The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

MF's de Verão - Um novo Começo.

Ir em baixo

MF's de Verão - Um novo Começo.  Empty MF's de Verão - Um novo Começo.

Mensagem por Benjamin Baker em Qui Fev 28, 2019 11:49 pm



Um novo começo

A dor, muitas vezes nos trás força para a renovação



Ainda era cedo pela manhã quando um de meus tios me avisou no refeitório, que Quiron queria falar comigo. Assim que terminei meu café, me dirigi à casa grande a sua procura, um tanto ansioso para saber o motivo do chamado, já que fazia apenas dois dias que eu estava ali. Será que eu já tinha feito algo de errado? Apreensivo, me apresentei ao instrutor que já mês esperava com uma pasta em mãos.

- Benjamin. Bom dia. – Cumprimentou o homem. Era estranho o nominar como “homem” sendo que ele era um centauro, contudo, isto seria uma questão de gênero, não de espécie, não é? Acho que a esta altura do campeonato, isto seria irrelevante.

- Bom dia Quiron. Qual a boa de hoje? –


Assim que me apresento, ele me entra algumas folhas unidas por um grampo fixado em seu canto superior esquerdo. Aparentemente era um documento um pouco extenso que eu nem conseguia ler direito graças a minha dislexia e que pelo tamanho, já imaginava que seria uma grande dor de cabeça. Talvez sete, oito paginas. Pra mim, aquilo era enorme.

- Este é um formulário de transferência de escola. Hoje é o inicio do ano letivo nas escolas mortais, assim como aquela que você frequentava. Para que não haja alarde com seu sumiço do mundo mortal, seja por sua fuga de casa ou por não ter voltado à escola, vamos pedir sua transferência pra o acampamento. Escola preparatória para jovens talentos super dotados detentores de habilidades promissoras. É um internato. Basicamente, você vai passar a morar integralmente aqui sem problemas. Contudo, precisa pegar os documentos em sua antiga escola e pedir para que seus pais adotivos a assinem. Consegue? –

Confesso que não entendi muito da explicação de Quiron. Apenas que precisava pegar documentos na minha antiga escola e pedir para meus “tios” assinarem os documentos. A verdade é que imaginar que hoje iniciaria o ano letivo naquele inferno de lugar em que eu estudava, onde era basicamente um refugio de um inferno ainda maior do que no qual eu morava e que agora não preciso voltar a nenhum deste lugares é como um verdadeiro milagre em minha vida.

Aqui no acampamento eu não era o louco, burro, problemático, delinquente ou qualquer outro adjetivo pejorativo  que aqueles que não conheciam a verdade e me julgavam por seus padrões poderiam falar de mim. Aqui eu era um como tantos outros. Um como tantos outros especiais, habilidosos, talentosos e por que não dizer quase divinos? Eu estava em meu paraíso particular e pensar nisto só me fazia eu me sentir feliz.

Alegremente, peguei as folhas da mão de Quiron e as segurei em mãos, analisando-as como um prisioneiro analisa seu anuncio de liberdade após infernais anos em uma prisão. Minha alegria era notória. – Pode deixa Quiron, vou e volto rapidinho. Vou usar o Taxi das irmãs cinzentas, que nem você me ensinou. –

Quiron então esboçou um sorriso contente ao ver minha alegria. – Logo, logo, você não vai mais precisar voltar pra lá. Sei que foi difícil pra você, mas só mais um pouco e estará livre de tudo. – E então saiu trotando, entregando o mesmo documento para outros jovens pelo acampamento.

Assim que pude, corri para meu chalé, atualmente o de Ares, e peguei minha mochila enfiando o documento dentro. Em sequência, apanhei minha faca de bronze celestial e a guardei por dentro de minha bota como recomendado por um de meus tios, filho de Ares, para nunca sair desarmado. NUNCA! Segundo ele, todo semideus tem um cheiro que atrai monstros e nunca sabemos quando pode haver um monstro por perto.  Juntando mais um casaco para colocar na mochila, corri em direção a saída do acampamento com um dracma de ouro em mãos, ansioso.

Assim que cheguei nas colinas após os limites do acampamento, com a moeda em mãos, fiz um rápido chamado para as irmãs, declarando o endereço em que eu pretendia ir. Em seguida, lancei a moeda ao solo e esta mergulho neste como se fosse água e então sumiu em fumaça cinzenta.

Alguns instantes após, o barulho de freios queimando como se em asfalto se fazia ouvir e a uma velocidade alucinante, um carro acinzentado, que parecia ser feito de fumaça que logo se solidificou na forma de um taxi novayorkino abriu a porta traseira para que eu entrasse.

Quando adentrei, uma sensação péssima, um arrepio gélido subiu por minha espinha, como se aquela fosse uma das piores coisas que eu fazia na vida. A porta então se fechou sozinha, batendo estrondosamente ao meu lado enquanto correntes velhas e enferrujadas se amarraram ao meu redor de forma assustadora. Eu já estava prestes a gritar para sair dali, quando uma delas gritou “Segure-se” e arrancou com um carro a uma velocidade que meus olhos não eram capazes de ter relances do mundo lá fora. Apenas borrões como os de uma televisão sem a sintonia de canais, em cinza, preto, branco, azul, verde e tudo que passara por nós grande o suficiente para que eu conseguisse ter um vislumbre de sua silhueta colorida.

A viagem foi, definitivamente a coisa mais loca da minha vida, ficando acima do ataque da hidra que explodiu meu colégio aos 11 anos. Eu já estava prestes a vomitar quando chegamos. Foi então que outra das irmãs notou meu enjôo e apertando um botão no painel do carro, fez a porta se abrir, o banco em que eu sentava se pronunciar para fora e literalmente me jogar de seu estofamento velho e todo destruído em uma calçada qualquer, antes de retornar ao carro, bater a porta e o automóvel arrancar dali a uma velocidade absurda. Eu sequer tive a oportunidade de olhar para a cara das irmãs cinzentas, tamanha fora a velocidade e loucura da viagem.

Assim que me dei conta, notei que estava na frente da minha antiga casa. Aquela na que eu morava três dias antes, com os pais adotivos que me odeia, os gêmeos que são um amor e não merecem ter pais horríveis como aqueles, um dos locais mais horríveis da minha vida.

Respiro fundo tentando encontrar coragem para entrar, dar de cara com eles e ficar sem palavras perante seus gritos e todo a decepção que está sempre estampada em suas faces,  mas o que vejo é aparentemente uma família feliz, alegre e que teve dias maravilhosos enquanto o problema da família não estava em casa.

Ter que encarar aqueles olhos me fitando daquela forma fria, cruel, como se eu fosse o maior problema, o maior erro da vida deles foi como uma facada em meu coração. Eu sabia que não mais pertencia aquela família, mas... Talvez eu estivesse esperando um pouco de alívio ao verem que eu não tinha sumido, que eu tinha voltado, sabe? Talvez eu esperasse ver que eu estava enganado este tempo todo e eles sentiam alguma coisa por mim que não fosse desgosto e desprezo.

Eu realmente estava errado. Não antes, mas agora. Eles não sentiam nada além de qualquer sentimento ruim por mim. Sequer me deram oi, bom dia, nada. Normalmente eu seguiria para meu quarto sem sequer trocarmos um par de palavras, esperaria até eles irem levar os gêmeos para o jardim de infância e irem trabalhar antes de ir a cozinha pegar algo para comer, mas hoje era diferente.

Apenas deixei os papéis sobre a mesa para eles verem, pegando a caneta com imã fixada a geladeira para anotações e colocando ao lado dos papéis. Talvez eu tenha levantado alguma curiosidade neles, pois eles observaram o papel de imediato e o folheavam com algum interesse.

Não fiquei para ver a cena, me dirigindo ao quarto para pegar o restante de minhas poucas roupas, a bola de baseball que um amigo a muito falecido em um tiroteio entre facções havia me dado no meu décimo segundo aniversário e uns rabiscos que eu fazia em folhas de caderno, quando eu simplesmente não conseguia entender nada que estava escrito nos quadros e nos livros e minha hiperatividade me atormentava tanto que só focar minha atenção em rabiscos me manteria naquela sala de aula por mais algum tempo.

Assim que saí do quarto, para meu pesar, eles pareciam felizes, realmente felizes. Os documentos estavam assinados e nem o nome generosamente exagerado da “escola” em que eu me matricularia e as várias descrições de como os alunos de lá são especiais e prodígios inequívocos em áreas de importância os fizeram ter um mínimo de orgulho de mim.

Um [i]“Não volte mais”[/b] foi o que eu ouvi assim que sai pela porta, após ter pego minhas coisas, os documentos e saído da sala. Eu sabia que assim que fizesse dezoito, seria expulso de casa para não voltar mais. Agora, com 16, entrar em um internato de 6 anos corridos apenas lhe dava a certeza de que nunca mais teriam que olhar na minha cara após aquele dia.

Um sentimento que eu simplesmente não tenho palavras para descrever me invadiu naquele momento. Rangi os dentes com tamanha força tentando segurar qualquer instinto explosivo e emoção visceral que eu poderia ter naquele momento que poderia, com toda certeza do mundo, ter trincado todos os meus dentes. Sai de casa tão aturdido que sequer percebi o carro preto, com vidros que se levantavam conforme eu virei o rosto para o lado do automóvel me vigiando desde a hora que cheguei, como se tivessem passado a noite ali, a minha espera.

Segurei tudo o que pude até se passarem uns quarteirões e eu adentrar em um beco atrás de um restaurante chinês que tinha no a caminho do colégio. Adentrei o beco correndo, de forma descuidada e quase que como se fugindo de alguma coisa me lancei de costas para uma parede qualquer sem hesitar. Um grito mudo saiu de minha garganta, abafado por todos aqueles sentimentos embolados quase em minha boca, prontos para sair e berrarem ao mundo como eu odiava, como eu realmente odiava tudo aquilo.

Lacrimas verteram de meus olhos como se na correnteza de uma cachoeira e naquele instante, eu nada mais consegui segurar. Um grito de dor gutural foi emitido, seguido de um choro grave, sofrido e soluçado de completo desespero. Naquele momento, era como se parte de mim estivesse morrendo. Todo o meu passado até então seria destruído, queimado até as cinzas em meu peito e a dor que eu sentia queimar em mim agora era a prova disto. Naquele momento eu só queria morrer, morrer como pessoa, como filho, como aluno, como sobrinho, como qualquer coisa que me lembrasse mesmo que vagamente estes dias de dor, para então renascer como meu verdadeiro eu, no acampamento meio sangue.

Não sei ao certo, uma, talvez duas horas de completa dor e solidão em um beco escuro atrás de um restaurante chinês qualquer de Nova York, demonstrando o quão baixo minha vida tinha chegado, antes de enfim eu conseguir me sentir minimamente bem de novo, para ao menos ficar em pé. Me obriguei a engolir o choro e ser forte. Jurei, naquele instante, em nome dos meus pais que nunca conheci, dos deuses e de tudo de mais sagrado que eu tinha, que nunca, nunca mais em minha vida eu deixaria isto me acontecer de novo. Eu merecia mais que isto, eu era mais que isto e esta dor eu não sentiria mais, nem que cada nervo do meu corpo fosse arrancado da forma mais dolorosa possível.

Eu já estava prestes a sair do beco quando uma dupla de homens vestindo terno preto, óculos escuros e armados adentrou ao local. Naquele instante eu só queria correr, contudo, percebi que isto não seria possível. Um deles apontou em minha direção em sem nem sequer se pronunciar, me acusar de algo ou falar qualquer coisa, atirou.

Não sei se foi minha hiperatividade ou alguma habilidade herdada dos meus pais, mas consegui me antecipar ao tiro e me atirar para o lado, rapidamente. Em um instinto, peguei a primeira coisa que vi pela frente, uma barra de ferro de um cano qualquer atirada pelo beco, após um rolamento para cima de meus oponentes, tentei golpear um deles na perna sem sucesso, já que este simplesmente desviou.

O outro então sacou sua arma e naquele instante eu achei que seria alvejado se chance de me defender, cruzando os braços a minha frente esperando por ser varado pelo projétil. Seria ali que eu morreria? Meu fim seria alguns dias após conhecer os novos e maravilhosos rumos que minha vida poderia tomar após sentir a maior dor da minha vida e ter jurado que nada mais me faria chorar? Ali, em um maldito beco fedido?

Apenas ouço o tilintar das armas se chocando contra o metal, quando noto que eu estava ali, em pé, inteiro. Vivo!

Abro meus olhos de vagar e observo os homens furiosos por não terem alcançado sue objetivo. Neste instante, noto também que meu corpo estava todo bronzeado, como uma daquelas várias estatuas de NY, muitas delas da Grécia antiga. Eu podia sentir o ricochete das balas em meu corpo sem ser varado pro elas. Elas simplesmente batiam e quicavam para o lado, como se fossem de borracha contra o concreto.

Um sorriso tomou conta de meu rosto, meu sangue começou a esquentar e... Bem, descendente do deus da guerra né? Cara, a porrada comeu.

O primeiro tentou avançar contra mim tentando usar a arma para me aplicar uma coronhada. Neste, um gancho de direita fez seus dentes voarem, literalmente, uns três metros em direção a rua enquanto o barulho do maxilar que brando se fazia ouvir. O segundo, ao ver a cena, mostrou que era um grande de um covarde em sua arma em mão, pois só conseguiu tentar correr para fugir.

Até o momento eu ainda não sei como eu fiz isto, mas foi eu pensar em ir atrás do cara e como em um piscar de olhos eu apareci a sua frente desferindo um soco em seu estomago que o fez se curvar e uma cotovelada nas costas que o jogou no chão, semi-desmaiado.

Por um instante, pensei em o golpear mais vezes, mas um momento de sensatez me fez lembrar de Stuart, o garoto que eu nem sabia se estava vivo, que eu havia golpeado até que parasse de se mexer, dias antes.

Engoli em seco a lembrança e não golpeei mais nenhum deles. Assim que tomei minha mochila em mãos e a lancei por cima do ombro, minha pele voltou ao normal e apertei o passo em direção a escola. Eu havia perdido muito tempo chorando e brigando na rua. Tinha que chegar rápido o suficiente para pegar a secretaria aberta antes da pausa para o almoço para poder pegar os documentos e voltar ao acampamento o mais rápido possível, ainda a tempo dos treinos da tarde. E sim, eu gostava muito de treinar. Me relaxa.

Ter apertado o passo foi essencial, pois chego poucos minutos antes do horário de fechar. A secretaria realmente não estava disposta a me atender, ter de ir buscar documentos de transferência e afins, mas com um pouco de meu “charme” e lábia, consegui a convencer. Ela então recolheu os documentos, organizou e com a ajuda da orientadora educacional que assinou para validar a transferência, me entregou em mãos o passe para minha nova, melhor e com certeza mais emocionante vida.

Eu havia jurado que não me deixaria mais sofrer daquele jeito, que não mais choraria como antes e manteria esta promessa até o fim, a qualquer custo. Aqueles documentos eram o inicio comprovado desta promessa, e isto só me dava mais forças para seguir em frente. Sabia que ainda muita dor me afligiria, mas não mais seria passivo e aceitaria ela por não ter mais escolhas em uma vida de merda que eu vivia. Agora eu tinha escolhas e as faria com orgulho.

Sem demoras, novamente chamei as irmãs cinzentas com outra peça de ouro parti em seu carro para o acampamento em uma nova e doida, perigosa e enjoativa viagem de taxi macabro. Ao chegar, entreguei os documentos a Quiron que me fitou como se estivesse prestes a me perguntar como foi lá, se havia ocorrido tudo bem.  Contudo, um sorriso confiante, um olhar determinados e uma postura firme lhe entregando os documentos o fez notar que não precisava se preocupar naquele momento, pois aquele jovem antes guardava toda a dor do mundo no peito, não estava mais ali. A partir de agora, era um novo Benjamin que estava diante de seus olhos, pronto para mudar, alterar e guiar seu próprio destino.


MF's de Verão - Um novo Começo.  760full-nico-mirallegro
Benjamin Baker
Benjamin Baker
Legados
Legados


Voltar ao Topo Ir em baixo

MF's de Verão - Um novo Começo.  Empty Re: MF's de Verão - Um novo Começo.

Mensagem por Nyx St. Douglas em Sex Mar 01, 2019 2:34 pm


Benjamin

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: Até 10.000 XP e dracmas + 3 moedas de verão

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 8.500 XP, 8.500 dracmas e 3 moedas de verão

STATUS: - 100 HP
- 50MP

Comentários:
Então, você teve muitos erros ortográficos bem ruins, assim como o fato de ter começado o texto com os verbos todos no passado e mudar para presente sem mais nem menos. Mas o que causou o maior desconto foi o fato de você não ter colocado o spoiler de poderes usados no final do texto. Por isso, tal coisa acarretou na demora da sua avaliação (já que eu não sabia o que fazer).

Fui instruída a descontar 10% de sua recompensa por causa disso e a avisá-lo. Se tornar a acontecer, creio que coisas piores podem acontecer com você.

No mais, é isso.

Atualizado por Hades.



Alpha's Pack
Nyx St. Douglas
Nyx St. Douglas
Centurião da I Coorte
Centurião da I Coorte


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum