The Blood of Olympus
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{RP FECHADA} California Dreamin'

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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Dom Set 09, 2018 1:37 am



Por Lydia e exclusivamente por ela, decidi dar uma nova oportunidade ao rapaz que um dia fora meu maior desafeto. Dessa forma, simulei um sorriso falso e adentrei na loja de bebidas, torcendo para que ele já estivesse desaparecido da face da Terra. Porém, minha sorte não parecia estar em alta e, a primeira pessoa que encontramos lá dentro foi Jeremy. “Droga, eu só posso ser o Rei do Azar...” bufei profundo enquanto tratava de manter a calma e a cabeça no lugar. Busquei me distrair com os quadros nas paredes, enfocando-me em um que trazia a imagem do San Francisco Giants, o time de beisebol da região. Eu nunca fora um perito no que diz respeito a esportes americanos, mas naquele em especial as regras me eram bem peculiares.

Três strikes e o rebatedor estava fora, simples assim.

Fui tirado da minha tranquilidade quando o meu outrora rival tratou de lembrar-me de como a nossa relação era péssima, através de palavras de baixo nível. Meus punhos se cerraram e, mesmo com ele desculpando-se segundos depois, a chama da minha raiva foi acessa. O fuzilei com meu olhar mais perverso.

Strike one.


Provavelmente percebendo a minha irritação, Lyd tentou acalmar-me com suas doces palavras e obteve um sucesso parcial. Entretanto, as frases adocicadas da garota logo tiveram um remetente diferente, acionando minha ira outra vez. Ela ousou ir mais além ainda, beijando o rosto do rapaz que agora escorregava seus dedos até a cintura dela. “Porra, filha da puta...”

Strike two.


Quando tudo já demonstrava estar suficientemente ruim, Jeremy fez questão de deixá-las ainda pior. “Como você consegue ficar ainda mais bonita loira do que morena? Acho que precisamos de um remember com esse cabelo novo.” Foram suas derradeiras palavras, seguidas de um toque acentuado na bunda da minha amiga.

Ah não, aquilo sim era inadmissível. Strike three, strike out! Ele estava eliminado.

Lydia até fez menção de protestar, mas eu, repleto de fúria, fui extremamente rápido. Como um vulto, movi meu punho cerrado até a face pálida do garoto, atingindo-o com força e precisão. Mais fugaz ainda, o ergui alguns metros no ar, pressionando-o contra a parede repleta de bebidas que se quebraram com a intensidade da ação. — Você não mudou nada, canalha... — a raiva era o único sentimento presente na frase que eu emiti, seguida de uma sequência de socos brutais. Para um suposto pugilista, sua reação era inexistente, sendo que seu rosto demonstrava estar cada vez mais deformado. E de repente, eu havia me transformado numa máquina, distribuindo uma quantidade incontável de golpes, esvaindo toda a minha frustração.

Dez, vinte, trinta ou até mais murros atingiram a face do ruivo antes que eu por fim sentisse o meu fôlego acabar. — Ele nunca mais... — tomei ar, fitando a loira alguns metros distantes. — Mexer… Contigo. — terminei a frase, caindo sentado. — Não é mesmo, Jeremy? — voltei minha atenção ao corpo caído no chão, sendo completamente ignorado.

— Jeremy?
— chamei, meus olhos incrédulos fitando o ruivo que permaneceu estático.

Não, ele não podia estar morto... Ou podia? Analisei meus punhos dotados de uma vermelhidão jamais vista, relembrando a brutalidade imposta em cada um dos socos. O óbito passava a ser uma possibilidade alta.

— O que eu fiz? Eu só queria te proteger...
— minhas pupilas dilatadas fixaram-se novamente na filha de Afrodite, uma cara de desespero aos poucos surgindo na minha face que tornava-se ainda mais pálida. Droga, e agora?

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Última edição por Minkah W. Vercingétorix em Qui Set 13, 2018 12:59 pm, editado 2 vez(es)



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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Lydia R. Blossom em Dom Set 09, 2018 2:49 am

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O nome de Minkah saiu de meus lábios com um grito fino. O primeiro murro com a mão esquerda do tatuado fez com que o rosto do meu ex-namorado fosse com toda força para o lado e, por um breve minuto, eu achei que o pescoço do outro tinha quebrado com a intensidade do murro. Meu corpo, naquele momento, entrou em choque.

Meus ouvidos zuniam como nenhum outro momento em toda minha vida tinha me deixado. Minkah desferia socos contra o garoto de cabelos ruivos, e o sangue escarlate misturava entre suas roupas, barba e a mão de Minkah. Toda a cena estava em câmera lenta. Eu conseguia ver as gotículas de sangue manchando o balcão da cozinha, as garrafas de vidro sendo quebradas no chão e a cor vermelha sendo espalhada pelo local.

Minha respiração se acelerou e o tempo e o tempo voltou ao normal. Disparei em direção à Minkah, tentando puxá-lo pela blusa, que rasgou no momento que minhas unhas cresceram o suficiente como um modo de defesa do outro, porém sem sucesso.

-Minkah, para! Agora! -Meu coração batia forte e eu segurei em seu ante braço, ainda sem sucesso. As pessoas não se atreviam a chegar perto do moreno, consequentemente não conseguindo chegar perto do ruivo. Lágrimas subiram aos meus olhos quando, depois de arranhar o antebraço inteiro da prole de Ares, também sem sucesso em tentar pará-lo. -Você vai matar ele, Minkah! Para!

A primeira lágrima escorreu quando eu olhei para o corpo que tinha sido jogado no chão, em baixo da bancada do bar. Minkah falava alto, as veias do seu pescoço se alterando e eu dei dois passos para trás ao notar que nenhuma reação estava saindo de Jeremy. As lágrimas cobriam os meus olhos e bochechas. Minha mão foi à boca em completo desespero. Neguei novamente com a cabeça.

Eu não conseguia encarar o corpo. Um homem gritou conosco e eu encarei as orbes escuras de Minkah com as minhas claras. Ele deu um passo em minha direção e eu dei o mesmo, porém para o lado oposto, me afastando dele. As lágrimas continuavam rolando em meu rosto e eu nunca tinha sentido tanto medo em minha vida.

Nem mesmo quando Jeremy tinha tentado bater em mim e me trancou em casa.

Sirenes policiais podiam ser ouvidas ao longe e eu voltei a ouvir tudo à minha volta. As pessoas berravam horrorizadas e eu vi dois homens gigantes vindo em nossa direção. Eu abaixei, passando por meio dos dois. Minhas lágrimas, agora, corriam sem vergonha pelo meu rosto. Eu corri. Corri como se a minha vida dependesse daquilo, o que era real.

A polícia vinha longe pelo lado esquerdo e eu corri para o oposto, em direção à avenida que dava para o letreiro de Hollywood. Eu não queria mais saber se Minkah estava ao meu lado, eu só estava correndo com toda a velocidade que meu pequeno corpo tinha em vantagem contra os carros. Entrei à direita, em um viela que não cabiam carros em geral, logo virando a esquerda e prosseguindo o caminho por meio de um beco, dessa vez com menos velocidade. Eu ouvia passos atrás de mim, e decidi, mais uma vez, acelerar as passadas.

Pensei em uma praia. Pensei no Caribe e nos dias que a Cruella não saía de casa. Eu pensei em meu pai. Minhas emoções começaram a se controlar, mas a minha chateação era maior do que qualquer controle que eu conseguia ter. Ou pelo menos tentar ter.


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Seg Set 10, 2018 12:36 pm

Após permanecer num certo estado de choque após desacordar Jeremy, quando finalmente consegui despertar já parecia tarde demais.  Lydia demonstrava estar com muito medo, ignorando minha fala e esquivando-se de dois homens parrudos que agora tentavam segurar-me com seus largos braços. Era possível ouvir algumas sirenes ecoando, comprovando que eu deveria agir rápido se quisesse sair livre de tudo aquilo. Com dificuldade, empurrei os 2 prováveis seguranças do local para o lado, desviando de um terceiro que tentaram me agarrar pelas pernas. Atravessei a porta de vidro como uma bala, meus olhos movendo-se freneticamente em busca de algum sinal da loira.

Nada.

Identifiquei um carro da polícia dobrando a esquina, meus dedos logo tateando o bolso do shorts e sacando as chaves do automóvel negro. “Droga, Lyd, eu espero que você fique bem.” Pensei, adequando meu corpo ao banco do motorista. Se eu não me salvasse, ao menos criaria uma confusão suficiente para a garota escapar.

— Eu estou aqui, bastardos! Venham me pegar se conseguirem!
— gritei, pressionando a buzina o mais forte possível, atraindo todo o foco. Era hora de colocar toda a potência do monstro turbinado em ação. Sem exitar, pisei fundo no acelerador, os dois pulsos firmes no volante e uma expressão confiante. Por alguma razão, eu me sentia revigorado, o peso da culpa ia aos poucos passando. O ruivo merecia aquilo.

Dei de ombros, fitando o retrovisor esquerdo. Aparentemente as viaturas policiais estavam longe, e eu não podia culpá-las. Com meros quinze minutos de fuga, minha distância já era enorme, sobretudo graças aos diversos becos espalhados pela cidade. O momento Fast and Furious havia sido um sucesso.

—X—

“Uma confusão aconteceu hoje numa das lojas do Gaslamp Quarter, onde o gerente do local acabou envolvendo-se numa briga com um forasteiro...” a TV HD do pequeno bar anunciava, chamando minha atenção. “Após ser golpeado com diversos socos, Jeremy Dickass chegou ao hospital em um estado grave, porém, felizmente teve o quadro estabilizado e passa bem. A polícia ainda esta tentando identificar o sujeito que o agrediu”.

Porra, ele estava vivo. Eu não era um assassino. Todo o trabalho que eu tivera em esconder o carro, limpar-me e ocultar meu rosto durante uma hora havia sido em vão, mas isso era um pormenor. A esperança de que Lydia me perdoasse agora parecia eminente, e esse fator sim importava. Sorri satisfeito, deixando uma nota de dez dólares sobre o balcão de madeira. Eu precisava encontrá-la. Vesti uma jaqueta preta, o capuz de mesmo tom permitindo que minha figura passasse despercebida.

Estava pronto.

Segui até as proximidades da ocorrência, meus olhos atentos a qualquer movimento sendo amparados por uma pequena lanterna. Caminhei por dois, três, quatro vielas sem obter qualquer sinal de êxito. — Porra, por quê “caralhos” eu fiz isso? — chutei uma grande lixeira verde, escutando ruídos estranhos do outro lado do objeto. Seria muita sorte, não? Apressei-me em iluminar a área de onde o som provinha, largando o objeto circular incrédulo após ter a constatação necessária.

— Lyd! — envolvi a semideusa num abraço caloroso. Foda-se se ela estava com medo de mim ou não, eu precisava daquilo. — Pensei que eles tinham te capturado... O Jeremy, eles está vivo, vivo! — afirmei, segurando sua face pálida. Sinceramente, moraria naquele momento se pudesse, o alívio que eu sentia era surreal. — E nós precisamos conversar, tenho muitas coisas que contar, me desculpa... — abaixei a cabeça. Time to confess.

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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Lydia R. Blossom em Seg Set 10, 2018 7:46 pm

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Meu coração batia fortemente contra a caixa do meu peito.

Em nenhum momento eu tinha parado de correr. Minhas pernas ardiam como a força da casa que eu tinha salvado a pequena Narcisa e eu mal conseguia sentí-las. Minha respiração era ofegante e, pela primeira vez na vida, eu estava odiando os olhares que estava chamando atenção para mim.

Eu corri.

Eu corri como se minha vida dependesse daquilo.

E talvez realmente dependesse.

Eu estava com raiva do meu amigo. O medo da cena tinha cessado faziam algumas horas atrás em minha corrida, já que eu sabia que ele não seria capaz de levantar um dedo para cima de mim. Mas a figura que eu encontrei no meio do caminho fez meu estômago revirar. Cruella estava em minha frente de braços cheios de sacolas enquanto meu pai estava atrás dela falando ao telefone.

Parei em meus passos.

Os olhos castanhos do meu pai encararam os meus. As lágrimas que escorriam pelas minhas bochechas logo foram amparadas pelas mãos grandes do homem, mas elas teimavam em cair mais ainda.

-O que aconteceu? Você está em apuros?

-Você liga para isso desde quando?! -Minha voz era alta e eu chamei a atenção de todos presentes ali. Incluindo a sangue-suga que tinha se casado com meu progenitor. -Eu sumi, pai! Sumi por mais de um mês e você nunca tentou me contatar!

-Você sabe que...

A mão alheia repousou no ombro do mesmo. Cruella. A mulher abriu um sorriso tímido, porém com veneno.

"-Não ligue para ela, querido. Você sabe todo o esforço que fez. Claramente precisamos falar com as freiras. Olhe o estado dessa garota. Claramente precisa mais ainda ficar no reformatório."

-Até parece. Uma jararaca que nem você tentando dar lição de moral de criação quando tem dois animais em casa no lugar de crianças.

"-Você vai deixar ela falar assim dos nossos filhos, querido?!"

-Lydia, não fale assim dos meninos!

-Você vai defender essa idiota?!

-Lydia...

-Essa interesseira que só quer...

-Cale a boca!

Silêncio.

Meus olhos encararam a face que um dia preferiu mais a mim do que à ela.

-Você concorda com ela?!

-Vamos, eu vou levar você de volta para o reformatório.

O homem chegou com a mão perto do meu braço, mas eu me afastei.

-Não encoste em mim.

-Lydia...

-Me esquece. Vai cuidar dos seus filhos. -Olhei de um para o outro, as lágrimas voltando a descer pelas minhas bochechas. -De todos os pais fodidos dos meus amigos, você seria o último que eu achava que ia fazer uma merda dessa.

Minha raiva era a de como mil espartanos, e nem mesmo Minkah poderia entender o sangue que fervia dentro de mim.

Olhando para trás e já vendo o Sol se pôr no horizonte, me coloquei dentro de um bar. Os meus planos tinham sido arruinados e eu estava completamente frustrada com meu amigo. Olhei à minha volta no momento que abri a porta. Ergui a cabeça e limpei abaixo dos olhos. Segui até o bar, oferecendo meu melhor sorriso para o barman atrás do mesmo.

-Uma tequila, por favor.

-Identidade.

Revirei os olhos. Hoje eu simplesmente não estava nem um pouco afim de lidar com aquilo. Encarei o brutamontes tatuado e minhas pupilas dilataram. Um cheiro doce exalou do meu corpo e eu apenas sustentei seu olhar por alguns segundos.

-Você vai me dar a bebida. E vai me dar até eu dizer chega.


Levantei do banco e minha cabeça girou. Objetivo atingido. Pelas janelas do bar eu podia ver que o mundo já estava escuro, e já não fazia ideia de que horas eram, muito menos de onde eu estava depois de ter chegado ali correndo. Saí do local encarando à minha volta. Eu não cambaleava e também não estavqa vendo nada dobrado, mas minha visão, com certeza, estava turva.

Eu precisava comer.

Meus pensamentos foram até Minkah pela quinquagésima vez na noite. Eu não acreditava que meu amigo tinha virado uma pessoa tão inconsequente. Aquele papel era meu! E apenas meu!

Quando vi um corpo muito conhecido em minha frente, minha primeira vontade foi abraçar o mesmo, mas logo em seguida eu lem

brei o porque estava naquele estado de bebedeira. Eu não sabia se Minkah tinha me visto, mas eu entrei na primeira viela que vi e me escondi ao lado de uma caçamba grande.

Que inferno.

Antes que eu pudesse notar, eu estava de cara com o moreno que me abraçava mais apertado do que da primeira vez que tinha me visto no acampamento. Eu revirei os olhos, mas logo depois me deparei com a notícia de que o garoto não estava morto.

Senti meus ombros relaxarem em algumas horas.

Minhas mãos fecharam em punhos e retirei meu rosto de suas mãos. Comecei a desferir socos contra o peito do maior, dando passos em sua direção.

-Você está louco?! Podia ter matado aquele menino! E a troca do que?! Achar que é melhor do que ele?! Se provar um macho alfa em território que não é seu?!

Abri as mãos, empurrando o garoto para que ele se afastasse sem sucesso pelas comparações de tamanho. Senti as lágrimas voltarem ao meu rosto.

-Eu só queria um dia tranquilo. Mas que porra. Primeiro você, depois meu pai, aquele desgraçado.

Me joguei nos braços do garoto, voltando a chorar. Eu não sabia como o mesmo ia reagir. Minkah, em todos nossos anos de amizade tinha me visto chorar, mas o teor alcóolico em meu sangue era alto demais para que eu me importasse.


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Seg Set 10, 2018 11:24 pm



Nada, nem mesmo o pico mais alto do mundo inteirinho, era maior do que a culpa que me atingia naquele momento. De repente, eu sentia o mesmo que o tão famoso titã Atlas, toneladas e mais toneladas caindo contra as minhas costas. Tencionei as sobrancelhas, a cabeça palpitando como se estivesse prestes a explodir. Naquele ponto, a vontade de chorar era enorme, admito, mas o pior de tudo era que eu simplesmente não podia fazê-lo. Esse tipo de atitude não condizia com o rótulo de filho da guerra, eu precisava reprimir meus sentimentos em total silêncio.

— Tem razão, eu sou um completo imbecil... — segui abraçando-a, ignorando suas lágrimas que molhavam o tecido da jaqueta negra. — Você é capaz de se defender sozinha e eu não tinha nada que me envolver, afinal, não sou seu dono... — por mais que aquilo doesse, era uma das verdades absolutas. Lydia podia fazer o que quisesse da vida, aliás, quem disse que ela não havia gostado do toque invasivo de Jeremy? Suspirei profundo, meus olhos se fechando em sinal de dor.

Naquele breve momento, jurei para mim mesmo que jamais faria à loira sofrer outra vez, ainda que isso significasse ter que me afastar dela de novo. — O que seu pai fez? Encontrou-o por aqui? — perguntei, deslizando os dedos pelos seus fios de cabelo. Sinceramente, minha mente estava um caos e pouco importava qual estupidez o Sr. Blossom havia feito. “Porra cara, fica calmo...” o pensamento tranquilizador surgiu na hora certa.

Precisava aproveitar o momento já que talvez ele nunca mais se repetisse. Esbocei um sorriso de canto, puxando o rosto da menor para poder fitá-la com clareza novamente.

— Pelo menos você está bêbada, imagine como deve ser passar por toda essa confusão e ainda permanecer sóbrio... — soltei um riso baixo, dando um “soquinho” leve no seu ombro direito. — Realmente sinto muito por estragar o seu dia, Lyd, de verdade... — acariciei sua face pálida com meu polegar esquerdo.

— Acho que talvez não tenha sido uma boa idéia buscar alguém tão cabeça dura para passar o dia, dá próxima vez é melhor chamar o Wade ou até mesmo o menino bode, faço questão de emprestar um perfume para ele. — findei.

Sorri largo, transparecendo uma falsa alegria. Precisava sair por cima de isso tudo, ao menos nesses momentos complicados o meu bom-humor servia como uma shotgun perfeita, disparando para todos os lados.

Desviei o olhar para o céu escuro, a memória do Acampamento Meio-Sangue surgindo brevemente. Será que alguém dentro do chalé havia notado que eu não estava? A minha autoestima outrora em alta, agora apresentava-se num completo declínio.


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Lydia R. Blossom em Ter Set 11, 2018 11:10 pm

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Eu queria poder responder Minkah. Eu queria poder gritar com ele, falar que mesmo Jeremy estando vivo sim, ele era estúpido. Mas algo não me deixava.

Por trás de tudo aquilo, eu sentia que meu amigo tinha algum motivo. Eu, mesmo bêbada e vendo ele completamente turvo, conseguia notar que tinha algo diferente no jeito em que ele me olhava. Eu nunca tinha ouvi sua voz tão calma e desamparada antes. Minkah podia gostar de bancar o "garoto mau" para as outras pessoas, mas eu conhecia aquele tipo de coisa. Ele não era meu dono, mas um fio dentro de mim tinha gostado que ele tinha me defendido.

Infelizmente aquele fio tinha sido seguido de um quase-assassinato.

Eu não consegui falar em meio aos soluços do meu choro. Eu só queria dormir. As lágrimas começaram a cessar logo que Minkah segurou meu rosto, me fazendo prestar atenção nele e apenas nele. Os olhos escuros sambavam de um lado para o outro e eu não conseguia me concentrar direito no que ele falava. Levei as mãos até o seu rosto, tocando delicadamente os traços do mesmo. Um sorriso bobo cresceu em meu rosto com suas palavras.

-Se eu estivesse sóbria... -Me parei no meio do pensamento, meus olhos focando nos lábios alheios que continuavam a comentar qualquer coisa que eu não me importava. Fechei os olhos com força e neguei com a cabeça rapidamente. -Você não estragou. Talvez tenha exagerado só um pouquinho... -Levei a mão para frente do meu rosto, quase encostando meu dedo indicador do polegar, para demonstrar o quanto era "pouquinho". Voltei a colocar a mão em seu rosto. -Eu não queria Wade ou o menino bode fedido aqui. Estou feliz que é você.

Me coloquei na ponta dos pés, ainda passando os dedos pelo rosto alheio. Depositei um selinho nos lábios quentes do garoto, minhas lágrimas agora não escorriam mais pelo meu rosto. Sustentei o olhar do maior por um segundo, antes de enrolar meus braços em sua cintura, encostando minha cabeça contra o seu peito. Estalei a língua contra os dentes, fazendo um bico com os lábios como uma criança birrenta.

-Bodes fedem. E eu estou com fome.

Essas eram minhas únicas certezas naquele momento.


O caminho até o Papa John's tinha sido quieto. Eu havia passado os poucos minutos olhando pela janela, me concentrando para não morrer ou vomitar no carro alugado que eu tanto tinha feito questão. O que eu gostava de ir, que era o que estávamos agora, era uma velha construção de um corpo de bombeiros, o qual a marca tinha comprado e reformado.

Tinha sido um dos primeiros lugares que meu pai tinha me levado quando criança.

A meia pizza de quatro queijos em minhas mãos já tinha feito o seu trabalho gorduroso de amenizar minha bebedeira. Eu sentia que ainda estava alterada, mas com certeza mais em mim do que fora. Minkah estava na minha frente e meus olhos corriam dele para a minha comida e vice-versa. Suspirei colocando o alimento no prato e me recostando na cadeira.

-Você sabe que a gente escapou por muito pouco, não sabe?

Ofereci um leve sorriso para o moreno. Coloquei o braço na mesa, levando a mão para o braço alheio esfregando meus dedos no local. Eu queria demonstrar que não estava ali para julgar ele, mas precisava falar que o que tinha acontecido era sério.

-Quer tentar me explicar o que passou por sua cabeça?


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Qua Set 12, 2018 12:16 am



Uau, a cada segundo que passava era inacreditável a influência que Lyd tinha sobre as minhas emoções e pensamentos. Um singelo toque dos seus lábios junto aos meus me fizera reagir tal qual um paciente quando recebe a voltagem elevada de um desfibrilador. Suas palavras doces serviram para que eu ficasse mais calmo e, mesmo sem ter total certeza se tudo aquilo era puro fruto do álcool em seu sangue ou se tinha algo de verdade, decidi acreditar nela.

Entretanto, o selinho que havia confundido meus sentimentos juntamente da ebriedade alheia, contribuíram para um trajeto silencioso até a famosa franquia vendedora de pizzas e massas. Por sorte, nós permanecíamos com o mesmo carro graças à minha idéia brilhante de esconder o veículo ao invés de destruí-lo. Essa havia sido uma das poucas boas ações que eu tivera naquele dia terrível, tão ruim a ponto de deixar-me com “zero fome”.

Portanto, enquanto a loira devorara a pizza como uma leoa dilacerando um filhote de Zebra, eu desfrutava de alguns belos sorvos da minha bebida de limão favorita. — Você eu não sei, mas os policias jamais puderam me alcançar, essa “belezinha” aí fora é um monstro correndo... — apontei meu polegar para o automóvel turbinado do lado de fora.

Preparava-me para outro gole do líquido delicioso quando uma pergunta alheia me pegou completamente de surpresa. Engasguei, meus olhos já naturalmente frenéticos movendo-se numa velocidade ainda maior como tipicamente faziam nos momentos em que eu estava mais nervoso. E agora? Lydia queria saber toda a verdade.

— Bem, o que eu vou te contar aqui é algo que provavelmente deveria ter te falado no momento em que aconteceu, mas enfim... — suspirei pesado, fitando a luminária lá no alto em busca de força. Com muita relutância, revelei toda a história por trás da minha rivalidade com Jeremy, como tudo havia começado e terminado por causa dela e esclareci todas as confusões ocorridas naquela época. Por fim, decidi confessar de uma vez por todas que a minha partida repentina estava diretamente ligada com a reportagem exibida na revista de fofoca onde o caso do ruivo e da garota havia tornado-se público. — Foi uma decisão difícil, mas necessária para que eu pudesse crescer e amadurecer. — minhas pupilas agitadas não tinham mais coragem de fitar Lyd.

— E toda essa narrativa nos leva até os dias de hoje... — dei mais um gole na Schweppes fria, tomando fôlego. — Quando eu vi ele te tocando daquela forma, pronunciando palavras tão medíocres como se você fosse uma qualquer, meu sangue ferveu. Na hora em que o primeiro soco tocou a face dele, as memórias ruins e a dor voltaram de uma vez só, culminando em todo o caos causado... — repousei alguns dedos sobre o dorso da mão delicada da menor, acariciando a região com sutileza.

— Fim. Não sei se seu nível de sobriedade é suficiente para que entenda, ou ainda se pretende acreditar em mim ou não, mas é tudo verdade. — por fim promovi o encontro de olhares, mantendo o meu fixo no da jovem. — Eu sinto muito. Porém, compreendo perfeitamente se você não quiser mais sair comigo ou algo do gênero, sou um tanto quanto impuslvio.

Eram muitas informações relatadas num curto espaço de tempo e a reação de Lydia era uma total incógnita.  Mesmo assim, o alívio que eu sentia parecia divino de tão surreal, como se um peso de várias toneladas fosse retirado das minhas costas. Sentia-me bem de novo.


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Lydia R. Blossom em Qua Set 12, 2018 12:26 pm

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Eu sentia que no caminho Minkha tinha ficado calado demais, mas no momento que me viu comendo não pode deixar de falar sobre o carro. Eu sabia que ele estava tentando se defender emocionalmente, como ele sempre tinha feito.

Mas não sabia que ele tinha necessidade de se esconder de mim.

Eu já não estava mais concentrada na minha comida e a pizza estava completamente esquecida por mim naquele momento. Fiquei meus olhos castanhos no garoto, tentando ler qualquer sinal que seu corpo conseguia me dar em relação ao que ele sentia.

E pela primeira vez em todos os anos que nos conhecíamos, Minkah tinha me deixado boquiaberta.

As palavras saíam de sua boca e eu não sabia se conseguia entender ele direito ou se eu estava tão bêbada que estava criando diálogos em minha cabeça. A minha feição claramente estava confusa. Enquanto o filho de Ares falava eu revivi várias memórias e brigas entre ele e Jeremy em minha cabeça tentando achar algum nexo no que ele falava.

-Espera, o que? -Por um minuto meu coração quebrou pela mentira que ele havia me contado anos antes. Apoiei a cabeça nas mãos. -Você me abandonou porque eu comecei a namorar?!

O toque do maior evitou que eu perdesse a cabeça mais uma vez na noite. Os dedos quentes dançavam pela minha pele e eu tentava com todas as forças encontrar os olhos escuros que eu, aparentemente, não conhecia tão bem quanto eu achava.

-Meu nível de sobriedade está o suficiente para notar que você não está mentindo.

Eu poderia ter feito ele contar a verdade de um jeito ou de outro, mas eu sentia que daquela forma crua era mais real. Meu ar se prendeu em meus pulmões quando seus olhos encontraram os meus.

Eu nunca tinha reparado o quão escuros eram. Pareciam chegar ao preto, se misturando com a pupila do garoto.

-Você vai ter que se decidir se quer que eu te trate feito um bastardo arrogante ou não. -O sarcasmo era evidente em minha voz é as palavras já saíam com mais sentido do que mais cedo. Me arrastei pelo sofá que sentávamos na mesa redonda e parei ao seu lado. -Porque não me falou isso antes de eu começar a namorar com ele? Eu só comecei tudo porque você vivia me falando como estava apaixonado por aquela morena que estudava comigo.

É. Talvez eu não estivesse tão sóbria quanto eu achava. As palavras saíram facilmente de minha boca, mas o teor alcoólico ainda não me deixava sentir remorso de nada que eu falava ou fazia. Levei a destra para a bochecha alheia, passando o dedão com cuidado sobre a pele chamuscada por pequenos sinais.

-Eu não vou deixar de sair com você por esse motivo. Nossa promessa é estar aqui mesmo que precise esconder um corpo, certo?

Dei uma risada relembrando nossa resposta para quando nossos pais reclamaram que demoramos muito em uma das primeiras after-partys que tínhamos ido.

Antes que eu pudesse perceber, no momento que o moreno parou de rir da minha lembrança eu colei meus lábios aos dele. A mão que se apoiava em seu rosto migrou para os fios perto de sua nuca, os segurando levemente em meio ao beijo.


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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Qui Set 13, 2018 12:26 pm



Quando a loira trouxe à memória a figura de Octavia, uma morena que eu utilizei como distração anos antes, tive que prender o riso. Eu jamais sentira qualquer coisa por ela, mas simulava interesse apenas na tentativa de gerar em Lyd alguma faísca de ciúmes. Entretanto, quando a menor relembrou nossa frase de sempre, a risada veio potente como as ondas de um oceano agitado. Para minha surpresa porém, o que veio na sequência desacelerou por completo os meus pensamentos e aumentou a velocidade das batidas do meu coração. O doce toque dos lábios alheios junto aos meus, foi imediatamente correspondidos, minha mão destra escorregando até a cintura da jovem, trazendo-a mais para perto.

Admito que talvez tenha beijado-a uma ou duas vezes na minha imaginação, mas na realidade era muito melhor. Tratei de impor um ritmo lento, desejava aproveitar cada segundo e, quando o beijo finalmente terminou, meu sorriso era ainda maior do que o que precedeu o ato. — Porra, agora posso dizer que a briga valeu a pena... — movi uma mecha loira para atrás de sua orelha. — Ok, brincadeira…

Apoiei sua cabeça sobre meu ombro esquerdo, beijando o seu topo simultaneamente ao passo em que meus dedos deslizavam pelo seu braço desnudo, envolvendo-a no que parecia um abraço. — Bem, tenho más noticias... Não vai conseguir livrar-se de mim tão fácil depois disso, preciso garantir que você permaneça segura. — apesar de soltar uma risada falsa, meu tom era realmente sério. Ainda que o momento talvez fosse fruto da embriaguez da semideusa, ele havia mexido comigo.

— Agora termina logo de comer porque nós ainda temos um lugar para visitar, e eu ainda não sei qual é. — soltei-a, apanhando a lata de refrigerante outra vez. Minhas expectativas estavam lá no alto, após passar por um momento horrível, o dia parecia terminar de maneira excelente. Enquanto ela devorava a pizza, aproveitei para seguir até uma pequena lojinha de souvenirs localizada do outro lado da calçada. O lugar em si era pequeno, contando com itens básicos e várias lembranças da Califórnia.

Sorri largo ao examinar uma camisa laranja com os dizeres “I love Cali”. Eu tinha certeza que a mamãe me comprara uma idêntica anos atrás quando sua empresa fez uma espécie de tour pelos Estados Unidos. Rumei em direção à seção de bebidas, sacando um belíssimo vinho tinto e uma grande garrafa d’água. Paguei com os dólares que me restavam, levando também um boné dos Rams, o time de futebol americano da região.

— Vamos? — joguei o pequeno objeto azul escuro no colo da loira, rodopiando as chaves do conversível preto no dedo anelar. Minha ansiedade encontrava-se lá em cima, qual seria o nosso próximo destino?

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Re: {RP FECHADA} California Dreamin'

Mensagem por Lydia R. Blossom em Sex Set 14, 2018 10:41 pm

you know that i'm no good
Minha cabeça já não sabia se minha intoxicação era pela bebida, ou pelo corpo de Minkah. O simples beijo fez meus corpo inteiro se arrepiar. O ritmo lento me fazia prestar atenção, com as mãos, em cada detalhe que elas passavam pelo garoto, desde a textura do seu cabelo até a pele ávida em seu maxilar. Cessei o breve beijo com uma leve mordida no lábio inferior do moreno, abrindo meus olhos apenas para ver o sorriso de orelha a orelha do garoto.

Apenas segui os comandos do garoto ao meu lado, e assenti quando o mesmo me falou para terminar de comer. Minkah sumiu em uma lojinha de conveniência perto do restaurante e eu suspirei com um sorriso bobo na face antes do mesmo cair pelas memórias do que tinham ocorrido nesse dia. Jeremy tinha ficado extremamente machucado, e tinha sido uma sorte nossa absurda que ele tinha sobrevivido, o que me fazia pensar se ele era mesmo apenas um humano comum.

Eu precisava urgentemente conversar com ele.


-Para de reclamar, são só mais alguns metros!

A caminhada morro acima não tinha sido minha ideia primordial para a surpresa daquele dia. Eu ia levar Minkah para o topo de um restaurante que girava em 360 graus ao por do sol, com uma das vistas mais bonitas do Estado da Califórnia. Devido aos acontecimentos e passado o horário perfeito para a vista que eu tinha planejado, o meu plano B não era tão ruim.

Minkah não saberia onde daríamos, mas era esse o meu plano. A caminhada não durou muito, e eu tinha ido ao contrário da parte da frente de onde eu queria que chegássemos: as letras de Hollywood. Antes de realmente chegarmos ao topo, parei na frente de Minkah e coloquei as mãos em seus olhos. Fui dando passos curtos para trás, enquanto ele me seguia com cuidado.

-Você tem que entender que esse lugar é muito especial para mim. Hoje em dias poucas pessoas tem acesso à ele. -Abri entre as mãos apenas um pouco. A letra "o" era onde nos encontrávamos. Ali tinha um apoio e deu desferi um selinho contra os seus lábios antes de dá-lo sua visão novamente. -Bem vindo à minha cidade.

Me afastei de Minkah e me virei para observar, depois de muitos anos, as luzes da Califórnia que brilhavam incessantemente contra nossos olhos. Me sentei no apoio, encarando o moreno para ver sua reação. Quando seus olhos encontraram os meus eu dei de ombros.

-Ser rico tem suas vantagens e eu faço o melhor uso delas.

Bati com a mão do meu lado para que ele sentasse ali. Uma vez que o fez, me deitei ao seu lado, colocando a cabeça em seu colo. Olhei para o relógio em meu pulso. Ainda tínhamos algumas horas até que precisássemos ir para o aeroporto para voltar para o acampamento pela noite. Não era seguro sair do acampamento, mas dormir fora dele era pedir o suicídio. Olhei para o moreno com curiosidade.

-Você sabe que uma hora ou outra vamos ter que falar sobre o que aconteceu, não é? -Suspirei cansada. Eu odiava ser a mãe ali. Principalmente com Minkah. -Você não pode fazer isso de novo, Minks. É perigoso demais. Eu acho que nem um humano normal o Jeremy é para ter aguentado a força que você desferiu contra ele.

Voltei a me sentar, arrumando o boné em minha cabeça, colocando a aba para trás. Eu estava, agora, sentada com perna de índio de frente para o lado do moreno. Toquei em seu braço, desenhando na pele com minhas unhas.

-Eu sei que você sente uma vontade incontrolável de me proteger, mas se isso quer dizer machucar os outros eu realmente não quero. -Meus olhos eram sinceros, e eu apoiei o queixo em seu ombro, roçando meus lábios ao seu maxilar. -Eu sou tão forte quanto você. -Brinquei. -Mas eu vou te ajudar a controlar um pouco isso. Ou pelo menos tentar.



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