The Blood of Olympus
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ECLIPSE — Hong ☽

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ECLIPSE — Hong ☽

Mensagem por Abby Hong em Qua Jan 16, 2019 3:06 pm

HECATE
CIRCE
CHB
THE DRAGON'S BRIDE
THE GIRL WHO WAITED
THE CURSED CHILD
ECLIPSE  
Local destinado às postagens das CCFYs importantes para a trama pessoal de Abby Hong — ou Hong Haneul. Nenhuma postagem será permitida sem o consentimento da autora do tópico, com a exceção dos avaliadores e atualizadores recorrentes. No mais, é preciso informar que você talvez possa encontrar conteúdo proibido para menores de dezoito anos nas narrativas a seguir, tais como palavreado de baixo calão, violência pesada, homicídio, suicídio, regicídio, estupro e cenas de sexo; portanto, se você é sensível a tais temáticas e as tem como gatilho, peço que por favor não leia os trechos em que tais assuntos venham a ser abordados — lembrando que haverá um TRIGGER WARNING antes que cada uma dessas coisas seja narrada. No mais, agradeço pela leitura das histórias.

Annyeong!, Abby.



SUMÁRIO.

I. IT BEGINS ECLIPSEunlocked;

II. THE DRAGON'S BRIDE I — locked;

III. THE DRAGON'S BRIDE II — locked;

IV. THE CURSED CHILD — locked;

V. ??

VI. ??


Última edição por Abby Hong em Sex Jan 18, 2019 2:43 pm, editado 3 vez(es)


it begins eclipse
「R」
Abby Hong
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Feiticeiras de Circe
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Re: ECLIPSE — Hong ☽

Mensagem por Abby Hong em Qua Jan 16, 2019 8:08 pm

it begins eclipse

PRÓLOGO — SOBRE A GAROTA QUE ESPEROU;
19 de Abril de 2018, Acampamento Meio-Sangue.

Não se sabe muito acerca da garota que esperou.

Medindo exatos um e cinquenta e nove de altura, possuía um corpo magro e esguio. Tinha cabelos lisos e negros, tão escuros que podiam ser confundidos com o próprio véu noturno da Noite. A pele pálida era de um tom leitoso e inusitadamente exalava um aroma leve de lírios do campo. Era detentora de traços visivelmente asiáticos, os olhos — embora grandes — eram puxadinhos, e por conta do tamanho pareciam estar sempre arregalados; as írises eram de um tom profundo de castanho, um tanto tempestuoso, como um céu crepuscular nublado, carregado de uma torrente avassaladora, apesar de não se saber o que tanto ameaçava seu âmago — porque, afinal, os olhos são as portas da alma. Ao centro, seu nariz era levemente arredondado, dando-lhe uma aparência ligeiramente maior do que o que seria dito ‘harmonioso’ ao seu rosto.  

Quando foi encontrada, vestia um hanbok feito em seda e linho de ótima qualidade, tingidos em cores vibrantes quais vermelho, laranja e dourado. A roupa tradicional coreana era um número maior do que o que deveria usar e ficava larga demais em seu corpo. A garota trazia consigo, também, um colar de ouro, cujo pingente retangular, parecido com os pertencentes à soldados do exército, continha inscrições que eram a única informação concreta acerca da garota.  

홍하늘  
기다린 여자애


O que foi sabiamente traduzido logo de cara para:

Hong Haneul
A garota que esperou.


Contudo, o mais curioso acerca da origem daquela semideusa insólita era a forma como fora achada. Presa num caixão, com correntes de chumbo ao redor de seu corpo, como se fosse a criatura mais perigosa do mundo.

[ ... ]

CAPÍTULO 1 — ABIGAIL HONG;
Uma semana depois.

Demorou uma semana inteira para que Hong Haneul acordasse. E, quando o fez, os olhos escuros abriram-se para um teto branco que mais parecia uma nuvem vista de perto, mas a consciência voltou à mente da pobre garota dez minutos depois disto. Ela parecia um vegetal sobre aquela maca — embora não soubesse que era uma maca — e somente esboçou alguma reação quando a curandeira de plantão apareceu.  

Haneul não lembrava-se de nada. Passara tanto tempo desacordada que isso resultara em uma perda de memória total: não sabia o próprio nome, não sabia onde estava e não sabia nem mesmo o que diabos eram todas aquelas coisas de metal ao seu redor. Aquilo fê-la se assustar, e, embora a mulher que estava se aproximando murmurasse coisas, os sons eram desconexos e não faziam sentido na mente da menina. Ela somente atentou-se ao modo como a aparência daquela moça não lhe era usual — mas, quando tentava pescar em sua cabeça o embasamento deste sentimento estrambótico, tudo o que conseguia encontrar era um pergaminho em branco.  

Olá, Haneul... Sou Abigail... Abigail... — a outra continuava balbuciando, mas a menina que havia acabado de acordar somente conseguia prestar atenção às madeixas douradas dela. Aquilo parecia-lhe ouro e tinha a sensação de jamais ter visto algo do tipo. Contudo, a destrambelhada conseguiu captar uma palavra. A mais fácil de todas. A primeira que aprendeu e, por consequência, a que tomou por nome. — A-Ab... Abi...

Quando Haneul se recuperou do choque, e lentamente estabilizou-se naquela realidade, adotou o nome de Abigail. Costumava dizer apenas Abby, porque sua habilidade com aquela língua estranha e desconhecida era totalmente nula — e este foi apenas outro ponto no qual a menina teve de melhorar. Gostava de Haneul e da forma como ele soava facilmente — e era entendível para si —, mas acostumou-se com as pessoas chamando-a de Abby.  

Haneul isolou-se nos primeiros meses de sua nova vida, sem saber ao certo como lidar com aquela situação. Não conseguia entender o que metade daquelas pessoas falava — para não dizer todas — e tinha medo de várias coisas que elas faziam. Não conseguia entender a forma como eles se vestiam, nem porque a feição daquelas pessoas lhe parecia estranha aos olhos. Contudo, quando olhou-se em um espelho pela primeira vez — este também tinha um formato estranho: era quadrado e não tinha os adornos cheios de floreios que seu subconsciente esperava — descobriu que os traços mais puxados dos olhos lhe eram algo mais usual. Mas não havia sequer uma pessoa com a qual tivesse entrado em contato naquele mundo que detivesse tal aparência além de si mesma.  

Foi quando conheceu Bona. Ela também era uma curandeira, e depois de dois meses que Abigail tinha acordado, assumira o cargo de cuidar da menina — que ainda residia na enfermaria. Quando a menina pusera os olhos na outra garota, o sentimento de compreensão foi absolutamente súbito. Ela era bonita, com cabelos lisos e negros, curtos, e seu rosto era rechonchudo e com a pele sem marcas; os olhos pareciam multicoloridos, mas carregavam os traços asiáticos que Haneul esperava ver. E quando a curandeira — que também era filha de Afrodite — falou consigo, ela compreendeu.  

Você fala coreano? — a interpelação chegou aos ouvidos de Abby e só provocou estranheza porque, depois de muito, muito tempo (mais de séculos, na verdade), ela voltara a entender os sons que saíam da boca de uma pessoa.  

Então lembrou-se de que, sim, falava hangul.  

Mhmm... — murmurou, treinando a voz. Havia passado tanto tempo calada, sem balbuciar palavra alguma, que até mesmo o som de sua própria voz lhe soava estranho naquele momento. Contudo, balançou a cabeça em positivo, anunciando que, sim, ela conseguia compreendê-la, e que sabia falar aquela língua — e somente ela.

Bom, você terá de aprender o inglês — foi o que Bona disse, sorrindo de uma forma que fazia o coração da menina se alegrar por estar perto de alguém tão belo e com uma energia curativa tão grande. Ela iniciou os exames de check-up em Abigail, os mesmos atos estranhos que a Abigail original vinha realizando durante sua estadia ali. O estrambótico naquilo era: mesmo ficando presa em um caixão de pedra por sabe-se lá quanto tempo, a moça não apresentava quaisquer sinais de doenças ou de lesões ou de deficiências que aquilo pudesse provocar.  

Chegaram à conclusão de que aquela rocha havia sido selada com magia. E estavam certos, apesar de não poderem ter certeza pelo motivo de que o encantamento desfez-se no momento em que a tampa foi aberta.

In-inglês?  

E foi então que Hong “Abigail” Haneul descobriu que estava em um país chamado Estados Unidos, em algum lugar do ocidente banhado pelo Atlântico e pelo Pacífico, e que o ano era dois mil e dezoito depois de Cristo. Quem era Cristo? As coisas soavam terrivelmente erradas para ela.

[ ... ]

CAPÍTULO 2 — BRUXA;
2019. Acampamento Meio-Sangue.

Descobrira que era filha de Hécate. Depois, descobriu de fato quem era Hécate. Não demorou muito para que o símbolo da progenitora aparecesse sobre sua cabeça, um rito que foi agraciado pelos semideuses que a rodeavam no pavilhão de refeições. Demorou cinco minutos para que Abigail entendesse a balbúrdia e algumas palavras soltas — melhorara no inglês, graças a ajuda de Bona, e agora conseguia se comunicar em frases mais simples, mas não era nenhum Shakespeare. Nem sabia quem era Shakespeare. Com o tempo, a curandeira, em sua vida ocupada, parara de ajudá-la, e por esse motivo Haneul somente atentava-se ao aprendizado sozinha — o que era cinco vezes mais difícil. Por isso progredia de maneira lenta depois do abandono da única conhecida que fizera no acampamento.  

Naquele dia, porém, compreendeu que Hécate era deusa da magia — aprendeu naquele dia o que era magia e a reconheceu em sua equivalência em coreano — e também que era uma bruxa — essa segunda palavra lhe era nova, pois conhecia ‘sacerdote’, e não o termo utilizado pelos semideuses. De qualquer forma, lembrar-se da palavra ‘sacerdote’ fê-la sentir uma dor física em seu peito estranha, mas ignorou naquele instante.  

Mudara-se da enfermaria para o chalé de Hécate, onde conheceu aqueles que eram seus meio-irmãos, também praticantes de bruxaria. O sentimento que inundou seu peito foi deveras enlouquecedor, pois uma mescla de tristeza e felicidade faziam parte do turbilhão de emoções que invadiu-a no instante em que soube que tinha uma família. A perda de memória, contudo, impedia-a de entender o porquê daquela reação em si. Descobriu que havia uma líder, uma filha de Hécate mais forte que todos ali presentes, cujo nome lhe soava como inferno em inglês; depois aprendeu a diferenciar inferno de Hela. Ela tinha traços asiáticos, mas Abigail jamais tentou aproximar-se dela porque, afinal, nunca conseguia aproximar-se de ninguém por vontade própria — ainda estava se acostumando.  

Havia Judith, que parecia palavrar palavrões demais — Abigail aprendeu todos eles, embora não falasse — mas a garota pareceu sumir enquanto um evento importante acontecia no inferno de fato, mas isso era algo que a Hong não entendia.  

Não tinha amigos. Por isso não aprendeu o significado da palavra.  

[ ... ]

O sol pinicava sua pele, e ela não estava acostumada com aquilo. Aprendeu a utilizar as roupas comuns de dois mil e dezenove, por mais que se sentisse toda exposta com aqueles pouquíssimos panos; mas ninguém parecia ligar para aquela nudez completa dos braços. Ela sim importava-se, porque Apolo beliscava a superfície de sua pele com o calor a cada passo que dava. Por esse motivo, andou mais rápido em direção ao chalé, carregando consigo os livros — que eram totalmente diferentes dos pergaminhos com os quais ela estava acostumada, embora não soubesse o porquê — que havia comprado com aquelas tais de dracmas.  

O alívio foi imediato ao perceber que era a única pessoa ali. Provavelmente seus outros irmãos estavam treinando sua arte em magia, ou presos em missões para o acampamento. Depois de meses, Abigail aprendera que ser uma semideusa envolvia muitos perigos — perigos maiores que lidar com aqueles monstros de aço que engoliam as pessoas e tinham faziam um barulho estranho, mas que voltavam a cuspi-las quando elas chegavam ao seu destino almejado. Disseram-lhe que se chamavam carros, e Abigail achou que era um nome engraçado para bichos tão assustadores.  

Sentou-se na escrivaninha que ficava próxima à sua cama e pousou os volumes ali. Abigail tivera de, além que aprender o inglês, também aprender a ler. Os caracteres coreanos e os caracteres romanizados. Mas ela era uma garota astuta e curiosa — os traços mais marcantes que começavam a serem descobertos em sua personalidade — e por esse motivo ela aprendia mais rápido. Já conseguia ler, mesmo que lentamente, e também a escrever, apesar de sua letra ser um completo garrancho que por vezes não era entendível.  

Preparava-se para iniciar seus estudos em magia, naquele livro chamado Grimório, quando a porta do dormitório foi aberta com selvageria.  

Alguém! — a voz gritou, e Abigail assustou-se ao deparar-se com uma garota que nunca antes havia visto. Ela era alta e bonita, com os traços que lhe eram naturais, de cabelos longos e negros e olhos bonitos. Abby não teve outra reação que não fosse uma cara de susto engraçada, sem falar nada no momento em que a desconhecida se voltou para si. — Oi! Você sabe onde está a líder do chalé? — ela perguntou, e falava consigo num inglês rápido que a Hong tinha dificuldade em entender. Por isso demorou para que raciocinasse e apenas balançasse a cabeça em negativa. — Droga! Eu preciso de um favor, e é urgente.

Abigail podia não ser boa em relação a lidar com aquelas pessoas naquele momento, mas sabia reconhecer uma atmosfera desesperada quando via uma. A garota parecia estar à beira de um mental breakdown e isso de fato a preocupou, porque não queria ser culpada pelo colapso de uma semideusa ali, quando estava sozinha.  

E-eu ajudo... — foi tudo o que a Hong conseguiu dizer naquele momento.

Ajuda?! Ótimo! — a moça alta aproximou-se de si, e sua aura tornou-se mais leve no momento em que as palavras positivas haviam deixado a boca de Abigail. — Eu me chamo Sara. Sara Lim. E não deveria estar por aqui, porque na verdade moro na Ilha de Circe, mas acontece minha namorada não está morta, o que é uma grande notícia. — De todas aquelas palavras, Abigail entendeu um total de “Sara Lim” e “Circe”. Havia aprendido que Circe era uma de suas irmãs, mas ela era uma deusa. E tinha seguidores. De qualquer forma, a Hong balançou a cabeça em concordância, como se tivesse captado cada palavra. — Enfim... Eu tinha de fazer um trabalho para Circe, mas eu recebi uma notícia urgente e preciso estar em outro lugar agora. Você poderia fazer isso para mim? Quer dizer, você é uma bruxa, então dá conta.

Abby levou um tempo para digerir aquelas orações todas. Desta vez, concentrou-se para não deixar passar nada, e, quando enfim entendeu tudo o que Sara Lim tinha para lhe falar, restara-lhe uma dúvida: o quê? Mas, sendo incapaz de negar-se a partir do momento que dissera que iria ajudar, tudo o que disse foi:

E-explica...

E ela explicou.

[ ... ]

CAPÍTULO 3 — FEITICEIRA;
Naquele mesmo dia.

Descobrira que Sara Lim era filha de Éris e que era uma feiticeira — e que feiticeiras eram seguidoras de sua irmã divina. Descobrira também que Sara namorava uma loba — essa parte não entendeu muito bem — e que ela era chinesa. Aquilo foi algo com o qual Abby lidou bem, pois não lhe era estranho. Chineses e coreanos não lhe eram estranhos. Também descobrira que Sara sabia falar coreano, e foi por isso que conseguiu comunicar-se melhor com ela.

Abigail teria de recuperar um cálice de prata perdido na floresta do acampamento. Aparentemente, uma semideusa gananciosa que conseguira trespassar as barreiras da ilha de Circe o surrupiara da coleção de artefatos mágicos e tentara de forma ladina voltar para o Acampamento Meio-Sangue. A ladra fora pega, mas o artefato não foi encontrado, e agora cabia à pobre Abigail achá-lo por entre as árvores.  

Dirigiu-se munida da varinha que havia ganhado ao ser reconhecida como filha da deusa da magia, e também tinha em sua orelha o brinco de pérola que sabia poder transformar-se em um cajado — teve de fazer um furo dolorido para colocá-lo ali, e sangrou feito uma cabra abatida por longos minutos enquanto Bona tentava ajudá-la.  

Não foi difícil de achar a trilha que levava à floresta, uma vez que Abby já havia feito aquele caminho antes, em suas explorações. Quando finalmente deparou-se com a borda, ela contemplou a muralha de árvores de copas densas que erguiam-se sobre suas cabeças, e deleitou-se no farfalhar que as folhas emitiam quando a brisa batia sobre elas.  

Não demorou-se ao adentrar na floresta, sem sentir um medo verdadeiro. Algo em seu subconsciente a fazia ter familiaridade com ambientes bucólicos, e por esse motivo ela dirigia-se de forma rápida pelo caminho entreaberto. Apertava a varinha na destra, enquanto a canhota estava pronta para alcançar o brinco ao menor sinal de perigo. Depois, percebeu que talvez não soubesse o suficiente de magia para defender-se caso fosse atacada. Aquilo fez seu coração palpitar com a antecipação.  

Não sabia como iria encontrar o cálice mágico de Circe, nem tinha ideia de como começar a planejar-se, ela apenas continuou andando pela trilha e mantendo-se alerta para tudo e qualquer coisa que pudesse aparecer.

Foi quando ela sentiu.

Bem na boca do estômago, como se algo em si borbulhasse. Ela não sabia ao certo como explicar, mas era como se a superfície de sua pele esquentasse, ou como se uma luz visível somente para o seu subconsciente chamasse a atenção. Ela soube que, em algum lugar ali, havia uma presença mágica, e seu palpite em cheio era que o cálice estava mais perto do que poderia desejar. Aquietou-se por um instante, como se farejasse, mesmo que não estivesse usando aquele sentido em específico; farejava, ouvia, via, sentia, e provava com seu sexto sentido, aquele que a guiava em direção à aura mágica que o objeto exalava. E seus pés acompanharam a direção sugerida, descalços sobre folhas secas e terra úmida de orvalho.

Deparou-se com um casebre. De fato, Abigail não estava acostumada com aquele tipo de construções — embora, novamente, não soubesse o motivo disso —, mas até que as achava fofas (aprendera o significado depois de ouvir alguém chamando-a dessa forma). Abby esquadrinhou as tábuas que revestiam e sustentavam o telhado cheio de musgo, sentindo a presença mágica em seu interior. Ela aproximou-se de mansinho, encostando a lateral da cabeça na porta de mesmo material, no intuito de ouvir algo que pudesse estar lá dentro.  

Não havia ruídos que pudesse identificar, entretanto. E foi por isso que abriu a porta.  

Arrependeu-se.  

Um corpo caiu por cima do seu, derrubando-a ao chão. A varinha caiu para o lado, mas ela conseguiu recuperá-la antes de forçar o peso sobre o seu a cair para o lado. Quando olhou para baixo, viu que seu vestido estava sujo de sangue e desesperou-se. O líquido rubro manchava a estampa floral da roupa que haviam lhe emprestado, e ela temeu que tivesse sido gravemente ferida. Contudo, ao olhar para o lado, depois de se levantar, observou o corpo de uma pessoa, completamente desfigurado por mordidas e arranhões. Tripas saíam. Ficou aliviada, mas somente por um segundo.  

No momento seguinte, percebeu o que havia no interior do casebre.  

Três seres humanoides e com a pele podre, dentes à mostra e olhos vermelhos voltados para a sua direção. Abigail sabia que eles estavam famintos e haviam achado um novo lanche em si, mas também percebeu que o cálice de prata estava sobreposto no único móvel presente no âmbito. Ela queria correr de volta pro chalé, porque jamais havia visto coisa tão horrenda quanto aquela — ela não se lembrava, mas já havia visto sim —, nem sabia que aquele seres eram, na verdade, zumbis. Contudo, forçou-se a permanecer focada em sua missão, porque havia prometido a Sara Lim que o faria.  

Por isso adentrou o recinto. E os três zumbis vieram para cima de si.

Abigail Hong, naquele momento de desespero, lembrou-se somente de um feitiço que havia aprendido, e foi nele que pensou quando ergueu a varinha em direção aos seus oponentes.

Cadent! — ela apontou para o primeiro, e sentiu a energia mágica em si acumular-se, sendo canalizada para o objeto em sua mão. O feitiço foi disparado e o primeiro zumbi caiu no chão. — Cadent! Cadent! — ela repetiu o mesmo com os demais, e os dois foram ao chão também. A perna de um deles, podre, quebrou-se, mas os outros dois conseguiram se levantar antes que a filha de Hécate pudesse alcançar o objeto almejado. — Cadent! — ela utilizou novamente, mas somente um deles voltou a cair. Abigail teve a oportunidade perfeita de agarrar a alça floreada do cálice e puxá-lo para si. No processo, contudo, acabou esquecendo-se do zumbi que estava caído — ele havia perdido uma perna, mas ainda estava vivo.  

Um grito deixou os lábios da menina no momento em que ela sentiu a pele de sua coxa ser rasgada pelas unhas afiadas do ser em putrefação. Lágrimas de dor saíram de seus olhos ao mesmo tempo que ela enfiava a sua varinha na cavidade ocular do bicho, com toda a força que tinha, e, após retirá-la, tentou afastar-se o mais rápido possível. Porém ainda havia mais dois deles, e estavam em seu encalço. Sentiu a parede de madeira contra suas costas quando foi encurralada.  

Cadent! — gritou novamente, derrubando um deles. — Cadent!

Quando ambos caíram ao chão, Haneul viu a oportunidade de sair da cabana. Estava mais lenta pelo ferimento em sua perna, mas ela, tomada pela adrenalina da tentativa de não morrer, passou pelos dois zumbis. Eles, entretanto, conseguiram fazer mais estragos na pele da morena, rasgando agora a derme em seus braços ao tentar passar por entre os dois. Ela quase deixou o cálice cair, mas apertou-o contra o corpo enquanto as lágrimas borravam sua visão e a dor borrava sua mente. Ela correu em direção à saída, sem importar-se se deveria ou não abater aqueles seres repugnantes.

Ela sentia uma dor enorme, e isso fazia também sua cabeça doer. Suas lembranças doerem. Elas queriam voltar, porque alguém como ela não deveria estar chorando. Já havia passado pelo pior, então deveria ser forte. Mas ela não lembrava-se, e por isso as lágrimas continuavam a descer pelas bochechas rosadas de esforço. Mal enxergou por onde corria, os pés também ferindo-se ao pisar de qualquer jeito sobre as pontas afiadas de pedras e gravetos no solo da floresta.  

Em sua mente, ela pensava e Bona, e foi por isso que conseguiu parar na enfermaria, toda machucada e suja de sangue, carregando o cálice consigo. A filha de Afrodite a olhou de forma horrorizada, como se não esperasse ver a pobre Hong daquela forma.  

Abby? O que houve?! — ela perguntou, alarmada, mas tudo o que Haneul conseguia fazer era chorar.  

[ ... ]

Mais tarde, quando havia sido acalmada pelos toques sutis de Bona e ter sido curada pelas habilidades da curandeira, Abigail dirigiu-se ao chalé de Éris. Não fazia ideia de onde encontrar Sara Lim, nem de quem era a namorada da garota — descobrira que “namorada” era algo semelhante à “esposa”, porém num nível menos sério —, por isso sua única ideia foi ir visitar o chalé da deusa da discórdia — também havia aprendido isso naquele mesmo dia.  

Carregava consigo o cálice de prata sob o braço curado, embora ainda estivesse enfaixado. Tinha uma expressão resignada no rosto juvenil, resultante de ter passado por uma situação que a fez chorar e sentir medo, e a se machucar pela primeira vez depois que acordara. Contudo, estava feliz e satisfeita consigo mesma, porque havia conseguido cumprir o favor que prometera para a garota alta e ainda estava viva.  

Ela adentrou o local, e ficou satisfeita porque não havia ninguém ali. Não queria que as pessoas a olhassem de forma estranha, como alguns sempre faziam porque ela era, de fato, meio esquisita. Procurou pelo dormitório feminino, desde que havia aprendido que, ali, separavam as pessoas daquela forma. E, não obstante, também procurou sentir a presença mágica da feiticeira em uma das camas. É claro, Sara Lim não mais deveria habitar aquele lugar com tanta frequência, mas a filha de Hécate ainda assim conseguiu sentir a magia aflorada em uma das colchas, bem arrumada. Caminhou lentamente até lá e pousou o objeto recuperado sobre a cama da menina que havia conhecido. Ao lado, ela deixou um bilhete que, com muito esforço, havia escrito.

Pronto”.

Naquela noite, Abigail voltou para o seu chalé, feliz por ter ajudado. Ela não esperava que Circe ou que Sara Lim lhe dessem uma recompensa pelo feito, nem sabia se seria lembrada daquela forma. Ela apenas voltou para os seus estudos sobre magia, inconsciente de que havia se provado merecedora de confiança, e, por isso, poderia tornar-se não só uma bruxa, mas uma feiticeira.  

Nada de sacerdotes.  

[ ... ]

EPÍLOGO — ESPÍRITO;

Depois de nove meses acordada, Abigail começou a ouvir a voz do dragão.

ADENDOS:

FPA: clica!
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Oi, oi! Tudo bem, avaliador querido?

Então, essa é a Abby. Eu sei que ficaram muitas brechas na trama nesta CCFY, mas foi feito propositalmente. O intuito dessa CCFY foi dar início à vida da Abby, somente um impulso pra personagem que acabou de começar. Queria justamente instigar a curiosidade sobre a trama dela, e espero que tenha conseguido. Irei fazer uma CCFY em seguida que contará o passado dela, e então tudo ficará claro, certo? O objetivo final dessa CCFY para a promoção vigente do B.O. é conseguir um ingresso nas Feiticeiras de Circe.

Muito obrigada por ler até aqui. <3
EQUIPAMENTO:

• Cajado [Aparenta ser um pedaço de madeira velha, levemente curvado na ponta e segurando uma pedra azulada como a lua. |Efeito 1: Sua aparência pode ser alterada e o cajado pode ser transformado em um bastão de Arambarium que amplia os poderes do portador de magia em +25%, dando um dano 25% maior ao realizar feitiços usando esse bastão como canalizador. | Efeito 2: Transforma-se em um brinco de perola. | Arambarium | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Nirvana [Uma varinha de arambarium, com pintura de marrom escuro, feita para imitar madeira. Possui um desenho curvilíneo intricado em sua base, imitando ondas que parecem sair de dentro da varinha, por parte delas estar escavada e parte estar sobreposta ao metal. Transforma-se mecanicamente em um pingente de colar em formato de varinha. | Efeito 1: - | Bônus de forja: +15% de dano; bônus de FPA: +30 de dano | Arambarium | Alfa | Espaço para 1 gema | Status 100% | Comum | Forjado por 우은지]
HABILIDADES DE HÉCATE:

PASSIVAS
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Pericia com Varinhas I
Descrição: A magia corre no sangue do filho de Hécate/Trivia, então é natural que ele se sinta atraído por varinhas, para ele, aquela arma não é apenas fácil de lidar, é essencial. O filho da deusa da magia terá certa facilidade em lidar com varinhas, e nesse nível, já consegue usá-la para conduzir sua magia, mas em batalha, ainda cometera erros. Nesse nível, ainda não consegue reduzir seu gasto de energia através da varinha, mas aprendera com o tempo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de assertividade ao lutar com essa arma.
Dano: +5% de dano se for acertado pela magia do semideus através da varinha.

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

ATIVAS
Nível 5
Feitiço: Cadent
Descrição: Serve para empurrar ou derrubar pessoas, coisas e criaturas.
Gasto de Mp: -20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: -10 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

in the shaded shadows where you and i meet


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Re: ECLIPSE — Hong ☽

Mensagem por Psique em Sex Jan 18, 2019 7:41 pm

Abby


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 26%


RECOMPENSAS: 4.800 xp e dracmas


Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
Psique
Psique
Deuses Menores
Deuses Menores

Localização : No abraço de Eros ♥

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Re: ECLIPSE — Hong ☽

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