The Blood of Olympus
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Mensagem por Letus em Qua Jul 24, 2019 1:04 am


Meiying Liuwei


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 4000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3960 de XP e Dracmas

Comentários:
Bem, vamos a sua avaliação. Antes de tudo, devo dizer que deve ter sido extremamente divertido para você narrar e produzir todo o conteúdo que você postou. Você criou tramas e subtramas, personalidades para enes npcs e todo um desenvolvimento central que me senti preso em um verdadeiro livro, então parabéns. Irei apenas adenda-la ao uso repetitivo de reticências. Embora seja uma ferramenta importante para demonstrar suspiro, medo ou mesmo a quebra no pensamento do personagem, ela também acaba quebrando a leitura. Sendo assim, seu uso deve ser comedido apenas quando ela for necessária. Por haver um repetitivo uso dela em trechos não tão distantes, irei fazer esse pequeno desconto.

Com relação à sua benção, infelizmente ela será negada. Observe que estamos falando da capacidade de um semideus morrer e retornar a vida, pelo que entendi, sendo que a simples tarefa da imortalidade sem tombar em batalha já seria algo grandioso. Tirando caçadoras, temos dentro do RPG bem poucos que desfrutam dessa benção. Em si não é uma questão de nível, fama ou coisa do tipo, mas estamos falando de um deus conceder a um mortal a capacidade de viver eternamente, coisa que eles dificilmente fazem, mesmo por seus heróis. Se formos pegar os livros da saga, os próprios deuses parecem ter um consenso entre eles sobre a imortalidade das caçadoras. Então seria muito remoto a possibilidade de um único deus ceder a tal habilidade apenas por um sacrifício, tendo em vista que diariamente semideuses se sacrificam em missões dos próprios olimpianos. Isso geraria precedentes e aberturas para pessoas pedirem o mesmo.

A benção em si não está descartada, mas terá de ser algo aprofundado para futuramente. No mais, para efeitos de consideração, você poderá narrar que estava à beira da morte e algum curandeiro conseguiu salvar você inconsciente antes do seu óbito e tudo não passou de um sonho, ou fique a vontade para usar sua criatividade. Espero que entenda os motivos e fique livre para qualquer assunto, via MP.

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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Jul 24, 2019 5:57 am



Atualização dos acontecimentos + Futuros enredos
Ohana, uma aventura no Havaí (missão passada):

Após descobrir toda uma mafia, um vulcão falso e um mistério inabalável, A recém formada Meiying (antes Marie) embarcou nessa jornada para resolver tais pendências. Com Matteo preso, o tigre contido pela joia Magnus e Liuwei recém-acordada no acampamento, muita repercussão surgiu.

próxima missão:
O passo para um futuro guiado pela luz:


Esses acontecimentos a seguir terão grande peso na vida de Meying (que antes era Marie), que após chegar na mansão retrocedendo-se de uma grande viagem, choca a todos com seu novo nome e sua nova forma.

Capítulo I, II, III: Passo para a liderança.
Resumo desses capítulos: secret!



Última edição por Meiying Liuwei em Qua Jul 31, 2019 5:48 pm, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Jul 31, 2019 5:57 pm

the trip
...


The step to a light-guided future, part I.

Observações importantíssimas:

Essa ccfy é dividida em partes, avaliador! Não me desconte por não ter um final! (uasha)
Eu ainda escreverei a segunda parte, terceira e a quarta que também serão avaliadas separadamente. Achei essa forma um jeito melhor e mais organizado para não ficar imensa a missão e também cansativa. Como já vi isso ser feito pelo fórum, não vi problema algum. O spoiler com poderes e habilidades será deixado apenas no fim de todas as partes serem concluídas. Paciência!

Obs: Essa ccfy terá apenas o intuito de fazer a Liuwei conquistar a primeira fase de liderança do grupo extra do tio Asclépio. A segunda parte terá também o mesmo intuito. A terceira e a quarta, no entanto, serão avaliadas apenas por EXP mesmo.

Obrigada por avaliar a minha missão, sério, é tão bom ver que alguém vai compartilhar a experiência da vida da minha personagem comigo! Espero que se divirta quando chegar ao final e que fique se matando de curiosidade para saber o resto também, rs.

Dica: Essa missão vai alterar o conto de Narciso e Eco de uma forma mágica e que talvez possa gerar um final feliz.

Suas mãos tampouco resistiam em acariciar-me, tocar-me e presentear-me com seu perfume. Não poderia descrever algo melhor do que aquilo.  Era tão complicado me manter focada com ela puxando meu rosto para que encarasse seus olhos castanhos, sendo a cada segundo obrigada a olhá-la enquanto fazíamos amor na frente daquela lareira.  Me sentia como dela, algo que conectava nossos sentimentos como um só, algo que jamais teria sentido antes. Aquele calor não era comum, era uma chama ardente que se mostrava presente no manto de sentimentos que pairava o salão principal do pequeno quarto, embrulhado em carícias e gemidos altos de amor. Beijou-me de forma intensa, despregando o batom vermelho que manchava meus lábios de forma suave. Meus olhos se enchiam de lágrimas apenas por imaginar que aquilo uma hora terminaria, realmente uma pena.

Abrir meus olhos após um caloroso abraço, aquele que insinuava o fim de uma grande relação amorosa, só me permitiu mover minhas mãos ao rosto de Kesha, acariciando sua face como uma forma delicada que só eu continha. Em uma floresta a margem de pensamentos confusos, tantos pela recente viagem quanto pelo recente relacionamento, eu sequer conseguia me posicionar com um argumento válido de que tudo estaria bem. Minha face de desgosto não foi despercebida facilmente, ato que a fez levantar-se seminua do chão daquele cômodo para olhar fixamente para meus olhos com uma visão não de amor, mas sim de preocupação.

— Com certeza isso não é coisa boa, Mei.  

— Do que está falando, Kesha?

Suspirei.  

— Dá para ver que tem algo lhe afligindo. Mas se não me contar não poderei te ajudar!

— Eu não preciso de ajuda, amor. - Retruquei.

— Então depois que vir chorando não vou te consolar. Esteja avisada!

Odiava temer que ela estava certa. As poucas semanas que completavam nosso breve relacionamento vieram para confirmar que minhas teorias sempre seriam minoria perto da razão da outra que, mesmo irritada, me causava sentimentos atrativos inexplicáveis. Ela era totalmente sentimental, mas como também era filha de Ares isso não impediria de seu temperamento acabar implodindo de seus lábios uma hora ou outra. Tínhamos ainda muitas coisas para conversar.

Além disso, seu lado protetor jamais negaria o fato de que eu sempre precisava da ajuda dela. Reconhecia muitos traços naquela morena, mas com certeza um deles não deixaria de ser seu hiperativismo, que a fazia andar de um jeito engraçado e insano ao redor do cômodo.  

— M-mas...  

— Nem responda. - Ela disse, adivinhando minha resposta. — Eu te conheço, Liuwei. Nada do que eu dizer fará com que mude de ideia e isso não seria novidade alguma.  - Ah... Ela me conhecia tão bem!

— Você está tão estranha ultimamente. Você pretende ir em alguma missão brevemente? - Ela não negava sabiamente a chance de jogar sua sabedoria na minha cara, mas eu não discordava e meus olhos ainda assim não mentiam: Estava surpresa. Como ela sabia? Estava tão na cara assim?

— Ke..  

— Mas com certeza você precisa saber de uma coisa. Sabe dos riscos dessas missões, não? Sabe que um dia elas virão a te matar, não é? - Eu simplesmente odiava o modo como ela profetizava as coisas, ainda mais quando essas eram sobre mim.

— Pare de falar bobagens. - Eu temia completamente que sua razão se sobressaísse. Levantei-me, vestindo-me com um pijama de seda e amarrando meus cabelos. Às vezes me entregar a uma ducha fria me livraria de pensamentos absurdos.

— Vou me banhar – Seria a deixa para que me afastasse de uma futura discussão, tal que evitava ao máximo em nossos encontros.  

Encarar o box, no entanto, causava-me um embrulho no estômago. Era tanta coisa para digerir. Ohana, Mansur, Kesha, o acampamento. Parecia apenas um sonho estranho que eu acordaria como um cachorro muito criativo, aquela sensação que todos tínhamos quando presenciávamos coisas impossíveis. Entrar em coma deveria ter me feito cair no real de que até eu, uma semideusa, poderia de fato padecer e vir a morrer.

O frio na espinha me trouxe agonia, acompanhada de algumas gotas de desespero. Se ela estivesse certa... Meu deus, o que faria?

— Não preste atenção nisso, Liuwei. Foque no banho. - Lembrei-me, despindo das poucas vestes que marcavam minha pele, ligando o chuveiro e deixando meu corpo ser molhado pela água corrente que manchava minha pele por pigmentos vermelhos, sinais que ela estava quente. Não sabia como processar tantas informações, mas o líquido transparente quase alcalino era um ótimo jeito de me fazer ignorar todas as minhas obrigações mesmo que apenas por cerca de trinta minutos.

— LIUWEIII!  

Desde seu nascimento – dia vinte e um de dezembro – a outra arqueóloga aprendera a jamais gritar, ao menos que estivesse numa situação de real perigo. Kesha Dara Montgomery sempre viveu de poucos bens, habituada a dormir em colchões mofados no chão de um porão soberbo com sua mãe, uma alcoólatra, e seu pai, um nobre caminhoneiro trabalhador que dava e arriscava seu sangue e plasma todos os dias para trazer um pedaço de pão para casa.

Mas uma tragédia ocorreu. O pai da pequena, num dia comum de trabalho, veio a falecer de um acidente repentino com outro caminhão. Ambos os motoristas morreram. Tudo o que sobrou para a criança na época foi a educação da mãe, nas drogas, prostituição e dopagem de remédio. Uma onda depressiva tomou a família, o que fez a própria mãe dela ter uma overdose quando sua filha apenas continha treze anos.

O destino era cruel, não? A forma involuntária como escolhe as pessoas que mais amamos para retirá-la de nós de maneira tão inconveniente. Pois é.  

Foi o mesmo sentimento que senti naquele momento.

— KESHA! - Correr até o quarto no andar de cima apenas de calcinha carregando uma faca de serra pequena que teria sido pega durante o percorrer do caminho não parecia ter sido uma ideia extraordinária.

Foi tão horrível presenciar aquela cena. O fato de apenas crer que aquilo não passava de uma ilusão.

— ... - Observar o corpo da minha professora, amiga e amante deitado sobre a sala com uma faca encravada sobre seu maxilar destruiu todos os pequenos e miseráveis fragmentos de piedade que existiam em mim. Como se meu coração se amargurasse, doesse, rangesse. Tudo estava tão escuro que o manto negro que cobria o assassino mau me permitiu enxergá-lo antes de meter uma facada em suas costas.

O vulto desapareceu com as sombras quando decidi acender a luz com o auxílio do interruptor. Era tão surreal, tão inacreditável. Tão irônico que a pouco pensava sobre sua vida até chegar e me deparar com ela morta na minha frente. Meu cérebro me forçou a me jogar no chão, de joelhos.

— Mas... NÃO! - Eu, mesmo curandeira, não sabia completamente como buscar uma alma do mundo de Hades pois passava ainda por treinamento. Minhas tentativas falhas sucessíveis de tentar apenas me debulhou ainda mais em sofrimento. Coloquei minha mão no rosto, encarando o sangue descer e tocar minha pele branca.

Era como uma tinta vermelha derramada de um quadro de tão intensa.  

— A gente prometeu que nunca iriamos nos despedir uma da outra sem dizer adeus, Kesha... - Quando eu e ela nos colocamos sobre um orvalho e declaramos nosso amor eterno como ambas namoradas, fizemos uma promessa:

“Jamais me esquecerá, ao menos que eu diga que o faça. Jamais me diga adeus, ao menos que eu me despeça. Jamais me beije com meu corpo desfalecido antes que eu a permita. Assim e para sempre. “- Sabe como é ter palavras e uma lembrança arrancada por uma quebra de um contrato? Pois bem. Olhei para meus pés descalços, secando minhas lágrimas como se não restasse mais nada para chorar.

Tentei puxá-la até os andares de baixo, segurando uma pá em minhas mãos, a enterrei no quintal. Eu nunca me admitira fria ao ponto de fazer isso, mas precisava esquecer meu sentimento e focar num outro que eu nunca achei que seguiria: A vingança.

Mas de nada adiantaria. Eu não sabia quem era o assassino, muito menos sua identidade o por que dele ter feito aquilo. Só me restara um vazio eterno em meu coração, tal aquele que eu não desejava para ninguém.

— É melhor eu ir pensar. - Já estava amanhecendo, Apolo parecia alegre. Eu, todavia, não estava nem um pouco. — Vá se danar, Apolo! - Gritei, exaltando-me e quebrando cada parte daquela mansão, fio a fio.

Ninguém me entenderia. Ninguém sentia o que eu estava sentindo. A dor, o aperto, o afeto, a distância. Ela já não estava em meu mundo e perceber que isso se tornava um fato a cada segundo me corroía como ácido.

— Por que ela? POR QUE? - Só esperava uma resposta.

Nada veio.

Eu senti apenas um pequeno furo nas costas. Uma pequena pressão que se aprofundou de mínima para uma tremenda dor. Consegui sentir uma lâmina corta e dilacerar cada tecido dos meus órgãos. A minha visão estava embaçada, vesga a cada momento que eu parecia lutar pela minha própria vida.

— ... M-me salv.. - Adormeci, quase morrendo por ter um armamento atravessado em meu corpo.

Aquele já era o fim? Minha vida semidivina teria acabado? Daquele jeito cruel?

Tic, tac. Tic...

O tempo parecia desacelerado. — AAAAA! - Meu barulho acordou minha amada, que dormia tranquilamente ao meu lado.

— Calma amor! Foi tudo um sonho ruim! - Ela parecia assustada, tocando-me sobre os ombros demonstrando uma breve face de preocupação. — O que houve?  

— Eu sonhei que alguém tinha te matado. Depois mataram a mim.

— Nossa.. Que cruel, Meiying.

— O bom era que a gente transava. - Diante de toda a situação eu parecia animada em não esquecer aquela parte exclusiva do sonho.

— Palhaça!

Nós éramos um casal cômico, aqueles que riam e faziam piadas de qualquer assunto, independente de qual fosse. Eu estava assustada, não negava. Minhas pupilas dilatadas pareciam mandar uma regência a meu cérebro dizendo que tudo foi apenas um pesadelo e que logo aquela sensação iria passar. O que ficou, após um tempo, todavia, foi um frio na espinha.

Era como uma profecia. Seria um aviso?

— Ei, chuchu. Vou tomar banho, okay? - Sussurrou, descendo seu nariz desde meu pescoço a meu peito, deixando uma marca de um selinho descontraído. — Já volto!  

— Tudo bem. - Cocei o olho, sonolenta. Já era cerca de sete da manhã, hora de levantar. Mas não para mim.  

— MEIYING!! - Era minha mãe, com sua incrível habilidade de me encher o saco falando naquele alto-falante que comprara. Eu ainda não acreditava que a loja de Weilan teria tantas coisas aleatórias.

Weilan? Bem, aquela sim era uma ótima amiga. Filha de Apolo, curandeira e vendedora amadora duma loja geral de equipamentos e bugigangas, ela era minha terapeuta profissional quando eu acabava entre intrigas com meu pedaço de Oásis chamado Kesha.

“Vroomm... ” - era meu celular tocando. Por ironia, seria alguém obviamente esperado.

— “Ei sua vadia, tá pensando em mim né? Minha orelha tá quente e eu não tô gostando disso, viu?”

— “Tô com fome!” - Respondi.

— “PERVERTIDA!” - Grunhiu envergonhada. De longe era possível ver suas bochechas vermelhas.

— Não é isso, Weilan! Eu estou literalmente com fome.  

— Vai levantar o rabo e comer então, ué! EITA, um cliente chegou. Nunca imaginaria que alguém louco o suficiente acordaria a essa hora para vir comprar pás, haha. - Desligou.

Weilan Oriang Chan era uma japonesa, sim, da mesma descendência que eu. Ela adorava pudim de pão, era amante de armas e motos, totalmente fissurada em figuras masculinas e suas roupas. Ela não era do tipo que gostava de rapazes orientais, mas era caidinha por roqueiros e ocidentais, de preferência

Sua loja era próxima da mansão, pequena, mas confortável.

— ALGUÉM EM CASA?! - Gritei, empurrando a porta com toda a força que tinha. O sininho que fazia o som de cliente chegando voou para as prateleiras. — Olá? - Aquele silêncio me incomodava, trazendo uma preocupação instantânea em meus instintos. Perambulei alguns metros, checando a caixa registradora para ver se algum crime tinha ocorrido.

Nada. Nenhum sinal de arrombamento, assassinato... Simplesmente nada. Era tão estranho crer que uma jovem tão cuidadosa como Weilan teria deixado sua loja a mercê de uma forma tão inconveniente.

— Estranho. - Comentei.

A infância da minha considerável “irmã” de Apolo, Weilan, não havia sido tão cruel quanto a de minha morena. Ela viveu em uma família tradicional japonesa, tal que era livre de poucos bens. Uma família riquíssima. Dormia em ouro, praticamente lambendo ovos de diamante.

Mas após se declarar gótica, por crueldade do destino, ela foi expulsa e deserdada principalmente por sua mãe, Welsea Chang. Foi uma vida muito corrida para ela a partir dali, vivendo de migalhas por todos os cantos. Até que me conheceu e conheceu também o acampamento.

A partir dali tudo mudou. Sua vida independente tinha tomado um novo rumo. Com os treinos árduos do acampamento e as aulas de arquearia ela se tornou uma ótima combatente e sua habilidade com o arco era a das mais invejadas possíveis.

Não que eu não valorizasse nossa amizade ao ponto de saquear algumas facas e tesouras de sua prateleira, mas mesmo assim o fiz. Talvez ela não desconfiasse, pois vivia também roubando minhas roupas e nunca mais devolvia. Meus olhos, no momento, me mostravam um estabelecimento vazio. Aquele que apenas me causava um frio a cada metro que me aproximava dos fundos.

O clima rústico e simples da parte de dentro não tiraria o total luxo do escritório da prole da luz.  

— Legal. – Minha curiosidade estava atiçada e qualquer um que me conhecesse saberia pelo jeito que andava sobre o local, pegando cada objeto como se fossem meus, mas não conseguia evitar. Era como se me chamassem.

— O que está fazendo?  

— Senhor Chang!

Hmpf. Eu havia esquecido de falar sobre o avô de Weilan, o senhor Chang. Eu não me recordava que ele ainda morava com ela, por isso me surpreendi quando ele me pegou no flagra ao mexer em alguns objetos. Ele era cego de um olho e tinha seus cabelos brancos. Foi um hábil guerreiro japonês que participou de várias guerras por lutar bravamente a favor do país. O via como imortal por ter passado por tudo aquilo sem ter morrido em sequer uma luta. Eu o venerava mas nutria medo, também.

— Só por que minha neta saiu acha que pode ficar roubando suas coisas? Eu sabia que você não era de confiança! - Ele me apontou sua muleta, com um olhar de quem já esperava aquilo.

Apenas sorri.

— Não é isso, senhor Chang. Eu só estou vendo. Aliás estou procurando-a... Sabe onde Weilan está?

— Não vou dizer nada para voc..  

— Vovô! Você não devia estar em pé a essa hora! De manha é o seu sono, esqueceu? - Nos interrompeu. — Tome seu remédio e va dormir! - Era Weilan, esgueirando a sala e trazendo consigo algumas pilulas.

— Ela estava roubando!  

— E quem não está para você, vovô? - Ele fechou o bico, recuando com uma cara emburrada. O barulho da muleta sobre o chão podia ser ouvido se distanciando.

— Me desculpe, Meiying. Ele acha que todo mundo é ladrão, um costume comum dele. Ele está é doidinho! - Sorriu.

— EI! EU OUVI ISSO! - Sua voz rouca parecia estar descendo até meus ouvidos mesmo que do andar de cima. O que nos fez gargalhar por alguns minutos.

— Mas por que você teve que sair assim, repentinamente?

A filha de Apolo jamais abandonaria seu serviço sem um motivo aparente, ainda mais com o seu avô sozinho.  

— Me chamaram no meu segundo trampo. Parecia que alguém tinha se machucado feio.

— O que houve?

— Uma ruptura na mandíbula.  

— Foi uma batida de...

— Queixo. - Retrucou.  

Ambas éramos dotadas de conhecimentos medicinais, ela, por ser filha de Apolo e eu, por ser uma curandeira. Estávamos conectadas. Um barulho, no entanto, nos tirou de nosso vinculo de modo tão rápido quanto uma gota d’água em uma frigideira quente.

— O que foi isso?  

— Não sei. - Ela sacou para si uma pá de sua prateleira. Eu já tinha breves conhecimentos de luta e poderia me defender muito bem sozinha sem a ajuda de equipamentos. O barulho que ouvimos vinha a alguns metros de nós, o que nos tirou o fôlego quando vimos um pavão no meio da área.

— Como ele apareceu aí? - Ela estava com um olhar curioso, já eu achava muito engraçado.

— Pavões não se tele portam, Weilan.

— Eu sou uma piada para você, Meiying? - Seu jeito cômico podia me tirar risadas até em momentos estranhos como aquele. A criatura se aproximou de mim, me bicando.

— AI SEU FILHO DA PUTA, VOU TE ASSAR! -

Sim, eu tinha acabado de entrar numa luta com um pavão. E sim, eu parecia perder.  

— Eu vou te transformar numa coxa de frango! - Tentava sufocá-lo, rolando com ele sobre o chão enquanto a outra apenas se permitia rir. — AAAA – Nunca achei que pavões pudessem puxar cabelo com seus bicos, o que doía.

— VEM DÁ CABEÇADA, SEU RÍDICULO - Gritei com minha cara sobre ele, não pensando que ele seria ousado o suficiente para bicar meu olho.

— Socorro! - Weilan o puxou para longe, eu estava com a retina sangrando. Mas nada que impedisse minha capacidade de ver, realmente.  De toda forma coloquei a mão em meu olho, sentindo que minha energia curativa se dissipava sobre ele. Ele estava intacto após ver que já não estava mais sentindo quaisquer sequelas de dor.

— Por pouco, em. - Ela soltou o animal, que sumira deixando apenas uma carta.

— Olha, Wei! Uma carta!  

Era toda dourada e com uma letra impecável. Seu cheiro parecia... Mágico?

“Minha querida semideusa. Sou eu, Hera. Mas não venho aqui para singelas bajulações. Eu preciso de algo que só você pode me dar. Quando se sentir disponível, venha ao olimpo para que tenhamos uma boa conversa. Aguardo você atenciosamente.

Hera.”

— Parece que ela quer um consolo.  

— Que isso, Weilan! Ela tem Zeus. Aliás não parece que seja realmente isso. Um deus nunca mandaria uma carta para uma semideusa agora oriental totalmente desconhecida sem motivo. Eu realmente pareço ter algo que ela quer, mesmo não sabendo o que é. - A curiosidade me deixava aflita. O que eu poderia dar a Hera?

— Pois bem. Mas é melhor ir logo. Claro que não insistirei se me pedir para ir junto.

— Não, Weilan. Não vou te levar comigo para o limpo. - Seu instinto protetor provavelmente a faria querer ir comigo, algo que eu não aceitaria de forma alguma.

— Por favor, MEIYING! - Insistira, apelando para um biquinho constrangedor.  

Suspirei, temendo falar com um timbre alterado.

— Não insista. É perigoso. Fique aqui e cuide de seu avô. Além do mais você sabe que é para isso que está aqui. - Eu não devia ter dito aquilo, ainda mais com um alvo tão sentimental como a garota a minha frente. Percebia, no fundo, que ela segurava as palavras para que não chorasse. Mas eu não poderia permitir que ela viesse, meu jeito individualista não iria conceber tamanha honra.

— T-tudo bem. - Olhou para seus sapatos, tímida e com um semblante entristecido. — Vá. Pode pegar alguns equipamentos se quiser.

Senti que não precisava levar armas para ir conversar com Hera, não? Mas aquela seria mesmo uma de suas cartas? Eu mais esperava uma vaca voadora quebrando a parede e explodindo com um bilhete vindo aos meus pés, mas servia.

Pisei fundo afora da loja de minha amiga, sem saber se teria a magoado. Não foi por querer e esperava que ela soubesse disso. Queria que ela tivesse a ciência de que era tudo para que ela não se arriscasse, principalmente dando sua vida por uma missão que era minha.

— Espero que entenda. - Sussurrei, como se aquele comentário fosse um adeus indireto. Seria complicado encarar a deusa da fidelidade na minha frente, sem saber ainda mais o que a mesma pediria. Contudo, prossegui. Deixar tudo aquilo para trás foi difícil.

Que os deuses tenham piedade de mim.



Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 9:25 am, editado 2 vez(es)


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Mensagem por Letus em Qua Jul 31, 2019 7:59 pm


Meiying Liuwei  


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 4000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3200 de Xp + Dracmas

Comentários:
Você  talvez tivesse tirado nota máxima ou chegaria bem perto disso. Apesar de não haver um final, entendemos que certas histórias podem terminar inacabadas, caso haja consciência de uma continuação. Entretanto, os descontos se dão porquê você não cita os poderes em spoiler, logo ficamos perdidos dentro de uma avaliação e não sabemos sequer os descontos a se realizar. Além de alguns erros de ortografia, como a repetição de aspas, muitas vezes desnecessárias e a falta de uma organização nas falas do personagem.

Atente-se a isso, você não pode citar os poderes usados em um post anterior, exceto se você fizer todas as partes em uma única avaliação. Como você provavelmente pedirá avaliação parte por parte, coloque os poderes ao fim de cada post.

Atualizado por Minerva
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Mensagem por Meiying Liuwei em Dom Nov 24, 2019 12:03 am

Era uma vez...
Considerações + Falas:

Considerações: Eu gostaria de dizer que essa é a primeira segunda parte da missão, sendo o intuito aqui apenas o desenvolvimento pessoal da trama de Meiying e a conquista da segunda fase de liderança do seu grupo extra. A missão anterior (avaliada por Letus) foi a primeira parte aonde introduzi o leitor ao que aconteceria nessa narrativa, após — especificamente — Hera ter mandado a carta para Meiying na loja de Weilan, sua amiga.

— Falas de Meiying.
— Falas de Abbey.
— Falas do guarda.
— Falas de Hera.
— Fala das ninfas do lago.
— Falas de Eco.
— Falas do monstro da gruta.

— Acampamento meio-sangue.

Desde o início todos os semideuses enfrentam missões, independente de onde estejam. Essas estão incluídas a partir do nascimento de cada um, que os fazem enfrentar desafios para chegar ao acampamento e para sair dele. Às vezes algumas missões são designadas a eles também por Quíron — um dos diretores do acampamento — ou por algum deus, sendo essa última possibilidade um pouco difícil de ocorrer. Deuses tem sentimentos, objetivos não cumpridos e esses os fazem pedir ajuda aos meio-mortais e heróis dos acampamentos para que vão em uma missão em troca de uma provável recompensa. O que eu não imaginaria, em hipótese alguma, era receber uma carta de Hera, notificando-me que deveria ir ao monte olimpo o mais rápido possível.

O motivo? Não foi abordado. A curiosidade penetrante aos meus olhos me enchia de alegrias e angústias, pois não sabia o porquê de uma deusa tão poderosa ter solicitado o meu auxílio. Hera, a deusa do casamento e fidelidade, é eternamente reconhecida pela sua personalidade difícil de lidar, tal que amaldiçoa qualquer um que discordar de suas opiniões. Saber que alguém tão voraz quanto essa mulher me chamou é amedrontador e ninguém poderia negar tal fato.

— Espero que ela não arranque minha cabeça. — Apesar de metáfora, nunca se sabia o que ela seria capaz de fazer. Estava pensativa quanto a tudo aquilo, mas ainda permanecia no acampamento após ter saído da loja de Weilan quando a carta pairou sobre meus pés.

Aguardava uma missão, por isso parei para que recolhesse algumas coisas além da carta recebida em uma pequena mochila comum e segui até a portaria do acampamento, deixando o chalé que chamava de lar. Antes que visse realmente a trilha para seguir até o meu próximo destino, avistei Abbey, minha melhor amiga. Ela era uma filha de Quione que tinha aprendido a amar desde quando nos conhecemos no anfiteatro pela primeira vez. De caráter dócil e gentil, Abbey era fácil para arranjar amizades apesar de sua timidez e sentia que por algum motivo deveria protegê-la. Não queria que o mundo a corrompesse.

— Mei! — balbuciou a outra, aproximando-se. A cumprimentei com um abraço de quem jamais desejaria soltar. Os tempos estavam difíceis para todos no acampamento devido o alto índice de aulas e treinos ocorrendo, o que fazia os semideuses não terem tempo para outras coisas além do seu próprio desenvolvimento pessoal. Eu era uma dessas, também. Recheada de afazeres da vida então ver Abbey por aí era algo que acontecia de forma rara.

— Quanto tempo que a gente não se vê, não é? — Com um sorriso largo, após me afastar da filha de Quione, depositei minha mão na dela. — A gente precisa se reunir para fofocar sobre quem não gostamos. — suavemente disse, ignorando toda a maldade contida na frase.

— Porque não agora?

— Estou partindo neste exato momento. Estou apressada, Abb. — Tinha medo sobre a fala, já que não queria que fosse ouvida com um tom grosseiro. Mas nada tinha dito além da verdade.

— É uma missão, né? — Ela sorriu e por um tempo apertou firme os meus dedos antes que pudesse responder. — Sei como é ocupada agora, Mei. Você está sempre indo e vindo do acampamento e eu passei a me acostumar com isso. Mas sinto sua falta. Geralmente eu não ligo se você vai voltar ou não… Só que agora quero de você uma coisa. — Suas palavras dóceis e carregadas de um timbre sério fizeram-me arquear a sobrancelha. — Me promete que vai voltar? — Era estranho... Sabe aquele pressentimento que os semideuses contêm em seu coração quando captam que a toda missão que saem correm o risco de não voltar? Pois bem, era o que sentia. Jamais pensava na consequência de um dia deixar o acampamento e nunca mais voltar para ele, mas a partir dali assumi com total responsabilidade que isso era comum de se acontecer, visto que semideuses são integralmente caçados por criaturas e monstros mitológicos.

Não estava preparada para uma indagação daquele estilo, logo engoli a saliva e respirei fundo. Não gostava de fazer promessas, levando-as a sério sempre que as pronunciava. Mas não poderia dizer não a quem sempre me segurou nas noites de tristeza, a quem apoiou sobre seu braço minha cabeça cansada. Ela era tão importante para mim e começar uma missão com tanto sentimentalismo já poderia ser presságio de algo ruim. Mordisquei o lábio pensando numa resposta. Aos olhos de qualquer um apenas um sim bastaria, mas juramentos eram tão importantes e eu sabia da pena caso os quebrasse.

— Abb. — Olhando-a com uma cara forçada, tentei dizer que não gostava de promessas e ela ignorou totalmente isso. Era um jogo de chantagem emocional e eu perderia, obviamente. — T-tudo bem. Prometo. — Nós nos abraçamos novamente. Ela não faria mais perguntas. Indo embora e me distanciando dela conforme deixava o arco e portaria do acampamento, cruzávamos olhares enquanto virando nossas íris ciganas para trás. Era a hora de dizer um temporário adeus ao acampamento meio-sangue, pois minha missão começava naquele instante.

— Empire state, Nova Iorque, Manhattan.

Havia esquecido do dinheiro humano. Na maioria das vezes estávamos acostumados com os dracmas, moedas utilizadas pelos divinos a maior parte do tempo. E as passagens? Caríssimas! Parecia que o imposto tinha aumentado drasticamente com o passar dos anos e aquilo também me assustava de forma colossal. Eu tinha acabado de descer do degrau do ônibus quando vi — de forma parcial considerando o seu tamanho — empire state, uma construção invejável de Nova Iorque, que também era a minha passagem de ida para o olimpo.

Eu vestia um visual simples e confortável, possibilitando a movimentação de forma tranquila mesmo sendo bem chamativo. Um conjunto de tênis all star, uma calça branca com uma camiseta de gratidão e meus cabelos curtinhos bem hidratados com creme, além dos meus brincos de prata médios bastaram para que fosse notada por quem passasse sobre a calçada, de modo que não demorei para entrar na construção quando senti o sol quente penetrar minha pele.

O interior era moderno, sofisticado. Não parei muito para observar detalhes e continuei até um elevador. Abordada por um homem quando esse colocou sua mão sobre o meu peito, estranhei. Pronta para abrir a boca para questioná-lo fui interrompida.

— Para onde deseja ir? — Eu achava que ele provavelmente diria a mim que eu deveria ir embora, como se o local fosse permitido só para funcionários. Mas também esqueci que o elevador era de uso público. Para que os semideuses fossem ao olimpo era necessário um convite, mas também tinha uma pequena curiosidade sobre: eles precisavam ir para um andar específico, naquele caso o sexcentésimo andar.

— Eu gostaria de ir para o sexcentésimo andar, por gentileza. — A face gentil do moço se tornou áspera.

— Não existe esse andar. Creio que está equivocada. — Um sorriso sínico se posicionou sobre seu rosto e ele começou a indiretamente me empurrar com as mãos, desejando a minha saída do recinto.

— Existe sim. — Pausei por um tempo, retirando as mãos dele do meu corpo. Abrindo a mochila que estava nas minhas costas, peguei a carta que tinha guardado no menor bolso onde ela coube perfeitamente. — Essa é uma carta de Hera. Ela diz que preciso ir ao olimpo o mais rápido possível. — Ele segurou a carta e a leu, tossindo após verificar um tipo pena de pavão específico que estava anexado ao envelope. Talvez Hera já estivesse com tudo planejado.

— Então tudo bem. Prossiga. — Com um tom sem sentimentos ele me deu uma chave. — Use-a para acessar o olimpo quando chegar no seu destino.

As portas se abriram e, vagarosamente, entrei. Os andares subiam de forma rápida e me causavam enjoo conforme a velocidade aumentava. Fechei os olhos e senti os tremores esperando que as portas se abrissem, segurando com força a chave na minha mão esquerda. Um barulho foi ouvido e da abertura do elevador um lugar esplêndido se apresentou aos meus olhos.

Via um lugar que em sua volta era cercado por nuvens, escadarias e construções. Alegria era sentida e com ela se observava alguns seres se movimentando de longe. Andei e olhando ao lado percebi alguns detalhes. O recinto lembrava um pouco o acampamento, mesmo não se parecendo com ele talvez a presença divina trouxesse a mim algumas lembranças de um lar que tinha deixado para trás. Hera me convocara e eu estava indo a seu encontro quando subia aquelas escadas sem dar importância para o resto ao meu redor.

O topo — a parte mais alta — era quase que uma grande cidade, com templos notáveis com símbolos e referências de cada deus. Muitos pensamentos e sentimentos movimentavam-se sobre minha mente. Eu estava num lugar onde poderia talvez conhecer uma de minhas avós, Hécate. Ver que naquele espaço poderia colidir com quase qualquer ser divino era algo digno de reflexão.

— Acho que ali é sala dos tronos... — Deveria ter cuidado. Só estava observando, mas sabia que o olimpo não era simplesmente um local de turismo. Criaturas, deuses olimpianos e deuses menores habitavam tal lugar e minha presença seria indesejada para alguns. Mas de nada poderia fazer sobre.

A sala do trono não pecava e tinha diversas categorias de tronos, formando a letra “u”. Tinha ouvido em algum lugar que isso era para simbolar o universo, mesmo não tendo certeza sobre a tal informação. Ainda sim me mantive impressionada com os olhos atentos a cada uma dessas cadeiras. Estranhava o silêncio e a falta de deuses no local, pois se ali era o olimpo sabia. Mas onde estão as divindades?

Virei devagar, atenta a cada um dos tronos ao redor e quando fitei o principal, além daquele ao seu lado, vi uma silhueta feminina. Uma moçoila de cabelos negros, alta e de corpo esbelto jogou seus fios e movimentou de lado a sua face, olhando-me de forma disfarçada o suficiente para confirmar a teoria de alguma presença na sala.

— Meiying. — Sua voz era suave e ecoava sobre o grande salão. Me curvei em reverência ao mesmo instante.

— Hera. — Com a maior cautela, disse. Era uma deusa volátil e qualquer indício mal interpretado em minha fala me traria problemas. — Vim aqui como ordenado, deusa. Estou ouvindo agora o que tens a me dizer.

— Fico grata por ter aceitado o meu pedido. — E quem não aceitaria? — Tenho algo a falar com você, especificamente. — Se sentou ao seu trono e pausou por alguns instantes. — Enfrentamos muitos problemas por aqui, como você bem sabe. Esses são raros mais ainda sim acontecem. Tenho meus argonautas para dar a eles missões sempre que preciso de algo, mas precisava de alguém que podia ter a dádiva da cura. Comuniquei-me com os outros deuses e por alguma indicação rotularam seu nome em meio a conversa, jovem. — Ela novamente se levantou.

Devia estar nervosa por alguma coisa. — Zeus me deu um pingente como forma de conexão após o nosso casamento e eu, como a deusa mais reservada e cuidadosa, armazenei essa joia comigo desde a data da entrega da mesma a mim. Só que algum sortudo, que entrou sem que eu percebesse, roubou de mim tal artefato. — A voz suave se tornou tão grossa e afiada quanto uma lâmina envenenada. — O meu pedido aqui, querida, é te convidar a partir em uma missão para que me traga essa joia de volta para mim. — Ela se aproximou de mim e finalizou a frase com um tom novamente brando, igual o de antes.

Ela tinha jogado as cartas na mesa. Agora só restava um sim ou não. Negar uma missão dessas é pedir pra morrer, então não pensei duas vezes em aceitar com a cabeça. — Sim, deusa. Eu trarei a você o artefato e darei o meu melhor. — Ri desesperada, ignorando o fato de temer toda a resposta que saía de sua boca. — Até aonde sei o local do artefato é uma gruta no meio de uma floresta, que é habitada por criaturas e dentre elas estão as ninfas. Não sei quem roubou de mim o meu presente, mas tenho a certeza de que pagará. Você pode já fazer o favor de cuidar da criatura por mim, mas recuperar o pingente já é suficiente. — Sem dar hipótese de resposta, ela sinalizou para que eu fosse embora depois de jogar um pergaminho com as coordenadas em meus pés.

Não devia argumentar então segui de volta o caminho que tinha percorrido. Meu coração palpitava após a conversa e meu pulmão estava aclamando oxigênio, visto que eu mal respirava enquanto naquela sala. Tive que parar por alguns minutos, me sentar e recuperar o fôlego para realmente voltar a andar. Aquelas escadas me matavam!

De qualquer forma, saindo do olimpo, tinha uma missão: buscar o pingente de Hera e trazê-lo de volta para a dona deste. Mau sabia eu dos perigos que iria enfrentar. Oh, céus!

— Floresta das árvores sussurrantes: a ninfa.

Os ventos estavam fortes e tão agressivos com meus cabelos que eu mal enxergava — nem sequer imaginava — o tempo que eu já teria andado. Após a minha saída do olimpo fui diretamente comer algo numa lanchonete e, com a ajuda do táxi das irmãs, cheguei o mais perto possível do fim da cidade. O período da tarde começava naquele instante quando iniciei a vagarosamente caminhada pela trilha, depositando meus pés na terra pesada. A floresta não ficava tão distante quanto achei que seria, mas havia uma grande viagem a pé de Nova Iorque até lá.

Eu usava o pergaminho, que me dizia as coordenadas que eu colocava no GPS. A tecnologia ajudava semideuses, ironicamente. O sol escaldante queimava minha nuca e meus cabelos curtos ainda sim estavam determinados em me fazer sentir mais calor. O tempo era tão bipolar que não conseguia se decidir entre ficar quente ou úmido e isso começava a incomodar. Mas o que faria? Reclamaria com Apolo? Claro que não. Logo me permiti seguir resmungando, apesar dos pesares.

Molhada pelo suor, finalmente cheguei ao meu destino quando o GPS apitou como uma sirene. Chamar mais atenção que aquilo não seria possível e o incrível é que eu parecia uma buzina de caminhão ambulante. Os monstros já deveriam saber da minha chegada quando desliguei o aparelho, se não eram cegos ou não ouviam.

Sem que pensasse, entrei sobre a floresta. As árvores de copas altas não deixavam muito a luz entrar e não existia trilha nenhuma ali, só insetos e formigas que mordiam meu pé na primeira oportunidade. Tentei, com força suficiente, ignorar o pequeno desconforto por já estar sendo atacada diretamente por criaturinhas de pequeno porte como as formigas. Podia parecer que não, mas era super desconfortável ter que parar a cada minuto para coçar os pés.

— Preciso lavar o rosto. — Não foi à toa: um lindo lago de águas brilhantes estava a alguns metros de mim, diferente de todo o resto bem pouco escondido pelas árvores que rodeavam todo o local. Como um rato atrás do queijo, fui ao encontro da fonte e banhei um pouco de suas águas diretamente sobre meu rosto pálido, já desgastado pela recente viagem. Mas eu era forte, não tinha nem começado, também. A alegria repentina por ter achado uma fonte de água foi interrompida quando eu pude ouvir alguns barulhos vindo de dentro da floresta.

Eram próximos o suficiente para que eu me preparasse para atacar o que viesse para cima de mim. O que, apenas, eram mulheres curiosas. Elas vinham a mim com um olhar de quem nunca teria visto uma semideusa na vida. Achei que por serem ninfas elas seriam tímidas, mas já começavam a tocar o meu corpo como se eu fosse apenas um objeto.

— Nunca vimos você por aqui. É nova ou velha?

— Sou Liuwei. Liuwei Meiying. — Não estenderia a mão, crendo que elas não estavam habituadas a esse tipo de costume então as reverenciei, como fazia com os deuses. — Peço perdão por ter usado da sua água, mas não tive escolha.

— Você veio em busca de um tesouro? De uma coisa perdida? — Elas pareciam não ser tão bobas quanto achei que fossem.

— Sim. Procuro o pingente de Hera. — Elas se afastaram tão rapidamente de mim que eu nem percebi suas faces se movimentarem. A cara doce daqueles espíritos naturais se tornaram ásperas, semelhante a face do guarda do saguão do empire state que visitei anteriormente.

— H-Hera. O pingente... — Elas suspiraram como se soubessem de algo que eu não sabia. Queria entendê-las, apesar de tudo.

— Por favor, ninfas. Eu também prezo a paz e gosto de toda essa vida não humana, mas sim ambiental que nos cerca. Protejo também a vida como vocês protegem essa que chamamos de natureza. Eu prezo que por favor, se sabem algo sobre, me digam. — Implorei com sinceridade cruzando as mãos em auxílio e elas voltaram a tentar manter algum contato mais próximo.

— Criaturas habitam essa terra. No fundo da floresta, numa gruta, você verá o presente. Mas um monstro ardente te esperará contente. Suas propostas deverão ser boas e tome cuidado, se não você virará um ótimo prato. — A harmonia em que elas recitavam a resposta me fez alegre, mas atenta sobre o risco que estava sofrendo.

— Muito obrigada. — Elas apontaram a direção. Era para eu seguir uma linha de pedras que levariam a parte maior da floresta, onde a concentração de criaturas e seres específicos era maior. Lá, pelo o que compreendi, existiria uma gruta onde estaria o que eu desejava. Alguém iria me esperar, mas estava preparada para enfrentar qualquer inimigo independente de qual fosse. Desci a pequena ladeira e, assustada com um grito enorme que ecoou do céu, larguei minha mochila.

Lá estava eu, numa floresta estranha e desconhecida com duas inimigas: as harpias. Eram mulheres com asas que gritavam como pássaro voando acima das copas. Elas deveriam estar guardando a gruta e sentia que as duas viriam ao meu encontro em alguma hora. Meu coração palpitou e meu punho se fechou. Estava entre dois caminhos sobre meu consciente. Ou lutava, como meus punhos ordenavam ou tentava correr para ter sorte de chegar na gruta antes que fizessem um ataque efetivo contra mim.

Correr era uma péssima escolha e eu seria apenas mais uma presa para as duas então, de forma ágil, encarei uma delas. Querendo ou não éramos dois seres de sexo feminino e um olhar amedrontador ou debochado não sairia sem uma satisfação, algo que notei acontecer quando a criatura veio em minha direção com suas garras em minha frente e a outra, também em conjunto, por trás. Uma agarrou meus cabelos e a outra puxou minhas pernas. Sim, eu estava sendo levada em voo por ambas. Não subiram tão alto mas eu não tinha como me defender estando naquele momento quase que imobilizada pela dor que sentia em meu couro cabeludo.

— AAA! — Meu peso era bom, tal que fazia com que os monstros sentissem dificuldade em levantar voo então elas não aguentaram muito e me soltaram. Minha caída não foi muito dolorosa — levando em conta de que não subiram muito — por ter sido levemente amortecida quando caí sobre um monte de folhas. Passei imediatamente a tentar me levantar e correr mancando para um arbusto, onde me enfiei rezando para que elas tirassem de mim sua atenção. Sentia a pulsação de sangue mais forte e o medo comprometer todo o resto do meu psicológico.

Estava em uma luta e me atentei a retirar do bolso um pouco de ambrosia, bebendo o suficiente do frasco para que recuperasse meus ferimentos principais. Foi tempo suficiente para eu também me curar com a minha magia curativa, presente de Asclépio. Eram três mulheres, nervosas, enraivecidas e doidas para matar. Me levantei e fui ao local onde as árvores eram menores, perto da onde larguei a mochila e aguardei, com os punhos cerrados as ambas mulheres de asas.

Elas me avistaram e, de novo, abriram suas asas com a maior confiança e tentaram realizar o mesmo ato anterior. Só que, quando estavam quase para me agarrar, abaixei. A que vinha da frente e a que também vinha de trás se chocaram com a velocidade do impacto e caíram, provavelmente desmaiadas com o choque de suas cabeças uma na outra. Asclépio me ensinou a ser astuta, reconhecer os inimigos. As vezes não se era necessário combate corporal ou violência para vencer uma luta e sim inteligência.

— Ótimo. — Segurei minha mochila e segui mais a fundo. Observando, após algum tempo ao meu redor em busca de novos combates — o que não achei — avistei a abertura de uma gruta. A entrada era pequena como um buraco, mas suficiente para que eu passasse sem a minha mochila, apenas com meus brincos e o meu escudo. Lá dentro não estranhei poder ver um local iluminado pelos buracos que vinham de cima e que não eram poucos. — Olá. — Era comum ver, também, ninfas no local que regiam tal habitat, mas não achei naquela primeira instância. Ou pensei que não teria achado, até ver uma solitária sentada sobre as pedras próximas de uma fonte pequena de água que vinha para dentro da localidade.

Tinha me curado, mas ainda estava um pouco ruim. Tentei disfarçar a face que entregava a ela isso e me aproximei com suavidade.

— Tudo bem?

— Bem, bem, bem. — Era extrovertida, apesar de estranha.

— Aconteceu algo?

— Algo, algo, algo.

— Porque repete tudo o que falo? — Cruzei os braços e impaciente fiz um bico.

— Falo, falo, falo. — Não conseguia entender. As outras ninfas falavam de forma tão comum e objetiva, porque então essa ninfa não conseguia fazer o mesmo?

— Sou Meiying Liuwei. Venho de longe para cumprir uma missão, ninfa. Estou a pedido de Hera vindo aqui para recuperar algo e... — Ao mesmo instante ela começou a entrar em desespero, indo de um lado para o outro como alguém que estivesse pegando fogo.

— Falo, falo, falo! — Ela gritava a todo o tempo e eu a segurei com as mãos.

— Acalme-se! Não vou te fazer mal algum, eu prometo pelo rio estige! — Ela, por um tempo, parou de tremer e ficou parada. Com sinais que eu não entendia muito bem ela tentava se comunicar.

Era ruim compreender, contudo me esforçava ao máximo para tal. Captei que quando disse a informação sobre Hera ela entrou em desespero, logo anexei que ela talvez havia alguma relação com a deusa. — Sei que sente medo. Meu papel não é te fazer tremer, nem sentir o que sentiu a alguns momentos atrás. Mas preciso que me diga uma coisa. Você tem algo a ver com Hera? — Ela assentiu com a cabeça. — É ruim, não é? — Muitos poderiam achar óbvio aquilo porque Hera era vingativa e a maioria de suas relações não eram boas com outras mulheres, principalmente ninfas que pelo o que soube também eram passatempos de Zeus para seu adultério.

Não esperei uma resposta, só recebendo uma face triste e uma lágrima. Não sabia o nome da ninfa, nem a sua história tampouco seu relacionamento com a deusa da fidelidade, mas uma constatação me atingiu: ela devia ser protegida. Não sei o que me fez pensar isso, mas faria. Com a companhia da ninfa esqueci da minha missão por um tempo e com sonolência encostei numa pedra, uma de várias que formavam uma linha de outras iguais. O estranho era que essa pedra estava escorregadia e levantou no mesmo instante.

— Quem perturba o meu sono? — As pedras levantarem-se e montaram um rosto de uma criatura. Os pedregulhos se uniram e tomaram a silhueta de uma serpente. Que ser era aquele?

Me distanciei e puxei a moça para trás de mim. Cerrei os punhos e me preparei para lutar com toda a minha força se precisasse.

— Sou Polimério, o metamorfo imortal. — Nunca tinha ouvido falar dele, mas apenas fiz uma reverência até observar que atrás de si estava um monte de coisas. Tais como joias, prováveis diamantes, escudos, lanças, moedas brilhantes dente outros itens. — Se chegou a minha caverna, tem um objetivo. Lutar? Comigo não é assim que funciona. As pessoas vem até aqui raramente para trocar coisas por outras coisas, algo que você também deve fazer se quiser tirar algo daqui e sair viva. É obrigada a dar algo, mesmo que eu não aceite entregar outra coisa em troca. Sua vida pelo item, assim que é justo, não? — indagou.

Eu ergui a cabeça e com uma pose confiante tentei transplantar sabedoria e liderança.

— Eu vim aqui buscar o pingente de Hera. — A face dele de serpente se aproximou de mim.

— Hera? Oh. Foi bastante complicado conseguir isso, então creio que deverá pagar com algo do mesmo valor. — Esse era o problema: não tinha nada que valesse o suficiente para trocar pela joia.

— Mas eu não tenho nada. — Ele olhou a ninfa por alguns instantes após a minha fala e depois devolveu a atenção para minha cara asiática.

— Tem sim. Todos tem algo de valor, algo que amam. É sempre isso que eu tiro deles, para que sofram e parem de ligar para apenas um artefato. Esse escudo que carrega é interessante, tão brilhante! — Ele se transformou num pássaro e pousou sobre meu ombro. — Deixe-me vê-lo mais de perto. — Aquele item que ele se referia seria o meu escudo de ouro imperial, presente de Asclépio. Era o que mais amava e não poderia dar ele para ninguém.

— Não! Não vou dar ele para você. — Joguei ele do meu ombro com as mãos, de forma leve para que voasse de volta para onde estava anteriormente.

— Então sairá sem a joia e sem sua vida. A decisão é sua, pequenina. — Sua aparência dócil de ave tornou-se novamente uma serpente, mas desta vez uma negra com uma grande fileira de dentes. Ele devia conseguir se transformar em qualquer animal que quisesse. Circulando o nosso corpo o mesmo já esperava começar a nos devorar ali mesmo ouvindo um não de alguma das bocas. A moçoila nada dizia e eu pensava no que fazer. Do meu pulso e antebraço, hesitando e com um peso redundante na consciência estendi a arma.

— Tudo bem. Eu trocarei o meu escudo com você em troca da joia de Hera. — Ele se alegrou e gargalhou.

— Ótimo! — Agora de rato ele entrou numa pequena abertura da gruta e de lá retirou uma pequena caixinha de madeira vazia e a joia de Hera, colocando-a dentro e fechando. — Mas mesmo assim terá que resolver uma coisa quando chegar até Hera, jovem. Essa caixa pertence a Eco, a ninfa que está ao seu lado. Para abrir a caixa é necessário que ela diga a senha, mas a pobrezinha não consegue falar. Que dó, não é? — Riu. — Arrume um jeito de abrir a caixa sem que Hera arranque sua cabeça. — Ele jogou a caixa aos meus pés e eu a segurei antes.

— Eco. É o seu nome? — Virei a mulher e perguntei. Ela sorriu e confirmou com um gesto a resposta. — Olha, Eco... Preciso de um favor seu. Sei que as ninfas devem voltar ao seu lar até o pôr do sol mas dá tempo de você vir comigo pra gente ir encontrar Hera. Sei do seu medo, das suas angústias apesar de não saber da sua história com ela. Mas em nome do bem, eu lhe imploro que venha comigo. Te prometo trazer em segurança até o pôr do sol. — Eu pedi com a mais pura sinceridade e ela pareceu hesitar de inicio ao demonstrar um semblante negativo. Mas quando sai pelo buraco com a caixinha em mãos ela me seguiu.

O monstro, que não reparei após ter dado a joia, tinha voltado a dormir. De qualquer forma minha mochila também tinha sumido, mesmo que não ligasse já que tudo o que precisava já estava bem ali. O caminho para ir para a floresta eu não sabia muito bem mas o de voltar era bem mais fácil de ser recordado. — Agora vamos, Eco. Vamos acabar logo com isso e ir conversar com Hera de uma vez por todas. — Juntas, caminhamos para fora dali com cuidado. O próximo passo? Voltar para o olimpo e encontrar a deusa da fidelidade, Hera.

(...)

Tinha deixado ali meu escudo, minha mochila e vários sentimentos. Mas me via como alguém responsável, digna da missão que estava sobre meu dorso naquele momento. Seria irônico eu me considerar uma líder? Talvez fosse engraçado. Nunca me imaginei dessa forma. Estar indo encarar Hera com seu item mudaria minha vida, mas eu não faria ideia disso.


Considerações Finais (leia!):

+ Essa foi a primeira parte, onde Meiying recupera o item e conhece Eco, a ninfa que Hera amaldiçoou. A próxima parte dessa missão será a ida para o olimpo, onde lá Asclépio e Hera esperarão a legado e a neta da noite. Gostaria de já tentar receber o rank de líder, mesmo que tal acontecimento só vá ocorrer na próxima parte, onde Mei é convidada a se tornar a líder dos curandeiros após a entrega do item a Hera, onde também a deusa retira a maldição de Eco. Não poderia fazer tudo junto pois seriam dois objetivos para apenas uma ccfy então espero que entendam.

+ Estou levando essa missão a sério e para dar certeza que vou continuá-la de verdade após o ganho da liderança (caso consiga é claro) então gostaria de solicitar que ela fosse temporal. Ou seja: não poderei postar em nenhum outro lugar até tê-la terminado.

+ Queria que retirassem o escudo auxiliador do meu inventário, pois o perdi quando o dei em troca da joia de Hera.

+ A deusa me deu um pergaminho com as coordenadas e eu as coloquei num GPS. Por ser um item comum (que todos tem ou a maioria e que não usam sempre) não vi a necessidade de existir um de fato em meu inventário. Se precisar, pode considerar que o próprio pergaminho indicou o caminho (por ser da deusa e mágico, nada impediria de acontecer). Obrigada.

Habilidades Aprendidas:

Nome: Inteligência Lógico-matemática
Descrição: Quem possui a inteligência lógico-matemática bem desenvolvida tem a capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. O semideus é hábil para o raciocínio dedutivo e solução de problemas lógicos, além de possuir mais facilidade para lidar com números e matemática.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de inteligência, raciocínio lógico e elaboração de estratégias
Dano: Nenhum

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Inteligência Interpessoal
Descrição: Quem possui a inteligência interpessoal bem desenvolvida é capaz de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Com essa habilidade, o semideus tem mais facilidade de se comunicar e conquistar a empatia de seus interlocutores. Quando usado de forma ativa, pode identificar as intenções e emoções de outrem uma vez por ocasião. Não envolve nenhum controle, apenas conhecimento, através de indicadores de comportamento que demonstrem como a outra pessoa se sente no momento. Pode perceber em um desvio de olhar que a pessoa está mentindo; pode notar pelos movimentos repetitivos que está nervosa; etc.
Gasto de MP: 30 MP (quando usado de forma ativa)
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de inteligência. +30% de carisma e empatia.
Extra: O semideus é capaz de identificar as emoções de outrem uma vez por ocasião. Para isso, o narrador pode dar uma dica que denucie o estado emocional da outra pessoa.
Dano: Nenhum

Nome: Ballet Dancer
Descrição: O ballet é um estilo de dança apropriado para exercitar todo o corpo em uma atividade prazerosa. Além de melhorar a postura, a autoestima e a respiração, o ballet também promove uma melhora na elasticidade corporal e no equilíbrio.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de elasticidade e equilíbrio.
Dano: Nenhum

Poderes de Asclépio:
Passivos:

Nome do poder: Diagnosticar I.
Descrição: Consegue diagnosticar problemas mais comuns como gripes, pequenas inflamações, feridas ou problemas em órgãos. Mas sua habilidade não é o bastante para reconhecer doenças crônicas ou sistêmicas como câncer ou Lupus.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento Mágico  
Descrição: As feridas de semideuses não estão associadas apenas aos danos comuns, mas a danos mágicos. Um curandeiro é conhecedor da magia e sabe identificar ferimentos mágicos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder:  Luz solar I
Descrição: Asclépio era filho de Apolo, cuje um dos campos de poder era o sol, por tanto, quando o curandeiro estiver em contato com a luz será mais poderoso, eficiente de forma geral.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de efetividade em ações de cura
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento microbiológico.
Descrição: Você conhece os principais micro-organismos patogênicos e parasitas, como se comportam e como tratar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Agilidade I
Descrição: Os procedimentos médicos exigems certa agilidade, portanto, curandeiros são um pouco mais ágeis que os humanos normais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 10% agilidade
Dano:  Nenhum.

Nível 23
Nome do poder: Agilidade II
Descrição: Os procedimentos médicos exigem certa agilidade, portanto, curandeiros são um pouco mais ágeis que os humanos normais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% agilidade
Dano:  Nenhum.

Nível 24
Nome do poder: Força aprimorada
Descrição: Carregar pacientes e imobilizar pacientes em estado de eclampsia e epilepsia exige força, por isso, os abençoados do deus Asclépio são mais fortes que o comum.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% Força
Dano:  Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Luz Solar II
Descrição: Quando o curandeiro estiver em contato com a luz será ainda mais poderoso e eficiente de forma geral.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de efetividade em ações terapêuticas.
Dano: Nenhum
Ativos:

Nível 20
Nome do poder: Cura Acelerada I
Descrição: Você consegue se curar de danos superficiais, hematomas, arranhões...
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 10% de HP por turno usado
Dano: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 26
Nome do poder: Cura Acelerada II
Descrição: Seu corpo consegue se curar de feridas e cortes não tão profundos
Gasto de Mp: 50.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera 15% de HP e MP por turno ativo
Dano: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Pode ser usado por até 2 turnos seguidos.

Itens levados:

• Escudo Auxiliador [Um escudo de aparência comum que, a princípio, parece ser mais velho e desgastado, porém não se engane. O seu formato e redondo, se encaixando no pulso do semideus que o porta, deixando a mão do mesmo livre, já que o encaixe é no pulso e antebraço. | Ao ativar o efeito o escudo torna-se transparente e seu peso torna-se nulo, permitindo que o semideus porte armas ou quaisquer objetos no mesmo braço onde encontra-se o escudo, como se não estivesse com nada preso ao braço. O escudo também se expande, podendo englobar o semideus e mais outra pessoa, sendo indispensável em curas em batalha, por exemplo. Ambos os efeitos podem ser ativados simultaneamente, entretanto só podem ser ativos uma vez por missão/evento etc, durando dois turnos. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | 10 de HP (caso seja utilizado para atingir outros semideuses). | Presente de Reclamação do grupo Curandeiros de Asclépio/Esculápio.]

Ambrósia (foi separado em pequenos recipientes na narrativa, que coube no bolso da semideusa para que ela bebesse um pouco para restaurar pequenos ferimentos antes da cura.


healther girl
Meiying Liuwei
Meiying Liuwei
Curandeiros de Asclépio
Curandeiros de Asclépio

Idade : 19
Localização : Hospital de Asclépio.

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Mensagem por Hefesto em Qui Nov 28, 2019 7:01 pm


Meiying

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000‬ XP – 3.000‬ dracmas
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 25%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 20%

Recompensa obtida: 1.650‬ XP – 1.650‬ dracmas

Comentários:
Bem, tenho várias coisas a comentar sobre seu post, então já vou começar pelo que é mais fácil. Seu texto contém vários erros gramaticias, que poderiam muito bem ser evitados com um editor de texto comoo Word e o Google Docs, além de uma boa revisão. Lembre-se que um texto bem revisado dá um vigor a mais para o leitor, coisa que o seu texto não me deu.

Agora, sobre os acontecimentos da missão, tenhos vários apontamentos. A começar pela entrada no Olimpo. Tudo bem, você foi convocada por Hera, você tinha uma carta de recomendação para tal, mas é o Monte Olimpo. A morada dos deuses. Você não entraria na sala do trono, o local máximo de poder dos deuses, sem encontrar resistência. Partindo até mesmo do inimigo que você criou para o desenrolar da trama.

Outra coisa é sobre o uso do GPS, que você sinalizou em spoiler que não julgava necessário possuir um em seu inventário. Tudo bem, podemos deixar isso passar. Contudo, não posso deixar passar o fato de que você estava utilizando, ativamente, um equipamento tecnológico a céu aberto. Quero destacar alguns trechos de sua narração e mostrar onde encontrei os erros.

A tecnologia ajudava semideuses, ironicamente. Não, a tecnologia mortal não ajuda semideuses. Ela apenas serve como um sinalizador para os monstros. Por isso temos lojas no fórum com itens que deixam explícitos que você deve ter um poder que impeça que eles chamem monstros para si.

Molhada pelo suor, finalmente cheguei ao meu destino quando o GPS apitou como uma sirene. Chamar mais atenção que aquilo não seria possível e o incrível é que eu parecia uma buzina de caminhão ambulante. Os monstros já deveriam saber da minha chegada quando desliguei o aparelho, se não eram cegos ou não ouviam. Seguindo o que eu disse no parágrafo, você já deveria ter atraído alguns monstros no seu caminho.

+ A deusa me deu um pergaminho com as coordenadas e eu as coloquei num GPS. Por ser um item comum (que todos tem ou a maioria e que não usam sempre) não vi a necessidade de existir um de fato em meu inventário. Se precisar, pode considerar que o próprio pergaminho indicou o caminho (por ser da deusa e mágico, nada impediria de acontecer) Temos dois problemas aqui. Em primeiro lugar, será sim considerado que você utilizou o GPS. Você não pode narrar coisas e então colocar uma observação do tipo "Se der certo, vai assim. Se não, troca pra outra coisa." E a outra é que, por ser um item mágico, ele pode sim te prejudicar, afinal nós temos um sistema de consequências que explica claramente que carregar vários itens mágicos também pode prejudicar o semideus. Você pode conferir o sistema nesse link aqui: http://www.bloodolympus.org/t4904-manual-de-consequencias-armas-itens-e-poderes

Pulando para a parte onde você enfim encontra Eco, tenho alguns apontamentos de trama para dizer. Na série de livros "Os Heróis do Olimpo", Eco, assim como Narciso, reviveram graças a deficiência que existia na passagem entre o mundo dos vivos e dos mortos, causada pelo aprisionamento de Thanatos no Alasca. Eles tem uma participação na trama, onde Eco convivia ao lado de Narciso, ainda sofrendo ao ver a situação de seu amado. Não é que eu estou falando que você deve saber cada linha de cada personagem, mas pelo menos uma pesquisa no status deles é necessária.

Agora, o que me fez dar o maior desconto em sua missão foi o fato de que você trocou o pingente que Zeus, o deus dos deuses, senhor soberano do Olimpo, deu para sua esposa Hera, por um escudo. Um simples escudo. Qualquer pessoa com conhecimentos de negociação sabe que essa troca foi mal feita. Por isso, o desconto.

Enfim, são essas as razões que me fizeram reprovar a segunda parte de seu teste de liderança. Se tiver qualquer dúvida sobre a avaliação, não hesite em me mandar MP. Mais sorte na próxima vez.
Hefesto
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Deuses Olimpianos
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