The Blood of Olympus
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Didiventures

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Mensagem por Diana L. H. Drumachesky em Seg Abr 01, 2019 12:29 am



Didiventures

Botando o pé na coorte.




Entediada.

Essa é a palavra mais certa para definir a cara empapada de Diana largada no sofá enquanto olhava os gêmeos brincando de alguma coisa muito divertida nas suas cabeças juvenis.

“É tão estranho...”

Pensou enquanto os observava. Para ela fazia já uma dezena de anos que tudo ali era passado,  nascera pouca coisa antes dos gêmeos... agora, tinha 10 anos a mais que eles... e aquelas brincadeiras que pareciam tão divertidas – montando cubos mágicos e lutando contra monstros fictícios – eram um passado distante.

Tudo o que lhe foi perdido da infância ou teria sido tomado? Bem... tudo o que ficou para trás junto com sua mãe que há muito havia desaparecido parecia tão vívido quando se pegava observando-os.

Os pulos e ataques aleatórios do Benjie acertando ao ar, ou a destreza do Nathan desviando de coisas que o gêmeo arremessava em sua direção, de quando em quando, sem perder os olhos do livro em que lia a faziam pensar que na mesma idade já precisara dar um ou dois socos reais em monstros famintos para sobreviver ou em algum animal para poder comer.

A vida parecia injusta, mas tinha plena consciência que tinha colocado esa carga sobre si sozinha, as vezes até agradecia porque a Kyra tinha um extinto super protetor terrivelmente cansativo.

Algumas vezes, a menina pensava no tanto que passara e ao mesmo tempo se perguntava como estariam seus amigos, as criaturas da natureza que moravam na ilha. Decidida a fazer algo, colocou Nathan no comando e saiu escondida, sabendo que a Kyra teria um troço ao saber que os gêmeos ficaram sozinhos.

Para quem passou a infância sozinha numa ilha, ficar no conforto de uma mansão não parecia algo ridiculamente perigoso, inclusive, parecia muito mais maléfico à mente ficar presa naquela caia de cimento e apetrechos mágicos ou high tech.

Bem, sabia que sua dinda estava aposentada dos seus cargos romanos, ainda assim tomou certo cuidado, entrando no acampamento, caminhou apressada e sorrateira até a pretoria, cumprimentou vários dos lares que encontrava pelo caminho. Aquelas eram as “pessoas” com quem a menina mais conversava, aparentemente, a sociedade tinha vários padrões estranho aos quais ela não se adaptou.

Deparou-se com a cara divertida de Becka, rindo de um papel. Olhou por cima, viu vários símbolos se repetindo e suspirou... Nathan a estava ajudando com a coisa de leitura, mas não era bem seu maior talento.
Becka fixou os olhos na garota, por cima do relatório que antes a tirara do sério, fez um esforço mental e então reconheceu a filha da feiticeira, abrindo um sorriso relaxado.

Suas tias não estão.

Eu consigo ver isso. – Respondeu rapidamente, porque era óbvio que não tinha ninguém além das duas na sala pequena. – Eu quero me inscrever na coorte, eu não sou nascida Romana, mas eu moro em Nova Roma, então seria difícil ir para Nova York junto com os gregos.

Becka não pareceu se incomodar com a total falta de empatia por figuras hierárquicas que Diana tinha. Não precisava ser um grande conhecedor da história da menina para entender que ainda não era capaz de compreender a organização social em que estava inserida. Já era um grande avanço saber que precisava de permissão da pretora para estar no acampamento.

Um relance de confusão ficou claro na expressão da filha de Baco, afinal, ela poderia ter sido recomendada pelas tias... mas ao pensar melhor, tendo visualizado rapidamente a Kyra como mãe, a expressão ficando foi se dissolvendo em seu sorriso displicente de costume.

Quero ir para a quarta coorte, não é uma coorte difícil, nenhum parente que eu conheça está nela e não tem uma fama tão horrível quanto a quinta. O que eu preciso fazer?

Todas as informações que tinha foram conseguidas por um e outro Lar ou fantasma que conversara pelas ruas de Nova Roma.

A pretora observava a fala firme e impaciente da outra, mas tendo conhecido suas responsáveis e suas genitoras, Becka não faria muito drama para aceita-la.

Tem alguma carta de recomendação? – Questionou por hábito.

Eu preciso de uma? Onde eu pego?

Ela pensou um pouco, mas deu de ombros, formalizando um ou outro documento, puxou um formulário e alcançou para a menina.

Isso é uma carta de recomendação? – Questionou dura.

É só um formulário de ingresso. – Respondeu a outra.

O que eu faço com isso? – Diana segurou o papel, encarando a filha de Baco com uma cara de poucos amigos ou confusão mental, talvez um pouco das duas coisas... Diana não era a pessoa mais expressiva de Roma.

Bem, pode-se dizer o extremo oposto da pretora que parecia estar confusa, já que era óbvio que um formulário precisava ser preenchido, como explicou logo em seguida, tentando disfarçar um tom jocoso.

Eu não sei escrever, nem ler. Isso me impede de entrar na coorte?

Bem, isso era um pouco chocante, apesar da forte dislexia em todos, quando se tratava de Romano, eles liam bem, mas a Diana parecia estar olhando para uma sopa de letrinhas. Aos poucos, Becka foi percebendo que não devia ter aulas numa ilha atemporal...  ficando ela mesma sem jeito.

Não era necessário ler para ingressar, era apenas um procedimento automático para a Romana que ao invés, leu as questões, anotando as respostas rápidas da legado. Diana, pelo contrário, não sentia nenhum remorso por sua dificuldade com letras, respondendo rápido e sem rodeios.

Logo ganharia uma coorte, até um dormitório opcional. Conseguia ouvir mentalmente os urros de desaprovação da sua dinda, não ligou. Voltou em casa, fez as malas, ditou um bilhete para que o Nathan transcrevesse e saiu.

Ela já se sentia a mais comunicadora dentre os humanos por ter tido a ideia de deixar um bilhete escrito pelo gêmeo, mal sabia que isso só deixaria a Kyra mais brava.

Não se enturmou.

Conversou com um ou outro, mas as conversas não iam bem... principalmente por haver uma estranha aura deixada pelas figuras das tias ao redor de si... Alguns pareciam temê-la, outros queriam implicar gratuitamente – competindo forças – com uma neta de Ares... escolha ruim.

Já implicou numa discussão com um filho de Mercúrio, bufou para uma filha de Afrodite e acabou lhe restando amizade com uma filha de Athena. A deusa era mal vista e o peso dos ancestrais parecia recair sobre ela assim como na Diana.

Mas diferente da neta de Ares, destemida e pouco habituada à hierarquia, Sue era um pãozinho retraído e parecia miar ao invés de falar, fazendo com que a Diana mandasse-a falar mais alto duas ou três vezes.

Era bonita e apesar da maquiagem demonstrar uma tentativa de se mostrar ao mundo, seu comportamento era tão retraído que mal podia olhar nos olhos da Diana.

Não demorou muito para que se soltasse, no fim, tanto fazia que a garota fosse filha de Athena, para Diana isso não tinha significado algum. Pensando mais a fundo... até achou bom que alguém inteligente estivesse por ali, ela ainda pretendia aprender a ler.

[...]
Diana L. H. Drumachesky
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