The Blood of Olympus
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Um Reino de Sonhos

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Um Reino de Sonhos - Página 4 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Sofya I. Petrovna em Ter Abr 16, 2019 10:48 pm

A fumaça do cigarro deixava-me completamente inebriada, poderia ficar dias olhando para os desenhos que se formavam e confesso que ultimamente muitas coisas deixavam-me completamente distraída. Minha mente insistia viajar em qualquer coisa que eu colocasse a minha atenção e talvez isso acontecesse por sentir que algo estava faltando, mas o que seria? Não saberia responder mesmo se alguém me perguntasse. Suspirei, enquanto dava o último trago do cigarro que sustentava entre o indicador e o dedo médio, apagando o que restava dele e jogando-o no lixo ao lado, lamentando-me que agora precisaria encontrar outra distração e surpreendentemente isso foi feito com uma rapidez muito grande.


A movimentação fora do comum que ocorria naquele exato momento era algo que começava a aguçar minha curiosidade. Pessoas importantes, campistas e líderes dos chalés corriam de um lado para o outro, sussurrando entre elas e com semblante de desespero e medo. O que poderia estar havendo que eu não sabia ainda?


Movimentei meu corpo, desencostando-me da parede e pronta para ir em direção da aglomeração que tanto chamou minha atenção. Os meus ouvidos aos poucos captavam todas as falácias dos demais ali reunidos e juntando todas as informações, consegui entender o que tanto estava assustando a todos, inclusive Quíron. Alguns semideuses haviam caído em uma pegadinha de Morfeu, uns saíram e o restante permaneceu em um sono profundo como se estivessem em coma.


Cruzei os braços, atentando-me ao que as autoridades máximas do acampamento falavam. Precisavam de semideuses dispostos a salvar os que ficaram presos em seus sonhos e vi alguns voluntários para aquilo, mas não me interessava nenhum pouco, cada um sabia de suas próprias consequências e pronta para ir embora dali, vi Kalka’il dizendo quem iria resgatar, mas ainda sobrava uma pessoa que por incrivel que pareça era especial para mim. Suspirei mais uma vez, levando a mão direita até a têmpora, massageando devagar.


O rapaz em questão era meu amigo, na verdade, um dos meus melhores amigos e certamente não iria querer ficar preso para sempre em um sonho ou pesadelo, até porquê Quíron havia deixado claro o risco de viajar por sonhos era muito grande, as chances de não voltar nunca mais e acabar morrendo era alto demais. Mas, a aflição de todos acabou despertando a minha adrenalina, deixando-me ainda mais curiosa com aquela missão.


- Eu quero participar. – Dei um passo à frente, ignorando os olhares que se direcionavam em minha direção. E ignorando ainda mais o fato de que poderia nunca mais voltar e talvez esse fosse meu legado. Morrer ajudando alguém. 

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「R」


Última edição por Sofya I. Petrovna em Ter Abr 16, 2019 11:26 pm, editado 1 vez(es)


Tenente {Sofya} Petrovna
You can get addicted to a certain kind of sadness. Like resignation to the end, always the end. So when we found that we could not make sense. Well, you said that we would still be friends. But I'll admit that I was glad that it was over.
Sofya I. Petrovna
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Mensagem por Logan Schröwl Painne em Ter Abr 16, 2019 11:21 pm


Will I be a dumb or will I be a hero?
The Dreamland it's always scary

Tudo o que eu menos queria que acontecesse estava acontecendo.
Alguns meses depois do incidente na praia e depois de ter assumido para Peter que eu era um servo de Deimos, as coisas estavam muito melhores e mais calmas. Meu corpo havia voltado a ser a muralha que sempre foi, minhas cicatrizes estavam menos aparentes e eu sorria, socializava e conhecia novas pessoas. Dentre elas, Blake Wicker em especial foi um semideus marcante para mim. Ele era irmão e namorado de Daniel, que era um filho de Perséfone como eu, e embora eu me desse bem com ele, minha simpatia e amizade por Blake acabava sendo bem maior que a que eu tinha por seu irmão.

Certa noite, algum tempo atrás, semideuses acordaram de sonhos estranhos, dizendo terem sido desafiados. Até aí, não parece algo grave, apenas curioso, porém estávamos falando de um problema real. Destes semideuses, alguns simplesmente desapareceram, como se tivessem ficado presos nos próprios sonhos. O pânico foi geral, principalmente porque os semideuses que não foram desafiados tinham medo de que isso acontecesse com eles. Eu vi muitas pessoas relatando que estavam com medo de dormirem e serem pegas por Morfeu ou seja lá quem estivesse por trás dessa fatalidade. Eu não sabia quem eram os semideuses, até notar que Daniel não aparecia no chalé há algum tempo; preocupado, fui em busca de informações com os filhos de Hermes e outros fofoqueiros. Ouvi diversas versões da história,mas a maioria delas confirmava que Blake e Daniel estavam entre os desaparecidos. O meu desespero foi real e intenso, principalmente pelo filho de Hades.

Fui procurar Quíron para conseguir informações sólidas sobre o que estava sendo feito para que essas pessoas desaparecidas voltassem a viver e me deparei com uma grande movimentação próxima à Casa Grande. O centauro que coordenava o acampamento estava no centro de uma roda de semideuses curiosos. Entrei no meio deles, empurrando delicadamente as pessoas, para tentar escutar o que ele estava falando. Finalmente ouvi então que aquilo era uma convocação. Eu não deixei que meu cérebro ponderasse a ideia, apenas fui dominado pela emoção ao ouvir alguns semideuses se voluntariando.

—Eu vou, Quíron! — Gritei, e agora não podia mais cancelar a ação. — Vamos tirar a galera de lá, e tudo o mais…

—Logan, tem certeza? — Brigitte, uma filha de Afrodite que me conhecia, perguntou baixinho para mim. — Você acabou de se recuperar.

—Blake teria feito o mesmo, disso sim eu tenho certeza. — Foi tudo o que eu respondi.

Dei alguns passos a frente e tomei minha posição junto aos demais semideuses.
Se eu voltasse vivo disso, Peter e mais um monte de gente iria querer me matar de qualquer forma.

Nome: Logan Schröwl Painne
Nível: 27
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Personagem que irá resgatar: Blake (Filho de Hades)



Logan Schröwl Painne

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Logan Schröwl Painne
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Mensagem por Kalel Levitz em Qua Abr 17, 2019 6:12 pm

Kalel Levitz;
The BattleAngel
K
alka'il estava em casa aproveitando a companhia de seu noivo, tranquilo e despreocupado no sofá da sala, onde ambos assistiam um filme aleatório que passava na TV. O pote de pipoca já estava quase vazio, e quando estava prestes a levantar para fazer mais o celestial recebeu uma mensagem telepática de seu patrono. Ele precisava de seus serviços, pois havia algo errado acontecendo nos acampamentos.

Morfeu - ou Somnia, como o filho de Belona estava acostumado a chamá-lo - supostamente tinha escolhido alguns jovens semideuses para fazer um tipo de jogo mental, prendendo-os no mundo dos sonhos conforme os testava de diversas formas. Ele devia estar entediado ou sabe-se lá qual era o motivo por trás daquilo tudo, mas a questão girava em torno de que as ações do deus estavam mexendo com o equilíbrio das coisas. Isso porque alguns dos semideuses capturados não tinham retornado, permanecendo em estado de hibernação por dias.

Levitz explicou toda a situação para Uriel e pediu que ele permanecesse em casa, cuidando de Zaphael durante sua ausência. Seria uma missão difícil e também muito arriscada, mas não questionaria o julgamento de Éter naquelas questões. O deus primordial do céu superior sabia muito bem como lidar com situações difíceis, cabia a ele apenas executar a tarefa proposta. E estava disposto a se arriscar ainda mais por envolver uma companheira de grupo.

Após pegar suas coisas, Kalka'il deu um forte abraço em Uriel e lhe prometeu que voltaria em segurança, despedindo-se com um caloroso beijo. Então abriu suas asas e seguiu rumo ao acampamento Meio-Sangue.

Assim que ele chegou na ala das enfermarias, onde estavam os semideuses, foi conversar diretamente com o responsável do local para ter mais informações. Kalka'il assentiu com a cabeça e sorriu para a pessoa, virando seu rosto em seguida para procurar por sua irmã.

— Kendall está aqui né? Eu irei ajudar, porém tenho preferência por ela. É minha responsabilidade.

Havia recém virado líder dos celestiais, se sentia na obrigação de resgatar ela.

Kalel escreveu:Nome: Kalka'il 'Kalel' Levitz
Nível: 26
FPA: http://www.bloodolympus.org/t4505-fpa-kalel-levitz#92653
Personagem que irá resgatar: Kedall (Filha de Belona e Celestial)
Não te preocupas. O anjinho vai te proteger neste dia.

Kalel Levitz
Kalel Levitz
Filhos de Belona
Filhos de Belona

Idade : 24

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Mensagem por Puermina em Qua Abr 17, 2019 11:34 pm

um reino de sonhos
Havia uma movimentação estranha ocorrendo pelo acampamento nos últimos dias. Estive ocupada com algumas aulas das amazonas, com quem estava passando algum tempo e desejava me aprofundar em pesquisas sobre um artefato em especial e segredos da deusa da discórdia na Amazon, quando comecei a perceber. Cochichos sobre sonhos e semideuses presos como "belas adormecidas" corriam pelo refeitório e, mais tarde, até mesmo nas atividades de grupo. Minha curiosidade já estava começando a ficar atiçada, porém, não foi preciso que eu me mobilizasse para saber o que ocorria. Quíron tratou de nos informar sobre um Reino nos Sonhos. Segundo relatórios de filhos de Morfeu, chamados para inspecionar o caso dos adormecidos, revelou que as crianças estavam presas em lop’s temporais dentro das próprias mentes. O centauro anunciava a notícia recrutando aventureirxs para resgatarem esses semideuses, alertando do perigo de permanecer num estado tão ruim ou pior, dando uma lista de nomes. Nela, um em especial me atingiu. Josephine Diëhl Nieckhale. A instrutora de artes e ofícios do Acampamento Meio-Sangue, filha de Quione e... ex-caçadora de Ártemis.

Enquanto algumas pessoas se voluntariavam de livre vontade, ia até Quíron e questionava-o sobre a princesa.

— Mas ela vai ficar bem? - perguntava, aflita.

A criatura meio-humana me observou como se examinasse as próprias palavras antes de me responder. Afirmava que, contanto que houvesse um herói ou heroína para a tirar daquele sonho, ela ficaria bem. Josephine, além de ser minha instrutora de artes e ofícios, tinha minha admiração. A ex-caçadora foi importante durante um momento da minha vida e se hoje ela estava em apuros e eu tinha a chance de ajuda-la, assim faria. Se minha experiência enquanto rastreadora me trouxe bagagem para rastrear no mundo mortal, que elas fossem expandidas e aplicadas nesse reino.

— Deixa comigo! - pedi.

Ainda não tinha credibilidade, ainda mais dos meninos mais velhos, que provavelmente ouviram nossa conversa e soltaram risadinhas. Quíron também as ouviu, pois desviou o olhar por um segundo. Era fato de que eu ainda estava em treinamento e era uma criança, no entanto, ela precisava de alguém para fazer isso por ela e depois do que houve entre a instrutora de artes e Ártemis, muitos podiam estavam com medo de serem relacionados a ela. Mas se o centauro tinha confiança em me deixar sair em missão para rastrear e trazer em segurança crianças menor ou da minha idade, porque não fazer o mesmo por uma amiga?

Nome: Puermina
Nível: 34
FPA: link
Personagem que irá resgatar: Josephine (filha de Quione)


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Mensagem por Perséfone em Qui Abr 18, 2019 6:51 pm


Um reino de Sonhos

Oito camas confortáveis tinham sido separadas na enfermaria para abrigar os novos viajantes do reino dos sonhos. Orientações sobre os perigos foram passadas a todos pelos filhos de Morfeu, que tinham sido escalados para conseguir enviá-los em segurança para o reino de seu pai.  A partir dali eles estariam sozinhos e precisariam encontrar o caminho de volta.

Induzidos pelas proles do deus dos sonhos os oito Heróis enfrentariam desafios distintos e assustadores, afinal os sonhos não pertenciam a eles, eram pensamentos de outras pessoas.

INFORMAÇÕES
• E começa a segunda etapa do reino dos sonhos. Os oito semideuses escolhidos serão induzidos e levados diretamente para o mundo de Morfeu e estarão por conta própria nele. Para voltar precisam descobrir o sonho certo e resgatar o semideus escolhido por você.

• Para cumprir o desafio vocês terão que me descrever três tipos de sonhos diferentes, sendo eles: Um pesadelo, um sonho heroico ou maluco (aqueles sem pé nem cabeça, ou que te ensinam algo que você não sabe, mas acha que sim). E por último o sonho em que o semideus está preso.

• Para os que pegaram personagens que já existem no fórum (Josephine, Blake, Kendall e Haru) vocês poderão descrever um sonho diferente daquele em que eles estavam no último desafio, desde que este esteja coerente com a personalidade deles, afinal são personagens reais.

• Para quem escolheu um NPC: Vocês têm total liberdade para criar os sonhos, personalidades e etc dos personagens escolhidos, eu dei um nome a eles mas quem dá vida são vocês.

• As habilidades que podem ser geradas funcionam da seguinte maneira: Se seu personagem aprender alguma coisa que ainda não sabe durante o sonho de outra pessoa, poderá acabar ganhando a habilidade daquilo que aprendeu. No entanto, essa habilidade só será ganha se o sonho estiver muito bem descrito. Ex de habilidade aprendida: O personagem que você escolheu é muito bom com arcos e você entrou no sonho em que ele está em um campeonato de arcos. Para passar pelo desafio desse sonho você também tem que se tornar um arqueiro e acaba aprendendo sobre arcos, então pode acabar ganhando a habilidade. Vocês podem descrever a habilidade desejada ao fim do post, porém quem julga se você ganha ela ou não sou eu. Além disso habilidades que não podem ser aprendidas não serão consideradas aqui e as que necessitarem de modificação serão alteradas.

• Dúvidas me enviem MP que responderem o mais breve possível.

REGRAS
• Não existem número de linhas para esse desafio, no entanto lembre-se que não é algo simples ou fácil então não entendam como tal.

• O prazo de postagem é de 15 dias, ou seja, o limite é: 03:/05/2019. (Sem prorrogação).

• As postagens exigem uma criatividade enorme, então como tal eu serei exigente também na hora de avaliar.

• Usem e abusem de todas as informações que conseguirem, não poupem detalhes e lembrem-se: Eu não tenho as histórias, não as conheço então vocês quem tem que contá-las pra mim de forma clara e explicativa.

• Boa sorte a todos.




Qu’il soit infini aussi
longtemps qu’il durera!
Perséfone
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Deuses Olimpianos
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Mensagem por Noah Blackburn em Ter Abr 23, 2019 1:31 am

We are the warriors that build this town



Quíron havia me dado algumas horas para que eu me preparasse e, ao invés de aguardar no chalé de Eros, preferi pegar um portal e ir até a Ilha de Argos, local onde eu poderia sentir a presença de Hera me confortando os pensamentos e o coração. Pensei muito sobre a decisão tomada sem pensar direito, mas mesmo assim não mudei de ideia, pois eu sabia que o motivo era nobre: Salvar um irmão que a rainha do Olimpo me deu.

Peguei Hidan e coloquei presa à cintura. O elmo recebido por Hera estava transformado em um boné sobre meus cabelos castanhos enquanto coloquei uma blusa de moletom cinza. A calça era de moletom também, no mesmo tom da camiseta, sendo seguida por Velociraptor, um tênis confortável. Saí pela porta do quarto e me direcionei até um segundo portal que me levou até o acampamento, atrás da biblioteca. Cheguei à enfermaria junto com os dois últimos semideuses que entrariam nos sonhos dos desacordados.

Os filhos de Morfeu teriam que nos ensinar, por isso eles se dividiram e cada um resolveu explicar para cada um de nós. Talvez eu tivesse dado sorte, pois quem me instruiu foi Isaac, o marido de Luna, a menina que me trouxe do mundo dos mortos. — Tudo bem, Fred, vou falar apenas uma vez, então me escute bem. - Proferiu o semideus. — Nós vamos invadir o mundo de meu pai, então vou tentar te colocar no sonho do Daniel, mas pode ser que não funcione de imediato, pois o mundo dos sonhos modifica a todo instante, mas você conseguirá modificar de sonho quando encontrar um portal no céu. - Me deu uma boa notícia, mas logo a retirou. — Porém, ele fica aberto por pouco tempo.

Olhei a homem e assenti com a cabeça. — E como eu saio de lá? - Perguntei e ele voltou-se a mim novamente. — Eu precisarei lhe tirar de lá. Você terá que tocar este sino por alguns segundos, assim eu saberei que é hora de abrir o portal onde você estiver. - Isaac me entregou um objeto dourado que possuía um som alto e bem melodioso, capaz de despertar qualquer um que ouvisse. — Está pronto? - Ele me perguntou, olhando para os irmãos e os outros semideuses que entrariam, junto comigo, no mundo dos sonhos.

— Sim! - Respondi ao olhar, por alguns instantes, para o filho de Perséfone. — Eu vou te ajudar... - Falei quando me deitei à maca e guardei a sineta no bolso. — Fred, eu vou contar até três e você vai respirar fundo a mesma quantidade de vezes, no tempo em que eu disser. Entendido? - Ele explicou e logo se colocou ao lado da maca, pondo as mãos em minhas têmporas. Seu rosto foi a última coisa que enxerguei, principalmente quando ele começou com a contagem.

Um!

Eu estava nervoso, eu não posso negar, mas precisava tentar ajudar aqueles que precisavam de mim, mesmo que fosse apenas um semideus. Sentia minhas mãos suadas, mas consegui manter minha respiração controlada, assim como Isaac informara. Me livrei dos pensamentos que ousavam em me distrair e então ouvi outra palavra dita pelo filho de Morfeu.

Dois!

Seu tom de voz era doce e aterrorizante, mas consegui me manter firme, deixando os pensamentos fora da cachola, mirando fazer o teletransporte de minha mente ao mundo dos sonhos.

Três!

Com certeza foi a pior das palavras, por minha respiração travou e eu realmente acreditei que iria morrer, sentindo o coração apertar e acelerar mais do que o normal. Abri os olhos e saltei, achando que daria de cara com o semideus que tentava me induzir ao sono e a adentrar ao reinado do pai dele, mas encontrei algo pior do que imaginava, uma floresta escura que me fez respirar forte algumas vezes. Eu estava fora do mundo real, Isaac conseguira me fazer entrar, mas não no sonho do Daniel.

Levantei com calma e ouvi uma voz fina e infantil soar atrás de mim. — Alguém me ajuda! - Gritou uma menininha de cabelos negros presos num rabo de cavalo. Quando me viu, ela sentiu-se protegida, pelo menos foi o que imaginei, pois colocou-se entre minhas pernas como uma criança faz com a mãe ou o pai quando está querendo fugir ou com medo de alguém. — Hey, calminha, tá fugindo do que? - Perguntei e ela abraçou minha perna direita e, quase chorando, proferiu. — Do bicho papão... - Escondeu o rosto na parte de trás da minha coxa.

No primeiro momento eu ri, mas isso passou logo em seguida entendi porque ela estava com tanto medo. — Ora, ora, o que temos aqui...? - Disse uma voz fria que me fez sentir um arrepio na espinha. Um homem com tom pálido na pele surdiu em meio a escuridão que a penumbra da lua não conseguia atingir. Seus cabelos eram negros e pareciam estar com muito gel, chegando ao ponto de não moveram enquanto ele caminhava. Seus olhos pareciam duas bolitas brancas que poderiam me aterrorizar se minha mente não estivesse quase blindada com a ajuda dos poderes herdados de meu pai.

Ao redor da criatura obscura circundava uma espécie de areia negra que ele moldava como desejava, mas na maior parte do tempo deixou em forma de um cavalo negro com olhos profundos, você deve achar que ele é um Pesadelo, mas são diferentes. Coloquei a mão na espada e puxei da bainha, deixando-a em minha frente. — O que você quer? - Proferi num tom forte e mostrando minha seriedade pela voz. — O que eu quero? Você invade o pesadelo dessa criaturinha nojenta e eu que preciso dizer o que eu quero? - Disse ele preparando uma esfera daquela mesma coisa densa que o cavalo era feito.

Meus olhos mostravam o que eu sentia e a raiva que senti quando ele insultou a criança. Com a mão livre, soltei a criança de minhas pernas e a pequena correu para trás de uma árvore. O cavalo farejou na direção, mas se manteve inquieto no local onde estava. — Quem é você? - Perguntei, desta vez com expressão carrancuda. — Me chamo Breu, mas pode me chamar de bicho papão. - Disse ele fechando os olhos e lançando a bolha de negatividade densa.

Desferi um corte preciso na areia que se movia e ela dissipou ao toque de minha arma. Ele deu um passo para trás. — Então você conseguiu essa espada com os guardiões... - Uma expressão confusa me surgiu na face e uma pergunta me rondou os pensamentos: De que guardiões ele falava? Antes que eu pudesse perguntar, ele tocou no cavalo e este ergueu-se com as patas traseiras, relinchando alto e num tom quase ensurdecedor. Avançou em minha direção, mas consegui rolar com agilidade, escapando tas pata ferozes dele.

O animal negro pisou forte no chão e me encarou, como se estivesse pronto para comer algo que lhe agradava. Levantei e vi ele imitar aqueles touros de desenho animados quando passam a pata direita no chão se preparando para atacar. Bufou algumas vezes e avançou. Lembrei do Minotauro quando fazia isso e não conseguia mudar a direção, por isso apenas me virei e recuei um passo para trás, vendo o animal passar batido por mim. Contudo, eu não poderia perder a chance de destruí-lo. Levantei a espada e cortei a areia, fazendo-a dissipar como uma nuvem de energia negativa que deixou de existir.

O Breu gargalhou. — Sinto cheiro do Jack e ele logo vai estar aqui, então preciso acabar com você logo, intruso. - Suas mãos reviraram algumas vezes no ar enquanto seus olhos estavam cerrados e um sorriso bobo lhe apareceu nos lábios. — Serpentes? - Meus olhos arregalaram e senti meu coração quase parar de bater. Filho da mãe! Pensei comigo. Como ele descobrira tão facilmente meu medo de cobras? Outra gargalhada ecoou e uma grande víbora foi conjurada com muita areia negra.

Meus músculos travaram e ele voltou a rir. — Divirta-se, intruso! - Disse quando a energia negativa começou a girar ao redor dele. — Nos vemos quando você dormir e não invadir o sono de alguém! - O redemoinho foi ganhando força até que uma pequena fissura foi criada no chão e ele foi sugado por ela, deixando um arbusto seco e morto no lugar.

Consegui recuar um passo, mas a maldita serpente ouviu e deslizou até onde meu corpo estava. Ativei minhas asas e me impulsei para trás, batendo-a algumas vezes até chegar ao solo com cuidado. Apesar do meu medo de cobras, eu conseguia controlá-lo, pois já estava quase me acostumando, pois elas estavam sempre em meu caminho, desde que perdi minha mãe.

Olhei com o canto dos olhos e vi a menininha agachada com a cabeça entre as pernas. Estava muito mais apavorada do que eu. Quando minha coragem resolveu voltar, foi tarde demais, pois a serpente era rápida o bastante para deslizar até mim e me enrolar com seu corpo gélido e nada escorregadio, o que estranhei. Gritei e recolhi as asas antes que quebrasse, pela força que a maldita fazia. Não consegui, nem mesmo ativar minha armadura, pois me pegara de surpresa.

Entrei num pesadelo de uma criança pequena e agora estava tendo o meu próprio pesadelo dentro dos sonhos de outra pessoa. Meus pulmões foram perdendo a força e o ar, me fazendo tossir algumas vezes enquanto tentava tragar o ar de volta para eles, mas a infeliz não me deixava. Ela sibilou como se estivesse agradecendo pela refeição e até chacoalhou o rabo com gracejo. Ela atacou, mas antes senti o clima esfriar mais que o normal, tirando grande parte do calor de meu corpo.

Quando pensei que estava morto, senti a areia explodir sem causar me causar danos, dissipando como se a negatividade não existisse mais ali. Um som esquisito ecoou e a pequena menina saiu de trás da árvore sorrindo e pulando, como se nada estivesse acontecendo ali, — Jack... - Falou ela enquanto eu recuperava minha espada que caíra no chão quando estava sendo apertado pela maldita serpente.

Olhei ao redor e não enxerguei nada. — Com quem você está falando? - Perguntei e ela respondeu rapidamente. — Jack Frost! - Avaliei a menina e o local ao redor. Lembrei da serpente sendo destruída e do frio presente no local. — Ele existe? - Perguntei a mim mesmo num tom baixo. — Ele disse que existe sim! - Ela falou, mesmo que não estivesse tão próxima ao ponto de ouvir o que eu dissera.

A expressão de medo havia desaparecido da criança, dando espaço à esperança e a diversão. Já ouvira falar sobre Jack Frost, mas nunca imaginei que ele realmente existisse e, segundo sua história, ele só aparecia à quem acreditasse nele, por isso me esforcei para que pudesse vê-lo. Senti uma bola de neve acertar minha cara e abri os olhos rapidamente, vendo a silhueta delgada do jovem de cabelos brancos que usava uma blusa muito parecida com a minha, mas em tom azul e uma calça que terminava em suas canelas. Ele também estava descalço e carregava consigo um cajado feito de raiz congelada que encurvava numa das pontas, fazendo lembrar uma foice.

— E aí - ele disse sorrindo — o que faz aqui? - Indagou.

Não sabia o que responder, mas acabei soltando. — Meu amigo ficou preso em algum sonho e eu estou aqui para buscá-lo. - Ele olhou nos meus olhos e franziu o cenho. — Outro viajante... - Avaliou e eu fiquei curioso demais com isso. — O que quer dizer com isso? - Agora era eu quem perguntava. — O Breu aprendeu a moldar sonhos e pesadelos, igual ao Sand. Porém, quando eles lutaram, alguma fissura se abriu e Sand foi teletransportado para outro sonho e agora Breu está conseguindo prender pessoas dentro de seus próprios sonhos. - Explicou.

— Tem algum jeito dele voltar? - Jack ouviu a pergunta e baixou os olhos. — Tem. Breu consegue fazer isso sozinho, mas Sand não tem sede por poder igual a ele, precisando de outro contato com o Breu para abrir outra fissura e assim voltar ao normal. O problema é que o Breu sabe disso e evita o sonho que o Sand está. - Ele voltou-se para mim. — Mas você pode me ajudar...

— Como eu faço isso? - Meus lábios estavam secos e eu estava mais preocupado ainda. — Você consegue controlar para onde vai aquele buraco. - Jack apontou para o portal que Isaac me informara. — O último viajante que nos visitou descobriu que vocês podem controlar eles pensando no sonho ou no sonhador. No caso, você precisaria encontrar o Sand e depois trazê-lo para cá, assim as coisas mudam e poderá acordar.

— Espere... - Eu disse. — Se eu acordar, meu amigo ficará preso em um sonho que eu nem sei onde é ou está.

— Mas pense que poderá salvar muitos outros.

— Não! - Falei mais alto, não me importando com a criança nos olhando. — Acabou de me dizer que precisa ser criada outra fissura para que tudo volte ao normal, o problema é que você que o Sand de volta.

O rapaz grisalho olhou para o chão e emudeceu por algum tempo. — Você está certo, mas se vir ele em algum lugar, ajude-o...

Voltei meus olhos à menina e sorri de volta para ela que parecia muito feliz. Ativei minhas asas novamente e voei para dentro do portal, mas antes coloquei o famoso Sand dentro dos pensamentos e num piscar de olhos o cenário mudou para um dia ensolarado em um mundo onde só existiam gatos, exceto por duas criaturas.

Não havia árvores, mas muitos arranhadores e estes estavam por todos os lados. Seria possível que eu estivesse nos sonhos de um felino? Ou talvez algum apaixonado por gatos estivesse dormindo e sonhando com um mundo que não existia nada além deles.

As casas lembravam a cabeça de gato, com orelhas e tudo mais. Posso jurar que vi um siames andando sobre as duas pernas traseiras, algo que me deixou perplexo. Confesso que me irritei de tanto ouvir seus miados, mas também fiquei curioso. Todavia, acabara de encontrar o que eu desejava e ele estava bem diante dos meus olhos.

Um homenzinho laranja com cabelos engraçados, altura pequena e uma barriguinha bastante saliente brincava com um bichano da mesma cor, como se ele fosse feito da mesma areia clara que circundava o pequeno. Guardei as asas e me aproximei. — Olá! - Disse sorrindo e ele me olhou com um sorriso, criando um sinal de joinha sobre sua cabeça. Lembrei das histórias que o Sand não falava com palavras e sim com imagens que surgiam em sua cabeça.

Caminhei até ele e me sentei ao seu lado. — Eu procuro meu amigo, mas preciso te ajudar a voltar de onde veio, pois o breu está tocando o terror pelos sonhos. O que acha? - Ele sorriu e fez que sim.

Um grande período de tempo se passou e minha barriga deu sinais de fome, principalmente por não ter tomado café, uma das informações que Isaac me deu antes de começar minha missão. O som de minha pança foi alto ao ponto de Sand ouvir e tentar resolver. Uma pequena lâmpada apareceu sobre sua cabeça, sinal de ideia. Ele me contou, com sinais - e eu devo dizer que foi extremamente difícil e que levou muito tempo até que eu entendesse -, que havia uma casa ali por perto, onde uma mulher fazia uma comida muito boa que os gatos que nos rodeavam adoravam.

Aceitei a ideia e segui o alaranjado até a famosa mulher cozinheira. Não era bem uma casa e sim um comércio onde uma mulher atendia e vendia comida de gato feita por ela mesma. Me neguei a comer, é claro, mas ela era bastante persuasiva, tanto que conseguiu me convenceu a comer mesmo sem usar poderes para isso. — Eu digo que é comida de gato porque só existem eles por aqui, mas ao comer você verá que não é. - Peguei o prato e senti o cheiro maravilhoso que a comida possuía. Não havia garfos no local, mas a fome fez com que eu comece com as mãos mesmo, tomando um choque ao pôr na boca. Não era bom, mas eu precisava comer e pelo que senti era carne mesmo o que ela alimentava os animais, mas nem ousei em perguntar da procedência. Olhei para o lado e notei uma substância escrita num frasco e de imediato achei que fosse veneno.

Cuspi a comida e me afastei. — O que é aquilo? - Apontei para o frasco e a mulher riu. — Eu chamo de "entende gato". Uma viajante maluca passou por aqui há anos e me deixou esse frasco que, quando eu pingo uma gota na comida de humanos, eles podem entender o que os gatos falam, assim como eles entendem quem tomou ela. - Fiquei meio desconfiado, mas ela informou que não colocara em minha comida. Eu senti que ela falava a verdade, pois meus sentidos de argonauta não haviam apitado, então julguei ser verdade. — Pode colocar um pouco na minha comida? - Perguntei, afinal, sempre desejei saber o que os gatos falam, principalmente quando tem gata no cio.

Se o gosto melhorou? Não ficou muito pior, mas quem foi que disse que seria bom, não é mesmo? O prato inteiro estava num tom esverdeado, mas era apor conta da poção. Quando dei a última garfada soltei um arroto que não pude evitar. — Desculpe! - foi o que consegui dizer ao ficar da cor de um tomate maduro.

Senti meu estômago roncar algumas vezes, mas era por conta da poção, explicou madame Flinck, a cozinheira. Voltei para o lado de fora e ali, Sand e eu, aguardamos mais um tempo para que o portal se abrisse no céu novamente.

Alguns gatos passaram por ali e um deles falou sobre minha cara de idiota, fazendo todos olharem em minha direção. Pisquei algumas vezes e cocei a cabeça. Eu estava realmente entendendo eles, deixando escapar um riso mais idiota que minha expressão. — Além de idiota, é maluco...

Os gatos passaram e Sand me cutucou, apontando para o portal que abrira novamente. — Vamos, amigo, temos um mundo para salvar... - Proferi quando ativei minhas asas novamente e voei na direção do portal, enquanto o guardião dos sonhos voou comigo sobre uma nuvem feita de areia dos sonhos.


Noutro piscar de olhos estávamos em um sonho esquisito que variava entre obscuro e alegre, onde flores coloridas brotavam do solo e a escuridão pairava sobre elas. — Perséfone... - Falei baixinho enquanto olhei as árvores pelo lugar e eram todas romãzeiras repletas de frutos que me fez lembrar de Hera, a patrona de nosso grupo. — DANIEEEEEL! - Gritei alto e em bom tom que ecoou, mas não ouvi nenhuma resposta. Sand também tentou gritar, mas só consegui ouvir um som fraco de sinos enquanto um homem sem rosto foi criado sobre a cabeça dele.

Para ele ainda sonhar, provavelmente estava vivo e isso me deixou feliz. Caminhei pelo campo de flores até chegar à floresta de romãzeiras que se iniciava. Um grito de medo ecoou pela floresta e em seguida pude ouvir meu nome. — Daniel! - Falei quando o som atingiu meus ouvidos. Meu instinto foi correr, mas para onde? Eu não sabia nada sobre aquele local onde me encontrava, eu poderia me perder ali e nunca mais voltar.

Outro grito foi ouvido e logo corri na direção oeste, local de onde o som vinha. Sand usou a mesma nuvem de antes para ter a mesma velocidade que a minha. — Fred! - Ouvi novamente, mas agora era mais próximo ainda. Desviei de algumas árvores e cheguei diante de um buraco no chão, onde entrei sem pensar duas vezes e o homem laranja entrou junto.

Encontrei uma caverna mal iluminada onde uma luz natural adentrava pela abertura no teto. Uma pequena escadaria de estendia até uma espécie de porta onde o filho de Perséfone estava acorrentado e desacordado, me fazendo perceber que não fora ele quem me orientou até ali. Chamei por seu nome e fui até a escada, mas Sand me parou com uma barreira de areia. — O que está fazendo? - Perguntei e ele apontou para os arredores da caverna, onde cavalos idênticos aos que o Breu criava nos observavam. — Foi aquele maldito! - Disse empunhando minha espada novamente, mas desta vez ativei minha armadura e meu elmo assim que pus as mãos na lâmina.



O homenzinho expandiu a areia e atingiu parte dos cavalos com força, os fazendo atacarem para não serem destruídos sem lutar. O problema não foi a luta, mas sim a quantidade deles, pois havias muitos, tantos que eu não pude contar. Um véu invisível cobriu meu corpo, cobrindo cada pedacinho dele. Saltei e desgrudei a gravidade de mim e consegui chegar ao lado do garoto acorrentado, tocando-lhe a cabeça e o cobrindo também, assim ambos estaríamos seguros. Pelo menos enquanto o poder se mantivesse ativo.

Desferi um golpe na cara do primeiro cavalo feito de areia negra e ele dissipou-se em uma nuvem maligna e sem vida. Eram fáceis de serem derrotados, pois eram apenas fantoches, mas a quantidade nos fez cansar rápido. Sand destruiu muito mais criaturas do que eu, mas para ele era muito mais fácil, ainda mais quando ele fazia sua areia laranja explodir como festim. Enquanto minha espada acabava com três ou quatro com a mesma quantidade de movimentos, o barrigudinho laranja destruía meia dúzia com um movimento dos seus dedos. Agora eu entendi porque o Breu o mantinha longe.

Falando no diabo, ele resolveu aparecer. — Bravo! - Disse batendo palma algumas vezes. — Você ainda está vivo, intruso... - Os poucos animais que sobraram rodeavam Breu. Sand estava com os olhos vidrados no inimigo. O cara pálido também encarava o laranjinha, mas seu olhar era ameaçador, como se quisesse matá-lo. Aquilo era briga entre eles e eu não poderia me intrometer, não agora.

Girei a espada algumas vezes e acertei a corrente feita da mesma areia negra que prendia Daniel e nosso adversário tentou me atacar, mas uma onda de areia feita por Sand ergue-se e me defendeu da energia negativa de Breu. O corpo do semideus preso pendeu para o lado e eu arrependei a segunda corrente com outro golpe da espada. Ele cairia, mas segurei o corpo aferi seu corpo e ele possuía um corte na testa e estava desacordado em seu próprio sonho.

Deitei ele no chão enquanto Breu e Sand lutavam agressivamente com suas areias, uma repleta de energia positiva e coisas feliz, enquanto a outra era completamente oposta. Levei a mão no bolso da calça e retirei o pequeno sino que Isaac me dera antes de dormir. Com a canhota - já que a desta estava com a espada -, balancei o objeto de lado a outro com movimentos horizontais, fazendo ecoar um som quase ensurdecedor para mim. O lado bom é que Daniel acordou um pouco tonto, o lado ruim é que chamou atenção dos malditos cavalos. Peguei a espada e cortei o primeiro que chegou próximo de mim, acertando seu maxilar num corte vertical de baixo para cima. — Fred? - Disse Daniel colocando a mão na cabeça. — Eu acordei? - Respondi que não e acertei outra criatura.

Sand estava tão focado no Breu que não percebeu o último cavalo se aproximando e aquela fera poderia ser sua perdição. Entreguei o sino ao filho de Perséfone e expliquei: — Continue tocando! - Ele simplesmente obedeceu e eu fui ajudar Sand.

Saltei do topo da escada e usei da gravidade novamente para chegar ao seu lado. Desferi um corte forte e rápido no pescoço do maldito cavalo, fazendo meu companheiro me olhar e levar uma rajada de energia negra que o fez voar alguns metros. Porém, o verdadeiro motivo disto ter acontecido, foi o cochicho que fiz ao ouvido dele. — No três, você ataca com duto o que tem.

— Desista, Sandman! - Proferiu Breu e eu me coloquei na frente do homenzinho laranja, pondo a espada em minha frente. — Qual é, Breu, você é muito mais forte do que isso. - Falei olhando em seus olhos. — Se você não usar tudo o que tem contra mim, vai ser destruído igual aos seus pocotós. - Pude ver em sua expressão que ele estava enraivecido, mas estava pouco me fodendo para ele. — Você vai desejar não ter pedido isso...

— FRED, NÃO! - Fritou Daniel quando o malvado moveu as mãos algumas vezes, arrecadando toda a energia que precisava para seu ataque final. — Tarde demais! - Riu infeliz e logo lançou aquele poder todo. Em contra partida, Sandman também lançou seu poder e eu me joguei para o lado no momento exato que ambas as energias se juntaram, criando uma conexão entre ambos. Levantei e olhei para o semideus machucado e corri pela escadaria até chegar ao seu encontro. Ele continuava tocando o sino, algo que quase me deixou desnorteado. — Pode parar, Isaac deve ter ouvido. - Ao término de minhas palavras uma fissura brilhou e pude ouvir a voz de Quíron e de Isaac comemorando.

Uma pequena explosão energética ecoou de forma que pareceu fogos de artifício. Voltei meu olhar para o guardião Sand, mas nenhum dos dois estavam no lugar e era provável que eles estivessem voltado para o sonho que pertenciam, isso se Jack estivesse falando a verdade. Ajudei Daniel atravessar o portal e logo fiz o mesmo.

Minhas piscadelas nunca mais seriam as mesmas, pois numa outra que fiz eu enxerguei o rosto alegre de Isaac me encarando. Tudo havia dado certo, pois vi Adélia tratando o filho de Perséfone que voltara com alguns machucados, principalmente na testa que não parava de sangrar. — Deu tudo certo. - Informou a cria de Morfeu. — Você foi o primeiro que acordou, mas logo os outros também irão despertar. - Com um sorriso ele se despediu de mim enquanto Charlotte examinava meus olhos e me ajudava a repor as energias perdidas no reino dos sonhos.

A curandeira pediu para que me trouxessem algo para comer e água, pois estava desidratado. Em minutos uma garota apareceu seguida por um gato persa muito bonito em seu encalço. — Vamos logo, Meredith, você precisa coçar minha barriga! - Uma voz entrou nos meus ouvidos e eu procurei de onde vinha, dando de cara com o animal branco como a neve. — Quem vai coçar o que? - Perguntei e todos me olharam com expressões confusas. — Qual é, irmão, você tá fumando erva de gato? Não embaça minha caminhada com a Meredith - Dessa vez eu sabia quem estava falando e me assustei ao lembrar da bendita poção que madame Flinck havia colocado em minha comida. Um sorriso bobo brotou em meus lábios e a garota da Apolo permitiu que eu me alimentasse.


HABILIDADE SOLICITADA
Nome do poder: Feline Communication
Descrição: Após ter ingerido comida de gato mágica, o semideus se tornou um grande entendedor da linguagem felina, sendo capaz de compreender o que um felino diz, assim como pode conversar com eles sem ter problemas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Extra: Conseguira entender e conversar, mas não garante que eles serão amigáveis ou controláveis.
Dano: Nenhum

CONSIDERAR ESTE PACK

Tubo Pack especial: (Em uma postagem de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Metade 1/2, não foi utilizado.

Itens:

• Hidan [Uma espada de 70cm, sendo perfeitamente usada por apenas uma mão. O material usado para criação desse item ainda é desconhecido, possuindo um poder formidável apesar de misterioso | Efeito 1: Roubo de vida: O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento. | Efeito 2: Sugadora de energia: O armamento do semideus será capaz de sugar – através de um corte – parte do MP do adversário de seu portador, e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma, será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito 3: A arma transforma-se em um diadema encrustado por rubis e safiras tão vermelhas quanto o sangue.| Material semidivino indetectável| Rubi Imperial: +40 de dano | Gema Atração: É uma gema com magia ilusória, mas que não funciona ou tem efeitos para seu portador, mas sim seus oponentes. Ao ser combinada com uma lâmina (lanças, espadas e adagas) encherão essa com uma propriedade única de beleza, deixando a lamina diferente, mais bonita, mais elegante. A magia e o poder presente nessa farão com que todos aqueles que se virem como oponentes do semideus que portar essa lamina (com a gema embutida) se sintam atraídos por ela, ou seja, ficam apaixonados, é um efeito de vicio, eles sentirão uma vontade estranha de serem cortados por ela, é algo – literalmente – sádico. Um amor unilateral por uma arma, cuja a essência é atrair inimigos para a morte. O efeito é cortado no momento em que o inimigo desviar o olhar da espada, contudo, ainda é um vício, ele se sente tentado a olhar para ela, e é difícil resistir, mas não impossível. Se o portador da arma for derrotado, o efeito é quebrado totalmente. | Espaço para uma gema | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 80 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de natal 2017]

• Shooting Star [Armadura leve em modelo masculino que se adapta perfeitamente ao corpo do usuário. É composta por uma cota de malha que veste o semideus até o comprimento de suas pernas, deixando como única exceção parte do pescoço e da cabeça. Acima da malha estão as peças da armadura: o peitoral, as ombreiras, as manoplas, as perneiras e as grevas. Além disso, inclui um sistema mecânico que proporciona o encaixe perfeito para o uso de elmos, podendo proteger a parte superior do corpo por completo, caso seja a vontade do semideus. A parte de baixo da armadura é composta por uma espécie de saiote, feito de material mais maleável, e na lateral da cintura existem duas bainhas feitas de tecido que conseguem suportar uma arma média cada, dando assim para carregar armas de porte médio e pequeno. Todas as peças são predominantemente num tom prateado, com detalhes em reluzentes, e foi desenhada de modo a dar impressão de que o semideus tivesse um aspecto angelical. Por ser uma armadura leve, não impede a movimentação do semideus e nem prejudica sua agilidade ou uso de poderes que dependam desta, já que também inclui um mecanismo de dobradiças maleáveis que facilitam os movimentos do personagem, principalmente com as pernas e os braços. | Efeito 1 — Reduz 50% de danos físicos; Efeito 2 — Aumenta a Agilidade do semideus em 40%; Efeito 3 — Mecanismo de Transformação — se transforma em uma blusa de moletom cinza com capuz para facilitar na hora de carregar | Arandur | Gema de Resistência: Tem o formato e a cor de uma pedra âmbar, mas é mais resistente. Ao ser combinada a armadura torna o usuário 30% mais resistente a ataques de poderes relacionados à magia. Reduzindo ataques lançados contra o personagem na mesma porcentagem, fazendo com que o dano também seja menor no momento do impacto. O efeito só funciona enquanto o semideus estiver vestindo a armadura em questão. | Alfa | Status: 100% sem danos | Épico | Evento de ano novo]

• Elmo Real [ Um elmo de batalha em ouro imperial e entalhe de um pavão. O interior é acolchoado para promover um encaixe perfeito e confortável. O penacho sobre o elmo tem uma cor individual a cada argonauta, facilitando a identificação de cada integrante do grupo em campo de batalha. Cor: (Vermelho) | Efeito 1: O elmo assume a forma de um acessório de cabelo escolhido pelo Argonauta, facilitando seu transporte e ativação. | Efeito 2: Além de conferir a proteção física, o elmo também pode ativar uma cúpula que fornece proteção mental e mágica durante dois turnos. | Efeito 3: Quando ativo, o elmo permite a comunicação entre os Argonautas. | Resistência Alfa | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Presente de reclamação dos Argonautas de Hera/Juno ]

• Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]
Passivos Argonautas:
Nível 1
Nome do poder: Aura Real
Descrição: Sendo seguidor de Hera/Juno, a rainha do Olimpo e dos céus, o argonauta tem uma aura real que o iguala à alta nobreza, tendo uma presença forte e imponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Beleza Real
Descrição: A mais bela do Olimpo pode ser Afrodite/Vênus, mas a beleza de Hera/Juno também sempre foi de chamar atenção - tanto que atraiu o rei dos céus. A deusa do casamento possui uma beleza mais madura, que não a permite ser subestimada, e tal característica também é transmitida aos seus seguidores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os argonautas têm uma beleza chamativa, madura, mas não são subestimados por causa dela.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Discernir mentiras
Descrição: Assim como Hera/Juno não era enganada sequer pelo rei do Olimpo, reconhecendo suas mentiras e desmascarando-as, os argonautas também não podem ser facilmente enganados e reconhecem as mentiras facilmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É difícil mentir para um argonauta. Com o uso desta habilidade, o narrador pode dizer que o adversário gaguejou ou desviou o olhar, denunciando a mentira.

Nível 11
Nome do poder: Determinação
Descrição: Os argonautas adquirem a mesma força de determinação que sua deusa matrona, que nunca desistia de seus objetivos mesmo quando as situações eram adversas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% chances de acerto nos ataques quando envoltos por essa determinação para alcançar seus objetivos.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Carisma
Descrição: Hera/Juno não se manteve no trono apenas por ser um rosto bonito ou por seu casamento, mas também por saber manter relações e conquistar seus objetivos sutilmente. Apesar de seus erros, seus acertos também lhe tornaram dotada de carisma - algo necessário para se conseguir o que quer. Da mesma forma, os argonautas sabem que não é apenas na força do braço que se consegue as coisas, mas também com um pouco de bom jeito com as palavras e a maneira adequada de lidar com as pessoas, o que também lhes dota de carisma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de manipulação
Dano: Nenhum

Nível 28
Nome do poder: Diplomacia
Descrição: Os argonautas, além de serem ótimos lutadores e combatentes exemplares, também são ótimos com as palavras, tendo um ótimo poder de convencimento. Vai além de sua força ou boa aparência, tornando-os capazes de conseguirem o que querem apenas através das palavras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% lábia e chances de convencimento
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Intuição precisa
Descrição: Os argonautas desenvolvem algo como uma intuição ou sexto sentido, alertando-os de possíveis perigos e sugerindo as melhores atitudes a serem tomadas. Não garante acerto, mas dá uma boa chance.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A intuição do argonauta pode levá-lo a acertar o ataque ou evitar um perigo, desde que explicada no post e a critério do narrador. Funciona uma vez a cada 3 turnos.

Nível 38
Nome do poder: Bênção da Juventude
Descrição: Hera/Juno gerou Hebe/Juventas, a deusa da juventude, que se tornou esposa de Héracles/Hércules após a deusa e o semideus se reconciliarem. Os argonautas também são abençoados com juventude, não eterna, mas prolongada. Sua aparência se mantém jovem apesar da passagem dos anos, o que também acentua seu vigor e aptidão física.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% aptidão física e resistência corporal
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Espadas V
Descrição: O argonauta se tornou um espadachim perito no uso de sua arma. Além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado, e ainda por cima consegue tirar as armas das mãos dos oponentes. Neste nível, se tornou quase imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de chances de acerto no manuseio da espada.
Dano: +60% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 48
Nome do poder: Resistência Emocional
Descrição: Neste nível, o argonauta já desenvolveu suas habilidades e poderes o bastante para aprimorar a bênção recebida e se tornar resistente a ataques emocionais, protegendo-o.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 60% de proteção contra ataques ou ilusões que visem atingir as emoções do Argonauta.
Dano: Nenhum

Nível 58
Nome do poder: Sorte & Proteção
Descrição: Chegando neste nível e passando por tudo que já passou, o argonauta provou que merece a bênção da deusa e sua lealdade a ela, e é abençoado por isso com mais sorte e proteção em suas missões e combates.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O argonauta tem +20% de chances de acerto em seus ataques e menos chances de cair em uma “maré de azar”.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Verdade de Hera/Juno
Descrição: Além do argonauta ser capaz de perceber quando alguém está tentando mentir e enganá-lo, agora se torna ainda mais difícil mentir para ele. Quem estiver tentando mentir ou enganar o seguidor de Hera/Juno, se sentirá obrigado a falar a verdade, se sentindo incomodado se continuar tentando mentir.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 65
Nome do poder: Fidelidade de Hera/Juno
Descrição: Assim como a deusa do casamento, a lealdade é a principal característica de um argonauta, e o que ele mais repudia é a traição e infidelidade. Dessa forma, com a bênção de Hera/Juno, torna-se praticamente impossível trair um argonauta sem sentir um certo bloqueio ou resistência para isso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É quase impossível trair um argonauta de Hera/Juno. Quem tentar, sentirá um bloqueio ou será atormentado pela culpa.
Passivos Eros:
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição: Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 45
Nome do poder: Insensível
Descrição: Apesar de possuírem uma beleza extrema e aparentarem ser sensíveis e puros, os filhos de Eros são extremamente insensíveis, nunca se deixando levar pelos sentimentos alheios e sendo capazes de ver uma pessoa sofrer sem ter mínima misericórdia. Dessa forma, poderão lutar mais concentrados, não sendo afetados por sentimentos de pena, amor ou compaixão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de concentração em batalha.
Dano: Nenhum

Nível 49
Nome do poder: Imunidade
Descrição: As crias de Eros/Cupido, tem barreiras mentais em sua mente, ou seja, são imunes contra telepatas, invasores de mente ou algo semelhante, de nível igual, ou inferior a ele. Ilusões, e jogos mentais de nível superior, ainda poderão afeta-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões, jogos mentais, tortura, ou algo semelhante, de nível igual ou inferior ao da prole, não serão efeitos contra ele.
Dano: Nenhum
Ativos Argonautas:
Nível 10
Nome do poder: Salto antigravitacional
Descrição: Os argonautas de Hera/Juno podem utilizar seus poderes para se despreenderem da gravidade terrena por um breve instante, possibilitando que dê saltos maiores ou amenizando o impacto de uma queda grave. Válido para um de seus aliados.
Gasto de Mp: 30 MP por uso
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Véu da Proteção
Descrição: O seguidor de Hera/Juno pode criar um véu incorpóreo que protege a ele e seus aliados de ataques físicos durante um turno.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Protege o argonauta e até dois aliados durante um turno inteiro. Não impede ataques mentais, mágicos ou psíquicos.
Dano: Nenhum
extra: Só pode ser usado uma vez a cada três turnos.
Ativos Eros:
Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum
Habilidade adquiridas:
Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Perícia em Voo I
Descrição: Através de um treinamento especializado, o semideus se tornou capaz de lutar voando sem dificuldades. Penalidades sobre movimentação, peso e afins não mais o acometem. Além disso, ele recebe um buff de velocidade e destreza enquanto no ar para realizar seus ataques e esquivas. Voar muito alto (ou seja, atravessar as camadas da atmosfera) ainda resulta em efeitos negativos caso ele não tenha resistência a isto.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 35% em velocidade e destreza enquanto no ar (desde que tenha total controle sobre suas ações).
Dano: Nenhum.
Extra: Funciona em voos individuais (com asas ou algum outro tipo de magia como os ventos, por exemplo); podendo no máximo ter auxílio de vassouras mágicas, ou tênis alados e coisas do tipo. Montarias e meios de transportes voadores não usufruem desta habilidade.

Nome do porder: Rastreadores
Descrição: Habilidade que permite ao semideus encontrar e localizar monstros ou criaturas – como animais e até semideuses – através de rastros, pistas, odores, pegadas ou qualquer coisa que pode ser deixada para trás. Isso também permite encontras rastros que foram apagados, afinal, existem criaturas que conseguem mesclar seus rastros e até mesmo apaga-los ou disfarça-los. Semideuses com essa habilidade dificilmente serão enganados por pistas falsas, tendo mais chance de seguir um caminho certeiro, pois, sabem identificar o que foi forjado e criado do que realmente foi deixado para trás.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +40% de chance de descobrir alguma coisa deixada para trás. + 30% de percepção. +50% de chance de não ser enganado por armadilhas ou rastros falsos deixados por terceiros para desvia-lo do caminho certo. Pode solicitar ao narrador que indiquem pistas do caminho certo a ser seguido.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Resiliência Semidivina
Descrição: Resiliência, dentre seus variados sentidos, pode significar a capacidade de se adaptar a diversas situações. Aqui, ela representa a habilidade dos filhos dos deuses de se adaptarem aos seus inimigos em combate, funcionando especificamente contra monstros. Enquanto em batalha, a cada turno que se passar, o semideus terá mais e mais vantagens contra seu oponente. Os bônus se explicam através do estudo da movimentação inimiga, além da observação de seus pontos fracos e identificação de áreas menos resistentes ou sensíveis em seus corpos.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 20% de chance de acerto e esquiva quando enfrentando uma única criatura; 30% se for contra um Cão Infernal.
Dano: +20% de qualquer dano causado, se acertar em um dos pontos fracos identificados do monstro; 30% se for contra um Cão Infernal.
Extra: A cada turno, o bônus aumenta em 5%, podendo chegar no máximo a 40%; 50% se for contra um Cão Infernal.

Nome: Selva de Pedras
Descrição: com o descobrimento da existência dos semideuses pelos humanos e com toda a necessidade de saber se defenderem dos perigos, após o devido treinamento tornou-se mais fácil lidar bem com áreas urbanas, se camuflar e desviar dos perigos da vida na cidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em facilidade de se camuflar, flexionar e esquivar.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Ás da Espionagem
Descrição: O semideus é capaz de se disfarçar e se infiltrar em um local inimigo sem ser percebido, movendo-se com discrição pelo ambiente para que não seja notado e cumpra seus objetivos naquele local com poucas chances de ser descoberto.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +20% controle corporal, manipulação e raciocínio. O semideus tem 60% de chance de não ser notado no campo inimigo.
Dano: Nenhum.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Reino
dos
Sonhos

Noah Blackburn
Noah Blackburn
Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Idade : 23
Localização : Ilha de Argos

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Mensagem por Perséfone em Qua Abr 24, 2019 1:09 pm


Fred


Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 20.000 XP e Dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

Recompensas: 20.000 XP (x2)= 40.000 XP +20.000 Dracmas.

Daniel foi resgatado e a habilidade foi adquirida.


Comentário:
Estou meio sem palavras agora, afinal essa é a primeira vez que encontro alguém querendo entender o que gatos falam quando estão no Cio.
 




Qu’il soit infini aussi
longtemps qu’il durera!
Perséfone
Perséfone
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Um Reino de Sonhos - Página 4 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Daron A. Herzl em Seg Abr 29, 2019 3:08 pm


Aventuras no
reino de Somnia


Aos 14 anos, Bruce Johnson havia chegado no Acampamento Júpiter sem muitas histórias que desejasse contar. Apenas afirmava o desejo de recomeçar sua vida no território romano, onde acreditava que poderia aprender coisas novas e ter uma nova chance em sua vida. "Eu errei com meus amigos e minha família no passado", ele havia dito quando os pretores questionaram. "Por isso, quero reiniciar minha vida e me tornar alguém melhor com a experiência no Júpiter". E, com aquelas palavras, foi aceito nas fileiras da Duodécima Legião. Um semideus da I Coorte tornou-se seu padrinho e, assim, a nova história começava.

Para Somnia, no entanto, é o passado que alimenta os sonhos e os maiores pesadelos, bem como o receio pelo futuro e as preocupações com o presente. E o pretérito era o maior ponto fraco do filho de Ares, onde o deus dos sonhos poderia explorar seus receios e subjugá-lo. O motivo? Ninguém sabia ao certo, mas os seres divinos daquele panteão não necessitavam de razões para realizar suas artimanhas. Os meio-sangues já estavam acostumados com aquilo e já não tinham o hábito de fazer questionamentos.

Daron Abrahan Herzl tinha como único objetivo salvar a vida do intercambista, adotando-o como responsabilidade por dois motivos bastante especiais. O primeiro era referente ao seu ofício como médico. Ao atendê-lo no dormitório da coorte, sentiu-se frustrado por não poder ajudá-lo. Quando surgiu a oportunidade de socorrê-lo, o romano não pensou duas vezes antes de tomar sua decisão. Já o segundo motivo era de cunho afetivo. Daron era o padrinho de Bruce, a pessoa que havia acreditado que ele merecia uma segunda chance e acolhido-o na Coorte que pertencia.

▬ Relaxe, senador. Você começará a se sentir cansado e logo estará no reino de Somnia, disse o filho do deus dos sonhos que estava ajudando-o.

Após um longo suspiro, o filho de Marte concentrou-se para esvair a mente de pensamentos. Ele estava deitado em uma maca na enfermaria ao lado de Bruce, que estava sendo sustentado por aparelhos para que não ficasse desnutrido. Afinal, após três dias em coma o grego já começava a ter sinais de desidratação. Ele e o filho de Somnia acreditavam que a proximidade dos leitos também poderiam facilitar a inserção de Daron no sonho correto. Logo descobririam que estavam imensamente enganados.

▬ Durma, o filho de Somnia disse, tocando na tez do outro legionário.

E seu corpo respondeu àquela ordem com facilidade. Suas pálpebras tornaram-se pesadas e, soltando o ar pesadamente entre os lábios, o hebreu adormeceu. Ainda levaria algum tempo para que sua mente o levasse a sonhar, sendo necessárias outras etapas de sono antes disso.

De acordo com a medicina, há quatro fases que antecedem o ato de sonhar. O primeiro estágio do sono é reconhecido como um sono leve, quando a atividade muscular é atenuada. No entanto, os poderes do filho de Somnia fizeram com que ele fosse direto à segunda fase. Dessa forma, a respiração e os batimentos cardíacos tornaram-se mais lentos e sua temperatura corporal diminuiu. Após a primeira hora, Herzl entrou na fase inicial do sono profundo, quando seu cérebro começou a gerar ondas delta. Passada outra hora, o semideus havia adentrado em um estágio de sono pesado. Sua respiração estava ritmada e compassada, enquanto seu cérebro trabalhava com ondas delta lentas.

Quando Daron finalmente entrou no quinto estágio de sono, conhecido como Rapid Eye Moviment, sua mente também o materializou no reino dos sonhos. O semideus tornou-se ciente do que estava acontecendo e de cada movimento que fazia ali. Seu corpo parecia real, mas o ambiente em que estava parecia gelatinoso e extremamente instável. O cenário mudava com frequência, como uma tela digital que podia ser alterada com um comando remoto. E aquelas oscilações brincavam com sua mente ao ponto de fazê-la doer.

Após algumas interferências, o filho de Marte encontrou-se diante de uma porta. Em suas mãos de repente havia uma cópia manuscrita da torá e ele sabia que sua tarefa era entrar na sala diante de si e deixar o livro lá. Mas o simples ato de levar a mão à maçaneta causava uma sensação desagradável em seu estômago. Respirar tornou-se difícil, como se algo terrível estivesse aguardando dentro daquele cômodo.

A parte racional do hebreu lembrou-o que aquilo era um sonho, uma ilusão onírica que sequer pertencia à mente dele. O semideus estava viajando pelo reino de Somnia enquanto procurava pelo filho de Ares, não havia tempo para se prender ao enredo criado por uma mente alheia. Ele precisava ir adiante. Talvez Bruce estivesse naquele sonho, embora soubesse que o rapaz não era judeu e que aquele sonho não parecia dele. Então, quanto mais rápido deixasse aquele cenário, mais rápido prosseguiria em sua busca.

Herzl girou a maçaneta e empurrou a porta para frente. Ela era pesada e causou um sonoro rangido no corredor, indicando que tratava-se de uma residência antiga. A sala diante de si era o escritório de um rabino, o qual não tinha muito asseio por sua sala. O cômodo estava mal iluminado e empoeirado, guardando diversos livros e documentos que, àquela altura, eram corroídos por traças. O nariz do semideus coçou e ameaçou provocar um espirro, o qual ele conseguiu conter e entrar no local.

À sua direita, estava a mesa do rabino, onde constavam itens como telefone, luminária, alguma fotografia e o exemplar de um livro aberto. Um par de óculos também estava perdido por ali, junto a algumas canetas e folhas avulsas. Na parede atrás da mesa havia um vitral com o formato da Estrela de Davi, delicadamente esculpido a fim de provocar aquela sombra na outra parede. E era naquele parede que algo o perturbava. Ele caminhou reto em direção à outra extremidade, onde deveria deixar o livro, e tentava ignorar a existência de um quadro incômodo naquele lugar.

Mas algo estava errado. Sempre estava.

O semideus soltou o ar pesadamente, para então dirigir o olhar àquela estranha pintura. Tratava-se da imagem de uma figura feminina totalmente distorcida e desproporcional. Não era uma manifestação artística como aquela encontrada no Abaporu, que continha cores alegres e a deformação não parecia ser um defeito. Aquele quadro continha uma carga negativa e extremamente desagradável, o que tornava o ambiente pesado. O quadro era obra de Amedeo Modigliani, que tinha aquela característica de desenhar personagens desproporcionais. A figura tinha olhos totalmente brancos, talvez no intuito de torná-la uma expressão neutra. Mas era exatamente aquilo que se tornava assustador naquele objeto.

A pintura era intitulada Judith, também sendo o nome da pessoa retratada, informação que constava em um pequeno letreiro na moldura escura. Judith tinha a pele alva, mas com marcas escuras que pareciam necroses em sua carne. Sua vestimenta era em um tom azulado mesclado com cinza, o que fazia a bela cor ficar sem vida. Era como se ela tivesse saído direto de um túmulo, após ter repousado lá por algum tempo. Em suas mãos, uma flauta, que ela fazia menção de estar prestes a tocar.

O quadro estava inclinado quarenta graus à direita, estando em discordância com as demais coisas linearmente postas no ambiente. Vendo aquilo, Daron não sabia se estava mais incomodado com a pintura ou com seu desalinho com o horizonte. Portanto, aproximou-se da parede e levou a mão livre até a aresta inferior direita do retrato, ajustando sua posição. E, com o objeto em ordem, o semideus completou o caminho até a outra extremidade da sala e deixou o livro junto a outros em uma estante.

Estaria tudo bem se fosse apenas isso. Bastava dar as costas e ir em direção à saída. Mas o legionário ouviu o som grave de algo caindo sobre o chão. O susto com aquele ruído repentino foi inevitável e o coração do semideus subitamente começou a pulsar mais rápido. Virando as costas para conferir o que havia acontecido, viu o dito quadro caído sobre o chão do escritório. Seu coração de repente gelou com o medo, pois sabia que aquilo não era possível. Não havia meios prováveis para que o objeto inesperadamente tivesse se soltado do prego na parede e caído frontalmente contra o solo.

Agindo com naturalidade, o filho de Marte caminhou até o objeto e pegou-o entre as mãos para devolvê-lo à parede. O curto trajeto foi envolto em tensão, pois o semideus sentia em seu âmago que algo estava errado. A iluminação do ambiente falhou duas vezes, mas não o suficiente para envolver o cômodo em plena escuridão, apenas criar uma interferência no cenário. Os olhos do meio-sangue concentraram-se apenas em prender o fio do quadro de maneira segura no prego, tendo a certeza que ele estaria firme e não tornaria a cair.

Averiguando isso, estaria finalmente pronto para deixar o lugar. O problema é que o quadro estava repentinamente vazio. Judith havia desaparecido, restava apenas o fundo cinza do quadro.

Os olhos de Herzl aumentaram de tamanho ao ver aquilo e sua respiração estava visivelmente afetada. Seu primeiro pensamento foi deixar logo aquela sala, de modo que seus olhos foram de imediato para a porta. No entanto, as dobradiças rangeram ruidosamente sem que ninguém tivesse tocado na porta e ela se fechou sozinha de maneira sutil.

O som que rompeu o silêncio a seguir foi uma flauta. A mente do legionário compreendeu de imediato que era a flauta que Judith segurava consigo na pintura, então seu coração gelou. Ele não era capaz de sentir os seus batimentos, sequer a sua respiração. Estava inebriado por um medo que, até então, não lembrava de ter sentido. E aquele medo não parecia ser dele, mas do proprietário do sonho. Aquilo, no entanto, o afetava da mesma forma que afetaria o real protagonista daquela história.

O que veio a seguir foi o baque surdo da flauta caindo contra o chão amadeirado. E, hesitante, o legionário virou-se para ver o que estava atrás de si. Em poucos passos, virou em um eixo de cento e oitenta graus, colocando-se de frente com a figura desfigurada que outrora estava no quadro.

Assustado, ele gritou com aquela visão. Não era como ver um monstro, um demônio ou um animal horrendo. Aquele medo não era dele, mas ele tornou-se capaz de compreendê-lo. Judith era pálida ao ponto de ser sem vida e as manchas em sua pele pareciam putrefação de carne morta. Sua forma desfigurada era assustadora, mas não tanto quanto os olhos sem vida. Parecia que ela sugaria a vitalidade de Daron se ele continuasse olhando para aqueles orbes incolores.

Sua reação inicial foi se afastar, tal como o protagonista daquele sonho faria. E, pela enésima vez, sua razão tinha que lembrá-lo que ele não deveria temer aquele cenário. Não era o seu pesadelo, por mais real e assustador que fosse, ele não deveria ter medo.

Judith esboçou um sorriso, mas ausente de qualquer energia positiva. Seu sorriso era macabro. Os dentes não eram porcelanados, como o de um ser humano. Eram amarelos e afiados, como se sua arcada dentária fosse formada apenas por caninos de um predador. Uma mordida sua seria capaz de rasgar a carne de uma presa dolorosamente.

A criatura deu um passo adiante, fazendo com que Daron recuasse outro. No entanto, não aceitou se submeter a um medo que não lhe pertencia. Estagnou os passos enquanto cerrava os punhos. Uma carga elétrica percorreu seus braços e concentrou-se em suas mãos fechadas, fazendo com que os pelos se arrepiassem com aquela experiência. Aquilo ainda era novo para ele.

Judith continuou a se aproximar, e então o legado de Júpiter fechou os punhos com mais força. Ao fazer isso, a energia concentrada em suas mãos dissipou-se para frente, fazendo com que a criatura fosse empurrada bruscamente para trás. Com a descarga elétrica, a criatura se dissolveu novamente em tinta, marcando o chão com suas cores sombrias.

Era a chance que ele tinha para deixar aquele pesadelo e seguir em sua busca sem mais delongas. Tendo vencido a criatura que habitava o sonho alheio, ele virou-se para a porta e começou a caminhar naquela direção, mas o cenário já havia mudado.

Agora, Herzl caminhava pelas vielas escuras de algum bairro inóspito. Havia muita sujeira espalhada pelas calçadas, lixos revirados e diversas caixas de papelão posicionadas contra as paredes a fim de montar uma singela cabana. O som de uma sirene policial passou atrás dele, logo se distanciando e indo para outro destino. Aquilo tudo só fazia o legionário ter a certeza de que estava em um local que os humanos considerariam perigoso, especialmente para se andar à noite. Devido àquilo, ele redobrou a atenção e acelerou os passos.

O silêncio era ensurdecedor ali e deixava-o em constante estado de alerta. Era como se algo estivesse prestes a acontecer, pois ele sabia que estava atraindo os olhares dos indigentes pelos quais passava. Então ele começou a escutar passos atrás de si. Era um som uniforme, mas um tanto apressado para alcançá-lo. O semideus não ousou olhar para trás, apenas começou a caminhar ainda mais rápido.

Os passos atrás de si também se tornaram mais rápidos, e o som daqueles sapatos parecia reverberar pela rua escura e vazia. Ele se apressou mais, tal como a pessoa atrás de si, até o ponto de estar quase correndo para evitar aquilo que ele nem sabia o que era.

“Espere aí”, ele pensou e suspendeu os passos.

Ele novamente estava agindo como se fosse o protagonista daquele sonho, coisa que não era. Daron podia confrontar aquilo, pois aquele sonho não lhe pertencia, o medo do desconhecido não era seu.

Então, sem demonstrar medo, ele se virou disposto a encarar o que quer que estivesse o perseguindo. Mas, ao fazer isso, rompeu os protocolos do enredo e o sonho se fragmentou. O cenário ao seu redor começou a se desmanchar como se estivesse derretendo. E já não havia chão abaixo de seus pés.

Foi assim que o semideus entrou em queda livre, caindo em direção ao desconhecido e uma morte certa, enquanto sua voz ecoava em um grito. Ele não era capaz de imaginar a que velocidade estava, mas sentia-se cair rapidamente devido à intensidade do vento provocado em sua pele. O chão, entretanto, nunca chegava.

Tardiamente, Daron se deu conta que podia abrir suas asas e planar até o chão, evitando a queda. Assim, a gravidade perdeu o controle sobre seu corpo e ele havia novamente furado o roteiro do sonho. Somnia estaria odiando-o naquele momento?

Talvez sim, pois ele agora estava em outro sonho. De repente suas asas não estavam mais abertas e ele caiu bruscamente em um solo arenoso. Sua cabeça girava devido às mudanças frequentes de sonhos, o que o deixava desnorteado e um tanto nauseado. Era como se ele estivesse em algum brinquedo de parque de diversões, com súbitas mudanças e doses de adrenalina em seu corpo.

O legionário só voltou a si quando alguém o tomou pelos ombros, o que fez com que sua cabeça parasse de girar. Foi apenas então que ele percebeu que não estava sozinho naquela nova ficção onírica. Havia diversos soldados perto dele em formação para uma batalha enquanto o comandante segurava seus ombros e ajudava-o a se equilibrar.

▬ Use sua fúria como um combustível de batalha, soldado, ele disse e continuou falando com outros integrantes do batalhão.

▬ Sim, senhor, Herzl murmurou confuso.

Diante deles, em uma planície, algo já estava acontecendo. Um outro batalhão tomava a frente em uma batalha e atacava à distância com armas de lançamento. O alvo era um templo de mármore que ficava na parte posterior do terreno, antes da subida de um monte. Diversas colunas formavam o contorno de suas laterais, em um estilo arquitetônico helênico.

O primeiro esquadrão era liderado por uma figura feminina. Seus brados eram audíveis à distância e ela parecia ser uma adversária a ser temida. Ela era impiedosa mesmo com seus soldados, exigindo o máximo desempenho deles mesmo que estivessem visivelmente debilitados. Outros soldados formavam um flanco defensivo diante do templo, mas eram afetados pelos ataques furiosos da comandante do batalhão.

Daron franziu o cenho ao observar aquilo, sem entender porque estava prestes a atacar um santuário grego. Ele olhou para os lados, buscando as expressões dos demais soldados, mas todos permaneciam sérios e indecifráveis. Onde o filho de Marte havia parado?

O batalhão onde estava permaneceu imóvel, apenas aguardando o momento de agir. Os soldados estavam trajados com armaduras escarlates, protegidos com elmos com penachos vermelhos. Herzl também estava trajado com uma, cuja cor lembrava o sangue escorrido no meio das batalhas.

O som que veio do campo de batalha era amedrontador. O primeiro esquadrão havia cumprido o dever inicial, apesar das baixas que tiveram. Com suas armas de longo alcance, desestabilizaram os guardas do templo e retiraram alguns do campo. Os que haviam restado não podiam ser vencidos à distância, e era ali que o Batalhão do Fogo Vermelho entrava.

O comandante daquela unidade tomou a frente diante de seus soldados antes de marcharem. Ele havia retirado o elmo, de modo que podia-se ver seus cabelos rubros e olhos intensamente negros. Sem palavras rebuscadas ou um discurso longo, ele incitou os subordinados a serem valentes companheiros de batalha. Suas palavras eram persuasivas e convenciam o menor soldado de que ele teria uma vitória gloriosa. Bastava que abdicasse seus medos e deixasse que a fúria da guerra tomasse seu ser.

▬ Avante, Batalhão do Fogo Vermelho!, ele bradou no fim.

E aquelas palavras foram mágicas para causar uma transformação em Daron. A voz do comandante viajou pelo ar e atingiu o semideus com algo que ele não sabia nomear, mas que dopou-o com um frenesi. Sua pele arrepiou-se por completo e seu coração foi afetado por uma taquicardia. Os olhos claros do legado de Júpiter adquiriram uma tonalidade escura e o interior do rapaz era preenchido por sentimentos de fúria e devastação. E, embora se sentisse no pleno controle de seu corpo, aquela cólera preenchia cada parte do seu ser.

▬ Ave, Anteros!, o batalhão bradou em uníssono.

O brado dos soldados reverberou pela planície com vigor, funcionando como um alerta do que os inimigos estavam prestes a enfrentar. Após isso, os pelotões começaram a marchar rumo à batalha. Os passos eram sincronizados e a formação era rigorosamente mantida. Tratava-se de um bloco de soldados que se aproximavam sem temor para uma guerra. Todos haviam sido dopados por aquele frenesi que foi transmitido pela voz de Anteros, mas aquilo não os fazia soldados desembestados. Mantinham-se em formação e sabiam o que deveriam fazer.

O som dos passos ressoava pela planície conforme o batalhão pisava com firmeza contra o solo. A cadência era perfeita e uniforme, e aquele som parecia hipnotizar Daron a continuar marchando. E, a cada passo esquerdo, cada soldado batia o cabo da sua arma contra o seu escudo. Aquele som potencializava a chegada dos pelotões e transmitia pavor aos inimigos a cada passo. Era um batalhão rubro que se aproximava da batalha tal como uma mancha de sangue escorrendo pelo terreno.

Ao chegar na planície diante do templo, os quatro pelotões que formavam o Batalhão do Fogo Vermelho se dividiram proporcionalmente. Os das extremidades seguiram caminho pelas laterais do templo enquanto lutavam contra os cavaleiros que defendiam a construção. Os dois pelotões centrais atacaram frontalmente, recebendo com mais ímpeto os ataques dos soldados que os aguardavam. E, após obterem sucesso, deveriam entrar no santuário e causar mais destruição.

Anteros se adiantou e matou os soldados que se colocaram em seu caminho, de maneira rápida e cruel. Foi possível ver a lâmina de sua lança atravessar o dorso de um dos cavaleiros, a qual o anti-amor puxou de volta a fim de provocar mais dor à morte do homem. O objetivo dele era entrar no santuário, o que ninguém conseguiu impedi-lo de fazer. Antes que qualquer daqueles soldados tentassem segui-lo, os berserkers desmancharam o pelotão e atacaram.

Aqueles soldados estavam lutando em nome de Ares ou Marte, por um objetivo que Daron não compreendeu até então. Eles atacavam com muita fúria e não demonstravam piedade ao retirar a vida de seus inimigos brutalmente. O lado mais sanguinário do deus da guerra mostrava-se nos seus soldados, que tinham gana por sangue e destruição. E, dentre todos os batalhões possíveis, Herzl havia surgido como um dos berserkers do Batalhão do Fogo Vermelho, cujo comandante era Anteros.

Sim, Daron foi inserido naquele grupo em seu sonho. E foi igualmente afetado pela voz de Anteros. As palavras do anti-amor entraram pelas vias auditivas e afetaram o seu corpo por inteiro como alguma substância contagiosa. O semideus sentia-se frenético por uma batalha e o sentimento de fúria tomava conta do seu ser. Seu desejo era descontar aquela raiva toda em seus adversários. E não tardou a fazê-lo.

Empunhando o seu machado, Daron deixou a formação e partiu para o ataque. A lâmina da arma girou ao lado de seu corpo para impulsioná-la para frente em um lançamento. Assim que o machado cortou o ar, ele girou e atingiu o flanco de um soldado que estava prestes a atacar um aliado. Quando a descarga elétrica saiu do machado e atingiu o corpo inimigo, seu brado de dor ressoou na planície, mas era abafado pelos sons da batalha. E, com um aceno de mão, o cabo do machado voltou às suas mãos, ferindo mais o corpo do soldado quando a lâmina se afastou.

O batalhão de armaduras escarlates havia se espalhado pela planície como sangue escorrendo. E, com a fúria de seus ataques, era aquilo que provocavam: derramamento de sangue e destruição. Só estariam satisfeitos quando todo o pelotão inimigo estivesse caído no chão sem vida.

Igualmente possuído por aquele estado frenético de fúria, o filho de Marte brandia se machado enquanto derrubava os oponentes. Adrenalina, noradrenalina, dopamina e testosterona se misturavam em uma simbiose hormonal para preenchê-lo com raiva e mantê-lo em movimento. Cobrindo sua pele como bronze e blindando seus ossos com ferro, ele mantinha-se na batalha como uma máquina mortífera. Flechas não eram capazes de perfurar sua pele naquele estado e tornava-se difícil feri-lo, tão pouco pará-lo. Os oponentes, no entanto, não desistiam de tentar.

Um dos protetores do templo interceptou-o com um par de spathas, movendo-as a fim de frear o movimento do seu machado. Assim, ele conseguiu evitar ser atingido pela lâmina. Eagle Axe voltou às mãos de Daron em um movimento perspicaz. Os olhos, agora escuros, do legionário moveram-se do cabo de sua arma até aquele soldado de maneira assassina.

O oponente se aproximava dele com seu par de lâminas, preparando-se para um ataque de impacto. O legado de Júpiter apenas manteve os olhos nele de maneira perigosa e indescritível. A raiva o consumia constantemente, e aumentava a cada instante em que o seu adversário mantinha-se em pé. Assim, soltou o machado no chão em um movimento irritado, sentindo a eletricidade da lâmina crepitar pelo solo ao cravar-se nele.

Com o soldado próximo o bastante, Herzl ergueu os antebraços de maneira a proteger o tronco. Com a pele revestida por bronze, não foi ferido pela lâmina adversária. E, num giro com os braços, Daron contornou ambas as armas e as imobilizou. Segurando os pulsos do inimigo, o filho de Marte puxou-o para perto e o golpeou com a cabeça. Aquele golpe certamente doeu mais no oponente do que nele, devido aos seus ossos blindados com ferro.

O adversário soltou as spathas devido ao golpe na cabeça e pela pressão aplicada em seus pulsos. Assim, quem passou a empunhá-las foi Daron. O soldado recuou alguns passos, atordoado pela cabeçada, dando a oportunidade para o romano finalizá-lo. Portando as armas dele, o legionário se aproximou e cravou ambas as lâminas cruzadas no tórax do soldado. Não satisfeito, moveu-as a fim de deixá-las retesadas no corpo inimigo, proporcionando mais dor à sua morte.

Ao seu redor, aquele era o quadro geral do campo de batalha: carnificina. Os soldados de armadura escarlate eram a grande maioria na planície naquele momento. Aquela cor em suas vestimentas ocultava a dimensão das mortes provocadas no campo, misturando-se ao sangue de seus inimigos. Alguns poucos resistiam em pé, mas haviam se dispersado da sua formação original.

Assim, Herzl enxergou uma brecha em direção ao santuário atacado e avançou. Anteros havia entrado antes e provavelmente estaria lutando com guardiões para conseguir obter o que desejava. Se necessitasse de auxílio, Daron queria estar ali. Então, com o crepitar da eletricidade em seu machado, ele se aproximou e atravessou o pórtico de entrada.

▬ Ah, valoroso semideus, a voz de Anteros reverberou pelo lugar.

Tudo havia se transformado novamente, fazendo Daron se lembrar que não passava de um sonho. Ele piscou confuso ao ver que não havia mais templo, não havia mais batalha, não havia mais inimigos… Mas que o sangue em suas mãos ainda era real, bem como a fúria que havia sentido e o sentimento que o fez destroçar os adversários.

▬ Você aprendeu direitinho…, Anteros voltou a dizer.

Após aquelas palavras, ele deu alguns passos adiante e revelou-se entre a escuridão. Sua armadura rubra refletia um brilho fraco, mas fortalecia a presença daquela divindade. O que mais chamava atenção ainda era o brilho mortífero que havia em seus olhos negros.

▬ O que quer dizer?, Daron perguntou após recuar um passo.

O deus do anti-amor riu brevemente, da forma que se escarnece alguém desentendido. O legionário não percebia que Anteros o havia ensinado a usar a raiva como combustível para uma batalha sangrenta, atribuindo-lhe com as qualidades de um dos berserkers de Marte. E, dentre todos os batalhões existentes, o semideus havia se tornado um subordinado de Anteros naquela simulação onírica.

▬ Procure-me fora do Reino de Somnia quando quiser saber, ele disse.

E então tudo ao seu redor começou a se fragmentar e o ambiente foi tornando-se escuro, como se nada do que ele tivesse visto tivesse acontecido de fato. E não aconteceu, era apenas um sonho. Tais como aqueles que estava vendo através de um rio.

▬ O que está acontecendo?, perguntou ao barqueiro.

Sim, ele estava em um barco. E seu acompanhante era misterioso. Uma capa escura cobria todo o seu corpo, com exceção das mãos, e sua cabeça era ocultada por um capuz. Enxergava-se apenas o brilho de seus olhos no ambiente escuro. Não havia nada ao redor, apenas o trajeto sobre a água.

▬ Você está indo para o reino Plutão, disse o barqueiro.

Daron assustou-se por um segundo, imaginando se havia morrido de fato ou se aquilo ainda era um sonho. Seria possível que ele tivesse adormecido eternamente? Teria seu corpo perdido ligação com sua alma? Ele teria morrido de desnutrição na enfermaria ou por algum outro fator? O que seria de Bruce agora?

▬ Você transportou um rapaz chamado Bruce Johnson?, Herzl questionou.

Aquilo não dissiparia a sua dúvida, pois o filho de Ares também poderia ter falecido. Mas aquilo poderia orientá-lo.

▬ Sim, o barqueiro se limitou a responder.

▬ Sabe onde ele está?

O passageiro estava fazendo muitas perguntas para que Caronte respondesse-as desinteressadamente. Então limitou-se ao silêncio enquanto continuava remando. Por alguns segundos, Herzl aguardou por alguma resposta, mas não a obteve. É claro que não a teria gratuitamente, então começou a procurar por algo em seus bolsos, desejando ter alguns denários ali.

▬ Onde está Bruce Johnson?, refez a pergunta, agora estendendo a mão com algumas moedas.

Caronte devolveu-lhe o olhar e estendeu a mão para receber as moedas antes de falar. Era alguém que dava valor às informações, literalmente.

▬ Está nos Campos Asfódelos.

▬ Eu quero ir para lá, disse com autoridade em sua voz.

E o sonho obedeceu o seu desejo, dobrando-se e levando-o adiante naquele cenário. Foi a certeza que ele teve de que ainda estava no reino de Somnia e não no de Plutão, ainda que a aparência fosse aquela.

Repentinamente, Daron estava em um campo sem vida e repleto de pessoas. Uma multidão o rodeava, caminhando sem rumo algum. Seus olhos eram vazios, como se não tivessem qualquer consciência do que estavam fazendo. Eram praticamente zumbis, mas sem qualquer interesse por carne humana ou cérebros. Sem desejo ou ambição alguma. Totalmente sem vidas.

▬ Desculpe, o senador disse ao esbarrar em uma garota.

No entanto, ela não esboçou reação alguma em seu semblante. Apenas continuou caminhando sem destino. Como todos ali.

O semideus respirou fundo um tanto estressado. Como encontraria Bruce ali, no meio daquela multidão? Ele seria uma daquelas pessoas sem rumo e de olhar vazio?

Por algum tempo, Herzl colocou-se a caminhar pelo lugar em busca do outro semideus. Andou exaustivamente entre aquelas pessoas, tentando reconhecer naqueles olhares vazios o semblante de Bruce. Tudo o que via, no entanto, era expressões ausentes de qualquer emoção.

Daron concentrou sua energia e colocou-se a voar sobre o local, a fim de localizar Johnson mais rápido. Ele voava sobre a multidão, que sequer dava importância para sua presença ali.

▬ Bruce?, chamou algumas vezes.

Sem resposta. Ainda assim, Herzl não desistiu. Por mais que o campo parecesse infindável, ele precisava encontrar o filho de Ares. Não aceitaria sair dali sem ele.

Após mais alguns minutos procurando à exaustão, localizou alguém que destoava do restante da multidão. Assim como Herzl, aquela pessoa parecia estar procurando alguém. Seus passos não eram lentos e seus olhos não estavam sem vida. Alguém sem vida não estaria desesperado como ele estava.

▬ Bruce!, Daron chamou, aterrissando na frente dele.

O senador estava feliz por finalmente ter encontrado o intercambista e poder retirá-lo dali. Apesar disso, o olhar de Johnson o preocupou.

▬ Daron?, o semideus perguntou confuso.

▬ Está tudo bem agora. Vamos sair daqui e acordar na enfermaria…, ele ia dizedo.

▬ Não!, o grego retrucou de imediato. ▬ Eu tenho que encontrar minha mãe.

Sua voz continha um tom difícil de reconhecer. Era carregada por sentimentos negativos e a ideia de encontrar sua mãe parecia um refúgio para aquilo tudo. Daron não imaginava o que o filho de Ares havia enfrentado no reino dos sonhos, mas estava visivelmente afetado e transtornado.

▬ O que há com você, Bruce?

A pergunta foi feita em um tom ameno e compreensivo. Herzl tinha o garoto como sua responsabilidade, pois era seu médico e também o seu padrinho. E, embora não soubesse demonstrar, Johnson precisava de um abraço para saber que alguém se importava com ele. O rapaz jogou-se contra o senador, que acolheu-o em um abraço paternal. Foi o suficiente para que ele começasse a chorar.

▬ Eu errei muito…, ele começou com a voz embargada. ▬ Segui Nyx, traí amigos, mas voltei atrás. Mas ninguém me aceitaria de volta.

A revelação de Bruce de repente justificava seu pretérito e a verdadeira razão pela qual ele foi para o Acampamento Júpiter. Por mais que o rapaz se sentisse culpado pelo seu passado, Daron não era capaz de julgá-lo. Afinal, sua namorada também foi uma seguidora da deusa da noite e trabalhou em seu favor por algum tempo. Mais tarde ela se arrependeu e aceitou a punição por seus atos, purificando-se da culpa. Pessoas são capazes de mudar, e Herzl acreditava firmemente nisso.

▬ Como você veio parar aqui?

▬ Os sonhos me mostraram tudo de errado que eu fiz… Uma dessas coisas foi deixar minha mãe morrer. Quero encontrá-la e pedir perdão, ele disse.

Ao ouvi-lo, Herzl assentiu. Ainda que em sonho, o jovem semideus necessitava daquela experiência para se sentir livre da culpa. Ele merecia aquilo para conseguir recomeçar sua vida.

Enquanto pronunciava aquelas palavras, o rapaz havia permanecido abraçado ao seu padrinho. Então Herzl tomou-o pelos ombros para enxergar o seu rosto. Era um rapaz tão jovem, mas ainda assim com tanto sofrimento em seu olhar. O filho de Marte secou as lágrimas do rosto de Bruce e tentou melhorar sua expressão.

▬ Vamos continuar sua busca, afirmou, estendendo a mão para ele.

Quando Bruce segurou sua mão, Daron impulsionou-os para cima ao alçar vôo. Afinal, jamais encontrariam a pessoa desejada se ficassem caminhando entre a multidão inerte. E, passando sobre as cabeças das pessoas, conseguiam fazer a busca mais rapidamente.

▬ Como sua mãe morreu?

▬ Ela tentou me proteger de Nyx, respondeu, sem mais detalhes.

Aquela informação, no entanto, mudava tudo. Herzl era incapaz de crer que a mãe de Bruce estaria naquele campo. Era provável que sua morte a tivesse feito digna dos Campos Elíseos. Com isso em mente, Daron alterou a rota, levando-os ao local das almas virtuosas. Seria injusto por parte dos três juízes se o destino da senhora Johnson tivesse sido diferente.

Mesmo que aquilo fosse um sonho, Somnia tinha domínio sobre o cenário e sobre a situação. Então era prudente que os dois semideuses evitassem chamar a atenção das benevolentes, pois ainda eram pessoas vivas transitando pelo inferno. Então, assim que chegaram aos Campos Elíseos, o legado de Júpiter suspendeu o voo e pousou com Bruce no chão.

▬ Que lugar incrível, o senador pensou em voz alta.

Os Campos Elíseos cumpriam a função de ser o Paraíso, mesmo em sonho. Tratava-se de um belo jardim, onde as árvores davam fruto constantemente e a natureza parecia conspirar a favor daqueles que repousavam ali. O clima era perfeitamente agradável, como uma bela tarde de primavera. Não havia um astro para iluminar o local, mas era como se ele gerasse luz própria.

▬ Acha que minha mãe está aqui?

▬ Não custa procurar, respondeu, embora sua resposta àquela pergunta fosse afirmativa.

Assim retomou-se a busca, mas sem muitas delongas. Aquele lugar não era tumultuado como o campo anterior, o que facilitava a locomoção de ambos ali. E, com menos pessoas, havia também mais chances de encontrarem a pessoa desejada.

Durante a caminhada, havia a possibilidade de admirarem aquele local como o paraíso que era. Os campos eram de um verde vivo enquanto um agradável aroma exalava do ambiente. Era como se Prosérpina dedicasse uma atenção especial às flores e plantas daquele espaço, dando às almas virtuosas um descanso digno e acolhedor.

▬ É ela!, Bruce falou em um sussurro quase inaudível.

Johnson estava estagnado com a visão de sua mãe. Muitas emoções o preenchiam naquele instante, e a surpresa deveria ser uma delas. A mulher tinha a melhor aparência possível, mantendo-se jovem e aparentemente feliz. Seus longos cabelos negros e cacheados moviam-se enquanto ela colhia a fruta de uma árvore.

Com um empurrão sutil, Herzl fez com que Bruce fosse em direção à sua mãe e falasse com ela. Enquanto isso, o senador manteve-se distante para dar aos dois a privacidade necessária.

O filho de Ares se aproximou com passos vacilantes enquanto lágrimas preenchiam seus olhos. Sua mãe, no entanto, olhou para o rapaz com um sorriso e abriu os braços para recebê-lo. Aquela reação era tudo o que ele precisava para saber que a mãe não o culpava por sua morte e nem pelos seus erros.

Com lágrimas e a voz embargada, Bruce abraçou sua mãe e pediu o seu perdão por tudo o que havia feito, pela sua morte e por tê-la decepcionado. De onde estava, Herzl não conseguia identificar as palavras da mãe de Johnson, mas sabia pelos seus gestos que elas eram afáveis. Ela secou as lágrimas no rosto de seu filho e certamente lhe concedeu o perdão que ele necessitava para prosseguir.

Era o que ele precisava para se libertar do reino dos sonhos.

▬ Bruce!, Daron chamou preocupado.

O cenário começou a se fragmentar enquanto o sonho se desmanchava. O filho de Marte correu em direção ao outro semideus, segurando-o antes que caísse rumo ao desconhecido quando o chão sumiu debaixo de seus pés. A mãe dele havia desaparecido ao se desmanchar em partículas, bem como tudo ao seu redor. O semblante de Bruce, no entanto, não estava preocupado pelo que acontecia ao redor. Sua face demonstrava alívio após o curto diálogo com sua mãe, embora não tivesse sido real.

▬ Obrigado por tudo, mãe, ele sussurrou em uma despedida.

O corpo de ambos também começou a se fragmentar junto ao cenário. Estavam deixando o reino dos sonhos após experiências inesquecíveis. E assim, estavam finalmente prontos para acordar na enfermaria.









Daron A. Herzl
רעם על ירושלים
Daron A. Herzl
Daron A. Herzl
Senadores
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Idade : 20
Localização : Nova Roma

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Um Reino de Sonhos - Página 4 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Daron A. Herzl em Seg Abr 29, 2019 3:08 pm


Informações



• Duplicador de EXP [Usado uma única vez em qualquer narrativa (missão, evento, mvp etc), o jogador terá sua experiência duplicada. Após uso, o duplicador será retirado da mochila]


Habilidade solicitada no sonho 2:

Nome do poder: Atributos do Berserker
Descrição: Na mitologia romana, os berserkers eram guerreiros que juravam fidelidade a Marte em troca de uma bênção constante, que os transformava em verdadeiras máquinas mortíferas durante uma batalha. A vitalidade, a fúria, a força e a invencibilidade dos berserkers os fizeram arquétipos da vitória sangrenta. Ao adquirir esta habilidade, o semideus entra em um estado de frenesi de batalha e tem sua força, sua resistência e sua velocidade potencializadas durante três turnos. Após, o semideus é afetado por um intenso cansaço.
Gasto de MP: 150
Gasto de HP: 30
Bônus: +30% de força. +20% de resistência e velocidade.
Dano: +10% de dano
Extra: O efeito da habilidade dura três turnos. Após, o semideus se sente bastante cansado.
Extra 2: O estado de fúria é aumentado com este poder ativo, mas o semideus não perde sua capacidade cognitiva.

Bênçãos:

Nome do Poder: Seguir Instintos
Descrição: Habilidade adquirida e desenvolvida pelo semideus no período em que esteve sendo treinado por Lupa e seus lobos, permitindo que o mesmo desenvolva os seus sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) a ponto de aproximar-se de um lobo. Entretanto o sexto sentido também é desenvolvido, ao passo que o semideus passa a sentir objetos/coisas/pessoas da mitologia com facilidade, como monstros – mas não sendo guiados pelo cheiro que semideuses emanam e sim pelo poder que há no sangue dos semideuses. De modo que encontrar Acampamentos – por exemplo –, repletos de crianças proveniente de Deuses, magia e objetos encantados, é mais fácil.
Gasto de Mp: Não há gastos de MP, entretanto só poderá ser utilizado uma vez por missão/evento, podendo ficar ativo por três turnos.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% em todos os sentidos – como visão, audição, tato etc.
Dano: Nenhum.
Extra: Não é necessário nível para o domínio da habilidade.

Nome do Poder: Genes Despertos
Descrição: O jovem Herzl foi abençoado por seu avô, Júpiter, e agora despertou parcialmente seus genes de Júpiter. Com isso, pode usufruir mais alguns poderes do rei olimpiano. Entretanto, esta benção o impede de se submeter a outro deus e integrar algum grupo secundário, pois seu laço está relacionado diretamente a Júpiter e sua lealdade também passa a ser dele.
Gasto de Mp: Equivalente ao poder usado.
Gasto de Hp: Equivalente ao poder usado.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Deverá ter nível para usar a(s) habilidade(s) desbloqueada(s).

Habilidades de Marte:


Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder:  Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 5
Nome do poder: Mãos trocadas
Descrição: Graças à natural facilidade no manuseio de armas, as proles do deus da guerra conseguem manusear com extrema perícia duas armas ao mesmo tempo, sendo ambidestros por natureza. Seus golpes são potentes independente de com qual mão esteja segurando a arma, além de conseguir utilizar armamentos pesados de duas mãos utilizando apenas uma, como espadas montantes, machados de guerra, lanças e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirá manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 6
Nome do poder: Sexto Sentido
Descrição: Em meio a um campo de batalha, descansar não é opção e os filhos de Ares/Marte sempre estão atentos. Além de conseguirem notar com mais precisão e facilidade sinais de aproximação (como sons) esses semideuses possuem uma espécie de sexto sentido, de modo que ao serem alvo de um ataque direta ou indiretamente, pressentirão o perigo, podendo se prepararem melhor para o combate e evitarem serem emboscados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão, durante um único turno, pressentir o inimigo se aproximando, podendo saber de onde o ataque virá, e se preparar para ele.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Sanguinário
Descrição: Ares/Marte ama ver o sangue de seus inimigos jorrando de seus corpos, sendo esse um inevitável atrativo das guerras. Ao ser tocado pelo sangue de um inimigo, ou por algum fluído vital que se assemelhe ao sangue (Ents - seiva, deuses - icor e etc), o filho de Ares/Marte recupera parte de sua energia e força, ficando com ainda com mais vontade de ferir inimigos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +10 HP e +10 HP
Dano: Nenhum
Extra: Pode ser utilizado uma vez a cada 3 turnos.

Nível 11
Nome do poder: Arma em Punho
Descrição: As proles de Ares/Marte aprendem desde cedo a importância de suas armas, não as deixando ou arriscando perde-las, não importa o que aconteça. Dificilmente vão poder tirar uma arma das mãos de um filho de Ares/Marte durante o combate, estes vão segurar suas armas com força e elas apenas irão poder serem removidas caso o semideus não esteja as segurando, ou caso morra.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O semideus que tiver um nível inferior ou igual ao do filho de Ares/Marte não poderá desarmá-lo.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Percepção estratégica
Descrição: Para vencer um combate, não é preciso apenas possuir a maior força, os melhores golpes e as principais vantagens, também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente, os olhos do filho de Ares/Marte conseguem notar quais são as principais fraquezas do sujeito, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. As informações são dadas pelo narrador, cabendo á prole do deus da guerra as utilizarem da melhor forma possível. (só pode ser usado por uma vez em cada batalha)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode pedir ao narrador que aponte dois pontos fracos no corpo do inimigo, mas cabe a você conseguir acertá-los.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Preparo Físico
Descrição: Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de chegar a zero, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 24
Nome do poder: Pericia com lâminas III
Descrição:  Você está se desenvolvendo bem, e agora além de atacar, arremessar e aprender a lidar com diversas laminas diferentes (espadas, lanças, adagas e facas), também consegue se defender com ela, e dificilmente é desarmado.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de chance de acerto no manuseio de lâminas.
Dano: +20% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.

Nível 30
Nome do poder: Amor e Guerra
Descrição: Apesar de Afrodite ser casada com Hefesto, o deus das forjas, com seu jeito rude de ser, Ares/Marte foi quem tomou o coração da deusa para si, tornando-se seu amante. Seus filhos possuem também uma certa adoração pelas filhas de Afrodite (ou pelos filhos, a depender da orientação sexual e sexo da prole do deus da guerra), de modo que quando lutam ao lado de uma delas, seus movimentos são mais precisos e seus poderes mais potentes, aumentando todas as suas capacidades físicas, habilidades e estratégia. Apenas é válido quando os semideuses lutam juntos e ao mesmo tempo contra o mesmo oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força, rapidez, agilidade e resistência se lutarem ao lado de filhos de Afrodite.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Disciplina
Descrição: Os campistas de Ares/Marte são os mais disciplinados e focados. Com isso, sua resistência a poderes/habilidades que envolvam alterações emocionais ou na personalidade do campista é bastante forte. Poderes mentais e de persuasão tem o efeito reduzido no filho de Ares/Marte, assim sendo, dificilmente o semideus irá deixar que distrações tirem de si o foco em sua missão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a charme, ilusão, ou jogos mentais, terão o efeito reduzido em 20% nos filhos de Ares/Marte. Se o dano ou efeito era de 100, será apenas de 80 no campista de Marte/Ares.
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Ignorando a dor II
Descrição: Já fortificados e com o corpo repleto de cicatrizes e demais sinais de combate, os filhos de Ares/Marte melhoram a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem com luxação, dedos quebrado ou ferimento profundo e não mortal. Nesse nível, caso o golpe incapacite um membro do semideus, a dor poderá ser ignorada apenas durante três turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Resistência
Descrição: Após tantas batalhas, tantos treinamentos e por levarem sempre seus corpos ao limite, os filhos de Ares/Marte possuem um corpo calejado, acostumado a apanhar e sofrer desgastes físicos. Ao sofrerem ataques físicos, os semideuses sofrerão danos menores, sendo capazes de suportar por um tempo maior os combates contra seus oponentes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de resistência a mais no corpo em ataques físicos (socos, chutes, bater a cabeça dele em algum lugar, acerta-lo com bastões e etc).
Dano: Nenhum

Nível 36
Nome do poder: Sensibilidade a Armas II
Descrição: O filho de Ares/Marte tem uma certa sensibilidade quando se trata de armas, sendo inclusive capaz de senti-las. Agora o semideus consegue sentir armas menores, e maiores, e até mesmo armas lendárias e antigas, forjadas pelos deuses, por Hefesto, ou coisas que foram deixados por legionários e exércitos em batalhas, esquecidas no tempo. Ao combinar esse poder com a atração de armas, será capaz de atrair essas armas perdidas, e enterradas até você, como um imã. Essas armas não desaparecem ao fim da luta, e inclusive podem ser recuperadas pelo semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Permite ao semideus solicitar ao narrador se existem armas perdidas em campo, enterradas, ou submersas. Ocultas.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Espirito Ancestral
Descrição:  A violência percorre o seio da humanidade desde o seu início, e antes disto em todos os seres vivos. Sendo essa a mais primitiva razão da realização de guerras, como filho de Ares/Marte você possui os instintos da própria violência em seu corpo, sendo que sempre luta com objetivo de ferir seu oponente. Essa agressividade natural acaba fazendo com que todos os golpes físicos da prole do deus da guerra, causem um estrago ainda maior nos golpes dados pelo semideus em fúria. Se o estado de fúria não for explorado no RP, o bônus não conta.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20% a mais de dano caso o semideus acerte o adversário quando estiver com o poder ativo, arma ou com os punhos.

Nível 42
Nome do poder: Força IV
Descrição: Você andou malhando? Seu treinamento tem apresentado resultados surpreendentes, e sua força é sem dúvida sua principal arma, você ainda precisa de uma para lutar?
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 43
Nome do poder: Pericia com Machados IV
Descrição: Você se desenvolveu por completo, e com um machado em mãos se tornou um campista imbatível, consegue lançar o machado, se defender ou com ele e atacar sem quaisquer problemas, com essa arma em mãos o campista se torna realmente imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de chance de acerto no manuseio de machados.
Dano: +45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 44
Nome do poder: Regeneração II
Descrição: Conforme seu herói ficou mais forte, e evoluiu também conseguiu entender melhor como funciona a transferência de poder dos inimigos para ti. E agora, quanto mais inimigos matar, mais energia consegue recuperar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A cada inimigo derrotado em batalha +60 HP e 60 MP são restaurados em sua barra de status.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos:

Nível 5
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança biológica dos filhos de Ares/Marte é perfeita, naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma prole do deus da guerra.  O semideus consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Pele de Bronze
Descrição: A pele do filho de Ares/Marte ganha um brilho dourado, ficando tão resistente quanto bronze, o que o permite ficar protegidos contra ataques perfurantes, e de efeitos como sangramento;
Gasto de Mp: 20 HP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Feridas Reabertas.
Descrição: Ao se deparar com adversários que possuam cicatrizes ou ferimentos antigos ganhados em combate, a prole de Ares/Marte pode atacar nesses pontos específicos e darem mais dano aproveitando-se do trauma antigo
Gasto de Mp: 20 MP por ponto atacado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode solicitar ao narrador que instrua seu oponente (em caso de pvp), ou diga se o npc possui alguma cicatriz.
Dano: 15 HP extra se atingir em um dos pontos com ferimentos antigos ou cicatrizados.


Habilidades de Júpiter:


Poderes Passivos:

Nível 2
Nome do poder: Ouro Imperial
Descrição: O ouro imperial é o material perfeito para Zeus/Júpiter, o olimpo é feito de ouro, suas armas são feitas de ouro, e se duvidarmos, Zeus/Júpiter reluz em ouro. Com isso, os filhos de Zeus/Júpiter ganham um bônus de batalha ao lutarem com armas feitas de ouro imperial, pois tem facilidade em lidar com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de ouro imperial ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Seguido
Descrição: Naturalmente a prole de Zeus/Júpiter possui uma aura de líder que faz com que os campistas e demais semideuses aliados os sigam naturalmente, esperando ordens e afins. No entanto, vale ressaltar que, dificilmente campistas de nível superior ou com grande força mental sejam afetados.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Liderança Nata
Descrição: Júpiter é o rei dos deuses, e sua capacidade de liderar inspira confiança. Assim como seu avô, Daron inspira essa aura que faz as pessoas quererem segui-lo e lutar ao lado dele. Isso também gera uma grande capacidade de manipular as coisas ao seu favor, inspirando as pessoas a segui-lo, lutarem por ele e com ele.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode inspirar um exercito com palavras.
Dano: Nenhum.

Nível 45
Nome do poder: Velocidade Aprimorada
Descrição: A velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha e é uma habilidade que Daron desenvolveu após ser abençoado por Júpiter. Ele se tornou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 47
Nome do poder: Força Aprimorada
Descrição: Ao desenvolver seus genes de Júpiter, Daron também evoluiu a sua força. Agora, consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Poderes Ativos:

Nível 1
Nome do poder: Bolas de Energia
Descrição: O semideus consegue acumular sobre a ponta dos dedos, cinco esferas de energia pequena, e atira-las contra o inimigo como se fossem balas – só que mais rápidas – que ao baterem contra o corpo do inimigo, deixando a sensação de dormência no local atingido, e o membro ou parte do corpo formigando de uma forma irritante, o deixando mais lento, e atordoado durante um turno inteiro.
Gasto de Mp: 5 MP por esfera de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 7 HP por esfera que atingir o corpo, totalizando 35 HP
Extra: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Intimidação
Descrição: A prole de Zeus/Júpiter possui um olhar penetrante e, quando enfurecido, os olhos da prole tornam-se – aparentemente – elétricos avisando a inimigos que um golpe logo irá ocorrer. E, quando isso ocorre, o próximo golpe do semideus causa +10 de dano.
Gasto de Mp: -10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de dano.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 39
Nome do poder: Geração de eletricidade
Descrição: Após ser abençoado por Júpiter, Daron passou a dominar a eletricidade, podendo gerá-la e controlá-la. O legado é capaz de controlar, ainda que não facilmente, a energia que cria. Dessa forma, pode lançá-la como um ataque elemental de longo alcance, ou espalha-la ao seu redor de maneira defensiva, ou contra-ofensiva, a golpes alheios. Não serve para parar golpes físicos, mas pode impedir golpes elementais, ou causar dano a quem se aproximar dele.
Gasto de MP: 50 de MP para cada ativação da habilidade, seja ofensiva ou defensivamente
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 60, podendo dobrar caso a vítima esteja molhada ou com fissuras na pele
Extra: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Maestria em Voo
Descrição: Abençoado por Júpiter, Daron passou a dominar a arte de voar e usar isso ao seu favor. Ao concentrar sua energia, O neto de Júpiter é capaz de içar a metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido.
Gasto de Mp: 40 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 100 metros acima do solo.


Habilidades aprendidas:

Nome do poder: Controle melhorado
Descrição: É a habilidade que permite ao semideus ter certo controle sobre si mesmo. Isso faz com que ele seja capaz de diminuir as batidas de seu coração, respirar de uma maneira mais calma e não demonstrar tanto medo quanto deveria. Esse controle faz com que as reações naturais que temos quando estamos nervosos, ou com medo – seja transpirar mais aumentando os odores do corpo, fazer suas batidas ficarem mais rápidas, a voz tremula e a respiração rápida – sejam controladas com um pouco de calma, o tornando mais firme em relação a si mesma. Esse tipo de reação faz com que monstros identifiquem semideuses com mais facilidade, e ter controle sobre elas também o torna um ágil gatuno na hora de escapar, atacar ou pegar seus inimigos de surpresa.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +60% de controle sobre reações desencadeadas por nervosismo ou medo. O semideus também se torna mais silencioso, seus passos ficam mais controlados o que o impede de ser detectado diretamente por inimigos sem audição aguçada.
Dano: Nenhum
Extra: Os bônus e o controle dados por essa habilidade não garantem imunidade contra poderes desencadeados por fatores externos (como criação de medo e descontrole, e até mesmo a audição aguçada). O personagem ainda pode ser encontrado por outras maneiras ou ter descontrole do corpo por ativas relacionadas a habilidades de outros personagens.

Nome do poder: Perícia em Voo I
Descrição: Através de um treinamento especializado, o semideus se tornou capaz de lutar voando sem dificuldades. Penalidades sobre movimentação, peso e afins não mais o acometem. Além disso, ele recebe um buff de velocidade e destreza enquanto no ar para realizar seus ataques e esquivas. Voar muito alto (ou seja, atravessar as camadas da atmosfera) ainda resulta em efeitos negativos caso ele não tenha resistência a isto.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 35% em velocidade e destreza enquanto no ar (desde que tenha total controle sobre suas ações).
Dano: Nenhum.
Extra: Funciona em voos individuais (com asas ou algum outro tipo de magia como os ventos, por exemplo); podendo no máximo ter auxílio de vassouras mágicas, ou tênis alados e coisas do tipo. Montarias e meios de transportes voadores não usufruem desta habilidade.

Nome do poder: Ás da Espionagem
Descrição: O semideus é capaz de se disfarçar e se infiltrar em um local inimigo sem ser percebido, movendo-se com discrição pelo ambiente para que não seja notado e cumpra seus objetivos naquele local com poucas chances de ser descoberto.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +20% controle corporal, manipulação e raciocínio. O semideus tem 60% de chance de não ser notado no campo inimigo.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Gatuno Perfeito
Descrição: É a habilidade que permite ao semideus se camuflar e não fazer barulho, podendo assim não apenas conseguir informações mais facilmente como também criar armadilhas ou instalar armadilhas de uma maneira quase perfeita. Dessa forma o semideus aprende a controlar o ruído dos passos, tornando-se mais silencioso, também saberá encontrar esconderijos e descobrir o momento certo de atacar.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +20% de furtividade. +30% de chance de não provocar ruídos ao andar.
Dano: Nenhum

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade
Extra: + 10% em força

Nome: Pranayama
Descrição: Inspire; expire; respire; aspire; não pire. Com o aprendizado sobre a prática do Pranayama, o semideus sabe a forma mais proveitosa de respirar e beneficiar o corpo com a distribuição correta do oxigênio. Isso o ajuda a controlar a sua energia vital adequadamente, ajudando-o a encontrar o equilíbrio entre seu corpo e sua mente. Com isso, consegue manter-se tranquilo diante de situações adversas e isso melhora seu controle corporal durante atividades físicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% concentração, percepção e destreza corporal.
Dano: Nenhum
Extra: O semideus tem mais chances de manter o controle emocional diante de situações adversas.

Nome do poder: Inteligência Intrapessoal
Descrição: Quem possui a inteligência intrapessoal bem desenvolvida tem a capacidade de se conhecer e compreender a si mesmo, desde seus medos, fraquezas a capacidades. Dentre as sete, é a inteligência mais rara que alguém pode desenvolver, pois está ligada à capacidade de neutralização dos vícios, entendimento de seus limites, preocupações, estilo de vida, autocontrole e domínio das emoções. Com esta habilidade, o semideus é capaz de conhecer suas fraquezas e superá-las, através de autocontrole e concentração.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de inteligência; +20% de autocontrole e concentração.
Dano: Reduz em -10% os danos que visem afetar as emoções do semideus.

Nome: Pontos Críticos
Descrição: Ao participar da aula de combate corporal, o semideus aprendeu quais pontos do corpo humano provocam mais danos. Estes locais são chamados de diversas formas, como pontos críticos, pontos de pressão ou pontos de impacto. Ao aplicar um golpe nas áreas como: traqueia, queixo, têmpora, testículos, costela flutuante, diafragma, lateral do nariz, clavícula, parte interna da coxa e a parte interna da junta do cotovelo; o semideus poderá aumentar as chances de crítico e seu dano.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de acertar os pontos mencionados acima, graças ao treinamento; +40% de dano somados ao dano crítico.
Extra: Funciona principalmente em formas humanoides.

Universidade de Nova Roma:

1º Semestre
Nome do poder: Anatomia Humana e Semidivina
Descrição: Ao iniciar os estudos em Medicina, o estudante de Nova Roma aprende sobre a anatomia (humana e semidivina), passa a compreender os sistemas do corpo humano, como funcionam, o que pode impedir seu bom funcionamento e quais são as alternativas para tratá-los. No caso dos semideuses, aprendem como o DNA divino interfere na constituição do ser humano, doenças e enfermidades que são comuns aos semideuses e como tratá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Bônus: Nenhum

Itens:

Eagle Axe [Um machado com um aspecto que é bastante similar a uma ave de rapina, sendo suas asas o extremo afiado do machado. Seu cabo possui cerca de 40 cm e ele adapta-se nas mãos de seu usuário, modificando assim o seu peso | Efeito 1: Graças a mecanismos internos, o machado pode ser revestido em sua lâmina com eletricidade, sendo o cabo um isolador natural, evitando que o seu portador sofra com a ativação do elemento; Efeito de ligação: Retorna ao seu mestre depois de arremessa-lo | Ouro Imperial | Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

• Panic [Couraça de armadura que protege todo o peitoral, barriga, e costas do usuário (não acompanha outras peças de armadura). Possui espinhos longos nos ombros, e o desenho de um rosto em fúria no peitoral, além de um design bárbaro e acabamento bruto. | Ferro | Causa medo em qualquer semideus inimigo dentro de um raio de quinze metros, tornando-os hesitantes em combate. Dessa maneira, nenhum inimigo será capaz de atacar o usuário dessa armadura, a não ser que este seja atacado primeiro. Desse modo, a iniciativa do combate será sempre do portador | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comprado na loja ].







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Um Reino de Sonhos - Página 4 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Logan Schröwl Painne em Ter Abr 30, 2019 1:40 am


I'm gonna pop your bubblegum heart.
Liquor, liquor lips...

Algum tempo depois que todos os semideuses corajosos haviam se voluntariado, os filhos de Morfeu nos guiaram até a enfermaria. Lá havia oito camas, arrumadas com lençóis, travesseiros de penas, edredons e algumas até bichinhos de pelúcia, tudo para que caíssemos em sono profundo. Os oito semideuses, incluindo eu, logo deitaram-se cada um em uma cama e os filhos de Morfeu nos orientaram sobre o que aconteceria se não conseguíssemos voltar. Disseram exatamente para onde tínhamos que ir e o que procurávamos no reino dos sonhos. Quando encontrássemos o semideus que buscávamos, no meu caso, Blake, teríamos que fazer de tudo para acordar. Os filhos de Morfeu ajudariam com essa tarefa. Se não conseguíssemos acordar, seríamos simplesmente considerados mortos e vegetaríamos por toda a eternidade.

Era muita pressão, mas não havia a possibilidade de desistir em cima da hora. Um filho de Morfeu ruivo, com olheiras profundas, tocou a minha cabeça e me fez deitar confortavelmente. Como uma espécie de carícia, ele mexeu no meu cabelo e eu fui sentindo a minha pressão sanguínea abaixando, uma sensação de que algo apertava o meu crânio e que eu estava afundando no colchão. De repente, eu não conseguia mais respirar e imediatamente minha visão cessou, tudo estava preto. Pensei que algo havia dado errado e eu estava prestes a morrer e em total desespero tentava voltar a respirar, me debatendo na cama mas sem conseguir sentir nada ou ninguém ao meu redor.

Depois da mais profunda agonia, de repente senti uma lufada de ar entrar nos meus pulmões com tanta força que engasguei e comecei a tossir. Quando finalmente pude voltar ao estado de vida normal, percebi que eu estava simplesmente flutuando sozinho em um ambiente negro e infinito, era como se eu estivesse vendo o universo vazio ao meu redor, era a perfeita concepção filosófica de “nada” materializada em meu entorno. Não havia estrelas, planetas, deuses ou semideuses, mortais ou imortais. Absolutamente nada existia além de mim, flutuando no hiato entre o universo real e o irreal.

—Alô? — Eu gritei, e minha voz ecoou muitas vezes, que eu pude contar, eu ouvi perfeitamente a mesma fala em mais de vinte repetições até que elas fossem abaixando o tom até se extinguirem.

Então eu parei de flutuar e fui sendo empurrado para baixo. Atingi um substrato amorfo, um firmamento claro foi se formando acima de mim. O solo foi se tornando marrom, depois verde e aos poucos fui vendo o mundo sendo criado novamente. As construções se ergueram magicamente, as árvores e flores nascendo com velocidade excepcional, lagos, animais e tudo era formado em questão de segundos, até que finalmente, eu estava na enfermaria novamente, deitado ao lado do filho de Morfeu que havia me induzido ao sono.

—Eu acho que deu errado, eu fiquei preso em um lugar que não havia nada e depois… acordei aqui, eu acho. — Contei, me sentando na cama.

—Poxa, podemos tentar de novo. — Ele respondeu. — Você tem uma missão ainda, me dê a mão.

Eu estendi meu braço para que o rapaz segurasse minhas mãos e no momento em que nossas peles se tocaram, ele deu um grito de horror. Sua pele começou a se rasgar como se um gato estivesse o arranhando. Sangue escorreu de sua cabeça, e ele não parava de gritar. Assustado, soltei a mão dele e fiquei em pé em cima da cama, alerta. Eu não podia ser afetado pelo pânico, graças a Deimos, mas aquilo não deixava de me assustar.

—O que foi? — O filho de Morfeu perguntou, e quando o encarei, ele tinha a mesma feição de sempre, nenhuma cicatriz ou mancha de sangue. — Você não deixou eu completar o rito. Venha, dê a mão novamente.

Mais um toque, mais um grito de horror. O sofrimento em forma de um ruído estridente e gutural emitido pelo filho de Morfeu era ensurdecedor, e o sangue que pingava do seu corpo sujava as minhas mãos. Ele não parava de gritar e chorava lágrimas vermelhas. Seus olhos se esbugalharam, seus músculos atrofiaram e desincharam, ele perdeu gordura, sempre em um sofrimento agoniante. Não soltei as mãos dele, apesar de estar chorando de horror sem poder controlar meu próprio canal lacrimal, quanto mais alto ele gritava, mais alto eu chorava. Até que finalmente toda a carne dele se desfez em sangue e seu corpo agonizante soltou minhas mãos, se retorcendo no chão com espasmos involuntários.

Fiquei esperando que ele voltasse ao normal, mas ele ficou naquele estado letárgico. Imediatamente senti a culpa de ter matado uma pessoa inocente. Um dos semideuses que estava deitado na cama se levantou e puxou um chicote, eu estranhamente não me lembrava de ele ter estado entre os selecionados para a missão. A arma nas mãos dele cortou o ar e acertou o meu rosto em um tapa ardente. Por algum motivo, meus movimentos ficaram bloqueados e eu não pude revidar mesmo quando uma segunda chibatada acertou a minha face.

—Você mata inocentes! — O semideus acusou, agora acertando uma chicotada no meu pescoço e tornando a deitar-se na cama.

Olhei ao redor da enfermaria, ninguém parecia se importar comigo ou com o semideus que eu havia acabado de matar. Haviam os oito filhos de Morfeu, os oito semideuses selecionados, alguns curandeiros e curiosos pelo local. Eles estavam alheios a tudo o que acontecia, seus olhares eram vazios e era como se eles não estivessem realmente presente ali, como se fizessem parte de um… pesadelo.

É isso! Imediatamente notei que eu estava em um sonho, era o sonho de Blake, com certeza. Era um pesadelo. Eu devia encontrar o chalé de Hades, acordá-lo e sairíamos sãos e salvos do mundo de Morfeu. Abri a porta da enfermaria e saí caminhando pelo chalé. Por onde eu pisava, a grama secava e chegava a pegar fogo. As árvores exalavam um odor sulfúrico e perdiam rapidamente suas folhas. Tudo ao meu redor simplesmente morria e apodrecia. Algumas aves que circundavam os céus caíram no chão e agonizavam. Tentei pegar uma delas na mão, mas ela piava de modo tão sofrido que eu imediatamente tinha o impulso de chorar. Como um lobisomem e servo de Deimos, eu não costumava reagir dessa forma a assassinatos, mas no pesadelo, eu reagia. Isso era facilmente explicável: eu era o protagonista do sonho, aquele tipo de coisa não acontecia comigo, mas sim com quem era o autor daquela realidade, no caso, Blake.

Enquanto caminhava até o chalé de Hades e via tudo morrendo, parei para pensar que aquilo não fazia o menor sentido. O garoto era um ceifador, ele tinha certo prazer em ver as coisas morrendo. Sendo assim, eu devia sentir a mesma sensação de satisfação e não o profundo desespero e culpa por cada ser vivo agonizante em minhas mãos. Estava começando a desconfiar que as coisas não seriam tão fáceis quanto inicialmente pensei que seriam.

Ao entrar no chalé de Hades, vi Blake em pé, tomando uma xícara de algum líquido. Ele estava completamente despreocupado.

—O que é isso? Você preso aqui pra sempre tomando… café? — Indaguei, indignado.

—Não é café, meu amigo. É sangue. — Ele respondeu, indiferente.

—Sangue? Sangue de quem, do que? — Questionei.

—Dos inocentes que você mata todos os dias. Todos os dias. Todos os dias. Todos os dias.

Ele começou a repetir a última frase incessantemente como um mantra, até que eu me irritei e virei a xícara de sangue em cima dele. Ao tocar o seu rosto, o mesmo grito de horror que o Blake verdadeiro teria dado foi emitido pelo filho de Hades. A minha raiva não deixou que eu o soltasse, mas a amizade que eu tinha pelo semideus acabou vencendo a batalha e eu parei de torturá-lo com meu toque amaldiçoado antes que ele morresse e tal qual o filho de Morfeu, ele se restaurou.

—Não tem coragem? Achei que fosse a sua especialidade.

—Cale a boca, Blake. Que merda de sonho é esse? Você sente culpa em matar pessoas? Porque você é um ceifador? — Comecei a perguntar, em desespero total.

—Não é meu sonho. — Ele respondeu. — É o seu. Agora venha seu covarde!

Blake sacou a foice que ele tinha e a lançou em minha direção. Sem poder desviar, a arma atingiu diretamente o meu pescoço. Senti a dor de um corte profundo e o cenário ficando de ponta cabeça. Comecei a me engasgar com sangue que escorria do meu pescoço. Olhei ao redor e vi apenas o meu corpo sem cabeça caindo no chão e jorrando sangue. De alguma forma, ainda estávamos conectados. Consegui mover o corpo para cima de Blake e ouvir seus gritos de dor e agonia. Quando eles finalmente cessaram, eu pude fechar os olhos e acordar novamente na enfermaria, com minha cabeça no pescoço como se nada tivesse acontecido. No entanto, os fatos não foram anulados, o filho de Morfeu continuava agonizando no chão e provavelmente Blake também.

—Hey! O que você está fazendo aqui, seu assassino? Pensa que não sabemos o que você fez com aquele pobre semideus? — Puermina, a mais jovem dentre os semideuses selecionados, acusou, levantando-se e sentando-se na cama.

—Foi um acidente! — Eu tentei bradar e me defender. — Essa merda toda é um pesadelo de alguém e eu não sei o que fazer.

—Que desculpa mais esfarrapada. Se isso fosse verdade, eu morreria lentam…

Imediatamente, os cabelos de Puermina começaram a cair. Seu rosto foi ficando cadavérico e ela regurgitava vômito e sangue. O cheiro da enfermaria fez todos tamparem os narizes, pois era putrefato. Os olhos da semideusa afundaram e no lugar deles, escorria sangue espesso como petróleo. Ela sofria e jamais morria, ficava em profunda agonia. Aquilo fazia o meu coração disparar. Todos naquele sonho iriam morrer indefinidamente de maneira trágica e lenta.

—O que você está fazendo seu filho de uma…? — Uma filha de Morfeu perguntou, encarando-me como um culpado. — Puermina estava certa! Você é um assassino!

Então ela cuspiu no meu rosto. A saliva dela era ácida e queimava a minha pele, fazendo com que eu gritasse de dor. Podia sentir o líquido penetrando os meus ossos. Tentei fechar os olhos, mas por mais que eu pressionasse as minhas pálpebras, não era incapaz de parar de enxergar o ambiente e todos me encarando, exceto por um enfermeiro, estático, apático e completamente indiferente ao fundo da sala. Aquilo chamou a minha atenção, mas eu não achei que fosse uma informação importante em meio ao caos que aquele pesadelo estava se tornando.

Sentindo falta de ar, saí correndo da enfermaria novamente, aos tropeços por cima do corpo do filho de Morfeu. Voltei para o chalé de Hades, onde encontrei uma cena diferente da anterior. Daniel estava lá dentro, agarrado junto ao corpo do namorado. Ele se movia de uma maneira estranha e parecia estar chorando agarrado ao peito do cadáver, mas quando tentei falar algo, notei que as coisas eram piores do que eu pensava.

—Hã… Daniel? O que está fazendo com Blake? — Perguntei. Nada tinha lógica naquele pesadelo, então era uma pergunta pertinente. — Ele está morto.

—Apenas uma refeição. — Daniel respondeu, mas a voz dele não era a original, o que indicava que o autor daquele sonho não conhecia o filho de Perséfone. — Aceita carne das suas vítimas?

Então Daniel se ergueu. Seus olhos eram vermelhos como sangue, sua pele branca e sua boca escorria sangue e pedaços da carne de Blake. Ele abriu os lábios e deixou escapar uma baba espessa e tão vermelha que parecia negra. Mostrou os dentes podres e esverdeados cobertos com sangue e as mãos com unhas afiadas como as de uma águia. Aquilo me assustou tanto que tive um impulso de correr para trás. Estar no sonho alheio estava alterando a minha personalidade e enfraquecendo os meus poderes.

—Pare, ordeno que você morra!

—Você já me matou, Vandamch. — Ele respondeu. — Você já me matou, Vanoush.

Então eu entendi que ele estava tentando dizer o nome do autor, mas no desafio de Morfeu, eu não saberia tão fácil assim em que sonho eu estava preso. Antes que eu pudesse tentar unir as peças, Daniel saltou sobre mim e cravou as unhas no meu pescoço outrora degolado. Sentindo o ardor e o sangue escorrendo, dei meu último grito de horror, antes de acordar na enfermaria novamente, agora pela terceira vez. Dessa vez, todos os presentes tinham olhos vermelhos como os de Daniel.

—Não consegue segurar seus instintos, psicopata de merda! — Sofya, a filha de Éolo, acusou, levantando de sua cama. — Você merece a tortura eterna.

Sofya então começou a puxar o ar dos meus pulmões com algum tipo de poder. Sem respirar, eu sentia o conteúdo estomacal vindo até minha garganta. Nauseado, eu acabei vomitando sangue em cima de mim mesmo. Tinha um cheiro horrível que só fazia a sensação piorar. O enfermeiro ao canto continuava apático.

Saquei as minhas garras e acertei a barriga de Sofya. Ela sangrou por muito tempo antes de cair no chão. Alguns enfermeiros correram para socorrê-la, enquanto os outros me encaravam e bradavam mensagens de ódio que eu não conseguia entender, mas de alguma forma me ofendiam a ponto de me fazer chorar.

Tentei tampar os ouvidos, mas só conseguia aumentar o volume dos xingamentos. Tudo parecia perdido, até eu encarar mais uma vez o enfermeiro apático. Comecei a analisar tudo o que havia acontecido até ali. O meu maior terror no sonho era ser culpado pela morte de pessoas inocentes e julgado e condenado por isso, mas se Blake era um ceifador, aquele com certeza não era o sonho dele… de modo que o maior pesadelo daquela pessoa era matar alguém. Quem no mundo jamais mataria alguém?
Exatamente.
Quem foi feito para salvar vidas.

Imediatamente levantei da cama e avancei na direção do enfermeiro. Ainda com as minhas garras a mostra, acertei dois tapas na cara dele. Tentei agredi-lo, fazer de tudo para que ele acordasse, mas eu não entendia bem como as coisas funcionavam. Percebi que o meu toque de morte não funcionava nele, o que significava que ele era uma peça solta, não fazia parte do cenário, era algo que Morfeu bagunçou. Pensei em qual era a melhor forma de acordar uma pessoa em um pesadelo, como eu faria aquilo se fosse eu tendo um sonho ruim e lúcido.
Então eu tive uma ideia perfeita. Se não funcionasse, nada mais funcionaria.

Sabe quando o sonho parece estar normal, mas você de repente cai de um lugar muito alto e quando atinge o chão, acorda na realidade? Bem, esse era o meu plano, em suma.
O semideus era relativamente leve, e ainda assim, nos sonhos a massa das coisas é diferente. Consegui carregá-lo como uma criança, o que provavelmente enciumaria bastante o meu namorado. Saindo da enfermaria, procurei pelo chalé de Perséfone. Entrei na minha própria casa e dei graças aos deuses por não me encontrar lá. Subi ao dormitório, entrei em um quarto vazio e parei em frente a uma janela.

—Espero que não morramos, camarada. — Foram minhas palavras finais.

Então, segurando o curandeiro pelas mãos, me joguei pela janela.

. . .  . . .  . . .

O tempo que eu passei espatifado no chão pareceu anos. Era como se a gravidade fosse tão forte que exercia uma pressão capaz de me imobilizar. Eu podia respirar normalmente, no entanto, o que para mim foi um alívio. Não sentia dor ou qualquer tipo de sensação física, apenas sabia que estava deitado de cara na grama do acampamento. No mundo dos sonhos provavelmente não havia contagem de tempo, mas no meu cérebro havia e foi um tempo torturante.

Quando finalmente a pressão sobre mim acabou e eu consegui abrir os olhos, estava de noite. Um coelho começou a rodear o meu corpo como se eu fosse uma presa. Tentei levantar, mas ele rosnou e exibiu dentes afiados como os de um leão.

—Mas que porra… — Eu tentei perguntar, mas o coelho soltou um rugido ensurdecedor.

Então olhei ao redor, eu estava em Dallas, provavelmente. Não conhecia os Estados Unidos, na verdade nem mesmo o Canadá, minha terra-natal, no entanto estava me guiando pelo estereótipo das descrições e imagens que já vi e ouvi sobre aquela que era uma das maiores cidades do estado. Era literalmente a mesma imagem dos cartões-postais. Era noite e as luzes todas da cidade estavam acesas, brilhando, cintilando e piscando como se quisessem competir com Las Vegas. Definitivamente aquele não era um sonho que Blake teria, e mais uma vez eu teria que encontrar o sonhador.

Fiquei em pé, encarando o coelho. Eu estava mais alto do que o comum de modo que quando eu fiquei em pé, pude facilmente esmagar a criatura com o meu pé. Continuei seguindo em frente em direção à cidade iluminada. Eu tinha o tamanho das árvores do parque onde eu me encontrava e sentia que se eu as tocasse, elas iriam cair. Um mendigo tão alto quanto eu surgiu literalmente do além bem em frente a mim, carregando duas garrafas de aguardente.

—Ei, seu mané, vamos para o bar de Malvinas! — Ele me chamou, e em seguida atirou uma das garrafas contra mim. O golpe me fez desmaiar, embora eu não sentisse dor alguma.

Quando despertei depois de alguns segundos, estava deitado na mesa de uma espécie de restaurante. Eu estava vestido apenas com uma cueca surrada e cheia de furos e sobre meu tronco, havia comida, muita comida. Em meu peitoral, carne de frango frita, sobre o esterno, alface e aipo e ao longo do meu abdômen, algum tipo de mistura de pimenta com molhos. As pessoas ao meu redor tinham todas feições arrogantes, prepotentes e esnobes. Eram homens de terno e mulheres de vestidos caros e brincos de diamante. Eles se serviam da comida disposta sobre mim como se aquilo fosse normal.

Cada vez que um deles dava uma garfada, eu sentia as pontas do talher arderem minha pele como metal incandescente. Algumas eram mais fortes que outras, e me faziam gritar. Cada vez que eu soltava algum murmúrio ou som que expressasse o quanto eu estava sofrendo, uma onda de risadas sacudia a mesa. Finalmente a refeição acabou magicamente. Pensei que o sonho me levaria a outro lugar, mas na verdade tudo piorou.

As pessoas ricas começaram simplesmente a cortar meu corpo com as facas de cozinha. Meus ossos eram moles e macios como carne de cordeiro. Eles arrancaram cada dedo do meu pé, depois meu tornozelo, dilaceravam a panturrilha, as coxas, até minhas partes íntimas. Interessantemente, eu não sentia dor física, mas sim dor emocional por estar sendo devorado por aquelas pessoas. Quando finalmente só restava a minha cabeça, um deles a pegou e jogou para fora do restaurante.

Vi todo o caminho percorrido pelo meu membro decepado até a calçada, onde os pedestres começaram a me chutar. Não sentia mais o meu corpo, mas cada pisão e cada chute me fazia sentir mais dor. Finalmente, depois de quase ser esmagado, um homem de meia-idade, louro e de olhos muito azuis me pegou em suas mãos. Minha visão estava embaçada e eu sentia tudo ao meu redor girar violentamente.

—Você por aqui de novo? Eu tenho uma nova proposta pra você.

—Eu sou só uma cabeça. — Respondi, com uma voz fraca.

—Tem tudo o que eu preciso.

O homem então, sorrindo maquiavelicamente, abriu o zíper de sua calça e a puxou para a frente. Ele me colocou ali dentro, mas graças aos deuses não senti nada, apenas me vi caindo em um abismo escuro e frio. As peças do meu corpo foram se juntando a medida que eu caía, até eu atingir novamente o chão da mesma praça, o mesmo gramado em que eu havia começado a minha jornada. Agora haviam várias fogueiras ao meu redor e um monte de mendigos assavam coelhos como os do início desse sonho.

Todos tinham feições parecidas, eram velhos, bêbados, magros e vestiam trapos. Giravam as carnes sobre o fogo sem se preocupar com o tempo seguinte. Um deles era diferente. Era um garoto da minha idade, magro e parecia esfomeado. Ao contrário dos outros, ele era muito bonito. Tinha uma expressão de profundo sofrimento, que despertava compaixão em mim, um sentimento que há muito eu não sentia, desde que me liguei oficialmente a Deimos. Tentei me aproximar do rapaz, mas ele não esboçou nenhuma reação.

—Olá? Qual seu nome? — Perguntei

Ele não respondeu. Estava apático, como o enfermeiro do último pesadelo.
Foi então que tudo fez sentido.

Aquele sonho, embora fosse insano, tinha em suas entrelinhas uma série de mensagens subliminares. Até ver o parque cheio de mendigos, eu não tinha notado que tipo de pessoa eu era, ou melhor, o autor do sonho era. Sendo empurrado para os bares e ao alcoolismo, sendo humilhado pelos ricos e sexualmente abusado, eu era uma das maiores vítimas da sociedade americana: eu era um morador de rua. Especificamente aquele morador de rua, que se destacava dentre os demais.

—Ei, eu queria muito acabar com o seu sofrimento na vida real. Mas vou acabar com esse sonho. — Eu disse, não sabia se ele podia me ouvir, mas esperava que sim. — Um dia nos encontraremos e farei justiça por você.

Dito isto, agarrei o rapaz pelos cabelos desgrenhados e o coloquei em pé. Posicionei-o frente a uma fogueira e chutei as costas dele. Ele caiu com a cara no fogo e ao mesmo tempo eu também me atirei sobre as labaredas. Imediatamente vi as chamas se alastrarem por todo o parque, queimando os mendigos, a cidade e a mim mesmo em questão de segundos. Então novamente, antes que eu pudesse reagir, eu estava em um novo ambiente.

. . .  . . .  . . .

—Meu amor, você está aí!
— Uma voz feminina exclamou assim que o novo cenário se formou. — Estou te procurando há muito tempo.

Eu estava em frente a uma casa grande e muito bem-conservada, em uma rua cheia de pessoas que pareciam estar em seus melhores dias. Os carros eram silenciosos e o ar parecia ter cheiro de um perfume masculino inebriante. Todas as pessoas andando na rua eram muito bonitas e bem-vestidas. Não tive tempo de absorver mais detalhes, pois um abraço e um beijo de uma garota loura que parecia recém-saída de uma capa de revista me desconcertaram completamente.

—Hoje é sábado, e você prometeu que ensinaria Benjamin a jogar basquete! Ele está te esperando!

A garota sorriu e novamente me abraçou e deixou alguns beijos no meu pescoço. Ela encarava os meus olhos, mas eu sentia suas pupilas vazias. Me sentia completamente perdido naquele sonho, como se estivesse com uma parte faltando. A garota tocou as minhas mãos e entrelaçou os nossos dedos, me levando para dentro da casa.

—Ah… — Ela se virou, antes de entrarmos pelo portão. — Hoje meus pais não estão em casa. Então a noite se prepare para o que você mais quer no mundo…

Com uma expressão sedutora, ela levou minhas mãos aos seus seios. Eu realmente não tinha como reagir e apenas me mantive indiferente. No entanto, ninguém ali parecia estar realmente interagindo comigo ou se importando com as minhas reações. Era como se cada pessoa ali presente fosse programada para tomar determinadas ações independentemente das circunstâncias, como se fossem atores presos em um papel infinito.

Dentro da casa, uma criança de uns dez anos me esperava com uma bola de basquete cheia de autógrafos. Ela jogou a bola para mim e por reflexo eu a peguei. Eu não sou bom com esse esporte, apenas em vôlei e futebol. Detesto basquete, baseball e qualquer coisa típica dos Estados Unidos. De toda forma, a criança também não parecia ligar para a minha total desanimação.

—Ei, me mostre como você fez aquela enterrada no último jogo.

—Eu não sei jogar basquete. — Eu respondi. Não sabia o quanto alterar o personagem principal iria afetar no mundo dos sonhos, mas a julgar pelo fato da minha resposta ter sido totalmente ignorada, creio que eu poderia fazer o que quisesse.

—Vamos lá, amor! — A garota loura comemorava, torcendo por mim.

Eu só quiquei a bola no chão e saí correndo em direção a cesta de basquete que ficava no quintal da casa. Dei um salto e com um tiro certeiro, enterrei a bola na cesta, ouvindo gritinhos de comemoração da minha namorada e do pequeno garoto. Ele veio correndo e me abraçou.

—Você é o melhor! — Ele elogiou, apertando-me pela cintura.

—O melhor em tudo — A garota loura sussurrou ao pé do meu ouvido, perto da minha nuca.

Que inferno de sonho era aquele? Eu preferia voltar para o pesadelo em que todo mundo morria. Parecia que agora eu estava preso em uma mistura cancerígena de High School Musical e American Pie. Eu não ia durar muito tempo ali, e se eu ficasse preso naquele sonho, seria uma tortura eterna.

—Meninos, venham almoçar! — Um rapaz surgiu na porta da casa, nos convidando a refeição.

Quando entrei na residência, haviam medalhas e troféus expostos na parede. Todos eles tinham um nome gravado: Blake Wicker. Um calafrio percorreu a minha espinha ao notar que aquele podia ser o sonho do filho de Hades. Aquela merda de ensino médio pornográfico americano era o sonho de Blake Wicker. Não podia ser.

—Puta merda… — Eu murmurei para mim mesmo. — Eu já venho. — Falei para os demais personagens do sonho, mas fui totalmente ignorado.

Subi as escadas da sala de estar e entrei no primeiro dormitório que encontrei. Não havia nada nele, assim como no segundo. Apenas no terceiro e último quarto da casa eu vi o corpo inerte de Blake dormindo na cama, como um morto. É claro que não pensei duas vezes antes de tentar jogar eu e ele do segundo andar da casa, mas as coisas não seriam tão fáceis assim. Logo que entrei no quarto, Benjamin, a modelo de praia e o homem que fez o almoço surgiram com feições completamente diferentes, eram malignos.

—Sabe quanto trabalho tivemos para prendê-lo aqui? Morfeu se orgulha de nós. Tantas pessoas escaparam! — O homem bradou. — Mas nós três somos os mais competentes e leais servos.

—Espera, então aquelas pessoas aleatórias que aparecem nos sonhos e que nós não conhecemos são tipo… servos de Morfeu? — Eu perguntei, tendo uma epifania. — Que bosta. — Concluí.

—Isso é uma missão de resgate, por acaso, ou você veio aqui só pra ofender? — A garota questionou, e mesmo a sua voz era diferente. — Seria ótimo poder torturar vocês dois juntos.

—Acho que hoje não. — Eu respondi, e na maior velocidade que pude, saquei as garras, estocando-as no pescoço da menina. — É uma missão de resgate, só pra você saber.

Cuspindo sangue, a garota foi ao chão, enquanto os outros dois tentaram avançar para cima de mim. Sob os domínios de Morfeu, meus poderes eram inúteis, mas eu ainda tinha habilidades físicas. Desviei do ataque deles, deixando que eles se chocassem um contra o outro. Abalados com a surpresa, tive a chance de lançar a criança pela janela do quarto, tentando quebrar seus ossos fantasmagóricos. Assim que vi ela voando fenestras abaixo, um soco na nuca fez eu perder o equilíbrio.

O homem tentava esmagar meu crânio com as mãos, mas consegui chutar as bolas dele e sair de seu domínio. Usando as garras, eu o decepei, eliminando o terceiro inimigo. Ofegante, eu fiquei em pé e toquei no corpo de Blake, mas não pude fazer nada, pois fui interrompido por um forte baque na minha coluna. Olhei para trás e vi a garota loura segurando um porrete.

—Você não é muito inteligente, não é? — Ela perguntou. — Tentar matar alguém em um sonho?

—Não, não sou. — Eu respondi, me recompondo do golpe. — Mas minha força compensa.

Dito isto, acertei um chute no estômago dela, a derrubando no chão, arrastando-a para o fundo do quarto. A esfaqueei várias vezes com a garra, de modo que ela levaria certo tempo para ressuscitar. Logo o homem estava em pé de novo. Fechei as garras da mão esquerda e lancei o porrete contra o rosto dele como um projétil. Ele se abaixou para desviar e a arma acabou acertando Blake no braço. Imediatamente senti a dor dele em mim, e acabei deixando um gemido de sofrimento escapar, infelizmente o homem entendeu o que estava havendo.

Avancei contra ele, mas ele simplesmente torceu o braço de Blake, fazendo com que eu gritasse de dor. O frenesi daquela batalha, no entanto, permitiu que eu pulasse para cima do homem e o cegasse com as garras da mão direita. Ativei também as da mão esquerda e usei o que restou de força para matá-lo pela segunda vez. O garotinho ainda não havia voltado, mas com certeza estava perto.

Com dor, peguei Blake no colo e o levei para a janela. Empurrei o seu corpo e quando fui me jogar também para acordarmos ao mesmo tempo e assim não ficarmos presos, senti alguém agarrar a minha perna. Por reflexo, segurei o corpo em queda do filho de Hades e ficamos como uma corrente saindo da janela. A garota havia ressuscitado e ia impedir que eu escapasse dali.

—Um dos dois vai ficar. — Ela acusou.

—Vamos ver quem tem mais força.

Comecei a me debater. Não importava como eu caísse, cairia com Blake e acordaríamos. Mexi as minhas pernas e sentia a garota enfraquecida por já ter morrido duas vezes. Comecei então a fazer força pra baixo e agitar o corpo de Blake, para ficarmos mais pesados. Quando eu já estava a ponto de desistir, o homem cozinheiro levantou, confuso.

—Edward, me ajude! — A garota gritou.

Sem entender bem o que estava havendo, ele simplesmente acertou um golpe no meu tornozelo, ferindo também a garota. Ela abriu as mãos e eu comecei a escorregar pelo peitoril.

Dois corpos em direção ao chão.
Cair em um sonho era infalível para fazer acordar.
Mamãe, tenha piedade de mim nessa hora.

Arsenal:
• Garras Lupinas [Um par de garras que se encaixam nas mãos dos Lycans perfeitamente. Inicialmente são como luvas que exibem parte dos dedos, mas que ao ser ativado expele três lâminas de 20cm feitas de ferro estígio. | Efeito de mecânico: podem ser usadas como luvas normalmente. | Efeito 1: Adapta-se as mudanças do corpo do lycan, porém quando em estado de transformação, as luvas assumem a característica de proteção, envolvendo as patas dianteiras com o metal. As garras dos lupinos são suas próprias armas. | Efeito 2: Quando as garras atingem o inimigo, provocam uma sensação de terror que irá durar por 2 turnos. Funciona apenas uma vez no mesmo oponente | Ferro estígio e couro | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Lycans de Deimos/Terror]


Logan Schröwl Painne

Your sexiest lover, your best friend, your worst enemy.

Logan Schröwl Painne
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Filhos de Perséfone
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Idade : 21
Localização : Cracolândia.

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