The Blood of Olympus
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A criança amaldiçoada

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A criança amaldiçoada

Mensagem por Rodrik Lefford em Qua Jan 16, 2019 1:01 am

Em edição



The inhumanity that is caused to another, destroys humanity in me.
Rodrik Lefford
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Filhos de Nyx/Nox
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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Rodrik Lefford em Qua Jan 16, 2019 1:14 am

I watched a change in you, It's like you never had wings. Give you the gun, now you feel so alive ... I'm over ...
       

O começo da maldição


Prólogo

Esses eram os acontecimentos de antes da guerra se iniciar. O castelo escuro da deusa da noite nunca estivera tão movimentado. Demônios, semideuses e deuses aliados transitando rapidamente para vários lados. No entanto nossa história será focada em um cômodo distante da tradicional sala do trono.

A porta fechada, Nyx caminhava marcando o chão com o seu salto alto, sendo observada atentamente pela rainha dos fantasmas. Ambas deveriam chegar a uma conclusão sobre alguém em específico.

--- Precisamos nos decidir quando chegar a hora. – Dizia a deusa da escuridão. --- Esses semideuses são prepotentes, virão me atacar com as corjas do Olimpo.

--- Mas, serão destruídos. – Melinoe achando bastante interessante um entalhe na parede da sala. --- Não há chance de perdermos.

--- E se eu for destruída? Você continuará os nossos planos? Enfrentará o Olimpo para me tirar de qual seja o castigo que o reizinho decidir? Eu preciso pensar além.

--- E os seus filhos? – Indagou a deusa dos fantasmas. --- Você jamais será sozinha.

--- Você está vendo algum deles aqui? – Os olhos de Nyx brilhavam de fúria. --- Todos escolhidos pelos meus inimigos. Ousarão me desafiar em meu próprio território.

--- E você os matará? – Aquela era uma pergunta séria e perigosa. Os deuses seriam capazes de ferir suas próprias crias?

--- Não sou uma péssima mãe. Amo meus filhos, mesmo que eles tenham me renegado. – Nyx observou por um tempo uma janela que dava para o jardim. --- No entanto, acho que devo me prevenir. Rodrik ainda está em Nova Iorque?

Aquela pergunta captou toda a atenção de Melinoe. Ambas tinham um interesse surpreendente pelo jovem semideus. Um segredo guardado há tantos anos, um fio tecido por magia e tecnologia. E que se não fosse à rainha do Olimpo e seu nariz surpreendemente grande e enxerido, seria um possível aliado forte.

--- Rodrik não nos ajudará. Ele mal conseguiu dominar o básico de seus poderes. – Disse a rainha dos espíritos.

--- E Baal?  - Nyx chegou no ponto desejado. --- Creio que sua sede de sangue e destruição poderá ser útil para o nosso lado.

--- Ele não se chama mais assim. – Melinoe deslizou de uma cadeira para o chão, como se fosse tudo menos uma deusa. --- Ele se intitula Albert, não mais um demônio e sim uma mancha na alma do garoto.

--- E se o despertássemos por completo?

--- Hera foi cuidadosa quando o entregou para as ninfas do jardim o criarem. Ela criou uma proteção que impede de Baal assumir mesmo que momentaneamente a consciência do garoto.

--- E funcionará eternamente? – Perguntou a deusa da noite interessada no final daquele desfecho. --- Eu acredito que o feitiço que lancei poderá trazer o demônio ao corpo do garoto assim que as habilidades de sua família mortal ser ativada.

--- Você quer dizer as minhas? – Perguntou Melinoe não se fazendo de rogada. --- Você sabe muito bem que Rodrik não carrega apenas os seus dons, afinal você seduziu meu filho mortal para que essa criança nascesse e pudesse carregar seu escravo antigo de estimação.

--- Que seja. – Nyx deu de ombros. --- Desperte o demônio!

--- Mas isso pode mata-lo no processo.

--- É um risco que correremos.


Capítulo I    

Era praticamente impossível que após todo o dia corrido de treinamento, Flora me enchendo a paciência, eu ainda assim não conseguia dormir. Meus sentidos estavam em alerta como se em algum momento eu fosse entrar em batalha. E para tornar aquela situação ainda mais estressante, alguns dos meus irmãos roncavam abertamente.

Entre a vontade de gritar e atirar uma almofada, preferi me levantar e buscar um copo de água. O jarro estava ao lado de uma mesinha. Enchi o copo e sentia o tédio me assolar. E como se tudo não estivesse estranho, sinto uma presença invisível, ouço uma voz doce, porém forte e autoritária.

--- Semideus, saia dai. – E então claramente gritou. --- Agora!

Deixei o copo deslizar das minhas mãos, se espalhando aos cacos pelo chão. Alguém distante surrou algo como “captura” e “pega elas”. Sem saber o que fazer, abri a porta do chalé sentindo minha respiração ficar pesada e minhas mãos suadas.

Embora a voz não tivesse me dito nada em particular, eu sentia para onde deveria ir. Com os pés descalços e vestindo um pijama, ouço os gritos das harpias loucas por uma refeição. Entretanto não ousei ir longe demais. Meus dedos tocaram na maçaneta pouco usada e forçaram a abertura da passagem.

Precisei de um tempo para me acostumar com a escuridão e a inalação da poeira. Mas logo pude ver a imponente e majestosa estátua erguida naquele chalé abandonado. Como se olhasse para mim, Hera, a rainha dos deuses me fazia sentir mais seguro.

Caio de joelhos antes mesmo de chegar próximo da imagem, sentindo algo grotesco subir pelas minhas pernas, algo invisível e gelado. Comecei a me debater sem nenhum motivo aparente, antes de sentir uma profunda dor de cabeça seguida por imagens. Não, não eram imagens. Eram lembranças.

Eu aparentava ter poucos meses de vida, estava nos braços de uma criatura de pele verde, olhos negros e carinhosos. Seus olhos gentis brilhavam ao segurar meu pequeno braço e delicadamente brincar. Eu sorria despreocupadamente, mexendo meus pés como resposta. E então uma gloriosa presença atraia a minha atenção. Uma mulher bastante bonita, idêntica a imagem do chalé. Hera não se aproximava por completo e distante, seus olhos procuravam por algo em mim.

--- Minha senhora. – Dizia a ninfa educadamente. --- O menino não demonstrou nenhum traço da maldição. Acho vossa realeza conseguiu remover por completo.

--- Não se pode apagar uma maldição desse porte, apenas coloca-la para dormir. Esteja ciente que após o menino completar três anos, ele precisa ser devolvido a família mortal, portanto não se apegue. Ele não é nosso! – Porém, a rainha dos deuses sorriu a ver os brilhantes olhos claros vindos de mim. --- Jamais me imaginei amadrinhando um mortal. Espero que ele se lembre disso quando tiver que escolher o seu lado.

--- Lembrar? Não devemos apagar a sua memória para que não se lembre disso? – Perguntou a ninfa confusa.

--- Nada poder ser destruído, escondido e apagado para sempre. Um dia tudo retorna!

Fui puxado novamente para a realidade, ou pelo menos era o que eu pensava ser. Com o peito explodindo em dor, me rastejo pelo chão em direção a estátua. Estendo minhas mãos e como minhas últimas forças sussurro:

--- Madrinha, me ajude!    


Capitulo II


Era como se toda a estrutura do acampamento, do chalé estivesse se modificando. As paredes tornavam-se um tom de cinza morto, vozes vindas de todos os lugares, profundos múrmuros aflitos. O chão que antes era de cerâmica, agora era negro. Era evidente que eu tinha sido transportado para algum lugar distante.

Ergui meu corpo colocando-me de pé e percebi que eu flutuava ao invés de andar.

Nas paredes sem vida, palavras eram escritas com uma tinta vermelha bastante viva, pedidos de socorro, dizeres de ódio e destruição. A saleta era qualquer coisa, menos um local onde eu já estivera antes, mas ainda assim... algo me soava tão comum.

--- Alguém? – Perguntou sem resposta.

Na parede oposta, uma porta surge, como se alguém tivesse acabado de desenhá-la e então a mesma é aberta com um sonoro ranger assustador. Posicionei-me para trás com medo, mas sabendo que se eu quisesse descobrir algo ou fugir, o único caminho seria a frente. Deslizando pelo piso como se eu não tivesse peso corporal, me aproximei da porta e a visão seguinte me fez solta o grito mais aterrorizante da minha vida.

Não era somente o meu corpo, era a minha alma que pedia socorro.

No outro cômodo, havia somente uma prisão feita de ferro e paredes douradas. Luzes brilhavam quase que me cegando, mas não era aquilo que me assustava. A visão aterrorizante era me ver por trás da cela, algemado e soluçando.

Corri na minha direção, porém algo cauteloso me fez parar. O Rodrik acorrentado levantou os olhos para mim e então percebi que eu não poderia ser daquele jeito. Os olhos vermelhos, olheiras profundas como se não dormisse há semanas. Dentes afiados e minha pele ainda mais branca que o comum.

Observei a cela percebendo que não havia tranca, apenas um papel selado com uma runa desconhecida para mim.

--- Retire o selo. – Disse o Rodrik aprisionado. --- Me liberta!

--- Quem é você? Sou eu? Como...?  

--- Você não me reconhece mais? – A imagem do preso se transluziu e então se modificou. Agora não era mais eu e sim uma criança, inocente e assustada. Alguém que eu tinha inventado para levar todas as minhas culpas quando criança. Um menino que tinha sorrido e brincado comigo.

--- Albert? – Digo me afastando ainda mais da cela.

Há anos que eu sabia que Albert era mais do quê um simples amigo imaginário. Ele foi o responsável por todas as maldades que cometi. Os sussurros maldosos no meu ouvido, me levanto a quase matar minha madrasta. Me colocando vergonhosamente apaixonado pelo meu próprio pai, desejando-o como se deseja um amante.  

--- Não somos mais amigos? – perguntou a criança. --- Você está de mal comigo? Eu estou tão sozinho e com medo. A mulher má me prendeu aqui, ela tem medo de mim. Tem medo do que nós dois juntos podemos fazer. Me liberte, Rod. Por favor!

--- Não, você é mal! Você quase me destruiu. – E fui caminhando para a frente, tocando na grade e dizendo tudo o que sempre quis dizer caso visse Albert algum dia na minha vida. --- Você me intoxica, me faz mal. Eu fiz minhas piores besteiras quando você estava por perto. Por mim irá mofar eternamente nessa cela, desprezível. – Cuspi para dentro da cela.

--- Ah, quase me feriu. – A criança ergueu os olhos para mim e sorria. --- Você não vai sobreviver sem mim. Nunca se esqueça que você sou eu e eu sou você. Eternamente!

--- Eu não sou... ruim.

--- Não, você é pior do que eu. Um dia você precisará escolher um lado e ficará no lado errado. Eu posso te ajudar a dominar o mundo, humilhar os fracos e destruir os fortes. Você sabe que precisa de mim. As lembranças de Hera e a ninfa não é nada comparado a tudo o que esconderam de você. Está tudo aí na sua cabeça, e eu posso remover, fazer você lembrar.

Era tentador demais. Uma vez que se prova o pecado, a santidade parece mais pesada. Eu não queria depender dele, mas eu dependia. Todos os meninos nas escolas, minha família, tudo eu devia a ele. Se não fosse ele, eu talvez não estivesse vivo.

--- Remova o selo. – Disse ele novamente para mim. --- E eu juro que serei um bom menino. – Era mentira, mas eu queria acreditar que era verdade.

--- Não! – Grito veemente.

--- Então pereça, descendente de Melinoe.

A imagem mudou rapidamente. A criança criou uma enorme língua que se enrolou no meu pulso como uma corda. Forçado a continuar na grade, vejo as correntes se aflouxando e Albert se aproximando de mim, agora novamente utilizando a minha imagem. Seus dedos frios acariciaram a minha bochecha, fazendo minha respiração cessar e meus joelhos tremerem. Eu nunca havia sentido uma energia tão poderosa e ao mesmo tempo assustadora na minha vida.

--- Eu vou me soltar um dia e secarei cada rio de felicidade da sua existência, vou me saciar nas águas da sua alegria e me deleitar na cama dos seus sonhos. Eu juro! – E então me soltou, fazendo meu corpo se desequilibrar e cair no chão. Me arrastei para longe dele. --- Por hora... – Prosseguiu ele. --- Vou apenas remover aquilo me foi ordenado te fazer esquecer. Se lembre da maldição da sua vida!

Meu corpo então se acendeu em um brilho fantasmagórico, minha alma novamente ardeu por algo invisível.

Na minha mente imagens rápida se passavam. Fantasmas que me era conhecido, que sorriam para mim. Eu havia dito a Albert que eu era bom, mas jamais poderia ser. Eu era tocado pelas sombras e pela morte. Prole de uma deusa tão cruel e desumana como Nyx e descendente de Melinoe. Se eu não morresse pelas trevas, os espíritos me devorariam.

Conforme a névoa memorial se dissipava, eu sentia cada felicidade desaparecendo. Eu jamais seria feliz, não enquanto fosse eu.


Capítulo III

Fui expulso em um redemoinho de choro, angustia e um vento forte. As paredes sussurravam o meu nome em sinal de desespero. A minha volta tudo parecia tremer e quando recuperei a minha consciência, percebi está de volta ao chalé de Hera e eu não estava sozinho.

--- Como ousa, moleque insolente e desrespeitoso... – Sr D gritava apontando o dedo para mim.

--- Sr. D! – Quíron também estava presente, porém seus olhos eram preocupados. As luzes estavam acesas, pequenas tochas nas paredes. Na soleira da porta, semideuses curiosos desejando saber o que eu tinha aprontado naquela vez e ao mesmo tempo temerosos a ponto de não adentrar ao chalé da rainha dos deuses. --- Creio que o rapaz tenha uma boa explicação. Não, é? – A pergunta veio para mim.

Eu tinha tanto a dizer, mas quando a primeira sílaba surgiu, ela foi engolida por soluços e então uma chuva de lágrimas e gritos. Arranhando a minha pele, comecei a sentir pena de mim mesmo. Como eu era desafortunado. Os poucos semideuses que riam se calaram percebendo que a situação talvez fosse séria.

Entre vários olhos, avisto os de alguém amigável e conhecido. A filha de Apolo parecia aflita e talvez se eu não fosse ao seu encontro, ela cometeria a loucura de entrar no local organizado para a deusa maior.

Cambaleando como se minhas pernas fossem gelatina, caminho desengonçadamente até Flora e então sou aparado pelos os seus braços gentis e preocupados.

--- Eu sou amaldiçoado! – Digo ainda soluçando e derretendo em lágrimas. --- Eu sou tocado pela morte. Sou alguém desprezível, indigno de confiança. Tenho um monstro morando dentro de mim.

E então perco a consciência, ouvindo gritos, risadas e Quíron pedindo para todos se afastarem.


O sol brilhava tão forte pela janela que meu primeiro ato foi tampar os olhos. Eu estava confortável em uma cama macia e meu corpo parecia ter sido pisoteado por duzentos centauros.

Quando por fim me acostumo com o sol, vejo um centauro verdadeiro ao pé de minha cama, sentado na sua tradicional cadeira de roda.

--- Precisamos conversar, semideus! – Disse ele seriamente.

--- Eu sei... – Fecho os olhos como se eu tivesse feito algo vergonhoso.

--- Não, não sabe. – Ele respirou fundo como se tivesse algo muito ruim para dizer. --- E o seu pai, o semideus da rainha dos mortos. Ele... ele foi sequestrado.      

Objetivo:
Então, o objetivo dessa missão é conseguir legado em Melinoe. Quando entrei no fórum, eu não sabia que se poderia ser filho de um deus primordial e ter legado ao mesmo tempo. Agora que sei, quero ter legado na deusa dos fantasmas.


OBS: Perdoem os erros, voltei ao fórum, mas com um teclado muito ruim. Embora minha escrita seja ruim com teclado bom ou não qqq

Poderes Utilizados :
Poderes Passivos:
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Nenhum

FPA:

Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Um passeio pelo meu interior Nota: Comungando com as trevas Música: Lana Del Rey - Ride
@



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Rodrik Lefford
Rodrik Lefford
Filhos de Nyx/Nox
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Idade : 20
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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Psique em Qua Jan 16, 2019 3:49 pm

Rodrik Lefford


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 25%


RECOMPENSAS: 4.450 xp e dracmas + legado de Melinoe

Comentários:

Embora tenha explicado bem sobre seu lado e tudo o mais, eu não compreendo porque não explorar um pouco mais as coisas. Acho que a missão foi feita às pressas - ao menos, foi o que pareceu - e por isso os descontos. Mas ainda assim, é uma trama interessante e que traz inúmeros possibilidades. Meus parabéns, criança.


Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
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Deuses Menores
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Localização : No abraço de Eros ♥

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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Rodrik Lefford em Qui Fev 07, 2019 10:36 pm





A criança amaldiçoada!


Resumo do capítulo passado

Na nossa trama mexicana de hoje, daremos continuidade a trama das duas megeras que não se chamam Paola e Paulina, mas deveriam.

Nyx Maria do Bairro no capítulo passado se reuniu com Esmeralda Melinoe para tratar dos planos sobre o jovem e inocente Rodrik Miguel. Maria do Bairro queria que Esmeralda retirasse a maldição do rapaz e liberasse um demônio que não era a besta de nove caldas, mas ainda assim vivia no corpo de Rodrik.

No outro lado (acampamento grego), Hera Josefina surge para o rapaz o fazendo se cagar de medo e o atrai até o seu sujo, empoeirado, abandonado, sem classe, destruído, sem importância, sem valor algum, chalé da deusa. Lá, ela retirou uma pequena parcela da névoa memorial de Rodrik e o fez descobrir que antes dos três anos, foi criado por uma ninfa. Em meio aos alfaces do jardim das Hésperides. A mulher constantemente enganada pelo marido revelou que adormeceu uma maldição imposta pela própria mãe de Rodrik, Lady Maria do Bairro. E que por razões desconhecidas amadrinhou também o pequeno projeto de cruz credo.

Além de chifruda, é ladra de crianças.

Após todas as cenas lindas de frauda suja e titicas divinas, Rodrik desceu do céu para o inferno. Literalmente! Dentro dele Albert Juliano, o demônio que antes era chamado de Baal, mas após se juntar com Lula e Dilma para roubar o povo sofredor, trocou de novo para evitar a lava jato.

Tentando convencer Rodrik a liberá-lo, mostrou que Esmeralda Melinoe além de megera e dona de um bordel de espíritos também era a sua avó. E era amaldiçoado, pois era filho e neto de duas golpistas.

Acordou horas depois com Dionísio Pança Junior e Quíron Pocotó-Pocotó confusos por ele está dormindo no chalé da rainha da porra toda, vulgo musa da Marília Mendonça. Como todo fã de Ariana Grande e Pablo Vittar, Rodrik desmaiou e acordou com o cavalinho mais amado do Brasil dizendo que o homem que o carregou no saco escrotal da adolescência até Maria surgir tinha sido sequestrado. Fiquem agora com o capítulo de hoje: “Perdi meus poderes!”


Capítulo Um – Semideus em fuga!

Por mais que as preocupações com o acampamento me deixassem ocupado, ainda assim na calada da noite não conseguia deixar de pensar no meu pai. E nem no ódio mortal que eu sentia de Quíron. Eu sabia que o centauro estava pensando no meu bem estar, que com a força que eu tinha, seria preciso apenas uma tapa para me matar. Ainda assim aquilo me deixava eufórico, sabendo que enquanto eu dormia protegido em um acampamento, meu pai poderia está sendo torturado.

Dormir era quase impossível, então gastava minhas últimas noites lendo e relendo livros de localização. E logo me vi em uma tarde me aproximando de um jovem filho de Hécate. Eu detestava me aproximar por interesse, principalmente que todos me tratavam com desconfiança, ainda assim, o rapaz me foi bastante útil.

Com a ajuda de um pequeno pingente herdado pelo meu pai, única lembrança que eu não pertencia inteiramente a aquele lugar, ele conjurou um feitiço onde revelou que a localização dele ainda estava em Nova Iorque.

Ficar com aquelas informações por dias estavam me matando.

--- Você vai arrumar um jeito de ser morto! – Flora arrumava o arsenal da sua enfermaria enquanto conversava comigo. --- Já pensou no tanto de monstros que você irá atrair? Se as crias dos três grandes tem um cheiro gostoso, imagina você que é de uma primordial? Pior e se Nyx te capturar e te obrigar a lutar ao lado dela? – Ela colocou a mão na cabeça e tremeu levemente os dedos. --- Rod, você é louco! Isso tem 99,9% de acabar em merda.

--- O que você faria se estivesse no meu lugar? – Pergunto observando o seu rosto ficar vermelho. A verdade é que todo semideus tinha uma pretensão á maluquices, não poderiam ver um perigo que se colocava de corpo e alma. --- Eu não posso pedir uma missão para salvar o meu pai. Eu tenho que fazer isso, entende? Se eu não estivesse aqui, talvez ele nem tivesse sido sequestrado.

--- Não vou poder te impedir e nem tampouco contar os seus planos suicidas, mas fique ciente que não concordo. Quíron está há séculos nesse mundo, ele deve saber o que faz.

--- Não, ele não sabe. Pensa que ele gosta de treinar semideuses? Ele é obrigado a isso. Eu posso não concordar com os planos da minha mãe, e acho que ela realmente está pirando na batatinha. No entanto não sou marionete de ninguém, eu vou fugir do acampamento e salvar o meu pai. Afinal, todo esse treinamento tem que servir para algo.

Deixei a enfermaria de Flora me sentindo péssimo. Ela chorava pela minha partida, talvez se sentindo culpada por alguma coisa.

Naquele mesmo dia, fiz todas as minhas atividades para não parecer suspeito. Deixei até mesmo alguns necromantes de Érebus que tinham vindo para uma reunião de guerra com alguns instrutores do acampamento me xingarem. Me comportei como se fosse em um dia comum, treinei, almocei, treinei mais um pouco e quando chegou no horário da janta, meu peito doía de ansiedade.

Eu não fazia ideia do quê encontraria, quando se vive três meses no acampamento, o mundo externo parece não mais existir. Meu medo era de morrer logo de início atropelado por alguma coisa.

--- Já estou indo... dormir. – Digo para Flora assim que todos os campistas começam a se reagrupar nos seus chalés. Fui o primeiro a chegar no espaço reservado para Nyx, retirando uma mochila jeans debaixo da cama e enfiando poções, um taco de pimenta, bombons e tudo o que eu julgasse ser útil. Vesti minha túnica, os sapatos e deitei na cama me tampando. Até mesmo minha espada estava comigo.

Quando a luz se apagou e todos pareciam dormir, me ergui bem vagarosamente, tomando cuidado para os dracmas não fazerem barulho na minha roupa e abri a porta do chalé, em seguida fechando e partindo.

O vento parecia ter parado e o silêncio tornava meus passos quase audíveis.

Ouvi vozes e procurando não me desesperar, corri abaixado até uma árvore no início da colina. Observando de longe duas garotas conversando super bem armadas. Estava sendo comum um grupo de rondas naqueles dias, todos completamente pirados com a batalha próxima. Vejo-as se afastando e só então prossigo, passando pelo pinheiro que antes era uma garota e descendo o pequeno morro.

A estrada do acampamento parecia uma enorme plantação de morango, logo não estranhei ao não ver ninguém. Por longos minutos foram somente os meus pensamentos e meus passos, até que comecei a ver pequenas casas acesas ao longe. Não me importei, era noite e diante dela eu me sentia assustadoramente confortável.

Mesmo que os meus sapatos comprados em Nova Roma fossem confortáveis, ainda assim meu pé começava a protestar. Eu me sentia cansando, a respiração ofegante. Sair do acampamento sem um transporte era quase que impossível. Nem mesmo os maratonistas filhos de Hermes conseguiriam andar todo aquele trajeto sem sentir os efeitos no corpo.

Além da distância, o clima externo também começava a mudar. O vento frio soprava me fazendo amaldiçoar minha memória por não ter trago um casaco na mochila. As estrelas estavam brilhantes no céu, mas algo me dizia que choveria em algum momento não muito distante.

Andei por quase três horas até que consegui chegar na primeira parada em um ponto de abastecimento. Como todo ser humano eu tinha necessidades a fazer, após deixar o banheiro, busquei um caixa eletrônico. Nova Iorque era cheio deles espalhados por todos os lugares, afinal era o dinheiro que movimentava o capitalismo da cidade.

Tamborilei os dedos nas teclas tentando me lembrar qual a última senha posta na minha conta poupança. Depois que fui internado na clínica psiquiátrica, parecia besteira guardar senhas do banco. Enquanto eu tentava me lembrar, uma viatura da polícia parou um pouco distante. Dois policiais deixaram o carro, um baixo e careca entrou na lojinha do posto sem nem me olhar, o outro semicerrou os olhos e começou a me encarar.

Como trabalho sobre pressão, logo me lembro dos últimos dígitos e acrescentando o número da conta e agência, acesso a página do banco. Retirando 100 dólares, coloco as notas emboladas no bolso da mochila e então minha respiração se torna pesada. Alguém estava atrás de mim.

Me esquivo em pé tentando ser discreto para a direita e fito o policial observador de antes.

--- Perdido, criança? – Ele me pergunta, deixando bem em evidência a lanterna na minha cara e o seu crachá.

--- Não, senhor policial. – Respondo sentindo todos os meus poros do corpo gritando por perigo. Geralmente quando se é um semideus, certos distúrbios mentais como déficit de atenção e hiperatividade é um pacote que o ajuda nas batalhas.

--- Posso te ajudar, filho da deusa da noite? – Ele perguntou novamente fazendo meu sangue gelar. Poderia ser impressão, mas eu poderia jurar o que vi passar a língua nos lábios. Será que ele pensava que eu era comida?


Capítulo Dois – A jovem que via espíritos

Os inúmeros funcionários andavam para todos os lados. Os laboratórios Steelle geralmente não davam horários de descanso para os seus inúmeros funcionários. E nesses últimos dias, o chefe da pesquisa parecia ainda mais fanático. A sua pesquisa e tese sobre o genoma levemente modificado estava perto do fim. A imprensa e as revistas médicas estavam ainda mais ouriçadas, seria um marco para a humanidade. A partir daquela tese, doenças raras poderiam ser curadas facilmente.  

John Steelle fechou a porta atrás de si e então se dirigiu até a parede mais próxima, onde um aparelho sofisticado preso em uma passagem esperava ser digitado. Ele deslizou os dedos digitando os seis dígitos e então a visão de um laboratório foi substituído por um corredor extenso com inúmeras prisões e câmeras.

Em grande maioria, as celas pareciam vazias. Geralmente os estudos eram testados em animais, mas ainda assim as pesquisas especiais requeriam cobaias do mesmo porte.

Pulou para o lado no momento que um braço deixou uma das grades e tentou segurar o seu jaleco. O homem do outro lado, rasgado e machucado parecia em muito com ele, os mesmos olhos, formato dos lábios, cor dos cabelos e tamanho. Mas as semelhanças terminaram ali, Martin Lefford foi fraco ao tentar prosseguir com o plano inicial, enquanto John criou um nome, uma marca, produtos e riqueza.

--- Não amarrote meu jaleco, porco imundo. – Sussurrou educadamente o médico.

--- O que vocês vão fazer comigo? Porque eu estou aqui? – Martin perguntou procurando controlar o seu desespero.

--- Na hora certa você irá saber. – E arrumando a peça branca que cobria o seu corpo, deixou o preso do outro lado da cela gritando.

John passou por uma nova cela, nessa uma garota repousava em uma cama forrada no chão do piso cinza. Ela ao contrário do outro homem anterior, estava quieta e olhava fixamente para uma parede. Quase que invisível, um fantasma sussurrava para ela alguma coisa. John também poderia vê-lo, mas optou por fingir que não. Sorriu de lado e prosseguiu o seu caminho.

No final do corredor encontrou uma porta simples, abriu e parou observando a mulher por trás da mesa.

--- Mãe? – Perguntou demonstrando surpresa. --- Não sabia que viria, aconteceu algo?

A mulher de vestido negro, olhos brancos como a morte e corpo retilíneo e feminino, deslizou majestosamente até o outro lado e encarou o médico. A sua pele era tão pálida que se podia ver as veias verdes na face. Os lábios eram semelhantes ao do homem a sua frente, era um traço que passava para todos os seus descendentes.

--- O menino deixou o acampamento grego. – Disse enfim. --- Deve chegar pela manhã aqui. Está sozinho e nem mesmo o centauro sabe que ele deixou o lugar. É uma presa fácil. Está preocupado demais com o pai. Se ele tiver um mínimo de habilidade mágica, chegará até esse lugar. Tenha em mente que você não deve dificultar muito, ele precisa chegar até aqui. Prepare a sala de rituais e o laboratório, temos um demônio para trazer ao mundo.

--- Mas se ele não se comportar, irá atrair a atenção dos humanos. Nem todos que trabalham aqui são semideuses. Se isso acontecer, terei que agir. – Disse john com certa malícia. Ele não tinha planos algum de deixar Rodrik se aproximar dali, por isso havia mandado um dos seus aliados. Se sua mãe tinha contatos, ele também tinha. Os espíritos tudo podiam ver.

--- Não o mate! – Melinoe tocou a face rosada do filho. ---Não matamos membros da nossa família. E ao matá-lo, você estará indo contra as regras da própria noite. Deixo-o que venha para a armadilha. Precisamos dele!  


Capítulo Três – O Taxi das irmãs cinzentas

Ergui a espada no alto rapidamente. A lei de sobrevivência dizia que se atacava primeiro e perguntava depois. Qualquer pessoa que soubesse que eu era um semideus, ou era monstro ou algo no mínimo de caráter duvidoso.

A imagem do policial ficou translúcida por alguns segundos, pude ver a confusão no rosto do homem e depois um sorriso que surgiu. Em seguida tão rápido quanto uma piscada, ele retirou um bastão de dentro do uniforme e me atacou.

Aparei o bastão com a espada, mas ela logo brilhou e então uma voltagem surpreendente passou pelo metal e atingiu o meu corpo. A eletricidade da arma conduzida pela minha espada me arremessou dois metros atrás, me fazendo bater no caixa eletrônico e deslizar pelo chão. Em seguida, vi o meu atacante se preparando para me eletrocutar novamente.

Seguro o seu pé e rapidamente ultrapasso o limite do pano da roupa, tocando em sua pele. Quando a corrente surgiu fazendo meu corpo tremer e eu gritar de dor, sinto que metade da energia passava para ele.

Meu coração estava aos pulos, cada parte dos meus ossos doíam, mas o policial parecia não ter sofrido nada. Era impossível que a voltagem daquela arma não fizesse efeito nele. O que ele era? Entre espasmos, vejo o bastão novamente se acendendo. Ergo minhas mãos para os vidros das janelas da loja e então pronuncio quase que inaudível.

--- Crepitus! – Os vidros vibraram junto com o meu corpo. Senti minha magia sendo drenada para o efeito do feitiço. Quando o bastão me tocou novamente, as vidraças estouraram causando um tremendo barulho. O homem olhou se assustando para a direção dos vidros e aquilo me deu tempo para arrancar forças internas para chutá-lo na perna esquerda, bem certeiro no seu joelho.

Com a ajuda da mágica do meu tênis, ele perdeu o equilíbrio e despencou para cima de mim. Segurei o seu bastão e logo começamos uma guerra de braço, ele tentando me atacar e eu tentando o empurrar para longe. Ergo o meu cotovelo ereto e atinjo o seu rosto.

Nossos corpos conectados, sinto uma energia diferente, desconhecida. Ele não era um monstro, mas também não era um humano comum. A sua imagem novamente ficou translúcida e então minha mente rapidamente pegou no tranco.

--- Um fantasma! – Digo. Eu sempre me esquecia que sendo neto de Melinoe, eu conseguia vê-los e aquele homem parecia possuído. Alguém tinha o feito de recipiente para um espírito. Existia um feitiço para aquilo, Bae tinha me explicado certa vez. Reviro minhas lembranças e então me lembro. --- Non manes! – Pronuncio com tanta força que cuspo na cara dele junto com as palavras.

O corpo então começou a tremer, vibrar sobre mim, o empurro para o lado e então me ergo, bastante tonto para realizar qualquer ação. A arma tinha mexido com o meu sistema nervoso, meu corpo não respondia como o esperado.

Vejo outras pessoas deixando a loja assustadas com a explosão dos vidros, entre elas o segundo policial. Peguei minha mochila do chão e então quando ele olhou para o companheiro caído, senti que aquela era a minha deixa.

Como se eu tivesse bebido inúmeros copos de cerveja, sinto meu corpo cambaleando para os lados. Meus pés me levavam para o outro lado da rua, a parte mais escura enquanto o policial restado gritava para que eu parasse. Em algum lugar alguém disparou um tiro na minha direção, mas errou felizmente.

Eu sabia que seria perseguido, logo corri o “máximo” que eu pudesse para um matagal. No escuro minha visão continuava perfeita, mas os galhos bem acima da minha cintura batendo no meu rosto me incomodavam. O suor juntamente com os ferimentos das folhas fazia minha pele arder e coçar.

Não me lembro por quanto tempo corri, apenas que senti um enorme alívio quando avistei o inicio de uma nova estrada. Apoiei minhas mãos nos joelhos para recuperar o fôlego e logo me sentei no meio da pista, sem forças para prosseguir. Quiron estava certo, eu não deveria ter ido sozinho. Eu poderia achar que sim, mas não estava preparado para uma missão daquelas. Sobreviver no mundo humano era difícil demais.

Retirei uma dracma da mochila e então jogo a para o alto, apenas para ter o que fazer enquanto meu corpo se recuperava. Ao longe um farol brilhou e então rapidamente percebi que um carro estava vindo na minha direção. Levantei-me rapidamente e me joguei no mato, ficando apenas com o corpo parcialmente a vista para ver quando o veículo passaria.

O carro então velho e caindo aos pedaços parou segundos depois de onde eu estava e uma porta se abriu. Tampei minha boca com as mãos para não gritar. No banco do motorista, três velhas farejavam o ar. Quando “olharam” na minha direção, vi as órbitas oculares em falta de olhos.

--- Ele estava aqui. – Falou uma.

--- Ele ainda está, sente o cheiro. – disse outra.

--- Um que cheiro gostoso, filho de Zeus? – Indagou outra.

--- Claro, que não sua idiota, Nyx. Sua visão enferrujou? – Ralhou a primeira.

--- Não grita com ela, as profecias não estão mais tão claras como antes. – A segunda segurou os cabelos da terceira.

--- Parem com isso vocês duas. – Brigou a primeira. --- Olá, belo mortal. – Falou ela na minha direção. --- Deseja os nossos serviços?

Eu havia sido descoberto, mas como? Elas não poderiam me ver, não tinham olhos. Era impossível que alguém me visse na escuridão.

--- Não temos o tempo todo. – Gritou a terceira. --- Quer ir para algum lugar ou não? Dez dracmas e te deixamos no centro de Nova Iorque, para outras cidades é mais caro.

Rastejo para fora do mato limpando minha roupa e me coloco de pé. Olhando novamente para elas e então ao longe ouço sirenes policiais. Rapidamente me jogo dentro do carro. Ele tinha um cheiro estranho, de coisa velha, muito velha.

--- Centro de Nova Iorque. – Digo as pressas. --- Andam, os fantasmas estão me perseguindo.

Sem que eu esperasse por aquilo, meu corpo grudou no banco traseiro quando o carro foi arrancado pela estrada. Elas não deveriam dirigir daquele jeito. Eu não morreria por monstros, três velhas é que seriam a causa. O bom era que em poucos minutos elas rodavam longas distancias. O que após quarenta minutos me deixou no centro quase adormecido da cidade.

--- Dez dracmas. – disse a segunda velha.

--- E um aviso de graça. – Disse a terceira. --- Cuidado que para onde vás, não retornarás inteiro. Sendo um chegará e sendo dois deixarás.

--- Precisa falar desse jeito? Não somos Delfos. – Ralhou a segunda.

--- Falar difícil causa mais impacto. – Debateu a terceira.

--- Vá! – Exclamou a primeira. --- Tem alguém pedindo os nossos serviços.

E assim elas me deixaram no centro da cidade, que brilhava tão fortemente vivo.

Algumas lojas ainda estavam abertas, assim como mercados e drogarias. Jovens bebiam confortavelmente em mesas espalhadas pelas calçadas. Ninguém parecia me dar atenção, eu era quase normal ali entre os outros humanos.

Coloquei minha mochila sobre uma mesa, enquanto eu olhava para o céu. As estrelas estavam preguiçosas naquela noite, mas ainda assim as poucas avistadas iriam ajudar. Sentia-me uma caixa memorial ambulante, nem eu mesmo conseguia acreditar que memorizava alguns feitiços bastante úteis.

Meus lábios se despregaram para sussurrar o mantra ativador da magia de localização.

--- Siderea Circuntum! – A primeira estrela brilhou, em seguida outra. Em questão de segundos uma trilha brilhosa deixava um traçado no céu. Os mortais não podiam ver, óbvio, mas era claro para mim. O final daquele trajeto seria na localização do meu pai.

Peguei a mochila e me coloquei a andar. Eu geralmente detestava o centro por ter um número excessivo demais de americanos nas ruas, mas naquela horário tudo parecia calmo. Ninguém esbarrava em mim e nem tampouco me encarava uma segunda vez. Virei a Quinta avenida e logo comecei a ficar acelerado com a adrenalina e o medo.

Lembranças voltavam a minha mente. A loja de sorvete vista em frente confirmava aquilo. Durante alguns dias da semana quando eu não tinha aulas, meu pai me levava para visitar meu tio John, pai de Charlie. Parávamos naquela loja antes de prosseguir. Eu gostava um pouco do homem, eu era mais comprado pelas bolas de chocolate com cobertura de limão.

A última estrela brilhava exatamente em cima do único lugar que eu jamais imaginaria.

Um jardim florido, uma mini praça com um chafariz e bancos de madeira pinchados por adolescentes enamorados. Em cima do enorme portão se podia ler “Laboratório Steelle”.


Capítulo Quatro – O moleque não é nada mal.

John primeiro avistou o rosto do sobrinho conhecido pelas câmeras da rua anterior ao laboratório. Era questão de horas. Lançou um olhar raivoso para os dois fantasmas que covardemente abaixavam a cabeça em sinal de culpa.

--- Como vocês dois foram perder para um moleque daqueles? – Ralhou o cientista. --- Parece que eu mesmo terei que cuidar dele.

Quando o rosto de Rodrik surgiu na portaria fortemente guardada por seguranças, ele deslizou o dedo por um botão e logo fez-se a conexão com o rádio mais próximo do guarda.

--- Ele é meu sobrinho, deixo-o entrar. – Eram as palavras mais duras ditas até aquele momento. Melinoe deveria agora está observando de perto, se matasse o garoto ali, ele seria condenado. Restava apenas torcer para que o garoto não fosse inteligente o suficiente para ir mais longe. Ele não queria Baal livre, o demônio e a honra deveriam ser dos seus filhos e não de um débil mental que passou mais tempos em manicômios e clínicas do que qualquer outro jovem.

Observou a cria de Nyx parar na portaria. Droga, John lembrou-se de dar folga para as recepcionistas conhecidas do menino. Era tarde, ele sorria amistosamente para uma robusta e redonda garota sul africana. Ele gesticulava apontando para a direção da portaria com proteção.

--- Você e você. – Apontou para os dois fantasmas de anteriormente. --- Não deixe o garoto chegar perto da porta com a senha. Falhem e vou garantir que Hades os puna para sempre.

Em seguida correu para o corredor com o mini laptop nas mãos. Ajustou rapidamente para cobrir as câmeras seguintes, vendo os passos despreocupados do semideus. John o achava insolente de vir sozinho, uma enorme prepotência.  A verdade era que Rodrik sempre havia sido para um ele um garoto egocêntrico. E podia colocar a culpa em Baal, mas somente o tio conseguia ver o sobrinho como ele realmente era; um demônio que culpava outros pelos seus erros e ações.

Enquanto o cientista vasculhava as câmeras, não viu o que os outros dois prisioneiros faziam.

Martin Lefford armava-se de tudo o que pudesse usar. Soube no exatamente momento que Rodrik colocou os pés naquele laboratório disfarçado, que o plano não era com ele e sim com o filho. Sabia que não deveria ter dado as costas para Nyx e muito menos ignorar os seus planos. Agora o seu filho pagaria por um erro que não lhe pertencia.

--- Dirce, Louis, Nasha. – Sussurrou sentindo as suas últimas forças sendo drenada para convocar os seus fantasmas aliados. Suas pernas falharam e ele desabou no chão, sentindo apenas o vento fantasmagórico próximo de si. --- Meu filho, não deixem matar meu filho. – Romper a barreira ant-poderes para invocar teve um efeito pior que o esperado.

Martin deitou-se no chão e apenas se permitiu dormir acreditando que os três espíritos o ajudariam.

--- Essa é a minha chance de fugir desse lugar. – Sussurrou a prisioneira filha de Perséfone. Ao contrário do morador ao lado, ela sabia que os poderes seriam drenados pela cela especial, logo, aguardaria o momento certo.


[Continuação abaixo]
           
 
Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Passeando por Nova Iorque Nota: O resgate do príncipe dos fantasmas Música: Iron Maiden - The Apparition


Samanta Sink  



The inhumanity that is caused to another, destroys humanity in me.
Rodrik Lefford
Rodrik Lefford
Filhos de Nyx/Nox
Filhos de Nyx/Nox

Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Rodrik Lefford em Dom Fev 17, 2019 9:17 pm





A criança amaldiçoada!




Capítulo Cinco – Que urucubaca é essa?

Fui levado até a sala onde Lowenny havia dito que tio John estava, mas ela deveria ter se enganado, estava vazia.

--- Oi, com licença. Sabe onde está o doutor Lefford? – Perguntei para um rapaz que passava por mim conferindo algumas planilhas. Aparentemente eles deveriam está fazendo algo muito importante, pois era madrugada e ainda trabalhavam.

--- Não, não sei. – Respondeu o garoto sumindo logo de vista.

Eu estava pronto para perguntar a uma terceira pessoa, mas então a porta se abriu e meu coração gelou. Dois policiais entraram procurando algo e aparentemente acharam ao me ver.

--- Cacete! – Digo dando alguns passos para trás. Se eu pudesse achar logo meu tio, com certeza ele daria um fim naqueles fantasmas. Senti uma mão gelada tocando o meu ombro e tento reprimir um grito tenebroso. Parada ao meu lado, uma fantasma de cabelos negros caídos e lambidos, olhos fundos e um roupão de paciente em tratamento mental.

Dei um salto para atrás e grito tão alto que todos os funcionários pararam para olhar o que estava acontecendo. Como somente eu podia ver, os cenhos se franziram. Mas, eu já era considerado louco mesmo.

--- Bati o cotovelo na porta. – Menti. Os pelos do meu poro estavam ouriçados, eu odiava aquela sensação sobrenatural de ver um morto. Embora eu tenha estranhado no início, deduzi que talvez fosse um espírito do meu tio, afinal se ele e meu pai eram irmãos, logo ele também seria um semideus. Que família maluca a minha!

--- Semideus, minha senhora me mandou aqui. – Disse a fantasma me fazendo pular quase um metro do chão. A sua voz parecia vir de um túnel muito, mas muito extenso. O eco insistiu no meu ouvido. Eu jamais havia ouvido um espírito falar, exceto os policiais, mas eles estavam possuídos e portanto usavam um corpo humano. --- Ela encontra-se atrás daquela porta. – E apontou com o dedo fantasmagórico para o outro lado da parede.

Olhei na direção e percebi o porquê não tinha visto antes. Havia uma parede branca e um aparelho de senha. A porta era praticamente invisível, pintada da cor da parede.

--- Parado ai, mocinho. – Falou uma terceira voz masculina ao meu lado. Os policiais tinham se aproximado e eu nem tinha visto. Mas, eu estava seguro ali.

--- Deve está acontecendo algum engano. Eu me chamo Rodrik Lefford, sou sobrinho do responsável por esse laboratório. – Falei sem demonstrar nenhuma emoção.

--- Sabemos quem é você. – Falou o segundo policial. --- Temos ordem para não deixar o senhor se aproximar daquela porta. – Ele seguiu o meu olhar. --- Queira nos acompanhar, por favor.

--- Não mesmo! – Eu disse retirando a mochila das costas e torcendo para que os itens no interior fossem suficientes para machucar alguém. Taquei a mochila na cara do primeiro e empurrei o segundo.

Aquilo foi o suficiente para atrair a atenção de todos os outros presentes. Os olhares se viraram para mim, incluindo alguns seguranças. Lowenny colocou as mãos no rosto e soltou um gritinho agudo.

Eu não poderia lutar ali, não tinha certeza do quanto a névoa conseguia encobrir dos mortais. Eu me colocaria em risco com tantas câmeras de segurança.

Tudo parecia perdido, o policial atingido já se recuperava do susto e retirava o seu cassetete elétrico. Aquilo doía muito e eu não tinha intenção de ser atingido novamente. O espírito ainda estava ao meu lado, parada e esperando algo acontecer. Se ela ainda estava ali, é porque queria algo de mim, então optei por arriscar.

--- Vai ficar parada? Me ajude! – Pedi.

A mulher levantou os olhos assustadoramente negros e então pulou na direção do policial mais próximo. Aquilo foi o suficiente para os guardas terem certeza que havia algum problema. E vieram correndo e gritando na minha direção.

Quíron diria bem feito pra mim e eu merecia. Segunda confusão com menos de 24 horas fora do acampamento. Seria aquilo uma teoria da conspiração?

Fiz o que qualquer pessoa na minha situação faria. Olhei para o lado e vi um monte de cadernos, planilhas e papeis, peguei todos e atirei no primeiro na minha frente. Aquilo pegou o policia de surpresa, afinal quem atacaria outro com papeis? Deslizei por baixo dos braços do policial e cheguei no outro lado, parando de frente para o primeiro guarda. Cinco contra um era covardia.

Chutei a sua canela me aproveitando da sua duvida entre me atacar ou não. Todos ali sabiam quem eu era, não tinha motivo para usar de violência. Eles não pelo menos.

--- Me desculpe, Lowenny. – Sussurrei ao passar no seu lado e acidentalmente leva-la ao chão. Com a pilha de papeis nas mãos, a mulher tombou bem no caminho de um dos policiais que me perseguiam. Ele tropeçou nela e catou vento.

Eu tinha um foco, correr até a porta onde a fantasma assustadora tinha me apontado. Aumentei a velocidade sentindo o peso da adrenalina, meu coração aos pulos, a respiração ofegante.

Ao parar em frente a porta, novamente o pânico. Tinha um pequeno aparelho com 10 dígitos, onde provavelmente se encaixava uma senha. Eu não fazia ideia de qual poderia ser.

--- 578435 – Uma voz sussurrou ao meu lado. Dei um novo pulo assustado para trás. Eu só poderia está atraindo espíritos. A voz vinha de um jovem praticamente da minha idade e ao contrário da mulher, ele era bem afeiçoado, lembrando até um pouco os membros da minha família. --- Eu sou Leon Lefford, servo de meu senhor Martin.

Eu não sabia o que mais me deixava assustado, o fato dele ter o meu sobrenome ou ele ser “servo” do meu pai. Em toda a minha vida, jamais imaginei que meu pai soubesse lidar com aquele lance de semideus. Tio John eu tinha certeza, sempre o mais esperto e estranho. E tinha também Charlie, que sempre demostrava ser bastante hiperativo e ter déficit de atenção.

Quando alguém é muito parecido contigo, estranhe.

Precisei de alguns segundos para me abster do susto. Estiquei meus dedos trêmulos, naquela altura já temendo que não era uma simples coincidência as estrelas me levarem ali. Tinha algo de muito suspeito naquele laboratório.

Digitei as senhas e logo a porta se abriu. O primeiro som que ouvi foi o de meu pai gritando de uma cela.


Capítulo Seis – Pelos menos eu tentei


Sabe quando se fica perdido sem saber o que fazer? Fiquei daquele jeito. Os policiais possuídos vinham em minha direção, meu pai estendia a mão por trás de uma cela trancada e gritava amedrontado.

Eu nunca tinha visto Martin Lefford demonstrar algum medo antes.

Leon ainda estava ao meu lado. Corri para a cela e segurei os dedos gelados. Eu tinha tanto a falar. Era a primeira vez que eu o via após ser liberto do manicômio e ir direto para o acampamento. Eu queria dizer que não era apaixonado por ele, que eu o via como um pai. Que tudo aquilo era a maldição imposta por Nyx e Melínoe quando inseriram Albert, o demônio em sua alma.  

Sentiu uma presença e logo se colocou de pé tocando na sua espada pela primeira vez desde que entrou naquele lugar. Ele estava aos poucos sentindo os efeitos do demônio sussurrando palavras de ódio em seu ouvido.

Sentiu um enorme alívio ao ver John parado a alguns metros distante. Entretanto, o alívio se tornou em dúvida e logo depois em compreensão. O tio estava cercado por dois espíritos desconhecidos, e no seu rosto, um sorriso de satisfação, frustração e diversão. Tudo misturado em uma só pessoa.

--- Vejo que você cresceu, sobrinho. – Ele falou com a sua voz mais tediosa. --- O que é isso que os seus dedos tocam? Ferro estige? Muito sábio portar uma dessas, mas quase uma afronta sendo você descendente de Hades. Isso é para ferir os mortos? Não fazemos isso, nós comungamos com eles.

Saquei a espada e fiquei o encarando. Era somente eu e Leon, contra meu tio e dois fantasmas. Eu já sabia quem levaria a pior, mas ainda assim paguei para ver.

Corri na sua direção com puro ódio e fúria. Ele retirou uma espada tão rapidamente e bloqueou o meu ataque. Em seguida estendeu as pernas e me chutou na barriga. A dor excruciante fez me afastar.

Senti minha magia fluindo para os meus dedos, filetes de energia escura surgindo, sugando meu poder para tornar real.  Invoquei três bolas das pontas dos dedos e arremessei contra ele. John simplesmente deixou fluir um líquido branco e mais rápido do que eu, bloqueou com aquela substância estranha e majestosamente me acertou com dois outros no rosto.

Queimou e se espalhou pelo o meu corpo. Tombei no chão e gemi de dor. Só então ele se aproximou e colocou os pés sobre o meu peito que subia e descia em busca de ar.

--- Tão fraco. Tão insignificante, não entendo o quê a rainha dos fantasmas ver em você. – Cuspiu em seguida.

--- Eu sou aquilo que você jamais vai ser. – Minha boca se abriu e falou. Escutei as palavras, era a minha voz, mas não eu não queria dizer aquilo. --- Mesmo com toda a sua tecnologia e esse seu sangue infame do rei do submundo, você não será um terço de tudo o que eu sou.

Meu corpo se colocou de pé. Eu conseguia assistir a tudo, ouvir e até mesmo sentir os odores.

--- Baal! – Falou meu tio em tom de desdém. --- Eu me perguntava no quanto mais eu deveria colocar a vida do pequeno Rodrik em risco para você aparecer. Essa é o quê? A segunda vez que você possui o garoto? Como você faz isso? Somos protegidos por minha mãe e ele ainda é filho da rainha da noite. Que feitiço usa?

--- Não devo nem falar, seja qual for ele é muito evoluído para o seu nível amador e mortal. Nem mesmo o garoto seria capaz de usar. – Falou Albert, que curiosamente era chamado também de Baal.

Meu corpo virou-se para meu pai e então eu senti novamente aquela sensação que eu tanta odiava. Meu pênis logo tornou-se rígido, eu desejava tanto tocar aqueles lábios. Maldita Melissa que o tinha tirado de mim.

Os dedos tocaram no rosto do homem pálido e assustado. Ele sabia quem era o dono daquela mente e corpo naquele momento, claro, tinha convivido anos com ele. Em silêncio, deixando o filho se sentir odioso por pensar daquele jeito no progenitor. Logo em seguida trancando-o em um manicômio como se o caso fosse um simples distúrbio e não sobrenatural.

Conforme Baal pensava naquelas coisas, minha ganhava novas informações e visões. Era como se compartilhássemos o mesmo entendimento. Logo, eu desejava me afastar daquele homem ferido. Eu havia sofrido durante anos e tudo aquilo poderia ser evitado.

--- Faça o que você tem que fazer. – Disse meus lábios. --- Não perca mais tempo, ou será que se afeiçoou ao garoto? Rodrik nunca pertenceu a ninguém a não ser a mim. Ele é a dívida que Nyx pagou comigo, um corpo que em breve será meu.

Meu corpo se virou para o lado oposto, me fazendo ver pela primeira vez novas celas. Que tipos de coisas aconteciam ali? Vi o rosto de uma garota me observando, ela deveria ser a dona do espírito da mulher estranha. Meus passos ganharam forma e então se dirigiram para um novo corredor, distante das celas e de John.

Meus dedos tocaram em uma porta de madeira e a abriram. Ao contrário dos outros cômodos do laboratório, aquele parecia ter se perdido há séculos atrás. Tochas iluminavam as paredes, um enorme mesa de ferro no centro, bem acima de símbolos rúnicos.

Virei-me quando ouvi passos ecoando não muito longe, saltos que batiam no piso amarelado. Uma mulher de olhos negros, cabelos negros e sorriso sedutor sorria para mim. Ela carregava uma túnica negra e emanava uma energia que não pertencia a aquele mundo.

--- Demorou Baal. – Disse ela com uma voz sedosa. ---O garoto tem resistido as suas tentativas? Eu te disse para não subestimar o seu lado divino.

--- Lady Melinoe. – Respondeu minha boca. --- Não há com o que deva se preocupar. – Olhei em volta. --- Onde está a deusa da escuridão?

--- Como você já deve saber, Nyx está em guerra contra o olimpo. Desafiou insetos semideuses e não tem tempo para está aqui. Há uma guerra que em breve se iniciará e não se esqueça sobre o seu papel nisso tudo. O grupo de demônios está apenas em sua espera para lidera-los após seu antigo líder sumir misteriosamente.

--- Se ocorrer tudo certo, vocês terão o seu soldado mais leal.  

Novas pessoas surgiram no local deixando a minha mente em pânico. Por dentro eu queria gritar, correr dali ou chutar a cara daquela deusa. Mas, por fora eu me mantinha calmo, sem emoções ou sentimentos. Vendo tudo de “longe”, eu conseguia entender de onde vinha aquela sensação de não pertencer a lugar nenhum, minha falta de afeto e minhas vontades de exclusão.

Baal não tinha sentimentos... a não ser muito ódio.


Capítulo Sete – Se meu pai é Ogum, vencedor de demanda. Ele vem de Aruanda para salvar filhos de umbanda.

Não demorou nada para que o meu corpo se dirigisse até a mesa de metal e se deitasse. Eu conseguia sentir magia fluindo de todos os lugares. John entrou logo depois vestindo branco, vinha acompanhado de outros assistentes.

Ele aproximou-se de mim e após sorrir maliciosamente retirou uma seringa do bolso.

--- Não irá doer. – Falou ele. --- Isso é apenas uma substância que deixará o dna dele desalterado, dando mais sucesso para o ritual. Quem falou que magia e medicina não podem andar lado a lado?

Senti algo gelado ser inserido nas minhas veias. A substância parecia soro, mas logo deixou minha visão nublada. Eu sentia Baal tão forte e vivo, parecia que eu tinha voltado a ser criança novamente.

Uma roda de pessoas se formou ao meu redor. John e os assistentes permaneceram do meu lado. Puxaram tubos de soro e colocaram no meu braço. Uma mulher apareceu com um bisturi e virou o meu corpo para baixo, me colocando de barriga para a mesa.

--- Faça uma infusão vertical na espinha dossal. – Explicava John. --- Preparem a substância com o soro com o sangue de demônio. Quando o corpo entrar em torpor, vamos modificar os seus cromossomos, diminuir o seu dna para tornar mais fraco, assim conseguiremos inibir os poderes divinos e fazer com que Baal tenha força para assumir o corpo definitivamente.

--- Nos invoco mysteria dilectione sua et in nocte magicae. – Sussurrou uma mulher. Logo um coro começou a se ouvir. As chamas das tochas logo se aumentaram, o lugar inteiro cheirava a feitiço, um cheiro peculiar que aprendi a reconhecer no chalé de Nyx no acampamento grego.

Senti o corte sem anestesia cortar a minha pele e como quis gritar. Mas, logo fui perdendo a consciência.

Meu corpo logo adormeceu, mas meu espírito fluiu para fora como se fosse expulso. No lado externo eu conseguia ver tudo o que se passava naquele lugarzinho do mal. Melinoe olhava diretamente para mim e sorria, somente ela parecia me ver.

--- Não tenha medo, Semideus! – Disse ela. --- Se você resistir, poderá ser especial. Se morrer... pelo menos teve uma vida.

E então meu sangue pegou fogo.

O mantra que as mulheres recitavam acendia em mim uma dor excruciante. Primeiro minha pele começou a arder, depois o líquido inserido começou a penetrar em cada veia do meu corpo e fazê-lo queimar.

Meus ossos pareciam se tornar pó bem diante de mim, mas o meu corpo continuava parado. Senti o cheiro de sangue quando uma gota pingou no chão e então vi alguém se aproximar com uma bolsa de sangue azul. Eu queria me levantar e correr, mas eu era apenas um espírito. Mergulhei no meu corpo, mas surgi do outro lado da sala.

A deusa, senhora minha avó e filha de Hades gargalhavam.

E então vi alguém depositar sobre o meu corpo um receptáculo de barro. Minha magia começou a fluir para o objeto, fazendo meu corpo finalmente dar sinal de vida e começar a tremer.

--- Segurem ele! – Gritou John. Ele agora pegava o bisturi das mãos da sua assistente e fazia um corte pequeno na minha vértebra. Em seguida injetou uma fina agulha e puxou um líquido transparente dali.  

--- Surge demon suscitat et hoc corpus est vitae. – Uma voz aguda se fez mais alta no coro e então todas as outras começaram a repetir. – Eu via o que deveria ser minha magia usada para realizar feitiços brilhando no jarro acima da minha cabeça.

Uma substância azul cristalina me envolveu e parecia ser visível a todo, pois até mesmo John parou e se afastou um pouco.

Minha mente começou a girar, corri para o meu corpo novamente e atravessei a mesa e fui para no outro lado da sala. Eu estava agora no corredor, uma parede visível me impedia de prosseguir e retornar para a sala de cerimônia.

--- Então já começou? – Disse uma voz feminina ao meu lado. Do outro lado da cela uma garota de olhos azuis cristalinos e face bonita me encaravam. --- Você precisa resistir. – Dizia ela. --- Você é forte!

--- Como você pode me ver? – Perguntei caindo no chão de joelhos. Eu me sentia fraco, como se estivesse muito doente e não comia há dias.

--- Você é um espírito, eu filha de Perséfone. – Ela deu de ombros como se aquilo explicasse tudo.

O chão abaixo de mim começou a se tornar em vermelho sangue. As paredes começavam a gemer e pequenos escorrimentos de líquido a manchava. A barreira invisível logo se rachou e então meu corpo foi puxado violentamente para a sala, atravessando paredes e as pessoas que estavam no meio do caminho.

Parei abruptamente em frente ao meu corpo e então uma mão se ergueu e me segurou pelo pescoço.

Gritei.

Algo rasgava o meu corpo espiritualmente e se materializava. Na minha frente, Baal surgiu em sua forma original. Olhos negros, sorriso com dentes negros e um par de asas negras nas costas. Ele tinha quase dois metros e um corpo atlético.

--- Finalmente! – Disse ele satisfeito.

Em seguida pulou para cima de mim e nossos corpos espirituais rolaram pelo ar e bateram na parede. Acertei uma tocha e ela logo se apagou, porém logo voltou se acender. Olhei para o grupo de pessoas que trabalham no meu corpo e elas focaram a sua visão em mim. Baal acertou me um soco e então fui arremessado para a mesa, atravessando-a e batendo no chão.

Eu não poderia me defender, não sentia magia nenhuma em mim.

Com as suas asas abertas, ele era tão assustador. Bateu-as produzindo um vento quente que me pregou ainda mais no chão. E em seguida veio em toda velocidade na minha direção. Estiquei as pernas e acertei o seu peito, mas ele as segurou e me ergueu como se eu fosse um palito de picolé e então me arremessou para a parede oposta.

Tentei me segurar na parede, mas cai despencando. Em seguida como em um piscar de olhos, ele envolveu o meu pescoço com as suas garras e então foi me levantando escorado. Eu iria morrer em breve e estava pronto para aquilo.

Eu nunca quis viver para ser sincero. Eu era diferente, não conseguia sentir o amor e nem a felicidade. Sorrir para mim era como injetar um ferro quente no meu coração, sempre doloroso. A verdade é que toda a minha alma era quebrada, despedaçada e espalhada em milhares de pedaços. E não importava o que eu fizesse, jamais poderia reconstituí-la.

--- Diga, adeus a sua vida, humano!  

A porta da sala de cerimônias explodiu e logo vi o rosto de Flora e outros semideuses.


Capítulo Oito – Eu sou a luz que ilumina as trevas.

A semideusa sabia que era errado deixar Rodrik partir para uma missão sozinho. Era perigoso e inconsequente. Ele nem tinha completado 5% de todo o treinamento que os semideuses recebiam. Ele iria ir, mas não voltaria.

Por isso a sua consciência a impediu de dormir. Vestiu o seu robe e partiu para a casa grande, acordando Quíron e abrindo todo o jogo. Em poucos minutos uma pequena missão estava tomando vida. Ela como líder e mais três garotos, incluindo George de Ares e um veterano de Hécate.

Qualquer um veria que aquilo era uma armadilha, algo que Rodrik tinha caído com toda facilidade do mundo. O chalé inteiro de Nyx estava acordado, alguns tentando trabalhar em feitiços que pudessem ajudar. Não era comum em tempos de guerra ver um grupo se preparando para outra coisa que não fosse a batalha final.  

--- Deixe o Ernesto morrer. – Dizia Dionísio.

No entanto, Flora não o estava escutando. Seus passos temerosos a levaram até o chalé de Hera. Os braços da garota que reluziam a claridade da lua abriram a porta pesada. Ela sabia que sua avó não ajudaria, mas tentaria pelo menos. O fato de que Rodrik fosse um dos seus protetores talvez amolecesse o seu coração.

--- Senhora do Olimpo, rainha dos deuses. – Sussurrou sem se aproximar muito da estátua. Mesmo sendo filha de Apolo, ainda era uma intrusa e Hera podia ser muito vingativa quando queria. --- Ajude Rodrik! Não o deixe morrer, eu imploro. – Limpou as lágrimas que escorreram pelo rosto e deixou o chalé sentindo olhares sobre ela.

[...]

Era impressionante como feiticeiros poderiam achar qualquer lugar. Estavam parados de frente para um laboratório que segundo um dos semideuses na missão, ocorria uma enorme concentração de magia.


Capítulo Nove – Se ela luta, eu luto!

Os semideuses chegaram prontos para a batalha.

Houve gritos quando uma flecha de Flora pairou no ar e atravessou um dos braços de John. Um rapaz de Hefesto ergueu uma das mulheres como se fosse papel e a jogou para o outro lado. Na correria e medo, a mulher que segurava o jarro na direção da minha cabeça o deixou cair.

Fui envolto por luzes que logo minaram para o meu corpo e então começaram a puxar a alma para o seu interior.

Baal segurou forte no meu braço e enrolou as pernas em mim.

--- Não, você não vai. O corpo é meu! Você é o intruso! – Dizia ele com os olhares assustados. Parecia quando erámos criança e eu quebrava alguma coisa, ele sempre me olhava daquele jeito.

--- Me solta! – Toquei no seu braço e com a outra mão arremessei um soco na sua cara. Aquilo o pegou desprevenido. Geralmente eu não me defendia dela. --- Você jamais me terá!

--- Eu sou mais forte que você.

--- Será? – Perguntou uma voz além. Não podíamos vê-la, mas eu sentia o seu carinho (se era que era possível). A mulher dos meus sonhos, Hera, minha madrinha. --- Não posso me intrometer em assuntos de mortais, saia logo dai semideus! E não me decepcione, não sou uma deusa de tolerar decepções.  

Me enchendo de força de vontade, Bati com a minha cabeça na dele. Era dura, mas como eu era espírito, não sentia muito. Seus braços se despregaram dos meus e então como imã, meu espírito mergulhou com força no corpo.

Não parecia ser aquela a minha casa. Estava diferente, modificada. Era como se alguém tivesse entrado e mexido em tudo, mudado os móveis de lugar. Porém, a sensação durou por pouco tempo. Tempo o suficiente para ouvir a voz de Flora nos meus ouvidos dizendo que tudo ficaria bem.

Soube depois que havia sido uma verdadeira batalha envolvendo até policiais. Os semideuses teriam se encrencado com as autoridades se não fosse meu pai assumindo a posição e dizendo que estava sendo mantido em cativeiro. Como sócio daquele lugar, sua palavra contou muito.

A polícia não encontrou John e eu não acordei pelos próximos quinze dias.

Quando minha consciência voltava ao lugar certo, ouvia vozes de pessoas ao meu redor. Em sua maioria Flora e o gosto de ambrósia nos lábios. Então eu tinha voltado para o acampamento. Ouvia também a voz do meu pai ao meu lado e seus dedos me acariciando, mas também sentia a presença de Baal dentro de mim. Tudo permanecia como sempre foi. Ou quase...

Abri os olhos sentindo todo o meu corpo protestar. Da minha unha do pé até o último fio de cabelo tudo doía. Até mesmo a claridade machucava os meus olhos. Eu estava sensível demais. Minhas pernas estavam imobilizadas na maca, que a propósito, me encheu de felicidade ao reconhecer a enfermaria do acampamento.

--- Não se levante, Ernesto. – Dionísio estava ao meu lado. Meus olhos passaram dele para Quíron e então para o deus do vinho novamente. --- Os ferimentos na sua coluna ainda não firmaram completamente. Vai precisar de mais néctar dos deuses.

--- Ele é um semideus, Sr D. – Dizia Quíron. --- Vai ficar bom em poucos dias.

--- Ele se tornou um pouco mais que um simples semideus, centauro. – Cuspiu Dionísio e as suas palavras não pareciam normais. Eu via algo de diferente nos seus olhos, um medo talvez.

--- Com licença. – Disse Flora entrando no meio de ambos e vindo com um copo de água. --- Beba tudo, babaca. Ai, quando você melhorar eu vou te matar, garoto. – Mas no fundo ela sorria.

--- Consegue me ouvir bem, Bernardo? – Perguntou o deus do vinho.

Mexi apenas a boca para confirmar, não saía nenhum som.

--- Bom, temos que conversar. – Em seguida olhou para Flora. --- Já pode sair, filha de Apolo.

Flora pareceu bastante contrariada, afinal a enfermaria era dela. Mas, como ele era um deus, ela apenas abaixou a cabeça e saiu. Eu a conhecia o suficiente para saber que quando estivesse longe, ela xingaria o divino de todos os nomes possíveis.

--- Então... Não vou enrolar. Se você morrer do coração eu saio no lucro. – Dizia Dionísio.

--- Sr D... – Advertiu o centauro.

--- Ta bom, não morra, não ainda. – Ele se afastou um pouco. --- Você sabe que mexeram com você certo? Aquele lugar lá seria um paraíso para quando semideuses aprontassem comigo. Mas, não vem ao caso. Parece que tem uma coisa ai dormindo dentro de você, alguém que a megera da noite colocou e Hera fez algo. Curioso, ela protege um humano, mas tenta me matar. Enfim... não deu muito certo. Os delinquentes juvenis que Quíron cisma em treinar chegaram lá e estragaram tudo e o resultado foi pior que o esperado... para você.

--- O que ele está tentando dizer, é que mexeram com você de uma forma inusitada. O sangue de demônio ativou no seu dna uma barreira de proteção. Como o sangue era forte e seu corpo não tinha forças sozinho para se defender, usou de outros meios. O seu dna se modificou. Os curandeiros fizeram testes e mais testes e não tem mais dúvida. Você ativou completamente o seu outro lado divino.

Fiquei ouvindo aquilo sem nenhuma reação. Eu sentia que algo estava errado, mas não necessariamente daquele jeito. Eu não me sentia diferente, embora o meu corpo parecesse ter passado por uma cirurgia plástica de tantas dores.

--- Quando o seu dna pediu ajuda a todo o seu corpo, as células ligados ao seu pai, que posteriormente é ligada a rainha dos fantasmas ajudou. Não sabemos que tipo de ritual estavam fazendo, acreditamos que era para reviver o demônio que mora em você. O ritual ao ser quebrado reviveu outra coisa, o seu lado adormecido. – Dizia Quíron. --- Rodrik, não temos 100% de certeza porque só fizemos testes, mas temos razões claras para dizer por causa do cheiro do seu sangue que você despertou poderes ampliados de Melínoe.

Desmaiei. Mas, como eu estava deitado, pareceu apenas que eu adormeci.  
     


Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Passeando por Nova Iorque Nota: O resgate do príncipe dos fantasmas Música: Iron Maiden - The Apparition


Samanta Sink  



The inhumanity that is caused to another, destroys humanity in me.
Rodrik Lefford
Rodrik Lefford
Filhos de Nyx/Nox
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Idade : 20
Localização : Acampamento para semideuses gregos

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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Rodrik Lefford em Dom Fev 17, 2019 10:05 pm





A criança amaldiçoada!


Considerações


Armas levadas:
Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um segmento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas lâminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência mágica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Objetos de ajuda:
Túnica do Mago Conjurador [Uma túnica unissex repleta de estilo e beleza, seu tecido é vermelho escuro e os adornos em dourado. O seu tecido mágico é melhor aproveitado por aqueles que possui magia correndo por suas veias, ou esse item será apenas um belo traje a ser usado, sem ter seus efeitos ativados | Efeito 1: Aumenta em 25% a força dos feitiços. Efeito 2: Aumenta a defesa mágica em 40% | Tecido mágico | Beta | Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Energizador [ Uma garrafa de vidro contendo um líquido amarelo, com aparência semelhante a de suco de abacaxi. | O líquido é feito de uma mistura com água de coco e pó de dente de leão, sendo capaz de fazer quem o ingere recuperar até 100 de MP.  | Água de coco e Pó de dente de leão. | Sem espaço para gemas. | Gama. | Status: 2/2 | Mágico. | Some da mochila após uso | Underworld's Poisons.] (x2)

Pão de queijo [ Um pão de queijo de tamanho médio recheado com requeijão e pedacinhos de ambrosia, se mantém quentinho dentro do saco de papel pronto para o consumo. | Efeito: Como uma comida reconfortante, o consumo deste recupera até 150 HP e MP do semideus portador do item. | Efeito imediato | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Taco apimentado [ Um taco de milho crocante, recheado com carne apimentada, alface fatiado e queijo. | Efeito: Recupera 180 HP e MP de quem o consome. | Efeito imediato. | Uso único, some após o consumo (1/1) | Mágico | Comprado no Tea Drop ] (x2)

Bombom de Ambrósia [ Uma caixa azul com 5 bombons de chocolate amargo com recheio de ambrósia e néctar. | Efeito: Recupera fadiga por mágica e esforço físico. Recupera 10 HP e 10 MP por bombom. | Efeito imediato. | Some após o consumo dos 5 bombons. (5/5) | Mágico | Comprado no Tea Drop ]
Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]


Habilidades Usadas:
Poderes Passivos:
Nome do poder: Bom Magico II
Descrição: Você está se tornando um mago experiente, aprendendo e se desenvolvendo de forma perfeita, sua magia vem se tornando mais forte, e você cada vez mais inteligente, perspicaz, e bom em compreender os feitiços. Com isso, sua habilidade também ficou mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +10% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: Há boatos de Nyx/Nox era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente. Nesse nível aprendem a manusear facas, adagas e espadas curtas de uma forma que causa inveja em outros semideuses, são mais assertivos e furtivos, rápidos e dominadores, podendo acertar seu manejo de uma forma impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +20% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum


Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos:
Feitiço: Crepitus.
Descrição: Esse feitiço faz com que todos os vidros, cristais e materiais quebráveis irão simplesmente estourar, causando uma distração.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Nome do poder: Manipulação de Energia Escura I
Descrição: O filho de Nyx/Nox consegue criar uma pouca quantidade de energia escura sobre a ponta dos dedos, concentrando-as e transformando-as em esferas de energia negra. Quando junta os cinco dedos, forma então uma bolinha maior, do tamanho de uma esfera, e a lança contra o peito do inimigo, causando um dano não muito grande.
Gasto de Mp: 5 por esfera criada.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 por esfera liberada, totalizando um dano de 50 HP.
Extra: Nenhum

Feitiço: Siderea Circuntum.
Descrição: Só sendo útil durante a noite, esse feitiço permite que as estrelas lhe mostrem em que direção ir. Aquelas na direção para onde deve ir, irão brilhar mais forte.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado apenas com o olhar.

Feitiço: Non manes
Descrição: Um feitiço que serve para que você expulse fantasmas de um determinado ambiente – ou pessoa, caso alguém esteja possuído.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.

Feitiço: Incumbo
Descrição: Um feitiço para auxiliar em sua concentração. Pode ser bem útil se utilizado durante uma batalha que necessite de muito foco ou antes de um ritual que exija precisão.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.


Pack de Xp:
Pack de XP [ Todo e qualquer XP ganho pelo personagem sofre um acréscimo de 30% durante os próximos sete dias (Valido até: o evento de verão acabar

FPA:

Habilidades Extras/ Benção/Maldições:
Habilidade Adquirida
Nome do Poder: Inteligência Linguística
Descrição: Quem possui a inteligência linguística bem desenvolvida, possui um domínio e gosto especial pelos idiomas, pelas palavras e desejo de explorá-los. Esta habilidade dá a vantagem de usar as palavras com maestria e expressar-se com sagacidade para obter o que deseja.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% em inteligência, +20% de persuasão.
Dano: Nenhum

Baal:
Clique



 
Traje: Uniforme do acampamento Acompanhado: Albert (Baal) Aonde: Passeando por Nova Iorque Nota: O resgate do príncipe dos fantasmas Música: Iron Maiden - The Apparition


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The inhumanity that is caused to another, destroys humanity in me.
Rodrik Lefford
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Filhos de Nyx/Nox
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Idade : 20
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Re: A criança amaldiçoada

Mensagem por Macária em Qua Fev 20, 2019 10:40 am

Rodrik

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha – 50%
Gramática e ortografia – 20%
Criatividade – 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 5.000 xp e dracmas

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha – 45%
Gramática e ortografia – 15%
Criatividade – 22%

TOTAL:  5.330 xp e 4.100 dracmas + 1 moeda de verão

Comentários:

Seu texto teve descontos em gramática e ortografia porque além de uns errinhos de escrita (que podem ter sido causados por uma digitação rápida), em determinado momento a narrativa passa de "eu fiz isso" para "sentiu que". E isso num mesmo "capítulo" e até parágrafo. Meu segundo ponto é que você fez um monte de confusão, tinha luta que eu não conseguia compreender em quem Rodrik estava batendo e então eu precisava reler a luta toda do começo pra entender o que estava acontecendo de fato. Eu achei um enredo simples para o que você quer (uma lista completa), claro que não precisa ser algo tipo: matei cinquenta monstros em uma fuga alucinada. Mas você não teve que fazer nada pra ativar esse lado além de ser agente passivo de um ritual. Um ritual que deu errado. E ainda assim, você não ficou com nenhum contra mesmo tendo lutado com um demônio no plano astral e ainda teve o bônus de despertar seus genes por completo. Além de ter essa estranha ligação com Hera e que não foi explicada, então, eu queria lhe perguntar o que levou Hera a apadrinhar uma criança que tem ligação com quase todos os deuses do submundo? Eu li sua missão por duas vezes e não encontrei a explicação. O que me leva ao terceiro ponto: criatividade. Você teve uma história criativa em vários pontos, porém, houve diversas situações em que fez usos de NPCs ou deuses para se salvar, parecendo incapaz de lidar com toda aquela confusão sozinho. Infelizmente, ao querer algo assim, o protagonismo deve ser seu e eu não senti isso. Entenda, também, que um texto que seja cômico de forma excessiva pode tirar o foco do objetivo principal.




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Re: A criança amaldiçoada

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