The Blood of Olympus
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Mensagem por Choi Yoon Jin em Qui Fev 14, 2019 9:31 pm

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Choi Yoon Jin
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Mensagem por Choi Yoon Jin em Sex Fev 15, 2019 2:59 pm

origins yoonjin i
1 minute, 1 second, all my thoughts are filled with you
Yoonjin somente atentou-se às suas ações quando já estava presa entre duas poltronas naquele avião, na companha de um bando de mortais que ao menos sabiam da existência de sangue semidivino. A mentalista agira no automático durante todo o tempo até aquele presente momento, desde o acordar, o banhar, o comer e o caminhar; sua mente vagava nos confins do nada, ela pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada, sem nunca seguir uma linha fixa ou contemplar algo em especial. Talvez aquele, sim, fosse seu refúgio para não lidar com a dor que a sondava desde que retornara do Tártaro.

Mas Yoonjin lidava com a perda de uma forma diferente. Sempre fora conhecida pelo seu habitual jeito compenetrado e inflexível, e a postura dura e resoluta eram o alicerce que a impediam de desmoronar num momento como aquele. Sim, seu irmão gêmeo havia morrido; sim, uma parte de si se perdera, havia ficado sobre a terra inóspita do Tártaro; não, ela não se deixaria controlar pela dor. E foi por isso que, naquele momento, ao se ver infiltrada num voo direto para o seu país natal, ela forçou a si mesma a colocar seu luto frio em segundo lugar e a pensar com clareza.  

Poderia tentar dormir pelo restante da viagem, mas sabia que não conseguiria. Ela havia lidado com aquilo utilizando o sono por tempo demais, e suas energias jamais pareciam se renovar. A garota de cabelos rosados sabia, todavia, que seu cansaço derivava toda e unicamente da sua falta de ação perante a situação na qual se enfiara: afinal, Heeyong sempre estivera com ela em todas as facetas de sua vida, e agora ela via-se completamente sozinha. Bem, era verdade que ela conhecera Nyx, e que também havia feito amigos em seu novo lar; mas a diferença era que seu irmão gêmeo havia compartilhado um útero consigo, ele havia a apoiado na fuga para os Estados Unidos e eles haviam lutado juntos desde que eram pequenos. Não havia ninguém no mundo que compreendesse melhor a mentalista do que seu falecido gêmeo.

Suspirou pesadamente, o ruído sonoro escapando pelos lábios rubros entreabertos. Um senhor que sentava-se ao seu lado, à janela, assustou-se com a ação súbita da Choi, que havia permanecido quieta e silenciosa por horas a fio. Yoonjin desprendeu seu cinto e levantou-se, esticando suas pernas e espreguiçando-se ao alcançar o corredor. Passou pela moça de casaco vermelho — lembrava-se parcamente dela ter tentado puxar assunto consigo durante o início da viagem, mas como estava submersa em seu próprio oceano, provavelmente a ignorou ou a respondeu de forma monossilábica — que estava sentada ao seu lado e dirigiu-se até o banheiro.  

Sua aparência estava um caco. Os olhos estavam fundos, mas olheiras despontavam por sob os globos de írises azuis, mesmo depois de ter lidado com aquilo por tempo demais dormindo. Seus lábios ainda estavam manchados com o batom vermelho que passara, mas era evidente que rachaduras por conta da privação de água e comida saudável apareciam por sua superfície. Yoonjin ignorou seu reflexo no espelho e inclinou-se sobre a pia, abrindo a torneira e aparando água com as mãos em formato de cuia. Jogou-a no rosto e esfregou-o por um momento antes de ajeitar a postura e por fim encarar-se contra o objeto refletor.  

Ouviu a porta tentar ser aberta. Yoonjin ignorou. Estava trancada e não pretendia sair dali enquanto não desse um jeito na própria cara. Contudo, a porta foi forçada e a Choi encarou o ato com um franzir de sobrancelhas.  

— Tem gente — disse, calma e sucinta.  

Mas a porta continuou sendo forçada. Sem muita paciência, Yoonjin apenas encarou a porta sólida e deixou que suas habilidades mentais se expandissem para fora de seu crânio. Ela atravessou o sólido e encontrou a mente de quem quer que estivesse lá fora. E foi como um baque. A invasão veio com uma série de flashes e de informações. Viu a garota de casaco vermelho — cabelos louros, curtos até o queixo, com olhos cor de amêndoa e um nariz aquilino. Uma série de outros informes chegou à ciência da mentalista com aquilo: seita, matar semideusa. Ela era a semideusa, e aquela moça de casaco rubro estava ali para dar-lhe um fim.  

A porta foi forçada mais uma vez. Yoonjin, por breves, ínfimos segundos, deixou-se contemplar a ideia de acabar por ali. Teria o mesmo fim que seu irmão, e talvez eles pudessem se juntar no pós-morte; talvez o mundo inferior tivesse um lugar especial para que eles pudessem descansar nos Campos Elísios, por serem heróis que haviam tido a coragem de descer até o Tártaro e lutar contra Nox. Mas tão longo aquele pensamento a acometeu, tão logo morreu. Yoonjin pensou em Nyx, sua — namorada? — e em Thanatos, o bebê que ela havia encontrado. Pensou no futuro, e o que via era uma família feliz. Aquilo fez seu peito doer por um segundo, por imaginar-se sendo feliz sem seu irmão gêmeo; mas ela começava a compreender o significado de seguir em frente. Não totalmente, todavia.  

A porta foi forçada novamente. E ela teve de pensar rápido. Não podia entrar em um embate naquele ambiente, uma vez que colocaria a vida de todos aqueles mortais em risco. Não poderia puxar aquela moça para dentro do banheiro e acabar com ela ali mesmo, porque sabia que o escândalo seria enorme caso achassem um corpo no banheiro. Yoonjin tinha de ser rápida, e tinha de ser esperta. Um plano começou a formular em sua cabeça quando ela levou uma mão à tranca. Com um clique, a porta se abriu.  

A lâmina foi rápida e só não fez um corte em seu rosto porque ela era mais ainda. Yoonjin jogou o corpo para trás e impediu que a lâmina colidisse diretamente com a sua bochecha. Ao mesmo tempo, ela interceptou o pulso da oponente e o torceu de tal forma que ela teria largado a faca. Contudo, era de conhecimento de todos que já tiveram o prazer de lutar ao lado da coreana que a força não era uma de suas melhores características; por esse motivo, sua tentativa de desarmar a moça de casaco vermelho não foi bem sucedida. Num combate silencioso no interior do banheiro, a desconhecida da seita forçou a faca cuja ponta afiada apontava sem desvios para o rosto da prole de Mercúrio. Yoonjin, no entanto, não esperou que a inimiga a vencesse pelo cansaço da força: ela flexionou o joelho e bateu sem freios no estômago da de cabelos curtos, fazendo-a soltar imediatamente a arma branca e recuar, tossindo, as mãos pousadas no local do golpe.

Yoonjin agachou-se e pegou a faca, apontando-a para a mulher. Caminhando lentamente, Yoonjin para avançar, e a outra para se distanciar, elas giraram e inverteram as posições. Agora, a Choi atrapalhava a saída e a moça de casaco vermelho estava pressionada contra a pia. Seus olhos perigosamente se fixaram no rosto da de madeixas rosáceas, mas Yoonjin não estava surpresa; a mulher só pensava em uma coisa, e aquilo era matá-la.

— Você não vai fazer isso aqui — disse a mentalista, pressionando as costas contra a porta e impedindo-a que fosse aberta de surpresa por algum mortal desavisado. Ela carregou sua voz com o poder que tinha, tentando hipnotizá-la com suas palavras macias. — Você não vai me atacar, você não vai tentar me matar.  

Aquilo pareceu começar surtir efeito na mulher, porque a confusão ficou visivelmente estampada em seus traços faciais. Yoonjin aproveitou-se dos olhos fixos nos seus e manteve o olhar seguro, reto, sem deixá-la escapar do seu mantra de hipnose.  

— Por que não? — a moça questionou, ainda resistindo contra as habilidades psíquicas da prole de Mercúrio, mas Yoonjin sabia que era apenas uma questão de tempo.

— Você não vai me atacar, você não vai tentar me matar — a de cabelos cor de morango repetiu, envolvendo seu tom com a carga de energia que extraía de si mesma. — Porque se você o fizer, vai ser pega pelos guardas. Vai ser presa. E você não vai poder lidar com tudo isso sozinha, aqui dentro deste avião.  

Aquilo era algo que valia para ambas. Yoonjin sabia que não poderia dar um fim em sua inimiga, por isso o plano era mantê-la hipnotizada até que pudesse levá-la para um outro lugar, quando pousasse. Tinha certeza de que a viagem estava quase no fim, mas somente de pensar que teria de mantê-la sob o efeito da hipnose a deixava exausta. No entanto, não havia outro caminho.  

— Você vai me seguir agora, certo? — Yoonjin perguntou. E foi o suficiente para ter controle sobre a moça de casaco vermelho. Descobriu, acessando sua mente, que se chamava Elara. Ela assentiu, afastando-se da pia; seus olhos perigosos agora pareciam perdidos nas írises azuis da semideusa, e foi exatamente por isso que a Choi soube que suas habilidades haviam surtido efeito na integrante da seita. — Certo. Agora saia do banheiro calmamente e ande à minha frente. Você vai se sentar em sua poltrona e irá ler algo. Até o fim da viagem.  

Elara assentiu e o fez. Ela estava envolta num transe que seria mantido enquanto a mentalista permanecesse ao seu lado, sussurrando-lhe palavras que acumulariam em seu subconsciente e a fariam conservar-se daquele modo. Por sorte, estavam sentadas lado a lado e, agora, Yoonjin percebia o quão premeditado aquilo havia sido. Culpou a si mesma por estar tão aérea o tempo todo e por não permanecer alerta em uma situação em que estava fora das fronteiras do Júpiter; a vigilância era imprescindível, mas a jovem Choi deixou-se envolver pelo luto de uma forma a atordoar seus sentidos. Deveria ter percebido as intenções daquela mulher antes mesmo de alçarem voo.  

Por fim, quando pousaram, Yoonjin ainda a mantinha sob os efeitos da hipnose, e não foi difícil para a de fios rosáceos levá-la até o banheiro do aeroporto. Ali, ponderou profundamente sobre o que deveria fazer. E chegou à conclusão de que não seria sábio matar uma pessoa naquele lugar, principalmente com todas as câmeras de segurança espalhadas pelos corredores do local e com o tempo que pretendia permanecer ali. Por mais que já não morasse na Coréia, Yoonjin não podia dar-se o luxo de matar alguém em meio a tantas testemunhas. Por isso, optou por apagá-la por algumas horas com um baque forte em sua nuca. Quando o desmaio pareceu decair sobre o corpo da de cabelos curtos, a mentalista ainda tinha receios. Resolveu, então, que apagar as memórias daquela mortal seria o procedimento correto a se fazer antes de deixar o local. Pousou uma mão sobre a cabeça da oponente desfalecida e concentrou-se em extrair todos os resquícios de lembranças de todo aquele dia; tudo, todas as memórias daquele período de tempo, completamente tudo foi apagado, e, ao fim, Yoonjin só queria descansar.  

A Choi fez ainda um esforço maior para teletransportar-se dali.

[ ... ]


Os portões da mansão dos Choi continuavam os mesmos de cinco anos atrás. Os guardas eram os mesmos. As estátuas de mármore que adornavam a pequena estrada que guiava até a entrada da mansão eram as mesmas. Nada havia mudado, e, ao mesmo tempo, tudo era diferente para Yoonjin. A surpresa acometeu os empregados quando a jovem apareceu depois de tanto tempo; rostos chocados, rostos felizes e — Yoonjin podia jurar — alguns rostos pesarosos. Mas o maior impacto foi vê-la sozinha, na companhia de sua própria mente e espírito, sem o barulho usual e a presença rebelde de seu irmão gêmeo.  

A primeira coisa que recebeu quando o patriarca da família, Choi Seungguk, a viu adentrar a sala de estar de sua residência foi um tapa em cheio em seu rosto. A ardência perseverou na pele imaculada da semideusa quando, surpresa, ela recuou. As marcas vermelhas dos dedos do avô persistiram na palidez gélida de sua pele.  

— Como ousa retornar depois de ter fugido como uma cadela vira-latas? — o tom rude do homem idoso era como uma faca; seus olhos escuros interceptavam o olhar cerúleo da mentalista e ela queria saber o que se passava na mente do outro semideus, mas estava chocada demais para utilizar-se de seus poderes.  

— Yoonjin? — uma voz feminina preencheu o ar, e Mina, a mulher a quem chamou de mãe durante todos aqueles anos, quando aquela família ainda era sua, mesmo que fosse adotada, surgiu no âmbito. Ela parou por um segundo, como se pretendesse correr para um abraço, mas o olhar severo de seu sogro fê-la parar no ato. — Filha... Onde está...?

— Chega, Mina! Não me interessa saber desses traidores — Seungguk esbravejou. — Onde está seu marido? Mande-o colocá-la para fora e nunca mais voltar. Ela não deveria ter retornado.  

O tom de seu avô era tão carregado de ódio que Yoonjin quase não conseguiu desvencilhar a entonação de nojo do restante da frase. Apesar de sentir o rosto pinicar com a sensação do tapa, ela mantinha-se altiva e inexpressiva, de um modo que ninguém podia ler suas verdadeiras emoções. Ninguém podia dizer como ela estava sofrendo.  

— Ele morreu — a mentalista informou, num tom quase tão duro quanto o de seu avô. Podia não ter o mesmo sangue que os Choi, mas convivera a vida toda em meio àquele antro, àquela família composta por semideuses e legados que havia absorvido muito de cada um. Ela fora construída como uma Choi, e agora estava sendo negada. — Heeyong morreu.

Um silêncio de três partes. A primeira parte foi o choque estampado no rosto de Mina. A segunda parte foi a indiferença gritante do patriarca da família. A terceira parte foi a dor; simples e temível, retumbando no peito da mulher de cabelos cor de morango.

— Já não era sem tempo. — Seungguk concluiu, e isto foi o estopim para que a fúria de Yoonjin, sempre controlada e cheia de convicção de que tinha de manter-se sob a calmaria de sua racionalidade, deu vasão às lágrimas que estivera prendendo desde que retornara à superfície do mundo mortal.

— Você é um lixo, harabeoji — Yoonjin rosnou, quase igual a Nyx. — Você sempre foi um lixo. Heeyong morreu como um herói, uma coisa que você jamais vai poder ser. Enquanto você estava aqui, preocupado com a reputação da família, uma empresa em um mundo mortal, ele desceu ao Tártaro e lutou contra dezenas de monstros para livrar esse seu mundinho tóxico das garras de uma deusa louca. Ele morreu com honra! Algo que você nunca vai ter.  

Aquilo tudo saiu como uma avalanche de si e não havia outra voz que reverberasse pelo recinto que não a de Yoonjin. Ela respirou fundo depois disso, e, tomando o silêncio que se instalou no âmbito como um ponto em seguida, ela voltou a falar, os polegares enxugando as lágrimas que haviam vertido de seus olhos.

— Mina, você foi uma boa mulher. Bangguk foi um bom pai. Quase todos foram bons para mim e para Heeyong, então talvez essa família tenha uma salvação depois que a parcela podre morrer — ela olhou diretamente para o rosto azedo do homem que um dia foi seu avô. — Eu não voltarei aqui — a semideusa anunciou. — Não pretendo voltar a pisar neste país, na realidade. Não por vontade própria. Estou saindo da vida de vocês. Eu só voltei aqui para que vocês soubessem que, no fim, vocês não deveriam ter depositado toda a esperança de vocês em mim e deveriam ter dado o reconhecimento que o meu irmão merecia.

— Yoonie... — Mina tentou chamá-la, mas a moça ergueu uma mão.  

— Não — disse, inflexível. — Um dia, vocês ouvirão falar de mim, mesmo de tão longe. Agora, eu vou atrás das minhas raízes. Das minhas verdadeiras raízes. Adeus.

— Ora, sua insolen—

Mas antes que o velho pudesse terminar sua frase, Yoonjin voltou a envolver-se em energia azul e a teletransportar seu corpo dali.

[ ... ]


Já era noite quando Yoonjin encontrou um hotel para pernoitar. Não ficava nos centros movimentados dos bairros mais badalados, o que seria perfeito para o descanso que precisava. Era uma construção jeitosa, não tinha mais de dois andares e parecia ser humilde. Yoonjin não queria chamar atenção, portanto contentou-se com aquele local por aquela noite. Não tinha intenções de voltar para a América no dia seguinte; ela precisava iniciar suas buscas pelas suas raízes e família de sangue — se é que havia uma — por algum lugar. Mas não queria passar tempo demasiado ali; uma semana seria o suficiente, e, caso não encontrasse nada, deveria ir procurar em outro lugar.  

A semideusa alugou um quarto para passar a noite e assim que viu-se sozinha, deitou-se. Fechou os olhos e meditou. Não como normalmente fazia, entretanto; ela apenas deixou que sua mente vagasse até encontrar o limiar entre a consciência e o mundo onírico. Lá, Yoonjin encontrou seu refúgio novamente e adormeceu.

No sonho, Heeyong foi visitá-la, mas ele estava longe de si. Seus olhos conseguiam se encontrar, mas Yoonjin estava impossibilitada de ouvir. Percebeu que ele tentava comunicar-se consigo, e a mentalista tinha a impressão de que era algo demasiadamente importante; uma pista para desvendar sobre o seu passado, sobre o passado antes deles e sobre tudo o que eles iriam querer descobrir, juntos. Mas a Choi também percebeu que estava presa; sobre uma cama de ferro, correntes de aço rodeavam seu corpo e ela não conseguia se soltar. Debatia-se, esperneava, mas suas amarras eram demasiadamente fortes para que conseguisse escapar. Sentiu a pele formigar onde o metal tocava, ficar vermelha e queimar-se. Sentiu a dor de cabeça com o esforço de livrar-se daquela armadilha. Sentiu Heeyong afastando-se, como se perdesse as forças.  

— Acalme-se, Yoonjin — aquela era a voz calma de Psiquê. Era tão etérea e característica que a filha de Mercúrio automaticamente deixou de se debater para escutar seus comandos. — Respire — Yoonjin o fez. — E pense.  

As correntes apertaram-se ao redor do seu corpo e ela sentiu mais dor. De algum modo, seu corpo todo permanecia em êxtase enquanto sua cabeça parecia a ponto de explodir — ela sentia a pressão aumentando conforme fazia esforço, e, quanto mais força empregava na tentativa de soltar-se, mais presa ficava. Mas diante das palavras de sua patrona, a jovem de cabelos rosáceos obedeceu; ela parou, tentou acalmar-se e respirar fundo. Era uma tarefa difícil, e ela nem ao menos entendia o porquê daquilo.  

— Você não está lutando contra um inimigo — Psiquê disse.

Yoonjin tentou achar a imagem da deusa em qualquer ponto, mas tudo estava escuro. Seu nervosismo fez com que as correntes se apertassem e ela voltou a se debater. Tentou gritar, mas nenhum som conseguia ser emitido através de sua boca. O desespero quase tomou conta de si ao perceber que Heeyong se havia ido embora; havia perdido a oportunidade de ouvi-lo, de vê-lo outra vez. E então ela percebeu, de súbito, quase tão forte quanto o tapa que havia recebido naquele dia mais cedo.  

Sua batalha era consigo mesma. Aquele lugar escuro era sua mente, aquelas correntes eram os próprios sentimentos. Seu peito se apertou quando seus olhos abriram-se, e ela percebeu que ainda estava presa sobre aquela cama de ferro. Yoonjin deixou-se chorar, os pulmões lutando por ar e a mente lutando por liberdade. Pela primeira vez, ela conseguiu falar e o nome que gritou foi o do irmão.

Yoonjin acordou suada para a luz do sol adentrando de forma fria as frestas da persiana. Sentou-se na cama e passou o antebraço sobre a testa, afastando os fios de cabelo rosados que pregavam-se à sua pele brilhante pelo esforço. Era a terceira vez que Yoonjin tinha aquele mesmo sonho; era a terceira vez que Heeyong tentava comunicar-se consigo e falhava; era a terceira vez que Psiquê a salvava de si mesma.

Respirou fundo, levantando-se.  

Tinha trabalho a fazer.

ADENDOS:

MISSÃO FIXA:

De volta para casa: As férias chegaram ao fim e as aulas estão prestes a começar para boa parte dos semideuses. É hora de voltar para casa e vivenciar novas aventuras no mundo mortal, acontece que esse retorno pode não ser o que você esperava. O caminho de volta também é traiçoeiro, monstros estão a espreita por toda parte e a seita ainda não foi 100% derrotada, embora sejam poucos eles ainda existem. E então? Como vai ser seu retorno? Conte-nos a aventura vivenciada por seu personagem no caminho de volta.
HABILIDADES DE MENTALISTA:

PASSIVAS
Nível 1
Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder:  Hipnose II
Descrição: A habilidade de hipnotizar do mentalista avançou um pouco. Com mais experiência na arte da sugestão, o mentalista agora possui uma oratória quase perfeita para induzir alguém a obedecer seus comandos. A introdução passa a ser menos necessária, levando menos tempo para que a vítima seja hipnotizada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de chances de hipnotizar no primeiro turno.
Dano: Nenhum
Extra: A vítima permanece hipnotizada apenas por três turnos. A hipnose pode ser quebrada caso um estímulo externo interfira.

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas III
Descrição: Agora o seguidor de Psiquê já aprendeu como se defender por completo, e acertar pontos mais precisos no corpo de seus oponentes, ele está se tornando um mestre ao combater com lâminas pequenas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +25% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nível 27
Nome do poder:  Corpo equilibrado II
Descrição: O equilíbrio do corpo do seguidor de Psiquê está cada vez melhor. Agora ele consegue equilibrar-se em superfícies escorregadias e em espaços pequenos de se locomover. Porém, ainda é necessária certa concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de equilíbrio
Dano: Nenhum

ATIVAS
Nível 13
Nome do poder: Amnésia I
Descrição: O mentalista agora consegue manipular as memórias de alguém ou algo. Essa habilidade em específico provoca a amnésia, ou seja, a perda de memórias a apagando de seu armazenamento no cérebro. Nesse nível o semideus seguidor de Psiquê consegue apenas apagar as memórias mais recentes, lembranças do que aconteceu no mesmo dia. É preciso ter algum contato físico para que a habilidade funcione, porém, caso toque a cabeça do ser (monstro ou semideus) conseguirá apagar as memórias mais facilmente. Dura dois turnos para apagar a memória recente completamente.
Gasto de MP: 30
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 20
Nome do poder: Telepatia III
Descrição: O mentalista está se tornando um mestre telepata. Agora, ele consegue ler até cinco mentes diferentes e comunicar-se entre elas de maneira clara e sucinta. Nesse nível, a comunicação pode dar-se até mesmo com imagens, não reproduzindo apenas a voz do telepata na mente dos outros.
Gasto de MP: 5 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A telepatia é uma habilidade que permite apenas a leitura e comunicação mental, não há nenhum controle ou influência mental.

Nível 23
Nome do poder: Teletransporte II
Descrição: Consegue teletransportar para uma distância de 1km, seguindo a mesma regra de ter em mente o local para onde estar indo. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 3 a 6 segundos, ou seja, tornou-se mais rápido do que antes.
Gasto de Mp: 15 a 25
Gasto de Hp: 5
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao usar o teleporte, o mentalista deixa um pequeno rastro azul em seu ponto inicial.
TATUAGENS E MARCAS:

Tatuagem Azul [Uma pequena tatuagem azulada, com o desenho de um dragão chinês, que pode deixar a pele do semideus, se transformando em uma espada de acordo com o desejo do seu portador. | O efeito da espada, quando ativado, faz com que o mentalista seja capaz de se comunicar mentalmente com qualquer forma de vida animal, podendo o controlar por até dois turnos. Sendo que animais de porte pequeno, como insetos, podem ser controlados em quantidade, ao contrário de animais grandes como coelhos, veados etc. Tal poder só poderá ser utilizado até duas vezes por missão, evento, pvp etc. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Mentalistas de Psiquê.]

Tatuagem SPQR [Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de um caduceu circundado por duas cobras, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito I Coorte. Uma vez por missão/evento, os poderes ativos utilizados pelo semideus terão um bônus de 5% de força/funcionalidade durante três turnos.]
BÔNUS:

Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante o evento. (Valido até: 28/02/2019)].

Pack de DRACMAS [Ao usar desse pack, qualquer atividade que renda dracmas (mvp, evento, missão etc) passará valer o dobro. Para ser validado, esse pack deve estar em spoiler. Uso único.]


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Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab Fev 16, 2019 12:12 pm


Yoonjin

Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: Até 10.000 XP e dracmas + 3 moedas de verão

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 13.000 XP e  20.000 Dracmas + 3 moedas de verão  (Favor retirar o pack de dracmas da ficha da jogadora)

STATUS: - 15 HP
- 85 MP

Comentários:
Eu não me lembrava do quão boa você é, Yoonjin. Felizmente li essa missão e estou muito contente por tê-lo feito, porque você desenvolveu sua trama pessoal de uma forma incrível e ainda por cima apresentou problemas, cujas resoluções, diferente da grande maioria, não foram a morte. Gostei muito disso!

Porém, sempre tem um porém, né? Preciso esclarecer duas coisinhas para que você não erre mais:

- "Írises" é uma palavra inexistente. O plural de "íris" é "íris", e a denominação gramatical pra isso eu me esqueci e não consegui achar na internet. De qualquer forma, lembre-se disso!

- A palavra "prole" é designada a um grupo de pessoas com a mesma ascendência, segundo o dicionário virtual (dicio.com.br). Quando você escreveu "prole de Mercúrio", referindo-se à sua personagem, você estava, na verdade, referindo-se a todos os filhos do deus. Sei que a palavra é bonita e por isso gostamos de usá-la, mas é um erro fazê-lo neste sentido, ok?

De resto, eu, você tá de parabéns!!

xoxo

Atualizado por Vênus.

Romeo Bernocchi
Romeo Bernocchi
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