The Blood of Olympus
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Lago do Camp

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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Dom Ago 06, 2017 11:41 pm

Are you afraid of  DEATH?!
Welcome Back to Jupiter, Gerrard...




CJ Lake





Não sabia quanto tempo havia se afastado depois de ter sido afastado dos treinos dentro do acampamento por motivos de força maior. Viveu nessas férias forçadas condomínio de luxo em Nova York. Não se pode dizer que ele não gostava daquilo, viver uma vida pacífica com o recinto cercado por algumas runas que impedia que monstros o localizassem, confinado em um apartamento de quartos suficientes que ele não conseguiria usar em 1 semana, piscina, hidromassagem e todo o resto.

De certa forma ele gostava de ser um filho dos três grandes graças ao reconhecimento e as mordomias que ali havia piscinas, empregada doméstica, enfim. Fora uma boa estadia para os quinze dias, que ali ele tinha habitado.

Seus pensamentos foram quebrados quando uma brisa gélida atingiu sua face, a maresia adentrava suas narinas com facilidade, a saudade o contagiou de rever o bom e velho lago do acampamento romano.  Ele sempre tinha um sentimento de cuidado, de um amor inexplicável ao oceano ou até mesmo ao mar, talvez fosse por ser filho de quem era.

O romano removeu seus tênis e os deixou em sua mão, também removendo sua jaqueta, ficando unicamente com uma calça jeans negra e uma blusa da mesma cor, sentado na areia da praia, a luz lunar fazia com que reflexos prateados ficassem sobre a água escura. Por conveniente o jovem sentou-se próximo a uma pequena barra de ferro fincada na areia, e usou dela para fazer uma migração, sentando-se a sua frente, apoiando suas costas a ela cruzando os braços em seguida, permitindo que alguns pensamentos inundassem sua mente diante aquela maravilhosa vista.

A sua aventura no mar de monstros começou a ser repassada em sua mente, a conquista de ter conseguido entrar nos ceifadores, a conquista da liderança do líder dos ceifadores, o reencontro com sua finada mãe, a aventura na Disney. Um sorriso abriu-se no rosto do homem que logo teve a lembrança de algo mais... “interessante”. Sentiu as bochechas esquentarem suavemente, relembrando de uma pessoa muito querida para si. A arena do acampamento meio sangue era remontada em sua mente, em seu centro estava Hela, ministrando uma aula sobre combate com armamentos laminados, em meio a alguns semideuses combatentes estavam eu e uma poderosa guerreira com seus longos cabelos ruivos, olhos esmeraldas que conseguiam penetrar a mais obscura alma e a iluminar.

Ele quase conseguia sentir o espírito dela, quente e poderoso, como o da guerreira mais forte que ele já conheceu. Os acontecimentos daquela batalha no dia, as conversas, o selo... Inundavam a mente e o coração do ceifador com um sentimento puro, fazendo manter o controle que ele havia perdido há muito tempo atrás... As aventuras na ilha do senhor do tempo, mais precisamente o salvamento heróico de sua amiga com crianças no lago, mesmo uma não tendo sido perfeitamente sucedida...  Ou então do encontro feio na sauna com Cienna, uma novata bem carismática, e Lauren, a líder dos celestiais.

Os olhos de Gerrard se abriram voltando a rever aquela paisagem, que soprava uma leve brisa, bagunçando os fios lisos do cabelo do moreno, definitivamente ele não sabia o que estava acontecendo, mas o mesmo sentimento que ele tinha com o mar... Que ele tinha com a vida, ele tinha com esta menina. Um desejo simplório de proteção e afeto, vindo por parte destas.  Em seu casaco ele buscou pelas rosas as quais ele pretendia se livrar hoje a noite, uma era uma vermelha, que tinha efeitos bastante peculiares através de um sentimento puro, capaz de quebrar até mesmo a mais poderosa maldição. Do outro, uma rosa branca, capaz de reviver uma pessoa até mesmo que esteja próximo a morte.

O seu coração palpitou em falso algumas vezes, algo o dizia para utilizar daquela rosa, talvez... Ele conseguisse se livrar da maldição ganha por um evento passado, no mar de monstros através de seus sentimentos, a rosa branca... Seria um presente, bem especial a mesma pessoa. Gerrard se levantou e caminhou até o lago, sentando-se em sua borda, deixando as solas dos pés atingirem a água. Removeu a rosa com cuidado e logo em seguida, quebrou seu caule imaginando a face desta ruiva, da guerreira carmesim, e guiando os poderes místicos da rosa até o seu coração a fazendo rever todo o seu caminho e seu sentimento pela tal pessoa.

Um longo suspiro fora dado por parte do legionário que agora admirava a rosa, e com os olhos semicerrados, mudava a trajetória do seu olhar para aquela grande Lua, e fechava os olhos com uma pequena prece.

“ Eu não sei como dizer isto... Meu pai, Netuno... Não sei como lhe chamar, nunca rezei antes. E agora só o faço por ter motivos maiores. Sei que o senhor não pôde fazer nada por minha mãe, e não peço nada por mim, mas, por favor. Proteja uma pessoa por mim, uma pessoa que eu sei que eu temo não conseguir proteger. Eu a chamo pelo seu apelido, Sink... Mas, deve saber de quem falo. É o que te peço, é uma amiga importante para mim, não posso me dar ao luxo de perdê-la. Obrigado...”

Refletiu o semideus, sentindo que uma pequena corrente aquática subia pela sua sola indo até o seu corpo, começando a curar os vestígios de ferimento que ganhou contra a assassina mandada por Nyx, em sua última escolta noturna, será que Netuno havia ouvido sua prece? O que será que aconteceria agora? Acho que era necessário apenas viver um dia de cada vez, e esperar pelo melhor.

Item utilizado:

Rosa Vermelha – A rosa vermelha vem dentro de uma caixinha de vidro transparente, e não envelhece, nem estraga, está congelada em seu melhor estado de perfeição. Pode restaurar o amor ou o sentimento de ligação de alguém, sacrificando essa rosa você poderá quebrar um feitiço, uma maldição, um encantamento, ou qualquer coisa semelhante através de um sentimento puro. Basta abrir a caixinha da rosa presenteada e soprar as pétalas no rosto do amaldiçoado, a rosa então fara sua magia, ela pegara a maldição para si e se destruirá, sacrificando-se para restaurar o outro ser de um jeito puro, ingênuo e simples. Só pode retirar uma única maldição. (Some após o uso).

Poderes (Netuno):

Nome do poder: Cura III
Descrição: O processo de cura se acelerou, e agora feridas que levavam um bom tempo para se fechar se tornam cicatrizes em poucos minutos. Além disso, parece que a água agora lhe torna quase imbatível, pois ajuda a restaurar uma parte maior de suas forças, além de te deixar mais forte em combate. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +75 de HP e 75 de MP
Dano: Nenhum





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Gerrard E. D'oppard
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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Seg Ago 07, 2017 10:33 pm



The War Angel



A luz que me circundava era forte, reveladora, absoluta. Nos primeiros momentos em que estive sob a luz do deus do céu celestial, fui ofuscada por tanta pureza, me sentia cega e perdida. Meus olhos doíam como se estivessem em brasa, mas com o passar do tempo, com meu entendimento das coisas da vida, a dor da verdade foi amenizando e foi restando apenas o calor, o conforto e a tranquilidade de espírito.

Ali, suspensa no espaço, podia ouvir todas as orações dos semideuses para seus pais, para seus deuses apadrinhadores, para seus entes queridos. Éter era uma entidade benevolente que trabalhava como um catalisador para todos os pedidos mortais que precisavam alcançar o divino. Desde minha última batalha, contra meu irmão, eu passava mais tempo ali do que no mundo físico. Precisava recuperar meu corpo. Precisava recuperar meu espírito. Não sairia dali por um longo período de tempo caso uma oração não tivesse passado por meus ouvidos.

“Eu não sei como dizer isto... Meu pai, Netuno... Não sei como lhe chamar, nunca rezei antes. E agora só o faço por ter motivos maiores. Sei que o senhor não pôde fazer nada por minha mãe, e não peço nada por mim, mas, por favor. Proteja uma pessoa por mim, uma pessoa que eu sei que eu temo não conseguir proteger. Eu a chamo pelo seu apelido, Sink... Mas, deve saber de quem falo. É o que te peço, é uma amiga importante para mim, não posso me dar ao luxo de perdê-la. Obrigado...”

Me mexi inquieta e pude ver Gerrard sentado à beira de um lago, na ponta de um píer. Seu semblante triste me deixou um pouco mais eriçada e, em um único pensamento, senti meu corpo materializar no píer, com um clarão ofuscante. A primeira coisa que fiz foi abrir os olhos e observar o local em volta, com certo pesar. Sair da proteção de Éter era aceitar as necessidades terrenas, dar existência à dor, ao cansaço e a tudo o que assola o corpo carnal. As asas abertas, estendidas, não me deixavam cair na água que, pelo contrário, me serviu de base. O controle sobre o vento me mantinha flutuando perfeitamente, ainda que as asas não se movessem.

— Não é dessa forma que se usa essa rosa, Gerrard. — Disse com a voz imutável, serena.

Me abaixei um pouco, aproximando um pouco mais do garoto, e soprei as pétalas da planta, que se desprenderam do cabo e atingiram o rosto do filho de Netuno. Podia ver sua aura com um resquício negro. Uma maldição. Mas quando as pétalas tocaram em seu rosto foi como se tivessem caído na superfície de um lago turvo, que com aquele singelo pouso, tornava-se tão calmo e sereno que se assemelhava a vidro.

— Livre da maldição. — Avisei, sorrindo para o garoto, e só então, recuei um pouco, cruzando os braços e reparando na armadura dourada que protegia meu corpo. — O que tá fazendo aqui fora? Não existe toque de recolher no Acampamento Júpiter? — Perguntei em um tom zombeteiro, observando à distância.


Samanta Sink


Última edição por Samanta Sink em Seg Ago 21, 2017 9:04 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Seg Ago 07, 2017 11:05 pm

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Quando o homem estava prestes a quebrar o caule daquela frágil rosa, algo parecia o impedir. “— Não é dessa forma que se usa essa rosa, Gerrard. ” – Em reflexo, os olhos do legionário se arregalaram de forma surpresa ao ver a imagem da ruiva a sua frente, era Samanta, aquela que estava em suas orações a minutos atrás.

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ou sequer pensar em falar algo, a guerreira em uma bela armadura dourada aproximou-se lentamente e de forma serena do jovem. Ela parecia diferente, parecia em total plenitude, uma aura que acalmava qualquer um emanava de seu corpo, quase sentindo o próprio corpo amolecer como se estivesse dopado. A rosa fora tomada de sua mão com delicadeza e logo as pétalas foram sopradas contra o seu rosto, um sentimento puro começava a invadir seu corpo, como se algo que o denegrisse estivesse sendo esvaído, mas infelizmente não foi a única reação corporal que Gerrard teve, o sangue esquentou na área de sua face com o sopro causado pela filha de Ares e nitidamente ele havia trocado de cor para um vermelho bastante constrangedor.

O olhar esmeralda do homem foi contra o da garota uma vez antes de se baixar para o mar, totalmente sem jeito. — O-O... – Gerrard travou com os lábios semi abertos até piscar duas vezes de modo repetitivo, balançando levemente a cabeça. — Obrigado, Sink... – O timbre de voz do filho de Netuno estava devidamente recatado e tímido, e percebeu a jovem se afastar o questionando o motivo de estar ali tão tarde. — Sim, existe um toque de recolher... Mas, não estou muito no clima de obedecê-lo hoje, eu vim aqui para limpar meu espírito e refletir um pouco sobre os acontecimentos recentes e anteriores. – Comentou de forma clara e serena, olhando nos olhos da guerreira carmesim. — Também colocar meus pensamentos em dia e lembrar-me de uma pessoa muito... especial... Que acho que já sabe quem é.

Finalizou a olhando nos olhos por um momento e desviando o olhar ao lago novamente, observando nele o reflexo da bela lua que estava nos céus negros, iluminando uns fios de penumbra que cobriam os jovens. Uma fina corrente de ar passava por ali, bagunçando os cabelos alheios, o sorriso daquela garota, seu jeito... Era no mínimo, fascinante, definitivamente ela era a guerreira que ele mais respeitava a campista, ou sabe se lá o que se passava na mente do semideus.






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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Ter Ago 08, 2017 12:00 am



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Aquela noite tranquila trazia a doce ilusão de paz aos terrenos, eu podia interpretá-la, mas a memória de estar em paz, além do véu físico, ainda era fresca em minha memória. Era como se eu tivesse acabado de mergulhar em um ambiente denso e pesado, onde meus movimentos eram demorados e cansativos demais para que eu pudesse assimilar. Mal podia esconder o desconforto em meu rosto, mas a expressão do filho de Netuno me fez sorrir.

— O-O... Obrigado, Sink. — Mudei o peso de um lado do corpo para o outro. As armaduras se chocaram em um tilintar agradável aos meus ouvidos. — Sim, existe um toque de recolher... Mas, não estou muito no clima de obedecê-lo hoje, eu vim aqui para limpar meu espírito e refletir um pouco sobre os acontecimentos recentes e anteriores. — O filho de Netuno voltou a focar os olhos em mim. — Também colocar meus pensamentos em dia e lembrar-me de uma pessoa muito... especial... Que acho que já sabe quem é.

Passei a observar o garoto, de forma fixa e até um pouco constrangedora para ele, mas eu não me sentia mais tão presa a tais sentimentos. Era como se eu os tivesse superado e, quem sabe, esquecido um pouco de como era ser humana. Eu ainda tinha um senso comum de certo e errado, assim como sabia o que poderia ajudar o semideus ali, ou não, mas ter aceito aquela nova realidade me colocava num limiar entre o humano e o divino.

— Eu recebi o memorando. — Flutuei acima do nível da água e pousei no píer, finalmente deixando o peso cair sobre meus ossos. — Consegui ouvir as suas palavras.

Com mais um brilho, um pouco menos intenso, a armadura sumiu e deu lugar a uma roupa casual, a qual achei condizente com o local e a situação. Uma blusa de manga curta cobria o tórax enquanto uma calça jeans, branca, cobria as pernas. Os pés descalços me faziam sentir a umidade das madeiras daquele píer e, quando me aproximei do semideus, me acoquei ao seu lado, observando a água tremular.

— Pelo que me conta, os demônios perseguem os Ceifadores. — Quando ele foi comentar algo, negativei com a cabeça. — Os demônios daqui. — Cutuquei minha própria têmpora. — Quanto mais afastados você puder deixá-los, melhor. — Ri anasaladamente e me pus de pé, fitando a lua, com um suspiro. — Caso não consiga mantê-los fora da sua mente, mantenha-os longe de sua boca. — O lancei um olhar de canto e estiquei as asas.

O vento passou pelas penas e apenas me movi de forma equilibrada para compensar a força que a brisa exercia sobre mim. Não havia mais espaço para dúvidas em mim, apenas a certeza de que não deixaria Nyx vencer a guerra, tampouco que me manteria silenciosa enquanto meus amigos pereceriam sob a tirania de entidades onipotentes.

— A guerra tá mais perto do que a gente imagina... — Engoli em seco, colocando as mãos para trás, enlaçando os dedos. — Eu não vou deixar que nada de ruim aconteça com meus aliados, com quem eu me importo. — Busquei a atenção do filho de Netuno uma vez mais. — Não importa que lado eles estejam. Você vai ter que superar muita coisa, e eu espero que faça as decisões certas, Gerrard.


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Última edição por Samanta Sink em Seg Ago 21, 2017 9:06 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Ter Ago 08, 2017 12:43 am

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Um suspiro pesado saia por entre os lábios semi-abertos de Gerrard, ele agora tinha certeza que ele sabia que falava dela. Os braços do rapaz foram levemente cruzados deixando que aquela brisa do vento limpasse qualquer vestígio de vergonha que ainda existia em seu ser. Mesmo o mínimo.

O sorriso nos lábios da garota o deixava ligeiramente confuso, porém significantemente deslumbrado. Repousou as mãos sobre a madeira úmida do Pier atrás de si, deslocando um pouco da sua coluna para trás, deixando parte do seu topete bailar ao vento ouvindo as falas que comentava sobre os “demônios”. Ele não respondeu, sequer fez algum movimento labial ou uma gesticulação, os olhos do ceifador vidraram-se na lua enquanto a celestial falava desta vez sobre a guerra. Quando esta finalmente finalizou, ele cruzou uma das pernas redirecionando os orbes frios e neutros para a mesma, desta vez tomando uma postura que ela pouco conhecia.

— Samanta, tenho todos os motivos do mundo para odiar Nyx, todos os motivos para ir contra ela. – Comentou com um timbre de voz agora neutro, impassível. — Mas a morte não escolhe um lado, ela apenas aparece para o lado perdedor... Eu não tomarei partes nessa guerra. – Finalizou, dando um breve suspiro antes de prosseguir. — Entretanto... Tem uma pessoa a qual eu vou proteger, mesmo se a minha vida for dada em troca para que esta saia viva. E esta pessoa... – Ele levantou-se de forma ligeira dando um breve beijo na bochecha da anja e falando baixo a encarando nos olhos. — É você!

Após a fala, afastou-se voltando a sentar-se no píer, deixando um olhar de lado para a garota atento as suas reações antes de falar novamente, agora com um tom mais amigável. — Apesar de sermos criaturas impassíveis... Não consigo ser em relação a sua pessoa... Você é a luz, eu sou as trevas... Acho que somos duas vertentes que se unem em uma só. – Comentou dando de ombros e voltando o olhar para a paisagem do mar, e da lua. — É bonita... – Finalizou este, puxando um palito do bolso da calça o levando aos dentes.





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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gabrielle Sanchez Muñoz em Seg Ago 21, 2017 10:02 pm



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A brisa nos envolvia em um aconchego estranho e frio ao passo que projetava pequenas ondas na superfície do lago, tornando o reflexo da lua quase imperceptível. O som da água se chocando contra as palafitas do píer era tranquilizador, por mais que eu não soubesse nadar. Os tempos eram de guerra e não podia me dar ao luxo de um lazer.

— Samanta, tenho todos os motivos do mundo para odiar Nyx, todos os motivos para ir contra ela. — Suspirei e me sentei ao seu lado, também mergulhando os pés na água. — Mas a morte não escolhe um lado, ela apenas aparece para o lado perdedor... Eu não tomarei partes nessa guerra. — Mantinha os olhos na superfície da água enquanto processava cada palavra que vinha dos lábios do ceifador. — Entretanto... Tem uma pessoa a qual eu vou proteger, mesmo se a minha vida for dada em troca para que esta saia viva. E esta pessoa... — Direcionei os olhos ao filho de Netuno, fitando seu rosto de forma impassível, já sabendo a provável resposta. — É você!

O semideus se aproximou e deixou um beijo em minha bochecha, e em resposta apenas fechei os olhos e abri um sorriso com o ato de carinho. Voltei a atenção para o lago, mirando as curtas ondulações que o vento causava ali, em sua superfície. Um silêncio se instaurou entre nós, mas não desconfortável... necessário, eu diria, para que pudéssemos processar o que havia sido dito, e ainda, sentido.

— Apesar de sermos criaturas impassíveis... Não consigo ser em relação a sua pessoa... Você é a luz, eu sou as trevas... Acho que somos duas vertentes que se unem em uma só.

Gerrard era um executor, ou como eu gostava de pensar, um anjo da morte. Um ceifador que deve buscar as almas que não pertencem mais a este mundo, e também colher as que precisam ser colhidas. O meu trabalho, como uma Celestial, era exatamente o contrário: Proteger. Ser uma guerreira que, em tempos de crise, usaria da violência para reestruturar a paz. Mas ambos ainda tínhamos, em sua essência, a tarefa de proteger o equilíbrio das coisas. O filho de Netuno não estava errado, no final das contas.

— A morte chega para todos, como você mesmo disse... — Voltei, novamente, a atenção para Gerrard. — Eu farei o meu papel como Celestial e protegerei... E você fará o seu papel como Ceifador, e mesmo que chegue a minha hora, tem que me prometer que vai me ceifar. — Aguardei sua resposta, mas ele simplesmente não respondeu.

— É bonita... — Busquei o seu foco e encarei a paisagem, concordando com o filho de Netuno.

— Quando todas as forças estão em harmonia, é sim. — Peguei o palito de sua boca, com a mão esquerda, e o incinerei em uma bola de fogo. — Isso estava no seu bolso, que nojento. — Dei uma risada e pus as mãos para trás, me escorando nos braços. — Eu tinha medo de água, por não saber nadar... mas agora eu tenho outros artifícios para evitá-la. — Suspirei, sem tirar os olhos da superfície. — Eu não tenho motivos reais pra odiar Nyx, mas tenho motivos pra odiar o Olimpo... Ares... Phobos... Deimos... Éris.

Essa era a mais pura verdade, desde que minha morrera na guerra, uma das muitas guerras que abasteciam meu pai, eu fora largada sozinha no mundo. Os deuses nunca me auxiliaram, em momento algum. Tive a ajuda de meus irmãos, e ainda assim esta ajuda não era nada digna, tinha apenas o propósito de me dobrar para me usar como uma ferramenta. Nunca me protegeram, apenas me possibilitaram um caminho para seguir com meu próprio esforço. Os deuses eram como sanguessugas que se alimentavam das emoções terrenas, fossem elas amor, ódio, paz, tristeza, alegria. Transformavam isto em um combustível para desilusões amorosas, guerras, tecnologias de destruição em massa, loucura.

— Já parou para se perguntar como seria se os deuses não existissem?



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Re: Lago do Camp

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Ter Ago 22, 2017 2:51 pm

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O ceifador escutou tudo que a anja falava, e decidiu se manter calado, principalmente sobre o assunto dos deuses, se ele falasse o que pensava sobre ambos os lados provavelmente seria trajado como um rebelde sem causa, onde na verdade era justamente o contrário.

—Se sua hora chegar o farei... Assim como se chegar a hora da Lauren. Vocês são as pessoas quais protegerei na guerra... De tudo e todos, até mesmo de uma divindade... Mas, não se interfiram no meu caminho, tem pessoas que devo matar que ambas gostam. – Comentou, impassível e extremamente sério. Suas orbes esmeraldas transmitiam o terror do campo de batalha, e o sangue que já foi derramado em sua alma.

E em uma mudança súbita de humor, a menina viu o jovem despir-se de sua camisa lentamente, e antes que ela pudesse reagir, a mão esquerda do homem estava no meio das costas dela o ajudando com um empurrão a atirando na água, onde ele logo a seguiu.

Quando ambos já na água ele segurou a filha de Ares pela mão. — Está na hora de aprender a nadar e ver que o mar é seu amigo, não inimigo... Confie em mim, não a deixarei morrer nem que se desespere. – Abriu um sorriso meigo, acariciando o dorso da mão da ruiva enquanto ele fazia uma breve explicação sobre agitação de pés e mãos para ela manter-se na superfície, nada muito bruto, movimentos suaves e tranqüilos com a mente mais leve possível.





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Re: Lago do Camp

Mensagem por Max Hayes em Qua Dez 06, 2017 9:01 pm

Missão Fixa
Hannibal, o elefante


Castigado-> Piadas podem ser vistas como algo bastante desrespeitoso do Acampamento Júpiter, de forma que você foi castigo a uma das tarefas mais constrangedoras: limpar Hannibal e seus resíduos corporais durante um dia inteiro! Local de Postagem: Floresta ou Lago Recompensa: 200 a 250 xp de acordo com o narrador + 100 a 150 dracmas.

Quando Felicity Hayes, também conhecida como a mãe de Maxine, dissera que iriam para Nova Roma, a jovem garota não esperava que fosse literalmente uma cidade escondida em plena São Francisco. Elas passaram um túnel mágico, igual aqueles três irmãos atravessaram o armário para Nárnia, deparando-se com um novo mundo místico. Max entendia porque todos achavam Felicity louca quando tentava falar que aquelas coisas existiam, mas, agora, também estava vivendo nessa mesma loucura.

Eram criaturas diversas aqui e acolá. Jovens e adultos andando lado a lado conversando sobre monstros e equipamentos. Como se fosse extremamente comum haver um acampamento próximo em que os mais novos ficavam e treinavam usando espadas, arcos, machados e lanças. Max estava à beira de um surto com tantas informações fantásticas, tentando absorver que deuses existiam e que ela era aparentemente filha de um. Que sua mãe era prole de Afrodite, a versão grega de Vênus. Desde que tinham fugido de um leão gigante na casa de repouso onde Felicity tinha sido internada, o mundo de Maxine não parava de ser um loop de informações loucas e fantasiosas. Em algum momento ela esperava acordar e se deparar com seu irmão mais velho falando algo estúpido, ou recebendo um olhar frio de seu pai Karl.

Fazia nem 24h que tinham atravessado o portal que deu acesso ao Acampamento Júpiter. Felicity estava falando com algumas pessoas para conseguir uma moradia provisória para as duas. Max tentava assimilar que aquele lugar era o seu futuro lar e, ao mesmo tempo que a confusão e a ansiedade reinavam em suas emoções, a curiosidade também adentrava aquela equação. Estava esperando em um banco de rua, olhando o movimento e como as pessoas misturavam os trajes modernos com armaduras e até mesmo togas. Foi assim que seus olhos azuis se depararam com uma situação bastante comum em qualquer lugar do planeta. Aparentemente em qualquer tipo de realidade. Dois garotos estavam encurralando um outro rapaz, menor e mais franzino, mesmo que trajasse roupas parecidas. Max pensou em ficar quieta, tinha acabado de chegar no lugar e não desejava provocar problemas para sua mãe e nem arriscar perderem um lugar seguro. Não depois de ter visto os monstros de perto. No entanto, a situação a incomodava o suficiente para começar a bater o pé no chão rapidamente, seus olhos tentavam desviar para que o coração não sentisse, mas logo retornavam na direção deles.

Quando viu um punho sendo erguido, a impulsividade falou mais alto do que qualquer lógica. Agarrou qualquer coisa que tinha ao seu lado e jogou na direção deles. Era um balde de tinta aberto, já que a construção ao lado estava sendo restaurada. A lata não atingiu nenhum deles, mas logo os três garotos desconhecidos estavam manchados com tinta amarela. Claro que eles vieram para cima da garota loira, que fez a coisa mais sábia para o momento: correu. Max não esperaria para ver se o diálogo funcionaria, bulliers raramente aceitavam uma posição em que ficassem sem poder. Em meio a sua corrida, bateu em algumas coisas, esbarrou em pessoas, até que fora parada por membros da patrulha. Tentou explicar o que tinha acontecido, mas os garotos – inclusive o que estava sofrendo o ataque – tinham sumido. O cenário não era a favor da filha de Júpiter, pois a tinta estava espalhada por uma rua e pessoas reclamavam de sua imprudência.

Resultado? Não fazia nem dois dias e Hayes já tinha recebido a sua primeira punição. Ela já estava preparada para o sermão de sua mãe, assim como aguardava um castigo como qualquer outro. Limpar algum lugar, prestar serviço comunitário, ser privada de alguma coisa. De certa forma, ela imaginou certo a primeira questão. Ela teria de limpar e cuidar de algo. Max só não esperava que fosse um elefante! ▬ Você está de zoeira não é? ▬ a garota questionou o legionário que a acompanhava e instruía ▬ Pra começar, como vocês tem um fucking elefante de estimação?! Isso não é proibido?

Ele se chama Hannibal e está conosco há... ▬ o legionário franziu o cenho, não lembrando corretamente quantos anos a mascote do acampamento tinha ▬ ... muitos anos. Você só terá de passar o dia com ele, brincando, cuidando e limpando. Todo o equipamento necessário você encontra ali, não esqueça que ele tem de comer pelo menos cinco vezes antes do horário acabar.

Max tinha a verdadeira expressão de “isso só pode ser brincadeira”. Mas não era. Logo o homem a deixava há menos de cinco metros de distância de um elefante adulto, com marcas pintadas em seu corpo. Ele tinha quase três metros de altura e estava bem distraído comendo folhas que foram distribuídas no chão. Max pousou a mão na testa e olhou para o céu aberto, questionando se era isso que todos ganhavam quando tentavam fazer uma boa ação. Porém, não era de desistir fácil e nem gostava de se sentir derrotada. Tinha escutado muito bem que aquele era um dos locais mais seguros em que elas duas poderiam estar no momento, Max e sua mãe. Não poderia por a mulher mais velha em risco novamente e, principalmente, não queria ser separada dela mais uma vez. Passara anos pensando que a mãe era louca por acreditar em um mundo que até o dia anterior não existia. Sentia-se culpada, de certa forma, por não ter confiado na mulher que até mesmo se afastou para protege-la. Algo sobre cheiro de semideuses serem atrativos para monstros famintos e perigosos.

Hayes então dobrou as mangas, tirou o tênis e foi preparar o banho de Hannibal. Mangueiras, baldes com sabão e água, buchas e toalhas. Levou quase uma hora inteira para que o elefante se visse livre das imagens marcadas em seu corpo. Em algum momento, Maxine começou a conversar com ele sobre as frustrações que estava sentindo. Era fácil desabafar com alguém que supostamente nem falava a sua língua, por isso não iria retrucar nem chama-la de louca.

Orgulhosa de seu feito e do companheiro de escuta que quase nunca tinha, Max resolveu comemorar e dar um agrado para o elefante. O que aquele tipo de animal gostava? Lembrou de todos os desenhos animados que assistiu quando era pequena, principalmente das cenas em que os elefantes amavam amendoins nos circos. Esse foi o seu grande erro, imaginar que as coisas de desenhos infantis eram verdadeiras. Ao menos não com aquele elefante. Como se não soubesse o que era melhor para si, Hannibal aceitou os amendoins oferecidos por Max, que não demorou muito para ver o resultado: indigestão.

Definitivamente ela tomaria no mínimo cinco banhos no dia durante uma semana para esquecer o cheiro e tirar a paranoia de que estava fedendo. Como era o seu dia de cuidar do elefante, e ainda estava sendo punida, Max teve de lidar com toda aquela merda sozinha. Literalmente falando. Encheu-se de proteção, vomitou três vezes, mas cuidou do serviço quase chorando no fim. Pelo restante do dia, levou Hannibal para passear por um vasto campo, chegando até mesmo a montá-lo para observar as coisas do alto. Descobriu que ele gostava de carinho na orelha esquerda, especificamente desse lado. Viu de longe semideuses treinando, resmungando e rindo como jovens normais. E, por mais estranho que parecesse, finalmente sentia que poderia se encaixar em algum lugar.


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Hades em Qui Dez 07, 2017 12:45 am

Max, a sua desenvoltura em tal missão me surpreendeu de maneira bastante positiva, assim como sua escrita.
300 de xp (250 + 50 bônus) + 100 dracmas.


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Tavy Falworth em Sex Dez 15, 2017 7:04 pm

Lago do acampamento
Sometimes you have to accept the fact that certain things will never go back to how they used to be.
Meus pés sentiram a temperatura da terra úmida conforme me aproximei do lago. Raras eram as vezes em que eu ousava ir até lá descalço, mas acontecia sempre que a solidão me sufocava. Aquele local me fazia lembrar de uma época de paz e conforto que eu tinha junto de meus amigos. Só que um simples pensamento a respeito disso fazia meu humor mudar. Eu escolhi me afastar, eu aceitei a proposta de minha senhora e eu que fiz o que fiz. Não era culpa de ninguém exceto minha.

– O que foi que me tornei – As palavras saíram em um tom baixo e fraco de minha boca.

Em meus anseios, me via afogando naquele lago que, pelo menos no pensamento, era fundo o suficiente para afogar todo um planeta. Esse tipo de pensamento tem um nome: ansiedade. A minha era capaz de torturar mais que um arma inimiga. Ela era a culpa por minhas noites em claro duvidando de minhas próprias escolhas. Nyx me alertara que isso aconteceria frequentemente, afinal, a deusa me conhecia. Contudo, era realmente muito difícil controlar esses pensamentos. Com os olhos fechados tentei pensar em um lugar distante, ao mesmo tempo em que me sentava no chão. Foi nessa hora que ele apareceu...


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Re: Lago do Camp

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