The Blood of Olympus
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[CCFY de Halloween] endlessly repeating nightmare.

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Mensagem por Sara Lim em Qua Out 10, 2018 10:00 pm

INTRODUÇÃO
you can't escape
Sara descia do trem carregando apenas uma mala de mão. Andava rapidamente pelas plataformas de cabeça baixa, evitando os olhares daqueles que antes viajavam com ela. Havia pegado um trem de Nova Iorque até Los Angeles. Achava que trens eram um jeito muito charmoso de viajar, mas nessa ocasião decidira usar esse meio de transporte para que conseguisse pensar em sua missão.

Era época do Halloween e o véu entre os dois mundos estava enfraquecendo cada vez mais a cada dia. Por esse motivo, o antigo Hotel Bourgon estava enlouquecido. Os fantasmas ganhavam força e atraiam cada vez mais mortais para dentro de sua casa infernal. Muitos deles eram semideuses, que passavam por ali em missões, e acabavam ficando presos ou escapavam por pouco. De qualquer jeito, ninguém estava contente com isso.

Entrou no primeiro táxi que conseguiu encontrar, sentando-se no banco de trás. — Bom dia! Poderia me levar para o Hotel Bourgon? — O motorista franziu o cenho, mas ligou o motor. Parecia estar com dúvidas sobre levar uma adolescente até o lugar maldito. De qualquer modo, começou a viagem, deixando Meinu com um sorriso minúsculo no rosto. Claro que a semideusa gostaria de ter sido enviada a uma missão no Canadá, ou ter ficado no Acampamento, longe de confusão. Porém, por algum motivo, a história do hotel mal-assombrado a deixara intrigada.

Além disso, nem mesmo as filhas de Melinoe estavam dispostas a enfrentar os horrores do Bourgon. Acabaria sobrando para alguém que não tinha a menor vontade de ir, o que comprometeria a missão 100%. Com esses argumentos, tentou se convencer de que estava fazendo a coisa certa. O que são alguns mortos que não pensariam duas vezes em fazê-la se juntar a eles?

Pagou o taxista, pegou sua mala e desceu do carro, caminhando sem olhar para trás em direção à porta de entrada. Ao pisar dentro do estabelecimento, começou a se sentir em outro mundo. Já conseguia sentir que havia algo de errado ali. Respirou fundo, indo até a recepção. — Olá. Eu tentei fazer o check-in online, mas vocês não tem site, então… Posso fazer por aqui mesmo? — A recepcionista abaixou a revista em que se concentrava, fazendo com que arrepios se espalhassem pelo corpo da filha de Éris. A mulher tinha uma expressão maníaca no rosto, combinada com um sorriso malvado e as unhas extremamente grandes e vermelhas, parecia uma personagem dos pesadelos da garota Lim.

— Claro. O quarto 204 está desocupado. É no segundo andar. Mas o elevador quebrou, então terá que usar as escadas. — Parecia irreal dizer que apenas um quarto estava vazio. Era um hotel enorme, com pelo menos 10 andares, cheio de fantasmas. Não poderia ter apenas uma cama para dormir sem ninguém. Poxa, fantasmas não dormem. Mesmo assim, ela aceitou. Não tinha o que fazer. Ficaria ali por pouco tempo mesmo. — O meu amigo aqui levará as suas malas para cima, querida. — A atendente apontou para um homem alto, de pele extremamente branca. Sara estava pronta para sair correndo, jurando que ele era um fantasma. Quando ele pegou sua bolsa e começou a subir, ela percebeu que não era. Só isso? Poxa, geralmente as pessoas ficam aqui por taaaanto tempo. Que esquisito ver alguém com apenas uma malinha. Boa sorte, os seus vizinhos de andar não são muito divertidos.

Forçou-se a dar um sorriso ao se despedir. Ao começar a subir, jurou escutar um “semideusa burra” sussurrado, mas quando se virou, não havia mais ninguém, apenas a revista caída sobre a mesa. Engoliu em seco, olhou para frente e continuou a subir. Se a moça era uma das criaturas que devia enfrentar, não ia ficar ali para esperar a tentativa de assassinato.

“São só 7 fantasmas, Sara! Você consegue.”
Tentava se motivar, lembrando dos conselhos das filhas da deusa dos fantasmas. Existiam muitas almas presas ali, mas só sete estavam causando problemas. Elas podiam ser consideradas irmãs, se não fossem extremamente diferentes umas das outras. Cada uma era a personificação de um dos pecados capitais. Nenhum semideus sabia exatamente o que faziam ou o que as derrotaria, muito menos Sara. Só tinha certeza de uma coisa: não podia deixar que elas escapassem. Tinha que convencê-las a ficar presas. Os dois acampamentos já estavam passando por problemas, se tivessem fantasmas atormentando-os e aprisionando semideuses necessários para a resolução dos desafios que tinham, a situação ficaria pior ainda.

No fim das escadas, viu a porta que dava ao quarto onde estava hospedada. Era de madeira e tinha os cantos comidos por cupins. O número 4 estava torto, quase caindo. O moço que carregava a sua única bagagem parou, entregando-a para a semideusa. — Saia daqui enquanto você tem tempo. Quando elas te pegarem, você vai ficar aqui para sempre. Eu pensei que venceria o hotel. Agora, sou só um empregado. — O tom melancólico dele a assustava. Não queria ficar presa. Mas não podia falhar com seus companheiros. Tinha que seguir com o plano.

— Sinto muito pelo que aconteceu com você, mas preciso continuar. — Ele suspirou, como se tivesse escutado essa resposta um milhão de vezes durante seu tempo ali. — Tudo bem. Ave, graecus. — Sara não compreendia latim, mas tinha uma leve noção do que ele havia dito, já que estivera no Acampamento Júpiter na reconstrução de Nova Roma. Assentiu com a cabeça e avançou, entrando no seu mais novo aposento.

Não era nada parecido com o seu beliche no chalé de Éris e nem de longe a lembrava do dormitório no Templo de Fogo. Era como uma versão extremamente velha e malfeita de um motel de quinta. Por algum motivo os lençóis fediam, mesmo estando limpos. O tapete vermelho tinha manchas marrons e ela não estava a fim de descobrir de que substância elas eram compostas. A luz piscava, deixando o quarto mais bizarro ainda. “Se não fosse horrível seria estranho. Está tudo nos conformes. Eu posso simplesmente não dormir.” Continuava tentando se motivar.

Colocou a sua mala sobre a cama, começando a tirar as coisas importantes de dentro. Alguns livros sobre espíritos, um livro sobre a história do hotel, algumas mudas de roupas, um estojo cheio de canetas coloridas, um caderno, mapas do hotel, um celular (Com direito a fone de ouvidos, power bank e carregador) e também da região. Os mapas e os livros foram dados a ela por alguns filhos de Atena um pouco obcecados pelo sobrenatural. Já o celular sempre fora seu, não o abandonara quando chegara ao acampamento, pois não acreditava nem um pouco na história de que eles atraiam monstros. Estava um pouco velho, mas servia muito bem ainda.

Também trouxera maquiagem, um espelho, secador, chapinha e toalhas de algodão, para caso tivesse tempo para se arrumar. Não conseguia encontrar uma tomada, então se tocou de que aquele lugar não passava por uma reforma desde 1900. Essa era a coisa engraçada sobre o Bourgon. Costumava ser o hotel mais chique de Los Angeles. As pessoas mais ricas o frequentavam, desperdiçando dinheiros nos cassinos e nos bares e as mais pobres trabalhavam ali. Com o passar dos anos, as pessoas começaram a esquecer dele, tornando-o mais um dos vários estabelecimentos pouco frequentados na região. O motivo disso, ninguém sabia. Alguns aventureiros tentavam descobrir o que tinha de errado com ele, mas nunca conseguiam sair. Muitos deles eram semideuses. Semideuses burros ou aqueles que, como Meinu, tinham uma missão. Até que um filho de Melinoe conseguira sair. Isso acontecera a pelo menos 20 anos, mas ainda era uma grande lenda urbana. Bom, não para os semideuses de deuses grandes, mas sim para os de deuses menores, de deuses das coisas negativas. Todos estavam orgulhosos de que não fora um filho de Ares ou uma prole bonita de Afrodite. O problema era que: ele nunca dissera com todas as palavras como entrar e sair intacto.

Apenas comentara sobre os 7 pecados capitais. Nunca sobre como derrotara as fantasmas ou sobre o que encontrara ali. Até que ele conseguiu domá-los por bastante tempo. Mas, depois de 20 anos, eles estavam querendo sair para brincar novamente. E a escolhida da vez para os impedir era uma vestal, que não fazia a mínima ideia de como sair dali intacta.


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demigods who don't even have haters, shut up. where are your haters at? wash your eyes and face and look in the mirror there's your hater, living and breathing we're celebrate more than celebrity.
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Mensagem por Sara Lim em Qui Out 11, 2018 6:15 pm

INTRODUÇÃO
you can't escape

GULA


Os passos de Sara eram silenciosos. Tentava o seu melhor para não acordar ou irritar os hóspedes. Estava no estabelecimento há apenas algumas horas, mas não havia encontrado nada de interessante. Entrara em alguns quartos vazios, visitara a piscina abandonada e agora estava encarando o mapa, sem saber para onde ir. “Estou com um pouco de fome, talvez a cozinha? Não vou encontrar nada, já que tenho quase certeza absoluta que fantasmas não podem comer, mas é melhor do que nada.” Dobrou o mapa, colocando-o dentro de um dos bolsos do sobretudo enquanto andava. Estava apenas alguns passos longe de seu local de destino, então logo estava adentrando a cozinha, que como todo o resto, estava aberta e acabada.

O que surpreendeu a semideusa foi uma moça, bonita, mas com a pele extremamente pálida, que estava sentada em um dos balcões, olhando diretamente para ela. — Uhh… Olá! Bom dia, eu acho. Ou já é boa tarde? Não olho para um relógio faz um tempinho. Como vai? Sou uma hóspede nova. — A vestal desatara a falar, claramente ficando nervosa com a presença alheia. Não sabia dizer se estava aterrorizada por ser uma fantasma em sua frente, ou por ela não ser nem um pouco mórbida. Parecia uma adolescente normal, apenas um pouco acima do peso, que estava ali para passar as férias. Aos poucos, sua companhia abriu um sorriso, descruzando as pernas e fazendo menção para descer de onde estava. — Olá, Sara. A recepcionista nos contou que você havia chegado. Muito prazer, meu nome é Giulia. Acho que pra uma morta, estou muito bem, obrigada. — Com isso, ela confirmara as suspeitas, era sim a primeira das sete.

Estava levemente confusa com a situação. Esperava algo totalmente diferente. Esperava um monstro hostil, pronto para arrancar sua cabeça com as próprias mãos. Mas, na verdade, havia apenas uma adolescente deprimida em sua frente. Não havia nenhuma marca que indicava o motivo de sua morte, então Sara assumiu que fora veneno, ou qualquer coisa do tipo. Talvez tivesse sido esfaqueada, mas suas roupas estivessem cobrindo o lugar. Fantasmas trocavam de roupa? Tinha essa dúvida, mas não iria perguntar, já que tinha muita certeza de que Giulia ficaria ofendida com a questão.

— Ah! V-Você me conhece. E-eu só vim dar uma olhada nas instalações. — Respondeu, nervosamente se afastando, indo em direção até a porta por onde havia entrado. Antes que pudesse correr, ela se fechou, deixando-a trancada dentro do cômodo. — Semideuses deviam ser corajosos, não? Deviam correr para o perigo, não dele. — A criatura começou a andar em direção à filha de Éris, dando um sorriso largo. — Não se preocupe. Não vou machucar você. Acredito que nem posso. Mas, para que você passe por mim, terá que me fazer um pequeno favor. — Antes que tocasse Meinu, ela se virou, andando até a geladeira, começando a procurar por alguns itens. — Veja só, eu morri antes de terminar meu pedaço de bolo, nessa mesma cozinha, e só posso sair daqui quando eu o terminar. Mas, como já fazem... — Fez uma pausa, olhando para Sara com o cenho franzido, como se tentasse se lembrar. — Acredito que 40 anos, o doce já apodreceu. Então, se me fizer um novo, te deixo ir embora. Não é um desafio tão bom quanto o das outras, mas ninguém conseguiu me libertar até hoje, então... Boa sorte.

Ao se lembrar do filho de Melinoe, ela ficou confusa. Ele não havia saído do hotel? Como convencera Giulia a o deixar ir sem a libertar? Respirou fundo, andando até a bancada. — Mas... Esse garoto, que veio aqui a quase 20 anos, ele não te libertou? — Começou a mexer nos ingredientes que a outra havia deixado sobre a bancada, pegando duas vasilhas e os ovos. — Não. Você acredita que ele me atravessou com uma espada, antes que eu pudesse falar qualquer coisa? Fiquei um tempão sem ir pra lugar nenhum. Mas eu voltei. Não sei muito bem como aconteceu, sinceramente. — Quanto mais o espírito falava, mais ela se lembrava de suas irmãs mais novas. Não sabia quantos anos ela tinha quando morrera, mas parecia um pouco mais jovem que si. Deu um sorriso de canto. Mesmo sabendo que tinha grandes chances de ser enganada e morrer nas mãos de Giu, a achava interessante e simpática.

— Do que você gostava quando era viva? — Olhou para a menina enquanto batia os ovos. A outra ficou um pouco espantada, mas suspirou. — Eu gostava de ler. Li todos os livros na biblioteca de casa. E na biblioteca da escola também. Uma vez eu li um livro sobre deuses gregos. Me veio muito a calhar quando eu morri. Nem consegui acreditar que as pessoas erraram sobre Deus. — Não conseguia parar de pensar em quanto adoraria ter sido amiga daquela adolescente. Ouvia-a falar dos que gostava de ler e sobre suas opiniões sobre algumas histórias gregas. Soltou uma risada alta quando a outra disse que Narciso era um perdedor obcecado e que deveria parar de se encarar e viver um pouco. Pouco a pouco, ela fazia seu serviço, misturando os ingredientes e colocando uma pitada a mais de amor.

Talvez fossem os seus serviços à Héstia, mas ela ficava mais amigável e acolhedora com o passar do tempo. Não julgava as pessoas e tinha muito mais compaixão e calma do que antigamente, por isso tinha sido capaz de conversar com um espírito e até mesmo se tornar amiga dele.

Colocou o bolo no forno e mexeu no timer, ajustando para que apitasse quando o doce estivesse pronto. — Giu, pode me dizer o que eu vou encontrar quando sair daqui?  — Ela perguntou em um tom quase maternal, tentando fazer com que a outra soltasse qualquer informação útil.— Você vai encontrar as minhas companheiras. Cada uma morreu de um jeito e representa um pecado. Você já deve ter percebido que eu sou a gula. Mas nem todas vão ser legais e te pedir pra cozinhar, Lim. Algumas são cruéis e você vai ter que agir. Nem todas as almas podem ser salvas. — Os olhos dela ficaram levemente mais escuros e a expressão não estava muito feliz. — Estou te contando isso porque você foi legal comigo. E, bom, eu não quero que você me substitua como a sétima quando eu comer o bolo.

Elas ficaram em silêncio até que o ouvissem o barulhinho avisando que estava tudo pronto. A semideusa havia entrado em uma espécie de transe, não sabia se teria coragem de tirar a pós vida de alguma das outras. Agora que sabia que podia as ajudar, tinha certeza que faria de tudo para que todas saíssem daquele lugar.

Cortou um pedaço da sua obra prima e colocou em um dos pratos, entregando a sua amiga. Deu um sorriso, que foi retribuído. Antes de começar a comer, Giulia apertou sua mão, soltando um suspiro. Aos poucos, ela finalizou a sua porção, começando a desaparecer. Com isso, as portas se abriram. — Descanse em paz, finalmente. — Sussurrou, começando a avançar para suas próximas oponentes.


AVAREZA




— Você! — Sara ouviu, mas não se virou. Não poderiam estar falando com ela, poderiam? Após o terceiro grito de “você ai!”, ela se virou, dando de cara com uma idosa. Soltou um suspiro, se curvando levemente, como costumava fazer no Instituto Éden¹ quando via senhoras como aquela. — Sim, senhora? Você precisa de alguma coisa? — Perguntou, docemente. Não conseguia sorrir muito verdadeiramente após passar tanto tempo naquele lugar. Mesmo tendo passado o que ela considerava 3 horas ali, já se sentia exausta. Sua energia estava sendo completamente drenada pelo ambiente.

A velha fez uma careta, ameaçando dar um tapa na semideusa. — Os criados de hoje não sabem como se referir a senhoritas. Você é a empregada que limpou meu quarto, não é? Eu quero a minha joia de volta. AGORA. — A confusão voltou a se apossar da mente de Sara. Não sabia do que ela estava falando. Nunca tinha limpado o quarto de ninguém, muito menos pegado alguma joia. — Me desculpa, mas não sei do que você está falando, senhorita. — Usou o termo que parecia mais agradá-la, apenas para não acabar realmente apanhando de um fantasma raivoso e muito, muito velho.

Não sabe? Então o que é esse colarzinho ai? Tenho certeza que era um dos meus! Me lembro muito bem dele. Rubi, feito manualmente. Senhor Warren me deu após minha chegada aos Estados Unidos. — As mãos dela foram diretamente ao colar que um dia pertencera a pessoa que mais amava no mundo, sua madrasta. Não iria sacrificar o que restara de sua madrasta para que uma mulher rude ficasse feliz. Fez uma careta, impedindo que ela tocasse a sua joia. — Não é seu. — Foi a única coisa que disse, começando a tentar sair do corredor.

Paredes que não existiam antes se formaram nos dois finais, impedindo que ela avançasse, seja pelo começo ou pelo fim de onde estava. Tentou abrir uma das portas, mas estava trancada, e assumira que todas as outras também. Olhou no fundo dos olhos daquela que se revelara uma das figuras sobrenaturais. — Avareza. — Soltou, engolindo em seco. Viu a feição de sua oponente se tornar sombria, mas um sorriso ainda pairava em seus lábios.  — Sim, querida. Já que você não cooperou e trocou sua liberdade por essa coisinha feia, vai ter de morrer. — Nada irritava mais a semideusa do que alguém que tentava tirar sua família de si.

Como estava longe de casa, sua única representação da mãe postiça era aquele objeto, que ela gostava de carregar orgulhosamente no pescoço, já que havia sido o último presente antes de abraçar seu futuro como uma semideusa e, mais para frente, uma vestal. Nenhuma fantasminha de quinta categoria o tiraria dela. Rapidamente transformou seu anel arsenal em uma faca extremamente afiada de bronze celestial, esperando que a mulher desse o primeiro passo. Não sabia que tipo de habilidades ela teria, mas estava disposta a descobrir.

Em um piscar de olhos, a fantasma tinha se teletransportado. Uma hora estava na frente dela, outra, atrás. Era difícil fazer qualquer ataque, já que ela nunca estava em um lugar por muito tempo. Virava-se, tentando acompanhar o ritmo e descobrir algum padrão, mas não tinha nenhum. Nunca sairia dali. Antes que o pânico tomasse conta de si, ela fechou os olhos e pensou. “Eu tenho que enganá-la. Fazer com que fique em um único lugar.” Com isso, começou a blefar. — E se eu te der o meu colar, posso ir embora? — A outra, muitíssimo interessada, sorriu largo, assentindo com a cabeça. — Sim, querida, pode ir livremente para sua próxima fantasminha camarada. — Ela levou uma das mãos para o que a desconhecida mais queria, mexendo no fecho. Abriu-o e o segurou, com o punho fechado.

— Venha pegar e é todo seu. — Para uma fantasma anciã que ficara ali por muitos anos e que teve tempo de sobra para se tornar mais evoluída e inteligente, ela era uma panaca. Assim que se teletransportou para perto, Meinu não perdeu tempo. Enfiou a arma nela, fazendo com que se transformasse em pó e as muralhas caíssem. Não gostava de mentir, mas faria tudo de novo para proteger aquilo que era importante para ela. Colocou o colar e guardou sua faca, seguindo em frente.


VAIDADE




Estava de volta ao seu quarto. Depois de muito refletir, acabou se deitando na cama, mesmo achando-a nojenta. Tentava ignorar o fedor e a vontade de sair correndo dali. Bom, mesmo que saísse correndo, não conseguiria escapar e acabaria tendo de bater em mais alguma das sete, agora cinco, para voltar onde estava. Não sabia qual era o local mais seguro, mas imaginava que era o seu quarto. Como qualquer semideus que ousa achar que está em segurança, ela estava completamente errada.

Antes que pudesse reagir, um fantasma estava em cima de si, tentando enforca-la. Graças ao Halloween, muitos tinham presença física, o que não era muito oportuno para Sara, que estava a um pouco de desmaiar. Como se mudasse de ideia, a mulher saíra de cima dela, indo até a poltrona que ficava ao lado da cama.

A vestal tossia, tentando recuperar o ar. Pedia aos deuses que não fosse atacada daquela maneira nunca mais. Além da falta de ar, quase tivera um ataque cardíaco. Olhou para a criatura, quase começando a gritar. Se manteve em silêncio, para não falar nada que a prejudicasse, e também para se privar de ser raivosa e piorar o clima horrível que o Bourgon tinha.

— Tenho certeza que está super animada em me conhecer! Desculpa começar assim, mas é que temos um problema. Pensei em te matar rapidamente, mas acho que você merece uma explicação. Se tivessem me explicado porque eu estava sendo assassinada, teria morrido mais feliz. — Pela milésima vez no dia, a prole de Éris estava confusa. — Quem é você?

A representação da vaidade estava ofendida com a pergunta, pronta para pular na garganta da outra novamente, mas se conteve. — Sou Vanessa O’Brien! A modelo. Era considerada a mulher mais bonita dos Estados Unidos! Deus, você não tem modos. — Levantou-se, soltando um grunhido após se apresentar. — Ah, sinto muito, mas eu sou canadense. — Foi a única coisa que soube dizer, o que acalmou o espírito. — É claro! Os canadenses nunca ligaram para as minhas revistas mesmo.

— Poderia me dizer o motivo de querer me matar? — Vanessa parecera se lembrar de que deveria matar a outra naquele momento, olhando-a com um sorrisinho que enfeitava sua bela face. — Vou te matar porque pretendo ser a mulher mais bonita desse hotel para sempre. — Começou a andar de volta a cama, o que fez com que Meinu desse um pulo, se encolhendo. Tentava pensar rápido.

Assentiu com a cabeça para a morta, abrindo os braços. — Okay, me mate! Assim eu posso assombrar o hotel para sempre com você, já que não terei terminado minha missão. Vou ser a mulher mais bonita até o fim dos tempos. — Disparou a falar, acabando com a motivação da assassina. Ela parecia ponderar, cedendo após alguns minutos. Deitou-se na cama, fungando. — Se você ficar, vou ter que te aguentar como a que finalmente derrotou minha beleza. Então vou ter que te ajudar a sair. — Os lábios da semideusa se abriram instantaneamente. Ela tinha uma aliada!

Saiu de onde estava sentada, começando a mexer nas suas coisas. Tirou de lá uma caneta e um caderno. Sentou-se perto de Vanessa, mostrando os objetos para ela. — Com você, encontrei três das sete. Quem são as outras e como vou conseguir enfrentá-las? — A modelo soltou um suspiro, olhando para ela com pesar no olhar. Logo depois, começou a falar. — Penny, a preguiça, não liga para semideuses e não está interessada em atormentar ninguém. Ela só dorme, então não vai atrás de você. Lucy, luxúria e Ivvy, inveja, são irmãs. Elas vão vir juntas. Vão tentar fazer com que você desista de sair daqui. Ivvy vai te fazer sentir inveja delas, mesmo que goste de ser humana, e Lucy vai tentar te dar o beijo da morte. Sobre Ivana, a ira, não sei. Ela é misteriosa e nunca a vi em ação. Sinto muito.

Anotava veemente tudo que a outra lhe dizia, arqueando as sobrancelhas com a informação sobre Ivana. Decidiu não contestar. Não via motivos para que ela a sabotasse. — O que é o beijo da morte e como eu escapo dele? — Mordeu a ponta da caneta depois de falar, mexendo as pernas. Não conseguia ficar parada. O nervosismo e a hiperatividade não combinavam nem um pouco. — Bom, não deixe que elas te convençam de ficar. Pense na sua família, no que você ama. Qualquer coisa. Se você não cair no truque de Ivvy, Lucy não vai conseguir te beijar, então você acerta as duas e corre. — Ao fim das palavras de Vanessa, ela assentiu e fechou o caderno.

Começou a guardar suas coisas na mala, tirando um batom da sua necessaire e jogando na cama. — Não sei se você consegue passar, mas espero que sim. É um presente por me ajudar. Muito obrigada. — Ambas as meninas sorriram e, em seguida, a fantasma desapareceu, deixando-a sozinha no quarto. Deu adeus para o aposento, saindo dele com a mala de mão e o resto dos seus pertences. Sairia dali ainda hoje. Não esperaria para ser morta quando tentasse dormir.


INVEJA E LUXÚRIA



Assim que saiu do quarto, arrastando a mala de rodinhas, avistou as duas irmãs. Uma delas era alta, de cabelos loiros e a outra era baixa e ocidental. Elas deveriam ser irmãs de pais diferentes, mas ambas tinham a mesma expressão sombria.

— Olha quem está indo pra casa, mana! — A loira disse, se aproximando. — Ela é tão bonita, não? — Fez menção de tocar a semideusa, que se afastou rapidamente, batendo as costas na porta. — Não precisa ter medo, gatinha. — A voz da asiática fez com que arrepios tomassem conta de seu corpo. Era uma voz suave e sedutora, quase como a voz das filhas de Afrodite. Engoliu em seco, fechando os olhos. — Com licença, por favor, estou tentando ir para casa. — O seu tom era forte no começo da frase, mas começou a morrer assim que sentiu um toque em suas mãos. Naquele momento, começou a pensar no Acampamento.

Lembrou-se da brisa de verão e dos campos de morango. Dos campistas que corriam para lá e para cá, brincando e batalhando. Depois, pensou no Templo de Fogo, de sua nova família. O fogo que a lareira emitia parecia estar ali. Sentia ele nos seu anel de vestal, no seu corpo todo. Abriu os olhos, encarando no fundo dos olhos de Ivvy. Não tinha o mínimo de inveja delas. Tinha pena. Afastou suas palmas das dela, apenas para empurrá-la novamente. Sentia-se enfurecida. Elas estavam tentando separá-la de suas irmãs vestais e da alegria do Acampamento ao mantê-la ali.

O anel Arsenal voltou a se tornar uma faca, que ela rapidamente usou, contando com o elemento da surpresa para acabar com a primeira delas. Como elas eram monstros, não sentia nenhuma compaixão. Sabia que elas, mesmo sendo uma família, não eram boas criaturas. E, querendo ou não, não separaria a família. As mandaria juntas para o Tártaro.

Agora sem o elemento surpresa, estava ferrada. Lucy estava muito bem alerta e raivosa. Investiu com tudo, pronta para meter um beijo em Meinu. Sob circunstâncias normais, ela estaria feliz em ser beijada. Não ali, onde um beijo era mortal. A faca se transformou em espada, para que pudesse ter mais alcance. Ela esquivou da alma amaldiçoada, tentando manter seu fôlego.

Esperava achar uma brecha, mas nunca conseguiria fazer nada se ela continuasse em cima daquele jeito. Teve que apelar para um dos poderes de sua mãe, fazendo com que sua amiga fantasmas sentisse dores musculares pelo corpo. Mesmo que executar isso a cansasse, ela não podia desistir. Estava perto de sair dali.

Com um golpe de sua espada, ela se dissolveu, tornando-se poeira dourada. Sara se ajoelhou por alguns segundos e transformou sua arma de volta a uma espada. Ficou ali, se recuperando, por alguns segundos, logo se levantando e seguindo em frente. Só faltava uma.


IRA



Desceu as escadas correndo, pronta para mais uma. Era a última, segundo Vanessa, e depois poderia passar pela porta e ir para casa. Sentou-se em um dos sofás que estavam na recepção, esperando. Ivana deveria ir atrás dela a qualquer momento. Não ia correr atrás da morte. Se a fantasma queria que ela ficasse tanto assim, não precisaria ir atrás de confusão, ela ia chegar uma hora.

Começou a cantarolar, balançando a cabeça. Em poucos minutos, uma mulher apareceu. Ela encarou a semideusa por alguns segundos, depois revirou os olhos. Continuou a olhando, até que sua imagem mudou. Era a representação perfeita de Jimin, a namorada da época em que estudava no Instituto. — Você não sente a minha falta, amor? — A vestal se levantou rapidamente, correndo até a visão. Ela amava aquela garota ainda. Vê-la ali, mesmo que só parte de uma ilusão, a comovera. — Você não... Sente raiva de mim? — Confusa, Lim balançou sua cabeça, fazendo que não. Ela era, além de sua ex, sua melhor amiga. A filha de Ares seria para sempre sua alma gêmea, mesmo que não estivessem mais juntas. Não havia raiva ali, só amizade e amor.

Em seguida, a aparência mudou novamente. Era uma representação de sua mãe olimpiana. Sara sabia, no fundo, que não era real, mas ver as pessoas que eram importantes para ela parecia falar mais alto. — Mamãe! — Disse, feliz. Ao ver que não funcionava, continuou a mudar. A fantasma se transformara na madrasta, professora de Inglês e até mesmo em Joseph, um dos semideuses que conhecera. Nenhum deles afetara a vestal negativamente.

— Deuses, você é uma difícil. Você não odeia ninguém? — A fantasma andava em volta da mortal, observando-a da cabeça aos pés. — Não que eu saiba. Não verdadeiramente. — Foi a única coisa que saiu dos lábios da prole de Éris. Ivana sorriu, compreendendo.

A imagem tremeluziu por alguns segundos, transformando-se em Sara Lim.

Ela estava confusa. Sentia como se olhasse em um espelho. Conseguia ver tudo ali. As roupas que usava, o rosto cansado de tanto lidar com o lugar mal-assombrado, até mesmo o anel que era um presente de Héstia estava no dedo da falsa ela. Mas ela não compreendia, não se odiava.

— Você não entendeu, Sarinha? Você odeia a você mesma. Odeia que é filha do caos, que sua mãe a abandonou por não ser maldosa, odeia o fato de que você nunca vai ser uma vestal boa o suficiente. — Ela chegava mais perto, empurrando a verdadeira Meinu contra a parede. — Você nunca vai sair daqui. Porque você sempre se sabota.

Sempre se sentira deslocada, diferente. Costumava culpar a si mesma, mas não considerava isso se odiar. Ela as vezes olhava para os próprios atos e os comparava com o dos outros, dizendo para si mesma que precisava melhor, precisava trabalhar mais duro. Porém, em sua opinião, nunca tinha feito nada ruim o suficiente para que sentisse raiva de si mesma. Não ser caótica não era ruim. Não ser a melhor vestal também não. As vestais eram, acima de tudo, uma família. Não existia uma melhor ou uma pior. Eram todas iguais. — Não, eu acho que você não entendeu, Ivana. Eu não odeio ninguém.

Ela disse, com fé, olhando no fundo dos olhos de si mesma. — Não me odeio. Não odeio Héstia, ou a minha mãe. Nem mesmo odeio você. Tenho pena do que você acabou se tornando. Sinto muito por ter sido presa aqui. Se eu puder te ajudar a sair, vou ajudar. —  A calma estava presente em cada palavra. Era verdadeira no que dizia. Por incrível que pareça, ela não tinha esse tipo de sentimento dentro de si.

A imagem de sua oponente enfraqueceu, até desaparecer. Sem mais nem menos, ela estava livre. Derrotara a ira com a paz, com o amor. Se ela não tivesse ira dentro de si, não seria dominada, nem condenada a ficar ali para sempre.

Pegou suas coisas, passando pelas portas correndo. Ao sair, o táxi que tinha a deixado ali estava dando partida. Mesmo sentindo como se tivesse passado horas, acabara passando apenas alguns minutos lá dentro.

“Bom, acho que eu vou ter tempo para fazer um tuor turístico. Sempre quis conhecer Los Angeles.” Começou a rir sozinha. Fez sinal para que o carro parasse e entrou novamente. O hotel estava silencioso e, ela, com tempo livre para dar um passeio.


INFORMAÇÕES:
PODERES:
Ativos
Nível 5
Nome do poder: Maldição da dor I
Descrição: O filho de Eris/Discordia pode amaldiçoar o inimigo para que sinta dores em diversas partes do corpo, dores musculares leves, o que pode atrapalha-lo durante a luta.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 HP
Extra: O efeito dura apenas um turno, pode deixar o inimigo mais lento, e sentindo dores pelo corpo.

Passivos

Nível 1
Nome do poder: Aura pacífica
Descrição: Assim como Héstia/Vesta é uma deusa tranquila e pacífica, suas seguidoras têm uma aura que emana tranquilidade e têm uma presença pacificadora.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os adversários podem hesitar ao atacar a vestal, pois ela não emana perigo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: As vestais se tornam são excelentes esgrimistas, aprendendo a manejar uma espada com uma tremenda facilidade. Mesmo sem nunca ter pego essa arma, conseguirá usá-la para estocar e se defender, mas nesse nível ainda comete erros, e dificilmente acerta pontos críticos em seu adversário, também pode acabar sendo desarmada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.
FPA:
Armas:
• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

O tópico ainda não foi atualizado, mas eu comprei, como podem ver aqui.
Tag: CCFY Halloween, parte 2


demigods who don't even have haters, shut up. where are your haters at? wash your eyes and face and look in the mirror there's your hater, living and breathing we're celebrate more than celebrity.
Sara Lim
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Filhos de Éris
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Mensagem por Psique em Qua Out 17, 2018 1:27 pm

Sara Lim


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 49%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 7.425 XP (4.950 + 50%) + 4.950 Dracmas

Comentários:

Querida,
Você escreve muito bem e tem uma narrativa fluida e gostosa de se acompanhar, particularmente, eu gostei muito de ler o seu texto, Sara. E gostei bastante de como lidou com os conflitos propostos pela trama.
Encontrei uma pequena incoerência acerca do item “arsenal”. O anel não se transforma em arma, ele transforma uma arma em outra. Seja mais atenta com isso, sim?



missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
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