The Blood of Olympus
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O sábio dos Seis Caminhos

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O sábio dos Seis Caminhos Empty O sábio dos Seis Caminhos

Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qua Jan 16, 2019 1:01 am

Em edição


Última edição por Rodrik Lefford em Ter Fev 26, 2019 9:45 pm, editado 1 vez(es)


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O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
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O sábio dos Seis Caminhos Empty Re: O sábio dos Seis Caminhos

Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qua Jan 16, 2019 1:14 am

I watched a change in you, It's like you never had wings. Give you the gun, now you feel so alive ... I'm over ...
       
O sábio dos Seis Caminhos Anigif11
O começo da maldição


Prólogo

Esses eram os acontecimentos de antes da guerra se iniciar. O castelo escuro da deusa da noite nunca estivera tão movimentado. Demônios, semideuses e deuses aliados transitando rapidamente para vários lados. No entanto nossa história será focada em um cômodo distante da tradicional sala do trono.

A porta fechada, Nyx caminhava marcando o chão com o seu salto alto, sendo observada atentamente pela rainha dos fantasmas. Ambas deveriam chegar a uma conclusão sobre alguém em específico.

--- Precisamos nos decidir quando chegar a hora. – Dizia a deusa da escuridão. --- Esses semideuses são prepotentes, virão me atacar com as corjas do Olimpo.

--- Mas, serão destruídos. – Melinoe achando bastante interessante um entalhe na parede da sala. --- Não há chance de perdermos.

--- E se eu for destruída? Você continuará os nossos planos? Enfrentará o Olimpo para me tirar de qual seja o castigo que o reizinho decidir? Eu preciso pensar além.

--- E os seus filhos? – Indagou a deusa dos fantasmas. --- Você jamais será sozinha.

--- Você está vendo algum deles aqui? – Os olhos de Nyx brilhavam de fúria. --- Todos escolhidos pelos meus inimigos. Ousarão me desafiar em meu próprio território.

--- E você os matará? – Aquela era uma pergunta séria e perigosa. Os deuses seriam capazes de ferir suas próprias crias?

--- Não sou uma péssima mãe. Amo meus filhos, mesmo que eles tenham me renegado. – Nyx observou por um tempo uma janela que dava para o jardim. --- No entanto, acho que devo me prevenir. Rodrik ainda está em Nova Iorque?

Aquela pergunta captou toda a atenção de Melinoe. Ambas tinham um interesse surpreendente pelo jovem semideus. Um segredo guardado há tantos anos, um fio tecido por magia e tecnologia. E que se não fosse à rainha do Olimpo e seu nariz surpreendemente grande e enxerido, seria um possível aliado forte.

--- Rodrik não nos ajudará. Ele mal conseguiu dominar o básico de seus poderes. – Disse a rainha dos espíritos.

--- E Baal?  - Nyx chegou no ponto desejado. --- Creio que sua sede de sangue e destruição poderá ser útil para o nosso lado.

--- Ele não se chama mais assim. – Melinoe deslizou de uma cadeira para o chão, como se fosse tudo menos uma deusa. --- Ele se intitula Albert, não mais um demônio e sim uma mancha na alma do garoto.

--- E se o despertássemos por completo?

--- Hera foi cuidadosa quando o entregou para as ninfas do jardim o criarem. Ela criou uma proteção que impede de Baal assumir mesmo que momentaneamente a consciência do garoto.

--- E funcionará eternamente? – Perguntou a deusa da noite interessada no final daquele desfecho. --- Eu acredito que o feitiço que lancei poderá trazer o demônio ao corpo do garoto assim que as habilidades de sua família mortal ser ativada.

--- Você quer dizer as minhas? – Perguntou Melinoe não se fazendo de rogada. --- Você sabe muito bem que Rodrik não carrega apenas os seus dons, afinal você seduziu meu filho mortal para que essa criança nascesse e pudesse carregar seu escravo antigo de estimação.

--- Que seja. – Nyx deu de ombros. --- Desperte o demônio!

--- Mas isso pode mata-lo no processo.

--- É um risco que correremos.


Capítulo I    

Era praticamente impossível que após todo o dia corrido de treinamento, Flora me enchendo a paciência, eu ainda assim não conseguia dormir. Meus sentidos estavam em alerta como se em algum momento eu fosse entrar em batalha. E para tornar aquela situação ainda mais estressante, alguns dos meus irmãos roncavam abertamente.

Entre a vontade de gritar e atirar uma almofada, preferi me levantar e buscar um copo de água. O jarro estava ao lado de uma mesinha. Enchi o copo e sentia o tédio me assolar. E como se tudo não estivesse estranho, sinto uma presença invisível, ouço uma voz doce, porém forte e autoritária.

--- Semideus, saia dai. – E então claramente gritou. --- Agora!

Deixei o copo deslizar das minhas mãos, se espalhando aos cacos pelo chão. Alguém distante surrou algo como “captura” e “pega elas”. Sem saber o que fazer, abri a porta do chalé sentindo minha respiração ficar pesada e minhas mãos suadas.

Embora a voz não tivesse me dito nada em particular, eu sentia para onde deveria ir. Com os pés descalços e vestindo um pijama, ouço os gritos das harpias loucas por uma refeição. Entretanto não ousei ir longe demais. Meus dedos tocaram na maçaneta pouco usada e forçaram a abertura da passagem.

Precisei de um tempo para me acostumar com a escuridão e a inalação da poeira. Mas logo pude ver a imponente e majestosa estátua erguida naquele chalé abandonado. Como se olhasse para mim, Hera, a rainha dos deuses me fazia sentir mais seguro.

Caio de joelhos antes mesmo de chegar próximo da imagem, sentindo algo grotesco subir pelas minhas pernas, algo invisível e gelado. Comecei a me debater sem nenhum motivo aparente, antes de sentir uma profunda dor de cabeça seguida por imagens. Não, não eram imagens. Eram lembranças.

Eu aparentava ter poucos meses de vida, estava nos braços de uma criatura de pele verde, olhos negros e carinhosos. Seus olhos gentis brilhavam ao segurar meu pequeno braço e delicadamente brincar. Eu sorria despreocupadamente, mexendo meus pés como resposta. E então uma gloriosa presença atraia a minha atenção. Uma mulher bastante bonita, idêntica a imagem do chalé. Hera não se aproximava por completo e distante, seus olhos procuravam por algo em mim.

--- Minha senhora. – Dizia a ninfa educadamente. --- O menino não demonstrou nenhum traço da maldição. Acho vossa realeza conseguiu remover por completo.

--- Não se pode apagar uma maldição desse porte, apenas coloca-la para dormir. Esteja ciente que após o menino completar três anos, ele precisa ser devolvido a família mortal, portanto não se apegue. Ele não é nosso! – Porém, a rainha dos deuses sorriu a ver os brilhantes olhos claros vindos de mim. --- Jamais me imaginei amadrinhando um mortal. Espero que ele se lembre disso quando tiver que escolher o seu lado.

--- Lembrar? Não devemos apagar a sua memória para que não se lembre disso? – Perguntou a ninfa confusa.

--- Nada poder ser destruído, escondido e apagado para sempre. Um dia tudo retorna!

Fui puxado novamente para a realidade, ou pelo menos era o que eu pensava ser. Com o peito explodindo em dor, me rastejo pelo chão em direção a estátua. Estendo minhas mãos e como minhas últimas forças sussurro:

--- Madrinha, me ajude!    


Capitulo II


Era como se toda a estrutura do acampamento, do chalé estivesse se modificando. As paredes tornavam-se um tom de cinza morto, vozes vindas de todos os lugares, profundos múrmuros aflitos. O chão que antes era de cerâmica, agora era negro. Era evidente que eu tinha sido transportado para algum lugar distante.

Ergui meu corpo colocando-me de pé e percebi que eu flutuava ao invés de andar.

Nas paredes sem vida, palavras eram escritas com uma tinta vermelha bastante viva, pedidos de socorro, dizeres de ódio e destruição. A saleta era qualquer coisa, menos um local onde eu já estivera antes, mas ainda assim... algo me soava tão comum.

--- Alguém? – Perguntou sem resposta.

Na parede oposta, uma porta surge, como se alguém tivesse acabado de desenhá-la e então a mesma é aberta com um sonoro ranger assustador. Posicionei-me para trás com medo, mas sabendo que se eu quisesse descobrir algo ou fugir, o único caminho seria a frente. Deslizando pelo piso como se eu não tivesse peso corporal, me aproximei da porta e a visão seguinte me fez solta o grito mais aterrorizante da minha vida.

Não era somente o meu corpo, era a minha alma que pedia socorro.

No outro cômodo, havia somente uma prisão feita de ferro e paredes douradas. Luzes brilhavam quase que me cegando, mas não era aquilo que me assustava. A visão aterrorizante era me ver por trás da cela, algemado e soluçando.

Corri na minha direção, porém algo cauteloso me fez parar. O Rodrik acorrentado levantou os olhos para mim e então percebi que eu não poderia ser daquele jeito. Os olhos vermelhos, olheiras profundas como se não dormisse há semanas. Dentes afiados e minha pele ainda mais branca que o comum.

Observei a cela percebendo que não havia tranca, apenas um papel selado com uma runa desconhecida para mim.

--- Retire o selo. – Disse o Rodrik aprisionado. --- Me liberta!

--- Quem é você? Sou eu? Como...?  

--- Você não me reconhece mais? – A imagem do preso se transluziu e então se modificou. Agora não era mais eu e sim uma criança, inocente e assustada. Alguém que eu tinha inventado para levar todas as minhas culpas quando criança. Um menino que tinha sorrido e brincado comigo.

--- Albert? – Digo me afastando ainda mais da cela.

Há anos que eu sabia que Albert era mais do quê um simples amigo imaginário. Ele foi o responsável por todas as maldades que cometi. Os sussurros maldosos no meu ouvido, me levanto a quase matar minha madrasta. Me colocando vergonhosamente apaixonado pelo meu próprio pai, desejando-o como se deseja um amante.  

--- Não somos mais amigos? – perguntou a criança. --- Você está de mal comigo? Eu estou tão sozinho e com medo. A mulher má me prendeu aqui, ela tem medo de mim. Tem medo do que nós dois juntos podemos fazer. Me liberte, Rod. Por favor!

--- Não, você é mal! Você quase me destruiu. – E fui caminhando para a frente, tocando na grade e dizendo tudo o que sempre quis dizer caso visse Albert algum dia na minha vida. --- Você me intoxica, me faz mal. Eu fiz minhas piores besteiras quando você estava por perto. Por mim irá mofar eternamente nessa cela, desprezível. – Cuspi para dentro da cela.

--- Ah, quase me feriu. – A criança ergueu os olhos para mim e sorria. --- Você não vai sobreviver sem mim. Nunca se esqueça que você sou eu e eu sou você. Eternamente!

--- Eu não sou... ruim.

--- Não, você é pior do que eu. Um dia você precisará escolher um lado e ficará no lado errado. Eu posso te ajudar a dominar o mundo, humilhar os fracos e destruir os fortes. Você sabe que precisa de mim. As lembranças de Hera e a ninfa não é nada comparado a tudo o que esconderam de você. Está tudo aí na sua cabeça, e eu posso remover, fazer você lembrar.

Era tentador demais. Uma vez que se prova o pecado, a santidade parece mais pesada. Eu não queria depender dele, mas eu dependia. Todos os meninos nas escolas, minha família, tudo eu devia a ele. Se não fosse ele, eu talvez não estivesse vivo.

--- Remova o selo. – Disse ele novamente para mim. --- E eu juro que serei um bom menino. – Era mentira, mas eu queria acreditar que era verdade.

--- Não! – Grito veemente.

--- Então pereça, descendente de Melinoe.

A imagem mudou rapidamente. A criança criou uma enorme língua que se enrolou no meu pulso como uma corda. Forçado a continuar na grade, vejo as correntes se aflouxando e Albert se aproximando de mim, agora novamente utilizando a minha imagem. Seus dedos frios acariciaram a minha bochecha, fazendo minha respiração cessar e meus joelhos tremerem. Eu nunca havia sentido uma energia tão poderosa e ao mesmo tempo assustadora na minha vida.

--- Eu vou me soltar um dia e secarei cada rio de felicidade da sua existência, vou me saciar nas águas da sua alegria e me deleitar na cama dos seus sonhos. Eu juro! – E então me soltou, fazendo meu corpo se desequilibrar e cair no chão. Me arrastei para longe dele. --- Por hora... – Prosseguiu ele. --- Vou apenas remover aquilo me foi ordenado te fazer esquecer. Se lembre da maldição da sua vida!

Meu corpo então se acendeu em um brilho fantasmagórico, minha alma novamente ardeu por algo invisível.

Na minha mente imagens rápida se passavam. Fantasmas que me era conhecido, que sorriam para mim. Eu havia dito a Albert que eu era bom, mas jamais poderia ser. Eu era tocado pelas sombras e pela morte. Prole de uma deusa tão cruel e desumana como Nyx e descendente de Melinoe. Se eu não morresse pelas trevas, os espíritos me devorariam.

Conforme a névoa memorial se dissipava, eu sentia cada felicidade desaparecendo. Eu jamais seria feliz, não enquanto fosse eu.


Capítulo III

Fui expulso em um redemoinho de choro, angustia e um vento forte. As paredes sussurravam o meu nome em sinal de desespero. A minha volta tudo parecia tremer e quando recuperei a minha consciência, percebi está de volta ao chalé de Hera e eu não estava sozinho.

--- Como ousa, moleque insolente e desrespeitoso... – Sr D gritava apontando o dedo para mim.

--- Sr. D! – Quíron também estava presente, porém seus olhos eram preocupados. As luzes estavam acesas, pequenas tochas nas paredes. Na soleira da porta, semideuses curiosos desejando saber o que eu tinha aprontado naquela vez e ao mesmo tempo temerosos a ponto de não adentrar ao chalé da rainha dos deuses. --- Creio que o rapaz tenha uma boa explicação. Não, é? – A pergunta veio para mim.

Eu tinha tanto a dizer, mas quando a primeira sílaba surgiu, ela foi engolida por soluços e então uma chuva de lágrimas e gritos. Arranhando a minha pele, comecei a sentir pena de mim mesmo. Como eu era desafortunado. Os poucos semideuses que riam se calaram percebendo que a situação talvez fosse séria.

Entre vários olhos, avisto os de alguém amigável e conhecido. A filha de Apolo parecia aflita e talvez se eu não fosse ao seu encontro, ela cometeria a loucura de entrar no local organizado para a deusa maior.

Cambaleando como se minhas pernas fossem gelatina, caminho desengonçadamente até Flora e então sou aparado pelos os seus braços gentis e preocupados.

--- Eu sou amaldiçoado! – Digo ainda soluçando e derretendo em lágrimas. --- Eu sou tocado pela morte. Sou alguém desprezível, indigno de confiança. Tenho um monstro morando dentro de mim.

E então perco a consciência, ouvindo gritos, risadas e Quíron pedindo para todos se afastarem.


O sol brilhava tão forte pela janela que meu primeiro ato foi tampar os olhos. Eu estava confortável em uma cama macia e meu corpo parecia ter sido pisoteado por duzentos centauros.

Quando por fim me acostumo com o sol, vejo um centauro verdadeiro ao pé de minha cama, sentado na sua tradicional cadeira de roda.

--- Precisamos conversar, semideus! – Disse ele seriamente.

--- Eu sei... – Fecho os olhos como se eu tivesse feito algo vergonhoso.

--- Não, não sabe. – Ele respirou fundo como se tivesse algo muito ruim para dizer. --- E o seu pai, o semideus da rainha dos mortos. Ele... ele foi sequestrado.      

Objetivo:
Então, o objetivo dessa missão é conseguir legado em Melinoe. Quando entrei no fórum, eu não sabia que se poderia ser filho de um deus primordial e ter legado ao mesmo tempo. Agora que sei, quero ter legado na deusa dos fantasmas.


OBS: Perdoem os erros, voltei ao fórum, mas com um teclado muito ruim. Embora minha escrita seja ruim com teclado bom ou não qqq

Poderes Utilizados :
Poderes Passivos:
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Nenhum

FPA:

Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Um passeio pelo meu interior Nota: Comungando com as trevas Música: Lana Del Rey - Ride
@


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Mensagem por Psique em Qua Jan 16, 2019 3:49 pm

Rodrik Lefford


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 25%


RECOMPENSAS: 4.450 xp e dracmas + legado de Melinoe

Comentários:

Embora tenha explicado bem sobre seu lado e tudo o mais, eu não compreendo porque não explorar um pouco mais as coisas. Acho que a missão foi feita às pressas - ao menos, foi o que pareceu - e por isso os descontos. Mas ainda assim, é uma trama interessante e que traz inúmeros possibilidades. Meus parabéns, criança.


Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
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Localização : No abraço de Eros ♥

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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qui Fev 07, 2019 10:36 pm


O sábio dos Seis Caminhos VJR7f44



A criança amaldiçoada!

O sábio dos Seis Caminhos I0rNhqa

Resumo do capítulo passado

Na nossa trama mexicana de hoje, daremos continuidade a trama das duas megeras que não se chamam Paola e Paulina, mas deveriam.

Nyx Maria do Bairro no capítulo passado se reuniu com Esmeralda Melinoe para tratar dos planos sobre o jovem e inocente Rodrik Miguel. Maria do Bairro queria que Esmeralda retirasse a maldição do rapaz e liberasse um demônio que não era a besta de nove caldas, mas ainda assim vivia no corpo de Rodrik.

No outro lado (acampamento grego), Hera Josefina surge para o rapaz o fazendo se cagar de medo e o atrai até o seu sujo, empoeirado, abandonado, sem classe, destruído, sem importância, sem valor algum, chalé da deusa. Lá, ela retirou uma pequena parcela da névoa memorial de Rodrik e o fez descobrir que antes dos três anos, foi criado por uma ninfa. Em meio aos alfaces do jardim das Hésperides. A mulher constantemente enganada pelo marido revelou que adormeceu uma maldição imposta pela própria mãe de Rodrik, Lady Maria do Bairro. E que por razões desconhecidas amadrinhou também o pequeno projeto de cruz credo.

Além de chifruda, é ladra de crianças.

Após todas as cenas lindas de frauda suja e titicas divinas, Rodrik desceu do céu para o inferno. Literalmente! Dentro dele Albert Juliano, o demônio que antes era chamado de Baal, mas após se juntar com Lula e Dilma para roubar o povo sofredor, trocou de novo para evitar a lava jato.

Tentando convencer Rodrik a liberá-lo, mostrou que Esmeralda Melinoe além de megera e dona de um bordel de espíritos também era a sua avó. E era amaldiçoado, pois era filho e neto de duas golpistas.

Acordou horas depois com Dionísio Pança Junior e Quíron Pocotó-Pocotó confusos por ele está dormindo no chalé da rainha da porra toda, vulgo musa da Marília Mendonça. Como todo fã de Ariana Grande e Pablo Vittar, Rodrik desmaiou e acordou com o cavalinho mais amado do Brasil dizendo que o homem que o carregou no saco escrotal da adolescência até Maria surgir tinha sido sequestrado. Fiquem agora com o capítulo de hoje: “Perdi meus poderes!”


Capítulo Um – Semideus em fuga!

Por mais que as preocupações com o acampamento me deixassem ocupado, ainda assim na calada da noite não conseguia deixar de pensar no meu pai. E nem no ódio mortal que eu sentia de Quíron. Eu sabia que o centauro estava pensando no meu bem estar, que com a força que eu tinha, seria preciso apenas uma tapa para me matar. Ainda assim aquilo me deixava eufórico, sabendo que enquanto eu dormia protegido em um acampamento, meu pai poderia está sendo torturado.

Dormir era quase impossível, então gastava minhas últimas noites lendo e relendo livros de localização. E logo me vi em uma tarde me aproximando de um jovem filho de Hécate. Eu detestava me aproximar por interesse, principalmente que todos me tratavam com desconfiança, ainda assim, o rapaz me foi bastante útil.

Com a ajuda de um pequeno pingente herdado pelo meu pai, única lembrança que eu não pertencia inteiramente a aquele lugar, ele conjurou um feitiço onde revelou que a localização dele ainda estava em Nova Iorque.

Ficar com aquelas informações por dias estavam me matando.

--- Você vai arrumar um jeito de ser morto! – Flora arrumava o arsenal da sua enfermaria enquanto conversava comigo. --- Já pensou no tanto de monstros que você irá atrair? Se as crias dos três grandes tem um cheiro gostoso, imagina você que é de uma primordial? Pior e se Nyx te capturar e te obrigar a lutar ao lado dela? – Ela colocou a mão na cabeça e tremeu levemente os dedos. --- Rod, você é louco! Isso tem 99,9% de acabar em merda.

--- O que você faria se estivesse no meu lugar? – Pergunto observando o seu rosto ficar vermelho. A verdade é que todo semideus tinha uma pretensão á maluquices, não poderiam ver um perigo que se colocava de corpo e alma. --- Eu não posso pedir uma missão para salvar o meu pai. Eu tenho que fazer isso, entende? Se eu não estivesse aqui, talvez ele nem tivesse sido sequestrado.

--- Não vou poder te impedir e nem tampouco contar os seus planos suicidas, mas fique ciente que não concordo. Quíron está há séculos nesse mundo, ele deve saber o que faz.

--- Não, ele não sabe. Pensa que ele gosta de treinar semideuses? Ele é obrigado a isso. Eu posso não concordar com os planos da minha mãe, e acho que ela realmente está pirando na batatinha. No entanto não sou marionete de ninguém, eu vou fugir do acampamento e salvar o meu pai. Afinal, todo esse treinamento tem que servir para algo.

Deixei a enfermaria de Flora me sentindo péssimo. Ela chorava pela minha partida, talvez se sentindo culpada por alguma coisa.

Naquele mesmo dia, fiz todas as minhas atividades para não parecer suspeito. Deixei até mesmo alguns necromantes de Érebus que tinham vindo para uma reunião de guerra com alguns instrutores do acampamento me xingarem. Me comportei como se fosse em um dia comum, treinei, almocei, treinei mais um pouco e quando chegou no horário da janta, meu peito doía de ansiedade.

Eu não fazia ideia do quê encontraria, quando se vive três meses no acampamento, o mundo externo parece não mais existir. Meu medo era de morrer logo de início atropelado por alguma coisa.

--- Já estou indo... dormir. – Digo para Flora assim que todos os campistas começam a se reagrupar nos seus chalés. Fui o primeiro a chegar no espaço reservado para Nyx, retirando uma mochila jeans debaixo da cama e enfiando poções, um taco de pimenta, bombons e tudo o que eu julgasse ser útil. Vesti minha túnica, os sapatos e deitei na cama me tampando. Até mesmo minha espada estava comigo.

Quando a luz se apagou e todos pareciam dormir, me ergui bem vagarosamente, tomando cuidado para os dracmas não fazerem barulho na minha roupa e abri a porta do chalé, em seguida fechando e partindo.

O vento parecia ter parado e o silêncio tornava meus passos quase audíveis.

Ouvi vozes e procurando não me desesperar, corri abaixado até uma árvore no início da colina. Observando de longe duas garotas conversando super bem armadas. Estava sendo comum um grupo de rondas naqueles dias, todos completamente pirados com a batalha próxima. Vejo-as se afastando e só então prossigo, passando pelo pinheiro que antes era uma garota e descendo o pequeno morro.

A estrada do acampamento parecia uma enorme plantação de morango, logo não estranhei ao não ver ninguém. Por longos minutos foram somente os meus pensamentos e meus passos, até que comecei a ver pequenas casas acesas ao longe. Não me importei, era noite e diante dela eu me sentia assustadoramente confortável.

Mesmo que os meus sapatos comprados em Nova Roma fossem confortáveis, ainda assim meu pé começava a protestar. Eu me sentia cansando, a respiração ofegante. Sair do acampamento sem um transporte era quase que impossível. Nem mesmo os maratonistas filhos de Hermes conseguiriam andar todo aquele trajeto sem sentir os efeitos no corpo.

Além da distância, o clima externo também começava a mudar. O vento frio soprava me fazendo amaldiçoar minha memória por não ter trago um casaco na mochila. As estrelas estavam brilhantes no céu, mas algo me dizia que choveria em algum momento não muito distante.

Andei por quase três horas até que consegui chegar na primeira parada em um ponto de abastecimento. Como todo ser humano eu tinha necessidades a fazer, após deixar o banheiro, busquei um caixa eletrônico. Nova Iorque era cheio deles espalhados por todos os lugares, afinal era o dinheiro que movimentava o capitalismo da cidade.

Tamborilei os dedos nas teclas tentando me lembrar qual a última senha posta na minha conta poupança. Depois que fui internado na clínica psiquiátrica, parecia besteira guardar senhas do banco. Enquanto eu tentava me lembrar, uma viatura da polícia parou um pouco distante. Dois policiais deixaram o carro, um baixo e careca entrou na lojinha do posto sem nem me olhar, o outro semicerrou os olhos e começou a me encarar.

Como trabalho sobre pressão, logo me lembro dos últimos dígitos e acrescentando o número da conta e agência, acesso a página do banco. Retirando 100 dólares, coloco as notas emboladas no bolso da mochila e então minha respiração se torna pesada. Alguém estava atrás de mim.

Me esquivo em pé tentando ser discreto para a direita e fito o policial observador de antes.

--- Perdido, criança? – Ele me pergunta, deixando bem em evidência a lanterna na minha cara e o seu crachá.

--- Não, senhor policial. – Respondo sentindo todos os meus poros do corpo gritando por perigo. Geralmente quando se é um semideus, certos distúrbios mentais como déficit de atenção e hiperatividade é um pacote que o ajuda nas batalhas.

--- Posso te ajudar, filho da deusa da noite? – Ele perguntou novamente fazendo meu sangue gelar. Poderia ser impressão, mas eu poderia jurar o que vi passar a língua nos lábios. Será que ele pensava que eu era comida?


Capítulo Dois – A jovem que via espíritos

Os inúmeros funcionários andavam para todos os lados. Os laboratórios Steelle geralmente não davam horários de descanso para os seus inúmeros funcionários. E nesses últimos dias, o chefe da pesquisa parecia ainda mais fanático. A sua pesquisa e tese sobre o genoma levemente modificado estava perto do fim. A imprensa e as revistas médicas estavam ainda mais ouriçadas, seria um marco para a humanidade. A partir daquela tese, doenças raras poderiam ser curadas facilmente.  

John Steelle fechou a porta atrás de si e então se dirigiu até a parede mais próxima, onde um aparelho sofisticado preso em uma passagem esperava ser digitado. Ele deslizou os dedos digitando os seis dígitos e então a visão de um laboratório foi substituído por um corredor extenso com inúmeras prisões e câmeras.

Em grande maioria, as celas pareciam vazias. Geralmente os estudos eram testados em animais, mas ainda assim as pesquisas especiais requeriam cobaias do mesmo porte.

Pulou para o lado no momento que um braço deixou uma das grades e tentou segurar o seu jaleco. O homem do outro lado, rasgado e machucado parecia em muito com ele, os mesmos olhos, formato dos lábios, cor dos cabelos e tamanho. Mas as semelhanças terminaram ali, Martin Lefford foi fraco ao tentar prosseguir com o plano inicial, enquanto John criou um nome, uma marca, produtos e riqueza.

--- Não amarrote meu jaleco, porco imundo. – Sussurrou educadamente o médico.

--- O que vocês vão fazer comigo? Porque eu estou aqui? – Martin perguntou procurando controlar o seu desespero.

--- Na hora certa você irá saber. – E arrumando a peça branca que cobria o seu corpo, deixou o preso do outro lado da cela gritando.

John passou por uma nova cela, nessa uma garota repousava em uma cama forrada no chão do piso cinza. Ela ao contrário do outro homem anterior, estava quieta e olhava fixamente para uma parede. Quase que invisível, um fantasma sussurrava para ela alguma coisa. John também poderia vê-lo, mas optou por fingir que não. Sorriu de lado e prosseguiu o seu caminho.

No final do corredor encontrou uma porta simples, abriu e parou observando a mulher por trás da mesa.

--- Mãe? – Perguntou demonstrando surpresa. --- Não sabia que viria, aconteceu algo?

A mulher de vestido negro, olhos brancos como a morte e corpo retilíneo e feminino, deslizou majestosamente até o outro lado e encarou o médico. A sua pele era tão pálida que se podia ver as veias verdes na face. Os lábios eram semelhantes ao do homem a sua frente, era um traço que passava para todos os seus descendentes.

--- O menino deixou o acampamento grego. – Disse enfim. --- Deve chegar pela manhã aqui. Está sozinho e nem mesmo o centauro sabe que ele deixou o lugar. É uma presa fácil. Está preocupado demais com o pai. Se ele tiver um mínimo de habilidade mágica, chegará até esse lugar. Tenha em mente que você não deve dificultar muito, ele precisa chegar até aqui. Prepare a sala de rituais e o laboratório, temos um demônio para trazer ao mundo.

--- Mas se ele não se comportar, irá atrair a atenção dos humanos. Nem todos que trabalham aqui são semideuses. Se isso acontecer, terei que agir. – Disse john com certa malícia. Ele não tinha planos algum de deixar Rodrik se aproximar dali, por isso havia mandado um dos seus aliados. Se sua mãe tinha contatos, ele também tinha. Os espíritos tudo podiam ver.

--- Não o mate! – Melinoe tocou a face rosada do filho. ---Não matamos membros da nossa família. E ao matá-lo, você estará indo contra as regras da própria noite. Deixo-o que venha para a armadilha. Precisamos dele!  


Capítulo Três – O Taxi das irmãs cinzentas

Ergui a espada no alto rapidamente. A lei de sobrevivência dizia que se atacava primeiro e perguntava depois. Qualquer pessoa que soubesse que eu era um semideus, ou era monstro ou algo no mínimo de caráter duvidoso.

A imagem do policial ficou translúcida por alguns segundos, pude ver a confusão no rosto do homem e depois um sorriso que surgiu. Em seguida tão rápido quanto uma piscada, ele retirou um bastão de dentro do uniforme e me atacou.

Aparei o bastão com a espada, mas ela logo brilhou e então uma voltagem surpreendente passou pelo metal e atingiu o meu corpo. A eletricidade da arma conduzida pela minha espada me arremessou dois metros atrás, me fazendo bater no caixa eletrônico e deslizar pelo chão. Em seguida, vi o meu atacante se preparando para me eletrocutar novamente.

Seguro o seu pé e rapidamente ultrapasso o limite do pano da roupa, tocando em sua pele. Quando a corrente surgiu fazendo meu corpo tremer e eu gritar de dor, sinto que metade da energia passava para ele.

Meu coração estava aos pulos, cada parte dos meus ossos doíam, mas o policial parecia não ter sofrido nada. Era impossível que a voltagem daquela arma não fizesse efeito nele. O que ele era? Entre espasmos, vejo o bastão novamente se acendendo. Ergo minhas mãos para os vidros das janelas da loja e então pronuncio quase que inaudível.

--- Crepitus! – Os vidros vibraram junto com o meu corpo. Senti minha magia sendo drenada para o efeito do feitiço. Quando o bastão me tocou novamente, as vidraças estouraram causando um tremendo barulho. O homem olhou se assustando para a direção dos vidros e aquilo me deu tempo para arrancar forças internas para chutá-lo na perna esquerda, bem certeiro no seu joelho.

Com a ajuda da mágica do meu tênis, ele perdeu o equilíbrio e despencou para cima de mim. Segurei o seu bastão e logo começamos uma guerra de braço, ele tentando me atacar e eu tentando o empurrar para longe. Ergo o meu cotovelo ereto e atinjo o seu rosto.

Nossos corpos conectados, sinto uma energia diferente, desconhecida. Ele não era um monstro, mas também não era um humano comum. A sua imagem novamente ficou translúcida e então minha mente rapidamente pegou no tranco.

--- Um fantasma! – Digo. Eu sempre me esquecia que sendo neto de Melinoe, eu conseguia vê-los e aquele homem parecia possuído. Alguém tinha o feito de recipiente para um espírito. Existia um feitiço para aquilo, Bae tinha me explicado certa vez. Reviro minhas lembranças e então me lembro. --- Non manes! – Pronuncio com tanta força que cuspo na cara dele junto com as palavras.

O corpo então começou a tremer, vibrar sobre mim, o empurro para o lado e então me ergo, bastante tonto para realizar qualquer ação. A arma tinha mexido com o meu sistema nervoso, meu corpo não respondia como o esperado.

Vejo outras pessoas deixando a loja assustadas com a explosão dos vidros, entre elas o segundo policial. Peguei minha mochila do chão e então quando ele olhou para o companheiro caído, senti que aquela era a minha deixa.

Como se eu tivesse bebido inúmeros copos de cerveja, sinto meu corpo cambaleando para os lados. Meus pés me levavam para o outro lado da rua, a parte mais escura enquanto o policial restado gritava para que eu parasse. Em algum lugar alguém disparou um tiro na minha direção, mas errou felizmente.

Eu sabia que seria perseguido, logo corri o “máximo” que eu pudesse para um matagal. No escuro minha visão continuava perfeita, mas os galhos bem acima da minha cintura batendo no meu rosto me incomodavam. O suor juntamente com os ferimentos das folhas fazia minha pele arder e coçar.

Não me lembro por quanto tempo corri, apenas que senti um enorme alívio quando avistei o inicio de uma nova estrada. Apoiei minhas mãos nos joelhos para recuperar o fôlego e logo me sentei no meio da pista, sem forças para prosseguir. Quiron estava certo, eu não deveria ter ido sozinho. Eu poderia achar que sim, mas não estava preparado para uma missão daquelas. Sobreviver no mundo humano era difícil demais.

Retirei uma dracma da mochila e então jogo a para o alto, apenas para ter o que fazer enquanto meu corpo se recuperava. Ao longe um farol brilhou e então rapidamente percebi que um carro estava vindo na minha direção. Levantei-me rapidamente e me joguei no mato, ficando apenas com o corpo parcialmente a vista para ver quando o veículo passaria.

O carro então velho e caindo aos pedaços parou segundos depois de onde eu estava e uma porta se abriu. Tampei minha boca com as mãos para não gritar. No banco do motorista, três velhas farejavam o ar. Quando “olharam” na minha direção, vi as órbitas oculares em falta de olhos.

--- Ele estava aqui. – Falou uma.

--- Ele ainda está, sente o cheiro. – disse outra.

--- Um que cheiro gostoso, filho de Zeus? – Indagou outra.

--- Claro, que não sua idiota, Nyx. Sua visão enferrujou? – Ralhou a primeira.

--- Não grita com ela, as profecias não estão mais tão claras como antes. – A segunda segurou os cabelos da terceira.

--- Parem com isso vocês duas. – Brigou a primeira. --- Olá, belo mortal. – Falou ela na minha direção. --- Deseja os nossos serviços?

Eu havia sido descoberto, mas como? Elas não poderiam me ver, não tinham olhos. Era impossível que alguém me visse na escuridão.

--- Não temos o tempo todo. – Gritou a terceira. --- Quer ir para algum lugar ou não? Dez dracmas e te deixamos no centro de Nova Iorque, para outras cidades é mais caro.

Rastejo para fora do mato limpando minha roupa e me coloco de pé. Olhando novamente para elas e então ao longe ouço sirenes policiais. Rapidamente me jogo dentro do carro. Ele tinha um cheiro estranho, de coisa velha, muito velha.

--- Centro de Nova Iorque. – Digo as pressas. --- Andam, os fantasmas estão me perseguindo.

Sem que eu esperasse por aquilo, meu corpo grudou no banco traseiro quando o carro foi arrancado pela estrada. Elas não deveriam dirigir daquele jeito. Eu não morreria por monstros, três velhas é que seriam a causa. O bom era que em poucos minutos elas rodavam longas distancias. O que após quarenta minutos me deixou no centro quase adormecido da cidade.

--- Dez dracmas. – disse a segunda velha.

--- E um aviso de graça. – Disse a terceira. --- Cuidado que para onde vás, não retornarás inteiro. Sendo um chegará e sendo dois deixarás.

--- Precisa falar desse jeito? Não somos Delfos. – Ralhou a segunda.

--- Falar difícil causa mais impacto. – Debateu a terceira.

--- Vá! – Exclamou a primeira. --- Tem alguém pedindo os nossos serviços.

E assim elas me deixaram no centro da cidade, que brilhava tão fortemente vivo.

Algumas lojas ainda estavam abertas, assim como mercados e drogarias. Jovens bebiam confortavelmente em mesas espalhadas pelas calçadas. Ninguém parecia me dar atenção, eu era quase normal ali entre os outros humanos.

Coloquei minha mochila sobre uma mesa, enquanto eu olhava para o céu. As estrelas estavam preguiçosas naquela noite, mas ainda assim as poucas avistadas iriam ajudar. Sentia-me uma caixa memorial ambulante, nem eu mesmo conseguia acreditar que memorizava alguns feitiços bastante úteis.

Meus lábios se despregaram para sussurrar o mantra ativador da magia de localização.

--- Siderea Circuntum! – A primeira estrela brilhou, em seguida outra. Em questão de segundos uma trilha brilhosa deixava um traçado no céu. Os mortais não podiam ver, óbvio, mas era claro para mim. O final daquele trajeto seria na localização do meu pai.

Peguei a mochila e me coloquei a andar. Eu geralmente detestava o centro por ter um número excessivo demais de americanos nas ruas, mas naquela horário tudo parecia calmo. Ninguém esbarrava em mim e nem tampouco me encarava uma segunda vez. Virei a Quinta avenida e logo comecei a ficar acelerado com a adrenalina e o medo.

Lembranças voltavam a minha mente. A loja de sorvete vista em frente confirmava aquilo. Durante alguns dias da semana quando eu não tinha aulas, meu pai me levava para visitar meu tio John, pai de Charlie. Parávamos naquela loja antes de prosseguir. Eu gostava um pouco do homem, eu era mais comprado pelas bolas de chocolate com cobertura de limão.

A última estrela brilhava exatamente em cima do único lugar que eu jamais imaginaria.

Um jardim florido, uma mini praça com um chafariz e bancos de madeira pinchados por adolescentes enamorados. Em cima do enorme portão se podia ler “Laboratório Steelle”.


Capítulo Quatro – O moleque não é nada mal.

John primeiro avistou o rosto do sobrinho conhecido pelas câmeras da rua anterior ao laboratório. Era questão de horas. Lançou um olhar raivoso para os dois fantasmas que covardemente abaixavam a cabeça em sinal de culpa.

--- Como vocês dois foram perder para um moleque daqueles? – Ralhou o cientista. --- Parece que eu mesmo terei que cuidar dele.

Quando o rosto de Rodrik surgiu na portaria fortemente guardada por seguranças, ele deslizou o dedo por um botão e logo fez-se a conexão com o rádio mais próximo do guarda.

--- Ele é meu sobrinho, deixo-o entrar. – Eram as palavras mais duras ditas até aquele momento. Melinoe deveria agora está observando de perto, se matasse o garoto ali, ele seria condenado. Restava apenas torcer para que o garoto não fosse inteligente o suficiente para ir mais longe. Ele não queria Baal livre, o demônio e a honra deveriam ser dos seus filhos e não de um débil mental que passou mais tempos em manicômios e clínicas do que qualquer outro jovem.

Observou a cria de Nyx parar na portaria. Droga, John lembrou-se de dar folga para as recepcionistas conhecidas do menino. Era tarde, ele sorria amistosamente para uma robusta e redonda garota sul africana. Ele gesticulava apontando para a direção da portaria com proteção.

--- Você e você. – Apontou para os dois fantasmas de anteriormente. --- Não deixe o garoto chegar perto da porta com a senha. Falhem e vou garantir que Hades os puna para sempre.

Em seguida correu para o corredor com o mini laptop nas mãos. Ajustou rapidamente para cobrir as câmeras seguintes, vendo os passos despreocupados do semideus. John o achava insolente de vir sozinho, uma enorme prepotência.  A verdade era que Rodrik sempre havia sido para um ele um garoto egocêntrico. E podia colocar a culpa em Baal, mas somente o tio conseguia ver o sobrinho como ele realmente era; um demônio que culpava outros pelos seus erros e ações.

Enquanto o cientista vasculhava as câmeras, não viu o que os outros dois prisioneiros faziam.

Martin Lefford armava-se de tudo o que pudesse usar. Soube no exatamente momento que Rodrik colocou os pés naquele laboratório disfarçado, que o plano não era com ele e sim com o filho. Sabia que não deveria ter dado as costas para Nyx e muito menos ignorar os seus planos. Agora o seu filho pagaria por um erro que não lhe pertencia.

--- Dirce, Louis, Nasha. – Sussurrou sentindo as suas últimas forças sendo drenada para convocar os seus fantasmas aliados. Suas pernas falharam e ele desabou no chão, sentindo apenas o vento fantasmagórico próximo de si. --- Meu filho, não deixem matar meu filho. – Romper a barreira ant-poderes para invocar teve um efeito pior que o esperado.

Martin deitou-se no chão e apenas se permitiu dormir acreditando que os três espíritos o ajudariam.

--- Essa é a minha chance de fugir desse lugar. – Sussurrou a prisioneira filha de Perséfone. Ao contrário do morador ao lado, ela sabia que os poderes seriam drenados pela cela especial, logo, aguardaria o momento certo.


[Continuação abaixo]
           
 
Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Passeando por Nova Iorque Nota: O resgate do príncipe dos fantasmas Música: Iron Maiden - The Apparition


Samanta Sink  


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O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
Rodrik Andrews Lefford
Líder dos Eruditas
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Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Dom Fev 17, 2019 9:17 pm


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A criança amaldiçoada!

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Capítulo Cinco – Que urucubaca é essa?

Fui levado até a sala onde Lowenny havia dito que tio John estava, mas ela deveria ter se enganado, estava vazia.

--- Oi, com licença. Sabe onde está o doutor Lefford? – Perguntei para um rapaz que passava por mim conferindo algumas planilhas. Aparentemente eles deveriam está fazendo algo muito importante, pois era madrugada e ainda trabalhavam.

--- Não, não sei. – Respondeu o garoto sumindo logo de vista.

Eu estava pronto para perguntar a uma terceira pessoa, mas então a porta se abriu e meu coração gelou. Dois policiais entraram procurando algo e aparentemente acharam ao me ver.

--- Cacete! – Digo dando alguns passos para trás. Se eu pudesse achar logo meu tio, com certeza ele daria um fim naqueles fantasmas. Senti uma mão gelada tocando o meu ombro e tento reprimir um grito tenebroso. Parada ao meu lado, uma fantasma de cabelos negros caídos e lambidos, olhos fundos e um roupão de paciente em tratamento mental.

Dei um salto para atrás e grito tão alto que todos os funcionários pararam para olhar o que estava acontecendo. Como somente eu podia ver, os cenhos se franziram. Mas, eu já era considerado louco mesmo.

--- Bati o cotovelo na porta. – Menti. Os pelos do meu poro estavam ouriçados, eu odiava aquela sensação sobrenatural de ver um morto. Embora eu tenha estranhado no início, deduzi que talvez fosse um espírito do meu tio, afinal se ele e meu pai eram irmãos, logo ele também seria um semideus. Que família maluca a minha!

--- Semideus, minha senhora me mandou aqui. – Disse a fantasma me fazendo pular quase um metro do chão. A sua voz parecia vir de um túnel muito, mas muito extenso. O eco insistiu no meu ouvido. Eu jamais havia ouvido um espírito falar, exceto os policiais, mas eles estavam possuídos e portanto usavam um corpo humano. --- Ela encontra-se atrás daquela porta. – E apontou com o dedo fantasmagórico para o outro lado da parede.

Olhei na direção e percebi o porquê não tinha visto antes. Havia uma parede branca e um aparelho de senha. A porta era praticamente invisível, pintada da cor da parede.

--- Parado ai, mocinho. – Falou uma terceira voz masculina ao meu lado. Os policiais tinham se aproximado e eu nem tinha visto. Mas, eu estava seguro ali.

--- Deve está acontecendo algum engano. Eu me chamo Rodrik Lefford, sou sobrinho do responsável por esse laboratório. – Falei sem demonstrar nenhuma emoção.

--- Sabemos quem é você. – Falou o segundo policial. --- Temos ordem para não deixar o senhor se aproximar daquela porta. – Ele seguiu o meu olhar. --- Queira nos acompanhar, por favor.

--- Não mesmo! – Eu disse retirando a mochila das costas e torcendo para que os itens no interior fossem suficientes para machucar alguém. Taquei a mochila na cara do primeiro e empurrei o segundo.

Aquilo foi o suficiente para atrair a atenção de todos os outros presentes. Os olhares se viraram para mim, incluindo alguns seguranças. Lowenny colocou as mãos no rosto e soltou um gritinho agudo.

Eu não poderia lutar ali, não tinha certeza do quanto a névoa conseguia encobrir dos mortais. Eu me colocaria em risco com tantas câmeras de segurança.

Tudo parecia perdido, o policial atingido já se recuperava do susto e retirava o seu cassetete elétrico. Aquilo doía muito e eu não tinha intenção de ser atingido novamente. O espírito ainda estava ao meu lado, parada e esperando algo acontecer. Se ela ainda estava ali, é porque queria algo de mim, então optei por arriscar.

--- Vai ficar parada? Me ajude! – Pedi.

A mulher levantou os olhos assustadoramente negros e então pulou na direção do policial mais próximo. Aquilo foi o suficiente para os guardas terem certeza que havia algum problema. E vieram correndo e gritando na minha direção.

Quíron diria bem feito pra mim e eu merecia. Segunda confusão com menos de 24 horas fora do acampamento. Seria aquilo uma teoria da conspiração?

Fiz o que qualquer pessoa na minha situação faria. Olhei para o lado e vi um monte de cadernos, planilhas e papeis, peguei todos e atirei no primeiro na minha frente. Aquilo pegou o policia de surpresa, afinal quem atacaria outro com papeis? Deslizei por baixo dos braços do policial e cheguei no outro lado, parando de frente para o primeiro guarda. Cinco contra um era covardia.

Chutei a sua canela me aproveitando da sua duvida entre me atacar ou não. Todos ali sabiam quem eu era, não tinha motivo para usar de violência. Eles não pelo menos.

--- Me desculpe, Lowenny. – Sussurrei ao passar no seu lado e acidentalmente leva-la ao chão. Com a pilha de papeis nas mãos, a mulher tombou bem no caminho de um dos policiais que me perseguiam. Ele tropeçou nela e catou vento.

Eu tinha um foco, correr até a porta onde a fantasma assustadora tinha me apontado. Aumentei a velocidade sentindo o peso da adrenalina, meu coração aos pulos, a respiração ofegante.

Ao parar em frente a porta, novamente o pânico. Tinha um pequeno aparelho com 10 dígitos, onde provavelmente se encaixava uma senha. Eu não fazia ideia de qual poderia ser.

--- 578435 – Uma voz sussurrou ao meu lado. Dei um novo pulo assustado para trás. Eu só poderia está atraindo espíritos. A voz vinha de um jovem praticamente da minha idade e ao contrário da mulher, ele era bem afeiçoado, lembrando até um pouco os membros da minha família. --- Eu sou Leon Lefford, servo de meu senhor Martin.

Eu não sabia o que mais me deixava assustado, o fato dele ter o meu sobrenome ou ele ser “servo” do meu pai. Em toda a minha vida, jamais imaginei que meu pai soubesse lidar com aquele lance de semideus. Tio John eu tinha certeza, sempre o mais esperto e estranho. E tinha também Charlie, que sempre demostrava ser bastante hiperativo e ter déficit de atenção.

Quando alguém é muito parecido contigo, estranhe.

Precisei de alguns segundos para me abster do susto. Estiquei meus dedos trêmulos, naquela altura já temendo que não era uma simples coincidência as estrelas me levarem ali. Tinha algo de muito suspeito naquele laboratório.

Digitei as senhas e logo a porta se abriu. O primeiro som que ouvi foi o de meu pai gritando de uma cela.


Capítulo Seis – Pelos menos eu tentei


Sabe quando se fica perdido sem saber o que fazer? Fiquei daquele jeito. Os policiais possuídos vinham em minha direção, meu pai estendia a mão por trás de uma cela trancada e gritava amedrontado.

Eu nunca tinha visto Martin Lefford demonstrar algum medo antes.

Leon ainda estava ao meu lado. Corri para a cela e segurei os dedos gelados. Eu tinha tanto a falar. Era a primeira vez que eu o via após ser liberto do manicômio e ir direto para o acampamento. Eu queria dizer que não era apaixonado por ele, que eu o via como um pai. Que tudo aquilo era a maldição imposta por Nyx e Melínoe quando inseriram Albert, o demônio em sua alma.  

Sentiu uma presença e logo se colocou de pé tocando na sua espada pela primeira vez desde que entrou naquele lugar. Ele estava aos poucos sentindo os efeitos do demônio sussurrando palavras de ódio em seu ouvido.

Sentiu um enorme alívio ao ver John parado a alguns metros distante. Entretanto, o alívio se tornou em dúvida e logo depois em compreensão. O tio estava cercado por dois espíritos desconhecidos, e no seu rosto, um sorriso de satisfação, frustração e diversão. Tudo misturado em uma só pessoa.

--- Vejo que você cresceu, sobrinho. – Ele falou com a sua voz mais tediosa. --- O que é isso que os seus dedos tocam? Ferro estige? Muito sábio portar uma dessas, mas quase uma afronta sendo você descendente de Hades. Isso é para ferir os mortos? Não fazemos isso, nós comungamos com eles.

Saquei a espada e fiquei o encarando. Era somente eu e Leon, contra meu tio e dois fantasmas. Eu já sabia quem levaria a pior, mas ainda assim paguei para ver.

Corri na sua direção com puro ódio e fúria. Ele retirou uma espada tão rapidamente e bloqueou o meu ataque. Em seguida estendeu as pernas e me chutou na barriga. A dor excruciante fez me afastar.

Senti minha magia fluindo para os meus dedos, filetes de energia escura surgindo, sugando meu poder para tornar real.  Invoquei três bolas das pontas dos dedos e arremessei contra ele. John simplesmente deixou fluir um líquido branco e mais rápido do que eu, bloqueou com aquela substância estranha e majestosamente me acertou com dois outros no rosto.

Queimou e se espalhou pelo o meu corpo. Tombei no chão e gemi de dor. Só então ele se aproximou e colocou os pés sobre o meu peito que subia e descia em busca de ar.

--- Tão fraco. Tão insignificante, não entendo o quê a rainha dos fantasmas ver em você. – Cuspiu em seguida.

--- Eu sou aquilo que você jamais vai ser. – Minha boca se abriu e falou. Escutei as palavras, era a minha voz, mas não eu não queria dizer aquilo. --- Mesmo com toda a sua tecnologia e esse seu sangue infame do rei do submundo, você não será um terço de tudo o que eu sou.

Meu corpo se colocou de pé. Eu conseguia assistir a tudo, ouvir e até mesmo sentir os odores.

--- Baal! – Falou meu tio em tom de desdém. --- Eu me perguntava no quanto mais eu deveria colocar a vida do pequeno Rodrik em risco para você aparecer. Essa é o quê? A segunda vez que você possui o garoto? Como você faz isso? Somos protegidos por minha mãe e ele ainda é filho da rainha da noite. Que feitiço usa?

--- Não devo nem falar, seja qual for ele é muito evoluído para o seu nível amador e mortal. Nem mesmo o garoto seria capaz de usar. – Falou Albert, que curiosamente era chamado também de Baal.

Meu corpo virou-se para meu pai e então eu senti novamente aquela sensação que eu tanta odiava. Meu pênis logo tornou-se rígido, eu desejava tanto tocar aqueles lábios. Maldita Melissa que o tinha tirado de mim.

Os dedos tocaram no rosto do homem pálido e assustado. Ele sabia quem era o dono daquela mente e corpo naquele momento, claro, tinha convivido anos com ele. Em silêncio, deixando o filho se sentir odioso por pensar daquele jeito no progenitor. Logo em seguida trancando-o em um manicômio como se o caso fosse um simples distúrbio e não sobrenatural.

Conforme Baal pensava naquelas coisas, minha ganhava novas informações e visões. Era como se compartilhássemos o mesmo entendimento. Logo, eu desejava me afastar daquele homem ferido. Eu havia sofrido durante anos e tudo aquilo poderia ser evitado.

--- Faça o que você tem que fazer. – Disse meus lábios. --- Não perca mais tempo, ou será que se afeiçoou ao garoto? Rodrik nunca pertenceu a ninguém a não ser a mim. Ele é a dívida que Nyx pagou comigo, um corpo que em breve será meu.

Meu corpo se virou para o lado oposto, me fazendo ver pela primeira vez novas celas. Que tipos de coisas aconteciam ali? Vi o rosto de uma garota me observando, ela deveria ser a dona do espírito da mulher estranha. Meus passos ganharam forma e então se dirigiram para um novo corredor, distante das celas e de John.

Meus dedos tocaram em uma porta de madeira e a abriram. Ao contrário dos outros cômodos do laboratório, aquele parecia ter se perdido há séculos atrás. Tochas iluminavam as paredes, um enorme mesa de ferro no centro, bem acima de símbolos rúnicos.

Virei-me quando ouvi passos ecoando não muito longe, saltos que batiam no piso amarelado. Uma mulher de olhos negros, cabelos negros e sorriso sedutor sorria para mim. Ela carregava uma túnica negra e emanava uma energia que não pertencia a aquele mundo.

--- Demorou Baal. – Disse ela com uma voz sedosa. ---O garoto tem resistido as suas tentativas? Eu te disse para não subestimar o seu lado divino.

--- Lady Melinoe. – Respondeu minha boca. --- Não há com o que deva se preocupar. – Olhei em volta. --- Onde está a deusa da escuridão?

--- Como você já deve saber, Nyx está em guerra contra o olimpo. Desafiou insetos semideuses e não tem tempo para está aqui. Há uma guerra que em breve se iniciará e não se esqueça sobre o seu papel nisso tudo. O grupo de demônios está apenas em sua espera para lidera-los após seu antigo líder sumir misteriosamente.

--- Se ocorrer tudo certo, vocês terão o seu soldado mais leal.  

Novas pessoas surgiram no local deixando a minha mente em pânico. Por dentro eu queria gritar, correr dali ou chutar a cara daquela deusa. Mas, por fora eu me mantinha calmo, sem emoções ou sentimentos. Vendo tudo de “longe”, eu conseguia entender de onde vinha aquela sensação de não pertencer a lugar nenhum, minha falta de afeto e minhas vontades de exclusão.

Baal não tinha sentimentos... a não ser muito ódio.


Capítulo Sete – Se meu pai é Ogum, vencedor de demanda. Ele vem de Aruanda para salvar filhos de umbanda.

Não demorou nada para que o meu corpo se dirigisse até a mesa de metal e se deitasse. Eu conseguia sentir magia fluindo de todos os lugares. John entrou logo depois vestindo branco, vinha acompanhado de outros assistentes.

Ele aproximou-se de mim e após sorrir maliciosamente retirou uma seringa do bolso.

--- Não irá doer. – Falou ele. --- Isso é apenas uma substância que deixará o dna dele desalterado, dando mais sucesso para o ritual. Quem falou que magia e medicina não podem andar lado a lado?

Senti algo gelado ser inserido nas minhas veias. A substância parecia soro, mas logo deixou minha visão nublada. Eu sentia Baal tão forte e vivo, parecia que eu tinha voltado a ser criança novamente.

Uma roda de pessoas se formou ao meu redor. John e os assistentes permaneceram do meu lado. Puxaram tubos de soro e colocaram no meu braço. Uma mulher apareceu com um bisturi e virou o meu corpo para baixo, me colocando de barriga para a mesa.

--- Faça uma infusão vertical na espinha dossal. – Explicava John. --- Preparem a substância com o soro com o sangue de demônio. Quando o corpo entrar em torpor, vamos modificar os seus cromossomos, diminuir o seu dna para tornar mais fraco, assim conseguiremos inibir os poderes divinos e fazer com que Baal tenha força para assumir o corpo definitivamente.

--- Nos invoco mysteria dilectione sua et in nocte magicae. – Sussurrou uma mulher. Logo um coro começou a se ouvir. As chamas das tochas logo se aumentaram, o lugar inteiro cheirava a feitiço, um cheiro peculiar que aprendi a reconhecer no chalé de Nyx no acampamento grego.

Senti o corte sem anestesia cortar a minha pele e como quis gritar. Mas, logo fui perdendo a consciência.

Meu corpo logo adormeceu, mas meu espírito fluiu para fora como se fosse expulso. No lado externo eu conseguia ver tudo o que se passava naquele lugarzinho do mal. Melinoe olhava diretamente para mim e sorria, somente ela parecia me ver.

--- Não tenha medo, Semideus! – Disse ela. --- Se você resistir, poderá ser especial. Se morrer... pelo menos teve uma vida.

E então meu sangue pegou fogo.

O mantra que as mulheres recitavam acendia em mim uma dor excruciante. Primeiro minha pele começou a arder, depois o líquido inserido começou a penetrar em cada veia do meu corpo e fazê-lo queimar.

Meus ossos pareciam se tornar pó bem diante de mim, mas o meu corpo continuava parado. Senti o cheiro de sangue quando uma gota pingou no chão e então vi alguém se aproximar com uma bolsa de sangue azul. Eu queria me levantar e correr, mas eu era apenas um espírito. Mergulhei no meu corpo, mas surgi do outro lado da sala.

A deusa, senhora minha avó e filha de Hades gargalhavam.

E então vi alguém depositar sobre o meu corpo um receptáculo de barro. Minha magia começou a fluir para o objeto, fazendo meu corpo finalmente dar sinal de vida e começar a tremer.

--- Segurem ele! – Gritou John. Ele agora pegava o bisturi das mãos da sua assistente e fazia um corte pequeno na minha vértebra. Em seguida injetou uma fina agulha e puxou um líquido transparente dali.  

--- Surge demon suscitat et hoc corpus est vitae. – Uma voz aguda se fez mais alta no coro e então todas as outras começaram a repetir. – Eu via o que deveria ser minha magia usada para realizar feitiços brilhando no jarro acima da minha cabeça.

Uma substância azul cristalina me envolveu e parecia ser visível a todo, pois até mesmo John parou e se afastou um pouco.

Minha mente começou a girar, corri para o meu corpo novamente e atravessei a mesa e fui para no outro lado da sala. Eu estava agora no corredor, uma parede visível me impedia de prosseguir e retornar para a sala de cerimônia.

--- Então já começou? – Disse uma voz feminina ao meu lado. Do outro lado da cela uma garota de olhos azuis cristalinos e face bonita me encaravam. --- Você precisa resistir. – Dizia ela. --- Você é forte!

--- Como você pode me ver? – Perguntei caindo no chão de joelhos. Eu me sentia fraco, como se estivesse muito doente e não comia há dias.

--- Você é um espírito, eu filha de Perséfone. – Ela deu de ombros como se aquilo explicasse tudo.

O chão abaixo de mim começou a se tornar em vermelho sangue. As paredes começavam a gemer e pequenos escorrimentos de líquido a manchava. A barreira invisível logo se rachou e então meu corpo foi puxado violentamente para a sala, atravessando paredes e as pessoas que estavam no meio do caminho.

Parei abruptamente em frente ao meu corpo e então uma mão se ergueu e me segurou pelo pescoço.

Gritei.

Algo rasgava o meu corpo espiritualmente e se materializava. Na minha frente, Baal surgiu em sua forma original. Olhos negros, sorriso com dentes negros e um par de asas negras nas costas. Ele tinha quase dois metros e um corpo atlético.

--- Finalmente! – Disse ele satisfeito.

Em seguida pulou para cima de mim e nossos corpos espirituais rolaram pelo ar e bateram na parede. Acertei uma tocha e ela logo se apagou, porém logo voltou se acender. Olhei para o grupo de pessoas que trabalham no meu corpo e elas focaram a sua visão em mim. Baal acertou me um soco e então fui arremessado para a mesa, atravessando-a e batendo no chão.

Eu não poderia me defender, não sentia magia nenhuma em mim.

Com as suas asas abertas, ele era tão assustador. Bateu-as produzindo um vento quente que me pregou ainda mais no chão. E em seguida veio em toda velocidade na minha direção. Estiquei as pernas e acertei o seu peito, mas ele as segurou e me ergueu como se eu fosse um palito de picolé e então me arremessou para a parede oposta.

Tentei me segurar na parede, mas cai despencando. Em seguida como em um piscar de olhos, ele envolveu o meu pescoço com as suas garras e então foi me levantando escorado. Eu iria morrer em breve e estava pronto para aquilo.

Eu nunca quis viver para ser sincero. Eu era diferente, não conseguia sentir o amor e nem a felicidade. Sorrir para mim era como injetar um ferro quente no meu coração, sempre doloroso. A verdade é que toda a minha alma era quebrada, despedaçada e espalhada em milhares de pedaços. E não importava o que eu fizesse, jamais poderia reconstituí-la.

--- Diga, adeus a sua vida, humano!  

A porta da sala de cerimônias explodiu e logo vi o rosto de Flora e outros semideuses.


Capítulo Oito – Eu sou a luz que ilumina as trevas.

A semideusa sabia que era errado deixar Rodrik partir para uma missão sozinho. Era perigoso e inconsequente. Ele nem tinha completado 5% de todo o treinamento que os semideuses recebiam. Ele iria ir, mas não voltaria.

Por isso a sua consciência a impediu de dormir. Vestiu o seu robe e partiu para a casa grande, acordando Quíron e abrindo todo o jogo. Em poucos minutos uma pequena missão estava tomando vida. Ela como líder e mais três garotos, incluindo George de Ares e um veterano de Hécate.

Qualquer um veria que aquilo era uma armadilha, algo que Rodrik tinha caído com toda facilidade do mundo. O chalé inteiro de Nyx estava acordado, alguns tentando trabalhar em feitiços que pudessem ajudar. Não era comum em tempos de guerra ver um grupo se preparando para outra coisa que não fosse a batalha final.  

--- Deixe o Ernesto morrer. – Dizia Dionísio.

No entanto, Flora não o estava escutando. Seus passos temerosos a levaram até o chalé de Hera. Os braços da garota que reluziam a claridade da lua abriram a porta pesada. Ela sabia que sua avó não ajudaria, mas tentaria pelo menos. O fato de que Rodrik fosse um dos seus protetores talvez amolecesse o seu coração.

--- Senhora do Olimpo, rainha dos deuses. – Sussurrou sem se aproximar muito da estátua. Mesmo sendo filha de Apolo, ainda era uma intrusa e Hera podia ser muito vingativa quando queria. --- Ajude Rodrik! Não o deixe morrer, eu imploro. – Limpou as lágrimas que escorreram pelo rosto e deixou o chalé sentindo olhares sobre ela.

[...]

Era impressionante como feiticeiros poderiam achar qualquer lugar. Estavam parados de frente para um laboratório que segundo um dos semideuses na missão, ocorria uma enorme concentração de magia.


Capítulo Nove – Se ela luta, eu luto!

Os semideuses chegaram prontos para a batalha.

Houve gritos quando uma flecha de Flora pairou no ar e atravessou um dos braços de John. Um rapaz de Hefesto ergueu uma das mulheres como se fosse papel e a jogou para o outro lado. Na correria e medo, a mulher que segurava o jarro na direção da minha cabeça o deixou cair.

Fui envolto por luzes que logo minaram para o meu corpo e então começaram a puxar a alma para o seu interior.

Baal segurou forte no meu braço e enrolou as pernas em mim.

--- Não, você não vai. O corpo é meu! Você é o intruso! – Dizia ele com os olhares assustados. Parecia quando erámos criança e eu quebrava alguma coisa, ele sempre me olhava daquele jeito.

--- Me solta! – Toquei no seu braço e com a outra mão arremessei um soco na sua cara. Aquilo o pegou desprevenido. Geralmente eu não me defendia dela. --- Você jamais me terá!

--- Eu sou mais forte que você.

--- Será? – Perguntou uma voz além. Não podíamos vê-la, mas eu sentia o seu carinho (se era que era possível). A mulher dos meus sonhos, Hera, minha madrinha. --- Não posso me intrometer em assuntos de mortais, saia logo dai semideus! E não me decepcione, não sou uma deusa de tolerar decepções.  

Me enchendo de força de vontade, Bati com a minha cabeça na dele. Era dura, mas como eu era espírito, não sentia muito. Seus braços se despregaram dos meus e então como imã, meu espírito mergulhou com força no corpo.

Não parecia ser aquela a minha casa. Estava diferente, modificada. Era como se alguém tivesse entrado e mexido em tudo, mudado os móveis de lugar. Porém, a sensação durou por pouco tempo. Tempo o suficiente para ouvir a voz de Flora nos meus ouvidos dizendo que tudo ficaria bem.

Soube depois que havia sido uma verdadeira batalha envolvendo até policiais. Os semideuses teriam se encrencado com as autoridades se não fosse meu pai assumindo a posição e dizendo que estava sendo mantido em cativeiro. Como sócio daquele lugar, sua palavra contou muito.

A polícia não encontrou John e eu não acordei pelos próximos quinze dias.

Quando minha consciência voltava ao lugar certo, ouvia vozes de pessoas ao meu redor. Em sua maioria Flora e o gosto de ambrósia nos lábios. Então eu tinha voltado para o acampamento. Ouvia também a voz do meu pai ao meu lado e seus dedos me acariciando, mas também sentia a presença de Baal dentro de mim. Tudo permanecia como sempre foi. Ou quase...

Abri os olhos sentindo todo o meu corpo protestar. Da minha unha do pé até o último fio de cabelo tudo doía. Até mesmo a claridade machucava os meus olhos. Eu estava sensível demais. Minhas pernas estavam imobilizadas na maca, que a propósito, me encheu de felicidade ao reconhecer a enfermaria do acampamento.

--- Não se levante, Ernesto. – Dionísio estava ao meu lado. Meus olhos passaram dele para Quíron e então para o deus do vinho novamente. --- Os ferimentos na sua coluna ainda não firmaram completamente. Vai precisar de mais néctar dos deuses.

--- Ele é um semideus, Sr D. – Dizia Quíron. --- Vai ficar bom em poucos dias.

--- Ele se tornou um pouco mais que um simples semideus, centauro. – Cuspiu Dionísio e as suas palavras não pareciam normais. Eu via algo de diferente nos seus olhos, um medo talvez.

--- Com licença. – Disse Flora entrando no meio de ambos e vindo com um copo de água. --- Beba tudo, babaca. Ai, quando você melhorar eu vou te matar, garoto. – Mas no fundo ela sorria.

--- Consegue me ouvir bem, Bernardo? – Perguntou o deus do vinho.

Mexi apenas a boca para confirmar, não saía nenhum som.

--- Bom, temos que conversar. – Em seguida olhou para Flora. --- Já pode sair, filha de Apolo.

Flora pareceu bastante contrariada, afinal a enfermaria era dela. Mas, como ele era um deus, ela apenas abaixou a cabeça e saiu. Eu a conhecia o suficiente para saber que quando estivesse longe, ela xingaria o divino de todos os nomes possíveis.

--- Então... Não vou enrolar. Se você morrer do coração eu saio no lucro. – Dizia Dionísio.

--- Sr D... – Advertiu o centauro.

--- Ta bom, não morra, não ainda. – Ele se afastou um pouco. --- Você sabe que mexeram com você certo? Aquele lugar lá seria um paraíso para quando semideuses aprontassem comigo. Mas, não vem ao caso. Parece que tem uma coisa ai dormindo dentro de você, alguém que a megera da noite colocou e Hera fez algo. Curioso, ela protege um humano, mas tenta me matar. Enfim... não deu muito certo. Os delinquentes juvenis que Quíron cisma em treinar chegaram lá e estragaram tudo e o resultado foi pior que o esperado... para você.

--- O que ele está tentando dizer, é que mexeram com você de uma forma inusitada. O sangue de demônio ativou no seu dna uma barreira de proteção. Como o sangue era forte e seu corpo não tinha forças sozinho para se defender, usou de outros meios. O seu dna se modificou. Os curandeiros fizeram testes e mais testes e não tem mais dúvida. Você ativou completamente o seu outro lado divino.

Fiquei ouvindo aquilo sem nenhuma reação. Eu sentia que algo estava errado, mas não necessariamente daquele jeito. Eu não me sentia diferente, embora o meu corpo parecesse ter passado por uma cirurgia plástica de tantas dores.

--- Quando o seu dna pediu ajuda a todo o seu corpo, as células ligados ao seu pai, que posteriormente é ligada a rainha dos fantasmas ajudou. Não sabemos que tipo de ritual estavam fazendo, acreditamos que era para reviver o demônio que mora em você. O ritual ao ser quebrado reviveu outra coisa, o seu lado adormecido. – Dizia Quíron. --- Rodrik, não temos 100% de certeza porque só fizemos testes, mas temos razões claras para dizer por causa do cheiro do seu sangue que você despertou poderes ampliados de Melínoe.

Desmaiei. Mas, como eu estava deitado, pareceu apenas que eu adormeci.  
     


Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Passeando por Nova Iorque Nota: O resgate do príncipe dos fantasmas Música: Iron Maiden - The Apparition


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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Dom Fev 17, 2019 10:05 pm


O sábio dos Seis Caminhos VJR7f44



A criança amaldiçoada!

O sábio dos Seis Caminhos I0rNhqa

Considerações


Armas levadas:
Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um segmento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas lâminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência mágica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Objetos de ajuda:
Túnica do Mago Conjurador [Uma túnica unissex repleta de estilo e beleza, seu tecido é vermelho escuro e os adornos em dourado. O seu tecido mágico é melhor aproveitado por aqueles que possui magia correndo por suas veias, ou esse item será apenas um belo traje a ser usado, sem ter seus efeitos ativados | Efeito 1: Aumenta em 25% a força dos feitiços. Efeito 2: Aumenta a defesa mágica em 40% | Tecido mágico | Beta | Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Energizador [ Uma garrafa de vidro contendo um líquido amarelo, com aparência semelhante a de suco de abacaxi. | O líquido é feito de uma mistura com água de coco e pó de dente de leão, sendo capaz de fazer quem o ingere recuperar até 100 de MP.  | Água de coco e Pó de dente de leão. | Sem espaço para gemas. | Gama. | Status: 2/2 | Mágico. | Some da mochila após uso | Underworld's Poisons.] (x2)

Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Taco apimentado [ Um taco de milho crocante, recheado com carne apimentada, alface fatiado e queijo. | Efeito: Recupera 180 HP e MP de quem o consome. | Efeito imediato. | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Bombom de Ambrósia [ Uma caixa azul com 5 bombons de chocolate amargo com recheio de ambrósia e néctar. | Efeito: Recupera fadiga por mágica e esforço físico. Recupera 10 HP e 10 MP por bombom. | Efeito imediato. | Some após o consumo dos 5 bombons. (5/5) | Mágico | Comprado no Tea Drop ]
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]


Habilidades Usadas:
Poderes Passivos:
Nome do poder: Bom Magico II
Descrição: Você está se tornando um mago experiente, aprendendo e se desenvolvendo de forma perfeita, sua magia vem se tornando mais forte, e você cada vez mais inteligente, perspicaz, e bom em compreender os feitiços. Com isso, sua habilidade também ficou mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +10% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: Há boatos de Nyx/Nox era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente. Nesse nível aprendem a manusear facas, adagas e espadas curtas de uma forma que causa inveja em outros semideuses, são mais assertivos e furtivos, rápidos e dominadores, podendo acertar seu manejo de uma forma impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +20% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum


Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Feitiço: Crepitus.
Descrição: Esse feitiço faz com que todos os vidros, cristais e materiais quebráveis irão simplesmente estourar, causando uma distração.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Nome do poder: Manipulação de Energia Escura I
Descrição: O filho de Nyx/Nox consegue criar uma pouca quantidade de energia escura sobre a ponta dos dedos, concentrando-as e transformando-as em esferas de energia negra. Quando junta os cinco dedos, forma então uma bolinha maior, do tamanho de uma esfera, e a lança contra o peito do inimigo, causando um dano não muito grande.
Gasto de Mp: 5 por esfera criada.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 por esfera liberada, totalizando um dano de 50 HP.
Extra: Nenhum

Feitiço: Siderea Circuntum.
Descrição: Só sendo útil durante a noite, esse feitiço permite que as estrelas lhe mostrem em que direção ir. Aquelas na direção para onde deve ir, irão brilhar mais forte.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Feitiço: Non manes
Descrição: Um feitiço que serve para que você expulse fantasmas de um determinado ambiente – ou pessoa, caso alguém esteja possuído.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Feitiço: Incumbo
Descrição: Um feitiço para auxiliar em sua concentração. Pode ser bem útil se utilizado durante uma batalha que necessite de muito foco ou antes de um ritual que exija precisão.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.


Pack de Xp:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: o evento de verão acabar

FPA:

Habilidades Extras/ Benção/Maldições:
Habilidade Adquirida
Nome do Poder: Inteligência Linguística
Descrição: Quem possui a inteligência linguística bem desenvolvida, possui um domínio e gosto especial pelos idiomas, pelas palavras e desejo de explorá-los. Esta habilidade dá a vantagem de usar as palavras com maestria e expressar-se com sagacidade para obter o que deseja.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% em inteligência, +20% de persuasão.
Dano: Nenhum

Baal:
Clique



 
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O sábio dos Seis Caminhos Empty Re: O sábio dos Seis Caminhos

Mensagem por Macária em Qua Fev 20, 2019 10:40 am

Rodrik

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 5.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 45%
Gramática e ortografia – 15%
Criatividade – 22%

TOTAL:  5.330 xp e 4.100 dracmas + 1 moeda de verão

Comentários:

Seu texto teve descontos em gramática e ortografia porque além de uns errinhos de escrita (que podem ter sido causados por uma digitação rápida), em determinado momento a narrativa passa de "eu fiz isso" para "sentiu que". E isso num mesmo "capítulo" e até parágrafo. Meu segundo ponto é que você fez um monte de confusão, tinha luta que eu não conseguia compreender em quem Rodrik estava batendo e então eu precisava reler a luta toda do começo pra entender o que estava acontecendo de fato. Eu achei um enredo simples para o que você quer (uma lista completa), claro que não precisa ser algo tipo: matei cinquenta monstros em uma fuga alucinada. Mas você não teve que fazer nada pra ativar esse lado além de ser agente passivo de um ritual. Um ritual que deu errado. E ainda assim, você não ficou com nenhum contra mesmo tendo lutado com um demônio no plano astral e ainda teve o bônus de despertar seus genes por completo. Além de ter essa estranha ligação com Hera e que não foi explicada, então, eu queria lhe perguntar o que levou Hera a apadrinhar uma criança que tem ligação com quase todos os deuses do submundo? Eu li sua missão por duas vezes e não encontrei a explicação. O que me leva ao terceiro ponto: criatividade. Você teve uma história criativa em vários pontos, porém, houve diversas situações em que fez usos de NPCs ou deuses para se salvar, parecendo incapaz de lidar com toda aquela confusão sozinho. Infelizmente, ao querer algo assim, o protagonismo deve ser seu e eu não senti isso. Entenda, também, que um texto que seja cômico de forma excessiva pode tirar o foco do objetivo principal.




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O sábio dos Seis Caminhos Empty Re: O sábio dos Seis Caminhos

Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Ter Fev 26, 2019 10:31 pm

The Lord of the Shadows
Príncipe dos Espíritos


A madrugada corria solta no acampamento.

Primeiro pensei ser um presídio onde eu me encontrava, depois vi que era um prédio abandonado e sujo. Um rato passou por mim, ergui o meu pé enojado. Ele correu para um canto escuro e desapareceu.

Após alguns segundos, duas vozes graves caminhavam na minha direção. Corri para uma parede e fiquei ali quieto e perdido. Depois de um tempo eles surgiram. Eram altos e aleatórios, nada neles me lembrava alguma coisa como exercito, policia, médico. Me espremi o máximo na parede e só então percebi que não poderia ser visto, aquilo era um sonho. Um bem consciente.

Passaram por mim e aproveitei para segui-los.

Eles seguiram por um corredor extenso, pouca iluminação.  O corredor era repleto de celas, mas todas pareciam vazias. Abriram uma porta e entraram. A porta era de vidro, não ousei tocá-la com medo de atravessá-la com o meu corpo translúcido. E também não precisava, eu via tudo o que deveria ser visto do ponto onde eu me encontrava.

--- Acorda, moleque. – Disse um dos homens.

Foi então que eu vi uma cadeira, e nela sentado e amarrado um jovem que aparentava ser alguns anos mais novo que eu. Ele estava amordaçado e bastante machucado. No rosto, sangue seco enfeitava abaixo dos olhos, lábios e roupa. Cheio de hematomas pelo corpo e um capacete púrpura quebrado e caído no chão.

--- Vamos lá, temos novas perguntinhas. – Riu o outro e logo desferiu um soco no rosto do prisioneiro. --- Isso se você quiser colaborar é claro.

Meu espírito de erudito logo gritou para ajuda-lo, mas no fundo eu sabia que como um sonho, nada podia ser feito. As paredes atrás de mim vibraram e então uma distante desabou. Uma imagem translúcida feminina surgiu logo de imediato. Usava um xale enrolado no pescoço, vestes pretas e tinha uma beleza madura. Eu a conhecia.

--- Rainha Hera. – Sussurrei indo ao seu encontro e fazendo a menção cordial de me abaixar.

--- Semideus! – Disse ela ríspida. --- Viu o que estão fazendo com o meu herói? Os argonautas não fazem ideia de sua localização e Zeus está me observando de perto, temendo que eu me intrometa nos assuntos mortais. Estou entrando em contato com você, porque é você que deve libertá-lo. Zeus não desconfiará que você tenha sido ordenado por mim.

Engoli em seco a palavra ordenado. Eu devia muito de minha vida para Hera, desde o meu nascimento, até mesmo aquele momento. Carinhosamente a chamava mentalmente de madrinha, porque era aquela a função que ela tinha comigo. Mas, Quíron havia me advertido, os deuses não escolhiam apadrinhar algum mortal por sentimentalismo. Tudo envolvia um segundo interesse oculto.

--- Mas, eu não sei onde ele está. – Respondi sinceramente. --- E eu não tenho permissão para pedir uma missão desde a minha última.

--- Você é um feiticeiro. – Ela falou sem demonstrar prestar a atenção para as minhas palavras anteriores. --- Com a benção de Prometheus e Quíron, você conseguirá. Em algum ponto da sua jornada encontrará Íris, ela lhe mostrará o lugar. Não vá sozinho, não tenho mais nenhum outro mortal a recorrer para salvar dois semideuses.

E então brilhou forte, me obrigando a fechar os olhos. Todos sabiam que era mortal ver um deus em sua forma original. Mas, o que houve após o brilho foi um silêncio insuportável, sendo quebrado apenas pelo grito suplicante do prisioneiro na sala próxima.

Acordei suado e me tremendo. A magia percorria inteira pelo o meu corpo. Fiz menção de acender a abajur ao lado da cama, mas mal toquei e ela se espatifou soltando fagulhas elétricas. Eu transbordava energia e meu corpo adrenalina.

***

--- Se Hera quiser uma missão, que peça a Zeus primeiro. – Falava Quíron bocejando. --- Não irei contra as regras do rei do Olimpo. Posso mandar um grupo de semideuses, mas não você.

--- Você não está entendendo, Quíron. – Disse eu soltando uma xícara de chá em cima de uma mesa. --- Ela veio a mim, porque a missão é minha. Se não fosse, ela pediria aos seus argonautas. Não é assim que sempre vem funcionando desde Jasão? – Entrar para os eruditos e estudar estava aguçando a minha mente.

--- Você acha que está preparado para uma missão, semideus? – O centauro me encarou dentro do olho. Abaixei não conseguindo manter e olhei para o meu colo. --- Ela não especificou nada. Nenhum lugar, pessoa, grupo. Antes de você chegar no acampamento, houve uma série de ataques por uma seita que sequestrava e fazia experimentos em semideuses. E se for essa mesma seita? Saiba que foi difícil, foi preciso sacrifícios, semideuses fortes e algumas perdas no caminho.

--- Mas, não é para isso que somos treinados? – Perguntei.

--- Eu sou inspetor de esportes e atividades no acampamento. Você deixou de ser minha responsabilidade quando virou um erudito. Faça aquilo que sentir no coração, não vou me opor. Mas, se me permite uma sugestão? Não vá sozinho, você nunca sabe o que poderá encontrar.

***

Flora estava desesperada ao meu lado. O sol tinha acabado de nascer e eu não tinha conseguido dormir após a conversa com o centauro. As suas palavras martelavam na minha cabeça. Será que eu estava lidando com algo poderoso? No entanto, eu sabia que não deveria ignorar meus sentimentos de ajuda. Como um erudito, era aquela a minha função, não? Recorrer em ajuda para os necessitados. E Zeus sabia o quanto ele estava precisando de ajuda.

Flora andava de um ponto ao outro na colina meio sangue. Checava as bolsas de medicamentos, sua aljava, os itens. Estávamos todos ansiosos e nervosos. Esperávamos o terceiro e último integrante do grupo. Um filho de Íris. Quando contei o meu sonho para o centauro, ele achou que um filho da deusa mensageira deveria ir junto. Quem melhor para reconhecer a mãe do que o próprio filho?

Dylan chegou logo depois de um grupo de campistas pararem para acenar para Flora. Ele parecia despreparado, carregava uma espada multicolorida e tropeçou no próprio pé.

--- Estamos todos aqui? – Falou Flora assumindo a posição de liderança. Era o mínimo que ela poderia fazer, era a mais experiente ali. E aquilo parecia pesar nos seus ombros. --- Todos aqui concordam que devemos ir para o centro de Nova Iorque? Se há alguma chance de esbarrámos em uma deusa, seria lá, não?

Concordamos todos.

--- E como iremos? – Perguntei.

--- Já cuidei disso. – Falou Dylan apontando para um grupo de Pégasos que voavam ao nosso redor nos céus. Ele assoviou e um deles desceu parando a sua frente. Ele acariciou a criatura e beijou o seu focinho. Em seguida uma segunda criatura pousou. Ela foi na direção de Flora e relinchou em sinal amigável. --- Eu vou na minha Pégaso, Flora vai com Rodrik. Eu acredito que ele nunca tenha montado em um antes.

E eu não tinha mesmo. Nunca na minha vida tinha nem cavalgado em cavalos comuns, quanto mais com asas.

--- Venha comigo, Rodrigo. – Disse Flora montando com maestria no seu animal e me estendendo a mão. Subi com bastante dificuldade na parte de trás e ela nem mesmo precisou me pedir para abraça-la. Eu estava tão grudado no seu corpo, que tinha certeza que ela poderia sentir todas as minhas partes. O bom era que erámos amigos, logo aquilo não importava.

Os animais levantaram voou e meu coração foi junto.

Ao mesmo tempo que sensação de sentir o vento era agradável, o pensamento da queda não era nem um pouco. Conforme ganhávamos altitudes, Dylan com o seu cavalo alado na frente fazia sinais para que o seguíssemos.

Um dos pontos importantes era não atrair a atenção de Zeus, logo a missão sendo mantida em segredo até mesmo para Dionísio. Mas, ele sabia com toda a absoluta certeza. O céu era limitado, não queríamos despencar com nenhum raio. Todos sabiam que atingir grandes altitudes era perigoso demais. Avião? Eu jamais saberia o que seria aquilo novamente. E sendo filho de Nyx, eu tinha que ter um cuidado dobrado.

***

Pairamos discretamente atrás de um prédio abandonado. Agradecemos os cavalos e seguimos o restante a pé. Estávamos na quinta avenida, os carros passeavam soltando fumaças tóxicas e Flora conferia um panfleto que tínhamos recebido de uma senhora bastante bondosa.

--- Acho que temos tempo de tomar um sorvete. – Disse ela por fim. Apontou para o outro lado da rua e mostrou uma sorveteria que abria o horário de atendimento. Uma garota mal humorada arrumava as mesas.

--- Eu aceito. – Falou Dylan conferindo algumas moedas no bolso.

Olhei para o céu que agora ficava nublado e não disse nada. Havia uma enorme chance de quando chegarmos, o garoto está morto. Ainda faltava pontos importantes da missão. Entre eles o mais importante; Onde estava Íris?

Sentamos em uma mesa protegida por uma marquise. Flora pediu o cardápio de sabores e eu tentava enxergar se ali servia também algo além de gelado. Eu não gostava muito de sorvetes, não era costume meu pai comprar para mim quando criança. Vi que ali também servia biscoitos amanteigados e pedi uma porção somente para mim. Algo que Flora me roubou alguns depois.

Por alguns momentos esquecemos que estávamos em missão. Riamos das piadas sem graça de Dylan e de algumas roupas estranhas das modelos nova iorquinas.

Víamos uma senhora usando o mesmo penteado do seu poodle quando Dylan se engasgou com o sorvete. Olhamos para ele, no entanto a sua atenção estava do outro lado da rua. Mas precisamente em um outdoor gigantesco.

“Venha conferir os preços de nossos terrenos. Temos promoções que cabe no bolso de todos. Está sem teto para morar? Não, mas. Loteamentos a partir de oitocentos dólares. Long Island espera por você e sua família.”

--- Eu conheço aquela mulher. – Disse Dylan.

--- Andou se divertindo com modelos? – Perguntou Flora. A mulher do outdoor era agradavelmente atraente. Olhos claros, sorriso gentil e atraia a atenção de muitos que passavam pelas ruas.

--- Não, eca! – Dylan fez cara de enojado. --- Aquela ali é Íris, minha mãe.

Flora e eu ficamos sem palavras por longos segundos. O que uma deusa mensageira estava fazendo em um outdoor? E aquela cartaz eletrônico não estava ali a até alguns minutos atrás. Quando tinham o construído? A filha de Apolo e eu trocamos olhares e chegamos logo a uma conclusão. Aquela era a mensagem que estávamos esperando.

--- Eu vou pagar a conta. – Falou Dylan.

--- Eu vou checar o cartaz mais de perto. – Respondeu Flora se levantando. Fiquei ali sozinho com uma sensação horrível de está sendo observado. Eu odiava ser um semideus de alguém poderoso. Esperava um ataque a qualquer momento de monstros soltando dos bueiros. Mas, não aconteceu naquele momento.

Os dois semideuses chegaram logo depois. A cria de Íris contando as moedas restantes e a de Apolo com um olhar preocupado.

--- Temos problemas pela frente. – Disse Flora. --- Long Island está próximo daqui, segundo as minhas contas, o acampamento grego fica por perto. – Aquelas palavras deixaram todos preocupados. --- Mesmo que seja uma parte enorme de Nova Iorque, ainda assim é preocupante que um semideus tenha sumido próximo das barreiras. E se estiverem caçando novamente?

Eu sabia o que ela queria dizer. O grupo que os semideuses enfrentaram antes da minha chegada ao acampamento me deixou bastante preocupado. Era como se eu fosse um bruxo em pleno século dezoito.

--- O acampamento fica em Montauk. – Falou Dylan. --- O que significa que se formos à direção contrária, encontraremos.

--- Acho válido tentarmos. – Respondi.

Deixamos a sorveteria imediatamente. O clima que antes era de descontração tinha dado lugar a uma atmosfera de tensão.

Nos amaldiçoamos por termos liberado os animais alados. Teriamos que fazer todo o percurso a pé. Eu tinha uma forma rápida de me teletransportar, mas como não poderia levar ninguém comigo, resolvi seguir a pé com todos. E o que demorou uma eternidade. Pegamos o caminho de volta ao acampamento e viramos na estrada contrária.

Após alguns quilômetros, dores nos braços e nas pernas, Flora nos parou para tomarmos um pouco de água. O que fizemos com muito gosto. O líquido pareceu aliviar um pouco o calor e nos encher de esperança.

O outro lado da Long Island se parecia muito com a região do acampamento, exceto que era mais povoado. As pessoas viam três jovens caminhando e pouco nos davam importância. Estávamos muito discretos até Flora parar abruptamente e então esbugalhar os olhos estranhamente.

Durou apenas uns cinco segundos, mas foi o suficiente para me decidir nunca mais chegar perto dela.

--- Ataque, monstros! – Gritou ela. Corremos.

Eu quero deixar claro que não corri porque ela falou algo sobre ataque. Eu corri porque todo mundo correu e eu não ficaria ali parado sendo o único diferente. Dylan foi o primeiro a se afastar, sendo seguido de perto por Flora e eu por último. E o pior, é que não sabíamos de quem estávamos correndo.

Dylan correu para a floresta próxima, Flora passou por ele e quando eu terminei de adentrar também a selva, algo passou zunindo pela minha orelha. Olhei rapidamente para trás e vi então a criatura mais bela já vista.

Usava um vestido vermelho e decotado, bastante exagerado para o horário e local. Mas a sua vestimenta chamativa era compensada pela pele lisa, olhos azuis e lábios carnudos. E a criatura parecia interessado no meu grupo.

--- Corre, Rodrigo. – Gritou Flora muito mais a frente. --- É uma succubus.

Eu não fazia ideia de como ela sabia sem nem mesmo olhar para o monstro. Mas se a semideusa filha de Apolo, o criador de Delfos, estava dizendo aquilo, então deveria ser verdade.

Graças a ajuda do meu tênis encantado consegui correr e chegar perto o suficiente dos meus dois companheiros. Tempo suficiente para ouvir Flora dizer que na sua visão havia mais três e que nós não conseguiríamos vencer. E a partir daquele momento me senti bastante decidido em manter uma longa distância das criaturas.

As árvores pareciam não ter fim, as pedras no caminho constantemente me faziam tropeçar. Ao final do caminho, apoio uma mão no joelho e outra no caule de uma flora imensa. Esbaforido, não consegui formular uma frase completa, logo resolvi dizer aquilo que me era possível no momento.

--- Eu....cansado...não....mais. – Disse. O bom que os outros dois também não estavam em seus melhores estados. Dylan escorregou para o chão e se sentou.

--- Ainda não estamos seguros. – Falou Flora procurando algo no alto. --- Se bem me lembro, elas conseguem voar. São demônios!

Eu estava realmente ficando cansado de demônios. Após a surra e aprisionamento de minha mãe, pensei que metade dos monstros sumiria com ela. Mas, como eu conseguia ver... ela nunca teve tantos poderes assim e nem influência.

Olhei para os lados, buscando em solo os inimigos. Mas, o que vi foi algo que fez meu coração parar por alguns segundos e logo depois galopar feito louco pelo meu peito. Entre a sombra de três árvores, havia uma construção de tijolo. Sem dizer absolutamente nada aos meus companheiros, dei passos incertos para aquela direção e quando passei pelos três arbustos, entendi o que via.

De tijolo vermelho, um carro humilde parado na frente e uma construção parecendo inacabada se erguia um casebre maior que o chalé de Zeus, Poseidon e Hades juntos. E o pior é que conseguia reconhecer e poderia jurar que dentro havia celas e uma porta de vidro.

--- Chegamos. – Sussurrei. Em poucos minutos, os dois estavam ao meu lado. --- Como não vimos isso antes?

--- E que como poderíamos ver? Eu estava preocupado em fugir e não ver a minha volta. – Dizia Dylan. --- Eu até acertei a testa em um galho. – Olhei e ele realmente tinha um vergão no meio da testa.

--- Succubus, prisões e semideuses. – Falou Flora mais para si mesma do quê para nós. --- Isso não está me cheirando bem.

--- Temos que entrar. – Falei rapidamente. --- Cada segundo que se passa pode ser tarde para o argonauta.

--- Precisamos de um plano! – Exclamou a prole do deus sol.

***                      

Eu não deveria ter concordado com aquilo. Separar o grupo não era algo inteligente. Geralmente nos filmes era assim que o primeiro personagem morria, e o primeiro no caso era eu.

Tínhamos decidido que Dylan entraria pela porta da frente, Flora caçaria nos altos uma entrada segura e pelo solo, tentaria achar uma janela. Não havia nem se passado um minuto e Flora subia ao alto com a ajuda de uma corda, Dylan abria a porta e eu parado, estagnado no mesmo lugar.

A construção era maior do que parecia, e do lado de fora aparentava ter mais de dois andares. Mas tirando isso não tinha nada que fosse me ajudar, exceto lixo e caixotes.

Estava quase desistindo quando vi uma janela de madeira pequena, estreita e já sem vidro. Peguei uma pilha de caixotes procurando ser o mais silencioso possível, empilhei abaixo da minha passagem e subi. Não vi ninguém, exceto azulejo e uma privada. Ergui o meu corpo e me esgueirei pela janela. Cai do outro lado já tampando o nariz. Parecia que eu tinha entrado no quarto do Sr D.

Era um banheiro com um boxe, uma pia velha, azulejos brancos e manchas marrons nas paredes.

Mal acabei de descer e já ouvi passos e vozes vindas à minha direção. Corri para o boxe e tampei a cortina, em seguida minha boca.

--- As garotas vão ficar felizes. – Disse um rapaz com uma voz de adolescente. --- Ele acordou e está pronto para outra surra.

--- Você já viu elas batendo nele? – Indagou o segundo também com voz de jovem adulto. --- Eu sempre vejo ele dormindo e apagado, mas nunca com hematomas. Que não sejam os nossos, claro. – E riram juntos.

De onde eu estava ouvi passos entrando no banheiro. Meu coração praticamente gritava de medo.  

--- Vou dar uma mijada. – E em seguida o barulho de alguém urinando.

--- Vou fazer a ronda. As meninas falaram que tem três jovens arruaceiros rondando por perto.

Permaneci escondido um pouco mais, até que me senti seguro para espiar por entre a cortina de plástico e ver que eu estava sozinho. Me ergui temendo que o cheiro ficasse grudado em mim e passei pela porta. Havia um corredor gigantesco e no final uma escada de madeira que descia.  

Estava pronto para vasculhar um pouco mais o corredor quando ouvi o primeiro grito e então uma labareda subiu em direção ao teto. Mas não era comum, era multicolorida. Só poderia indicar que Dylan havia tido o seu encontro com aqueles seja lá o que fossem.

Novos passos correram na minha direção. Coloquei o meu corpo na parede e abri a primeira porta que vi.

--- QUE CARALHOS E VOCÊ? – Alguém gritou de dentro da sala, me fazendo pular quase um metro e praticamente desfalecer. Olhei e vi um homem barbudo e gordo se levantando de uma poltrona de couro desgastado e apontar uma pistola para mim.

--- Graventur In Caput – Não tentei explicar nada. Senti a magia fluir pelo o meu corpo, a sensação agradável de um vento quente aquecer a minha pele e então o outro se abaixou com as mãos na cabeça. Eu nunca tinha sido vítima daquele feitiço, mas diziam as más línguas que a enxaqueca provocada era quase que insuportável.  

Tentei correr para perto do oponente e desarmá-lo, mas nem cheguei muito perto e ele disparou a pistola. A sorte era que com as fortes dores a sua mira tinha ficado uma bosta, mas meu espírito quase me deixou. O barulho do disparo ecoou pela sala, pelo corredor e pelo edifício. Eu tinha que sair dali.

Antes do meu corpo passar de volta da porta para o corredor, um novo disparo atrás de mim.

Cheguei no corredor e quase trombei com dois homens. Da mesma forma que corri para o corredor, prossegui correndo na direção contrária aos outros dois novos aparecidos.  

--- AQUI, AQUI EM CIMA. OUTRO, OUTRO! – Gritou alguém.

--- Mala fortuna – Pronuncio rapidamente, não tendo tempo de escolher direito o oponente que me seguia. Simplesmente olhei para o primeiro na minha visão e então o vi tropeçar-nos próprios pés e cair rolando no chão. Ninguém escapava daquele feitiço de azar.

Desacelerei o passo e me virei para o último perseguidor. Afastei os pés de apoio assim como Max havia me ensinado na aula de luta corporal. E quando ele se aproximou, ergui o meu punho. Esquivei-me do primeiro ataque e o acertei na perna. Em seguida movido pela adrenalina e rapidez, soquei o seu rosto e então o empurrei o mais forte possível para o corrimão. Vi ele cair do segundo para o primeiro andar.

Algo passou voando por mim. Olhei para o alto e vi uma criatura chifruda, asas de morcego e garras vindas à minha direção. Succubus!

Eu não havia para onde correr. O rapaz caído parecia também ver alguma coisa assustadora, pois esqueceu-se de mim e correu para longe. Vi quando as garras da succubus passou cortante pelo o seu pescoço, e a cabeça caiu rolando.

Eu preferia morrer de outro jeito, não perdendo a cabeça. Corri para o corrimão e então fiz algo de louco... pulei. Despenquei lá embaixo sendo amparado por alguém que corria também. O meu corpo bateu fortemente na pessoa e então amorteceu a queda, mas em troca, vi Dylan abaixo de mim parecendo desacordado.

--- Eu matei ele. – Falei quase começando a chorar.

As asas da succubus bateram fortes e então ela veio em um rasante sobre mim. Eu não poderia correr e deixar Dylan ali. Da forma como ele estava, seria uma presa fácil. Retirei a minha espada de dentro da túnica e então ouvi um grito seguido de um canto bastante tenebroso. Flora surgiu com o seu arco em mãos, o seu canto parecia desconcentrar o monstro que tentou voar em outra direção e bateu na parede.

--- ACORDA! – Chutei de leve o braço da prole de Íris e ele logo se ergueu em um pulo.

--- AONDE? VEM, VEM, VEM CÁ SAFADO! – Gritou ele. Em seguida olhou para mim e ficou com o rosto rosado. Eu tinha mudado de preocupação para raiva.

--- Você estava fingindo? E eu preocupado. – Acusei já mentalizando um feitiço.

--- Algo caiu em cima de mim, eu só pensei nisso. – Respondeu ele já erguendo a espada em minha direção.

--- Rapazes... – Falou Flora.

Olhamos ao redor e vimos algo bem preocupante.

A succubus batida na parede estava agora pousada no chão em sua forma horripilante. Ao seu lado mais duas criaturas parecidas, além de uns oito homens. Eles não pareciam comuns, estavam com os olhos vidrados e como um amante da magia, eu via claramente que estavam enfeitiçados.

Flora correu para o lado oposto quando o primeiro cara veio correndo na nossa direção, sendo seguido pelos outros e os monstros. Dylan correu na direção deles demonstrando uma coragem que eu não tinha visto. E eu fiquei no mesmo lugar, fazendo aquilo que eu fazia de melhor... sendo o apoio.

Analiticamente vi meus dois companheiros e medindo o que deveria ser feito a seguir. Flora era ágil com o seu arco e dificilmente alguém chegaria perto. Dylan por outro lado iria lutar na linha de frente. Ele precisava mais da minha ajuda.

--- Est Citius! – Pronunciei erguendo as mãos na direção do filho de Íris. Senti o vento agradável passar por mim e logo uma áurea avermelhada rodear o semideus. Eu tinha aumentando a sua esquiva e agilidade. --- Donec Neque! – Pronunciei novamente, só que dessa vez olhando para Flora. Senti uma conexão surgindo entre nós. E em pouco tempo nossas mentes estavam conectadas.

A sua mente só pensavam em atacar.

“Cuidado, elas vão voar.” – pensei.

Dylan era ágil e com a ajuda do meu feitiço, ele se esquivava e golpeava os rapazes. Uma harpia voava em sua direção, outra na minha e a última na direção de Flora, que graças a nossa ligação mental estava pronta e com o monstro na mira do seu arco.

--- Fortuna! – Mentalizei o feitiço ligado a Nyx e o invoquei para Flora, a enchendo de sorte. Como era um feitiço herdado pelo meu lado divino materno, não houve nenhuma áurea avermelhada. Eu os tinha ajudado, só faltava a mim mesmo.

Olhei para o monstro agora a poucos metros de mim e visualizei estrelas dançando em sua volta. Senti o comichão na barriga e a raiva por invocar uma magia negra. Cinco pontos luminosos surgiram ao redor da cabeça da succubus a distraindo. Em seguida elas brilharam tão forte e a mesma passou direto por mim, batendo novamente na parede.

Senti uma dor aguda no meu rosto, dois caras estavam agora ao meu lado. Tive meus braços seguro e então fui jogado no chão, recebendo chutes. Tentei me erguer, mas eles estranhamente não pareciam ter a força de humanos comuns. Um me segurou pela garganta, me erguendo no alto e me arremessou. A espada se separou de mim, voando para longe.

Bati com a cabeça na parede e então senti uma lâmina afiada passar pelo o meu braço. Depois percebi que eram garras. Os dentes abertos da criatura que antes estava no chão e agora se encontrava perto de mim fez meu corpo tremer. Era como se eu estivesse realizando magia. Ela sugava o meu poder e eu em breve ficaria fraco e perderia a consciência.

“Rodrigo!” Ouvi Flora na minha cabeça.

Eu estava pronto para morrer. Era apenas uma questão de tempo até a sua garra passar por mim e separar corpo e cabeça. Disposto, fechei os olhos e então me lembrei do sonho de Hera. “Não tenho outro semideus para resgatar vocês dois”, “Você é quem irá salvá-lo”. O vínculo com Flora logo se quebrou e então gritei de dor ao sentir uma queimadura no meu peito. Era algo nunca sentido por mim.

--- HERA!

E então senti uma paz. Meu corpo inteiro era revestido por uma áurea vermelha, como se eu estivesse lançando um buff de ajuda em mim mesmo. Senti minhas forças retornarem e pensei agora que eu poderia destruir um tanque.

“Use essa benção bem, semideus”

Minha mente se conectou com Flora novamente. E dentro de mim eu sabia o que tinha mudado. A rainha dos deuses tinha me ajudado para resgatar o seu argonauta. Ela tinha me abençoado e eu sabia como funcionava. No meu intuito era como se aquele poder sempre tivesse sido meu.

--- Attrahunt! – Pronunciei mentalizando a minha espada. Carrasco voou do seu ponto perdido e no caminho passou com a sua lâmina no ombro do oponente que a separava de mim. Fechei os dedos e senti o metal gelado. --- Modo sábio guerreiro.

Rodei o corpo no chão agilmente e então passei a lâmina na garra do monstro. Com as pernas erguidas chutei o mais próximo e em seguida sem misericórdia cravei a ponta de Carrasco na barriga do segundo.

Ergui o meu corpo já pulando do chão e com a mão livre, fechada em punho, bati violentamente no rapaz que tinha sido cortado no ombro e recebido o chute. Meu soco acertou o seu nariz, o sangue espirrou. Enrijeci a perna e chutei a sua costela. Eu faria mais se não fosse uma flecha que perfurou a sua cabeça.

Corri para perto de Flora e a vi mirar uma flecha de luz e acertar e acertar o peito da succubus que estava pronta para se erguer. Ela explodiu em poeira de monstro.

Dylan tinha vencido todos os seus oponentes, exceto o seu monstro. A succubus o rodeava e se preparava para atacar. Ela levantou voou, girou no ar e foi com garras prontas. Me concentrei na imagem do semideus e invoquei para ele uma barreira invisível, senti meu poder sendo drenado um pouco mais.

A succubus bateu na sua barreira com tanta força que logo prendeu o equilíbrio. Em seguida vi as mãos do rapaz brilhando em arco-íris. Desfiz a barreira e mãos multicoloridas a agarrou. Corri rapidamente até ela me sentindo próspero de energia e então com um golpe rápido separei a cabeça e o corpo. O monstro logo explodiu em poeira. Tínhamos sobrevivido.

***    

Se havia mais alguém ali, correu. Circulamos os corredores a procura da tal porta do meu sonho e não demorou em a virmos. No seu interior ainda havia um semideus amarrado e desacordado.

Flora iniciou o seu processo de curandeira, preparando os primeiros socorros.

--- A sua respiração está fraca. – Disse ela injetando um líquido a força pela boca semimorta do jovem. --- Temos que levá-lo para o hospital agora. Me ajudem a pegá-lo.

“Me ajudem” não significava nada. Ela não moveu um músculo. Eu e Dylan erguemos o corpo enquanto ela dizia alguma coisa na porta de entrada/saída. Quando a passagem se abriu de novo não dava mais para os corredores e sim para uma local com luzes fortes.

Era a minha primeira vez no hospital e achei o sistema de portas muito semelhante ao que usávamos na biblioteca dos eruditos. Qualquer passagem se daria no local de Asclépio e eu desconfiava que o lugar também poderia ficar em lugar nenhum.

--- Eu logo encontro vocês. – Disse Flora sendo recepcionada por pessoas trajando branco e crachás pendurados nos jalecos. Trouxeram uma maca e o colocamos lá. Enquanto se afastava ouvimos Flora com toda aquela importância de médica curandeira passando as primeiras informações. --- Succubus. Os pontos de chakra estão fechados, provavelmente dias ou semanas sendo sugado pelas criaturas. Não sei como sobreviveu tanto tempo. – Virou-se para a recepcionista. --- Avise ao líder dos argonautas. – E sumiu.

Ficamos ali durante horas sentados. Até que minha adrenalina deu lugar ao cansaço, ao sono. Meu corpo começava a ficar exausto. Me ergui da cadeira e virei-me para Dylan.

--- Avise a Flora que precisei ir. – Respondi virando-me em direção ao banheiro. Segurei a maçaneta e pronunciei baixinho. --- Chorus Ianuam! – Quando abri a porta, dei de cara com a biblioteca de Prometheus e o deus que antes estava viajando em busca de conhecimento, se encontrava sentado em uma poltrona olhando diretamente para mim.  
       
 
Código:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias, válido até o fim do evento.
       
 
Poderes e habilidades :
Poderes Passivos de Nyx:
Nome do poder: Bom Magico III
Descrição: Mágicos menos experientes deveriam temer você. Sua magia vem ficando mais forte, ou você não notou que seus feitiços têm adquirido um dano dobrado? É, você é um semideus realmente surpreendente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 30% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Poderes Passivos dos Eruditos:
Nome do poder: Agilidade II
Descrição: O semideus é dotado de uma agilidade superior, caso comparado a outros semideus que não possuem ligação a deuses ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Afinidade Mágica II
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +25% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Companhia
Descrição: Ao estarem acompanhados de humanos o semideus em questão se torna mais forte e mais rápido, afim de proteger seus companheiros de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força e velocidade.
Dano: +20% de dano ao utilizar feitiços.

Nome do poder: Conhecimento Mágico
Descrição: É natural para tais semideuses identificarem a magia e adquirirem conhecimentos sobre a mesma, possuindo conhecimento sobre grimórios, feitiços, línguas magicas, símbolos etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento
Descrição: O semideus possui um raciocínio rápido, capaz de assimilar com facilidade novas coisas. Possuindo sede de conhecimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

***

Poderes Ativos de Nyx:
Feitiço: Fortuna.
Descrição: Um feitiço que trará sorte para você ou alguém que você deseje ajudar. Dura até três turnos.
Gasto de Mp: - 15 de MP por turno.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, funciona utilizando apenas o olhar.

Nome do poder: As estrelas Confundem
Descrição: O semideus consegue invocar cinco estrelas estreladas em cima da cabeça do inimigo, são pequenas, e muito brilhantes. Essas estrelas começam a girar rapidamente, deixando o inimigo atordoado, incapacitando sua visão – pelo brilho – e com a mente turva durante dois turnos. Os flashes que são liberados pelas estrelas, podem confundi-lo, deixando-o completamente enjoado. Ele não será capaz de usar poderes ativos que necessitem de miras, e armas com a mesma magnitude.
Gasto de Mp: 10 MP por estrela.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por estrela
Extra: O efeito dura dois turnos, sendo que no terceiro, o inimigo ainda sofrera dos efeitos colaterais gerados pelas estrelas.

Feitiço: Attrahunt.
Descrição: Um feitiço que – nos níveis mais baixos – é capaz de atrair pequenos objetos e armas (exemplo: sua espada caiu longe de você durante uma batalha, pode usar o feitiço para atrai-la).
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.
Poderes Ativos dos Eruditos:
Feitiço: Graventur in Caput
Descrição: Ao ser conjurado tal feitiço proporciona fortes dores de cabeça naquele que é atingido, dificultando sua concentração por dois turnos. E, durante esse tempo, todo poder ativo/feitiço utilizado pela pessoa atingida poderá ter efeitos contrários ou atingir locais que não deveria (ira depender do narrador).
Gasto de Mp: - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Feitiço: Est citius
Descrição: Ao utilizar o feitiço em um aliado em especifico é possível aumentar a sua esquiva e agilidade em 15%, por dois turnos. E, por esse mesmo período, o Erudita não poderá mais utilizar nenhum encantamento de buff em qualquer indivíduo. Sendo que o feitiço não funciona em si mesmo.
Gasto de Mp: - 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em esquiva e agilidade. Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

eitiço: Mala Fortuna
Descrição: Ao realizar tal feitiço o semideus deixa o inimigo/pessoa atingida com azar por um turno. Ao ser atingido pequenas coisas ruins vão ocorrer, como a ponta do lápis quebrar, o dedinho acertar a quina da mesa etc.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Feitiço: Chorus Ianuam
Descrição: Ao invocar tal feitiço em uma porta/entrada o semideus será levado até a base dos eruditas, consistindo numa modificação do ambiente para tornar a porta em um portal. O feitiço só pode ser utilizado por um erudita de Prometheus e o portal não poderá ser aberto durante uma batalha. Ficando aberto apenas por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Nome do poder: Proteção
Descrição: Prometheus escolheu muitas vezes a humanidade do que os deuses, protegendo-os e lhes ensinando. De maneira que o semideus se torna capaz de proteger seus aliados quando estão lutando lado a lado. Sendo gerado um escudo que protege até dois indivíduos – não incluindo o eremita – por dois turnos. O escudo irá proteger de danos físicos que podem ocorrer, sendo translucido e agindo como uma barreira.
Gasto de Mp: - 80 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Só poder ser utilizado uma vez por missão, mvp, pvp etc
   

Vestimentas de apoio:
Túnica do Mago Conjurador [Uma túnica unissex repleta de estilo e beleza, seu tecido é vermelho escuro e os adornos em dourado. O seu tecido mágico é melhor aproveitado por aqueles que possui magia correndo por suas veias, ou esse item será apenas um belo traje a ser usado, sem ter seus efeitos ativados | Efeito 1: Aumenta em 25% a força dos feitiços. Efeito 2: Aumenta a defesa mágica em 40% | Tecido mágico | Beta | Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Armas utilizadas :
Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um segmento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas lâminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência mágica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
   

Habilidades extras:
Nome: Introdução ao Wushu
Descrição: O semideus que possui essa habilidade iniciou o caminho das artes marciais chinesas, o Wushu. Também conhecido como Kung Fu, esse é um estilo de luta com várias ramificações e escolas. Ao participar da aula inicial, o semideus agora possui uma base sobre esse tipo de combate, adquirindo mais força, condicionamento físico e postura para aprender as próximas aulas específicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de força, +30% de resistência física
Extra: Há uma melhora na postura corporal do aluno, tornando difícil derrubá-lo com golpes diretos quando em postura de combate.
 

FPA:
<< Abaixo da minha foto de perfil ^^
   
Benção pretendida:
Nome da benção – Oito Portões - Sennin Guerreiro
Descrição: Ao elevar o seu corpo físico ao máximo, Hera abençoou Rodrik para que abrisse o primeiro portão dos sábios eruditos. O portão sennin guerreiro é o responsável pelo condicionamento, batalha e dano corporal. O semideus é envolto por uma áurea avermelhada que fortifica seus músculos e amplia as suas habilidades de luta. Ao todo existem oito portões. Durante três turnos o semideus ganha um aumento de agilidade, velocidade e controle corporal, gastando assim o consumo de MP total. Não se pode abrir o mesmo portão em um intervalo menor de três turnos.
Gasto de MP: 45 de MP por turno ativo (totalizando 135 MP)
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25% de agilidade, velocidade e controle corporal
Dano: +10% em danos corporais direto ou armas brancas de mãos, não sendo válido para danos mágicos ou arremessos.
Extra: Nenhum



Código:
Estou aberto a modificações porque ainda não sei criar uma benção, mas por gentileza, não mude a essência da benção, fará parte da trama pessoal do jovem mago.

           



Traje: Isso Acompanhado: Charlie Aonde: Casamentos das gurias Nota: Tentando ser civilizado Música: Aloka - Let Go
The child possessed


Piloto Automático
O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
Rodrik Andrews Lefford
Líder dos Eruditas
Líder dos Eruditas

Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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O sábio dos Seis Caminhos Empty Re: O sábio dos Seis Caminhos

Mensagem por Hades em Sex Mar 01, 2019 8:35 pm

Rodrik

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 5.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 40%
Gramática e ortografia – 17%
Criatividade – 25%

TOTAL: 5330 xp e 4.100 dracmas + 1 moeda de verão

Comentários:

Houveram algumas passagens soaram confusas para mim, como “não tenho mais nenhum outro mortal a recorrer para salvar dois semideuses” sendo que havia sido colocado que era apenas um semideus. Além de que, na minha opinião, o envolvimento com a Deusa ainda não foi apresentado ao certo e tudo bem, por ser questão tramática. Mas não fica claro exatamente os motivos de Hera não poder contar os argonautas ou Zeus. Sendo que, para mim, a sua ligação com Prometheus poderia afasta-la. Por estar ligado a um titã malvisto pelo Olimpo, além da própria filiação – Nyx – poder oferecer um empecilho.
Achei a missão desenvolvida de forma superficial e com aspecto de pressa, por tais motivos os descontos. A bênção pedida me parece bem além dos poderes que envolvem o grupo apadrinhado por Hera. Por isso ela sofreu modificações.

Bênção:
Nome da benção – Oito Portões - Sennin Guerreiro
Descrição: Ao elevar o seu corpo físico ao máximo, Hera abençoou Rodrik para que abrisse o primeiro portão dos sábios eruditos. O portão sennin guerreiro é o responsável pelo condicionamento, batalha e dano corporal. O semideus é envolto por uma áurea avermelhada que fortifica seus músculos e amplia as suas habilidades de luta. Ao todo existem oito portões. Durante três turnos o semideus ganha um aumento de agilidade, velocidade e controle corporal, gastando assim o consumo de MP total. Não se pode abrir o mesmo portão em um intervalo menor de três turnos.
Gasto de MP: 45 de MP por turno ativo (totalizando 135 MP)
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +15% de agilidade, velocidade e controle corporal
Dano: +10% em danos corporais direto ou armas brancas de mãos tais como espadas, bastões etc., não sendo válido para danos mágicos ou arremessos.
Extra: Nenhum

Negrito: Incompatibilidade, como Hera poderia abrir um portão relacionado ao grupo extra (de um titã) para o personagem?

Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Dom Mar 31, 2019 1:05 am

The Lord of the Shadows
Príncipe dos Espíritos


--- Existem algumas lendas que toda vez que um erudito aproxima-se do habitat natural de um animal druída, ele vê a própria alma refletida dividindo-se em dois. - E assim, Tales de Mileto terminou a história daquela tarde. Fui um dos muitos que bateram palmas. O fantasma da biblioteca tinha se superado daquela vez. --- Rodrik, posso falar um segundo com você?

Tales desapareceu e logo ressurgiu com brilhos ectoplásmicos ao redor do corpo. Eu tinha aprendido que os fantasmas sábios do passado podiam aparecer para todos os presentes, mas quando brilhavam em ectoplasma, significava que somente descendentes de deuses ligados aos mortos poderiam ver.

--- Creio que Prometheus logo mandará você a uma caçada emocionante. - Tales corou. Eu não sabia que fantasmas poderiam fazer fofoca e nem tampouco corar de vergonha. --- Quero apenas dizer para você abrir a sua mente para a experiência. Terá um momento que você poderá sentir medo, mas estará tão seguro quanto aqui.

Fiquei parado o encarando, vendo o seu corpo sumir pouco a pouco. Um erudito humano ultrapassou o corpo invisível de Tales e ele desapareceu de vez. Experiência? Será que Prometheus me mandará caçar cannabis?


Fiquei pensando durante alguns dias sobre o dito do sábio fantasma, até que em uma noite o deus regente dominou meus sonhos. Convidando-me a ir até o seu domínio.

Vestindo a minha túnica mágica e reunindo meus equipamentos, lancei a magia referida sobre a porta do banheiro e quando a mesma se abriu, me vi saindo no centro do silêncio e abandonada biblioteca. Durante a madrugada, o silêncio mais que anormal para um local repleto de livros.

O titã estava sentado em uma poltrona distante, banhado pela luz fantasmagórica da luz que vinha pela janela. O seu corpo quase que praticamente invisível, sendo visto apenas pelas feições divinas, traços humanos.

--- Erudito. - Falou ele. A sua voz era quase que rouca e ao mesmo tempo poderosa. Era a primeira vez que eu ficava diante do deus regente e aquilo deixou meus poros ouriçados. Eu não sabia se me prostrava ou simplesmente agia como se estivesse em uma presença comum.

--- Me convocaste? - Indaguei com a voz falha e quase gaguejando. Mantive uma distância segura dele, não por medo. Eu tinha adquirido um respeito grandioso por aquele ladrão de fogo celestial, devia a mudança do meu caminho e destino a ele.

--- É chegado a hora de você conquistar o seu familiar mágico. - Falou ele como se eu entendesse do assunto. --- Vá até a ilha do País de Gales. Ao chegar lá, encontrará a sua primeira missão e se for bem sucedido, chegará até a sua recompensa.

Prometheus me lembrava em muito Hera, não na aparência. A rainha dos deuses adorava aparecer e tinha um orgulho em sua fisionomia divina, jamais deixando um semideus não enxergar o seu belo corpo e suas feições graciosas. No entanto, era mal de todos os seres divinos falarem em códigos e ordenar missões que não fosse propriamente explicativa.  

--- Não entendi, senhor. - Falei incerto. Eu não tinha um manual sobre como tratar um superior deus. Meu coração martelava forte no peito e mesmo que o clima na biblioteca fosse agradável, uma gota de suor escorreu pelas minhas costas, causando ainda um calafrio ainda pior.

--- Familiar mágico é um animal domado pelo próprio bruxo. Ele surge de um elo entre o seu dono e a sua natureza mágica. Hoje não se cultua os animais como no antigo Egito e nas regiões druidas. Mas, eles ainda existem e estão prontos para seres encontrados e trazidos para as regiões ocidentais. - Ele tinha uma paciência sobrenatural na sua explicação. E por mágica ou apenas sede de conhecimento humano, minha mente guardava cada palavra dita. --- Há relatos de que um ovo de uma criatura antiga conhecida como Worgen ressurgiu. E isso só acontece quando há uma enorme concentração de magia mágica em um lugar. E com ele, novos problemas surgiram para o povo da ilha. Nossa função é auxiliar e proteger os humanos. Conhecimento além do permitido por uma raça gananciosa tende a ser perigoso.

--- Então a minha missão é ajudar os humanos da ilha? - Perguntei.

--- Exatamente. - Em seguida o seu reflexo se ergueu e Tales surgiu ainda mais brilhante graças a luz do satélite natural da Terra. --- Prepare-se. Irá partir pela manhã. Tales, ajude o nosso jovem semideus com informações que possa ser úteis. Mas, peço que não intervenha mais que o permitido. Essa missão é dele!


A luz do sol estava quase banhando a Terra quando Tales fechou o livro que se referia aos efeitos da energia mágica sobre os humanos. Eu tinha aprendido que mesmo não vendo através da névoa, eles costumavam ser atraídos pelo poder. E era por isso que grandes civilizações foram erguidas em cima de monumentos importantes para os deuses e criaturas antigas.

Eu estava com a minha mochila sobre as costas, o cajado de Ior, algumas poções importantes dentro do recipiente de couro e prata. Muitos eruditos não tinham chego ao local de reunião do grupo, mas os poucos me olhavam curiosos. A pedido de Tales, não dei nenhuma informação. Fato que apenas contribuiu para os burburinhos.

Capítulo I – A dama do lago

A passagem da biblioteca que se unia ao mesmo tempo ao mundo inteiro e a lugar nenhum, deixou-me no Vale de Glamorgan. Por experiência própria parei de me perguntar como a mágica daquele lugar funcionava. Claro, ainda me deixava curioso em saber os segredos que Prometheus escondia em relação ao refúgio do seu grupo. Mas, não me tirava mais o sono como antigamente.

Era uma manhã agradável no Vale e a sala dos portais tinha me deixado no centro de uma fazenda. As vacas mugiam no campo enquanto um jovem rapaz montado em um cavalo ordenhava ovelhas. Parecia que eu estava em outro tempo, perdido em uma época passada. Se não fosse um carro “moderno” e uma menina que deixou uma casa ainda não vista por mim com um telefone em mãos, eu não acreditaria que estava no século XXI.

--- Perdido? - Falou o jovem ao me ver. O seu inglês tinha um sotaque engraçado, mas o que eu poderia julgar de sotaque? Nascido e criado no Canadá, tinha certeza que os campistas gregos pensavam o mesmo da minha língua.

--- Não necessariamente. - Respondi. Tales havia me dito que os objetos e lugares de poder druidas costumavam habitar coexitir diante da natureza. Era uma forma dos deuses ancestrais manterem a conexão com o mundo e o universo. --- Eu sou... um turista nessas terras. Digamos que estou fazendo uma pesquisa sobre os lugares naturais mais belos do mundo. Poderia me explicar onde  aonde posso conhecer o melhor da flora e fauna dessa província?

O rapaz logo perdeu a atenção em mim. O carro de antes passou próximo de onde estávamos, parou e desceu um homem usando botas de vaqueiro e um bigode que precisava de muita masculinidade para aparecer no meio de pessoas usando aquilo.

--- Vá buscar o seu pai, moleque. - Ordenou o homem me ignorando completamente. A garota que vinha sorrindo mexendo no celular ficou pálida e deu meia volta nos pés, retornando rapidamente para casa. --- Família? - Perguntou o homem finalmente demonstrando interesse em mim.

--- Não, conhecido. - Respondi tendo um péssimo pressentimento.

Um homem trajando macacão jeans deixou a porta onde a menina tinha entrado e vindo na nossa direção. Ele me ignorou também.

--- Meu chefe mandou o recado que vocês têm aproximadamente quatro dias para pagar o valor tributário das terras. Ele exige o dinheiro ou vocês terão que procurar um novo lugar para morar.  - E saiu simplesmente sem esperar a resposta. Se fosse só aquilo não poderia mandar um recado?

--- Odeio esses homens. - Falou o pai do garoto agora me enxergando. --- Você está com eles?

Balencei a cabeça negativamente. Eu tinha uma boa índole, jamais seria companheiro de pessoas de péssima conduta como o homem de bigode engraçado.

--- O que esses homens querem? - Perguntei antes de frear minha língua. --- Digo, essas terras pertencem ao governo da coroa britânica. É um imposto e ele não me pareceu nem um pouco como agente do estado.  

--- Há alguns dias houve um clarão na floresta ao lado. Dois dias depois vieram homens garimpeiros e tomaram conta dos refúgios naturais. - Respondeu ele atiçando meu sexto sentido. --- Não fazem parte do governo, mas como essas terras estão perdidas no interior do Vale, as autoridades não tem muito controle sobre elas. Geralmente fazendeiros vem aqui, montam as suas casas, criam animais. Pagamos importo pelas terras, mas não temos a segurança de uma cidade grande.

--- Então ele está cobrando uma taxa que não pertence a ele? Há outros fazendeiros na mesma situação? - Perguntei. E quando o homem confirmou, meus punhos coçarem para surrar alguém. O cajado de Ior vibrou no meu pulso. Eruditos amavam proteger os indefesos, mas gostávamos ainda mais era de bater nos vilões., retirar sangue e trazer para a terra o julgamento divino que os olimpianos não se importavam em fazer.

As informações eram eficientes. Sentado agora no interior da humilde casa comendo bolo de fubá e bebendo leite quente tirado a pouco tempo das tetas de uma vaca, o fazendeiro me dava uma aula rápida sobre a região.

Segundo ele, havia uma cachoeira, uma rota marítima e uma vasta floresta por toda a região. O centro do Vale era turístico, mas ali era onde vinha todo o sustento da Ilha. Os grãos, os animais, carnes e produtos de origem vegetal e animal que era comercializado com os outros países e cidades. Segundo o homem, era o lugar mais rico do País de Galles, pois a natureza exagerada cooperava para as plantações e fertilidade.

Um homem conhecido como Jim Hector, chegou na ilha há alguns dias e montou acampamento na única cachoeira do local. Os seus capangas apresentavam documentos que comprovavam que as terras próximas pertenciam a eles agora. Só que eu desconfiava que a atração não era pelas terras e sim pela magia oculta que eles não viam, mas sentiam de uma forma egocêntrica e ambiciosa.

--- Muito obrigado pelo café. - Agradeço ao homem me colocando de pé. --- Antes de ir, gostaria que o senhor me mostrasse a direção da cachoeira. Quero retirar umas fotos antes de voltar para...  - Pensei em um lugar onde a biblioteca pudesse existir e sem êxito bufei. --- Para o lugar de onde eu venho.

Ele se colocou de pé e pôs a mão no coração.

--- Que seja abençoado pelo Céu, Terra e Mar, meu jovem! - Falou ele com total respeito e me pegando desprevenido. Eu não conhecia muito sobre o druidismo, mas conhecia aquela saudação da antiga religião. Um dos anciões eruditos tinha nos dado uma aula uma vez sobre religiões antigas.

Apenas sorri sem saber o que responder e sai.

--- Se seguir por essa estrada, chegará até a entrada dos campos. Continue caminhando e logo ouvirá a voz das águas.


Os campos eram muito mais bonitos que as imagens ilustrativas dos livros. Não precisei chegar muito próximo para sentir um conhecimento herdado pelas árvores. A paisagem colaborava para que eu me enganasse sobre a que tempo eu estava. As folhas marrons caídas, os círculos de pedras e a voz chorosa que me atraiu minutos depois que entrei na região mais fechada das árvores.

Meu corpo inteiro se acendeu com um sinal de magia. Meus dedos soltaram pequenas faíscas de magia enquanto meu coração batia forte no peito e nas têmporas. Retirei o cajado do pulso e girei para conjura-lo.  O choro ainda prosseguia. Fui caminhando em direção aonde o meu corpo mais respondia, até que a vi deitada sobre uma pedra.

Era a ninfa mais linda já vista pelo homem. Os seus cabelos eram verdes, as unhas manchadas de marrom, a pele pálida e os olhos vermelhos de tanto chorar, mas a pupilas tão cristalinas como uma água pura. Ela reparou na minha presença e soltou um guincho curioso, ajeitou-se em posição de ataque e correu na minha direção.

Ela era bastante rápida, agilmente passou as pernas sobre a minha cintura e com um golpe que eu nunca tinha presenciado antes, me jogou no chão com tanta força que perdi o cajado na queda. Em seguida segurou o meu braço e forçou a sua perna na minha jugular. Eu jamais contaria para ninguém que tinha apanhando tão feio de uma ninfa.

Com o pulmão exigindo oxigênio, bati algumas vezes no chão pedindo arrego e só então fui obrigado a fazer algo para ajudar. Concentrei minha magia na palma das mãos e conjurei uma energia negra. A criatura viu e se afastou se escondendo atrás de uma árvore.

Sentei respirando o mais fundo que pude, cocei a garganta e recolh i minha dignidade perdida.

--- Porque me atacou? - Perguntei com muito dificuldade.

--- Você é um dos homens maus. - Ofendeu ela.

--- Oh, isso de onde eu venho é chamado de calúnia e da processo. - Respondi ofendido. --- Eu sou um erudito de Prometheus e não um daquelas caras ruins. Porque todo mundo está me confundindo com esses homens?

--- Erudito? - Perguntou ela. --- Prove que não é um mentiroso e que não está com eles. - Ninfas as vezes poderiam ser tão burras.

--- Primeiro, se eu fosse um daquelas homens lá eu não saberia sobre os eruditos e nem que você é uma ninfa. E segundo, você já viu humano lançando magia, garota? Nossa, a natureza não compensa o cérebro.  

Ela me estudou por alguns segundos e eu vi na sua pequena cabecinha de criatura verde o choque de pensamento ponderando sobre o que eu tinha dito. E depois de alguns minutos impacientes meus, ela iluminou o sorriso e deixou a árvore. Mas, ainda tinha umas suspeitas porque não se aproximou.

--- Digamos que eu acredite... - Perguntou. --- O que você quer de mim?

--- De você? Não quero nada! Eu quero chegar na cachoeira e ver o porque os homens se instalaram lá. Eu sei que tem muita magia nesse lugar, eu... sinto. Estou em uma missão para o titã e você? O que estava fazendo chorando em uma pedra feito louca? E você vive aqui sozinha? Sem sátiros, outras ninfas?

Finalmente ela caminhou a passos incertos para mim. Levantei-me e limpei atrás da minha túnica. Recolhi o cajado e o fiz retornar a ser uma pulseira masculina descolada.

--- Eu sou uma driáde. - Ela falou. --- Moro na cachoeira que os homens habitaram. Eu fui expulsa da minha casa. Tudo porque aquele negócio.... caiu. Me chamo Dama do lago. - Fiz força para não rir do seu nome estranho. Mas como minha mãe adotiva e ninfa se chamava Orvalho, resumi que todas talvez tivessem nomes estranhos.

A Worgen

A Dama me parecia bastante depressiva contando-me a sua história. Segundo ela, estava tomando um banho de cachoeira (sério?) e então algo despencou do céu. Tinha o formato de uma bola de ouro e brilhava. Ela nunca foi tão corajosa, portanto correu e se escondeu. Não se aproximou do objeto estranho por longos dias, até que os homens chegaram e ela fugiu para não ser capturada.

Perguntei a ela porque não se transformou em água, mas Dama corou e respondeu alguma coisa em latim antigo que fiz de conta não entender. Resumindo, ela tinha medo de virar água e os homens fazendo suas necessidades em cima dela ou tomar banho com ela. Achei bastante plausível a explicação.

--- E então estou aqui. - Finalizou ela.

--- Poderia me levar até essa cachoeira? - Indago. --- Não prometo te ajudar, mas vou tentar. Estou aqui para estudar esse objeto. Se é que os humanos não tenha pego.

--- Pego? Não, eles não conseguem ver. Essa coisa tem uma névoa estranha, pessoas com a mente humana comum jamais viria. Eu mesmo sendo inteligente e forte quando não consegui ver que era uma bola. - Ignorei o fato de ela e inteligência na mesma frase. --- Eu preciso voltar para a minha casa, estou chegando no meu limite de tempo que posso passar longe do meu habitat.

--- Então vamos agir. - Falei prontamente.

Dama do Lago levou-me ainda mais adentro da floresta. E meu olfato logo se encheu com o cheiro de fumaça e um barulho de serras. Eu não queria acreditar que estavam demolindo uma região como aquela. Mas ao julgar pela dríade tremendo e assustada, pressenti que os humanos estavam indo longe demais.

Conjurei o meu cajado novamente e me escondi atrás de uma árvore. Vendo uns cinco ou seis caras conversando em volta de uma folgueira diurna e dois outros com serras elétricas derrubando cada qual uma árvore.

A cachoeira estava imponente e a dríade estava certa sobre o “negócio” brilhando na água. A queda d´água era linda demais. Uma das quedas despencava em uma cascata e se dirigia até o objeto brilhoso. Que eu sabia graças a Prometheus que era um ovo.

“--- É o seguinte...” - Falei dentro da cabeça da Dama do Lago. Ela se assustou e caiu no chão mexendo um arbusto. “--- Não seja burra, eles vão nos perceber. Quando eu der o sinal, quero que você faça o que quer que as ninfas fazem com a água da cachoeira. Eu vou usar meus poderes para assustá-los. O plano é dividi-los e abatê-los separados. Ouviu?” Terminei. Ela ficou me olhando pasma e com a sobrancelha cerrada. “---Não me responde porque não posso ler pensamentos.” E então ela retornou a sua postura comum. Aquela dríade era muito lenta.

Levantei o braço em sinal e quando abaixei, Dama do lago correu e escalou uma árvore. A impressão que eu tinha era que ela não precisava de mim, a criatura abateria os homens sozinha e sem muito esforço. Um dos caras olhou na nossa direção com o barulho dos galhos sendo escalados. Olhei para as águas e então tentei projetar minha voz em sua superfície.

--- SAIAM DA MINHA CASA, AGORA! - Minha voz masculina ecoou da cachoeira. Os homens se colocaram de pé e apontaram armas para as águas. --- Vão atirar em um espírito da bruxa de Blair, humanos estúpidos. - Foi a única coisa que pensei na hora. Em seguida projeitei minha voz para dentro da única cabana de madeira construída. --- NÃO PODEM! EU ESTOU EM TODOS OS LUGARES. - Minha voz saiu da cachoeira e da cabana ao mesmo tempo.

Segurando firme o meu cajado, concentrei-me no local onde a fogueira estava acesa. Vi pratos, copos e objetos de vidros que poderiam serem usados. Conectei a minha magia, sentindo meu corpo se aquecer pelo feitiço que se aproximava.

--- Crepitus.
- Ordenei. Os objetos de vidro começaram a explodir. Pelo barulho que surgiu, havia outros objetos que eu não vi. Os homens todos se juntaram, armas em punho e tremendo até o último fio de cabelo. Concentrei minha voz novamente nas águas. --- ISSO É O QUE ACONTECERÁ COM TODOS O QUE SE OPUSEREM A MIM E MACULAREM O LAR DA BRUXA MAIS PODEROSA E PERIGOSA. BIGODUDO, EU VOU ROUBAR A SUA ALMA.

O cara de bigode engraçado de branco passou a ser pálido. Ele segurou firme em um outro ao seu lado e juntos pareciam quase se fundirem. Me concentrei nele, o seu bigode horroroso, a forma como tinha falado com os fazendeiros logo cedo.

--- Dormierunt.
- Lancei o feitiço do sono. Eu senti minha mente se conectando a dele e então uma escuridão e o seu corpo tombando no chão. A dríade me surpreendeu ao fazer as águas subirem no momento que o bigodinho caiu adormecido. Os outros ao verem o companheiro caído e ao mesmo tempo as águas subindo, se deslocaram tão rapidamente  em direção a saída da cachoeira, se atropelando. --- E NÃO VOLTEM MAIS! - A minha voz prosseguiu ao redor deles.

Dama do lago encheu-se de coragem e entrou em uma perseguição. Aproveitando que eles haviam se divido, ela caçaria a ambos até não restar nenhum. Sorri satisfeito e estava prestes a me virar quando senti algo encostando na minha cabeça e o barulho de click.

--- Se mexa mais moleque e vou estourar os seus miolos. - Ouvi no meu ouvido. Meu coração logo se acelerou e toda a minha vida começou a passar na minha frente. --- Não sei como fez isso, mas ninguém vem aqui e faz a mim e meus homens de otário. - Senti algo batendo na minha mão e jogando o meu cajado no chão. --- Olhe nos olhos do homem que vai te matar.

Lentamente comecei a me virar. Primeiro vi um bigode ainda pior do que o do primeiro e segundo uma maldade incrível refletida nos seus olhos. As pupilas negras, pequenas, cabelos sedosos e um cheiro de charuto. Era um dos piores humanos que vi no mundo e por se tratar daquilo deveria ser o líder. Era o único que deveria morrer e eu obrigaria as parcas a cortar o fio da sua vida.

--- O que você e sua amiguinha de cabelos estranhos são? - Indagou ele.

--- Ela? Uma criatura. Eu? Seu assassino! - Respondi  antes de segurar firme a mão que segurava a arma e erguê-la no ar. Como esperado de homens que se escondiam atrás de armas de fogo, fraqueza. Chutei o meio de suas pernas graças as santas aulas da amazona e ergui o cotovelo acertando o seu nariz. O sangue do golpe logo jorrou e com isso a arma caiu no chão disparando para uma direção aleatória.

Chutei-a para longe.

O bigode chefe tentou socar-me, mas agilmente pulei para um lado me esquivado e toquei a sua testa com o meu dedo. Algo queimou nele e então uma marca surgiu. Eu sabia que muitos filhos de Nyx podiam invocar uma marca negra que sugava a vida do seu oponente, é que só poderia ser criado diante de muito ódio. E naquele momento eu sentia.

O homem colocou a mão sobre a testa e tombou ao chão talvez sentindo o corpo ainda mais fraco.

--- Não se preocupe, você irá morrer muito em breve. - Cuspi as palavras nele. --- Você não deveria ser chamado de humano. Você é um verme!

--- Quem é você? - Perguntou ele agora choroso, muito diferente da postura que tinha me abordado antes.

--- Eu sou aquele que protege os humanos de verdade. A pessoa que veio para ajudar o povo da fazenda a deixar de ser extorquido por vocês. Aquele vai purificar o coração de toda a raça da escuridão. - Me afastei. --- Vai, não quero vê você morrer diante de mim. Que Hades não tenha nem um pouco de misericórdia da sua alma.

Ao ver o caminho livre, o homem correu cambaleando para todos os lados. Passou da cabana e despencou no chão. Seu corpo tremeu por alguns minutos, mas depois ficou imóvel. O outro bigode continuava dormindo no meu feitiço do sono. Me dirigi até ele ignorando o brilho do ovo que me atraía e o segurando  pelos braços, o arrastei com muita dificuldade e o joguei na água.

O ovo brilhou ainda mais forte, como se sentisse a minha presença e então o brilho foi tornando-se menor. Invadi a água gelada e o envolvi em minhas mãos, sentindo algo em seu interior. O tirei para fora e me afastei um pouco da cachoeira, tremendo de frio. Não havia dúvida que emanava poder daquele objeto.  Esfreguei com as mãos para ver se tinha alguma inscrição e então o item começou a rachar.

Mesmo sendo um ovo, teve um momento que pensei em jogá-lo no chão e correr. Eu não sabia o que poderia sair de dentro. E o que saiu me deixou sem palavras.

A criatura no interior não tinha bico e nem garras afiadas. Era apenas… um gato. O meu familiar era um felino nascido de um ovo. Nada poderia ser mais estranho para um filho de Nyx, amadrinhado por Hera, criado por uma ninfa, neto da rainha dos fantasmas e protetor dos humanos indefesos. Fato que quando retornei para a sede dos eruditos ao lançar o feitiço de portal na entrada da cabana, ninguém estranhou o estranho peludo pequeno nas minhas mãos.

Tales teria batido palmas se não fosse um fantasma e Prometheus...Bem, ele já tinha desaparecido para fazer o que ele sempre fazia quando sumia da biblioteca.   
 


Objetivo:
Meu objetivo é conquistar o meu primeiro pet:

O sábio dos Seis Caminhos 984ad5e26c5c14156b3fa86e60deb24cO sábio dos Seis Caminhos 7bafa250f6940a6260b0035ab8ee4f63

Nome da Criatura: Worgen [Frida]
Descrição:  Os Worgens são uma raça amaldiçoada composta de pessoas de Guilnéas que foram afligidas por uma antiga maldição druídica, fazendo-lhes se transformar em uma mistura mortal de homem e animal. Ao juntar-se a Terra, local onde a magia é limitada, tornar-se humanoide é praticamente impossível. Frida é uma gata da raça gato-leopardo, imagem que adotou após colidir com o planeta, e como tal adquiriu as habilidades felinas. É bastante impulsiva e curiosa. Quando adulta pode chegar a 60 Cm de tamanho e pesar 5 quilos. A sua cor predominante é o amarelo e os olhos variam de castanho  a caramelo. Quando chega na idade jovial, Frida desperta os seus poderes Worgens, onde por um limite de tempo adquiri a postura humanoide felina e algumas habilidades físicas acentuadas. É uma criatura de hábitos noturnos.  
Personalidade: Curiosa, Reclusa, Independente
Classe: Lendária
Tipo: Selvagem / Mitológico
Nível do mascote: 1
HP e MP: 100/100
Lealdade: 1
Quantidade no mundo: 1

Os poderes incluindo as habilidades e discrição da forma humanoide apenas se a minha missão for aprovada. 
 

Objetos levados:
Cajado Misterioso de Ior [O cajado é um artefato incomum e de rara beleza; sua haste de metal é lisa e perfeitamente reta, guardando o tom de prata polida com perfeição e possuindo desenhos discretos de linhas de ponta a ponta. Mede um metro e meio de altura e, na extremidade superior, o Cajado de Ior possui uma esfera de quartzo vermelho do tamanho de um punho humano na ponta - no cristal há uma pequena abertura com espaço para uma única gema. Já na ponta inferior, possui uma lâmina triangular de ferro estígio, semelhante a uma adaga de arremesso, soldada de forma a fazer parte do item. Qualquer pessoa que puder ver de perto a peça logo notará seu caráter ímpar e precioso. | Efeito mecânico: transforma-se em uma pulseira masculina de couro escuro e trançado, com o pequeno quartzo no meio, basta que o usuário toque o cristal e o transformará no cajado. | Arambarium, ferro estígio, tiânio e couro | Espaço para 1 gema | Status 100%, sem danos | Comum | Forjado Matthew Ashfield]

Túnica do Mago Conjurador [Uma túnica unissex repleta de estilo e beleza, seu tecido é vermelho escuro e os adornos em dourado. O seu tecido mágico é melhor aproveitado por aqueles que possui magia correndo por suas veias, ou esse item será apenas um belo traje a ser usado, sem ter seus efeitos ativados | Efeito 1: Aumenta em 25% a força dos feitiços. Efeito 2: Aumenta a defesa mágica em 40% | Tecido mágico | Beta | Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Habilidades Mágicas:


*** Habilidades Passivas ***


Nyx:
Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nome do poder: Pericia com Cajados III
Descrição: Os filhos da deusa da noite se tornaram feiticeiros invejados, suas magicas se tornaram fortes, e ao usar o cajado consegue canalizar a energia com uma impressionante resistência, podendo reduzir o gasto da energia corporal, e canaliza-la na natureza.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar o cajado para executar o feitiço pode reduzir o gasto da MP pela metade. Exemplo, se executar um feitiço que gasta 10 MP, e usar o cajado para fazê-lo, então o gasto será apenas de 5 MP.
Dano: +20% de dano se forem atingidos por feitiços do cajado do semideus, ou pela arma (se usada dessa maneira).

Melínoe (Legado):
Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum

Prometheus (Grupo Extra):
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: O semideus é dotado de uma agilidade superior, caso comparado a outros semideus que não possuem ligação a deuses ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de agilidade.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nome do poder: Perícia com Cajados III
Descrição: Existe uma afinidade natural com cajados, manuseá-los parece correto e o semideus se adequa ao mesmo com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de cajados.
Dano: +30% de dano se o adversário for atingido por um feitiço.

Nome do poder: Conhecimento Mágico
Descrição: É natural para tais semideuses identificarem a magia e adquirirem conhecimentos sobre a mesma, possuindo conhecimento sobre grimórios, feitiços, línguas magicas, símbolos etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Conhecimento
Descrição: O semideus possui um raciocínio rápido, capaz de assimilar com facilidade novas coisas. Possuindo sede de conhecimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.


*** Habilidades Ativas ***


Nyx (-50% de gasto nos feitiços pelo uso do cajado):
Nome do poder: Marca Negra
Descrição: O semideus marca o inimigo – precisa toca-lo para isso – com uma marca de energia escura, semelhante a uma tatuagem, então começa a sugar parte do HP do oponente lentamente. Essa marca só some depois de sugar metade da vida do oponente, ou, se o filho de Nyx/Nox for derrotado em batalha. É considerada uma tortura lenta.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por turno que a marca permanecer ativa
Extra: Para marcar o inimigo é preciso toca-lo

Feitiço: Crepitus.
Descrição: Esse feitiço faz com que todos os vidros, cristais e materiais quebráveis irão simplesmente estourar, causando uma distração.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Feitiço: Dormierunt.
Descrição: Um inimigo de nível igual ou inferior ao seu irá facilmente cair no sono.
Gasto de Mp: - 25 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Feitiço apenas verbal.

Melinoe (Legado):
Nome do poder: Projetar Pensamentos
Descrição: Os filhos de Melinoe são capazes de compartilhar pensamentos e palavras através da mente. Ou seja, eles conseguem se comunicar através da cabeça, podendo fazer com que sua voz saia dentro da cabeça de outra pessoa, sem necessidade de falarem em voz alta, seria algo como uma conversa privada, e um monologo. Isso acontece porque eles podem compartilhar sua fala, e seus pensamentos, planos, e outras coisas na cabeça de outra pessoa, mas não são receptores, portanto, se a pessoa não se pronunciar em voz alta, eles não poderão entende-la. Tais proles não leem, e nem invadem a cabeça de outra pessoa, apenas falam dentro dela, e compartilham sua própria essência.
Gasto de Mp: 10 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Ventríloquo
Descrição: O filho de Melinoe consegue reproduzir sua voz em qualquer canto, mesmo os que não esteja vendo, isso pode servir para enganar o inimigo, sendo ótimo para disfarces, e enganações. Pode reproduzir em vários locais por vez, não apenas em um.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Prometheus (-50% de gasto no feitiços pela passiva do cajado de Nyx):
Feitiço: Chorus Ianuam
Descrição: Ao invocar tal feitiço em uma porta/entrada o semideus será levado até a base dos eruditas, consistindo numa modificação do ambiente para tornar a porta em um portal. O feitiço só pode ser utilizado por um erudita de Prometheus e o portal não poderá ser aberto durante uma batalha. Ficando aberto apenas por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

FPA:
<<< Link abaixo da foto de perfil
Poderes Extras (Aulas e Afins):
Nome: Introdução ao Wushu
Descrição: O semideus que possui essa habilidade iniciou o caminho das artes marciais chinesas, o Wushu. Também conhecido como Kung Fu, esse é um estilo de luta com várias ramificações e escolas. Ao participar da aula inicial, o semideus agora possui uma base sobre esse tipo de combate, adquirindo mais força, condicionamento físico e postura para aprender as próximas aulas específicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de força, +30% de resistência física
Extra: Há uma melhora na postura corporal do aluno, tornando difícil derrubá-lo com golpes diretos quando em postura de combate.

Nome: Muay Thai
Descrição: O Muay Thai é uma arte marcial de origem Tailandesa conhecida como Thai Boxe ou Boxe Tailandês e revela um método de combate corpo a corpo (full contact) muito agressivo. É conhecido mundialmente como “a arte das oito armas”, pois caracteriza-se pelo uso combinado da técnica e da força dos membros do corpo humano, nomeadamente: os dois punhos; os dois cotovelos; as duas canelas das pernas e os dois joelhos. O semideus que participou dessa aula tem conhecimento sobre o muay thai, podendo usar de suas técnicas para golpear o seu adversário, principalmente ao usar os cotovelos e os joelhos para atingir o inimigo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano ao usar cotovelos e joelhos no golpe; +30% força, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum.





Traje: Isso Acompanhado: Charlie Aonde: Casamentos das gurias Nota: Tentando ser civilizado Música: Aloka - Let Go
The child possessed


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O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Rodrik Andrews Lefford
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Líder dos Eruditas
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Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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