The Blood of Olympus
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My Life;

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Mensagem por Letus em Qua Jul 24, 2019 1:04 am


Meiying Liuwei


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 4000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3960 de XP e Dracmas

Comentários:
Bem, vamos a sua avaliação. Antes de tudo, devo dizer que deve ter sido extremamente divertido para você narrar e produzir todo o conteúdo que você postou. Você criou tramas e subtramas, personalidades para enes npcs e todo um desenvolvimento central que me senti preso em um verdadeiro livro, então parabéns. Irei apenas adenda-la ao uso repetitivo de reticências. Embora seja uma ferramenta importante para demonstrar suspiro, medo ou mesmo a quebra no pensamento do personagem, ela também acaba quebrando a leitura. Sendo assim, seu uso deve ser comedido apenas quando ela for necessária. Por haver um repetitivo uso dela em trechos não tão distantes, irei fazer esse pequeno desconto.

Com relação à sua benção, infelizmente ela será negada. Observe que estamos falando da capacidade de um semideus morrer e retornar a vida, pelo que entendi, sendo que a simples tarefa da imortalidade sem tombar em batalha já seria algo grandioso. Tirando caçadoras, temos dentro do RPG bem poucos que desfrutam dessa benção. Em si não é uma questão de nível, fama ou coisa do tipo, mas estamos falando de um deus conceder a um mortal a capacidade de viver eternamente, coisa que eles dificilmente fazem, mesmo por seus heróis. Se formos pegar os livros da saga, os próprios deuses parecem ter um consenso entre eles sobre a imortalidade das caçadoras. Então seria muito remoto a possibilidade de um único deus ceder a tal habilidade apenas por um sacrifício, tendo em vista que diariamente semideuses se sacrificam em missões dos próprios olimpianos. Isso geraria precedentes e aberturas para pessoas pedirem o mesmo.

A benção em si não está descartada, mas terá de ser algo aprofundado para futuramente. No mais, para efeitos de consideração, você poderá narrar que estava à beira da morte e algum curandeiro conseguiu salvar você inconsciente antes do seu óbito e tudo não passou de um sonho, ou fique a vontade para usar sua criatividade. Espero que entenda os motivos e fique livre para qualquer assunto, via MP.

Atualizado por Hefesto
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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Jul 24, 2019 5:57 am



Atualização dos acontecimentos + Futuros enredos
Ohana, uma aventura no Havaí (missão passada):

Após descobrir toda uma mafia, um vulcão falso e um mistério inabalável, A recém formada Meiying (antes Marie) embarcou nessa jornada para resolver tais pendências. Com Matteo preso, o tigre contido pela joia Magnus e Liuwei recém-acordada no acampamento, muita repercussão surgiu.

próxima missão:
O passo para um futuro guiado pela luz:


Esses acontecimentos a seguir terão grande peso na vida de Meying (que antes era Marie), que após chegar na mansão retrocedendo-se de uma grande viagem, choca a todos com seu novo nome e sua nova forma.

Capítulo I, II, III: Passo para a liderança.
Resumo desses capítulos: secret!



Última edição por Meiying Liuwei em Qua Jul 31, 2019 5:48 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Jul 31, 2019 5:57 pm


The step to a light-guided future, part I.

Observações importantíssimas:

Essa ccfy é dividida em partes, avaliador! Não me desconte por não ter um final! (uasha)
Eu ainda escreverei a segunda parte, terceira e a quarta que também serão avaliadas separadamente. Achei essa forma um jeito melhor e mais organizado para não ficar imensa a missão e também cansativa. Como já vi isso ser feito pelo fórum, não vi problema algum. O spoiler com poderes e habilidades será deixado apenas no fim de todas as partes serem concluídas. Paciência!

Obs: Essa ccfy terá apenas o intuito de fazer a Liuwei conquistar a primeira fase de liderança do grupo extra do tio Asclépio. A segunda parte terá também o mesmo intuito. A terceira e a quarta, no entanto, serão avaliadas apenas por EXP mesmo.

Obrigada por avaliar a minha missão, sério, é tão bom ver que alguém vai compartilhar a experiência da vida da minha personagem comigo! Espero que se divirta quando chegar ao final e que fique se matando de curiosidade para saber o resto também, rs.

Dica: Essa missão vai alterar o conto de Narciso e Eco de uma forma mágica e que talvez possa gerar um final feliz.

Suas mãos tampouco resistiam em acariciar-me, tocar-me e presentear-me com seu perfume. Não poderia descrever algo melhor do que aquilo.  Era tão complicado me manter focada com ela puxando meu rosto para que encarasse seus olhos castanhos, sendo a cada segundo obrigada a olhá-la enquanto fazíamos amor na frente daquela lareira.  Me sentia como dela, algo que conectava nossos sentimentos como um só, algo que jamais teria sentido antes. Aquele calor não era comum, era uma chama ardente que se mostrava presente no manto de sentimentos que pairava o salão principal do pequeno quarto, embrulhado em carícias e gemidos altos de amor. Beijou-me de forma intensa, despregando o batom vermelho que manchava meus lábios de forma suave. Meus olhos se enchiam de lágrimas apenas por imaginar que aquilo uma hora terminaria, realmente uma pena.

Abrir meus olhos após um caloroso abraço, aquele que insinuava o fim de uma grande relação amorosa, só me permitiu mover minhas mãos ao rosto de Kesha, acariciando sua face como uma forma delicada que só eu continha. Em uma floresta a margem de pensamentos confusos, tantos pela recente viagem quanto pelo recente relacionamento, eu sequer conseguia me posicionar com um argumento válido de que tudo estaria bem. Minha face de desgosto não foi despercebida facilmente, ato que a fez levantar-se seminua do chão daquele cômodo para olhar fixamente para meus olhos com uma visão não de amor, mas sim de preocupação.

— Com certeza isso não é coisa boa, Mei.  

— Do que está falando, Kesha?

Suspirei.  

— Dá para ver que tem algo lhe afligindo. Mas se não me contar não poderei te ajudar!

— Eu não preciso de ajuda, amor. - Retruquei.

— Então depois que vir chorando não vou te consolar. Esteja avisada!

Odiava temer que ela estava certa. As poucas semanas que completavam nosso breve relacionamento vieram para confirmar que minhas teorias sempre seriam minoria perto da razão da outra que, mesmo irritada, me causava sentimentos atrativos inexplicáveis. Ela era totalmente sentimental, mas como também era filha de Ares isso não impediria de seu temperamento acabar implodindo de seus lábios uma hora ou outra. Tínhamos ainda muitas coisas para conversar.

Além disso, seu lado protetor jamais negaria o fato de que eu sempre precisava da ajuda dela. Reconhecia muitos traços naquela morena, mas com certeza um deles não deixaria de ser seu hiperativismo, que a fazia andar de um jeito engraçado e insano ao redor do cômodo.  

— M-mas...  

— Nem responda. - Ela disse, adivinhando minha resposta. — Eu te conheço, Liuwei. Nada do que eu dizer fará com que mude de ideia e isso não seria novidade alguma.  - Ah... Ela me conhecia tão bem!

— Você está tão estranha ultimamente. Você pretende ir em alguma missão brevemente? - Ela não negava sabiamente a chance de jogar sua sabedoria na minha cara, mas eu não discordava e meus olhos ainda assim não mentiam: Estava surpresa. Como ela sabia? Estava tão na cara assim?

— Ke..  

— Mas com certeza você precisa saber de uma coisa. Sabe dos riscos dessas missões, não? Sabe que um dia elas virão a te matar, não é? - Eu simplesmente odiava o modo como ela profetizava as coisas, ainda mais quando essas eram sobre mim.

— Pare de falar bobagens. - Eu temia completamente que sua razão se sobressaísse. Levantei-me, vestindo-me com um pijama de seda e amarrando meus cabelos. Às vezes me entregar a uma ducha fria me livraria de pensamentos absurdos.

— Vou me banhar – Seria a deixa para que me afastasse de uma futura discussão, tal que evitava ao máximo em nossos encontros.  

Encarar o box, no entanto, causava-me um embrulho no estômago. Era tanta coisa para digerir. Ohana, Mansur, Kesha, o acampamento. Parecia apenas um sonho estranho que eu acordaria como um cachorro muito criativo, aquela sensação que todos tínhamos quando presenciávamos coisas impossíveis. Entrar em coma deveria ter me feito cair no real de que até eu, uma semideusa, poderia de fato padecer e vir a morrer.

O frio na espinha me trouxe agonia, acompanhada de algumas gotas de desespero. Se ela estivesse certa... Meu deus, o que faria?

— Não preste atenção nisso, Liuwei. Foque no banho. - Lembrei-me, despindo das poucas vestes que marcavam minha pele, ligando o chuveiro e deixando meu corpo ser molhado pela água corrente que manchava minha pele por pigmentos vermelhos, sinais que ela estava quente. Não sabia como processar tantas informações, mas o líquido transparente quase alcalino era um ótimo jeito de me fazer ignorar todas as minhas obrigações mesmo que apenas por cerca de trinta minutos.

— LIUWEIII!  

Desde seu nascimento – dia vinte e um de dezembro – a outra arqueóloga aprendera a jamais gritar, ao menos que estivesse numa situação de real perigo. Kesha Dara Montgomery sempre viveu de poucos bens, habituada a dormir em colchões mofados no chão de um porão soberbo com sua mãe, uma alcoólatra, e seu pai, um nobre caminhoneiro trabalhador que dava e arriscava seu sangue e plasma todos os dias para trazer um pedaço de pão para casa.

Mas uma tragédia ocorreu. O pai da pequena, num dia comum de trabalho, veio a falecer de um acidente repentino com outro caminhão. Ambos os motoristas morreram. Tudo o que sobrou para a criança na época foi a educação da mãe, nas drogas, prostituição e dopagem de remédio. Uma onda depressiva tomou a família, o que fez a própria mãe dela ter uma overdose quando sua filha apenas continha treze anos.

O destino era cruel, não? A forma involuntária como escolhe as pessoas que mais amamos para retirá-la de nós de maneira tão inconveniente. Pois é.  

Foi o mesmo sentimento que senti naquele momento.

— KESHA! - Correr até o quarto no andar de cima apenas de calcinha carregando uma faca de serra pequena que teria sido pega durante o percorrer do caminho não parecia ter sido uma ideia extraordinária.

Foi tão horrível presenciar aquela cena. O fato de apenas crer que aquilo não passava de uma ilusão.

— ... - Observar o corpo da minha professora, amiga e amante deitado sobre a sala com uma faca encravada sobre seu maxilar destruiu todos os pequenos e miseráveis fragmentos de piedade que existiam em mim. Como se meu coração se amargurasse, doesse, rangesse. Tudo estava tão escuro que o manto negro que cobria o assassino mau me permitiu enxergá-lo antes de meter uma facada em suas costas.

O vulto desapareceu com as sombras quando decidi acender a luz com o auxílio do interruptor. Era tão surreal, tão inacreditável. Tão irônico que a pouco pensava sobre sua vida até chegar e me deparar com ela morta na minha frente. Meu cérebro me forçou a me jogar no chão, de joelhos.

— Mas... NÃO! - Eu, mesmo curandeira, não sabia completamente como buscar uma alma do mundo de Hades pois passava ainda por treinamento. Minhas tentativas falhas sucessíveis de tentar apenas me debulhou ainda mais em sofrimento. Coloquei minha mão no rosto, encarando o sangue descer e tocar minha pele branca.

Era como uma tinta vermelha derramada de um quadro de tão intensa.  

— A gente prometeu que nunca iriamos nos despedir uma da outra sem dizer adeus, Kesha... - Quando eu e ela nos colocamos sobre um orvalho e declaramos nosso amor eterno como ambas namoradas, fizemos uma promessa:

“Jamais me esquecerá, ao menos que eu diga que o faça. Jamais me diga adeus, ao menos que eu me despeça. Jamais me beije com meu corpo desfalecido antes que eu a permita. Assim e para sempre. “- Sabe como é ter palavras e uma lembrança arrancada por uma quebra de um contrato? Pois bem. Olhei para meus pés descalços, secando minhas lágrimas como se não restasse mais nada para chorar.

Tentei puxá-la até os andares de baixo, segurando uma pá em minhas mãos, a enterrei no quintal. Eu nunca me admitira fria ao ponto de fazer isso, mas precisava esquecer meu sentimento e focar num outro que eu nunca achei que seguiria: A vingança.

Mas de nada adiantaria. Eu não sabia quem era o assassino, muito menos sua identidade o por que dele ter feito aquilo. Só me restara um vazio eterno em meu coração, tal aquele que eu não desejava para ninguém.

— É melhor eu ir pensar. - Já estava amanhecendo, Apolo parecia alegre. Eu, todavia, não estava nem um pouco. — Vá se danar, Apolo! - Gritei, exaltando-me e quebrando cada parte daquela mansão, fio a fio.

Ninguém me entenderia. Ninguém sentia o que eu estava sentindo. A dor, o aperto, o afeto, a distância. Ela já não estava em meu mundo e perceber que isso se tornava um fato a cada segundo me corroía como ácido.

— Por que ela? POR QUE? - Só esperava uma resposta.

Nada veio.

Eu senti apenas um pequeno furo nas costas. Uma pequena pressão que se aprofundou de mínima para uma tremenda dor. Consegui sentir uma lâmina corta e dilacerar cada tecido dos meus órgãos. A minha visão estava embaçada, vesga a cada momento que eu parecia lutar pela minha própria vida.

— ... M-me salv.. - Adormeci, quase morrendo por ter um armamento atravessado em meu corpo.

Aquele já era o fim? Minha vida semidivina teria acabado? Daquele jeito cruel?

Tic, tac. Tic...

O tempo parecia desacelerado. — AAAAA! - Meu barulho acordou minha amada, que dormia tranquilamente ao meu lado.

— Calma amor! Foi tudo um sonho ruim! - Ela parecia assustada, tocando-me sobre os ombros demonstrando uma breve face de preocupação. — O que houve?  

— Eu sonhei que alguém tinha te matado. Depois mataram a mim.

— Nossa.. Que cruel, Meiying.

— O bom era que a gente transava. - Diante de toda a situação eu parecia animada em não esquecer aquela parte exclusiva do sonho.

— Palhaça!

Nós éramos um casal cômico, aqueles que riam e faziam piadas de qualquer assunto, independente de qual fosse. Eu estava assustada, não negava. Minhas pupilas dilatadas pareciam mandar uma regência a meu cérebro dizendo que tudo foi apenas um pesadelo e que logo aquela sensação iria passar. O que ficou, após um tempo, todavia, foi um frio na espinha.

Era como uma profecia. Seria um aviso?

— Ei, chuchu. Vou tomar banho, okay? - Sussurrou, descendo seu nariz desde meu pescoço a meu peito, deixando uma marca de um selinho descontraído. — Já volto!  

— Tudo bem. - Cocei o olho, sonolenta. Já era cerca de sete da manhã, hora de levantar. Mas não para mim.  

— MEIYING!! - Era minha mãe, com sua incrível habilidade de me encher o saco falando naquele alto-falante que comprara. Eu ainda não acreditava que a loja de Weilan teria tantas coisas aleatórias.

Weilan? Bem, aquela sim era uma ótima amiga. Filha de Apolo, curandeira e vendedora amadora duma loja geral de equipamentos e bugigangas, ela era minha terapeuta profissional quando eu acabava entre intrigas com meu pedaço de Oásis chamado Kesha.

“Vroomm... ” - era meu celular tocando. Por ironia, seria alguém obviamente esperado.

— “Ei sua vadia, tá pensando em mim né? Minha orelha tá quente e eu não tô gostando disso, viu?”

— “Tô com fome!” - Respondi.

— “PERVERTIDA!” - Grunhiu envergonhada. De longe era possível ver suas bochechas vermelhas.

— Não é isso, Weilan! Eu estou literalmente com fome.  

— Vai levantar o rabo e comer então, ué! EITA, um cliente chegou. Nunca imaginaria que alguém louco o suficiente acordaria a essa hora para vir comprar pás, haha. - Desligou.

Weilan Oriang Chan era uma japonesa, sim, da mesma descendência que eu. Ela adorava pudim de pão, era amante de armas e motos, totalmente fissurada em figuras masculinas e suas roupas. Ela não era do tipo que gostava de rapazes orientais, mas era caidinha por roqueiros e ocidentais, de preferência

Sua loja era próxima da mansão, pequena, mas confortável.

— ALGUÉM EM CASA?! - Gritei, empurrando a porta com toda a força que tinha. O sininho que fazia o som de cliente chegando voou para as prateleiras. — Olá? - Aquele silêncio me incomodava, trazendo uma preocupação instantânea em meus instintos. Perambulei alguns metros, checando a caixa registradora para ver se algum crime tinha ocorrido.

Nada. Nenhum sinal de arrombamento, assassinato... Simplesmente nada. Era tão estranho crer que uma jovem tão cuidadosa como Weilan teria deixado sua loja a mercê de uma forma tão inconveniente.

— Estranho. - Comentei.

A infância da minha considerável “irmã” de Apolo, Weilan, não havia sido tão cruel quanto a de minha morena. Ela viveu em uma família tradicional japonesa, tal que era livre de poucos bens. Uma família riquíssima. Dormia em ouro, praticamente lambendo ovos de diamante.

Mas após se declarar gótica, por crueldade do destino, ela foi expulsa e deserdada principalmente por sua mãe, Welsea Chang. Foi uma vida muito corrida para ela a partir dali, vivendo de migalhas por todos os cantos. Até que me conheceu e conheceu também o acampamento.

A partir dali tudo mudou. Sua vida independente tinha tomado um novo rumo. Com os treinos árduos do acampamento e as aulas de arquearia ela se tornou uma ótima combatente e sua habilidade com o arco era a das mais invejadas possíveis.

Não que eu não valorizasse nossa amizade ao ponto de saquear algumas facas e tesouras de sua prateleira, mas mesmo assim o fiz. Talvez ela não desconfiasse, pois vivia também roubando minhas roupas e nunca mais devolvia. Meus olhos, no momento, me mostravam um estabelecimento vazio. Aquele que apenas me causava um frio a cada metro que me aproximava dos fundos.

O clima rústico e simples da parte de dentro não tiraria o total luxo do escritório da prole da luz.  

— Legal. – Minha curiosidade estava atiçada e qualquer um que me conhecesse saberia pelo jeito que andava sobre o local, pegando cada objeto como se fossem meus, mas não conseguia evitar. Era como se me chamassem.

— O que está fazendo?  

— Senhor Chang!

Hmpf. Eu havia esquecido de falar sobre o avô de Weilan, o senhor Chang. Eu não me recordava que ele ainda morava com ela, por isso me surpreendi quando ele me pegou no flagra ao mexer em alguns objetos. Ele era cego de um olho e tinha seus cabelos brancos. Foi um hábil guerreiro japonês que participou de várias guerras por lutar bravamente a favor do país. O via como imortal por ter passado por tudo aquilo sem ter morrido em sequer uma luta. Eu o venerava mas nutria medo, também.

— Só por que minha neta saiu acha que pode ficar roubando suas coisas? Eu sabia que você não era de confiança! - Ele me apontou sua muleta, com um olhar de quem já esperava aquilo.

Apenas sorri.

— Não é isso, senhor Chang. Eu só estou vendo. Aliás estou procurando-a... Sabe onde Weilan está?

— Não vou dizer nada para voc..  

— Vovô! Você não devia estar em pé a essa hora! De manha é o seu sono, esqueceu? - Nos interrompeu. — Tome seu remédio e va dormir! - Era Weilan, esgueirando a sala e trazendo consigo algumas pilulas.

— Ela estava roubando!  

— E quem não está para você, vovô? - Ele fechou o bico, recuando com uma cara emburrada. O barulho da muleta sobre o chão podia ser ouvido se distanciando.

— Me desculpe, Meiying. Ele acha que todo mundo é ladrão, um costume comum dele. Ele está é doidinho! - Sorriu.

— EI! EU OUVI ISSO! - Sua voz rouca parecia estar descendo até meus ouvidos mesmo que do andar de cima. O que nos fez gargalhar por alguns minutos.

— Mas por que você teve que sair assim, repentinamente?

A filha de Apolo jamais abandonaria seu serviço sem um motivo aparente, ainda mais com o seu avô sozinho.  

— Me chamaram no meu segundo trampo. Parecia que alguém tinha se machucado feio.

— O que houve?

— Uma ruptura na mandíbula.  

— Foi uma batida de...

— Queixo. - Retrucou.  

Ambas éramos dotadas de conhecimentos medicinais, ela, por ser filha de Apolo e eu, por ser uma curandeira. Estávamos conectadas. Um barulho, no entanto, nos tirou de nosso vinculo de modo tão rápido quanto uma gota d’água em uma frigideira quente.

— O que foi isso?  

— Não sei. - Ela sacou para si uma pá de sua prateleira. Eu já tinha breves conhecimentos de luta e poderia me defender muito bem sozinha sem a ajuda de equipamentos. O barulho que ouvimos vinha a alguns metros de nós, o que nos tirou o fôlego quando vimos um pavão no meio da área.

— Como ele apareceu aí? - Ela estava com um olhar curioso, já eu achava muito engraçado.

— Pavões não se tele portam, Weilan.

— Eu sou uma piada para você, Meiying? - Seu jeito cômico podia me tirar risadas até em momentos estranhos como aquele. A criatura se aproximou de mim, me bicando.

— AI SEU FILHO DA PUTA, VOU TE ASSAR! -

Sim, eu tinha acabado de entrar numa luta com um pavão. E sim, eu parecia perder.  

— Eu vou te transformar numa coxa de frango! - Tentava sufocá-lo, rolando com ele sobre o chão enquanto a outra apenas se permitia rir. — AAAA – Nunca achei que pavões pudessem puxar cabelo com seus bicos, o que doía.

— VEM DÁ CABEÇADA, SEU RÍDICULO - Gritei com minha cara sobre ele, não pensando que ele seria ousado o suficiente para bicar meu olho.

— Socorro! - Weilan o puxou para longe, eu estava com a retina sangrando. Mas nada que impedisse minha capacidade de ver, realmente.  De toda forma coloquei a mão em meu olho, sentindo que minha energia curativa se dissipava sobre ele. Ele estava intacto após ver que já não estava mais sentindo quaisquer sequelas de dor.

— Por pouco, em. - Ela soltou o animal, que sumira deixando apenas uma carta.

— Olha, Wei! Uma carta!  

Era toda dourada e com uma letra impecável. Seu cheiro parecia... Mágico?

“Minha querida semideusa. Sou eu, Hera. Mas não venho aqui para singelas bajulações. Eu preciso de algo que só você pode me dar. Quando se sentir disponível, venha ao olimpo para que tenhamos uma boa conversa. Aguardo você atenciosamente.

Hera.”

— Parece que ela quer um consolo.  

— Que isso, Weilan! Ela tem Zeus. Aliás não parece que seja realmente isso. Um deus nunca mandaria uma carta para uma semideusa agora oriental totalmente desconhecida sem motivo. Eu realmente pareço ter algo que ela quer, mesmo não sabendo o que é. - A curiosidade me deixava aflita. O que eu poderia dar a Hera?

— Pois bem. Mas é melhor ir logo. Claro que não insistirei se me pedir para ir junto.

— Não, Weilan. Não vou te levar comigo para o limpo. - Seu instinto protetor provavelmente a faria querer ir comigo, algo que eu não aceitaria de forma alguma.

— Por favor, MEIYING! - Insistira, apelando para um biquinho constrangedor.  

Suspirei, temendo falar com um timbre alterado.

— Não insista. É perigoso. Fique aqui e cuide de seu avô. Além do mais você sabe que é para isso que está aqui. - Eu não devia ter dito aquilo, ainda mais com um alvo tão sentimental como a garota a minha frente. Percebia, no fundo, que ela segurava as palavras para que não chorasse. Mas eu não poderia permitir que ela viesse, meu jeito individualista não iria conceber tamanha honra.

— T-tudo bem. - Olhou para seus sapatos, tímida e com um semblante entristecido. — Vá. Pode pegar alguns equipamentos se quiser.

Senti que não precisava levar armas para ir conversar com Hera, não? Mas aquela seria mesmo uma de suas cartas? Eu mais esperava uma vaca voadora quebrando a parede e explodindo com um bilhete vindo aos meus pés, mas servia.

Pisei fundo afora da loja de minha amiga, sem saber se teria a magoado. Não foi por querer e esperava que ela soubesse disso. Queria que ela tivesse a ciência de que era tudo para que ela não se arriscasse, principalmente dando sua vida por uma missão que era minha.

— Espero que entenda. - Sussurrei, como se aquele comentário fosse um adeus indireto. Seria complicado encarar a deusa da fidelidade na minha frente, sem saber ainda mais o que a mesma pediria. Contudo, prossegui. Deixar tudo aquilo para trás foi difícil.

Que os deuses tenham piedade de mim.



Última edição por Meiying Liuwei em Qua Jul 31, 2019 8:05 pm, editado 1 vez(es)
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Idade : 18
Localização : Mansão Devereaux, Nova Roma.

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Mensagem por Letus em Qua Jul 31, 2019 7:59 pm


Meiying Liuwei  


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 4000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3200 de Xp + Dracmas

Comentários:
Você  talvez tivesse tirado nota máxima ou chegaria bem perto disso. Apesar de não haver um final, entendemos que certas histórias podem terminar inacabadas, caso haja consciência de uma continuação. Entretanto, os descontos se dão porquê você não cita os poderes em spoiler, logo ficamos perdidos dentro de uma avaliação e não sabemos sequer os descontos a se realizar. Além de alguns erros de ortografia, como a repetição de aspas, muitas vezes desnecessárias e a falta de uma organização nas falas do personagem.

Atente-se a isso, você não pode citar os poderes usados em um post anterior, exceto se você fizer todas as partes em uma única avaliação. Como você provavelmente pedirá avaliação parte por parte, coloque os poderes ao fim de cada post.

Atualizado por Minerva
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