The Blood of Olympus
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[TREINO ESPECIAL] Limitless

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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Alysia Nyree em Sex Out 12, 2018 10:05 pm




Limitless

Treinamento Especial



Soube de um treinamento de resistência feito para animar os ânimos dos romanos, mas qualquer um que tivesse interesse era bem-vindo, assim que, após eu terminar de ajudar com a reconstrução de romana decidi comparecer para ver como era um treino realizado por ali. Chegando no local onde iria acontecer, que ficava perto da floresta ao redor do Acampamento Júpiter, já era fim de tarde e podia sentir a leve brisa fria do vento. Quando todos já se encontravam presentes, Harren, como o romano começou a falar um pouco sobre o que iríamos enfrentar.

Me sentia avulsa, não conhecia ninguém ali, nem mesmo a romana que havia ajudado durante o treino intensivo Luriel. Não me importava com a dor, afinal, era algo que podia ser resolvido depois, agora a decepção ou a falha, já era algo difícil de resolver. Por isso, gostava de treinar, para poder melhorar minhas imperfeições, não que eu não goste delas, afinal, elas fazem quem sou. Porém, superá las era o que queria, não ficar cometendo os mesmos erros e causar problemas depois.

Não é fácil sentir pressão em dar o melhor de si o tempo todo, onde todos estão o tempo todo te julgando por quem você é filho, principalmente, em momentos atuais ou de provar que você não é como todos pensam. De que você pode ser muito mais que apenas um rosto bonito. Se eu não puder sobreviver sozinha, como poderei em grupo? Ainda que preferisse estar por minha conta, sabia que algum momento, mais treinos e missões em grupos, duplas ou que seja, iriam vim.

Após as explicações, cada um foram direcionados a uma arena quadrada que havia sido feito pelos filhos de Hefesto, teríamos que vencer os obstáculos que iremos encontrar. Começando que estávamos com os tornozelos presos a uma corrente de cerca de 50 cm, que dificultava andar. Mal consegui chegar no centro da arena, sem quase tropeçar, o peso deles era notável e realmente era incômodo andar com aquilo, me sentia presa e limitada. Havia escolhido duas adagas de cima da mesa onde várias armas foi oferecido. Segurando a adaga na mão direita enquanto a outra segurava a outra com a esquerda, me preparei para o que pudesse aparecer.

Enquanto o cenário a minha volta ia se criando, uma espécie de floresta se formou ao meu redor. Não demorou muito para hologramas em formas de humanos, ou devo dizer, cavaleiros segurando espadas começasse a surgir, vindo na minha direção. Eles eram rápidos, com o movimento dos pés limitados, estava tentando ao máximo desviar dos ataques enquanto distribuía ataque com a adaga, afinal, não havia tempo para pensar já que estavam se aproximando com rapidez. Ao desviar de um ataque, quando me virei vi outro vindo na minha direção. Rapidamente usei a adaga para bloquear o ataque ao me mover um pouco para trás, escutei as lâminas se chocaram.

O espadachim forçava a sua arma para baixo tendo se aproximar do meu rosto, me obriguei a puxar o máximo de força que podia para levantar a minha adaga. Com a faca, dei um golpe na altura da cintura e o holograma se desfez em várias partículas de luz branca. Outro holograma avançou na minha direção, preparado para um ataque e sem pensar, me lancei para trás e fui penalizada pelas correntes que senti que elas se encolherem e ficarem mais pesada, me fazendo tropeçar e cair. Ele continuava lançando um ataque atrás do outro, me forçando a me arrastar para trás para esquivar. Sentia o peso delas, agora elas estavam mais curtas, já não bastava estar mais pesadas, tinha que está menor. Precisava levantar, por isso me lancei para o lado, para poder rodar e desviar do seu ataque.

Ao me levantar, aproveitei a oportunidade para usar a faca para dar um golpe na altura do pescoço, o fazendo se desfazer. Sem dar tempo de descanso ou de respirar apareceram mais hologramas. Um se aproximou correndo, seus golpes eram rápidos, com dificuldade consegui bloquear os ataques enquanto me movi aos poucos para trás. Com as correntes me limitando os meus movimentos não havia muito que podia fazer naquele momento e o holograma avançou para outro ataque. Por causa disso, não consegui desviar do ataque e um corte no braço direito foi realizado, urrei de dor. Sentia o corte arder, passei a mão no local como se fosse aliviar a ardência. Mesmo que fosse virtual, a dor sem dúvida, era real.

Levantei a minha faca bloqueando o ataque, a espada contra a lâmina da minha arma, sentia a sua força que usava para forçar a lança para baixo. Precisava pensar em algo. Movi meu pé direito para puxar a sua perna esquerda para poder a fazer perder o equilíbrio, quando o holograma caiu no chão, me joguei em cima dele para dar um golpe no meio do seu peito fazendo o se desfazer em pequenas luzes brancas. Se eu quisesse sair viva, mesmo sabendo que não poderia morrer, precisava agir, dar iniciativa.

Assim que, me levantei rapidamente e decidir ir atrás dos que faltavam, havia me acostumado a ter a movimentação limitada, sentia o peso o que me lembrava que estavam ali. Havia me adaptado a elas, já que possuía movimentos com os pés limitados, tinha que focar mais nos golpes feitos pelas adagas. Aproveitar o momento que me desviava para atacar e segui atrás das minhas presas. O que estava mais perto de mim, consegui acertá-lo no meio da costa ao me virar para o lado esquivando do golpe dele. Vinha dois na minha direção, segurei a adaga pela lâmina, mirei e lancei no que estava mais na frente. A faca rodopiou e o acertou bem no meio da testa, rapidamente fiz o mesmo com o outro que acertei no meio do peito.

Ambos explodiram em feixes de luzes brancas, esperei uns minutos antes de me levantar escutando qualquer barulho que pudesse indicar que ainda havia mais, entretanto, apenas silêncio. Suspirei e soltei um sorriso, finalmente consegui terminar e senti as correntes se abrirem soltando meus tornozelos. O alívio de não sentir o peso, era agradável, mas parecia estranho agora. Ao me aproximar de Harren, devolvi as armas que havia pegado para a luta e escutei seus comentários. Estava cansada, porém, aprendi algo novo hoje e gostei de ter treinado no acampamento Júpiter.


Poderes Passivos:

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Habilidades Aprendidas:

Nome da Habilidade: Mira Certeira
Descrição: Habilidade que permite ao atirador acertar um combo de três facas (ou adagas) no alvo.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Dano: Variável.
Extra: O combo só poderá ser feito se o narrador em questão considerar que a primeira adaga atingiu o alvo desejado.

Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas III
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +40% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +25% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade
Extra: + 10% em força

Nome do Poder: Perícia com Adagas.
Descrição: Com o simples manuseio de uma arma simples como a adaga, você é capaz de ser multifacetado : A utiliza para fazer cortes de materiais difíceis e resistentes como corda, consegue utilizá-la para escalar algo ao se fincá-la em sua superfície e até usar como degrau ao se manter por um tempo numa superfície sólida e pisar em seu cabo. Melhor que isso, é apenas a capacidade que está desenvolvendo em desferir ataques simples, mas fatais em seus inimigos podendo causar desde pequenos arranhões até perfurações que podem infeccionar em casos mais avançados ou até mesmo, partir um membro ao meio - o que exige muito esforço de si próprio como também narrativo e utilizar para caças. Além disso, essa arma é fácil de se esconder e até mesmo de se carregar. Você está ganhando capacidade de portar um dos itens que todo semideus possui.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de adagas, +20% de velocidade e agilidade em movimentos que exijam o tronco e braços +20% de assertividade e condicionamento para lutas que envolvam mais exposição física e autodefesa.
Dano : - 25 do HP do inimigo quando acertá-lo podendo causar perfurações com sangramentos em diferentes níveis. (Leve, médio e grave) que se perdura com descontos ao decorrer dos turnos até que esse oponente se cure ou feche o ferimento impedindo a hemorragia de agravar. Facilmente manipulável por um narrador.

Nome: Pranayama
Descrição: Inspire; expire; respire; aspire; não pire. Com o aprendizado sobre a prática do Pranayama, o semideus sabe a forma mais proveitosa de respirar e beneficiar o corpo com a distribuição correta do oxigênio. Isso o ajuda a controlar a sua energia vital adequadamente, ajudando-o a encontrar o equilíbrio entre seu corpo e sua mente. Com isso, consegue manter-se tranquilo diante de situações adversas e isso melhora seu controle corporal durante atividades físicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% concentração, percepção e destreza corporal.
Dano: Nenhum
Extra: O semideus tem mais chances de manter o controle emocional diante de situações adversas.

Nome: Introdução ao Wushu
Descrição: O semideus que possui essa habilidade iniciou o caminho das artes marciais chinesas, o Wushu. Também conhecido como Kung Fu, esse é um estilo de luta com várias ramificações e escolas. Ao participar da aula inicial, o semideus agora possui uma base sobre esse tipo de combate, adquirindo mais força, condicionamento físico e postura para aprender as próximas aulas específicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de força, +30% de resistência física
Extra: Há uma melhora na postura corporal do aluno, tornando difícil derrubá-lo com golpes diretos quando em postura de combate.
FPA:
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Alexandra Nikolaev em Sex Out 12, 2018 10:40 pm

Missão
Liderança
As três verdades por trás das portas


Eu não poderia dizer que tinha me acostumado. Como poderia? Estar do lado de uma divindade primordial era ainda mais tenso do que estar parada ao lado de um presidente de um país. Ele ao menos ainda era humano, já a criatura ao meu lado passava longe de receber uma classificação tão mortal e frágil quanto esta. No entanto, Éter nunca tinha sido agressivo, apesar de ter seus momentos de seriedade. Em grande parte do tempo, o deus do ar superior era sereno e enigmático, talvez pudesse usar o adjetivo simpático.

Éter tinha feito o convite. De maneira direta e clara, mas isso não impedia que a confusão fosse estabelecida por um longo tempo. Mesmo ali, na sala que ele tinha me guiado, eu encarava as três portas. Ele estava ali para me testar e, inevitavelmente, eu ficava nervosa com provações. Existia um complexo em meu interior que não me permitia ter certeza de minhas reais capacidades, apesar de ter uma noção do que eu era boa.

— Você não vai gostar do que vai encontrar, não será nada agradável para você, mas entenda que isso é necessário se quiser seguir em frente. — Éter falou, mirando os olhos celestiais em minha direção — No entanto vou entender caso não queira ir, a escolha de atravessar a primeira porta e descobrir seu desafio ainda pertence a si mesma.

Era algo necessário, eu sabia disso. Eu precisava alinhar minhas energias, desde as minhas emoções, até meu corpo e alma. Éter tinha percebido isso, a bagunça que eu era. Soltei um longo suspiro, encarando a porta com as mãos fechadas em punhos, como se lutasse fortemente contra a vontade de ar meia volta e deixar essa história toda para trás. Porém, o que eu iria descobrir quando adentrasse ali? O que em mim estava tão bagunçado que nem mesmo eu conseguia pôr ordem?

— Se alguma coisa acontecer, eu vou assombrar esse palácio. — Ameacei baixinho, mais pelo nervoso do que por um medo real.

Éter ofertou-me um de se seus sorrisos serenos, apontando para a primeira porta a qual eu deveria guiar meus passos. Engoli em seco e endireitei minha postura, ganhando um pouco de coragem ao fazer isso. Apenas um pouquinho.

(•••)

Primeiro desafio: A lembrança mais dolorosa.

A primeira porta levou-me para um mundo diferente. Ao pisar do outro lado, a entrada desapareceu antes mesmo que eu percebesse. Estava distraída demais esfregando os olhos para ter certeza do que eu estava vendo. O mundo estava em um efeito sépia, meio alaranjado, como se tivesse entrado em um modo especial de um jogo. Ou estivesse assistindo um filme em que queria diferenciar um momento presente de um flashback.

Precisei de alguns poucos segundos para entender que minha segunda comparação era a mais próxima do que estava acontecendo. Reconheci o quarto de minha infância. Apesar de já não ter mais tantas lembranças de minha tenra idade, eu jamais esqueceria aquele cômodo. Como para a maioria das crianças tímidas, aquele era o refúgio de Alex, minha personalidade mais tímida.

A cama de solteiro estava bem arrumada. Sobre ela havia uma estante cheia de livros infantis e, mesmo que possuísse dificuldade, eu sempre encontrava certo conforto na leitura. Olhei para o meu corpo e ergui as sobrancelhas ao ver que eu estava em um aspecto mais... espectral. Como um fantasma levemente iluminado. Estava tentada a ver se meu corpo também estava intangível como uma criatura fantasmagórica, quando a porta abriu ferozmente.

Meu coração disparou pelo susto, mas logo estava gelado pela visão. Aquela era minha mãe. Katerina Nikolaev adentrou o quarto com urgência, os olhos azuis bem abertos e a respiração ofegante. Em seus braços tinha uma trêmula Lexi, em seus oito anos de idade? Eu não saberia dizer, pois essa era uma lembrança apagada de minha personalidade mais rebelde.

Lexi tinha muitos segredos. Mesmo que eu tivesse acabado com a maldição e recobrado boa parte de minha memória, ainda haviam trechos obscuros, esquecidos por ela de maneira tão forte que ainda hoje não possuía acesso. Ou os tinha apenas quando entrava em contato direto com a fonte. Prova disso era Camila Guerrero, antiga namorada dela. Ou melhor, minha antiga namorada. Merda, isso era sempre confuso!

— Dorogaya, você está bem certo? — Ela usou o nome carinhoso de querida em russo, antes de me colocar sobre a cama e averiguar meu corpo inteiro.

— O doutor malvado sumiu, não foi? — Lexi indagou chorosa. — Ele machucou você, mama?!

— Não, pequena, mama está bem e lidou com o grande doutor malvado. — Katerina tocou meu rosto e eu podia perceber as lágrimas em seus olhos começando acumular. — Escute Lexi, você tem de proteger o seu outro lado. Alex é carinhosa demais para esse mundo, mas você é valente, você mordeu aquele maldito e conseguiu me chamar não foi?

— Alex é uma bobalhona chorosa! — Lexi exasperou enxugando os próprios olhos.

— Mas ela é uma parte de você. A protegendo, você se protege também. Doragaya... Minha valente e curiosa Lexi. Mama terá de partir, estar perto de você está atraindo coisas como o doutor.

— O que? Não! Mama! Não! Não me deixa!

— É preciso querida, eu amo você e por isso tenho de partir. Um dia você irá entender, um dia eu espero que você possa ser Alexandra.

— Eu prometo que não vou brigar com a Alex! Eu vou parar de tentar fugir! Eu vou me comportar mama! Eu prometo! Mas não me deixa!

Era doloroso ver aquela lembrança. Eu recuei até bater as costas contra a parede, levando a mão a minha boca apenas como uma tentativa de me conter. Foi assim que percebi que estava chorando exatamente como a criança. Eu sentia falta de ar, refletindo as emoções que eu tinha esquecido. A dor de ter sido deixada, a incompreensão que eu não tive nos meus oito anos de idade eu estava sentindo agora.

Então tentei pensar, enquanto observava Katerina abraçar a pequena, do que eu realmente lembrava sobre minha mãe depois daquilo. Meus avós diziam que ela tinha fugido, abandonado uma carreira promissora por algum homem indigno. Então era um assunto proibido falar da jovem engenheira prodígio. Mas Lexi sabia mais coisas, já que minha mãe costumava chegar no meio da tarde e passar boa parte da noite com a minha outra versão. Eu lembro que odiava isso e invejava o meu outro eu.

O pior de tudo foi que a mulher partiu naquela mesma noite. Não respondia aos pais e nem parecia se abalar com os prantos da própria filha. Eu vi Katerine vestir uma máscara de indiferença enquanto fechava a mala e ignorava as promessas desesperadas que Lexi fazia. E, quando ela finalmente percebeu que estava sendo abandonada, ela correu para a porta da casa e gritou com todas as forças que seus pulmões poderiam permitir.

— Eu odeio você! Eu odeio! Se você me deixar, eu vou fazer com que nós duas nos esqueçamos de você!

Katerina paralisou em seu caminho para o táxi, mas nem ao menos virou para encarar a filha que parecia mentir em cada palavra. Em verdade, eu sabia que aquela minha pequena versão estava desesperada. Ela perdoaria a mãe assim que ela sorrisse e a abraçasse novamente. Mas isso não aconteceu e isso despedaçou aquele pedaço de mim, como estava me quebrando naquele momento.

— Você nunca aguentaria saber que ela nos deixou.

Não me assustei ao escutar minha própria voz. De certa forma, eu sentia falta daquela versão minha, mesmo que a sentisse o tempo todo dentro de mim. Havia certa cumplicidade entre nós duas, sabendo que eu residia atualmente muito mais parecida com Alex do que com aquela que estava ao meu lado. Lexi usava sua jaqueta de couro, calça rasgada e possuía uma postura muito mais agressiva do que a minha. Mesmo que tivesse a mesma aparência e fisionomia, era como se fosse a minha irmã gêmea rebelde.

— Todas essas lembranças que você escondeu... Era para me proteger? — meu tom de voz estava terrível por conta do choro.

— Você era fraca.

— Pare de ser babaca. Eu sou você agora, sabia?

— Sim, por isso eu usei o tempo verbal no passado. Eu odiei a nossa mãe por muito tempo, até também esquecê-la.

— O que mais você escondeu de mim?

— Além do que aconteceu com Katerina e Camila... Nada que você não vá lembrar com o tempo. Essas duas lembranças eram as que mais me machucavam.

— Por que você terminou com ela? Camila é linda e maravilhosa sabia?

Lexi riu, foi quando eu percebi que estávamos em um mundo só nosso, envoltas finalmente em um momento em que podíamos falar frente a frente.

— Depois de ter sobrevivido a essa lembrança, logo todas as outras irão retornar. E por favor, se realmente não for se afastar da Camila como eu fiz, tenha a decência de conquistar a garota. Eu não cairia por qualquer uma.

O tom de despedida dela era evidente. Mas assim que ela começou a se afastar, eu a segurei nos braços e a puxei para mim. Um abraço. O único que tinha existido entre nós e o último. Eu sabia que naquele momento, eu finalmente estava me tornando completa e encontrando o equilíbrio entre todos os meus seres. Lexi me abraçou também, forte e um tanto trêmula.

— Você não precisa mais de mim, porque você agora também sou eu. Não sinta falta de você mesma, isso é estranho.

— Eu amo você, Lexi. — Disse antes de abraça-la um pouco mais forte e me afastar.

— Isso é bem narciso você sabe, não é? — Sorri em resposta, o que a fez piscar o olho travessa. — Ótimo, agora sim está soando um pouco como eu. Adeus, Alexandra.

E assim que ela desapareceu, a porta surgiu no seu lugar. Olhei para trás novamente, onde a imagem de uma pequena Lexi chorava copiosamente. A lembrança poderia ser algo bobo para a maioria das pessoas. Quantas outras crianças eram abandonadas no mundo? Mas, isso não tirava o sofrimento, ainda mais pra alguém que era dividido e impedido de viver a vida normal. As consequências depois daquilo foram terríveis. Lexi criou um complexo e se tornou cada vez mais rebelde depois daquele ano, assim como eu tive uma sensação ruim de abandono, o suficiente para querer evitar as pessoas e preferir as máquinas.

Oh, agora as coisas faziam muito mais sentidos.

Limpei os olhos e torci para que meu rosto não estivesse inchado depois de tanto chorar. Ao sair pela porta, Éter me aguardava na mesma posição. Teria ali o tempo paralisado enquanto estava enfrentando minha lembrança mais dolorosa, ou então o deus tinha conseguido ficar parado sem mover um músculo sequer?

— O seu segundo desafio a espera, Alexandra.

(•••)
Segundo desafio: O pior medo.

O suor escorria por minhas costas, meus ombros estavam tensos. Quando minha consciência despertava, eu estava com minhas mãos ocupadas com ferramentas enquanto lidava com um autômato que estava prestes a se autodestruir. Os sons de batalha ao meu redor estavam cada vez mais ferozes, indicando que o combate estava atingindo o seu ápice.

Não lembrava como tinha parado ali, em meio a um conflito ferrenho. Apenas sentia aquela necessidade de ajudar, de fazer algo, a responsabilidade pesando sobre meus ombros e movendo meus dedos cada vez mais rápido. Eu estava com extrema dificuldade, o estresse e a ansiedade mexiam com minha cabeça o suficiente para não conseguir raciocinar corretamente. A máquina não respondia aos meus chamados, mas eu era a filha de Vulcano, lidar com máquinas era a minha responsabilidade! Ninguém mais entendia daquilo como eu, ninguém era formado em engenharia como eu. Se eu falhasse, todos morreriam.

— Alex, nós não vamos segurar por muito tempo!

Era a voz de Evie, ela lutava lado a lado com Kyra. Ali também estavam Leonard e até mesmo Alice empunhavam armas para enfrentar aquela horda de monstros. Todas as pessoas que eram importantes para mim dependiam dos meus atos. Naquele momento de urgência, era quando eu mais duvidava de mim mesma, ao mesmo tempo que pensava ninguém mais poderia fazer aquilo além de mim. Então eu machucava meus dedos, lidando com fios descascados e levando pequenos choques durante o processo.

O autômato que havia sido derrotado era como uma bomba relógio, cheio de óleo inflamável em seu interior. Eu não conseguia mover aquela tonelada de metal, estava desgastada de uma batalha da qual não lembrava. Então eu tinha de ir para o básico, sem poderes e cansada, tendo de salvar todo mundo e com grandes chances de falhar. Meus dedos tremiam, sendo tarde demais quando percebi que meu estado não era apenas pela dificuldade.

Era o medo.

Medo de falhar. Medo de minha falha acabar levando a vida de alguém. Esse medo me perseguia desde que comecei a me envolver em missões sérias, piorado ainda mais quando fiquei confusa comigo mesma. Se eu não sabia direito quem eu era agora, como confiar em mim mesma? Então houve aquele momento de indecisão, enquanto olhava os fios ensanguentados e o apito começando a reverberar no ambiente. Entre uma batida de coração e outra, o desastre aconteceu. Tudo explodiu porque eu não fui boa o suficiente, por ter deixado o medo dominar.

Eu senti a dor.

Eu escutei os gritos enquanto minha pele fervia e deteriorava.

Em segundo houve o fim.

Para no próximo tudo começar novamente. Ali estava eu novamente, ajoelhada e próxima de um autômato prestes a se destruir. Olhando para os lados eu via todo mundo batalhando e a concepção veio novamente: eles precisavam que eu fizesse algo e, se eu falhasse, todos nós morreríamos. A urgência mesclou com o medo, meu corpo paralisando por longos segundos e dessa vez, eu nem ao menos cheguei na metade do trabalho que tinha feito anteriormente. Até que tudo explodiu de novo. E de novo. E de novo.

A cada vez, eu renascia no mesmo lugar, o medo vindo mais rápido, mais poderoso. Como se a sensação de que eu iria perder fosse eminente e inevitável, me consumindo e me tornando um verdadeiro desastre. Até que em um momento, o medo começou a paralisar até mesmo a minha mente. Eles iriam morrer por minha culpa, por não ter conseguido fazer nada.

Até que em um dessas cenas do loop, eu olhei para eles quase aos prantos, encarando os olhos cheios de expectativas e esperanças. Aquilo era ainda mais doloroso do que eles terem nada, anseios ou pensamentos sobre um futuro. O medo era doloroso o suficiente para controlar meus músculos, os paralisando e gerando aquela sensação de perigo eminente constante. Mas foi ao atingir o ápice que eu finalmente lembrei. A adrenalina me fez começar a questionar o porquê de tudo aquilo.

Até lembrar que era um teste. Um que provavelmente estava me colocando de frente com o meu pior medo: o de falhar e outros sofrerem com isso. Mas como superá-lo? Bem, eu não tive tempo de responder a isso, pois tudo explodiu uma vez mais.

Porém eu não esqueci quando o loop começou novamente. Olhei para os outros que batalhavam, com as mesmas expectativas de que eu iria salvá-los. O medo estava ali, fazendo minhas mãos tremerem e turvando a minha mente. Como superar um medo? Como convencer a mim mesma em um espaço de tempo tão curto de que eu iria ser capaz?

Foi quando eu percebi que não se fugia do medo. As vezes nem mesmo enfrenta-lo era correto. O caso era o de usá-lo como combustível. Se eu tinha medo de errar, então eu deveria manter esse receio comigo para me impedir de desistir. Respirei fundo e olhei novamente para o autômato. Eu lidava com máquinas todos os dias, não precisava de meus poderes para lembrar o que eu fazia constantemente!

Mexi nos fios, a urgência novamente fazendo machucar a pele das pontas de meus dedos, mas nada disso me parou. Quebrei algumas partes internas para ter acesso a placa mãe, finalmente fazendo as conexões certas. O apito ressoou e eu já esperava a explosão ao mesmo tempo em que não desistia. Dessa vez, o medo não tinha paralisado o meu corpo. Eu iria conseguir, eu iria...!

O apito sessou e isso me fez olhar bruscamente para trás, vendo os semideuses aliados finalmente derrotando os monstros sem temor algum. Deslizei para o chão, o corpo ainda trêmulo e tenso. O medo ainda estava ali, mas era irreal pensar que enfrenta-lo era dizer que não sentiria mais medo. As emoções eram inerentes as criaturas, desconfiava que até mesmo os deuses as vezes ficavam a mercê dessa energia emocional.


(•••)

Terceiro desafio: O defeito mortal

— Alguma dica do que vai acontecer depois que atravessar aquela porta? Gostaria de ser avisada antes de começar a explodir repetidamente. — Comentei enquanto encarava a terceira porta, estava cansada emocional e psiquicamente para ligar para formalidades entre semideus e divindade. — Ou, sei lá, for encontrar um clone meu que me odiou no passado.

— Certamente esses desafios são sobre você Alexandra. — Éter respondeu ainda enigmático, sorrindo ao ver o revirar de meus olhos. — Você irá encarar o seu defeito mortal.

Eu já tinha escutado disso, mas de maneira bem vaga. Sabia que tinha algo relacionado a personalidade de cada um, logo encaixava-se nos desafios que Éter estava me submetendo. Meus ombros caíram e por um momento eu hesitei. Já não tinha bastado ter descoberto a lembrança que mais me machucava, ter encarado o meu pior medo... Agora teria de enfrentar o meu pior defeito?

— Eu não posso enfrentar um monstro? — Indaguei pensativa. — Uma quimera, até mesmo uma hidra! Parece mais fácil do que passar por aquela porta.

— Por isso o escolhi como desafio.

Resmunguei baixinho, tomei coragem uma, duas vezes até finalmente avançar em direção a porta e a abrir, mesmo que por dentro soubesse que não seria fácil. Mas a quem eu queria enganar, nada seria fácil dali em diante.

Incrivelmente eu estava na Griffin Enterprises. Usava roupas que misturavam o formal com o despojado, já que estava ali como estagiária de mentira, precisando dar toda a imagem de garota esforçada que alguém em início de carreira precisava ter. Infelizmente, ao meu lado estava Anderson.

Talvez fosse necessário explicar porque aquele contexto estava aparecendo para mim em meu defeito mortal. Griffin Enterprises era onde estava executando o meu projeto de criar uma plataforma de vídeo game que suportasse Realidade Virtual, tais como nos filmes e animações. Tinha em mente também desenvolver o jogo que simulasse a vida de um semideus, adaptando um pouco de realidade com fantasia. Para isso, tinha me associado a Leonard Griffin, junto com minha amiga Alice, uma legado de Hefesto. Por motivos diversos e que envolvia momentos de quase morte, eu tinha perdido a primeira reunião de equipe. O que deu a Alice a ideia de que eu me infiltrasse no grupo como estagiária, para acompanhar de perto o modo como os humanos estavam evoluindo com o jogo.

Esse era o ponto chave de toda a questão. Eu poderia desenvolver todo o projeto nas forjas, contando com a ajuda das filhas da magia para desenvolver algo mais realístico possível. Porém, eu queria produzir a ideia para a massa popular, os deixando mais próximos de nossa realidade sem realmente saber. Para isso, eu precisava que os humanos compreendessem os processos que estavam por trás de toda a invenção, isentando a magia de todo o desenvolvimento.

Anderson era um dos engenheiros, porém um dos caras tradicionais e ambiciosos. Vulgo machista disfarçado. Naquela sala, estavam apenas eu, ele e outros dois estagiários que tinham recém chegado. No desafio da terceira porta, eu era apenas uma espectadora, assistindo aos acontecimentos como se estivesse ali e fosse invisível para os personagens. Assisti Anderson atrapalhando meu trabalho, pedindo para que eu realizasse coisas triviais. Várias vezes. Ao ponto de minha outra versão respirar fundo algumas vezes para não emergir a personalidade mais similar a Lexi.

Depois, era Lais quem se aproximava com alguns dados. Eram informações promissoras e cruciais, algo bobo o suficiente para que fosse dado aos estagiários. Organizar a linguagem de computação de maneira eficaz era fundamental. Mas um verdadeiro saco. Então eu pedi para fazer, pois temia que Lais acabasse se distraindo com algo. Eu tinha certeza de que iria conseguir realizar o trabalho perfeitamente. Assim o fiz.

Eu observei a cena curiosa, onde estava os meus defeitos? Por que Éter tinha escolhido aquela cena em específico? No final do dia, quando todos estavam para sair, eu fui a última a fechar a porta e apagar as luzes, pois Anderson tinha solicitado assim. Porém, quando o trinco foi acionado, toda a cena retrocedeu até o momento em que o engenheiro pedia para que eu fizesse o café para todos.

A vontade de dizer não era demais. Eu e minha outra versão tinha sentido isso ao mesmo tempo, pois apenas de assistir e observar fazia com que as mesmas emoções fossem reproduzidas. Depois, ele solicitou para que eu tirasse xerox de alguns documentos quando eu estava no meio de um procedimento próprio. E nem eram documentos importantes, eu sabia porque aquele projeto era meu! Mas o fiz mesmo assim, pensando que isso evitaria conflitos entre um engenheiro chefe e uma estagiária. No entanto, dessa vez, meu eu espectador permaneceu no lugar e acompanhou Anderson para a sala ao lado do laboratório.

— Você devia parar de pegar no pé da garota. — Comentou o assistente dele.

— Não posso evitar, ela nunca irá dizer não. — Anderson sorriu esperto. — O que ela faz é pequeno mesmo, é uma estagiária afinal.

Meu queixo caiu com aquele tipo de comentário. Mas fui induzida a retornar a sala porque meu eu da cena tinha retornado com as xerox. Claro que eu tinha sido eficaz o suficiente para melhorar o funcionamento da máquina copiadora. Foi quando eu entendi que aquele era um dos meus defeitos.

Quem pensaria que tentar apaziguar tudo seria um defeito? Mas a dificuldade em dizer não me consumia as vezes. De fato, pensar mais nos outros e no quanto eles poderiam se chatear comigo, me induzia a fazer coisas que as vezes nem queria, ou que estava cansada demais para fazer. Claro que algumas eu me sobrecarregava com gosto, por querer ajudar e auxiliar alguém que estava realmente precisando. Mas por que, então, eu não negava a Anderson se aquele não fazia parte de meu trabalho? Mesmo como estagiária, ele possuía um assistente só para ele. Então, quando ele voltou com alguns documentos para que eu organizasse, corri para o meu eu na cena e toquei-lhe os ombros. Eu estava no comando daquela vez.

— Alexandra, você pode fazer...

— Sr. Anderson? Eu preciso terminar isso aqui. — O interrompi, mesmo que fervilhando de raiva, de maneira gentil. Ergui meu olhar para o dele como se não estivesse o cortando naquele momento. — São os documentos que a srta. Alice solicitou? Tenho certeza de que o senhor é capaz de fazer isso, lembro que ela solicitou diretamente para você. Mas se estiver sobrecarregado, eu posso organizar e tirar minhas dúvidas com a Alice logo depois, já que você deve estar muito ocupado para não fazer isso.

Obrigada Lexi, por todos esses anos em que soube lidar com pessoas assim e agora me permitia usar de suas habilidades. Anderson ficou desconfortável, inventou uma desculpa qualquer e finalmente saiu. Sorri orgulhosa de mim mesma e finalmente soltei o ombro de minha versão de teste. Eu esperava que a cena finalmente acabasse, pois já tinha descoberto o meu defeito mortal. Não esperava que fosse mudar de um momento para o outro, mas saber sobre ele, ter consciência sobre, acabava por me dar mais controle da situação e impedir de ser passiva novamente.

Porém a cena prosseguiu. Franzi o cenho, cruzando os braços em um mesclar de confusão e curiosidade. Ainda havia mais? Foi quando Lais se aproximou com os dados a serem organizados. Vendo com mais atenção, eu pude ver como ela se decepcionou quando eu peguei os dados para fazer sozinha. Acabei por segui-la para perto do outro estagiário chamado Diogo, um latino que foi contratado diretamente por Camila Guerrero. Ela sentou de maneira pesada sobre a cadeira, o olhar recaindo sobre mim que estava entretida demais com a função para notar o que estava acontecendo.

— Cara, isso é um saco! — Lais comentou em meio a um resmungo. — Ela é uma máquina ou o que?

— Deveria ter se oferecido para ajudar — Diogo murmurou, para não chamar a atenção para eles.

— Eu o fiz uma vez, precisava ver a cara que ela fez. Eu senti a dúvida no olhar dela, eu odeio a sensação de que sou menos capaz do que outra pessoa. Mas também, Alex não erra. Nunca! Como vou competir contra aquilo?

— Então só desista e a deixe em paz. Ou levante e se imponha.

Oh merda.

Como se não bastasse ter um defeito mortal, eu precisava ter dois? E ali estava, o que eu poderia classificar como personalidade perfeccionista. Eu tinha certeza de minhas capacidades quanto a engenharia, mecânica, criação e tudo o que envolvia esses fatores. Mas raramente confiava na capacidade do outro para fazer isso. Eu me exigia ao máximo, por ser algo que eu gostava de fazer e era boa nisso, eu precisava fazer isso da melhor maneira que poderia ofertar. O que não queria dizer que os outros seguiriam meu ritmo ou meu método. Eu entendia enquanto escutava Lais descrever um jeito mais longo de fazer todo o processo que eu mesma estava realizando ali sozinha, mas era um modo seguro para que um humano não errasse.

Ter esse defeito tinha afastado os outros estagiários de mim. Ao mesmo tempo em que me fazia sempre tudo o que eu tinha em pequenas coisas. O ponto positivo e que permitiu camuflar o verdadeiro problema que isso era? Eu tinha ótimos resultados. Armas fortes, uma clientela que retornava, programas e dispositivos que ajudavam aos meus compatriotas e aliados. O ponto negativo? Eu não confiava em outros para fazer o que eu fazia, o que gerava sobrecarga e até mesmo um certo isolamento. Além de uma intolerância a falhas e um sentimento de frustração intenso quando não obtinha o resultado que eu almejava.

Soltei um longo suspiro, indo até meu eu na cena e tocando nos ombros. Aquele era ainda mais difícil. Eu nunca tinha compartilhado meu processo criativo com ninguém. Diferente de enfrentar Anderson, um rapaz que eu já não gostava, eu não queria ser uma pessoa ruim para Lais. Então levantei junto com meu eu na cena, colocando as mãos dentro do bolso de maneira até tímida. Aproximei dos dois estagiários e pigarrei para chamar a atenção deles.

— Vocês podem me ajudar em algo?

Lais ficou vermelha enquanto Diogo sorria. Inventei uma desculpa esfarrapada para envolve-los nos projetos, eu pude perceber a diferença na consequência que cada ação fazia. Sozinha, eu teria ótimos resultados. Abaixando a guarda, talvez demorasse ou tivesse um erro ou outro, mas que tornaria o projeto não algo apenas meu, mas de todos aqueles ao meu redor. Soltei os ombros de minha outra versão, finalmente vendo a cena se desfazer e a última porta aparecer a minha frente. Tinha finalmente acabado.

Soltei um suspiro antes de abrir a fechadura, empurrando a madeira para encontrar o deus primordial aguardando pacientemente. Na mesma posição em que esteve esse tempo todo. Porém isso não me intrigou mais, tinha algo importante a ser discutido com o meu senhor.

— Eu não poderia assumir posição nenhuma sem saber daqueles dois defeitos. Não sei se vou conseguir contorna-los tão facilmente. Ele é meu modo padrão até o momento. Mas isso não quer dizer que eu não possa tentar e, com isso, provocar mudanças mais reais. — Discursei e o olhei um tanto incerta, cheia de expectativas. — Se isso não foi o suficiente, eu ainda aceito outros desafios.

Agora, bastava apenas saber se ele sustentaria a ideia que nos levou até ai, em primeiro lugar, ou se eu ainda não estava pronta para enfrentar uma responsabilidade como aquela.





Última edição por Alexandra Nikolaev em Seg Out 15, 2018 11:17 pm, editado 1 vez(es)


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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Harren Oldenburg em Sab Out 13, 2018 12:51 am

Avaliação ;



Evelyn Camahan;


Como eu posso falar sobre sua personagem? Criativa, inteligente e até mesmo ladra de kill. rs. Gostei demais da forma em que conduziu a missão, a fluidez de seu texto é algo admirável em todas as suas postagens ( Eu sou filho de Mercúrio, investigo todos), conseguiu adequar com perfeição quantidade e qualidade, acho que no momento é isso, parabéns e aproveite a nova passiva!
1000 XP e Dracmas + Habilidade

http://www.bloodolympus.org/t3788-fpa-evelyn-camahan?highlight=fpa+evelyn

Zara Cooper


Tempestuosa, criativa e boca suja. Uma personalidade extremamente divertida de se ler, a forma que detalha cada ação e reação é envolvente e alucinante, adorei sua postagem e espero que participe de meus próximos treinos. Parabéns !!!
1.000 XP + 1.000 Dracmas + Habilidade.

http://www.bloodolympus.org/t3828-fpa-zara-cooper


Lim YeongMi


O que falar dessa semideusa que mal conheço e já considero pacas? Você demonstrou fielmente a personalidade da personagem, além de seu texto ser de uma leitura levíssima, adorei da forma que ela ''não conseguiu derrotar'' e como acabou, espero poder ler mais de você em meus treinos. Parabéns!

1000 XP + 1000 Dracmas + Habilidade

http://www.bloodolympus.org/t3705-fpa-lim-yeongmi

Oliver Ehlert Nordberg


A personalidade do 'badass' cigarro na boca, raivoso e inteligente. Adorei a forma que ele muda de estado zen para fúria total em questão de milissegundos por isso receberá a pontuação máxima. Parabéns !!!
1000 XP 1000 Dracmas + habilidade

Nyx St. Douglas;


Gostei da sua estratégia, mas achei que andou um pouco rápido demais, se tiver um pouco mais de paciência (antecedência) para escrever, sei que conseguirá desenvolver os roteiros de forma mais fluída. No entanto eu queria o objetivo cumprido, e você os cumpriu, parabéns linda!

1000 XP + 1000 Dracmas+ Habilidade.

http://www.bloodolympus.org/t3871-fpa-nyx-saint-douglas

Kang Pipper e Hela Deverich


Adorei a forma em que as duas me surpreenderam, uma luta em dupla dividindo a corrente? Juro que eu sequer imaginei que alguém faria isso, vocês duas estarão ganhar um bônus pelo destaque das postagens pois realmente mereceram, parabéns meninas!

1.500 XP + 1.500 Dracmas + Habilidade

http://www.bloodolympus.org/t3813-fpa-kang-poppet

http://www.bloodolympus.org/t2654-fpa-hela-ahn-deverich

Newt Flower


Amigão, tu é o cara em mostrar a personalidade do personagem em... Gostei demais da tua postagem, só uma coisa me causou desconforto, seus parágrafos são extremamente longos, isso dificultou a fluidez da leitura, me deixando praticamente sem fôlego, mas não irei lhe fazer descontos( desta vez). Parabéns pela excelente descrição do personagem e suas ações.




1.000 XP + 1.000 Dracmas + Habilidade

http://www.bloodolympus.org/t2807-fpa-newt-flower

 Woo Eunji


Menina, você é uma máquina de escrever, j'sus christ jackie boy. Prometo que o centurião malvado da quarta coorte jamais fará outro treino assim, foi apenas para testar os corajosos. Amei a forma natural que sua personagem age. Cumpriu o objetivo do treino com sucesso, parabéns!

1.000 XP E 1.000 Dracmas + Habilidade

 Alysia Nyree


Você cumpriu o objetivo, no entanto poderia ter prolongado um pouco mais sua postagem, incrementar um pouco de detalhes, porém a forma que conduziu em poucas linhas foi suficiente para atingir sua pontuação. Parabéns!

1.000 xp e 1.000 Dracmas +habilidade

http://www.bloodolympus.org/t3380-fpa-alysia-nyree

 Alexandra Nikolaev


A sedentária mais ativa de Nova Roma, filhos de Mercúrio passam vergonha perto de você.  A forma que conduz sua personagem aos objetivos é ótima, e em pouco tempo fez um texto surpreendente. Parabéns!!!

1.000 XP e 1.000 Dracmas + Habilidade

http://www.bloodolympus.org/t3137-fpa-alexandra-nikolaev


Agradeço a todos pela atividade em meu treino, em breve a segunda parte dessa passiva vai surgir, só estou pensando em algo carinhoso para vocês! <3
[/quote]
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Harren Oldenburg
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Vênus em Sab Out 13, 2018 11:31 am

MODELO DE AVALIAÇÃO
Introdução: 100
Informação: 200
Personagem: 100
Missão: 200
Habilidade: 100
Outras considerações: 100
Total: 800
Bonus: 300 (30 x 10)
Dracmas: 500 fixos + 50 por aluno

Harren
Introdução: 100
Informação: 190
Personagem: 100
Missão: 180
Habilidade: 100
Outras considerações: 100
Total: 770
Bonus: 300 (30 x 10)
Total conquistado: 1070 XP
Dracmas: 500 fixos + 50 por aluno = 1000 Dracmas.

Obs: Não esqueça de incluir a parte da habilidades na sua FPA para que possamos atualizar as adquiridas.


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Vênus
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

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