The Blood of Olympus
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Um Reino de Sonhos

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Um Reino de Sonhos - Página 3 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Adélia Harcourt em Seg Abr 15, 2019 6:03 pm


Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver
Meu sono estava tranquilo até que recebi um telefonema que me fez despertar para o mundo. Primeiramente me vi em algum lugar esquisito que eu precisei piscar algumas vezes para conseguir enxergar. Era um letreiro de boate que havia ao lado da janela. Descobri que me encontrava em um quarto de alguma pensãozinha ou de algum apartamento velho que era muito sujo e que havia um quadro negro com nomes de pessoas escrito e em alguns, um risco feito com o mesmo giz. Me coloquei de pé e vi meu corpo usando uma roupa feita com uma imitação de couro barata e um salto alto.

Atendi o telefone e a voz do outro lado não disse mais do que um número: — Dezessete! - Um sorriso brotou em meus lábios, como se eu não conseguisse controlar minhas emoções e meu corpo. Olhei para o quadro e o nome presente ao lado do número proferido pela mulher era o de Shin Tae Hoon, meu ex-namorado, por quem fui apaixonada e hoje mantinha um carinho.

Caminhei até o quadro e tentei pegar o apagador, mas eu não comandava meus movimentos, era como se eu estivesse possuída e alguém comandasse meu corpo por bel prazer. Eu tentava falar, mas o ser não me ouvia, mas eu podia ouvir, sentir e ver tudo o que acontecia.

Sentei na cama e dei uma gargalha, ou melhor, quem comandava meu corpo ria como louca. — No que você se tornou, Adélia. - Proferi sem ser meu desejo. Voltei a rir como uma maluca. — Uma assassina de aluguel que mata qualquer um que a voz de um telefone informa.

Spoiler:
Fiz essa breve introdução para que o leitor entenda o que está acontecendo. Adélia acordou em uma outra realidade que ela não controla o corpo nem consegue fazer nada, apenas observar. O corpo não foi possuído e quem controla o corpo é ela mesma, só que numa realidade totalmente diferente da dela, assim como a personalidade, sendo fria e extremamente maléfica.

A partir daqui será uma narração em terceira pessoa, assim não fica confuso.

A ruiva buscou em uma gaveta uma pistola enegrecida e pegou um pente cheio de balas. Pôs os itens numa pequena bolsa e colocou esta em um de seus braços. Catou um cigarro e colocou nos lábios enquanto acendia a ponta do cilindro e tragava uma quantidade grande de nicotina. Parecendo uma prostituta, a garota saiu pela porta e desceu uma escadaria estreita sem uma luz descente, como se aquele lugar fosse um bordel. Por fim ela chegou ao térreo. A porta dava acesso a um beco escuro e com cheiro de esgoto, um lugar perfeito para esconder uma criatura que deixara de viver há tempos.

Adélia caminhou entre as ruelas da cidade e, com a sua audácia e esperteza, conseguiu roubar um carro, viajando para o acampamento meio-sangue na calada da noite. A música que soava no carro era Night of the Hunter, muito sugestiva para a ocasião. O dia amanheceu e a garota, enfim, chegou ao seu destino mesmo depois de ter rodado tanto com o carro. Entrou com ele para dentro da floresta em um ponto que era permitida a estrada de carros. Quando o trecho chegou a fim, a moça deixou o carro e pegou apenas sua bolsa, depois caminhou em direção da mata cerrada, onde ela foi tocando às árvores para descobrir o caminho por onde semideuses já haviam passado há horas, dias, meses ou anos.

Com os olhos cobertos por um sentimento indecifrável, a semideusa encontrou as barreiras mágicas do acampamento, adentrando neste sem problema algum. Parece que ela ainda não havia se tornado um monstro.

O acampamento acordava e ela estava ali para levar um amigo para passear e ele se encontrava no chalé de Quione, local para onde ela seguiu.

Toc, toc.

O par de batidas ecoou pelo chalé e quem ela mais desejava apareceu. — Shin!? - Disse antes de se botar no garoto magricela em um abraço, como se ela estivesse com muita saudade. — Addy... - Disse o garoto. — Você está tão linda nessa roupa. - Adélia não ficou vermelha, muito menos nervosa, apenas continuou seu plano. — Se arruma, quero te levar num lugar fora daqui. - A voz dela era alegre, mas por dentro ela não demonstrava aquilo. O asiático colocou uma calça de moletom, uma camiseta do anime Pokémon com um Articuno pintado em dois ou três tons de azul e saiu.

Todos haviam visto o garoto acompanhando a ruiva e ela já sabia que seria a última vez que poderia estar pisando ali no acampamento, pois depois daquele dia, ela seria procurada, principalmente quando descobrissem que fora ela a maldita da história.

Chegaram ao carro e ele se pôs no banco do carona. A semideusa sentou no banco do motorista e virou-se para o rapaz, dando um beijo longo e sedutor no mesmo. — Para onde vamos? - Indagou ele e a sua resposta foi uma questão. Ele gostou, adorava desafios. Délia deu a partida e logo saiu da estrada de chão, voltando para a autoestrada.

A viagem foi longa e a Adélia presa na mente continuava visualizando tudo. Tentou gritar diversas vezes para que o herói fugisse, mas ele não ouvia, apenas estava feliz por estar ao lado de uma amiga que há meses não via.

Por fim chegaram em Las Vegas, local onde a menina executaria seus planos. Desceram do carro e a garota levou a mão na cintura do rapaz, onde apertou e piscou com apenas um olho e sorriu com uma safadeza no olhar. — Onde vamos? - Perguntou o asiático, mas ela apenas riu e pegou em sua mão, levando-o por entre algumas ruelas até encontrar uma boate um tanto afastada. — Não podemos entrar, Adélia... - Ele tentou completar, mas ela beijou-lhe antes do final da frase.

Entraram no local, mas ela não deixou que ele fosse à pista de dança, levando-o até uma das áreas reservadas que o local possuía. Jogou ele para dentro de um quarto que havia um segurança na porta e logo se pôs para dentro. — Signati! - Disse ela antes da porta se fechar e fazer um som de fechadura trancando. Shin olhou para os lados e percebeu a grande roubada que estava metido, mas não deu tempo dele reagir, pois foi atingido por uma coronhada muito próximo de sua têmpora direita. — Obvolvere. - Sussurrou Adélia, abafando som do quarto para que ninguém fora dele ouvisse o que aconteceria ali.

A ruiva pegou, de dentro da bolsa, um revólver e checou sua munição. Apontou para a cabeça do garoto e sorriu. — Mais dez mil na minha conta! - Disse logo depois que apertou o gatilho e espalhou o cérebro do coreano por todo o quarto.

A Adélia que observava tentou gritar e até chorou, mas aquilo não podia ser mudado, pois seu ex-namorado estava morto bem diante de seus olhos. O pior é que nem teve, ao menos, a chance de salvá-lo. Uma dor atingiu o peito da ruiva, algo que ela não conseguia controlar e que não era carnal. Um sentimento não palpável que ela ainda sentia por ele a fez chorar novamente, mas tudo internamente, pois a Adélia que matara o garoto ria como uma maluca. Riu até que apagou, como se um mal súbito houvesse lhe acertado a cabeça. As duas "personalidades" haviam desmaiado.

Uma luz branca incomodou os olhos da menina que há pouco havia chorado. Abriu os olhos lentamente e deu de cara com um homem que trajava um jaleco branco e sorria ao vê-la acordar. Os cabelos grisalhos davam um charme maior ao coroa bonitão, mas a curandeira não conseguia enxergá-lo como homem e sim como um pai. — Senhor... Eu  morri? - Ela perguntou à Asclépio. Os olhos calmos e simpáticos do deus da medicina pareceram sorrir. — Não, minha querida, você está sonhando. - Ela respirou fundo e lembrou-se de semideus morto. — E o Shin? - Seus lábios estavam trêmulos, mas conseguiram proferir uma segunda pergunta. Ela estava quase chorando novamente. — Ele, a essa hora, ainda deve estar dormindo no chalé de Quione, no acampamento. - Ela conseguiu se tranquilizar.

— Adélia, eu sei que todos dizem que não demos nos arrepender do que fizemos e sim do que não fizemos, mas, hoje, eu mudo esse ditado exclusivamente para você. Festeje pelo que você não fez, pois a morte não daqueles que te fizeram mal não te fariam melhorar, muito menos te devolveria a inocência. - Asclépio era calmo e parecia acolher a curandeira em sua calmaria. — Tente não viver no passado, criança, almeje o futuro e esqueça os arrependimentos, principalmente quando eles envolvem a morte de alguém. Eu lhe dei um dom de curar os seres vivos, então não faça o oposto, pois o retorno sempre vem e matar só te torna mais imortal... - ele deu uma breve pausa — mas nos Campos de Asfódelos, ou pior, no Tártaro.

A voz do patrono de seu grupo atingiu-lhe os ouvidos com tamanha potência que a fez abrir os olhos de supetão, enxergando Dasha e Charlotte preparadas para executarem algo que não lhe agradaria. — Ajusta o desfibrilador, Dasha! - Disse Charlie com o aparelho em mãos. A filha de Nyx correu para preparar o aparelho enquanto Charlotte colocava o gel para, logo, acertar o peito magricela da ruiva.

— PAREM! - Gritou com tal força, que ela mesma ouviu ecoar mais de uma vez no local. Elas riram e Adélia percebeu que tudo estava desligado, ficando com as bochechar vermelhas em seguida. Ela havia dormido na enfermaria novamente e, aproveitando a situação, Dasha e Charlotte lhe pregaram uma peça, que ela precisaria retribuir algum dia. Não conseguiu aguentar e acabou rindo junto. Dizem que é ótimo rir no início do dia, torna ele muito mais feliz.

De uma coisa eu estava certa:

Se arrependimento matasse.
Eu precisaria de outra vida,
pois estava arrependida
de me arrepender.

Feitiços utilizados:
Feitiço: Signati
Descrição: Usado para lacrar/trancar quaisquer fechaduras ou portas.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Feitiço: Obvolvere
Descrição: Usado para abafar o som de um local.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.




Última edição por Adélia Harcourt em Ter Abr 16, 2019 1:17 am, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Rakan em Seg Abr 15, 2019 10:40 pm




Branco de Neve e as sete aranhas


Meus lindos olhos azuis se abriram para observar as coisas ao meu redor. Confesso que no início me assustei um pouco até entender bem o que estava acontecendo ou onde eu estava. Percebi que tudo ao redor era transparente, mal tendo espaço para que eu pudesse mexer o meu delicioso corpinho. Foi então que percebi que estava preso em um caixão totalmente de vidro.

Ao virar minimamente meu rosto para o lado consegui ver diversas pessoas ao meu redor. Comecei a gritar, pedindo para que me tirassem de lá. Claro que aquilo era de vidro para que pudessem admirar a minha beleza, por que esse rostinho tem que ser mesmo observado por todos, mas ficar preso em um lugar pequeno me fazia sentir certo pânico. Convenhamos que esse não é um sentimento que combina com a minha graciosidade.

A sensação de estar preso começava a lembrar da época em que fiquei acorrentado no olimpo. Pela primeira vez eu senti o que chamam de medo. A lembrança me fazia sentir coisas que eu sabia o que eram, mas nunca tinha de fato chegado a presenciar aquilo, ainda mais em mim mesmo. Meus olhos começaram a se encher de lágrimas e a molhar meu rosto. Gritar não adiantava de nada. Eu estava agoniado.

Então as coisas ao redor começaram a ficar alaranjadas e eu só conseguia ouvir o som de coisas queimando. Era fogo. A floresta em que o meu caixão de vidro se encontrava estava no início de um incêndio. No começo aquilo me acalmou da agonia que sentia, mas logo depois de ver as pessoas correrem com medo e as chamas ceifarem tudo eu comecei a me questionar: por que a coisa que eu mais amo causa dor para os outros. Acompanhado disso um sentimento de saudades alcançou meu peito, sentia falta de algo que eu nunca cheguei a conhecer: minha mãe.

Ela era uma fênix e todos sabemos que o fogo é algo destrutivo se usado de maneira errada. Mas por que eu amava tanto aquilo que causava medo nos outros. Para mim as chamas e o calor podiam ser vida e energia não apenas caos e destruição, tudo possuí dois lados e claramente isso não iria fugir dessa regra. Mas é entendível, Athena havia ensinado pelos conhecimentos que passou que o medo nos deixa irracionais e por isso não notamos o lado positivo das coisas.

As chamas simplesmente consumiram TUDO. Não sobrou absolutamente nada além de mim e meu caixão de vidro. Então uma árvore surgiu magicamente de forma graciosa logo a cima da caixa transparente que mantinha o meu corpo a mostra. Seus galhos possuíam folhas rosadas. Era uma flor de cerejeira, uma das minhas coisas favoritas no mundo, afinal conseguia comparar a minha beleza com algo palpável.

Um dos galhos se curvou para perto do meu rosto e algumas aranhas começaram a descer por lá. Devido ao fato de o caixão ser de vidro dava pra ver claramente todos os detalhes dos aracnídeos. Eram no total sete. Meus olhos se arregalaram, meu corpo se arrepiou por completo e começou a suar frio. Eu estava apavorado.

Eu não sabia o que fazer, como reagir ou até mesmo o que falar. Meu corpo estava travado pelo medo, com toda a certeza a expressão no meu rosto não era a mais bonita do mundo, e olha que é difícil eu ser feio com alguma feição. As aranhas andavam de um lado para o outro e a única coisa que me separava delas era o vidro, do qual eu agradecia a todos os deuses existentes por estar ali.

Era assim que as pessoas se sentiam em relação ao fogo que consumia tudo? Haviam seres que amavam as aranhas assim como eu amava o meu elemento primário? O que tornava um diferente do outro? Absolutamente nada. Ta que eles são matérias existentes complemente diferentes, mas ambos são iguais: os dois causam medo em determinadas pessoas.

Quando eu achava que toda a esperança existente tinha acabado uma frase surgiu em minha mente ’’O medo nos torna irracionais’’. Era exatamente por isso que eu não conseguia me mover, gritar ou pensar em algo a se fazer naquela situação: o medo me travava e me deixava vulnerável. Suspirei fundo e comecei a observar cada uma das aranhas, elas eram assustadoras, perigosas, mas ainda assim elas eram extremamente belas da sua própria maneira.

— E aí. — Disse em um tom ligeiramente baixo. — Vocês possuem uma beleza exótica, sabiam? Vocês são como um fogo, perigosas, porém belas. Isso torna vocês incríveis.

Não sei como tive coragem de falar, nem se quer havia pensado direito, afinal eu não falava aranhes, era quase certeza de que não haviam me entendido. Foi então que elas começaram a bater com as patas no vidro, criando pequenas rachaduras. No momento nem me toquei de que seres tão pequenos como elas não era capazes de fazer aquilo, afinal apesar de ter achado uma beleza no medo eu ainda estava agindo com certa irracionalidade.

Depois daquilo as aranhas conseguiram quebrar o vidro, espirrando os pedaços para todos os lados. Meus olhos se fecharem em reflexo e eu não movi o corpo, ainda com certo medo. Quando eu achei que ia morrer picado por todas as sete algo estranho aconteceu. Seis delas saíram de cima de mim enquanto uma permaneceu na minha testa, como se me cutucasse para abrir olhos.

As aranhas que desceram do meu corpo seguiam para atrás da árvore e da minha testa fez o mesmo.

— É pra eu seguir vocês? — Tentei adivinhar, mas elas apenas continuaram até sumirem atrás do tronco. — Vou considerar isso como um sim... Amigas.

Quem me visse acharia que eu era esquizofrênico, afinal estava falando com aranhas, meu maior medo do mundo e ainda as chamava de amigas. Assim que eu encostei na árvore eu já não estava mais naquele lugar. Levantei desesperado e então notei que estava no chalé de Zeus.

Tudo não passava de um sonho... Ou bem um quase pesadelo.

. all⸭  ⅱ. by ⸭  ⅲ. myself




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Mensagem por Haru em Seg Abr 15, 2019 11:59 pm

My Soul Will Always Be Wild

Não lembro ao certo como eu tinha ido parar naquele lugar, nem mesmo sabia o que eu estava fazendo antes de ir para lá, apenas andei, andei, andei, passei por uma porta branca decorada com desenhos de papoulas em baixo relevo, andei um pouco mais e caí. Depois disso veio uma profunda e silenciosa escuridão, até que o frio começou a se fazer presente.

Luzes. Muitas luzes.

Luzes de cores e intensidades variadas ofuscaram minha visão quando tentei abrir os olhos pela primeira vez, sentindo uma estranha sensação de desconforto. Minhas costas doíam um pouco, quase como se eu tivesse ficado muito tempo parado na mesma posição sobre uma superfície nada macia, e talvez realmente fosse esse o caso. Levou algum tempo até que eu me acostumasse com aquilo e as coisas começassem a focar no meu campo de visão, revelando que eu estava deitado no meio do que parecia ser um tipo de parque ou praça de uma enorme cidade futurista.

Ao redor existiam muitos prédios cujos topos ultrapassavam o limite das nuvens, letreiros em neon mostravam combinações de letras e números que pra mim não faziam muito sentido, carros voadores cruzavam os céus com frequência, robôs desempenhavam funções básicas de limpeza pelas ruas e até pessoas com implantes cibernéticos pelo corpo podiam ser encontradas ali. Tudo brilhava e reluzia, a tecnologia estava presente em cada centímetro daquele ambiente, e num primeiro momento eu me encontrei completamente fascinado por tal realidade.

Por acaso eu tinha sido jogado em uma máquina do tempo?

Não pude deixar de prestar atenção em cada coisa, forma e criatura que encontrava, andando pelas ruas que de certa forma eram bastante silenciosas. Haviam muitas pessoas ali, mas ninguém parecia de fato preocupado com o que acontecia ao redor. Suas vidas giravam em torno dos apetrechos altamente tecnológicos que cada um possuía no pulso, tornando todo o resto secundário e talvez até descartável. Não havia mais tanto afeto e relações interpessoais, apenas frieza e indiferença de uma existência quase mecânica. Era triste.

Eles estavam mesmo vivos? Onde eu estava? Ou melhor: quando eu estava?

Andei por mais alguns minutos na esperança de encontrar uma placa ou mapa que pudesse ao menos me dar uma pista a respeito do meu paradeiro, e no processo até tentei abordar algumas pessoas para buscar informações, mas fui visto - e tratado - como um completo esquisitão. Alguns me olhavam dos pés a cabeça, esboçavam um semblante de desaprovação e davam um jeito de seguir em frente sem manter contato por muito tempo. Eles sequer se davam o trabalho de inventar uma desculpa ou mascarar sua falta de interesse, apenas saíam. Outros nem olhavam na minha cara, fazendo questão de me ignorar como se eu sequer existisse.

Mas ficou pior, pois de repente comecei a sentir falta de alguma coisa. Eu não lembrava o que era, mas de alguma forma sabia que se tratava de algo essencial. Continuei andando, dobrei uma esquina ou duas sem prestar muita atenção, quase fui atropelado por uma moto que voava baixo demais e cheguei ao que parecia ser o centro da cidade.

O fluxo de pessoas e veículos naquele lugar era ainda maior do que nas outras partes da cidade, pelo menos por onde eu passei, mas o clima permanecia o mesmo. As luzes ali eram mais vibrantes, existia uma música eletrônica com batidas aceleradas tocando ao fundo, outdoor enormes exibiam propagandas sem parar e eu até avistei ao longe um cara com moicano neon que ficava piscando e mudando de cor. Tudo ali parecia cheio de movimento e energia, mas não transparecia nenhuma... 'vida'.

Bingo! Era disso que eu sentia falta.

Desde o momento em que cheguei naquela cidade bizarra eu não tinha visto uma única árvore ou vegetação, seja ela qual fosse. Sério, não havia nem mesmo uma pequena área com grama a ser aparada ou um canteiro de flores decorativo, nada, apenas máquinas e asfalto. Parando pra notar, até o ar era diferente. Ele tinha um cheiro estranho, parecia mais denso e carregado, provavelmente devido a alta dose de poluição. Um verdadeiro pesadelo.

"Ow, cuidado onde pisa!" Ouvi alguém dizer em alto e bom tom, como se estivesse parado bem ao meu lado. "Você sabe o quanto é difícil sobreviver aqui, palhaço?!" Olhei ao redor em busca do dono daquela voz, pronto para me desculpar por qualquer coisa que tivesse feito, mas não encontrei ninguém.

— Quem disse isso? — Indaguei bastante confuso, franzindo brevemente o cenho.

"Como assim quem? Eu, ca#%!ho! Tá cego?!" A voz respondeu com um tom irritadiço, claramente impaciente. "Pera, você pode me ouvir?

— Érr... Sim, mas quem é que tá falando? — Continuei olhando em volta como se buscasse por alguém invisível, nem ligando para o fato de parecer um louco falando sozinho no meio da rua. Ninguém ligava mesmo. — Poderia aparecer?

"Aqui em baixo, bocó. Você está quase pisando em mim."

Olhei para a direção indicava e logo vi que havia uma rachadura na estrada, da qual estava brotando uma pequena gramínea. Quase que imediatamente um alegre sorriso iluminou o meu rosto, como se de alguma forma aquilo me preenchesse com uma carga de esperança.

Sem pensar duas vezes, me abaixei para ficar mais perto do Sr. Clorofilado - como eu mesmo o apelidei - e permaneci olhando para ele com certa curiosidade. Apesar das dificuldades a frágil planta continuava lutando pela sobrevivência, desafiando todas as expectativas. Era inspirador.

"Você não é daqui, né?" Indagou a gramínea com convicção, demonstrando que já sabia a resposta.

— Não. Na verdade eu não faço ideia de onde eu estou ou como vim parar aqui. — Cocei a cabeça, meio perdido e sem jeito. — Você pode me ajudar a voltar pra casa? Se quiser eu te levo junto e te planto em um vaso, assim terá mais espaço para crescer e florescer.

"É uma ótima proposta, garoto." Ele riu, provavelmente debochando do que eu tinha dito. "Mas eu passo. Seria muito fácil e assim perderia toda a graça."

E por conta disso comecei a admirar ainda mais sua resiliência.

"Agora vai embora, já conversei de mais e quero ficar sozinho." Dessa vez não havia a mesma convicção que outrora, mas decidi não questionar. Se ele queria ficar sozinho, eu respeitaria. "E se você encontrar um treco parecido com uma cabine telefônica, entre. Isso pode te ajudar."

Não entendi muito bem o que ele quis dizer com aquilo, mas senti que era um conselho sincero. Então me despedi, levantei, bati as roupas com as mãos para tirar a sujeira do chão que se acumulou no tecido e fui em busca dessa tal cabine telefônica.

Em menos de dez minutos encontrei o local descrito a duas quadras de distância, sendo uma cabine bastante chamativa. Ela devia ter pelo menos uns dois metros e meio de altura, era larga e tinha umas imagens em neon que se moviam como se fossem um vídeo passado na tela de um celular.

Me dirigi até ela, apertei um botão vermelho ao lado da porta e adentei o local com certa pressa. Eu estava curioso para ser de que maneira aquela cabine poderia me ajudar, pois se fosse para dar o fora dali eu super agradeceria.

Lá havia uma grande cama metália, uma tela com alguns botões e uma espécie de capacete transparente com luzes azuis, e assim que a porta se fechou atrás de mim uma voz feminina gravada ecoou pelo recinto.

"Seja bem-vindo a câmara de treinamento da memória. Por favor, deite-se sobre o local indicado, coloque o capacete, feche os olhos e relaxe."

Devo admitir que achei aquilo bem estranho e até um pouco assustador, mas parte de mim lembrou dos treinamentos que Aryeh vivia fazendo na sala de simulações dos Los Muertos e, bem, talvez fosse algo parecido. Só não entendia como treinar a mente poderia me fazer sair daquele lugar, preferindo que aquilo fosse uma máquina de tempo. De qualquer forma, fiz todo o procedimento indicado, respirei fundo, fechei os olhos e tentei relaxar.

Foi quando tudo ficou escuro novamente.

•••

O cheio das árvores, a brisa refrescante, o canto dos pássaros e o som do pequeno lago correndo ao fundo me geravam uma sensação bastante familiar. Eu conhecia o lugar que aos poucos se formava diante de mim, chegando a acreditar por um momento que estava de volta ao acampamento.

Mas não.

Quando a imagem foi ganhando mais foco, pude ver a cabana no meio do bosque com os esquilos correndo pelo telhado, o jardim de hortências perto das janelas e e o balanço improvisado onde eu costumava brincar quando era mais novo.

De repente a porta da cabana se abriu, e no mesmo instante meu coração disparou. A figura de minha mãe surgiu, linda e radiante como sempre, sorrindo para mim da maneira que só era sabia.

— Venha, querido. Já está ficando tarde, é melhor brincar aqui dentro. — Ele proferiu num tom de voz doce e tranquilo, demonstrando preocupação mas sem imposição. Havia muito respeito entre nós.

— M-Mãe... — As lágrimas logo se fizeram presentes e começaram a rolar pelo meu rosto sem que eu tivesse controle sobre elas. — Como você...? — Eu nem acreditava que estava tendo a chance de vê-la outra vez.

— O que houve, Haru? Por que está chorando? — Ela se aproximou, secando minhas lágrimas com os polegares conforme me fazia olhar para seu rosto. — Está se sentindo bem?

Eu apenas concordei com a cabeça, abraçando-a fortemente enquanto sentia a fragrância acolhedora do seu perfume. Ah, a quanto tempo eu não sentia aquilo.

— Eu só... senti tanto a sua falta. — Foi tudo o que minha voz falha e vacilante me permitiu falar durante o choro.

— Tudo bem, querido. Eu sei. — Ela sorriu e afagou meus cabelos com as pontas dos dedos, se inclinando para que pudesse me dar um carinhoso beijo na testa. — Agora nós precisamos entrar. Eles logo chegarão e você precisa se esconder. Precisa ficar seguro.

Parte de mim sabia do que ela estava falando, portanto eu instintivamente apertei o abraço e desejei ser capaz de fazer as coisas serem diferentes. Eu precisava salvá-la, não importa o que tivesse que fazer para isso.

Os primeiros sinais dos homens maus vieram com a chegada da noite, manifestando-se através do brilho emitido ao longe pelas tochas que eles posteriormente utilizariam para incendiar nossa casa e boa parte do bosque onde vivíamos.

— Mamãe, nós temos que sair daqui. — Comentei com um claro desespero estampado no olhar, segurando as mãos da bela ninfa como quem tinha pressa. — Eles vão queimar tudo, e se não formos embora agora você... v-você vai... — Não tive coragem de terminar a fala, mas sabia que ela me entenderia.

— Tá tudo bem, meu amor. Você não precisa se preocupar. — Ela continuou sorrindo, transbordando calmaria e serenidade. Algo típico dela. — Eu sempre vou te proteger, não importa o que aconteça. E onde quer que você esteja, lembre-se que parte de mim estará contigo.

Eu lembrava daquelas palavras.

De repente as batidas na porta começaram, o fogo passou a se espalhar e os homens maus chamavam por meu nome. Eles queriam algo que minha mãe tinha, algo que ela protegia, e no momento aquilo era eu.

Mas por que eu?

Houve fumaça, gritos, tiros, conflitos, animais vindos da floresta para nos ajudar e muitas mortes. Tudo parecia confuso como um eco ou uma lembrança distorcida de algo que já aconteceu, mas que por algum motivo se repetia de uma maneira levemente diferente. Havia um significado implícito que eu não estava sendo capaz de ver ou decifrar, e até isso acontecer nada faria sentido.

Depois houve o desaparecimento da minha mãe, a destruição do meu lar e uma perda de consciência em meio as chamas da floresta. Aí eu acordei de volta na câmara de treinamento da memória, inteirinho.

Reviver um dos piores momentos da minha vida definitivamente não foi uma experiência agradável, porém eu sentia como se houvesse um propósito por trás daquilo. Algo como um pressentimento, um objetivo a ser alcançado, e este me motivou a retornar para aquela memória até entender o que estava acontecendo.

Foram duas, três, quatro, cinco vezes e em nenhuma delas eu fui capaz de salvá-la, pois não importava o que eu fizesse o resultado sempre era o mesmo.

Até que eu simplesmente entendi que o objetivo ali não era salvar a minha mãe e sim aceitar que não fui capaz de fazê-lo. Eu não podia voltar no tempo, não poderia mudar o que já tinha acontecido, mas podia seguir em frente e me libertar. Parar de me culpar por ter sido fraco e me esforçar para não cometer os mesmos erros, afinal eu era apenas uma criança na época.

A culpa é um fardo muito pesado para se carregar sozinho, mesmo quando não aparenta, e me livrando dela eu poderia enfim salvar a mim mesmo.

Tenho certeza que era isso que minha mãe desejaria para o meu futuro.

Nesse momento a imagem de uma papoula branca surgiu na tela do computador ao lado da 'cama' metálina na qual eu estava deitado, tudo pareceu girar e de repente despertei assustado e ofegante no chalé de Deméter.

Um sonho. Tudo não passou de um longe, perturbado, agoniante e libertador sonho.

Poderes Utilizados:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Descendente da Natureza I
Descrição: Ao estar em um ambiente onde a natureza prevalece, tais como campos, fazendas, florestas, pântanos... O filho de Deméter/Ceres se sentirá mais confortável e seguro de si, tendo mais domínio de seu próprio corpo. Isso acontece, pois, os atributos corporais em ambientes naturais tornam-se melhores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de velocidade, força e agilidade
Dano: +5% de dano em golpes físicos.
Ativos:
--


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Haru
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Idade : 18
Localização : Junto das amigas, vulgo plantas

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Mensagem por Perséfone em Ter Abr 16, 2019 11:49 am

Postagens Encerradas.


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Um Reino de Sonhos - Página 3 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Perséfone em Ter Abr 16, 2019 1:50 pm


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 10.000 XP e Dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

Kendall: Não postou, está presa nos sonhos.

Daniel: É um pouco triste informar isso, mas devido ao reset de sua conta a postagem aqui não serve mais para o seu personagem upar. Todas as informações dadas para criar seu desafio foram pensadas para um semideus que já não existe. Além disso conforme as regras do fórum: O player que reseta sua conta perde todos os níveis, dracmas, armas e habilidades conquistadas e como essa postagem entra nesse contexto se enquadra perfeitamente a situação.  Sinto muito.
Ps: Usarei seu personagem como NPC, ele acaba de ficar preso dentro do sonho.



SEEL
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –27%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

RECOMPENSAS:  9.700 XP e Dracmas
 
Comentário:
Seel, eu gostei de como você abordou e reviveu sua situação. Além de criativo me deixou um pouco impressionada em como trabalhou a música/rima que eu te dei, eu realmente não esperava por isso. Cuidado com palavras e informações repetidas, encontrei algumas poucas em seu texto.



JOSEPHINE
Realidade de postagem + Ações realizadas – 10%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 5%

RECOMPENSAS:  6.500 XP e Dracmas
 
Comentário:
Josephine, eu não sei o que aconteceu, mas muitas frases no seu texto ficaram com duplo sentido, muitas informações, palavras repetidas. Além disso notei falta de coerência e concordância em alguns parágrafos como você mesmo poderá observar abaixo:
“Primeiro, iria ao quarto das donas dos sinos, para que pudesse pegar os pedidos para os cafés das moças, para que pudesse preparar. Josie não cozinhava nem um pouco, mas daria o melhor para que pudesse fazer algo comestível. Entrando na casa, seus passos a guiavam para um ambiente de sala de estar, onde viu um sino ali, queria o destruir, mas não podia. Devia deixar aquilo ali, para que pudesse ajudar a descobrir o que estava fazendo ali.” / Tentei usar outras expressões e palavras com parágrafos como esse, que além de longos tornam as informações repetitivas.

Tinha visto e se divertido muito com Maxine e com Manu, quando as achou juntas. Quando a noite caiu, ela decidiu dormir, começando a se arrumar. Passou seus dedos pelos cabelos enquanto colocava o pijama ela pensava, porém cansada, decidiu dormir.// Como pode ver você repetiu a mesma informação duas vezes, além disso, pensava em que? A informação na frase ficou solta e aleatória o que acabava confundindo muito o narrador.

Encontrei vários erros semelhantes aos que mostrei acima e seus descontos foram referentes a eles. Você foi criativa e conseguiu desenvolver bem seu desafio, ainda assim não conseguiu pontuação suficiente para sair do seu sonho e como consequência ficará presa nele até que alguém lhe resgate.



BLAKE
Realidade de postagem + Ações realizadas – 15%
Cumprimento do desafio – 30%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 5%

RECOMPENSAS:  6.000 XP e Dracmas
 
Comentário:
Blake, eu não conheço muito da história do seu personagem o que tornou difícil para mim entender algumas informações que você soltou ali. Além disso encontrei frases com falta de coerência, informações repetidas e confusas, como você pode observar abaixo.

O rosto dela ainda estava lindo como na escola, ela estava toda mole e todo aquele sangue *me fazendo sentir uma dor de perder alguém* que eu amava. *Senti uma dor e então virando o rosto para alguém de preto e uma máscara*, tirando a faca das minhas costas para me deixar cair no chão. // Você começa uma informação e passa para a outra misturando tudo, fazendo com que parte da frase perca o sentido e fique difícil entender o que você quer dizer.

Não foi um paragrafo assim, mas vários e por isso que você acabou recebendo o desconto. Como Josephine você ficou preso dentro do seu sonho e precisa de alguém para te resgatar.



GENEVRA
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

RECOMPENSAS:  10.000 XP e Dracmas
 
Comentário:
Genevra. Embora curto seu desafio ficou muito criativo e bem desenvolvido, você não fugiu do tema e conseguiu deixar tudo claro de um jeito simples e muito gostoso de ler. Parabéns.



AVERY
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

RECOMPENSAS:  10.000 XP e dracmas.
 
Comentário:
Confesso que me você me deixou encafifada com o início de seu texto. Fiquei confusa e reli novamente, foi então que entendi o que você queria passar ao leitor, mas devo dizer que não liguei muito para o início e sim ao final, pois fiquei extremamente feliz por ter lido algo tão interessante, criativo e emocionante, principalmente quando você cita Quíron e Haru, que te acolheram. Como você mesma descobriu: Não há história sem pessoas e para encontrar a sua história, precisará largar o arrependimento de ser solitária e virar o jogo. Converse, faça amigos, brinque, se divirta, faça tudo o que quiser, mas não deixe que a solidão te consuma. Parabéns pela escrita, você tem um futuro grandioso no acampamento.



ADELIA
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

RECOMPENSAS:  10.000 XP e Dracmas
 
Comentário:
Adélia, de todos os participantes com toda certeza você foi a que teve o texto mais tenso e intenso de todos! Estou um pouco pasma com a maneira com que você conseguiu trabalhar as informações, que sim eram bastante pesadas e por isso fez jus ao desafio que te dei. O arrependimento é um sentimento complicado, mas você mostrou bem o significado dele. Parabéns..



RAKAN
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –27%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%

RECOMPENSAS:  9.700 XP e Dracmas
 
Comentário:
Rakan, por essa saída eu realmente não esperava. Quando criei seu desafio imaginei inúmeras maneiras de você se livrar deles, quebrar o caixão e se livrar sozinho daquilo que te atormentava. Eu não esperava que você fosse encontrar a saída com outro tipo de medo e um que convenhamos, não era lá muito bonito. Como ponto negativo eu encontrei alguns erros relacionados a pontuação, como por exemplo:  A falta de ponto de interrogação em suas perguntas. Além disso, seus parágrafos são longos e em algumas frases você usa o ponto final em vez da virgula, ou a virgula em vez do ponto final.  



HARU
Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Cumprimento do desafio – 0%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc –30%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 5%

RECOMPENSAS:  5;500 XP e Dracmas
 
Comentário:
Haru, quando eu criei seu desafio era com uma metáfora simples, eu te dei a semente e você deveria transformá-la em uma flor, ou seja, Demeter nessa realidade não existia porque tudo nela estava morto, exceto aquela gramínea. Por menor que ela fosse você como filho da deusa e parte Ninfa poderia fazer essa gramínea florescer e se expandir mesmo nessa realidade e com certo cuidado e tempo seu ela iria crescer, se transformar em algo diferente (um jardim, por exemplo). Eu pedi ajuda a outro adm e questionei o que ele entendia do desafio e como ele chegou a uma conclusão semelhante percebi que você fugiu um pouco do desafio.

Eu coloquei a seguinte informação: e seu desafio nesse mundo é salvar aquilo que um dia você deixou para trás, seu arrependimento, seu carma, sua mãe, seu futuro.

Você tinha que reviver a natureza e podia fazer as pessoas daquele século te ajudarem nisso, verem o quanto era bonita sabe? Porém você fugiu da sua proposta e fez o oposto, abandonou a plantinha e se misturou a ela, matando de vez a natureza ao dizer que “não poderia salvar a sua mãe”.
Sua escrita é maravilhosa e eu jurava que você entenderia o desafio, no começo cheguei a acreditar porque seu texto estava muito bom, mas o final me decepcionou completamente. Por ter fugido do desafio você também ficou preso no reino dos sonhos.
 




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Um Reino de Sonhos - Página 3 Empty Re: Um Reino de Sonhos

Mensagem por Perséfone em Ter Abr 16, 2019 2:22 pm


Um reino de Sonhos

AOS SEMIDEUSES PRESOS: Vocês não estão no acampamento, não estão em lugar nenhum. Continuam adormecidos e presos no reino de Morfeu e, portanto, não poderão estar postando em nenhum local do fórum até que sejam resgatados. Interações já em andamento, mvp, pvp ou etc não entram aqui, pois já estavam sendo desenvolvidas antes disso, porém novas não são permitidas.

Ps: Eu disse que não tinha regras para esse evento, nunca citei que não teriam consequências.

Players presos no sonho: Kendall (Celestial de Èter), Blake (Filho de Hades), Haru (Criatura mitológica), Josephine (Filha de Quione).
NPC’s presos aos sonhos: Daniel (filho de Perséfone), Sandy (Filha de Melinoe), Bruce (Filho de Ares) e Melinda (filha de Athena).

REINO DOS SONHOS PARTE II

Dois dias inteiros se passaram, mas nenhum dos semideuses acordou. O acampamento estava em choque com o ocorrido, as crianças dos deuses e Haru, a criatura rara, tinham sido encontradas em estado de hibernação. Os curandeiros não sabiam dizer o que tinha de errado com eles, seus corpos estavam normais – aparentemente – e as reações eram a de qualquer outra criança com sono, ou seja: Eles estavam apenas dormindo.

Isso poderia ser considerado normal se ao menos alguém conseguisse acordar o pequeno grupo, mas nada, nenhuma reação. No terceiro dia seus corpos foram movidos para enfermaria do acampamento, onde os curandeiros passaram a mantê-los vivos por meio de aparelhos e poções mágicas. No quarto dia veio a informação: Outro campista tinha alertado a Quiron sobre seus sonhos de algumas noites atrás, de como se sentiu confuso com relação ao reino. Assim ele soube, os campistas estavam presos nesse reino.

Os filhos de Morfeu foram chamados e a inspeção no mundo dos adormecidos lhes fez ter certeza de que as crianças estavam presas em Lop’s temporais dentro de suas mentes. A partir disso o velho centauro enviou um chamado aos grupos, ao acampamento romano e ao meio sangue. Os corajosos que desejassem adentrar o reino dos sonhos precisavam resgatar os semideuses perdidos.

Mas quem em sã consciência iria aceitar correr esse risco?

Informações e regras:
• A parte dois do evento é um pouco mais complicada do que a primeira. Em vez de entrar em um sonho criado por sua mente, o personagem que se inscrever no evento ira viajar por vários sonhos de outras pessoas antes de conseguir encontrar a mente que procura. Ao conseguir fazer isso ainda terá que encontrar uma maneira de fazer a mente desse semideus/player voltar para a realidade, o que convenhamos, não será uma tarefa fácil.

• A segunda parte do evento vale: 20.000 XP e Dracmas e pode ou não gerar uma habilidade, dependendo unicamente da criatividade e bom desenvolvimento do semideus.

• Quem entrar nesse evento corre o mesmo risco que os personagens dentro dele correram, ou seja: Podem hibernar dentro do mundo dos sonhos sem conseguir voltar, com uma única diferença, ninguém vai resgatar você se isso acontecer, o seu personagem será considerado morto.

• Para garantir que mais players tenham a chance de participar desse evento não será permitido que um mesmo OFF inscreva duas contas, portanto não tente colocar mais de um FAKE dentro do evento. Além disso, personagens que participaram da parte I do evento não podem participar da parte II.

• Para cada semideus preso apenas uma vaga. Ou seja, no momento da inscrição você deve deixar claro quem irá salvar.

• Para se inscrever basta realizar um post de 20 linhas descrevendo como ficou sabendo da missão e do risco, além de explicar o que te motivou a salvar o semideus em questão. Ao final da postagem você deve colocar a ficha abaixo devidamente preenchida.

Nome:
Nível:
FPA:
Personagem que irá resgatar:

• Fique atento, as vagas ficam abertas até que todos os personagens tenham alguém para resgatá-los, no entanto, se algum player já escolheu o personagem ele fica com ele. Ou seja, se você fizer um post pra um personagem que já foi selecionado o seu post será desconsiderado.

• Novas informações vêm com a continuação do evento assim que as inscrições estiverem encerradas.

• Boa sorte e divirtam-se.



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Mensagem por Daron A. Herzl em Ter Abr 16, 2019 2:58 pm


Reino de Sonhos


A tensão preenchia os espectadores no quartel da I Coorte. Era normal que alguns semideuses necessitassem de longas horas para se recuperar de alguma atividade, mas dois dias era exagero. Como médico recentemente formado pela Universidade de Nova Roma, o filho de Marte foi até o dormitório para examinar Bruce, um filho de Ares que cumpria intercâmbio no acampamento romano.

▬ Ele está vivo, senador?, uma semideusa perguntou com preocupação.

Ainda que a respiração do semideus fosse lenta e seus batimentos quase inertes, ele ainda estava vivo. Mas parecia que a vida poderia se esvair de seu corpo a qualquer momento. Após horas ali no doritório, sem se alimentar e sem beber água, aquele risco tornava-se maior. O legionário seguiu os exames, abrindo as pálpebras no semideus e sentindo sua pulsação. Nada explicava o estado de hibernação no qual ele se encontrava.

▬ Levem-no para a enfermaria, o senador disse, dirigindo-se a dois legionários ao seu lado.

...

O território helênico também tinha semideuses em estado de hibernação. E, segundo as informações que chegaram ao Senado, todos estavam presos no reino de Morfeu. Totalizavam oito, a maioria estava na enfermaria do acampamento Meio-Sangue àquela hora.

▬ É o que está acontecendo com ele também?, Daron perguntou a um filho de Somnia que ajudava a compreender a situação.

▬ Sim. Ele não vai conseguir sair sozinho.

Herzl permaneceu pensativo por algum tempo. O legionário filho do deus dos sonhos quiçá pudesse tentar retirar o semideus daquela prisão, mas talvez fosse arriscado para ele mesmo e poderia afetar a sanidade do filho de Ares. Pelo que o senador havia estudado na faculdade, também não haveria nenhuma outra maneira segura de salvar o semideus sem que sofresse sequelas. Havia apenas a alternativa de entrar no jogo de Somnia, apesar dos riscos.

▬ Faça-me entrar no sonho dele. Vou tirá-lo de lá.

O legionário ficou surpreso com a decisão repentina, mas manteve-se em silêncio e com um olhar questionador. Talvez não fizesse sentido a razão pela qual Herzl estava se colocando em risco por alguém que mal conhecia. Mas havia algo que havia aprendido ao se tornar médico: toda a vida importa, mesmo que seja um desconhecido. Era o que havia prometido ao repetir o juramento de Hipócrates.

Colocando uma maca ao lado de onde estava o filho de Ares, Daron posicionou-se e deixou que o semideus de Somnia fizesse todo o resto.


Nome: Daron A. Herzl
Nível: 45
FPA: http://www.bloodolympus.org/t3044-fpa-daron-a-herzl
Personagem que irá resgatar: Bruce (Filho de Ares)







Última edição por Daron A. Herzl em Ter Abr 16, 2019 3:39 pm, editado 1 vez(es)


Daron A. Herzl
רעם על ירושלים
Daron A. Herzl
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Senadores
Senadores

Idade : 20
Localização : Nova Roma

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Mensagem por Noah Blackburn em Ter Abr 16, 2019 3:20 pm

.: Reino dos sonhos parte II :.



Eu acabara de encerrar uma aula quando vi o pequeno montinho de semideuses conversando sobre o assunto que circulava dentro do acampamento grego: O sono profundo de alguns heróis. Eles falavam, também, que Quíron estava recrutando pessoas para adentrar no mundo dos sonhos e salvar os jovens presos e isso incluía um espécime rara do mundo vegetal. Já ouvira falar sobre as criaturas que viviam alegremente pelo acampamento, mas acreditava que falam das harpias, mas pelo visto eram criaturas como semideuses, só que o gene não era humano.

Driblei a pequena multidão e encontrei Quíron sentado sobre a cadeira de rodas mágica que escondia sua verdadeira forma híbrida. — Senhor? - Disse, assim me anunciando quando entrei na sala de estar. — Eu poderia ver os semideuses na enfermaria? - O centauro compreendeu a preocupação e, por isso, aceitou meu pedido, me acompanhando até a ala médica, onde encontramos uma das ruivas mais belas do acampamento: Adélia.

— Olá, Adélia! - Disse com um sorriso e ela me retornou outro, só que com pressa. Ela pegou uma poção e pingou algumas gotas na boca de um garoto desacordado. Correu até um menino que estava bastante próximo à janela e abriu a mesma para que a luz solar pudesse acertá-lo. — Um filho de Apolo? - Perguntei, mas a resposta foi uma negativa com a cabeça. — Esse é Haru, um filho de uma ninfa com a deusa Deméter. - Explicou Adélia.

Tentei entender, mas meu cérebro ainda estava travado com o motivo deles estarem todos ali, lutando para sobreviverem enquanto dormiam. Mudando a direção dos olhos para outro lado, capitei um rosto conhecido, um menino que há poucos dias fora recrutado para os argonautas. Não contive meu impulso e corri até ele, encarando de perto a silhueta adormecida de um filho de Perséfone. — Daniel... - Disse com uma tristeza na voz e no olhar.

— Você o conhece? - Indagou Quíron. — Sim, ele é um argonauta. - Quiron passou a mão na barba e me avaliou. — Fred, sabe que tenho um carinho por você e pelos argonautas e eu preciso que alguns heróis ajudem as vítimas deste sono profundo a voltarem... - Antes que ele pudesse terminar, minha voz sobrepôs a dele e meus pensamentos voltaram ao dia em que o próprio centauro havia me proferido uma frase inesquecível: "Um grupo de verdade protege seus integrantes".

— Eu vou! - Disse com convicção. — Eu vou ajudar eles voltar a ver a luz do sol novamente.

— Sabe que você pode acabar dormindo eternamente também, não é mesmo? - Ele explicou dos riscos.

— Quíron, eu não tenho nada a perder. Eu vou ir!


Nome: Fred Ashford
Nível: 69
FPA: Aqui
Personagem que irá resgatar: Daniel (filho de Perséfone) (ele era argonauta)


Nox/Nyx
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Morrer

Noah Blackburn
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Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Idade : 23
Localização : Ilha de Argos

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Mensagem por Black Cat em Ter Abr 16, 2019 7:58 pm

dreamer
A felina estava para retornar para o Acampamento Júpiter. Tinha seguido, mais cedo, a ideia inusitada de suas amigas dríades de ir até o outro lado do reino americano, em busca de mais conhecimento e aventuras. Foi assim que horas atrás ela tinha visto, pela primeira vez, o mar. A imensidão azul trouxe consigo um novo conhecido, alguém que a gata preta esperava poder se tornar um amigo.

Seguindo um tanto desnorteada pelo acampamento, sem ter costume por aqueles terrenos, acabou por ver uma comoção em uma cabana médica. A curiosidade sempre seria uma fraqueza inerente dos gatos; algo que conduziu seus passos como se fosse uma força atrativa da qual ela não poderia resistir. As orelhas dentro da boina estavam prontamente escutando murmúrios sobre o que estava acontecendo.

Semideuses estavam presos no mundo dos sonhos. Aquilo fez a gata recuar alguns passos, solidária o suficiente para saber que eles estavam encrencados, mas não corajosa o suficiente para se voluntariar. Ao menos, não como seu primeiro impulso. Estava para sair da enfermaria quando seus olhos repousaram nas criaturas adormecidas. Seu trajeto de fuga fora interrompido ao notar o quanto eles estavam serenos, presos em um mundo de fantasia da qual não faziam parte. Seus pelos arrepiaram, o coração travando uma luta contra o cérebro. O que aqueles meio-humanos tinham feito para si?

Dado um lar.

Oferecido uma mão amiga.

Mas eles não sabiam que ela era meia criatura, ou fingiam não saber. Blake soltou um suspiro longo e pesaroso, sabendo que aquela batalha já tinha sido vencida no momento em que pensou que aqueles adolescentes estavam reféns de uma prisão. Como uma criatura que presava a crença da liberdade, era um insulto não tentar ajudar.

Er.... ▬ Tentou chamar a atenção de um curandeiro, recebendo o olhar curioso de mais de um semideus em sua direção. ▬ Eu quero ajudar.

Você tem certeza? Pode ficar presa junto com eles. ▬ O alerta veio prontamente.

Sim...?

A incerteza demonstrava o pequeno receio da catfolk em ficar presa no mundo dos sonhos. Mas era também a coragem que a motivava. Seu povo, a tribo dos felinos, sempre preservou o espírito guerreiro. E por mais que quisesse negar, não poderia deixar de começar a sentir certa afinidade com os semideuses, já que ela também compartilhava parcialmente do mesmo destino que eles, como filha de um deus olimpiano. Os preparativos foram feitos, Blake não recuaria depois de ter ido tão longe, restando apenas o desejo fervoroso de que não fosse se arrepender de suas decisões.


Nome: Blake
Nível: 11
FPA: Aqui
Personagem que irá resgatar: Sandy (Filha de Melinoe)
(C) ROSS


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Mensagem por Koda Smith em Ter Abr 16, 2019 8:37 pm



Rescue


Quatro dias de sono. Para uma pessoa comum, isso até pode soar como uma coisa boa. Mas quando se conhece o mundo divino, quatro dias no mundo dos sonhos pode significar algo muito ruim.

Nos dois primeiros dias, ninguém fazia ideia do que poderia ter acontecido com os semideuses e um ser que poderia ser descrito como uma rara criatura da natureza. Ambos caíram em seus sonos e não voltaram no tempo devido.

Os acampamentos se mobilizaram para ajudar os pobres coitados. Era um acontecimento sem precedentes, então ninguém fazia ideia de como exatamente poderíamos resgatar as vítimas. Após algum tempo de inspeção, os filhos de Morfeu haviam constatado que as mentes daquelas pessoas estavam presas em seus próprios sonhos.

Uma das pessoas adormecidas era minha meia-irmã Melinda. De fato, não poderia dizer que nós éramos próximos, mas ainda assim éramos da mesma família. Comíamos à mesma mesa, ríamos das mesmas piadas. Todos os filhos de Athena pensavam da mesma forma, mas, assim como eu, não sabiam como ajudar. Isso, é claro, até o momento em que os filhos do deus dos sonhos apresentaram um plano de resgate.

Entrar na mente de uma pessoa era uma coisa. Entrar nos sonhos de alguém poderia ser muito mais complicado. Ainda mais quando havia a chance de nunca mais voltar. Todos do chalé de Athena queriam ajudar Melinda, mas o medo era quase palpável. Ninguém queria ficar dormindo para sempre. Eu mesmo possuía esse medo, e só consegui alguma luz sobre essa situação ao conversar com Amber, através de uma mensagem de Íris.

— Então, tudo se resume a entrar nos sonhos de Melinda e, com muita sorte, salvá-la do sono eterno. — A voz da mentalista ecoava pela mensagem. — Isso, presumindo que você mesmo não fique preso lá.

— Falando assim, até parece uma má ideia. — Uma risada rouca escapou pelos meus lábios, acompanhada de um leve sorriso de Amber. — Contudo, é isso que eu tenho que fazer.

— Mas por que você é quem tem que fazer isso? — Não era preciso ser um empata para sentir a preocupação emanando de Blackwood. — Temos vários irmãos que podem travar essa batalha.

— Concordo plenamente com você. — Minha voz se mantinha calma. — Porém, raciocina comigo: Quem dentre os filhos de Athena possui conhecimentos tanto na área da mente quanto na área da alma?

— Nós dois. — Era engraçado ver a frustração no rosto de Amber, pois eu sabia que sentiria a mesma coisa se os papeis estivessem invertidos. — Você tem certeza disso, então?

— Tenho. Agora, se eu não voltar... — Minha voz falhou. A possibilidade era real, e muito grande. — Cuida do Yoshi pra mim, por favor? Ele vai ficar feliz junto com a Capitu.

— Claro que cuido. E tenho certeza que a Maisie também ajudará. — Amber ajeitou sua postura, e levou a mão ao arco-íris que mantinha nossa conexão. — Mas não deixe chegar a esse ponto. Volte vivo, e traga Melinda de volta. — E, com um aceno rápido, a mensagem de Íris se apagou.

Com minha convicção renovada, fui até o local onde estavam mantendo os adormecidos. Parei ao lado de Melinda, que parecia calma como um anjo. Tirei uma mecha de cabelo do seu rosto e então me dirigi a um encarregado do lugar.

— Eu me voluntario para a missão. — Minha voz nunca havia soado tão séria.

— Você sabe que há o risco de não voltar, nunca mais, não é? — Seu rosto era uma máscara indecifrável.

— Sim. Mas não dá para deixar a família pra trás. Como fazemos isso?

Kodak escreveu:Nome: Koda Smith
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