The Blood of Olympus
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Gallagher

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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 18, 2019 10:18 pm

Tópico para postagem de tramas pessoais desse personagem. (Esse post provavelmente vai ser editado para ficar mais bonitinho)


Última edição por Peter C. Gallagher em Seg Fev 18, 2019 11:31 pm, editado 1 vez(es)
Peter C. Gallagher
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Celestiais de Éter
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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 18, 2019 10:50 pm



 
 
  
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D
espertei devagar. Tinha passado a noite no apartamento de Alexander. Era bom ter o privilégio de acordar sem horário marcado. Com uma mão na barriga eu observei o teto liso do cômodo e afastei devagar as cobertas.

Na cozinha, havia um bilhete preso à geladeira com fita adesiva. A caligrafia do meu pai — ainda tinha tanta dificuldade de pronunciar ou pensar essa palavra quando me referia ao homem — era um de seus defeitos. Ela não era feia, mas era difícil de ser compreendida.  

Lia-se: “Bom dia, Gallagher. Saí para malhar e vou comprar croissants doces na padaria aqui perto. Tem comida na cozinha, para você tomar café. Cuidado com o meu apartamento. Atenciosamente, Gallagher”. Eu, contudo, já estava acostumado com os traços angulosos e os e’s esmagados entre letras muito maiores que eles.  

O “cuidado com o meu apartamento” estava grifado com duas linhas. Demorei a tomar café. Estava com preguiça e sono. Quando a campainha tocou eu terminei de beber o chocolate quente — agora frio — e fui andando descalço, apenas de calça de moletom até a porta, com uma revista na mão.

— Esquecer a chave da própria casa é dem... — Quando eu abri a porta minha voz morreu. Simplesmente assim, o “demais” foi cortado quando meus lábios se tocaram para pronunciar o m.

No segundo seguinte eu segurei com a mão esquerda o colarinho da sua camisa, ergui o braço e o empurrei para a parede do corredor atrás de si. Coloquei a chave contra a lateral do seu pescoço e a pressionei. Meu rosto estava a centímetros do dele, minhas narinas estavam infladas, minha mandíbula tensa, minhas sobrancelhas quase se mesclando devido ao franzir da minha testa. Eu sentia ódio.

— Eu aposto que consigo abrir seu pescoço com essa chave. — Eu sibilei entre meus dentes. Minha mão tremia em resposta ao desejo que eu sentia de fazer isso.  

Raul me olhava assustado. O latino ergueu lentamente as mãos durante um tempo em que eu permaneci parado. Sua sorte por eu não ter nenhuma arma por perto durou apenas dois segundos antes de eu me lembrar que era capaz de moldar a luz na forma de construtos. No instante seguinte, em vez de uma chave eu tinha um punhal contra sua pele morena.

— Peter. — Ouvir sua voz depois de meses me fez querer gritar contra seu rosto. Eu senti os músculos da minha mão doerem quando eu apertei o cabo do punhal de luz com força para conter minha vontade absurda de abrir sua garganta. — Eu preciso de você. — Sua voz rouca saiu como um fio. Eu interpretei mal suas palavras.

Eu não entendi aquilo como um pedido de ajuda, auxílio para montar uma cômoda ou desovar um corpo. Na minha mente aquilo soou como “eu gosto de você”. E foi por conta dessa compreensão que eu deixei parte do meu instinto violento escapar e golpeei sua têmpora com o cabo do punhal. Três vezes. A dor o fez abaixar a cabeça, mas eu segurei seu queixo para fazê-lo olhar para mim.

— Está com saudade de armar uma das suas emboscadas? — Sua testa sangrava. Ele parecia triste, mas eu sinceramente não me importava, até gostava.

— Não, eu vim aqui... — E então eu percebi onde ele estava. Até aquele momento eu sentia ódio por simplesmente vê-lo na minha frente. Só então me dei conta de que ele havia vindo até o apartamento do Alexander. Tudo que eu conseguia pensar é que isso colocaria o homem em risco.  

Pressionei seu pescoço com uma mão. Não para segurá-lo, mas para impedir que o ar passasse por sua traqueia.  Suas mãos envolveram meus dedos em desespero quando ele percebeu o que eu fazia.

— O que você está fazendo?! — Ele indagou com a voz quase inaudível.

— Eu vou te desacordar para ficar mais fácil de subir contigo até a cobertura. Enquanto espero você acordar eu vou decidir racionalmente se te levo ao Acampamento ou se te lanço de lá de cima.  

— Eu — ele tentava puxar o ar. Sua pele cor de madeira estava ficando roxa. — Peter. — Ele começou a esmurrar meu peito, mas eu mal reagia. Apesar disso, sabia que ele era um bom guerreiro. Porque ele não estava reagindo de maneira adequada?

Senti meus olhos arderem. Sua expressão de pavor começou a se desfazer enquanto algumas lágrimas desciam pelo meu rosto. Finalmente eu o soltei. Ele caiu de joelhos no chão e imediatamente envolveu o pescoço nos dedos. Puxou violentamente o ar e começou a tossir. A tosse se tornou um gemido de dor quando eu dei uma joelhada em seu rosto.  

— Por que você não está lutando?! — Eu questionei e chutei sua barriga. Ele era tão prepotente! — Eu sei que você consegue lutar! — Meu pé atingiu seu peito com violência. Eu me pus sobre ele. — Lute! — Soquei sua bochecha. — Lute! — Mais um e depois outro soco. Ele apenas tentou me afastar. — LUTE, LUTE, LUTE! — Raul não contra-atacava. Ele sempre contra-atacou. Eu não sabia se queria que ele devolvesse os golpes, mas sua inércia me irritava. Parecia que ele desejava que eu sentisse pena dele.

— Peter! — Eu ainda desferi mais golpes no filho de Íris depois de ser chamado. Não ouvi as sacolas caindo no chão. Alexander se aproximou. — Peter, solte ele. — Eu segurava a cabeça do rapaz com força. Sua boca bem desenhada estava suja de sangue que vertia tanto de seus lábios quanto do seu nariz.  Olhei por cima do ombro e Alex se retesou. Percebi que ele se conteve para não se afastar.  

Ele estava com medo de mim.

— Solte. — Eu continuei a olhá-lo. Ele deu passos receosos como quem temesse se aproximar de um tigre de circo. Domado, mas ainda assim um perigo.

— Eu não sou um monstro, Alexander. — Eu o repreendi diante da maneira como ele agia.

— Eu sei, parceiro. — Seu tom não era mais firme. Ele olhou para Raul e finalmente pareceu notar quem eu batia.

Eu me levantei e sem dizer mais nada, entrei de volta no apartamento.





Assim que eu entrei, fui direto para a cozinha. Meu corpo todo tremia, as costas dos meus dedos estavam vermelhas devido aos golpes. Meu rosto estava totalmente molhado de lágrimas. Eu me sentia exausto. Tentei beber um copo de água, mas minhas mãos estavam trêmulas demais para isso.

O homem mais velho ficou me olhando por vários segundos, como se me analisasse.  

— Ele precisará de ambrosia e néctar para se recuperar dos golpes. Você tem contigo? — Eu apenas assenti. A gente precisaria conversar sobre a demonstração de bestialidade que eu protagonizara. — Há uma bolsa de gelo no congelador. — Eu abri a porta. Peguei o objeto. Estendi a ele. Alexander cruzou os braços.

Minha feição se tornou enfadada enquanto eu ainda mantinha o braço estendido em sua direção. Ele me olhou de maneira decidida, mas então sua atenção mudou para a maneira como a bolsa azul tremia violentamente em meus dedos. Eu percebi que a certeza em sua face se tornou preocupação, quase pena. Odiei aquilo. Joguei a bolsa sobre a pia e terminei de beber a água.

— Foda-se então, ele vem buscar quando conseguir levantar. — Antes de eu sair Alexander segurou meu braço rapidamente. — Ué, não está mais com medo do monstro? — Eu ironizei.

Ele ficou calado.

— Fala alguma coisa, porra! Eu sei que você quer falar! — Eu senti vontade de chorar de novo. Desviei o olhar e torci os lábios para afastar as lágrimas.

Ele pegou a bolsa de gelo e estendeu para mim. Eu o fitei sentindo meus olhos marejarem. Nós comunicávamos tanta coisa com tão poucas palavras. Naquele momento minha ira tinha sido sobrepujada por algum outro sentimento mais triste.

— Por favor, Alex... — Meu tom era suplicante.

— Eu preciso que você vá lá, Peeta.

— Ele me traiu! Você sabe o que ele fez comigo. — Alexander continuava com aquilo estendido na minha direção. — Você sabe como ele me fez sentir. Por favor, por favor. Eu não quero.

Sentia-me uma criança. Malditos sentimentos. Alexander suspirou. Ele levou segundos para me analisar. Ele pegou a minha mão ainda trêmula e a puxou sem impor muita força. Então colocou a bolsa de gelo sobre a palma dela.

— Eu vou pegar a ambrosia e o néctar no seu quarto e volto para a sala para te ajudar. — Ele não disse “ajudar a cuidar dele”. Sua presença seria de grande ajuda em muitas maneiras diferentes.

Então ele partiu. E eu fiquei ali, na cozinha, sentindo o gelo fazer meus ossos doerem enquanto reunia coragem para enfrentar a fera: eu.  





Nós ficamos calados enquanto eu pressionava o gelo contra seu rosto. Alexander demorou. Talvez estivesse nos dando tempo para conversar, mas talvez apenas estivesse com dificuldade de encontrar o que buscava. Assim que voltou com um quadradinho de ambrosia e um pequeno frasco de néctar, ele pressionou carinhosamente minha nuca. Era uma das suas formas de dizer “Relaxa, Pete”.  

— Coma. — Eu disse em um tom baixo. Raul me olhou com uma expressão indecifrável, mas não abriu a boca. — Vai te ajudar, Castaneda. — Eu argumentei. As quatro palavras evidenciavam um começo de raiva. Ele continuou me encarando. Agarrei seu queixo com força e o apertei. — Come essa mer...!

— Hey, hey, hey. — Alexander se aproximou rapidamente e segurou meu pulso, forçando-me a soltar o rosto do latino. — Calma, parceiro.  

Eu bufei irritado. Alex interviu.

— Raul — Seu timbre era gentil —, você precisa comer a ambrosia. Precisa se curar.  

O rosto dele já estava melhor. Eu tinha limpado o sangue da sua boca e do filtro labial. Seu supercílio esquerdo também estava cortado. Ele acabou cedendo aos pedidos de Alexander e ingeriu uma minúscula quantidade da ambrosia. O mais alto sorriu de leve e se afastou até mim, sentado na poltrona. Ele abaixou-se ao meu lado.

— Acha que consegue conversar com ele? — Indagou baixinho, para que só eu escutasse. Eu demorei para responder e Alexander continuou. — Acho que ele não veio aqui se desculpar. Acho que ele quer alguma coisa.  

— Não sei.

— Você não precisa perdoá-lo, Peter. Só ouve o que ele tem a dizer. Você sabe que eu também não confio nesse rapaz. — Ele apertou meu braço. — Mas o que você decidir, eu te apoio.  

Concordei lentamente. Alex foi em direção à cozinha.





— Tudo bem. — Quebrei o silêncio na sala que já durava alguns minutos. Raul de cabeça baixa e os dedos entrelaçados entre os joelhos e eu o olhando com atenção.  

Ele havia cortado o cabelo. Os fios que antes emolduravam seu rosto até um pouco abaixo do queixo, agora estavam bem mais curtos, com as laterais e a parte de trás raspadas. Desde que chegou ao Acampamento até o último dia que o vi ele havia criado músculos, mas agora parecia ainda mais forte. Odiei pensar que sua aparência era mais atraente do que nunca.

— Raul. — Ele não se moveu. Eu suspirei e tentei conter minha raiva. — Olha, eu acho que tinha muitos motivos para te bater, então não sei se devo me desculpar por isso. Talvez eu tenha me excedido um pouco.

Ele apenas concordou com um aceno de cabeça.

— Você veio aqui se desculpar?

Ele negou com a cabeça.

— Veio ameaçar o Alexander?

Ele rolou os olhos, bufou e torceu o canto dos lábios. Entendi aquilo como um “não, óbvio que não”.

— Não acredito que vou dizer isso, mas — Levantei da poltrona e fui até ele. — que saudade de quando você não calava a boca.

Percebi que ele apertou os lábios para conter um sorriso diante da brincadeira. Fiquei bravo por algo dentro de mim se iluminar ao perceber o antigo Raul escondido debaixo daquela máscara de austeridade. Cruzei os braços.

— Você sabe tudo que aconteceu. Você sabe que me machucou e tudo mais. — Evitei me aprofundar demais nesse assunto pois não queria demonstrar fragilidade. — Enfim. Eu não me sinto confortável com você aqui e se não for falar o que quer, preciso que vá embora. Me convença em menos de trinta palavras.

Surpreendentemente, ele só precisou de dez por cento disso.

— É a Gigi. — Econômico.

— Puta que pariu. — Minha reação fê-lo sorrir. Gigi era a irmãzinha dele. Nove anos, serelepe, falante e adorável. — Me convenceu a te ouvir. Desenvolva.  

Ele finalmente suspirou e me olhou. Parecia acanhado. Raul Castaneda acanhado era uma coisa rara.

— Ela sumiu. Eu não consigo encontrá-la sozinho. Eu sei que eu fiz merda contigo — Ele deu de ombros. Percebi que ele tinha plena ciência dos seus erros. —, mas você é uma das poucas pessoas que eu confio.  

Sentei-me no tapete diante dele.

— Preciso de mais informações. E não minta para mim!

Ele respondeu ao meu alerta com um aceno afirmativo de cabeça.

— Ela sumiu de casa.  

— Onde você estava quando ela sumiu?

— Dentro de casa...

Eu o cortei quando senti que suas palavras vacilaram, conhecia aquele tom.

— Raul... — Eu pronunciei seu nome como uma mãe que chama a atenção do filho para uma malcriação. Ele bufou, cruzou os braços e rolou os olhos.

— Tá bom. Eu estava longe... — Ergui as sobrancelhas para pedir por mais detalhes. — Eu tinha uns problemas para resolver no oeste, mas tive que voltar antes. E isso nem é o foco aqui, Peter.  

Ele me contou tudo o que sabia até o momento e esse tudo era quase sinônimo de nada. As poucas informações que ele conseguiu reunir davam conta de que a criança fora levada por dois homens muito altos enquanto brincava na rua. As pessoas pareciam ter medo de fornecer informações a qualquer um que não fosse um policial, mas uma senhora disse a ele que os dois adultos tinham uma aparência agressiva e se vestiam com trapos.  

— Entendi. — Eu observei seus sapatos imundos por alguns segundos enquanto refletia. — Mas eu não sei como posso ajudar, eu não sou um rastreador.

— Eu sei. Mas qualquer ajuda é bem-vinda. Além do mais, você é bom manipulando as pessoas — não gostei que ele usou o verbo “manipular” e minha contrariedade ficou evidente. —, digo, é bom em convencer as pessoas a te dar informações. Talvez alguma das suas habilidades pode me ajudar, não sei.

Evidentemente eu não confiava em Raul. O silêncio se assentou entre nós enquanto nos perdíamos em pensamentos. Ao final dos minutos de conversa, Raul se deu conta de que talvez eu apenas me recusasse a ajudá-lo devido a tudo que se passou entre nós, enquanto a minha preocupação com o bem-estar da sua irmã era afastada pela volta do ressentimento.  

Eu estava sentado diante dele de pernas cruzadas, com o corpo inclinado para trás e as mãos apoiadas no tapete. Quando olhei de relance para Raul, percebi que seus olhos estavam fixos em mim. Ergui uma sobrancelha para ele e repuxei o canto dos lábios, silenciosamente indagando o que ele tanto observava.

— Você fica muito atraente só de calça moletom.

Eu dei um leve sorriso e neguei com a cabeça.  

— Vou me trocar para ver se você para de me encarar.

Ergui-me e parti na direção do meu quarto, mas ainda ouvi Raul falar alto nas minhas costas:

— Eu posso ir junto?

Não!





— Peter, eu não sei se essa é a uma boa ideia. — Alexander argumentou, escorado à mesa do seu escritório, de braços cruzados e com a testa franzida.

— Mas você não disse que eu precisava perdoar ele?

— Não, não, não! — Ele descruzou os braços e gesticulou efusivamente com o dedo em negativa. — Eu disse para você conversar com ele, talvez resolver os problemas que existem entre vocês, não para você voltar a confiar nele o suficiente para sair em uma missão de resgate que você nem sabe se é real.

Eu coloquei as mãos nos bolsos da calça jeans escura. Internamente eu debia comigo mesmo tentando escapar da indecisão.

— Uhm... Gallagher? — Alex me chamou. Ocasionalmente nós nos chamávamos pelo nosso sobrenome. Eu ergui o rosto na direção dele. — Sobre aquilo que você disse.

Minha testa franziu enquanto eu ficava confuso. Eu havia dito muitas coisas aquela manhã.  

— Sobre você ser um monstro. — Meu desconforto tornou-se claro quando eu imediatamente fugi do olhar de Alexander. — Você não é, okay?

Eu não gostei. Achei a fala dele condescendente e apaziguadora, mas não sincera. Parecia uma “mentirinha do bem” só para me fazer sentir melhor. Ele deve ter notado meu desagrado, porque sua expressão se tornou derrotada.

— Alex, eu sei que as coisas que eu consigo fazer podem te assustar. E eu sei que eu estava muito furioso. Eu sei que ficou com medo. Só quero que saiba que eu nunca te feriria.  

Não dissemos mais nada por alguns segundos.

— Acho que eu agi instintivamente. Você estava totalmente fora de si e eu não queria que você sentisse que eu estava mandando em você. — Nessa fala eu senti mais honestidade. No entanto, talvez nem ele soubesse se estava com medo de que eu o ferisse, ferisse mais Raul ou apenas me irritasse caso ele mandasse em mim.

— Mas você estava. — Eu dei um sorriso para indicar que isso não era um problema. — E você tinha total motivo para ser autoritário.  

Ele apenas concordou lentamente com a cabeça. Seus olhos passearam pelo cômodo antes de voltarem a mim.

— E então, o que vai fazer quanto ao pedido do seu ex? — Dei um sorriso desconfortável com o uso da expressão “seu ex”. Meu ex o que? Nós nunca chegamos a definir a relação que nós tínhamos.

Eu ainda estava indeciso.





— E aí, Grande? — Raul se levantou do sofá quando eu saí do escritório. Seu rosto estava melhor, menos inchado. — O que o papi chulo disse?

Eu olhei para Raul com estranheza. Papi chulo era como ele ocasionalmente se referia ao Alexander. Já havia perguntado qual o significado do termo e ele disse que era apenas uma forma de se referir a um homem bonito, mas eu tinha certeza que o uso era um pouco mais sexual do que isso — e ele confirmou que existia um trocadilho com o fato de Alexander ser... bem, pai.  

Ele parecia uma pessoa consideravelmente sexual quando fazia essas piadas e insinuações de conotação erótica, mas na verdade ele não era assim. Era um rapaz carinhoso, romântico e que dava relativo pouco valor ao sexo. Às vezes queria entender porque não demonstrava tanto isso.

— Pare de chamá-lo assim. Ele é o meu... padre. — Engoli em seco. — É estranho ver você o chamando assim. — Raul deu de ombros e esperou que eu dissesse mais alguma coisa. — Ele não confia em você. Nem eu. E ele acha que eu não deveria ir contigo.  

— E você?

— Eu vou, Raul. Mas pela Gigi.  

Ele sorriu animadamente e veio rapidamente em minha direção, pronto para me abraçar. Eu ergui as mãos frente ao corpo e dei dois passos para trás.

— Opa, uma coisa de cada vez! — Ele parou e seu olhar se tornou errático, envergonhado. Estendi a mão direita para ele. — Um aperto de mão está de bom tamanho.

Raul sorriu com o canto dos lábios e segurou minha mão. As suas veias eram salientes, os dedos longos e rápidos como os de um ladrão, a palma tinha alguns calos pelo manuseio do bastão, mas era macia. Se apertos de mão selam acordos, o que havia ficado acordado entre nós?





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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 18, 2019 11:29 pm



 
 
  
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R
aul estava mais inteligente. Ele nunca fora estúpido, na realidade. Sua mente era muito ágil, ele tinha reações rápidas tanto em combate quanto em diálogos. Mas ele estava mais tático. Assim que saímos do apartamento de Alexander, ele pontuou que precisávamos ir até a casa dele. Isso era evidente, mas ele acrescentou que provavelmente os captores de Gigi tinham alguma ligação com a região — ele parecia extremamente convicto disso.  

Então, fomos direto para a sua morada em Nova York.  

Raul não aparentava as origens que tinha. Ele não exalava prepotência e soberba, mas tais emoções seriam compreensíveis visto que a sua família morava em um dos metros quadrados mais caros de Nova York, Hudson Square. Eu sentia que havia um leve desconforto que eu não compreendia quando ele falava da sua família, mas ele já me contara que sua avó fora educada em Barcelona, em uma escola chamada Montserrat — aparentemente muito respeitada — e ele estudou uma parte considerável da sua vida na Trinity School antes de se meter em problemas. Então ele foi para a Dalton School. Duas das escolas mais prestigiadas — e caras — de Nova York. A única circunstância em que ele falava da condição econômica da sua família com orgulho era quando o diminuíam por ser latino.

Um dos poucos estereótipos latinos nos quais Raul se enquadrava era exatamente esse: família. Diferente de mim, o rapaz era muito próximo de toda a sua família. Ele, inclusive, vivia com três tias e a avó em Hudson Square. Não todos no mesmo apartamento, mas todos no mesmo prédio. Por extensão, havia quase sempre primos, primas, tios, tias e avó entrando e saindo de um apartamento a outro, principalmente nos finais de semana. Eram muitas pessoas a serem elencadas, mas as principais eram a tia Elisa e a vó Bita. Elisa era irmã gêmea de Pedro, pai de Raul. Ambos eram filhos de Éolo. Ela era diferente do resto da sua família. Seus cabelos cortados pouco acima dos ombros eram caramelados, quase loiros, seus olhos eram cinzentos e ela tinha um rosto em diamante, nariz longo e fino. Era baixa e magra como uma bailarina. Raul morava no apartamento dela.

— Eu juro para você que ela consegue deixar um filho de Ares desacordado em segundos.  

Isso era visível. Apesar de passar da metade da casa dos quarenta, ela tinha braços definidos e se movia com destreza.

A outra era a vó Bita. Seu nome era apenas Ana, na realidade. Abuelita seria avózinha em espanhol, mas quando era bem mais novo Raul só conseguia falar “Bulita”. No final, virou Bita. Ela era quieta e reservada, tinha um ar austero, mas todo mundo da família a respeitava totalmente e Raul dissera que ela era muito afetuosa apesar de não demonstrar tanto. Diante do caos que estava o prédio devido ao sumiço de Gigi, ela era a mais calada de todas as pessoas, apesar do seu abatimento ser visível.

Ainda tinha a tia Marina, tia Juana, os maridos de todas as tias — inclusive de Elisa, que era divorciada, mas vivia reencontrando o ex; Raul dizia que eles ainda se amavam, só não se aturavam mais — e seus filhos. E a Melanie, que era afilhada da Elisa e ex namorada do Raul. Muitas pessoas, algumas chorando, outras falando — em inglês e espanhol —, outras correndo. Apenas um caos.

Resumidamente, só três primos de Raul haviam visto quem levara a Gigi. Eles tentaram descreverem-nos para nós, mas diziam que suas aparências não eram precisas. Poderia ser ou não efeito da névoa. Um deles estava mais convicto que eles eram excessivamente altos, muito mais altos que o normal. Era Pepe, filho de Elisa — e, por consequência, legado de Éolo. Mas ele tinha apenas cinco anos e todo mundo desconfiava de suas palavras, inclusive a mãe dele.  

Na vizinhança, eu precisei usar a Benção do Serafim para extrair o que eu precisava de só duas pessoas que pareciam saber mais do que falavam. Com os outros vizinhos foi mais fácil, pois eles gostavam muito de Gigi e lentamente foram se revelando mais dispostos a ajudar. Foi um senhor de uns sessenta anos que nos deu a informação mais valiosa quando descrevemos os captores da garota para ele.

— Esses daí eu vi pouco, mas uma vez eles estavam conversando com aquele pedinte que fica em frente ao La Sirène.

Eu olhei para Raul para certificar-me se ele sabia onde aquele local ficava.

— Na Broome? — Ele perguntou ao Sr. Griffith.  

O senhorzinho concordou com a cabeça. Então o mexicano olhou para mim:

— É quase na esquina da Broome com a Varick. — Eu franzi a testa tentando me lembrar onde ficavam essas duas ruas. A parte baixa de Manhattan tinha dezenas de ruas. — Perto da entrada do Holland Tunnel.

— Em Nova Jérsei?!  

Raul colocou as mãos na cintura e me encarou. Eu dei de ombros e tentei não rir da sua expressão. Ele estalou a palma da mão contra a minha testa.

— Não, pendejo, a entrada do lado de cá do Hudson.

— Eu sei, babaca, estava só brincando.  

Tonto.

— Panaca.

Ele iria disparar alguma outra ofensa quando o idoso diante de nós tomou a palavra.

— Vocês se gostam muito né?  

Nós respondemos ao mesmo tempo.

— Sim! — Raul sorriu.

— Não. — Eu franzi a testa. Ele acotovelou minhas costelas logo em seguida.

Mesmo depois de sairmos eu fiquei me perguntando com que sentido o homem havia empregado o verbo “gostar”.  



O restaurante francês era localizado na base de um prédio de poucos andares com fachada de tijolos vermelhos e ferro fundido, bem diante de um enorme edifício todo de vidro que parecia azul devido ao reflexo do céu nele.  

Não havia ninguém em frente ao estabelecimento. Nós descrevemos o mendigo a um rapaz que limpava o La Sirène e ele disse que o conhecia. Segundo o funcionário, quem nós procurávamos se chamava Jeremy. Ele pouco sabia sobre a origem do homem, mas falou que ele era afável e nunca incomodava ninguém, nem mesmo os frequentadores do restaurante. Geralmente ele aparecia para pedir sobras de alimentos por volta das duas da tarde. Eu e Raul ficamos esperando do lado de fora.

— O Renzo Piano quem desenhou esse prédio. — O latino comentou enquanto olhava para a construção de vidro. O ex marido de Elisa, Richard, era arquiteto. Raul gostava de arquitetura e eu sabia que seu conhecimento no assunto era amplo, mas ele evitava falar sobre para não parecer presunçoso. Seu tom, contudo, não era de superioridade. Muito pelo contrário, ele parecia admirado e modesto diante do edifício.  

— Não sei quem é Renzo Piano.

— É um arquiteto italiano. Muito bom. Esse foi o primeiro prédio residencial que ele desenhou aqui em Nova York. O Rich adora esse prédio e adora o Renzo. — E Raul adorava Richard. Ele era um homem de estatura mediana, cabelos grisalhos, magro e de óculos. Seu olhar era paciente e calmo, mas Raul sempre comentava que o humor dele era muito inteligente e ele adorava falar alto dentro de casa.  

Pensei que a espera o deixava ansioso e inquieto, então conversar comigo sobre as coisas que gostava o acalmaria. Infelizmente nós conversáramos o suficiente no prédio da sua família e os resquícios de tensão do que foi conversado lá ainda pairava entre nós.

— É um prédio muito bonito. — Eu não sabia o que falar. Não sabia quem era Renzo Piano ou qual estilo arquitetônico o inspirou na construção do 565 Broome. Era apenas uma enorme e impressionante coluna de vidro que refletia o mundo ao redor dela.  

Eu estava distraído quando senti Raul puxar três vezes a barra da minha camisa. Olhei para seu rosto e ele apontou com o queixo na direção da Varick Street. Um homem vestido com roupas surradas e um pouco sujas estava parado do outro da via. Ele era bem alto, provavelmente mais alto que eu. Talvez dois metros e alguns centímetros, talvez mais — era realmente difícil dizer porque sua altura aparente oscilava. Percebi que o rapaz ao meu lado ficou mais tenso; seus ombros antes curvados para baixo se ergueram e seus dedos se fecharam.  

O homem se acomodou na calçada. Da enorme mochila que trazia nas costas ele tirou uma manta e uma caneca. Colocou o tecido sobre o chão e após sentar-se, ele posicionou a caneca de metal. Eu e Raul nos aproximamos devagar e quando estávamos a menos de dez metros de Jeremy, ele nos notou. Sua expressão despreocupada tornou-se zangada. Ele levou a mão para dentro da mochila ao seu lado, mas eu criei um punhal de luz na mão esquerda e neguei lentamente com a cabeça.

— Eu sei o que vocês são. — A voz dele era grave e contrariada.  

— Gays? — Raul perguntou com um meio sorriso presunçoso.

— Mestiços. — Ninguém nos chamava assim. Ele provavelmente escolheu a palavra mais pejorativa possível.

— Mas que ofensa! Meu sangue é 100% latino, me respeita. — Era mentira. A mãe da vovó Bita era da Espanha. Em teoria, no mínimo 12,5% do sangue de Raul era europeu.

— Melhor vocês darem o fora. Eu não quero problema com ninguém.

— Nós não queremos problema. — Desfiz a arma de luz. — Queremos respostas.  

— Eu não tenho as respostas que vocês precisam. — Ele disse com desprezo. Os transeuntes passavam por nós com diversas expressões, provavelmente tentando entender o que dois jovens queriam com um mendigo.

Raul se abaixou diante de Jeremy e juntou as mãos.

— Olha, minha irmãzinha foi sequestrada e a gente ficou sabendo que você conhece quem a levou. São dois caras altos igual a você, um deles careca e o outro-- — Raul não terminou a frase.

Foi muito rápido. Subitamente o grandalhão desferiu um soco no rosto de Raul, levantou-se aos tropeços e saiu correndo.

— Só eu posso esmurrar a cara dele! — Reclamei irritado e já com a Gáe Dearg na mão direita. Eu me abaixei para ajudar Raul, que estava de quatro no chão. Ele massageou o rosto.

— Não fica aqui, vai atrás dele! — Ele ordenou.

Comecei a correr.  Jeremy subiu a rua na direção da Dominick Street e virou à esquerda. Correu até o final da rua, que acabava no quarteirão seguinte, e virou à direita na Hudson. Atravessou a larga rua e entrou na Vandam à esquerda e finalmente alcançou a Greenwich. Seu ziguezaguear tentava me despistar, mas antes que ele pudesse entrar em mais alguma rua eu invoquei as Naisc e as lancei em suas pernas. Ele tombou no chão e tentou romper os elos, mas eles eram bastante resistentes.  

Arfante, eu me aproximei devagar do ser — naquele ponto eu já acreditava que ele provavelmente era um monstro — até o momento que Raul nos alcançou. Ele avançou até o homem caído e com o Caoba golpeou os rosto e peito de Jeremy. Ele reagiu segurando as pernas do jovem e o derrubou no chão com um puxão. Em segundos eles estavam se debatendo na calçada, envolvidos em uma intensa luta corporal.  

— Hey, hey, hey! Raul, para de bater nele!

— Ele me deu um soco! — Ele argumentou, com os dedos segurando o pescoço largo do outro.

— Eu sei, pundeho — minha tentativa de repetir sua ofensa soou excessivamente americanizada —, mas nós precisamos da ajuda dele, lembra?

Raul bufou — quase um rosnado, na realidade — e se desvencilhou dos apertos de Jeremy. Ele ergueu-se com o cabelo bagunçado e a roupa imunda.

— É pen-de-jo. — Sua expressão era irritada, mas eu não sabia se era pelo embate que protagonizava até segundos atrás ou pelo meu mau espanhol.

Apenas movimentei a cabeça com desdém. A Naisc ainda serpenteava pelas pernas do monstro e ele se debatia furiosamente para escapar.  

— Amigo, vamos poupar tempo, tudo bem? — Eu disse a Jeremy. — Nós só precisamos de algumas informações. A irmã dele foi sequestrada pelos seus amigos. Precisamos saber para onde eles a levaram e o que vocês são.  

Jeremy negou veementemente com a cabeça. Além de raiva era bem claro que ele sentia medo também.

— Ele é perigoso.

— Ele quem? — Raul indagou. — Quem levou minha irmã?

— Vocês deveriam... — Eu não o deixei terminar a frase. Criei uma lança de luz e fiz um corte na sua coxa. Ele gritou. Felizmente a rua estava vazia.

— Nós temos pouquíssimo tempo, então o jogo vai ser assim: Para cada pergunta nossa que você não der uma resposta objetiva, eu te machucarei. Primeiro fisicamente, porque sou gentil, mas depois começaremos uma sessão de tortura psicológica. Quem quer que “ele” seja, não saberá quem nos deu as informações.  

Jeremy respirava pesadamente pela boca, o que soprava grossas gotas de saliva. Eu não conseguia enxergar totalmente através da névoa, portanto ali ele parecia apenas um enorme homem em situação de rua aterrorizado, na casa dos quarenta anos, de cabelos escuros, armados e sujos. Parte de mim se sentiu mal.

Finalmente ele concordou com a cabeça.

— O que vocês são?

— Lestrigões. — Eu e Raul nos entreolhamos e eu percebi que sua expressão ficou muito mais assustada do que antes. Lágrimas se acumularam na base dos seus olhos.  

Eu conseguia supor o que se passava pela cabeça dele naquele momento. Lestrigões eram gigantes canibais, isso era o pouco que nós dois sabíamos. Com essa nova informação, era difícil presumir qual seria o estado de Gigi naquele momento.  

Foi um interrogatório breve. Jeremy fizera parte de um grupo de lestrigões com base no East Harlem. Ele foi expulso quando sugeriu que eles começassem a comer carne de animais em lugar de carne humana. Sim, ele era uma espécie de “lestrigão vegano”. Quando perguntei onde poderíamos encontrá-los, ele explicou que não conhecia mais o endereço exato pois eles haviam se mudado pouco tempo depois de ele ter deixado o grupo, mas tinha uma ideia aproximada.  

Por fim, nos concedeu uma última informação extremamente relevante:

— Ela já deveria estar morta e os caras saciados a essa hora. — Raul crispou o lábio. Não sabia se ele estava controlando sua vontade de chorar ou de usar o bastão para deslocar o maxilar de Jeremy. — Mas eu fiquei sabendo que ela não está. Eles estão esperando alguma coisa, não quiseram me falar o que.

Ponderei rapidamente sobre qual deveria ser a próxima pergunta.

— Eles a estão engordando? — O latino ao meu lado arregalou os olhos. Temia que ele fosse gritar e correr a qualquer momento tamanho o seu abalo emocional.

— Não, não. Cisco — esse era o líder do grupo — não costuma esperar tanto. Eles geralmente capturam as pessoas e as comem no mesmo dia, no máximo no dia seguinte. Essa garota...

— “Essa garota” tem nome. — Raul rosnou, incomodado. — Ela se chama Gigi.

— Então, ela mesma. Alguma coisa deu errado e eles não puderam comê-la.  

— Você sabe quanto tempo eles devem esperar?

— Nem eles sabem, mas imaginam que pelo menos até hoje pela madrugada.

Suspirei aliviado. Isso nos dava horas de vantagem. Jeremy não tinha mais nenhuma informação a nos dar. Nós o deixamos ir, mas alertamos que era bom que ele continuasse a excluir humanos da sua dieta. Ele concordou e se afastou devagar.

Parecia que encontrar respostas não deixou Raul melhor, pelo contrário. Assim que o lestrigão sumiu, ele se apoiou na porta de aço do edifício próximo e abraçou seus joelhos. Seu olhar estava em mim. Primeiro foram algumas lágrimas silenciosas, mas logo seu rosto se contorceu e ele o cobriu com as mãos antes de se encolher e tremer em um choro desesperado.  

Desde o momento que o vira, eu percebi que ele estava muito diferente da pessoa que eu havia conhecido no ano anterior. Ele sempre fora falante, animado e atrevido. Agora ele estava mais sisudo, quieto, pensativo e inconstante. Foi decepcionante pensar que seguir Nyx durante aqueles meses o havia deixado assim. Contudo, logo eu notei que não era por conta disso que ele estava diferente. Ele era praticamente o mesmo. Gisela era sua única irmã e desde as nossas primeiras conversas eu sabia que ele a amava, protegia e cuidava desde o dia em que ela nasceu. A possibilidade de perdê-la para sempre só o apavorava menos, talvez, do que perder toda a sua família; aquilo mexia totalmente com seus medos mais profundos. O desestruturava.  

Não aguentei vê-lo assim e o abracei. Mesmo que não estivesse apenas pensando no seu bem-estar, eu precisaria dele para me ajudar a encontrar sua irmã, portanto era necessário que ele se acalmasse.

Levou algum tempo para seu choro se dispersar. Raul estava agitado e queria se teletransportar até East Harlem, mas o local era distante demais para que meu poder de teletransporte me levasse até lá e as habilidades dele só o permitiam ir sozinho. Sugeri que fôssemos de metrô. Apesar de parecer muito mundano, chegaríamos até o bairro em menos de uma hora. Teríamos tempo para localizar o esconderijo dos lestrigões.  

Ele demorou, mas por fim concordou. Ele não sabia, eu jamais diria isso, não queria que ele se preocupasse mais, mas alguns espíritos surgiam ao meu redor. Eles não ficavam muito, apenas apareciam e me davam um aviso que aumentava a minha ansiedade: o espírito de Gigi estava se desprendendo lentamente do seu corpo.

CONTINUA...

Informações:
Arsenal:
ATAQUE

• Naisc [Duas correntes feitas de ferro estígio e que, em suas extremidades, possuem pontas que são capazes de ferir e cortar caso bem utilizadas. Ambas são adornadas com pedras preciosas brancas e vermelhas e podem esticar até 30 metros. | Efeito 1: As duas correntes podem ser controladas pelo filho de Eros de qualquer modo, apenas obedecendo ao comando do mesmo. | Efeito 2: Cada uma das correntes pode se transformar em pulseiras feitas de elos elaborados unidos. | Ferro Estígio | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Acheron [Uma espada de 70cm bastante peculiar. A lâmina possui dois cortes, ou seja, possui dois gumes afiados. O metal predominante é o Bronze Celestial, cravado em seu corpo metálico está palavras em enoque – língua dos celestiais – que confere a arma uma benção-maldição. A guarda mão da espada é um dos pontos mais belos, pois possui o formato de asas. Sua empunhadura é feita de madeira reforçada e com ondulações suaves que melhoram a forma de segurá-la. | Efeitos mecânicos: a espada pode se transformar em um chaveiro com um pingente de sua miniatura. Ela sempre retorna ao celestial depois de perdida, em sua forma de acessório; Efeito 1: Ao ser empunhada por um ser não celestial, a espada se torna extremamente pesada, ao ponto de nem mesmo os dotados com força apurada podem levantá-la. Efeito 2: xxxx. Efeito 3: xxxx | Resistência Beta | Engaste para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter] (No bolso da calça, na forma de pingente)

• Droigheann [Um arco recurvo de cento e cinquenta e quatro centímetros, feito de material metálico desconhecido e ricamente adornado. As cores azul, rosa e prata se distribuem de maneira harmônica por ele. Cada uma das extremidades termina em pontas com formato de lâmina, permitindo que o arco possa ser usado em combate corpo-a-corpo quando necessário for, apesar de não ser essa sua função central. A corda do arco é prateada, mas feita de material muito resistente e elástico. Ao desejo do portador é possível evocar uma flecha feita do mesmo material do arco assim que se toca a corda. | Efeito 1: Torna-se um anel largo com uma rosa gravada nele e diversos espinhos. | Efeito 2: Roubo de vida (O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento.) | Efeito 3: xxx | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: Sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de natal 2017] (Na mão direita)

• Gáe Buidhe [Uma lança de tamanho mediano, cento e quarenta centímetros. O bronze celestial é recoberto por uma camada de tintura dourada que confere a aparência áureo-amarelada que o nome da arma sugere. Abaixo da lâmina longa há uma região retangular em que se inscreve "Πέτρος, ο γιος του Έρωτα". No extremo inferior da arma, há uma espécie de contrapeso de metal que permite equilibrar a massa dela, tornando o manuseio mais simples. Entre a placa inscrita e o contrapeso há o cabo, adornado com traços que circundam todo ele, conferindo beleza e aderência, nos espaços gerados se misturam letras gregas, em gaélico clássico e no alfabeto latino. | Efeito 1: a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque; Efeito 2: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado | Bronze Celestial | Espaço para duas gemas | Beta | Status: 100%, sem dano | Épica | Conquistada no evento Quando o Passado Revive] (Na Mochila sem Fundo)

• Gáe Dearg [Uma lança grande, com dois metros de comprimento total. Seu material é recoberto por tinta vermelha que confere o tom éreo-avermelhado dela, à exceção do fio da lâmina, que é bronze. Logo após a lâmina há uma delgada extensão onde se encontra cunhadas as palavras "Πέτρος, ο γιος του πάθους". No extremo oposto se localiza um contrapeso de metal escuro que facilita o movimento com a lança. O grande cabo é todo recoberto por adornos semelhantes a outra Gáe, a Gáe Buidhe, com as mesmas letras dos alfabetos latinos, grego e gaélico dispostas aleatoriamente entre os espaços gerados pelas linhas. | Efeitos mecânico e de ligação: a lança sempre irá retornar ao bolso do usuário (depois de dois turnos caso seja tomada ou perdida) na forma de uma pedra vermelha. | Efeito 1: Graças as runas mágicas, a arma está encantada com o elemento do ar. Isso criou uma camada cortante que potencializa o dano em 20% | Bônus de forja: +15% de dano | Bronze Celestial | Alfa | Espaço para 1 gemas | Status 100%, sem dano | Mágico | Forjado por Alex Nikolaev] (Na mão direita)

DEFESA

• Oir [ É um escudo de formato triangular, seguindo o estilo adotado na idade média, com oitenta centímetros. A borda é recoberta por uma camada extra de metal dourado que funciona como uma moldura para o desenho de um pégaso de aspecto semelhante às criaturas da heráldica, pintado ao centro do escudo por tinta azul escura. O resto dele é azul-prateado como é próprio do material do qual é feito. Atrás do escudo há tiras de couro que envolvem de imediato o braço de Peter sempre que deixa de ser um acessório, facilitando o uso. | Efeito 1: Diminui a resistência a impactos em 50% sem machucar o braço do semideus. | Efeito 2: Durante dois turnos será capaz de refletir os ataques direcionados a esse de qualquer natureza mágica, elemental ou física, depois disso, o efeito entra em espera por outros cinco turnos. | Efeito 3: Transforma-se em um bracelete largo composto por várias tiras de prata conectadas | Arandur | Espaço para duas gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Épico | Evento de ano novo] (No braço direito)

• Constelação Fênix [Um escudo circular que possui em seu centro a constelação da fênix desenhada. Quando atingido, essa constelação brilha suavemente, absorvendo um pouco do impacto desferido. O escudo mede 85 cm de altura, por 74 cm de largura, por 11,5 cm de profundidade. Seu principal material é o bronze celestial | Efeito mecânico: transforma-se em um bracelete dourado, tendo a forma e traços que o celestial desejar. Caso perdido/roubado, ele sempre retornará para o dono em algum momento; Efeito 1: graças ao poder contido na constelação de fênix desenhada no escudo, 25% do impacto é absorvido por ela; Efeito 2: xxx; Efeito 3: xxx | Resistência Beta | Engaste para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter] (No braço esquerdo)

SUPORTE

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]. (No dedo anelar direito)
Itens:


CONSUMÍVEIS

Nenhum

OUTROS

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados] (Nas costas)

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Lanças) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados] (No braço direito)

• Colar de Contas do Acampamento (No pescoço)
Observação:
Levar o pack em consideração:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: 10/02/2019)].
Poderes de Filho de Eros:

PASSIVOS

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Ilusões
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são bons em criar ilusões, portanto, quando utilizarem-se dessas, poderão enganar com mais facilidade, ainda mais se for uma ilusão relacionada ao amor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +5% de dano se usarem ilusões

Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Omnisciência romântica
Descrição: Cupido/Eros, sempre sabe quando alguém está realmente apaixonado, e por sua vez, também consegue descobrir quem é a pessoa com um simples olhar. Assim como seu pai, as crias desse deus sempre saberão quando alguém está amando de forma verdadeira, sendo impossível engana-lo com relação a sentimentos. Estará tudo ali, presente no olhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá ver quando alguém está apaixonado.

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição:  Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado. Mas se o filho de Eros/Cupido tentar algo agressivo, o efeito passa.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Mania de Amar
Descrição: Eros/Cupido é filho de Afrodite/Vênus, por essa circunstância, os filhos do amor conseguem criar uma aura do amor que excita seus aliados a tomarem coragem de fazerem algo, mesmo que imprudente. Se os colegas do filho de Eros estiverem ao lado de quem amam, melhor serão seus atos e mais eficazes seja no que for. Assim sendo, ao lutar ao lado de quem ama, o filho de Eros/Cupido ganha um bônus de força, e de dano em seus poderes ativos, o mesmo acontece se ele estiver lutando ao lado de um casal que se ama. Tanto ele, quanto o casal, ficarão mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus poderes ativos, e força física, para si, para seu amado, e para o casal caso esteja lutando ao lado de um.
Dano:  +10% de dano em seus poderes ativos.

Nível 45
Nome do poder: Insensível
Descrição: Apesar de possuírem uma beleza extrema e aparentarem ser sensíveis e puros, os filhos de Eros são extremamente insensíveis, nunca se deixando levar pelos sentimentos alheios e sendo capazes de ver uma pessoa sofrer sem ter mínima misericórdia. Dessa forma, poderão lutar mais concentrados, não sendo afetados por sentimentos de pena, amor ou compaixão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de concentração em batalha.
Dano: Nenhum

Nível 49
Nome do poder: Imunidade
Descrição: As crias de Eros/Cupido, tem barreiras mentais em sua mente, ou seja, são imunes contra telepatas, invasores de mente ou algo semelhante, de nível igual, ou inferior a ele. Ilusões, e jogos mentais de nível superior, ainda poderão afeta-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões, jogos mentais, tortura, ou algo semelhante, de nível igual ou inferior ao da prole, não serão efeitos contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 55
Nome do poder: Respiração melhorada
Descrição: Como descendentes de Eros/Cupido que em alguns contos descende de Caos e é uma força primordial responsável pelo cosmo, seu filho não é afetado pela ausência de oxigênio podendo continuar vivo e bem por um tempo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Alteração do oxigênio ambiente ou outros efeitos que afetem respiração têm 80% menos eficácia no semideus.
Dano: Nenhum

ATIVOS

Nenhum
Poderes de Celestial de Éter:

PASSIVOS

Nível 1
Nome do poder: Olhos celestiais
Descrição: Sempre ao usarem os poderes, os olhos dos celestiais ganham uma tonalidade mais celeste e brilhante. Poderes de luz os olhos ficam dourados; poderes ligados as estrelas e ao ar ficam azulados ou esverdeados; poderes ligados as bênçãos os olhos ficam vermelhos. Ao usar os demais poderes, as írires ficam em tonalidade prateada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Conhecimento Astronômico
Descrição: Todos os celestiais tem um conhecimento avançado de astronomia. Eles sabem todas as constelações e posições das estrelas, e podem se guiar por elas sem a ajuda de um mapa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Detectar intenções
Descrição: A intuição do celestial é bastante apurada. Ele saberá reconhecer quando está sendo enganado ou quando alguém está sendo sincero. Durante o combate, ele sentirá o desejo de atacar do outro, podendo ficar em alerta e diminuir as chances de ser pego em um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Metal Celestial
Descrição: Bronze Celestial é um metal que é potencializado nas mãos do semideus seguidor de Éter. O metal fica naturalmente mais forte e poderoso quando usados por um celestial.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade na arma que for feita de Bronze Celestial
Dano: +10% de dano em armas que contem Bronze Celestial

Nível 10
Nome do poder:  Precisão
Descrição: É a capacidade que permite ao semideus ter grande foco e atenção aos detalhes, de forma que sempre que realize uma mesma tarefa mais de uma vez o faça com perfeição. Eles aprendem com muita facilidade, e isso permite que dominem armas, resolvem enigmas e descubram alguma coisa de maneira mais rápida e precisa.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +30% de percepção e inteligência. +20% de descobrir algo. Pode pedir ao narrador uma única pista ao resolver um enigma ou uma charada.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: O celestial agora está mais evoluído. A experiência em batalhas melhorou ainda mais as suas condições físicas. O semideus seguidor de Éter torna-se ainda mais veloz e esquiva-se com mais facilidade. Seus reflexos também melhoraram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, esquiva e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Resistência a mudanças climáticas
Descrição: Mudanças climáticas bruscas não causam tanto efeito nos celestiais, pois são bençoados pelo céu superior. Porém, altas ou baixas temperaturas ainda causam incomodo para o semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Análise do céu
Descrição: Ao olhar para o céu o seguidor de Éter saberá exatamente que horas são e a temperatura do ambiente. Assim como poderá prever as mudanças climáticas que ocorrerá nas próximas horas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Estelar II
Descrição: Durante a noite, quando o brilho das estrelas se torna mais perceptível, o celestial fica ainda mais forte e resistente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força e resistência corporal.
Dano: +15% de dano.

Nome do poder: Determinação
Descrição: O celestial é um guerreiro com determinação inabalável, determinação e força interior. Sabe aquela coragem de passar por algo difícil? Suportar a dor? Eles têm ela dentro de si, por isso, dificilmente se deixam abalar em situações de tortura ou que exijam coragem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de coragem para o celestial. +10% de resistência a dor.
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos dos celestiais ao chegarem nesse nível se tornam mais aguçados e apurados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de melhoria nos cinco sentidos.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Justiceiro silencioso
Descrição: Os celestiais são vingadores silenciosos, isso quer dizer que conseguem andar de forma suave, sem provocar ruídos, o que também lhes permite pegar inimigos de surpresa, e impedem outros de lhe ouvirem quando esse está se aproximando. Não é valido para quem tem audição melhorada.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +60% de chance de não ser notado ao tentar realizar ataques surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Aura Celestial II
Descrição: Agora em campo o celestial produz ainda mais sensações em que está ao seu redor. Mesmo machucado, o semideus sentirá vontade de batalhar ou ajudar, não perdendo o seu espírito para o desespero. Deixa as pessoas ainda mais confiantes e centradas, diminuindo as confusões e inseguranças.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Aumenta a coragem e esperança em campo em +35%
Dano: Nenhum

ATIVOS

Nível 18
Nome do poder: Construto de Luz II
Descrição: A construção de itens através de luz tornar-se ainda mais eficaz. Ainda mais real e complexa, o semideus consegue construir através da luz itens de tamanho mediano com perfeição em detalhe e realismo. Agora é possível também mexer com a densidade desses itens, podendo torná-los macios para amortecer impactos ou quedas, ou ainda mais duros e resistentes para provocar mais danos. Por isso, os construtos agora adquirem a resistência Beta. Duração de 3 turnos.
Gasto de MP: 40 MP por construto criado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 30% de dano a mais em criaturas das trevas/submundo.
Dano base: 40
Extra: É possível criar armas medianas, como espadas, lanças, escudos e até mesmo uma armadura semi-completa. Chicotes, cordas e correntes passam a atingir até 7m de cumprimento. Também é possível dar formas abstratas um caráter mais material, como punhos gigantes atingindo alguém.

Nível 29
Nome do poder:Benção do Serafim
Descrição: Ao atingirem esse nível, os celestiais podem ser abençoados pelos serafins. Os serafins são nobre, políticos, mestres na persuasão e na manipulação da mente. Assim, ao estar com essa benção ativa, os celestiais conseguem proteger sua mente ou influenciar outra pessoa a fazer o que deseja.
Gasto de MP: 70MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 70% de chances de convencer alguém a fazer o que você quer com a persuasão, é muito similar ao charmspeak, porém ainda há uma chance de erro e é necessário olhar nos olhos da pessoa para influenciá-la. +50% de defesa contra poderes mentais.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

HABILIDADE EXTRA

Nome do poder: Abençoado de Cassiel
Descrição: Ao receber essa benção, o semideus torna-se mais sensível a morte. Poderá conversar com almas que ainda perambulam no mundo dos humanos. Ao ser abençoado pelo anjo, o celestial poderá invocar a alma de uma figura heroica da história para lutar ao seu lado durante 3 turnos. O ser invocado ganha vida durante esse período de tempo, não sendo uma alma ou fantasma, e sim um ser vivo de carne e osso. O celestial poderá descrever suas vestimentas e escolher até dois tipos de armas (ou uma arma e uma armadura), feitas de bronze celestial.  Pode invocar apenas um ser heroico e usado apenas duas vezes por evento/missão.
Gasto de Mp: 30MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O possuidor é Peter C. Gallagher.
Habilidades Adquiridas:

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.

× Nome da Habilidade: Perícia com Bastões e Lanças I
Descrição: O usuário entendeu como funciona a arma e como ter um bom manuseio de armas de extensão como bastões e lanças e pode se mostrar melhor nisso do que aqueles que nunca tiraram um tempo para treinar a habilidade de fato.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +10% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +5% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Pericia com lanças
Descrição: Habilidade adquirida ao derrotar Anne Smith, filha de Zeus, em um evento de dia das bruxas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de assertividade no manuseio da lança.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome: Perícia em Ambidestria
Descrição: Depois de treinar, o semideus é capaz de usar ambas as mãos e pernas em combate, distribuindo força e equilíbrio necessário para já ter a mesma eficiência no uso. Será capaz de, por exemplo, usar duas armas ao mesmo tempo além de equilibrar-se mais fácil por ter ambas as pernas como dominantes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força e equilíbrio.
Dano: Nenhum

Nome do Poder: Perícia com Adagas.
Descrição: Com o simples manuseio de uma arma simples como a adaga, você é capaz de ser multifacetado : A utiliza para fazer cortes de materiais difíceis e resistentes como corda, consegue utilizá-la para escalar algo ao se fincá-la em sua superfície e até usar como degrau ao se manter por um tempo numa superfície sólida e pisar em seu cabo. Melhor que isso, é apenas a capacidade que está desenvolvendo em desferir ataques simples, mas fatais em seus inimigos podendo causar desde pequenos arranhões até perfurações que podem infeccionar em casos mais avançados ou até mesmo, partir um membro ao meio - o que exige muito esforço de si próprio como também narrativo e utilizar para caças. Além disso, essa arma é fácil de se esconder e até mesmo de se carregar. Você está ganhando capacidade de portar um dos itens que todo semideus possui.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de adagas, +20% de velocidade e agilidade em movimentos que exijam o tronco e braços +20% de assertividade e condicionamento para lutas que envolvam mais exposição física e autodefesa.
Dano : - 25 do HP do inimigo quando acertá-lo podendo causar perfurações com sangramentos em diferentes níveis. (Leve, médio e grave) que se perdura com descontos ao decorrer dos turnos até que esse oponente se cure ou feche o ferimento impedindo a hemorragia de agravar. Facilmente manipulável por um narrador.






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Peter C. Gallagher
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Mensagem por Cupido em Qui Fev 21, 2019 1:34 pm


Peter

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 20.000 15.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 19.500 XP e 15.000 Dracmas + 1 moeda do verão

DESCONTOS: 340 MP

Comentários:
Primeiramente, querido, saiba que a recompensa máxima da CCFY foi reduzida em 25% pela ausência de um desafio propriamente dito. Não considerei a investigação do sumiço de Gigi porque, exceto pelo Sr. Griffith, você generalizou as buscas, e o encontro com Jeremy foi relativamente simples.

Agora, saiba que adorei ler sua narrativa. É incrível como você descreve as personagens e automaticamente a mente do leitor - a minha, pelo menos, já vai moldando tudinho. Além disso, sua escrita é ótima e a trama bastante curiosa. Confesso que me decepcionei no final porque achei que a busca pela irmãzinha do Raul aconteceria logo, mas precisarei aguardar pelos próximos capítulos para saber o que aconteceu.

Enfim, Peter, meus parabéns! Continue assim!

Atualizado!
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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 25, 2019 2:35 pm



 
 
  
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E
u quase não podia acreditar que realmente tinha aceitado sair em uma missão de resgate, mas sim, aquilo realmente estava acontecendo. Meu ex alguma coisa, Raul Castaneda, havia batido na porta do Apartamento do meu pai e depois de eu bater na cara dele, concordei em ajudá-lo ao saber que sua irmã, Gigi, havia desaparecido. Tínhamos a informação de quem a havia levado e onde ela estava, agora só faltava encontrá-la. Os espíritos continuavam surgindo e me avisando para me apressar pois sua energia vital estava ficando mais fraca. Mas o que eu poderia fazer? Não era o motorista do metrô.

Nós já estávamos sentados um diante do outro dentro do vagão. Raul parecia angustiado e eu estava pensando seriamente em usar uma flecha para manipular suas emoções quando ele se virou para mim. Seus olhos estavam apertados e sua testa franzida como se ele estivesse triste.

— Castaneda, relaxa. A gente vai encontrá-la, eu te prometo. O lestrigão vegano disse que eles vão esperar pelo menos até a madrugada, mas ainda é de tarde. Temos bastante tempo. — Mas eu parei de falar quando Raul se inclinou sobre as pernas e passou os dedos magros pelos fios do seu cabelo. Logo depois ele começou a esfregar efusivamente o maxilar barbeado.

— Não é isso, grande. — Eu fiquei confuso. Ele abriu e fechou a boca várias vezes, aparentemente decidindo se falava ou não. Então suspirou e pendeu a cabeça para baixo, vencido. Olhou para mim. — É que eu não te contei uma coisa lá no apartamento do papi... — Ele se corrigiu — Lá no apartamento do Alexander.

Ele ficou em silêncio. Eu fiquei em silêncio. Minha respiração começou a ficar mais forte. Raul consertou sua postura e contraiu o corpo como se estivesse esperando que eu o agredisse novamente. Não precisava olhar meu rosto no reflexo da janela para saber que ele estava transbordando raiva.

— Eu fiquei com medo, tá bom? — Ele justificou-se, mas sua voz estava mais fraca, tímida.  

— Eu sabia que não podia confiar em você. — Raul mordeu o trêmulo lábio inferior. — A Gigi pelo menos foi sequestrada? Você realmente tá tentando consertar as coisas?  

Será que ele escolhera falar a verdade no metrô de propósito? Em qualquer outro local eu apenas viraria as costas e iria embora, mas ali eu precisaria esperar chegarmos até a próxima estação antes de deixar Raul e tudo o que o envolvia totalmente para trás.

— Sim! E sim! — Ele parecia mais decidido agora. — Eu não menti para você. E nem estou te levando a nenhuma armadilha. Eu só fiquei com medo de te contar uma informação. — Ele suspirou. — Eu sou um idiota, eu sei que eu sou um idiota. Mas eu não queria esconder nada de você, eu só não sabia como você iria reagir.  

Eu lembrei da conversa que nós tivéramos em seu quarto, uma hora e meia antes. Tudo parecia resolvido ali, mas agora Raul surgiu com mais um segredo.

— Sabe tudo que eu fiz? Todas as merdas nas quais eu me envolvi? Foi por conta da Gigi.  

Eu ri. Um riso de deboche e de desprezo.  

— Eu não estou tentando te manipular, eu juro! — Seus olhos se encheram de lágrimas. — A Gigi... — Ele umedeceu os lábios. — Meu pai, ele... — Raul suspirou. Parecia que as palavras estavam enganchadas na sua garganta, se recusando a sair. E então veio tudo de uma vez; rápida e bruscamente. — A Gigi é filha de Nyx. — Meus ouvidos ficaram subitamente incapazes de ouvir o resto. A voz de Raul se tornou abafada.  

— Como assim filha de Nyx?

Ele deu de ombros.

— Você lembra do que eu te contei no meu quarto? Sobre eu ter voltado para Nova York assim que ela desapareceu? Você se lembra que horas eu retornei? — Aquelas perguntas estavam me irritando. Mas eu me lembrei da nossa conversa.




UMA HORA E MEIA ANTES. HUDSON SQUARE.

Eu observava o quarto de Raul. Já tinha vindo ali algumas vezes. No tempo em que nós estávamos nos conhecendo, ele me trazia à sua casa sempre que estávamos em missão pela cidade. Não como pretendente, evidentemente. Nenhum dos seus familiares sabia que ele se envolvia com garotos também — ou garoto, já que eu fora o primeiro.  

Eu observei os frascos sobre a cômoda. Remédios, muitos remédios. Entre eles, contudo, existia um pequeno frasco de vidro sem rótulo e vedado por uma rolha. Eu me lembrei da primeira vez que o vi, quando Raul explicou que era um veneno que recebera de recompensa por uma missão. Nós estávamos indo para o apartamento de Alexander jantar com ele. Fora uma semana depois de ele ter recebido alta do hospital, após o ataque da seita deixá-lo à beira da morte. Acompanhado da pessoa que eu gostava, indo passar algum tempo com o ser humano que me fazia sentir em casa. Eu estava extremamente feliz aquela noite.

Toda essa felicidade iria se desfazer na tarde seguinte, quando eu retornasse ao Acampamento Meio-Sangue.  

Raul explicou que o líquido se chamava Descanso de Julieta. Não matava, mas a dose certa — doze gotas — era capaz de deixar qualquer pessoa em um estado de coma profundo por até vinte e quatro horas. Havia uma quantidade minúscula no frasco quando ele me mostrara pela primeira vez e agora parecia perto do fim.

— Eu tive que usar recentemente. — O silêncio no cômodo foi bruscamente interrompido e eu pulei de susto. Raul riu alto.  

— Idiota. Usou para quê?

— Só precisei usar. — Ele sorriu quando eu o olhei com repreensão. Sabia que ele não queria falar muito sobre o assunto e esses segredos dele me incomodavam.

O apartamento ainda estava barulhento, do quarto dele eu conseguia ouvir os seus parentes conversando.  

— O que você estava fazendo na costa oeste?  

— Eu estava resolvendo as coisas em La Paz, Arizona. — Ele foi até a sua cama e observou as fotografias na cabeceira. — Precisava conversar com uma pessoa e entregar uma coisa. — “uma pessoa” “uma coisa”. Bufei. — Uma hora eu te conto, tudo bem?  

— Era uma missão da sua protetora? Aliás, não sei se você soube, mas ela foi vergonhosamente derrotada por nós.

Raul rolou os olhos, mas eu notei que sua feição não pareceu apenas incomodada. Ele pareceu triste com aquelas palavras.  

— Não, não era uma missão para Nyx.  

— Como você conseguiu passar pelo teste sanguíneo? — Eu me referia à testagem de sangue realizada pelos acampamentos para encontrar demônios de Nyx.

Ele deu de ombros e sorriu.

— Não tendo sangue negro. Eu não cheguei a fazer o pacto de sangue com Nyx e tudo mais, não me tornei um dos seus demônios. Eu apenas a seguia.  

Concordei com a cabeça.

— Você sabe que assim que eu tiver a oportunidade eu vou tentar te arrastar até o Acampamento, não é? Mesmo que contra a sua vontade? — Raul apenas concordou com a cabeça. — Pelo menos um de nós é totalmente honesto.

Raul me encarou com uma expressão pensativa. Ele suspirou e pareceu hesitar antes de finalmente falar.

— Quantas pessoas morreram naquela invasão?  

— Nenhuma, mas um filho de Ceres ficou gravemente ferido.

— Exatamente! Um único semideus se feriu. Aquele ataque surpresa envolveu onze meio-sangues. Todos, com exceção de um, saíram de lá ilesos.  

— Ataque surpresa que não foi tão surpresa assim porque eu te contei. O idiota aqui te contou que ele ia acontecer.

— Peter, você não sabia que eu era aliado de Nyx.

— E que diferença isso faz?!  

— Faz toda a diferença! — Ele se levantou da cama. — Eu nunca quis que você se sentisse mal.  

— Como você queria que eu me sentisse depois de você usar uma informação que eu te dei, que eu confiei a você, para ferir meus amigos?!  

— EU NÃO FERI SEUS AMIGOS! — Raul gritou. — Pelos deuses, como você é burro! Nenhum dos seus amigos se feriu. E, se você quer saber, não, não foi uma coincidência eles terem saído praticamente ilesos. Eu poderia ter liderado dezenas de seguidores de Nyx em um contra-ataque, poderia ter capturado todos eles, nós poderíamos ter matado todos eles. Mas você sabe por que nenhum deles foi capturado? Sabe por que quase nenhum foi ferido?!

Eu fiquei em silêncio, respirando em um ritmo intenso. Três dias depois do Alexander quase morrer, Quíron me chamou para participar de uma invasão a uma suposta base de Nyx em Connecticut. Eu expliquei que preferia não ir pois estava muito preocupado com o estado de saúde de Alexander e queria ficar perto dele. Quíron foi totalmente compreensivo. Infelizmente, eu comentei sobre o assunto com Raul. E ele o usou para impedir que o ataque tivesse sucesso.

— Porque eu não quis. Eu tinha a informação e eu tinha duas condições para contar o que eu sabia: a primeira é que eu iria liderar o time; a segunda é que ninguém seria ferido ou capturado, apenas neutralizado. A base seria protegida, nenhuma informação seria roubada, nenhum aliado seria levado, mas ninguém poderia se ferir. E sabe por que eu fiz isso, Peter? — Ele se aproximou mais. Eu dei passos para trás, tomado por raiva e rancor, mas Raul insistiu em se aproximar. — Por sua causa. Porque eu sabia que se qualquer pessoa se ferisse você iria me odiar, mas acima de tudo iria odiar a si mesmo, iria sentir que a responsabilidade era sua, porque a informação tinha vindo de você.  

Meus olhos arderam e eu travei minha mandíbula com força para não chorar.

— Quanto ao Marcus, o filho de Ceres. Mikhail, um legionário filho de Discórdia, tinha um problema antigo com ele e por isso o feriu. Era uma questão pessoal dele e, sim, eu fiquei extremamente puto com isso.  

Eu fiquei em silêncio. Raul suspirou.

— Eu estou consertando as coisas, tudo bem? Eu estou tentando pelo menos. Mas com a derrota de Nyx, as coisas ficaram um pouco mais complicadas. Um dia, eu acho que você vai entender porque eu fiz o que eu fiz.





Agora eu entendia melhor porque ele fez o que ele fez.

— Raul, vá direto ao ponto.

— Foi durante a tarde que a Gigi foi levada, Peter. — Eu franzi a testa, sem compreender. — Nyx protegia a Gigi, ela ocultava a aura da filha para mantê-la segura de monstros. Mesmo tendo apenas 9 anos, ela é filha de uma deusa primordial e Nova York é infestada de monstros. Mesmo assim, ela passava despercebida até...

—... até Nyx ser derrotada. — Eu completei. Respirei fundo. — Ontem pela tarde o exército dela já perdia forças e ela também.  

Gigi havia sido levada porque nós — semideuses aliados do Olimpo — derrotamos Nyx. Raul não parecia demonstrar remorso por isso. Não parecia furioso com o Acampamento. Eu também não me sentia culpado, mas entendia que partilhava pelo menos uma parcela pequena da responsabilidade.

— Foi só para manter a Gigi protegida que você se aliou a Nyx?

— Não. Eu me aliei porque eu era — ele se corrigiu — porque eu sou ingênuo e influenciável. Mas sim, eu fiquei grato por saber que Nyx a vigiava e a protegia. Esse sentimento de gratidão logo se tornou admiração. Eu pensei que Nyx era diferente. Mas eu fiquei contrariado com o que aconteceu no ataque à base de Connecticut. Mikhail não foi punido, nem chamado a atenção. Disseram que havia sido apenas um “impulso emocional”. Eu continuei ao lado de Nyx, mas me sentia cada vez mais desconfortável com as minhas escolhas.

Eu apenas olhava para a janela.  

— E você achou o que, Raul? Que eu ia deixar a Gigi ser devorada por gigantes só porque ela é filha de Nyx?!

— Não! — Ele ficou pasmo com a minha suposição. — Eu sei que você nunca faria isso. Eu achei que você ficaria bravo comigo, porque eu já sei disso há alguns meses, mas nunca te contei. Eu queria te contar, mas se eu contasse que a Gigi era filha de Nyx, iria acabar contando que Nyx tinha me convidado a me aliar a ela e assim te contaria tudo. E... — sua voz ficou mais baixa — eu não queria te contar tudo.

Eu estava furioso. Óbvio que eu estava. Raul sabia como eu me senti quando Alexander me contou que havia escondido por toda a minha vida de quem eu era filho. E agora ele revelava que havia ocultado mais uma coisa de mim. Mas isso era diferente. Alex escondeu algo importante para mim sobre mim. Raul escondera algo importante para ele sobre ele. Era um erro, mas não era tão grave. Eu compreendia que ele tinha direito a decidir o que me contava ou não. Mas se ele podia decidir, por que contara?  

— E por que você me contou isso agora?

— Porque eu quero que você saiba, só isso. Eu não posso te dizer que não há nada que eu esteja escondendo de você. Todos temos nossos segredos. Mas eu pretendo esconder apenas o que for imprescindível e só o que não te afeta. Pode me perguntar o que quiser e eu te responderei se puder.

Mas eu não perguntei. Havia perguntas a serem feitas, na realidade. Mas eu comecei a supor que talvez nós teríamos tempo para conversar mais. Eu apenas me mantive silencioso durante todo o trajeto. Percebi que o olhar do mexicano descansava sobre mim ocasionalmente, provavelmente para estudar minhas emoções. Ele deve ter percebido que com o passar dos minutos minha raiva foi se apagando até quase desaparecer.

Nós descemos na 116th Street Station, bem perto de East Harlem. Jeremy informara que o grupo dos lestrigões tinha como morada um único prédio, provavelmente um galpão abandonado. O local deveria estar entre a 3rd Avenue e a 1st Avenue em um eixo e entre as 115th Street e 112th Street no outro, o que gerava um retângulo onde precisávamos procurar. Enquanto caminhávamos pelo local permanecíamos atentos ao nosso arredor. Um monstro ou pista poderiam surgir a qualquer instante. Havia uma quantidade relativa de latinos naquela área de Nova York. Raul pareceu notar isso e sua expressão me deixou curioso.  

— Por que essa expressão?

— Que expressão? — Ele apertou mais a alça da mochila que trazia nas costas. Achei que ele estivesse com medo de ser roubado, mas logo em seguida ele relaxou a mesma alça e entendi que ele estava apenas nervoso.

— Você sabe qual expressão, Raul. Você olha para as pessoas com complacência.

Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos.  

— Há muitos latinos no East Harlem. — Eu apertei o espaço entre as minhas sobrancelhas e concordei com um aceno de cabeça e um “Sim” que deixavam claro que ainda não havia compreendido. — Eles não têm as condições que eu tenho. Fico me perguntando o porquê, sabe. Por que eles vivem em uma região perigosa, mais humilde, e eu fui estudar naqueles colégios de filhos de papai? Além do mais... — Ele demorou um pouco para falar, parecia estar pensando como expressar o que sentia — Eles cresceram uns com os outros, sabe? Amigos, vizinhos, colegas, familiares. Todos como eles, eles meio que formavam uma coisa só, entende?

Eu concordei com a cabeça. Apesar de não me lembrar de ter um sentimento semelhante com relação à minha etnia, compreendia o que era se sentir diferente dos demais.  

— Eu não. Eu só tinha a minha família para me espelhar. Para olhar e pensar “Essas pessoas são como eu, mesma língua, mesma aparência, mesma cultura”. E, ainda assim, minha família não é a mais ligada à cultura mexicana. Nós nem celebramos os feriados mexicanos. Isso é estranho.

Eu apenas meneei afirmativamente a cabeça de novo. Não sabia como aconselhá-lo com relação a isso. O filho de Íris soltou um suspiro baixo e virou o rosto para mim, mudando o assunto:

— Como nós vamos encontrá-la?  

Eu estava prestes a sugerir alguma solução quando vi uma sombra negra correndo pela calçada. Era um corpo veloz, mas com uma forma bastante distinta. Bem baixo, com um enorme apêndice se erguendo ao final das costas e um par de pinças. Um escorpião negro gigantesco. Comecei a ir através dele.

— Para onde você vai? — Raul me perguntou enquanto me seguia.

— Se a Gigi é filha de Nyx e legado de Éolo, sua aura deve atrair qualquer monstro próximo. Olhe. — Apontei na direção da criatura que agora se esgueirava abaixo de um carro. — Aquele escorpião deve estar indo na direção dela.

Nós apenas o seguimos. Senti-me mais empolgado quando o enorme animal virou à direita no cruzamento da 116th Street com a Lexington antes de entrar na 115th Street. Ele parecia estar caminhando exatamente para a região citada por Jeremy. Quando finalmente nós chegamos a uma rua mais distante, aparentemente vazia, o escorpião entrou entre dois prédios de tijolos vermelhos. O caminho levava a um espaço cheio de árvores, com prédios de todos os quatro lados.  

— Onde ele está? — Raul perguntou um pouco arfante.  

Eu dei de ombros, virando-me para buscar pela figura do escorpião. Então ouvi um barulho agudo e breve, como o bater de metal. Um segundo depois o som soou de novo, agora como se mais objetos se chocassem. Nós escutamos os passos céleres das criaturas antes que elas surgissem. Raul colou as costas dele às minhas e invocou um par de armas — uma espada leve e uma adaga. Eu invoquei a Acheron e o Constelação Fênix.

Eram seis escorpiões no total, todos totalmente negros. Raul fez menção de avançar, mas eu segurei sua camisa rapidamente e sinalizei com a cabeça para que não o fizesse. Era melhor que nós nos defendêssemos e contra-atacássemos. Aquelas criaturas tinham uma inteligência muito baixa, então elas iriam avançar sem nenhuma estratégia. Era melhor que nós aguardássemos pelos primeiros movimentos delas. Assim que o primeiro avançou na minha direção eu me protegi da sua quela com o escudo e em um movimento de baixo para cima da Acheron a cortei fora em um dos pontos de articulação. Surpreendentemente ele agarrou a borda do Constelação Fênix com a outra pinça e tentou puxá-lo, mas eu fiz força para mantê-lo comigo, enquanto outros dois se aproximaram.  

Eles não eram muito poderosos ou organizados, mas a questão numérica era um problema sério. Eu consegui tirar o meu escudo das garras dele e me afastei rapidamente. Os três avançaram ao mesmo tempo e eu disparei uma esfera de fogo eteriano contra a carapaça de um deles o que o fez parar e girar sobre o próprio eixo desesperado para apagar o fogo que o consumia. Enquanto isso, impedi que os ferrões dos outros dois me acertassem invocando os escudos de luz da Proteção Celestial. Raul conseguia se virar bem com seus adversários. Ele havia criado cinco clones de luz com espadas nas mãos. Os dois escorpiões ainda estavam vivos. Eles tentaram me atacar ao mesmo tempo com pinças e aguilhões, mas eu detive os ataques com o Constelação Fênix e com os escudos de luz. Disparei um raio de luz contra o rabo de um deles para decepá-lo e atravessei o tronco do outro com a Acheron. Ele se debateu pouco antes de se desfazer.

O último escorpião morreu quando um dos clones de Raul rasgou seu corpo nos espaços entre as placas do seu tronco. O legado de Éolo também tinha terminado com os seus.

— Você está bem? — Perguntei enquanto me aproximava dele. — Foi atingido?

Ele negou com a cabeça. Olhei ao nosso redor apenas para certificar-me de que não havia mais nenhum escorpião. Meus olhos eventualmente voltaram-se para o par de armas do mexicano. Ambas tinham inscrições em cirílico nas lâminas.

— De onde tirou isso?

— Consegui em uma missão. — Ele retorquiu, sem transformá-las em acessórios. — E agora, para onde vamos?

Eu supus que se existiam tantos escorpiões negros concentrados no mesmo ponto, então o local onde queríamos chegar deveria estar perto. Criei uma Estrela Guia entre as minhas mãos.

— Podemos segui-la, ela vai nos levar até o local onde a Gigi está.

— Por que você não criou uma dessas antes?!

— Ela sai voando sozinha, é fácil perdê-la de vista. Mas se estivermos perto, ela vai apontar para onde precisamos ir e não vai ser difícil acompanhar o caminho dela.

Então eu a soltei e pedi que nos levasse até Gisela Castaneda. O corpo luminoso flutuou por poucos segundos antes de voar velozmente na direção de um prédio mais à frente. Nós a seguimos e alcançamos a porta de metal antes da Estrela Guia atravessar a janela. Raul fez menção de romper a porta, mas com um sinal eu pedi que ele esperasse. Escrutinei o interior do edifício com a visão de raio X, apenas para me certificar do que havia lá dentro. Era como um armazém com uma grande quantidade de produtos de supermercado.

— Raul. — Meu timbre estava baixo, cauteloso. — Use seus poderes para procurar por auras.

Ele assentiu e seus olhos se concentraram na parede diante de nós, mas eu sabia que ele conseguia enxergar mais do que tijolos vermelhos. Fiz o mesmo com a visão de calor. Sua expressão ansiosa tornou-se radiante em alguns segundos, provavelmente quando ele capturou o mesmo sinal que eu.

— Tem uma aura poderosa lá dentro, apesar de fraca. — Deveria ser a aura da Gigi. Eu capturei o calor que emanava do seu corpo de criança apenas. Para minha preocupação, ela parecia mais quente que o normal. — Também tem auras monstruosas. — Ele começou a apertar o cabo das armas entre seus dedos. — Ela está lá dentro, pajarito, ela está lá dentro!

Não consegui deixar de sorrir ao ver o alívio e a felicidade em seu rosto. A tensão parecia estar desaparecendo e dando espaço à pura realização. Mas aquele ainda não era o fim.  

— Calma, Raul. — Meu tom era gentil e equilibrado. — A gente ainda precisa entrar e conseguir tirar ela de lá. Quantos monstros você sentiu lá?  

— Ahm... eu consegui ler três auras.

Trocamos as informações que havíamos reunido com nossos poderes. Eram três, presumivelmente lestrigões pois a aura deles lembrava a de Jeremy. Eles estavam espalhados pelo armazém e infelizmente Gigi parecia estar mais distante de nós do que os monstros. Nós decidimos nos teletransportar para dentro do armazém porque romper a porta faria muito barulho. Nosso objetivo era chegar até Gigi sem sermos notados e tirá-la de lá de dentro de maneira igualmente discreta.  





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Última edição por Peter C. Gallagher em Seg Fev 25, 2019 4:32 pm, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 25, 2019 2:48 pm



 
 
  
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A
ssim que entramos no local, Raul foi na frente com espada e adaga nas mãos. Eu o segui com o Droigheann. Ao nosso redor havia vários estrados de madeira com produtos sobre eles, desde fardos de detergente até pacotes de biscoito. Apesar do interior ser mais escuro do que o lado de fora, a luz do Sol ainda conseguia iluminar parcialmente o local. Por isso, eu enxerguei uma sombra escura cochilando encostada a uma parede, ao lado de um monte de quilos de arroz.  

Caminhávamos com cautela, Raul ia rastreando a aura da sua irmã até que nós enxergamos um corpo pequeno envolto em cordas. Percebi que ele se conteve para não correr na direção dela e em lugar disso certificou-se de que não havia nenhuma aura por perto. Ainda olhando ao nosso redor, eu o segui quando ele rapidamente avançou. Havia uma espécie de mezanino próximo à Gigi onde dois gigantes dormiam, um deles parecia uma mulher.  

Abaixei-me ao lado da garota e segurei seu rosto. Sorri alegremente. Ela estava acordada, mas não parecia muito bem. Seu rosto estava suado, a pele pálida e a respiração arfante. Ela tremia. Observei seu corpo até encontrar um rasgo circular em sua calça de algodão. No centro havia um ponto de sangue.

— Foi por isso que eles não a devoraram. — Eu murmurei. Raul olhou para mim e eu apontei para a marca de picada em sua perna. — Ela foi envenenada por um dos escorpiões. Acho que eles estavam com medo de serem envenenados também caso a devorassem.  

O rosto do mexicano ficou tomado por preocupação. Seus olhos estavam úmidos e eu tomei a iniciativa de estender a mão e apertar carinhosamente seu ombro. Nós estávamos preparados para sair dali quando Gigi começou a choramingar e nos empurrar.

Fuera, monstruos! — Ela bradou em meio ao seu choro. — Tía Elisa, ayúdame!

Shii — Raul pediu, abaixando-se para sussurrar em seu ouvido. — Soy yo, mi amor: Raulito. Soy yo. Silencio!

Mas ela continuava a gritar, chorar e se debater, mesmo com seu irmão tentando acalmá-la da forma que conseguia. O veneno devia estar deixando-a delirante. Olhei por cima do meu ombro quando o mezanino de metal rangeu. Os gigantes que dormiam ali estavam se movendo.  

— Merda. — Reclamei. — Levanta Raul.

Evidentemente o barulho despertou os lestrigões dorminhocos. Eu poderia teleportar nós três para fora dali, mas não para muito longe. Nós seríamos perseguidos pelos monstros e um de nós dois teria que levar Gigi no colo. O mais seguro era transformá-los em pó para que não pudessem nos seguir. Assim que o par de monstros percebeu que nós estávamos ali, um deles — a mulher — deu uma risada. O outro era careca e tinha um tom de pele leitoso.

— O jantar de hoje vai ser mais cheio do que a gente pensou. Que delícia. — Sua voz me deixou irritado. Tinha escárnio e insanidade.

Eles saltaram a estrutura de metal. O careca portava uma barra de ferro, enquanto a mulher tinha duas correntes. Trouxe o Constelação Fênix para a sua forma de escudo e o entreguei a Raul.

— Espero que saiba usar um escudo.

Ele desferiu um murro fraco em meu ombro e encaixou o item ao seu braço esquerdo. Pensei que seria melhor para ele ter um item de defesa em um combate contra alguém mais forte. Quanto a mim, armei uma seta no Droigheann e mirei no lestrigão macho. Sabia que o terceiro deles — aquele próximo à porta — logo surgiria para o combate, então precisaria abater ao menos um deles. A distância entre nós era ideal para o tiro — distante o suficiente para eles não nos alcançarem antes de eu disparar, mas próximo o bastante para eu não errar, mesmo com a semiescuridão dentro do local.

— Storge. — Eu murmurei, abençoando o projétil com o poder do amor fraternal.

Puxei e disparei.  

O monstro urrou quando a flecha atravessou o canto do seu olho. A monstra reagiu agressivamente dando apenas um passo em nossa direção e lançando sua corrente de elos grossos contra meu rosto, mas Raul usou o escudo para deter o ataque. A segunda corrente veio pelo outro lado, mas eu consegui afastá-la com uma explosão de vento.

— Neutraliza o outro. — Eu disse para Raul.

A lestrigão se manteve à distância porque era mais fácil de manusear a corrente. Quando eu corri até ela, ela brandiu a corrente direita na minha direção, mas eu me abaixei e antes que a criatura pudesse fazer um segundo movimento eu usei a lâmina no final do Droigheann para rasgar a carne do seu braço esquerdo. Seu grito de dor acordou o terceiro monstro e eu consegui ouvir seus passos se aproximando. Simultaneamente, eu ouvi o outro lestrigão — aquele sob efeito do Storge — dizendo que não desejava lutar e pedindo para que nós parássemos com o embate, mas suas palavras logo foram silenciadas quando Raul tentou golpeá-lo com a espada. A criatura se esquivou inicialmente, tentando escapar dos golpes do filho de Íris, mas ele não contra-atacava, apenas se defendia e fugia, portanto não demorou muito para o jovem conseguir acertar sua barriga com a espada.

Eu fiquei zonzo. Logo depois de golpear o braço da lestrigão, eu apenas senti o impacto do soco dado por ela e caí no chão. Com uma dor pungente, senti minha barriga sendo atingida pelas correntes e gemi. Quando outros golpes não vierem, eu intuí que Raul intervira. Eu tive sorte que meu maxilar conseguiu permanecer no lugar. Apertei os olhos e ouvi os dois monstros conversando rapidamente e o semideus me chamando logo em seguida.  

Eu esfreguei meu rosto e me pus de pé. Invoquei a Gáe Buidhe e o Oir e fui ajudar Raul. Os dois monstros o ladeavam, mas quando eu cheguei o lestrigão dorminhoco se virou para mim. Ele tinha apenas uma faca como arma. Ele avançou, mas eu girei e abri um corte superficial em sua garganta com a lâmina. Ele gritou de dor e segurou a parte anterior à lâmina da lança e tentou puxar a arma, mas eu usei a mão livre para lançar uma esfera de fogo eteriano contra seu braço, fazendo-o largar o objeto. Tentei apunhalar sua barriga, mas ele se esquivou. Eu dei dois passos para frente para cobrir a distância entre nós e tentei atingir seu pescoço, contudo ele afastou a lâmina com o braço esquerdo e avançou rapidamente, pronto para me acertar com a faca. Como eu tinha pouca chance de conseguir revidar com a lança, eu apenas usei o escudo para me proteger. A faca escorregou pelo metal ruidosamente e ele tentou me golpear com a mão livre, mas o Oir era suficiente para cobrir meu tronco e rosto. Eu levantei o escudo violentamente para acertar o queixo do lestrigão e nos breves segundos em que ele se recuperava do golpe eu atravessei a lança em sua garganta.  

Ele se desfez em pó.

Olhei para o lado e percebi que Raul ainda batalhava com o outro. Ela estava ferida, mas ele também parecia sentir dor. Eu dei apenas um passo na direção deles para ajudar o meio-sangue, quando um som soou.

— Com licença. — Nós dois paramos o que fazíamos e nos viramos. — Alguém veio salvar essa humanazinha aqui?

Um quarto lestrigão segurava Gigi pela nuca. Bem, sua mão era tão grande que alguns dos seus dedos também envolviam a parte de trás da cabeça dela.  

— Cisco! — A lestrigão gritou. No instante seguinte, Raul golpeou a parte de trás do joelho dela e quando ela caiu no chão ele segurou seu cabelo e colocou a lâmina contra seu pescoço.  

— Solte a menina ou eu abro a garganta da sua amiga.

O lestrigão era mais alto que os outros. Ele se vestia de maneira quase elegante, com um terno cinza bastante apertado para ele. Seus cabelos longos e escuros estavam trançados e ele tinha um dente de ouro. Ele sorriu.  

— Oh, Maristela? Seria um favor que você me faria. Ela é um pouco chata.

— Cisco?! — A monstra parecia embasbacada.

Raul olhou para mim como se realizasse um pedido silencioso e desesperado de ajuda. Eu não sabia ainda o que fazer, mas minha mente trabalhava a todo vapor tentando construir uma saída possível. A distância entre nós e o monstro não era pequena, então se déssemos qualquer passo ele poderia quebrar o pescoço de Gigi com facilidade.  

Felizmente, aquelas criaturas eram burras.

— Perdão, mi amor. Mas eu realmente acho que nós precisamos refazer o nosso grupo.

A luz no local era parca. Era tão pouca que tudo o que conseguíamos ver eram silhuetas mal iluminadas, então foi fácil manipular a luz para manter uma no exato local onde eu estava. Dei um passo para trás e então usei a benção do Malakim para me teletransportar para o lado dele. Cisco não teve tempo de reagir. Ergui a Gáe Buidhe de uma vez só em direção ao seu braço estendido. A lâmina não decepou o membro de uma vez, os ossos detiveram-na, mas cortou toda a pele, músculos e tendões que tocou antes de chegar ao rádio e cúbito. Ele fez menção de capturar Gigi com o outro braço, mas eu toquei sua perna e teletransportei nós dois para longe dela; para perto do teto do armazém. Deixei que ele despencasse dos cinco metros e meu voo foi amortecido pelos meus poderes. Seu pé torceu quando ele caiu no chão

Eu olhei Raul apenas para me certificar de como ele estava. Seus olhos faiscavam. Ele abriu a garganta da lestrigão Maristela em um movimento rápido e veio em nossa direção com mais cinco clones surgindo ao seu redor. A expressão em seu rosto não me trazia bons sentimentos.

— Raul, eu posso matar ele. — Intervi. Ele parecia frio.

— Não. — Eu era capaz de sentir o rancor rasgando sua garganta enquanto ele passava por mim.

Cisco ainda estava de joelhos no chão. Ele tentou se pôr de pé, mas o tornozelo machucado parecia atrapalhá-lo. Ele agarrou meu braço em um impulso desesperado para nos ferir de qualquer forma e antes que eu pudesse reagir eu vi duas lâminas de luz rasgando a carne do lestrigão no meio do seu antebraço. Eu saí do alcance das suas mãos. Raul nos alcançou logo depois dos seus clones. Ele não o matou, em vez disso atravessou sua perna com a espada, impedindo-o de se erguer.

— Raul, você não precisa fazer isso.

O lestrigão conseguiu capturar um dos clones de luz que o cercava e abriu o peito dele com os dentes, o que o desfez em uma explosão arco-íris, mas outros dois se colocaram às suas costas e enfiaram suas espadas em seus braços, em pontos não fatais.

— A gente precisa pegar a Gigi e ir. — Eu disse enquanto segurava o braço dele.  

— Veja como ela está, por favor.

O monstro tentou alcançar mais um dos clones de Raul, mas eles se esquivavam de suas tentativas e com um dos braços totalmente dilacerado, o outro bastante ferido e um tornozelo torcido (talvez quebrado), ele tinha muita dificuldade de se movimentar. Eventualmente, Cisco caiu de quatro e Raul abriu um rasgo na lateral da sua barriga. Profundo o suficiente para doer muito, raso demais para matar. Eu senti meus olhos lacrimejando.

— Raul...

Ele me ignorou e fez três ou mais cortes nas coxas de Cisco.

— Por favor...

Os clones continuavam a golpeá-lo com as espadas. Costas, rosto, barriga, pernas, braços. Nunca garganta, nunca nada que o matasse.  

— Raul, você está me assustando. — Minha voz tremeu ao final.

Ele olhou para mim como se estranhasse as minhas palavras.

— Você tem ideia do que eles podem ter feito com a minha irmã?! — Ele me olhou com revolta. Eu não estava conseguindo ler com precisão qual era a motivação daquela atitude. Ele estava praticamente liderando uma sessão de tortura.

— Mas outros monstros podem vir atrás dela. — Eu tentei argumentar na intenção de dissuadi-lo a terminar de matar o lestrigão e sair dali.  

— Ele não irá durar muito.

Eu suspirei e forcei-o a virar o rosto para mim. Quando eu segurei seu pescoço e olhei em seus olhos, ele me encarou com surpresa. Eu definitivamente poderia só manipulá-lo, a benção do Serafim era capaz de manipular a mente dele, a do Ofanim poderia agir sobre a raiz das suas atitudes e diluir qualquer sentimento ruim. Isso seria tão simples. Mas eu não queria simplesmente controlar suas emoções ou sua cabeça. Queria que ele me escutasse.  

— Eu tenho certeza que se ela pudesse te ver agora, não iria ser isso que ela gostaria de ver. — O cenho dele franziu em uma mistura de tristeza e raiva.

— Algumas horas atrás era você quem estava sobre mim, me socando.

Agindo feito um monstro, você quis dizer. Eu estava fora de mim, mas... — Minha voz parou.

Eu deixei minhas mãos caírem do rosto dele. Eu geralmente não era aquele cara violento e agressivo de algumas horas antes e eu me envergonhava de ter agido daquela maneira depois que a emoção passou. Aquele não era eu, era um Peter fora de controle. Mas Raul parecia no controle. Ele estava fazendo aquilo tudo com calma, com consciência. Aquele era ele? Um rapaz sádico e vingativo?

Quando eu comecei a me afastar, Raul percebeu que algo estava errado. Ele tentou dar um passo em minha direção, mas eu virei as costas para ele. Fui andando em direção à Gigi.

— Eu vou levá-la lá para fora. — Eu disse enquanto caminhava. — Quando você terminar sua diversão, a gente vai estar te esperando.  





Eu não precisei me teleportar. Abri o armazém por dentro e saí com a garotinha nos braços. Ela estava de olhos fechados e aparentava estar tendo pesadelos; seus olhos se apertavam, seu corpo pequeno tremia e contraía bruscamente às vezes. Eu me sentei escorado a uma parede segurando-a com firmeza. Cortei todas as cordas e a aninhei em meus braços. Quando Raul saiu nós conversamos brevemente sobre o estado dela. Ele não permaneceu nem dez segundos lá dentro depois que eu saí. Seu olhar estava baixo e furtivo, ele não queria me fitar, parecia com vergonha.  

O latino passou os dedos nos cabelos da irmã e beijou sua testa carinhosamente. Seu olhar misturava uma série de sentimentos. Preocupação, carinho, felicidade, medo.  

— Nós vamos para casa, anjinho. — Ele murmurou.

Os músculos sobre as minhas sobrancelhas se apertaram quando ele falou aquilo. Imaginei que ele estava tão feliz de finalmente ter encontrado Gigi depois de horas de angústia que ainda não havia pensado sobre o que aconteceria dali em diante.

— Raul... — Ele ergueu o rosto. — Você sabe que ela não pode voltar para Hudson Square, certo?  

Inicialmente ele pareceu não ter compreendido, mas em poucos segundos sua feição tornou-se irritada, ele apertou os lábios e sua voz saiu quase como um rosnado:

— Não. — Eu não precisei explicar, ele mesmo compreendeu que eu queria levar Gigi para o Acampamento.

— Ela precisa de cuidados.

— Eu disse não!  

— Raul...

— Ela vai voltar para casa comigo!

Então deixa ela morrer em casa! — Eu berrei, exasperado com o egoísmo dele. Raul se calou, mas sua expressão ainda estava enfezada. — A Gigi está morrendo, Raul. Você não vê? Ela precisa de cura. O veneno desses escorpiões é poderoso e ela é uma criança. Ela não vai sobreviver muito.

— Eu tenho certeza que a Tia Elisa conhece algum curandeiro, um filho de Apolo. Alguém, qualquer pessoa.

Eu reconhecia o desejo profundo dele de permanecer com sua irmãzinha o máximo de tempo possível. Sabia que sua mente estava tentando encontrar qualquer solução que não envolvesse deixar que ela voltasse comigo — conosco — para o Acampamento Meio-Sangue. Mas eu precisava levá-la, ela estava ficando fraca, nós nem sabíamos há quanto tempo seu corpo estava sob efeito do veneno. Esperei mais alguns segundos para que ele pensasse antes de falar mais alguma coisa.  

— Se eu mandar uma mensagem de Íris eles conseguem chegar aqui em minutos. A Gigi estaria segura e sendo tratada em menos de uma hora. Se for levá-la até Hudson Square... eu nem sei se a gente consegue chegar até o apartamento de Elisa em uma hora. Sem contar o tempo para conseguir ajuda. Nós estamos contra o tempo aqui.

Deixei que a ideia se assentasse na mente dele, que ele pudesse refletir sobre o que eu acabara de falar. Os seus braços circundavam o corpo de Gigi como se eles pudessem protegê-la do mundo. Levou poucos minutos para Raul concordar que a menina poderia voltar comigo para o Acampamento. Foi outro esforço tremendo para convencê-lo a nos acompanhar. Como ele não era mais aliado de Nyx, talvez Quíron pudesse encontrar um meio de seus erros serem perdoados, ainda que eu não tivesse certeza disso. Logo após a noite que passamos no apartamento de Alexander, Raul me avisou que não poderia ir comigo até o Acampamento, disse que precisava lidar com umas coisas na casa da família dele. Eu voltei sozinho. Assim que atravessei a fronteira, fui chamado até a Casa Grande e interrogado, pois naquela manhã fora descoberto que Raul liderara o ataque em Connecticut. Havia até um mentalista a postos para se certificar que eu não estava mentindo!  

Nas semanas seguintes eu buscava — ainda que não admitisse — me informar sobre o que Raul andava fazendo, se ele havia participado de algum ataque, mas aparentemente ele se manteve relativamente quieto após o incidente na base em Connecticut. Será que ele poderia ser perdoado (ou receber uma punição menor?) levando isso em consideração?  

Ele pôr fim concordou. Antes de eu enviar a mensagem, ele retirou o pequeno frasco do bolso do seu casaco. Debruçou-se sobre a criança e abriu cuidadosamente a boca dela. Antes que o líquido pingasse eu segurei seu pulso em um ímpeto.

— Enlouqueceu?! — Eu perguntei, assustado. — Vai dar veneno para a garota?!

Raul olhou para mim e então sorriu. Aquele sorriso presunçoso de quando ele sabia alguma coisa que eu não sabia e estava prestes a deixar isso bem claro.

— O Descanso de Julieta não mata, lembra? Ele deixa o envenenado em sono profundo. Além do mais, ele disfarça totalmente a existência dele. Ninguém será capaz de localizá-la. Nem por magia, nem pela aura, nem pelo odor. Isso vai garantir que os monstros não nos alcancem.  

Minha expressão passou da repreensão para o constrangimento. Obviamente ele jamais faria qualquer mal para a própria irmã. Ele ainda esclareceu que daria uma dose menor à Gigi, apenas o suficiente para ela chegar até o Acampamento sem seu odor trazer todas as bestas de Nova York para nós.

Eu me afastei para enviar a mensagem de Íris para Quíron, comunicando da nossa localização e que precisávamos de ajuda. Ele disse que enviaria uma equipe com urgência e que esperássemos na nossa posição. Eu retornei de imediato para o local onde Raul estava ajoelhado diante de Gigi. Eu sabia que ele não iria comigo de bom grado e hesitei antes de fazer aquilo. Finalmente me convenci que ele provavelmente entenderia minhas motivações, então invoquei as Naisc e as fiz deslizar até envolver o corpo de Raul, pressionando seus braços.

Ele estava inclinado sobre a sua irmã, mas apenas se debateu efusivamente quando percebeu que eu o prendia, sem dizer nada.

— Eu não posso deixar você fugir, Raul. Desculpa. — Eu murmurei com uma culpa genuína inundando meu peito e me sentei diante dele. Franzi a testa.

Sua face estava determinada, ele contorcia seu rosto devido ao esforço para tentar se livrar dos elos que giravam ao redor dos seus braços, mas seu olhar estava vazio. Ele não parecia colérico. Evidentemente ele sabia que eu não iria confiar tão facilmente nele, mas o gesto por si só deveria tirá-lo do sério. Ele também já deveria estar berrando comigo, me repreendendo por acreditar que ele era furtivo o suficiente para apenas esperar...

— ...um momento de distração meu para fugir... — Murmurei. — Pendejo!

Aproximei minha mão do seu rosto sem tocá-lo e deixei que meu poder deslizasse até a ponta dos dedos, tentando manipular sua carne. A sua face se distorceu como uma miragem, uma parte ficou invisível e a outra mudou de tom, era como o reflexo projetado por um espelho mal feito. Um clone.

Eu quis xingá-lo, obviamente. Mas uma grande parte de mim quis xingar a mim mesmo. Eu não tinha certeza de quando necessariamente ele fugiu, mas acreditava que foi quando eu estava conversando com Quíron. Desfiz o clone e cruzei os braços, completamente irritado e decepcionado. Novamente, Raul fugira.





Quando cheguei ao Acampamento, fui orientado a seguir direto para a Casa Grande. Gigi foi encaminhada para as enfermarias, ela ainda estava dormindo, portanto, minha presença não seria de grande diferença.  

Quíron estava em sua cadeira de rodas falsa quando eu entrei. Ele gentilmente solicitou que me sentasse e explicasse com detalhes o que havia acontecido. Eu narrei todos os acontecimentos — pelo menos o que era pertinente a ele saber; não falei sobre a agressão contra Raul, por exemplo. O centauro escutava com atenção. Além de nós dois, havia também uma garota conosco na sala. Baixa, cabelos escuros e olhos amendoados pacíficos, ela apenas nos observava.

— Você não viu quando ele escapou? — Meneei a cabeça em negativo. — Preciso que você diga. — Os músculos da minha testa vincaram. Qual era necessidade? Quíron não era cego.

— Não, eu não vi. — Esclareci verbalmente.

Ele permaneceu em silêncio. Minha perna direita movia-se nervosamente. Não pelas perguntas feitas pelo centauro. Eu tinha consciência de que aquela conversa precisaria acontecer, afinal eu me envolvera em uma missão de resgate com um fugitivo do Acampamento, aliado — antigo aliado? — de Nyx. Mas eu queria notícias de Gigi.

— Você realmente tinha a intenção de trazê-lo ao Acampamento a qualquer custo?

— Sim. — A garota limpou a garganta. Quíron olhou para ela. Por reflexo eu olhei também. Ela apenas movimentou negativamente a cabeça.

— Você realmente o traria, Peter?

Quando Quíron pediu que eu confirmasse se estava realmente falando a verdade, compreendi qual era o papel da moça ali. Inclinei meu corpo para trás, cruzei os dedos frente à barriga e inflei as narinas. Encarei Quíron com uma expressão entre a incredulidade e a acusação.

— Um detector de mentiras humano? Sério?

Quíron permaneceu em silêncio. Sentia como se minha palavra estivesse sendo desprezada. O desconforto logo se transformou em ira. Eu me pus de pé e a garota se aproximou, mas o diretor ergueu a mão para sinalizar que nós esperássemos.

— Bem, você mentiu agora mesmo, não foi?

Eu apoiei uma mão sobre a mesa para que pudesse me inclinar na direção do outro lado do móvel.

— Eu não o traria a qualquer custo, Quíron. Isso é muito extremo. Por exemplo, eu não abandonaria a Gigi sozinha nas ruas do Harlem para ir atrás dele. Inclusive, não abandonei. Eu não o traria para cá morto. Eu não o torturaria para que ele viesse. Faria qualquer coisa dentro de um limite, mas a sua pergunta implicava que eu o traria mesmo se isso custasse a minha vida. Mas sim, eu queria que ele viesse. Eu não menti, a sua pergunta só foi ampla demais.

Imediatamente lancei meu olhar irritado para a mentalista de Psiquê como se a incentivasse a dizer se eu mentia. Ela devolveu a minha expressão com certo desdém.

— É verdade. — Ela se reservou a dizer.

Quíron suspirou.

— Você sabe que seria problemático caso ele viesse para cá, não é? O contra-ataque em Connecticut feriu gravemente um filho de Ceres.

— Marcus. Mas não foi porque o Raul queria. Um filho de Éris o desobedeceu. — Eu esclareci de braços cruzados, ainda de pé.

— Discórdia. — O centauro me corrigiu. Eu sempre trocava os nomes dos deuses romanos acidentalmente. — Mikhail, sim. E ele seria punido por isso, mas esse legionário sumiu. Alguns acreditam que ele esteja morto, mas Hades não recebeu sua alma. Sem esse garoto para receber a punição devida, Raul pode ser responsabilizado pelo Júpiter por tudo que aconteceu.

Franzi a testa. Morto?

— Como assim morto? Quem o matou?

— Ninguém sabe. Ele estava sendo rastreado por um time do Acampamento Júpiter, no Arizona, quando eles...

Minha mente estalou. Ela começou a processar várias informações de uma vez.

— La Paz?!

— Oi?

— O local, condado, cidade. Não sei. O lugar de onde Mikhail desapareceu se chama La Paz?

A testa dele vincou e seu olhar correu para o lado esquerdo da sala. Ele estava provavelmente tentando lembrar das informações que tinha sobre o último paradeiro conhecido de Mikhail.

— Creio que sim. Por que?

— Raul estava com ele. Ele estava em La Paz quando soube que a irmã havia desaparecido.

O centauro estava relaxado em sua cadeira de rodas, mas quando eu trouxe aquela nova informação seu tronco enrijeceu e ele adequou sua postura.

— Como assim?

Eu permaneci em silêncio, afagando minha barba rala enquanto tentava juntar as pontas daquela história. O ritmo do meu coração acelerava com a possibilidade de que Raul houvesse ajudado o rapaz a escapar, mas eu percebi o tom de suas palavras quando falou sobre o legionário. Ele parecia contrariado, bravo. Ele reclamou comigo que Mikhail não havia sido punido.

— Peter?

— Qual sobrenome dele? O sobrenome do filho de Discórdia.

— Vladimirovitch.

Sorri. Aquela palavra se tornou a peça que unia dois elementos confusos. Era um patronímico russo. Mikhail, filho de Vladimir.

— Raul tinha um par de armas com um escrito em cirílico. Eu não consigo transformar o alfabeto para o latino, mas imagino que eram de Mikhail. Tudo que eu sei é que Raul estava em La Paz. Então ele soube que Gigi tinha desaparecido. Ele falou que foi resolver as coisas, pegar um pacote, uma entrega. Algo assim. Eu não sei direito.

— O que isso significa?

Eu olhei para os papéis sobre a mesa.

— Significa que ele sabe onde Mikhail está.

— Que ele o ajudou a escapar, portanto.

Minha cabeça se movimentou para os lados com intensidade.

— Não, não, não. Quando ele me falou de Mikhail, era fácil sentir o rancor e a irritação em sua voz. Raul ordenou que eles evitassem ao máximo ferir qualquer semideus e Mikhail o desobedeceu. Ele não gostou nada disso. Eu acho que ele o queria capturar.  

Nesse exato instante alguém bateu à porta.  

— Entre.

Uma voz feminina pediu licença atrás de mim e eu olhei por cima do ombro. Evie estava em seus trajes formais de senadora, portanto supus que estava ali a serviço. Ela atravessou rapidamente o cômodo, inclinou-se sobre o centauro e murmurou algo em seu ouvido.

— Na floresta?! — Ele indagou com choque aparente.  

A legionária confirmou com a cabeça. Seus olhos intensamente azulados, quase cinzas, correram pelo espaço até caírem em mim. Ela me deu um sorriso singelo, educado.

— Olá, Evie. — Eu cumprimentei.

— Oi, Peter. — Ela limpou a garganta. Parecia prestes a falar quando uma segunda pessoa chegou até a porta da sala e chamou pelo meu nome.

Loira e esbelta, Charlotte veio em minha direção.  

— Desculpem. Peter, a garotinha acordou e eu acho que é melhor você ir na enfermaria.  

Minhas feições devem ter atravessado diversas emoções. Eu me levantei em um pulo e antes de sair com a curandeira de Asclépio eu olhei para Quíron como se pedisse permissão. Ele se reservou a mover afirmativamente a cabeça. Eu fui em direção à porta.

— Peter. — Evie me chamou. Eu olhei para ela. —  Assim que você puder, eu vou precisar conversar contigo.

Eu concordei.





Da antessala era possível ouvir as palavras da menina. Havia três semideuses na sala, todos muito dedicados em tentar acalmar Gigi, mas nenhum deles parecia estar tendo sucesso. Ela se debatia e tentava fugir das mãos deles.

Pajarito! Tía Elisa! Raulito!. — Eles murmuravam para que ela se acalmasse, mas ela continuava chamando pelos mesmos nomes. — Dónde estás?

Eu fui rapidamente até ela e sentei-me ao seu lado na cama.  

— Eu estou aqui, Gigi. — Ela arfou e moveu os braços na minha direção. Eu segurei seus pulsos para que ela tocasse meu rosto. Ela tateou minha barba, os ossos das minhas bochechas, minha testa e olhos. Finalmente, se jogou em mim em um abraço desesperado e apertado. — Oi, meu anjinho. Você está bem. Eu estou aqui.

Pajarito... — Ela murmurou. — Dónde está Raul? Dónde estoy? Los monstruos... dijeron que me iban a comer.

Ela sabia falar inglês, então provavelmente só estava muito aterrorizada e desesperada e o espanhol trazia-lhe conforto. Eu afaguei lentamente seus cabelos.

— Não se preocupe, Gigi. Você está no Acampamento onde eu e Raul passamos férias. São todos amigos, pessoas que estão aqui para te proteger.

— Raul?

Raul é um covarde. Foi o pensamento que veio à minha mente imediatamente, mas eu precisava tranquilizá-la.

— Raul não está aqui. Mas não se preocupe, ele logo retornará. — Será?  

Ela recomeçou a chorar compulsivamente contra meu ombro. Eu acariciei suas costas. Com carinho, tentei me afastar um pouco, mas ela me apertou mais.

— Hey, hey, hey. Eu preciso que você veja uma coisa. — Ela continuou a pressionar seu rosto contra meu peito. Seu corpo tremia.  

— Peter, ela ainda não está totalmente bem, precisa descansar.

— Eu sei, Charlie, eu sei. Eu vou acalmá-la. Gigi, olha. Vou te mostrar luzes. — Ela lentamente ergueu a cabeça. Seus olhos eram únicos. As suas íris eram de um castanho tão escuro que pareciam negras, mas havia partes claras, pontinhos de cinza, azul e verde. Eram tão lindos que me cortava o coração que ela nunca os tivesse visto no espelho.

Eu ergui a mão direita no ar e criei hologramas extremamente brilhantes. Animais, pessoas, objetos, traços de luz. Um dos rapazes na sala, um garoto de altura mediana, corpo atlético e cabelos loiros se aproximou.

— Eu não sei se luzes fortes fazem bem a ela, Peter. — Seu tom era atencioso e preocupado. Senti-me grato por saber que aquelas pessoas estavam dedicadas em garantir o bem-estar da garotinha.

— A epilepsia dela não ataca com tons de azul. — Eu o tranquilizei.

Meningite bacteriana aos quatro meses. Danificou uma área do cérebro dela, algo na parte de trás da cabeça. A única coisa que ela enxergava eram luzes; ela sabia distinguir as cores das luzes, mas não muitas. Do azul ao vermelho e branco. Ela também tinha epilepsia, mas como eu informara ao garoto loiro, ela misteriosamente não tinha crises quando exposta à luz azul. Cresceu tomando grandes quantidades de remédio diariamente por conta disso. No entanto, nos últimos anos, Gigi vinha apresentando melhoras inesperadas. Os ataques epiléticos eram cada vez mais escassos. Ela parecia estar conseguindo distinguir mais tons diferentes de cores. Raul acreditava que seu cérebro de semideusa era mais plástico que o de um humano comum e estava se auto reestruturando.  

Em minutos ela dormiu em meus braços.





Todo mundo havia saído da sala quando eu vi o fraco brilho arco-íris refletido na parede.

— Eu não quero te ouvir. — Falei ainda de costas para a mensagem de Íris.

— Você sabe que eu jamais a abandonaria.

— Então o que você fez, Raul? — Virei-me. Era impossível saber onde ele estava, o fundo era apenas uma parede escura.  

— Eu não a abandonei. — O latino parecia magoado com minhas palavras. — Eu a deixei contigo, alguém que eu confio. Eu preciso te pedir alguns favores.

— A resposta é não.

— Peter.  

Eu me levantei para ir chamar alguém e avisar que o desertor estava tentando se comunicar comigo. Eu honestamente não estava magoado por ele ter apenas esperado que eu me distraísse para fugir. Sua atitude não me surpreendia nem me feria pessoalmente. Porém, ele havia deixado a própria irmã para trás por medo de enfrentar as consequências dos seus atos. A pessoa que ele mais amava no mundo, quem eu sempre pensei que ele faria de tudo para proteger.

— Mikhail está no Acampamento. — Ele disparou de uma vez.

Eu franzi a testa. Parei e girei sobre os calcanhares, voltando-me na direção da projeção de luz.

— Na floresta do Acampamento. Eu fui até o Arizona para encontrá-lo. Mas a Gigi sumiu quando eu estava com ele, então eu...

— ...você usou aquele veneno, aquele que faz as pessoas dormirem. — Eu concluí. — Quíron me contou que ele tinha sumido totalmente do nada, mas até então eu não estava me lembrando do veneno. Foi por isso que ninguém conseguia rastreá-lo mais.

Raul sorriu e concordou com a cabeça.

— Sim, o Descanso de Julieta. Mas não foi para ajudá-lo. Eu ia entregá-lo ao Acampamento Júpiter. Não deu tempo, então ele veio comigo, dopado, para Nova York. Esse é um dos favores que eu vim pedir a você. Preciso que vá até a Floresta e o encontre. Eu o deixei lá. Caso não conseguisse recuperá-lo dormindo a tempo, talvez algum semideus o encontrasse.

Lembrei-me de Quíron na sua sala. “Na Floresta?”. O choque em seu rosto. Raul tomava atitudes babacas, mas como eu já dissera: ele era inteligente. O Acampamento Meio-Sangue seria o último lugar onde procuraríamos um foragido do acampamento romano.

— Acho que ele já foi achado, na realidade. — Estava curioso. — Como você conseguiu entrar aqui sem chamar atenção? Quem te ajudou?

— Eu não posso te falar um nome. Mas não foi um semideus. Foi uma divindade. Eu estou consertando as coisas, lembra? Mas eu preciso de um tempo.  

— Um tempo para?

— Para cumprir alguns favores para essa divindade.

— E depois?

— Depois eu vou estar de volta. Espero que isso pague minha dívida com o Olimpo. Como eu disse, eu não a abandonei. Eu só não tinha permissão para voltar ao Acampamento, Peter. Mas eu vou voltar. Não vou deixar minha irmã sozinha.

Eu olhei para a jovem semideusa que dormia tão calma. A preocupação e afeto por Gigi eram tão explícitos nos olhos de Raul quanto sua convicção de que não iria deixá-la sozinha.

— Você pode ficar de olho nela por um tempo? — Ele indagou.

Eu afirmei.  

— Preciso de outro favor. Preciso que você escreva uma carta para a Gigi. E leia para ela depois, evidentemente.

— Não sei se aqui tem papel e caneta. — Na realidade talvez tinha, eu só não estava muito inclinado a fazer um favor para ele.

— Peter, eu tenho pouco tempo. Por favor, Grande, vai ser importante para ela saber de mim.

Eu rolei os olhos. Raul exibiu uma expressão suplicante e eu por fim concordei. Procurei nas gavetas de alguns móveis até achar um papel de receituário e uma caneta preta. Transcrevi as palavras de Raul:

Quando você nasceu eu não senti ciúmes. Dizem que todo irmão mais velho sente, mas eu não senti. Eu tinha a idade que você tem hoje. Quando você adoeceu, eu achei que ia te perder, mi amor. Chorei por dias. Eu vi o papai chorando como nunca. Foi o pior momento da minha vida. Agora você cresceu. E você é tão incrível, tão doce e feliz. Nunca entendia como você sabia quando eu te encarava. Como você poderia saber?! Mas você perguntava ‘O que você tanto olha em mim, Raulito?’. Lembra? Eu respondia algo como ‘O quanto eu tenho uma irmãzinha linda’. Você dizia que era piegas. Mas era a verdade. Você não tem ideia de quanto me dói que você nunca tenha visto o quanto é linda.

Quase enlouqueci quando achei que te perderia de novo. Ainda me preocupo com isso. Ser um semideus não é fácil, Gigi. Queria que fôssemos nós a traçar nossos caminhos. Se eu fosse traçar o seu, tiraria todos os problemas dele. Foda-se
" (— Raul... nada de palavrões, ela é uma criança — Eu reclamei.) “Desculpa... Não me importo se isso te faria mais fraca. Não quero que você seja uma grande guerreira, apesar de saber que você é totalmente capaz disso. Eu quero que você seja sempre feliz. Sacrificaria qualquer coisa para isso. Mas acho que nem todo o meu sacrifício seria capaz de te trazer a felicidade eterna. Espero que você não esteja rolando os olhos para minha carta fofa, sua peste!

Eu vou ter que ficar distante por um tempo. Mas eu não estou saindo da sua vida. Pelo contrário, eu preciso resolver umas coisas para que possa ser o seu irmão de fato, estar ao seu lado.  

Não há palavras que possam traduzir o quanto eu te amo. Porque eu te amo e muito. Cuide-se,
pequeña. Eu preciso ir agora. Cuide dela, por favor. Não, né, pendejo, essa parte não é para ela, para de escrever. Ou escreve, você que sabe. Mas essa parte é para você, pajarito. Só queria agradecer. Não só por hoje. Por tudo. Por ter me recebido no Acampamento. Por ter sido mi amigo, mi amor, mi ángel. Nunca vou ser capaz de agradecer o suficiente. Eu preciso me encontrar, grande. Entender quem eu sou, o que eu quero. O que me motiva. Me sinto à deriva, como se nada na minha vida fosse realmente uma escolha minha, como se eu nunca tivesse realmente controle dos meus caminhos... Espero que eu possa assumir o leme agora, né.  

Cuide dela. Cuide de você.  

Raul."






✖️


Última edição por Peter C. Gallagher em Seg Fev 25, 2019 4:36 pm, editado 1 vez(es)
Peter C. Gallagher
Peter C. Gallagher
Celestiais de Éter
Celestiais de Éter

Idade : 21

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Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Fev 25, 2019 2:50 pm



 
 
  
promesa, compromiso
ᚉᚑᚌᚐᚇᚆ, πόλεμος, war
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Informações:
Arsenal:

ATAQUE

• Naisc [Duas correntes feitas de ferro estígio e que, em suas extremidades, possuem pontas que são capazes de ferir e cortar caso bem utilizadas. Ambas são adornadas com pedras preciosas brancas e vermelhas e podem esticar até 30 metros. | Efeito 1: As duas correntes podem ser controladas pelo filho de Eros de qualquer modo, apenas obedecendo ao comando do mesmo. | Efeito 2: Cada uma das correntes pode se transformar em pulseiras feitas de elos elaborados unidos. | Ferro Estígio | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Acheron [Uma espada de 70cm bastante peculiar. A lâmina possui dois cortes, ou seja, possui dois gumes afiados. O metal predominante é o Bronze Celestial, cravado em seu corpo metálico está palavras em enoque – língua dos celestiais – que confere a arma uma benção-maldição. A guarda mão da espada é um dos pontos mais belos, pois possui o formato de asas. Sua empunhadura é feita de madeira reforçada e com ondulações suaves que melhoram a forma de segurá-la. | Efeitos mecânicos: a espada pode se transformar em um chaveiro com um pingente de sua miniatura. Ela sempre retorna ao celestial depois de perdida, em sua forma de acessório; Efeito 1: Ao ser empunhada por um ser não celestial, a espada se torna extremamente pesada, ao ponto de nem mesmo os dotados com força apurada podem levantá-la. Efeito 2: xxxx. Efeito 3: xxxx | Resistência Beta | Engaste para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter] (No bolso da calça, na forma de pingente)

• Droigheann [Um arco recurvo de cento e cinquenta e quatro centímetros, feito de material metálico desconhecido e ricamente adornado. As cores azul, rosa e prata se distribuem de maneira harmônica por ele. Cada uma das extremidades termina em pontas com formato de lâmina, permitindo que o arco possa ser usado em combate corpo-a-corpo quando necessário for, apesar de não ser essa sua função central. A corda do arco é prateada, mas feita de material muito resistente e elástico. Ao desejo do portador é possível evocar uma flecha feita do mesmo material do arco assim que se toca a corda. | Efeito 1: Torna-se um anel largo com uma rosa gravada nele e diversos espinhos. | Efeito 2: Roubo de vida (O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento.) | Efeito 3: xxx | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: Sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de natal 2017] (Na mão direita)

• Gáe Buidhe [Uma lança de tamanho mediano, cento e quarenta centímetros. O bronze celestial é recoberto por uma camada de tintura dourada que confere a aparência áureo-amarelada que o nome da arma sugere. Abaixo da lâmina longa há uma região retangular em que se inscreve "Πέτρος, ο γιος του Έρωτα". No extremo inferior da arma, há uma espécie de contrapeso de metal que permite equilibrar a massa dela, tornando o manuseio mais simples. Entre a placa inscrita e o contrapeso há o cabo, adornado com traços que circundam todo ele, conferindo beleza e aderência, nos espaços gerados se misturam letras gregas, em gaélico clássico e no alfabeto latino. | Efeito 1: a arma é revestida pelo elemento raio, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar paralisia pelo choque; Efeito 2: a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado | Bronze Celestial | Espaço para duas gemas | Beta | Status: 100%, sem dano | Épica | Conquistada no evento Quando o Passado Revive] (Na Mochila sem Fundo)

• Gáe Dearg [Uma lança grande, com dois metros de comprimento total. Seu material é recoberto por tinta vermelha que confere o tom éreo-avermelhado dela, à exceção do fio da lâmina, que é bronze. Logo após a lâmina há uma delgada extensão onde se encontra cunhadas as palavras "Πέτρος, ο γιος του πάθους". No extremo oposto se localiza um contrapeso de metal escuro que facilita o movimento com a lança. O grande cabo é todo recoberto por adornos semelhantes a outra Gáe, a Gáe Buidhe, com as mesmas letras dos alfabetos latinos, grego e gaélico dispostas aleatoriamente entre os espaços gerados pelas linhas. | Efeitos mecânico e de ligação: a lança sempre irá retornar ao bolso do usuário (depois de dois turnos caso seja tomada ou perdida) na forma de uma pedra vermelha. | Efeito 1: Graças as runas mágicas, a arma está encantada com o elemento do ar. Isso criou uma camada cortante que potencializa o dano em 20% | Bônus de forja: +15% de dano | Bronze Celestial | Alfa | Espaço para 1 gemas | Status 100%, sem dano | Mágico | Forjado por Alex Nikolaev] (Na mão direita)

DEFESA

• Oir [ É um escudo de formato triangular, seguindo o estilo adotado na idade média, com oitenta centímetros. A borda é recoberta por uma camada extra de metal dourado que funciona como uma moldura para o desenho de um pégaso de aspecto semelhante às criaturas da heráldica, pintado ao centro do escudo por tinta azul escura. O resto dele é azul-prateado como é próprio do material do qual é feito. Atrás do escudo há tiras de couro que envolvem de imediato o braço de Peter sempre que deixa de ser um acessório, facilitando o uso. | Efeito 1: Diminui a resistência a impactos em 50% sem machucar o braço do semideus. | Efeito 2: Durante dois turnos será capaz de refletir os ataques direcionados a esse de qualquer natureza mágica, elemental ou física, depois disso, o efeito entra em espera por outros cinco turnos. | Efeito 3: Transforma-se em um bracelete largo composto por várias tiras de prata conectadas | Arandur | Espaço para duas gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Épico | Evento de ano novo] (No braço direito)

• Constelação Fênix [Um escudo circular que possui em seu centro a constelação da fênix desenhada. Quando atingido, essa constelação brilha suavemente, absorvendo um pouco do impacto desferido. O escudo mede 85 cm de altura, por 74 cm de largura, por 11,5 cm de profundidade. Seu principal material é o bronze celestial | Efeito mecânico: transforma-se em um bracelete dourado, tendo a forma e traços que o celestial desejar. Caso perdido/roubado, ele sempre retornará para o dono em algum momento; Efeito 1: graças ao poder contido na constelação de fênix desenhada no escudo, 25% do impacto é absorvido por ela; Efeito 2: xxx; Efeito 3: xxx | Resistência Beta | Engaste para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter] (No braço esquerdo)

SUPORTE

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]. (No dedo anelar direito)
Itens:

CONSUMÍVEIS

Nenhum

OUTROS

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados] (Nas costas)

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Lanças) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados] (No braço direito)

• Colar de Contas do Acampamento (No pescoço)
Observação:
Levar o pack em consideração:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: 10/02/2019)].

Também considerar que a pode de Abençoado de Cassiel não foi usado de maneira ativa (eu só o inseri para legitimar a maneira como Peter enxerga mortos no começo da narrativa).

Além disso, levar em conta o poder Cura por Emoções IV ao calcular a perda de HP/MP final do personagem. É isto ♥️
Poderes de Filho de Eros:

PASSIVOS

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Ilusões
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são bons em criar ilusões, portanto, quando utilizarem-se dessas, poderão enganar com mais facilidade, ainda mais se for uma ilusão relacionada ao amor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +5% de dano se usarem ilusões

Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Omnisciência romântica
Descrição: Cupido/Eros, sempre sabe quando alguém está realmente apaixonado, e por sua vez, também consegue descobrir quem é a pessoa com um simples olhar. Assim como seu pai, as crias desse deus sempre saberão quando alguém está amando de forma verdadeira, sendo impossível engana-lo com relação a sentimentos. Estará tudo ali, presente no olhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá ver quando alguém está apaixonado.

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição:  Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado. Mas se o filho de Eros/Cupido tentar algo agressivo, o efeito passa.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Mania de Amar
Descrição: Eros/Cupido é filho de Afrodite/Vênus, por essa circunstância, os filhos do amor conseguem criar uma aura do amor que excita seus aliados a tomarem coragem de fazerem algo, mesmo que imprudente. Se os colegas do filho de Eros estiverem ao lado de quem amam, melhor serão seus atos e mais eficazes seja no que for. Assim sendo, ao lutar ao lado de quem ama, o filho de Eros/Cupido ganha um bônus de força, e de dano em seus poderes ativos, o mesmo acontece se ele estiver lutando ao lado de um casal que se ama. Tanto ele, quanto o casal, ficarão mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus poderes ativos, e força física, para si, para seu amado, e para o casal caso esteja lutando ao lado de um.
Dano:  +10% de dano em seus poderes ativos.

Nível 43
Nome do poder: Pericia com Arcos IV
Descrição: Você se tornou um mestre no manuseio do arco, seus movimentos são impressionantes, atira mais de uma flecha simultaneamente, e acerta alvos que estão atrás de outras coisas, podendo acertar pontos críticos em batalha sem qualquer problema.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +45% de dano se a arma do semideus acertar.

Nível 45
Nome do poder: Insensível
Descrição: Apesar de possuírem uma beleza extrema e aparentarem ser sensíveis e puros, os filhos de Eros são extremamente insensíveis, nunca se deixando levar pelos sentimentos alheios e sendo capazes de ver uma pessoa sofrer sem ter mínima misericórdia. Dessa forma, poderão lutar mais concentrados, não sendo afetados por sentimentos de pena, amor ou compaixão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de concentração em batalha.
Dano: Nenhum

Nível 49
Nome do poder: Imunidade
Descrição: As crias de Eros/Cupido, tem barreiras mentais em sua mente, ou seja, são imunes contra telepatas, invasores de mente ou algo semelhante, de nível igual, ou inferior a ele. Ilusões, e jogos mentais de nível superior, ainda poderão afeta-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões, jogos mentais, tortura, ou algo semelhante, de nível igual ou inferior ao da prole, não serão efeitos contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Cura por emoções IV
Descrição: O filho de Eros/Cupido consegue literalmente se alimentar da luxúria e amor alheio para se recuperar em luta. Funciona com emoções induzidas pelo semideus ou intrínsecas da pessoa. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 50 HP e 50 MP do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 55
Nome do poder: Respiração melhorada
Descrição: Como descendentes de Eros/Cupido que em alguns contos descende de Caos e é uma força primordial responsável pelo cosmo, seu filho não é afetado pela ausência de oxigênio podendo continuar vivo e bem por um tempo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Alteração do oxigênio ambiente ou outros efeitos que afetem respiração têm 80% menos eficácia no semideus.
Dano: Nenhum

ATIVOS

Nível 12
Nome do poder: Storge
Descrição: Ao tocar uma flecha, poderá impregna-la com uma aura rosada, sensível. Ao atira-la, se acertar seu inimigo, fara com que ele se sinta acuado, e ao perceber o estrago que está causando, se sentira solidário, querendo em vez de machucar seus oponentes, cuidar deles. Ele ficara preocupado, e evitara matar, destruir, ou machucar as pessoas ao redor.
Gasto de Mp: 30 MP (por flecha)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP (por flecha)
Extra: Fara com que o inimigo não ataque ninguém (pela preocupação, e sentimento de solidariedade), durante dois turnos.
Poderes de Celestial de Éter:

PASSIVOS

Nível 1
Nome do poder: Olhos celestiais
Descrição: Sempre ao usarem os poderes, os olhos dos celestiais ganham uma tonalidade mais celeste e brilhante. Poderes de luz os olhos ficam dourados; poderes ligados as estrelas e ao ar ficam azulados ou esverdeados; poderes ligados as bênçãos os olhos ficam vermelhos. Ao usar os demais poderes, as írires ficam em tonalidade prateada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Conhecimento Astronômico
Descrição: Todos os celestiais tem um conhecimento avançado de astronomia. Eles sabem todas as constelações e posições das estrelas, e podem se guiar por elas sem a ajuda de um mapa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Detectar intenções
Descrição: A intuição do celestial é bastante apurada. Ele saberá reconhecer quando está sendo enganado ou quando alguém está sendo sincero. Durante o combate, ele sentirá o desejo de atacar do outro, podendo ficar em alerta e diminuir as chances de ser pego em um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Metal Celestial
Descrição: Bronze Celestial é um metal que é potencializado nas mãos do semideus seguidor de Éter. O metal fica naturalmente mais forte e poderoso quando usados por um celestial.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade na arma que for feita de Bronze Celestial
Dano: +10% de dano em armas que contem Bronze Celestial

Nível 10
Nome do poder:  Precisão
Descrição: É a capacidade que permite ao semideus ter grande foco e atenção aos detalhes, de forma que sempre que realize uma mesma tarefa mais de uma vez o faça com perfeição. Eles aprendem com muita facilidade, e isso permite que dominem armas, resolvem enigmas e descubram alguma coisa de maneira mais rápida e precisa.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +30% de percepção e inteligência. +20% de descobrir algo. Pode pedir ao narrador uma única pista ao resolver um enigma ou uma charada.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: O celestial agora está mais evoluído. A experiência em batalhas melhorou ainda mais as suas condições físicas. O semideus seguidor de Éter torna-se ainda mais veloz e esquiva-se com mais facilidade. Seus reflexos também melhoraram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, esquiva e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Resistência a mudanças climáticas
Descrição: Mudanças climáticas bruscas não causam tanto efeito nos celestiais, pois são bençoados pelo céu superior. Porém, altas ou baixas temperaturas ainda causam incomodo para o semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Análise do céu
Descrição: Ao olhar para o céu o seguidor de Éter saberá exatamente que horas são e a temperatura do ambiente. Assim como poderá prever as mudanças climáticas que ocorrerá nas próximas horas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Paraquedas
Descrição: O celestial ao cair, graças a sua relação com o céu e o ar, não irá se ferir ou machucar. Mesmo se a queda for de uma grande altura, antes de colidir com o chão o semideus será protegido pelo ar que amortecerá o impacto.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Estelar II
Descrição: Durante a noite, quando o brilho das estrelas se torna mais perceptível, o celestial fica ainda mais forte e resistente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força e resistência corporal.
Dano: +15% de dano.

Nome do poder: Determinação
Descrição: O celestial é um guerreiro com determinação inabalável, determinação e força interior. Sabe aquela coragem de passar por algo difícil? Suportar a dor? Eles têm ela dentro de si, por isso, dificilmente se deixam abalar em situações de tortura ou que exijam coragem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de coragem para o celestial. +10% de resistência a dor.
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos dos celestiais ao chegarem nesse nível se tornam mais aguçados e apurados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de melhoria nos cinco sentidos.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Justiceiro silencioso
Descrição: Os celestiais são vingadores silenciosos, isso quer dizer que conseguem andar de forma suave, sem provocar ruídos, o que também lhes permite pegar inimigos de surpresa, e impedem outros de lhe ouvirem quando esse está se aproximando. Não é valido para quem tem audição melhorada.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +60% de chance de não ser notado ao tentar realizar ataques surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Perícia com Escudos IV
Descrição: Já não importa mais o tamanho do escudo, o celestial já sabe como usar perfeitamente o item defensivo, lidando com todas as mudanças bruscas. Quando se defende, é difícil deixar uma brecha para ataques.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 75% de assertividade ao tentar se defender com um escudo.
Dano: +60% de guarda (podendo proteger melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo.

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas V
Descrição: Mestre das espadas, é assim que um celestial passa a ser reconhecido quando adquire todo o conhecimento e experiência no uso da espada. Usar esse item o torna quase uma máquina de batalha, tão mortal e letal quanto a comparação sugere.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no uso da espada.
Dano: +80% de dano ao ser acertado pela espada de um celestial.

Nível 50
Nome do poder: Aura Celestial II
Descrição: Agora em campo o celestial produz ainda mais sensações em que está ao seu redor. Mesmo machucado, o semideus sentirá vontade de batalhar ou ajudar, não perdendo o seu espírito para o desespero. Deixa as pessoas ainda mais confiantes e centradas, diminuindo as confusões e inseguranças.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Aumenta a coragem e esperança em campo em +35%
Dano: Nenhum

ATIVOS

Nível 8
Nome do poder: Ocular – RaioX
Descrição: É a capacidade de ver através de materiais. Ou seja, é capaz de ver através de paredes e tecidos.
Gasto de MP: 20 por turno ativo.
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: nenhum.
Extra: Poderá solicitar ao narrador o que tem atrás das paredes ou qualquer tipo de barreira.

Nível 14
Nome do poder:Ocular – Térmica.
Descrição: É a capacidade de ver as oscilações de temperatura em um ambiente. Seres vivos emitem uma cor térmica diferente de seres inorgânicos. Monstros possuem uma temperatura particular, assim como criaturas divinas.
Gasto de MP: 20 por turno ativo
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: nenhum.
Extra: Poderá solicitar ao narrador um reconhecimento das coisas vivas que você poderia enxergar com a visão térmica.

Nível 20
Nome do poder: Estrela Guia
Descrição: O celestial consegue criar um pequeno corpo celeste luminoso que sempre irá servir como guia, o levando ao caminho certo ou o caminho que ele deseja. É uma luz inofensiva e não irá espera-lo, seguindo o caminho independente se o celestial a está acompanhando ou não.
Gasto de MP: 30
Gasto de HP: nenhum
Bônus: nenhum
Dano: nenhum
Extra: nenhum

Nível 25
Nome do poder: Proteção Celestial
Descrição: Três escudos irão surgir ao redor do semideus, feitos de luz celeste. Um nas costas e dois em cada lateral. Esse escudo possui um metro de altura e meio metro de largura, assumindo a forma que o semideus desejar. Irá proteger o semideus flutuando na mesma posição, seguindo-o enquanto se move. Tem a resistência beta e dura 4 turnos.
Gasto de MP: 40
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 50% a mais de defesa contra ataques de trevas e sombras.
Dano: nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 26
Nome do poder: Raio de Luz
Descrição: Uma grande quantidade de energia luminosa é concentrada nas palmas das mãos do seguidor de Éter. Essa energia acumulada é liberada em um raio que seguirá em linha reta, provocando um dano focado e poderoso.
Gasto de MP: 60
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 60% de chance de provocar queimaduras de 3 grau.
Dano: 70
Extra: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Fotocinese III
Descrição: Seu controle sobre a luz tornou-se perfeito, assim como a criação dela. Seus hologramas são visualmente perfeitos e sem falhas, tornando-os praticamente reais se não fosse a falta de som (afinal ainda são construtos de luz). Você já pode manipular a intensidade da luz no ambiente de uma rua, aumentando ou diminuindo. Quanto a manipulação de luz em um objeto, o semideus tornou-se capaz de deixar uma casa inteira invisível ou até seis objetos. Assim como também pode modificar a cores desse mesmo objeto.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Aerocinese III
Descrição: Permite ao celestial controlar, manipular e gerar e absorver o elemento do vento. Agora consegue manipular e condensar o ar para torna-lo mais pesado, mais denso, dificultando a respiração dos inimigos, e conseguindo inclusive quebrar coisas com a manipulação do vento. Ao tornar o poder mais forte, pode por exemplo, fazer um copo estourar com a força da mente – manipulando o ar ao redor para esmagar o vidro – ou fazer coisas semelhantes. Também é capaz de criar grandes ventanias e varrer uma área de até 100 metros, derrubando coisas, quebrando, puxando e etc. Pode ainda erguer seus oponentes do chão em uma altura considerável de 1 metro, e atira-los para longe de si (só consegue fazer isso com duas pessoas por vez, não mais).
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Na criação de grandes ventanias, ou tornar o ar mais pesado, denso, e dificultar a respiração do oponente, todos os atributos do adversário do semideus serão reduzidos em 50%.
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum

Nível 60
Nome do poder:: Benção Malakim
Descrição: Os malakim são os sábios estudiosos, com grande interesse no universo e na humanidade. Porém, eles são ainda mais conhecidos pela capacidade de moldar o tempo e o espaço. Ao ativar essa benção, o celestial ativa a habilidade de quebrar o espaço e o tempo, se teleportando de um ponto a outro. Em uma área equivalente a um quarteirão comum, o celestial pode realizar 5 telportes. Para áreas mais distantes, é permitido apenas dois teleportes.
Gasto de MP: 30MP por teleporte.
Gasto de HP: 5HP
Bônus: nenhum
Dano: nenhum
Extra: É possível levar apenas duas pessoas no teletransporte.

Nível 62
Nome do poder:: Fogo Eteriano II
Descrição: O controle e a criação do fogo eteriano tornou-se um pouco melhor. Agora é possível dar formas as chamas esbranquiçadas. E controlar as bolas de fogo durante o seu trajeto.
Gasto de MP: 40
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: altas chances de causar queimaduras de terceiro grau.
Dano: 55
Extra: É possível apenas invocar as chamas em suas mãos provocando contato físico, assim como poderá lançar contra o inimigo comumente em forma de bolas de fogo.

HABILIDADE EXTRA

Nome do poder: Abençoado de Cassiel
Descrição: Ao receber essa benção, o semideus torna-se mais sensível a morte. Poderá conversar com almas que ainda perambulam no mundo dos humanos. Ao ser abençoado pelo anjo, o celestial poderá invocar a alma de uma figura heroica da história para lutar ao seu lado durante 3 turnos. O ser invocado ganha vida durante esse período de tempo, não sendo uma alma ou fantasma, e sim um ser vivo de carne e osso. O celestial poderá descrever suas vestimentas e escolher até dois tipos de armas (ou uma arma e uma armadura), feitas de bronze celestial.  Pode invocar apenas um ser heroico e usado apenas duas vezes por evento/missão.
Gasto de Mp: 30MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O possuidor é Peter C. Gallagher.
Habilidades Adquiridas:

Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.

× Nome da Habilidade: Perícia com Bastões e Lanças I
Descrição: O usuário entendeu como funciona a arma e como ter um bom manuseio de armas de extensão como bastões e lanças e pode se mostrar melhor nisso do que aqueles que nunca tiraram um tempo para treinar a habilidade de fato.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +10% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +5% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Pericia com lanças
Descrição: Habilidade adquirida ao derrotar Anne Smith, filha de Zeus, em um evento de dia das bruxas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de assertividade no manuseio da lança.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos II
Descrição: O semideus ao executar certo treinamento, acabou aprimorando sua mira, de forma que, atirar em alvos com um arco se tornou muito mais fácil. O tempo com essa arma é um inimigo, mas agora que possui o conhecimento adequado, a vantagem está a seu favor e sua mira, está muito melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +25% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Nome: Perícia em Ambidestria
Descrição: Depois de treinar, o semideus é capaz de usar ambas as mãos e pernas em combate, distribuindo força e equilíbrio necessário para já ter a mesma eficiência no uso. Será capaz de, por exemplo, usar duas armas ao mesmo tempo além de equilibrar-se mais fácil por ter ambas as pernas como dominantes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força e equilíbrio.
Dano: Nenhum

Nome do Poder: Perícia com Adagas.
Descrição: Com o simples manuseio de uma arma simples como a adaga, você é capaz de ser multifacetado : A utiliza para fazer cortes de materiais difíceis e resistentes como corda, consegue utilizá-la para escalar algo ao se fincá-la em sua superfície e até usar como degrau ao se manter por um tempo numa superfície sólida e pisar em seu cabo. Melhor que isso, é apenas a capacidade que está desenvolvendo em desferir ataques simples, mas fatais em seus inimigos podendo causar desde pequenos arranhões até perfurações que podem infeccionar em casos mais avançados ou até mesmo, partir um membro ao meio - o que exige muito esforço de si próprio como também narrativo e utilizar para caças. Além disso, essa arma é fácil de se esconder e até mesmo de se carregar. Você está ganhando capacidade de portar um dos itens que todo semideus possui.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de adagas, +20% de velocidade e agilidade em movimentos que exijam o tronco e braços +20% de assertividade e condicionamento para lutas que envolvam mais exposição física e autodefesa.
Dano : - 25 do HP do inimigo quando acertá-lo podendo causar perfurações com sangramentos em diferentes níveis. (Leve, médio e grave) que se perdura com descontos ao decorrer dos turnos até que esse oponente se cure ou feche o ferimento impedindo a hemorragia de agravar. Facilmente manipulável por um narrador.






✖️
Peter C. Gallagher
Peter C. Gallagher
Celestiais de Éter
Celestiais de Éter

Idade : 21

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Gallagher Empty Re: Gallagher

Mensagem por Hermes em Ter Fev 26, 2019 6:47 am

Valores máximos de avaliação:

XP Máximo: 20.000
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Comentários:
Caro semideus, devo em primeiro lugar elogiar a sua escrita e sua paciência em escrever de modo impecável uma CCFY tão grande. Você é um veterano nesse jogo, portanto deve saber o que leva a descontos na sua pontuação final. Em minha opinião, você colocou muita trama pessoal (o que não é um problema em si, já que as CCFY's servem também para isso), mas a parte do desafio, as batalhas, foram muito fáceis para alguém do nível do seu personagem, ainda mais recebendo a ajuda de um NPC. Nesta modalidade de postagem, nós damos a liberdade para o player escolher os rumos da história, mas esperamos que ele aja de acordo com o próprio nível. Sugiro uma visita ao bestiário em suas próximas missões, para que os desafios sejam realmente, bem... desafiadores. Ah, e se possível, quando usar um semideus NPC, coloque um spoiler com os poderes dele também (não irei tirar pontos por isso, pois não é uma regra, só o peço para facilitar a compreensão da sua missão). No mais, você está de parabéns pela ortografia e criatividade. Espero ter o prazer de avaliá-lo mais uma vez em breve.

Recompensas: 16.200XP + 14.000 dracmas e 1 moeda de verão
Bônus: 30% - Medalha de Verão: +4.860XP
Total: 21.060XP + 14.000 dracmas e 1 moeda de verão
Descontos: 290MP

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