The Blood of Olympus
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Setor 2

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Mensagem por Nêmesis em Ter Abr 02, 2019 8:43 pm

Setor Dois
blood of chaos

Setor 2: Relacionamentos

Relacionamento significa a ligação afetiva, profissional ou de amizade entre pessoas que se unem com os mesmos objetivos e interesses. Todo tipo de relacionamento envolve convivência, comunicação e atitudes que devem ser recíprocas. Quando os indivíduos se comunicam bem, e o gostam de fazer, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes. Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contacto com os restantes, diz-se que há um mau relacionamento.

Familiar: Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. É um dos locais mais importantes para a formação do indivíduo e, pela grande convivência e similaridade quanto às personalidades e modos de ser, os conflitos podem ser de um grau pequeno, ou podem ser tão grandes que destroem não só aqueles que estão envolvidos, mas todos ao seu redor.

Amizades: A amizade pode ter, como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos, muitas vezes, se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuge, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Alguns amigos não são tão confiáveis, mas infelizmente o indivíduo descobre isso às vezes tarde demais, causando mais confusão do que se esperaria.

Amoroso: É muito simples, um relacionamento amoroso trata-se de uma relação íntima estabelecida entre duas pessoas, a qual é perpassada pelo amor. Mas o que é o amor? Basta-nos saber que o amor é o sentimento de caráter positivo que une casais. São duas pessoas distintas, que estão vivendo um momento de conhecimento para que, no futuro, possam dividir uma vida. Com todas as suas diferenças, é normal que existam conflitos entre si. Porém, algumas situações colocam os dois amantes em risco, podendo machucar mais do que o necessário para construção de um relacionamento sólido.


Regras escreveu:• Sistema de dados: Os dados serão usados para a definição do cenário que o semideus irá enfrentar, de acordo com o setor, que será de sua escolha. O semideus deverá lançar os dados após a criação do seu tópico na área do setor escolhido antes de fazer as postagens referidas ao local;
• A rolagem de dados acontecerá na área de RP's e o post deve ser deixado aqui mesmo, como aconteceu no setor 1;
• As postagens podem ser feitas individualmente, em dupla ou em trio, contanto que todas sejam em formato One-Post;
• Se a RP for feita por dois ou três semideuses, apenas um deles deverá fazer a rolagem de dados para que todos vivam o mesmo cenário do setor escolhido;
• Se a RP for feita por dois ou três semideuses, a situação deve ser escolhida pelos três, e as postagens devem ser coerentes umas com as outras, ou as avaliações serão anuladas;
• Ariel irá induzir o semideus à situação e o cenário que ele está prestes a viver. O início de todas as narrativas deverá conter esse detalhe da participação da líder dos mentalistas;
• O final da postagem deve conter o momento em que o semideus sai do transe e encontra Halsey pronta para ajudá-lo;
• Os semideuses poderão postar quantas vezes quiser em cada setor, em cada cenário, porém, terão que, obrigatoriamente, mudar a situação se cair o mesmo dado;
• Escolha da situação: Após o cenário sorteado, fica ao encargo do semideus de escolher a situação específica que ele irá passar no cenário determinado, instigando assim a criatividade do player;
• Não é necessário pedir avaliação para o setor. Todas serão feitas ao mesmo momento quando o tópico for encerrado;
• O valor total é de 4.000xp por postagem. Quem fizer duas ganha 8, quem fizer três ganha 12 e assim por diante;
• Semideuses que não fizeram o setor 1 terão a pontuação total reduzida em 50%;

• A falta de postagem do semideus após a rolagem de dados não acarretará em consequência, pois é um evento sem risco de morte;
• O uso de pets será permitido e eles não contarão como um membro na dupla ou trio, nas postagens que forem em grupo;
• Qualquer poder passivo ou ativo será aceito nessas postagens;
• Apenas 5 itens serão aceitos nessas postagens;
• Qualquer habilidade será aceita nessas postagens.
「R」
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Mensagem por Nêmesis em Ter Abr 02, 2019 8:55 pm

Setor aberto, data de encerramento: 09/04/2019
Todas as Missões fixas estão em suspensão.
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Mensagem por Esmeralda Kyle Santinne em Qua Abr 03, 2019 8:30 pm





E a garota lhe ofereceu um coração envenenado...


Setor 2 Tumblr_nwfp7xiMqK1s3p63do1_500

Esmeralda escreveu:Amizades: A amizade pode ter, como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos, muitas vezes, se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuge, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Alguns amigos não são tão confiáveis, mas infelizmente o indivíduo descobre isso às vezes tarde demais, causando mais confusão do que se esperaria.

Resultado dos dados

Não havia outra saída após Halsey encaminhar Esmeralda para uma próxima semideusa. E a garota indefinida pelo seu gene divino tremeu logo de início. Ninguém a havia explicado a gravidade daquilo. Ela seria levada para uma outra dimensão? E se desse errado e ficasse perdida? E se não soubesse quem era ela?

Conforme as pessoas se aproximavam e adentravam em cabine, Esmeralda percebeu um outro rapaz ao seu lado. Ao contrário dela, ele parecia ansioso e a sua aparência parecia querer absorver tudo o que via. O semblante da garota logo tornou-se indecifrável ao perceber que a instrutora recém chegada, apresentada como Ariel é que a levaria para um lugar desconhecido.

Sentiu uma mão segurando a sua e por instinto a puxou.

O jovem ao seu lado tentava acalmá-la.

--- Eu sou Rodrik. - Apresentou-se ele. --- Essa na nossa frente é minha avó. Digo, Ariel. Ela é líder dos mentalistas de Psiqué e não sei o que ela irá fazer porque também é a minha primeira vez. Mas, seja o que for estamos juntos. Acho que somos os últimos. - Ele abaixou a cabeça pensativo.

--- Próximos! - Gritou a garota gentilmente. Ela nos encarou e torceu um pouco o nariz, embora o gesto não tivesse  parecido ser de menosprezo. --- Atrasados? Esse é o setor dois. E não lembro de vocês no primeiro. Que seja!

O rapaz, Rodrik falou algo e logo se arrependeu. Esmeralda tentou prender um sorriso e foi fácil ao entrar na cabine e vê duas cadeiras confortáveis. Seu coração martelou e ao mesmo tempo chegou quase a doer de tanta adrenalina misturada com medo. Não ficava daquele jeito desde que soube que Justin Timberlake faria um show no sul dos Estados Unidos.

Sentou-se confortável e logo sentiu uma leve dormência. Não viu a causa daquilo, não houve tempo de olhar para o lado. Quando se viu, estava mergulhando em um túnel escuro. Percebeu ter falado algo durante o sono, mas aquilo não importava tanto.

***

A primeira coisa que ouviu foi o barulho alto de Lady Gaga saindo de uma das cinco caixas imensas de som. Estava sentada em uma poltrona com dois copos cheios de um líquido que fedia a alcóol. Cristo, a sua vó não a deixava beber. O que ela diria se chegasse bêbada em casa?

--- Esmeralda, Esmeraldinha. - Um jovem sentou ao seu lado e jogou os braços por cima dos seus ombros. --- Sabe que você me prometeu, não é? Se eu ficasse com aquela garota, você ficaria com o meu amigo. - Ele sorriu e apontou um jovem que bebia no gargalo de uma garrafa incrivelmente nojenta. Em seguida ergueu os braços para os jovens ao seu redor e soltou um arroto. Todos gritaram comemorando aquele nojeira.

--- Não! - Esmeralda fez cara de repulsa. --- Não, mesmo. Ele? Nossa David... - David? Como ela sabia o nome dele? E o pior, ela o conhecia de toda uma vida. Eram melhores amigos desde o primário. E era tipo, eles contra o mundo. --- Me pede qualquer coisa, menos isso.

David a encarou incrédulo.

--- Não era você que sempre foi louca para ficar com ele? Não estou entendendo, Esme. O que aconteceu? O cara está lá, tive um trabalho enorme para desenrolar ele pra você. Sabe quantas meninas estão querendo beijar ele? E ele escolheu que essa noite será seu.

Como se ouvisse, o rapaz que ela conhecia como Felipe, sorriu para ela e falando algo para uns caras que o acompanhava, veio em sua direção. Seu coração parou. Ela não se lembrava de ter desejado um dia aquele menino.

Felipe vinha na sua direção e no caminho trombou com um outro jovem esquisito de óculos e pele bastante pálida. Algo naquele menino aguçou a mente de Esmeralda e ela prestou a atenção nos seus movimentos.  Ela o  conhecia, mas de onde?  

O seu pretendente parou ao ser esbarrado e a garrafa da sua mão desabou em cima de um carpete. A indefinida aproveitou para olhar a sua volta. Era uma festa cheia de jovens da sua idade. Parecia ser uma casa de alguém, pois tinha sofás, caixas de som. Alguns móveis tinham sido afastados para criar uma pista de dança improvisada. Viu uma escada que levava para um andar acima e no caminho duas garotas se beijando como se o mundo fosse acabar.

O barulho de algo se espatifando terminou a sua orientação de território. Viu o menino de óculos despencar em cima de uma mesa, enquanto Felipe com os punhos cerrados erguia para golpeá-lo. Por instinto ergueu se de um pulo e em poucos segundos estava ali segurando o punho do então pretendente.  

A aproximação com o jovem atacado a fez ter um meio relapso de memória.

--- Rodrik? - Falou ela.

--- Esmeralda?
- O menino parecia um misto de alívio e ao mesmo tempo de confusão. Ele tentou se erguer da mesa, mas Felipe o prendeu ainda mais firme.

--- De onde você conhece a minha garota? - Perguntou o menino forte como um touro.

--- Eu não sou a sua garota! - Ofendeu-se Esmeralda. Mas ao ver que provocar o rapaz poderia torná-lo mais violento, ele resolveu mudar o seu argumento. --- Lipe, porque está perdendo o seu tempo com ele? Ouviu dizer que você queria me mostrar a casa. É verdade?

E como um jovem tigre repleto de testosterona, o rapaz abaixou o punho relaxando. Soltou Rodrik, mas não antes de lançar um olhar feroz, como se marcasse território.

--- É verdade! - Disse por fim. --- Tem algo que eu queiro te mostrar lá em cima. - E segurando as mãos macias de Esmeralda, ele a puxou. A garota lançou um olhar para o outro ainda estupefato em cima da mesa e começou a caminhar com o pretendente da noite.  

A escada revelou ser ainda mais promiscua. Além das duas garotas que ainda brigavam com a língua, tinha um casal sentado. No topo em um vaso de planta, um adolescente urinava e em seguida dava um gole em uma garrafa de cerveja.

Chegaram no segundo andar, um extenso corredor com algumas portas. Felipe a puxou para a primeira e a sua primeira visão foi uma cama, uma cômoda com um quadro e um pôster antigo do Green Day. Felipe encostou a porta em seguida veio em dua direção.

--- Você é muito bonita, sabia? - Falou ele encostando o seu corpo rígido nela. --- Fiquei louco quando David falou que você é afim de mim. Porque não falou comigo antes? Eu com certeza não daria um não pra você.

--- É? - Perguntou Esmeralda se afastando e mostrando um interesse genuíno no pôster. Tinha uma época que ela achava o Billie Joe uma gracinha. Sentiu um vento passando por ela e olhou para trás, vendo a porta se abrir. Primeiro viu David, depois outros dois garotos. O último a entrar rodou as chaves na fechadura.

Seu coração deu um salto. Estava sozinha em um quarto com quatro garotos e aquilo não poderia ser coisa boa. Passou pelos braços erguidos de Felipe e parou na frente do seu amigo.

--- David, abre essa porta! - Falou ela com veemência. --- Não estou confortável aqui.

--- Calma, Esme. - Falou ele descendo os olhos para o seu corpo. --- Estamos no ensino médio. É hora de se divertir. Quantas vezes já falei para você se soltar? Mostrar um pouco desse seu corpinho? Você tem um corpo lindo, sabia?

Esmeralda respirou fundo. Estava em desvantagem e tirando David, os outros três começavam a demostrar interesse nela. Felipe a surpreendeu por trás e suas mãos desceram direto para o seu quadril, apertando um pouco forte demais.  Ela viu uma incerteza nos olhos do seu amigo, mas foi passageiro. As pupilas de David se delataram e então ela viu algo jamais visto antes nele… desejo.

Uma lágrima logo desceu. Sentiu uma mão forte a puxando pelo braço e a jogando na cama. Na queda bateu com a cabeça na cabeceira e sua mente rodopiou um pouco, além de uma dor aguda. Mãos geladas misturadas com bafo de cerveja começaram a tocá-la em partes indesejadas. E ela só ficou ali parada, sem reação e forças para reagir.

Sentiu a sua blusa sendo arrancada e apenas por instinto tampou o sutiã com as mãos. Foi se despertando aos poucos. Piscou algumas vezes e viu a imagem de David agora sem camisa tentando subir sobre ela. Seu primeiro movimento foi erguer as pernas e o chutar. Ela acertou a sua costela, mas outro segurou as suas pernas e as gargalhas começaram.

--- Eu sou o primeiro.
- Ouviu Felipe falando.

--- NÃO! - Gritou. Algum maldito aumentou o som no máximo e até mesmo no quarto estava quase impossível ouvir uma só palavra. --- Não, Não! - Tentou movimentar as pernas, sentindo braços, bocas e outras partes tentando subir sobre ela.

Alguém grudou os lábios no dela e ela viu David. Era nojento aquilo com o seu melhor amigo. Como ele poderia ousar fazer aquilo? Esmeralda então abriu os lábios como se quisesse cooperar e o menino pensou que fosse aquilo. Sentiu a língua ereta do rapaz passear dentro dela e então a menina mordeu com o máximo de força que pôde, sendo invadida instantaneamente por um gosto metálico.

Ele gritou e ela gritou em resposta. Algo forte veio contra o seu rosto e de repente o gosto metálico não era somente do seu amigo.

O som da festa tornou-se mais alto. Havia algo de errado porque viu um dos meninos gritando com alguém. Viu Rodrik e uma porta escancarada. Um abajur serviu de arma, porque um dos amigos mais próximos de Felipe despencou no chão com a mão sobre a cabeça. E havia sangue agora.

Levantou o corpo e viu Felipe, David um terceiro de frente para o menino. Seu primeiro instinto não foi vestir uma roupa, foi pular sobre as costas do seu amigo e bater nele com o cotovelo. David rodou o corpo e ela foi arremessada sobre a parede, deslizou até o chão. Se recuperou da tontura eminente e voltou a pular sobre o amigo.

Viu um lampejo negro sair das mãos de Rodrik e aquilo logo acendeu a sua mente, a tirando do transe. O que ela estava fazendo? Era uma semideusa em processo de treinamento. Não sabia absolutamente nada, mas mortais não violariam o seu corpo.

Desceu para o chão e logo estava na frente do amigo. David deve ter percebido algo inusitado, porque deu dois passos para trás. Esmeralda sorriu e seus olhos brilharam. Ela segurou o seu rosto e o jogou contra a parede. Ele era mais forte que ela, tinha algum treinamento em lutas de rua, todo adolescente americano sempre já tinha brigado uma ou duas vezes. Mas, ela era rápida na luta graças ao seu déficit de atenção. Ela passou por ele em uma esquiva de sorte e fez a única coisa que alguém criado para ser uma cigana faria, jogou sujo. Pulou sobre ele e seus dentes logo grudaram em sua bochecha e ela mordeu com força, segurando a sua cabeça para que ele não se soltasse rapidamente. Foi golpeada na barriga, mas as mãos de David agora era sangue. Seu rosto ficaria desfigurado.

--- Vamos! - Sentiu Rodrik segurar a sua mão e ela aceitou de bom agrado. Passaram pela porta, ela apenas de sutiã. Estava prestes a descer o primeiro degrau, muitos da festa já olhando para ela, quando sentiu que algo estava errado. Olhou para atrás e viu David vindo logo atrás sangrando e louco de raiva. Ele tinha algo  nas mãos. Um porrete.

--- RODRIK! - Ela gritou. O menino pálido que agora estava sem os óculos viu o que ela via. David ergueu o bastão e quando atacou, Esmeralda viu um corpo na sua frente tomando o impacto. Rodrik recebeu a arma no centro da cabeça, desequilibrou-se e caiu, rolando degraus abaixo com o som de Imagine Dragons e muitos gritos dos festeiros que assistiam a cena.

Ela viu o então companheiro rolar por um golpe que deveria ser dela. E quando o corpo de semideus parou no andar debaixo, havia sangue por todo o seu corpo. Os olhos abertos imóveis, a boca superficialmente escancarada, um jovem morto.

Colocou as mãos na boca e enquanto as lágrimas desciam ela tentava se controlar. Quando não havia outra saída, ela gritou.  

***

Acordou batendo em todos e ao mesmo tempo percebeu que havia somente uma pessoa ali. Halsey com muita facilidade conseguiu a imobilizar.

--- Calma! Calma! Foi só um treinamento, fique calma. - A voz de Halsey falava por cima do seu choro.  

--- Ele morreu por mim, por mim! - Ela só sabia repetir aquilo.  


Ao Avaliador:
Hey! Eu coloquei que Esmeralda perdeu a memória pelo simples fato dela não ter nenhum passiva protetora sobre influências mentais. A influência da mentalista a levou direto para uma nova realidade, ela só recobrando a consciência após um forte estresse no final. Essa RP em conjunto com Rodrik Andrews Lefford.
             

Setor 2 Anigif11
Traje: Uniforme romano ⍣ Acompanhado: Em conjunto com Rodrik Lefford ⍣ Aonde:Arena ⍣ Nota: ??? ⍣ Música: Imagine Dragons - Believer
Esmeralda Kyle Santinne
Esmeralda Kyle Santinne
Sem grupo
Sem grupo

Idade : 18
Localização : Acampamento para Semideuses

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Mensagem por Charlotte A. Blackwell em Dom Abr 07, 2019 5:18 pm

Someday, somehow, I'm gonna make it all right but not right now
Familiar: Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. É um dos locais mais importantes para a formação do indivíduo e, pela grande convivência e similaridade quanto às personalidades e modos de ser, os conflitos podem ser de um grau pequeno, ou podem ser tão grandes que destroem não só aqueles que estão envolvidos, mas todos ao seu redor.

Eu não sei o que deu errado na minha primeira simulação, mas parte da minha mente tinha sido bloqueada e acabou que a destruição em massa foi distorcida por minha cabeça tirana. Com isso, o treinamento não deu totalmente certo e quando voltei a mim estava abalada, porém não como os outros.

A segunda parte seria um pouco diferente da primeira, Ariel já tinha orientado nós semideuses sobre o que aconteceria e era por isso que eu estava receosa. Eu tinha medo das peças que minhas lembranças poderiam me pregar, ainda mais se voltasse a pensar nela.

Assim sendo quando a mentalista se aproximou levou um bom tempo para que eu me acalmasse e fosse induzida. Eu não conseguia relaxar e acabei dando trabalho demais a filha de Hades, que penetrou fundo na minha mente e me trouxe de volta para uma lembrança que achei ter esquecido.

...

"Tentei bloquear minhas lembranças de você, mas descobri que elas são fortes o suficiente para me sufocar e que basta eu abrir os olhos, te encontrarei mais uma vez.”

Acho que me perdi no meu próprio mundo por tempo demais, e dessa forma, minha maior ilusão voltou para me acalmar e atormentar ao mesmo tempo. Acalmar porque, mesmo estando longe, ela sempre ficou por perto nas ilusões constantes criadas pelo meu comportamento impulsivo. Eu fazia um treino e me machucava, então ela vinha para me repreender, eu não me alimentava direito e ela me fazia levantar e ir até o refeitório, eu sentia sua falta e ela desaparecia.

Atormentar porque...

Ela não estava ali.

Não de verdade ao menos. O verão tinha apenas começado no acampamento meio sangue, tínhamos descoberto que éramos semideusas há exatos dois meses antes dela partir para se encontrar. Sua desculpa era a de ter se juntado a um grupo de virgens que precisavam passar por isolamento, mas em minha mente eu sabia que era mais do que isso...

Eu tinha perdido minha irmã, minha confidente e minha melhor amiga e a saudade aos poucos estava me matando.

As ilusões começaram uma semana depois de sua partida. No começo eu achei que ela tinha voltado e cheguei a surtar em público, depois percebi que aquela Frannie não existia, não era real e sim fruto da minha mente macabra e distorcida. Eu queria tanto a presença dela que comecei a imagina-la.
Com o passar do tempo sua presença constante se tornou minha tormenta, então comecei a ignora-la, mesmo que mentalmente eu implorasse para que aqueles momentos se tornassem realidade.

Até que numa manhã todos os meus desejos se tornaram reais...

Lembro que naquela manhã eu tinha acordado me sentindo diferente. A dor da saudade ainda estava presente, mas a sensação de mudança preenchia o ar. No entanto, bastou que eu abrisse os olhos e a visse para ter certeza de que aquele dia seria como todos os outros.  — Vá embora Frannie, você não é real e os deuses sabem que eu queria que fosse, mas você não é! — Resmunguei mal-humorada e cansada de tudo aquilo.

Mas Frannie não recuou nem agiu como o habitual. Embora minha mente fosse criativa não chegava perto das ações da minha irmã, não eram tão realista e jamais reagiam por conta própria e sim de acordo com o que eu lembrava dela. A Frannie daquela manhã se aproximou demais, pegou meu braço e me deixou encolhida na cama antes de me puxar e me morder com força no antebraço, me arrancando um grito desesperado. Meus olhos se arregalaram e minha reação instantânea foi a de estapear aquela garota, mas ela foi mais rápida e se afastou erguendo as mãos em sinal de paz.

— Uma ilusão faria isso Aimée? — Abri e fechei a boca diversas vezes para responde-la. Cocei e pisquei os olhos até certeza de que a garota não desaparecia e quando me toquei de que ela era de verdade soltei um grito ainda mais alto do que aquele que tinha escapado enquanto ela me mordia.

— Frannie! Frannie você voltou — A Charlotte mais nova saltou os braços de sua melhor amiga e a apertou com força, sendo amparada pela irmã mais nova que lhe acolheu com todo o amor que possuía.

— Eu voltei Aimée, e dessa vez não vou a lugar nenhum. — Ouvi-a dizer baixinho em meu ouvido antes de despertar.

...

Quando voltei a realidade eu estava ofegando por conta do sentimento que me preenchia. A sensação de saudade por momentos como aquele ainda me perseguia. Naquela época Frannie era apenas minha irmã e nossas brigas eram por saudade, não por ciúme. Acontece que essa lembrança não era apenas um lembrete de que já fomos família, era também a certeza de que ela nunca iria se afastar de mim. Frannie não quebrou a promessa, quando ela saiu em busca de respostas do seu passado perdeu a memória e foi por isso que não retornou para casa.

Ou seja...

— Merda! Eu preciso ir atrás dela e arrumar tudo — Resmunguei assim que retornei o foco. A outra instrutora me encarava de um jeito estranho, como se eu pudesse mesmo sufocar ou surtar. — Eu preciso... preciso — Halsey segurou meus ombros e me empurrou levemente sobre o colchonete novamente. Fez comigo exercícios de respiração até eu me acalmar, embora meus pensamentos parecessem gritar comigo a todo momento. Demorei a recuperar a calma para conseguir sair dali e quando fiz foi com um rumo e uma certeza definida: Eu precisava encontrá-la.




Charlotte Aimée Blackwell
One of the happiest moments is when you find the courage to let go of what you can’t change.
Charlotte A. Blackwell
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Curandeiros de Asclepios
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Mensagem por Aprilla Deapryth em Dom Abr 07, 2019 11:53 pm

blood of chaos
setor 2: familiar
Suor escorria pelo rosto de April quando chegou a sua vez de ser submetida à segunda ilusão projetada por Ariel. Não somente pela anterior, na qual presenciara a morte de tantas pessoas em meio a uma enchente, mas porque agora se tratava de relacionamentos. Esse era um ponto complicado para a ex amazona, mas desistir, além de passar uma impressão ruim às instrutoras, estava fora do seu vocabulário.

Engoliu em seco, então, quando a mentalista se aproximou. Forçou um sorriso que saiu torto e frouxo, nada convincente, e assentiu quando lhe foi perguntado sobre estar pronta. Desta forma, sentada em um canto aleatório da arena do Meio-Sangue, April viu o rosto de Ariel cada vez menos nítido até que tudo convergisse em um infinito preto.

Pareceu ter sido em seguida que sua consciência foi restabelecida, mas estava do outro lado do país, de volta ao acampamento romano. A simplicidade presente no interior do largo prédio era característica, assim como a mobília de segunda mão e a sensação de acolhimento. Estava no quartel da quinta coorte, lugar no qual viveu por um longo e perturbado ano.

Após um suspiro, Deapryth levantou-se do sofá e se dirigiu até a janela mais próxima. A manhã começara fazia pouco tempo, o que teoricamente causaria uma barulheira em virtude dos campistas para lá e para cá, treinando e conversando. No entanto, o que via era o extremo oposto.

De repente, o silêncio, existente tanto dentro quanto fora da edificação romana, foi cortado por passadas pesadas e aceleradas, como se seu dono estivesse irritado. O rodopiar de calcanhares por parte da legionária fez sua camisola rosa bebê e sua cabeleira esvoaçarem de leve. E o semblante, que até então transmitia nada mais que confusão, revelou o pesar e o medo que despontaram em seu coração quando o rosto de Romeo Bernocchi surgiu pela porta de entrada.

Uma espécie de gemido escapou pela boca da jovem, configurando sua única reação física e verbal. Por outro lado, o pretor exprimia raiva em sua face, e os punhos cerrados, contraindo os músculos dos braços, confirmavam isso. Ele não estava bem.

E foi aí que as peças se encaixaram. A situação fazia parte do treinamento de Arisey, e por se tratar de relacionamentos, bom... Romeo era como seu irmão mais velho. Quando chegou ao acampamento, dentro de uma canoa de madeira com uma estatueta de Victória na proa, April não sabia nem mesmo seu nome, sendo apelidada de Noah por isso. O filho de Belona foi extremamente gentil e cuidadoso, dedicando-se bastante na adaptação do semideus desconhecido e sem memória.

Era esse, inclusive, o seu maior medo: que Romeo a julgasse por ter ingerido aquela poção. Seu coração dizia que ele deveria saber, mas as únicas cientes da drástica mudança de Noah para Aprilla eram Felicity e Elena. Apesar de se importar, não o conhecia bem para ter certeza de que sua reação seria tão boa como fora com a curandeira e com a amazona. Não queria arriscar.

Por quê? — Romeo perguntou, em um tom de voz alto e firme, após um longo suspiro.

Os olhos azulados da meio-sangue marejaram e, aos poucos, algumas poucas lágrimas escorreram por suas bochechas. Quando isso aconteceu, ela abaixou o rosto e passou as mãos às pressas para limpá-lo, devolvendo o olhar ao rapaz somente quando, de soslaio, o viu se aproximar.

Me responde, caralho! — seu tom era nitidamente mais feroz e, em ação reacionária instintiva, April recuou até bater o bumbum no parapeito da janela.

E-Eu... — tentou, balbuciante, e só prosseguiu quando respirou fundo: — Eu não sei.

Ambos permaneceram em silêncio e imóveis por um longo instante. Antes de seus olhares se reencontrarem, o antigo centurião da quinta coorte tornou a avançar, a respiração pesada praticamente ecoando pelo hall da entrada.

Depois de tudo o que eu fiz por você... — era bizarro como a voz dele parecia ficar mais alta a cada frase. — Eu te amparei, te treinei, te APADRINHEI! — o longo suspiro talvez devesse servir para controlar a raiva, mas a falta de efeito era clara. — E você não teve a CAPACIDADE de vir falar comigo depois... disso. — antes da última palavra, Romeo olhou Aprilla de cima abaixo e gesticulou como se ela fosse desprezível.

Eu fique com medo da sua reação, Meo. — e ao referir-se a ele pelo apelido, o maior dos gritos fez-se presente:

ROMEO!! — outro suspiro. — Você perdeu o direito de me chamar assim.

E ele se virou, partindo a caminhar ao redor da pequena mesa que havia no meio dos sofás. Suas mãos iam do rosto à nuca, passando pelos cabelos bagunçados, e vez ou outra um urro contido surgia. As veias descobertas dos antebraços e de parte do bíceps, além das do pescoço, estavam saltadas.

Diante da terrível cena, a filha de Victória não conseguiu reagir de forma diferente do usual: chorar. Enfiou as mãos no rosto e, encostada no batente, escorregou até o chão. O choro atingiu um nível alto em uma fração de segundos, chegando ao ponto de fazer April tremer e soluçar. Em meio a isso, porém, ela tentou:

Desculpa!

Mas Romeo estava impassível, totalmente diferente do que antes se mostrara. Se o tivesse visto assim, com certeza April, enquanto Noah, não o veria como um irmão, uma quase família que nunca, exceto pelas amazonas, experienciou. Não tinha bagagem para avaliar a situação e ao menos se confortar de que era comum em alguns núcleos familiares. Ou, se tinha, sua ausência de memória a passara a perna mais uma vez.

Eu só queria entender. — houve outro comprido intervalo antes da fala do romano, que para a surpresa da moça parecia ter se controlado. — Você foi uma amazona por mais de um ano, e antes disso já tinha mudado. Eu te procurei, Noah, até meu pai me fazer acreditar que você tinha morrido. Eu enterrei a estatueta da sua mãe porque você não tinha deixado nem mesmo uma meia.

O choro de April diminui, mas em contrapartida o de Romeo começou. Agora, sendo apresentada à visão do pretor, a ex amazona podia imaginar o sofrimento pelo qual ele passou. Nunca se colocara no lugar dele, sempre sendo ignorante o suficiente para imaginar que ele seria um monstro ao saber da transição.

Mas ele talvez fosse.

Ao arriscar uma aproximação, ela foi surpreendida. Um soco bem calculado foi direcionado ao seu nariz e, pela curta distância e pela força do semideus, April caiu para trás desacordada e com o nariz apontando para a esquerda. Romeo, porém, ficara feliz por descontar sua raiva, amargura e decepção por ter sido vítima da mentira e falta de noção da apadrinhada, e a ilusão teve fim.

Halsey desviou a tempo de receber uma cabeçada de Deapryth, desencadeada pelo movimento súbito ascensor que esta descreveu. O susto, além de fazê-la se sentar, a deixara bem suada e ofegante, e nem mesmo o toque da conselheira de Éris parecia capaz de acalmá-la.

Lembre-se que foi tudo uma ilusão. Você está bem, você está segura. — o olhar da romana foi direcionado a Halsey, que apesar da ascendência divina parecia uma boa moça. Em resposta, April sorriu de maneira troncha e debruçou-se sobre a outra semideusa, abraçando-a enquanto lágrimas reais eclodiam dos seus olhos.

dado sorteado:
http://www.bloodolympus.org/t4661-rps-aprilla-deapryth#96230

Familiar: Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. É um dos locais mais importantes para a formação do indivíduo e, pela grande convivência e similaridade quanto às personalidades e modos de ser, os conflitos podem ser de um grau pequeno, ou podem ser tão grandes que destroem não só aqueles que estão envolvidos, mas todos ao seu redor.

FPA:
Mayu Amakura
Aprilla Deapryth
Aprilla Deapryth
V Coorte
V Coorte

Idade : 18

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Mensagem por Enzo A. E. Hawley em Seg Abr 08, 2019 7:58 pm



Blood Of Caos

Amizades: A amizade pode ter, como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos, muitas vezes, se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuge, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Alguns amigos não são tão confiáveis, mas infelizmente o indivíduo descobre isso às vezes tarde demais, causando mais confusão do que se esperaria.

Demorou um bom tempo até que eu estivesse pronto para uma segunda simulação. A primeira tinha sido cansativa e me rendera duas crises de asma bastante violentas. Assustei Maisie e sua irmã por horas suficientes para que Amber deixasse o treino e seguisse sozinha para a segunda simulação, fazendo com que Maisie acabasse ficando só comigo como parceiro.

Fiquei triste pelo afastamento súbito da mentalista, mas feliz porque minha melhor amiga não saiu do meu lado até eu me recuperar. Algo que levou um bom tempo, mas que me deixou novinho em folha e pronto pra outra. Assim sendo quando voltamos para a cadeira de indução comigo já mais disposto, não demoramos muito para negar a fundo dentro da mente, adormecendo para o resto do mundo mortal.

...

Eu podia estar dormindo do lado de fora, mas ali dentro eu também estava. O mundo parecia muito maior visto daquele ângulo, meus olhos coçavam de leve e o sono dominava meu corpo pequeno. Eu não me recordava daquela lembrança, mas parte de mim sabia que ela era mais do que real.

A perda de memória me deixou desprovido de informações sobre minha vida depois dos 12 anos de idade. Eu só me lembrava de um acidente e da morte de um desconhecido, depois disso mais nada. Todas as memorias da minha infância tinham sido perdidas, era por isso que aquele momento se tornou bastante curioso para mim.

Eu estava em uma escola, cercado por outras crianças apoiadas em armários coloridos em um corredor largo. Não tinha adultos por perto e portas grandes nos separavam da saída para o pátio, o que indicava que ainda não era hora do recreio, uma pena! Eu tinha certeza de que aquela era minha hora favorita do dia mesmo que não me recordasse disso, o Enzo daquela época parecia saber bem como se divertir.

Aos poucos minhas memorias foram se encaixando e minha mente adulta foi tomada pela da criança de seis anos na escola. Eu tinha aula de artes dali alguns minutos e sabia que minha mamãe tinha me deixado ali para trabalhar, ela era uma legionária sensacional, mas por algum motivo eu não conseguia lembrar das feições dela. Esse pensamento me deixou abatido por um momento e me distraiu por tempo suficiente para não perceber a confusão que aos poucos se formava.

As crianças ao meu redor pareciam ter mudado a postura e isso me deixou confuso por um momento, já era horário de aula, não deveríamos nos mover para as salas sem parecer ariscos como animais?

Meus olhinhos piscaram um tanto entediados, minhas mãos foram parar no bolso da jaqueta do uniforme e meus passos me levaram a adentrar mais fundo no corredor, onde a multidão cercava alguém ou alguma coisa.

Algumas crianças começaram a gritar para sobre uma aberração enquanto empurravam algo. Vi quando um pedaço de sanduíche deslizou pelo corredor perto dos meus pés e curioso abri caminho por entre os menores para ver o que acontecia. Uma turma tinha se reunido ao redor de uma menina pequena que estava encolhida entre um dos armários, assustada com a confusão ao seu redor. As crianças pareciam trata-la como se ela fosse uma doença e isso por si só encheu meu peito de um sentimento estranho de proteção e raiva.

Senti quando meu rosto esquentou completamente vermelho, deixando-me tremulo e muito irritado! Eu queria bater em todos eles, por que eles estavam fazendo isso com ela? Crianças deviam ser todas amigas e não maldosas! Eu não entendia, não entendia nadinha do que estava acontecendo.

Foi por isso que agi.

O impulso me fez empurrar as duas crianças que bloqueavam meu caminho antes de me colocar em frente a menina e estender os braços, impedindo outros de aproximarem. — Parem com isso! — Gritei inflando as bochechas e ficando ainda mais vermelho, mas as crianças não me levaram a sério e eu tinha certeza de que era porque eu estava de janelinha!

Meu dente da frente tinha caído uma semana atrás, mas isso não queria dizer nada, eu ainda estava lindo e podia enfrentar aqueles bobocas. — Se mexerem com ela vão mexer comigo também — Estufei o peito e encarei meus coleguinhas de maneira firme. — Vão embora, xô! — Gritei de novo, fazendo todos me encararem de um jeito estranho, como se me condenassem assim como fizeram com ela.

Ainda assim não tive muito tempo para pensar nisso, o sinal tocou dispersando meus colegas enquanto as professoras começavam a chama-los para dentro da sala de aula, me dando chance de me abaixar em frente aquela garotinha. — Você ta bem? — Perguntei estendendo a mão para ajuda-la a levantar. — Não precisa ficar mais triste eu não vou mais deixa mais brigarem e ofenderem você — Fechei a cara ainda bravo com a situação.

— Eu sou o Enzo, como é seu nome? — Perguntei antes de ajudar ela a se ajeitar, pegando sua lancheira do chão e percebendo que estava quebrada. Ela se apresentou como Maisie e ainda estava muito tristinha, isso me deixou chateado Maisie.

— O seu nome é muito bonito Maisie, e olha que legal você pode ficar com o meu lanche!  É gostoso, foi a minha mamãe que fez — Expliquei animado, abrindo um sorriso banguela antes de abrir a mochila e tirar dali uma lancheira muito legal de super-heróis. — Não precisa mais ficar com medo — Assegurei corajoso, mesmo sabendo que as crianças agora também iriam pegar no meu pé. — De hoje em diante eu não vou deixar mais ninguém mexer com você, vou te proteger pra sempre, eu prometo!

...

Despertei surpreso com aquela lembrança, afinal eu tinha perdido a memória seis anos atrás, fazendo com que toda a minha infância fosse perdida. Aos 12 anos sofri um acidente e acabei despertando para o mundo junto a Jo e Emmie, minhas mães adotivas. Minha personalidade tinha sido moldada a partir dai e todo o meu passado tinha sido esquecido, ignorado. Aparentemente eu não conhecia os detalhes da minha história e tinha acabado de conhecer mais um... o que confesso, era surpreendente magico, mas também um pouco assustador.

Pisquei curioso com aquela lembrança e ao me lembrar do nome da garotinha ofeguei ainda mais surpreso, para em seguida me virar para minha melhor amiga e dizer ao mesmo tempo que ela. — Era você! — Sorrimos juntos, largamente um para o outro antes que eu a puxasse para um abraço, bem a tempo de Halsey se aproximar para ver se estava tudo bem. E estava, estava tudo perfeito.

Clica e se apaixona:

Enzo Criança.
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Enzo A. E. Hawley
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Celestiais de Èter
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Mensagem por Maisie K. Blackwood em Seg Abr 08, 2019 10:27 pm

Chain reaction, it's so electric
Setor 2


Dado sorteado:
Amizades: A amizade pode ter, como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos, muitas vezes, se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuge, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Alguns amigos não são tão confiáveis, mas infelizmente o indivíduo descobre isso às vezes tarde demais, causando mais confusão do que se esperaria. (Link)

Respirei fundo lentamente, concentrando a minha mente para o que estaria por vir. Fomos assegurados que não haveria mais catástrofes naturais, seca, terremotos, tempestades ou pessoas em situação de vulnerabilidade, e isso foi o que me motivou para continuar. Eu queria realmente conhecer os meus limites, buscar um autoconhecimento para, assim, poder melhorar como legionária e como pessoa.

Amber havia preferido se abster da segunda etapa, deixando-me (pasmem!) sozinha com Enzo. Então, após algum tempo, eu e meu melhor amigo estávamos prontos para mais uma experiência simulada. Ariel nos induziu um estado de sono, e então a simulação teria início.

(...)

Quando a simulação começou, eu estava deitada em uma cama macia e quentinha, despertando de um sono profundo e agradável. Estava abraçada a um grande cachorro de pelúcia, que dava uma sensação prazerosa de proteção. Mas, mesmo que tivesse sido uma noite bem dormida, eu não me senti feliz ao abrir os olhos e ouvir a voz de meu pai.

– Acorde, Maisie, ou vai se atrasar para a escola - ele dizia suavemente, enquanto balançava o meu ombro para me despertar.

Sonolenta, comecei a me mexer na cama, espreguiçando-me ao máximo para retirar o cansaço do corpo. Aos poucos, sentei-me na cama e apoiei os pés contra o chão para me levantar. Vendo que estava começando a me arrumar, meu pai deixou o cômodo e foi em direção ao quarto de Amber.

Colocando-me em pé e acendendo a luz, deparei-me enfim com minha imagem no espelho e com o ambiente do quarto. Sim, era eu, mas eu uma versão doze anos mais jovem. Eram os mesmos olhos cinza, os cabelos loiros, mas estava sem alguns dentes de leite na boca devido à mudança de dentição típica da idade. Já a residência não era a moradia atual de minha família, em Tenderlion, mas a casa que tínhamos quando morávamos em Nova Roma na infância.

Aquela percepção fez com que eu respirasse fundo, preparando-me para o que estava por vir. Os primeiros anos de nossa moradia em Nova Roma não haviam sido nada fáceis devido ao preconceito que os legionários tinham com Minerva, a versão romana de Athena. Os legionários não compreendiam que éramos filhas da deusa grega da sabedoria e da guerra. Apenas consideram Minerva uma divindade fraca por quebrar seu juramento e ter filhos com humanos. Não compreendiam que não éramos concebidos da maneira tradicional. Minerva também não era considerada uma deusa da guerra, como Athena na Grécia, ela não teve culto em Roma, e sequer tem um local na Colina dos Templos.

Nossa infância em Nova Roma havia sido tão extenuante que nosso pai havia decidido se mudar para o mundo mortal, em um bairro tido como perigoso, onde o cheiro dos indigentes desviaria os monstros. Entretanto, fomos muito mais felizes na periferia de São Francisco do que na seleta cidade de Nova Roma.

– Tô pronta - disse, descendo as escadas e indo pegar meu lanche na cozinha. Meu tom de voz não era animado, como o que uma criança que gosta de ir para a escola encontrar os amigos. Eu gostava de tudo o que aprendia, de todo o conhecimento transmitido, mas o ambiente criado pelos meus colegas estragava tudo. Eu não tinha sequer um amigo.

Tentando esboçar um sorriso animador para mim, meu pai me abraçou e me pegou em seus braços. – Vai ser um ótimo dia, minha pequena - dizia sempre, acreditando que um dia seria melhor que o outro. Assim, acompanhou-me até a entrada da escola e deixou-me lá.

A partir de então, eu estava sozinha.

Com as mãos apoiadas na alça da mochila, atravessei o portão da escola de educação infantil e comecei a andar pelo pátio em direção ao prédio principal. Como de costume, senti sobre mim o olhar dos legionários que deixavam seus filhos ali e das outras crianças. Era um olhar que dizia que aquele não era o meu lugar, que eu não deveria estar ali, sequer deveria existir. Eles faziam com que eu me sentisse um erro… Um erro de Minerva por “quebrar o seu juramento”.

Respirei fundo, suportando aquele aperto no peito com a valentia de uma criança que não aparentava ter apenas 4 anos. Mas aquilo nunca durava muito tempo. Depois que eu entrava no prédio e saía da vista do meu pai é que as coisas realmente ficavam complicadas.

– Cuidado por onde anda! - um garoto disse, colocando o pé à minha frente e me fazendo cair.

Com o tombo, minha lancheira se abriu e quebrou um dos seus trincos. O lanche que eu tinha para o intervalo rolou pelo chão e acabou sendo chutado para outro canto qualquer do corredor. A risada das outras crianças preencheu o ambiente enquanto eu tentava me levantar atrapalhada devido à mochila nas costas e sem muita coordenação motora.

Enquanto cambaleava colocando-me em pé, outra menina se aproximou e me empurrou. Caí novamente, dessa vez sentada, e quase esbarrando em outras crianças durante a queda. Mas elas se afastaram assim que passei perto delas. Era como se eu tivesse algum vírus infeccioso e elas não podiam tocar em mim.

As risadas e os comentários negativos continuaram, e eu já não fazia questão de me levantar. Mesmo que eu tentasse resistir, meus olhos se encheram de lágrimas e elas escorreram por meu rosto sem autorização alguma. Com aquela idade, não era capaz de entender a razão de tanto preconceito e o porquê de não ser aceita como uma criança normal. Eu não era uma meio-sangue como todas as outras crianças ali? Por que tanta maldade, então? O que eu e minha família tínhamos feito de errado?

Com as costas apoiadas contra a parede, dobrei os joelhos aproximando-os do corpo, envolvendo-os com os braços. Então pude baixar o rosto e deixar que as lágrimas rolassem livremente. Não era a primeira vez que aquilo acontecia, também não seria a última. Aquilo era rotineiro e nunca tinha fim. Um dia era mais complicado que o outro, mais difícil de suportar. E eu nunca contava aquilo para papai. Eram situações que ficavam apenas entre Amber e eu.

Reviver aquela situação não era fácil para mim. Eu era apenas uma criança e mesmo assim era vítima de ódio e preconceito, como se tivesse cometido algum crime por ter nascido da forma como nasci. Eu só tinha quatro anos…

– Parem com isso! - alguém diferente gritou.

Com a novidade, ergui os olhos para espiar o que estava acontecendo. Um menino mais velho estava ali, colocando-se diante de mim e de frente para as outras crianças. – Se mexerem com ela vão mexer comigo também! - ele continuou, enxotando as crianças implicantes dali.

O sinal logo tocou, dando início ao período de aulas e obrigando todos ali a se dispersarem e irem para as suas salas. Então, após alguns minutos, o corretor ficou vazio e restou apenas eu e o outro menino ali. Ele se abaixou diante de mim, sem a costumeira raiva que eu encontrava nos olhos das outras crianças.

– Você tá bem?

Funguei o nariz, esforçando-me para controlar o choro e passei as mãos pelo rosto para esfregar as lágrimas. Movi a cabeça afirmativamente, embora não estivesse totalmente bem. Com a ajuda dele, coloquei-me de pé e bati o pó da roupa. Afinal, não queria que meu pai soubesse do que acontecia ali rotineiramente.

– Não precisa ficar mais triste, eu não vou mais deixa mais brigarem e ofenderem você - ele disse, visivelmente bravo com a situação que presenciara.

Como uma criança de quatro anos, ainda me sentia triste com a situação, mas a aparição do garoto renovou um pouco do meu ânimo. Eu já havia conseguido parar de chorar e me sentir um pouco melhor.

– Maisie - disse em resposta à sua pergunta, com a voz fraca devido ao choro recente.

Ao ver minha lancheira quebrada e o meu lanche todo espalhado pelo chão, ele abriu sua mochila e me ofereceu a sua. Era um objeto estampado com a imagem do Capitão América, onde estava algum lanche preparado pela mãe dele. E a sua gentileza fez eu realmente me sentir melhor. Pela primeira vez em minha infância, eu estava fazendo um amigo. Finalmente havia encontrado uma criança que não me tratou com o habitual preconceito que os outros me tratavam.

– De hoje em diante eu não vou deixar mais ninguém mexer com você, vou te proteger pra sempre, eu prometo!

Lágrimas voltaram a escorrer pelo meu rosto, mas agora era de alegria.

– Obrigada, Enzo.

(...)

Ao despertar, os sentimentos dentro de mim ainda eram muito intensos e um pouco confusos. Primeiro havia aquela tristeza de reviver uma situação difícil da minha infância e lembrar do quanto éramos mal-tratadas na escola. Mas aquela tristeza se convertia em alegria com aquela cena, e uma emoção muito difícil de conter.

– Era você! - consegui dizer a Enzo, com lágrimas que também se formavam em meus olhos agora.

A maioria das minhas lembranças de infância haviam sido guardadas no porão da minha memória, para que eu não ficasse recordando daquelas situações. E, no fim, havia esquecido do meu primeiro amigo também. Poucos meses após, eu e minha família nos mudamos para São Francisco, e com o passar dos anos, aquele acontecimento havia caído no esquecimento.

Mas, com aquela experiência, descobrimos que já era amizade antes de ser. Era tão difícil expressar aquela sensação com palavras, então só conseguimos fazer isso através de um abraço longo e apertado.

– Como vocês estão se sentindo? - a líder do chalé de Éris se aproximou logo depois.

– Melhor que nunca - consegui dizer, ainda abraçada ao meu melhor amigo.

Nunca seria capaz de agradecer às instrutoras por recuperar aquela lembrança.


Notinhas:

• Maisie e Amber são filhas de Athena e de um legionário que era filho de Belona. Naquela época, o preconceito com os filhos de Minerva ainda era muito forte, o que tornou a infância das duas bem difícil. Quando Maisie tinha 5 anos, a família se mudou para um bairro da periferia de São Francisco.
• Enzo perdeu suas memórias aos 12 anos, quando despertou na Estação Intermediária. Suas memórias de infância eram desconhecidas até então.
• Vimos nessa simulação uma oportunidade para ligar a amizade dos dois desde a infância, através de uma lembrança real que aconteceu com os dois, mas que nenhum lembrava. Isso se encaixou perfeitamente na trama de cada um e tornou-se um acréscimo muito positivo.
• Muito obrigada, meninas!

Make a wish change to reality


Maisie Blackwood
intelligence is the only way we have to master our instincts.
Maisie K. Blackwood
Maisie K. Blackwood
Centuriã III coorte
Centuriã III coorte


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Mensagem por Halsey Rose Maddox em Ter Abr 09, 2019 10:36 pm

SETOR DOIS ENCERRADO.


heiress of chaos
and discord


Halsey Rose Maddox
Halsey Rose Maddox
Líder de Éris
Líder de Éris

Idade : 19
Localização : Acampamento Meio-Sangue

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Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Qui Abr 11, 2019 2:17 pm

avaliações
blood of chaos

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa: 4000xp e dracmas para quem fez o setor 1 e 2000xp para quem não fez.

Conteúdo da missão: – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 25%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: – 25%

Esmeralda - 2000/2000
Critérios de avaliação: Conteúdo da missão - 50%
Gramática e ortografia - 25%
Criatividade e desenvolvimento - 25%
Comentários: O semideus atingiu a pontuação máxima para o setor!
Extra: O player não participou do setor 1, recompensa reduzida em 50%.

Charlotte - 4000/4000
Critérios de avaliação: Conteúdo da missão — 20%
Gramática e Ortografia — 25%
Criatividade e Desenvolvimento — 15%
Comentários: O semideus atingiu a pontuação máxima para o setor! Obs: O dado deve anteceder o conteúdo, cuidado.

Aprilla - 4000/4000
Critérios de avaliação: Conteúdo da missão - 50%
Gramática e ortografia - 25%
Criatividade e desenvolvimento - 25%
Comentários: O semideus atingiu a pontuação máxima para o setor! Obs: O dado deve anteceder o conteúdo, cuidado.

Enzo - 4000/4000
Critérios de avaliação: Conteúdo da missão — 50%
Gramática e Ortografia — 25%
Criatividade e Desenvolvimento — 25%
Comentários: O semideus atingiu a pontuação máxima para o setor! Obs: O dado deve anteceder o conteúdo, cuidado.

Maisie - 4000/4000
Critérios de avaliação: Conteúdo da missão — 50%
Gramática e Ortografia — 25%
Criatividade e Desenvolvimento — 25%
Comentários: O semideus atingiu a pontuação máxima para o setor!


「R」


u banished my shades of gray

hover over me and find out what u did.
Ariel Sehn Kahlfels
Ariel Sehn Kahlfels
Lider dos Mentalistas
Lider dos Mentalistas

Idade : 23

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