The Blood of Olympus
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{Trama pessoal} - Beign an heroin

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Mensagem por Amberlee Jean Elessedil em Sex Fev 15, 2019 8:04 pm

nothing but victory

Espaço pessoal pra tramas. Apenas aqueles autorizados por Amberlee Jean Elessedil tem permissão para postar neste tópico. Aqui ficarão o arrival e as CCFY's destinadas ao desenvolvimento da trama da personagem em questão.


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Amberlee Jean Elessedil
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Mensagem por Amberlee Jean Elessedil em Sex Fev 15, 2019 9:51 pm






And the guns, shot above our heads, And the shame, was on the other side. Oh, we can beat them, forever and ever, Then we could be heroes just for one day
Não tinha nada de especial no ambiente do bar, nem muito menos nas contas de matemática feitas com capricho e organização no caderno da garota de onze anos, que estava sentada num dos bancos, sem conseguir encostar os pés no chão. Ela sabia que aqueles bancos não eram feitos para, de fato, conseguir pisar no solo escorregadio do Victory’s Pub, mas gostava de pensar quantos metros teria que crescer para ser capaz de chegar a fazer isso. Ainda eram duas da tarde, o local só abriria à noite, e era comum para Amberlee passar as tardes no negócio do pai. Era um bar bem frequentado pela alta sociedade de Long Island, e Aine gostava de se sentir nesse meio. Um quarentão solteiro, rico, dono de um bar, que cuidava da filha de onze anos, que era mais independente do que ele.

O que você está estudando, Amber? – perguntou Joseph, o barman que limpava o balcão para a próxima noitada. A garotinha levantou os olhos das contas, apoiando o queixo nas mãos e olhando fixamente para os movimentos circulares que o homem fazia com seu pano. Estava entediada o suficiente para se distrair com pouca coisa.

Matemática. Eu realmente não gosto dessa matéria, e tenho que quebrar a minha cabeça para entender alguma coisa, por mais simples que seja. – ela fez uma careta, causando uma risada engraçada nos lábios de Joseph. – Não ria, é frustrante.

Seu pai sabe muito de contas, sabia, Amber? Você devia pedir ajuda para ele. – a garota Elessedil deu uma gargalhada gostosa, negando com a cabeça.

Eu sei de cor e salteado a resposta dele. – ajustou a postura, numa imitação idêntica ao pai. – “Amber, querida, papai tem muita coisa para resolver agora. Por que você não pesquisa, huh?” – a atuação de Amberlee fez com que outra risada saísse dos lábios de Joseph, e o próprio barman andou até o outro lado do balcão, curvando-se sobre os livros da garota e pegando o lápis de sua mão.

O que você não sabe é que eu também sou bom em contas. Ou acha que eu trabalharia com um gênio da administração como seu pai se não fosse? – ela deu de ombros, prontamente, e começou a prestar atenção na explicação do homem. Em pouco tempo, menos do que o esperado, as contas foram entendidas e colocadas da forma certa no papel.

Mesmo com a ajuda de Joseph, Amberlee se sentia vitoriosa. Gostava de conseguir superar os problemas que lhes eram impostos e, mesmo tendo ajuda ou dificuldade, sabia muito bem do que era capaz e acreditava cegamente em seu potencial. Julgando a sua descendência – que nunca lhe foi escondida –, era bem normal que se sentisse dessa forma. Mesmo com o avô extremamente descompensado que a vida lhe dera, nunca sentiu que ser neta de Dionísio lhe atingiria em alguma coisa. Muito pelo contrário, isso apenas lhe dava o humor que precisava ter, para enfrentar seus sucessos com maestria.

A porta do estabelecimento abriu-se, revelando a silhueta de um garoto um pouco mais alto do que Amberlee, mas com fios loiros bem claros, e olhos azuis. Fez um hi-five rápido com a menina, e sentou-se no banco ao seu lado, cumprimentando Joseph, como sempre fazia, todas as tardes, naquele mesmo horário.

Aposto que você terminou a atividade de matemática, pra estar com essa cara. – Amber afirmou freneticamente com a cabeça, orgulhosa por ter conseguido.

Sim! Joseph me ajudou, mas ele disse que eu fiz a maior parte. – o loiro revirou os olhos, soltando uma risada fraca. Na mesma hora, Elessedil levantou uma sobrancelha, cruzando os braços num gesto irritadiço. – Que foi, Ohmsford? Não acredita no meu potencial? – o loiro levantou o dedo indicador para ela, fazendo sinal de “não” com ele.

Eu não disse isso. É só que você é muito convencida, Amber. Parece que precisa disso pra se afirmar, quando sabe muito bem que você por si só é capaz de muita coisa. – a feição de Amberlee relaxou, e ela engoliu em seco. Não sabia como responder ao garoto à altura, então, preferiu optar pelo silêncio.

Joseph, sentindo que o clima tinha ficado um pouco tenso, deu uma desculpa, dizendo que precisava resolver algumas coisas com Aine, e foi para a parte do pub que continham os escritórios. A morena não se demorou no banco, e atravessou o balcão, enchendo dois copos de refrigerante de cola, e entregando um para Will, que prosseguia no mesmo lugar desde que chegou.

Por que essa necessidade de afirmação, Elessedil? – ele perguntou, depois de alguns segundos fitando o líquido escuro dentro do próprio copo. Amberlee também demorou-se na resposta, e só falou depois de tomar um longo gole do seu próprio refri.

Não é necessidade em me afirmar. – ela conhecia as palavras que diria em seguida, e sabia porque elas tinham tanta carga. Sabia porque elas eram importantes. – É necessidade de vencer.

Foi suficiente. Amberlee Jean Elessedil nunca tinha entendido porque sua mãe não tinha lhe reclamado assim que nasceu. Pois bem, Nice tinha plena convicção de que a filha era detentora da verdade, sabia que ela tinha conhecimento da sua origem, e sabia que ela visitava Dionísio quase todos os meses, acompanhada de Aine, no Acampamento Meio-Sangue. Sabia também que a garota estava esperando apenas a sua reclamação para começar a treinar com os demais irmãos, e demais semideuses. Nice sabia de tudo, mas esperou  um momento nada propício para dizer ao mundo quem Amberlee era, e qual o lugar dela dentre a humanidade.

Na frente dos olhos azuis do mortal Will, uma luz azulada surgiu em cima da cabeça da garota de – apenas por mais algumas horas – onze anos, formando um símbolo claro e conciso de duas delicadas asas. O momento mágico durou segundos necessários para que Ohmsford ficasse boquiaberto, sem entender o que estava acontecendo, enquanto Amberlee olhava para cima, certa de que, depois daquele episódio, teria muita coisa para explicar a Will. Ou não.

Ao desviar o olhar do símbolo que desaparecera, encontrou não apenas seu amigo lhe encarando com incredulidade e medo, mas mais um par de olhos lhe fitava, mas passava compreensão e calma. Aine, estava parado na porta que dava para os escritórios, observando sua menina ser reclamada bem na sua frente. Então, Nice tinha dado as caras, huh? Depois de onze anos, onze meses e vinte e nove dias, ela resolveu assumir a filha que dizia tanto amar. Que dizia ser especial. Tantas coisas passavam pela cabeça de Aine Elessedil, mas nenhuma delas fora dita.

Eu...Huh... – a, agora oficialmente, semideusa não sabia como começar uma explicação para Will, que prosseguia boquiaberto. Seu pai, vendo o desconforto da garota, apoiou uma das mãos nas costas do loiro, abrindo seu melhor sorriso.

Ohmsford! Não acho que seja uma boa hora para vocês conversarem.

M-mas... – Aine levantou a mão, interrompendo a fala gaga do garoto.

Nada de “mas”. Acho melhor você ir pra casa, não é? Amanhã é aniversário de Amberlee, e tenho certeza que você terá a oportunidade perfeita para perguntar o que quiser. O que acha? – sem nada mais a dizer, Will apenas assentiu, olhando novamente para a garota, com mais curiosidade do que julgamento.

A gente se fala, ok? – Amber esboçou o melhor sorriso que pôde, vendo a silhueta do loiro sair pela mesma porta que entrou. Assim que ouviu o fechar do trinco, olhou para o pai, completamente desesperada. Ele era seu melhor amigo, nunca tinham mentido um para o outro. Será que também tinha uma primeira vez pra isso?

Aine apenas abraçou a filha, e esse simples gesto foi suficiente para acalentá-la. Por mais louco que seu pai fosse, Amberlee tinha plena convicção do apoio que recebia dele. Do carinho, do afeto e da ligação que tinham. Nem Dionísio, nem Nice, nem ninguém podia superar ou separa aquilo.

Está na hora, não é? – com um suspiro, Aine respondeu à filha.

Está.

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