The Blood of Olympus
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Mensagem por Celine Brurndt em Seg Fev 11, 2019 7:09 pm

Em construção.
Celine Brurndt
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Filhos de Ares
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Mensagem por Celine Brurndt em Seg Fev 11, 2019 10:08 pm

THERE'S NO WAY OUT.

PRÓLOGO.

Quando Kim Sohee e seu pai fugiram da Coréia em direção à Escandinávia, ela automaticamente passou a nomear-se como Calice Brurndt. Grávida, ela não podia permanecer em sua antiga morada porque sabia que a organização a encontraria. Sendo filha de Discórdia, a mulher de traços asiáticos não era estranha em meio ao mundo mitológico, mesmo que este fosse bem menos evidente naquele país, tão afastado do centro de poder dos deuses greco-romanos. Contudo, Sohee — Calice — sabia muito bem que aqueles homens e mulheres em ternos negros não faziam parte de um grupo ligado à mitologia de suas raízes.  

O Sólsetur era um clã que existia antes mesmo daquela mulher entender-se por gente. Composto por mortais possuídos por demônios medievais, eles escavavam os confins do mundo em busca do aprisionamento dos deuses nórdicos. A maioria já havia sido capturada, sua força drenada de suas veias e postos em um sono que só poderia ser quebrado quando o ocaso se abatesse sobre aquele clã.  

Sohee fugia porque estava sendo caçada. Ela fugia porque ela era o receptáculo de uma das grandes deusas, e ela sabia que não poderia proteger a si mesma e ao pai estando grávida, mesmo sendo uma semideusa ardilosa e combativa. Quando Calice deu à luz ao seu pequeno filho, percebeu, entretanto, que era uma menina.  

A filha de Discórdia, contudo, morreu durante o parto. E é desta forma mórbida que a vida de Celine Brurndt começa.

•••

A Escandinávia certamente não foi o suficiente para manter a jovem Celine segura. Responsável pela criação da menina após a morte da filha, o pai de Calice, a quem todos de sua juventude conheciam pela denominação de Bardo, carregou-a pelo mundo consigo. Bardo encarregou-se de educá-la em casa, mesmo que a moradia destes não fosse fixa por mais de um ano. Antes que o ciclo se completasse, eles tornavam a encher as trouxas com suas roupas e a partir, sem deixar rastros de sua estadia.  

Em seus cinco primeiros anos de vida, Celine já havia passado pela Islândia, pela Suécia, pela Rússia, pela França e pela Eslováquia. Com seis anos, ela sabia fluentemente o coreano e o inglês, mas conseguia balbuciar o russo, o esloveno e o francês. Aos sete, conheceu a Alemanha, mas não se deu muito bem com a língua do país. Aos sete, seu avô comprou-lhes uma casa nos Estados Unidos e eles embarcaram em uma viagem para outro continente.  

Dos seus oito e nove anos de idade, Celine não tem lembrança alguma. A garota conseguia com clareza recobrar-se de momentos passados a essas datas, mas sempre que sua mente tentava alcançar lembranças inclusas nestes dois anos, tudo o que conseguia era uma gigante tela em branco. Quando indagava o avô sobre tal época, ele dizia que ela havia batido forte com a cabeça por ser uma menina tonta e por isso perdera a memória. Celine acreditava.  

Os dois conseguiram descansar de suas peregrinações ao adentrarem sob o domínio dos deuses greco-romanos. Tirando o empecilho de sua perda de memória, a garota conseguiu firmar raízes a partir de seus dez anos naquele pequeno apartamento no Brooklyn. As crianças de sua escola chamavam-na de Japa, mas ela não ligava uma vez que estava ocupada demais deslumbrando-se com a nova realidade na qual vivia. Celine era normal pela primeira vez na vida.

O que durou exatamente dois anos.  

Aos doze, sua forte presença começou a atrair visitantes indesejados. Primeiro, seu avô desconfiou que seu sangue de legado ainda servia para atrair aqueles monstros mitológicos, mas depois o velho homem passou a desconfiar de que havia algo a mais. Amaldiçoando a memória de sua finada filha, por ser quase tão tonta quanto a neta, o Bardo chegou à conclusão de que Celine era, também, uma semideusa. Sareul — seu real nome — nunca fora um homem muito delicado, e seu jeito bruto por vezes era tomado como rude; contudo, sempre que chamava a pequena Celine de burra e tonta era porque temia pela vida da neta. A garota, cujo corpo era diminuto e tinha uma personalidade agridoce que poderia facilmente tornar-se explosiva, não sabia muito bem como lidar com a ideia de que seu pai era, na verdade, um deus grego — ou romano, como no caso da mãe de Sohee.

A verdade é que, sem ser reclamada por ninguém, não havia muitas possibilidades a quem pudessem recorrer. O Bardo, como um mortal que podia ver através da névoa e em posse de uma lança de bronze celestial que pertencia à sua filha, era versado em artes marciais e conseguia proteger a neta dos ataques de monstros sempre que aconteciam; não conseguia, porém, adivinhar de quem Celine poderia ser filha apenas por suas características físicas e emocionais. Ela era um enorme ponto de interrogação para o velho homem que já tornava-se cansado pela idade que puxava-lhe as costas em direção à cova.  

Até que, por fim, chegou o dia em que a pequena poderia provar-se.  

Com dezessete anos, ela ainda era tão pequena quanto uma criança de treze, e tão magra que poderia até mesmo quebrar-se. Todavia, era evidente, mesmo não sendo dotada de massa muscular visível, que Celine havia desenvolvido — ou despertado — uma força física imensa. Acontecia sem querer, quando ela empurrava de brincadeira alguma amiga de colégio, ou quando sua faceta explosiva dava as caras e ela pressionava um objeto com força demasiada até quebrá-lo. Aquilo decerto chamou a atenção do Bardo, mas ele calou-se perante a falta de mais evidências. Afinal, não queria morder a própria língua com o erro.  

Naquele dia de inverno, porém, quando camadas e mais camadas de roupas protegiam o corpo pequeno da Brurndt do frio intenso, o cão dos infernos apareceu, e não havia avô nenhum para protegê-la.  

Estava no pequeno parque destinado às crianças do primário, mas que comumente era frequentado pelos adolescentes do colégio. Não para brincar, porque aquela juventude já havia abandonado os contos de fada havia muito tempo. Alguns fumavam tabaco, alguns fumavam maconha, alguns iam ali para se beijarem e outros iam ali para ver os primeiros se beijando. Celine ia ali porque só tinha uma amiga, Loretta, e ela gostava de andar com os bad boys. A primeira não via muita graça naqueles garotos cujos queixos começavam a comportar umas penugens que chamavam de barba, mas Loretta tinha certeza de que aquele era o melhor caminho para que elas se tornassem populares.  

Foi naquele clima, enquanto ambas observavam os garotos fumando, que a pequena coreana ouviu o primeiro rosnado. E, logo em seguida, os gritos e o burburinho de comoção.  

Os olhos castanhos da menina pousaram sobre a complacência enorme e sobre a pelagem que mais parecia ser a solidificação das trevas. Olhos vermelhos como o inferno, e dentes tão horrendos que seriam capazes de destroçar seu pescoço ao mínimo toque. Celine sentiu seu corpo endurecer e seu coração gelar, e de repente era como se nenhuma camada de roupa estivesse sobre a sua pele porque ela sentiu o frio do medo abater-se sobre si.  

Huh? — Loretta soltou ao seu lado, e em seu rosto estava estampada a maior expressão de confusão que Celine já havia visto. É claro, ela sabia que aquele cão infernal não poderia ser visto pelos olhos mortais da mesma forma como ela, que tinha o sangue semidivino de sua mãe — e também de seu pai — correndo em suas veias, mas isso não a impedia de indagar-se o que estariam todos aqueles adolescentes vendo naquele momento.  

Oh, merda, Loretta, corre! — foi tudo o que a Brurndt conseguiu dizer, as palavras atropelando umas às outras. Ela segurou com força o pulso da única amiga que tinha e ouviu ela soltar uma interjeição de dor. Contudo, a menina não interrompeu-se. Ela disparou em uma carreira para longe daquela região, arrastando a garota dez centímetros mais alta consigo.  

Ela percebeu que o cão continuou a perseguindo, e amaldiçoou — um hábito adquirido pela convivência com o avô — o próprio cheiro de semideusa por conta disso. Chamou a si mesma de tonta, porque naquela altura do campeonato ela já acreditava nas palavras de seu avô.  

Line, me solta! Meu braço, caralho! Ai, quebrou! — a voz chorosa de Loretta acordou-a de seu torpor de adrenalina. Ela freou o corpo, mesmo que aquilo pudesse provocar a aproximação demasiadamente perigosa do monstro de si e de sua amiga. Ela largou o braço da garota mais alta e seus olhos temerosos caíram por um momento sobre o inchaço no punho.  

Sua força exagerada novamente havia feito estrago.  

Lori, d-desculpa... — ela tentou dizer, mas o latido que ouviram abafou suas palavras. O monstro as havia alcançado, e estava perto demais.  

Celine quase não teve tempo de reagir. O cão infernal saltou sobre ambas, e tudo o que pôde fazer foi empurrar Loretta para longe do bote e jogar-se para trás ao mesmo tempo. A menina mais alta rolou por alguns metros, mas a Brurndt não conseguiu ver porque estava lidando com as incansáveis investidas do cão ao continuar jogando seu corpo pelo asfalto. A esse ponto, os cotovelos, sobre os quais estava se apoiando cada vez que colidia contra o chão, estavam ralados e sujos de sangue, mas ela continuava viva.  

Seus olhos concentraram-se na bocarra imensa. Os dentes amarelos e o bafo podre. Tudo fedia a morte. Celine colidiu contra um carro, e subitamente percebeu que não havia como escapar mais dos avanços violentos da besta. Foi quando seu peito entrou em combustão e ela sentiu o arroubo de fúria percorrer suas veias. Uma injeta especialmente árdua de adrenalina em sua corrente sanguínea fez suas pupilas contraírem e ela não conseguia ouvir mais nada além de um zunido.

Ao mesmo tempo em que suas mãos pareciam envoltas em uma energia vermelha, locupletada de raiva, um símbolo brilhou em vermelho forte sobre sua cabeça. A garota não conseguia ver no estado em que estava, mas a lança e a cabeça de javali eram inconfundíveis. A Brurndt, levada pelo instinto combativo e dotada daquela estranha habilidade nos pulsos, socou com força o focinho do monstro e fê-lo recuar o bastante para que pudesse levantar-se. Só então ela percebeu a presença do Bardo ali, com a lança que pertencera à sua mãe e com os olhos diminutos arregalados para si. Ela ainda não sabia, mas o símbolo de Ares brilhava sobre os cabelos castanhos.  

O avô não deixou-se hipnotizar por muito mais tempo. Na menor ameaça de outra investida advinda da criatura, ele aproximou-se com desenvoltura e fincou a ponta da lança no torso do bicho. Empurrou a arma até que o cabo estivesse pela metade, e somente então Celine percebeu o que estava acontecendo.  

Quando o cão virou pó, ela notou que não era mais uma simples semideusa indefinida. Nas ruas do Brooklyn, ao ter quebrado o pulso de sua única amiga, e quase ter sido morta por um cão infernal, Ares resolveu que era a hora de reconhecê-la como sua cria.  

Vovô? — sua voz era fina, um fio translúcido e frágil, nada característico de uma prole da guerra. A garota caiu de joelhos no asfalto.

O que você está fazendo aí, menina tonta? Levante-se já! Arrume suas coisas, estamos partindo.

PORMENORES:

CCFY realizada com o intuito de ser reclamada por Ares, com legado em Discórdia!

PODERES E HABILIDADES DE ARES:

ATIVO

Nível 1
Nome do poder:  Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

MONTY


Última edição por Celine Brurndt em Qui Fev 14, 2019 2:29 am, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Apolo em Ter Fev 12, 2019 8:29 pm

Celine

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 4.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%

TOTAL: 4.000xp + 1 moeda de verão

Comentários:
Não tenho muito o que acrescentar além de um tremendo elogio, minha jovem. Sua escrita é maravilhosa, diga-se de passagem. Ademais, não encontrei motivos para descontos, venho parabenizá-la pelo bom desempenho e desejar-te as boas vindas ao solo riordano do Blood of Olympus!



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