The Blood of Olympus
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[CCFY De Halloween] Ghosts & Death.

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Mensagem por Céline Bernard em Sab Out 27, 2018 12:55 pm

ghost!
where'd you go?

A escuridão envolvia não só o meu corpo, mas também o meu coração. Aos poucos, a aliança com a deusa da noite me tornava mais sombria. O sangue que escorria do meu nariz parecia escuro como a própria, porém eu não entendia se era o meu estado mental ou se realmente estava perdendo controle sobre quem eu era.

Limpei o líquido com um lenço, jogando a cabeça para trás para que ele parasse de correr. Aquilo ficava mais comum a cada dia. As vezes eu apagava, desmaiando no chão do apartamento barato no Brooklyn e acordava em um lugar totalmente diferente. Em outros momentos, eu ficava cansada demais do nada. Estar ao lado da escuridão acabava comigo ou algo mais estava me manipulando? Era isso que eu estava decidida a descobrir.

Fechei as minhas pálpebras e levei as mãos até a cabeça. A dor era extrema. Alguma coisa estava tentando me derrubar. E eu não deixaria barato. Não tinha nenhuma escolha. Ou isso ia embora ou eu faria questão de acabar com ele.

A angústia de repente passou, deixando-me desnorteada. O que diabos estava acontecendo comigo? Abri os olhos, encarando o espelho. Querendo ou não, eu estava parecendo um fantasma. A minha pele estava mais pálida do que já fora, lembrando-me de filmes baratos de terror. Meu cabelo fazia contraste com a mesma, como se tivesse incorporado a cor da minha alma, — será que eu também estava virando emo? —, extremamente preto. Até meus lábios tinham perdido a cor. Não irei nem comentar sobre as olheiras. Não conseguia mais dormir. Eu era um monstro movido a café e energético barato.

Viver como uma fugitiva não era a vida para mim. Eu sentia falta de minha namorada o tempo todo. Os demônios eram desconfortáveis e o lugar que tinham arrumado para mim era um lixo. Eles prometeram que a convenceriam, entretanto a cada dia que passa eu duvido mais e mais sobre isso. Só queria poder falar com ela. Talvez ela atendesse uma mensagem de Íris? Precisava tentar.

Em alguns minutos, eu tinha arrumado um arco-íris improvisado. Joguei o meu último dracma nele, recitando profundamente os dizeres: “Oh Iris, deusa do arco-íris, por favor aceite minha oferta. Mostre-me Sara Lim no Acampamento Meio-Sangue”. Depois, esperei. Sabia que a filha de Éris seria capaz de me ajudar. O rosto dela aparecera após certa espera. Ela parecia triste. Meu coração estava se quebrando em milhares de pedacinhos apenas por saber que ela estava chateada. Ainda mais porque sabia que a culpa era minha. — Antes de tudo, preciso de ajuda. Não temos muito tempo. — Falei rapidamente, não queria que fosse interceptada. — Algo ou alguém está tentando me matar. Eu desmaio do nada, não me lembro do que fiz e agora meu sangue está ficando escuro. — Listei o que estava acontecendo bem por cima, já que se eu explicasse a história toda, ficaríamos ali por um bom tempo. A vi franzir o cenho. Assentiu rapidamente, como se estivesse organizando seus pensamentos. — Possessão, com certeza. Alguém mandou um espírito atrás de você. Seria bom se você conseguisse descobrir quem. Tente falar com ele. Charme funciona, mas você pode tentar um ritual ou Ouija se não conseguir tirá-lo com charme.

Então eu estava lidando com um fantasminha camarada. E estava prestes a tirá-lo de mim na base do soco.

Alguns dias depois.

Velas aromáticas estavam acesas por todo o apartamento. Espalhei sal grosso nas entradas e agora estava queimando um incenso. Nunca fui uma pessoa espiritual, mas se era isso que precisava para expulsar algo de dentro de mim, eu o faria. Havia usado a internet pela primeira vez em anos e usei-a para descobrir como usar o tabuleiro de Ouija que minha amada recomendara para fazer essa sessão de “expulsa eidolon”. Muitas pessoas recomendavam proteger-me de todas as maneiras possíveis. Com tudo feito, sentei-me no chão, na frente do brinquedo e comecei.

Posicionei meus dedos indicador e médio sobre a peça que eu usaria para ler o que ele tem para dizer. Coloquei-a na letra G e me concentrei. Era hora de caçar alguns monstros.

— Qual é o seu nome? — A pergunta mais básica que consegui pensar. Ela me daria um começo, já que talvez meu amigo ficaria ofendido se eu pedisse para que ele desse o fora de primeira. Aos poucos, o plástico se moveu pelo tabuleiro, indo de letra a letra. Quando ele terminou, uma palavra pairava sobre a sala. Salem. — Tudo bem, Salem. Posso saber quem te mandou aqui? — Dessa vez, eu tive que esperar mais. Ele parecia hesitar em me contar. Talvez estivesse pedindo permissão para alguém. Seria esse alguém Nyx? Não, ela não machucaria um aliado, machucaria?

“Morte”. Simples. — Meu pai? — Balbuciei. Não era uma pergunta, era apenas o meu choque. Mesmo assim, meus dedos foram movidos com rapidez até o sim. O que diabos o meu pai queria comigo? Ele permanecera 18 anos sem contado. Apenas uma reclamação uma vez na vida. E agora ele se sentia no direito de enviar um espírito raivoso atrás de mim? — Por quê? — Novamente, a demora. Ele estava ficando cansado de jogar? Não. Eu preciso dessas respostas. — Vamos lá. — Reclamei. Assim que essas palavras saíram de meus lábios, ele respondera. Aos poucos, uma frase se formava. “Chame-o”. Fui arrastada até o adeus e, com isso, as chamas das velas se apagaram de uma vez, deixando-me no escuro. Meu corpo se sentia leve, como se um peso tivesse me deixado. E, já que o meu amigo havia me dito tchau, provavelmente realmente tinha.

Chamá-lo? Meu pai? Ele responderia? E como eu deveria fazer isso? Talvez um sacrifício fosse o suficiente. Não. Por que eu estou considerando realmente convidá-lo para entrar? Ele me abandou minha vida toda. Me deixara para trás um trilhão de vezes e me fizera conviver com pessoas horríveis, tanto no acampamento quanto fora dele. E as milhões de vezes que eu fui espancada? Os olhares raivosos por ser filha dele? Thanatos nunca estivera lá por mim e, mesmo assim, eu sentia necessidade de o fazer um sacrifício.

Levantei-me com rapidez. Peguei uma das velas que antes estavam acesas e o meu isqueiro. Ela era vermelho-sangue, tinha cheiro de maçã. Dei de ombros. Deveria funcionar. Acendi-a e peguei uma faca. Não tinha nada de importante o suficiente para oferecer a um deus. Então oferecerei a mim mesma. Fiz um corte em minha palma, derrubando algumas gotas de sangue no fogo. “Thanatos, sua filha precisa saber o que está acontecendo. Apareça.” Eu deixava com que o líquido continuasse pingando, mas já estava pegando um pano com a outra mão para enrolar na ferida quando ele atendesse a minha oferenda.

O fogo se apagou e uma brisa fria atingiu o meu corpo. Graças aos poderes herdados de meu patriarca, eu conseguia ver perfeitamente no escuro. Sentia uma presença atrás de mim. Usei o pedaço de tecido para estancar o ferimento momentaneamente antes de virar-me.

— Criança tola. O que você fez com você mesma? — O tom de meu pai era assustador. Por algum motivo, era calmo demais. Sem expressão nenhuma. Talvez eu já deveria ter esperado isso, algo monótono e sem graça. Mesmo assim, sabia que ele não se referia ao ferimento. — O que eu posso fazer, “pai”? Ninguém me quer em lugar nenhum. Pelo menos ela me aceitou. — Fiz aspas com os dedos, revirando os olhos antes de continuar. — Qual o seu problema, caralho? Você me ignora por dezoito anos, cara. E agora, quando alguém me dá a mão você decide me possuir? — A minha voz estava alternando entre a histeria e a calma de uma filha de Thanatos. O que eu poderia fazer? Era o meu modo de liberar a minha raiva sem pirar e acabar virando espetinho de semideusa.

A sala estava envolta de sombras, a presença dele as intensificavam. Tudo era completamente escuro, o que me deixava a beira de um ataque de pânico. Ultimamente, a escuridão me assustava. — Sei que está chateada, entretando preciso que você pense comigo. É uma das minhas, não vou deixar com que estrague sua vida. Você acredita que depois da guerra você terá um lugar seguro? Que Nyx não destruirá os semideuses restantes? Nós já passamos por isso milhares de vezes, Céline. Ela nunca te deixará viver, mesmo sendo do lado dela. A morte deve ser neutra, mas as suas crias não precisam. Por isso, te peço que faça a coisa certa. Por você e por aqueles que ama. Se fizer, eles te aceitarão de volta. — A imagem de Sara veio a minha cabeça. O que aconteceria com ela caso achassem que ela era uma espiã? Por minha causa, ela estava em perigo dentro do acampamento. A culpa era minha.

Aos poucos, a luz voltava. Antes de ir embora, ele parecia ter acendido as luzes elétricas. Talvez entendesse o meu pavor. Ou fosse uma metáfora. Minha cabeça estava confusa. Meu pai havia conversado comigo pela primeira vez. Me dado um caminho para seguir. Deveria pensar sobre isso. E se eu pensasse? Para onde iria? Não sei se me aceitariam como ele disse. A maioria dos semideuses parecia hostil. Ou eu era hostil? Será que eu passara anos interpretando-os erroneamente? Precisava descobrir.

Juntei as minhas coisas em uma mochila. Mesmo eu sendo a única ali, se saísse com coisas demais ou pela porta da frente, os demônios saberiam. Então, optei sair pela janela.

Não queria ser uma traidora da causa, mas não me restavam opções. Sara não ficaria em perigo por minha causa. Havia escolhido seguir o conselho daquele que me dera a vida.

Adendos:
Essa é uma CCFY de Halloween e de trama pessoal. Usei-a para que Céline volte a ser do lado do Olimpo. Estou ciente de que receberei uma maldição por estar traindo Nyx.

FPA.


poderes:

Nível 2
Nome do poder: Silenciosos
Descrição: Assim como a morte nem sempre anuncia sua chegada, os membros desse grupo podem escolher abafar seus sons. Podendo assim passarem despercebidos, ou então não denunciar sua aproximação.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 50% de chance de não ser notado.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Visão Noturna I
Descrição: Acostumados com a escuridão, os filhos de Thanatos/Leto possuem facilidade em enxergar em meio a esta. Entretanto, nesse nível, sua visão alcança até 20 metros à sua frente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Visualizar Fantasmas
Descrição: Filhos de Thanatos/Leto conseguem visualizar almas penadas que vagam pelo mundo dos vivos, sendo capazes de se comunicarem com elas. Eles são capazes também de entender o que sentem, podendo ajudá-las a seguirem seu caminho e partirem dessa para uma melhor (ou média... ou pior, sabe-se lá o que ela aprontou em vida)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
「R」


The moon rises And I am becoming you. We were so different, But my heart Is now being colored with you.
Céline Bernard
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Lycans
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Localização : Covil.

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[CCFY De Halloween] Ghosts & Death.  Empty Re: [CCFY De Halloween] Ghosts & Death.

Mensagem por Prometheus em Dom Out 28, 2018 5:23 am


Céline Bernard



Método de avaliação

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Pontuação alcançada
Realidade de postagem + Ações realizadas – 30%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 10%
Total alcançado: 4.500 XP + 3.000 dracmas

Acredito que sua postagem tenha ficado muito simples, Céline. A descoberta do que estava acontecendo foi descomplicada. O que me leva a comentar sobre o quesito "criatividade" atrelando-o à obrigação de ter um desafio nas CCFYs desse evento: não houve. Talvez se tivesse dificultado a maneira como ficara sabendo da possessão, teria suprido a ausência de um combate ou provação. Ainda aconteceu de você usar a internet para encontrar a resposta para o ritual certo (outro ponto que poderia ter sido utilizado para criar desafio), sendo que semideuses são estritamente proibidos de utilizar essa tecnologia.

Aprecio bastante o encargo emocional depositado em sua postagem e, mesmo não conhecendo muito de sua história, pude perceber a ligação forte com Sara Lim e o passado ausente de Thanatos. Esses foram os pontos altos da sua CCFY, junto à escrita divertida e leve. Tenho certeza de que se tivesse dado mais atenção aos fatores que me fizeram te descontar pontos, teria sido uma leitura impecável. Caso minha ignorância à sua trama tenha me feito não perceber algo, ou não concorde com o que decidi, peço, por favor, que me contate para debater ideias ou apenas solicitar uma re-avaliação.

Como de conhecimento geral, uma maldição ou consequência pela traição a Nyx em ON te será dada. Entretanto, considerando a seriedade da coisa, seus detalhes e singularidades ainda serão decididos pela STAFF. Até lá, minha querida, mantenha-se longe de locais escuros...

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