The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

[RP] Fechada {Maxonese}

Ir em baixo

[RP] Fechada {Maxonese}

Mensagem por Emmanuelle S. H. Henz em Dom Jan 13, 2019 1:38 pm




Como Kaíros
O momento oportuno, perfeito e crucial entre o tempo e o espaço que cria a atmosfera perfeita e propicia para uma ação.

Nova Roma
Casa dos Hayes
Três dias atrás.

A maioria das pessoas costuma ficar nervosa em situações como aquela, mas Manu não era qualquer pessoa e se quer era humana. A certeza a fazia se sentir segura de sua decisão e estar ali era apenas um lembrete de tudo que estava prestes a acontecer, a mudar.

Outrora aquela mesma garota tinha vivido de forma estranha e cheia de incertezas em relação a vida, estar viva era apenas um bônus e seguir em frente era superar obstáculos, superar a si mesma.

Seus objetivos se resumiam a medos do passado que agora não passavam de lembranças ruins, amargas e sem significado. Era por isso que ela se sentia feliz e segura, porque pela primeira vez entendia seus sentimentos, embora não conseguisse expressa-los como deveria.

— Você a ama — A mulher mais velha afirmou, deixando Manu um pouco mais curiosa em relação a ela.

— Sim, mas ainda não disse isso a ela — Explicou de maneira tranquila, não negaria seus sentimentos até porque não fazia sentido algum tentar esconde-los.

— É por isso que está aqui? — Felicity perguntou divertida, fazendo Manu negar com a cabeça antes de sorrir.

— É por outra coisa — Começou, adotando para si uma postura mais seria antes de continuar. — Eu tenho percebido coisas que antes não sabia explicar, coisas que quero e desejo, coisas que fazem falta no decorrer do dia com essa rotina estranha da pós-guerra — Sua voz saia baixa e tranquila, seus olhos estavam fixos no da loira que lhe passava uma sensação de confiança inexplicável.

— Analisando essas pequenas coisas eu percebi o que faltava — Manu baixou os olhos e deixou os dedos correrem por seus cabelos, sorrindo sozinha antes de completar. — Era ela — A jovem voltou a erguer o olhar. — Sinto falta dela pela manhã quando acordo e ela não está na cama, sinto falta dela na faculdade quando estou atolada de tarefas e não tenho tempo pra comer e sinto falta dela quando meus plantões no hospital são muito longos, o tempo livre que me resta quero dedicar a ela, quero viver com ela — Seus olhos agora brilhavam de leve, como se falar de Maxine a fizesse sentir todas as emoções que tentava transmitir atualmente.

— Eu quero me casar com ela e sei que você é a pessoa com quem ela mais se importa em todo mundo, é por isso que vim pedir sua permissão... — Explicou antes de concluir. — Eu quero a mão da sua filha em casamento.

...

Três dias Depois
Observatório de Seattle
Pôr do sol

A garota tinha desaparecido por um dia inteiro sem dar notícias, tinha ignorado as mensagens de Maxine no celular para garantir que não se entregaria antes do momento certo e o momento era o agora.

Enquanto observava o sol de pôr do observatório de Seattle Manu se recordava das palavras de Felicity em relação a filha. A garota tinha procurado a mãe da namorada para conseguir permissão para o que faria dali para sempre, tinha lhe pedidos conselhos de como aborda-la e do que fazer, mas a resposta lhe pegara de surpresa, a deixando perdida por um tempo.

Foram dois dias inteiros para conseguir interpretar o que a mãe de Max tentara transmitir a ela e mais um para conseguir se preparar para fazer o pedido. Manu queria soar autentica, mas ao mesmo tempo queria fazer a namorada entende-la por completo.

“Seja você”

“Faça algo inesperado, a pegue de surpresa”

“Mostre a ela algo que você ainda não mostrou”.


Tinham inúmeras coisas que Manu ainda não mostrara de seu mundo para Max, a vida delas era uma bagunça de monstros, guerra, semideuses e treinamentos que no agora parecia estar um pouco mais normal. Aquilo não duraria muito tempo, Manu sabia disso e queria aproveitar a sensação de calmaria para fazer o que desejava, embora ainda não soubesse o que era. Tais pensamentos a fizeram reviver inúmeras lembranças dos momentos com Max desde o dia em que a conhecera. Seu jeito bruto e esquivo a deixou envergonhada, mas a fez rir também por perceber que com Max algumas vezes isso mudava completamente. Ela se tornava outra pessoa perto dela.

Uma pessoa melhor...

Mais viva.

As cores ganhavam mais intensidade quando Manu estava com ela, os animais se tornavam mais dóceis, o vento mais profundo, a noite mais misteriosa e o dia mais bonito. Mas como explicar isso a ela? Como fazê-la entender como se sentia quando não conseguia se expressar corretamente? Quando preferia fazer do que falar?

Pensar em tudo isso a trouxe ao observatório onde Manu a sentiu pela primeira vez, onde se tocou que de alguma maneira aquela garota a encantava. Não, ela não ficaria ali por muito tempo, só tinha dado uma pausa para pensar enquanto aguardava que seu plano desse certo.

Tinha pedido a Elena para dispensar Max mais cedo e envia-la para a praia com uma entrega fajuta, que na verdade era uma caixa de papelão vazia que Manu comprara. Tinha conversado com Felicity para aprender a se expressar e tivera uma aula inteira de como fazê-lo de forma confortável e sem mudar seu jeito. Assim como também contara a mãe sobre suas intenções, a fazendo surtar no telefone e prometer que iria levar Maxine para conhece-la.

E tudo isso tinha sido incrivelmente fácil porque bem... pela primeira vez ela tinha certeza, sabia o que queria e como se sentia e não tinha medo de revelar isso pra ninguém. A sensação era de que ninguém no mundo pudesse prejudicar o sentimento que Manu sentia por ela, um bem-estar único que lhe dava segurança.

O por do sol se escondeu no horizonte deixando o céu livre de nuvens. A noite estava clara e as estrelas eram poucas, mas criavam kairós, criavam o momento oportuno, perfeito e crucial entre o tempo e o espaço para que elas tivessem a atmosfera perfeita.

— Você está pronta? — Manu questionou a si mesma em voz alta antes de checar o relógio e perceber que estava na hora, finalmente estava na hora.

— Eu estou pronta — Respondeu da mesma maneira, sabendo que seu coração e mente estavam em sincronia com ela e concordavam.
...

Um pouco mais tarde
Não muito longe dali.

A areia da praia estava morna sobre seus pés descalços, o vento fresco batia em suas bochechas coradas e seu olhar se perdia no horizonte em busca de uma pessoa em particular. As ondas quebravam as costas da garota de maneira calma e mais ao fundo ela podia sentir o mar ganhando vida, como se soubesse que a princesa dos mares estava por perto.

Manu vestia-se de forma casual, short jeans e camisa branca. Seus cabelos estavam soltos e caiam sobre os ombros de um jeito charmoso e delicado. Sua postura era tranquila, relaxada.

— Emms? — A voz de Max a fez sorrir largamente ao se virar para o lado, percebendo que estivera errada em relação a direção o tempo todo. — O que está fazendo aqui? — Perguntou.

— Sou sua cliente hoje — Explicou risonha. — Essa caixa é minha — Deu de ombros antes de colocar as mãos sobre o bolso. — E minha encomenda na verdade era você, pedi a Elena que te liberasse para te trazer até aqui e te levar para um encontro no fundo do mar — Manu ergueu uma das mãos para impedi-la de falar. — Não aceito não como resposta — A garota estendeu a mão ao terminar. — Vem comigo?

...

E ela foi, cheia de perguntas para dentro do oceano.

Max não era garota de ficar quieta e Manu sabia disso, assim como tinha certeza de que ela estava curiosa, mas aquele era seu ambiente e Manu só a deixaria falar quando chegassem ao ponto certo no recife de corais. Max não se incomodaria com as profundezas porque Manu tinha deixado tudo claro para ela e a bolha de ar permitiria que ela respirasse, então as duas ficariam bem.

Elas demoraram a alcançar o ponto certo e quando fizeram Manu pegou a namorada pelas mãos e manipulou a água ao redor delas, até conseguir o ponto de ar preciso embaixo da água, fazendo parecer que as duas estavam em um aquário redondo no meio do mar. Desfez então a bolha na cabeça de Maxine para permitir que ela se comunicasse normalmente, então soltou suas mãos e gesticulou para o lugar a sua volta. O recife de corais que poucos humanos no mundo tinham o prazer de apreciar de maneira correta.

— É bonito não acha? — Perguntou olhando ao redor antes de suspirar encantada. Manu amava o mar e se pudesse passaria a maior parte do tempo dentro dele, queria que Max dividisse isso com ela.

— Vem cá, senta aqui — Pediu, apontando uma das pedras enquanto observava cada reação da namorada, até que ela se colocasse ao seu lado da maneira que queria, deixando ambas de frente para a parte mais bonita do oceano.

— Eu quero te contar uma coisa então vou te pedir para não falar por um tempo, quero que escute e olhe atentamente — Começou de maneira tranquila enquanto olhava para um ponto fixo dentro da água passando ao redor delas.

— Eu quero te falar sobre você, sobre nós na verdade — Explicou sorrindo antes de ajeitar a postura de forma mais relaxada, encostando as mãos sobre a pedra e olhando para trás antes de começar a exibir seus pensamentos.

O mar ao redor agora não era limpo e não tinha apenas corais, mas sim exibia para Max as imagens dos pensamentos de Emmanuelle sobre ela.

— Teve um momento no tártaro enquanto eu corria ao seu encontro que me dei conta de que podia perde-la e que percebi que queria me declarar, mas eu não consegui fazer isso e então te beijei, te beijei porque não parecia certo dizer eu te amo ainda — Sua voz saia baixa e tranquila enquanto Manu reproduzia o momento do beijo entre elas na parede do castelo, algo rápido porém intenso. — Mas não existe momento certo ou errado para isso, você só deve expressar o que sente sempre que tiver oportunidade, eu percebi isso alguns dias atrás enquanto refletia que eu nunca tinha dito isso a você.

— Eu nunca disse que te amo — Manu se virou para ela e a fitou nos olhos antes de sorrir. — Mas eu amo Max, amo muito.

Completou antes de olhar para frente e apontar ao redor, as imagens nítidas em seu pensamento.

— Eu sinto sua falta quando não está por perto e relembrando os momentos com você acabei conseguindo encontrar uma maneira de explicar como isso mexe comigo — Manu respirou fundo, desenhando os olhos de Max sobre a água antes de continuar. — Começou com isso, um olhar em um cassino que me atingiu feito uma flecha, a flecha penetra profundo no corpo do inimigo e quando atinge vai mais fundo que uma espada, porque ela se prende ali e quando a gente tenta puxar dói e machuca — A imagem mudou e o observatório apareceu em seu lugar, a imagem de Max dependurada e sorrindo sobre ele. — Acho que o amor é assim também, ele penetra feito a flecha e quando as pessoas se forçam a tirar ele machuca, mas quando a gente deixa ele desabrocha e como as flores, cresce e prospera — A imagem mudou novamente para reproduzir outros momentos delas, momentos em casa, no hospital, na faculdade, o primeiro beijo e o pedido de namoro.

— Quando a gente cuida a flor fica forte e bonita, quando não cuidamos ela morre, mas nos cuidamos do nosso amor e mais sensações acabaram tomando conta do meu peito — Manu riu baixinho. — Eu tive medo em alguns momentos, medo como quando a gente aprende a segurar uma espada pela primeira vez, você quer vencer do treinador e não quer que ele te machuque, mas também não quer machucar ele — Explicou divertida, sabendo que aquilo não fazia muito sentido. — Então vieram aquela coisa esquisita no estomago, a sensação de tomar refrigerante com bolhas, deixa tudo coçando por dentro! Um comichão completo como se tivessem bolhas explodindo dentro de nós! Deus, a sensação me fazia ter vontade de rir — E Manu realmente riu ao terminar de explicar.

— Então essa semana veio o sentimento da saudade, de olhar para o lado e não ter você na cama ou no decorrer do dia entre os corredores da faculdade, veio a dedicação e a vontade de ter você por perto o tempo todo, de dedicar aqueles minutos que me restavam para ver seu sorriso e descobrir que você não estava em casa — Resmungou baixinho, mostrando a si mesma em vários cômodos sem ela por perto e em seguida reproduzindo tudo de novo com ela do nado, como ficava radiante com ela ali. — A casa fica vazia sem você e tudo que me conforta são os pensamentos sobre você, eu consigo te ver de forma nítida, sentir seu cheiro e ouvir sua voz e isso nunca, nunca mesmo aconteceu comigo!

Manu respirou fundo antes de fechar os olhos e desfazer as imagens, enviando para os peixes do coral um pedido para se aproximarem e dançarem ao redor delas por um tempo.

— Isso tudo me trouxe até aqui — Manu sorriu antes de encarar Maxine, que até então estava muito quieta. — Eu falei com sua mãe alguns dias atrás e lhe pedi alguns conselhos, ela é uma mulher maravilhosa, mas eu aposto que você já sabia disso — A garota piscou antes de terminar. — Eu queria fazer isso certo, mas eu não sei a maneira certa de fazer Max — Manu ergueu a mão e convocou a bolha para trazê-la para perto, então enviou outra mensagem aos peixes, os fazendo entrar em formação. — Então eu espero que você aceite desse jeito...

Ao terminar Manu apontou para o lado e a fez encarar o mar aberto, onde os peixes formavam a frase que ela repetira em sua mente inúmeras vezes.

“Casa comigo?”



Kyra



Emmanuelle Sophie Henz
I'M A QUEEN OF DARKNESS!!!
Emmanuelle S. H. Henz
Emmanuelle S. H. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Idade : 23
Localização : Seguindo em frente..

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Fechada {Maxonese}

Mensagem por Maxine H. Henz em Dom Jan 13, 2019 6:51 pm

Tag: Love
Maxonese

A tela exibida não tinha sofrido nenhuma alteração. Nem mesmo o sinal azul de que a mensagem tinha sido visualizada. A frustração foi manifestada através de um resmungo mal contido, acompanhado de uma sensação de embrulho no estômago. Não aquele embrulho cheio de expectativa e ansiedade gostosa, mas sim um que deixava um gosto amargo na boca. Max levantou da cama, abandonando o smartphone divino em meio aos lençóis enquanto caminhava para o banheiro do dormitório. Estava na Amazon para um dia de trabalho a serviço de sua Rainha Elena. Algo que ela precisava fazer periodicamente, mesmo que seu maior desejo fosse retornar o mais rápido possível para Nova Roma. Pois era lá onde uma determinada morena estava. Por mais que Hayes passasse uma imagem despreocupada e desleixada, ela gostava de cumprir com as responsabilidades, principalmente quando envolvia pessoas que ela gostava.

Por isso, mesmo com uma sensação corroendo dentro de si, começou a mover-se para um dia de trabalho na Amazon. Nada impediu, no entanto, que enquanto se arrumasse revisitasse as lembranças. Uma tentativa de buscar o que tinha feito de errado para merecer aquele tratamento de silêncio da namorada. Desde que Emmanuelle tinha aprendido a usar corretamente o celular, combinado com o fato da relação das duas terem cada vez mais intensificado, as duas garotas não passavam um dia sem trocar mensagens. Mesmo que fosse um simples “Bom dia, espero que seu dia seja maravilhoso!”, alguma coisa era dita por entre elas.

Mas não naquele dia.

E isso estava consumindo Maxine por dentro. No passado, ela foi uma jovem rebelde sem causa, com um trauma de abandono e rejeição por parte da família. Algo complexo e ao mesmo tempo simples de ser explicado. Karl e Joseph Hayes, respectivamente pai e irmão da jovem loira, a culpavam pela “loucura” de Felicity. A acusavam silenciosa e intensamente dela ser o motivo da mãe dela ter enlouquecido e falar sempre sobre monstros querendo pegá-la. Até mesmo Max acreditou nisso por um tempo. No fim, descobriu que todos estavam estupidamente errados e aquela que a protegia era aquela que ela mais ressentiu por anos.

Teria ela feito algo de errado com Emmanuelle também?

Talvez alguma brincadeira que acabou sendo mal interpretada?

Ou algo que ela tenha dito que machucou a filha de Poseidon?

Max soltou o décimo suspiro desde que percebeu que a namorada a estava ignorando. Caminhou pelos corredores da empresa sem prestar realmente atenção em nada, até chegar ao escritório de Elena. Captou apenas metade das instruções, o suficiente para poder trabalhar durante o dia, mas ao pegar o tablet e olhar o endereço ali franziu o cenho. — Só uma entrega? — Indagou olhando para a rainha latina. Ela apenas deu de ombros e explicou que era super importante. O suficiente para que Maxine fosse realizar o trabalho sozinha, mas em estado de alerta. Aquele tipo de entrega geralmente significava um item do mundo místico e divino. Talvez colocar-se em confusão um pouco a distraísse, sendo esse um dos motivos pelo qual Hayes aceitou de bom agrado.

Estacionou próximo da praia e ao sair, ajustou a jaqueta que usava e pegou a caixa no banco do passageiro, fechando a porta com o empurrar do quadril contra o metal. Acionou o alarme, seguindo para o local de encontro. Até que percebeu uma figura solitária próximo do mar. Ela reconheceu cada curva, até mesmo a postura que ela usava para encarar o vai e vem das ondas. — Emms? — Indagou confusa, o coração disparando tão alto que era facilmente comparado ao som de vários trovões em meio a uma forte tempestade. — O que está fazendo aqui?

Sou sua cliente hoje. Essa caixa é minha e minha encomenda na verdade era você, pedi a Elena que te liberasse para te trazer até aqui e te levar para um encontro no fundo do mar. Não aceito não como resposta.... Vem comigo?

A primeira sensação que a romana teve foi alívio. Não tinha sido nada do que ela tinha feito, o namoro não estava em risco e nem a morena machucada por algo que ela tenha dito. Depois, veio a surpresa. Emmanuelle preparando uma surpresa romântica? Não que a antiga caçadora não tivesse iniciativa durante o namoro. Fora ela quem fez o pedido de namoro. Fora ela quem a buscou para encontros pelo menos duas vezes. Mas a filha de Júpiter sabia que dessa vez era diferente. Sentia mais do que compreendia. Havia algo de diferente no olhar azul marinho, algo mais profundo e intenso. Algo que a fez estremecer assim que segurou na mão dela, aceitando o encontro. — Só para constar, você já vai começar esse encontro me deixando molhada. Isso sim que é efetividade! — Comentou por impulso e por nervosismo, não conseguindo conter aquela veia travessa em si.

Então elas entraram no mar e Max se sentiu uma criança hiperativa com curiosidade extrema. Lançou inúmeras perguntas, desde as mais bobas as mais idiotas. “Você sabe que peixe é aquele?”; “Será que tem tubarão?”; “Vamos ver golfinhos?”; “Nossa aquilo parece gostoso, aposto que só bastaria fritar e pronto!”. Até que elas finalmente chegaram a um ponto em que Manu criou uma cúpula de ar, afastando a água oceânica delas. — É fantástica. — Max respondeu à pergunta se aquilo era bonito, mas seu olhar estava travado na filha do mar quando falou.

Aproximou quando foi solicitado, sentando ao lado da namorada com o pensamento de que a deixaria falar. Mas nem mesmo nos sonhos mais românticos e cheio de coisas gays, a legionária nunca esperaria por aquilo. A declaração emocionada, o expor dos sentimentos tão bem guardados pela antiga caçadora... Max se encontrava paralisada, absorvendo o que era proferido por aquela voz que tinha seu timbre favorito. No fundo, sabia que apenas uma garota como Emmanuelle conseguiria fazer uma metáfora sobre amor através de uma flecha. Pois, então, naquele exato momento, a filha de Júpiter se sentiu atingida em cheio com várias flechas do cupido.

O olhar foi direcionado para o mar, depois de absorver também as lembranças expostas de maneira tão surreal e mágica. O pedido a fez levantar bruscamente, de repente como se estivesse tomando vários choques no corpo. Eletrizada. Agitada. Incrédula. Levemente assustada. — Você me ama. — Max apontou para Manu um tanto trêmula. — Você, Emmanuelle Henz, filha de Poseidon, linda e poderosa, ama a mim. — Apontou para si mesma. — Uma filha de Júpiter atirada e descuidada, um tanto viciada no perigo, totalmente abusada e mimada as vezes, carente de atenção e tudo mais. — Max colocou uma mão na cintura e uma mão sobre os lábios, começando a andar de um lado para o outro. Estava surtando, mas porque era o que ela mais queria ouvir há muito tempo. Então o olhar teve o vislumbre sobre o pedido de casamento.

Ela? Casar? Com aquela garota incrível? Isso estava mesmo acontecendo?! — Oh my fucking gods! — Maxine olhou para Emmanuelle, que ainda esperava por uma resposta. Avançou sobre ela, quase as derrubando no chão molhado enquanto segurava o rosto dela entre as mãos e a enchia de beijos. — Sim, sim, sim! E o mais rápido possível, não quero você mudando de ideia, isso é um risco. Pode ser semana que vem já. Ou melhor, amanhã! Isso é possível não é? Talvez sim, se a gente conseguir um voo para Las Vegas. Mas se formos sem minha mãe, ela vai nos matar. De verdade! Ela não perdoaria. Então daqui uns três dias?

Max nunca sentiu uma energia como aquela, muito menos se sentiu tão feliz quanto no momento. Foi como se tivessem ligado um botão na garota, um que a deixou agitada, beijando o rosto da namorada enquanto disparava a falar as possibilidades do que poderiam fazer, mesmo que não fizesse sentido nenhum. Ela só precisava extravasar um pouco da emoção forte que transbordava dentro de si.




(C) Ross


Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
Maxine H. Henz
Amazonas
Amazonas


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Fechada {Maxonese}

Mensagem por Emmanuelle S. H. Henz em Seg Jan 14, 2019 4:21 pm




Como Kaíros
O momento oportuno, perfeito e crucial entre o tempo e o espaço que cria a atmosfera perfeita e propicia para uma ação.

Transbordando.

Era assim que Manu se sentia, transbordando de amor, carinho, emoção e felicidade! Deuses, ela não sabia que um simples “sim” seguido de um surto da namorada pudesse deixa-la assim tão radiante. Mas sentia, sentia cada partícula de seu ser gritando de alegria enquanto o mar ao seu redor a expunha completamente.

Era possível ver as imagens que outrora formavam lembranças dela com Maxine mudando para corações e peixes dançando, ao redor de Manu e Max tudo ficou mais colorido, de forma que o mar parecia estar respondendo a alegria dela.

Corada e com um sorriso largo no rosto Manu agarrou a namorada com força, deixando-se ser beijada por ela enquanto ria de seu jeitinho elétrico e agitado. Max parecia estar ligada na tomada, nem lhe deixava falar enquanto planejava tudo ali mesmo, o que Manu tinha que admitir, era completamente adorável.

— Quando você quiser! — Respondeu risonha, beijando os lábios da namorada repetidas vezes.

Seus olhos brilhavam e a emoção era tamanha que ela não conseguia conte-la só para si, precisava extravasar todo o amor que estava sentindo. — Eu te amo! Deuses eu te amo! — Riu novamente, a trazendo mais para perto antes de beija-la de maneira afoita, esquecendo tudo ao seu redor e se perdendo nós lábios da namorada por minutos o suficiente para se distrair e perder o controle.

Dessa forma o mar e a bolha de ar que era sustentada por ela explodiram em conjunto, desfazendo-se antes que a água inundasse as duas, caindo em sua cabeça de um jeito tão forte que obrigou Manu a se afastar enquanto Maxine engolia um bocado de água.

Assustada a jovem agarrou a namorada com força e voltou a criar a bolha ao redor das duas, olhando Max de maneira apavorada.

— Oh deuses, me desculpe! — Manu pediu ainda a encarando, vendo a namorada tossir e cuspir água para todo lado. — Merda acho que me empolguei um pouco demais! É melhor subirmos...


Kyra



Emmanuelle Sophie Henz
I'M A QUEEN OF DARKNESS!!!
Emmanuelle S. H. Henz
Emmanuelle S. H. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Idade : 23
Localização : Seguindo em frente..

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Fechada {Maxonese}

Mensagem por Maxine H. Henz em Seg Jan 14, 2019 6:54 pm

Tag: Love
Maxonese

A alegria de Emmanuelle parecia um reflexo da que a amazona sentia. Os olhos azuis tão límpidos quanto o mar do caribe, brilhavam em sua maior intensidade. Max pensava que ali era um momento só delas, como se estivessem isoladas do mundo exterior como se nada pudesse atingi-las. Retribuiu cada beijo, segurando a garota em seus braços como se sentisse um medo incompreensível de que ela simplesmente evaporasse, que tudo aquilo fosse apenas um sonho. A metáfora sobre a bolha tinha sido perfeitamente aplicada, pois pela distração emocional da filha de Poseidon, logo as paredes que mantinham a redoma de ar ao redor delas vacilou.

Maxine soube que não estava sonhando quando começou a se afogar. A água veio repentinamente por todos os lados, pressionando o corpo com força, já que estava no fundo do oceano. Por sorte, não durou muito tempo, pois logo Emmanuelle providenciava o ar que ela precisava ao redor de sua cabeça. A namorada pedia desculpas copiosamente, o que fez Max rir e comentar em um tom que não poupou ironia e diversão. — Nem casamos ainda e já está tentando me afogar?! — Então gargalhou com a expressão que a morena fez ao comentário. — Vamos, talvez a Amazon é o local mais próximo. Tem um andar inteiro só para as amazonas que residem no prédio como se fossem apartamentos.

A princesa dos oceanos nada falou, apenas a conduziu de volta para a praia. Em algum momento futuro Hayes não deixaria de provoca-la pelo fato dela parecer uma princesinha da Disney, fazendo os peixes dançarem mesmo sem música.



Continua na Amazon.




(C) Ross


Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
Maxine H. Henz
Amazonas
Amazonas


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Fechada {Maxonese}

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum