The Blood of Olympus
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[OP Interna | Liderança] Salvando as águas

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Mensagem por Afrodite em Dom Abr 07, 2019 6:26 pm


Salvando as águas
Todo mundo ama ir ao Lago, porém, quando o assunto é ajudar, ninguém realmente se importa com isso, pois, é mais fácil preocupar-se consigo mesmo, do que com o bem do outro. Um fenômeno sobrenatural para as águas do acampamento começou a acontecer, e o boato de que Tessa estava procurando liderar o chalé de Poseidon se espalhou entre seus irmãos. Quíron designou os filhos do deus dos mares para resolver o problema, e, para provar que sua irmã era mesmo capaz de liderar o chalé, escolheram ela para solucionar o que tirava o sono das náiades. Afinal, que problema era esse e como Tessa iria solucioná-lo?

instruções:
- A primeira parte da missão deverá conter o aviso de Quíron sobre a responsabilidade do chalé, e os seus irmãos lhe designando para resolver o problema;
- Fica a seu critério que problema é esse e como você irá resolvê-lo;
- Deve conter no fim da postagem se seus irmãos aceitaram a sua liderança, e como você liderá com isso daqui pra frente.
Regras:
• Local: Lago do acampamento
Esta missão não contém risco de morte.
• Pode utilizar-se de uma arma, um item consumível, o seu mascote, suas habilidades e poderes passivos;
• Os poderes ativos não podem ser utilizados;
• Template com cores berrantes ou apagadas demais serão ignorados. Tamanho mínimo para a fonte é Arial 12;
• Dúvidas, apenas via Mensagem Privada;
• A recompensa será xp + dracmas + liderança de chalé, se conseguir 80% de rendimento na missão;
• Boa sorte.

Método de avaliação escreveu:• Gramática e todo o quesito ortográfico;
• Coesão e coerência;
• Criatividade;
• Desenvolvimento.

Missão com prazo de postagem de 20 dias, encerrando-se às 23h59 do dia 27/04/2019.



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Mensagem por Afrodite em Dom Abr 28, 2019 7:19 pm

O prazo da missão foi prorrogado!



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Mensagem por Tessa S. Henz em Dom Abr 28, 2019 8:28 pm


Salvando as águas
Dizer que eu estava feliz em estar de volta, certamente seria um eufemismo. A verdade era que meus planos que se centravam em retirar as férias há muito perdidas, foram deixados de lado por um pedido especial. Terry não tendia a pedir muito de mim, o que sempre me levava a olha-lo com estranheza e talvez apreço quando isto vinha a ocorrer. Eu claramente não esperava que minha visita fosse causar boatos. Tessa Samantha Clarissa Henz estava de volta.

Aquilo não deveria causar tanta surpresa. Eu aceitara um cargo e o desempenhara com a qualidade que poucos teriam acreditado que eu faria. Adentrara a universidade e estava prestes a finaliza-la de maneira adequada, o que muito surpreendeu a mim mesma. Eu tinha capacidade, sempre soubera disso, mas a questão principal havia sido a confiança.  O momento em que eu parara de pensar em mim mesma como alguém fraca, a sombra de minha irmã mais velha, sempre a Henz mais jovem, as coisas mudaram de figura.

O plano inicial nem de longe se transformara, mas havia tomado um rumo completamente diferente. Não da maneira que eu havia pensado que ocorreria, mas com certeza mais extasiante do que se esperava de uma pequena parada. As pessoas tendiam a ver aquilo que desejavam ver, e isso não era diferente entre semideuses. Eu tinha meios-irmãos ansiosos por encontrar um líder. Alguém que pudesse trazer ao chalé de Poseidon a glória que Percy Jackson havia trago.

Não eram orgulhosos, mas como todos os seres presenteados com humanidade, gostavam de ser reconhecidos, terem seus nomes engrandecidos por serem exatamente o que eram. A prole do deus dos mares. Frutos de encontros furtivos ao longo dos anos. Não eram muitos, mas tendiam a ser espertos. E sabiam que um boato poderia tomar grandes proporções, atraindo a atenção desejada da pessoa que teria o poder de transformar o boato em realidade. Mas pra isso, claramente tinham em mente que uma prova se faria necessária.

Eu saíra dali fraca e pequena. Teria de demonstrar que minhas habilidades iam além daquilo que eles haviam visto antes de eu partir.  

-Tessa- meus olhos se ergueram da paisagem a frente do chalé, conforme um sorriso se despontava em meus lábios.

Meu último encontro com Quíron parecia ter ficado para trás a tanto tempo, que ouvir sua voz imponente de novo, fazia com que meu coração se alegrasse.

-Me alegro muito com a sua volta, temos ouvido boas coisas de seu trabalho como embaixadora. Acredito que você tenha conseguido desempenha-lo com a excelência que o sr. D esperava de você- minha sobrancelha esquerda se arqueou com suas palavras, não era como se o sr. D tivesse interesse em algo além dos seus próprios problemas.

A porta do chalé foi aberta de maneira esbaforida, conforme cabeleiras negras se colocavam lado a lado, próximos a porta. Aparentemente, a visita de Quíron chamara mais atenção do que eu esperava.

-Estamos com problemas- foi tudo o que o diretor de atividades disse, conforme esperava que todos voltassem sua atenção para ele.

-As náiades tem se mostrado irritadiças, a algo errado com o lago, e não há ninguém melhor do que vocês para resolverem a questão- anunciou dando uma pausa.

-É responsabilidade de vocês trazer paz aos seres do mar, dever como prole de quem são. Que os deuses estejam com vocês- anunciou partindo assim como chegara. De maneira rápida e precisa.

Os murmúrios se iniciaram praticamente no momento seguinte. As vozes exaltadas procurando uma solução rápida.

-Atenção aqui! – gritei chamando atenção para mim. Os olhos claros tão parecidos com os meus, tentavam procurar por qualquer coisa que justificasse minhas palavras.

-Nós precisamos de um plano de ação. Não adianta nada discutirmos entre nós de maneira desorganizada- anunciei enquanto continuava observando seus rostos confusos.  

-Você não nos lidera Henz, pelo menos ainda não- anunciou Jeremy tomando a frente do grupo.

-Obviamente alguém precisa fazê-lo, gostaria de assumir Jerry? – questionei arqueando minha sobrancelha esquerda.

-Não, mas você também não o fara. Não se provou digna de assumir o posto de maior responsabilidade em nosso chalé- retrucou dando um passo a frente e sendo apoiado por aqueles que estavam a sua volta.

-Então o que é que vocês sugerem? Uma competição pra ver quem resolve a situação primeiro? Vai levar tempo demais, uma equipe seria bem mais proveitosa para a resolução do problema- retruquei observando enquanto meus meios-irmãos se reuniam em um círculo, parecendo muito mais inúteis do que qualquer outra coisa.

-Não precisamos de uma equipe. Se você quer o posto de poder, mostre pra gente que é boa o suficiente. Não aceitaremos nada além do melhor como nosso líder, boa sorte pra resolver o problema Henz, se você não der conta, só vai mostrar aquilo que já sabemos- anunciou sendo seguido pelos outros que voltavam ao chalé em uma fila silenciosa. Bufando, segui em direção ao único lugar aonde eu poderia encontrar uma resposta parcial. O lago.

A olho nu eu não conseguia ver nada de errado, em se considerando algumas das náiades zangadas ao redor, tudo estava tão comum quanto sempre esteve.

-Mais um de vocês! Não queremos mais nenhum semideus por perto!- resmungou uma das náiades se aproximando de mim com seu temperamento visível em seus olhos.

-Eu vim pra ajudar, você pode me dizer o que está errado?- questionei dando um passo para trás. Não queria que ela pensasse que eu invadiria sua casa, mesmo que parte de mim sentisse que o lago também era a parte do meu lar.

-Ajudar? Todos vocês prometem ajuda, mas então nossa casa vai ficando cada vez mais impura graças a pessoas como você. Os deuses jamais deveriam ter aberto as portas para vocês mortais, tudo que fazem é deixar os lugares inabitáveis, saía, saía. Não queremos nenhum semideus aqui!- gritou enquanto uma rodinha a envolvia, consolando-a.

Dando alguns passos para trás, deixei-as sozinhas com sua dor, buscando não interferir em algo que não cabia a mim. Eu não poderia ajuda-la, mas poderia ajudar o lugar onde ela vivia.

-Chateada está, não triste ficara - uma voz doce se aproximou fazendo com que eu virasse meu rosto. Sua pele azulada indicava que ela pertencia ao grupo de náiades.

-Um dia fomos, um dia seremos, mas agora de ajuda precisaremos. O mar secara, a vida se esvaíra se o destinado pecar- anunciou fazendo um sinal para que eu a seguisse.

Silenciosamente respeitei seu desejo, náiades costumavam soltar profecias mesmo quando não o queriam. Aquela era sua benção e sua maldição.

-O lago salvara, e a náiade sobrevivera, Henz ou não, essa é sua missão- cantarolou me empurrando em direção ao lago, meu corpo se acostumando facilmente com minha segunda natureza.

-Água ruim, náiades sem cura, o que faremos nessa aventura? – cantarolou mais uma vez nadando ao meu redor, antes de apressar seu nado me guiando pelo lago.

Tudo parecia normal do lado de fora. Mas a realidade ali em baixo era bem diferente do que eu imaginara. A água parecia mais pesada do que eu já sentira antes, os peixes que se aproximavam não possuíam a alegria que eu estava acostumada a ver.

-O que aconteceu por aqui?- questionei observando os arredores, a preocupação aumentando a cada instante.

-Água estranha, vida fora, morte dentro, náiades não curam que desalento- cantarolou tristemente passando as mãos por seus fios de cabelo enquanto se aproximava de uma moita de algas. Abriu-as revelando um peixe dourado, bastante sofrido, suas barbatanas haviam adquirido uma tonalidade esverdeada.

-Muitos assim estão, cedo ou não – cantarolou mais uma vez passando suas mãos no corpinho do peixe.

-Obrigada, pela ajuda- murmurei antes de começar a nadar pelos arredores.

Alguém havia feito algo com as águas do lago, isso não só vinha deixando os animais marinhos doentes como faria com que as náiades os acompanhassem em pouco tempo. Coletando um pouco da água em um vidrinho, nadei de volta a superfície. Eu tinha certo conhecimento a respeito do PH da água e da forma como poderia traze-lo ao normal, mas isso não parecia ser um problema comum, uma pequena substância que poderia ser identificada em alguns poucos testes. Pela forma como ela vinha trabalhando com os corpos dos animais, eu suspeitava que havia veneno ali.  

Eu precisava de um antidoto, mas acima de tudo eu precisava descobrir a fonte. Alguém vinha querendo enfraquecer os seres marinhos, e eu não poderia permitir que isso ocorresse. Sem descobrir a fonte, a criação de um antídoto seria inútil. Eu poderia salva-los, e quem quer que houvesse feito aquilo faria novamente, fazendo com que meu trabalho fosse nada além de um tapa buraco.

O tempo seria precioso e a parte mais odiosa, seria admitir que eu precisaria de ajuda. Não havia forma de eu conseguir fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Três pancadas na porta de seu chalé foi todo o necessário para que ele desse o ar de sua graça.

–Ora, ora. O que traz a famosa Tessa Samantha Clarissa Henz ao meu estimado chalé?- questionou arqueando sua sobrancelha esquerda em minha direção.

-Não tenho tempo pra isso Heitor, eu preciso da sua ajuda não da sua ironia- retruquei antes que ele puxasse meu corpo para dentro de seu chalé.

-Sabe o que eu sempre gostei em você Tessa? Sua sinceridade, você sempre vai direto ao ponto- anunciou apertando um botão ao lado de sua cama fazendo com que essa iniciasse uma descida desenfreada.

-Mas como? – questionei incerta a respeito do que estava vendo.

-Nós filhos de Hefesto, temos um lugar especial, você não queria que meus irmãos ouvissem nossa conversa, queria? – questionou se sentando em uma bancada que muito se parecia com as do laboratório de anatomia da universidade de Nova Roma.

-De qual dos meus talentos você precisa? Habilidade de forjador? Beleza? Inteligência? - questionou cravando seus olhos no pequeno vidro em minhas mãos.

-Do combo, Hefesto e Athena. Tem alguma coisa com o lago, eu preciso descobrir a causa, mas também preciso de um antídoto. Eu consegui identificar algumas das substâncias, mas eu não vou ter como encontrar todas as outras e procurar pelo causador de todos os meus problemas- anunciei estendendo o vidro em sua direção.

-Tessa, eu consigo descobrir as substâncias em menos de dez minutos. Você vai me dizer o que realmente precisa ou vou ter que tirar isso de você de alguma outra forma?- questionou já começando a trabalhar com a destreza que eu sabia que ele possuía.

- Se você fizer o antídoto, já vai adiantar muito meu trabalho- retruquei vendo-o erguer seus óculos de proteção.  

-Vou fingir que acredito no que você está dizendo, eu particularmente começaria pelos arredores, não acredito que um semideus se sujeitaria a algo tão baixo, pelo menos não um semideus que viva aqui- anunciou voltando a abaixar seus óculos, um óbvio sinal de que voltaria ao trabalho.

-Então você não conhece as pessoas, ou vive em um mundo muito ilusório-retruquei apertando o botão que me levaria pra cima novamente.

-Ou você ficou muito tempo longe de casa- anunciou sem retirar seus olhos da substância que avaliava.

Eu esperava que ele estivesse certo. Mas, meu papel era considerar todas das probabilidades. E eu começaria pelo que considerava mais provável. Donos de grandes fábricas tendiam a jogar seu lixo no rio, poluindo-os de forma a diminuir o valor que ficaria para fazer a eliminação da maneira correta. O barato para eles, tendia a sair caro para a natureza. Eu não me surpreenderia se houvesse uma ou mais fábricas nas proximidades, utilizando os mares como lixão particular. Correndo em direção ao local onde Sif vinha ficando, me coloquei de frente pra ele em um pedido silencioso de ajuda.

-Sif, vou precisar da sua ajuda. Vamos fazer uma missão de reconhecimento. Precisamos descobrir onde a contaminação foi iniciada, para que eu posso acabar com ela. O lago está com problemas- murmurei passando minha mão por sua cabeça.

De uma forma ou de outra eu sabia que meu dragão me compreenderia. Fazendo com que minhas asas se abrissem, deu espaço para que Sif me seguisse.  

-Tem duas fabricas a direita e uma a esquerda do acampamento. Vá para a esquerda e eu irei pela direita, qualquer coisa que você encontrar, venha em minha direção- anunciei antes de dar inicio ao voo. Minhas asas como sempre tinham peso quase zero em minhas costas, um item tão glorioso havia sido ganho com trabalho duro.

Meus olhos vasculharam os arredores da primeira fábrica procurando por qualquer cano que pudesse levar sua sujeira direto para o lago. O lugar era grande e aparentava estar em pleno funcionamento. Escondi minhas asas mergulhando na água para poder ver e sentir melhor. As substâncias dentro dele eram muito diferentes, das que agora compunham as águas do lago do acampamento meio-sangue. Nada tóxico parecia sair de seus canos, aparentemente eles seguiam as leis respectivas ao meio ambiente.

Finalizando minha busca naquele ambiente, segui para o local aonde se posicionava a segunda fábrica. As asas novamente tomando seu lugar em minhas costas. A segunda fábrica logo a principio se mostrou bastante diferente da primeira. Parecia ter sido abandonada a muito tempo, nada ali indicava qualquer funcionamento a uns bons anos. Nada parecia sair de seus canos, mas havia aquela sensação, aquele pequeno sexto sentido que não permitiria que eu desse as costas para aquele lugar, sem de fato tê-lo visto por inteiro.

Pousando no pátio, passei a abrir as portas, caminhando de maneira silenciosa. Eu não queria chamar atenção de nada que não pudesse dar conta. Lugares abandonados tendiam a ser um antro de monstros e sendo bem sincera, eu gostaria muito de não ter de lutar contra nenhum, pelo menos não naquele momento.

-Vocês-s-s semideuses sempre sabem aonde nos encontrar- a voz sibilante se fez presente fazendo com que eu desse um passo para trás.

-Fala pra ela Esteno, o quanto nós estávamos ansiosas para encontrar alguém pra brincar- zombou a que eu acreditava ser Euríale.

-Não tenho nenhum cachorro quente pra te oferecer semideusa, seu meio-irmão estragou todos eles- murmurou Esteno parecendo verdadeiramente chateada com a situação.

-Esteno, quantas vezes eu vou ter que te dizer que nós não trabalhamos lá de verdade! Pare de falar desses malditos cachorros quentes! – gritou Euríale irritada com o comportamento da irmã.

-Mas o gosto dela vai ficar melhor se ela comer eles, você sabe Euríale- choramingou Esteno em busca de compreensão.

Em meio a sua discussão eu me perguntava o quão sortuda eu poderia ser. As irmãs de Medusa, de todos os monstros. Transformando meu anel em minha espada, deu o primeiro passo em direção a Esteno, ela parecia a mais frágil dentre as duas. E mesmo sendo amável, eu não tinha o mínimo interesse em ser seu lanchinho da vez. Fiz um ataque direto em direção ao pescoço de Esteno, soltando um arfar ao sentir a espada de Euríale acertar meu braço.

Eu estava em obvia desvantagem e isso era apenas um dos pontos a ser considerados. Busquei me defender do golpe que Esteno lançou em minha direção, a espada perpassando o espaço a poucos centímetros do meu braço. Ataquei Euríale a minha esquerda, minha espada indo de encontro a sua mão de bronze. Os ataques vinham em profusão, as tentativas de defesa eram ainda maiores. Mas nem todos os golpes conseguiam ser parados antes de chegar até minha pele. Eu tinha mais cortes do que gostariam, mas aparentemente nada tão profundo.

Eu não poderia contar com isso por muito tempo. Planei, antes de utilizar toda minha força em um novo ataque em direção ao pescoço de Esteno. Com os ataques menores como respaldo, consegui faze-la se transformar em pó, mas não tive tanto sucesso com sua irmã. Euríale sibilou furiosa, vindo em minha direção com a máxima rapidez que conseguia em se considerando o peso de seu corpo.

-Você matou a minha irmã! Sabe quanto tempo ela vai demorar pra voltar? – gritou pouco antes de lançar a sua espada em direção ao meu corpo.

Planei o mais rápido que consegui conseguindo desviar de seu ataque, conforme um suspiro de alivio se retirou de meus lábios ao ver Sif. Soltando seu sopro elétrico, meu mascote fez com que a górgona fosse pra longe, esvaindo-se em pó no minuto seguinte. O que eu demorava minutos, um dragão azul filhote conseguia fazer em segundos.

-Muito bom garoto, alguma informação pra mim?- murmurei encorajando-o a se aproximar de mim.

Sif tendia a ser temperamental, mas quando se tratava de proteção, mesmo em sua tenra idade, ele era absolutamente implacável. Como ele se afastou em um obvio sinal para que eu o conseguisse, optei por faze-lo, sem questionamentos. Seu caminho, no entanto, não nos levava para a fábrica que eu havia pedido que ele vasculhasse. Estávamos de volta, ao acampamento meio-sangue, na floresta em um local encoberto por diversas árvores. A confusão foi quase automática. Haviam diversas substâncias e algo muito parecido com uma mesa antiga utilizada pelas bruxas antigas para fazer suas poções.

-Mas...- murmurei fechando meus olhos em descrença.

Alguém havia montado uma fábrica clandestina. E ali havia sido onde ocorrera a fabricação do veneno que circulava no oceano. Soltando um suspiro, busquei me acalmar antes de voltar meus olhos para Sif.

-Bom trabalho amigo, você pode voltar até o estábulo? Mais tarde passo para te fazer uma visita, mas antes preciso descobrir quem foi o responsável por isso aqui- murmurei sentindo a fúria em cada uma das minhas palavras.

Parecendo bem mais entusiasmado para voltar ao seu conforto, Sif me deu as costas, voando para longe enquanto eu recolhia minhas asas. Quem quer que houvesse estado ali, aparentemente deixara para trás algumas doses do que vinha jogando no lago. Recolhi uma das amostras e franzi a testa ao ouvir barulhos que indicavam aproximação. Escondendo-me o melhor que pude atrás de uma árvore, permaneci em silêncio.

O rapaz que se aproximou tinha uma aparência jovem. Seus olhos, no entanto, pareciam tomados por uma fúria feroz. Murmurando palavras que eu não conseguia ouvir, ele se aproximou de sua pequena fábrica passando seus olhos por ela como se desconfiasse que havia algo errado.  

-Eles nunca descobriram, nunca- o rapaz murmurou dando uma gargalhada.

-Poseidon, sempre zombando dos deuses menores. O que é que um deus como ele pode fazer agora? Fraco, muito fraco. Assim como eles, todos eles- sussurrou pegando o frasco e colocando em seu bolso.

Eu me preparava para sair de meu esconderijo, quando meus braços foram agarrados e meus lábios tampados. Confusa, procurei me livrar do aperto, atacando quem quer que ousasse tentar me parar.

-Ainda não Tessa, precisamos pega-lo no ato. Você sabe disso. Eu estou com o antidoto, vamos conseguir purificar o lago, calma- o sussurro de Heitor fez o que meus olhos encontrassem os seus.

Eu sabia que ele tinha razão. E apenas por saber disso permiti que ele continuasse por perto.  

-Os monstros vão voltar, lá lá lá. Minha mãe irá me amar, lá lá lá- cantarolava o semideus seguindo a uma distância razoável de nós.

Quando ele chegou a um ponto do lago onde não podia ser visto, abriu o frasco derrubando o conteúdo esverdeado dentro dele. Antes que ele pudesse se afastar, Heitor partiu em ataque, jogando seu corpo em cima do corpo do rapaz. Como uma prisão humana de músculos.

-O que diabos você pensa que está fazendo?- questionei de forma imperiosa, exigindo uma resposta.

-Todos vocês fizeram isso com a minha mãe, fizeram ela sumir- respondeu de maneira ríspida.

-Do que você ta falando? – questionei novamente buscando conter a impaciência que queria se instaurar em meu corpo.

-Minha mãe, Circe, ela não fez nada de errado. Zeus merecia perder o poder, ela só queria um governo novo. Ela só queria ter seus filhos por perto, era só isso. Mas ela foi castigada junto com todos, uma deusa menor não tem importância, pois bem! Primeiro o reino dos mares, e então logo logo tudo! – anunciou dando uma gargalhada.

-Nós vamos acabar com o estrago que você fez- rosnou Heitor apertando um pouco mais o corpo do jovem de pele esbranquiçada.

-Antídoto? Vocês nunca vão conseguir! Nunca! – anunciou dando uma gargalhada final, quando Heitor deu um soo em seu rosto, fazendo o desmaiar.

Poderia ser inteligente, mas no fundo era fraco. Uma vingança ridícula em nome de uma punição alcançada de forma justa. Quantas vidas não haviam sido perdidas naquela batalha travada. Por muito pouco não havíamos ficado presos no que eu denominava, era das trevas. Era uma pena, que ainda existissem semideuses que acreditassem nas palavras enganadoras.

-Aqui, faça o que deve fazer, são quatro doses, jogue um a um verificando se o PH da água fica equilibrado. Vou prende-lo, precisaremos leva-lo para Quíron, quando é um dos nossos, tudo fica ainda pior- murmurou com um suspiro enquanto eu assentia de maneira positiva.

Entrando dentro da água, joguei o primeiro frasco, observando-se se espalhar de maneira rápida. A primeira dose, no entanto, não foi suficiente para que a água ficasse limpa e saudável. Foram necessárias três das quatro doses para que eu sentisse que o lago estava livre das substâncias que tanto o haviam feito sofrer.

[...]
-Então você conseguiu- anunciou Jerry esboçando a opinião de todos que estavam ao meu redor.

-Esperavam o contrário? – questionei ajeitando o colar em meu pescoço.

-Nós precisamos de um líder Tessa. Se esse líder for você, não queremos que seja só de nome. Sabemos como você ficava, e não queremos que essa seja a postura do nosso chalé- anunciou Jerry fazendo com que concordâncias fossem espalhadas pelos demais campistas ao seu redor.

-Eu não sou mais aquela Tessa. Ganhei experiência, posso dar a minha palavra que farei o melhor pelo chalé. Mesmo que isso signifique ter de dar esporro em cada um de vocês. Somos poucos, essa é a verdade, mas somos fortes- anunciei buscando pela aprovação deles.

-Cumprimentem a sua nova líder, Tessa Samantha Clarissa Henz- anunciou Jerry com um sorriso nos lábios, parecendo ter sido convencido, bem como os demais.

-Te daremos uma chance Tessa, não faça com que eu tenha que desafia-la para tomar seu lugar- murmurou Jerry antes de se afastar.

Aparentemente eu havia conquistado meu lugar de direito. Eu só queria convencer a mim mesma que seria uma líder tão boa quanto prometera ser. Mas como mamãe sempre dizia, se o medo se faz presente, isso quer dizer que você está pronto. Se aquele fosse o maior dos indícios, então eu estava mais que pronta.

Obs: A deusa que me passou a missão estendeu meu prazo até o dia de hoje. Como ela disse a baixo.
ariel made this temp

Poderes, Habilidades e itens:

Passivos Tessa

Nome do poder: Respiração Aquática
Descrição:  Por seu pai ser o deus dos mares, o filho de Poseidon/Netuno pode respirar tão bem embaixo da água como em terra, a água não o incomoda. Essa habilidade serve tanto para águas doce, quanto para águas salgadas e águas poluídas. No caso da água poluída, deve-se tomar um pouco mais de cuidado. Quanto mais tempo se passar submergido nessas, mais força e energia vai se perdendo, ao passo em que pode vir a adoecer. Essa habilidade não surte efeito em águas magicas – impregnadas com algo maligno – ou envenenadas, o semideus ainda poderá ser afetado por elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Fala Aquática
Descrição: O semideus passa a adquirir a habilidade natural de falar debaixo de água. Quando humanos e demais semideuses tentam tal coisa apena ruídos e bolhas retiram-se de seus lábios, já a prole de Poseidon/Netuno expile um som concreto e idêntico aquele dito em terra. Com o diferencial de poder atrair e encantar animais e criaturas aquáticas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Conhecimento dos líquidos
Descrição: Ao analisar um líquido, saberá reconhecer o conteúdo dentro e a sua composição. Isso inclui saber as propriedades de cura ou de degeneração – como em envenenamentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Poderes Sif
Sopro Elétrico I
Descrição: O dragão filhote pode expelir eletricidade pela boca em uma linha reta que atinge 5 metros de comprimento e 1,5 metros de largura. É um dos sopros mais rápidos e difíceis de desviar, equiparando-se ao sopro de energia do Fúria da Noite.
Tipo: Ativo
Dano: 10 a 20
Gasto de MP: 5
Bônus: Pode causar uma paralisia parcial pela eletricidade.
Extra: Necessário 2 turnos para tornar a usá-lo.


Armas e Itens

Invisible Heart- uma espada dilapidada em ferro estígio,  ao tocar na pele de um semideus faz com que veneno paralisante adentre sua pele. Além é claro das feridas normais. Em descanso, o objeto se transforma em um fino anel, com três pequenos tridentes. Ao toque do tridentes do meio, o corpo da semideusa se torna total e completamente invisível, tanto para monstros quanto para demais semideuses, o cheiro e o caminhar são camuflados pelos sons e cheiros do local aonde o semideus se encontra. Ao tocar os três tridentes, o anel se transforma na espada.

Coração de Cristal- Um objeto raro perdido pelo tempo, da a portadora asas de cristal, diferentes das comuns, são feitas e revestidas completamente com esse material quando o colar está em uso, o poder não dura mais que que um dia no entanto, então precisa ser recarregado.


Tessa Samantha Clarissa Henz
It's no rigth, but is okay!


Tessa S. Henz
Tessa S. Henz
Lider de Poseidon
Lider de Poseidon


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[OP Interna | Liderança] Salvando as águas Empty Re: [OP Interna | Liderança] Salvando as águas

Mensagem por Júpiter em Seg Abr 29, 2019 6:28 pm


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 10.000 XP e Dracmas + liderança do chalé

Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

Recompensas: 10.000 XP e dracmas. + liderança do chalé.
Sif recebe 100 de XP + 1 de lealdade.

Comentários:
Menina, que missão foi essa? Foi incrível, na minha opinião e não merecia menos do que o máximo. Escrita formidável e enredo melhor ainda. Não tenho muito a comentar, só peço que afogue o Jeremy numa próxima, faria um deus muito feliz. Parabéns!

Quanto ao Sif, ele poderia receber 120 de XP, mas achei a participação dele rápida demais para ter o máximo de experiência, por isso recebeu um nível de cada (lealdade e experiência).

Sua missão valeria 20.000, mas diminuí pela metade por conta da recompensa.

É nóiz que tah!




Que Zeus te perdoe, porque eu não vou!

Júpiter
Júpiter
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