The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

I'm probably stoned

Ir em baixo

I'm probably stoned Empty I'm probably stoned

Mensagem por Esdras Scarbrough em Sex Mar 08, 2019 11:24 pm


As mechas negras de Esdras balançavam ao serem acariciadas pela gélida brisa noturna. O rapaz de orbes cerúleas podia observar toda a cidade de Nova Iorque, repleta de imensos e iluminados prédios que a desenhavam e a concediam certa singularidade. Voltando seu olhar ainda mais para baixo, pôde notar as ruas movimentadas, os veículos sem fim e as pessoas das mais diversas. Frente a tão esplendorosa vista, levou algum tempo até que voltasse a si, dando-se conta de que não fazia a mínima ideia de como chegara ao local em que se encontrava.

Estava de pé no topo do maior prédio que poderia imaginar. A construção era constituída de enormes vidros espelhados em todas as suas centenas de andares, refletindo as esplendorosas luzes da grande cidade. Vestia roupas convencionais, uma camisa preta de uma de suas bandas de rock preferidas, calças jeans e um casaco azul-escuro sem zíper, mas por algum motivo calçava os chinelos velhos que usava dentro de casa. — Isso não faz o menor sentido. — Referia-se não apenas aos chinelos, que certamente não se encaixavam no contexto, mas à situação como um todo. Sua expressão tornara-se inquisitiva enquanto tentava recordar-se de qualquer coisa, levando uma das mãos ao queixo e franzindo as sobrancelhas, como um detetive atrás de pistas.

Ergueu os olhos em direção ao céu, notando estrelas de diferentes cores e uma lua cheia tão imensa que parecia a ponto de se chocar com a terra. Nunca fora um grande entusiasta de física, mas poderia jurar que aquela não era a configuração natural dos astros e satélites. Embora ainda não tivesse encontrado nenhuma resposta para as muitas perguntas que desenvolvera, não conseguiria pensar tranquilamente por muito mais tempo.

Rosnados graves e sibilos estridentes surgiram às suas costas, trazendo consigo ventos tempestuosos e um ar congelante e sombrio. O céu, outrora estrelado, agora mostrava-se carregado de nuvens densas e acinzentadas que tornavam-se grandes manchas negras no céu noturno. Por longos segundos o medo rendera Esdras imóvel, incapaz sequer de virar-se para enfrentar o que quer que estivesse à sua espreita. Toda aquela situação parecia saída diretamente de um filme de terror, e ele nunca fora o tipo de personagem principal, que acaba sobrevivendo no final mesmo que de alguma maneira pouco verossímil.

Os sons animalescos pareciam se aproximar cada vez mais, tornando-se mais altos e agressivos. Um calafrio percorreu sua espinha quando ouvira o sussurrar de seu nome em ao desconhecido. Virou-se rápida e impensadamente, impelido por coragem súbita que não esperava possuir. Não fazia ideia do que faria quando se deparasse com a fonte dos sons, mas precisava vê-la. A princípio seus olhos pareciam ter pousado sobre a mais pura escuridão, mas aos poucos fora capaz de delinear a forma quadrúpede que grunhia em meio às sombras.

Era como um cão de pelagem negra, porém muito maior do que qualquer cachorro que já tivera visto. Ainda maior do que aquele que via de vez em quando em reportagens relatando o maior cão do mundo. Contudo, seu tamanho não era sua única característica assustadora. Suas íris eram vermelho-sangue, brilhando com intensidade e contrastante perfeitamente com as trevas do ambiente. Os dentes enormes e afiados mantinham-se à mostra, permitindo que a saliva escorresse e pingasse aos montes no piso de concreto. Ele parecia estar com bastante fome e isso não era nada bom.

Logo acima da fera canina, pairava o que Esdras a princípio imaginou ser uma grande águia, mas seu tronco humanoide fora o suficiente para descartar a suposição. A criatura alada tinha o corpo de uma mulher, mas seus braços eram enormes asas de ave e seus pés eram garras tão grandes quanto a faca que ele usava pra passar manteiga no pão do café da manhã. O garoto notou que tremia e cerrou os punhos como resposta. Virou o pescoço para trás sutilmente, percebendo que estava a poucos centímetros da borda. — Tudo bem, tá tudo bem... — As palavras saíam de sua boca, mas ele certamente não acreditava em nenhuma delas.

Um latido alto chamou sua atenção para as criaturas mais uma vez, que avançaram em conjunto. O cão impulsionava-se para frente em suas quatro patas, rasgando o concreto com o peso que imprimia sobre as garras curvas. A mulher alada voava em sua direção em um rasante veloz, apontando-o as unhas pouco simpáticas. Esdras não teve tempo de pensar. Seu corpo, repleto de adrenalina, reagiu ao instinto de fuga, jogando-se para trás no instante em que os monstros o alcançaram, visando manter-se longe de seu alcance.

Seus pés encerraram o contato com a superfície sólida, e no segundo seguinte a resistência do ar lançava as mechas negras de Esdras para cima. Ele estava em queda livre, e o pior é que podia ver o próprio semblante aterrorizado refletido nos vidros do prédio. — Isso não pode tá acontecendo, não pode ser real! — Dissera entre os gritos, conforme aproximava-se cada vez mais do chão. Ao findar a frase, pôde ver, ao olhar para o próprio reflexo, uma figura alada aproximando-se de seu corpo em queda. A princípio acreditou ser a harpia, porém este era um homem de asas douradas. Esdras não pôde ver seu rosto, mas assim que ele o tocou, mesmo não sentindo seu toque, já não estava mais a cair.

Todo o ambiente tornou-se iluminado, absolutamente iluminado. Era como acontecia algumas vezes nos desenhos dos looney tunes, quando o desenhista decidia passar a borracha em tudo menos no personagem principal. O corpo do garoto mantinha-se estático no ar, mas nada parecia sustentá-lo, era como se flutuasse mas não fosse capaz de controlar a direção. — Será mesmo tão fácil distinguir o que é real e o que não é? — A voz ecoava de todas as partes, não possuindo uma fonte, e possuía certa suavidade e imponência. — Você fala sobre realidade, mas pouco sabe sobre a sua própria. — Esdras não fazia ideia do que estava acontecendo, naquele momento apenas estava feliz por não ter morrido, mas aquela voz parecia atrai-lo, sendo impossível não prestar atenção.

— Do que você está falando? Aliás, eu nem sei quem você é. Isso é um sonho, não é? — Por algum motivo, ao mencionar o sonho, sentira-se estranho, como se a palavra não tivesse mais o significado que deveria ter. A voz riu brevemente, o que foi um tanto estranho, mas prontamente respondeu. — Sim, é. Mas não significa que não seja real. — Toda aquela experiência havia deixado Esdras muito confuso, e aquele com quem falava não estava ajudando. Talvez fosse uma boa ideia não comer tanta pizza antes de dormir.

— Seria excelente se você fosse um pouco mais claro, porque até agora eu não entendi absolutamente nada. — Esperava que ele entende-se que com claro se referia à explicação, porque se aquele lugar ficasse mais iluminado Esdras provavelmente ficaria cego. — As criaturas que viu aqui, assim como muitas outras centenas de vezes mais aterrorizantes, existem. Você é como um ímã para elas, o lugar onde se encontra agora não é seguro. — Embora aquelas palavras fossem dignas de um alucinado durante a good trip de LSD, Esdras, de alguma forma, sabia que ele não estava mentindo.

— Meu papel foi alertá-lo. Fale com a sua mãe, ela saberá o que fazer. Já passou do tempo de você ser devidamente ensinado. — Antes que o rapaz pudesse responder qualquer coisa, viu-se novamente em queda livre e a toda velocidade. — ISSO É UMA PIADA PRA VOC- — Antes que terminasse a frase, momentos antes de espatifar-se, saltou da cama num único pulo.

Estava suado e seu coração batia acelerado. Olhou para o relógio e constatou estar no meio da madrugada. Os chinelos caseiros ainda em seus pés, pelo visto nem sequer os tirara para dormir. Pensara em esperar até a manhã seguinte antes de falar com a mãe, mas fora impossível se conter. Correu até seu quarto e, assim que a despertara, contara tudo o que havia acontecido. Incrivelmente sua mãe não parecera surpresa, nem gargalhara da maluquice que o filho acabara de contar. Pelo contrário, parecera verdadeiramente preocupada.

Antes mesmo do nascer do sol, Isla, sua mãe, dissera ao filho para preparar-se para partir. Ela nada lhe explicara e aquela urgência não era muito reconfortante. Os dois moravam em Nova Iorque, logo a viagem até Long Island não tomou muito tempo. Assim que alcançaram uma estranha colina, deixaram o veículo e seguiram a pé. — Seria bom receber um pouco de contexto aqui. — Esdras já não suportava mais todo aquele suspensa, era bom nos filmes, mas na vida real simplesmente enchia o saco. — Nós já chegamos. Logo vai entender. — Bem à sua frente, o que parecia ser mais um amontoado de árvores pareceu tremeluzir, como na queda de um campo de força de Star Wars.

Ao olhar para a passagem que se formara, Esdras pôde ver o que parecia ser um enorme acampamento. Dois homens enormes portando lanças mantinham guarda, o que não seria assim tão estranho caso eles não tivessem bundas de cavalo. — Esse será o seu novo lar. O Acampamento Meio-Sangue. Eu prometi a Morfeu, prometi a seu pai que o traria aqui quando chegasse a hora, mas meu medo de perde-lo me fez hesitar por tempo demais. — O garoto semicerrou as pálpebras e olhou para a mãe com o canto dos olhos, como se esperasse ela dizer que tudo aquilo era uma baita pegadinha super bem elaborada e digna de elogios, mas isso não aconteceu. Morfeu? Pai? Essa história estava tomando proporções muito maiores do que o esperado, com certeza grandes demais para uma única noite. Sua mãe sempre lhe ocultara qualquer coisa sobre seu pai, sempre mudando de assunto ou dizendo que no momento certo acabaria lhe contando tudo. Com a passagem dos anos, tendo em vista que nunca obtinha qualquer resultado com suas indagações, Esdras passou a suprimir a sua curiosidade.

— Calma aí. Aquela voz no meu sonho era o meu pai, por acaso? E ele se chama Morfeu? Quem é que se chama Morfeu hoje em dia? — O nome não lhe era estranho, afinal assistira muito Cavaleiros do Zodíaco quando mais novo, mas isso não tornava aquela situação menos complexa. Isla aproximou-se do filho, fitando-o com sinceridade e sorrindo docemente. — Sei que deve ser difícil pra você, mas garanto que todas as suas dúvidas serão respondidas logo. Você é filho de um deus, meu filho, do deus dos sonhos. — Ele queria rir, mas depois de tudo que havia acontecido sabia que ela falava a verdade, sua mãe nunca mentira para ele, se o fizera fora com maestria pois ele nunca descobrira. Até aquela noite Esdras jamais apresentara nada que o destacasse entre os adolescentes da mesma idade. Era, aparentemente, apenas um geek introvertido com um toque de dislexia e déficit de atenção, além de um humor ácido. Voltou a olhar para a entrada do acampamento, imaginando o que o aguardava em seu interior, sentindo-se estranhamente curioso. Para o bem ou para o mal, de preferência para o bem, sua vida mudaria por completo a partir daquele momento.

Esdras Scarbrough
Esdras Scarbrough
Filhos de Morfeu
Filhos de Morfeu


Voltar ao Topo Ir em baixo

I'm probably stoned Empty Re: I'm probably stoned

Mensagem por Macária em Sab Mar 09, 2019 9:39 pm

Esdras

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 3.000 xp e dracmas


Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%

TOTAL: 3.000 xp e dracmas

Comentários:

Olha, eu tenho que dizer que achei sua missão incrível. Muito bem escrita e interessante. Não vi nenhum motivo para descontos, uma excelente missão.

• Sharp Dream [Uma adaga que emite um brilho prateado, longa e, cujo a lâmina, é sutilmente curva. | Efeito 1: A adaga cria uma espécie de disfarce ilusório, aparentando um aspecto diferente, assim como tamanho, daquele que é o seu real. | Bronze Celestial | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | Comum | Presente de Herança ]




this a good death
money and diamonds can't save your soul

Macária
Macária
Deuses Menores
Deuses Menores

Localização : Em qualquer lugar

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum