The Blood of Olympus
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XI Aula de Combate Corporal -//- Defesa e contra-ataque

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XI Aula de Combate Corporal -//- Defesa e contra-ataque Empty XI Aula de Combate Corporal -//- Defesa e contra-ataque

Mensagem por Maxine H. Henz em Sab 23 Mar 2019, 22:54





Defesa Corporal
Aula de Combate

Cenário da Aula

O palco dessa aula são as arenas do acampamento, ocorrendo no período da manhã. O clima está agradável e o sol não incomoda a ninguém. O chão foi coberto por tatame apropriado para treinamento de combate, visando proteção contra as quedas futuras. Max irá tanto para os Campos de Marte quanto para a Arena no AMS para dar a aula, em dias diferenciados.


Introduzindo


Saber se defender em um combate é essencial. O momento certo de afastar o corpo, como posicionar os pés, o tempo perfeito para jogar-se para o lado ou para o outro. Assim como irá treinar os bloqueios de golpes, sendo mais fácil se o aluno já souber alguma arte marcial previamente, caso não, terá de fazer a base da prática. Essa aula visa aprimorar essa capacidade, aguçar os sentidos e treinar a memória muscular para tornar o semideus cada vez mais natural na arte de defender-se ou esquivar de um golpe corporal.



A Aula



Essa é uma aula de estilo livre, não sendo necessária uma habilidade prévia para fazê-la. Em um combate, você deverá apenas focar na defesa e no contra-ataque, nunca iniciando os golpes, mas sim defendendo-se e na melhor oportunidade contra-atacando. Poderá usar de esquivas e fintas, jogar o corpo para o lado ou para o outro, recuar passos para trás. O que for para evitar que o golpe acerte em você. Feito isso, repita de novo e de novo, para que seu corpo se acostume e se torne cada vez mais natural a ação.

O combate será feito com um NPC de sua escolha, podendo ser usado da instrutora (moi) para tal. O NPC/Max irá apenas atacar enquanto você irá se defender. A aula se baseia basicamente nisso, um combate livre que visa treinar o que foi proposto.



Sobre Maxine

Max, como gosta de ser chamada, é uma filha de Júpiter e amazona. Apesar de ter um corpo franzino e uma aura naturalmente travessa, ela possuía força e conhecimento graças as suas filiações. Sempre de bom humor e disposta a conversar com qualquer pessoa, aprendeu com sua mãe a como misturar-se em qualquer grupo social. Portanto, poderá interagir livremente com Hayes, sabendo que ela possui sempre uma resposta divertida ou um comentário irônico para fazer.


Habilidade Oferecida

Nome da Habilidade: Defesa e Contra-ataque
Descrição: Após uma aula de combate corporal, o aluno aprendeu a defender-se em um combate corporal, melhorando seus bloqueios, esquiva e apurando o seu reflexo. Consequentemente, também melhorou sua probabilidade de desferir um contra-ataque poderoso e eficaz.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de esquiva e reflexo
Dano: +15% de dano em golpes de contra-ataque.
Extra: +10% de resistência corporal.


Adendos Finais

— Sem template com barra de rolagem, por favor. Fica ruim de avaliar, pontos serão descontados caso tal uso ocorra.
— Dúvidas podem me enviar MP ou questionar no chat.
— Prazo do Treino: 23/04
— Bônus: 100xp x Nº de alunos.

Aula -//- fallen angel made this code ♔



Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
Maxine H. Henz
Amazonas
Amazonas


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Mensagem por Daniel Sundfør Hellavich em Dom 14 Abr 2019, 21:36



#001:  
contra-ataque
Estar no acampamento era relativamente difícil, uma vez que conhecia minha natureza por intermédio de terceiros. Não era um guerreiro, tendo visto que do local de onde vim não era prezado a luta nem a magia, mas sim o controle da mídia e, como vim descobrir depois, o meu próprio. Não me orgulhava daquela seita criada sob o nome de Nyx, minha mãe, porém tinha de aceita-la como parte de minha vida e de meu legado. Sabia pouco sobre o local, o pouco que tinha conhecimento me foi ofertado por Sebastian, líder do Templo do Cosmos. Portanto, tinha de me habituar o mais rápido o possível, afinal não era nem um pouco comum um semideus de dezenove anos ali ser um mero novato.

Dirigi-me à Arena do Acampamento Meio-Sangue com obstinação, levando comigo a minha espada Carrasco e planejando sair dali com no mínimo um pouco da noção básica de combate corporal. Assim que cheguei, vi-me no meio de um grupo com outros cinco semideuses e com uma instrutora franzina e de aparência feminina e curvilínea, com um olhar imponente em seu rosto que, vim descobrir entre pequenos cochichos minutos mais tarde, pertencia a uma filha de Zeus. Ou Júpiter, no caso, visto que ela era do tal Acampamento Júpiter, para onde iam os jovens romanos.

Maxine era o seu nome, ela queria nos ensinar a como nos defendermos e a contra-atacarmos os nossos oponentes. Como já dizia aquele ditado cujo dono eu desconhecia; “a melhor defesa é o ataque”. Nem sempre precisávamos atacar, era preciso nos defendermos e esperar a primeira investida para só depois contra-atacarmos com força total, redirecionando o ataque infligido contra nosso corpo. Numa demonstração formidável de suas habilidades, a meio-sangue praticamente estripou um dos bonecos de palha, nos ensinando bons golpes e a postura correta para que não acabássemos sendo pegos de surpresa. Absorvi tudo com atenção, assentindo e observando vários outros alunos irem na minha frente, um a um demonstrando seu conhecimento parco ou mediano na arte do contra-ataque.

Um por um, eles eram desestabilizados pela experiência e habilidade de Max. Ela, com seu corpo menor que a maioria dos rapazes e de algumas garotas maiores que ela – reconheci duas como filhas de Ares devido a sua agressividade e trejeitos quase másculos, de tão firmes e selvagens –, esquivava-se facilmente das investidas das espadas ou lanças, contra-atacando para primeiro desarmar o oponente, sendo este o primeiro passo – e o essencial – para ver-se livre de vindouros ataques. Assentindo enquanto a olhava – mais para mim mesmo do que para minha treinadora – bati minhas mãos e as esfreguei, pegando minha espada e partindo rumo ao local onde ela estava treinando os patetas anteriores. Sorri de canto de rosto, estreitando meus olhos e me fixando em seus movimentos no intuito de me defender assim que ela me atacasse.

Estava na ponta dos pés, movendo-me de um lado ao outro no intuito de, talvez, quem sabe, distraí-la e fazê-la errar na hora de me ferir. Em um arroubo, Max parte para cima de mim, fazendo-me dar um salto para trás bem no exato momento em que consigo ouvir o silvo da espada cortando o vento, a lâmina passando do meu lado esquerdo do rosto. Aquilo poderia ser letal e eu poderia vir a perder a vida ou alguma parte do corpo, quem sabe. Respirando um pouco descompassado, dei um salto para trás, resfolegando enquanto brandia minha espada e me defendia das investidas de minha treinadora. Com a mão direita, segurava firmemente o cabo da minha espada, buscando defender-me de cada ataque de Max, até que, pondo um dos pés à frente do corpo, ela avança com praticamente um salto e então arranca a espada de minha mão, atirando-a na areia fofa do solo da arena e deixando-me desarmado.

— Certo, certo, eu me rendo. — Ergui as mãos em defesa, a lâmina da espada da garota a centímetros de minha garganta.

Recuei com cansaço evidente em minha face, molhado de suor e ofegante devido ao esforço físico, pegando a minha espada e então aprendendo com ela como esquivar. Os movimentos precisavam anteceder o ataque do inimigo; era preciso se atentar às ações deles para prever como eles iriam atacar. Os pés se moviam antes do corpo inteiro, os olhos miravam nos pontos onde buscavam atingir, o corpo ficava mais rígido poucos segundos antes de desferir seu golpe e, por fim, sua mão sempre apertava de forma mais segura no cabo da espada ou na lança antes de atacar.

Com uma lança comprida de aproximadamente um metro e meio cuja ponta era semelhante a uma lâmina, apesar dela não ser cortante. Larguei minha espada, pegando uma lança também, do mesmo tamanho que a de Max e com um peso bastante balanceado, de material de bronze e ponta pontiaguda. Girando a lança com ginga, minha oponente investiu num ataque na horizontal, a ponta de sua lança fazendo uma linha reta que, caso eu não bloqueasse, me atingiria no estômago e me lançaria para a direita direto no chão. Com as mãos apertando com firmeza a lança, segurei-a e fiz um movimento vertical, bloqueando seu ataque, erguendo a ponta de sua lança para o alto e, na primeira oportunidade, movi a minha própria lança e com a ponta oposta desferi um golpe contra o estômago de minha instrutora, fazendo-a cair no chão.

Bem, pelo visto que havia consegui pegar o jeito da coisa, não é mesmo? Pondo-se de pé, Max avançou e investiu várias vezes, porém ela era esperta demais para cair no mesmo truque duas vezes, e então ela se agachou e, com agilidade, passou sua lança por meus pés e me derrubou, apontando-a para minha garganta assim que caí. Ergui minhas mãos, a minha lança longe de mim. Erguendo sua mão para que eu pudesse ficar de pé e, aceitando a ajuda, fiquei de pé e então agradeci pelos ensinamentos, enquanto a mesma voltava para o encerramento das aulas.


VULPVELOX ⛛
Daniel Sundfør Hellavich
Daniel Sundfør Hellavich
Filhos de Nyx/Nox
Filhos de Nyx/Nox


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Mensagem por Puermina Ontem à(s) 00:50


Contra-Ataque
Aula de Combate Corporal

Esperava pela aula com a amazona Hayes ansiosa. Gostava muito de como meu condicionamento em combates evoluía à medida em que eu participava de suas aulas. Me arrumei com roupas frescas e tomei um breve café da manhã antes de me dirigir ao local de treino corriqueiro. A arena do acampamento estava virando meu lugar favorito de tanto que aparecia por ali. Ao chegar, via o tatame de costume posicionado onde ocorreria a aula e dava bom dia para Max. Haviam poucos alunos hoje, mas ela não parecia se importar. Iniciava na hora, já explicando como seria.

"Essa aula visa aprimorar essa capacidade, aguçar os sentidos e treinar a memória muscular para tornar o semideus cada vez mais natural na arte de defender-se ou esquivar de um golpe corporal." - ela introduzia.

Ao meu ver parecia bem simples. Como no Krag Maga, eu deveria praticar defesa, com a diferença que aqui teria que ser mais automático. Como chave, assim como em todos os treinos de Hayes, memória muscular era a chave para obtenção de um bom resultado, ou seja, repetição!

Arrumava uma parceira e começávamos a realizar os movimentos de luta. Eu iniciei defendendo os golpes de braço dela com as minhas palmas da mão, ora desviando o corpo para a esquerda ora para a direita e dando alguns passos para trás. Procurava manter meu foco nos olhos dela, o que denunciavam onde ela tentava me atacar, confirmando ao olhar brevemente para a mão em questão. Usava o jogo de corpo, reflexo dos treinos, para esquivar dos golpes da menina a ponto de dar um passo para trás, jogar o corpo para o lado, segurar na mão que tentava me atingir, usar um golpe de cotovelo no braço e um nas costelas. Claro que controlava minha ação para não machucar a companheira de treino. Permiti que ela também treinasse defesa e contra-ataque. Em minha vez de atacar, usava golpes rápidos não só de braço em pontos críticos do corpo humano, mas também com as pernas, provindas das aulas de capoeira. Uma meia-lua, uma queixada na sequência e alguns martelos! Mantinha certa distância para não machucá-la, mas um dos golpes retos acabou por atingi-la. Por sorte o chão era forrado com tatame.

Sendo minha vez novamente, procurava defender com as mãos, mas tendo noção dos meus apoios no chão. As pernas deviam se mover tão completamente os braços que desviavam os golpes de punho da menina - um pouco irada pela forma como eu, uma criança, estava me desenvolvendo um pouco melhor que ela - e por vezes faziam um jogo de pernas quase como uma dança, para trás, para frente, para o lado, chute em contra-ataque, tesoura para instabilizar e posição final de sequência de socos. Ajudava a menina a se erguer e pedia para treinar outra vez. Me defendia cada vez mais concentrada na movimentação dela. A repetição dos movimentos que ela realizava só era bom para o meu corpo, que se acostumava com a técnica de combate dela, mas sentia que a potência de seus golpes havia aumentado. De toda forma, esquivava e mantinha meu foco na defesa, usando o corpo todo como mecanismo de sobrevivência. Meu padrinho Brandon havia me ensinado a não apanhar de meninas maiores e mais fortes que eu. Era só encontrar o ponto certo e correr. Só que eu não precisava mais correr. Eu estava ficando tão forte, ou até mais, que elas. A menina que me desferia sequências e mais sequências de socos raivosos era a prova. Meus braços sentiam o impacto, mas não era tão doloroso assim. Em um momento, quando encontrei uma brecha, quebrei para o lado direito, com um passo atrás, segurei em seu pulso, girei, bati nas costelas e a bandei, para que fosse ao chão. Respirava ofegante, mas ainda lhe estendia a mão. Contudo, seu olhar não foi amistoso. Ela estava pronta para me golpear de verdade, quando Max interferiu e a liberou do treino.

- Cuidado quando treinar com filhos de Nêmesis, eles são... rancorosos. - ela disse num tom brincalhão, mas com certa preocupação na voz.

A instrutora Hayes terminava a aula agradecendo e apontando alguns destaques interessantes nas habilidades de combates dos outros, em prol da educação corporal.

adendos:
Como fiz a aula de Krav Maga, mas ainda não foi avaliada, apenas as citei.
habilidades:

Nome: Concentração
Descrição: A capacidade de criar esculturas em argila ou outros materiais, exige concentração o que pode ser fundamental em batalha e ter foco naquilo que se faz no momento. Com isso, você consegue ter um foco maior.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Com tal habilidade você tem uma melhora na sua concentração de 15%.
Extra: Se sua FPA possuir mais de 3 pontos em determinação, a probabilidade aumenta para 20%

Nome da Habilidade: Capoeirista
Descrição: Após uma aula de combate corporal, o aluno aprendeu a arte da capoeira. Assim, aplicará golpes eficientes principalmente com os pés, além de ter melhorado a sua capacidade de esquiva e agilidade graças ao método de combate dessa modalidade.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de esquiva e agilidade
Dano: +20% de dano em golpes feitos com as pernas/pés.
Extra: Nenhum



♥️ Puermina ♥️
embaixadora do amor próprio e protetora da infância
Filha de Éris & Legado de Afrodite
Puermina
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Mensagem por Enzo Hawley Ontem à(s) 16:45



Aulas

Eu não entendia muito de luta, nunca tinha participado de uma aula de Maxine e mesmo assim estava ali pronto para apanhar. A modalidade apresentada pela amazona envolvia conhecimentos diversos sobre técnicas e estilos de luta diferentes, porém até aquele momento eu não tinha criado interesse suficiente para participar de uma de suas aulas.

Naquela manhã, no entanto, resolvi deixar as demais atividades de lado para tentar absorver um conteúdo diferente e acabei dando sorte porque o treinamento envolvia algo dentro do meu campo de conforto. Ou seja, a defesa.

Eu não estava ali para aprender a lutar e sim para aprender a me proteger. A aula da vez consistia em uma combinação de golpes de defesa para realizar um contra-ataque, o que soava perfeito quando eu me lembrava do quando conseguia ser escorregadio.

— Afaste os pés — Meu parceiro de aula alertou antes de se posicionar a minha frente. Tínhamos sido separados em duplas onde um seria a pessoa que defende e a outra a pessoa que ataca. Para minha sorte o meu objetivo ali era bem mais fácil, porque envolvia basicamente tentar não apanhar.

Me coloquei em posição para aguardar o ataque do meu oponente, que nem esperou eu me ajeitar antes de desferir um soco certeiro no meu nariz. Juro que vi estrelas, porque a dor foi tão grande que meus olhos chegaram a lacrimejar por um momento, afinal eu não tinha me preparado para aquilo. Demorei a reagir e acabei não tendo tempo de defender o segundo e do terceiro golpe. Um deles atingiu meu estomago e o outro a coxa, me fazendo cair de joelhos sobre o chão.

— Puta merda cara, eu não estava pronto! — Reclamei, sentindo o sangue pingar do nariz para a boca, me fazendo sentir aquele gosto de ferro na ponta da língua. Cuspi no chão.

— E acha que em batalha alguém vai ficar esperando? Levanta e tenta de novo — O cara respondeu, me fazendo trincar os dentes e limpar o sangue do nariz na camisa antes de me erguer e colocar em posição novamente. Por sorte eu já tinha treinado meu físico e minha resistência antes com coisas bem piores, do contrário estaria choramingando de dor como um verdadeiro patinho.

Me coloquei a dois passos de distância do meu oponente, os olhos fixos nele enquanto meus braços se erguiam de maneira defensiva, então aguardei. Como da primeira vez ele não esperou antes de avançar contra meu corpo e repetir o movimento de soco para tentar atingir meu rosto, me fazendo abaixar para escapar de seu golpe. Meu oponente por sua vez ergueu seu joelho e iria me atingir por baixo, mas fui rápido em mover as mãos e empurrar sua perna para baixo, para em seguida ser atingido por suas mãos na cabeça.

Grunhi irritado e me afastei bufando, fazendo meu oponente abrir um sorriso malicioso antes de avançar pela terceira vez. Recuei três passos para escapar de seus movimentos e saltei para o lado assim que ele tentou me chutar. Meu oponente cambaleou para frente e com isso consegui a oportunidade perfeita para chutar a parte de trás do joelho, o fazendo cair de cara no chão.

Deixei que ele se recuperasse antes que nos colocássemos novamente de frente um para o outro. Eu tinha pego o jeito e agora sabia como me defender um pouco melhor, por isso quando o grandalhão avançou para tentar chutar meu quadril fui rápido em me defender. Movi a mão para o lado e agarrei sua perna antes de puxá-lo para frente com ambas as mãos, para em seguida liberar uma e descer com o cotovelo contra sua coxa, o fazendo praguejar. Soltei sua perna em seguida e o empurrei para longe, mas ele se recuperou rápido e me atacou novamente.

Ficamos nessa briga com ele me atacando e eu me protegendo por um bom tempo. Hora esquivava para escapar pelas laterais, hora afastava alguns passos e em alguns momentos saltava ou abaixava para fugir de socos e chutes. Nossa briga durou o treinamento todo. Apanhei mais algumas vezes, mas sobrevivi por tempo o suficiente para conseguir o respeito do meu oponente, que no fim se tornou um novo amigo.




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Mensagem por Amber K. Blackwood Ontem à(s) 17:25

Aula
Combate Corporal

As aulas das amazonas costumavam ser sempre interessantes e, algumas vezes, perigosas. Quando Maisie me informou que haveria uma aula sobre combate corporal naquele dia, eu não hesitei em pedir uma folga no trabalho para visitar o Acampamento Júpiter. Trajando roupas confortáveis, não tardei a estar nos Campos de Marte junto aos outros legionários. Sorri de lado, observando a nova geração ativa e ávida por conhecimento. Talvez a guerra recente ainda fosse uma memória fresca, um impulsionador que os incentivava a melhorar cada vez mais.

Maxine, amazona e filha de Júpiter, começou a aula pontualmente. Ela tinha o aspecto de uma garota da nata sociedade, mas com um sorriso encrenqueiro que me fazia ter certeza de que ela poderia aprontar qualquer coisa. No entanto, ela estava ali como instrutora, explicando a importância da defesa e do contra-ataque em um combate físico. Saber a técnica de ataque, nomear inúmeros golpes era algo importante, mas aquele que sabia se esquivar e revidar sempre teria uma vantagem.

Antes de iniciar o treinamento de fato, me permiti um rápido aquecimento. Meus músculos seriam trabalhados constantemente. Se não estivessem preparados para isso, dores indesejáveis iriam surgir por todo o meu corpo. Por isso, corri ao redor do campo pelo menos uma vez, finalizando com um rápido alongamento de pernas e braços.

Olá, eu sou Martin e vou auxiliar você. — Um garoto ruivo apareceu, não deveria ter mais do que dezoito anos.

Amber, prazer! — Sorri de lado, erguendo as mãos a frente de meu rosto enquanto posicionava meus pés. — Não pegue leve Martin.

Ele sorriu compreensivamente, os olhos verdes brilhando em compreensão. O propósito daquela aula era focar em defesa, aprimorando a capacidade de esquivar e melhorando o tempo de reação do reflexo inato. Por isso, eu deveria apenas me defender da melhor maneira que pudesse. Martin era alguns centímetros mais alto, o corpo relativamente magro. Mas bastou ele também se posicionar para que eu soubesse que não era um garoto comum; ele possuía conhecimento o suficiente para ter a postura perfeita de um lutador de boxing.

Respondendo ao estilo dele, minhas mãos ficaram em formas de punho, alinhados na direção do meu queixo. Ele começou o movimento nos pés, saltitando brevemente antes de avançar. Um jab seguido de um golpe com o punho direito foram aplicados. Graças a meu pai e sua ascendência na deusa da guerra, eu possuía instintos de combate desde que era pequena, algo que sempre me auxiliou no meio da sobrevivência em um mundo preconceituoso. Meu quadril moveu de um lado para o outro, meu ombro sendo angulado para fazer com que os punhos passassem na lateral, não colidindo com meu corpo.

Ajustamos nossos corpos uma vez mais, o sangue circulando mais rápido depois desse primeiro embate. Eu sabia que era apenas uma pequena prévia, um teste para sabermos mais um sobre o outro. Martin sorriu de lado antes de avançar uma vez mais, dessa vez invertendo seus golpes, iniciando com um punho de direito e um jab. Desviei da mesma forma, moldando e guiando meu corpo para esquivar das mãos daquele garoto. Mas o que eu não esperava era que ele aproveitasse de minha esquiva para a esquerda para aplicar uma cotovelada na lateral de minha cabeça. O impacto não tinha sido forte, mas pela região foi o suficiente para me fazer cambalear um passo para o lado e sentir o latejar forte na região.

Aquele tinha sido um movimento de Muay Thai. Tinha sido um erro meu julgar que ele iria sustentar apenas um estilo! Dessa vez, ao me posicionar para um novo encontro, era eu quem possuía um sorriso. Mais atenta e alerta, mantive todos os meus instintos e sentidos ligados aos movimentos do garoto. A cada embate que tínhamos, mais o ruivo intensificava seus golpes, aumentando o ritmo e alternando entre os estilos de luta. Eu tinha apanhado nos braços, costelas e até mesmo na barriga, mas também tinha aprendido a como deixar o corpo sempre pronto para esquivar, confiando cada vez mais em meus instintos.

Vamos, você agora já consegue contra-atacar! — Martin incentivou.

Concordei com um acenar de cabeça, ofegante e dolorida o suficiente para poupar o esforço de falar. Posicionei o meu corpo depois de mover os ombros tentando relaxar a musculatura. A blusa já estava colada a minhas costas, o meu peito subia e descia irregular pela respiração errática. Estava cada vez mais cansada, porém aquilo era o que me fazia me sentir ainda mais viva!

Martin aproximou, tentando um cruzado de direita que foi bloqueado com o meu antebraço. Dei um passo para trás, priorizando uma distância segura entre nossos corpos. Ele aproveitou do movimento para girar no próprio eixo, esticando a perna com o joelho dobrado. Era um golpe de taekwondo, um que eu sabia visar a minha cabeça. Abaixei meu tronco, fechando ainda mais minhas mãos em punhos para contra-atacar na direção da perna que o sustentava no chão. Ele perdeu o equilíbrio, quase caindo de maneira desengonçada. Isso o fez andar várias vezes para o lado até recobrar a compostura, rindo e gemendo baixinho. Trocamos um rápido sorriso, antes de voltarmos para o treinamento.

Estar lutando com ele há um tempo tinha me dando uma vantagem sobre o garoto. Era, inevitavelmente, uma filha da sabedoria em guerra. Os movimentos dele se tornaram cada vez mais repetitivos, quase previsíveis. O que me permitia defender cada vez melhor, consequentemente, a contra-atacar de maneira efetiva. Ele tentou um chute contra a lateral de minha coxa, me fazendo erguer a perna e defender com a minha panturrilha. Sem abaixar a perna, suportando a dor do impacto, empurrei a perna ofensiva dele o desequilibrando mais uma vez. Um passo firme para frente e um golpe no diafragma foram o suficiente para afastá-lo com falta de ar.

Mais uma vez? Ou já vai desistir? — Provoquei arqueando uma sobrancelha.

Só mais uma.

Por saber que era a última, eu propositalmente alonguei mais ainda os embates. Defendendo, esquivando, deixando que ele se cansasse. Assim, quando o segurei pelo braço e girei nossos corpos de maneira a jogá-lo no chão, não importava quanto ele fosse mais forte fisicamente o garoto foi ao chão. Satisfeita, também sentei ofegante e fazendo algumas caretas, mas rindo baixinho contente com o treinamento.

Habilidades de Apoio:
Legado Belona:
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum
Athena:
Nome do poder: Agilidade II
Descrição: Os filhos de Athena/Minerva podem não ser tão fortes quanto os de Ares/Marte, mas possuem um controle corporal ainda mais aprimorado. A agilidade da prole da deusa é apurada, permitindo movimentos cada vez mais elaborados e complexos.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Foco
Descrição: Com uma das mentes mais apuradas, é difícil distrair um filho de Athena quando este está dedicado a suas ações.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 40% de foco em combate ou atividades.
Dano: Nenhum.

Nome: Aprendizado apurado II
Descrição: A inteligência de um filho de Athena é um dos pontos mais fortes do semideus, quando bem desenvolvida e estimulada. Ao estudar algo, o filho da deusa da guerra estratégica ganha mais domínio sobre o assunto do que qualquer outro semideus.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de bônus em habilidades aprendidas.
Dano:  +10% de dano em habilidades aprendidas.
Extra: Necessário colocar essa habilidade em destaque, para que narrador esteja ciente do aumento no bônus e dano.

Nome do poder: Visão de batalha
Descrição: Com o decorrer dos anos e a inteligência avançada, vem a visão aprimorada de uma batalha. Essa visão permite ao semideus entender a forma como os outros lutam mais rapidamente, e conseguir identificar e se adequar às diferenças. Por exemplo: um romano e um grego não são soldados da mesma maneira, assim como um humano também não o é. Ao compreender isso e adquirir essa visão, o semideus também consegue achar meios mais eficazes de se defender e de derrotar um inimigo, apenas o estudando.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de chance de acertar o alvo em pontos críticos.
Dano: + 15% de dano se o golpe acertar.

Nome: Golpes Críticos I
Descrição: Graças a capacidade estratégica dos filhos de Athena, eles têm uma maior chance de acertarem pontos críticos ou retirarem um dano crítico em um golpe.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 10% de chance a mais de tirar crítico em seus golpes.
Dano: +10% de dano quando tem acerto crítico
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Sabedoria em Combate
Descrição: Os filhos de Atena conseguem descobrir os pontos fracos de seus inimigos, fazendo com que seus golpes sejam mais efetivos. Em monstros que já conheçam, ou tenham lutado, eles já saberão o ponto fraco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de chance de acertar um ponto crítico em batalha.
Dano: +10% de dano em monstros que já tenham enfrentado anteriormente.
Extra: Precisa avisar ao avaliador quando enfrentou o monstro.

Nome do poder: Inteligência
Descrição: Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscará respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +5% das estrategias darem certo. (Aumenta em +5% a cada 5 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.


C
Amber K. Blackwood
Amber K. Blackwood
mentalistas de psique
mentalistas de psique

Localização : São Francisco - CA

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Mensagem por Stefan dei Cavalieri Ontem à(s) 22:17

Allenamento
Anche l'amante deve sapere come combattere
Aquela seria a segunda atividade que Stefan participaria, sendo ministrada por uma amazona. O garoto nunca deixaria de ficar admirado com a força e poder que aquelas jovens mulheres exalavam, assim como uma confiança que era esperado de guerreiras de tradições ancestrais. Geralmente, o mago não participava de atividades como esta. Esforço físico? Apenas se for para correr do chalé de alguém antes que alguém o flagrasse em cama alheia. Mas precisava admitir que um feitiço perigoso estava começando a enlouquecê-lo, dia após dia, o consumindo por dentro de modo a guiá-lo até ali, na Arena. Ele estava sendo dominado pela rotina! Algo que poderia se tornar terrivelmente agonizante para alguém que sempre adorava aventuras e passeios. A tarefa mais oposta ao seu cotidiano estava ali, em uma aula de combate, sendo isso o grande motivador do italiano.

Maxine, o nome pertencente a loira amazona, fez uma breve introdução do objetivo daquela aula. Algo que deixou Cavalieri cada vez mais desconfortável ao saber que iria, basicamente, apanhar gratuitamente. O grego colocou a mão sobre a cintura, ponderou por alguns segundos e finalmente deu a volta nos calcanhares, sabendo que tinha valido a tentativa. Mas uma mão segurou em seu ombro, com força o suficiente para provocar uma careta no garoto, sendo obrigado a tornar o corpo em direção de seu agressor. Ou melhor, agressora.

Ia para algum lugar? — A instrutora questionou com um tom levemente ameaçador, apesar dela estar sorrindo.

Io? Certo che no — Stefan falou engolindo em seco, sem perceber que tinha usado de sua língua materna ao sentir o calafrio em sua espinha. Mas bastou um arquear de sobrancelha de Maxine que ele sorriu de lado e finalmente voltou a usar um inglês sobrecarregado de sotaque. — Eu não vou, eu estava... Estava buscando alguém para ser o meu par!

Quanta sorte então! Eu vou ajuda-lo já que você é novato e alguns dos ajudantes pode não saber se conter.

Certamente que a amazona estava sendo gentil. Mas existia algo no sorriso dela que era um alerta para o mago: “Você sairá respirando daqui, mas não garanto nada sobre o resto”. Era a mensagem que o filho de Hécate interpretava daquele olhar. Ele recebeu um tapinha no ombro antes de ser comandando em um aquecimento. Max fazia os movimentos e, até então, tudo o que ele precisava fazer era repetir. Isso deu um pouco de confiança para Stefan, mas bastou que a garota se posicionasse a frente dele que o mago perdeu a compostura.

Aspetta! Aspetta! — Ele ergueu as mãos, como se estivesse pedindo para ela parar. — Eu só vou pedir um único favor e, espero que não interprete isso muito ruim. Mas por favor, não acerta meu rosto!

Maxine pareceu séria por um momento, até dar de ombros e concordar com um breve aceno de cabeça. Stefan era vaidoso, algo que não negava em sua personalidade, sendo o suficiente para pedir algo tão inusitado quanto aquilo. Porém, a amazona não deixou “barato” para o grego. De repente, ela estava próxima do moreno, as mãos pousadas no chão e a perna esticada aplicando uma perfeita e ligeira rasteira. O italiano caiu para trás, o fôlego escapando por seus lábios em um único ofego. Ele girou tossindo, levantando com certa dificuldade, apenas para encontrar a loira pronta para atacar de novo. Instintivamente o mago recuou vários passos, erguendo os braços de maneira desajeitada o suficiente para fazer a instrutor suspirar e abaixar a guarda.

Ok, vamos do início. Primeiro vamos trabalhar o princípio de uma esquiva e melhorar a sua postura.

A amazona aproximou, calma e paciente. Stefan não negou ter ficado nervoso, mas logo percebeu que tudo o que ela estava fazendo ao tocar seu corpo era ajustar a sua posição. Pernas levemente separadas, joelhos dobrados, braços erguidos com os punhos na altura correta. Max ainda explicou um pouco mais do básico, de como o segredo era de como saber movimentar as partes certas do corpo. Não era apenas jogar-se para o lado, mas sim ter a técnica para não perder a base e se expor ainda mais ao inimigo. Ela demonstrou como a maior parte do tempo o mover estava no quadril e no gingado do tronco.

Com isso ela começou a ensinar a defesa de socos. Primeiro como esquivar, usando principalmente o movimento do quadril e da linha central do corpo. Ela dava golpes lentos, óbvios demais para que Stefan errasse. Tudo o que ele precisava fazer era aplicar o que tinha sido dito. Ainda assim, Max foi paciente o suficiente para apontar os pequenos erros: a base nos pés não podia ser perdida; a defesa com os braços erguidos não poderia ser muito aberta ou ele estaria vulnerável assim que terminasse o movimento; os olhos sempre no inimigo, jamais fechados ou em outra direção.

A segunda parte era aprender a bloquear. Existiam partes do braço que, ao serem atingidas, não doíam tanto quando atingidas. Nessa parte, Stefan precisou de um pouco mais de atenção, pois seu corpo reagia automaticamente ao medo de ser atingido, principalmente da dor do impacto. Então ele esquivou e praticamente correu chorando quando a amazona iniciou aquela parte do treinamento. Em determinado momento, dei Cavalariei chegou a considerar a possibilidade da loira estar fazendo determinadas situações propositais, apenas para vê-lo reagir de maneira divertida e covarde. Ele aprendeu, com certo custo e alguns hematomas leves, a bloquear socos e chutes de maneira básica. Seja amparando com as mãos, seja bloqueando com o antebraço.

A parte do contra-ataque foi um tanto complicada, pois o garoto não sabia como lutar. Max, pacientemente, precisou aprender o básico de um soco. Desde o modo como se posicionava o polegar para fora do punho do que para dentro; ao jeito correto de lançar o braço, prestando atenção no ângulo do cotovelo e a força que deveria ser realmente aplicada. Cansado e dolorido, Stefan estava em um profundo processo de ilusão de que o treino tinha acabado, quando Max bateu as mãos produzindo o som de palmas e abriu um enorme sorriso.

Agora é só fazer isso tudo sincronizado e junto! A última dica que eu dou é prestar atenção em meu corpo.... Não faça essa cara, não é desse jeito! É ficar atento aos meus movimentos para poder tentar prevê-los e, assim, defender e esquivar. Prepare-se!

Stefan estava pronto para exibir sua melhor atuação de garoto ferido quando Max avançou. Ele sabia que seria derrubado, chutado ou socado, caso não fizesse nada. Então armou o corpo na postura que passou tanto tempo reformulando. Primeiro um soco direto, que foi desviado com um movimento de pêndulo quando ele abaixou o corpo. Depois, um chute que foi esquivado quando Stefan pulou para trás. O que não evitou o segundo na altura do ombro, mas a dor não foi o suficiente para fazê-lo desfazer a postura e a base. Já estava tudo dolorido mesmo, o que era mais um hematoma?! Foi quando um chute frontal estava para ser aplicado que ele girou parcialmente para o lado, agarrando o tornozelo da instrutora.

Dio mio! E agora?! — O italiano exclamou agitado por ter feito uma defesa de maneira certa e instintiva.

Agora você poderia aplicar um soco em meu joelho, ou jogar meu corpo para trás fazendo com que eu caia. — Maxine explicou sem conseguir conter mais o tom risonho. — Faça isso devagar, ou eu vou mesmo me machucar, apenas pelo bem da execução do golpe. Deixe-me ver como o bruxinho está dando socos.

Mais animado e incentivado. Stefan fechou a mão com a loira tinha ensinado. O corpo mesmo que dolorido, lembrou de manter a postura correta e, ao aplicar o soco, não foi apenas um lançar de braço descuidado. Ele girou parcialmente o quadril, ajustando o ângulo para que o corpo não perdesse o equilíbrio quando aplicasse o golpe. Stefan apenas encostou no joelho, soltando a perna da amazona logo depois.

Está liberado!

Grazie dio!! — Stefan caiu de joelhos no chão, olhando pra o alto como se louvasse aos deuses. — Eu sobrevivi!

Quem observava a cena não segurou o riso, mesmo que baixo. Stefan não se incomodava com a reação dos outros com o seu jeito dramático e inusitado de ser. Assim, apenas levantou e correu para o chalé, imaginando um longo e bom banho quente.

C


carpe diem

「R」
Stefan dei Cavalieri
Stefan dei Cavalieri
Filhos de Hecate
Filhos de Hecate

Idade : 20
Localização : Acampamento Meio-Sangue.

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XI Aula de Combate Corporal -//- Defesa e contra-ataque Empty Re: XI Aula de Combate Corporal -//- Defesa e contra-ataque

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