The Blood of Olympus
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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Mar 06, 2019 3:28 pm


BIO

OPEN
Olá, meu querido avaliador! Aqui você estará prestes a embarcar numa viagem extremamente longa da vida de Meiying (que não vai acabar tão cedo). Você vai sofrer, vai chorar e pode até sorrir. Mas lembre-se sempre de que: o intuito aqui é sempre transmitir a alegria e a positividade que marcam o rosto desta amada menina chamada Meiying Liuwei.


Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 12:43 pm, editado 6 vez(es) (Razão : atualizando.)


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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Mar 06, 2019 3:35 pm

the trip
...

Aqui se inicia uma nova trilha. Marie Alina Devereaux é uma jovem legado e neta de Nyx que procura saber de suas origens e principalmente de seu passado. Em meio a seus devaneios a garota acaba por receber uma carta de seu verdadeiro pai (para entender a história que percorre em maioria a jovem, clique aqui) alegando que ele sabe de tudo. E realmente, ele sabe. Com sua curiosidade dominando seu ser ela decide embarcar numa viagem para o centro de Nova York em busca de maiores informações.


@1 — 16 de maio, quarta-feira.

Era um dia claro e ameno. As árvores balançavam com os ventos calmos da manhã e os pássaros respondiam de forma harmoniosa. Nova York nunca esteve tão bonita aos olhos da neta da tão aclamada primordial. O que restava para o futuro de Marie Alina Devereaux?

•••

"Tic, tac". Aquele era o som que perneava sobre meus ouvidos a partir do meu relógio de pulso. O som lento de alguma forma me trazia sossego, algo que raramente tinha. — Quando me disseram que não seria fácil olhar para a janela de um ônibus e relembrar o passado não achei que iriam falar tão sério. — Dizia, encarando o vasto céu a partir da janela enquanto não planejava ou sequer pensava no futuro ali adiante. Me localizava num pequeno ônibus de rua que me levaria a praça principal, onde, - segundo meu pai - seria um local de despedida sobre todas as mentiras. Me mantinha ansiosa mesmo sabendo que descobriria muitas coisas a partir daquela decisão. Aquela era a minha escolha.

Não demorou muito para que chegássemos ao fim da jornada. — Graças a deus, quase pedi um sarcófago. — Ironizava, sorrindo. Descendo do veículo, movimentei-me de forma ágil para o que parecia ser uma praça. Contudo, seria a certa? — Vai GPS, liga! — Bater na tela sempre funcionava. Sempre me lembrei de comprar um novo celular mas sabia que dinheiro nunca havia sido meu forte. Desde minha atual estadia no acampamento meio-sangue só pensava em economizar dracmas e havia esquecido totalmente dos dólares. Sentei-me num banco enquanto esperava a resposta do meu aparelho. Suspirei fundo antes de realmente desistir daquela ideia maluca e voltar para casa.

Pouco antes de decidir voltar, tombei com o que parecia ser um homem de olhos verdes ou azuis com um tom claro em sua pele. — Finalmente você chegou. Venha, vamos para um local mais afastado. — Sussurrou. Confiar num homem em que você havia acabado de conhecer nunca tinha sido uma boa ideia. Todavia, necessitava das informações que ele tinha. De longe o lugar mais afastado seria uma lanchonete movimentada. — Esse é o lugar mais afastado que você achou? — Indaguei. — Não me julgue por ser anti-social, obrigado! — Tal vocabulário foi suficiente para me provocar um riso. Sem muita demora colocamos nossos traseiros nas cadeiras, nos encarando de forma predatória um ao outro.

— Pois bem, estou aqui. Me conte a verdade e por favor não enrole. — Afirmei. Tinha muitas dúvidas mas não podia sufocar ele de inicio. Precisava que ele entendesse que eu só queria aquelas informações e não um monte de sentimentalismo. — Para não dizer que estou mentindo, leia primeiro esta carta e não venha me criticar depois. O que você descobrir ai será por sua conta e risco. — Falava, igual um cachorro entregando milho pra galinha e pedindo para não comer. Um babaca, com certeza. Meus dedos tremiam enquanto podia sentir o ácido do papel. Abrir aquela ferida foi minha única escapatória do momento.

Aquela letra foi tudo o que me arrasou. O "abrir" e ver aqueles caracteres redondinhos foi o meu declínio.

"Minha filha, primeiramente peço perdão. Pedi para que ele te entregasse essa carta. De qualquer forma saiba que ainda lhe tenho em meu coração. Eu sumi e sei que o que isso gerou para você e seu pai, principalmente. Se vê isso, é porque ainda estou viva! Tenho pouco tempo para explicar minha querida, contudo, venha até mim e me ajude antes que eles acabem com o que sobrou de mim! Por favor, corra!"

Aquela mensagem me destruiu. Minhas lágrimas passaram a cair feito fogos de artifício no céu. Minha mãe estaria viva e eu sequer sabia disso. — Porquê ela nos abandonou? — Indaguei. — Ela não te abandonou... Ela foi sequestrada. Sua mãe foi sequestrada por uma união chamada de união das águias que seria um enorme e quase gigantesco grupo de semideuses renegados que preza pela destruição dos filhos da deusa primordial, Nyx. Eles a capturaram e estão a usando como uma espiã para adquirirem informações do mundo divino sem precisarem deixar sua base principal. Perdoe-a, Marie. — Tamanho choque foi suficiente para me fazer debruçar sobre a mesa e apenas chorar.

A tremedeira que me acompanhava desde o inicio tomou posse do meu físico. — Porque? .... — Uma pausa dramática foi suficiente. — Você conhece a história de sua mãe, Marie. Ela nunca lhe abandonaria sem motivo. Pela sua certa fama no acampamento eles procuraram especificamente por ela. Mas a missão de recuperá-la não é minha e sim sua. — Recitou. — Recuperá-la? Mas como eu nem sei minha origem direito como vou saber recuperar uma semi-deusa filha de Nyx de uma base avançada que eu nem sei aonde fica?! — As lágrimas e o ódio falavam por mim naquele momento.

— Minha mãe me abandonou, eu não vou atrás dela! — Nesse momento a voz alta foi grande e relevante suficiente para atrair a atenção de todos para mim. Levantei-me rapidamente com os olhos vermelhos e sai da lanchonete. O homem não demorou para correr atrás de mim. — Prove que é filha de Olívia Devereaux e corra atrás do seus sonhos! — Ele disse. Eu parei por ali e meus passos cederam. Não resisti em gritar no meio da calçada e ser direta de forma bem explícita. — E quem é você!? Quem é você para me dar lição de moral cara? Eu nem sei seu nome, me poupe! — A raiva me dominou. Era melhor ele se preparar porque tudo o que estivesse ao meu redor voaria diretamente a ele.

Parecia irreal. A magia que percorria meu sangue naquele momento se ativou por completo. O vento havia parado mesmo assim as árvores se mexiam de forma violenta. O chão começava a tremer o clima se tornava cada vez mais tenso. Ele apenas estendeu sua mão e tudo se cedeu. — Meu nome é Jone Lawiet. Sou filho de Hécate e você é minha filha! Hoje a magia que você tem é minha! — Ele gritou. Por sorte os nova iorquinos ainda não estavam com muito movimento nas ruas. As lágrimas desciam em meu rosto de forma em que eu não podia mais controlar. — T-tudo bem. Me diga então, aonde fica essa base? — Finalmente perguntei.

Naquele momento a tensão era significativa porém só pausei e decidi deixar tudo de lado. Estava confusa mas se minha mãe estava viva ela poderia me dar as respostas que eu precisava. — No Alasca. — Falou. — Você tá brincando, né? Bem no local onde os deuses não tem sequer nenhuma posse divina? Caralho eu... Preciso pensar. Eu não sou assim! — Falava. Eu Estava descontrolada. Um abraço quente e reconfortante de meu verdadeiro pai foi o que me deixou em um êxtase maravilhoso. Eu por um momento me senti segura.

— Eu sei a confusão que está em sua mente agora, Marie. Sei que está confusa minha filha, contudo, eu estou aqui. Pro Alasca não tem avião direto, vai precisar passar por outra região primeiro. Os voos diretos estão muito requisitados hoje em dia. Se apronte pois daqui a duas horas você irá para o Alasca resgatar sua mãe, por isso, estou lhe dando além da passagem seu passaporte falso, gravador de som e um mapa para lhe guiar até a base. Boa sorte, minha criança! — Sorria.

@2 — Mesmo dia, duas horas depois.

O som abafado do avião era tudo o que me restava no momento. O encontro com meu pai havia sido um tanto esclarecedor, realmente. Sentei-me no acento e coloquei-me com minhas mãos sobre o mapa. — Estou indo, mamãe.


Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 1:06 pm, editado 4 vez(es)


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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Mar 06, 2019 6:27 pm


Atualização dos acontecimentos + Futuros enredos

União das águias:
UN (União das águias)
01. O que é?
A união das águias é um tipo de comissão com até duzentos semideuses renegados que mantém um certo "nojo e/ou ranço" de Nyx e dos deuses primordiais/três grandes. Por esse mesmo motivo eles assassinam as proles da primordial e seus aliados ou as sequestram, mantendo-as em cativeiro.  O objetivo dessa união é manter a raça de semideuses primordiais/três (incluindo os legados ou descendentes desses) fora de alcance. Seu líder é o jovem russo Jobnér Skovich. Sua base foi construída de modo proposital para ser idêntica a uma base da união soviética. O grupo usa Olívia (mãe de Marie) como uma espiã para que eles tenham informações divinas.
Obs: A união se manteve escondida no Alasca, onde não existe posse ou influência dos deuses.
.



Última edição por Marie A. Devereaux em Qua Jul 17, 2019 2:40 am, editado 2 vez(es)


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Mensagem por Íris em Qua Mar 06, 2019 9:15 pm


Marie Alina Devereaux


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.250 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 2990 XP + 2.990 dracmas

Comentários:
Primeiramente, eu gostaria de explicar o motivo pelo qual a recompensa máxima foi reduzida nesta avaliação. Portanto peço que não se assuste.

Segundo a regra encontrada aqui, as CCFY's devem possuir um número mínimo de palavra para serem válidas na promoção de início de ano - e este não foi o caso. Porém, como seria muito desmotivante anular sua missão por completo apenas por causa disso, o valor final será dado de forma proporcional a quantidade apresentada (pouco mais de 1.300 palavras).
Regras escreveu:• O mínimo de palavra é 2.000 e sabemos que é um número pequeno dado a quantidade de coisas a serem desenvolvidas.

Sobre o texto, eu o comparei com os anteriores (que você mesma linkou no prólogo) e com suas respectivas avaliações, podendo ver que houve uma melhora no que diz respeito a repetição de palavras. Ainda percebi alguns casos em que isso ocorreu, mas foram bem menos do que antes e isso é um avanço. Continue assim. O meu problema foi que os parágrafos um tanto extensos com falas e ações misturadas me deixaram meio confusa, fazendo com que em alguns momentos eu não soubesse quem dizia ou fazia o que. Por conta disso precisei ler alguns deles uma segunda vez, e isso é algo que atrapalha muito a fluidez da leitura. Parte dos descontos foram por causa disso.

No que diz respeito a trama, eu achei muito interessante a ideia apresentava e você conseguiu capturar minha atenção ao mesmo tempo que despertou minha curiosidade. Fiquei com vontade de saber mais sobre esta tal organização, os desafios que ainda enfrentará até chegar lá e como fará para resgatar a sua mãe. Estarei lendo para ficar pro dentro do desenrolar desta história.

Já sobre a questão de desafios, admito que senti falta de alguma dificuldade. Não estou falando de combate em si, até porque nem faria sentido colocar um nessa parte da trama, mas sim de um elemento problemático forte. Sei que é apenas o início do arco e que o ponto mais marcante foi a descoberta do pai verdadeiro juntamente com a situação da mãe e toda o conflito emocional que isso trouxe, mas foi algo tratado de maneira rasa e até um pouco simples. Tente melhorar um pouco nesses aspectos da próxima vez.

No mais, eu gostaria de parabenizá-la pelo carisma da personagem e pela boa organização do tópico, que denota o planejamento que tem a respeito da trama - algo que eu, particularmente, acho muito importante no desenvolvimento de qualquer história. Continue assim.



ATUALIZADA POR AFRODITE.
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Mensagem por Meiying Liuwei em Qui Mar 07, 2019 1:41 am

the trip
...

Introdução ao post:
Esse post é datado durante um tempo antes do envio da carta do pai de Marie. Conta uma descoberta importante futuramente para a aventura dela no egito (próxima missão/ccfy após o resgate de sua mãe) e também será de grande utilidade para ela durante a aventura no Alasca.
obs: será irrelevante como parte principal da trama por isso não vale avaliação!

01. Mansão Devereaux
02. Biblioteca

5 de abril, antes da carta.

Após permanecer uma certa estadia no acampamento meio-sangue eu sabia que visitar a minha casa não faria mal. Nova roma tinha seus valores como uma cidade muito importante. Meu propósito era claro e objetivo e meus passos até a porta principal foram esclarecedores e fez com que os funcionários ficassem assustados. Mesmo com o passar do tempo, nossos serviços (por ser algo de família) nunca foram cortados. — Jorge! Lavine! — Exclamei. Lavine e Jorge eram antigos amigos da família que estão trabalhando até hoje na mansão, mesmo que sozinhos. — Marie, minha querida e amada menina! O que faz aqui? — Indagou Lavine. — Eu estou pesquisando o antigo Egito, por isso, preciso de alguns livros da biblioteca. — Dizia. — Sem problemas, venha, venha! — Recitava, com ânimo.

Com o subir das escadas fomos logo levadas a biblioteca da mansão. Era de longe um dos locais mais extensos, contudo, era suficiente. Posicionei-me sobre uma escada de madeira e passei de estante em estante para ver o que achava sobre o assunto. Não conseguia encontrar nada de valor tão significativo para minha pesquisa. — Argh. — Tudo o que me restou foi resmungar. Exercendo uma força repentina de meu pé direito com a escada pude acabar por quebrar um dos pinos do objeto de madeira. Com esse resultado finalizei a ação por cair de costas e a ponta da escada passou a derrubar alguns outros livros do outro lado da sala. Antes que pudesse gritar e xingar decidi dar uma espiada para ver o que parecia ser tais pedaços de papéis encadernados com couro.

— Análise do antigo Egito, tumbas. Joseph Bardox Lawiet Bordeau II. — Mesmo que houvesse procurado algum dos livros mais importantes para mim acabara caindo literalmente em meus pés. Quem seria Joseph? Ali ficava a questão que me assombrava. Quando parei para pensar vi que não existia ninguém na família com tal nome. Folheando o suposto livro ou caderno observava que lá continham informações das maiores tumbas do Egito que visando hoje em dia estariam em ruínas. Não conseguia manter a excitação só para mim, claramente meu rosto faria tal ato primeiro. Na última página estava uma pequena fita de áudio. Seria curioso ver o que me aguardava, no mais, quais seriam a finalidade daqueles itens?



Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 1:10 pm, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Meiying Liuwei em Sab Mar 09, 2019 12:05 am

the trip
...

Minhas pernas eram trêmulas e eu só tinha um mapa. Sabia que tudo ali era uma confusão mau ajeitada. Contudo, prossegui. — Porquê ainda estou fazendo isso? — Perguntei-me. Parada em meio ao aeroporto, procurei esperar do lado de fora para pedir o primeiro táxi que viesse. Com o táxi em posse, movimentei-me conforme as instruções do mapa, contudo, estaria ali uma pequena observação. “A base se localiza em uma floresta bem extensa e afastada das principais civilizações. Siga claramente de modo objetivo essas instruções e boa sorte!”.

— A maior estupidez dessa instrução foi me desejar boa sorte. — Recitei. — Disse algo, senhorita? — Indagou o homem com a mão no volante. Havia me esquecido completamente que precisava dar a ordem ao táxi para que ele se movimentasse. — Poderia me levar para a trilha da floresta Ludwig, por favor? — Pedi, com carinho. — É claro, senhorita. — Ponderou, logo ligando o que parecia ser o motor. Conforme a estrada se passava eu era claramente tomada pelas minhas preocupações quanto a meu futuro ali adiante. — “vou sobreviver?” — Pensara. Ao frio do Alasca não era só rumor e eu havia acabo por descobrir aquilo conforme me aproximava da floresta.

— Pare aqui, por favor. — Disse, esperando o homem para logo o carro para que eu o pagasse. Por fim, teria de seguir minha trilha sozinha. — Até mais, senhorita! — Ligou o carro, indo embora. Caminhar para dentro de uma floresta em meio as quatro horas da tarde no frio não era uma boa ideia para mim, todavia, não estaria ali para discutir o que seria ou não conveniente. — Vire à direita. Espero que esse mapa esteja realmente certo. — Argumentei, olhando de cabeça para baixo a fonte de informação. Para minha sorte acabei por parar no que aparentava ser uma caverna. — Uma base na caverna? Com certeza nada inteligente.  — Ironizei.

Ao adentar no pequeno buraco, resultei numa pequena cavidade iluminada pelos furos das rochas. Lá estaria um monte de ossos. — O que é isso? — Perguntei, com medo. Um rugido de urso foi o que quase me fez defecar nas calças, só não pude por que não sentia vontade. Correr foi a minha solução, mas o animal foi um pouco mais ágil. Com suas patas (esquerda e direita), me puxou para dentro do buraco e começou a me arranhar. Se debater contra um animal mortífero era fatal. Com minha esperteza (mesmo com os ferimentos e arranhões já na face) passei a me fingir de morta.

Conforme o tempo passava o animal parou perto de meu pescoço e começou a literalmente me cheirar com seu focinho. Ouvia os passos dele se distanciando em meio ao escuro. — “Quase, Marie!” — Pensou. Devagar, fui me arrastando para fora da caverna com medo de olhar para trás e ver o animal me perseguindo de novo. Quando pude finalmente ver a luz do dia, corri com felicidade em meio a floresta fria.  Quando percebi que estava olhando o mapa pelo lado errado comecei a rir de mim mesma. — Por sorte acertei que seria na floresta. — Disse, com um suspiro de alívio.

Andando podia perceber que havia me encontrado num local com um gerador e uma mesa cheia de papéis. Poderia ser alguma base pequena de vigilância da união. — Preciso sair daqui. — De fato tentar fugir foi um total fracasso para uma garota como eu. Quando me virei para correr bati num peito forte e duro, aparentemente masculino. — Ora, o que teríamos aqui? Uma garotinha machucada? — Ele falou, segurando meu corpo e aproximando-o ao dele. — Me larga! — Gritei. O alvoroço logo trouxe mais quatro rapazes. Demorou pouco para que eles começassem a tirar minha roupa em meio a aquela floresta quase congelante.

Gritar para parar não bastava. Estaria quase prestes a ser estuprada e não poderia fazer nada. Mesmo com meus poderes, caso fossem mesmo membros da união eles também seriam semideuses. Rezei para que Deus me ajudasse naquele momento. Fechei meus olhos enquanto sentia eles rindo enquanto tiravam meu sutiã. Me ver despida na neve nunca foi o que imaginara para minha primeira vez. O barulho de lâminas pairou sobre o ar e os gritos dos homens me assustaram. Quando abri os olhos apenas os vi com uma machadinha (cada um) em sua cabeça. Mesmos os semideuses poderiam ser pegos desprevenidos. O susto que eu sentia no momento era enorme, conseguia observar um homem de olhos castanhos escuros e corpo atlético me dar uma pedrada e depois de tudo apenas pude enxergar um vasto breu.  

Quando acordei a única coisa que vi foi uma casa de madeira quentinha e com um cheiro de comida vindo de algum lugar. O mesmo homem estava afiando um punhal. — Finalmente acordou. — Pausou. — Coma um pouco. — Disse, me oferecendo um prato com pão e algumas nozes. Aquilo não sustentaria uma provável esfomeada como eu, contudo, bastaria. — O-obrigada. — Tímida, respondi. — Porquê me ajudou? — Perguntei, ainda meio rouca pelo sono. — Não é de meus votos ver uma mulher sendo abusada e eu não fazer nada. — Argumentou. — Você vai me matar? É da união? — Indaguei. — Não. Sou um semideus filho de Ares que é um dos membros da rebelião anti-união. — Explicou.

— Existe isso mesmo? Que maneiro. Aliás... Eu também estou lutando contra a rebelião e vim aqui salvar uma pessoa. Meu vocabulário foi suficiente para fazer o jovem homem cair na gargalhada. — Você mal conseguiu se defender de uns soldadinhos, imagina um exército inteiro. Vá embora menina, aqui não é o seu lugar. — Advertiu. — Meu nome é Marie Alina Devereaux, filha de Olívia Devereaux. Não irei sair daqui nem que eu morra para salvar minha mãe. — Você disse Olívia? — Gaguejou o homem. — Sim, porquê? — Não consegui me conter em perguntar. — Ela foi uma grande lutadora da rebelião por algumas semanas, mas acabou sendo pega. Extremamente inteligente aquela mulher. Pena que daqui a alguns dias será morta.

— Morta? — Preocupei-me. — Sim. A união, segundo nossos confidentes, irá executar sua mãe brevemente daqui a alguns dias. Mas relaxe, é questão de semanas ainda. Ela foi a mais que durou, com certeza. — Ele dizia. — Me ensine a lutar, por favor! — Pedi, com clemência. — Não irei perder meu tempo com você. Vá embora, por favor. — Ironizou, se afastando. — Por favor, me ajude moço! Eu preciso salvar minha mãe e necessito saber lutar pelo menos o básico, por favor eu imploro! — Me ajoelhei sobre seus pés, puxando sua mão. — Tudo bem, tudo bem! Eu te ajudarei. Temos pouco tempo mas tentarei o possível para lhe tornar uma ótima combatente.

— Muito obrigada, senhor. — Recitava, com ânimo. — Meu nome é Alex. — Argumentou. Ainda sim duas semanas de treino árduo corpo a corpo se passou e eu pude aprender diversos golpes. Consegui derrubar até o próprio Alex algumas vezes. Me sentia preparada o suficiente. O dia da morte estava próximo e eu precisava agir o quanto antes. — Estou indo, mamãe. (...) Após uma noite breve de sono nós dirigimos a uma trilha mais reservada dentro da mata da floresta no objetivo de chegar na parte de trás da base, para que não fossemos descobertos. Eu tinha um plano que Alex mal desconfiava. Eu precisaria colocá-lo em ação. Ao mesmo instante em que nos encontrávamos perto o suficiente da base, empurrei Alex com o pé e o entreguei aos soldados da união.

— Esse é o cara que vocês procuravam, Alex. Meu nome é Sara Armani e eu sou uma semideusa renegada igual vocês. Esse vagabundo estava perneando a floresta e consegui capturá-lo! — Com a história que percorria Alex, não demorou muito para que os soldados o levassem e me deixassem entrar na base pela suposta “confiança” que já tinham em relação a mim. — Filha da puta. — Ouvi no corredor aquele sussurro de Alex, que supostamente sentia raiva de mim. Eu voltaria para buscá-lo, contudo, precisava de reconhecimento. Haviam colocado uma faixa no meu braço e me levado a uma sala chique que parecia ser de alguém importante. Lá, com a ordem dos soldados, sentei numa cadeira muito confortável.  

— Bom dia, senhora Sara. — A voz que exibia testosterona era claramente do chefe da porra toda, pelo fato de eu poder enxergar de forma objetiva as diversas medalhas que ele tinha em sua roupa militar. — Sou Jobnér, o mestre de operações da união. Sabe, senhorita Sara... Fiquei curioso quanto ao seu saber da união. Como soube exatamente dela? — Perguntara. — Quando soube que essa seria uma união focada em exterminar os aliados de Nyx fiquei orgulhosa, pois minha madrasta era da deusa e eu só pude esfaqueá-la. — Tentei agir naturalmente sem que ele percebesse. O sucesso se deu por confirmado quando vi um sorriso maníaco sair de seu rosto. — Que bom que pensa assim, loirinha. Pois bem, bem-vinda a união. Mulheres bonitas como você geralmente não ficam em lugares como estes. Para conhecer melhor o local que tal beber comigo hoje à noite? — Indagou.

Eu literalmente estava sendo convidada para jantar pelo general da união. Poderia claramente usar aquilo como uma vantagem para conhecer melhor aonde estaria minha mãe. — Tudo bem. — A resposta causou uma alegria inteiramente repentina ao homem. Mesmo que para um homem bonito, ter mulheres num ambiente inteiramente masculino como esse deveria ser raro. — Ótimo. Te guiarei a sua barraca. Me encontre na tenda principal da união as oito horas em ponto e não se atrase. Pode andar livremente mas cuidado com as celas, se chegar perto delas você será morta e eu estarei pouco me fodendo para isso. — Naquele instante eu vi que o amor e sentimentalismo teria acabado. Precisava encontrar minha mãe mas teria de fazer escondida sem ser percebida no local das celas.

Com o passar do tempo na sala me movimentei de forma a olhar calmamente cada parte da união. Ela era realmente grande e anda por ali sem sofrer algum ataque era de certa forma estranho. Comentários preconceituosos vinham de todas as partes. — Aquela é a ninfetinha do chefe? Bonitinha mesmo. — Os sorrisos maliciosos dos soldados para mim eram um tanto desconfortáveis. Quando cheguei na parte das celas a primeira coisa que vi foi o rosto de alguém que eu conhecia muito bem. Era minha mãe. Na hora meu amor tomou a frente e eu não resisti em correr e gritar enquanto ia até ela.

Tudo o que me lembrei depois foi dos soldados me arrastando e me trancando na cela. — Sabia que você não era de confiança. Preparem a cabine de gás, pois jajá ela será executada. — Aquela foi uma das piores falas e a mais traumatizante para mim. Eu precisaria abrir aquela cela e escapar dali. Ao me virar – pela ironia do destino – percebi que bem ao meu lado estaria Alex, meu ex-companheiro. — Alex! — Exclamei. — Não venha me pedir ajuda agora. Você sabe o que fez e não irei te perdoar. Eles vão nos executar e tudo foi culpa sua. Porquê estragou nosso plano, droga! — Gritou o homem. — Foi tudo meu plano. Só espera que eu vou explicar quando sairmos daqui, tudo bem?  Rápido, desamarre sua corda arrastando-a naquele ferro enferrujado no canto da parede. O erro deles foi ter me deixado desamarrada. — Sorria, mostrando que era tão inteligente quanto minha mãe.  

Reparei nos objetos que estariam em meu ambiente e comecei a planejar algum plano com a inteligência que ainda sobrara.  Arranquei um grampo de meu cabelo e com ele levei alguns minutos para abrir o cadeado antigo da cela. Por sorte aquele ambiente era pouco vigiado, algo que deveria ser o mais observado da comissão. Ainda com o mesmo grampo desatei o cadeado dele e seguimos sobre atrás da barraca a esquerda para que não nos vissem. — Qual é seu plano agora? — ele perguntou.

— Simples. Eu reparei que os mesmos têm algum tipo de tecnologia nas celas das espiãs. Observei que além do cadeado também tem uma impressão digital. Na barraca aonde eu estava que era a do chefe continha uma cama. De certo, ele dorme lá. Eu guardo um pó de rosto no sutiã e dentro dele contém algo chamado fita transparente, igual aqueles sabonetes que você tira o papel para guardar na privada, sabe? Enfim, eu irei pegar a digital dele com a fita e coloca-la sobre a trava digital e abrir o cadeado com o grampo. — Finalizei. — Genial. — Ele sorriu. (...) Nos escondemos até que pudesse ser de madrugada, onde entramos de modo sorrateiro no quarto do mestre de operações.

Foi extremamente fácil conseguir a digital da mão dele sem que ele acordasse, já que pelo o que parecia ele dormia com um sono de pedra. Saindo da barraca dele corremos até onde seria a cela de minha mãe. Na mesma hora ela me reconheceu. Sabia que ela nunca teria me esquecido.  — Como você escapou, filha? Saia daqui, rápido! — Ela dizia. — Calma mamãe, estou aqui. Vamos sair daqui logo logo. — Coloquei a fita sobre meu dedo e pressionei a trava ao mesmo tempo que destravei o cadeado. Havia obtido sucesso. No mesmo tempo sem que pudéssemos perceber um alarme havia sido tocado. — Ele deve ter acionado na cela e o controle está com ele. Maldito... Corram! — Falei, puxando minha mãe com Alex logo atrás da gente. Correr era a nossa única saída. Quando conseguimos chegar na saída estávamos cercados.

Mais do que cem estavam já nos cercando com suas armas divinas. Era tarde demais. Meus objetivos haviam chegado no fim e eu não teria sequer nenhuma escapatória. Poderia dizer adeus pois a partir dali nem os deuses meu ouviriam. — Acabou, desistam! — Disse o mestre. Alex apenas tirou um anel de seu dedo e jogou sobre o chão, explodindo o mesmo em fumaça. Senti um puxar de mão muito forte que me levou em questão de instantes para fora da base por meio de um caminho alternativo. Com a força apenas cai ladeira a baixo dentro da floresta. Minha mãe estava do meu lado mas ouvi o barulho de um único tiro. Alex estava morto e havia se sacrificado por nós.

Não daria tempo de chorar, precisávamos correr. Sentia a dor ainda do machucado do urso em meu rosto e o arder da neve como resultado do tombo que estavam me destruindo por dentro. Tudo era pela minha família. Nos escondemos antes que os soldados nos encontrassem. — Achem-na! Não podemos deixar que elas escapem! — A voz do general/mestre de operações era clara. Passamos algumas horas dentro de um arbusto espinhoso esperando que fossem embora. Estávamos feridas e exaustas. Andamos pela trilha até chegarmos no que parecia ser uma vila. Com o tempo, desmaiamos completamente e perdemos a noção da realidade.

Quando acordamos no dia seguinte tomamos conta de que estaríamos num tipo de chalé. — Não falem, estão feridas e estamos tratando de seus ferimentos. — Recitou um aldeão enquanto limpava nossos ferimentos com um mano com álcool. Mesmo ardendo eu sabia que aquela não dor não seria pior do que o amor e a alegria que sentia no momento. — O importante é que você está comigo mamãe. — Falei, chorando enquanto tentava abraçá-la. — Você corajosa, minha filha. Nunca achei que seria capaz de enfrentar tais desafios para me resgatar. Provou que a inteligência vence a força bruta. Suas avós teriam orgulho de você agora. — Sorriu minha mãe, acariciando meu rosto. — Onde estamos? O que é aqui? — Indaguei.

— Você está na rebelião anti-união. Relaxe, eles não pegarão vocês aqui. — Aquilo parecia uma boa mentira, por mais que eu fosse inocente suficiente para acreditar e me sentir mais segura. Após tamparem nossos ferimentos, eles nos levaram para um local aonde nos alimentaríamos. Eu estava feliz só com o fato de estar com a minha amada mãe. Não poderia estar mais feliz. — Por mais que aqui seja seguro precisamos partir do Alasca, minha filha. Não poderemos ficar aqui por muito tempo. — Falou minha mãe. — Eu sei, mamãe. Contudo, vamos aproveitar para dormir um pouco antes de pegar um avião ou sei lá. Será o melhor. — Pausou. — Concordo. — Ela disse.

Depois de alguns instantes, ouvimos um abate de portão. Tiros e fogo estavam no ambiente em questão de segundos. — Estamos aqui, Olivia. E iremos te pegar. — Aquela voz eu conhecia. — Rápido, venham garotas ali atrás tem um veículo que vocês podem usar para fugir. — Aquela senhora salvou nossa vida. Corremos até o veículo e ligamos o motor. Quando nos víamos nos afastando cada vez mais percebemos uma explosão atrás de nós. — Aonde vamos, mamãe? — Perguntei. — O aeroporto é uns trinta minutos daqui, mas se acelerarmos iremos chegar em vinte. Lá seu pai, Jone, está nos esperando com a passagem. Ele tinha recebido a ordem para esperar mesmo que você morresse.

O silêncio da estrada era um tanto mortal. Não sabia como lidar com aquilo e aquela situação estava me destruindo cada vez mais por dentro. Em meio aos problemas o carro acabou por morrer e tivemos que completar alguns minutos a pé. A chegada no aeroporto foi um dos momentos mais reconfortantes que eu teria. — Papai! — Falei, correndo para abraçá-lo, juntamente com minha mãe. — Marie, Olívia! — Um abraço em mim e um beijo caloroso em minha mãe foi o que acendeu a chama que eu poderia chamar novamente de “família”.  — Rápido, embarquem! — Disse. Assim se fez seu desejo, embarcamos.

No avião, chorei. Meu coração estava a mil.  

(...)


— Sim chefe, elas estão no avião. Poderemos continuar supervisionando-as por NY mesmo. É claro que eu entendo do meu trabalho, Oliver! — Sim. Algo que não sabíamos nem desconfiávamos. Meu pai verdadeiro era da união e estava trabalhando com meu pai, filho de Eos. Algo que nos atormentaria novamente, mais cedo ou mais tarde.


Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 1:15 pm, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Hermes em Sab Mar 09, 2019 7:26 pm


Máximo de XP da missão: 4.000 XP e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 35%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Total: 3.320XP + 3.320 dracmas.

Comentários:
Semideusa! Você escreve muito bem e achei a sua trama envolvente e criativa. De longe um dos textos mais interessantes que li até o momento. No entanto, devo lhe alertar em primeiro lugar que: faltou o spoiler com o arsenal e os poderes utilizados. Além disso, encontrei alguns (poucos) erros ortográficos. Uma outra observação que faço é que o estilo de escrita de colocar as falas em travessões sem separá-las em linhas deixa o texto muito confuso para ler, por isso demorei tanto a dar a avaliação final, toda hora precisava voltar porque não entendia quem estava falando; Saramago é legal, mas não precisa imitá-lo no RPG haha!  Por fim, em uma próxima CCFY, sugiro colocar um pouco mais de ação em vez de apenas trama, trama e mais trama pessoal.
Espero poder avaliá-la novamente em breve!

Atualizado por Macária.


you better keep up
cause tonight is a game-changer, o you better stay up, player. playing with fire, if I burn, you do.
Hermes
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Mensagem por Meiying Liuwei em Qua Jul 17, 2019 2:41 am


Atualização dos acontecimentos + Futuros enredos

União das águias (pós resgate):
UN (União das águias)
01. O que é?
A união das águias é um tipo de comissão com até duzentos semideuses renegados que mantém um certo "nojo e/ou ranço" de Nyx e dos deuses primordiais/três grandes. Por esse mesmo motivo eles assassinam as proles da primordial e seus aliados ou as sequestram, mantendo-as em cativeiro.  O objetivo dessa união é manter a raça de semideuses primordiais/três (incluindo os legados ou descendentes desses) fora de alcance. Seu líder é o jovem russo Jobnér Skovich. Sua base foi construída de modo proposital para ser idêntica a uma base da união soviética. O grupo usa Olívia (mãe de Marie) como uma espiã para que eles tenham informações divinas.
Obs: A união se manteve escondida no Alasca, onde não existe posse ou influência dos deuses.

NEW
Representação do líder
Após o resgate da mãe de Marie, Olívia, da união, elas plantaram uma semente de ódio no chefe ditador que com certeza nunca mais se esquecerá disso. Como resultado, a base foi fortalecida para evitar maiores fugas e está lotada de guardas na parte externa e interna. Jobnér mantém Marie como principal alvo mas não pode fazer nada enquanto ela não estiver no Alasca, para evitar que descubram essa união secreta que tanto almejam ser um "projeto do governo." Mesmo ainda tenho ódio dela, nutre sentimentos obsessivos pela semideusa.
Próxima missão:

Marie, ignorando o fardo de ainda lembrar que a união está de pé, após checar e rastrear a ligação de seu pai no intuito de descobrir algo suspeito sobre ele, verifica que muitas coisas ruins e misteriosas estão tendo sua origem no Havaí, por isso, decide aproveitar para visitar o país turisticamente e estudar a cultura local, além de tentar procurar a origem do sobrenaturalismo local e desvendar por fim o mistério da ilha.

Para ter maiores informações clique.


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Mensagem por Meiying Liuwei em Qui Jul 18, 2019 6:03 pm

the trip
...

Informações iniciais:
Olá, avaliador! preciso que tenha ciência de algumas coisas antes de embarcar nessa jornada. Que não vai ser fácil, viu?

Atente-se:
- Estarei deixando essas considerações aqui, mas o spoiler com poderes/habilidades e a benção requerida estarão no fim do post!
- Eu revisei o texto e procurei deixá-lo o mais entendível possível, então se achou algum erro bobo que eu tenha deixado para trás, me desculpe!

Informações importantes


A mãe de Marie, Olívia, foi retirada das garras da união das águias. Todavia, após desconfiar de seu pai verdadeiro quanto a segurança de sua mãe, ela  descobre uma nova missão e decide abdicar da ida ao Egito por algum tempo

(...)

Marie, após ter resgatado sua mãe da união das águias teria uma nova missão em mãos. Ao rastrear a ligação de seu pai, Jone Lawiet, filho de Hécate, acusando-o de ser suspeito, descobre que a fonte da mesma vem do Havaí e que coisas apavorantes e aparentemente sobrenaturais estão acontecendo lá. Verificando o jornal, dizem que o vulcão inativo teria recuperado sua vitalidade de modo instantâneo e que uma criatura mataria qualquer um que tentasse ir até o grande vulcão para descobrir. Infelizmente para o monstro, Marie iria.

Quando chegasse lá, teria que não só aproveitar o doce calor tropical do pedaço de terra mas sim desvendar o mistério que percorreria toda aquela situação. Ela, mesmo sabendo dos perigos das florestas, dos enigmas, estaria disposta acabar com tudo aquilo de uma vez por todas.

NPCs Atuais da missão do Havaí

Kesha Dara Montgomery - Aliada, membro da equipe de investigação de Marie no Havaí e arqueóloga formada (mestra da legado e professora da universidade de nova roma em seu terceiro semestre).

Mansur - Aliado, guia turístico da ilha e membro da equipe de investigação de Marie durante sua missão no Havaí.

Kale - O profeta idoso habitante das profundezas da floresta, que guiará a jovem para a tumba do antigo shaman Kulala'u para que ela encontre a folha da profecia antiga.

Ohana - A menina de cinco anos sequestrada pelo tigre negro, Irrau.

Irrau - Criatura principal e espécie de tigre negro mágico habitante da ilha. Está sob o controle do governo e sendo comandando por ele por conta de alguma joia especial.

Npc's fixos (trama principal)

Louise (24 anos) - camareira e governanta da mansão Devereaux, amiga e segunda mãe de Marie.
Olívia Devereaux (34 anos) - Mãe de Marie, filha de Nyx. Vive na mansão.
Matteo (36 anos) - Garçom/servo da família, gentil e cozinheiro/faz tudo da mansão. O que sairá de lá junto com a semideusa?

Após a missão ser completa e os inimigos enfim derrotados, Marie, de modo a agradar a deusa Hécate — sua avó que estaria disfarçada de um profeta idoso — conceberia a neta uma benção para que a permitisse torná-la imortal, por enxergar sua determinação e foco em se sacrificar/salvar por alguém que nem conhecia e por um bem maior.

- Espero que se divirta lendo, obrigada!

O sol que entorpecera as manhãs da mansão Devereaux parecia ter retornado mais uma vez naquele dia. Mais uma vez para lembrar que aquele seria um dia especial.

— Vamos Marie, acorde! Já são sete da manhã. — Louise parecia adorar ter que subir uma escadaria colossal para chacoalhar sua melhor amiga, Marie.

— Já vou, já vou! — Em todos os dezoito anos de sua vida, a garota legado odiava ser acordada sozinha, principalmente quando ela não tinha boas horas — ou sequer suficientes — de sono. — Precisava me balançar assim, Loui? — "Loui", um apelido íntimo e extremamente carinhoso da jovem para a outra.

— Não precisaria se não ficasse dormindo tanto assim. Já já o Matteo vem limpar o quarto e eu não quero dar más impressões a ele. — Muitos jovens desse mundo contemporâneo achariam brutalmente horrendo acordar as sete da manhã mas para Alina, que já estava acostumada, não era muito difícil.

— O que vai ter de café da manhã? — A moça jamais deixaria de perguntar isso todas os dias.

— Não saberei te responder por agora. Só sei que sua mãe deve estar doente, pois é ela que está preparando o café de hoje. — Tais palavras causaram um movimento de espanto de Marie para fora da cama.

— Pera, o quê? — Olívia odiava cozinhar, por mais que sua comida fosse tão boa, ela se negava a todo custo mexer em um fogão. Algo deveria estar acontecendo.

— É. Eu acho que o apocalipse está chegando, haha. — Louise sabia como tirar o clima tenso do ar de uma maneira integralmente dela. Algo que a outra moça realmente adorava.

— É melhor eu descer para que você e o Matteo se beijem logo. — afirmou.

— Marie Alina Devereaux, fique quieta! — A relação de chefe e subordinada não tiraria os laços íntimos que a governanta continha com a garota a seu lado, tanto que nada a proibia de dar uns soquinhos de vez em quando.

— Eu sei que você gosta dele e Louise, tá na cara que ele gosta de você. Por que vocês não ficam juntos? Faz já muito tempo que fico vendo cartinhas pelos corredores. Daqui a pouco eu irei ter que beijá-lo! — A filha da família Devereaux sabia como deixar sua funcionária vermelha de vergonha, ainda mais quando o assunto que abordavam chegava no cômodo.

— Do que estão falando, senhoritas? — O corpo altamente masculino e recheado de perfume amadeirado surgiu na porta do recinto onde as garotas se localizavam. Era Matteo, o faz tudo da família.

— Matteo.. — A governanta, mais parecendo um tomate do que uma mortal, tentava pronunciar o nome do homem sem gaguejar. A outra, entendendo que precisava deixá-los a sós, correu para a cozinha, faminta principalmente quando fora advertida pelo seu estômago que roncava feito máquina agrícola.

— MÃEEEE — Descer a escadaria principal pelo corrimão não antecedeu a menina de dar um abraço em sua mãe, que parecia concentrada. Ao mesmo instante, a mais velha, com um olhar dócil, retribuiu o carinho.

— O que foi, querida? Só por que estou cozinhando você decidiu me dar carinho? — Poderia até ser uma brincadeira inofensiva para a mãe, mas aquilo teria causado um sentimento e um beiço emburrado de sua prole.

— Que calúnia, difamação! Oh, Olivia filha de Nyx, você me magoou! — Marie colocou seus braços na bancada, fingindo cair ao chão em prantos como uma resposta divertida ao jogo de sua genitora. Os sorrisos presentes naquela doce manhã alegravam Apolo com certeza, ao perceber que mãe e filha — antes separadas — estavam reunidas novamente.

— Venha, eu fiz seu prato favorito. Panqueca com mirtilo e cauda. — Parecia até um encantamento para a barriga da noviça, que batia no balcão o garfo e faca de forma desesperada aguardando o prato.

— Uhuu, panquecas! — Enquanto devorava seu prato predileto Marie poderia crer que seu lado adulto e totalmente civilizado se esvaía quando a mesma estava perto de sua mãe, Olívia.

— Eu vou tomar um banho cítrico com a nossa banheira nova, tudo bem? Volto já. Aliás, cheque o jornal, está bem interessante. — Ela dispersou os pedaços de papel sobre o balcão para mais perto de sua filha, para caso ela sentisse interesse em ler algumas tirinhas maravilhosas do jornal local.

— Tudo bem. — assentiu, continuando a refeição enquanto procurava com os olhos algo que parecesse interessante. Quando ela realmente checou uma tirinha sobre o Havaí, perdeu o fôlego e — principalmente — seu apetite. — "Investigador some misteriosamente na praia, no Havaí. Moradores avistam criatura estranha e sobrenatural que mata quem chegar perto do vulcão. Vulcão inativo a mais de cem anos volta a atividade." — Pausou. — Hm.

Ela temia que sua curiosidade e seu implacável desejo por resolver mistérios a consumisse. — E-eu preciso ir. Uma criatura sobrenatural? Mistério com sumiço espontâneo? Vulcão com mais de CEM anos voltando a ativa? Tem algo me cheirando suspeito aqui. — Marie até poderia enxergar a sua cara inteiramente curiosa no momento. Por trás de si, a governanta a observava com um leve sorrisinho no rosto sabendo que nada iria impedir a sua amiga de cruzar o mundo com o avião para salvar as pessoas.

— Você vai embora de novo, Marie? — A loira tinha um tom grave e preocupado, mesmo tendo completa noção que suas palavras não mudariam a ideia da outra a sua frente.

— Eu preciso, Louise. As pessoas estão sofrendo. — A neta da noite tinha ciência de que a mulher a sua frente se preocupava com ela, mas aguardava rezando para que ela entendesse.

— Mas e nós? Até então estávamos todos separados. Você foi resgatar a sua mãe tem apenas três meses! Marie, você vai nos deixar de novo? — Louise parecia realmente incomodada quanto aquela ideia louca.

— Sim sim, eu sei. Mas não posso ficar aqui parada e simplesmente cruzar os braços. Convenhamos que tudo o que é sobrenatural pros humanos é sempre mágico para a gente. Não é nada que eu não possa resolver!

— Hmpf. Você tem mesmo certeza de que é isso o que quer? — perguntou.

— Tenho. — Ao mesmo instante elas se viraram e viram Matteo com uma mala cheia e um passaporte.

— Eu sempre soube que iria para uma missão dessas, então guardei uma mala sua de roupas a algum tempo e bem.. Está aqui. Não deixei de armazenar seu passaporte e pelo o que chequei, tem um voo programado para hoje a noite e ainda dá para comprar o ingresso. Fique na casa de Kesha, enquanto cuidamos de sua mãe. — Matteo realmente era um anjo em todos os aspectos.

— Obrigada, Matteo! Pode deixar. — dissera, empunhando sobre suas mãos seu celular para enfim ligar para sua amiga, Kesha. — " Alô, Kesha? " — O sinal era certamente precário.

— " Oi? " — A voz de Kesha, uma garota de vinte sete anos negra e mentora de Marie, era reconfortante para todos no viva voz.

— " Eu te mandei uma foto do jornal, só leia e diga sim ou não. " — Ambas já teriam entendido o recado.

— Vou checar, venha rápido. E sim, eu sei que você virá para cá, é típico seu, Marie. — As duas já se conheciam muito bem e essa conectividade era muito útil.

— Okay. — Quem ligou teria desligado, enquanto viram a limusine da família pronta para partir, a heroína já sabia que sua hora teria chegado. Ela precisava salvar vidas e além do mais sabia que essas seriam muitas. — Ei, Louise, Matteo... Mãe. Vocês sabem que eu amo vocês, né? Sabem que eu sou assim, e que não vou mudar. Mas acima de tudo, eu nunca vou morrer, sabe por quê? — Pausou, deixando que algumas lágrimas óbvias e clichês escapassem.

— Por que meu amor por vocês vai me manter forte, saudável sempre determinada a ser essa menina incrível que vocês criaram. Eu prometo voltar pra vocês, tudo bem? — O sentimento aparente deveria ter tomado a todos naquele momento, que nadavam em rios de tristeza como se aquela fosse uma certa despedida. Os funcionários, ainda sim tristes pela partida de sua criança, não disseram nada.

Com um suspiro tênue a legado subiu na limusine. Aquela seria o inicio de uma nova jornada.

(...) — Casa de Kesha, apt. 112, centro.



— KESHAAA! — Nada seria melhor do que um reencontro de velhas e boas amigas, que se entrelaçavam num abraço carinhoso e de muito significado. — MARIEEE, SUA VACA DOIDA! — Kesha seria uma das melhores e únicas amigas presentes na vida da semideusa, ou a que, especificamente, não a abandonou pelo seu vício mútuo de procurar mistérios.

A morena denominada Kesha era uma semideusa filha de Ares e muito extravagante. Suas roupas sempre eram melhores e de mais glamour do que as de Marie, que nem sequer importava-se com suas vestimentas. — Eu vou bem. Entre, preciso te contar os babados! — A entrada do apartamento luxuoso de sua amiga poderia encantar qualquer olhos que os visse.

— Então amiga, sabe as passagens? Eu já as comprei. São bem carinhos viu, principalmente para voos de escala. Vamos parar em alguns lugares antes de chegar lá então vamos precisar dormir muito, por isso comprei uns calmantes.

— dizia. — Mas e se um monstro atacar a gente no avião? — A neta da magia tinha aquele estilo de mãe que previa coisas aleatórias mas que tinham chance de ocorrer.

— Não seria nada estratégico miga, além do mais que eu mesmo com calmante tenho um sono leve pra porra. Qualquer coisa a gente joga ele pela saída de emergência e caso o piloto morrer nós assumimos o controle do avião, simples. — Kesha amava situações de perigo e não hesitaria em criar uma só para sair como heroína, algo bem típico dela.

Quando ambas estavam sentadas no sofá da sala do apartamento, preparando as ademais coisas para a viagem, Marie teria recebido uma ligação anônima. — Espera aí amiga, vou atender rapidinho a ligação. — Foi a deixa para que ela puxasse com o dedo o botão na opção "atender".

— Nós sabemos o que pretende, Marie Alina Devereaux. Mas se ir para o Havaí, iremos matar todos da sua família. — Uma voz grossa e grave ecoou do aparelho celular, que estremeceu o coração da atendente. Ela estava pálida e sua outra amiga havia percebido.

— Aconteceu algo, Marie? — A morena já estava começando a se preocupar, movendo-se de um lado para o outro. A outra, vidrada com os olhos em um canto da sala sem abrir a boca ou mostrar algum movimento ou reação, deixou a linha em aberto. — Me dá isso! — O sentimento de preocupação de Kesha falou mais alto.

— Olha aqui suas bichas mariconas, se mexerem com a minha amiga ou a família dela terão que passar por TUDO ISSO AQUI! — Mesmo parecendo ser algo cômico a garota de cabelos castanhos não conseguia rir, apenas criar um rio de lágrimas sobre sua face. Enquanto as garotas estavam com raiva, preocupação e desespero, a linha teria se desconectado, sinal de que a ligação já havia sido cortada.

A arqueóloga formada denominada Dara Montgomery já estava de pavio curto. — Ei, Marie! Se você não me contar o que aconteceu não vou poder te ajudar assim! Desembucha!

— Eles ameaçaram matar minha família se eu for para o Havaí, Kesha. E-eu não posso ir mais.

— Não amiga, a gente vai sim! Além do mais que eu já comprei tudo! Olha, Marie.. Eles não tem esse direito de fazer isso. A sua família é gente conhecida em Nova Roma e com certeza isso iria gerar repercussão. Eles estão apenas te ameaçando por que você pode derrotá-los e acabar com essa merda de uma vez por todas! — Marie odiava crer que sua amiga semideusa estava certa. Logo secou as lágrimas do rosto, colocando novamente seus óculos que a marcavam de um jeito maravilhoso.

— Tudo bem... Vamos fazer algo para comer e dormir. Precisamos descansar um pouco até a hora de nos arrumarmos.

— Você está certíssima querida, vamos lá então cozinhar alguma coisa. — Ambas se dirigiram a cozinha, para preparar uma deliciosa lasanha de presunto e queijo.

Não seria novidade nenhuma que elas fizessem uma baita bagunça e desorganização no cômodo, onde passaram o resto do dia limpando pelo nível alto de sujeira. Quando avistaram o relógio, após terem já se alimentado, era a hora exata de se prepararem para o voo.

— Nossa! Nem vi o tempo passar. Será que estamos brisadas por causa do desinfetante? — afirmara.

— HAHA, claro que não, né! — Poderiam até não estar mas as duas sentiam o desejo de fumar um "back" já fazia tempo.

— Eu vou tomar banho. Sua mala de roupas está no sofá e pode usar o banheiro com chuveiro para ir mas rápido, okay? — A cacheada falou, rodeando a sala em busca de suas roupas dobradas pela camareira enquanto corria diretamente para a banheira.

— Okay... — Tudo o que restou a semideusa era apenas um semblante desanimado. — Hora de viajar, Marie.

(...) — Aeroporto e avião.

As semi-mortais estavam acompanhas uma da outra, juntamente carregando consigo suas malas e seus aparelhos mais importantes. Era a hora de iniciar realmente aquela missão e partir para uma ilha desconhecida não seria nada fácil.

— Está pronta? — A prole Ares não negaria estar animada, mas se preocupava com o bem estar da mais nova.

— Vamos logo acabar com isso. — A dominação e foco regia ambos seres femininos ali citados, que se movimentavam para perto do funcionário para lhe entregar as passagens que seriam longamente checadas. — Está certinho, já podem passar. — Ele disse.

— Uhuuu amiga, vamos pro Havaí! — Elas não poderiam ser culpar, estavam animadas e um grande mistério as aguardava. Elas realmente iriam conseguir? Bem, essa é uma pergunta que não poderia ser respondida no momento.

Colocando as malas no avião e sentando nos bancos de passageiro elas finalmente puderam notar uma tranquilidade que não tinham a anos. Mas como semideusas preocupadas, acostumadas a serem perseguidas por onde iam, não dormiram sequer nenhuma vez durante o percorrer da viagem. — Você vai querer alguns do nossos amendoins, moça? — A aeromoça, gentil como de costume, perguntou.

— Quero todos, tô com fome. — A aeromoça estava feliz, sorrindo de jeito incontrolável recebendo o dinheiro da morena, longamente despejando os mais de cem amendoins no banco delas.

— Ei, é muito amendoim, Kesha! — Mais uma vez em que a legado estava certa, mas sua amiga discordava a todo custo em relação a sua opinião.  

— Se você não quer, eu como tudo! — Era com certeza amendoim para a vida inteira.

— Depois não venha dizer que eu te avisei. — Quando o voo percorria, as meninas ficavam cada vez mais ansiosas com sua chegada ao Havaí.

Quando o piloto anunciou a chegada, elas recolheram suas malas e seguiram diretamente do aeroporto para o inicio da área turística da ilha, sendo claramente recebidas com correntes de flores no pescoço e alguns coquetéis gratuitos. — Esse sim é o paraíso. Flores, fauna, araras, churrasco e bebidas de graça!

— Não estamos aqui para isso, amiga. Você sabe muito bem. — Kesha parecia querer se divertir, diferente de sua mais nova amiga que estava focada na missão de sangue e plasma.

— Tá bom! — A ingenuidade de Alina podia fazer até pessoas alcoólicas como sua parceira desistir de suas tentações. — Mas para onde vamos agora? — indagava, olhando o mapa de modo contrário.

— Nem é assim que olha, Kesha! — Tomou o papel dela. — Ah, vamos pro passeio turístico conhecer a ilha, claro! Logo após, vamos para o hotel guardar nossa roupa e aproveitar o luau a noite.

(...) — O hotel, Mansur e o luau.


Mesmo durante a noite o Havaí poderia ser certamente encantador. No chão, um caminho de pedras era iluminado por tochas antigas que de certa forma enriqueciam o patrimônio cultural da ilha.

— Bem-vindos a ilha, queridos! Sou Mansur, seu guia turístico. — Mansur era um rapaz jovem, do tipo moreno e de cabelos encantadoramente cacheados. Seus olhos não eram escuros e sim um tanto esverdeados, tais aqueles que apenas engrandeciam sua beleza natural.

Da forma como mostrava a ilha na hora turística especial do plano, era esplandecedor ver pessoas perguntando e demonstrando curiosidade sobre todo aquele terreno. Ao mesmo instante, uma luz que pairava para dentro da floresta atraiu Marie, que se perdera em meio as folhas mau iluminadas de forma avançada.

Algumas esferas de luz puderam a levar para uma trilha um tanto precária quanto o assunto fosse iluminação, mas que era consumida aos poucos pela escuridão contínua da noite. Os ventos estavam fortes, bufantes. As folhas pareciam assustadas e a garota continuaria mesmo tentando forçar a vista em busca de enxergar alguma coisa.

As árvores pareciam sussurrar "cuidado!" mas o frio também não ajudava. O clima tenso que acelerava o coração de Marie e fazia seus maiores pensamentos surgirem poderia tornar seus próximos minutos um eterno sofrimento.

— Alguém está aí? — O medo dela apenas se aproximava de seu corpo a cada minuto, confirmado ainda mais por alguns barulhos que seriam provindos de dentro da moita.

O que ela não imaginara seria que um cão infernal saísse dela. Ele, com suas garras, teria rasgado suas costas antes que ela notasse sua presença. A dor não impediu que a legado se virasse e que desse chutes integrais e diversos no animal, até que ele ficasse atordoado.

— Parece que é um filhote. Mas esse machucado tá doendo para caramba. — dizia, correndo para fora da trilha e torcendo para encontrar alguém o mais rápido possível. Selene, todavia, parecia ter trazido para a neta da magia um aliado especial: Mansur.

— Ei, o que houve? Você está bem? — Ele parecia preocupado, principalmente por ter notado a grande marca de garras nas costas da garota, algo perceptível até para pessoas de longe dali. O ferimento parecia ser um pouco superficial/intermediário, mas devia ter o tratamento adequado.

— Foi só um problema com uns galhos. — Sua sinceridade não impediria de ser entregada por sua face, voltada para a lua evitando um sermão responsável do guia turístico.

— A floresta a noite é cheia de cães infernais e você deveria saber disso. — O seu ferimento de combate não era a única coisa a preocupar aquele ser feminino no momento, a não ser sua desconfiança do homem, que a fez se afastar no mesmo momento dele.

— Como você sabe dos cães infernais? — O semblante de espanto no rosto dela era até cômico.

— Você acha que não sei? Como guia turístico eu preciso presenciar muitos casos de ataque e de fato isso era estranho até para mim, pois quando os vi eles não tinham uma forma comum. Logo fui atrás para pesquisá-los. Descobri sobre o mundo semidivino e que sou um legado, neto de Zeus.

A descendente da escuridão parecia confusa no aspecto de confiar no homem ou não. Não tinha conhecimento se iria contar o por que de ter ido ali ou se apenas manteria o segredo para si e Kesha. Assim optou pelo segundo.

— Eu sei que algo está acontecendo e como gravo cada rostinho dessa ilha sei que você é nova. Me diz realmente o motivo de estar aqui, por favor. Tem a ver com o vulcão, não? — Ele tocou o antebraço da mesma, apertando-o com força suficiente para ela crer que ele a ajudaria. — Por favor... — Ele assentiu.

— Tudo bem. Venha para o quarto meu e de Kesha e iremos te contar. — contou.

— Mas vocês não irão aproveitar o luau? — indagou o homem, não entendendo.

— Não temos tempo para isso. Preciso resolver logo esse mistério, então por favor, siga-me. — Nem tanto demorou para que ambos entrassem no hotel e atravessassem as escadarias no objetivo de chegar ao quarto. Aquele que teria sido executado com sucesso.

O quarto das garotas era totalmente luxuoso mas deveras simplório para quem visse. — Então... — Permitiu-se dizer, jogando-se na cama e entrelaçando-se ao seu travesseiro.

— Eu acabei descobrindo, pelo jornal, que um investigador teria sumido de modo estranho e sem rastros. Além de que um vulcão antigo teria voltado em atividade. Como uma resolvedora de mistérios nata eu não deixaria de averiguar por mim mesma.

— Eu sabia que era o vulcão! Você precisa salvá-la! — O clima não impediu o homem desconhecido de se desmaiar em lágrimas de tristeza profunda.

— Salvar quem? — A moça não compreendia o por que de tanto sentimento, até que ele revelasse uma grande história.

— Ohana. Minha irmã. Bem.. é uma longa história então espero que continue sentada. — advertira, secando suas lágrimas salgadas que proviam de sua face morena.

— Tudo começou quando eu tinha dezessete anos. Meus pais tinham morrido e eu era responsável pela guarda de minha irmã mais nova e recém-nascida, Ohana. Cuidei dela durante muito tempo, aproximadamente cerca de dois anos e transferi a guarda para minha tia-avó, Zahia. Mas uma criatura destruiu tudo a levando embora. Eles o chamam de tigre negro, é um tigre de tamanho normal mas ele, dizem, é mágico. Pode falar mentalmente com as pessoas antes de matá-las. Levou embora minha Ohana, amiga. Por favor, salve-a. — pausou.

— O que está esperando, vamos atrás dela agora! —

— Agora? M-mas, agora? — Quaisquer palavras que o legado pronunciaria não iria impedir a jovem de andar novamente para trilha de floresta, sendo longamente acompanhada com ele.

Os uivos da madrugada pareciam reinar sobre as cavernas, enchendo incrivelmente Mansur de medo mas Marie de determinação. — Qual era o nome dele? Do tigre negro? — questionou.

— Irrau. Mas não se recomenda gritar seu nome mais de cinco vezes, pois dizem que ele é invocado.

— Irrau, eu te invoco! Venha e derrote-me se for capaz! Irrau, Irrau, Irrau!

— VOCÊ ESTÁ DOIDA? — Um rugido amedrontador semelhante a de uma pantera ecoou por perto dali, da onde, em meio as folhas, que pareciam apenas moitas, transfiguraram-se em um tigre negro.

Um tigre negro, felino, totalmente um ser repleto de magia que estava começando a ficar irritado.

— " Que mortal me invoca? Ou seria semi-imortal? " — O felino dizia, a partir de sua magia que o permitia-se comunicar por telepatia.

Mansur, que antes era um aliado, fugira.

— " Sou Marie Alina Devereaux, filha de Olivia Devereaux. Neta de... — Tentou terminar a sentença, com falha quando a criatura a interrompeu.

— "Nyx? OH, Nyx. Uma velha amiga de muitos anos, com certeza. Acabei por sentir que sua magia foi contida, ela deve ter sido presa. Haha, eu era um dos seus. " — Marie não contou segundos para usar suas mãos para puxar sua faca de sua meia, atirando-a no tigre que de um jeito hábil, se esquivou dela.

Rosnando, ele avançou na semideusa e mordeu seu braço, jogando-a para longe na moita. Ela estaria severamente machucada e não saberia se iria sobreviver. A besta, de modo a encará-la, disse:

— " Só por que é uma semi mortal não quer dizer que vou te hesitar em te matar, humana! Sou mais forte que você e sabe, como uma mundana inteligente, que isso é um fato verídico. Se quer realmente brigar, venha preparada e se me invocar de novo, virei para matar. — Suas ordens seriam claras e óbvias para a semideusa, que balbuciava de dor.

— Hé. Ca. Te. M-me ajude! — Teria sido as últimas palavras delas antes que desmaiasse, naquela floresta fria e escura. Selene talvez não estivesse tão a favor da semideusa, mas permitiu a cobrir com seu manto para que não morresse de frio.

(...) —  O profeta ancião, o escritório e o segredo do governo local.


Todos os milagres existiam e eram possíveis e Marie — mais que ninguém — acreditava naquilo. Quando sentiu-se aliviada por acordar num chão de madeira de uma casa anciã de tão velha, notou que teria perdido quaisquer fontes geográficas de onde estava.

— Preciso sair daqui, agora. — Procurou levantar-se, movendo as pernas mas falhando logo em seguida. Quando viu, percebeu também que todos os seus ferimentos estavam curados, mas com uma cicatriz marcante nas partes feridas da noite passada.

— Se eu fosse você não me me mexeria, jovem. — Um senhor de idade e com um cachimbo se aproximava. A bengala de madeira, provavelmente um tronco de árvore, ajudava-o a segurar sua postura de forma relevante. — Onde estou, preciso sair daqui! Encontrar Ohana, Kesha e Mansur!

— Sei o que percorreu até aqui e com certeza não foi fácil. Acredite, eu sei. — Ele mostrou um espelho, que permitia a Marie ver sua jornada até ali a partir da entrada dela no avião. — Antes que pergunte como isso é possível, eu responderei. Você participa de uma profecia antiga, guiada pelas estrelas. Um coração nobre, que dará de tudo, inclusive sua vida, para salvar outra. Você está destinada a um futuro de grandes riquezas, se puder usar suas habilidades a seu favor. Mas sei que obstáculos tem que enfrentar e te ajudarei com isso. — Ponderou, retirando um mapa de um piso no chão.

— Essa mapa te guiará sobre uma tumba, que foi criada por antigos guerreiros havaianos. Lá você enfrentará três armadilhas para chegar na espada negra, a única capaz de decapitar e matar o tigre negro. Sem ela, qualquer ataque será em vão pois ele se regenerará. Relaxe, seus aliados Mansur e Kesha estão preocupados com você mas a partir de agora você deverá ir sozinha. — Ele ordenava, coçando os dentes.

— Agora vá, criança. Encontre a tumba e vá até o vulcão, chame Irrau e o derrote para desvendar o mistério que percorre essa ilha. Mas antes de ir a procura desta, vá ao escritório do investigador que sumiu misteriosamente, lá terá algumas informações importantes.

Naquela situação a cabeça da jovem já estava toda embaralhada. O velho recolheu uma chave e jogou-a na mão da nerd.

— É melhor ir logo. Os dias passam rápido por aqui e você tem uma longa viagem pela frente. Apenas ande cem metros de acordo com a porta e encontrará um jeep. A chave que contém em suas mãos é dele. Não poderei te ajudar mais que isso. O resto, é com você. — Aquilo que a mesma mais temia ouvir.

— T-tudo bem. — A semideusa levantou-se, ainda falha por estar com uma dor razoável. O barulho de seus passos a guiou até cem metros dali, enquanto sentia que o profeta a observava por longe. Com a chave colocada na abertura da ignição, ligou o motor, preparando a marcha.

Por mais que fosse irônico Marie já havia tido aulas de como dirigir em sua estadia com sua mãe, na mansão. — Hora de partir. — O mapa não mostrava só a localização da tumba, como do outro lado também apontava a direção para a cidade. A jovem só precisava usar das orientações que tudo ficaria bem.

Fazia tempo que os ventos não abrandavam os cabelos daquele ser feminino novamente, que temia a preocupação com seus aliados e a saudade de Kesha acima de tudo. — "Será que a Kesha está bem?" — Não poderia enfim descansar até que finalmente terminasse a sua missão e parecia que seu objetivo estava longe do fim.

Em meio a suas paranoias ela realmente se importava não só com aqueles que teriam vindo com ela mas como também sentia um enorme aperto no coração quando notou que teria saído da mansão sem dizer adeus a sua mãe. Ela teria prometido mas e se ela não voltasse? Esse, bem, seria um problema.

O que a moça apenas não acreditava era que um lobo gigante pulasse em direção ao seu veículo, derrubando-o com uma força tremenda. Esse, que mais parecia uma pantera do que lobo, era muito grande. Ele parecia rosnar, com raiva de algo ou alguém mas o único inimigo ali com certeza não seria a neta de Nyx.

— Ei acalme-se, por favor! — Como uma descendente de deusa que tinha a habilidade de comunicação lupina, a garota faria jus a seu nome. — S-sou Marie. Marie Alina Devereaux. Sou neta de Nyx e Hécate e preciso de ajuda! — Argumentava, dolorida pela queda repentina no meio das moitas.

A criatura posicionou-se de forma sentada, como se de verdade captasse o que a bruxa dizia. Ele se curvou, demonstrando respeito — algo nutrido principalmente por Hécate, a deusa da magia — e foi-se embora, deixando apenas um jeep virado no meio de uma floresta e uma senhorita com ferimentos artificiais.

— Merda, vou precisar continuar a pé. — Para sua sorte a cidade não ficava muito longe, o suficiente para que ela não se excedesse muito.

A estrada era longa, de terra. Os pés fadigados e sedentárias da semi-mortal não estavam nem um pouco acostumados com tais viagens, muito menos missões perigosas daquelas onde você era naturalmente atacado por lobos e tigres.

Por um momento, Alina ajoelhou-se, chorando.

— Vó, eu não aguento mais. Você é a única coisa que eu tenho ainda em algum lugar, sim, Hécate, é você. Eu... Não sei mais o que fazer! Só estou me machucando e arrisquei minha vida várias vezes para chegar até onde estou. Eu, estou cansada. Estou fadigada e não quero continuar... — Um estalo na cabeça da semidivina parecia a dizer que aquilo não poderia ser feito. Ela precisava acreditar em si mesma.

— Eu só queria ser útil. — Sua auto-vontade para ser suficiente estava destruindo-na. Mas mesmo com a cara toda encharcada, ela não deveria jogar os panos na mesa, por isso, lutou.

Antes que percebesse já estaria na entrança da cidade. A entrança era mais esburacada que a chance de vitória da noviça, que parecia concentrada em conseguir se manter em pé mesmo com suas tentações em busca de sua determinação.

Ela contou com a sorte quando checou que o mapa estava em seu bolso, um costume que seria bom e prazeroso para ela de vem em quando.

— Pronto, finalmente. — Quando ela entrou no arco que dizia "bem-vindo" notou que seu destino estava próximo. Ao segurar o mapa, que a advertia de seu caminho, ela não deixou de ser avisada pelo seu estômago da fome redundante que sentia. — Preciso comer logo.

Sua crença em sua barriguinha a levou para uma padaria local, que a fez desfrutar de alguns pães doces até que ficasse satisfeita da fome. Ainda sim recuperou seu fôlego com uma garrafinha de água e ficou sentada num banco por alguns minutos.

— " Isso é por vocês, família. " — Retomou a caminhada, aproximando-se de um escritório aparentemente abandonado, com os itens quebrados e a porta escancarada.

— Foi por isso que ele não me entregou chave, já que está tudo arrombado. Tá uma bagunça aqui, como se alguém já estivesse procurado tudo o que teria para caçar pela área. Mas ele não me mandaria aqui atoa, deve ter com certeza algo que os caras que vieram não encontraram.

Não havia o que procurar. Estava tudo sujo e demasiadamente desarrumado. Ela rapidamente colocou sua mão no queixo, no ato de usar apenas sua inteligência no momento. Abriu a palma da mão, estendendo-a no centro do cômodo e recitando:

— Aparecium! — Um feitiço fez com que surgisse uma pequena relevância embaixo do pé de Marie, na madeira. Averiguando, de modo hábil retirando o pedaço de madeira já apodrecido, percebeu que seria um arquivo antigo.

— Eu sabia! Mas o que é? — De modo a pegá-lo e folheá-lo, ela teria descoberto a chave para resolver aquela missão de vez. O governo parecia estar elaborando um projeto e subordinando a imprensa para digitarem uma notícia falsa em seu favor, causando medo nos habitantes. Com um simulador, parecia que imitavam o brilho da lava vindo de dentro do vulcão quando apenas, na verdade, não seria nada.

Eles estavam brincando com os cidadães para retirar os medrosos e matar — com o tigre — os corajosos, para que ocupassem aquela área sem ter que pagar nada em volta. Uma fita de áudio, colada diretamente na parte de trás do fichário que se encontra os papéis, denunciava a agora universitária que ele teria ameaçado dizer esses planos para o mundo e por isso o mataram.

— Mas segundo o arquivo... O tigre negro é a chave que eles usam como fonte principal para defender-los dos viajantes que tentam acabar com o seu projeto. Se eu achar a tumba e pegar a espada, matando o tigre, vou poder pegar esse governo num estalar de dedos! — Uma ótima ideia.

No entanto, o tigre não seria nada fácil de derrotar e poderia até ser um dos animais mais difíceis que a caloura enfrentaria em sua vida. Antes de pensar qualquer coisa precisava encontrar a espada negra e precisava rápido.

(...) A tumba antiga e a recuperação da espada negra.

Quando a mulher se preparava para deixar a cidade, planejando amarrar um pano em seus ferimentos superficiais que foram resultado de seu encontro com o lobo, cruzou com um jeep ligado e com uma velha amiga dentro.

— SUA VADIA DESGRAÇA EU FINALMENTE TE ACHEI! — Enxergar gradualmente o rosto de Kesha sobre a vista do carro trouxe um sentimento de tranquilidade suficiente para garantir determinação para a neta de escuridão de uma forma tremenda. A mesma, que subia no carro dando um longo abraço em sua amiga, disse:

— Eu estava preocupada com você. Mas... Onde está o Mansur? — A universitária perguntou, de forma a encarar sua parceira com um semblante sério.

— Ele tá aqui atrás deitado no banco, olha! —

— Eai, como está? —

— Seu desgraçado filha da pu... — Aquele seria o ponto em que a nerd se jogaria em cima do homem em que sua visão se direcionava, iniciando uma briga desorganizada na parte de trás do carro, que por felicidade, foi apreendida pela morena responsável pelo destino do veículo.

— Vocês são dois retardados por acaso? A gente está numa missão e vocês ficam ai bancando os cinquenta tons de cinza? VÃO TRANSAR EM PÚBLICO SÓ COMIGO JUNTO! — recitou, pulando em cima dos dois de forma engraçada e esfregando seus peitos em ambos.

— Credo, Kesha! Isso não é uma brincadeira, a gente estava brigando de verdade! — Tais palavras deixaram a outra um pouco sem graça, mas o homem não queria que parassem a "threesome" que estavam fazendo.

— Ops.. — Recuou, de forma a ficar centrada apenas no banco em que estava novamente, testando o carro para ver se ainda estava ligado. — Já que não vamos transar ainda vamos logo salvar vidas, pra onde iremos?

— Para cá, no meio da floresta. Mas acho que fica entre uma trilha e que é apenas uma tumba antiga. — A de cabelos castanhos posicionou o mapa nas mãos de sua outra amiga, para que elas começassem a jornada de ir em busca a espada negra.

Ainda sim, mesmo sabendo dos perigos e de tudo que já teriam enfrentado, ambas estariam juntas. Seria um verdadeira amizade conquistada ali e o sorriso marcante que uma sentia pela outra confirmava essa teoria.

A viagem não seria tão extensa, visto que a tumba não ficava tão distante da cidade que Marie teria acabado de deixar. No entanto, todos ficavam calados esperando o pior dos desafios.

 — Chegamos. — Parou o carro, deixando sobre a encosta da trilha. Descendo, eles entraram a fundo na floresta até uma abertura antiga que estava em latim.

— O intrigante é que foi construída por havaianos mas as linguagens estão em latim. Essa é a tumba do shaman Kalala'u.

— Como sabe? —

— Ter seu sangue vindo de Nyx ainda te dá certas habilidades, miga. Espero saber usá-las nesse desafio. Mas eu vou precisar ir sozinha.

— NÃO! Não iremos deixar você ir sozinha, pode ser perigoso! —

— Concordo plenamente. Você precisa da gente, Marie.

— Não. É arriscado demais deixar vocês irem comigo e outra, me importo demais com suas vidas. Não preciso ser responsável pela morte de mais pessoas, além de que o shaman, que me socorreu quando você, Mansur me abandonou, disse que isso é apenas uma missão MINHA. Mas relaxem, prometo voltar e quando prometo, não quebro a promessa. Apenas.. Aguardem. Se eu não retornar em umas quatro horas por favor destruam a tumba.

— Não! — Pautaram, quando, em uma contrapartida, a nerd rapidamente entrou pela abertura e ela se fechou por completo antes que os mesmos estendessem a mão para puxá-la de volta. Lá, era uma completa escuridão, que apenas a fazia continuar pisando sem ter certeza de onde estava. Prosseguir sem saber pra onde ia era perigoso, mas estaria disposta a arriscar.

Quando sua mente a recomendou usar sua habilidade de ver no escuro notou que a mesma não funcionava. Provavelmente por que aquele não era um escuro comum e sim causado por magia.

— FILHA, ME AJUDE! — Seria a voz idêntica de sua genitora, clamando-a.

— Mãe? Como é possível que ela esteja aqui? MÃE!! — Mesmo para uma garota inteligente era outro caso quando mencionavam seu maior amor no meio. O que fez, de um jeito próprio, a semidivina largar sua intelectualidade de lado.

A voz doce teria sumido mas também muito era suficiente para fazer Alina encontrar a origem da onde viria tal similaridade, fazendo-a tocar uma coisa áspera que ela não sabia o que era. Quando as luzes se ascenderam, um quebra cabeça antigo se revelou sobre a parede. Era uma charada.

A partir daquele instante ela teria tomado ciência de que os desafios seriam puramente intelectuais, algo que ela já dominava bem. O quebra cabeça, de forma inteligente, era espalhado com letras — todas — do alfabeto em latim, que por caso, demonstrava formar alguma palavra que a noviça não conseguiria decifrar.

— Mas isso não faz sentido! Por que a minha mãe me chamaria se o quebra cabeça pede uma palavra? — Andava, de modo insaciável. — E se tivesse algo a ver com minha jornada até aqui, sobre o espelho? O Kalê me disse que poderia me observar pelo espelho a partir do momento em que eu entrei no avião.

Ela tentou organizar as palavras na palavra "espelho", mas nada aconteceu. — Espera, não pode ser.. — Apontou os dedos, movendo os bloquinhos e formando a palavra amor. Não demorou muito para a sala descer aos poucos, como um elevador. — Haha, parece que até aqui você me salva, mamãe. — Parece que a relação de ambas não seria apenas relação de mãe e filha, e sim, um amor verdadeiro.

Quando o chão parou de descer, Alina teria encontrado seu segundo desafio. Como todas as salas, essa tinha uma aparência velha e toda acabada, ouvia-se até alguns pedregulhos caindo no chão a cada movimento da mortal. No centro do cômodo enorme se localizava um pilar, com uma folha antiga com alguns escritos também em latim.

Na mesma sala tinha um buda gigante, com uma segunda folha em mãos. A neta da magia pegou a primeira e a leu:

— "Parece um desafio simples, mas que pode te matar. Dê a resposta certa e sua espada vá buscar. Dê a resposta errada, e com crocodilos vá lutar!"  — Parecia suficiente para que ela cresse que precisava usar tudo de si naquele desafio. Logo, sem falar nada, se dirigiu ao buda para buscar o segundo.

— São três repostas, pra três charadas especiais, responda-as em ordem e exatas, para não enfrentar as consequências ademais. Se errar a primeira, que é do rio, os crocodilos iram te morder, se errar a segunda, que é da estátua, o buda sangrento vai renascer. Se perder a terceira, animais iram te morder. Vá jovem, para seu destino, encontre seu caminho nesse mundo perdido."

Três alavancas eram cravadas sobre as paradas, aquelas que seriam naturalmente ativadas quando ela acertasse as três charadas. Mas se errasse, morreria de imediato.

Continuação na próxima parte.


Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 1:18 pm, editado 1 vez(es)


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Meiying Liuwei
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Curandeiros de Asclépio
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Localização : Hospital de Asclépio.

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Mensagem por Meiying Liuwei em Sab Jul 20, 2019 1:47 am

the trip
...


primeira charada; o crocodilo e a mãe nilo
Um crocodilo rouba uma criança. Quando a mãe reclama, o crocodilo faz a seguinte proposta:

"Devolverei a criança se você adivinhar se eu a devolverei ou não."

A mãe responde: "Você não vai devolver a minha criança."

segunda charada; a estátua e a lança
A lança queria ser empunha, mas não sabia como. Por isso ao gigante perguntou:

" Como posso ser empunhada", o gigante respondeu:

"Com o uso das mãos."

terceira charada; os animais da floresta

Os animais estavam em desespero, pois no mundo em que viviam não tinham ouvidos.

Perguntaram: "Como como a comida, se não sei"

E aguardaram a resposta.

Ela estaria perplexa, pois nem com sua inteligência ela teria conseguido desvendar as charadas. — Espera aí.. Isso não são charadas. São paradoxos! Foram feitos para não ter fim. Se o crocodilo devolve a criança, entra em contradição, pois a mãe errou. Mas, se o crocodilo não a devolve, acontece o mesmo, pois a mãe respondeu corretamente. — Questionou.

— Se a lança teve sua resposta mas não tem mãos, não dá para ter coerência. Se no mundo dos animais eles não tinham ouvidos, eles esperariam as respostas eternamente. — Suas pernas se tornaram bambas, pois ela captava que aqueles paradoxos teriam sido criados especificamente para impedir qualquer um de pegar a espada.

— Não dá. Não é possível recuperar a espada por isso ninguém nunca matou o tigre. E-é impossível. — O sentido trêmulo que percorria seu timbre era o mesmo que enchia seu rosto de lágrimas, por se dar conta que toda a sua aventura havia sido em vão.

— Eu prometi que ia conseguir. Prometi que iria retornar e que poderia ajudar a todos. Prometi a Mansur e a Kesha que jamais retornaria ali em cima sem essa arma desgraçada. Agora está tudo perdido,  e ainda mais, a culpa foi minha. — retomava, tentando conter seus gritos claros de tristeza que apenas nutriam lágrimas salgadas de seu rosto e nada mais.

— Eu sempre amei a todos. Vim para cá apenas com um bem no coração, com um objetivo de usar meus poderes semidivinos para ajudar a todos. Mas o bem sempre se ferra, sempre se fode. Nunca ganha o certo reconhecimento. Talvez esse não seja meu destino, talvez... talvez... Eu apenas deva ficar quieta em casa, o lugar certo de uma mulher como disse meu pai na ligação machista dele para esse governo de merda.

A sala ao mesmo momento apresentou um novo pilar atrás da semideusa, com a espada posta sobre uma almofada carregada de tons vermelhos escuro. Acompanhada da arma, veio uma pequena carta que dizia a mensagem:

— " A verdadeira charada e a mais importante de cada ser é compreender seus próprios sentimentos. " — Uma das frases mais lindas que a moça já ouviu. Empunhando-a, uma porta de saída se abriu, onde uma escada levava para parte de fora da tumba.

Já fazia cerca de três horas e meia que a senhorita Devereaux havia sumido. Seus amigos, devidamente preocupados, andavam sem rumo de um lado para outro.

— MARIE! — Quando ela foi recebida por um grande abraço, sentiu que precisava acabar com aquilo logo de uma vez. Mansur seria aquele que dirigiria, pois ambos os amigos de Marie haviam combinado de trocar e dividir os turnos no volante.

— Ligue o carro, Mansur. Vamos para o vulcão. Já tenho o arquivo como prova para incriminá-los e já mandei-o via correio para as autoridades. Como aqui o serviço é rápido, não demoraram muito para chegar. Mas de nada valerá se não acabarmos com o tigre antes.

A viagem demoraria um pouco, mas nada melhor do que finalmente encerrar aquela missão e quem sabe se dar ao luxo de aproveitar o calor tropical do Havaí.

(...) O final da missão: O tigre-negro e o sacrifício verdadeiro.

Quando o jeep, acompanhando os semideuses, estacionou na costa a cem metros do vulcão aparentemente, que segundo argumentos, estaria ativo, eles sentiram um tremor na terra. O governo estava lá e faltava apenas vinte minutos para a policia aparecer. Para que ela não fosse morta, seria necessário antes aniquilar a criatura mágica denominada tigre negro.

— Fiquem aqui para dar instruções para a polícia, eu irei e prometo, mais uma vez, retornar. — Suspirou, sem saber se realmente cumpriria a promessa que teria feito. Seus passos se tornavam cada vez mais recheados de gravidade e pesados quando ela se aproximava da abertura do vulcão. Lá, suas suspeitas estavam confirmadas.

Uma base realmente estaria construída ali dentro, sendo suportada por equipamentos e computadores de alta qualidade. Também em seu interior continha um simulador que imitava integralmente a chama de lava, para que parecesse que o vulcão estava mesmo ativo.

— Eu sabia!

— Mas não vai ficar sabendo por muito tempo. — Um homem de aparentemente trinta e cinco anos surgiu, alguém que traumatizou totalmente o cérebro de Marie.

— M-M-Matteo? — Suas palavras mau saiam de sua boca, chocada pelo ato de ver alguém tão próximo de si liderando um projeto ilegal do governo.

— Está surpresa, senhorita? Não se assuste, haha. Pois é, foi complicado mas quando você avisou que viajaria eu tinha quase a certeza de que poderia ter me livrado de você. Tirando o fato de você, garotinha estúpida, ter vindo parar bem aqui no Havaí. Não é atoa que sua mãe está amarrada na mansão agora, juntamente com a ninfeta da sua governanta, Louise. Lutaram muito e admito, se não tivesse tido ajuda não conseguiria faze-las de refém. — Pronunciava, gargalhando.

— O que você fez com ela?! ME DIGA! — A situação estava arrancando sem dó lágrimas mais uma vez do rosto da geek, que não aguentava segurar somente para si sua tremedeira.

— Meu azar é que meus aliados saíram em busca de uma bomba, na Irlanda. Estou sozinho mas ainda tenho uma coisa. — Ele retirou do bolso uma joia, erguendo-a para cima. — Essa é a minha coleguinha, Magnus. A joia que controla o tigre negro, todos aqueles que a tem consegue ter posse sobre o animal e agora, você vai lutar por sua vida. IRRAU! — Das sombras, uma figura animalesca mágica conhecida surgiu.

O tigre negro. O fim da jornada era ali. Só restara duas coisas para a filha e herdeira dos bens Devereaux:

Matar ou morrer.

Mesmo com a espada em mãos, chorando, aparentemente bamba com suas pernas tremendo mais que tudo e ainda mais, com medo, ela engoliu sua saliva e se aproximou do tigre. Em cima dos dois, desceu uma jaula, liberando Ohana, a irmã de Mansur.

— Ah, eu não te disse? Você vai precisar não só lutar pela sua vida como também pela vida dessa tampinha aí. Boa sorte. — Ele recuou, sentando em uma cadeira assistindo tudo por cima a partir de uma base de ferro no canto superior.

— Seu monstro. Como pode? Enganar a todos assim, desse jeito... Nós confiamos você. Nós temos confiado em você todo esse tempo.

— Faz parte, queridinha. Agora Irrau, mate-as!

O tigre rodeava-as como duas presas, enquanto elas procuravam recuar de vagar evitando quaisquer ataques provindos do monstro. — " Eu te avisei que você iria morrer da próxima vez que me encontrasse, e eu, vou garantir cumprir essa promessa. Reze para suas avós, pois nem elas te ajudaram. —" Ele avançou para cima delas com sua mandíbula de dentes, sendo empurrado pela lâmina da espada enquanto a legado sentia a pressão dos dentes afiados dele sobre ela.

O tigre estava determinado em conseguir cumprir sua promessa, mas esquecera que a neta de Hécate tinha um coisa em comum: Sua boa vontade.

Em uma briga ambulante, com os corações acelerados, os pensamentos turvos, as lágrimas sobre o chão, o suor, as lembranças, tudo, mas tudo, estava sobre a mesa naquele exato minuto. Os policias já estavam na entrada da base, preparando para entrar e atirar em tudo o que vissem.

Mas nada mataria o tigre se não fosse a espada. Pelo menos assim pensava a semideusa. Até que sua lâmina se partiu, sobre a força dos dentes do tigre.

A universitária viu suas vidas passarem em seus olhos, dizendo:

— Por favor, tigre. Não mate-a, me mate. Por favor, não! — Chorava, clamando ajoelhada. Era hora do mal vencer.

Matteo sorria de forma totalmente vinculada a seu coração, podre por dentro. — " Eu sigo ordens. Suas últimas palavras?" —

— Espere, Irrau. — Parecia que o chefe até tinha bondade em seu coração. — Vou usar essa lança envenenada. Afaste-se, eu a matarei. — Ele desceu para baixo, fazendo o tigre sumir completamente para que ele zelasse pelo término da missão. Infelizmente aquele desfecho não parecia ter um final feliz.

Ohana, chorando desesperada, não sabia como agir e ignorar sua inocência. — Nos "vamu" pala o céu? —

— O quê? —

— Minha titia dizia que quando a gente molia, nos ia pro céu. Lá os anjinho iria nos proteger "pa semple." — Era tão comovente enxergar que até quando se tratava de morte uma criança ainda sim via como algo bom, algo puro.

— Não, nós vamos sobreviver! —

— Que família mais linda. Será uma pena ter que destruí-la. Mas como sou bonzinho, vou dar uma escolha para vocês. — Ele largou a Magnus no chão, despejando ainda mais veneno na lança. — Você escolherá entre vocês duas, Marie. Se prometer depois assinar um contrato de fidelidade e se juntar a mim, caso escolha ela. Você viverá, como uma vilã que deve ser. Será feliz voltando para a mansão com sua mãe e sua governanta estrupada, não acha? — Se dirigia a elas, aproximando-se com a arma a cada segundo mais próxima das garotas.

— Então vá nessa e mate essa criança besta logo. — Poderia ser até ignorante isso provindo de uma heroína, mas a semideusa cansou de ser boazinha. O coração dela parecia amargo em questão de seu pior medo: Morrer.

— Pois bem. — O homem caucasiano andou até estar perto o suficiente para cravar a lâmina em Ohana, que mesmo desesperada, mantinha seus olhos fechados preparando-se para receber um abraço reconfortante de seus pais, no céu.

Matteo fechou seus olhos, pois nem um homem como ele poderia ver-se matando uma criança.

"Ziunnn."

Era o barulho da lâmina, encharcada de veneno, sendo enfiada na carne de seu alvo. Quando o ex-funcionário abriu seus olhos, não acreditava no que via.

—... Ohana significa família. E família significa nunca abandonar ou esquecer. Tenha uma boa vida, Hana. — A heroína tiraria sua própria vida entrando no caminho de uma lança mortal para salvar uma criança nunca vista antes. O olimpo parecia tremer e chorar as lágrimas daquele velório triste.

Uma forma honrosa de morrer, por acreditar que uma família poderia novamente se reunir. Por acreditar que, mesmo descumprindo sua promessa de voltar, que sua família entenderia.

— PEGUEI! GUARDAS, ENTREM! — Quando a jovem deitou-se no chão, com a lança atravessada em seu corpo, pode ouvir uma última vez a voz de Kesha. Ela teria capturado Magnus, a joia, antes que Matteo percebesse.

Ao seu comando, guardas e tropas entraram e cercaram o local, algemando o antagonista e tampando sua boca antes que ele dissesse algo. — OHANA! — Mansur apareceu, correndo para segurar sua irmã em seus braços e recolher seu amor para si mais uma vez. — Eu nunca mais vou te abandonar, vou cuidar de você e sempre te dar banho, te levar para a escola e te amar, ouviu, ouviu?

Beijava-a e a enchia de selinhos carinhos de irmão, não soltando-a de jeito nenhum e provocando nela um sorriso inocente.

— Agora só falta achar a Marie e... MARIE!! — A morena correu até a melhor amiga, recolhendo-a em suas lágrimas em quanto se ajoelhava a seu lado.

— Não nos deixe, Marie. Por favor, você lutou tanto, você NÃO PODE! — Tudo o que sobraria era rancor e tristeza.

Dentre duas escolhas, matar ou morrer, Marie não escolheu nenhuma. Escolheu o amor, a vida. — Agora você não terá mais uma aluna chata no curso da faculdade e quem sabe terá um romance l-lindo com Mansur. — Ela regurgitava sangue pouco a pouco, sentindo que as estrelas a chamava.

— Quem vai lavar minhas roupas, me ajudar a escrever os artigos? QUEM, por favor, fica... Eu não gosto da Mansur.. E-eu... AMO VOCÊ! — Um beijo caloroso entregou a verdade para todos, quem sabe o vulcão estaria ativo no coração de cada uma?

— E-eu te amo t-também... Leve-os embora daqui. Proteja-os, por mim, Kesha. — Foi a deixa para que ela se despedisse. Uma estrela brilharia novamente. E tudo o que ela veria, seria Zeus.

Estava tudo tão Frio....

Tão Fri...

Fr...

Até que tudo o que visse fosse sombra, escuridão. Como se um peso saísse e deixasse suas costas e que ela finalmente pudesse voar livre para a eternidade. — Não vá tão cedo, criança. — O que parecia um corredor escuro se iluminara, apresentando o velho profeta ancião da floresta.

Era como um umbral, um local onde ela já estava quase pronta para aceitar a morte. Só precisava dizer sim.

O idoso assumiu uma postura inteiramente feminina quando bateu sua bengala no chão, tomando a posse de um ser que Marie desconfiava conhecer muito bem.

— Avó? — Ajoelhou-se, reverenciando a deusa pela qual orava todas as noites.

— Levante-se. Uma heroína não deve reverenciar e sim ser reverenciada.

— Mas eu morri. Não há mais nada do que faça, minha deusa. Eu apenas queria poder voltar, ser melhor, completar minha universidade e viver em paz. Mas sabia disso quando assumi o risco.. Bem.. Pelo menos as verei de longe tomando o rumo de suas vidas. — Chorava, tirando suas lágrimas do rosto enquanto passava suas mãos sobre o mesmo.

— Você ainda não morreu, jovem. Se não não iria estar aqui. Você está desacordada e morrendo aos poucos. Por isso vim lhe oferecer uma chance de voltar, de ser novamente uma nova pessoa. Te ofereço a imortalidade.

Aquelas palavras não deveriam ser sérias, tais que provocaram um riso na garota de cabelos lisos e castanhos.

— Isso de longe é uma brincadeira, legado. Mas te ofereço tal magia com uma condição. Você deverá sempre, e quando digo sempre, é sempre se manter a favor dos deuses do olimpo. Nunca deverá desobedecê-los e jamais refutará uma ordem ou missão dada por eles e em troca, manteremos essa habilidade com você. Se um dia falhar com isso, perderá sua imortalidade e virará cinzas. Está de acordo? —

— Eu ainda tenho muitos coisas a resolver, muitas coisas a tratar. Eu aceito.


Muitos poderiam contestar, mas Marie era de verdade um ser importante. Ela sabia disso e aproveitaria a segunda chance dada por sua familiar, a deusa da magia.

(...) — duas semanas depois, acampamento meio-sangue, enfermaria da Luna Minn.

Mansur estava vivendo com Ohana em nova roma, enquanto Kesha vivia no acampamento. Tudo habitava em paz e tranquilidade mas Marie estava internada na enfermaria de Luna a já duas semanas, pois milagrosamente ela teria sobrevivido. Mas o que não imaginariam no dia seria que a garota brava e heroína acordasse.

— O-Onde estou? — Suas palavras provocaram um espanto em Luna, ao perceber que ela acordara de um sono profundo.

— Acalme-se! Sou Luna Minn, uma curandeira do acampamento. Vou cuidar de você mas não se mexa, tudo vai ficar bem.

Ela podia crer no que dizia.

Matteo estava preso, o tigre contido. No fim o bem prevaleceu e Marie, bem... Ela seria um outro caso.

Informações adicionais I:
Poderes de Nyx:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: Há boatos de Nyx/Nox era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente. Nesse nível aprendem a manusear facas, adagas e espadas curtas de uma forma que causa inveja em outros semideuses, são mais assertivos e furtivos, rápidos e dominadores, podendo acertar seu manejo de uma forma impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +20% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.

Nível 14
Nome do poder: Imunidade Noturna
Descrição: À noite o corpo do filho de Nyx/Nox fica mais resistente a ataques que envolvam venenos, magias e ataques mentais que envolvam sua fisiologia e psicologia (habilidade que deixam tonto, paralisados, com medo, que obedeça a outros e etc.). Esse poder não funciona durante o dia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques relacionados a veneno, magia, ataques mentais, ou etc, terão o dano reduzido em 50% durante a noite. Não funciona durante o dia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Ativos:
Nenhum.
Poderes de Hécate:
Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Descendente da Magia I
Descrição: O filho de Hectare/Trivia é descendente direto da magia, ela corre por seu sangue, e para ele, age como um condutor natural. Essa ligação lhe permite uma aprendizagem rápida de feitiços, conhecimento de livros antigos, bem como realização dos mesmos. Ao aprender sobre magia, a prole de Hécate/Trivia, também fica mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum
Ativos:
Feitiço: Aparecium
Descrição: Faz com que algo invisível se torne visível.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.
Informações Adicionais II:
Habilidades Adquiridas:

Nome: Inteligência Lógico-matemática
Descrição: Quem possui a inteligência lógico-matemática bem desenvolvida tem a capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. O semideus é hábil para o raciocínio dedutivo e solução de problemas lógicos, além de possuir mais facilidade para lidar com números e matemática.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de inteligência, raciocínio lógico e elaboração de estratégias
Dano: Nenhum

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Taekwondo II
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Agora o semideus que possui essa habilidade conhece técnicas mais complexas de combate que envolvem chutes.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +35 de dano em chutes; +40% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: +70% de chance de sucesso em um salto e no pouso
Benção requerida:
Bênção: O Verdadeiro Sacrifício
Descrição: Hécate, de modo a ficar orgulha por sua neta ter se sacrificado de bom coração por uma pessoa que sequer conhecia, atribuiu a ela a imortalidade, para que nunca morresse. Obviamente, com algumas limitações. Quando a jovem estiver perto da morte, poderá escolher se entregar a ela de forma total e se isso ocorrer, se transformarás em um pó místico que longamente se transmutará em uma nuvem mágica, que choverá no solo fazendo crescer plantas mágicas. Essas liberaram feromônios que deixaram todos os inimigos de seus aliados em batalha com os seus principais sentidos enfraquecidos durante determinado período de tempo.
Gasto de MP: 100% do que restar.
Gasto de HP: 100% do que restar.
Bônus: A semideusa se tornou imortal. Causa +30% de enfraquecimento nos principais sentidos inimigos com duração de três turnos. Aumenta a determinação de seus aliados em 50%.
Extra: A jovem não envelhece conforme o tempo passa, mas conforme os anos se percorrem seus cabelos tornam-se cada vez mais brancos e suas capacidades físicas/mentais são reduzidas (a cada ano que passa seus atributos são enfraquecidos até que ela não possa mais combater e essa velocidade é aumentada a cada vez que morre e retorna).  A sua condição de “Desfalecida” durará quanto o valor x de MP do usuário/ser que a matou, por exemplo, se ela for morta por algum ser de MP 500 demorará quinhentas horas para retornar a vida. Para manter sua benção a personagem nunca deverá se desvincular, desobedecer ou lutar contra o os deuses do olimpo.


Última edição por Meiying Liuwei em Sab Nov 23, 2019 1:21 pm, editado 1 vez(es)


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Meiying Liuwei
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Curandeiros de Asclépio
Curandeiros de Asclépio

Idade : 19
Localização : Hospital de Asclépio.

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