The Blood of Olympus
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Lago do Camp

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Re: Lago do Camp

Mensagem por Bastian Campbell Deville em Dom Maio 10, 2015 12:17 pm

Só de boas.
'-'


Estava a virar costume aquelas noites em claro que costumará a ter desde criança. Levantei de minha cama vagarosamente, coçando meus olhos e olhando para o meu mascote, percebendo-o completamente desmaiado no lado esquerdo de minha cama e tentando desfazer aquela cara mal humorada ao qual sempre tinha estampado em minha face. Apoiei minha mão na beira da cama erguendo meu corpo vagarosamente para não acordar Lúcifer que dormia ali. Aquela calmaria de certo modo me animava muito, dava o momento perfeito que adorava para ficar sozinho e pensar sem ninguém para interromper.

Repousei as mãos sobre meu colar ao qual lembrará de meu pai, quem ainda não tivera a oportunidade de conhecer. Por um breve minuto a expressão na face do garoto mudou, aquela pessoa fria dera espaço para uma pessoa um pouco mais sentimental que logo suspirou profundamente, por fim, levantando-se por completo da cama. A capa cobria meu corpo, enquanto em passos lentos eu caminhava pelo lago, sentindo o vento gélido cortar minha pele, liberando algumas pequenas queixas de frio escapar pelos meus lábios.

Sentei-me no chão, encostando minha cabeça sobre o tronco da árvore enquanto observava as águas calmas do lago por algum período de tempo, antes de olhar para a lua e sentir o vento gélido daquela noite sobre meu corpo, o castigando. Naquele momento pouco me importava com aquele castigo, pois estava a passar. Após um longo tempo sentado ali, novamente volto a ficar de pé, e volto para o chalé, voltando a dormir.






I finally understood what true love meant… Love meant that you care for another person’s happiness more than your own. No matter how painful the choices you face might be.
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Re: Lago do Camp

Mensagem por Agatha Campbell em Seg Dez 05, 2016 7:20 pm

Estar no acampamento Júpiter não parecia mais tão fantástico. Algumas áreas ainda apresentavam os resquícios do ataque surpresa, coortes lamentavam os ferimentos de seus representantes, a segurança começava a ser revisada... Agatha não era exatamente experiente por ali e, apesar de já começar a se acostumar com a rotina estabelecida, acabava se perdendo um pouco ao longo das tardes pelas novas tarefas que sua coorte resolvera distribuir. Impedida de tentar ajudar na confusão por ser fraca demais, cheia de novos compromissos por já ser considerada parte do acampamento. Pareciam tão rígidos os jovens por ali! Suspirou, largada em seu alojamento em plena tarde de outono. Sentia-se tão cansada... Um dia lindo desperdiçado por excesso de preguiça e pelo desanimo contagiante que assolava a morada dos semi-deuses.

Fitou o teto, pensativa. O que realmente havia perdido ali? Tentou pensar em todas as dolorosas lembranças que tivera e todos os acontecimentos horríveis que os monstros trouxeram. Tentou tanto que franziu o cenho, fazendo uma ruga discreta surgir entre os olhos. Já nem via o teto quando percebeu o motivo de não conseguir chegar em nenhum sentimento ruim: Não participara do combate. Não era íntima o bastante de qualquer campista para sentir-se depressiva ou aliviada. Ficara preocupada, claro... Era ali que morava agora e, querendo ou não, o mais próximo de família que poderia conseguir estava ali... Mas, diferente de tantos outros, não fora algo a afetar-lhe diretamente. Sofria por tabela, sem motivos para tal. Fora contagiada pelo sentimento ruim sem nem mesmo ter motivos para se contagiar.

Relaxando a expressão, escapuliu da cama em um pulo só. Oras, se o luto não era seu, que sentido tinha se afundar nele? Enquanto caminhava para suas coisas, pensando onde iria enquanto procurava algo para usar, começou a repassar as opções do acampamento onde poderia se divertir. Chegou a cogitar quase todos eles... Até se deparar com um pequeno saco transparente ao fundo da grande mala. A boia inflável, agora vazia, exibia seu rosa bonito mesmo ainda dobrada. Parecia tão comestível... — O lago! — Deixou escapar em voz alta, animando-se automaticamente. Fazia tanto tempo que não usava aquilo... Procurou mais um pouco entre as roupas, puxando de lá um maiô xadrez em dois tons de azul. Recuperou também o óculos escuros dentro da caixinha e decidiu aproveitar a blusa do acampamento que já usava. Por que não?

Depois de alguns minutos, saiu com uma quantidade bastante reduzida de roupas. Por cima da roupa de banho tinha apenas a blusa do acampamento, tampando até pouco menos que a metade de suas coxas. Os óculos escuros já cobriam os olhos claros e o cabelo castanho sempre rebelde e cacheado agora estava preso em um coque apertadinho. A boia ainda estava na embalagem de plástico, sendo a única coisa que deixou para ser preparada ao chegar. Não que o lago fosse longe... Em apenas alguns minutos em passos lentos e divertidos, brincando silenciosamente consigo em relação ao próprio traje, já estava lá. O problema mesmo era a atenção que chamaria carregando aquela coisa enorme depois de cheia. Sim, muito melhor deixar para encher lá.

Olhando ao redor, encontrando por ali um número muito reduzido de campistas, largou-se no chão, muito perto da água. Estava calma. Poucos optavam por entrar. A maioria vinha apenas pelo passeio e pela paz que o local apresentava. Pensar em paz fez morena sorrir minimamente, quase como se fosse ela a contradição do cenário todo. Cruzou as pernas como um índio, repousou na coxa o objeto que trazia e retirou a blusa, mantendo apenas o maiô. Tomou de volta o saquinho, abrindo-o e desdobrando o conteúdo, revelando um enorme círculo, imperfeito imitação de mordida em um dos lados. Começou a enche-lo. Com vários sopros e muito fôlego, finalmente tomou forma. Sorriu, fitando o próprio trabalho. Agora tinha uma rosquinha gigante perfeita para flutuar.

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Re: Lago do Camp

Mensagem por Adam Köhler Bradshaw em Ter Dez 06, 2016 12:31 am


 
Resquícios daquele dia fatídico estavam presentes no corpo do moreno que ainda não encontrava-se em condições de novamente entrar em batalha, mas o acampamento apesar de destruído recuperava-se aos poucos enquanto alguns heróis eram velados por dar a vida pelo mesmo. O clima apesar de pesado e de pouca diversão, ainda assim não afastava aquele jeito extrovertido ao qual tinha para lidar com as coisas a sua maneira pouco tradicional. Talvez a maneira ao qual o jovem encontrava de expressar-se não fosse uma das mais aceitas pelos seus colegas, mas isto pouco importava para ele. As tradicionais vestes ficavam expostas em seu corpo, escondendo parte das feridas que ainda doíam vez ou outra quando este esforçava-se além do permitido pela enfermeira ao qual havia sido claro com o moreno ao libera-lo para voltar a caminhar pelo acampamento romano.

Apesar de trancado no quarto ao qual haviam lhe reservado para que convivesse diariamente, observando-o e notando a bagunça em que o mesmo vivia. Chegava a ser engraçado como as coisas mais pequenas naquele momento lhe faziam sentir-se seguro ao lembrar-se da criatura que havia enfrentado, logo sentido a dor em sua perna que fez com que o moreno buscasse pensar em algo para fazer para que pudesse distrair a mente. Este se levantou da cama, olhando uma última vez ao lembrar-se das ordens da médica e ignorando o subconsciente que o mandava ficar em repouso, ao final dando as costas para a cama e saindo pela porta, antes fazendo uma pequena promessa para ele mesmo.   — Algum dia eu limparei toda está sujeira!    — afirmou ele, logo esboçando uma gargalhada e balançando a cabeça de forma negativa. — Quem estou querendo enganar? Isto nunca vai acontecer.   — logo colocando o short jeans e uma camiseta regata com o nome de uma banda ao qual ele costumava escutar, por último colocando o óculos de sol sobre os olhos e caminhando pelo acampamento enquanto alguns trabalhavam para arrumar o que havia sido destruído pelos monstros. 

Ele ao chegar ao lago se deparou com os diversos campistas que estavam no lugar aproveitando o momento de folga ao qual teriam devido ao incidente que ocorrerá, em seguida abaixando a cabeça e tendo a visão levada á uma garota que havia chegado pouco antes dele buscando força nos pulmões para encher a boia, uma situação atípica a que costumava ver naquele mesmo lugar e que roubou a atenção do filho de Persefone se questionando mentalmente se ela estava ciente do que aquilo era, ao final dando de ombros ao ver a forma que aquela boia havia tomado e ao mesmo tempo sorrindo, demonstrando certo deboche sobre a boia da loira que parecia não se importar com aquilo. Sentou-se cruzando as pernas  e observando o enorme lago a sua frente e ao final resistindo a tentação que lhe vinha de entrar na água, lutando com toda a força que possuía para que não tivesse que aparecer na enfermaria e tivesse de escutar a mesma bronca da mulher que estava lá cuidando dos feridos que encontravam-se e estado pior. — Que tédio!   — resmungou fazendo uma careta desgostosa por não poder entrar na água. A diversão por parte da garota era a maior tortura para ele naquele momento, e de certa forma a inveja passou a lhe consumir de forma que descaradamente jogou uma pequena pedra em direção ao corpo da jovem como forma de provoca-la a todo momento virando o olhar para o lado oposto buscando disfarçar o ato, ao final, deixando que uma gostosa risada escapasse pelos lábios.  


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Agatha Campbell em Ter Dez 06, 2016 7:07 pm

Ainda que não estivesse no acampamento há muito tempo, ainda que estivesse sozinha em um lugar com vários outros campistas que não faziam questão de disfarçar enquanto a encaravam com aquela boia enorme, Agatha se mostrava completamente relaxada. Nunca tivera problemas em se divertir sem ninguém e, apesar dos desastres anteriores, não via qualquer motivo para não aproceitar um bom dia de descanso pelo lago. Não devia nada nada aos que a olhavam, devia? Pois então não se preocuparia com eles.

Sorria abertamente, apertava a rosquinha para ter certeza de que estava realmente cheia, alongava-se preguiçosamente... No fundo até mesmo Agatha percebia a própria enrolação. Ainda que o dia estivesse agradável, tinha um pouco de noção de que o sol não era suficiente para realmente aquecer a água. Ali, de maiô perto da margem, sabia bem que a temperatura não seria das melhores lá dentro. Perdia a coragem ao invés de a conquistar e, foi justamente por saber que logo acabaria desistindo, que finalmente se levantou. Limpou a sujeira que possivelmente teria grudado em seu corpo pelo tempo sentada, pegou a rosquinha enorme e se preparou para pular no lago. Não foi algo sexy ou glorioso. Pulou de uma só vez com um riso alto, espalhando bastante água para todos os lados.

Sentia-se tão bem! Subiu na boia, deitando nela como conseguia, tendo algumas complicações para subir pela umidade excessiva nos dois corpos. Fazia barulho, risonha, até finalmente se estabilizar. Deitada com apenas as costas e as pernas apoiadas, deixou-se levar, tombando a cabeça para trás, de olhos fechados, e aproveitando o silêncio. Estava tudo tão quieto e calmo! O suficiente para fazê-la assustar com algo pequeno que atingiu-lhe a barriga sem qualquer força. Abriu os olhos repentinamente, voltando a erguer a cabeça e observando o local atingido. Rolando timidamente por alguns centímetros, se estabilizando pela superfície pouco escorregadia do maiô, uma pequena pedrinha desuniforme.

Surpresa, virou-se rápido demais para fitar as margens. Viraram juntas, menina e boia, o que provavelmente foi o motivo do ligeiro bico que tomou-lhe a face ao submergir. Desvirou o donut, deixando a parte rosa para cima, e passou o tronco pelo círculo do meio, apoiando os braços nas laterais. Tinha que estar por ali o culpado... Varria a área com os olhos, buscando alguém de fisionomias suspeitas, que no caso seria qualquer expressão culpada. Não achou. Recaiu, porém, com o olhar em um rapaz que parecia bastante divertido. Fazia questão de fita-la e, regularmente, afastar a atenção para os lados, deixando-a ligeiramente desconfiada... Até o moreno começar a gargalhar.

Sem ter o que fazer e, de certa forma, contagiada pelo ânimo alheio, mordeu o lábio inferior para tentar não rir. Sorria abertamente, desconcertada, se questionando se o menino atentado teria visto seu pequeno acidente com a boia. Preferiu não pensar nisso e entrou na brincadeira. Deixou-se escorregar mais uma vez para a água, deixando a boia para trás enquanto nadava em direção à margem, despreocupada como quem não queria nada. Mergulhou ao estar bastante perto do destino, enchendo a boca com a água do lago. Voltou para a superfície, fingindo ser um misterioso jacaré só com os olhos azuis bem visíveis. Ainda era um pouco longe do desconhecido, mas achou que valia a tentativa. Apoiando ambas as mãos pela margem, içando o corpo para fora, cuspiu a água acumulada na boca em uma tentativa de molhar o menino que, com toda certeza, era o dono da pedrinha atirada.

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Re: Lago do Camp

Mensagem por Adam Köhler Bradshaw em Qua Dez 07, 2016 2:43 am


 
Por um momento o jovem chegou a duvidar se aquilo estava a provoca-lá pela falta de reação por parte da garota, ao final, desviou o olhar até o céu cedendo ao jeito bem humorado da menina que continuava a se divertir com a boia no meio da água em alguns momentos sentindo a água respingar sobre o seu corpo, algo que irritava o moreno profundamente por se sentir tentado a entrar na água mas sendo repreendido novamente pelo seu subconsciente o alertando sobre as faixas que encontravam-se na perna esquerda e em seu abdômen. Os olhos do moreno se focaram em uma pequena anomalia no topo da árvore arrancando uma pequena risada da face do garoto naquele momento ignorando a presença da garota que estava mais a frente ainda espalhando a água.  — Quem deixou uma pirralha dessas aqui?    —  sussurrou consigo mesmo, revirando os olhos um tanto indignado com o barulho que a garota conseguia fazer mesmo sozinha . A incerteza tomou a cabeça do jovem ainda se questionando se ela realmente sabia que ele havia aprontado aquele pequeno ato de maldade, dando de ombros ignorando a incerteza e voltando a se sentar de maneira que conseguisse observar o lago em busca de algo para que o distrai-se do barulho ao seu lado. Naquele momento a sua desconcentração fora maior que o próprio planejamento do ato de vingança tramado pela desconhecida que demonstrou certa estratégia em seu plano contra o mesmo.

Aquela aproximação indesejada não fora em nenhum momento notado pelo moreno que aproveitava-se do momento de sossego ao qual a menor lhe proporcionou mesmo que por pouco tempo antes de estranhar aquilo, voltando de seu paraíso pessoal ao qual roubou-lhe a atenção por uma grande porção de tempo. Adam ao virar o rosto em busca pela garota se surpreendeu com a presença da mesma próxima de si, em seguida liberando a água ao qual havia pego com a boca em cima de si causando uma pequena irritação por parte do garoto ao ser atingido pela garota.  — Por que?   — questionou com o olhar sério. Os olhos do moreno passaram pela roupa simples que estava a trajar observando a mesma um pouco molhada, em seguida levando a atenção até a faixa que estava no abdômen e suspirando de forma aliviada ao ver que está não havia sido molhada junto a camiseta, em seguida arqueando a sobrancelha e olhando para a mesma.— Posso ao menos saber seu nome?    — voltou a falar ele, aos poucos tranquilizando-se e sorrindo para a mesma. — Me desculpe a minah reação, mas é que a enfermeira não iria gostar de uma nova visita minha à ela.    — admitiu o moreno, olhando a menina calmamente tentando descobrir qual era seu pai ou mãe divino apenas pelo modo de agir da mesma. — Por acaso é filha de Vênus?   —  arqueou a sobrancelha após o comentário demonstrando interesse na jovem e tentando demonstrar-se amigável de inicio, sabendo o quão duro poderia ser a adaptação ao acampamento para qualquer pessoa por mais forte que fosse. Ainda sim tinha aquela saudade de seus familiares que vez ou outra batia, apenas desejando um abraço deles.


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Agatha Campbell em Qua Dez 07, 2016 4:43 pm

Um ataque muito bem sucedido! Apesar de não ter sido assim tanta água, o pouco que conseguiu colocar na boca acertou diretamente o alvo, fazendo a morena sorrir orgulhosa, os olhos azuis faiscando em provocação. Exibia um semblante presunçoso, desviando o olhar rapidamente como se não tivesse nem mesmo visto o que acontecera ali. No fundo não se importava que ele soubesse quem fora... Na verdade, esperava mesmo que o menino descobrisse. A brincadeira fora mais uma vingança divertida do que qualquer outra coisa, então não tinha motivos para se esconder. Estava tão convicta disso que se assustou um bocado ao ouvi-lo parecer esbravejar.

Ainda que fosse apenas uma pergunta, os olhos de Agatha se arregalaram discretamente. Sua boca secou antes que pudesse pensar no que responder. Teria errado o suspeito então? Fitava-o atentamente, sentindo a face esquentar, corando consideravelmente enquanto buscava justificativa. Não tinha palavras... Limitava-se a analisa-lo de longe, mordiscando o lábio inferior sem qualquer reação. Foram precisos apenas alguns segundos para entender parte do problema: Sob o pano que cobria-lhe o tronco, entre tatuagens e algumas marcas menores de batalha, uma faixa larga com vários pedaços de fita se fazia bastante visível. Pôde nota-la enquanto o outro a avaliava, verificando a integridade, o que trouxe uma cor ainda mais viva para as bochechas da menor. "Droga. Droga, droga, droga... Não tinha a mínima ideia de como fingir estar tudo bem.

— Agatha... — Sussurrou simplesmente, a garganta coçando como se as palavras arranhassem. Desviou o olhar por breves instantes, procurando mais confiança antes de voltar a encarar o desconhecido. — E o seu? — Completou por fim, depois de algo que pareceu a eternidade. No fundo queria apenas afundar-se no lago e começar a viver por lá. Parecia muito menos vergonhoso, ainda que ligeiramente mais fantasioso complicado.Dessa vez, porém, não conseguiu culpar sua imaginação. — Eu não sabia que... Bom, disso. Não achei que estivesse machucado. Me desculpe também. — Justificou finalmente, dando de ombros e aceitando sua própria parcela de culpa ao invés de tentar julgar o rapaz. Aproximou-se mais da margem, quase como antes, e deixou-se emergir um pouco mais, expondo agora pescoço e ombros, mas não muito mais do que isso, lançando um olhar de cumplicidade para ele como se fossem ambos suspeitos de um crime. Felizmente, isso pareceu amenizar o clima.

Gargalhando baixo com a pergunta do rapaz, um pouco mais descontraída, apesar de ainda corada, tirou um dos braços da água, imitando um muque que não chegou a aparecer, os braços finos nada impressionantes no quesito força. — Sou de Belona, oras! Não vê como sou tão.... Bélica? — Brincou, desviando os orbes azuis do corpo alheio, parecendo quase envergonhada. Sabia bem que não era nada parecida com a prole da deusa da guerra. Seus meio irmãos às vezes faziam questão de lembra-la disso, vendo-a toda sorrisos e brincadeiras por aí. — E você? Pertence a qual deus o campista todo remendado? — Devolveu, piscando para o moreno enquanto se esforçava para manter-se parada e flutuante sem a companhia da boia gigante. Agora que já tinha se acostumado, a água parecia deliciosa. Ficaria ali o dia todo! Estava tão... — Se... Bom, se quiser colocar os pés na água, juro que dessa vez não vou te molhar. — Interrompeu o próprio raciocínio, sorrindo desconcertada e tímida, o tipo de sorriso torto e amarelado de alguém que não tinha certeza de algo, pensando como seria para o menino ver tanta gente se divertindo enquanto precisava esperar recuperação.

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Re: Lago do Camp

Mensagem por Adam Köhler Bradshaw em Sab Dez 10, 2016 12:19 am


 
Era revigorante sentir a água em suas mãos e parcialmente sobre a sua pele por conta dos curativos. A morena pareceu aos poucos arrependida pelo que havia feito após um descuido, permitindo mostrar parte do curativo para a mesma que apresentou-se demonstrando um pouco tímida e insegura com a conversa, e em um momento de coragem a garota que ainda que demonstra-se o seu lado tímido buscou saber o nome dele que olhou uma última vez para  a camiseta com uma cara desgostosa ao lembrar que gostava da mesma, antes de olha-lá nos olhos e responder de forma gentil. — Ah, meu nome... Quase me esqueci deste detalhe.   — - comentou, lembrando-se daquele detalhe um tanto desrespeitoso de sua parte e abrindo um singelo sorriso para a menina a sua frente. — Adam. Prazer em conhecê-la, Agatha.  — Finalizou. Adam levou ambas as mãos aos óculos escuros e retirando-os de seus olhos, em seguida colocando na gola da camiseta enquanto observava a garota ouvindo a mesma desculpar-se pelo comportamento infantil, um comportamento que costumava lembrar ele mesmo em grande parte de sua estadia no acampamento Romano tanto quanto grande parte no acampamento Grego ao qual conviveu por mais tempo, e ainda fazia algumas visitas ao mesmo quanto podia.

— Calma, calma... Eu estou muito bem, claro se tirarmos um pouco das dores que costumam assombrar minhas noites.   — comentou sincero e ao mesmo tempo demonstrando um pouco de humor com a situação, apesar de preocupante de inicio . Observou ela aproximar-se mais da margem acompanhando-a até emergir seus ombros pouco definidos ou sem muitos músculos aparentes passando a imagem de novata no acampamento ainda e sem qualquer envolvimento em batalha, percebendo uma gargalhada escapar dos lábios da garota após o inofensivo comentário por parte da morena que aos poucos demonstrava que a sua defesa contra as suas investidas haviam caído, ouvindo a brincadeira por parte da garota e arqueando a sobrancelha esquerda com aquele comentário. — Reparei... Os monstros devem temer você com tudo isso ai.  —  indicou com o dedo mostrando os músculos da garota e gargalhando, antes de responde-la. — Proserpina, rainha do submundo. Acho que podemos considera-lá rainha daquele lugar, não?  — concluiu com um sorriso satisfeito demonstrando estar orgulhoso de quem era cria. O moreno observou um sorriso escapar dos lábios da jovem tentando decifrar se era um deboche ou apenas estava a divertir-se com a conversa, antes do surpreendente convite e de certa forma tentador por parte dela. A proposta era tentadora, mas de imediato o mesmo balançou a cabeça de um lado ao outro se aproximando da margem e sentando-se sem que entrasse na mesma dando um pequeno sorriso. — Melhor eu não arriscar.  — desconversou, erguendo o ombro esquerdo e fazendo uma careta ao pensar que havia recusado aquela proposta. — Sou um pouco desastrado, em uma outra oportunidade aceitarei o seu convite. Desta vez sou obrigado a dispensar.  — justificou com um largo sorriso.





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Re: Lago do Camp

Mensagem por Adam Köhler Bradshaw em Seg Dez 26, 2016 1:27 am

*Após algum tempo conversando com a garota, saímos do lugar de volta ao dormitório ao qual cada um era designado*


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Re: Lago do Camp

Mensagem por Luna Blackwood em Dom Maio 21, 2017 9:53 am



Castigada
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Or not! The night is a beautiful child.




Sabe naquele momento em que você apenas se encontra na hora e no momento errado? Quando você realmente não está fazendo nada de ruim ou mesmo pensando no que acontece à sua volta, mas acaba sobrando para você? Eu ainda bem que não passo muito por isso, mas como sou quietinha e muito na minha, é claro que as pessoas abusam disso... E, com já deve estar imaginando, foi isso o que me levou para a tarefa de hoje.

Eu juro que não fiz nada, e inclusive jurei para os centuriões que não havia sido eu a alma infeliz que havia feito piada com o corte de cabelo/cicatriz nova que um de nossos centuriões havia adquirido em campo de batalha, eu não teria sangue frio de fazer isso com o coitado após ele ter somente se enganado quando lutou contra aquele grifo! Não sei se você viu, mas as garras do grifo que esse centurião havia enfrentado acabaram por desfigurar o rosto dele em meio a luta, e ainda danificou gravemente o couro cabeludo do sujeito, e por isso hoje ele está todo desfigurado e... Me recuso a repetir o que é que disseram de seu cabelo, mas o coitado estava abalado, e eu não teria coragem de cutucar essa ferida dele. Foi tudo culpa daquela maldita filha de Vênus que estava falando sobre isso perto de mim, enquanto eu lia... Eu tentei só ignorar a conversa dela com as amigas, e quando a ouviram fazer piada do centurião, ela conseguiu jogar toda a culpa para cima de mim...

Maldita, a hora dela ainda iria chegar... Pode não ser saudável pensar assim, mas eu queria muito, muito mesmo me vingar daquela semideusa por isso. Já não gostava dela pelo fato de ser fofoqueira e manipuladora, mas armar para mim quando eu nunca havia feito qualquer coisinha para ela... isso não ia ficar assim... Mas infelizmente hoje eu não poderia me vingar, pois tinha mais o que fazer. Aliás, graças a ela eu acabei sendo punida e obrigada a realizar a tarefa mais vergonhosa e desagradável de todas dentro do acampamento: limpar ao Hannibal. E se por acaso você for grego e não souber do que é que eu estou falando, eu me refiro ao mascote do acampamento, o elefante Hannibal, nosso mascote.

Tudo bem, eu normalmente amo esse elefante fofo, mas hoje em questão eu seria obrigada à passar o tempo com ele como se fosse a sua empregada, e ainda por cima por algo que eu não fiz! Por isso que eu fui um tanto zangada até ele, assim que terminaram de me dar as broncas por causa da piadinha que eu havia feito.

Fui brava é claro, pisando forte o caminho todo que eu fiz até os baldes, esponjas, jornais e... bem, tudo o que eu teria que usar para cuidar da higiene do nosso amado elefante hoje. Mas assim que o vi eu tentei ao máximo ficar bem calma, pois não queria acabar assustando-o sem querer. Afinal, é bem fácil esmagar uma coisinha pequena como eu, ainda mais sendo um elefante! Enfim, quando alcancei ao mascote no lugar que ele costumava estar, eu forcei o melhor sorriso que eu podia, antes mesmo de falar- Bom dia Hannibal! –e analisei o seu colete de kevlar preto enquanto me aproximava. Por sorte, ele parecia bem calmo, ou até mesmo cansado (talvez por que eu acabei realmente pegando-o logo após seu despertar), então eu não tive muito problema para interagir com ele naquele início do dia. Na realidade, até tomei certa liberdade ao falar com ele.

É, eu falo com animais, tá? Não que eles me respondam... não sempre... mas dizem que animais gostam que conversem com eles, e normalmente ninguém gosta de falar comigo mesmo, então por que não?

- E aí, tudo bem contigo? –perguntava, enquanto circundava ao gigantesco animal, que ainda se encontrava cansado. Até aonde havia visto, estava tudo bem com seu colete, e haviam acabado de lhe entregar o seu café da manhã, então eu não tive muito o que fazer. Porém, para que não dissessem que eu estava sem fazer nada, joguei um balde de água em seu rosto, para provoca-lo mesmo. O elefante pareceu se surpreender com aquilo, e ao me olhar de volta eu sorri para ele, me afastando aos poucos com meus equipamentos de limpeza- Que? Quer brincar? Então vem! –foram as minhas últimas palavras antes de começar a correr. Logo após isso, ele me seguiu, e eu não sabia se devia ficar com medo ou aliviada... Afinal, ele estava fazendo o que eu queria, me seguindo até o lago, mas também... um tropeço meu naquela corrida e seria fatalmente esmagada pelas patas do elefante... Mas acabou tudo bem. Entre alguns tremores que ele causou ao correr (inclusive me passando e tomando a dianteira, pouco antes de alcançarmos nosso destino), e então chegamos rápido ao lago.

Foi lá que eu passei a maior parte do tempo com ele. Conversando enquanto que, vez ou outra jogava água nele. Principalmente quando o elefante jogava em si mesmo terra, para se refrescar mas acabando por me dar trabalho no processo. Isso era algo que ele fazia o tempo inteiro, mas nem de longe foi algo que me irritou. Sério, eu achei até divertido ficar jogando água nele, principalmente quando o fazia perder o receio de me seguir até mais perto da água, pois assim eu ficava praticamente sem munição para o balde de água que eu segurava. Acabei fazendo essa parte de limpar Hannibal quase como se fosse uma brincadeira, mas aí vieram os primeiros dejetos dele... seu café da manhã havia sido digerido, e o resultado foi um grande monte de estrume...

Olhei enojada para aquele primeiro monte de merda, e Hannibal acabou acompanhando meu olhar, e acho que ele percebeu que eu estava com nojo, pois ficou realmente envergonhado. Ah, não sei se já te disseram, mas esse elefante é muito emotivo, e por isso eu fiquei tão mal em deixa-lo daquele jeito, ainda que sem querer. Também detestava ter que fazer aquilo, mas ao menos tentei tranquilizar ao elefante- Ei, não é sua culpa tá? Estou é zangada com a Vanessa, que me colocou nessa enrascada... Você só está fazendo suas necessidades, não tem pelo que se envergonhar! –comentei com um sorriso no rosto, enquanto pegava a pá e o carrinho de mão para o serviço. Pois é, você leu direito, pá e carrinho de mão, pois eu não estava de brincadeira MESMO ali. E ainda bem que eu não tenho problema em carregar peso, pois todo aquele estrume... argh, foi asqueroso, mas eu consegui levar. Tive que fazer algumas viagens para deixar a grama limpa, pegando os dejetos com a pá e jogando tudo no carrinho de mão, até que o estrume havia acabado. Depois disso só tive que passar água na grama, na pá e no carrinho de mão, sem usar a água do lago, e pronto, já estava tudo como novo!

E foi repugnante aquilo, mas infelizmente o dia havia apenas começado. Eu ainda tive que repetir aquele mesmo ritual mais algumas vezes com o passar do dia, pois esse elefante come demais! Ainda houve seu almoço, lanches da tarde números um e dois, e ainda seu jantar, e... meus deuses... Eu tive que recolher mesmo muito daquele estrume, mas em parte valeu à pena. Apesar do fedor, eu havia ao menos recarregado bastante os fertilizantes/adubos que as proles de Ceres poderiam querer para as suas plantas, e ainda havia me divertido com o Hannibal. Devo dizer que essa última parte realmente compensou todo o dia cheio de desgraças que eu tive...

Mas enfim, quando a noite chegou e eu tive que limpar o último monte de dejetos de Hannibal, eu finalmente me senti descansada, pois acabei conseguindo cansar o elefante à ponto de fazê-lo dormir mais cedo hoje. Com isso o meu expediente chegou ao fim, e eu finalmente podia tomar um banho de verdade agora. Não apenas mergulhar na água do lago e torcer para que o cheiro ruim desgrudasse de mim, mas um com sabão e shampoo também... céus, como eu precisava disso!








#03

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everytime I think I'm closer to the heart.


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Castigado-> Piadas podem ser vistas como algo bastante desrespeitoso do Acampamento Júpiter, de forma que você foi castigo a uma das tarefas mais constrangedoras: limpar Hannibal e seus resíduos corporais durante um dia inteiro! Local de Postagem: Floresta ou Lago Recompensa: 200 a 250 xp de acordo com o narrador + 100 a 150 dracmas.
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Luna Blackwood
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Re: Lago do Camp

Mensagem por Arcus em Seg Maio 22, 2017 7:09 pm

Avaliação Luna Blackwood:

Querida, o mascote do júpiter é um amor, não seja tão dura com ele... não é vergonhoso limpar umas caquinhas de vez em quando.

Descontei 10 pontinhos por detalhes de erro de escrita e digitação que todos nós cometemos.
Qualquer dúvida mande MP.
Recompensa: 240 xp e 250 dracmas.
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Arcus
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Re: Lago do Camp

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