The Blood of Olympus
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Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne

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Mensagem por Logan Schröwl Painne em Ter Fev 12, 2019 7:02 pm


Oh Canada, oh Canada... you still scares me.

Desde que eu cheguei no acampamento meio-sangue, há três anos, eu não havia voltado mais para o orfanato. Com certeza seria uma experiência nostálgica e aterrorizante, agora que eu sabia a verdadeira identidade daquele empreendimento. Ainda assim, eu esperava ser recebido com o maior amor por Roxanne, Lilith, Minerva e Laura, as quatro melhores funcionárias daquele lugar. Todas elas sabiam quem eu era, e sabiam que eu não era o único semideus a passar por lá. A maioria dos semideuses não costumava retornar, pois Quebec ficava a muitos quilômetros de distância de Long Island, e era perigoso para pessoas como nós ficar desprotegido por tanto tempo e tão longe das barreiras seguras do Acampamento Meio-Sangue. Quíron e os semideuses mais velhos tratavam o mundo exterior como o local mais perigoso existente, mas quando eu saí de malas feitas do meu chalé e me despedi dos meus irmãos e amigos antes de voltar para Quebec, as coisas pareciam muito tranquilas. Aparentemente, nada de horrível aconteceria naquela viagem.

Ah, como eu estava enganado.

Argos levou eu e alguns outros campistas para a região central de Long Island. De lá, cada um tomou o seu rumo de volta para suas casas. No meu caso, precisei adquirir algum dinheiro mortal em notas físicas (as próprias irmãs do orfanato haviam me enviado). Tomei uma condução pública até Nova York, mais especificamente para o aeroporto. Uma das funcionárias havia adquirido as passagens para o vôo das 17h30min para Quebec. De acordo com meu relógio, ainda eram 14h, de forma que eu tinha três horas e meia para ir até a sala de embarque. Eu estava completamente desatento; havia passado dezessete anos da minha vida no mundo mortal e acompanhado de dois monstros disfarçados. Tudo aconteceu muito rápido e mesmo ouvindo as histórias mais aterrorizantes, eu confiava demais nos mortais, a um ponto de isso ser potencialmente nocivo pra mim, como realmente acabou sendo.

Sentei-me em um dos bancos da sala de espera do aeroporto e me pus a ler uma revista, com certa dificuldade. Ultimamente, a dislexia tinha piorado. Observava também a movimentação de pessoas e me pegava pensando em quais seriam os destinos delas, se elas sabiam que um universo paralelo controlava a vida delas, sem que elas sequer pudessem perceber, bloqueadas pela névoa. Meus devaneios foram interrompidos pelo toque de uma pessoa no meu ombro direito, era suave, mas me causou um arrepio imediato. Olhei para trás e me deparei com uma mulher que aparentava ter aproximadamente 30 anos. Era ruiva, usava um batom vermelho forte e excepcionalmente bonita, apaixonante.

-Desculpar, mim não falar inglês. Você falar francês? - Ela perguntou, com um péssimo sotaque arrastado, claramente uma estrangeira.

-Oui. - Respondi. Afinal, eu sou bilíngue; por ter sido criado ao norte do Canadá, onde o francês também é uma língua oficial, embora diferente do da França.

A mulher então sorriu simpaticamente e me perguntou algumas instruções sobre o panfleto que ela carregava. Explicava como fazer o check-in, quando embarcar no avião, dentre outros. Ao final das explicações, a mulher implorou para me pagar em dinheiro pelo favor. Eu recusei, mas ela era muito insistente, de modo que acabei cedendo. Ela então solicitou que eu a seguisse até os caixas eletrônicos do lado de fora do aeroporto. Imediatamente pensei em sequestro, em algum crime mortal, mas não passou pela minha cabeça nada do que se sucederia a partir do momento em que levantei e notei como a mulher andava esquisito, como se suas pernas estivessem deslizando no chão, como uma serpente e não se movendo como as de um humano.

Do lado de fora do aeroporto, a mulher parou de andar e se virou pra mim. Agora ela não tinha mais o sorriso simpático e seus olhos haviam mudado de cor para um vermelho vivo. Da bainha da minha calça, retirei a faca de bronze celestial que recebi logo que entrei no acampamento. Era um item padrão pra todos os semideuses, por ser fácil de se manusear. A espada em tamanho reduzido e o meu martelo estavam dentro da mochila nas minhas costas e aparentemente eu não tinha tempo para dizer “espere, senhora monstro, preciso pegar a minha espada pra cortar sua cabeça fora”. Apavorado, deixei que meus movimentos fossem controlados pelo mais puro instinto semideus.

Olhei ao redor, haviam alguns grupos de mortais ao longe, mas eles pareciam não notar o que estava acontecendo. Me pergunto se a névoa apenas nos ocultava ou fazia eles terem a ilusão de que estava tudo bem entre eu e a mulher-serpente. Em questão de segundos, ela abriu a boca e exibiu enormes presas e uma língua bifurcada no lugar do seu rosto comum. A parte de seu corpo permanecia como a de um ser humano, mas suas pernas logo se transformaram em caudas gigantes de serpente. Meu primeiro instinto foi simplesmente sair correndo e tentar lembrar o que sabia sobre aquela criatura. O que eu reuni nos milésimos de segundos em que perdi correndo dela foi: são dracaenae, elas tem presas venenosas, mas normalmente matam por constrição, são vulneráveis a frio… e acho que era isso. Ah, fato bônus que aprendi na prática: são muito rápidas.

A garra dela tocou meu ombro, me empurrou para trás e me derrubou no chão, além de abrir uma ferida que começou a expelir sangue no exato momento em que eu caí. Minha mão direita puxou a faca no momento em que a cauda dela se aproximou de mim para tentar me espremer até a morte como um ratinho. Em cheio, a ponta da faca penetrou a cauda, mas aquela arma era muito fraca para causar um dano real. Assustada, ela se afastou e me deu tempo para levantar e continuar correndo. Tirei a mochila das minhas costas e tentei abri-la, mas a dracaena já havia se recomposto e continuava a me perseguir. Consegui puxar a espada, mas precisei atirar a mochila para longe, com o martelo dentro. Guardei a faca na bainha e agora eu tinha uma arma realmente perigosa. Vendo a ação inesperada, o monstro desacelerou e recuou um pouco. Mas agora pegando a mim de surpresa, ela avançou com o corpo humanoide para a frente e tentou me morder. Com o cabo da espada, acertei a cabeça dela, conseguindo desviá-la. Num gesto desesperado, atingi a lâmina com toda a força que pude contra o pescoço dela, mas não estava numa posição muito favorável. Um corte feito nela começou a escorrer um líquido dourado… era  o sangue dos monstros. Havia visto aquilo em encenações controladas dentro do acampamento, mas era a primeira vez que eu provocava aquilo em uma criatura maligna como a dracaena.

Na tentativa de ataque, a dracaena soltou veneno pelas suas presas. O líquido extremamente ácido começou a corroer o concreto do chão do lado externo do aeroporto. Eu havia corrido tanto que fui parar em frente a um dos portões que levava para dentro do aeroporto. Enquanto ela se recompunha, coloquei-me a correr para dentro do lugar. Eu me lembrei que as dracaenae procuravam as presas por sensação térmica, em um lugar cheio de mortais e talvez semideuses, ela teria mais dificuldades para me encontrar. Peguei a mochila do chão e saí atropelando mortais funcionários e passageiros desesperados. Novamente me perguntei o que a Névoa as fazia acreditar que estava acontecendo.

Entrei debaixo de uma escada, atrás de monitores de check-in e consegui algum tempo para rearranjar as minhas armas. A mala grande que eu carregava foi deixada para trás, mas eu lidaria com isso depois, a minha vida era mais importante naquele momento. Fiquei agachado em meu esconderijo, esperando algum sinal da presença do monstro. Ela surgiu de repente, com uma espécie de rugido, esticou a cabeça dentro do meu esconderijo. Eu me assustei e gritei mais alto que ela, por instinto enfiando a minha espada no rosto dela. A arma penetrou tão fundo que a criatura simplesmente caiu no chão e aos poucos foi virando areia, depois pó dourado e por fim, desapareceu em uma nuvem. Eu simplesmente havia acidentalmente transformado a dracaena em purpurina.

-Foi… fácil? - Eu falei para mim mesmo, pegando a espada do chão onde a dracaena estava há segundos. - Não, eu sou muito sortudo, só isso explica.

Nenhum mortal parecia muito alarmado pela cena. O sangue da dracaena havia manchado a minha espada. O relógio marcava 16h e eu precisava correr para o embarque. Embainhei a espada ensanguentada orgulhoso da minha vitória. Parecia uma boa ideia deixá-lo ali, como lembrança, eu ainda poderia exibir as marcas para meus amigos depois.

Novamente, como eu estava enganado.

Antes de embarcar no avião, passei no banheiro e lavei os ferimentos no meu ombro com água e sabonete, aproveitei e passei álcool também, para evitar inflamação. Seria a coisa mais idiota do mundo eu sobreviver a tudo isso e no fim morrer por causa de uma infecção de mortais. Troquei a camiseta, guardando a manchada de sangue na mochila. Passei no setor de Achados e Perdidos para procurar a minha mala e por sorte, uma pessoa honesta havia devolvido. Preenchi os formulários de praxe e segui pelo aeroporto, procurando as placas que indicavam a sala de embarque. Em um período de menos de duas horas, o avião com destino a Quebec estava decolando. O avião passou aproximadamente 1h45min no ar, até finalmente pousar no Canadá.

Foi uma viagem bastante interessante. Era a minha primeira vez andando de avião e achei que eu fosse ficar com medo, mas cara… eu voei em um pégaso. Embora seja uma criatura mitológica, eu me sentia muito mais seguro numa lataria construída por mortais. Ao menos, parecia menos imprevisível que um cavalo de asas. Conforme o esperado, ocorreu tudo bem. Sem monstros e sem imprevistos. Saí de mochila e mala, com a faca e a espada embainhadas (aliás, obrigado Névoa, por deixar que eu passasse pelo detector de metais sem ninguém perceber o quão armado eu estava). Passei pela ponte do aeroporto e finalmente, eu estava na minha cidade-natal. Um homem já estava me esperando, segurando uma placa com o nome do orfanato.

-Você é Logan Painne?
- Ele perguntou. Tinha uma voz amedontradora.

-Sim. Quem é você?

-Taxista.

Ele apenas se virou de costas. Notei que ele tinha cabelos brancos e estavam caindo. Sua pele era manchada. Não parecia um ser humano e eu não queria confiar nele, mas eu sabia que seres mágicos conheciam e protegiam o orfanato desde que ele foi abençoado por Perséfone no dia em que ela me abandonou para ser criado pelas irmãs. Argo também não era amigável, mas era um amigo dos campistas. Talvez aquele rapaz fosse algo semelhante ao motorista do Acampamento Meio-Sangue.

Entrei no táxi, depois de colocar as minhas malas dentro dele. Fiquei com a mochila e as armas perto de mim, por segurança. Ele logo começou a dirigir em direção ao orfanato, que não era muito longe dali. Me lembro que quando criança algumas vezes algum visitante levava as crianças até o aeroporto para vermos os aviões pousando e decolando, mas eu nunca me interessei muito pelo ar. Desde sempre, o submundo me atraía muito mais, como um filho de Perséfone. Sempre quis saber o que tem no centro da terra muito mais do que o que há pra fora da nossa atmosfera. Me perdi um pouco nos meus pensamentos, quando percebi que o motorista não estava seguindo o caminho correto.

-Ei, você está indo pelo lugar errado! - Gritei, pronto pra pular do carro. Ele ficou em puro silêncio e continuou dirigindo em linha reta. - Ei! - Exclamei mais uma vez.

Fiquei em pé e cutuquei a cabeça dele. Ele simplesmente curvou o rosto para baixo e eu vi uma enorme ferida se abrindo em sua nuca, tão rápido e tão profundamente que o motorista simplesmente foi decepado. Não escorreu sangue, mas ele foi se desfazendo como um quebra-cabeça e virando uma espécie de nuvem putrefata e de péssimo odor. Em desespero, levei a mão para o volante e me desviei da estrada, tentando controlar o automóvel até bater com toda a força em uma árvore. O impacto me empurrou para trás e bati a cabeça no vidro, abrindo uma ferida no meu crânio. Coloquei a mão e além do galo, senti o corte sangrando. Grande, mais uma vez eu já estava ferido. Logo senti o líquido vermelho descendo pela minha fronte e depois escorrendo para meu nariz.

Eu saí do carro e a figura do motorista já não existia mais. Tirei a espada da bainha, esperando um ataque a qualquer momento. Notei que o sangue de dracaena na lâmina estava brilhando e tornando a lâmina muito fria. Era praticamente visível que uma aura negra estava me rondando o tempo inteiro, desde que eu embainhei a espada em Nova York, mas só agora eu estava conseguindo vê-la. Nesse momento vou dar uma pausa na narração para explicar o que estava havendo; é óbvio que eu não sabia de nada disso naquele momento, mas depois que tudo que aconteceu, eu recebi explicações plausíveis. O fato de a dracaena ter morrido e ido para o Tártaro, somado ao fato de eu ser filho da rainha do submundo criaram uma conexão mágica entre o sangue da criatura e o inferno dos monstros. Como filho de Perséfone, eu tinha a capacidade de usar grimórios e magia, embora eu ainda não tivesse testado nenhum tipo de misticismo. O grande problema desta conexão é que não era uma magia feita para que eu a dominasse, mas sim uma magia feita para me atacar, e era tão poderosa que criou um motorista zumbi temporário, que me levou até onde os monstros queriam que eu estivesse. O mais adequado seria pegar minhas malas e correr o mais rápido que pudesse, mas como eu disse anteriormente, eu não fazia ideia do que estava acontecendo.

O lugar que eu bati o carro era um campo aberto cercado por algumas árvores, principalmente pinheiros. Era mais frio do que o comum e muito grande. No centro do campo, havia uma sequoia centenária. Sem saber o que fazer, apontei a espada para o ar e fiquei perambulando pelo campo, esperando algum ataque que eu pudesse lidar tal qual já havia lidado com a dracaena.

Senti então um tremor no chão, olhei ao redor, mas não encontrei nada. De repente, algo agarrou a minha canela e começou a tentar me arrastar para dentro da terra. Era uma mão azulada e com partes de osso aparente. Cortei-a com a lâmina, mas logo novas mãos estavam saindo da terra. Algumas tinham pedaços de carne, outras estavam em quase perfeito estado. Logo os corpos começaram a aparecer… eram zumbis, como o taxista. Os zumbis eram lentos, mas eram muitos de uma única vez. Parecia uma cena apocaliptica, e eu nunca tive muita confiança de que seria um sobrevivente do fim dos tempos.

Dois deles avançaram para cima de mim, mas eu os cortei ao meio com a espada. Eles eram muito frágeis e podiam ser cortados por qualquer coisa. Saí correndo, mas novos cadáveres morto-vivos surgiam da terra e bloqueavam a minha passagem. Olhei para trás e os dois zumbis simplesmente se arrastavam em minha direção, como se nada tivesse acontecido. Mais três vieram atrás de mim. Girando meu corpo e a espada, cortei-os ao meio novamente. Antes que um deles se recompusesse, pisei em sua cabeça, quebrando todo o crânio. O corpo sem cabeça parou de se mover, mas os outros continuavam se arrastando em minha direção. Mas é óbvio: a cabeça dos zumbis é seu ponto fraco. Junto aos corpos ao meu redor que já estavam ficando em pé, hordas de zumbis estavam se levantando.

Correndo com a mochila nas costas, tentei alcançar a sequoia para escalá-la. No meio do caminho, senti uma pontada muito forte nas costas. Tropecei e caí no chão, agonizando de dor. Levei as mãos ao meu dorso e retirei dele uma pedra muito pontiaguda que havia sido atirada contra mim, logo senti mais sangue se esvaindo. Um zumbi pisou em cima de mim, mas eu consegui desmontar as pernas dele e quebrá-las ao meio. O torso continuou se arrastando contra mim mesmo sem as pernas, mas consegui levantar e movido pelo medo, alcançar a sequoia, socando zumbis no caminho com a espada. Coloquei a mochila no chão e saquei o martelo de guerra que eu possuía. Seria muito mais efetivo que a espada de ferro estígio.

Logo que um zumbi se aproximou, bati o martelo na cabeça dele. Por terem ossos muito frágeis e o martelo ser muito pesado, a cabeça se quebrava em vários cacos, impossíveis de serem remontados. Para cada morto-vivo que se aproximava, eu fazia a mesma coisa. Em um determinado momento, consegui com um único golpe derrubar três criaturas. O maior problema era que a dor e o sangue estavam aumentando nas minhas costas e minha cabeça e eu não sabia quanto tempo ia aguentar. Além disso, havia mais hordas de zumbis se aproximando. Eles avançavam com pedras e terra contra mim, mas eu estava lidando bem. Sempre que tinha tempo, esmagava também os torsos e pernas. Arranquei a cabeça de um e lancei como uma bola contra a cabeça de outro, fazendo uma espécie de boliche. Se não fosse o risco de morte iminente, eu diria que a tarefa estava sendo divertida.

Eu tinha muitos planos contra os zumbis, mas não tinha material nenhum para fazer nada além de socar com o martelo, que já estava fedorento e asqueroso com tanta meleca de zumbi. Havia uma série de corpos empilhados no chão por toda a minha volta. Eu só havia esquecido de olhar pra trás, mas foi tarde demais. Uma mordida acertou o mesmo ombro que a dracaena já havia ferido antes, no aeroporto. Por reflexo, larguei o martelo e quebrei o pescoço dele com a mão, tirando a cabeça grudada do meu ombro. Agora sim, eu iria desmaiar a qualquer momento. Já devia ter perdido no mínimo meio litro de sangue.

Peguei o martelo de novo e agora, com uma única mão livre, bati na cabeça dos outros zumbis que apareciam. Estava ofegante, chorando involuntariamente, suado, e vendo o sangue pingar das minhas costas, ombro e cabeça. A vontade de ficar vivo era a única coisa que me motivava a não desistir de tudo. Tomado por um último suspiro de força, eu saí de perto da sequoia, que não consegui escalar, e soquei a cabeça de todos os zumbis que encontrei no caminho. Mais de sessenta morto-vivos sem cabeça iam se acumulando no chão. Ele vinham em grupos e eu os derrubava como pinos de boliche. Quando o último zumbi caiu, eu caí junto. Não aguentava mais o cansaço. Lutei até o final, mas foi como nadar e morrer na praia.

Antes de fechar os olhos, vi algo brotando do chão. Pensei que fosse o zumbi que selaria meu destino, mas uma flor começou a nascer da terra seca. Tinha pétalas vermelhas, a minha cor favorita. Era uma espécie que eu não conhecia, mas por instinto, toquei, buscando qualquer informação sobre ela. Um espinho em seu caule furou a minha mão, mas a dor na verdade foi aliviadora. Colhi a flor e a apertei com força, furando-me com seus espinhos. Aquilo revigorou minha energia, era como um sinal de Perséfone. Eu consegui ficar em pé, ainda com dor e sangrando, mas acordado o suficiente para fugir dali e correr na direção contrária do táxi que havia me levado até ali. Ia deixando o rastro vermelho de sangue por onde eu passava.

A energia da flor acabou justamente no momento em que eu, deixando uma mancha vermelha no formato dos meus dedos, bati na porta do orfanato. Sem mais forças, me ajoelhei e descansei pelo que pareceram anos.

Acordei sentindo o gosto suave do néctar e com uma das irmãs do orfanato me oferecendo ambrosia, um pedaço relativamente grande. Elas haviam cercado minhas feridas de faixas e bálsamos. A magia dos deuses já começava a me curar e repor minhas energias perdidas. Agora pela primeira vez, eu sentia o perigo do mundo mortal. Minha mala com roupas ficou no porta-malas do carro batido e eu trouxe só minha mochila e armas pro orfanato. Precisava dar um jeito de recuperá-la, mas agora tudo o que eu queria era um abraço daquelas que pra mim, eram verdadeiras mães.

Bestiario:
Dracaenas

Com a aparência de mulheres belíssimas na metade superior do corpo, com a metade inferior reptiliana, com duas caudas serpentinas. São ágeis e possuem grande habilidade em combate. Possuem garras afiadas, mas em geral preferem o uso de armas como a lança, a rede e boleadeiras, mas podem usar outras. Em geral, usam escudo e armaduras. Com a pele escorregadia, são difíceis de serem agarradas por métodos normais, por outro lado, sua cauda é forte o suficiente para ataques constritores. Possuem pele fria ao toque, e escamosa, levemente brilhantes em padrões reptilianos quase translúcidos, pupilas verticais e língua bifurcada. Em ultimo caso, podem injetar veneno no oponente pela mordida, paralisando-o, mas este é um ataque especial que gasta uma quantidade relativamente grande de mp.

Passivas:
► Sentido termostático - Como cobras, as dracaenas podem sentir o calor dos inimigos. Tal habilidade detecta especificamente as emanações dos semideuses, além de servir como uma visão aprimorada, permitindo que se localizem com facilidade em qualquer ambiente.
► Pele escorregadia - Ataques de constrição tem efetividade reduzida em 50%
► Perícia marcial - Redes/ Boleadeiras/ Espadas/ Lanças - São as armas que manuseiam com mais facilidade. A perícia é equivalente ao nível do monstro.
► Perícia com armaduras e escudos - Dracaenas não tem dificuldade em manusear tais equipamentos.
► Garras afiadas - Em último caso, ou quando desarmadas, dracaenas podem utilizar suas próprias garras em batalha. Não são tão eficazes como armas, mas ainda assim são mais resistentes que o comum.
► Vulnerabilidade a frio: como criatura reptialan, o frio a afeta mais do que outros elementos, causando dano adicional.
► Imunidade a veneno: venenosas por natureza, outros tipos de substância não fazem efeitos em dracaenas, que conseguem processá-las normalmente em seu organismo.


Ativas:
► Constrição - Se conseguirem agarrar o oponente, enrolarão sua cauda nele, esmagando-o com sua força
► Presas venenosas - Dracaenas podem fazer um ataque venenoso, mordendo o alvo. Suas presas são afiadas, mas não causam tanto dano - o perigo está no veneno, que além de dano causa certa debilidade. O veneno age por 3 turnos. Dracaenas, contudo, só podem usar esse tipo de ataque uma vez a cada 5 turnos.

Status base: 100/100
Nível mínimo: 1
Taxa de variação: Aumento de 5 HP/MP por nível.

---

Zumbis

Assim como os esqueletos, são corpos que foram reanimados por alguma força mágica da escuridão, e passaram a perambular sem rumo pelo mundo. A diferença é que os zumbis ainda estão em processo de decomposição, e por isso conservam alguns músculos e carne, assim como trapos. Zumbis normalmente só conservam os aspectos mentais mais fundamentais de quando estavam vivos, como se alimentar. Por causa disso, saem por aí comendo qualquer coisa viva e que tenha carne que encontrem. Geralmente perdem suas feições humanas, ficando com a pele em aspecto enrugado e pútrido. São lentos, e não possuem uma constituição muito resistente.

Poderes Passivos:
► Imunidade à doenças e magias mentais, ou de sono. Não são afetados por magias que utilizem persuasão ou qualquer outro tipo de ilusão. São imunes à venenos e também resistentes à frio e ácido.

Poderes Ativos
► Incansável: apesar de lentos, os zumbis são criaturas praticamente incansáveis, que não precisam dormir, descansar, não sentem sede, e nem precisam comer, apesar de estarem sempre famintos. São indiferentes à danos corporais, como mutilação, pancadas e cortes.
► Apetite Voraz: um zumbi devorará um semideus, se tiver essa chance. Sua mordida é capaz de atrevessar materias resistentes como couro e pode facilmente provocar sérios danos de laceração em uma vítima.
► Horda: Zumbis sempre andam em conjunto. Portanto, nunca subestime a lentidão dos mesmo, pois é no número onde eles realmente tornam-se ameaçadores. Você nunca verá menos de três zumbis em conjunto.

Status base: 100 hp/ 100 mp
Nível mínimo: 1
Taxa de variação: Aumento de 5 HP/MP por nível.

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Martelo de Guerra [Arma com sessenta centímetros de comprimento, seu cabo é feito de madeira e seu total potencial é alcançado com os fortes impactos. | Madeira e BS | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]. (OBS: Martelo foi comprado, mas não foi atualizado ainda)


Logan Schröwl Painne

Your sexiest lover, your best friend, your worst enemy.

Logan Schröwl Painne
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Filhos de Perséfone
Filhos de Perséfone

Idade : 21
Localização : Cracolândia.

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Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne Empty Re: Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne

Mensagem por Hela A. Deverich em Qua Fev 13, 2019 1:38 pm

Logan


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 10.000 XP e dracmas + 3 moedas de verão

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: – 30%


RECOMPENSAS: 9.500 xp e dracmas + 3 moedas de verão

Garoto,
Você escreve muito bem e eu achei a missão perfeita. Mesmo que eu tenha ficado confusa com o lance da espada e a ligação de sua mãe com a coisa toda, no entanto, os 5% de desconto não foram por isso e sim por uma coisa quase que ínfima mas que, em uma narrativa, poderia quebrar suas pernas: eu não encontrei o spoiler com suas passivas e suas ativas (que até onde percebi, você não usou). É algo de suma importância e eu preciso te implorar para que se atente a este fato. No mais, continue escrevendo. Você manda bem!


Atualização pendente.


Power is a dangerous game
Hela A. Deverich
Hela A. Deverich
Imortais
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Idade : 21
Localização : xxx

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Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne Empty Re: Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne

Mensagem por Ártemis em Qua Fev 13, 2019 2:15 pm

Atualizado.

Hela recebe 1.500 Dracmas, 100 XP e 1 moeda do verão.
Ártemis
Ártemis
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Idade : 21
Localização : Monte Olimpo

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Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne Empty Re: Missão Fixa - Evento de Verão - Logan Scrhöwl Painne

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