The Blood of Olympus
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Etapa 2 - A prisão do Mago

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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Hefesto em Sab Jun 01, 2019 10:35 pm


Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 18.000 XP e Dracmas +20 Fragmentos.

Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%

Rodrik:
Ortografia em geral: 15%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%

34.200 XP e 23.400 Dracmas + 20 Fragmentos

Haror:
Ortografia em geral: 10%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 15%
Proposta da missão: 10%
Aparência: 10%
16.200 XP e Dracmas + 10 Fragmentos
Carpeado recebe 100XP

Leia com atenção:
Por mais que não estivesse explícito qual era o tipo de festa que Josh estava dando (pois a única coisa que foi dia era que ele estava dando um "baile"), Instaurar uma rave não nos pareceu algo que aconteceria no País das Maravilhas, mesmo em sua versão corrompida. Outra coisa que quase nos fez anular sua missão foi o conteúdo inadequado para menores de 18 anos. Você deveria ter sinalizado que a postagem teria conteúdo adulto, como as orgias no meio da rave e o consumo desenfreado de drogas ilícitas (que, mais uma vez, não parece ser algo inerente daquele mundo). Por fim, temos a sua fuga com o Chapeleiro Maluco. Ninguém poderia te impedir, concordo, pois todos estavam com suas percepções alteradas por causa da droga. Porém, peço que você raciocine comigo. Castelos são construções grandes, com vários cômodos. Quartos não ficariam perto do salão principal. Eles ficariam em alguma torre, ou nos andares mais altos. E aí nós temos um problema de descrição. De acordo com seu texto, parece muito que você simplesmente saiu pela janela. Se considerarmos que a janela fica no alto, e que você não usou nenhum poder para atenuar a queda, você e o Chapeleiro morreriam na queda. Se considerarmos que você não saiu pela janela, então quer dizer que você teve que passar pela festa inteira carregando o Chapeleiro, que estava nu. Os guardas achariam isso estranho. Então todos os descontos que você recebeu nessa avaliação se devem a isso. Atente-se em suas descrições, para não deixar interpretações ambíguas.

Elena:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
18.000 XP e Dracmas + 40 Fragmentos

Daron:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
36.000 XP e 25.200 Dracmas + 20 Fragmentos

Shin:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
36.000 XP e Dracmas + 20 Fragmentos


É nóiz que tah!

Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Amber K. Blackwood em Ter Jun 18, 2019 9:15 pm

Fairy Worlds
Ficou ali sentada, os olhos fechados, e quase acreditou estar no País das Maravilhas, embora soubesse que bastaria abri-los e tudo se transformaria em insípida realidade…



Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 19/06/2019 até 22:00).

Missão em conjunto com Enzo Hawley

Alice no País das Maravilhas nunca fora o meu conto infantil predileto, no entanto, mesmo sem ter conhecimentos sobre o enredo fantástico, eu saberia reconhecer aquela garotinha loira de vestido azulado. Alice, mesmo tão jovem e sonhadora, era uma das líderes contra Josh. Ela tinha nos chamado uma vez mais para uma reunião emergencial, com planos para enfraquecer ainda mais o mago que foi consumido pelas trevas.

Novamente usando a floresta como palco de encontro, eu estava entre os convidados da loirinha. Reunidos ao redor de uma mesa típica de chá, discutíamos sobre um baile dado pelo famigerado vilão dos reinos de fantasia. Alice, de alguma maneira da qual não queria saber, tinha usurpado convites para o evento. Ela explicava como alguns vilões iriam comparecer ao festejo não apenas pela lealdade à Josh, mas também medo ao grande bruxo.

Não era a única ali presente, mas definitivamente tinha sido surpreendida quando Enzo Hawley apareceu. O último encontro com o filho de Éolo fora... Singular. Melhor amigo de minha irmã, eu começava a olhá-lo com outra perspectiva. Se fosse sincera, poderia admitir a mim mesma que não tinha começado a percebê-lo de outra forma apenas agora. Mas desde que tínhamos participado de um treinamento com Ariel e Halsey, quando ele se mostrou um verdadeiro protetor. No entanto, compartilhar uma noite com o celestial despertou um pouco mais do meu interesse para o dono daqueles olhos angelicais.

— Infelizmente o convite que eu tenho é de um casal de exploradores. — Alice mostrou o envelope preto em mãos. — Quem aceitar os convites entrará disfarçado com um parceiro ou parceira. O resto de nós estaremos preparados para receber os reféns assim que conseguirem escapar.

— Eu vou, tenho capacidade de localizar os reféns sem levantar suspeitas. — Garanti sem hesitar.

Não apenas por causa de minha profissão como detetive no mundo humano, mas também por minha filiação a Psiquê, a deusa da mente e da alma. Graças a ela e aos meus próprios dons herdados de minha mãe, possuía uma grande capacidade de investigação.

— Bom, então eu preciso de alguém que...

— Eu! — A exclamação entusiasmada atraiu a atenção de todos os olhares. Enzo tentou se conter logo depois. — Eu fico com ela. Sou um ótimo dançarino e tenho um perfil que combina com o de Amber, ficaríamos bem juntos.

— Então está decidido, Amber fica com o Enzo.

Arqueei as sobrancelhas, curiosa e surpresa com o rumo das coisas. Por dentro sentia uma certa vontade de rir da expressão que o garoto teve ao se voluntariar, mas por fora nada deixava transparecer. Afinal, ele era muito mais novo e o melhor amigo de minha irmã. Levantei da cadeira que usava, sendo guiada por pequenas criaturas para experimentar o meu vestido de gala.

Elas me apresentaram três modelos que eu poderia classificar como: ousado; esquisito; egocêntrico. Se iria passear pelo meio de vilões inescrupulosos e que eu odiei em minha infância, eu com certeza optei pelo azul ousado. O cabelo foi arrumado em questão de segundos, me fazendo suspeitar rapidamente de que magia fora usada. Em um piscar de olhos os fios rebeldes e sedosos por ter passado horas em uma floresta, ficaram prontamente organizados. No segundo seguinte uma leve maquiagem fora aplicada em minha face, acentuando apenas lábios e olhos.

Ao seguir para a carruagem que nos conduziria, feita de metal preto com detalhes prateados, encontrei com Enzo também devidamente vestido a rigor. Naquele momento seria estupidez minha não admitir que ele estava bonito e charmoso, o suficiente para sentir uma sensação na boca de meu estômago. Uma que eu ignorei prontamente e aceitei a mão dele para adentrar o veículo.

Felizmente, a missão estava prestes a começar.

(•••)

Para cada herói excêntrico criado pela Disney, existia um vilão de igual porte ou, quem sabe, até mesmo mais estranho. Na pequena fila que se formava para ter acesso ao castelo que outrora foi da Rainha Vermelha, eu poderia notar os tipos de pessoas e personalidades que nos rodeava.

“Qual o melhor ingrediente para alguém fazer todo o cabelo do corpo?”

“Ah, mas se você raspar e moer a presa venenosa de cobra, fortalece a poção do sono!”

“Você viu como aquela mulher está vestida? Pele de cachorro é tão fora de moda!”

Ao escutarmos sobre crianças, tanto meu corpo quanto o de Enzo tensionaram, minha palma segurando firme no antebraço dele como uma forma de me conter. Felizmente, era a nossa vez de exibir os convites. Enzo mexeu no blazer que usava, retirando da parte interna o convite negro. O segurança de quase três metros de altura analisou rapidamente e afastou o corpo, dando espaço para que nós dois passássemos.

— “Enzo, algumas coisas irei falar em sua mente, tome cuidado para não me responder em voz alta”. — Alertei falando na mente do garoto.

Ele respondeu de maneira discreta, chegando a comentar algo sobre a densidade do ar no ambiente. Como filho de Éolo e celestial, a sensibilidade dele para com a energia transmitida naquele cenário era notória. Quanto a mim? Estava usando cada gotícula de autocontrole que possuía para não dar meia volta ou simplesmente bater em todos ao meu redor. Eu conseguia ver auras e meu corpo reagia sempre que alguém mentia. Estar em uma festa recheada de pessoas com almas recheadas de vilania era como uma tortura.

Por isso, quando Enzo nos parou por um momento foi demasiadamente fácil concentrar em seus olhos incrivelmente azuis.

— Enquanto o anfitrião não se apresenta... Me daria a honra de dançar contigo? — O celestial ofereceu a mão de maneira galante, o olhar convencido e confiante tão acentuado que era um tanto estranho no garoto que era geralmente relaxado e extrovertido. — Creio que ninguém nesse salão é digno de sua companhia, exceto eu.

Foi necessário um pouco mais de esforço para controlar minhas próprias emoções. O jeito esnobe dele era evidente, uma tentativa quase falha de interpretar um vilão. Mas as palavras dele pareciam reverberar no canto de minha mente, me fazendo sorrir não de uma maneira falsa, mas sim intrigada e sedutora.

— A honra será minha, querido. — Respondi em bom tom, para que outros ao nosso redor não duvidassem de nosso “relacionamento”.

Com a mão sobre a dele, fomos em direção ao que parecia uma pista de dança. Era quase cômico ver figuras tão extravagantes ou sombrias bailando de um lado para o outro. Mas essa era a oportunidade perfeita para começar o trabalho de investigação. Posicionei-me a frente de Enzo, deixando que ele repousasse a mão em minha cintura enquanto a minha ficava sobre o ombro dele. Com nossas mãos unidas, ele começou a nos conduzir pela pista.

— “Eu vou expandir minha mente em busca de informações, isso não vai ser agradável e vai me fazer ficar distraída. Cuide de mim, kiddo”. — O alertei em sua mente.

Eu precisaria confiar em Enzo naquele momento, algo que só era possível graças as experiências que já tivemos juntos. Não foram tantas, mas o suficiente para saber que ele levaria a sério uma missão que envolvia terceiros em perigo. Inspirei fundo, fechando brevemente meus olhos antes de deixar minha mente expandir. Era algo extremamente desagradável, invadir tantas mentes alheias. Poderia comparar facilmente a uma competição de carros de som, cada veículo possuindo um dispositivo de música poderoso e em alto volume, mas tocando músicas extremamente diferentes e opostas. Meus ombros tensionaram levemente antes de me acostumar com o incomodo, voltando a abrir os olhos. Meu corpo passou a agir no automático, sendo guiado pelo celestial enquanto dançávamos.

Minha mente vagou pela dos vilões. Algo que eu me arrependeria posteriormente, principalmente quando começasse a ter pesadelos pelas imagens e frases soltas que captava aqui e acolá. Eles representavam tudo o que era de violento, mesquinho e cruel na sociedade, sendo triplicado pela ideia de que nasceram de contos fantasiosos. Comer crianças, usar órgãos como poções, fazer experimentos em criaturas... Tudo isso perpetuava a mente de cada um deles. A cada pensamento mais inescrupuloso, instintivamente eu apertava a mão de Enzo, percebendo apenas depois. Pediria desculpas para ele posteriormente, pois o garoto estava correndo sérios riscos de perder os dedos naquilo.

Antes da música acabar, no entanto, eu finalmente tinha encontrado uma mente da qual eu poderia concentrar. Era um guarda, localizado fora do salão de festas, mas também não tão distante. Ele pensava em como era chato a obrigação de estar ali, assegurando pessoas que estavam devidamente presas, enquanto outros se divertiam e comiam. Ele chegou a imaginar-se sentado em uma das mesas, com garotas ao seu redor e, antes que aquilo se tornasse vulgar, finalmente fechei minha mente.

— “Encontrei a entrada das masmorras.” — Avisei a Enzo em sua mente e usei de minha melhor interpretação. — Oh querido, acho que preciso descansar um pouco, vamos, me acompanhe sim?

Passear pelo salão de maneira discreta fora algo relativamente fácil para nós dois. Sabíamos ser discretos, furtivos e silenciosos. Guiei o celestial por um tempo, até ele entender para onde estávamos indo.

— Não surte.

Foi o único aviso para a ação mais inesperada daquela noite. Meus olhos dobraram de tamanho quando os lábios dele cobriram os meus, deixando-me levemente atordoada enquanto processava que estava sendo beijada. Por mais que tivesse com a mente ligada a dele, pensamentos impulsivos eram difíceis de serem capturados a tempo. Diferente do beijo que tínhamos trocado antes, esse era mais... Apenas mais. O garoto não tinha poupado esforços da boca sobre a minha, turvando minha mente ao ponto de me fazer retribuir e segurá-lo apenas para não cair em meio ao nosso avanço.

— Ei vocês não podem ficar aqui!

Apenas quando aquela voz nos interrompeu que um pouco de raciocínio foi introduzido ao meu cérebro novamente. Um sentimento dual me afligiu, enquanto eu parabenizava o celestial pelo pensamento rápido... A outra parte de mim se via levemente irritada por ter sido pega de surpresa. Mesmo que tenha gostado. Gostado mais do que deveria, se fosse sincera comigo mesma, mas quando realmente somos?

Na cena seguinte, arqueei as sobrancelhas enquanto tombava a cabeça levemente para o lado, assistindo Enzo em ação. Ele retirou o ar do guarda até fazê-lo desmaiar, mas não fora isso o que me surpreendeu. Mais uma vez o celestial foi esperto o suficiente para criar um ambiente que não deixasse pistas de que tínhamos invadido, criando uma cena do crime em que o guarda desmaiou depois de beber.

— Esperto. — Admiti, mas dessa vez era eu quem estava tomando a dianteira. — Mas estamos contra o tempo, logo alguém vai notar que algo está errado. Metade desse pessoal maluco é mágico... Deuses, magia é sempre tão imprevisível!

Segurando os resmungos sobre a magia, finalmente adentrei o corredor que dava acesso as masmorras. O ambiente se transformava a cada passo que dávamos, tornando-se frio e obscuro, como uma masmorra de um vilão de contos de fadas deveria ser. Até mesmo o cheiro era desagradável, uma mistura de mofo e animais mortos.

Estar ligada as almas devido a Psiquê sempre foi uma vantagem em meu trabalho. Detectar pessoas e coisas era algo tão natural que raramente era pega de surpresa. Eu tinha a intuição de que algo se aproximava e estava prestes a avisar meu “marido” sobre isso; quando ele agiu primeiro. Sendo guiada novamente por Enzo, encontrei-me em uma nova situação embaraçosa e inusitada. Em uma fresta entre as paredes, o filho de Éolo praticamente me prensava no pequeno espaço que nos encontrávamos. Uma mão dele sobre a parede, o rosto próximo de meu pescoço.

Escutei os sons promovidos pelo guarda se tornando mais presente, impedindo que eu criasse outra estratégia. Uma que não fizesse meu corpo esquentar de maneira irracional e ilógica. Tombei a cabeça contra a parede, segurando nos braços de Enzo como se quisesse afastá-lo assim que tivesse oportunidade, mas não era exatamente esse o meu intuito e real vontade. Confusa com esse tipo de sensação, se tornou muito mais fácil notar as reações do próprio garoto. Algo que me fez conter um sorriso apesar de toda a situação em que estava vivendo. Eu tinha ciência de como minha aparência singular chamava a atenção mesmo que eu não quisesse, isso tinha sido um dos desafios ao me alistar como policial em um ambiente machista. Mas ter a noção de que estava afetando a ele acabou por inflar meu ego, me fazendo achar graça de como ele tentava se controlar. Algo que era evidente até mesmo pelas imagens que vinha na mente dele. Ele teria esquecido que nossos pensamentos estavam conectados?

— Ele se foi. — Enzo constatou, tendo dificuldades de escolher para onde olhar. — Eu acho que devemos ir para a esquerda. Tem menos atividade, senti cinco presenças adultas e mais duas crianças, suponho que as últimas sejam prisioneiras e não posso afirmar que o resto sejam guardas, mas... A possibilidade é grande.

Coloquei meu indicador sobre os lábios do garoto, o impedindo de continuar falando. Fechei brevemente meus olhos, deixando minha mente vagar pelo ambiente. Ler os pensamentos alheios sempre me ajudava a localizar e entender os tipos de bandidos que me esperavam em um determinado local, enquanto trabalhava. Ali, tinha me ajudado a identificar quem era inocente e quem era culpado.

— “Os adultos são guardas, o que me deixa surpresa de terem colocado tanta segurança ao redor de duas crianças. O local é fechado, não temos como evitar o combate se levarmos em consideração que precisamos ser rápidos.” — Falei na mente do garoto, deslizando para o lado e, enquanto o aguardava, um sorriso de canto se tornou inevitável. — “Só pra lembrá-lo, kiddo... Minha mente esteve conectada a sua desde o início do baile”.

A expressão de Enzo fez valer todo o “desconforto” sentido. Sendo usada essa palavra apenas por não saber explicar melhor o que diabos tinha acontecido. Seguimos pelo corredor, sendo os mais silenciosos possíveis. Ao chegarmos finalmente nas masmorras, encontramos os cinco guardas conversando entre si e bocejando suavemente. As crianças estavam presas dentro de uma cela, encolhidas uma perto da outra provavelmente para tentarem passar calor humano em um ambiente tão frio. Isso revirou meu estômago, fazendo fechar as mãos em punhos.

— “Não podemos matá-los na frente das crianças. Não sou tão poderosa ainda ao ponto de manipular a mente de todos. Criarei ilusões nos três mais distantes, você consegue lidar com os dois mais próximos?”

— “Deixa comigo!” — Enzo exibiu seu característico sorriso infantil, parecendo tirar uma espécie de brinquedo do bolso.

Concentrei uma vez mais, agradecendo a minha mãe por ser uma deusa ligada as corujas, criaturas que podiam enxergar perfeitamente no escuro. Graças a essa característica herdada, eu poderia manter contato visual de meus alvos, algo que facilitava muito a invasão mental. Criei a ilusão do guarda da entrada, o fazendo caminhar em direção aos três últimos como tinha combinado com Enzo. Sorrindo travessa, fiz com que ele desse um tapa na cara de um de seus supostos companheiros. Aquilo deixou os três em choque, e os outros dois que não estavam dentro da ilusão confusos.

A minha ilusão começou a causar cada vez mais conflito, empurrando um, dando tapa em outro. Era o suficiente para que eu pudesse me teletrasportar para um ponto a frente de dois deles, enquanto o terceiro era distraído e ofendido pela ilusão. Assustado com minha súbita aparição, eles não tiveram tanto tempo para uma reação eficaz. Não quando minhas mãos cobriram as faces deles, permitindo que eu empurrasse a cabeça deles contra a parede de trás. O nocaute fora simples, extremamente doloroso e com possíveis sequelas como concussão. Mas era o suficiente para não tê-los matado em frente a crianças inocentes.

Girei nos calcanhares, dessa vez sendo eu a não ter tempo o suficiente para o empurrão que recebi do terceiro guarda. Minhas costas colidirem com a parede de maneira dolorosa, meu reflexo fazendo com que eu abaixasse meu corpo impedindo que o soco dele atingisse meu rosto. O punho coberto por uma manopla colidiu contra o concreto enquanto meu corpo deslizava para o lado. O segurei pelos cabelos, utilizando da mesma estratégia de fazê-lo beijar a parede. No entanto, esse terceiro parecia possuir uma cabeça literalmente dura, pois ele cambaleou, não sendo o suficiente para nocauteá-lo. Resmunguei baixo, aproximando o suficiente para fazer um movimento perigoso e um tanto impulsivo, meu lado de Belona gritando mais alto. Em um golpe circular, meu cotovelo atingiu a lateral da cabeça dele, dessa vez o fazendo cair no chão no segundo seguinte.

— Enzo eu vou soltar as....

— ABAIXA!

Enzo vinha correndo em minha direção. Instintivamente segui as instruções dele, curvando meu corpo assim que minha mente processou o comando. Do meu ângulo, tudo o que eu tinha visto fora uma forte luminosidade passando por mim e o som de algo caindo no chão. Ao tornar meu rosto em direção ao som, vi o guarda que tinha passado por nós tinha retornado. A agitação da batalha tinha me distraído o suficiente para não notar a aproximação do inimigo, Enzo tinha acabado de salvar minha vida. O mais estranho disso tudo? Era que eu tinha escutado uma voz feminina e não a dele.

— Obrigada. — Disse, mesmo que a palavra soasse estranha em minha boca, eu sabia admitir quando tinha sido salva por outra pessoa. — Precisamos sair daqui o mais rápido possível, vou cuidar das crianças.

Usei a telecinese para mover o trinco dentro do enorme e pesado cadeado que prendia os pequenos. Ao adentrar, eles tremiam de medo. Apesar de não ter matado nenhum dos guardas, eles tinham presenciado um show e tanto. Abaixei a frente deles, sorrindo da maneira mais amável que podia, os tocando na cabeça oval e careca, eles eram estranhos para serem crianças comuns, mas ainda assim eram crianças. Usei do alívio mental para diminuir o medo e garantir que elas confiassem em mim.

— Vou tirar vocês daqui ok? Enzo, se aproxime e toque em meu ombro.

Sabia que estava deixando um pouco de rastro para trás, o que não era o ideal. Mas a missão era, indiscutivelmente, a de salvar aqueles pequenos e lidar com as consequências depois. Com a urgência de não sermos mais emboscados ou surpreendidos, permiti que meu corpo fosse teleportado para o ponto de encontro com Alice e sua trupe. Assim que aparecemos, meio que assustando nossos aliados por simplesmente termos surgido do meio do nada, o Coelho Branco gritou o nome das crianças e foi diretamente abraçá-los.

— Formamos uma boa dupla, não acha?

Respirei fundo, meio incerta ainda sobre tudo o que tinha acontecido, mas tendo a certeza de apenas uma coisa: eu não poderia deixar que o melhor amigo de minha irmã nutrisse falsas esperanças. Meu corpo estremeceu ao pensar a palavra “falsa”, o que me fez agir no completo oposto do que eu realmente queria. Virei o corpo em direção ao Enzo, o segurando pelo colarinho e o puxando ameaçadoramente para perto.

— Nunca mais faça gracinhas comigo em uma missão, Enzo Hawley.

O aviso fora dado, cada palavra saindo séria e determinada. Era mais seguro dessa forma, era o certo a se fazer. Não teria como alguma coisa acontecer entre nós dois e, se acabasse alimentando essa ilusão, acabaria machucando o garoto mais do que deveria. Ao soltá-lo, respirei fundo e desapareci uma vez mais em meio ao nada, me teleportando para longe da confusão que Enzo sempre provocava.




Itens Levados:
• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].


• Wonder Bracers [Um par de braceletes de tom prateado, feito de vibranium, que cobre desde o pulso até abaixo do cotovelo. Protege, portanto, toda a área do antebraço. | Efeito mecânico: Assume a forma de uma pulseira prateada | Efeito 1: Graças aos encantamentos de proteção, bloqueio e elemento ar, um escudo translúcido feito de energia e vento é feito, defendendo de ataques a longa distância. O tamanho do escudo varia desde a área do bracelete até o diâmetro ser grande o suficiente para proteger o tronco de quem usa o bracelete.; Efeito 2: Ao receber impactos, o material absorve o dano e o transforma em um contra-ataque em forma de onda de energia. Isso é possível graças as propriedades do metal e os signos mágicos selados no item. Consumindo 50MP para tal feito, os braceletes podem absorver 25% do dano e lança-lo em forma de uma onda de energia que pode atingir um raio de até 10m, tendo o usuário como ponto de referência. O dano pode ser acumulativo, absorvendo no máximo até 4 golpes, sendo o dano da onda referente a soma dos 25% de cada ataque, porém irá custar 80MP. Pode ser usado novamente apenas após 2 turnos de espera. | Bônus de forja: +15% de dano; Bônus de FPA e lendário: +60 de dano. | Vibranium | Alfa prime | Crystal: gema que oferece a propriedade de cristal, convertendo poderes relacionados a elementos (água, ar, terra, fogo, raio e etc), a cristais, sendo capaz de fazê-los sair do chão, atingirem uma pessoa (para endurecer membros, como braços e pernas), criar prisões, e até mesmo materializar o material na superfície da água, a endurecendo; espaço para 2 gemas | Status: 100% | Lendário | Forjado por Nikolaev]

• Tatuagem Azul [Uma pequena tatuagem azulada, com o desenho de preferência do mentalista, que pode deixar a pele do semideus, se transformando em uma espada de acordo com o desejo do seu portador. | O efeito da espada, quando ativado, faz com que o mentalista seja capaz de se comunicar mentalmente com qualquer forma de vida animal, podendo o controlar por até dois turnos. Sendo que animais de porte pequeno, como insetos, podem ser controlados em quantidade, ao contrário de animais grandes como coelhos, veados etc. Tal poder só poderá ser utilizado até duas vezes por missão, evento, pvp etc. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Mentalistas de Psiquê.]
Habilidades:
Algumas habilidades irão dar a sensação de estarem duplicadas, mas isso é devido a semelhança do controle mental tanto de Psiquê quanto de Athena. O que torna os poderes mentais da Amber mais poderosos.
Ativas:


Nome do poder: Teletransporte III
Descrição: O seguidor de Psiquê tornou-se um teletransportador veloz, apesar de não ter atingido o ápice ainda, seus teletransportes podem durar agora um piscar de olhos. Nesse nível também é possível teletransportar outras pessoas, desde que esteja tocando no mentalista. A distância também aumenta para vários quilômetros de distância. Na prática, é como transportar de um estado para o outro.
Gasto de Mp: 15 a 35 (+10MP por pessoa)
Gasto de Hp: 5
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao usar o teleporte, o mentalista deixa um pequeno rastro azul em seu ponto inicial.

Nome do poder: Induzir alívio mental
Descrição: Ao tocar a cabeça de alguém – tem de ser a cabeça – o seguidor da deusa da alma pode induzir um alívio mental para quem possui a mente atormentada de alguma forma. Essa habilidade salva pessoas sobre efeitos de outras habilidades mentais (como terror, medo, angústia etc), ou podem acalmar alguém que está surtando ou em estado de choque.
Gasto de MP: 40 por turno ativo.
Gasto de HP: 10
Bônus: nenhum.
Dano: nenhum.
Extra: Para anular completamente a habilidade mental que a pessoa está sofrendo, caso provocado por outro semideus ou monstro, terá de ser nível maior do que quem provocou esse estado na vítima. Caso não seja, irá apenas aliviar a dor que a vítima está sentindo, mas não irá fazer sumir por completo.

Nome do poder: Ilusionismo II
Descrição: O mentalista ainda não consegue fazer muitas ilusões, mas agora elas se tornam ainda mais perfeitas e completas. Agora suas ilusões possuem a habilidade de mexer com o sentido do tato. Ou seja, a vítima de sua ilusão a sentirá quando tocá-la.
Gasto de MP: 15 por turno ativo
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ainda faz apenas ilusões simples, porém consegue utilizar a habilidade em, no máximo, três pessoas.

Nome do poder: Telecinese III
Descrição: Consegue levitar qualquer tipo de objeto com peso até 100 Kg aproximadamente. Esses objetos podem se mover pelo ar com o controle da telecinese do semideus com mais precisão, pois seu controle já está mais aprimorado.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 a 85 dependendo de como for utilizada. (Dano a critério do narrador).
Extra: Nenhum

Nome do poder: Telecinese IV
Descrição: A telecinesia já faz parte natural do mentalista. Ele não precisa mais ajuda das mãos para coordenar e guiar o poder da mente. O poder está tão avançado ao ponto do mentalista conseguir levitar ao próprio corpo, o fazendo voar por um determinado tempo.
Gasto de MP: 15 para leves e médios, 20 para objetos pesados.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É possível levitar objetos pesados, como carros, cofres com conteúdo etc. Limite de 2 objeto pesado por vez, sem limites para objetos pequenos e medianos. É possível usar a telecinese para “voar”. Porém não é um voo ágil ou veloz, literalmente é a sensação de flutuar em pleno ar. Só é possível usar em si mesmo.

Nome do poder: Telepatia III
Descrição: O mentalista está se tornando um mestre telepata. Agora, ele consegue ler até cinco mentes diferentes e comunicar-se entre elas de maneira clara e sucinta. Nesse nível, a comunicação pode dar-se até mesmo com imagens, não reproduzindo apenas a voz do telepata na mente dos outros.
Gasto de MP: 5 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A telepatia é uma habilidade que permite apenas a leitura e comunicação mental, não há nenhum controle ou influência mental.
Mentalista:
Nome do poder:  Inteligência Múltipla – Corporal
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência corporal apurada, tendo o hemisfério esquerdo mais ativo no momento. É a inteligência que utiliza todo o corpo para expressar ideias e sentimentos, e também a habilidade no uso das mãos para transformar objetos, como no artesanato. As capacidades de equilíbrio, flexibilidade, velocidade, coordenação, assim como a habilidade cinestésica, ou a percepção de medidas e volumes, se manifestam neste tipo de inteligência. Atletas, cirurgiões, artesãos, bailarinas, são os exemplos mais conhecidos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, flexibilidade, velocidade e coordenação motora.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Corpo equilibrado II
Descrição: O equilíbrio do corpo do seguidor de Psiquê está cada vez melhor. Agora ele consegue equilibrar-se em superfícies escorregadias e em espaços pequenos de se locomover. Porém, ainda é necessária certa concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de equilíbrio
Dano: Nenhum

Nome do poder:: Auras
Descrição: Os seguidores de Psiquê possuem a capacidade de ver a aura dos seres vivos. São como uma luz translucida que envolve tudo o que é vivo. Dizem que é a habilidade de ver a cor da alma. Cada mentalista tem uma interpretação diferente para as cores das auras, não havendo assim um padrão de cores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Leitura de personalidade
Descrição: é a capacidade de interpretar a personalidade de outras pessoas, sabendo reconhecer as características mais fortes dos outros passando apenas um tempo mínimo com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Necessário pelo menos dois turnos de interação ou observação da pessoa para poder definir parte de sua personalidade.

Nome do poder: Inteligência Múltipla – Espacial
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência espacial apurada, tendo o hemisfério direito mais ativo no momento. É a habilidade para pensar em três dimensões. Uma capacidade que nos possibilita perceber imagens externas, internas, transformá-las ou modificá-las e produzir ou decodificar informações gráficas. Pilotos, escultores, pintores, marinheiros e arquitetos são exemplos claros. Pessoas que gostam de elaborar mapas, quadros, desenhos, esquemas, plantas de casas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: Ganha uma visão espacial, podendo ter noções de tamanho, profundidade e densidade de prédios e ambientes urbanos. Sabe ler qualquer tipo de mapa.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Leitura empática
Descrição: a empatia é a capacidade de sentir e/ou perceber o que os outros estão sentindo no momento. Nesse nível, os mentalistas conseguem interpretar as emoções dos outros seres vivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Inteligência Múltipla – Lógica.
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência lógica apurada, tendo o seu “Centro de Broca” mais ativo no momento. Essa é a inteligência empregada para resolver problemas lógicos e matemáticos. É a capacidade para utilizar o raciocínio dedutivo e de calcular corretamente. É a inteligência que costumam ter os cientistas, matemáticos, engenheiros e aqueles que utilizam cálculos e deduções (trabalham com conceitos abstratos, elaboram experimentos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Suas estratégias ganham mais credibilidade; +20% de assertividade em arremesso de itens, graças aos cálculos realizados
Dano: Nenhum

Nome do poder: Memória Fotográfica
Descrição: Os mentalistas possuem uma memória perfeita. Ao se depararem com um estímulo, ele irá lembrar futuramente, mesmo depois de um longo tempo. A memória aqui não se prende apenas ao visual, envolve também os outros sentidos do corpo. Senso assim, poderá lembrar de um som, de um cheiro, de um gosto em específico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Athena:
Nome do poder: Furtividade III
Descrição: Assim como as corujas, o campista consegue se deslocar pelos lugares sem ser notado com facilidade. Chega ao ápice da furtividade que um filho da deusa pode alcançar, movendo-se com precisão o suficiente para não chamar a atenção, além de saber ler o ambiente para identificar pontos estratégicos que escondam sua presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 30% de chance não ser notado
Dano: Nenhum

Nome: Aprendizado apurado III
Descrição: A inteligência de um filho de Athena é um dos pontos mais fortes do semideus, quando bem desenvolvida e estimulada. Ao estudar algo, o filho da deusa da guerra estratégica ganha mais domínio sobre o assunto do que qualquer outro semideus.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +15% de bônus em habilidades aprendidas.
Dano:  +15% de dano em habilidades aprendidas.
Extra: Necessário colocar essa habilidade em destaque, para que narrador esteja ciente do aumento no bônus e dano.

Nome do poder: Campo de visão
Descrição: Tão ligados a coruja, símbolo de Athena/Minerva, os filhos da deusa desenvolvem a capacidade de enxergar o campo ao seu redor como uma coruja que pode virar seu pescoço a quase 360º graus.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de chances de perceber um ataque surpresa.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Racionalidade
Descrição: Apesar de não serem frios e calculistas, filhos de Athena/Minerva possuem como uma de suas principais características a suas capacidades cognitivas apuradas. Graças a isso, eles conseguem ser mais racionais e até mesmo camuflar algumas emoções sentidas. Conseguem captar facilmente traços ou dicas que os ajudem pensar logicamente perante uma situação.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Agilidade II
Descrição: Os filhos de Athena/Minerva podem não ser tão fortes quanto os de Ares/Marte, mas possuem um controle corporal ainda mais aprimorado. A agilidade da prole da deusa é apurada, permitindo movimentos cada vez mais elaborados e complexos.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Foco
Descrição: Com uma das mentes mais apuradas, é difícil distrair um filho de Athena quando este está dedicado a suas ações.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 40% de foco em combate ou atividades.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Estratégia II
Descrição: O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas, menor, ou seja, a margem de erro será inferior ao dos outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão de batalha
Descrição: Com o decorrer dos anos e a inteligência avançada, vem a visão aprimorada de uma batalha. Essa visão permite ao semideus entender a forma como os outros lutam mais rapidamente, e conseguir identificar e se adequar às diferenças. Por exemplo: um romano e um grego não são soldados da mesma maneira, assim como um humano também não o é. Ao compreender isso e adquirir essa visão, o semideus também consegue achar meios mais eficazes de se defender e de derrotar um inimigo, apenas o estudando.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de chance de acertar o alvo em pontos críticos.
Dano: + 15% de dano se o golpe acertar.

Nome do poder: Memorização
Descrição: A mente do semideus é capaz de arquivar informações com mais facilidade, lembrando-se de caminhos percorridos, dados sobre coisas que já viu ou conheceu. A boa memória do semideus o faz capaz de lembrar informações importantes sobre o cenário ou sobre inimigos que já enfrentou.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de inteligência e +30% de capacidade memorial
Dano: Nenhum
Extra: Caso o semideus já tenha enfrentado determinado inimigo ou passado por alguma situação, se lembrará de detalhes que o ajudem a superar o problema.

Nome: Golpes Críticos I
Descrição: Graças a capacidade estratégica dos filhos de Athena, eles têm uma maior chance de acertarem pontos críticos ou retirarem um dano crítico em um golpe.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 10% de chance a mais de tirar crítico em seus golpes.
Dano: +10% de dano quando tem acerto crítico
Extra: Nenhum.


Nome do poder: Sabedoria em Combate
Descrição: Os filhos de Atena conseguem descobrir os pontos fracos de seus inimigos, fazendo com que seus golpes sejam mais efetivos. Em monstros que já conheçam, ou tenham lutado, eles já saberão o ponto fraco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de chance de acertar um ponto crítico em batalha.
Dano: +10% de dano em monstros que já tenham enfrentado anteriormente.
Extra: Precisa avisar ao avaliador quando enfrentou o monstro.

Nome do poder: Inteligência
Descrição: Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscará respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +5% das estrategias darem certo. (Aumenta em +5% a cada 5 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Camaleão
Descrição: O filho de Athena sabe como procurar um esconderijo. Normalmente se camufla muito bem, conseguindo encontrar um lugar pra fugir do perigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A chance do semideus ser encontrado baixa em 25%
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão noturna
Descrição: Você enxerga relativamente bem no escuro, graças à ligação entre Athena e as corujas. O efeito de apagar a luz, ou locais desprovidos de qualquer claridade tem menos efeito em você, significa que sua visão será remota, mas não ficará totalmente cego. (Esse aprimoramento não conta para magias, ou poderes de escuridão que exerçam de cegueira temporária).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50 de visão ao enxergar no escuro. A visão ainda será relativa.
Dano: Nenhum
Legado Belona:
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum
Habilidades Aprendidas + Tatuagens:
As habilidades aprendidas ganham +15% de bônus e dano graças a uma habilidade passiva de Athena.


Nome: Atleta olímpico
Descrição: O triatlo é um esporte olímpico de origem grega que compreende natação, ciclismo e corrida. O atleta desta competição precisa exercitar suas habilidades motoras para um bom desempenho nestes esportes, que exigem resistência física, velocidade e controle do corpo. Portanto, após experienciar o triatlo, o semideus terá desenvolvido sua condição física tal como um atleta deste esporte.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% (+15% = 45%) de resistência física, velocidade e controle corporal
Dano: Nenhum

Nome: Dia do caçador
Descrição: Com essa habilidade o semideus tornara-se silencioso como um espírito, conseguindo correr em meio a vegetações e terrenos desconhecidos. Conseguem apurar seus sentidos e coordenação ao desenvolver tal habilidade, também notam com mais facilidade o que acontece a sua volta, tendo seus sentidos mais aguçados, a fim de perceber quando estão em problemas dando-os a chance de fugir ou lutar.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +40% (+15% = 55%) de furtividade e percepção
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Speed and Strength
Descrição:Todos sabem que a força e a velocidade são diretamente ligadas, sendo uma companheira da outra para diversas tarefas onde o corpo é exigido ao máximo. Após um árduo treinamento, o semideus que adquiriu essa habilidade corpórea, consegue utilizar igualmente as duas característica para fins como, subir em locais de difícil acesso, correr sobre terrenos inclinado que exijam mais de seu corpo entre outros cenários problemático. Sempre onde as duas grandezas trabalham em dupla.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% (+15% = 60%) de Velocidade e 25% (+15% = 40%) de força.
Extra:  livro Truques não Revelados aplicado.

Bart Allen | Velocidade | (Apanhador de Sonhos em estilo aquarela AQUI) | Aumenta a velocidade do semideus em 30% | (Costela esquerda) | marca mediana | Permanente.

Invicto | Inteligência | (Coruja aquarela AQUI) | Amplia a mente do semideus, o fazendo aprender mais rapidamente tudo que lhe é ensinado. Além disso, sua capacidade de descobrir coisas e sua percepção sobre situações aumenta em 20%, seus planos e estratégias com isso, ganham bônus de 20% de chance para darem certo| Ainda recebe bônus de 5% em habilidades adquiridas em aula.(Um pouco acima do quadril, parte frontal) | marca pequena | Permanente.

IPeper | Percepção | (Uma pena que se desmancha em pássaros no fim AQUI) | Aumenta a percepção do semideus em +30%, aumentando as chances de descobrir algo ou alguma coisa, além de reduzir as chances de ser enganado por meio de palavras, rastros e pistas forjadas, entre outras coisas. Além disso, ele fica mais habilidoso quando está procurando por algo ou alguma coisa, e as chances de encontrar rastros, pistas ou coisas deixadas, também se torna maior.| (Lado esquerdo das costas) | marca pequena | Permanente.



C
Amber K. Blackwood
Amber K. Blackwood
Mentalistas de Psique
Mentalistas de Psique

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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Enzo A. E. Hawley em Qui Jun 20, 2019 4:55 pm

O castelo sombrio
o baile com Amber
Estado civil: achei que ia, mas não foi, aí quase foi, depois não foi, agora piorou.

Arendelle tinha me rendido uma pequena aventura com a princesa do gelo, mas não fora o suficiente para deter minha volta. Alice tinha convocado os semideuses novamente e em breve daríamos início a mais nova missão. O que eu não esperava era que com ela acabasse topando com ninguém mais, ninguém menos que Amber, a irmã mais velha da minha melhor amiga.

Nosso último encontro tinha terminado comigo sozinho em uma barraca, afinal a mais velha tinha sumido antes mesmo de eu acordar, me deixando preocupado, mas ciente de que ela sabia se virar muito bem. Vê-la inteira naquela reunião me trouxe um misto de sentimentos que não sei explicar, mas que me deixaram aéreo por um longo tempo, me impedindo de participar ativamente daquele encontro.

Eu não estava prestando atenção na festa do chá até aquele momento, quando os disfarces passaram a ser distribuídos e Amber demonstrou interesse em pegar um dos papeis para casal. Iriamos entrar como vilões em um baile e nossa missão seria resgatar os personagens do reino de Alice. A maioria iria sozinho como um vilão de um reino distante, porém existiam alguns papeis que deveriam ser interpretados por casais e Amber tinha se voluntariado para vivenciar um deles. Era a oportunidade perfeita!

Olhei ao redor para meus inimigos sobre a cabeça, todos olhando para a mais velha com admiração evidente, como se também pretendessem se voluntariar.

— Bom, então eu preciso de alguém que...

— Eu! — Gritei atraindo a atenção de todos na mesa, fazendo Alice se voltar em minha direção com a sobrancelha arqueada. Não importava, eu não podia deixar que os abutres caíssem matando em cima daquela garota. — Eu fico com ela — Expliquei. — Sou um ótimo dançarino e tenho um perfil que combina com o de Amber, ficaríamos bem juntos — Completei rapidamente.

— Então está decidido, Amber fica com o Enzo — Alice decretou, me fazendo comemorar internamente como um personagem de anime, enquanto os caras ao meu redor resmungavam algumas coisas.

...

Eu podia restar reluzindo beleza por fora, parecendo um anjo malvado em um terno negro bem alinhado ao meu corpo. Mas... por dentro eu estava uma pilha de nervos, afinal um passo errado e toda a operação estaria perdida.

Amber estava deslumbrante ao meu lado, o que me fazia querer sorrir como um verdadeiro idiota por estar acompanhado de uma mulher como ela, contudo, estava me controlando para não deixar isso transparecer.

Nós estávamos na fila para entrar no baile e os vilões ao meu redor pareciam animados em fofocar sobre nada importante, em verdade a maioria era tão estranho que estava me deixando arrepiado e ouriçado por sair logo dali. Eu era o oposto de tudo que retratavam e isso estava me deixando cada vez mais nervoso.

Tudo piorou ao ouvir o grupo a frente comentar sobre crianças e Amber ao meu lado não reagiu muito diferente, apertando meu braço de um jeito mais firme antes que as duas desaparecessem para nos dar a vez. Tirei os convites do bolso interno e entreguei para o gigante conferir de maneira indiferente. Eu tinha adotado uma pose superior para conseguir suportar a aura hostil daquele lugar, mas não estava me sentindo devidamente confortável com ela. Para minha sorte, no entanto, eu não estava sozinho e esse amparo era justamente o que eu precisava para seguir em frente sem vacilar.

Mantive o olhar sobre o gigante enquanto Amber me mandava um recado mentalmente e sem exibir a surpresa por ter meus pensamentos invadidos apenas concordei com ela mentalmente.

— Está tudo certo, podem ir — Assenti ao pegar de volta os convites carimbados e guiei a mais velha para dentro do salão, onde vilões se espalhavam pelos cantos, pela pista e pela mesa de comida, entretidos entre si e se exibindo o tempo todo. O ponto ali era se gabar e trocar ideias sobre os últimos feitos, que se diga de passagem estavam me deixando um tanto fora de controle.

“O equilíbrio e o ar aqui são tão densos que acho que preciso de ajuda para me controlar”.

Falei em pensamento, sabendo que Amber tinha conectado nossas mentes para que conseguíssemos nos comunicar adequadamente.

— Enquanto o anfitrião não se apresenta — Virei-me de frente para Amber e estendi a mão livre em direção a ela. — Me daria a honra de dançar contigo? — Perguntei sorrindo galante, entrando no papel de recém-casado ao continuar. — Creio que ninguém nesse salão é digno de sua companhia, exceto eu — Pisquei um olho em direção a ela, sem me importar se estava atraindo atenção. A ideia ali era me misturar e me mostrando esnobe com toda certeza os outros não iriam se aproximar com facilidade e era justamente essa a ideia.

O sorriso dela quase fez meu coração sair pulando pelo salão, estava batendo tão forte que por um momento minha postura chegou a vacilar. Para minha sorte, no entanto, essa reação durou pouco, o suficiente para que Amber se ajeitasse a minha frente e ficássemos na posição correta para o início da dança. Minha mão esquerda estava firme em seu quadril e a direita envolvia a mão dela com cuidado. Assim, quando demos os primeiros passos da valsa tranquila Amber expandiu sua mente, deixando-me responsável por cuidar dela enquanto girávamos graciosamente pelo salão.

Eu podia sentir sua dor a cada novo passo que dava, me mantinha atento as pessoas ao meu redor e aproveitava para expandir a visão conforme dançávamos, sempre capturando um ângulo diferente ou buscando uma rota de fuga. Amber por sua vez apertava minha mão e errava alguns pequenos passos, mas eu sempre a amparava da melhor forma que conseguia enquanto ela executava a pior parte do trabalho. Eu detestaria estar no lugar dela viajando por entre mentes maligna sendo um celestial, um anjo protetor.

A busca dela durou uma música inteira, mas Amber conseguiu a informação que precisávamos para seguirmos em frente com nossa operação.

“Me guie”

Pedi a ela mentalmente e deixei que essa me conduzisse pelo salão de mãos dadas, ignorando a todos completamente e fechando a expressão quando alguém encarava por tempo demais. — Por aqui — Pedi de maneira discreta ao perceber por onde iriamos, então dei a volta na mesa de quitutes e me esgueirei por ela mais pelos cantos antes de selecionar uma das garrafas menores de bebida, para enfim sair por uma area reservada que sabia que evitaríamos atrair atenção.

Amber entendeu bem a deixa e me guiou para o lado de fora sem que ninguém percebesse, eu era furtivo e silencioso e ela era inteligente. Combinar essas características fez com que conseguíssemos chegar ao outro lado sem que fossemos notados e ali é que começava o verdadeiro problema. O guarda do outro lado não nos deixaria avançar sem questionar muito e por isso acabei agindo por impulso, mesmo sabendo que poderia apanhar.

— Não surte — Alertei Amber antes de puxá-la contra mim pela cintura e selar nossos lábios em um beijo, que desde o início se mostrou inadequado para o lugar em que nos encontrávamos. A ideia era fazer com que o guarda achasse que queríamos ficar sozinhos e distrai-lo para que ele não desconfiasse de nada antes de atacar. E deu certo, pois assim que avancei com Amber enquanto a beijava ouvi a voz dele ao longe gritar.

— Ei vocês, não podem ficar aqui — Soltei Amber devagar e encarei o guarda com cara de poucos amigos antes de abrir um sorriso irônico.

— Desculpe, acho que nos perdemos, tinha certeza que esse lugar nos levaria ao salão privado do anfitrião onde poderíamos comemorar em particular — Fixei nossos olhares de maneira tranquila, sem querer parecer ameaçador.

Eu precisava ser rápido e sutil ao retirar o ar dele, impedindo-o de gritar enquanto retirava seu oxigênio para fazê-lo desmaiar no corredor. — Pronto, agora isso — Destampei a garrafa de bebida que tinha selecionado e derramei sobre o guarda. A ideia era fazer com que todos pensassem que ele tinha desmaiado de embriagues e não por ter sido pego por dois estranhos.

Entrar nas masmorras sem ser visto foi relativamente fácil. Amber tinha descoberto a informação crucial para conseguirmos descer para o subterrâneo e nosso plano para entrar nele tinha funcionado bem até demais, o que de certa forma me deixava desconfiado. O vilão parecia estar confiante demais sobre o baile e deixado muitas brechas para que nós conseguimos sobreviver até ali e era justamente isso que me deixava receoso. E se estivéssemos indo para uma armadilha?

Meus sentidos estavam todos em alerta e o ar ao meu redor denunciava algumas presenças, que me fizeram acompanhar cada movimento dos que se aproximavam e agir por impulso quando um deles chegou perto demais. Puxei Amber para uma das frestas entre as paredes e me espremi com ela naquele canto, enquanto minha mão apoiava contra a parede. Mentalmente pedi a ela que não fizesse barulho, então aproximei meu rosto da lateral de seu pescoço e recostei a testa sobre o mármore.

Alguém estava se aproximando e meu sentido me alertava de que ele estava cada vez mais perto.

Respirei fundo para tentar acalmar minha mente e conseguir detectá-lo de forma correta, porém cai em uma armadilha e acabei sendo pego por um aroma conhecido e deliciosamente tentador. Meu coração disparou forte e finalmente me dei conta do quão próximo eu estava de Amber. Boa parte do meu corpo pressionava o dela e se eu virasse o rosto para o lado daria de cara com a curva de seu pescoço. Engoli seco ao perceber isso e tentei espantar o pensamento, mas a imagem que me veio a mente foi uma bem diferente e me trouxe a lembrança de nosso último beijo no lago.

Tentei com todas as forças impedir que meu corpo me denunciasse, senti meu rosto esquentando e meu corpo arrepiando de leve, como desculpa apertei a cintura dela e voltei a me concentrar na pessoa que agora se afastava, nos dando chance de respirar.

— Ele se foi — Soltei baixinho, afastando o rosto para poder encará-la corretamente antes de descer o olhar. — Eu acho que devemos ir para a esquerda — Pigarrei antes de desviar o olhar mais para cima e evitar encarar a boca dela. — Tem menos atividade, senti cinco presenças adultas e mais duas de criança, suponho que as últimas sejam prisioneiras e não posso afirmar que o resto sejam guardas, mas... — Cocei o queixo e voltei a encarar o rosto dela. — A possibilidade é grande.

Fui abruptamente calado pelos dedos dela entre meus lábios, uma reação que fez meu coração disparar com um simples pedido de silencio. Fiquei quieto, a observando enquanto ela se concentrava em buscar por algo que eu ainda não tinha entendido, mas que a deixava espetacularmente linda. Desviei o olhar de seu rosto várias vezes, mesmo que discretamente – ou nem tanto assim – eu a admirasse. Ela era linda de um jeito singular, seus lábios desenhavam uma curva de sorriso que a fazia parecer uma criança mesmo quando estava seria, seus cílios eram longos, curvados e a deixavam charmosa. O nariz arrebitado a deixava incrivelmente fofa e o frio fazia com que suas bochechas adquirissem um tom rosado que me deixava com vontade de beijá-la ali, apenas para sentir se sua pele era tão macia quanto parecia.

Espantei tais pensamentos assim que a nova informação me foi dada, permitindo que meu foco voltasse a missão de maneira lenta, porém eficaz o suficiente para que me fazer seguir com ela para fora daquele lugar. Apenas para ser surpreendido novamente por suas palavras, que me deixaram atordoado por ter esquecido de uma informação tão simples e pasmo por perceber que ela tinha notado absolutamente tudo que tinha rolado ali.

Abri e fechei a boca algumas vezes, mas como não consegui uma resposta adequada para ela apenas me limitei a dar de ombros e seguir na frente, deixando-a vir atrás com aquele sorriso presunçoso no rosto. Eu sabia o caminho porque conseguia sentir os humanos, Amber sabia por um motivo parecido e um “radar” mais avançado. Eu sabia que ela era mais habilidosa do que eu, mas não entendia o quanto até aquele momento.

“Como vamos pegá-los?”

Questionei mentalmente, voltando a me pronunciar apenas quando atingimos o último corredor que levaria aos prisioneiros.

Amber pronunciou seu receio em minha mente e eu concordei com ela, não queria deixar as crianças mais confusas e traumatizadas do que já estavam, então a melhor estratégia era ser furtivo, mas não letal.

“Deixa comigo”

Murmurei ao ouvir a pergunta sobre pegar os dois mais próximos, eu tinha um pequeno truque que poderia funcionar de forma rápida sem ferir os dois e a melhor parte era que nem precisava revelar minha presença para isso.

Tirei do bolso o canudo e os dardos e me preparei para atirar. Aquela arma era apenas uma travessura de criança, mas que possuía uma poção do sono poderosa o suficiente para fazer qualquer um apagar. Assim sendo eu sabia que seria questão de segundos até que eu conseguisse atingir os dois guardas.

Ajeitei-me na posição adequada para conseguir uma boa linha de tiro e ativei a visão especial para ver através da parede, então localizei os dois guardas mais próximos, ajeitei o canudo entre os lábios e me movi pela lateral da parede antes de atirar. O canudo entre meus lábios foi soprado com força e eu manipulei o vento para guiar os dardos de maneira correta, fazendo com que ambos os guardas fossem atingidos em cheio no pescoço. No segundo seguinte ambos caíram para o lado, desmaiados no chão sem saber o que os tinha atingido.

Um sorriso travesso preencheu meus lábios, mas esse sorriso morreu ao ver Amber nocautear um dos guardas e se aproximar da cela sem perceber que um último estava prestes a lhe atacar. Por puro impulso me levantei rapidamente e corri em sua direção gritando um. — Abaixa — Em seguida deixei que a luz forte envolvesse minhas mãos e crescesse até tomar a forma de um punho gigante, ao qual usei para acertar em cheio o último dos guardas. Nocauteando-o e o fazendo cair no chão.

A mentalista ficou surpresa por um momento, mas não demorou a reagir e murmurar um obrigado antes de ir soltar as crianças, que logo me recordei de quem eram ao perceber que eram gêmeos. Só voltei a reagir corretamente quando Amber pediu que eu me aproximasse e lhe tocasse o ombro, algo que fiz rapidamente deixando que ela concluísse nosso trabalho e nos tirasse dali.

O teleporte me deixou um pouco atordoado e me fez demorar a processar o novo ambiente e quando o fiz foi apenas para sorrir largo e murmurar um baixo. — Formamos uma boa dupla, não acha? —  Amber não reagiu da maneira que eu esperava e em verdade se transformou numa verdadeira arara bipolar que me deixou completamente atordoado.

A mais velha me pegou pelo colarinho mesmo que eu fosse claramente mais alto do que ela, então aproximou nossos rostos e me ameaçou antes de recuar, me largando ali sem entender nada do que tinha acontecido.

Aquela mulher ainda ia me deixar louco!

Bônus de XP:

Duplicador de um dia – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 24 horas após a troca ser atualizada. (Valido de 20/06/2019 até meia noite).
Poderes ativos:

Nível 18
Nome do poder: Construto de Luz II
Descrição: A construção de itens através de luz tornar-se ainda mais eficaz. Ainda mais real e complexa, o semideus consegue construir através da luz itens de tamanho mediano com perfeição em detalhe e realismo. Agora é possível também mexer com a densidade desses itens, podendo torná-los macios para amortecer impactos ou quedas, ou ainda mais duros e resistentes para provocar mais danos. Por isso, os construtos agora adquirem a resistência Beta. Duração de 3 turnos.
Gasto de MP: 40 MP por construto criado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 30% de dano a mais em criaturas das trevas/submundo.
Dano base: 40
Extra: É possível criar armas medianas, como espadas, lanças, escudos e até mesmo uma armadura semi-completa. Chicotes, cordas e correntes passam a atingir até 7m de cumprimento. Também é possível dar formas abstratas um caráter mais material, como punhos gigantes atingindo alguém.

Nível 16
Nome do poder: Asfixia I
Descrição: O filho de Éolo consegue retirar o ar presente no corpo de seu oponente, causando asfixia durante um turno, o deixando tonto, desnorteado, e incapaz de atacar.
Gasto de Mp: 50 MP.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP.
Extra: Não funciona em inimigos capazes de ficar sem respirar por um ou mais turnos. Só pode ser usado uma vez por evento, luta ou missão.
Poderes Passivos:

Nível 25
Nome do poder: Velocidade III
Descrição: O campista assim como o vento consegue ser veloz, e passar despercebido, conforme treina e se desenvolve o filho de Éolo também se torna mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de Velocidade
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Hipersensibilidade
Descrição: Os filhos de Éolo possuem um alto nível de sensibilidade sensorial,  o que lhes permite detectar ameaças através do vento e das vibrações do ar. Localizando inimigos antes deles lhe atacarem, o que também faz com que não sejam pegos de surpresa tão facilmente.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de chance de não serem pegos de surpresa. São capazes de detectar inimigos invisíveis desde que esses não consigam burlar o sentido sensorial do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Ginasta III
Descrição: Sua perícia se desenvolveu como o esperado, agora além de conseguir cair de altas altitudes, e conseguir realizar saltos e cambalhotas perfeitamente, também consegue encontrar onde se segurar, agarrar ou pendurar. O filho de Éolo é perito em escaladas e montanhas, e como as grandes altitudes não lhe afetam, ele se torna um mestre em acrobacias perigosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de Agilidade e +30% de altura em saltos (+6 metros). Ao cair de uma altitude de até 8 metros não se machucam.
Dano: Nenhum


Nível 35
Nome do poder: Despercebido III
Descrição: O vento é sentido, mas não é visto, por esse motivo os filhos de Éolo tendem a passar despercebidos pelos demais, conseguem ser furtivos, e os monstros não sentem seu cheiro com muita facilidade, pois o vento o dispersa. A aura de energia do semideus está quase atingindo seu poder máximo, o deixando ainda mais forte. Nesse nível existe chance de conseguir executar um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de furtividade +50% de chance de passar despercebido por monstros. + 50% de conseguir executar um ataque surpresa.
Dano: Nenhum
Armas levadas:


• Sleeping [Canudo de plástico resistente, acompanhado de um pequeno frasco com dez mini-dardos que podem ser colocados e soprados pelo canudo. | Efeito 1: Os dardos possuem uma poção do sono em sua formação, e, quando soprados pelo canudo, que atingem o inimigo, são capazes de deixá-lo adormecido por um turno. | Efeito 2: O canudo pode ser utilizado para tomar qualquer líquido, tendo o poder de deixá-lo sempre quente ou sempre gelado. | Os dardos somem da mochila após serem todos usados, ficando apenas o canudo para uso do segundo efeito. | Plástico, metal e poção do sono | Sem espaço para gemas | Status dos dardos 10/10 | Mágico | Evento de Verão]



Enzo Amelia Earhart Hawley
Enzo A. E. Hawley
Enzo A. E. Hawley
Celestiais de Éter
Celestiais de Éter


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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Avery Hernández em Qui Jun 20, 2019 8:23 pm

Angel
A prisão do mago
Os passos que você dá não precisam ser muito grandes, eles só precisam te levar na direção certa.

Eu estava de vestido e isso era tremendamente espantoso. Eu nunca tinha permitido que ninguém me colocasse em uma peça como aquela durante os últimos 17 anos – embora como a maioria não me recordasse de como era quando bebê, mas não importava, nem mesmo uma Avery bebê iria gostar daquilo.

Entretanto ali era necessário, porque eu não seria Avery, eu seria...

— Cómo es su nombre mismo? — Perguntei ao coelho pela milésima vez.

— Wednesday Addams — Fiz uma careta ao ouvir o nome, mas assenti antes de me olhar no espelho novamente.

Eu estava ridícula, meus cabelos claros tinham sido tingidos temporariamente para um tom mais escuro com magia das fadas. Meus olhos azuis estavam carregados com uma maquiagem pesada e o vestido era tão apertado que estava me sufocando, embora minhas curvas estivessem bem evidentes naquele traje de gala.

Um baile... era isso que eu precisava suportar, algumas horas e estaria livre de tudo aquilo, a questão era: como não me denunciar sabendo que eu não falava inglês como deveria?

Eu não sabia, mas aparentemente Alice tinha algum plano para mim.

...

Já devidamente vestida segui com o coelho e a garota até o ponto onde deveria encontrar meu “irmão”. Meu disfarce era um complemento perfeito da fantasia de um outro garoto, que agora estava bem diante de meus olhos conversando com Alice enquanto eu o analisava.

Ele era alto, um pouco magrelo para a idade quando comparado aos outros meninos do acampamento meio sangue. Mas inegavelmente bonito, de um jeito singular e meio feminino talvez, o que o deixava estranhamente fofo.

Alice tinha explicado a ele minha situação e agora que ele finalmente me encarava eu percebia que tinha lhe deixado desconfortável com minha estranha mania de olhar fixamente para os outros. Tinha que parar com isso, Haru e o Coelho já tinham me alertado sobre não ser educado, embora eu não compreendesse bem essa afirmação.

— Prazer — Sorri estendendo a mão de maneira educada para ele, que como um cavalheiro beijou minha palma antes de se afastar, gesto que achei curioso e estranho ao mesmo tempo.
— Avery — Alice chamou minha atenção, me fazendo olhar para ela. — É melhor não falar durante o baile, se tiver algo a dizer sussurre apenas para Brandon — Ela explicou, me fazendo franzir a testa. — Wednesday é mais misteriosa e arrogante, o que vai ser perfeito porque se você abrir a boca pode acabar estragando tudo — Chocada levei a mão ao peito e fiz uma careta, mas acabei concordando com ela. Eu era inteligente o suficiente para entender que meu sotaque poderia estragar aquela situação.

— Está bien — Concordei meio a contra gosto.

— Aqui estão os convites, a carruagem já está a espera na trilha da floresta — Alice apontou em uma direção qualquer antes de completar. — Boa sorte.

Alice se afastou nos deixando sozinhos para seguir em direção a carruagem, nesse momento Brandon soltou uma frase que me deixou levemente confusa.

— Como? — Perguntei baixinho enquanto nos aproximávamos mais da trilha.

— Irmãos Addams — Ele completou com o nome dos dois antes de me explicar sobre as fantasias, que agora faziam mais sentido na minha cabeça embora eu não compreendesse de fato aquela história.

— Você acha que vai dar certo? — Perguntei incerta, o fazendo assentir veemente embora eu ainda duvidasse, afinal aquele era apenas o início da nossa missão.

...

Eu mantive a cara fechada o tempo todo enquanto adentrávamos o baile. O ambiente era hostil e o clima era tenso, estava me deixando nervosa e isso estava explicito em minha face descontente, embora para os outros isso não passasse de uma mera insinuação do humor negro da minha personagem.

Brandon ao meu lado me passava certa confiança por saber agir e interpretar muito melhor do que eu, me dando chance de cometer alguns erros enquanto ficava a sombra dele. Tínhamos combinado que ele seria a estrela da noite, enquanto eu passaria despercebida e tentaria não estragar nada, meu principal desafio seria o de não falar.

Já dentro do salão pude notar melhor o quanto aquilo tudo era desnecessário. Pessoas ricas eram realmente meio fúteis em questão de decoração. Cortinas grossas tinham sido levantadas a noroeste, nos dando chance de ver como a noite estava estrelada. Mais a frente uma orquestra tocava uma música tranquila e ao norte uma mesa de comidas e bebidas estava ricamente preenchida com um banquete de pura ostentação. Eu não sabia nomear metade dos pratos ali em cima e a outra metade nunca tinha nem ouvido falar.

— Vamos circular, não podemos ficar muito tempo separados, mas mantenha seus olhos atentos, qualquer brecha já nos ajudaria — Assenti para as palavras de Brandon e deixei que ele se afastasse enquanto eu me esgueirava pelos cantos, ignorando os comentários maldosos dos vilões ao meu redor.

“A primogênita dos Addams só fica mais estranha.”

“Veja as vestes dela, estão tão fora de moda”.

“Eu poderia dar um jeito naquele cabelo”.

“Vamos ignorá-la, então ela some daqui como todas as outras vezes”.

Eu entendia por que Wednesday não gostava de festas, no lugar dela eu também não gostaria de ouvir tais comentários e no momento só os ignorava por saber que elas não falavam exatamente de mim. Eu estava me controlando, porque as pessoas ao meu redor exalavam maldade, deixando a aura do lugar tão sombria que chegava a ser apavorante.

Expandi minha mente enquanto escolhia um dos cantos mais afastados do salão, eu estava procurando pistas ao redor, mas só percebi que não as encontraria quando encontrei um fio de esperança bem abaixo dos meus pés.

Terra...

Eu podia sentir a terra no subsolo abaixo e se me concentrasse com toda certeza poderia encontrar o caminho até lá. Se existia um buraco sobre meus pés, com toda certeza ele não tinha sido construído para abrigar os visitantes do palácio, então só podia significar que os prisioneiros é quem estavam ali.

Animada com a nova informação busquei Brandon pelo salão de maneira apressada, ao encontrá-lo caminhei até ele e o puxei pelo braço até um dos cantos antes de sussurrar em seu ouvido para que ninguém mais ouvisse.

— Precisamos sair daqui, eu consigo sentir onde eles estão presos, mas não consigo nos guiar até lá sem chamar atenção — Minha ansiedade era notória e Brandon era o único que conseguiria nos tirar do baile em segurança para que eu pudesse guia-lo pelos corredores da mansão.

Para minha sorte Brandon não só acreditou em mim como também foi rápido em agir de maneira inteligente para conseguir nos tirar de lá. Não sei como ele descobriu a sala tão pouco entendi o que ele estava fazendo até estarmos do lado de fora do salão. O importante era que tinha dado certo e que de alguma maneira o garoto se transformara completamente em alguém novo, com direito a figurino e tudo! Era impressionante e confesso me fez observá-lo de canto inúmeras vezes apenas para ter certeza de que era verdade e não fruto da minha imaginação.

Atingimos um ponto qualquer do corredor e ele me questionou se dali eu conseguiria guiá-lo. Assenti rapidamente e expandi meu sentido em busca do subsolo, quando encontrei o ponto comecei a seguir por ele sem pensar muito, apenas deixando a mãe terra me guiar. Seguimos pelos corredores e descemos um andar inteiro antes de atingirmos o ponto de passagem que nos levaria ainda mais para baixo, nesse momento um guarda surgiu no caminho e me fez recuar um passo e trombar com o peito de Brandon, que rapidamente notou o que tinha causado minha apreensão.

Para minha sorte Brandon pensava rápido e conseguiu interceptar o guarda com algo que não entendi bem o funcionamento, só sei dizer que o coitado tampava os olhos como se estivesse cego e que o celestial apressou os passos para irmos em direção ao subsolo. Sem perder tempo segui junto a ele ao ser alertada de que o efeito não duraria muito. Para nosso azar, no entanto, ao conseguirmos atingir o calabouço um novo guarda surgiu.


O instinto e o medo me fizeram reagir apressada, eu podia sentir a arma vibrando nas mãos dele e sabia que ele iria gritar, então decidi pegá-lo de surpresa. Rapidamente movi a espada em suas mãos e atrai o objeto em minha direção, o surrupiando e o fazendo me encarar confuso antes de soltar um baixo:

— Mas o que...

Rapidamente fiz o mesmo com as chaves presas a sua cintura enquanto Brandon também agiu aproveitando-se da abertura que eu lhe dei. O soldado estava surpreso e confuso com nossa aparição e poderes, por conta disso acabou sendo pego no que chamo de ilusão e foi manipulado como um verdadeiro patinho pelo garoto mais velho, que deu ordem explicitas a ele para enviar os outros soldados até o baile sobre um convite expresso de Josh. A ideia era fazer o lugar ficar vazio por um curto espaço de tempo, o que nos permitiria soltar os prisioneiros e seguir para fora antes que nos encontrassem.

Funcionou bem até demais.

O guarda real seguiu a frente e nós fomos com ele a espreita pelas sombras, nos mantendo oculto dos olhares alheios enquanto o seguíamos masmorra adentro. O capitão rapidamente atingiu o ponto em que precisávamos e pego pelo poder de Brandon conseguiu convencer os outros a se juntarem aos demais guardas do baile. Aparentemente a noite de folga caiu muito bem, pois a comemoração foi instantânea e como usamos o capitão acabou que ninguém desconfiou do nosso plano.

A masmorra ficou vazia em questão de minutos e Brandon me pediu as chaves. Atirei-as em direção a ele e fiquei vigiando nervosamente enquanto ele cuidava dos prisioneiros, que descobri tarde demais ser apenas um. De dentro da cela saiu uma criatura que se parecia a um gato voador, pois flutuava e sorria largamente como se a situação ao seu redor o divertisse. Era uma cena curiosa, que me deixou estática por tempo suficiente para Brandon me chamar atenção para nos apressarmos a sair dali.

Segui com ele para o ponto inicial da masmorra – o mesmo lugar por onde entramos – e deixei que Brandon espiasse pela porta para saber se era seguro sair de lá.
Infelizmente não era.

Aparentemente o aglomerado de guardas estava reunido do outro lado do corredor. As ordens tinham sido seguidas pela metade e a confusão estaria armada se tentássemos sair de qualquer jeito. Saber disso fez um estalo surgir em minha mente e me obrigou a dar alguns passos curtos para espiar o lado de fora.

O corredor era o mesmo, existiam tochas dependuradas em candelabros de metal, os guardas estavam armados com espadas e conversavam tranquilamente. Era a cena perfeita para criar uma pequena confusão.

Sorri travessa antes de sussurrar para Brandon.

— Ao meu sinal corra até o meio do corredor e grite fantasma ok? — Pedi baixinho antes de colocar meu plano em prática.

Com cuidado passei a manipular parte das chamas das tochas e fiz com que algumas delas flutuassem ao redor dos soldados, que rapidamente sacaram suas armas para lutar com o inimigo desconhecido. Nesse momento comecei a manipular o metal, estremecendo-o nas mãos dos homens antes de erguer duas das armas e começar a atacá-los com elas. A confusão se instalou no corredor, os soldados gritavam uns com os outros enquanto atacavam o ar e se empurravam. Nesse momento movi a cabeça para a lateral dando chance a Brandon de fazer o que tinha pedido.

Ele tentou o recado e terminou de causar a confusão ao gritar “fantasma”, fazendo todos os soldados dispararem pelo lado esquerdo do corredor, deixando o direito livre para nós. Ao perceber isso peguei o gato por uma das patas e corri em direção a Brandon, grudando a mão na dele e o puxando pelo corredor para dispararmos em uma corrida apressada para a saída mais próxima.

Eu não tinha um plano e não conhecia o lugar, então a primeira janela mais baixa que encontrasse seria nossa saída. Brandon parecia compartilhar desse pensamento, mas diferente de mim se jogou logo na primeira janela e a abriu como se dissesse “vamos pular”. Ela era alta demais e me deixou receosa, mas o garoto me acalmou ao mostrar suas asas e pedir que confiasse nele.

Dei a ele esse voto e agarrei o gato antes de abraçar o mais velho como se minha vida dependesse disso. E dependia!

Brandon fez todo o trabalho difícil de nos tirar de lá em segurança, ele me protegeu enquanto nos afastávamos do palácio voando janela afora e assim garantiu o sucesso de nossa missão.


Poderes Ativos:

Nível 15
Nome do poder: Magnetismo II
Descrição: É a habilidade que permite aos filhos de Hefesto/Vulcano, controlarem o magnetismo. Já consegue manipular objetos de porte médio, podendo faze-los se voltar contra os inimigos que os lançaram em sua direção, ou manipula-los para se voltar contra os mesmos.  Pode desviar e controlar tais objetos.
Gasto de Mp: 30 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Funciona com objetos de porte médio, máximo de 70 kg. O dano será a critério do narrador, e da forma com que o poder foi utilizado.

Nível 30
Nome do poder: Controle do Fogo III
Descrição: Seu poder ficou ainda mais forte, mas isso não significa que seu personagem se tornou capaz de criar fogo, isso está longe de se tornar parte de sua realidade. Contudo, agora consegue controlar e manipular uma grande quantidade de fogo – nada comparado a um incêndio – podendo faze-lo se mover ao comando de suas mãos, desvia-lo – caso seja lançado contra você – ou atrai-lo e multiplica-lo, dobrando seu tamanho com um simples comando. Ainda por cima, aprendeu a mover as chamas de lugar, podendo lança-las como bolas de chamas pequenas em direção ao inimigo, mas lembre-se que isso só acontece com o fogo normal, o fogo magico não poderá ser controlado por você.
Gasto de Mp: - 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O dano é dado conforme o uso do player em relação ao poder, a critério do narrador e da forma com que foi utilizada.
Poderes Passivos:

Nível 25
Nome do poder: Detalhistas
Descrição: Meus filhos são acostumados a lidar com engenhocas e peças, reparando em pequenos detalhes, por isso é mais difícil esconder algo deles - são observadores atentos. Isso permite que encontrem coisas com mais facilidade, descubram segredos, e coisas ocultas – como o Bunker na floresta quando Leo Valdez seguiu a trilha deixada pelo dragão – esconderijos, e outras coisas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham vantagem em encontrar pistas, e achar rastros.
Dano: Nenhum

Nível 24
Nome do poder: Resistencia a Impactos
Descrição: Filhos de Hefesto/Vulcano são mais resistentes a grandes impactos, podendo cair de grandes altitudes e ainda sobreviver. Quedas de até dois metros de altura não machucam os filhos do senhor das forjas, mais que isso, tem o dano reduzido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Impactos de grandes altitudes podem ter o dano reduzido em 40% para o filho de Hefesto/Vulcano, ou menos, no caso de ser algo realmente absurdo, como um penhasco. Apesar de ficar fraco, ainda poderá sobreviver.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força II
Descrição: Você ficou ainda mais forte, conforme cresce, se desenvolve, e executa seus treinamentos – além de claro, trabalha nas forjas, pois, se sente extremamente atraído por elas – também desenvolve uma força superior aos demais campistas, você está se saindo bem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força.
Dano: +10% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.

Nível 25
Nome do poder: Rastreador Inato III
Descrição: Não há rastreador melhor, em ambientes naturais, do que um filho de Ceres/Deméter. Ele poderá, nesse nível, notar sinais que destoam do quadro normal do ambiente, podendo descobrir qual caminho alguém seguiu mesmo depois de dias, além de dizer informações mais refinadas, diferenciando os rastros, definindo tamanho etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +80% de chances de encontrar pistas em ambientes naturais
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, poderá solicitar ao narrador que evidencie pistas bem difíceis de encontrar ou diga diretamente qual caminho seguir (fica a critério do narrador).
Bonus:

18. Príncipe Encantado [Parabéns você acaba de ganhar um bônus e durante duas postagens de sua escolha seus Dracmas serão duplicados (1/2)]
Avery Hernández
Avery Hernández
Filhos de Deméter
Filhos de Deméter


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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Brandon Handler em Qui Jun 20, 2019 10:26 pm




Um convite, era um convite. Mesmo quando esse pequeno papel, pudesse ser o responsável por causar sua morte, de uma forma rápida e arrebatadora. Lendo a missiva me entregue por um mensageiro de Alice, internalizei seu conteúdo, me obrigando a lembrar dos detalhes que fariam toda a diferença.

Josh daria um baile e Alice de alguma forma conseguira interceptar alguns dos convites. Satisfeita com minha performance até então, me escolhera como integrante do seleto grupo que entraria junto a ela, como impostores no baile do vilão que viéramos para derrotar. O intuito seria resgatar alguns dos personagens que haviam sido presos na fortaleza de Josh.

Encontrar com a heroína do reino das maravilhas, tão perto do palacete daquele que havia sido dominado pelas trevas, era um risco. Mas, desde que eu chegara ali, tudo era um risco. Trajando o terno negro, que havia conseguido no território pirata, segui silenciosamente, para o ponto marcado.

-Brandon- murmurou Alice se aproximando junto a uma garota de cabelos loiros, olhos claros e pele esbranquiçada.

-Alice- murmurei fazendo uma reverência. Um costume adquirido.

-Essa é Avery. Eu gostaria que vocês trabalhassem juntos, Avery ainda está em transição do inglês para o espanhol, mistura bastante as duas línguas. Posso contar com você Brandon? – questionou Alice colocando Avery a frente de seu corpo.

Um fato. A garota era bonita. Seus olhos, pareciam compreender o mundo de uma forma que eu jamais conseguiria compreender. Era espantoso, como sua expressão avaliativa, me deixou desconcertado.

-Sem problemas- anunciei aceitando a proposta de Alice sem grande hesitação.

— Avery — Alice anunciou chamando a atenção da garota para si. — É melhor não falar durante o baile, se tiver algo a dizer sussurre apenas para Brandon — Ela explicou, fazendo com que a garota franzisse a testa, o que me fez levar a mão a boca, buscando esconder a risada que queria se retirar de meus lábios. Sua expressão era impagável.

— Wednesday é mais misteriosa e arrogante, o que vai ser perfeito porque se você abrir a boca pode acabar estragando tudo- anunciou Alice fazendo com que a moça concordasse a contragosto.

Observei suas vestes. Um vestido de noite preto envolvia seu corpo, sapatos um tanto antiquados e uma espécie de capa negra cobria seus ombros. A ideia passou por minha mente como um estalo.

-Os irmãos Addams- murmurei fazendo com que a moça me olhasse de forma confusa.

-Como?- internalizou a pergunta que se fixava em seus olhos.

-Irmãos Addams, Wednesday e Pugsley. Uma das famílias mais estranhas já existentes, gostam daquilo que mais ninguém gosta. São eles que seremos hoje à noite
- murmurei apontando para nossos corpos.

-Você acha que vai dar certo?- questionou fazendo com que eu assentisse de maneira afirmativa.

[...]

Feições igualmente descontentes se esboçavam em nossas faces, quando nos aproximamos dos guardas, prostrados na entrada do palácio. Após uma breve explicação para Avery havíamos combinado que Pugsley seria a grande estrela da noite.

-Uma horrível noite, para vocês. Pugsley e Wednesday Addams. Suponho que teremos o desprazer de estar na lista, mas aqui está, nossos convites
- anunciei buscando manter minha feição de tédio.

Fomos avaliados por alguns instantes, bem como os convites que havíamos entregue, mas parecíamos ter sido o suficientemente convincentes, já que os guardas deram passagem para que adentrássemos o local aonde ocorreria o baile.

Ostentação era a palavra que melhor poderia definir a decoração do baile promovido por Josh. Não seria tão difícil passar despercebido em meio a tantas pessoas, mas então, eu deveria admitir que a segurança do baile havia sido preparada com esmero.

-Vamos circular, não podemos ficar muito tempo separados, mas mantenha seus olhos atentos, qualquer brecha já nos ajudaria grandemente- sussurrei para Avery que assentiu em concordância.

Mesmo pertencendo a um ambiente completamente diferente, as vestes, a comida e até mesmo os objetos de grande valor espalhados pelo salão, me lembravam dos bailes de arrecadação que meu avô tendia a fazer. Ele dizia tirar dos pobres para dar aos ricos, mas tudo não passava de um disfarce para suas reais intenções.

Engordar seus já gordos bolsos com o dinheiro arrecado dos fiéis. A hipocrisia humana, não era tão diferente daquela encontrada em meio aos vilões de contos de fadas.

-Quem é aquele?
– consegui ouvir uma mulher com um grosso casaco de pele perguntar apontando em minha direção.

-Pusgley Addams, consegue acreditar que aquele garoto mirradinho consegue aguentar aquilo que Morticia diz que aguenta? – anunciou a mulher ao seu lado soltando o veneno que parecia ter guardado para si até então.

-Morticia Addams não passa de uma mentirosa, vestida nas roupas mais cafonas de todo nosso reino
- anunciou a outra em resposta, enquanto eu me afastava de forma discreta.  

Conforme eu circulava, marcava em minha mente a quantidade de guardas em cada passagem, qual seria a mais eficaz em uma tentativa de saída do salão de baile. Eu tinha uma ideia de como poderíamos dar inicio a nossa procura, sem chamar tanta atenção dos presentes no salão. Mesmo que todos parecessem entretidos em seu próprio mundo, era nítido o quão atentos se encontravam aos demais vilões ao seu redor.

Minhas sobrancelhas se arquearam, quando uma Avery visivelmente apreçada deu início a uma caminhada em minha direção, suas mãos envolveram meu braço, puxando meu corpo para um canto um pouco afastado da multidão. Seus lábios se moveram rapidamente, me passando a informação que havia conseguido.

-Você tem certeza que consegue nos guiar até lá? – questionou observando-a afirmar.

-Eu sei como nos tirar daqui, siga-me
- murmurei parando em frente a uma porta na qual eu vira um dos guardas entrar, saindo segundos antes com uma roupa de gala.

Adentrando a sala, procurei pela roupa que eu supunha ter sido deixada por ele ali, não sendo frustrado ao encontra-la pendurada junto a alguns outros uniformes. Vesti-o, dando inicio a metamorfose em meu corpo, cabelo, pele, olhos tudo seria transformado pelas nuances de luz, de forma que eu não fosse reconhecido.

-Passaremos por uma das passagens menos movimentadas, permaneça próxima de mim, até que já não estejamos mais a vista de nenhum dos guardas- anunciei guiando Avery para um dos corredores que eu havia visto ter apenas um guarda.

-A moça precisa se aliviar, nosso estimado líder nos deu sua permissão- anunciei disfarçando a voz quando a passagem nos foi aberta sem grande desconfiança.

Caminhamos apressadamente, não olhando para trás, temendo que o homem notasse que havia sido enganado.

-Daqui você consegue assumir? – questionou Avery, quando a entrada já não era visível.

A moça tomou a frente, caminhando com confiança, enquanto nossas respirações era o único som feito por nossos corpos. O silêncio poderia se transformar em algo desconfortável, mas naquele momento não passava de um bem necessário. Os corredores se seguiam, até que uma passagem foi encontrada.

A estupefação de Avery a fez vir de encontro a meu corpo, trombando em meu peito, ao passo em que eu procurava pelo motivo de sua aquietação. Estávamos prestes a ser vistos.

-Hoje não- anunciei trabalhando com o intuito de leva-lo a cegueira. Não havia forma mais eficaz para passar despercebido do que essa.

-Vamos rápido, o efeito não é muito durador
- murmurei tocando o braço de Avery para que pudéssemos seguir, enquanto o guarda se desesperava.

Corremos o mais rápido que nossas pernas permitiam, tudo indicando que alcançaríamos a prisão dos personagens em um pequeno espaço de tempo.

-Aparentemente a sorte não está ao nosso favor- murmurei para a garota, quando um novo guarda se interpôs em nosso caminho.

Suas medalhas e condecorações indicavam que ele não era um guarda qualquer, ele era o capitão da guarda de Josh. Ele era tudo que nos separava de nosso resgate.  Avery novamente se colocou na frente, ela parecia ter um plano em mente que colocou em prática, segundos antes de passos apressados pertencentes a mais de uma pessoa poderem ser ouvidos se aproximando de onde estávamos.

-Olhe para mim
- anunciei fazendo com que seus olhos se focassem em minhas íris. O poder era simples, enquanto seus olhos estivessem focados nos meus, como naquele momento, eu conseguiria faze-lo responder as minhas ordens. Desde que não tentasse fazê-lo atacar ou matar alguém, que era algo que eu não faria, estaríamos seguros.

-Você irá ordenar que seus guardas subam para o salão e se divertam no baile e os seguira para fazer o mesmo- anunciei enfrentando seu olhar até que sua cabeça afirmou de maneira positiva.

Assim que as passadas se tornaram mais próximas, o capitão da guarda se posicionou a nossa frente, caminhando em direção as passadas, de forma que encontrasse sua guarda antes que essa pudesse nos ver. Suas voz autoria pode ser ouvida, dando as ordens que eu o hipnotizara a dar. A movimentação seguinte indicava que os guardas haviam seguido a ordem de seu capitão, não era como se eles tivessem alguma escolha.

Caminhando em direção a uma das celas, pude avistar uma sombra negra que logo se transformou em um sorriso para em seguida se transformar em um gato. Apenas um dos estranhos habitantes do país das maravilhas.

-As chaves Avery- pedi conforme a moça as jogava em minha direção. Abri a porta que prendia o gato, vendo-o se retirar.

Não havia outros prisioneiros ao nosso redor, o que indicava que Josh deveria tê-los trancado em mais de uma sala. Havíamos tido sorte parcial até ali, mas eu não me iludiria acreditando que teríamos muito mais tempo antes que um dos guardas resolvesse dar o ar de sua graça.

-Precisamos sair daqui, depressa- anunciei para o gato e para a garota.

Em um acordo mútuo, optamos por seguir pelo único caminho que conhecíamos até então, o corredor. Minha expressão se transformou ao avistar a quantidade de guardas que haviam se aglomerado no corredor. Aparentemente, minhas ordens haviam sido seguidas de maneira parcial, por pouquíssimo tempo.

-Mais que droga- murmurei procurando por qualquer coisa que pudesse nos ajudar a sair dali sem sermos completamente destruídos.

Não parecendo compartilhar de meu medo, Avery se virou em minha direção com um sorriso travesso em seus lábios, me instruindo a seguir até o meio do corredor, gritando que havia um fantasma. Pouco depois a moça começou a manobrar as chamas que haviam nas tochas que iluminavam o corredor, deixando-o com um aspecto bruxuleante, confundindo os guardas que rapidamente pegaram suas espadas.

Duas delas se moveram de suas mãos, atacando-os, para no minuto seguinte Avery me dar o sinal para seguir em frente. Seu plano maluco, por alguns instantes fez com que eu me lembrasse de outro plano maluco, idealizado por uma outra pessoa. Meu amigo nada convencional Enzo.

-Fantasma! – gritei no meio do corredor.

Enquanto os guardas se moviam pelo lado esquerdo do corredor, Avery tomou minha mão, me guiando para o lado oposto. Nossa corrida desenfreada parecia não ter um rumo exato, no final das contas não conhecíamos o lugar e teríamos sorte, caso conseguíssemos sair dali com algum sucesso.

-Eu tenho uma ideia. Você confia em mim? – murmurei deixando que o plano se formasse de maneira rápida em minha mente.

Eu sabia exatamente como nós tirar dali. Forçando a janela, busquei ver qual era o tamanho de sua abertura. Sorri quando notei que era o suficientemente grande para que pudéssemos pular por ela sem ficar entalados. Me concentrei, fazendo com que minhas asas aparecessem antes de me virar para Avery.

-Preciso que você me abrace, enquanto segura o gato. Eu vou te apoiar, não se preocupe. Mas, nós precisamos voar- anunciei focando meus olhos no rosto esbranquiçado da moça.  

Com Avery segurando firmemente, pousei minhas mãos em sua cintura, nos jogando da janela, minhas asas se movendo em uma velocidade um pouco mais lenta do que ocorreria se eu estivesse voando sozinho, mas não tão lenta a ponto de chamarmos a atenção de alguém que decidisse explorar pela janela.

Continuei voando por alguns minutos, até que estivéssemos no ponto de encontro que havíamos nos encontrado mais cedo, em segurança, até que Alice retornasse, nos permitindo seguir em frente e reencontrando sua amiga gata.

Poderes e Habilidades :

Nome do poder: Disfarces perfeitos I
Descrição: O filho de Íris/Arcus é capaz de manipular as partículas de luz para modificar a cor do seu cabelo, pele e íris, criando disfarces quase perfeitos.  
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Crepúsculo sombrio
Descrição: Pode fazer com que na mente de oponente tudo fique escuro, como se ele imaginasse que um eclipse estivesse acontecendo, mas, no mesmo instante um forte clarão surgirá, fazendo com que fique com uma dor nos olhos intensa, levando-o a cegueira.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos

Nome do poder: Íris hipnotizante
Descrição: Um filho de Íris/Arcus pode mudar a cor de sua íris em padrões alucinantes e com essa habilidade, adversários suscetíveis, poderão ser hipnotizados pelo semideus para cumprir uma ordem boba, como ir para tal lugar ou falar alguma coisa (não pode induzir a pessoa a atacar alguém ou se ferir). Duração: 1 turno. Precisa olhar direto para os olhos do semideus.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez por missão/evento

Nome do poder: Disfarces perfeitos II
Descrição: O filho de Íris/Arcus é capaz de manipular as partículas de luz para modificar além da cor do seu cabelo, pele e íris, sua aparência física, tamanho e forma, criando disfarces perfeitos.  
Gasto de Mp: 40
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Voo III
Descrição: Voar tornou-se tão natural quanto respirar. Agora a mobilidade e a velocidade se tornaram quase perfeitas. O semideus pode atingir uma velocidade de voo similar a 80km/h.
Gasto de MP: 20
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao carregar alguma pessoa, sua velocidade e mobilidade cai pela metade (caso seja alguém dotado com passivas de força essa observação se torna nula).
Bônus:
Duplicador de dois dias. – O semideus ganha um bônus de XP, todo e qualquer exp ganho por ele terá o valor duplicado. Valido por 2 Dias após a troca ser atualizada. (Valido até 22/06/2019 as 21:00).
Brandon Handler
Brandon Handler
Celestiais de Éter
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Etapa 2 - A prisão do Mago - Página 2 Empty Re: Etapa 2 - A prisão do Mago

Mensagem por Hécate em Ter Jul 02, 2019 7:38 pm


Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 18.000 XP e Dracmas +20 Fragmentos.

Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%

Amber:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
36.000 XP e 18.000 Dracmas + 20 Fragmentos

Enzo:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
36.000 XP e 18.000 Dracmas + 20 Fragmentos

Avery:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
18.000 XP e 36.000 Dracmas + 20 Fragmentos

Brandon:
Ortografia em geral: 20%
Criatividade, coerência e desenvolvimento: 50%
Proposta da missão: 20%
Aparência: 10%
36.000 XP e 18.000 Dracmas + 20 Fragmentos



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