The Blood of Olympus
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Fill the void with darkness.

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Mensagem por Landon Reed em Dom Fev 24, 2019 12:31 am

Fill the void with darkness
Eu preciso treinar – As palavras saíam de minha boca em meio a bufadas de ar enquanto sentia o suor escorrendo por meu rosto. Com o passar do tempo, o boneco de treino já não parecia mais tão rígido a cada soco, mas meus dedos já tinham assumido uma coloração roxa de hematoma. – E me preparar.

Dylan, sentado em um banco ao lado, soltou a fumaça pelo nariz e me encarou um tanto quanto confuso, mas aparentemente satisfeito com o que tinha escutado. Para ele, tornar o chalé de Fobos influente era um de seus maiores objetivos dentro do Acampamento, e isso se tornaria cada vez mais possível se cada um de nós passássemos a nos esforçar. Particularmente, eu não me importava tanto com aquilo.

– Isso é bom, mas não estamos mais em guerra – Respondeu ele enquanto apagava o baseado com a ponta dos dedos e caminhava em minha direção. Mesmo com a lua despontando no céu, eu optei por prosseguir o treinamento de combate corpo-a-corpo. Meu meio-irmão ficou prostrado diante de mim com uma expressão de desconfiança no rosto. – Você é misterioso demais, Reed. Para o que está se preparando?

Diante daquela pergunta, parei para respirar profundamente enquanto refletia sobre ela. A única coisa que passava pela minha cabeça era a cena que tinha visto no Bosque de Dodona - a figura encapuzada e pálida caminhando entre as árvores, alertando-me sobre os inimigos. Aquela visão era um dos motivos que me fazia perder metade do sono, por isso, a arena de treinos tinha se tornado um refúgio para que eu pudesse gastar energia e descansar adequadamente. Afastei o cabelo suado do rosto e voltei a atenção para o rapaz ao respondê-lo.

Não sei ao certo... eu sinto como se estivesse sendo cercado o tempo todo.

Escolhia cada palavra com bastante cautela, não sabia muito sobre mim mesmo, mas algo que já estava notando era a dificuldade para compartilhar meus pensamentos mais íntimos, como se não pudesse confiar em ninguém. Ele manteve-se parado com os braços apoiados no boneco de treino sem nada dizer, esperando por uma explicação.

– Por monstros? Não se preocupe, você daria conta.

Pela morte. – Interrompi.

Nos entreolhamos em meio ao silêncio que logo foi cortado pelo trotar de um cavalo, no entanto, ao buscar pelo animal, notei a figura de um homem em cima do mesmo. Quanto mais se aproximava, percebia a verdade em sua aparência: não estava montado, mas sim parte de seu corpo era equino. Os membros de meu chalé já tinham comentado de alguém assim no Acampamento; o centauro, mas demorei a me recordar de seu nome.

– Quíron. – Disse Dylan de forma cordial.

O instrutor tinha uma expressão séria e carrancuda por trás dos fios barbados, como se estivesse preocupado demais o tempo inteiro. Seu olhar estava frisado em mim, como se tentasse desvendar o que eu estava pensando naquele exato momento. Mantive-me calado sem demonstrar receio algum, mas por algum motivo a voz da criatura encapuzada voltou a ecoar em minhas lembranças. Inimigos.

– Um pouco tarde para treinos, não? – Questionou o imortal, claramente se referindo a mim enquanto pigarreava. – Admiro seu esforço, rapaz, mas os horários devem ser seguidos para o próprio bem-estar de vocês, campistas.

Assim, interpretei aquilo como uma deixa para finalizar minhas atividades e me resguardar em meu chalé. Terminei de enfaixar ambas as mãos, joguei a camiseta laranja por cima do ombro e parti para fora da arena enquanto notava que meu meio-irmão mantinha uma conversa sigilosa com nosso instrutor. Não pude escutar sequer uma palavra, tampouco supor do que estavam falando, mas tive uma sensação de desconfiança. Ignorei completamente e, em poucos minutos de caminhada, estava de volta à cabine.

O restante da prole jogava conversa fora, disputavam entre si por motivos banais e alguns até mesmo liam as inúmeras obras literárias de terror. Diante do tumulto, aproveitei que um dos banheiros não estava em uso e me tranquei lá dentro por minutos, pronto pra tomar um banho quente que pudesse me fazer esquecer minhas paranoias. Não funcionou como esperava, pois enquanto o vapor de água subia e se acumulava no cômodo, tudo o que eu conseguia pensar era sobre a morte. Fechava os olhos para afastar o pensamento, contudo, escutava latidos ferozes de cães monstruosos e vozes clamando para que eu morresse. No fundo, sabia que aquilo não era um simples medo qualquer e sim que se tratava de uma lacuna em branco do meu passado.

Após quinze minutos e quando o chalé finalmente se acalmou, decidi finalizar o banho. Me sequei completamente e limpei o vapor no espelho enquanto procurava gaze e álcool para as feridas em meu abdome - já estavam cicatrizando, mas qualquer movimento mal planejado poderia reabrí-las. Distraído, fui surpreendido quando as luzes falharam por alguns segundos e, ao voltarem, me deparei com algo incomum escrito no espelho: Eu sei sua escuridão.

Aproximei a mão, mas fui interrompido por batidas na porta do banheiro e uma das garotas pedindo para que eu não demorasse. Atendi seu pedido e assim que tudo estava pronto, deitei-me em meu beliche à espera de meu próprio sono. Dessa vez ele veio rapidamente, mas por um motivo único e sombrio. Eu precisava me lembrar.

you think this is a contest? you think that you can defeat me?
you cannot.
and do you know why?

Ao abrir os olhos, ainda era noite mas eu não estava deitado em meu beliche, tampouco estava em meu chalé. O lugar era como um bosque muito mais aterrador do que o próprio Dodona, não que fosse um problema, era como se eu estivesse mais confortável que o normal. Era possível avistar o contorno das inúmeras fileiras de árvores por trás da imensa névoa que cobria o ambiente e, à medida que forçava cada vez mais a visão, notava que elas estavam secas sem sequer uma folha.

O som predominante não era de animais noturnos, mas sim de um vento forte que soprava palavras desconexas, de forma que não pude compreendê-las. Diante de mim havia uma trilha comprida e larga coberta de ossos e restos de carne em estado de decomposição, mas aquela visão não me afastava.

Depois de analisar tudo ao meu redor, percebi que estava completamente nu. Como um ímã, fui atraído para o fundo do bosque e caminhei sentindo pedaços de carne, osso e sangue entre os dedos dos pés. À medida que seguia adentro, um vestígio de luz tremeluzia e se tornava cada vez mais visível, assim como o sopro de vozes ficava mais audível.  

Me dê sua alma, a voz inumana se arrastou entre as árvores até o meu ouvido.

Respirei fundo e, quando a névoa na minha frente se dissipou, vi que a luz se tratava de labaredas de fogo consumindo a base de uma gigantesca árvore. Havia inúmeros corpos dependurados pelo pescoço através de cordas amarradas aos galhos, mas mesmo que estivessem mortos, tinham um olhar vazio encarando uma mulher deitada no chão. Já ela estava viva; tinha a pele pálida e cabelos negros, apoiava os cotovelos no chão e suas pernas estavam abertas, entre as coxas havia sangue que jorrava com cada vez mais força de dentro dela. Seu rosto transmitia a dor que estava sentido, e quando me aproximei, a mulher me olhou de relance com uma lágrima escorrendo.

Seus gritos eram abafados pois sua boca estava costurada com linhas pretas, mas sangue escapava de seus lábios, como se ela se esforçasse para soltá-las. Estremeci quando vi nela os meus olhos e fui tomado por um impulso em ajudá-la, agachando-me diante da mulher e finalmente percebendo o que lhe causava tanta dor: estava em trabalho de parto. Em sua barriga havia deformações como se uma criatura estivesse rasgando-a de dentro pra fora. Ela empurrou a criança com força e, quando senti o recém-nascido em meus braços, não respirava tampouco chorava, estava morto, a pele fria e olhos fechados.

Sua alma, repetiu a voz em meio a gargalhadas que se tornaram cada vez mais altas atrás de mim. Tentei encontrar o dono daquelas palavras, mas tive a atenção tomada novamente quando senti algo eriçar em minha pele - as pernas da criança tinham se tornado peludas e seus pés se transformado em cascos enquanto ela voltava a respirar após um grande suspiro choroso.

Até que escutei sons quebradiços vindo de dentro do tronco da árvore consumida por fogo, a madeira podre se despedaçava e abria uma grande brecha de onde um homem encapuzado saiu. Ele era meu reflexo, gargalhando diante de mim, mas tinha o rosto branco e demoníaco, coberto por feridas abertas, e seus olhos completamente pretos.

because your flesh is mortal,
and in the end,
all mortal flesh must burn.

Despertei.

De volta ao chalé, meu corpo suava frio e as feridas em meu abdome doíam como se alguém estivesse reabrindo-as com uma lâmina afiada. Estava imerso no escuro da madrugada, todos os outros dormiam como crianças de forma que, para não acordá-los, segurei com esforço os suspiros de dor em cada entrada de ar nos meus pulmões. Ergui o braço na direção da mesa de cabeceira ao lado de minha cama, em busca de um frasco contendo uma poção de regeneração. Contudo, senti dedos frios tocando minha mão, saídos das sombras - eram magros e delicados, as unhas feitas e pintadas em preto, dedos de uma mulher.

De início pensei se tratar de mais uma alucinação, para ser sincero, havia momentos em que eu não saberia definir o que era real e o que era sabotagem da minha mente. Mas o toque era verdadeiro, e sua imagem parecia verdadeira o bastante pra mim - uma garota de aparência coreana, cabelos pretos amarrados e arrepiados ao fim do coque, vestia-se com jeans e couro negro. Ela fez sinal de silêncio ao encostar o dedo indicador nos lábios antes de apontar para uma segunda pessoa sentada na borda de meu beliche.

Era uma segunda mulher de pele rosada, cabelo longo, ruivo alaranjado, tinha sardas espalhadas pelas maçãs do rosto e olhos verdes misteriosos. Ela se vestia com um casaco curto de pelo bege que cobria metade de seu abdome, ombros e pescoço, além de jeans e cropped. Eu a conhecia, era Ofelia. Ela cruzou as pernas e sorriu enquanto puxava delicadamente o chiclete entre os dentes.

– Você quer respostas? – Perguntou-me ela, pouco se importando em manter um tom de voz normal, erguendo a palma da mão em minha direção.

Um meio-irmão se remexeu no próprio beliche, como se estivesse despertando precocemente do sono enquanto a dupla de garotas esperava uma resposta, carregavam uma expressão de impaciência. Deixei um sorriso se formar em meu rosto e agarrei sua mão, dando-lhe permissão para fazer o que tivesse em mente. Não tive medo, se o diabo me oferecesse respostas eu pegaria em sua mão áspera e ensanguentada.

Então, a garota coreana fechou os olhos, respirou fundo e tocou o ombro de Ofelia enquanto a mesma dedilhava minha mão de forma cínica. Em questão de segundos, senti meu corpo ser puxado para fora da cama e levado a um portal obscuro sem o mínimo de luz, era como uma viagem rápida e sinistra - escutei gritos e vozes por socorro, risadas, murmúrios. Tudo em cerca de dez segundos, até meus pés tocarem finalmente algo sólido embaixo de mim; um deck estreito feito de madeira iluminado por tochas de fogo esverdeado. O céu acima de mim estava muito mais escuro que o comum, como se a lua fosse proibida de brilhar naquele lugar, e uma névoa densa ocupava o ar. Por causa dela, quase não tinha notado o enorme navio atracado ao lado, além de cinco barcos menores amarrados próximos a ele.

Era um porto.

– Bem-vindo à Ilha Fantasma. – Disse a ruiva enquanto se pôs a caminhar na minha frente, agindo como uma guia turística.

Quando disse aquilo, eu finalmente avistei a magnitude do lugar - era amplo e pouco iluminado, de forma que de longe era possível notar apenas o contorno da ilha. À medida em que seguia a dupla, eu conseguia distinguir no chão pedaços de vestes e restos humanos como se estivessem apodrecendo ali há anos, consumidos pelo solo infértil e ondas frias daquella praia dos horrores. Com uma longa caminhada de cerca de dez minutos, deixamos a costa para trás e seguimos até uma construção de dois andares, que ficava mais a fundo na ilha. A dupla cessou a caminhada por alguns segundos enquanto conversavam entre si, mas com atenção pude escutá-las.

– Não entendo o que Ele viu nesse garoto, me parece um fraco. – Murmurou a coreana.

– Nós não questionamos ordens, Dorothy – Respondeu a ruiva de prontidão, embora estivesse sorrindo como se, no fundo, concordasse com a parceira. – O senhor das trevas é soberano.

Senti um calor subir por todo o meu corpo, odiava ser subestimado, e considerando que o poder de um deus também corria em minhas veias, era estupidez da parte delas. Ofelia, que parecia não se importar com o fato de que já nos conhecíamos, abriu a porta que dava entrada ao lugar e disse-me para seguí-la ao segundo andar. Enquanto isso, Dorothy manteve-se sentada sobre o que parecia ser uma mesa de reuniões ao lado de mais uma garota e um garoto que não reconheci mas que, com toda certeza, eram semideuses.

A parte de cima da construção era ampla como o primeiro andar, mas não tinha tantos móveis, apenas uma grande estátua no centro. Tudo era feito de mármore negro, dando um ar ainda mais obscuro ao ambiente.

– Este é Érebo – Estremeci ao escutar o nome. Ela proferiu em voz alta e nada aconteceu, como raios caindo do céu ou terremotos, mas aquele nome era o próprio mal. Até mesmo a ruiva deixou de lado a expressão cínica de sempre e assumiu uma cautelosa, como se estivesse com medo. – O deus da escuridão cósmica. Nós, necromantes, somos seus servos tementes... passamos a maior parte do tempo nesta ilha, neste templo, mas somos livres para ir ao Acampamento.

Necromantes. Era a primeira vez que escutava aquela palavra, mas me era familiar, como se algo em minha mente estivesse tentando se lembrar dela. Enquanto ela explicava tudo o que podia, lembrei-me do homem encapuzado no Bosque de Dodona. Seria o próprio deus se comunicando comigo?

O que querem comigo? – Questionei-a sem medo de interrompê-la. A ruiva pareceu surpresa, mas sorriu, como se tivesse gostado. – Eu sei que deveria estar morto... tenho poucas memórias, e uma delas é de tormento interminável. Quem me ressuscitou e por quê?

Ofelia deu meia volta e tirou de uma bainha na cintura o mesmo tipo de faca usada dentro das fronteiras do acampamento. Por um momento desejei que minha espada estivesse ao meu dispor, mas não demonstrei receio, apenas levantei a cabeça e a encarei de forma séria.

– Também somos humanos, Reed, o que significa que parte nossa é vulnerável aos deuses e seus planos – Murmurou ela, pude notar que havia um certo tom de lamentação em sua voz. A meio-sangue pegou minha mão delicadamente e a desenfaixou. – Só compreendemos nosso destino quando é tarde demais para mudá-lo.

No mesmo momento em que disse aquilo, a ruiva rasgou a palma da minha mão com a faca e estendeu meu braço até a estátua. Ignorei a dor com a nova ferida e, seguindo os passos da necromante, espalhei o sangue que escapava pelo monumento do deus. Ofelia repousou a mão por cima da minha e fechou os olhos enquanto aproximava o rosto de minha orelha. Pude sentir também sua unha deslizando pelas minhas costas lentamente enquanto ela murmurava em meu ouvido, causando-me arrepios.

– Feche os olhos... deixe-o entrar.

Meu peito se encheu de ar, o ambiente ao meu redor ficou cada vez mais frio e, por ter fechado os olhos, passei a escutar com maior atenção os sons que se propagavam. Eram vozes em um tom baixo e lamurioso, adultos e crianças, homens e mulheres, tudo de uma só vez, choravam e lamentavam a própria morte, alguns pediam ajuda para fugir dali. Ao abrir os olhos novamente, a mulher com a boca costurada estava ao meu lado me encarando com o mesmo olhar de sofrimento. Ela era um espírito e, como todo espírito, estava fadada a repetir os passos de sua morte eternamente.

Eu mal pude escolher, era como se meus pés estivessem andando por vontade própria, seguindo a mulher para o lado de fora do templo, algo parecido com um transe. Quando me dei conta, estava entrando em uma floresta densa e nevoada, a mesma de meu sonho, porém o chão era na realidade revestido por pedregulhos. Após dez minutos seguindo os passos da mulher, chegamos a uma parte com um grande espaço circular - no meio havia uma grande árvore, também do mesmo sonho. Vi que na base de seu tronco havia uma grande abertura e a madeira estava queimada, remetendo à visão que tive do fogo a consumindo. Já o espírito que me guiara estava prostrado diante da sequoia, com os pés tocando uma parte manchada no chão.

Fechei os olhos e tive lampejos de memórias. A primeira era eu ajoelhado e completamente nu no centro de um círculo de sangue, rastejando os braços pelo chão. Ambos estavam cortados do braço ao antebraço, seguindo a região da veia, e o sangue era usado para a montagem de um símbolo. A segunda foi ainda mais rápida; uma cabana de madeira simples queimando de dentro pra fora.

Um vento forte soprou contra meu corpo e um frio percorreu minha espinha, minha mente ficou imersa em um estado de estupor em que mal pude conter um arfar de prazer. Minhas pernas fraquejaram e caí de joelho no chão marcado e cheirando a sangue envelhecido, minhas costas pesaram de forma que precisei utilizar o apoio dos braços no chão. Meu corpo fervia em calor e meus olhos se encheram de lágrimas, até que eu finalmente consegui forças para falar.

–  Mostre-me quem eu sou! – Gritei.

Silêncio. Mas apesar disso, consegui sentir sua presença me cercando, era uma aura sedutora e cruel e, enquanto tocava o chão, também senti seu poder vibrando dos dedos até minha cabeça. Contudo, escutei um sopro em meu ouvido, como uma voz tentando se comunicar comigo - eu sabia que, de alguma forma, tinha conjurado algo naquela floresta. Procurei por algum indício ao meu redor e vi uma figura disforme e intangível.

Tinha a aparência humana, mas pálida, como um espírito, queixo e boca coberto por sangue e um olhar de fúria. Era como um rapaz coreano, e levava na altura do abdome uma grande perfuração. Sabia que estava tendo meu primeiro contato com o mundo dos mortos desde minha própria ressurreição.

Por quê está aqui, espírito? – Questionei.

Em resposta ele emitiu um riso forçado, sem perder a expressão furiosa.

– Se não sabe, precisa aprender a controlar seus poderes, novato, Érebo não admite falhas. – Disse a criatura, surpreendendo-me. Então, ele parecia saber do que aquele lugar se tratava e possuía um tom de voz eloquente, diferente do que tinha escutado sobre os espíritos vagantes - em sua maioria, eram confusos, não entendiam que estavam mortos. – Você precisa provar lealdade, agora que é um deles. E eu preciso que minha morte seja vingada.

Estou escutando. – Afirmei com um sorriso de satisfação.

– O nome dela é Dorothy e carrega consigo uma pulseira em lealdade a Nyx, algo que só seus demônios usariam – Ele passou a explicar e a cada palavra que saía de sua boca ensanguentada, seu olhar se tornava cada vez mais furioso. – Fui emboscado por ela e aquela ruiva traiçoeira. Se desmascará-la, tenho certeza que sua lealdade terá valor para Érebo.

Gargalhei ao escutar aquilo, deixando-o confuso e irritado.

Como você pode ter certeza? Está morto! – Disse, sentindo minha energia parar de ser sugada. Em poucos segundos, o espírito desapareceu da minha frente, finalizando nosso contato.

Uma vibração me atraiu, fazendo-me virar o rosto e ver que dentro da enorme brecha da árvore na minha frente, havia uma espada de dois gumes. Sua lâmina escurecida tinha o efeito turvo de fumaça e seu cabo, reluzindo prata, tinha desenhos em ossos. Eu sabia que aquela arma precisava de mim tanto quanto eu precisava dela e, sem demora, me ergui calmamente para me apossar da mesma. Unidos com um único objetivo em comum: destruir.

Com a mesma em punho, enchi o pulmão de ar e segui para fora da floresta, tendo em mente o que deveria fazer. Assim que avistei o templo, vi o restante dos necromantes em frente à entrada, como se estivessem à minha espera para enfim consumar a decisão. E lá estavam elas, Ofelia e Dorothy, a serpente de duas cabeças. A primeira me olhava desconfiada e com um ar de temor enquanto a segunda estava obstinada a me ter como inimigo, considerando sua expressão de desdém.

Todos entramos, em silêncio eu caminhei em direção à estátua de Érebo, sem proferir palavra alguma para o restante. Diante da mesma, segurei a espada com a mão direita e passei a palma da esquerda pela lâmina afiada, rasgando a pele e fazendo meu próprio sangue jorrar da ferida. Assim, me ajoelhei diante da estátua e despejei o líquido carmesim em seus pés, fechando os olhos e realizando uma oração em murmúrios.

Se é de sua vontade, dê-me forças para enfrentar seus inimigos – Respirei fundo e me ergui, ainda com os olhos fechados diante da estátua. – Meu sangue é prova de lealdade ao deus das trevas e a este grupo. Para provar meu valor, eu te desafio a um combate, querida Dorothy.

A semideusa riu, desacreditada do que tinha escutado e cruzou os braços. O restante demonstrou surpresa e Ofelia se pronunciou em defesa da amiga.

– Posso saber o motivo? – Questionou-me a ruiva.

Eu sabia que tanto ela quanto a coreana era uma traidora, mas decidi poupá-la da verdade. Senti que Ofelia me valeria melhor viva e fora de riscos, pelo menos a curto prazo.

Ela é uma traidora, espiã da deusa da noite! Dorothy já teria dizimado esse grupo se tivesse a oportunidade. – Justifiquei enquanto apertava a mão esquerda com força a fim de estancar o sangramento e me preparar para o combate. A garota me encarou com ódio no olhar, frustrada e revoltada pela acusação, enquanto eu sorria com deboche. – Você vai negar, mas carrega no pulso a prova de sua lealdade a Nyx.

Ao dizer aquilo, o resto do grupo olhou para os braços da mesma em busca de algo que insinuasse a verdade em minha acusação. A manga de sua jaqueta estava erguida até o cotovelo e foi quando eles e eu vimos uma pulseira metálica, e mesmo que eu não soubesse do que se tratava, a expressão dos outros necromantes foi o suficiente para provar que minhas palavras estavam certas.  

Dorothy parecia um animal indefeso cercado por feras, mas se negou a agir como um. Enquanto todos se aproximavam dela para rendê-la, fui o único que notou seu movimento traiçoeiro: levou a mão até as costas e tirou de um suporte duas shurikens, lançando-a em minha direção. Desviei da primeira pelo reflexo, mas a segunda parecia enfeitiçada e me atingiu de qualquer forma, em meu ombro esquerdo. Senti a pequena lâmina me rasgar e se prender à minha carne, mas sorri, ansioso para lutar.

Deixem-na! – Disse aos outros que estavam prontos para interferir. Respirei fundo e arranquei a shuriken presa ao meu ombro para poder movê-lo o máximo possível. – Ela aceitou o combate.

Senti a palma de minha mão vibrar e a estrela lâminada banhada com meu sangue passou a levitar através de minha energia, então, com um gesto rápido desejei lançá-la contra a garota. Não queria de fato feri-la com aquilo, apenas distraí-la, e foi o que aconteceu; ela foi tão rápida quanto e transformou um de seus anéis em um escudo de bronze, erguendo-o na altura do rosto. Fiz uma segunda investida, dessa vez correndo para chutar o centro de seu escudo e desequilibrá-la, usando toda força que pude em minha perna direita.

Ela caiu de costas no chão e recuou enquanto eu a seguia com uma expressão de loucura no rosto, gritando com a língua pra fora. No momento em que tentei fincar a espada em sua perna, a mesma se tornou intangível, um truque que eu conhecia bem e já tinha usado outras vezes. Com a outra perna desferiu um chute que atingiu meu rosto e me fez cambalear para trás. Limpei o sangue que escorria de meu nariz e senti a temperatura cair de forma brusca à medida em que ficava perto demais de Dorothy.

A semideusa aproveitou a brecha para contra-atacar, e por mais que eu pudesse ofuscar meu receio de perder e não me provar digno, foi impossível não notar que minha oponente era forte. Já no caso dela, podia sentir o ódio que a cercava e aquela era minha vantagem no combate. A traidora empunhou a própria espada, semelhante à minha, desferindo inúmeros golpes em minha direção.

O primeiro deles defendi ao erguer minha arma, fazendo o tilintar de lâminas ecoar, em seguida agachei, girando o corpo para o lado e desviando do segundo. Depois, meu corpo seguiu o instinto de defesa e usei minha energia para erguer um escudo de sombras na minha frente, defendendo do restante do ataque. A sombra cobria meu rosto e me seguia à medida em que eu recuava, escutando os gritos de combate de Dorothy e rindo debochadamente ao ouvi-los.

Então, quando vi a chance, desfiz a barreira de sombras e empunhei minha espada para atingi-la no ombro. A lâmina a atingiu na clavícula e instantaneamente, Dorothy abandonou a própria arma no chão enquanto urrou de dor. Ferida e cambaleando, ela ainda teve forças para falar.

– Imbecis – Ela riu de forma dolorosa e disse, logo em seguida, em meio a bufadas de ar. – É só questão de tempo até vocês virarem meros reféns de seu deus.

Antes que qualquer um de nós pudesse feri-la mais uma vez, a traiçoeira desapareceu entre as sombras ao se teleportar e fugir. Cerrei os punhos, mas tentei não demonstrar raiva diante da cena, não enquanto estivesse de frente aos outros necromantes. Com a fuga da garota, o grupo tinha poucas pessoas e tive a impressão de que precisavam de alguém para guia-los na superfície. Respirei fundo e olhei para todos, em especial Ofelia, que manteve-se afastada nas sombras.

Assim como a espada da traidora outrora tinha a lâmina esfumaçada, a arma, caída no chão, desintegrou-se em fumaças escuras.

Nossos inimigos devem pagar... todos eles.

Enquanto pressionava a ferida no ombro, caminhei até a ruiva e juntei-me a ela. Ofelia manteve-se calada por um breve momento até o outro necromante nos deixar a sós e pude ver que ela deslizava a mão cautelosamente pela perna, em direção à uma adaga. Sorri com a ousadia da garota e pousei minha mão sobre a dela suavemente.

– Você me poupou – Murmurou a necromante, assumindo ser parte da espionagem da fugitiva. – Por quê?

Lembrei-me de tudo o que tinha acontecido até ali, desde minha batalha contra os enormes escorpiões, minhas alucinações e encontros na floresta e meu treinamento no Acampamento Meio-Sangue. Eu de fato era um semideus, mas não sentia que viver entre os campistas me traria as respostas que buscava.  

Tenho a impressão de que você terá maior valor se ficar viva.

Ela riu, por mais que temesse retaliação não deixaria seu medo ser exposto. Enquanto se afastava de mim, disse-me palavras que me deixaram ainda mais curioso.

– Antes de assumir um lado, busque por Hela Deverich. Não seja estúpido.

Importante:
Uma breve explicação, caso seja necessária. O Mitchell, após ser levado à Ilha Fantasma, foi guiado pelo instinto e poder de Érebo até a floresta - também local de extrema ligação entre sua falecida e desconhecida mãe e o deus - e ficou lá durante toda a noite, na tentativa de estabelecer seu primeiro contato com o deus, que foi simbólico, através da grande sensação de poder que ele sentiu.

Na trama, Mitchell foi ressuscitado pelo deus (ou por uma força subordinada à ele, caso a staff queira barrar) durante a batalha final contra Nyx, aproveitando-se das inúmeras ressurreições dos semideuses que estiveram em duelo no Tártaro, pois assim ele passaria despercebido. O motivo do interesse do deus no filho de Fobos tem relação com a visão que o mesmo teve na narração acima e ambos serão desenvolvidos em futuras missões.

Justificada a motivação para ingressar nos Necromantes, quero detalhar o uso dos poderes do grupo pelo meu personagem. Ele é um novato, não sabe nada de necromancia, e assim como semideuses jovens possuem pouco controle sobre suas habilidades herdadas, também teve com os poderes da nova filiação. Assim, como sua energia estava latente, ele invocou inconscientemente o espírito de um seguidor de Érebo morto na floresta e o mesmo desejava aquele contato tanto quanto o meio-sangue - pois queria que sua morte fosse vingada.

O restante é bastante claro, ele retornou ao templo, despejou seu sangue sobre os pés da estátua do patrono e jurou seguí-lo em busca de poder. Sua primeira ação como necromante foi desmascarar a traidora Dorothy (npc), a fim de provar seu valor e lealdade e deixar o restante do grupo lidar com ela. A relação com Ofelia também será desenvolvida, pois ela é de suma importância para que ele desvende seu passado.
Considerar pack de xp:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: 10/02/2019)].

Arma:
• Aura Negra [Uma espada com cerca de um metro de lâmina, possuindo dois gumes. Lembra o estilo das espadas medievais. Seu cabo é feito em prata e possui desenhos de ossos. Na lâmina é possível ver desenhos turvos como fumaça, que demonstram o poder contido dentro de si. | O efeito da espada, quando ativado, é lançar uma rajada de vácuo forte o suficiente para causar compressão do local atingido, o que não causa cortes, mas causa uma dor extrema. Tem um gasto de 10 MP por rajada de vácuo e é necessário que seu portador tenha domínio completo da arma para utilizá-lo. | Ferro estígio e prata. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Necromantes de Érebus.]

Ativas dos Necromantes:
Nível 2
Nome do poder: Telecinese
Descrição: Ao se concentrarem em pequenos objetos os necromantes poderão faze-los levitar por, no máximo, cinco (5) minutos.
Gasto de Mp: 5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: É possível utilizar tal poder para arremessar tais objetos, entretanto o dano não será elevado.
Extra: Nenhum.

Nível 4
Nome do poder: Chamado I
Descrição: Ao estarem em um ambiente escuro o necromante consegue conectar-se com as sombras, chamando determinado espirito de maneira aleatória. Sendo que será apenas uma manifestação temporária de qualquer individuo morto. Enquanto tal habilidade estiver ativa o espirito também continuará em contato, utilizando-se da energia do necromante.
Gasto de Mp: - 10 de mp por turno que se manter ativa.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Escudo vazio
Descrição: Ao concentrar-se em se proteger, uma espécie de escudo de escuridão se formará em torno do local que deverá ser protegido, no entanto, todo ataque, seja magico ou físico que entrar em contado com o escudo será absorvido pelo mesmo. No entanto tal sucção não funciona sugando armas, por exemplo, o escuro irá apenas absorver o impacto gerado pela colisão.
Gasto de Mp: - 10 de MP por turno que estiver ativo..
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.
Passivas Necromantes:
Nível 2
Nome do poder: Sensibilidade I
Descrição: O semideus é capaz de pressentir – apenas na escuridão – e desvendar os sentimentos mais fortes daqueles que o rodeiam. Porém o necromante de Érebus terá mais facilidade com outros semideuses do que com monstros (que possuem a capacidade de sentir) e Deuses.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Desavenças Naturais  
Descrição: Como Necromante de Érebus você nutre certa desavença por filhos de Hades, Zeus e Nyx. Pois tais Deuses foram os responsáveis por prender Érebus no tártaro – apesar de Nyx ser irmã gêmea e esposa de tal Deus primordial. Vale ressaltar que o sentimento de implicar e/ou tirar sarro existe, mas cabe ao semideus segui-lo ou não.  
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 6
Nome do poder: Perícia com Lâminas I.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deus desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma. Entretanto é necessário ressaltar que a facilidade com lâminas não garante que o manuseio seja perfeito, é preciso praticar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 15 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Foice e Correntes".

Nível 12
Nome do poder: Ocultação
Descrição: Em situações onde o semideus se sente ameaçado ele torna-se capaz de ocultar as próprias emoções, como o vazio.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Sua presença ainda poderá se sentida, entretanto suas emoções não serão desvendadas.
Passivas de Phobos:
Nível 2
Nome do poder: Imunidade parcial I
Descrição: A prole de tal Deus possui uma facilidade em lidar com o próprio medo, entretanto isso não significa que o mesmo é imune ou nunca será atingido pelo mesmo. Apenas sabe como manter tal sentimento controlado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Sentimentalismo
Descrição: Sendo filho de Ares e de Afrodite, Phobos é capaz de compreender sentimentos. Dessa forma, seus filhos poderão identificar sentimentos de amor e/ou ódio com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 6
Nome do poder: Proteção
Descrição: Em tal nível o semideus consegue proteger-se, naturalmente, de invasões psicológicas e relacionados. Sendo que, quando um inimigo tenta invadir a cabeça de uma criança de Phobos o mesmo irá encontrar apenas o vazio. No entanto tal poder só irá funcionar caso o oponente seja mais fraco do que o filho de Phobos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 10% de resistência a ataques mentais.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Palavra Desencorajadora
Descrição: Cada fala do semideus poderá intimidar inimigos e, caso provoquem medo, o semideus irá se fortalecer. Entretanto a intimidação deverá necessariamente ocorrer através da fala. Não irá funcionar em inimigos mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhu
Bônus: + 5% de força caso dê certo.
Dano: Nenhum.

Nível 11
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como prole de Phobos, o semideus será mais resistente ao sentimento medo. Não sendo tão afetado pelo mesmo, pois, em situações onde um indivíduo comum paralisaria de medo, o semideus poderá mover-se, por exemplo. No entanto isso não significa que o mesmo não irá sentir medo. Apenas é mais resistente aos efeitos do mesmo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Landon Reed
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Sem grupo
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Idade : 20

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Mensagem por Nêmesis em Dom Fev 24, 2019 4:33 pm


Mitchell Reed

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP e dracmas, respectivamente.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 5.000XP e dracmas

Comentários:
Mitchell, você tem um grande potencial, de certo é possível afirmar tal ponderamento ao constar em suas narrativas atos e composturas de um personagem dono de si. Você sobrepõe fatos com alternativas que, de um modo engraçado, ironicamente falando, geram uma curiosidade nata, além das considerações reais, buscando pela líder, como é visto. 

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