The Blood of Olympus
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Mensagem por Killian Keller em Dom Mar 10, 2019 2:31 pm


Andando sozinho pelas ruas desertas e pouco iluminadas, Killian começava a pensar que deveria ter escutado sua mãe. Incontáveis vezes lhe fora dito para ir direto para casa após a escola, mas recusar algumas horas de The Witcher 3 na casa do único amigo com um PS4 não parecia muito realista. Além do mais, o garoto nunca entendera o porquê da exacerbada preocupação da mãe, sempre expressando cuidado excessivo. Em alguns momentos acreditava que ela agia como uma paranoica, nunca dando uma explicação clara para suas restrições. De toda forma, ao longo dos anos Killian descobrira algumas maneiras de burlar as barreiras maternas, o que por diversas vezes lhe rendera nada agradáveis horas de castigo. Uma semana sem RPG não pode ser considerado nada menos que tortura a nível ditatorial.

Faltava poucos dias para completar treze anos e, em contraste com a sua animação para a chegada do aniversário, sua mãe mostrava-se a cada dia mais inquieta, como se esperasse que algo ruim fosse acontecer. Normalmente Killian não se importaria, mas agora que encontrava-se sozinho eram apenas aqueles pensamentos que surgiam em sua mente. Ele não estava assim tão longe de casa, então tentara manter em sua cabeça que logo chegaria e tudo terminaria bem como sempre ocorria. O garoto apresentara desde a tenra infância grande confiança e otimismo, qualidades que sua mãe dizia terem sido herdadas de seu pai. Killian nunca conhecera o pai e pouco sabia sobre ele, mas sentia-se feliz quando sua mãe apontava as semelhanças entre eles.

Após andar por alguns minutos ouvira um som grave ecoando de um dos becos localizado entre dois prédios velhos e aparentemente desabitados. Voltou sua atenção de imediato para a fonte do ruído constante, mas nada pôde ver a não ser dois pontos luminosos que brilhavam em viva tonalidade rubra. Não demorou para que Killian percebe-se que os pontos tratavam-se de enormes olhos bestiais que, infelizmente, concentravam-se inteiramente nele. Por alguns instantes seu corpo congelou, mantendo-se completamente imóvel enquanto permanecia a fitar as orbes sanguíneas. A criatura parecia se aproximar pouco a pouco, permitindo que os contornos de seu enorme corpo tornassem-se visíveis, revelando-o por fim.

A fera possuía aparência canina, mas era maior do que qualquer cachorro que ele já tivesse visto, tão robusta que o estreito corredor impedia que se movesse com total liberdade. Sua pelagem negra mesclava-se com perfeição à escuridão noturna, atribuindo-a uma aura densa e sombria. O som que emitia era como um rosnado, porém muito mais grave e agressivo, ameaçador a ponto de render Killian sem reação. Seus dentes saltavam da larga boca como navalhas de prata, capazes de dilacerar facilmente os ossos de um nerd magrelo de treze anos.

Mesmo apavorado, Killian sabia que precisava agir ou acabaria se tornando o jantar daquele monstro. Tomada por adrenalina sua mente pareceu aguçar-se, como se já esperasse por uma situação como aquela. Seus olhos azuis caminharam pelos arredores com cuidado, tentando ao máximo evitar qualquer movimento brusco que pudesse desencadear um ataque precoce. Para sua sorte, reparou que no outro lado da rua havia um segundo beco que dava para a rua ao lado. Este era ainda mais estreito e, talvez, estreito o suficiente para impedir a passagem da criatura. Contudo, ele precisaria ser rápido caso desejasse evitar os dentes da fera, o que talvez fosse um problema. Não é como se ele não gostasse de esportes, até se divertia de vez em quando, mas a sua verdadeira vocação consistia em passar horas sentado em frente a telas de computador ou jogando vídeo game, o que não poderia ser considerado uma atividade física exemplar.

Em contrapartida, o animal quadrúpede e imenso certamente seria capaz de percorrer uma distância enorme com um único salto, o que diminuía suas chances de obter êxito. De toda forma, não era como se tivesse melhores escolhas, precisaria aproveitar a distância que os separava como uma vantagem, tendo em vista que estava alguns metros mais próximo do beco estreito. Cerrou os punhos com força, reunindo toda a sua força e determinação para pôr-se em movimento. Virando rapidamente em direção ao seu objetivo, impulsionou-se o mais velozmente possível, correndo sem olhar para trás. Sua respiração era ofegante e descompassada e seus batimentos cardíacos certamente alcançavam novos e indesejados recordes. O rosnado da criatura tornou-se mais alto e furioso e o som de suas patas rasgando o asfalto em frenesi cortava o ar e ecoava às costas do menino, causando-lhe arrepios.

Killian já podia ver a entrada do beco bem à sua frente, e naquele momento apenas esperava não ser estraçalhado pelas costas. Sentindo a perigosa aproximação do cão, saltou para frente e, como num impulso instintivo, fechou os olhos. Apenas voltou a abri-los ao sentir o impacto ocasionado pela queda, tendo machucado superficialmente ambos os braços ao usá-los para proteger o rosto. Com cautela virou-se para trás, podendo ver a enorme pata negra tentando inutilmente alcança-lo. Ele havia conseguido, escapara da besta com apenas alguns arranhões, um pequeno ataque de pânico e o orgulho ferido. — Não foi dessa vez, feioso. — Sorriu triunfante, mas logo retomou o semblante assustado quando a criatura forçou-se com ainda mais empenho contra uma das paredes do prédio e esta trincou, ameaçando ceder. — Certo, melhor não brincar com a sorte. — Sem esperar para ver por quanto tempo a besta ficaria detida, Killian voltou a correr em direção à sua casa.

Fazendo um caminho desconhecido e mais longo, o garoto demorou mais do que o normal para chegar, mas sentiu-se finalmente aliviado ao encontrar as luzes de casa acesas. Ele não fazia ideia do que havia acontecido naquela noite e não conseguia pensar em nenhuma explicação que não envolvesse o contexto de um de seus jogos de RPG, como alguma magia bizarra ou mutante alienígena. — Mãe! Já cheguei, não surta. — De jeito nenhum ele contaria sobre o que havia acontecido, se contasse ela provavelmente nem o deixaria ir para a escola mais. Assim que adentrou a sala de estar, deparou-se com uma imagem que o assustou muito mais do que o cão negro. Sua mãe, Leah, estava caída no chão, aparentemente desacordada e com um dos braços ensanguentado.

De imediato Killian correu até a mãe, ajoelhando-se ao seu lado em clara confusão e desespero, sentindo-se impotente. Encostou um dos ouvidos ao tórax materno, sentindo o maior dos alívios ao ouvir seus batimentos cardíacos. Com cuidado elevou sua cabeça e a apoiou em seu colo, passando a mão suavemente sobre seu rosto enquanto a chamava, tentando obter qualquer resposta. Após dolorosos segundos de silêncio, Leah abriu vagarosamente os olhos, revelando suas encantadoras íris esmeraldas. — Killian... você está bem? — Ela era incrível, mesmo naquele estado, com uma voz tão fraca, ainda se preocupava com ele daquela forma. — Não precisa se preocupar comigo, mãe. O que aconteceu aqui? — A voz do garoto estava carregada de nervosismo e preocupação, aquela noite continuava a se tornar cada vez mais estranha.

Sua mãe pareceu hesitar por um instante, como se não soubesse se deveria ou não lhe dizer a verdade. Killian já havia visto aquele olhar diversas vezes e o conhecia muito bem. — Você pode me contar. Foi o monstro que me atacou hoje, não foi? O cão negro. — Ao ouvi-lo Leah pareceu compreender que não mais adiantaria negar-lhe a verdade, suspirando antes de pôr-se a falar. — Sim, eles são conhecidos como cães infernais. Provavelmente sentiu o seu forte cheiro e veio até aqui. Acabei ferida por ficar em seu caminho mas ao não encontra-lo logo partiu. Eu tive muita sorte. — O garoto franziu as sobrancelhas, expressando dúvida. Não era lá o mais preocupado com a própria higiene mas certamente não cheirava mal. Imaginando os pensamentos do filho, Leah riu. — Não se preocupe, você não tem um cheiro ruim. É apenas distinto. — Ele ainda não compreendia, mas acabou deixando o pensamento de lado ao notar a expressão de dor no rosto materno.

Levando ambas as mãos ao braço ferido de Leah, Killian desejou do fundo de seu coração que pudesse fazer algo para ajudá-la. Neste momento, uma aura de tom alaranjado surgiu ao redor do ferimento, que lentamente começou a melhorar. A dor no semblante da mulher desapareceu, dando espaço para uma expressão de surpresa e fascínio. Ele, como de costume, não compreendia o que acabara de acontecer, mas sentia que aquela aura fluía de seu próprio corpo. — Acho que te devo algumas explicações, não é? — Killian sorriu assustado e assentiu, ajudando-a a se sentar. — O que foi tudo isso que aconteceu hoje? — Olhava esperançoso para a mãe, esperando verdadeiramente que ela fosse capaz de sanar as milhares de dúvidas que pairavam em sua mente naquele instante.

Leah levou uma das mãos até a destra de Killian, reconfortando-o enquanto o fitava com seriedade. — Eu sempre mantive segredo sobre o seu pai, parece que finalmente devo te dizer. — Fez uma pausa que angustiara o garoto. Quando o assunto envolvia seu pai a sua curiosidade que já era naturalmente elevada conseguia amplificar-se ainda mais. — Seu pai se chama Apolo. Você provavelmente já ouviu falar dele em alguns de seus jogos, não? O deus grego do sol. — Era claro que ele conhecia Apolo, havia zerado todos os jogos da franquia God of War, era basicamente um especialista em mitologia grega. — Mãe, você tem certeza que não bateu a cabeça quando foi atacada? Eu tô ficando preocupado. — Leah riu, logo respondendo-o com palpável sinceridade. — Tudo o que digo é verdade. Como você explica o monstro que te perseguiu hoje? Ou a sua habilidade de cura? Você herdou esse e muitos outros dons de seu pai. Você é um semideus, Killian. — Aquilo era demais pra uma única noite, com certeza demais.

Talvez algumas pessoas ficassem aterrorizadas ao receberem notícias como aquela, mas Killian não pôde evitar a expressão evidente de satisfação. — Então isso significa que eu sou uma espécie de super-herói, não é? — Seu tom de felicidade não podia ser contido, um garoto como ele, tão confiante e fascinado por mundos de fantasia não poderia deixar de se encantar ao descobrir que era diferente dos demais, como o protagonista de um filme da Marvel. — Meu amor, você precisa entender que ser um semideus traz consigo grandes perigos. Você não está mais seguro aqui, com o desenvolvimento de suas habilidades e o crescimento de seus poderes vai acabar atraindo mais e mais monstros até piores do que o que nos atacou hoje. — Ele com certeza não queria ver sua mãe ferida novamente, simplesmente pensar nisso lhe causava calafrios. — O acampamento é para onde você deve ir agora, onde esteve destinado a ir desde que nascera. — Leah não lhe deu mais explicações, assim que se sentira melhor mandou que o filho arrumasse uma mala apenas com o essencial, eles precisavam viajar o quanto antes.

Enquanto sua mãe dirigia de Boston até Nova Iorque, Killian tentava imaginar como seria o tal acampamento. Sendo um local seguro contra monstros, talvez fosse parecido com uma base militar altamente tecnológica, como nos jogos de Metal Gear. Demorou mais de quatro horas até que chegassem em Long Island, e mesmo já sendo madrugada ele não sentia um pingo de sono. A adrenalina ainda corria por suas veias a ponto de fazê-lo sentir que não dormiria por uma semana inteira. Logo desceram do carro ao alcançarem a Colina Meio-Sangue, sua mãe lhe contava sobre os nomes dos lugares ao longo do caminho e Killian notara que a maioria dos lugares tinha meio-sangue no meio do nome, o que não era muito criativo.

Após alguns minutos caminhando, o garoto começou a ouvir alguns ruídos em meio às árvores, assim como sons de cascos colidindo com rochas e terra. Desejou com todas as forças que não fossem mais cães assassinos e felizmente não eram. Um homem de estatura mediana, barba espessa e olhos escuros surgiu dentre as árvores, possuindo como diferencial chifres curvos e pernas peludas e cascudas. Killian não podia acreditar, eram sátiros. Ele havia enfrentado vários em God of War, com certeza pareciam bem mais amigáveis pessoalmente. Do seu lado surgira um centauro de cabelos longos portando uma grande lança de bronze. — Meu filho precisa da ajuda de vocês. Por favor, o protejam. — Os seres da floresta se aproximaram do menino, parecendo serem capazes de sentir a sua essência semidivina da mesma forma que os monstros. — É claro, você está em casa agora, amiguinho. — Dissera o sátiro em tom jovial e gentil, pondo uma das mãos grossas no ombro da criança.

Mãe e filho foram guiados até a entrada do acampamento, onde se despediram. No instante em que os pés de Killian cruzaram a barreira de entrada, o símbolo de sua reclamação surgira sobre sua cabeça, uma lira que brilhava como raios de sol. — Bem-vindo, pequeno filho de Apolo. — Dissera o centauro, fazendo sinal para que ele prosseguisse em seu caminho. Ele olhou para trás uma última vez no intuito de ver sua mãe, que correspondeu o olhar pesaroso. Não queria separar-se dela, mas também não queria coloca-la em perigo, assim como não queria acabar morto. Tudo aquilo era muito estimulante para ele, como uma aventura, uma verdadeira aventura onde ele era o herói da história. Estava disposto a ver o quão longe chegaria.

Poderes Utilizados:
Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo, o semideus consegue conjurar uma aura alaranjada fina ao redor da pessoa que precise de seus cuidados. Esta aura possui propriedades curativas além de conseguir diminuir as dores (sejam elas de ferimentos externos ou internos).  Durante o seu uso, plantas ao seu redor serão revitalizadas também.
Gasto de Mp: 10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 5% de HP e MP total, além de analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum
Extra: Os poderes ativos relacionados a cura só podem ser efetuados em terceiros.

Killian Keller
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Filhos de Apolo
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Mensagem por Afrodite em Dom Mar 10, 2019 6:38 pm


Killian Keller


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 3.000 XP + 3.000 dracmas

Comentários:
Killian,

Íris e eu ficamos impressionadas com a desenvoltura da CCFY. Apenas podemos parabenizá-lo pelo ótimo trabalho que fez com a sua escrita e a sua história. Seu personagem é muito carismático e envolvente, sem falar que você conseguiu manter a coerência na sua trama sem desfocar. Eu me peguei com a atenção presa a cada palavra, ansiosa e aflita nos momentos mais conturbados, e sinceramente as diversas referências que colocou durante o texto o fizeram ficar ainda melhor. Estou realmente muito curiosa para saber o que o destino guarda para este semideus tão divertido e astuto. Continue assim e seja muito bem-vindo ao acampamento, filho de Apolo.

Aurevóir!



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Mensagem por Killian Keller em Dom Mar 10, 2019 10:48 pm


Quando Killian descobrira que era um semideus seu mundo virou de cabeça para baixo. O garoto crescera cercado de histórias em quadrinhos, filmes de super-heróis e jogos dos mais diversos, sendo estas mídias responsáveis por lhe apresentarem o conceito de heroísmo desde muito cedo. Provavelmente poder sair por aí realizando feitos grandiosos e virtuosos como os heróis dos mundos de fantasia era o sonho da grande maioria das crianças ao redor do mundo, e o semideus via sua origem divina como um chamado, uma espécie de vocação, como ocorre na maioria dos filmes que usa “A jornada do herói” como estrutura de roteiro. Ele certamente via Star Wars como o exemplo perfeito disso.

No entanto, tendo em vista a sua pouca idade e falta de experiência, Killian era ainda muito ingênuo e não compreendera, ao menos não de imediato, que ao tornar-se um herói as responsabilidades e os encargos se multiplicariam exponencialmente. Era simples impressionar uma plateia infantil com espetáculos visuais e histórias de grandes conquistas, fama, reconhecimento e sucesso infindáveis, mas o mundo real jamais fora dessa forma e, provavelmente, jamais seria. Antes de poder firmar-se como um defensor dos inocentes, era necessário compreender, ao menos minimamente, as complexidades do mundo, complexidades que talvez fossem difíceis de digerir quando se tem apenas treze anos.

Ainda em suas primeiras semanas no Acampamento Meio-Sangue, Killian se destacara ao utilizar suas habilidades de cura, chamando a atenção da líder dos curandeiros de Asclépio que parecia prestar especial atenção nos filhos de Apolo, semideuses com natural dom medicinal. O menino interessou-se pelo grupo de seguidores do deus da medicina, sendo convidado a comparecer ao Hospital de Asclépio, para que assim pudesse compreender melhor o modo como os curandeiros realizavam suas tarefas. Ele aceitou sem qualquer hesitação. Nos jogos de RPG as pessoas normalmente preferem ser guerreiros ou magos, Killian compreendia o fascínio, mas sempre gostara mais das classes élficas, como os arqueiros e curandeiros. Era bem legal sair arrebentando todo mundo com uma grande espada ou magias extravagantes, mas na hora do aperto um grupo sem um curandeiro passava por grandes problemas. Seu personagem favorito de LoTR era o Legolas por um motivo muito bem embasado.

Um dos curandeiros mais jovens, Lucian, ficara responsável por guiar o jovem filho de Apolo à restrita sede dos seguidores de Asclépio. Killian não fazia ideia de para onde estava indo ou do quão longe era a base dos curandeiros, mas presumiu que não era assim tão longe visto que ambos deixaram o acampamento à pé e com apenas uma mochila carregada com o básico necessário. O filho de Apolo também carregava seu arco, Iryak, consigo, assim como sua faca de bronze, sabendo que não se sai em uma aventura sem ter formas de se defender.

Era começo de tarde e o sol brilhava soberano quase ao centro do céu aberto, iluminando com imponência as folhas das árvores e concedendo à floresta um aspecto esmeralda que cativava os olhos. Lucian seguia na frente, guiando em silêncio pouco apreciado pelo extrovertido menino nerd. Após alguns minutos andando pela mata fechada, o vento soprou com mais força e movimentou as árvores violentamente, gerando sons diversos. Killian voltou sua atenção aos seus arredores, respondendo ao seu instinto que dizia ter algo de não muito natural acontecendo ali. Quando retornou a olhar para frente, Lucian havia desaparecido por completo. Chegara à sensata conclusão de que seus instintos não eram assim tão bons, afinal falharam em perceber o próprio guia desaparecendo bem à sua frente. Lucian era um garoto bem alto para a idade, não seria assim tão fácil sumir sem deixar qualquer vestígio.

A princípio ele investiu em uma infrutífera busca pelo curandeiro, mas nem sequer fora capaz de encontrar um rastro. Felizmente nunca almejara o emprego de investigador, pois claramente não possuía qualquer vocação. — Se isso for algum trote não tem graça nenhuma. Você é um péssimo guia, Lucian. Espero que esteja orgulhoso. — Como esperado Killian escondia sua preocupação com humor, sendo este um mecanismo de defesa que desenvolvera por anos e que agora podia considerar dominado. Começava a imaginar os piores cenários possíveis, mas mantinha-se confiante e continuava a dizer a si mesmo que a paranoica da família era sua mãe, estando ele completamente livre da neurose.

Após longos e angustiantes minutos, Killian pôde ver, a pouco mais de dez metro do local onde se encontrava, o que parecia ser um corpo deitando entre as raízes de uma grande árvore. Reconhecera de imediato as vestes que Lucian utilizara, sendo estas detentoras de uma coloração bem clara, estando agora manchadas de vermelho. Ele desejou que aquela mancha fosse vinho, que Lucian fosse um alcoólatra que se rendera ao vício e acabou se embriagando e se perdendo na floresta, mas isso não parecia muito realista. A cria do deus do sol correu o mais rápido que pôde em auxílio ao curandeiro, podendo ver com clareza o ferimento extenso em seu tórax, provavelmente ocasionado por algo excessivamente afiado. — Não esteja morto, por favor! — Pôde sentir sua fraca respiração ao aproximar uma das mãos de seu nariz, confirmando seu estado de fragilidade ao aferir sua pulsação.

Lucian sempre apresentara constituição pálida, mas naquele momento parecia ter sido mergulhado em corretivo. Killian sabia que não poderia demorar, todo segundo importava e não adiantaria de nada tentar adivinhar o que causara aquilo nele, ao menos não até que sua vida fosse preservada. Levou ambas as mãos ao tórax do rapaz, pressionando o tecido de sua camisa rasgada sobre a ferida no intuito de suprimir o sangramento. Uma aura alaranjada apossou-se do corpo do curandeiro, evidenciando o processo de cura iniciado pela prole de Apolo. Os olhos cerúleos do menino se fecharam enquanto ele se concentrava, permitindo que sua energia curativa fluísse para o jovem desacordado. Ele sabia que ainda era inexperiente e não fazia ideia se seu poder era desenvolvido o suficiente para  curar uma ferida como aquela, mas não poderia deixar de tentar.

Após muito esforço, parecia ao menos ter estancado o sangramento, mas ele precisava de cuidados apropriados, cuidados que ele não poderia dar, muito menos no meio da floresta. Ele poderia carrega-lo até o acampamento, mas mesmo que deixasse a mochila para trás e o levasse nas costas demoraria um bom tempo até que chegasse tendo em vista o fato de Lucian ser maior e mais pesado do que ele. A outra opção seria correr para buscar ajuda, mas ele não deixaria de jeito nenhum o curandeiro sozinho com o que quer que tenha o atacado ainda solto por aí. — Espero que tenha feito dieta nessas últimas semanas porque eu preciso que você seja mais leve do que parece. — Suspirou enquanto erguia o tronco do rapaz, apoiando-o sentado na estrutura da árvore.

Quando preparava-se para posicioná-lo em suas costas, ouviu algo cortando o ar entre as árvores em rápidos movimentos. Sibilos também passaram a ser ouvidos, sons que Killian nunca antes havia ouvido. Estava afastado do acampamento a ponto de não mais se beneficiar de sua proteção natural, o que não era nada bom. O filho de Apolo ergueu seu arco em direção ao topo das árvores, flexionando a corda incorpórea e dando forma a uma de suas infinitas flechas. A primeira das criaturas surgira em meio a um rasante, revelando-se uma harpia. Eram, basicamente, aves bem feiosas com o tronco e o rosto de mulheres pouco amigáveis e nada preocupadas com a estética. Killian realizou o primeiro disparo, mas devido à surpresa do ataque acabou hesitando, errando o alvo.

A criatura grunhia e emitia sons estridentes com constância enquanto continuava a se aproximar em alta velocidade. — Os meus anos de experiência em jogos de FPS têm que ter me rendido uma mira melhor do que essa! — Gritou para si mesmo, atirando mais uma vez contra a harpia, dessa vez acertando-a bem em seu plexo solar, transformando-a em pó. Ocupado com a primeira adversária, Killian não notou a aproximação de uma segunda besta que avançava pelo lado, atingindo-o no braço com suas enormes garras de rapina. O impacto fora forte o suficiente para lança-lo contra o chão, fazendo-o rolar em meio à terra dura. Retomou a compostura o mais rápido possível, voltando a erguer o arco contra a nova ameaça.

Antes que pudesse lidar com a harpia que acabara de aparecer, uma terceira e uma quarta deram as caras asquerosas, todas surgindo dentre as altas árvores que se mostraram bem eficientes em ocultá-las. — Vocês são de um mesmo ninho ou algo assim? — Ele não esperava ter de lidar com tantas ao mesmo tempo, e talvez ainda mais pudessem aparecer. Não lutava apenas para se salvar, mas, principalmente, para proteger Lucian e tirá-lo dali o quanto antes. Pensou em elevar a temperatura ambiente com o poder que herdara de seu pai, mas logo percebeu que isso poderia fragilizar o curandeiro ainda mais. Apontou seu arco para a harpia mais próxima, disparando flecha após flecha contra suas asas. As demais tentavam ataca-lo pelos lados, forçando-o a manter movimentação constante, jogando-se no chão sempre que fosse necessário para evitar uma investida.

Conseguira destruir seu alvo após mais tentativas do que gostaria, jogando-se para trás quando outra das criaturas passou suas unhas afiadas a poucos metros de seu pescoço. Elas pareciam primitivas mas ele poderia jurar que trabalhavam em conjunto, quase em sincronia. A última a aparecer para a brincadeira conseguiu pôr as garras em seu braço esquerdo, pressionando-o com força o suficiente para força-lo a largar o arco. Retirando a faca de bronze de um de seus bolsos, cravou-a no membro da harpia, forçando-a a soltá-lo após ganir de dor. Iryak caíra a alguns metros de distância mas sabia que era rápido o suficiente para alcança-lo antes do próximo ataque. Contudo, dessa vez ele não era o alvo.

— Isso não, ele tá machucado! — As duas harpias restantes não pareciam se importar com a súplica do semideus, afinal foram elas que o feriram para começo de conversa, e pareciam interessadas em terminar o serviço. As duas partiam cm velocidade em direção à Lucian, prontas para cravarem suas garras em sua carne frágil. Killian não conseguiria chegar ao seu arco a tempo de disparar suas flechas em auxílio, e com apenas a faca em mãos não seria capaz de parar seu ataque. Naquele instante pensara em todos os grandes heróis que lhe influenciaram por toda a vida, e no motivo de gostar tanto deles. Eles faziam o certo independente das consequências, se sacrificavam por ele.

Seu punho cerrou-se ao redor do cabo da faca e ele correu, jogando-se para frente em direção ao seu péssimo guia em apuros. Conseguira chegar à sua frente segundos antes do impacto, posicionando a única arma que possuía à frente do próprio corpo. Ele sabia que nada de muito bom aconteceria se ele fosse acertado pelas duas aves monstruosas, mas não conseguia agir de outra maneira. Quando toda a sua visão já havia sido tampada pelas enormes asas e garras das criaturas, Killian gritou como um guerreiro espartano do filme 300 e cortou o ar com a lâmina. Ele piscou por um milésimo de segundo e ao voltar a abrir os olhos não encontrou nenhuma das duas asquerosas.

Ao olhar para o chão percebera que pó dourado misturava-se ao vento, sendo levado para longe. Ao seu lado havia um homem iluminado, realmente iluminado. O sujeito emitia uma luz tão clara que não era possível ver o seu rosto por inteiro. — Você agiu bem, filho de Apolo. Possui a virtude necessária para unir-se aos curandeiros, caso seja esta a sua vontade. — Killian não estava entendendo nada, mas após descobrir que era um semideus coisas estranhas como aquela tornaram-se comuns e ele acabou se acostumando a não entender coisa alguma. — Você derrotou as harpias, não foi? Precisa ajudar o Lucian, ele foi ferido e não sei se vai aguentar muito mais tempo. — Assim que olhou para trás para checar o estado do  guia, percebeu que seu ferimento havia se fechado por completo, assim como a cor voltara ao seu rosto. — Ele está em perfeito estado. Nunca estivera em perigo real. — Killian não era bobo, bastou unir alguns pontos para entender que aquele homem era o próprio deus Asclépio. Ele começara a imaginar que tudo o que ocorrera poderia ter sido obra do próprio deus visando testá-lo, mas achou mais sensato não acusá-lo.

— Lucian logo acordará e o guiará propriamente. Eu lhe concedo a minha bênção, a bênção de Asclépio. — Ao terminar a frase o deus tocou-lhe na testa fazendo-o sentir-se instantaneamente revigorado, imbuído de uma energia pura e viva que jamais sentira. Quando abrira os olhos após receber a bênção, Asclépio havia desaparecido e Lucian abria os olhos vagarosamente. — Certo, agora pode me mostrar o caminho de verdade. Eu sei que isso foi tudo um plano dele. — Dissera confiante ao curandeiro, ajudando-o a se levantar. Lucian fitou-o confuso. — Do que você está falando? — Falou lentamente, ainda voltando a si. O garoto semicerrou os olhos e o observou com desconfiança, mas deixou aquela história de lado e acabou contando ao guia todo o acontecido. Ao término da explicação, Lucian sorriu misteriosamente, seguindo por um caminho diferente do que haviam tomado ao início da viagem. Killian riu e o chamou de péssimo mentiroso, mas Lucian permanecera convicto em suas palavras até a chegada à sede dos curandeiros, local que marcara um novo ponto de partida na vida de Keller.

Poderes Utilizados:
Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo, o semideus consegue conjurar uma aura alaranjada fina ao redor da pessoa que precise de seus cuidados. Esta aura possui propriedades curativas além de conseguir diminuir as dores (sejam elas de ferimentos externos ou internos).  Durante o seu uso, plantas ao seu redor serão revitalizadas também.
Gasto de Mp: 10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 5% de HP e MP total, além de analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum
Extra: Os poderes ativos relacionados a cura só podem ser efetuados em terceiros.
Armas:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
FPA:

Killian Keller
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Filhos de Apolo
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Mensagem por Nêmesis em Ter Mar 12, 2019 5:53 pm

Killian

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 5.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%

TOTAL:  5.000xp e dracmas

Comentários:
Filho de Apolo, é intrigante ver o desempenho do seu personagem acerca da situação trabalhada. Você é detalhista, confesso que poderia ter especificado detalhes mais importantes - como o trabalho feito por um curandeiro - do que outras passagens da narrativa, mas isso é questão de gosto pessoal. Você tem potencial.

Nêmesis
Nêmesis
Deuses Menores
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