The Blood of Olympus
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Diário de um cafageste

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Mensagem por Charlie Aidan Lefford em Sab Jan 19, 2019 11:57 pm

Em edição
Charlie Aidan Lefford
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Mensagem por Charlie Aidan Lefford em Dom Jan 20, 2019 12:02 am


you can feel the magic?
07 de Fevereiro de 2000

A casa que antes era calma e serena só se ouvia gritos. John Lefford não podia acreditar na traição da esposa.

Elena procurou esconder o máximo que pode, mas aos poucos a barriga começou a crescer e então tudo parecia perdido. E olha que cedeu aos desejos apenas uma única vez, bastou algumas horas para que seu ventre fosse fecundado por alguém especial.

--- Como você ousou? – Gritou John logo antes de desferir uma bofetada no rosto da esposa.

--- Me perdoa, meu amor. – Implorava Elena. --- Fui fraca, mas eu te amo.

--- Eu te dei de tudo. Quando eu te conheci, você não passava de uma puta sem futuro. Eu te dei um nome, uma casa, uma família. E você me paga sendo vagabunda? – Na cabeça de John as coisas funcionavam diferentes. Ele tinha algumas outras mulheres, mas ele era homem. Seu pai o ensinou aquilo para preservar um casamento feliz. --- Eu quero o nome do desgraçado. Quem é ele? Eu vou acabar com ele.

Nesse momento Elena entrou em pânico. Não se podia matar o seu amante, ele era um imortal. Pessoas o serviam, ele estava acostumado a seduzir e levar mulheres casadas para a cama, era o poder do seu charme.

--- Não vou perguntar de novo. Quem é o desgraçado que te engravidou? – John segurou Elena pelos cabelos e então a jogou contra uma mesa de centro. --- Me fala ou vou descontar meu ódio em você. – Cuspiu o marido já sentindo os fantasmas se aproximando. Seria preciso apenas uma ordem e nem precisaria sujar as mãos.

--- Apolo. – Gritou a mulher aterrorizada. --- Apolo me seduziu e me engravidou. – Ela se sentia fraca, afinal como uma filha de Íris deveria saber como os deuses agiam com os mortais. --- Agora entende o porque você não pode mata-lo?

No outro lado da rua os vizinhos ouviam os móveis sendo quebrados, vasos e vidraças estourando. John descontava na casa aquilo que não poderia fazer com o deus do sol.


16 de Julho de 2007

Eu sabia que John me odiava, percebi conforme fui crescendo e me era privado o desejo de chama-lo de pai. Algumas vezes durante o café da manhã, ele enfurecido dizia que a única obrigação comigo fora comprida quando me deu um sobrenome, uma casa e um pequeno cubico chamado de quarto.

Quando eu completei sete anos, entendi pela primeira vez o porquê minha mãe estava com ele, era medo. John era perigoso de uma escala sem precedentes, sorria e confraternizava com os vizinhos, mas enchia minha mãe de pancada durante a noite e a obrigava a cumprir as leis matrimoniais.

Cresci em um lar complicado, mas nunca permiti que interferisse na minha personalidade. Por onde eu andava, as pessoas sorriam, brilhavam. Não havia espaço para tristeza na minha vida e um dia eu libertaria minha mãe daquele crápula.

Soprei a vela do meu décimo primeiro aniversário, todos estavam presentes ali por mim. Meus tios, meus avós e ele, o único menino que me deixava sem fala. Com o seu jeito estranho e pele pálida, Rodrik parecia pertencer a outro mundo, mas eu o amava além do normal entre dois primos.

--- O que você pediu, moleque? – Indagou meu tio Martin sorridente e bagunçando o meu cabelo. --- Espero que tenha sido uma namorada. – Brincou ele. Aquele homem era o único que eu amava de verdade como um pai. Tudo o que eu sabia devia a ele, o meu carinho ia mais além por ele ser o pai de Rodrik.

--- Pedi notas melhores na escola. – Menti corando. Era errado eu gostar do meu primo e tirando a forma como ele olhava para o próprio pai, parecia um problema ainda mais complicado. Toda aquela família era disfuncional.

No final do meu aniversário, quando todos se despediam e iam para a porta, tentei abordar Rodrik, entretanto ele me olhou enojado e me ignorou. Como eu queria iluminar aquela tristeza que transparecia no seu rosto. Se eu fosse um sol, sumiria com as trevas do garoto.

Eu mordiscava meu último pedaço de bolo restante quando o perfume de minha mãe encheu meus pulmões. Eu nunca me esqueceria do quanto o seu sorriso era lindo e como ela me deixava em paz.

--- Se divertiu? – Perguntou ela puxando uma cadeira e sentando do meu lado. Em seguida enfiou um dedo no meu bolo e sorriu provando. Ela poderia não saber, mas era a mulher mais linda do mundo.

--- Sim, mamãe. Obrigado, foi lindo. – Respondi contente.

--- Que bom, meu amor. Agora precisamos ter uma conversa. – Ela parecia séria. --- Lembra de tudo aquilo que você estudou na escola? Aquilo que eu e seu pai lhe ensinamos sobre deuses e mitos? – Fiz que sim com a cabeça, mas a verdade era que John fingia que me ensinava, ele aproveitava aquele tempo para me aborrecer e tentar me humilhar.

Minha mãe se levantou novamente foi até a porta, retirou uma pequena tábua com símbolos estranhos e depositou sobre a mesa.

--- Isso... – Dizia ela. --- Foi um presente de uma antiga amiga. Um amuleto que traz sorte e espanta monstros indesejados. – Sorri achando aquilo cômico. Óbvio que eu sabia que minha família era diferente, afinal toda aquela palidez não era comum. A família da minha mãe eram normais, mas agora os vindo da parte de John era estranhos demais. Alguns pálidos exageradamente e tinha uma tia distante que mexia com bruxaria.

--- Vai me dizer que somos bruxos? – Perguntei. Eu estava lendo Harry Potter e desde então sonhava em receber uma carta de Hogwarts. Eu estava completando onze anos, família estranha e estaria tudo explicado. Minha mãe gargalhou divertidamente me deixando sem ar. Como eu amava aquela mulher.

--- Bruxos, não. Temos alguns primos que são. Nós somos simples semideuses. – E então ficou olhando a minha reação. Foi a minha vez de gargalhar. Ri por longos minutos achando muita graça, mas fui parando conforme percebia que minha mãe se mantinha séria.

--- Está brincando, não? – Perguntei deixando o bolo de lado. --- Porque está me falando isso agora?

--- Porque você acabou de chegar em uma idade perigosa para os de nossa espécie. Quando eu tinha a sua idade, comecei a ser perseguida por monstros. Claro que não tantos, afinal minha mãe sendo Íris nunca causou muitos problemas. Na maioria das vezes eles apenas ficavam me olhando de longe, mas nunca se aproximavam. Acontece que você é diferente de mim. Você é meu filho, logo alguma parte sua deve ter herdado os meus poderes, o que por si só não seria perigoso. – Ela foi ficando com os olhos emaranhados e as bochechas vermelhas. Deveria ser muito difícil para ela, portanto ignorei que poderia ser brincadeira e comecei a tratar com seriedade.

A porta da sala se abriu e John entrou, passou pela gente e sem explicar o porquê não estava presente no meu aniversário subiu as escadas sumindo. Eu não me importava com ele, pra mim ele poderia sumir para sempre.

--- Seu pai é alguém muito importante. Lembra-se dos mitos do sol e da lua que eu lia para você quando mais novo? – Perguntou ela. Fiz que sim com a cabeça novamente, como esquecer meus sonhos com um cara praiano que me era carinhoso. No sonho ele sempre aparecia montado em uma carruagem brilhante e ele tinha a cor dos meus cabelos. Eu sempre dizia que ele era o meu pai de verdade.

--- Sim, o meu pai. – Respondo deixando minha mãe ainda mais nervosa. Ela sempre ficava daquele jeito quando eu dizia aquilo.

--- Aquele dos mitos é Apolo, um dos doze olimpiano. Filho de Zeus e Hera.  – Ela segurou a minha mão com força.

--- Mas, não entendo o porque John é especial, pra mim ele só era babaca mesmo.

--- Não, John o pai que te criou... – Aquela história estava estranha. --- E sim o seu pai de verdade, aquele que colocou a sua sementinha em mim. – Ela achava que eu ainda acreditava naquele negócio de semente. --- E quero dizer Apolo, o seu verdadeiro pai.


25 de Agosto de 2005

Precisei de muito tempo para me acostumar com as mudanças.

Rodrik havia sido internado em uma clínica psquiatrica, ele falava sozinho, tentou matar a madrasta e se dizia apaixonado pelo pai. Eu sentia pena dele, afinal eu sabia que o sangue dele era ruim. Eu conhecia agora as verdades do mundo, os contos de terror que minha mãe teimava em dizer que eram sonhos.

Rodrik, assim como John e meu tio Martin eram descendentes de Melinoe, a deusa dos fantasmas e só aquilo explicava o porque ninguém era normal.

Eu por outro lado parecia um prisioneiro. Toda a profecia que minha havia feito no meu aniversário de onze anos estava se concretizando. Os monstros pareciam me seguir, eu não poderia ir na padaria que via olhos vermelhos, negros, brancos e de muitas outras cores me observando.

Minha tia distante, a bruxa filha de Hécate, ia toda semana recarregar o amuleto na porta. Eu só me sentia seguro no meu quarto, mas mesmo assim criaturas batiam asas na minha janela, impedidos de entrar por algum feitiço estranho. Era complicado para mim com treze anos não poder ter amigos, ir a festas e conhecer pessoas.

Meus namoros eram online e mesmo assim escondido porque John dizia que tecnologia nas mãos de semideuses atraiam monstros.

Certa noite eu descia as escadas para a sala quando me dei falta de minha mãe. John descansava no sofá lendo um jornal. Passava por ele discretamente quando o papel se abaixou e ele olhou diretamente para mim. Sabe o quanto era difícil ele me olhar nos olhos? Talvez doesse nele a traição de minha mãe.

Desde o meu décimo primeiro aniversário eu tinha resolvido trata-lo melhor. Deixava que ele me xingasse e fazia quase todas as suas vontades. Eu aprendi a reconhecer que mesmo não sendo o meu pai biológico, ele tinha me dado uma vida descente com bons estudos, brinquedos, roupas e nunca me deixou faltar nada.

Forcei-me a chama-lo de pai e nas primeiras semanas ele me xingava, me ameaçava, porém depois de um tempo ele passou a não ligar. Parou até de bater na minha mãe, erámos quase felizes juntos.

--- Garoto? – Chamou ele. --- Senta aqui.

Obedeci prontamente e me sentei do seu lado. Ele nem disfarçou em se afastar rapidamente de perto de mim.

--- Oi, pai. – Respondi ignorando o seu olhar.

--- Alícia e eu achamos que está muito perigoso para você ficar aqui nessa casa. Seus irmãos podem ser envolvidos nisso. – Disse ele. Me mantive calmo, mesmo estando próximo de ser expulso de casa. --- Há um lugar especial para semideuses. Eu não sei direito porque minha mãe sempre cuidou de mim, nem eu e nem seu tio estivemos lá. Mas, ele é administrado por Dionísio, o deus do vinho. E seria rápido, durante as férias você treinaria e nas aulas estaria de volta em casa.

--- Minha mãe concorda com isso? – Perguntei.

--- Não só concorda como deve está chegando a qualquer momento com outros semideuses para te levar. Suba, arrume as suas malas. – Ele pela primeira vez me olhou diferente, parecia sentir a minha ausência, era como ele me visse como os seus outros filhos.

Obedeci subindo as escadas e indo para o meu quarto. Geralmente eu odiaria ir para um acampamento, mas se eu estava colocando Victoria, Jason, Merida e Julian em perigo, eu devia aquilo a ele. Eu amava os meus irmãos.

Coloquei roupas, retratos e alguns brinquedos. Sim, eu tinha treze anos, mas dormia com um urso que foi presente de Rodrik. Lógico que tinha sido forçado, mas ainda assim era algo muito precioso para mim.

Quando o relógio bateu onze horas, ouvi vozes no andar debaixo e desci carregando a mala. Parei estupefato pelo menino que me esperava nas escadas, ele tinha os meus olhos e a mesma cor de cabelo.

--- É esse? – Perguntou o garoto de aparência brincalhona. --- Ele com certeza é filho do meu pai, percebe-se pela beleza da sua pele, o brilho dos seus olhos, esse braço sarado, esses lábios rosados, essa carinha de “cuidado garotas, o gostosão do acampamento está aqui”. – Ele logo recebeu uma cotovelada na costela e olhou feio para outra menina de aparência inocente e doce.

--- Charlie, esses são os semideuses que vão te levar até o acampamento. – Disse minha mãe com lágrimas já no olhar.

A despedida foi a pior coisa. Merida que era a mais nova, chorou querendo ir. Jason pediu para que eu pegasse um pelo do rabo de Quiron e mandasse para ele por correio. Quando chegou minha vez de me despedir de John, ignorei a frieza o abracei e sem fingimento algum chorei. Ele não me abraçou, mas também não me afastou. Filhos de Melinoe eram secos mesmo de sentimentos dizia minha mãe.

Entrei em um carro velho que soltava muita fumaça e fomos até os limites de Nova Iorque nele, até que trocamos por uma carruagem puxada por cavalos com asas. Meu irmão, que descobri se chamar Brian falava por horas sobre as festas, os jogos de guerra e que eu me daria muito bem sendo filho de Apolo e ter os genes de Íris.

Eu não me via especial daquele jeito, e quando cheguei no acampamento me senti mais estranho ainda.


13 de Agosto de 2018

Eu já estava no acampamento há alguns anos e mesmo assim morria de ódio de Apolo. Aquele deus fajuto e mulherengo me deixou morando no chalé de Hermes por quase um ano. Mesmo eu sabendo a minha descendência, era preciso o senhor do sol me reclamar, o que ele fez muito tardiamente.

Na noite posterior da minha reclamação, cheguei no chalé de Apolo e encontrei um bilhete com letras corridas e um carrinho.

“ Parabéns, moleque por ser filho do deus mais legal do olimpo. Foi mal a demora para te assumir, é que eu estava fugindo de Ártemis. Tentei sequestrar uma das suas caçadoras e ela quase me mandou para o tártaro. Mais, parabéns e em breve você terá uma surpresa. Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão, o moleque que tá lendo esse bilhete é filho de um gostosão.”

Amassei o bilhete e joguei no lixo. Mas confesso que fiquei pensativo quanto a surpresa, vindo de Apolo tudo era possível. Os dias se passaram normalmente, agora comigo participando dos treinos com o meu chalé.

Era uma noite bastante atraente, meus olhos viam as filhas de Afrodite dançando. Eu estava de caso com uma delas, mas outra começava a me atiçar o juízo. Como resistir a aquelas lindas semideusas? Eu estava completamente diferente, me assemelhava tanto com Apolo e suas galinhagens que eu parecia um projeto mortal do deus do sol. Eu tinha namorado uma filha de Deméter, uma de Éris (essa era psicopata), um garoto de Zeus e duas filhas de Athena, mas o meu coração galopava mais fortes pelas crias do amor. Somente elas sabiam fazer uns negocinhos diferentes que me deixavam louco.

Eu via as meninas dançarem, sorrindo para a minha “atual” quase namorada quando ouço alguém dizer sobre um novo integrante chego no acampamento. Assim como todos, novidades eram sempre bem vindas. Primeiro vi a sua vestimenta branca, depois seus cabelos castanhos e olhos claros e então meu coração parou de bater, o ar me faltou e comecei a sorrir sem motivo, atraindo alguns olhares.

--- Rodrik? – Pergunto mal acreditando. Diante de mim estava o meu primo (força do hábito já que não temos o mesmo sangue, só o sobrenome), que graças a minha adolescência deturbada pelo meu verdadeiro pai dizia que era a única pessoa no qual eu já tinha me apaixonado. Respiro novamente, me sentindo mais nervoso que o comum. Sim, acho que eu o amava.

Fui puxado por Quíron para um canto distante e obrigado a contar a história que eu sabia. Eu sabia que ele era neto de Melinoe por ser filho do meu tio, mas se ele estava ali era porque tinha uma mãe deusa. Ou será que meu tio também tinha sido enganado e o filho não era dele?

Foi difícil me concentrar nos próximos treinos do outro dia, nem mesmo a minha namorada de Afrodite conseguia me agradar. Por fim, tentei a aproximação, mas Quíron o mantinha bastante distante de todos, sempre delegando funções.

Noites depois, cantávamos na fogueira. Eu tentava convencer uma ninfa a me mostrar a sua toca, quando todos ao meu redor gritaram. Eu fui junto ao ver o símbolo da lua e das estrelas. Aquilo não deveria ser bom, não com uma guerra se aproximando. Meu primo era um filho de Nyx, a vilão maldita do momento.

Entretanto, eu ainda assim conseguia o amar. Na verdade explicava toda a estranheza dele. A partir daquele momento coloquei na minha cabeça que o conquistaria e que um dia ele me veria da mesma forma como eu o via.      
   
 
 
Adendos:
Missão para ser reclamado como filho de Apolo, legado de Íris

Presente de reclamação escolhido do arsenal:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. |  Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
 


 



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Mensagem por Psique em Dom Jan 20, 2019 10:29 pm

Charlie


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 48%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 29%


RECOMPENSAS: 2.880 xp e dracmas



Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
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Deuses Menores
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Localização : No abraço de Eros ♥

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Mensagem por Charlie Aidan Lefford em Dom Dez 01, 2019 5:29 pm


Madrugada dos Mortos - Parte 01

Eu nunca acreditei muito em obrigações de família. Em partes porque eu não era um total Lefford legítimo e por outra porque as reuniões eram sempre nas luas cheias ou comemorações macabras. E naquele ano seria a comemoração do dia dos mortos.

Quando refiz minha mochila no chalé do meu pai, eu prometi a mim mesmo que apenas marcaria presença pela minha mãe. Ela compartilhava dos mesmos sentimentos que eu sendo filha de Íris, os Lefford eram estranhos demais. E como ela era obrigada a frequentar por ter se casado com um dos semideuses mais negros do mundo, eu a faria companhia.

Com a mochila nas costas, fiz o meu caminho até o chalé de Íris. Nós tínhamos uma boa convivência e em partes era porque a deusa mensageira era minha avó.

— E ai, tia! – Falei abrindo a porta e me virando para uma garota de onze anos. Aquele mundo era muito louco, céus! As irmãs e irmãos da minha mãe em partes eram todos mais novos que eu. E ainda rolava os constrangimentos de saber que Íris continuava fazendo filhos pelo mundo. O quê? Ela pode ser uma deusa, mas pra mim também era minha avó. E avós não saem fazendo essas coisinhas com mortais e engravidando.

Fui até a fonte do chalé deles e retirei a moeda de ouro e joguei. Pensei comigo mesmo na feiticeira de Circe que eu havia conhecido em uma expedição ao México. Eu sei, elas eram consideradas vilãs, mas tudo o que é proibido é mais gostoso. E tudo o que fizemos deixaria os deuses de cabelo em pé.

A imagem de Cecília logo apareceu do outro lado e ela estava nos seus melhores trajes, apenas de camisola.

— Que isso, docinho. – Falei. — Isso tudo é para me conquistar? Se for não precisa, meu coração e corpo é todo seu. – A garota de onze anos ao meu lado ficou vermelha de vergonha.

— Charlie. – Ela enrolou os cabelos e me fitou com interesse. — A sua sorte é que não estou na ilha, senão essa hora Circe já teria te transformado em porquinho da índia dai mesmo no acampamento grego. E quem é essa garota? Está diminuindo a sua faixa etária?

Fiz uma cara enojada.

— Credo, essa é minha tia. – Repensei. — Tecnicamente é, mas ao mesmo tempo não é. Sabe que os deuses deixam a árvore genealógica doida, né? Então, preciso ir para Toronto e queria saber se você pode me abrir um portal. A gente pode se encontrar e depois juro que te pago oralmente tudo o que você quiser. – Pisquei.

— Hum, só porque você é bonito, garoto.  – Falou ela. — Me encontre no nosso lugar de sempre.


A floresta do acampamento grego continuava exatamente igual. O que havia mudado era eu que ficava procurando um coelho branco para me empurrar em um buraco. Me encostei na árvore mais próxima, perto o suficiente de onde ocorria o encontro dos Cascos Fendidos dos Sátiros.

Algo no ar mudou e uma ninfa se escondeu.

Em seguida um portal se abriu ali e uma feiticeira surgiu. Ele estava ainda mais bonita com os cabelos ruivos e o corpo quase a mostra. Eu amava aqueles mantos que elas usavam, mexia com a minha imaginação sacana.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, seus lábios colaram aos meus e seu perfeito corpo juntou-se encaixando perfeitamente em mim. Minhas mãos deslizaram dos seus cabelos até a sua bunda. Apalpei enquanto minha língua brincava com a dela. Quíron me mataria se soubesse que eu me encontrava com uma feiticeira na floresta do seu precioso acampamento.

— Toronto? – Falou ela se afastando de mim e limpando o batom.

— É, minha família irá fazer uma festa para comemorar o dia dos mortos. – Respondi. Ela fez uma cara de abismada. — Eles são loucos! – Defendi.

— Um portal para Toronto saindo do forno. – Falou ela tirando algo dos bolsos e desenhando símbolos no tronco da árvore. Em poucos minutos o portal de abriu. Dei alguns passos fazendo menção de atravessar, mas ela segurou meus braços. — Sabe que um favor desses vai precisar de outro favor, correto?

— Correto! – Falei. Entendi que ela não estava falando de sexo, talvez aquilo fosse me sair caro no futuro. — O que você quiser, linda dama. – E atravessei o portal sozinho indo parar no centro de Toronto. Dali, segui a pé até a residência de Martin Lefford, vulgo pai de Rodrik.    


1º de Novembro, 2019. Toronto, 19:45 PM, Residência de Martin Lefford

Eu jamais vi a casa tão cheia de Lefford como estava naquela noite. Era curioso saber que quase toda a minha família adotiva era cheia de semideuses e pagãos. Assim que parei na entrada do hall, vi uma mulher linda correndo até a mim e me abraçando.

— Mamãe! – Sussurrei a abraçando de volta. Pelo o seu olhar, ela estava tão perdida ali quanto eu. Digamos que ali havia uma enorme concentração de trevas o suficiente para fazer um príncipe como eu, filho de Apolo e descendente de Íris correr. — Já começou? – Indaguei.

— Ainda não, meu filho. – Falou minha mãe ainda com os braços envolto ao meu corpo. — Estão esperando o seu primo chegar primeiro. Mas, aparentemente tudo irá ocorrer no dia dos mortos mesmo. Ou seja, na noite de amanhã. – A simples menção ao meu primo despertou algo curioso em mim. Eu estava acostumado com ele, e possivelmente não sentia nada, se tratando que eu havia crescido e aquele sentimento eram coisas de crianças.

Peguei minha mochila relativamente pequena com algumas roupas e subi as escadas sendo acompanhado por minha mãe. No caminho, acenei para John e ele curiosamente acenou de volta e sorriu. Será que ele finalmente havia perdoado a minha mãe? Agora que eu estava acostumado á aquela vida e conhecia bem o meu progenitor divino, entendi que não havia nada que minha doce mãe pudesse fazer para evitar ser seduzida por Apolo. Meu pai era demais! E eu também era!

O corredor dos Lefford continham várias gravuras e fotos de toda a família. Era uma mistura de filhos de Hécate, Nyx e Melínoe. Será que as mulheres e homens passavam a vida procurando um deus divino para copular e continuar a linhagem? Aquilo me assustava.

Assim que entrei no quarto de Rodrik, o lugar no qual eu dormiria naquela noite, percebi que o cheiro dele ainda estava ali. E não pude me desvencilhar das memória do seu demônio brincando ali e perturbando os outros. Meu primo sempre foi tão fudido e eu nunca fiz nada para ajudar.

A cama estava ocupada com as coisas de Rowan. O primo mais velho se achava no direito de ocupar a única cama.

— Fala aew, Rowan. – Acenei para ele assim que coloquei as coisas em cima da mesa do computador. — Tudo firmeza, mano?

— E ai, Aidan. – Respondeu ele erguendo os olhos de um livro com uma gravura de pentagrama na capa. — Fiquei sabendo que está vivendo no acampamento grego e que Apolo te reclamou. Parabéns! Mostrou que não pertence de fato aos Lefford. – Ele tinha veneno na voz. — E sua mãe... – Ele lançou um olhar para Elena. — Tio John pode ter perdoado, mas sabem o que dizem, filhos de Hécate carregam mais rancor e têm mais dificuldades que filhos de Melínoe.

— Ainda bem que você é filho legítimo do seu pai, né? – Fiz cara de indiferença. — Como um Lefford legítimo e com uma casa cheia de semideuses e legados, têm muito a fazer para evitar que os monstros sejam atraídos pelo nosso cheiro. Então peraí? Porque você está se metendo em um assunto que não lhe diz respeito mesmo? Ah sim, filhos de Hécate sempre metem o nariz de bruxo aonde não são chamados.

— Cuidado! – Alertou ele. — Não se pode ver um feitiço ou maldição até que ele chegue.

— Pena que não posso dizer o mesmo do meu arco. – Respondi com total ameaça. — Você vê as minhas flechas, as sente e sabe muito bem o que está te ferindo.

E virando as costas comecei a retirar as roupas da mochila. Minha mãe e Rowan ainda estavam se encarando. Ela poderia ser ferozmente assustadora quando queria. Segurei cautelosamente no seu braço e a puxei para fora do quarto.

— Não se preocupe com ele, mamãe. – Falei para tranquiliza-la. — Rowan ladra, mas não morde.



Madrugada dos Mortos


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