The Blood of Olympus
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Il Leoncino

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Mensagem por Leo dell'Agnolo em Sex Jan 18, 2019 11:12 am

Tópico para postagem das tramas referentes a esse personagem.

Leo dell'Agnolo
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Mensagem por Leo dell'Agnolo em Sex Jan 18, 2019 11:17 am

Leo


Eu sou órfão. Pelo menos eu suponho ser. Quando tinha cinco anos fui encontrado perdido e confuso em Roma. Meus pais não foram localizados pelas autoridades e por isso eu fui mandado para o sistema de adoção. Muitas famílias adotivas inadequadas depois, eu fui adotado por um casal de franceses, os Rossignol.


2010. França


As pilastras que sustentavam o céu fenderam e a abóboda começou a cair, desfazendo-se em pedaços e esbarrando em tudo em seu caminho. Pelo menos foi essa sensação que eu tive quando aquele trovão violento me despertou. O céu realmente despencava, mas era na forma de uma tempestade que acabara de começar.

Corri até a janela e o avistei. Era enorme, um pouco maior que um carro. Seus olhos escarlates estavam fixos na minha janela e se ele não fosse um animal eu seria capaz de jurar que ele estava me fitando apenas para me deixar mais assustado. Algo em mim dizia que uma criatura assim viria, como uma nota autoadesiva pregada no fundo da minha mente.

Com pressa fui até o quarto de Philippe. Meu irmão mais velho abriu a porta após cinco ou seis batidas furiosas. Ele coçou o olho e bocejou. Sua expressão se tornou complacente quando ele viu o horror que tingia meu rosto.  

— É só uma tempestade, Leo. — Ele esclareceu e abriu mais a porta para que eu passasse. — Mas sim, você pode dormir aqui hoje.

Eu suspirei e balancei negativamente a cabeça. Ele era uma das pessoas mais afáveis e generosas que eu já havia conhecido. Eu segurei seu pulso e o fiz olhar em meus olhos.

— Tem um monstro lá fora. Enorme, peludo e assustador.

— O papai já conversou sobre isso. Você --

Mas eu o interrompi. Minha voz se tornou mais furiosa.

— Pippo, corta essa. Eu sei que você vê também. Os monstros, as coisas estranhas. Eu sei que você enxerga tudo isso, só finge que não. — Ele esmoreceu e me fitou com austeridade. Sabia que ele não gostava de admitir tal realidade.  

Philippe era o tipo de pessoa que se sentia confortável na simplicidade, então ele se esforçava em evitar coisas complicados. Se alguém começava a discutir com ele, logo ele se calava apenas para evitar mais dor de cabeça. Se havia um caminho mais seguro e conhecido, ele optaria por ele em vez do caminho curto cheio de riscos. Se ele enxergava um ciclope convencia a si mesmo de que era um truque da sua cabeça. Em algumas circunstâncias isso era admirável, mas em outras o tornava tão passivo, acomodado e às vezes até medroso que eu perdia a paciência.

Mas ele me entendia. Ele sabia que não estava brincando e sabia que eu sempre tinha o cuidado de não o magoar, então apenas em circunstâncias muito sérias eu era tão assertivo — quase ríspido — com ele.

— Eu vou ver o que é. — Ele voltou para dentro para buscar seu casaco.

Dei passos para dentro do seu quarto para segui-lo.

— Não. — Eu respondi. — Você acorda o papai. Eu vou levar a mamãe e as crianças para um local seguro.  

No entanto, não foi necessário. O barulho tomou conta da casa toda. Por um intervalo minúsculo de tempo eu pensei ser um trovão, mas uma segunda batida revelou que o som vinha da porta no andar de baixo, como se alguém estivesse tentando rompê-la com um aríete ou com uma enorme cabeça. O som foi alto o suficiente para acordar todos os membros da casa. Não demorou quase nada para que duas portas se abrissem quase simultaneamente. Meu pai adotivo colocou a cabeça para fora, a testa franzida em irritação.

— Que barulho é este? — Ele fechou o robe e deu um nó. Saiu apressado do quarto. Minha mãe rapidamente fez o mesmo, mas em vez de ir em direção à escada, ela foi até meus irmãos mais novos que bisbilhotavam por uma fresta da porta.

— Entrem, crianças. O papai vai ver o que é.

— Não. — Eu olhei para Philippe assustado e ele entendeu instantaneamente o meu medo. Jacques não podia descer, não era seguro. — Fique aqui em cima com a mamãe e as crianças. Eu o convenço a subir.  

Philippe não discordou. Ele se adiantou até o cômodo onde Michel e Sarah estavam enquanto eu seguia na direção contrária. Quando cheguei ao topo da escada, meu pai já estava parado no último degrau. Apertei a garra de metal que trazia no pescoço com força.

— Eu tenho uma arma. — Ele gritou, mas era mentira.

Ao chegar ao lado do homem, eu percebi que a porta estava deformada, com rachaduras irradiando desde o seu centro. Perceptivelmente bastava mais um choque para ela ser totalmente destruída. Eu apenas tive tempo de envolver o pulso do homem com os dedos antes que isso acontecesse. Uma farta juba caramelo escuro surgiu no espaço gerado e terminou de destruir a madeira com os dentes.

— O que — Os lábios de Jacques subiam e desciam tremulamente como se estivesse tentando balbuciar algo.  As rugas entre suas sobrancelhas se acentuaram e seus olhos estavam esbugalhados. O francês não era muito alto, mas trazia consigo um ar grave e uma aura sóbria e severa. O homem tinha defeitos, mas covardia não era um deles. Todavia, naquele momento eu enxerguei o pavor lavando seu rosto até ele empalidecer. — O que é essa coisa?

A cabeça do leão desapareceu. Eu intuí o que viria a seguir e uma voz bradou acima do barulho agressivo do meu coração aterrorizado: Fuja!. Tentei puxar Jacques com o braço para subir as escadas, mas minha força de garoto de onze anos não era capaz de carregar seu peso e ele parecia paralisado pelo medo. O monstro atravessou de uma só vez todo o corpo através do espaço onde antes existiu uma porta intacta. Finalmente meu pai me seguiu degraus acima. Eu ouvi os passos pesados e ágeis do Leão conforme ele corria pela sala antes de escutar o grito do homem atrás de mim. Olhei por cima do ombro e vi que quase toda a coxa dele estava envolta por uma boca monstruosa de onde pingavam em gotas grossas uma mistura de saliva e sangue.  

Eu sabia quem ele queria e devido a isso pensei com pressa. Saltei o corrimão para cair na sala e a atravessei rapidamente para alcançar a rua. A tempestade ainda desabava. Bastou quatro ou cinco segundos para eu ver aquela enorme cara peluda ser iluminava por um relâmpago. O leão se aproximou em passos vagarosos. Não, não eram vagarosos. Eram amedrontadores. Eu sabia que ele atacaria a qualquer momento e ele desejava que a angústia trazida por essa certeza pudesse ter tempo de me desestabilizar. Retirei a corrente que sustentava meu pingente de garra do pescoço. Já fora capaz de transformar o objeto em uma espada uma vez, poderia fazer de novo.  

Após cinco ou seis passos curtos e lentos, em um rompante a criatura avançou em minha direção. Aparentemente ela não tinha pressa em me matar, posto que apenas desferiu uma cabeçada brutal contra meu tórax que lançou meu corpo alguns metros para trás. Senti arder meus antebraços devido às escoriações e me ergui do asfalto molhado sentindo meu peito doer.  

Eu estava com os joelhos parcialmente dobrados devido à dor, ao medo e ao cansaço. Eu e o leão nos encarávamos. Pressionava e relaxava meus dedos ao redor do pingente tentando fazê-lo se modificar para uma arma. Eu não sabia como aquilo funcionava, apenas tinha esperança de que em algum momento aconteceria. Quando o leão tensionou os músculos das suas coxas eu senti que a garra de metal havia ficado muito mais pesada. Ele investiu e em um reflexo eu apenas ergui a espada e mirei a esfera perfeita do seu globo ocular. Ele rugiu furiosamente quando a lâmina entrou no seu olho. O enorme animal se afastou de mim e eu consegui avistar uma silhueta magra vindo em nossa direção.

Pela primeira vez eu me senti desesperado. Philippe caminhava até nós em passos receosos.  

"Não, não, não.", eu pensava "Volta para casa. Volta para casa agora! Ele quer a mim. Volta, volta, volta, volta". Mas ele não virou as costas e fugiu. Pelo contrário.

— Hey! — Sua voz estava mais rouca e grave, apesar de trêmula. — Deixa ele em paz. — Ele falhou ao terminar a frase, como se estivesse prestes a chorar.  

O leão virou-se na direção de onde vinham aquelas palavras e rapidamente avançou. Philippe não conseguiu fugir.  

— NÃO. — Eu berrei e corri para auxiliar meu irmão quando a besta agarrou seu ombro com os dentes.  

Saltei sobre o corpo dele. Com uma mão eu agarrei sua pele e com a outra dei socos inúteis contra suas costas. Mas bastou que ele corresse para que me desequilibrasse. Apesar de ter se distanciado, ele não soltou Philippe e eu ouvi sua respiração arquejante tornar-se um grito quando a criatura provavelmente pressionou mais os ossos do seu ombro. Eu me pus de pé e corri de forma trôpega novamente na direção deles quando o Rossignol segurou o cabo da minha espada e com violência empurrou a arma mais fundo para dentro do olho — e, consequentemente, do crânio — do leão. Tomado por fúria, o bicho não o soltou mesmo com sua cabeça sendo atravessada pela arma. Finalmente, o metal tilintou quando caiu sobre a rua.  

Aproximei-me chorando do meu irmão. Ele estava encharcado, coberto de sangue e pó dourado. Seu rosto era apenas um conjunto de músculos franzidos e expressões de profunda dor. No lugar do seu ombro, havia uma massa de carne, músculos, sangue e ossos esmagados.  




Leo estava em um tipo diferente de sonho. Seres humanos usualmente não conseguem se recordar dos sonhos que têm em uma noite, a não ser em circunstâncias muito específicas. Apesar de ser raro, se lembrar do que sonhou após acordar não é algo impossível. Também não era impossível para o semideus, a não ser quando ele se encontrava com Ezio.

Ezio Spada era como ele se denominava. Contar toda sua história pediria por um espaço próprio, mas seu caminho se cruzou com o de Leo anos antes do semideus nascer. Ezio recepcionou a mãe de Leo, Bianca, quando ela chegou aos Estados Unidos, foi o primeiro amigo da jovem italiana no Acampamento Meio-Sangue e o grande amor da breve vida dela.  

O homem era membro de um antigo clã legado de Morfeu, os Lumano. Infelizmente, Ezio se encontrava preso e sua única forma de se comunicar com Leo era através de sonhos. Sonhos dos quais o jovem semideuses nunca conseguia se lembrar.

— Jacques morreu, Philippe perdeu o braço, Dolòres me odeia, Michel e Sarah estão traumatizados. Eu destruí minha família Ezio.

— É o fardo de ser semideus, Leo. — Um dos braços do homem deslizou pelos ombros do menino. — Eu compreendo e respeito sua dor e seu luto. Mas tenho uma orientação a te dar. Existe uma chance de você voltar a ser feliz.

— Como que eu posso ser feliz?! — Ele ergueu o rosto e seus olhos estavam tomados por lágrimas. — Eu estou fadado!

Ezio suspirou pesarosamente. Ele verdadeiramente se compadecia pela dor do seu enteado. Tudo que ele gostaria era de conseguir mitigar parte desse sofrimento e ele sabia uma maneira. Segurou o rosto do menino com as duas mãos. Aqueles dedos que já brandiram armas e escudos centenas de vezes tinha surpreendente brandura.  

— Você confia em mim, leãozinho? — Leo hesitou antes de assentir suavemente. — Eu também confio em você. Confio no seu coração de leão, na sua bravura e eu posso te assegurar que você vai superar essa dor. Mas eu preciso que você aja. Serão meses duros e por isso eu tentarei estar o mais próximo possível, mesmo que em sonhos. Contudo, grandes pressões transformam carvão em diamante. Vai valer a pena. Faça isso por mim, faça isso pela Bianca.

Leo ponderou. Ele não se lembraria daquela conversa, mas como sempre as palavras de Ezio se manteriam em seu subconsciente, influenciando suas ações quando desperto.  


2017. Suíça


Era uma noite de primavera fresca. Havia feito calor o dia todo em Genebra, mas ao final da tarde o vento frio havia dissipado as altas temperaturas. Seis anos antes eu fugira do lar dos Rossignol por não ser capaz de lidar com as consequências do ataque do leão. Durante quatro meses eu apenas continuei caminhando em direção ao leste até desmaiar perto da fronteira com a Suíça e ser achado por um casal: Alfons e Sophie. Eles me levaram a um hospital, pagaram pelos custos médicos e após um grande esforço conquistaram minha confiança e eventualmente me adotaram.  

Os dois eram os mais incríveis seres humanos que eu já conhecera, além de terem sangue divino como eu. Alfons era imunologista e um legado de Selene. Sophie era advogada, filha de Perséfone e seguidora da deusa da magia, Hécate.  

Durante os anos que convivi com os dois, eles gradativamente me contaram sobre quem eram e sobre quem eu provavelmente era: semideuses. Sophie explicou que uma magia me escondia de monstros ao mesmo tempo que mantinha meus poderes contidos. Contudo, tal encanto apresentava falhas, vinha perdendo força e ela fazia o melhor com os poderes que havia recebido de Hécate para prolongar os efeitos dela.  

E lá estávamos nós quatro. Eu, Alfons, Sophie e a loba mágica Aube. 24 de maio de 2017, o último dia de lua em quarto minguante. Minha mãe adotiva colocou o grimório sobre a grama.  

— Leo, feche os olhos, respire

— Eu sei, Soph. — Falei, abrindo um olho para perceber a reação dela. Ela estava contrariada por eu ter interrompido suas instruções. Eu dei um sorrisinho. — Nós já fizemos isso dezenas de vezes. Eu fecho os olhos, respiro fundo, relaxo, você escreve alguns sinais estranhos na minha pele, faz um pequeno corte na minha mão. Recita magias.  

Ela suspirou pesadamente. Segurei sua mão e a afaguei como um pedido de desculpa e fechei os olhos. Ouvi Alfons murmurar algo. Senti a faca cortando a palma da minha mão superficialmente. Uma das mãos do homem tocou meu ombro quando eu franzi a testa diante da dor. Aquele ritual era rotineiro e devido a isso eu estava tranquilo. Sophie fez um sinal com meu próprio sangue na minha testa e outros foram escritos com uma caneta que ela tinha. As palavras em uma língua que eu desconhecia tomaram a noite.  

Eu não abri os olhos, mas ouvi Aube soltar um som rouco, baixo e constante como um rosnado. A parte posterior do meu crânio formigou e logo a sensação começou a se estender por toda a minha cabeça até começar a descer pelo meu peito.  

— Sophie. — Não, aquele formigamento não era usual. Ninguém falava nada, mas eu sentia que Alfons massageava meu ombro e a loba estava cada vez mais agitada.

Em segundos meu corpo parecia estar reagindo à magia. Meus olhos arderam como se estivessem com areia, sentia que meu peito era constrito por uma força invisível, o formigamento na minha cabeça crescia mais e mais até se tornar desconfortável. Finalmente, meus ossos foram tomados por uma dor pungente.  

— Droga. — A voz da minha mãe estava receosa. — Vou pô-lo para dormir.  

Forcei-me a abrir os olhos e vi o rosto barbado e afetuoso de Alfons sobre mim. Eu suava devido a dor e ele gentilmente tentou limpar as gostas da minha testa. Foi nesse momento que a agonia cresceu até um pico insuportável e eu gritei. Alfons tremeu violentamente, como se convulsionasse, e tombou sobre a grama.  

Procurei o olhar de Sophie. Ela estava pálida e aparentemente pasma. Primeiro pareceu que ela me fitava como se não me reconhecesse, mas dias depois eu entendi que aquele olhar indicava que ela finalmente compreendera de quem eu era filho e essa compreensão a assustava.  

Mas durou apenas quatro segundos. A filha de Perséfone aproximou-se sem me tocar e forçou um sorriso.

— Hora de dormir, querido. — E eu senti a dor até o momento que apaguei.



Eu acordei horas depois já na minha cama. Alfons me explicou aquilo que já estava óbvio. A magia havia se dissipado, meus poderes tinham sido libertos de sua prisão e eu aparentemente era capaz de controlar eletricidade. “Entre todos os deuses, sejam primordiais, olimpianos ou menores, eu só conheço um que tem filhos capazes de fazer isso.”, Alfons afirmou. “Poderia ter origem mágica a descarga elétrica. Eu consigo sentir algo de magia correndo em você, mas não é tão latente quanto em filhos de Hécate ou Nyx.”, Sophie argumentou. Logo, eu era um filho de Zeus no final da sua adolescência que não tinha nenhuma maneira de disfarçar sua intensa aura. Um verdadeiro farol de monstros.

Sophie conseguiu contatar o Acampamento Meio-Sangue logo na manhã do dia vinte e cinco. Eu seria enviado a Long Island através de um portal mágico na noite daquele mesmo dia. Devido ao fuso horário, chegaria ao meu destino durante a tarde.  

— A magia da barreira do Meio-Sangue é das mais poderosas existentes, nem os deuses conseguem rompê-la. Portanto, eu não consigo te fazer atravessar direto para o Acampamento, mas sim para uma região próxima. — Ela terminava de fazer os últimos preparativos com uma diligência e eficiência incríveis. Sophie era assim: organizada, proativa, sagaz. Eu era perfeitamente capaz de imaginá-la traçando estratégias de batalha e repassando instruções assertivas. Enquanto isso, Alfons acalentava minha irmã mais nova nos braços, Isabelle. — Quíron sabe que você estará por perto, então haverá semideuses te procurando.

Alfons me puxou para perto do seu corpo. Eu o abracei carinhosamente, um gesto raro. Sabia que ficaria um bom tempo sem ver minha família. Além do mais, eu sabia que Nova Iorque era o atual centro do poder dos olimpianos. Talvez apenas Roma tinha uma quantidade de monstros parecida a da cidade. Corria risco de vida a cada minuto que eu passasse em Long Island fora do meu destino final.


Tarde de 25 de maio de 2017. Long Island


Para a minha sorte, não foram muitos os monstros com os quais eu cruzei. Para o meu azar, um deles era dos mais poderosos. Eu provavelmente estava próximo ao Acampamento quando ela me alcançou voando. Asas coriáceas, pele cheia de rugas, garras de metal no lugar das unhas, expressão perversa.

Ela pousou à minha frente, pondo-se em meu caminho. Eu parei, assustado e pressionei o pingente em meu pescoço. A espada surgiu logo em meus dedos e eu me preparei para a luta. O monstro trazia na mão esquerda um chicote e assim que ele brandiu a arma contra mim eu a parei com a minha espada. Contudo, ele conseguiu envolver a lâmina e tentou puxá-la bruscamente para fora das minhas mãos. Eu consegui resistir com um pouco de esforço. Na mão direita, a mulher de asas de couro criou uma esfera flutuante de fogo negro e a disparou contra mim. Joguei-me no chão para me defender e ela aproveitou o movimento para se aproximar.  

Seu chicote se desvencilhou da Talon D’ouro e estalou até atingir o lado esquerdo do meu rosto. Eu grunhi diante da dor e investi contra ela, tentando golpear sua garganta com um movimento rápido, mas ela colocou seu braço no caminho. Eu puxei a espada para rasgar a carne do antebraço dela, onde a lâmina estava alojada, contudo sua reação foi mais violenta do que eu esperava e ela devolveu o ferimento com um violento soco em meu rosto. O impacto foi forte o suficiente para me deixar momentaneamente zonzo. Nesse breve tempo de torpor, senti uma estrutura longa de couro rodear rapidamente meu pescoço. Logo em seguida, fui puxado com força e caí. Enquanto ela me arrastava por metros eu me debatia devido à asfixia. Tentei usar a lâmina da Talon D’ouro para cortar o chicote, mas antes que conseguisse ela parou de me puxar.  

Aquela criatura — que depois eu descobriria ser chamada pelos semideuses ironicamente de Benevolente — era conhecida por sua personalidade violenta e perversa. Fazendo jus à sua fama, ela se aproximou devagar e chutou minha barriga, meu rosto e meu peito. Eu me encolhi diante dos golpes, tentando me proteger, mas ela seguiu com eles até se cansar. Com quase todo o meu corpo dolorido e já sem conseguir pensar em nenhuma saída, eu apenas arfava.

A Erínia interrompeu sua sessão de agressão para me levantar pelo pescoço com uma das mãos.

— Vamos ver se você é capaz de voar, filho dos céus. — Sua voz era rouca e aguda.  

Ouvi o barulho das suas asas se abrindo, que foi logo seguido por um grito. Com esforço fui capaz de erguer minha cabeça e vi uma lança curta amarela atravessada no couro. Logo em seguida, um rugido extremamente alto soou. Voando se aproximava um enorme dragão, seguido de perto por uma figura menor, aparentemente um humano com asas. A Erínia se virou ainda me segurando pelo pescoço no momento em que ambos pousaram a alguns metros de nós. Percebi que eles não estavam sozinhos: mais dois rapazes desceram de cima da enorme criatura escamosa.  

O rapaz que viera voando, mais alto que os outros, fez surgir um arco em sua mão e puxou uma flecha. Mas a besta do submundo colocou meu corpo a frente do seu, provavelmente me utilizando como escudo humano. O arqueiro não se abalou. Os outros dois avançaram, assim como o dragão. Eventualmente ela se deu conta de que não poderia lutar enquanto me segurava junto ao seu corpo e me empurrou de encontro ao chão.

Caí deitado, me sentindo fraco e ferido. Um dos rapazes se aproximou de mim. Ele tinha uma expressão e toque muito gentis. Sua atenção correu pelo meu corpo rapidamente como se conferisse os machucados que aquele combate me trouxera.

— Como você se chama? — Ele perguntou com um sorriso doce.  

Ele exalava uma calma que me lembrava do meu irmão mais velho, Philippe, e por isso fiquei muito feliz de tê-lo por perto.

— Leo. — Eu consegui murmurar apesar da dor.

— Ótimo, Leo. Você está a salvo agora, vamos te levar ao Acampamento.  

Eu tentei sorrir, mas já estava fraco demais para isso. O rapaz disse mais algumas coisas antes de eu desmaiar, mas eu não compreendi.
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Filhos de Zeus
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Idade : 20

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Mensagem por Psique em Sex Jan 18, 2019 7:05 pm

Leo


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 3.000 xp e dracmas


Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
Psique
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Deuses Menores
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Localização : No abraço de Eros ♥

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