The Blood of Olympus
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Ocean's Chronicles

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Ocean's Chronicles  Empty Ocean's Chronicles

Mensagem por Aaron W. Harwood em Sab Fev 16, 2019 1:12 am

Todo o fim de tarde era maravilhoso para ficar no mar e pegar uma onda, era como se permanecer ali definisse a felicidade para mim. As ondas balançavam de leve minha prancha, as cores misturadas no céu eram sempre únicas, a cada pôr do Sol, era uma cena esplêndida que até suprimia todas as dores e dificuldades da rotina: não havia modo melhor de relaxar. Quando as estrelas salpicavam a noite, deixei que a maré me levasse de volta até a areia, para enfim retornar para o meu lar.

Eu e minha mãe moramos pelos últimos dois anos um pouco mais isolados da cidade, porém de frente para o mar numa moradia bem edificada e mobilhada. Uma das vantagens era de poder desfrutar do sossego e afastamento da loucura dos centros urbanos. Deixei minha prancha na varanda, com o corpo coberto por minha toalha e uma bermuda negra, sem contar meu colar de concha tom de âmbar. Minha mãe estava sentada á mesa, com uma cara fechada e semblante até preocupado, que não mudou ao notar minha presença.

- Oi mãe, está tudo bem? Preocupada com os negócios? - Comentei, até porque a minha mãe, Beatrice Harwood, ganhava a vida no mercado financeiro, dando-nos o luxo de ficar longe da rotina chata do trabalho de escritório, porém muitas vezes vivendo de forma perigosa, investir sempre é um risco.

- Não, nesse ponto está tudo normal, mas eu preciso lhe contar algumas coisas. - Falou a mulher, colocando sobre a mesa uma mala, aparentemente pesada.

Minha mãe era forte, não do tipo gorda que deixou o corpo crescer por excesso de massa ou algo do tipo, mas sim do tipo de coroa que vive na academia e se cuida. Tinha musculatura invejável, cabelos curtos e negros, costumava usar roupas simples e costumava me ganhar em competições atléticas o tempo todo. Ela me falara que no passado havia servido o exército por muito tempo, isso deu a ela uma rotina e métodos militares, tanto que eu ainda tinha medo de ser acordado bem cedo para caminhar ou alguma atividade maluca.

- Que tipo de coisas? O que é essa bolsa?

- São itens do meu passado… - Comentou a mulher, ao passo que me sentava e via em seus olhos um real ar de problema. - Você fez 16 anos semana passada, ou seja, não tenho como conter mais a verdade porque já é perigoso.

- Verdade? Perigo? Do que estamos falando?

- Aaron, existe um motivo muito além do que você imagina para vivermos viajando ou numa casa na beira da praia, para eu ter exigido você ler tanta coisa sobre culturas perdidas ou ter colocado você naquele colégio bem tradicional por cinco anos, onde se formou.

- Sempre odiei a Hampton, é até ridículo pensar que atualmente se obriga alguém a fazer arquearia ou jogar xadrez… Só que eu não estou entendo onde quer chegar, mãe.

- Eu vou lhe falar algo e você não vai acreditar, por isso eu tenho essa bolsa. - Falou a Beatrice, tendo toda minha atenção e até mesmo me deixando nervoso. - Você se lembra das histórias sobre o Olimpo? Deuses gregos e romanos, heróis formidáveis que salvaram o mundo de monstros e tudo mais?

- Sim, eu era obrigado a saber por causa da escola, algumas coisas ainda está vivas na memória, mas a culpa é do God of War. - Afirmei, escorando o corpo na cadeira, sem entender o que aquela pergunta iria nos levar.

- Por mais insano que isso possa parecer, os deuses gregos e romanos ainda existem, governam esse mundo e continuam tendo filhos com mortais, os semideuses. Isso também quer dizer que os monstros andam por aí e que todos os meio-sangue precisam ser treinados para sobreviver nessa realidade brutal.

De início eu apenas arregalei os olhos com a loucura que minha mãe falava, sendo que depois eu não pude deixar de rir. Ela sempre foi vidrada nessas histórias antigas, contava os feitos de Hércules quando eu ainda era garoto, para me fazer dormir, fez questão de me matricular na Instituição Hampton, com valores greco-romano em eu ensino, focando em estudos humanos e sociológicos, além de praticamente obrigar a todos a treinarem as modalidades esportivas das olimpíadas. Eu sabia da fascinação dela por essa cultura, só que dizer que deuses existiam? Era a mesma coisa que falar que o Kratos está por ai procurando Zeus para um acerto de contas em Nova York.

- Mãe, desculpe eu dar risada.
- Falei, tentando tirar da minha cabeça aquela cena engraçada de uma luta entre o deus da guerra dos videogames e o patrono do Olimpo na Time Square, só que Beatrice ainda me olhava séria. - Isso é impossível!

- Eu sabia que falaria isso, por isso eu trouxe a bolsa.

Olhei para a mesa novamente, aquela mala estava ali desde o início da conversa e parecia ser importante. Abri o zíper bem curioso, ficando perplexo com o que eu vi ali dentro. Aos poucos fui tirando itens incrivelmente malucos: Havia uma espada numa bainha de couro costurada com fios prateados que formavam soldados lutando. Saquei o item e sua lâmina brilhava num dourado vivo, senti até um calafrio ao sentir o peso da arma, até porque era completamente diferente dos floretes de esgrima que usávamos nas aulas. Além do sabre, tinha partes de uma armadura de metal escura, um peitoral, braçadeiras, até mesmo um elmo com penacho vermelho e desenho que mais parecia um javali raivoso me encarando.

Por baixo, havia um livro escrito em latim, língua a qual e sempre achei importante só para minha mãe e os padres,todavia tinha algumas outras partes num alfabeto diferente, as palavras até faziam sentido para mim, facilmente eu conseguia entender que os dizeres revelavam as características dos deuses olímpicos. Fitei minha mãe, quem sorria ao olhar tudo aquilo, sendo que eu não entendia porque aquilo ainda lhe era importante.

- O que é isso tudo?

- São minhas armas, filho. Eu sou uma semideusa, filha de Khione, deus do frio.

- Você realmente acredita nisso, mãe? Logo você? Uma mulher inteligente e saudável, isso é algum tipo de pegadinha?

- Eu sei que é loucura para você, é muita informação que você terá de processar no caminho da nossa viagem, preciso levá-lo para o Acampamento.


- Acampamento?

- Sim, o único lugar onde semideuses estão seguros.

- Hey, para com isso. - Bradei, já ficando irritado com toda aquela história, ficando de pé e notando que minha mãe não estava brincando. - Para, por favor, isso tudo deve ser um engano ou brincadeira da senhora, porque é impossível existir deuses tendo filhos por aí ou mesmo um cara que joga trovões na galera.

- Faça um teste, meu filho, pegue a concha no seu colar.

- Por que? - Questionei, sabendo que era a única coisa que meu desconhecido pai havia deixado para mim. Minha mãe sempre disse que ele foi especial em sua vida, mas teve de voltar para sua realidade, deixando o maior presente que ela podia pedir: Eu.

- Ele é presente de seu pai, mas se você ainda duvida do que eu estou lhe falando, experimente segurar o item. Toda a verdade lhe será revelada quando o fizer.

Fiquei alguns segundos olhando para a minha mãe, mas se era para acabar com toda aquela palhaçada, não havia porque não obedecê-la. Peguei o cordão com cuidado, tirando-o do pescoço e encarando a concha num tom meio dourado em minhas mãos. Como eu bem esperava, nada aconteceu no início e já estava pronto para provar que tudo era uma grande brincadeira de mal gosto dela, porém o item pareceu aquecer. Fitei minhas mãos e o meu presente paterno começou a crescer e ganhar peso. Instantaneamente, havia uma haste de quase dois metros coberta por couro negro, com linhas esverdeadas decorando o item e concha âmbar na parte de baixo. O mais impressionante era a ponta tripla e afiada, feita de um metal cinza opaco e nitidamente afiado.

Era a maior loucura aquele tridente em minhas mãos, principalmente porque veio de um mero colar. A arma era leve e eu podia sentir uma vibração segurando aquele item, o qual voltou ao seu formato padrão e pequeno. Joguei a concha na mesa, fazendo Beatrice dar risada do meu espanto, ao passo que eu não entendia mais nada. Minha dúvida era evidente, tanto que minha mãe a respondeu de supetão:

- Eu sei o que está pensando: Como isso é possível? - Dizia minha mãe, ficando de pé e indo até mim, tocando em meu ombro e completando. - O que eu disse, por mais improvável que seja é verdade, você é filho de um deus. Para ser mais direta, seu pai é Poseidon, Rei dos Mares, deus sobre as Tempestades e Terremotos.

- Eu… não sei o que dizer.

- Não precisa saber. Sua hiperatividade de déficit de atenção nunca foram um problema, na verdade era um sintoma de que você nasceu para ser um herói ativo e atento, somente assim poderá lidar com as lutas que enfrentará. Sua dislexia é porque sua mente foi criada para ler grego, sem contar que seus pesadelos terríveis são na verdade totalmente naturais para os semideuses. Meu filho, pode parecer uma loucura, mas não temos tempo para ficar aqui só conversando.


- Como não temos tempo? Eu preciso entender tudo, como meu pai é um deus? Como eu nunca percebi isso antes? Porque não temos tempo pra isso?

- Pare de perguntas. Eu fiz de tudo para que ninguém percebesse sua presença, mas é impossível. Todo semideus chama atenção de monstros pelo seu cheiro, só que você é filho de Poseidon e neto de Khione, ou seja, você é encrenca dobrada.

- Espera, como que meu pai é grego e você é romana? Digo… Khione é um deusa romana…
- Falei, por mais que tudo aquilo estivesse parecendo um pouco mais real, que mistura era aquela entre Grécia e Império Romano?

- Os deuses têm formas diferentes porque são diferentes os cultos e crenças entre os gregos e os romanos, sendo que Poseidon e Netudo são duas faces da mesma moeda. Eu conheci o seu pai na personalidade mais tranquilo, se é que posso falar assim, depois da guerra que estive pela Marinha.

- Informação demais para o meu gosto.

- Eu sei, meu filho, podemos falar melhor no carro. Preciso que mude de roupa e pegue o seu colar, temos de ir embora agora antes que seja…

A conversa parou um barulho incomum ecoou do lado de fora da casa. Podia nitidamente ouvir uma mistura bem louca do rugido de um feroz leão e o balido de um bode, sem contar o abafado bater de asas de algo grande. Minha mãe olhou pela janela e seu semblante mudou completamente, como se tivesse visto um fantasma. Beatrice fez sinal, apontando para o meu colar, o qual peguei e rapidamente a concha mudou de forma, só que agora era uma arma mais familiar. O cabo ainda era de couro e tinha linhas verdes brilhantes, todavia era mais curto e acabava numa guarda metálica, a qual dava abertura para uma lâmina de 60 centímetros do mesmo material fosco, com um ranhuras cintilantes, eu podia reconhecer aquela cor, era como algas neon.

Algo grande acertou a porta e entrou, retirando-me do estado de contemplação da espada em minhas mãos, na verdade me fazendo ficar paralisado de medo. Era uma criatura que misturara todo tipo de animal e confirmou o que eu antes ouvira: Tinha duas cabeças, uma de leão e outra de carneiro, sem contar duas asas grandes como de um morcego, corpo de um felino adulto e na cauda havia uma víbora esverdeada. Eu já havia estudado aquela criatura na Hampton, lembrava que um cara havia matado aquela coisa montado no Pégaso, mas definitivamente aquela informação não me servia de nada. Minhas pernas estavam travadas, mas o monstro não parecia se incomodar comigo, porque disparou uma torrente de fogo.

O ser disparou uma rajada de chamas na minha direção, sendo que eu teria virado um churrasco humano se minha mãe não tivesse reagido. A mulher atirou com uma das mãos a mesa na minha frente, que ardeu com o calor do ataque da fera, dando um pequeno instante para Beatrice me pegar pela cintura e puxar para o outro cômodo. Pude ver que ela segurava sua espada dourada e ainda estava meio grogue quando minha mãe me deu uma chacoalhada pelo ombro, acordando-me daquele transe do medo misturado com incredulidade.

- Eu disse que estávamos com problemas. - Falou a mulher, fechando a porta do seu quarto e empurrando o armário para frente, sendo que um baque forte de algo batendo na tábua de madeira podia ser escutado: o monstro estava lá fora.

- O que é essa coisa?

- Uma Quimera, monstro bem forte e que vai nos matar se não reagirmos. Quebra a janela agora!

Ao som de seu grito, girei minha espada e bati com força contra a janela de madeira, que partiu-se com alguma facilidade, permitindo que eu pudesse pular para fora, caindo na areia e rolando sem jeito. Beatrice fez o mesmo, só que o monstro alado não só entrou no quarto como abriu um buraco na parede onde antes estávamos e circulou sobre nós, esguichando chamas para o céu. Fiquei de pé e notei que a minha amada mãe estava ao meu lado, segurando sua arma e vidrada no híbrido.

- Ele tem duas cabeças independentes, mas só a de bode joga fogo. Eu vou atacá-lo e chamar sua atenção, então basta você cortá-lo por trás.

- Você tem ideia do que está falando, mãe?

- Faça isso ou não sairemos dessa praia.

Eu não parecia ter escolhas, já que o monstro desceu num rasante em nossa direção. Minha mãe correu na direção da Quimera, desviando da rajada de fogo do ser com um rolamento para o lado e saltando, cravando sua arma entre as cabeças da criatura. O híbrido entre felino e bode agora dava toda a atenção para a Beatrice, o que me fez agir para salvá-la, por isso corri pelas costas do nosso inimigo infernal.  Eu não conseguia ver o que ocorria na frente da fera, por que suas asas impediam minha visão, só que quase fui mordido pela cauda de cobra do meu oponente, talvez fora salvo apenas por meus reflexos. Cortei o ar com minha espada, sendo que o arco diagonal acidentalmente cortou a serpente no meio e esguichou o sangue negro da Quimera para todo lado.

Os fatos a seguir ocorreram num mísero segundo, só que para mim demorou muito mais: a Quimera girou seu corpo com extrema violência e com uma patada me jogou no chão. Minha espada correu pela areia e ficou fora de alcance, sendo que a cara de leão veio na minha direção, com presas prontas para dilacerar minha carne. Suas garras cortavam minha perna, onde ele me prendia contra o solo e eu usava toda minha força para segurar sua mandíbula, foi nesse instante que a cabeça de bode me olhou e eu sabia que iria morrer queimado, todavia o monstro estremeceu e rugiu, virando poeira e sumindo.

Sobrou apenas minha mãe de pé, com sua espada em mãos e meu corpo todo dolorido pela ação. Sentei na areia devagar, sentindo o ardor dos cortes em minha perna e tentando recuperar o fôlego. Beatrice me levantou e me abraçou com força, pude sentir até suas lágrimas molhares o meu ombro e cedi ao gesto, prendendo-a pela cintura da melhor forma possível: eu não podia negar que ela falava a verdade. Ela então me soltou, enxugando o rosto e fazendo um cafuné em meus cabelos ondulados e loiros.

- Desculpe, meu filho, sempre achei que poderia cuidar de você, mas os monstros sempre te acham.

- Como antes não fomos atacados?

- Sempre nos mudamos quando as coisas apertam. Eu sempre usei a desculpa dos negócios, mas não posso mais negar que você cresceu. Eu vi hoje pela manhã algo voando aqui perto, achei que fosse um pelicano, mas algo me dizia que era perigoso. Precisamos ir embora.- Falou minha mãe, notando só agora o ferimento em minha perna. - Pelos deuses. Entre na água agora, Aaron, garanto que o mar vai te curar e revigorar. Depois mude de roupa, junte suas coisas e entre no carro.

Entrei no mar por pura obediência a minha mãe, sentindo que o simples toque com as águas salgadas em minha pele já refrigeram e renovaram minhas energias, assim como minhas feridas na perna foram fechadas e tênues cicatrizes as substituíam. Retornei para meu lar ainda repleto de dúvidas e perguntas, mas por enquanto eu seguia minhas ordens. Arrumei minha bolsa com algumas mudas de roupa, uma foto minha e da Beatrice no Central Park, sem contar uns poucos trocados que tinha e um MP3 como fone todo mal enrolado. Coloquei uma camiseta branca, calças jeans e sapatos escuros, deixando pender o cordão sobre o meu peito e prendendo meu cabelo no melhor coque que podia.

Minha mãe já me aguardava no carro e não demorou para partimos em disparada pela rodovia de Montauk, descendo para o sul e aparentemente indo para Long Island, visto o GPS do automóvel. Ficamos por alguns minutos em silêncio, enquanto as luzes dos postes iam iluminando nossa estrada, até que resolvei desabafar todas as minhas questões.

- Vamos bem devagar agora, afinal de contas eu não entendo muitas coisas… Como você pode ser uma semideusa, romana, como disse? Como assim eu sou filho de Poseidon? Onde estamos indo?

- Muitas perguntas de uma vez complica, mas vamos lá. Eu sou filho de Khione e fui levada para o acampamento romano, em Oakland, onde treinei e até me formei na cidade dos semideuses, Nova Roma. Eu fui para a Marinha pela minha facilidade em batalha e gosto para isso, fiquei um bom tempo e num desses momentos que servi, conheci Poseidon e você nasceu. - Respondeu a Beatrice, olhando para mim com um sorriso e depois voltando-se para a estrada. - Estamos indo para Long Island, local do acampamento dos gregos, único lugar seguro para você.

- Acho que entendi… pelo menos o que deu.
- Afirmei, olhando a concha em meu corpo, que antes fora uma arma bem útil para mim. - Essa concha vira qualquer arma? Ela virou um tridente e uma espada de um metal cinza estranho, mas eu me senti muito bem segurando.

- Provavelmente não. A espada é uma arma tradicional dos gregos e muito usada, já o tridente é a arma dos príncipes e autoridades do mar, tanto seu pai como seus generais. Acho que ela simboliza isso. O metal estranho é Oricalco, apenas achado no reino do seu pai.

- Eu queria…

- Outra hora você pergunta, curioso, agora você precisa dormir. Em mais ou menos duas horas estamos chegando.

Dei de ombros, eu realmente queria dormir um pouco e mesmo que tenha me revigorado no mar, ainda sentia um cansaço pela luta contra a Quimera na praia. Quando eu fechei os olhos, pareceu que o tempo deu um salto, porque não percebi mais nada e nem se quer fui atormentado por algum tipo de pesadelo, relaxando o corpo e acordando somente quanto tudo pareceu dar errado. Despertei quando já estávamos em Long Island e eu podia notar um vasto campo de morangos a frente e um lindo sorriso nos lábios de minha mãe, provavelmente porque estávamos chegando, foi quando nosso carro simplesmente voou.

Era muito insano andando tranquilamente e algo bater em nós como se chutasse uma bola de futebol. Nosso veículo rolou pelo gramado e bateu com força num tronco mais resistente. Mesmo com minha visão turva, consegui enxergar como soltar meu cinto e também balança minha mãe, quem despertou e se livrou de sua correia de segurança. Ambos saímos do carro, doloridos e eu podia ver ao longe, na rua, uma das coisas mais apavorantes da minha vida, deixando a Quimera no chinelo.

Era um lagarto gigante, com escamas num verde escuros e sibilando de forma amedrontadora. Eu podia reconhecer aquela coisa de qualquer filme ou livro, a Hidra era uma das criaturas mais terríveis da antiguidade. Pensei em pegar minha espada, porém minha mãe apenas me puxou pelo pulso em sua direção, apontando para o meio do mato.

- Não temos condição de lutar com a Hidra aqui, nossa única chance e chegar ao acampamento, não está longe.

- Okay.


Naquele momento eu tive o mesmo sentimento do Jerry quando fugia do Tom. Corremos pela mata fechada, cortando por trilhas e desviando de galhos retorcidos, ouvindo ao fundo o barulho do réptil gigante em nosso rastro. Nosso caminho não parecia melhorar e quanto enfim encontramos uma trilha mais aberta, senti um cheiro estranho no ar e apenas agi por impulso quando um calafrio percorreu minha espinha, assim eu empurrei minha mãe e me joguei no chão. A cauda da criatura cortou o ar e bateu forte numa árvore, lançando o tronco ao solo com o poder de seu golpe.

Ergui o mais rápido que podia, fazendo minha concha virar um tridente e notando que minha mãe também se armara de sua espada, ficando ao meu lado e talvez pensando como lidar com aquele monstro. A Hidra fez o que uma cobra sempre tenta, dar o seu bote. Uma de suas cabeças se esticou com seu pescoço longo para me morder, todavia estoquei com minha arma e feri sua mandíbula, fazendo-o recuar e lançar uma gosma verde em nossa direção. Beatrice me puxou e notei que o líquido espesso corroeu o gramado como se fosse ácido.

- A saliva e o veneno da Hidra são mortais, melhor ficar longe. Temos que correr, o acampamento está subindo uma colina apenas alguns metros a frente.

- Difícil é sair daqui. - Falei, correndo para nos escondermos atrás de uma árvore quando o monstro atacou. - Vou prendê-lo.

- Não! - Gritou minha mãe, mas era tarde demais.

Sabe quando sua mãe sabe que você vai fazer besteira e já te dá uma bronca? O grito dela foi desse jeito. Cravei as três pontas no pescoço do monstro, para deixá-lo preso ao tronco, só que o golpe foi forte o suficiente para fazer a cabeça da criatura cair na minha frente, o que era a pior notícia. A Hidra sibilou alto, enquanto no espaço vazio de seu corpo um par de novas filas de dentes aparecia, pronto para nos matar. A única coisa boa foi que aquela brecha de transformação nos permitiu correr.

Aceleramos sem olhar para trás, literalmente, vencendo as poucas árvores do lugar e subindo numa clareira pela colina, tendo o monstro em nosso encalço pronto para acabar conosco. Eu podia sentir até um ar diferente ao passo que galgávamos pelo solo verdejante, só que a Hidra chegou até nós. Uma de suas cabeças tentou me morder, porém consegui desviar, mas quando outra veio pelo meu ponto cego eu pensei que iria morrer na hora, afinal de contas seu veneno era letal, foi quando alguém se colocou na minha frente.

Minha mãe tomou meu lugar e as presas venenosas do monstro perfuraram sua pele, fazendo-me arregalar os olhos e agir por pura ira, girando o tridente no ar e cortando a cabeça que lhe morada e fazendo a criatura dar um passo para trás. Talvez pela adrenalina do momento, apenas fiz minha arma virar um colar e tomei minha mãe pelas mãos, correndo com a mulher até o topo da colina e vendo que a Hidra não nos seguiu, por algum motivo. Parei sobre o cume, checando os sinais vitais, dela, sua cor ia se perdendo e sua pele ficando verde, os olhos fundo e as feridas necrosavam rapidamente.

- Mãe, como posso te ajudar? O que eu faço?

- Apenas sobreviva meu filho, você é diferente e irá ser um dos maiores heróis que existiu. Amo você.

O mundo pareceu parar e perder a vida quando o último fôlego da Beatrice foi dado ali na colina, por mais que tivesse sido para me salvar, eu agora perdera a pessoa mais importante pra mim. Alguns jovens chegaram correndo para me ajudar, mas a única coisa que eu conseguia era abraçar o corpo morto de minha mãe e chorar seu sacrifício por mim.


Código:
Thalassa: Um cordão de material negro com uma concha tom âmbar por fora e creme por dentro, no formato clássico do item marinho. | Efeito 1: O item pode mudar entre duas armas pré-definidas segundo a vontade do semideus. Uma delas é um tridente de dois metros, cabo coberto por couro negro e linhas num tom verde escuro brilhante, chegando até as três pontas de Oricalco, como setas combinadas.  A outra possibilidade é virar uma espada de Oricalco  de 60 centímetros, com lâmina dupla e folha mais larga, tendo uma concha exibida na sua guarda e linhas verde escuras cintilantes em sua extensão | Efeito 2: Sempre está como o semideus quando ele o deseja | Oricalco | Sem espaço para gemas | Beta | Status 100% sem danos | Presente de reclamação para filho de Poseidon.

habilidades :
Nível 2
Nome do poder: Perícia com Oricalcio
Descrição: Armas feitas desse metal divino ganham uma bonificação nas mãos de um filho de Poseidon/Netuno. Isso ocorre por esse material ser encontrado e criado apenas nos oceanos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade ao usar uma arma feita de oricalcio
Dano: +10% de dano ao usar uma arma feita de oricalcio

Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: O semideus possui a habilidade de se curar ao tocar na água. Independente da onde a água provenha, seja ela doce ou salgado. Ao tocar a água, suas feridas começam a se fechar lentamente, mas nesse nível, apenas as feridas mais leves são curadas, e parte da força do semideus é restabelecida. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: O filho de Poseidon/Netuno tem facilidade com o manuseio de espadas, em suas mãos, laminas como essas se tornam mais leves, e eles aprendem com uma facilidade impressionante. Nesse nível ainda comentem erros grandes, pois estão se desenvolvendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 6
Nome do poder: Pericias com Tridentes I
Descrição: A arma do rei dos mares sempre foi o tridente, e por esse motivo seus filhos adquirem uma habilidade natural ao lutarem com eles, também se sentem mais confortável. Um tridente nas mãos dos filhos de Poseidon/Netuno se torna uma arma perfeita, mas nesse nível, ainda cometem erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Aaron W. Harwood
Aaron W. Harwood
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon


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Ocean's Chronicles  Empty Re: Ocean's Chronicles

Mensagem por Afrodite em Dom Fev 17, 2019 12:17 pm


Aaron

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 48%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 27%

RECOMPENSAS: 2.820 XP e 3.760 dracmas
Comentários:
Aaron,
Espero que consiga desenvolver seu personagem muito bem no Acampamento Meio-Sangue. A retirada de pontos nada mais foi do que alguns erros de digitação, e alguns de gramática e pontuação que encontrei no seu texto. Sem contar que, ele está sem template, e não está justificado, o que deixa um pouco poluído a leitura para o avaliador. Fora isso, fiquei bastante satisfeita com sua desenvoltura. Seja bem-vindo, filho de Poseidon!
Aurevóir!



Aphrodite
Love's Goddess
heartbreaker
Afrodite
Afrodite
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Olimpo

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