The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

ღ Reborn - Rainbow to Love ღ

Ir em baixo

ღ Reborn - Rainbow to Love ღ Empty ღ Reborn - Rainbow to Love ღ

Mensagem por Uriel Neuville em Sab Fev 16, 2019 3:18 pm

Rainbow to Love
Gosto de pensar que a vida é composta por fases, umas melhores do que outras, mas todas com alguma importância e significado. São experiências e aprendizados que moldam a forma com a qual pensamos, vemos o mundo e interagimos com ele, e comigo não seria diferente. Até porque eu também faço parte desse grande ciclo - belo e mutável - que engloba todos os seres existentes, sejam eles mortais ou não. E quer saber, acho que essa é a parte divertida: ninguém nunca passa exatamente pelas mesmas coisas que os outros, portanto cada um possui seu próprio universo de ideias e sentimentos dentro de si. É isso que nos torna únicos.

•••

Quando cheguei no acampamento Júpiter, poucos meses antes de completar dezesseis anos, eu estava muito confuso e não sabia praticamente nada sobre minhas origens e descendência divina. Para mim eu não passava de um garoto comum de classe média-alta, que estudava em uma escola bacana e era legal o suficiente para as pessoas serem gentis de volta. As vezes até pensava que elas eram legais demais pelo fato do meu pai ser famoso, mas não esperava que (talvez) fosse  por causa do que o meu outro pai era.

Eu sempre fui popular e comunicativo, tinha facilidade de lidar com as pessoas e sinceramente nunca tinha parado para pensar que o comportamento delas poderia estar sendo influenciado por algum tipo de ligação que eu tinha com deuses e mitologia antiga. E nossa, devo admitir que quando pensei sobre isso pelas primeiras vezes eu me senti bastante desconfortável. Como eu poderia de fato saber se alguém gostava de mim pelo que eu realmente era ou se estava sendo meio que compelido a tal? Pois é, não sabia, e isso me deixou muito inseguro.

Mas enfim, vamos por partes.

Meu pai - Pierre Neuville - é um famoso esportista que começou sua carreira no hóquei quando era bem jovem, sendo considerado por muitos como um verdadeiro prodígio da geração. Bonito, ágil, talentoso e muito competitivo, não haviam obstáculos que o filho de Victória não podia ultrapassar com um sorriso maroto no rosto. Obviamente ninguém sabia que ele era um semideus, mas isso não vinha ao caso. Ele era muito bom no que fazia, ponto. E eu adorava vê-lo jogar pois era como se literalmente dançasse sobre o gelo, tão rápido e feroz quando habilidoso. Um formidável guerreiro em todos os sentidos da palavra.

Acho que posso dizer ser seu fã número um.

Lembro de quando ele me contava histórias de como conheceu vários lugares e pessoas legais em suas numerosas viagens pelo mundo antes do meu nascimento, mas que a mais marcante - e especial - de todas foi quando visitou a França para um importante jogo das finais. Ele tinha vinte e três anos e estava no auge de sua carreira, animado e ansioso para saber qual seria o resultado daquela partida. Se tudo desse certo era muito provável que ele ganharia um enorme patrocínio, e este com certeza faria sua carreira decolar. Na época ele sequer pensava na ideia de ter um filho, provavelmente nem queria um por ter outros assuntos com os quais preferiria se preocupar, mas meio que não teve muita opção. Por que? Bem, todo o seu vigor, entusiasmo e energia acabaram atraindo os olhares de um homem na arquibancada, que hoje sei que era o deus do amor disfarçado em uma de sua formas humanas.

Ao fim do jogo, quanto todo o time comemorava a vitória em um dos bares mais famosos da cidade, o misterioso rapaz das arquibancadas foi ao encontro do meu pai e ambos começaram a conversar. Ele não me contou isso com todas as letras e graças aos deuses não entrou em detalhes, mas tenho certeza de que ambos passaram a noite juntos antes de combinaram se encontrar mais vezes para conhecerem melhor um ao outro. Meu pai não era muito de ter relacionamentos, e essa foi uma exceção. Em pouco tempo algo mais intenso e avassalador acabou surgindo, um amor digno daqueles filmes romântico e clichés que eu tanto gosto, e bem,  como pode imaginar o inesperado resultado disso fui eu. Fruto do breve porém verdadeiro amor entre um semideus e um deus.

Admito que eu gostaria de conhecer meu outro pai, saber como ele é e do que gosta de fazer, mas entendo que é algo complicado. Meu pai sempre o descreveu como o homem mais lindo que já conheceu, assim como o mais charmoso, interessante, gentil e até doce quando queria. Tenho orgulho de ser filho dele, e ainda que difícil espero poder encontrá-lo algum dia.

Cupido desapareceu quando eu tinha pouco mais de três meses de idade, e desde então nem eu nem meu pai o vimos novamente. As vezes acho que ele ainda sente falta, mas sabe lidar bem com isso. Inclusive, o namorado atual dele - Christopher - é muito legal comigo e sempre me levava para tomar sorvete. Eu, como era um bebê na época, não lembro de muita coisa. Mas sabe aquela sensação de segurança que sentimos quando estamos ao lado dos nossos pais, como se nada de ruim pudesse nos acontecer pois temo eles ali cuidando de nós a todo instante? Então, eu costumava sentir isso com frequência desde criança, e hoje sei o porquê. Meu pai divino devia estar sempre olhando por mim, mesmo que eu não percebesse. Entendo que por ser um deus ele deve ter tido seus motivos para nos abandonar, e que provavelmente tenha sido algo muito difícil e doloroso para ele também. E é justamente por isso que eu gostaria de encontrá-lo novamente, abraçá-lo bem forte mesmo que apenas por um segundo e poder dizer que o amo independentemente de qualquer coisa.

Minha infância foi como a de qualquer filho de alguém famoso. Eu tinha vários amigos na vizinhança, recebia muitos presentes e mesmo ocupado com a vida de jogador - que ele não abandonou por minha causa - meu pai sempre me deu todo o amor, carinho e atenção que eu precisava. Moramos em París até os meus oito anos de idade, quando nos mudamos para Saint-Tropez. Foi bastante doloroso deixar todas as pessoas que eu conhecia e gostava para trás, mas eu me adaptei com certa facilidade. Conheci novos lugares, novos amigos e amei o fato da nossa nova casa ter uma piscina. Lembro que eu brincava nela sempre que possível, e um dia até joguei um monte de tinta na água achando que ela ficaria colorida. Obviamente minha ideia não saiu como o planejado, e quando meu pai viu que a água estava escura ele ficou desesperado. Por sorte eu não inventei de mergulhar para ver o que acontecia, mas foi engraçado. Depois disso eu fiquei um tempo sem ganhar tintas novas, mas os gizes de cera eram uns dos meus brinquedos favoritos. Ah, nessa época eu também fui eleito o representante de classe dois anos seguidos, e foi muito divertido. Eu amava aquela escola.

Nos mudamos novamente quando eu tinha treze anos, dessa vez para Ottawa, no Canadá. A adaptação em um lugar tão diferente do que eu estava acostumado a morar levou um pouco mais de tempo, mas foi muito bom para eu aprimorar o pouco que eu sabia sobre a língua inglesa. Comecei a fazer aula de pintura, teatro, dança e música, atividades pelas quais sou apaixonado até hoje. Foi nessa última que eu conheci Oliver, um introvertido garoto de cabelos morenos que era absurdamente talentoso com a flauta. Nos tornamos amigos quando acabamos ficando na mesma equipe para fazer um dueto instrumental para a turma, e desde então ficamos inseparáveis. Nessa época meu pai também passou a fazer questão que eu o acompanhasse em todas as viagens - tanto internacionais quanto locais - para os treinos, jogos, entrevistas e tudo mais, e Oliver ia conosco para me fazer companhia. Por algum motivo Pierre parecia mais preocupado que o normal, constantemente tenso e as vezes até excessivamente exausto para apenas uma noite mal dormida. Quando eu lhe perguntava, ele me dizia que era porque estava trabalhando demais, que tinha que acordar muito cedo e que os seus novos agentes estavam exigindo demais dele. E na verdade ele estava tendo que nos proteger dos esporádicos ataques de monstros, mesmo que eu praticamente não os atraísse. Não duvidei na época, e atualmente entendo os motivos pelo qual não me contou nada.

Ele não queria roubar a inocência que eu tinha.

O filho de Victória teve o pai e a madrasta assassinados por um monstro que estava atrás dele, quase morreu e por muito pouco foi resgatado por um legionário que o encontrou gravemente ferido entre os destroços da casa onde morava. O caso foi dado como um acidente e arquivado pela polícia. Não foi um passado muito feliz, ele teve que amadurecer muito cedo e não queria que o mesmo acontecesse comigo. Portanto me protegeu o quanto pôde na grande bolha que era minha vida.

Tudo continuou bem durante os anos posteriores, comigo vivendo sem sequer fazer ideia dos perigos e maravilhas ocultos que me rodeavam. Mas como nem tudo são flores e arco-íris, um dia a bolha teria que estourar para que eu pudesse ver a realidade. Era uma sexta-feira a noite, Oliver, eu e mais alguns amigos estávamos reunidos no salão principal da escola juntos aos demais alunos para a festa de formatura de alguns deles. Havíamos acabado de passar pela cerimônia, e em breve muitos de nós seguiríamos por caminhos diferentes - o que tornava aquela uma noite de despedidas para a maioria.

A música preenchia o ambiente de maneira agradável, alguns dançavam, outros bebiam algum refresco e nós jogávamos papo fora sobre os planos que tínhamos para o futuro. Ainda faltavam alguns anos para que eu e Oliver nos formássemos, mas pretendíamos ir para a mesma faculdade de artes e isso era incrivelmente empolgante. Beth - nossa amiga que tinha uma queda por Oliver - disse que pretendia fazer psicologia, Petrus faria engenharia química e Aaron trabalharia jundo ao pai dele em uma oficina e automóveis. Todos estávamos a apenas um passo de iniciar a caminhada rumo aos próprios sonhos, mas nem sempre as coisas acontecem como o planejado.

Lembro que naquela noite Beth pediu para falar comigo em particular fora da escola, pois aparentemente ela iria se declarar para Oliver e queria saber se eu tinha alguma dica sobre o que ela deveria ou não dizer a ele. Sempre achei que os dois ficavam muito fofos juntos, mas ele não parecia muito confortável na presença dela. Não sei explicar o motivo, mas meu amigo sempre dava um jeito de se esquivar das investidas românticas da garota sem ser rude ou grosseiro. Alertei-a sobre a possibilidade de ele gostar dela apenas como amiga, mas também falei um pouco a respeito do que ele gostava.

Seguimos para a quadra de esportes, até que quando chegamos lá a garota de cabelos dourados simplesmente começou a rir de uma maneira muito estranha e maliciosa. Inicialmente fiquei sem entender o motivo daquele repentino ato, mas ao fitá-la novamente vi que os seus olhos estavam incandescentes como brasas.

— Uriel, Uriel... sempre tão bobinho. — Lembro claramente da voz dela dizendo essas palavras, e ainda sem entender, franzi o cenho conforme dava um passo para trás.

O que significava aquilo, afinal? Aquela não parecia a doce Beth que eu conhecia, e a cada segundo seu "disfarce" parecia se deteriorar mais e mais. Nos dedos dela não existiam mais as unhas sempre coloridas e bem cuidadas, mas sim garras pontiagudas e afiadas prontas para serem usadas. Os fios doirados agora tornaram-se semelhantes a uma cascata de chamas sobre a cabeça daquela que a poucos instantes era minha amiga, e suas pernas agora estavam completamente diferentes: uma era de burro e outra de bronze.

— Beth... o-o que é isso? — Indaguei, já com as costas pressionando a grade que cercava o local. Um frio percorreu minha espinha e, pela primeira vez na vida, me senti em perigo iminente.

— Seu pai não te contou nada, não é? — Continuou ela, me fazendo ficar ainda mais confuso do que já estava. "Meu pai sabia que minha amiga era um monstro assassino e não me contou?" Foi o primeiro pensamento que lembro ter na hora, e então tudo o que eu queria era acordar daquele terrível pesadelo.

— Fique longe dele sua... coisa horrorosa! — Quando a voz de Oliver surgiu, tanto eu quanto "Beth" nos voltamos para ele e o vimos correr em nossa direção sem calças e com pernas de bode. Até hoje me pergunto como ele fazia para escondê-las e usar tênis, mas naquele momento e só achava que estava enlouquecendo.

Entretanto, meu corpo aproveitou aquele breve momento de distração da empousa e, por puro reflexo, se moveu praticamente sozinho para longe dela. A essa altura meu coração já estava tão acelerado que eu achava que ele poderia explodir a qualquer momento, minha respiração falhava e minha mente quase entrava em colapso por nada mais parecer fazer sentido. "Uri, cuidado!" Oliver gritou novamente, me despertando de um breve transe a tempo de me esquivar - meio desengonçado, admito - das garras da mulher-monstro que tentou fatiar minha costas.

Com a mente completamente confusa, corri o mais rápido que pude para perto do meu amigo e juntos seguimos rumo a parte da frente da escola com "Beth" em nosso encalço. Foi uma sensação muito louca, estar correndo por minha vida ao lado de um amigo com pernas de bode e uma monstra não tão amiga assim querendo nos fazer em pedacinhos.

Para o nosso azar a monstrenga demonstrou-se mais rápida que nós, e em pouco tempo acabou nos alcançando. Tudo o que senti em seguida foi uma dor aguda e uma forte sensação de ardência no lado esquerdo do abdômen, seguida de uma possível pancada na cabeça - que posso jurar ter sido efetuada pela perna metálica da "Não-tão-Beth". Acho que ela havia me furado ou cortado com as garras, mas não tenho certeza pois perdi a consciência pouco tempo depois.

Além disso só tenho flashes de memória estando no banco de trás do carro do meu pai, com um curativo improvisado e o mundo girando a minha volta. Quando de fato acordei eu estava na enfermaria do acampamento, meu pai parecia preocupado e os curandeiros estavam andando de um lado para o outro para poderem tratar de todos os pacientes. Meu amigo não estava entre nós, e pelo expressão no rosto do meu pai eu imediatamente soube que ele não tinha conseguido salvá-lo. Era triste, muito triste, mas se ele não tivesse aparecido com certeza ambos estaríamos mortos.

Eu fui reclamado pouco antes de deixar a enfermaria, tendo o símbolo de uma flecha e uma pena cruzadas brilhando sobre minha cabeça. O que veio em seguida foi eu sendo levado para o alojamento na quarta coorte, onde meu pai me contou tudo sobre ele e o deus do amor, sobre quem eu era e como seria minha vida a partir daquele dia.

•••

Já fazem quatro anos desde o incidente, e nesse meio tempo aconteceram muitas coisas boas. Houve uma adaptação relativamente rápida por minha parte em relação a brusca mudança de vida, e quando fui morar em Nova Roma acabei conhecendo um filho de Belona tão gentil e adorável quanto protetor, o que fez com que nos tornássemos amigos bem rápido. Por conta dessa amizade um sentimento diferente começou a surgir dentro de mim, e por sorte - ou destino - acabou sendo recíproco. O resultado? Um namoro incrível e maravilhosamente feliz, com altos e baixos como qualquer outro, mas perfeito ao seu modo.

Atualmente eu e Kalel (o tal filho de Belona pelo qual sou perdidamente apaixonado) não vivemos mais no acampamento, preferindo ter um cantinho só nosso sem toda a loucura que é viver dentro do padrão militar estabelecido no Júpiter. Além disso ficamos noivos a mais ou menos um mês e também compramos uma casa em Nova Roma, a qual ainda estamos decorando e mobiliando aos poucos. Meu pai prometeu vir nos visitar, mas até agora nada. Acho que vamos ter que ir até París fazer uma surpresa a ele e Chris.

Considerações:
Assim como o Kalel eu resetei o Uri para fazer um reboot em sua trama, então tudo o que sabem sobre o personagem não existe mais e sequer existiu. É uma nova história a partir desse ponto.

Sobre a coorte: Eu não gostaria da cor de coorte, afinal Uriel já não vive mais no acampamento Júpiter e creio que não faria sentido tê-la.

Acho que é só isso.
ross.



▬▬▬ Uriel Neuville
If I Can Help You, I Will Do This
Uriel Neuville
Uriel Neuville
Filhos de Cupido
Filhos de Cupido

Idade : 20
Localização : Stardust - Nova Roma

Voltar ao Topo Ir em baixo

ღ Reborn - Rainbow to Love ღ Empty Re: ღ Reborn - Rainbow to Love ღ

Mensagem por Afrodite em Dom Fev 17, 2019 2:10 pm


Uriel

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3.000 XP e 4.000 dracmas
Comentários:
Uriel,
Sua escrita impecável e muito bem feita me vetou de dar qualquer tipo de desconto em sua avaliação. Estou impressionada com a fluidez do seu texto, que me prendeu do início ao fim. De certa forma, agora você é meu neto, mesmo que romano. Seja bem-vindo (novamente), filho de Cupido.
Aurevóir!



Aphrodite
Love's Goddess
heartbreaker
Afrodite
Afrodite
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Olimpo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum