The Blood of Olympus
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Mensagem por Maxwell Wittels. Deverich em Qua Fev 20, 2019 2:29 pm

Em edição.


carnation
and if you're wondering by now who i am, look no further than the mirror. because i am the greed and fear, and every ounce of hate in you.
Maxwell Wittels. Deverich
Maxwell Wittels. Deverich
V Coorte
V Coorte

Idade : 25
Localização : por Athena Hoje à(s) 2:51 pm E eu realmente não esperava por essa.

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Mensagem por Maxwell Wittels. Deverich em Qua Fev 20, 2019 8:53 pm

you can call me monster
his enemies blood gives him power, the avenger of souls

ACAMPAMENTO JÚPITER, EUA.
It’s funny how a story goes...


Ao adentrar o dormitório masculino da V Coorte naquele dia, após o treinamento do labirinto, Maxwell deparou-se com um envelope vermelho-sangue pousado sobre a cama de lençóis impecavelmente arrumados. Num primeiro momento, estranhou que aquele objeto estivesse ali, mas ao apanhá-lo e virá-lo de verso, os olhos escuros do semideus romano foram de encontro ao símbolo incrustrado no selo feito de cera. Aquele ‘W’ era inconfundível para si depois de todos aqueles anos.  

Abrindo o envelope, Maxwell sentiu a raiva se apossar lentamente de seu ser. Afinal, o espírito de vingança dentro de si era mais forte que qualquer outra coisa, e a chama que envolvia seu coração petrificado incendiava-se com força sempre que o menor indício de que a antiga organização se fazia presente próximo demais de sua localização, principalmente após a fuga dos três Wittelsbach consecutivamente à destruição da mansão em Dresden. Com as mãos tremendo com a força empregada para que não rasgasse o papel carmim, o legionário quebrou o selo e puxou lá de dentro o papel que continha um breve bilhete.  

Estou com ela, a vadia de Júpiter. A cadela late, late, late, mas nunca vai conseguir me morder. Venha atrás dela antes que uma bala dê um beijo frio naquela testa bonita.

Atenciosamente,
Samuell Kroess.


O recado era seguido de um endereço. A mente de Max, que havia crescido e passado a maior parte de sua vida na Alemanha, reconheceu aquelas coordenadas de algum ponto em Dresden, próximo à sua antiga morada. Amaçando o papel com o punho fechado, o semideus sentia o âmago fervilhar com a fúria que sentia contra os líderes e responsáveis pela organização que recrutava legados de Éris e Discórdia. É claro que o dia em que Cheryl seria morta, mas que fora salva por Theresa e Max ao se rebelarem contra os guardas e instrutores e os agentes que estavam ali na época, não fora capaz de exterminar por completo o movimento; a raiz do problema ainda não havia sido encontrada — os chefes. Samuell era apenas mais um agente, como Wertz — mas de Wertz, o homem que havia dado a Maxwell todas as cicatrizes que ele carregava nas costas, e que havia quebrado a criança cheia de sonhos e valores que ele havia sido um dia, o filho de Plutão nutria um ódio maior ainda.

Samuell estava com Cheryl, mas não por muito tempo.

[ ... ]


DRESDEN, ALEMANHA.
All the way with mystery...


Viajar nas sombras já não era tão cansativo para o filho de Plutão; havia se habituado à habilidade de envolver-se em trevas e de transportar seu corpo ao limbo, que o jogava imediatamente em qualquer parte do globo terrestre que imaginasse. Contudo, a questão de seus poderes não era digna de atenção naquele momento.

Já era noite quando o semideus desembocara em um beco escuro, em alguma parte de Dresden. A julgar pelo parco movimento, aquela deveria se tratar de uma área residencial. Lembrava-se como os toques de recolher eram estritamente combinados pelos mais velhos e acatados pelas famílias. Exceto por um ou outro jovem rebelde que se dirigia em direção ao centro sempre movimentado da cidade alemã, o Wittelsbach era a única viva alma presente naquele recinto.  

O asfalto molhado evidenciara que uma chuva havia ocorrido logo cedo.  

Caminhando lentamente, Max deixou a escuridão da viela e pôs-se a caminhar por sobre as calçadas niveladas. Carregava consigo sua espada presa ao cós de sua calça, escondida pelo sobretudo negro que vestia a fim de proteger-se do frio do fim do inverno. No bolso interno, alguns itens recém-adquiridos eram guardados cuidadosamente, esperando para serem usados quando necessários.  

Maxwell apanhou o papel amassado que trouxera consigo, checando o endereço transcrito mais uma vez. Depois, olhou para os números das casas naquela rua e chegou à conclusão de que havia pousado um pouco longe demais de seu destino. Pôs-se a andar novamente, sempre rumando o norte. Não demorou tanto quanto imaginava para encontrar o local ditado no breve bilhete que recebera.  

Max viu-se diante do que parecia ser um casarão abandonado sobre uma construção de teto alto que lembrava ao filho de Plutão um galpão. As janelas estavam todas escuras, e não havia indícios quaisquer de que havia alguém ali dentro. O jovem de traços asiáticos mordeu o próprio lábio, sentindo novamente o interior borbulhar numa raiva que fazia pinicar a pele; Max sempre tivera problemas com aquela emoção, sendo praticamente a única que se dava o luxo de sentir — ou de demonstrar. Contudo, respirou fundo e apertou o punho de sua espada, tentando encontrar algum grau de contenção em si para que não agisse de forma impensada. Havia lidado por tempo demais com aquelas pessoas para aprender a não subestimá-los, mesmo sendo apenas um bando de mortais que viam através da névoa; havia sido um aluno bom demais para que os decepcionasse ao agir de forma imprudente, principalmente depois de toda a dor física e psicológica que o havia sido infligida durante as sessões na solitária. Wertz ficaria orgulhoso do monstro que havia criado.

Maxwell procurou por uma entrada e acabou por deparar-se com uma porta lateral. Forçou a entrada e descobriu que era mantida aberta, de alguma forma. A desconfiança tomou conta do corpo esguio do semideus do submundo quando adentrou facilmente o covil de Kroess. O homem deveria estar esperando por sua chegada, mas até aquele momento, tudo fora demasiadamente fácil para o histórico que tinha por ser filho de um dos três grandes deuses.  

Contudo, sua mente logo aceitou que não era uma questão de sorte, mas sim de azar. Um azar multiplicado por cinco, a quantidade de cabeças que aquela fera tinha.  

A porta abria-se para um salão amplo, mas não havia nada em seu interior com a exceção de uma escadaria ao canto mais afastado que dava acesso ao andar de cima e a uma mascote especialmente horrenda que dormia no centro, sob um enorme lustre preso ao teto mais alto que os três andares adjacentes. Maxwell prendeu a respiração ao deparar-se com a imensa hidra em sua fase adulta, deitada sobre o chão frio. Quatro de suas cabeças dormiam em sono profundo, mas uma delas continuava acordada. A do meio. A pior.  

Uma labareda de fogo foi direcionada ao corpo do filho de Plutão no momento em que os olhos rubis da criatura encontraram sua presença. Maxwell teve de se jogar para o lado a fim de não ser interceptado pelo ataque; não queria acabar carbonizado, no fim das contas. A breve confusão criada por uma única cabeça do bicho fez acordar todas as outras, e não tardou para que as cinco estivessem completamente despertas; o monstro pôs-se de pé ao mesmo tempo que Maxwell, e o filho de Plutão sacou sua espada.  

Ah, merda... — xingou para si mesmo, erguendo o rosto para encarar seu inimigo. Sua mente fria e bem treinada durante os anos que passou na organização, trucidada por anos de tortura física e psicológica, tentou achar um jeito de sair daquela enrascada e continuar vivo. O homem não temia a morte; ele temia morrer sem cumprir seus objetivos vingativos e isso era ainda mais frustrante para si do que morrer para as presas peçonhentas daquele monstro com aspecto draconiano.  

Os segundos que se passaram do monstro tentando reconhecer a aparente ameaça que via no filho de Plutão, ou ainda farejando o sangue apurado de criatura semidivina, Maxwell utilizou-os para montar um plano e não morrer. É claro, sua mente não trabalhava tão rápido em estratégias quanto o seu filho de Athena preferido, mas Max não era burro — pelo contrário, ele conseguia se virar bem. Naquele curto espaço de tempo, o filho de Plutão sabia que teria de ser esperto para salvar o próprio rabo, e para isso ele valeu-se de seu conhecimento prévio. Ora, sabia muito bem que se cortasse uma das cabeças, outras duas nasceriam no mesmo lugar, e o primeiro ataque que sofrera tinha mais do que provado que a do meio era de longe a mais perigosa. Também sabia que Hércules havia derrotado um daqueles monstros e ele ao menos era o mais inteligente dos semideuses; Max, então, resolveu seguir a mesma lógica que o homem que havia se tornado imortal.  

Apanhando rapidamente um objeto de dentro de seu sobretudo, percebeu-o ser o que dava propriedades de fogo às suas armas. Destampou-o e fez um risco em toda a face da lâmina escura de ferro estígeo, antes de guardá-lo e jogar a peça de roupa negra para longe de si, visando protegê-la do que poderia ser o seu último combate. Automaticamente, a espada que o filho de Plutão segurava passou a brilhar numa chama vívida, provocando calo à mão que segurava na empunhadura. Maxwell não iria se queimar caso a manuseasse da forma correta, mas não era com a sua própria arma que estava preocupado naquele momento, e sim com as labaredas que pareciam sair naturalmente nas narinas reptilianas da hidra.  

Pronto para a batalha, a cabeça do meio da criatura novamente tentou atacá-lo com suas chamas, mas o homem jogou-se para o lado e rolou pelo piso para desviar-se da iminente incineração. Pôs-se de pé o mais rápido que podia, os olhos negros sempre atentos; eles adquiriram uma leve tonalidade de castanho e um brilho especialmente mais perigoso e quente diante das chamas dançantes de sua espada.  

O plano era fazer exatamente o que não deveria: cortar cada uma das cabeças. A diferença era que o feitiço se voltaria contra o feiticeiro, ou ao menos era isso que a cria do submundo esperava ao encarar seu inimigo. A criatura, todavia, tinha mais de quatro metros de altura, então ele precisaria dar jeito de subir em suas costas. Maxwell brandiu sua espada quando a hidra aproximou-se de si, golpeando-a no que deveria ser seu peito, mas sabia que não poderia matá-la simplesmente daquela forma. As outras cabeças tentavam mordê-lo inconsequentemente, não temendo as chamas que circundavam a espada do romano, e acabariam por conseguir abocanhá-lo se ele se mantivesse demasiadamente perto dela por tempo exacerbado. Atacá-la e trespassar seu coração com a espada estava fora de cogitação, pelo menos enquanto todas aquelas cabeças estivessem no auge de seu vigor.  

Porra! — o homem esbravejou, trincando os dentes e endurecendo o maxilar ao escapar por pouco de uma dentada que arrancaria sua cabeça fora. E, ao contrário de seu oponente, nenhuma outra nasceria no lugar.

Urrou ao tentar correr para longe da hidra. Passou aos escorregos por baixo de suas pernas, aproveitando-se para desferir um corte especialmente profundo na região de baixo do monstro, mas foi interceptado pela cauda da criatura ao sair do outro lado. Um baque em seu estômago e Maxwell foi jogado contra a parede com violência. Ugh!, e seu copo escorregou para o chão novamente. Revirando os olhos e prendendo a respiração para segurar a dor, Maxwell pôs-se de pé com certa dificuldade, ainda sentindo o estômago latejar pela porrada que a cauda do bicho lhe dera. Seus olhos bateram, entretanto, na escada que levava aos andares superiores; depois, sua visão dirigiu-se à sacada do andar de cima e a distância que ela ficava do enorme lustre. Uma ideia pintou em sua mente, mas ele teria de acabar com as quatro cabeças peçonhentas antes.  

Respirando fundo e reunindo em si um ímpeto de coragem — afinal, era aquilo ou morrer sem tentar — Maxwell correu de encontro à criatura. Num leve torpor de surpresa, o monstro pareceu não acreditar na atitude suicida do homem que avançava em sua direção, mas seu instinto logo a acordou e a fez ficar pronta para abocanhá-lo. Maxwell, contudo, envolveu-se em trevas antes que os dentes poderosos do monstro pudessem se fechar contra si, e desapareceu no limbo.  

A viagem nas sombras o levou diretamente para um ponto acima do animal e ele caiu sobre as costas do bicho. Suas mãos prenderam-se na escama e Maxwell ainda desferiu golpes contra o torso do monstro, por mais que soubesse que aquilo não lhe seria muito útil. Estava com raiva, afinal. Isso provocou a fúria do bicho, que virou um de seus longos pescoços para si e tentou abocanhá-lo. Era tudo o que Maxwell queria, pois ele brandiu sua espada afiada contra a cabeça e a decepou em um corte desajeitado. Dependurou-se nela logo em seguida, e isso chamou a atenção da cabeça draconiana. Um jato de fogo foi jorrado contra si, mas acabou pegando na enorme ferida.

Maxwell soltou-se antes que fosse incinerado. Seu corpo caiu com um banque no chão, e ele teve de rolar para não ser pisoteado. Seus olhos abriram-se, prontos para ver seu plano indo por água abaixo, pronto para ver duas novas cabeças no lugar daquela a qual havia cortado; mas as íris incrivelmente escuras fitaram um pescoço cauterizado. Sem cabeça.  

Isso, merda! — Max comemorou, mesmo com o corpo dolorido dos baques. Mas não podia dar-se o luxo de parar naquele momento, principalmente porque o animal parecia ter ficado enfurecido consigo; mal percebia ter perdido uma cabeça, entretanto.  

Novamente, Max utilizou-se da viagem nas sombras para subir nas costas da hidra. Desferiu golpes e mais golpes em seu torso até que ela parasse de se contorcer e uma das cabeças a atacasse. Brandiu a espada no momento da investida e decepou a segunda cabeça, as chamas em sua espada já fazendo o primeiro trabalho de cauterização. Agarrou-se ao pescoço pela segunda fez e esperou as labaredas de chamas virem. Elas não demoraram, mas daquela vez Maxwell sentiu-as mais perto de queimá-lo. A pele de seus braços tornou-se vermelha e era estupidamente mais visível em seu tom de pele fantasmagoricamente pálido. Contudo, ignorou a leve queimadura para deleitar-se na visão do segundo pescoço cauterizado, e quase foi esmagado novamente no processo. Max desferiu um golpe na pata da hidra e conseguiu escapar por segundos.  

A terceira cabeça foi igualmente morta pelo mesmo plano. Maxwell viajou para as costas do bicho, golpeou-o até que o atacasse, decepou a cabeça de ataque e jogou-se contra ela para que a do meio desperdiçasse suas chamas contra seu próprio corpo. O cansaço de utilizar-se de seus poderes por todo aquele tempo começava a abater-se contra si, mas ainda havia mais uma cabeça e a principal dela para dar cabo. Mas foi nesta que as coisas começaram a desandar.  

Max viajou nas sombras para o torso da criatura, mas ela já estava puta por perder tantas cabeças. Havia percebido, então, que era um erro. O Wittelsbach, no entanto, não desistiu de seus planos pois os instintos do monstro eram maiores que a parca sanidade que comportava em si. Golpeou o quanto pôde o torso da hidra, provocando cortes sangrentos naquela região, até que de supetão a última cabeça que não era a draconiana avançou em sua direção. O filho de Plutão conseguiu interceptá-la e cortá-la de seu lugar, mas uma das presas cheias de veneno raspou a pele do moreno e provocou um arranhão. Droga!, ele pensou ao segurar-se contra o pescoço, e por pouco não foi incinerado junto com ele.  

Ao cair no chão, já sentia o braço esquerdo ardendo feito as chamas do inferno, mas ele não parou. Não podia parar. A cabeça latejou quando Maxwell pôs-se de pé e correu para as escadas que davam acesso à sacada do segundo andar, e só então ele notou como o interior daquele edifício parecia um castelo. Estranha comparação nas atuais conjunturas, mas ele não estava em sua melhor sanidade mental. Pensou em Lugus e em como ele parecia um príncipe. Depois bateu no próprio rosto e forçou-se a subir correndo.  

Sua visão parecia meio embaçada quando chegou no andar de cima, mas com batidas no próprio rosto o romano conseguiu colocar-se para funcionar novamente. Ele procurou pelo lustre e calculou mentalmente a distância a qual estava da sacada do segundo andar. Merda, aquilo era uma missão suicida, mas ele já estava morrendo de qualquer forma. Tomou distância no momento em que a hidra despejou fogaréu para o teto, confusa por ter perdido o semideus de vista. Sem suas outras cabeças e provavelmente sofrendo com a dor infligida pelo filho de Plutão por conta dos inúmeros golpes que havia dado, não conseguia pensar direito. Maxwell impulsionou o corpo para frente, correu e saltou.

Saltou, e a cena foi como a de um filme. Em câmera lenta passou, o corpo do semideus do ar, contorcendo-se para chegar até o lustre e agarrar-se. Não vai dar certo, era o que qualquer um diria naquela situação. Ele deve ser louco, as pessoas que assistiam provavelmente iriam comentar. Ele tem que morrer mesmo, bicho burro da porra, era o que ele mesmo diria se fosse um espectador.

Mas os braços fortes do rapaz agarraram-se ao lustre e este caiu com o seu peso. Maxwell foi junto de bom grado, a espada cortando o ar no momento em que se aproximou da hidra. A lâmina afiada trespassou o pescoço da criatura, decepando a última cabeça que faltava, ao mesmo tempo que que o lustre comportava seu pescoço como se fosse uma coleira. Vidro quebrou, espalhando estilhaços para todos os lados, e as chamas da espada do rapaz esbarraram de leve no querosene que o as cúpulas do lustre comportavam.  

Quando Maxwell caiu no chão, o pescoço recém-cortado do monstro já sem cabeças explodia. Foi um estrondo caloroso e fez com que mais estilhaços de vidro voassem. O Wittelsbach virou-se para proteger o próprio rosto, mas já estava sem forças até mesmo para comemorar sua vitória. A visão ficava escura, sua cabeça girava. O veneno do monstro fazia estragos em seu organismo pouco a pouco.

Max somente teve tempo de ver a criatura transformando-se em pó, e de ouvir risadas de homens seguidas de passos antes de perder a consciência.  

[ ... ]


COVIL I, DRESDEN, ALEMANHA.
And at the end, blood and fury.


Quando Maxwell acordou, a primeira coisa que viu foi o próprio colo. Depois, a dor latejante de sua cabeça fê-lo lembrar-se dos acontecimentos recentes e ele ergueu o olhar. Percebeu que estava em uma sala bem organizada, de frente para uma mesa de escritório; percebeu que estava sentado sobre uma cadeira e, o pior, percebeu que estava preso por cordas. Uma careta tomou conta de suas feições bonitas quando ele tentou olhar para os lados, porque novamente sua cabeça latejou.

Ora, ora... — uma voz grave chamou-lhe a atenção. O Wittelsbach, no entanto, não movimentou-se para olhar. — O bom filho à casa retorna... — a figura do homem de terno impecavelmente passado apareceu em seu campo de visão. Maxwell observou os traços ocidentais duros impregnados no homem. Cabelos loiros e olhos azuis, uma pele levemente bronzeada. Samuell Kroess. — Sentiu saudades, Maxwell?

Cala a boca, seu fodido de merda — o filho de Plutão cuspiu no chão, sentindo novamente a raiva lhe possuir o âmago. — Que merda aconteceu? O veneno? — Maxwell esfregou o braço machucado na costa da cadeira, mas as amarras dificultavam seus movimentos. Ainda estava dolorido, mas ele se sentia mais vivaz que antes.  

Pelo visto continua o mesmo boca-suja de sempre, não é? — Samuell comentou, calmo. Ele parou frente à sua mesa, o corpo voltado para Maxwell, e escorou-se ali. — Você acha mesmo que eu manteria um monstro desses vigiando o covil e não teria nenhum soro contra o seu veneno? Poupe-me, Maxwell. Todas as coisas que você sabe, você aprendeu por causa de nós.

Eu dou um total de zero fodas pra isso — o filho de Plutão rosnou.  

Céus, você é uma xerox exata do Wertz — o Kroess comentou, rindo-se de uma forma estranha. À menção daquele nome, Maxwell contorceu-se, subitamente dominado por uma fúria maior que qualquer outra. — Calma aí, rapaz. Puxa, eu deveria ter deixado aquele veneno te matar.

E por que não deixou? — Maxwell destilava veneno em suas palavras. Ele não estava nem um pouco incomodado de estar amarrado. Afinal, tinha seus truques na manga. Ele utilizava aquele breve diálogo para perpassar os olhos ao redor e estudar o ambiente. Viu em uma mesa adjacente sua espada e seu sobretudo pousados, como se fossem relíquias sendo confiscadas. Percebeu que atrás de si também havia mais homens, provavelmente capangas de Kroess porque o filho da puta não se meteria num lugar daquele sem ajudantes.  

Maxwell não poderia atacá-los com sua arma, pois sabia que o material da espada não surtia efeitos em mortais. Teria de dar cabo a todos aqueles humanos de outra forma, mas ele não havia descoberto como, ainda. Até que seus olhos pousaram sobre a mesa de Samuell, na faca que repousava sobre a superfície de madeira. O homem de terno a apanhou, notando seu olhar, e se aproximou de si diante de sua pergunta.  

Porque você não podia morrer sabendo que falhou — a voz do Kroess era tão cortante quanto o fio da faca que pousou sobre o rosto do filho de Plutão. — Sem saber que você fez todo esse caminho até aqui, buscando por uma vadia morta.

Cinco segundos. Durante cinco segundos, tudo ficou escuro e branco ao mesmo tempo. Todos os cheiros e todos os sabores e todos os sons haviam sumido. Ele sequer conseguia sentir a textura das coisas. Durante cinco segundos sua respiração se prendeu e sumiu. Durante cinco segundos o céu trovejou e o inferno se incendiou. E então veio a fúria, irrompendo num grito mais horrendo que a morte, quando os pulsos presos do filho de Plutão tornaram-se intangíveis e ele se soltou de suas amarras. Foi tão rápido que interceptou o punho de Kroess e o torceu antes que ele pudesse cravar a lâmina contra o seu pescoço.

Max apanhou a arma e, num movimento, passou-a pela jugular de Kroess. Ele não sentia nada, apenas agia diante dos comandos de sua própria raiva. O legado de Éris foi dominado pela sua sede de vingança e banhou-se no sangue que jorrou do ferimento do inimigo, ao mesmo tempo que era agraciado com os olhares temerosos dos outros quatro homens presentes do cômodo.

Uma cabeça de hidra já havia ido. Faltavam as outras.  

Eles tentaram fugir, mas Max prendeu-os utilizando as trevas. Manipulando-as para conseguir que elas fizessem o que quisesse, o legionário bloqueou a porta de saída e prendeu a si mesmo com os outros ali dentro. Seus olhos estavam escuros, e não havia a branquidão das escleróticas para que dissessem que ele era um humano. Ele era um demônio ali. Um monstro. Wertz deveria estar orgulhoso de si.

O primeiro homem veio para cima de si, mas Maxwell era mais forte que todos eles. A faca foi passada por seu pescoço e o oponente estrebuchou caindo ao chão. Ainda, o filho de Plutão prendeu outros dois com mãos de sombras pelo pescoço, sufocando-os enquanto aproximava-se do terceiro. O homem no terno conseguiu desferir um soco que espocou um corte na sobrancelha do semideus, mas Max não sentia nada naquele momento. Enfiou a faca no peito do inimigo, e depois a retirou apenas para enfiá-la de novo. E mais uma vez. E outra. E ele caiu ao chão.

Naquele ponto, o Wittelsbach já estava completamente coberto de sangue, mas ele não parou. Retirou a faca do corpo inerte do morto e avançou contra um daqueles que estava sendo sufocado pelas mãos feitas de trevas. Um Maxwell demoníaco passou a lâmina da faca pelo pescoço de um e depois pelo pescoço de outro, findando seu sofrimento num ato de misericórdia não merecida.  

Ao fim, ele caiu de joelhos ao chão e permitiu-se gritar a plenos pulmões. Gritou, ajoelhado naquela poça de sangue, sem se preocupar com os vizinhos. Gritou toda a frustração, gritou o nome de Cheryl e a amaldiçoou por deixar-se morrer. Mandou todos os responsáveis pelo ato para a casa do caralho. E ainda jurou morte a todos os líderes daquela organização. Jurou vingar-se de todos eles.  

Gritou até não ter mais voz. Gritou até perder a consciência novamente.  

[ ... ]


Quando acordou, estava imerso em sangue seco e com o fedor nauseante de morte ao seu redor. Sua cabeça doía e sua garganta também, mas Max fez um esforço para se levantar. Forçou-se a apanhar seus pertences e forçou-se a buscar pela pouca sanidade que ainda lhe restava. Estava cansado, mas ainda tinha de voltar.  

Envolvendo-se em sombras e sendo sugado para o limbo, Maxwell viajou nas sombras, de volta para o Acampamento Júpiter.

MISSÃO FIXA escreveu:De volta para casa: As férias chegaram ao fim e as aulas estão prestes a começar para boa parte dos semideuses. É hora de voltar para casa e vivenciar novas aventuras no mundo mortal, acontece que esse retorno pode não ser o que você esperava. O caminho de volta também é traiçoeiro, monstros estão a espreita por toda parte e a seita ainda não foi 100% derrotada, embora sejam poucos eles ainda existem. E então? Como vai ser seu retorno? Conte-nos a aventura vivenciada por seu personagem no caminho de volta.

ADENDOS:

IMPORTANTE:

Me foi informado que esta missão fixa poderia ser utilizada como primeira fase para o teste de centurião, então gostaria que fosse avaliada como tal. Grato.
HABILIDADES DE PLUTÃO:

PASSIVAS
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

ATIVAS
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: Nesse nível o filho de Hades/Plutão é capaz de manipular as sombras melhor, já consegue prender humanos e monstros por uma rodada inteira, o impedindo de se mover, as sombras se usadas de maneira correta podem prender braços e pernas de seu oponente. Poderes de Luz podem anular a habilidade, ou enfraquece-la.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Prende o inimigo por apenas um turno, sendo que a noite a habilidade se torna mais forte, e de dia é enfraquecida.
Dano: 10 HP
Extra: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Intangibilidade II
Descrição: Agora a intangibilidade está mais forte e você consegue deixar intangível dois membros. Ex: Perna direita, e perna esquerda, ou braço direito e braço esquerdo, peito e cabeça, mas apenas dois membros por vez.
Gasto de Mp: 25 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
HABILIDADES DE ÉRIS:

PASSIVAS
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
EQUIPAMENTOS:

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Marcador Chama Ardente [Um marca texto rosa com desenhos em runa por toda sua extensão. Ele brilha em prateado quando seu efeito é ativo. | Efeito: Ao fazer um risco em qualquer armamento ou item de defesa esse ganhara propriedades de fogo. Em armamentos amplifica o dano em +20, em equipamentos de defesa aumenta a defesa e resistência contra o elemento em +30. Semideuses sem defesa ao elemento ainda podem se machucar se não usarem o marcador com cuidado. | Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Beta |Status: 100% sem danos |
Mágico | Evento de Verão]
BÔNUS DE XP:

Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: 11/02/2019)]
alemanha • missão fixa • alone


carnation
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V Coorte
V Coorte

Idade : 25
Localização : por Athena Hoje à(s) 2:51 pm E eu realmente não esperava por essa.

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Mensagem por Macária em Sex Fev 22, 2019 4:10 pm

Maxwell

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 10.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 49%
Gramática e ortografia – 18%
Criatividade – 30%

TOTAL: 12.610  xp e 9.700 dracmas + 3 moedas de verão

Comentários:

Eu me vi um tanto quanto perdida em determinado momento durante sua história, mas bastou uma segunda lida para que eu me situasse. Não encontrei muitos erros e parar alguém que não revisa você escreve bem e tem um texto agradável. Mas eu sugiro que você não conte com a sorte na parte de ortografia porque uma escrita ruim prejudica todo o texto e, como comentado no chat, falta de atenção pode causar erros bobos (como "amaçando"). Pode prosseguir para a segunda etapada e boa sorte.




this a good death
money and diamonds can't save your soul

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