negras dela, contornando sua figura autoritária e se extinguindo logo em seguida. O orbe do cetro escuro como o breu brilhou em um tom de verde doentio e então ela liberou a energia para cima deles.

Rápido como o vento, Phillip se jogou por cima da arcana, atirando-a ao chão e rolando logo em seguida, puxando a garota com ele. Correndo, eles subiram as escadas e adentraram em uma das portas, fechando-a logo em seguida e ficando em silêncio enquanto escutavam os passos no corredor, que haviam surgido, começarem a ficar mais e mais longe. Ambos somente perceberam que haviam prendido a respiração quando a soltaram, juntos.

— O que vamos fazer? Temos que sair daqui! — Luxanna sibilou para o rapaz, que balançou a cabeça negativamente.

— Sem minhas coisas, não há como combatê-la. Precisamos acabar com ela ou jamais teremos paz novamente.

Um silêncio incômodo surgiu ali, pois a filha do sol sabia o que o amigo queria dizer com isso, e sinceramente aquilo não a agradou. Teriam que matar Malévola, mas como? Como fariam para acabar com uma fada poderosa como ela?

Um pigarrear foi ouvido pelos jovens e, ao olharem para cima, Fauna, Flora e Primavera estavam em suas frentes, as varinhas erguidas. Com um simples movimento, uma espada e um escudo surgiram nas mãos de Phillip, ambos brancos, mas com um leve brilho dourado, simples, sem detalhes, porém incrivelmente belos.

— Príncipe Phillip, estamos lhe concedendo armas mágicas e encantadas para derrotar Malévola. A Espada da Verdade, capaz de perfurar até mesmo metal, letal para seres de trevas. E o Escudo da Virtude, capaz de parar até mesmo o mais forte dos ataques. — Flora falou enquanto o príncipe ficava em pé. — Use-os com sabedoria.

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Eles já haviam saído da sala e, graças à magia das fadas, ambos estavam, agora, em um alazão marrom mágico correndo castelo afora. Com seus ouvidos sensíveis a semideusa escutou o grito de Malévola de uma das torres – se bem que qualquer um poderia ter escutado o eco daquilo -, mas não olhou para trás. Com o bastão transmutado em um anel em seu anelar esquerdo e o arco nas costas, tudo que a garota fez foi abraçar a cintura de Phillip enquanto ele conduzia o animal para o mais longe possível.

Em direção ao castelo da princesa Aurora.

— Eu sei de tudo. — ele falou com urgência, como se sua vida dependesse daquilo. — Malévola me contou a verdade. A garota que conheci no bosque, por quem me apaixonei é ela. Aurora. E não apenas isso: foi ela quem a amaldiçoou.

Bem, era de se esperar, não? E, agora que sabia, o rapaz não pararia: iria atrás de sua amada e a salvaria a qualquer custo. O coração de Montgomery amoleceu com aquilo mais do que devia e então ela decidiu: seria o suporte que ele precisasse, agiria na retaguarda e protegeria o príncipe de qualquer truque ou emboscada preparada.

E o truque veio, mas não da maneira que esperava.

Assim que as torres do castelo do rei Stefan puderam ser vistas, outra coisa pode ser enxergada: uma floresta de espinhos, com galhos e mais galhos tortos e mortais, prontos para empalar qualquer desavisado. O cavalo foi parado a tempo e então ambos desceram do animal mas, ao olharem para cima, viram que a fada das trevas estava em pé em cima de um dos galhos, olhando-os com arrogância e superioridade.

— Chame pelo bastão e ele lhe responderá, Lux. — em sua forma pequena, Flora falou aquilo próxima a seu ouvido. Chamar pelo bastão? Que merda era aquela?

Sem tempo para pensar em um nome decente, a semideusa retirou o anel e o jogou para cima, gritando a primeira coisa que apareceu em sua cabeça e que, na hora, a fez se lembrar de Stella de Solaria.

— Demácia! — o anel brilhou como um pequeno vagalume e então aumentou de tamanho até virar o objeto dado pelas fadas. Assim que o mesmo caiu, Lux o segurou pelo centro e ficou em posição de defesa enquanto encarava Malévola intensamente. — Não é a única com truques mágicos.

A fada franziu o cenho e levantou o cetro, o brilho verde que saía dele recobrindo todo seu corpo. Uma névoa na mesma cor do brilho surgiu, passando pela floresta de espinhos e subindo todos em direção à mulher. Naquele momento todos os sentidos de Montgomery começaram a apitar, mandando a garota sair de lá antes que a coisa ficasse mais do que feia.

— Phillip. — a loira se aproximou do príncipe, que dirigiu as íris para a garota. — Estarei em sua retaguarda. Você é o herói da história, não eu. Deixe a proteção comigo.

O rapaz assentiu e ergueu o escudo e a espada dados por Fauna, Flora e Primavera, o olhar voltando-se para onde estava Malévola. Luxanna fez a mesma coisa e então se arrependeu na hora do que viu: no lugar daquela doida que havia jogado uma maldição em uma criança só por que não fora convidada para a cerimônia de batizado – sim, Montgomery sabia muito bem os motivos de a fada das trevas estar fuleira – havia um dragão inteiramente negros, com grandes olhos verdes e brilhantes.

Conhecer as fábulas infantis é uma coisa. A semideusa acreditava que poderia fazer muitas coisas lá dentro, mas aquilo era um pouco demais: era a primeira vez que via um dragão ao vivo e a cores e aquilo era a coisa mais desanimadora que conseguia imaginar. Respirando fundo pelo nariz e soltando pela boca, a filha de Apolo segurou o bastão com mais força do que o necessário, sentindo os dedos latejarem levemente.

A bocarra do monstro abriu e fogo verde se formou. E, de repente, foi atirado em direção do chão, fazendo com que Phillip empurrasse Lux para o lado oposto ao que estavam ao atira-se em cima dela e rolar no chão. O rapaz colocou-se de pé, segurou o pulso da loira e puxou-a consigo, embrenhando-se na floresta de espinhos enquanto os fortes ventos provocados pelo bater de asas do dragão tentavam empurrá-los para fora.

— Eu sei como podemos contra-atacar. — Phillip falou enquanto se escondia atrás de um galho alto e grosso, tomando cuidado com as projeções pontiagudas que haviam ali. — Você não me parece acostumada a batalhas, então posso apenas pedir para me proteger?

— Não precisava nem pedir. — a arcana afirmou, vendo um sorriso se instalar nos lábios do príncipe. Eles estavam juntos naquela, e a loira estava mais do que determinada a ajudar o rapaz a cumprir seu destino e beijar a garota que se apaixonou para fazê-la acordar de seu terrível encanto.

Bem, Malévola não era a única que possuía truques legais e a menina provaria isso. Respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca, indo para fora da floresta e olhando para onde a mulher-dragão estava. Colocou o bastão no chão sobre seu pé e então pegou seu arco, que estava nas costas, puxando o cordel e apontando para o ser.

Malévola riu.

— Acha mesmo que pode chegar a me espetar com uma coisa ridícula dessas, garota? — a voz que saía do dragão era tenebrosa e arrastada, fazendo com que arrepios de alerta percorressem a espinha de Montgomery com uma urgência anormal. Mesmo assim manteve-se firme, já que precisava ganhar tempo para que Phillip pudesse atacar de forma eficiente.

Ele tinha armas mágicas, afinal de contas, por cortesia das fadas.

— Não vamos saber se eu não tentar, não acha? — a garota rebateu, atirando a flecha e em seguida fazendo novamente, parada em seu lugar. Ela não podia se mexer... Não. Ela não deveria se mexer, já que precisava da atenção total.

Atirou mais uma e então jogou o bastão para cima com o pé, segurando-o com a destra enquanto a canhota segurava o arco e rolou no chão quando uma das grandes patas do dragão foram em sua direção. Apoiou-se em um dos joelhos, largando o bastão no chão e armando novamente o cordel, atirando mais flechas de luz que cruzavam o céu e iam em direção à Malévola.

Mesmo com flechas encantadas, o dragão feito de magia não sofria muitos arranhões sérios, alguns superficiais, mas nada muito efetivo. Bem, ela não era a heroína, mas sim o apoio do herói. Ela tinha o seu ideal ali, e o defenderia até o fim: fazer com que o conto do príncipe Phillip desse certo.

Sendo assim, Luxanna parou de atirar as flechas e deixou o arco no chão, tomando o bastão nas mãos, deixando que seu corpo brilhasse enquanto o girava acima da cabeça e via o príncipe Phillip correr na direção de Malévola, a Espada da Verdade em punhos. Uma sombra de seu bastão voou em direção ao garoto, formando ao redor dele um escudo feito de pura luz, sendo acompanhado de três pontos brilhantes, os quais a menina imaginou serem as fadas que estavam lhes ajudando contra a fada das trevas. Então o viu parar, mirar e arremessar a arma, que voou de maneira precisa no peito de um dragão levemente cegado pela luz.

Um grito de agonia foi ouvido enquanto as chamas verdes começavam a tomar conta do corpo que, outrora, jazia imponente sobre a floresta de espinhos. Lux segurou o bastão enquanto sentia os joelhos quase fraquejarem, sentando-se no chão antes de cair como uma batata enquanto observava a floresta de espinhos começar a desaparecer e Phillip ir em direção ao castelo. Sorriu para si mesma enquanto deitava no chão, o sentimento de responsabilidade cumprida em seu peito.

O céu estrelado parecia sorrir para ela e logo seus pensamentos foram para o dono do seu coração. Ele faria tudo aquilo por ela também? Lutaria contra quem fosse necessário apenas para salvá-la? Balançou a cabeça, se repreendendo por um comentário desses: não fazia seu estilo ser a donzela em perigo, mas aquilo deve ser uma boa sensação.

— Você ajudou muito, Lux. — a voz de Flora soou em seus ouvidos, fazendo a loira sentar-se com um pouco de dificuldade.

— Não fiz nada demais. — deu de ombros, embora o sorriso entregasse seus verdadeiros sentimentos.

✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾✾

— Tem certeza de que precisa ir? — Aurora sorriu bondosamente para Luxanna, segurando suas mãos com firmeza. Após o beijo de amor verdadeiro que Phillip dera na princesa, ela acordou e os dois se casaram em uma grande cerimônia, a qual a garota participou, por sinal. Bem, ela fora chamada para ser a madrinha, mas acabou recusando por não ser dali.

O céu estava claro e limpo, o sol da manhã fazendo carinhos ternos na pele pálida da filha de Apolo, como se o deus estivesse fazendo carinho e lhe desejando a boa sorte digna de um pai. Bem, aquilo era o máximo que a loira conseguia arrancar do pai biológico que nunca viu na vida, embora para ela ele seja apenas o “homem que a gerou” e não, de fato, uma figura paterna.

Pai é quem cria, não quem faz.

— Preciso. Ainda tem uma coisa que preciso fazer. Eu agradeço, alteza. — apertou a mão da garota em resposta, sorrindo em agradecimento. — Muito obrigada por terem cuidado de mim e de Wohali.

— É o mínimo que podemos fazer para com a pessoa que nos ajudou. — a voz de Phillip soou e o garoto apareceu atrás de Aurora, abraçando-a na cintura. — Eu devo agradecer de forma sincera, Luxanna.

A menina balançou a mão como quem não quer nada, afinal aquilo realmente não era nada demais, ela ajudaria qualquer pessoa que precisasse pois aquilo era parte de seu destino ali no Mundo Encantado. Meio sem jeito ela deu um abraço na princesa e depois no príncipe, reverenciando-os em seguida.

— Tem algum lugar para ir? — Phillip perguntou com curiosidade, fazendo com que Montgomery abrisse um sorriso e concordasse com a cabeça, virando as costas e descendo a grande escadaria até onde estava o cavalo dado por Pocahontas.

Com certo jeito, ela subiu no animal enquanto um pequeno brilho em seu anelar esquerdo lhe chamou a atenção. Demácia estava ali, seguro. Um presente das fadas, que lhe ajudaria em seu próximo destino. Uma terra mais do que louca, que era habitada por personagens pirados e que lhe renderia uma grande dor de cabeça para tentar achar a solução do problema que havia lá.

— País dos Corações, lá vou eu.

Observações:

Adendos sobre a missão:
Desculpa o final corrido ;-; Mas fechou em 21 páginas, e eu comecei a ficar sem ideias ;-;
Missão:
Era uma vez...
O reino da fantasia é um lugar tão grande, fantástico e surreal que é difícil descrever a quantidade de aventuras que podem ser vivenciadas por um único personagem. Por isso, trazemos uma proposta diferente e que vai expandir os horizontes, fazendo com que cada personagem também possa viver seu próprio conto de fadas, horror, fantasia ou etc.

Se você está pensando em se tornar líder de chalé, ganhar uma benção legal, uma mascote ou uma arma então esse é o tópico certo pra você. Não é segredo para ninguém que o mundo dos contos de fadas é tremendamente glamouroso e sabendo disso abriremos a oportunidade de você conquistar uma das coisas descritas acima através de uma aventura.

Ficou interessado? Leia as regras e informações sobre isso para entender um pouco melhor.

Informações
• Você deve explorar um conto de fadas com o seu personagem, ou seja, escolher uma história e viver uma aventura através dela. Ajude a salvar os reinos, livrar personagens de bandidos, saquear cidades, sequestrar navios e derrotar monstros pelo reino da fantasia. Recupere aquele item encantado, acorde uma princesa, enfrente um dragão, uma maldição ou viva um romance! Não importa o tema, quem cria a aventura é você, quem avalia sua aventura somos nós.

• Ao desenvolver uma aventura no reino da fantasia o seu personagem poderá solicitar uma recompensa, como as descritas abaixo.
Liderança de chalé: Aqueles que optarem por tentar conseguir a liderança, através do evento, deve ter em mente que terá de ser uma coisa bem desenvolvida pois não será feita uma segunda parte.

Benção: Aqueles que optarem por tentar a benção, deveram ter em mente que ela poderá ser modificada caso ultrapasse aquilo considerado desconexo para a staff.

Itens: Considere que o item escolhido também precisa estar de acordo com a dificuldade e o tema da missão, e que esse poderá ser modificado pela STAFF se necessário.

Mascotes: Existem vários no reino da fantasia e se você deseja obter um também poderá fazê-lo através desse tópico, as regras são as mesmas, quanto melhor o mascote melhor deve ser a missão.

• A postagem deve ser feita em forma de ONE Post e pode gerar no máximo 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos e + o pedido, sendo que esse último pode não ser conquistado devido a qualidade da missão. Além disso os valores aqui descritos são de caráter máximo, podendo ser alterados de acordo com a qualidade da postagem.

Regras:
-A postagem tem que ocorrer no da fantasia, envolvendo pelo menos um personagem ou uma situação do reino. (postagem deve ser feita em seu tópico de RP’s).

-Só poderá ser feita uma vez, escolha bem antes de fazê-la. Não haverá uma segunda oportunidade.

- O mimo de linhas é 30 e sabemos que esse é um número insignificante.

- Armas e Bênçãos devem estar de acordo com as regras e diretrizes do fórum, sejam coerentes.

Prazo de postagem vai até: 20/05/2019
Arsenal:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

Poderes Utilizados:

Apolo:

Passivos

Nível 16
Nome do poder: Visão Aguçada I
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeita, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 25% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 20 de dano ao lançar algo em algum inimigo e o acerte em cheio não valendo para golpes que peguem de raspão.

Nome do poder: Ecolocalização
Descrição: Filhos de Apolo/Febo possuem a audição naturalmente mais apurada do que os outros semideuses. Capacitando-os de detectar a disposição dos corpos em um ambiente através de ondas ultrassônicas emitidas por eles, eles analisam as reflexões destas e com isso adquirem consciência da posição e distância dos ''obstáculos'' no arredor. Isso também faz com que possam interagir e alterar a rota de outros animais que se utilizam desta habilidade, como morcegos e golfinhos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Ativos
Nível 4
Nome do poder: Brilho Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo será capaz de criar um brilho, capaz de prejudicar a visão do oponente – não a ponto de deixa-lo cego, mas com os olhos ardendo, o que os impede de ver por um tempo – por uma rodada inteira, lhe dando chance de atacar, ou se defender. Seu uso é limitado a uma vez por missão, evento ou luta.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 5 HP

Circe:

Passivos

Nível 3
Nome do poder: Charme natural
Descrição: Ao se filiarem a tal Deusa, tais mulheres passam a possuir determinado charme e brilho natural, sendo todas muito bonitas e atraentes mesmo desarrumadas e após longas batalhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de chance de seduzir ou enganar o oponente. Caso o oponente seja filho de Afrodite/Vênus e Eros/Cupido só cairá na sua lábia se for de nível inferior.

Nível 4
Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% na habilidade de persuadir ou enganar aqueles ao seu redor, sendo que filhos de Afrodite/Vênus e Eros/Cupido só cairão na sua lábia se forem de nível inferior.
Dano: Nenhum.

Nível 7
Nome do poder: Feiticeira II
Descrição: Agora sua magia está mais forte, seus feitiços ficaram ainda melhores, mais potentes, podendo causar estragos consideráveis contra seus inimigos, já consegue realizar mais feitiços, e os deixou ainda mais fortes e poderosos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em feitiços.
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 9
Nome do poder: Língua Bruxa
Descrição: Como seguidoras de tal divindade, as feiticeiras conseguem identificar com facilidade qualquer língua em que uma magia é feita, logo podendo utilizar qualquer língua bruxa para efetuar suas magias e feitiços, sem previamente estudá-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Canalizadora natural I
Descrição: Para executar feitiços com perfeição, as feiticeiras precisam conhecer muito bem o próprio corpo para executar suas magias de maneira perfeita. Por isso, elas passam a desenvolver todo o corpo de modo a saber como torná-lo sua melhor arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de controle corporal.
Dano: +10% de dano nos feitiços, magias e rituais executados.

Nível 16
Nome do poder: Escorregadia I
Descrição: Feiticeiras não são fortes pois seu maior trunfo é a magia, no entanto, elas são muito ágeis e rápidas para lançar seus feitiços e escaparem dos ataques de seus oponentes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de velocidade e agilidade.
Dano: Nenhum.

Ativos

Nível 2
Feitiço: Aperit
Descrição: Um feitiço que permite abrir portas e fechaduras, e cadeados trancados, basta tocar o objeto e sussurrar as palavras, e a porta se abrirá.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.


Item Desejado:
• Demácia [Um bastão mágico dado à Luxanna por Fauna, Flora e Primavera, as fadas do conto A Bela Adormecida. Feito do mais puro ouro branco, possui uma estrela de sete pontas em cada extremidade – três para um lado, três para o outro e uma ponta maior em seu centro. De uma ponta a outra, possui exatos 105cm. | Efeito 1: O bastão se torna um anel com duas estrelas entrelaçadas, com um elegante “L” escrito em seu centro. | Efeito 2: Uma vez por missão/evento/MVP ou afins e com duração de um turno, ao girar o bastão acima da cabeça, Luxanna consegue canalizar, por meio deste, sua magia de luz, sendo capaz de conjurar até 3 escudos individuais ao escolher seus alvos. Assim sendo, uma “cópia” feita de luz do bastão é “lançada” para frente, envolvendo até três aliados e levantando um escudo circular ao redor dos mesmos. O escudo reduz danos em até 20% em seu nível inicial, podendo aumentar em 3% a cada 10 níveis.  | Ouro Branco, com fios de Bronze Celestial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 15. | Lendária. | Conquistado no evento Era Uma Vez.]
(C) Ross


Take courage in the light
Luxanna C. Montgomery
Luxanna C. Montgomery
Feiticeiras de Circe
Feiticeiras de Circe

Idade : 18
Localização : Ilha Spa

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[RP] Luxanna C. Montgomery Empty Re: [RP] Luxanna C. Montgomery

Mensagem por Hécate em Qua Maio 22, 2019 8:22 pm


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos + O pedido

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos + O item


STATUS:
HP:   200/200
MP: 200/140

comentários:
Parabéns pela excelente missão, filha de Apolo. Tudo foi avaliado por mim, Athena e Hades, porém, colocamos um adendo aqui. Seu item foi aceito, mas vamos modificar duas coisas, ok? Demacia não terá níveis atingidos, porque realmente itens possuem levels, mas nós não temos um sistema onde mostra o crescimento delas sem ser pela forja e 3% é muita coisa. Então deixamos apenas o 20% e acrescentamos o gasto de 40 de MP quando usado. Se possuir alguma dúvida, pode mandar MP. No mais, parabéns.


Atualizado por Hades


[RP] Luxanna C. Montgomery Original
Hécate
Hécate
Deuses Menores
Deuses Menores


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[RP] Luxanna C. Montgomery Empty Re: [RP] Luxanna C. Montgomery

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