The Blood of Olympus
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[Missão Fixa] De volta para casa

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Mensagem por Kyros A. Máximos em Qui Fev 14, 2019 5:02 pm

A life without barricades
We gotta learn to get back, get back, but is it worth the price of our soul?


Meu foco nas férias dificilmente era a diversão. O que eu buscava nas férias eram respostas, e eu estava determinado a conseguir todas. Andei por Nova York por semanas, procurando pistas, sinais, outros como eu ou qualquer coisa que fosse, e todos os sinais eram bem perturbadores. Várias pessoas desaparecendo para então reaparecer meses depois atacando qualquer um que aparecesse no caminho, os olhos vermelhos com as escleras negras. Por algum motivo estranho eles não usavam Kagunes, provavelmente por nem terem aprendido a usá-las antes de perder o controle. A cidade estava um caos, não era aconselhado sair de noite e o índice de homicídios aumentou drasticamente. Ninguém se sentia seguro em Nova York.



Certa noite reparei em algumas pessoas caminhando por uma rua estreita e escura. Era só um grupo de adolescentes bêbados que estavam de bobeira, se divertindo como eu mesmo costumava fazer. As memórias dos meus dias de faculdade vieram à tona, e eu me perguntei se todos os meus amigos de lá estavam bem. Sinceramente esperava que sim. Enquanto eu estava nostálgico me lembrando de dias a muito tempo perdidos uma van parou a alguns metros dos garotos. Arqueei a sobrancelha curioso pela chegada, mas o olhar de dúvida deu lugar ao de surpresa quando dois homens saíram da van com armas. Gritaram ordens aos garotos, ordenando que se ajoelhassem e começaram a amarrá-los. Seriam eles… bom, o que custa experimentar? Saltei do lugar onde eu estava escondido e aterrissei a alguns metros de distância.

— Ei, quem é você? — Um deles me perguntou apontando a arma para mim. Continuei encarando-o sem expressão, o que deixou-o ainda mais nervoso — O que quer, pivete? Vaza!

Sem dizer mais nada comecei a liberar as kagunes. As quatro balançavam atrás de mim sob o olhar atento dos homens. O que estava na van saiu de olhos arregalados. Sua expressão de surpresa tornou-se em um sorriso.

— Ele é um dos experimentos que deu certo. Esqueçam esses fedelhos, capturem-no. — Aquela frase foi o suficiente para captar minha atenção. Eles tinham armas e estavam em maior número… mas me queriam vivo, o que era uma boa vantagem para mim. E o mais impressionante naquilo tudo... seus olhos também estavam vermelhos, como os meus.

Mas diferente de mim, com eles eram ambas os olhos e, por algum motivo, não liberavam as Kagunes.

Usei a velocidade superior que me era dada graças às kagunes para saltar até um deles, o empurrando até a van com a força das Kagunes enquanto sacava Duas caras. Um deles atirou, e a bala acertou meu ombro direito. Aquilo doeu como o inferno.

— Ah, seu filho da puta...— Coloquei o indicador e o polegar dentro do buraco do tiro e arranquei a bala. Fiquei bastante contente pelo fato de que a regeneração já estava funcionando. Logo era como se a bala nunca tivesse me atingido. Tinha ficado ferozmente irritado com aquilo, e logo avancei contra o homem que tinha atirado. Ele recuou um passo, mas já era tarde demais. Uma das kagunes o acertou na lateral esquerda, o que o atordoou por tempo suficiente até que eu me aproximasse dele e enfiasse a espada em seu estômago, transpassando-a por seu corpo. Tirei a espada enquanto olhava para os outros dois que tinham sobrado. — Colaborem e podem acabar saindo vivos dessa.

Claro que aquele conselho foi ignorado. O outro homem largou sua arma e pegou um canivete. Eles podiam estar raptando pessoas, mas no fim eram apenas bandidos comuns. O outro homem mirou em mim, mas antes que apertasse o gatilho eu dei uma cambalhota para frente e corri até o do canivete, acertando uma pancada forte em sua cabeça com uma kagune. O agarrei pelo pescoço e o usei de escudo humano para me aproximar do outro, que atirou sete vezes em seu companheiro antes de eu me aproximar demais. Joguei o corpo do homem por cima dele e finquei a espada em seu joelho.

— Eu mandei cooperar. — Sorri, cínico enquanto tirava a arma da mão dele e jogava longe. Por fim caminhei até os jovens e tirei as cordas que os prendiam. — Se derem um pio sobre isso…

— T-tudo bem, ficaremos quietos, juro.

— Eu salvei a vida de vocês, não os farei mal, peço que façam o mesmo por mim.

E dito isso os liberei. Foram embora correndo torto, como os bêbados que eram. Tive que me segurar para não dar um sorriso. Me virei para o homem com o joelho fodido, me lembrando de que havia mais trabalho a ser feito. Me aproximei do homem devagar, encarando seu estado. Ele nunca mais teria a chance de ser um jogador de futebol americano. Ele apertava o joelho, controlando gemidos de dor, o cheiro de seu sangue quase me embriagava, mas eu me segurei.

— Olá… vi que estava prestes a raptar esses jovens. — Levei vagarosamente uma das Kagunes até sua cabeça, cutucando-a de leve — E da forma como falou imagino que tenha algo a ver com isso aqui… acontece que preciso de informações.

— Vai se foder. — Pisei com força em seu joelho e ele gritou de dor. Sorte de estarmos em um lugar pouco movimentado.

— Eu posso fazer isso ser muito doloroso, estou ficando com fome, sabe? E você sabe BEM que tipo de comida eu prefiro. — Dei um pequeno sorriso sob o olhar dele, e então ele começou a rir

— Puta merda, então uma aberração dessas vai me matar, no fim… que merda. Tá bom, pivete. O que adianta morrer de bico calado.

— Para onde estava levando esses jovens… e para que?

— Para o laboratório do doutor, ora bolas, onde mais?

— E onde isso fica?

— No parque estadual Harriman, perto do lago Tiorati.

— Hm… faz sentido. É bem longe daqui e duvido que as pessoas ficariam fuçando em busca de um laboratório secreto… Bem, se quer viver, me leve até lá.

— Por favor garoto, eu não sou tão ingênuo a ponto de acreditar que você vai me deixar viver. — Apertei mais uma vez o seu joelho completamente frustrado.

— Tá certo, você vai morrer, mas eu vou te torturar bem lentamente, queimar seus ferimento para você não morrer de hemorragia e te torturar várias e várias vezes. No fim eu vou te jogar em um rio sem os braços nem as pernas, e você só vai poder afundar, sem fazer nada. Ou você me conta e eu só arranco sua cabeça.

— Situação complicada… merda… bom, foda-se. Me coloca na merda da van. — O deixei bem amarrado na parte de trás da van e comecei a me mover.

(...)

Passou-se uma hora e meia de carro até chegar lá, então tive bastante tempo para fazer todas as perguntas que queria. O nome do doutor encarregado pelo projeto era Harris, e ele era obcecado por alterações genéticas e supersoldados, tão obcecado que criou células artificiais para “melhorar” a raça humana e, assim, me transformou no que sou agora.

Ele e toda sua equipe de cientistas viviam no laboratório subterrâneo, um enorme complexo que ficava logo abaixo do lago. Eu ia ter que me infiltrar nele de alguma forma. Mexi nos bolsos do homem que me guiava até lá e encontrei um cartão, ele provavelmente desbloqueava a entrada.

Havia algo em minha mente que dizia que tudo estava muito fácil…

(...)

— É aqui. — ele me disse enquanto passávamos por uma pequena cabine. Arqueei a sobrancelha mas fiz como ele indicou e estacionei a van

Assim que paramos enfiei a espada no pescoço do meu prisioneiro. Ele não me era mais útil. Dei-lhe uma morte rápida como prometido e fui até a entrada do laboratório. Era só uma cabine que poderia ser ignorada como um banheiro para a maioria, e estava trancada. Arrombei a porta usando as Kagunes e dei de cara com uma escada. Desci os degraus com duas caras em minha mão e dei de cara com um corredor que levava até um elevador. Não haviam câmeras de segurança nem qualquer coisa do tipo, o que fazia tudo aquilo ser bem suspeito. Para entrar no elevador verifiquei que precisaria de um cartão, e não demorou para eu somar 1+1 e usar o cartão que eu tinha pego do sequestrador.

Conforme o elevador descia eu pensava nos jovens. Eles seriam levados para cá e sofreriam os mesmos experimentos que eu. Toquei os cabelos, notando a forma como eles tinham mudado para sempre. Agora estavam completamente brancos pelo estresse ao qual eu tinha sido submetido. Lembrava da dor insuportável que era ter as células injetadas em meu sangue, e só agora entendia o motivo, era porque elas estavam se misturando a ele, como um vírus. Senti um leve arrepio quando o elevador parou de descer e as portas se abriram. Havia um largo  hall de três andares completamente deserto. Não havia sequer uma maldita alma viva por aquele lugar. Eu tinha sido enganado? Não, não poderia ser, todo o resto batia perfeitamente, então o que estava acontecendo? Caminhei pelos corredores, passando por quartos vazios, lanchonetes, banheiros, tudo deserto. De certa forma me lembrava uma Vault dos jogos de Fallout.

Todas as coisas que estavam ali pareciam ter sido abandonadas pelo habitantes do lugar. Pratos cheios de comida, camas desarrumadas, computadores ligados. E todo o tipo de coisa. Comecei a ler tudo que podia encontrar nos computadores, mas não era nenhuma informação nova ou mesmo relevante. Na verdade, tudo de novo que eu conseguira identificar fora o nome do projeto… o projeto Dragão.

Todas as informações indicavam que haviam ao menos 200 pacientes naquele laboratório, e todos eles estavam em “estado suspenso”, fosse o que fosse, aquilo não podia ser bom. Parei de ler as informações que encontrava e voltei a buscar por pessoas.

(...)


Vi uma placa que indicava onde ficavam os laboratórios e suspirei. Se havia algo de errado naquele lugar, estaria lá.

Entrei em uma sala larga. As paredes eram preenchidas com coisas que se pareciam com câmaras criogênicas. Estariam todas elas cheias? Só aquela dúvida já estava me agoniando. Eram pelo menos cinquenta ali, todas aquelas pessoas sofrendo o mesmo experimento. Dei alguns passos para me aproximar de uma delas.

— Ah, você finalmente chegou. — Olhei para cima, notando uma plataforma suspensa… e lá estava um homem, de jaleco branco e cabelos grisalhos. Ele tinha um sorriso no rosto e parecia bem tranquilo… para alguém que estava prestes a ser perfurado.

— HARRIS! — Eu sabia que era ele, eu não tinha dúvidas. Ele apenas manteve o sorriso.

— Ora, Kyros. Você parece bastante irritado. Esse não é o comportamento esperado de um filho de Éolo, não? — Aquele comentário me pegou de surpresa. — Oh, sim, eu sei tudo sobre seu mundinho secreto, não fique tão surpreso. Foi por você ser um semideus que o experimento funcionou tão bem, eu suponho. Todos os outros… bem, eles saíram falhos.

— Merda! O que você quer comigo? — A pergunta pareceu pegá-lo de surpresa.

Fez-se um longo silêncio. Ele me encarava com uma expressão de facínio enquanto eu o observava com ódio. Não sabia se ele pensava no que dizer ou se pensava se deveria dizer ou não, mas todo aquele silêncio estava me irritando cada vez mais. Ele morreria de uma forma tão...

— Ah… não me entenda mal, nada disso é pessoal, meu caro. Você só estava no lugar errado. O que eu quero, Kyros, é descobrir uma verdade fundamental sobre esse mundo. Já deve ter reparado que vivemos em uma realidade distorcida, esse mundo é infectado por um vírus desconhecido… e as células RC em seu sangue são a cura.

Minhas Kagunes já estavam liberadas novamente e meu olho esquerdo brilhava de ódio. Eu estava ali, na frente do homem que tinha destruído minha vida… e não podia esperar para matá-lo com minhas próprias mãos. Ignorava as besteiras que ele dizia, nada daquilo importava, a morte dele sim. Nada do que ele falava me fazia muito sentido, mas ele parecia estar em transe, como se fosse um filósofo importante dando um discurso inovador.

— Mas bem, do que adianta explicar algo tão complexo para um garotinho como você? Não, você não deve entender o experimento, Kyros. Só deve participar dele. — ele apertou um grande botão vermelho e se virou para a saída. Quando me preparei para segui-lo todas as câmaras se abriram, e inúmeros corpos caíram.

— Mas que porra? — Os corpos que estavam dentro dela começaram a se levantar… e todos tinham os olhos idênticos ao meu olho esquerdo, mas seus corpos eram deformados. Kagunes mal-feitas saiam de suas costas e todos babulciavam coisas sem sentido. Segurei duas caras com mais força e olhei para onde Harris estava novamente.

O maldito tinha escapado.

As cobaias se aproximavam de mim como um bando de zumbis. Eram cinquenta deles, lerdos, com Kagunes imperfeitas e nús… mas ainda eram cinquenta, e eu era só um. Segurei minha espada com mais força enquanto fechava os olhos e respirava fundo. Será que eu tinha chances?

Quando abri os olhos comecei a ver coisas. O chão estava cheio de flores brancas e puras. “É a morte…” Concluí enquanto avançava em direção a um deles e arrancava sua cabeça com duas caras. “Porque eu vejo beleza na morte?” Me perguntei enquanto me esquivava de um soco torto que uma das cobaias dava em mim. Eles eram lentos e desajeitados, por isso não foi difícil me esquivar do segundo soco. O maior problema de lutar contra tantos na verdade era que eu não podia me proteger de todos os ângulos. Um deles me agarrou por trás e mordeu meu pescoço com força, arrancando um grande pedaço. Enrolei minha Kagune contra ele e o atirei em um amontoado com força derrubando-os.

— Merda, o que eu faço? — As células RC já começavam a tratar do ferimento em meu pescoço, parando o sangramento em segundos. Logo era como se o machucado nunca tivesse estado ali. Continuei minha movimentação sem parar de me mover mesmo que por um segundo. Seria a única chance que eu tinha contra aqueles mongolóides. Usei os ventos cortantes uma vez que me aproximei deles e, no instante seguinte, inúmeros corpos surgiam em seus corpos. Tentava maneirar o máximo que conseguia com meus golpes, é claro, uma vez que eu podia acabar perdendo as energias...

mas mesmo assim nada daquilo era suficiente.

Cortava pescoços, arrancava braços e dilacerava cabeças, mas para cada dez que eu matava mais dez apareciam e ocupavam seu lugar, me mordendo e arranhando.

Sangue manchava minhas roupas, e meu cabelo branco como a neve a essa altura estava pintado de vermelho sangue. As células faziam o possível para regenerar meus ferimentos, mas eram muitos, muitos, muitos, muitos, muitos! Minha visão começava a ficar turva, e do fundo de meu subconsciente veio uma visão confusa.

(---)

—Kyros. — mamãe me chamou com um sorriso no rosto e obedientemente fui até ela com um sorriso bem largo. Ela acariciou meus cabelos com um sorriso grande no rosto — Como foi a escola?

— Foi bem divertida. Brinquei bastante hoje.

— Que bom, filho. — Ela parou de acariciar meus cabelos para voltar a fazer o que fazia antes, a leitura do jornal. Eu escondi a minha tristeza o melhor que pude. Naquele dia uma das crianças tinha batido em mim e eu tinha ficado bastante hesitante em me defender, mas não queria deixa-la irritada, então só deixei para lá.

No outro dia, entretanto, me defendi. Foi um rápido impulso de bloquear o soco e acertar a criança no rosto, mas fora o suficiente para que a briga se alastrasse e a diretora fosse chamada. Quando cheguei em casa naquele dia, de olho roxo, minha mãe já tinha recebido a ligação.

— COMO… VOCÊ...ME...FAZ...PASSAR...UMA...VERGONHA...DESSAS?! — ela gritava entre os tapas e eu permaneci no chão, aterrorizado com a agressividade da mulher. — SEU FILHO DA…


(---)

Porque lembrar daquilo em um momento como aqueles? “Devore, devore, devore.” Pensava enquanto me esquivava dos golpes que as criaturas me davam. Aquela era uma memória tão... diferente das que eu tinha daquela mulher. Outro mordeu meu ombro e, num impulso animalesco, mordi seu rosto fora, engolindo a carne que tinha conseguido abocanhar.

Era horrível, um gosto de comida estragada, mas eu engoli. Agora cortava meu caminho com a espada, mordia meu caminho com os dentes e empurrava meu caminho com os tentáculos vermelhos. "Coma, coma, coma, coma, coma, coma!" A insanidade tinha se apoderado de mim completamente enquanto eu tentava regenerar os inúmeros ferimentos que eram feitos. Mais e mais deles caíam, e quanto mais eu comia mais insano eu ficava. Os esmagava contra o chão com os membros extras, cortava seus pescoços e arrancava pedaços com a boca. Tudo parecia tão... repetido.

— Mãe... mamãe... — Eu chamei com a voz embargada enquanto me sentia completamente cercado pelas criaturas...e  então os ventos vieram em meu comando. Criei uma barreira de ventos, afastando todas as criaturas de perto de mim. Eu não era só um monstro… eu ainda era um semideus. Fiz o possível para não deixar que me agarrassem, empurrando os que ficassem próximos demais com as Kagunes e perfurando os corpos daqueles em que conseguia alcançar com a espada.

Minha visão ainda estava obscurecida.

Um a um todos caíam naquela carnificina sem motivo. Tudo em que eu pensava era em sobreviver, estava em uma fúria avermelhada impossível de descrever, como se minha alma estivesse fora do corpo e tudo que tivesse restado fosse o animal…

(...)

Voltei a mim sabe-se lá quanto tempo depois, completamente exausto. Eu ainda estava vivo, e por ter me alimentado daqueles mongoloides tinha conseguido não perder completamente a consciência depois de usar tanto dos meus poderes. Somente algumas questões permaneciam. O que eu deveria fazer agora que tinha descoberto a identidade de meu algoz? Uma pesquisa mais apurada na Internet certamente devia resolver o problema, mas eu duvidava que fosse achar mais qualquer coisa. Não, eu devia continuar em Nova York e buscar por aquele verme.

A primeira coisa que fiz foi procurar roupas limpas e tomar um banho. Por sorte tudo ainda estava operacional naquele abrigo subterrâneo. Minha cabeça estava simplesmente cheia demais. O que era aquela memória? Quem estava me batendo? Não podia ser minha mãe,  ela jamais faria isso… no entanto parecia tão dolorosamente real…

Quando terminei de “me ajeitar” me dirigi até a saída sem saber ao certo o que tinha acontecido comigo. Era uma sorte tudo estar vazio, eu ao menos poderia recompor a minha mente antes de sair dali.

(...)

Apesar de estar emocionalmente abalado eu consegui andar pelas ruas da cidade sem maiores problemas. Pensava primariamente na “visão” que tive, mas também pensava em como diabos eu poderia sequer estar vivo. Minha melhor teoria era a que, como eu tinha devorado muitos outros portadores de células rc, elas tinham de alguma forma sido absorvidas pelo meu corpo e usadas, o que tinha absorvido os gastos… mas na verdade eu simplesmente não sabia o que tinha ocorrido. Ao caminhar pelas ruas da cidade notei que estava perto da casa dos meus avós. Eles sempre me odiaram, a ponto de me forçar a viver com um tutor do outro lado da cidade. Suspirei pesado antes de mudar o trajeto e ir até o apartamento de luxo deles.

Chegando apertei o interfone e me identifiquei. O meu avô, quem atendeu ao interfone, pareceu bastante surpreso em ouvir minha voz. Cocei o queixo esperando o portão elétrico abrir e logo entrei no prédio, indo de elevador até o andar deles. Bati na porta, incerto do que esperar e logo ela se abriu.

-KYROS! - fui abraçado por minha avó, e logo meu avô também me cumprimentou. Aquela foi uma sensação estranha. Eu passei toda a vida crendo que eles me odiavam… e ainda assim estava sendo super bem recebido.

(...)

Estavamos os três sentados na sala. Minha avó tinha feito um café especial para os três. Eu permaneci sentado na poltrona, tenso, enquanto eles pareciam estranhamente alegres.

— Você quer um bolinho, querido? — me enjoou a forma carinhosa com a qual ela tinha me tratado.

— Como conseguem? Depois de tudo que eu passei sozinho... como conseguem me tratar como se nada nunca tivesse acontecido?

O silêncio invadiu a sala enquanto eles se encaravam, e então me encaravam. Permaneci de cabeça baixa, encarando o chão enquanto esperava qualquer justificativa suja, qualquer "sinto muito" falso, ou qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, mas nada disso veio. Eles continuaram a me encarar de longe sem dizer nada, até que minha avó deu um passo para frente, colocando o bolinho na mesinha.

— Kyros... podemos falar sobre as coisas ruins do passado, sobre como o maltratamos e sobre como as coisas foram difíceis pra você... ou podemos elogiar o quanto você se parece com sua mãe, como você virou um rapaz bonito e forte e o quanto queremos sua companhia aqui. Pode ter sido difícil antes, eu sei... mas de agora em diante, pro que precisar estaremos com você, ok?

— Você já é um homem, e pode tomar as próprias decisões. Eu sempre vou me arrepender da forma como te tratamos, Kyros... mas com a idade eu percebi que tinha sido um tolo, e que você era só uma criança que precisava de ajuda. Pode não precisar dela agora, mas... enquanto precisar de nós, estaremos aqui. O que acha de passar o resto do verão conosco?

Eu já tinha começado a chorar a muito tempo. Eu não sabia o que era aquele sentimento, mas eu me sentia tão... acolhido...

— Certo... eu aceito. — Disse, entre os soluços. Minha avó se aproximou e deu o primeiro abraço que eu tinha recebido em anos.

Eu finalmente estava em casa.

Poderes e Habilidades:
Nome da Habilidade: Controle corporal
Descrição: A vida na rua e a sobrevivência fora no Acampamento fez com que o semideus aprendesse a maximizar as habilidades de seu corpo de modo que o mesmo possui um excelente domínio corporal.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +15% de esquiva, flexibilidade e agilidade.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Com um bom treinamento, você se tornou mais veloz, mas ainda não é nada comparado aos filhos de Iris ou Hermes, e nem vai ser, ainda assim consegue ser mais rápido que a maioria dos campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de Velocidade
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Ginasta II
Descrição: Filhos de Éolo são bons acrobatas, por estarem acostumados a grandes altitudes, também consegue saltar mais alto do que qualquer outro campista, e ao caírem – se jogarem – de uma arvore por exemplo, não se machucam como outros campistas. São como gatos, sempre caem de pé, agora já conseguem fazer movimentos mais precisos, dar cambalhotas no ar, e saltar do telhado de uma casa média sem machucar-se de fato, são peritos e gatunos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +22% de Agilidade e +15% de altura em saltos, ao cair de altitudes baixas não ira se machucar.
Dano: Nenhum

Nome da Habilidade: Regeneração RC
Descrição: As células especiais dentro do corpo de Kyros (denominadas de células RC) possuem uma função semelhante à celulas tronco, mas uma capacidade infinitamente maior de duplicação.
Gasto de MP: 50% do dano que necessita curar (ex: Vai recuperar 100 HP, tem um gasto de 50 MP), ou 250 MP para regenarar completamente um órgão.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: As células simplesmente se dividem e assumem as funções que as células mortas não podem mais cumprir, regenerando tecidos ou até mesmo orgãos inteiros.
Extra: Embora o uso excessivo dessa habilidade possa acabar causando um envelhecimento precoce nas células do corpo de Kyros e, em casos extremos podem até mesmo aumentar sua fome e fazer com que ataque qualquer humano ou semideus próximo.

Kagunes
Descrição: Depois de ser submetido a um experimento, o semideus desenvolver quatro tentáculos compridos em suas costas, na altura da cintura, sendo que eles apenas se fazem presentes ao desejo do semideus. Eles funcionam para agarra, empurrar e bater, mas não podem provocar danos como perfuração. Elas também podem auxiliar o semideus em sua locomoção, o deixando mais rápido e ágil. No entanto, um outo efeito colateral é o fato de que seu olho esquerdo muda de "aparência" tornando-se preto na esclera e vermelho em sua íris e pupila.
Gasto de MP: 60 MP para ativar. 10 por turno ativo.
Gasto de HP: 5 HP
Bônus: +25% de velocidade e agilidade.
Dano: A critério do narrador (dano de impacto).
Consequência: O semideus pode ser atacado por qualquer outro semideus por ter o aspecto diferente, assemelhando-se mais a uma criatura ou monstro do que a um humano.
Extra: Caso o semideus passe mais de um mês sem consumir carne humana, ele torna-se mais semelhante à um animal irracional, sendo completamente incapaz de reprimir seus instintos primitivos

Nível 16
Nome do poder: Vento cortante I
Descrição: O semideus é capaz de criar redemoinhos de vento cortante, invisíveis aos olhos do inimigo, mas sentidos. Ele é capaz de guiar esse vento até seus oponentes e causar cortes consideráveis onde bem entender, conforme guia o vento, pode manipula-lo para atingir uma área em especifico. Nesse nível só consegue criar cortes superficiais e simples, que não causam muito dano, mas abrem cortezinhos ardidos e irritantes.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por corte aberto
Extra: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Campo de Força
Descrição: O semideus consegue criar uma espécie de campo de força usando o vento ao seu redor, formando um escudo a sua volta, e lhe protegendo contra ataques físicos durante os turnos que permanecer ativo.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Item:
• Duas caras [Inicialmente toma forma de um canivete e, de acordo com a vontade de Kyros, pode tomar a forma de dois objetos. O Primeiro é um escudo de bronze celestial largo com a imagem de um homem acorrentado gravada em sua face. A segunda é a de uma espada bastarda com 110. A espada é cheia de gravuras com a palavra “Lute” em diferentes línguas| Até os menores cortes da espada fazem com que o oponente (se humano) sofra sangramento. | Bronze Celestial | Sem espaço para Gemas| Beta| Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
FPA:
Kyros A. Máximos
Kyros A. Máximos
Filhos de Éolo
Filhos de Éolo

Idade : 20

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[Missão Fixa] De volta para casa Empty Re: [Missão Fixa] De volta para casa

Mensagem por Hela A. Deverich em Sex Fev 15, 2019 7:59 am

Kyros


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 10.000 XP + 3 moeda de verão

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência. – 28%


RECOMPENSAS: 9.300 xp e dracmas + 3 moedas de verão.

Em diversos trechos eu tive a sensação de que você escolheu um conectivo errado, que esqueceu uma palavra e até que, na pressa, você não esteve muito atento ao que escrevia pois, em determinados momentos, você escreve que surgiam "corpos nos corpos". Isso ocorreu mais em momentos de batalhas, onde, suponho que, você mergulhou de cabeça na narrativa. Eu não sei se você revisou o texto, mas sugiro que o faça, caso não tenha feito. A cor da letra de seu template não é incômoda para ler na parte do template, mas exige certo esforço para ler os spoiler e eu sugiro que tente colocar um outra cor, ao menos nessa parte em específico. Acho que é isso que eu tinha para pontuar.

Atualizado por Hades.



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