The Blood of Olympus
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[TREINO ESPECIAL] Limitless

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[TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Harren Oldenburg em Sab Set 01, 2018 1:26 pm




LIMITLESS
Treino 01



Treino especial

Introdução




Para um semideus levar o corpo ao limite era algo que era comum no dia a dia, mas ultrapassar? Será que todos já tinham feito tal façanha? Se não tivessem, hoje era o dia certo, suas vidas começariam a mudar.Após receber a ajuda de alguns filhos de Vulcano uma arena fora criada, os semideuses que ali treinariam seriam presos por correntes em seus tornozelos, que pesariam bastante, limitando o deslocamento e também a velocidade de todos.


—Boa tarde meus queridos, hoje teremos um treino bem...especial— sorri ladino ao cumprimentá-los, olhando pegando a corrente— Bom, como devem saber, com a ajuda de alguns filhos de Vulcano criamos essa ''arena'' onde todos vocês serão levados aos próprios limites e obrigados a ultrapassá-los -pausa dramática- os que não tiverem de acordo com um pouquinho de dor no processo podem se retirar— soltei a corrente sobre a mesa que tinha minhas duas adagas em sua superfície.


—Bom, então vamos às instruções?



Cenário:  Uma arena quadrada feita pelos filhos de Vulcano, cada semideus terá um cenário personalizado, ou seja, narre o interior dela da forma que achar condizente ao seu enredo.

Local:  Perto da floresta do Acampamento Júpiter, o treino ocorre às 17 horas do determinado dia.




Instruções e regras:



Correntes com um tipo de magia de selamento serão presas aos tornozelos de vocês;

As correntes  limitarão a velocidade e agilidade de vocês, terão um vão de apenas 50cm de comprimento, ou seja limitará ainda mais a movimentação de vocês, visto que a distância média de um passo é 82cm;

Cada vez que falharem em respeitar o limite da distância, a corrente ficará mais pesada, sim, essa é a função da arena, ela vai puxar os tornozelos de vocês para baixo;

Terão que falhar ao menos uma vez em respeitar o limite da corrente, nesse momento o vão dela será reduzido a 40cm, após isso não terá mais reduções, porém as punições não terminarão;

Com o aumento do ''peso'' da corrente o deslocamento ficará ainda mais difícil, sejam realistas, ninguém passaria sem erros nesse treino, afinal mesmo que tenham um nível de destreza alto e controle corporal uma condição normal humana está sendo limitada, o hábito irá traí-los;

Uso de poderes ativos está vetado;


Durante o treino enfrentarão 6 autômatos espadachins, mais ágeis e que atacarão de forma aleatória, atenção na descrição;


Os autômatos surgirão em quantidades aleatórias também, mas todos terão de enfrentar no mínimo 6;


Mesmo que os ferimentos não sejam reais serão dolorosos, o maior objetivo do treino é preparar cada semideus para situações adversas;

Mínimo de 40 linhas, sabemos que todos aqui escrevem muito mais que isto. rs


Dúvidas via MP;

Prazo de entrega de 30 dias a partir de hoje.


HABILIDADE escreveu:Nome do poder: Corpo Intuitivo I
Descrição: Após um árduo treinamento no qual o semideus pôs o corpo a prova, estressando-o até o limite, o semideus ganhou a capacidade de se adaptar a qualquer situação adversa. A habilidade lhe confere a capacidade de manter suas bonificações de agilidade e velocidade mesmo que sua movimentação esteja limitada por outros fatores que não sejam ferimentos e magias.
Gasto de MP: Nenhum
Gato de HP: Nenhum
Bônus: +20% de Velocidade e +20% Agilidade, também não perderá bonificações destes atributos quando estiver com movimentação limitada por algo que não seja lesão, congelamento ou magia.

Recompensa: 1000xp e Dracmas + Habilidade
Template made by Kyra




Prorrogado até dia 12 de outubro!


Última edição por Harren Oldenburg em Seg Out 01, 2018 7:34 pm, editado 1 vez(es)
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Harren Oldenburg
Centurião da IV Coorte
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Evelyn Camahan em Sab Set 08, 2018 10:23 pm


Eu sou Thanos
"Tudo o que eu toco vira tempero de miojo"
Fazia já algum tempo que estava ociosa, especificamente um ano que dediquei ao sacerdócio no Olimpo com Héstia, que não era uma tarefa lá muito esportiva. A última coisa que uma semideusa poderia se dar ao luxo era o sedentarismo, e apesar de não curtir muito treinos pesados, era justamente do que eu precisava para voltar ao tranco e entrar em forma. Havia ouvido do tal treino que aconteceria no acampamento Júpiter no dia anterior, de alguns campistas que conversavam alto no refeitório, e havia me preparado devidamente após uma boa noite de sono, um café da manhã saudável e um almoço reforçado.

Usava um traje esportivo improvisado por mim, que consistia em um top preto normal, e uma calça de moletom leve cinza clara, que me dava bastante liberdade de movimento, e tinha altura certa para não me permitir tropeçar nela, além de não marcar muito o meu corpo, coisa que me deixava desconfortável na maioria dos trajes esportivos femininos. Um par de tênis pretos nos pés, e eu me sentia pronta para correr uma maratona, o que era ótimo, porque eu já estava chegando. A caminhada nunca era longa graças ao portal que ligava ambos os acampamentos. Eu me sentia confiante e relaxada, entretanto tudo mudou quando cheguei no local do treino, e tive a oportunidade de apreciar a arena quadrada de terreno irregular cheia de pedras e terra.

Os campistas dali eram em sua maioria Romanos, afinal aquele era o acampamento Júpiter, e não pude evitar vasculhar os rostos em busca de um Romano em especial. Tentei ao máximo disfarçar a minha decepção quando não o encontrei, percebendo então que a maior parte das figuras ali se tratavam de homens, não, gorilas gigantes e brutos em excelente forma física. Um nó no meu estômago me trazia a sensação de que, talvez, os campistas do dia anterior falassem realmente sério, sobre a natureza e dificuldade do treino que ocorreria ali. Uma figura alta de voz imponente surgiu no meio dos campistas, claramente o instrutor, e começou a esclarecer um pouco o que nos esperava, explicando regras e afins.

Meu nariz torceu com a palavra "dor" e um arrepio ruim percorreu a minha espinha, infelizmente meu orgulho não condizia com a minha forma física pequena e frágil, e dar meia volta estava fora de questão. Eu odiava dor, mas nesse caso preferia apanhar mesmo. Tentei me acalmar com a ideia de que estaria rindo disso na semana seguinte. Talvez mês. Entretanto não pude evitar temer um pouco. A sensação do ferro bruto e frio contra meus tornozelos, e o peso que ele proporcionava, só piorou a sensação de ansiedade. Escolhi um par de adagas de um arsenal que havia por ali, leves e versáteis, aquilo deveria me servir bem. E enfim começou.

Formas tremulizantes, humanoides formados por feixes de luz dourados surgiram por toda a arena, e eu tinha certeza que machucariam mais do que simples "luz". Quase que instantaneamente as figuras começaram a dançar entre os campistas, empunhando suas espadas com graça e agilidade em movimentos perfeitos que cortavam o ar, e em alguns casos outras coisas também. Um vulto brilhante a minha frente me fez erguer ambas as adagas viradas para baixo, cruzando-as de forma defensiva, a tempo de interceptar uma lâmina dourada entre elas. Pouco foi o tempo que tive de raciocínio, e a forma dourada voltou a me atacar, dessa vez esquivei alguns centímetros para a direita de forma desequilibrada, e o resultado foi a sensação da lâmina fria cortando a pele da minha cintura em um golpe que por pouco não me perfurou, mas pegou de raspão.

Cobri a região com a mão esquerda grunhindo de dor, e constatei que não havia nenhum ferimento lá. Mas que tipo de sádico pensaria nisso? Outro golpe do meu adversário visou meu pescoço, e com um passo para trás eu escapei da dor, e fui penalizada pelas correntes que já nem lembrava que estavam lá. Traiçoeiras, mas eu havia sido avisada. Cai bruscamente no chão, sentindo o espaço entre meus pés sendo ainda mais limitado e o peso sobre estes ainda maior. Desespero finalmente tomou conta do meu corpo, quando a espada reluzente desceu sobre mim, me fazendo questionar qual seria a dor de ser cortada ao meio sem morrer. Rolei para o lado em uma atitude desesperada me cobrindo de terra, e de alguma forma senti que puxei algo comigo, levantei a cabeça para visualizar a ironia mais perfeita. Ao rolar, a corrente entre meus pés havia se enroscado no tornozelo do espadachim, levando-o ao chão bem próximo a mim.

Acontece que a uma distância tão curta uma adaga era muito mais útil do que uma katana. Me lancei, admito com certa selvageria, sobre sua forma tremulizante, apunhalando-o com uma das adagas no peito repetidas vezes. Não pude evitar o grito de guerra que saiu junto, nada elegante para uma dama de Héstia. Que graça. O espadachim dourado explodiu em luz desaparecendo e aproveitei a deixa para me levantar o mais rápido que pude, limpando a terra da roupa desajeitadamente.

O próximo oponente viria a qualquer momento, então antes que me achasse eu poderia fazer a cortesia de ir até ele e ganhar o elemento surpresa. Tomei cuidado para me mover o mais rápido que pude pela arena, desviando de outros combates ao meu redor, claro que não foi nem um pouco rápido e quase caí várias vezes. Aquelas correntes me privavam do meu trunfo mais precioso desde que havia me descoberto como filha de Hermes, a minha agilidade, e agora eu era apenas uma figura fraca e lenta vagando pela arena. Vi minha oportunidade quando um rapaz bem grande girou uma enorme espada de duas mãos, arremessando alguns espadachins no ato, um de presente aos meus pés. Me agachei com fome passando minha lâmina pela sua garganta dourada, fazendo-o explodir. O campista romano me olhou um pouco bravo pelo KS, mas eu fiz a Kátia cega porque não tava fácil para ninguém.

"Desculpa, filha de hermes."

Ri sem graça me virando e fiz menção de me afastar, porém não dei nem um passo, graças as duas, DUAS, figuras douradas paradas a minha frente. Era o carma. E claro que atacaram juntos né, você não esperava que fizessem fila certo Evelyn? Me abaixei instintivamente desviando por pouco de uma das espadas e sentindo a outra atravessar meu ombro esquerdo, me fazendo gritar de dor. E me deixando bem brava. Movida pela força do ódio e da idiotice me lancei entre eles a curtos passos, para evitar tropeçar pela milionésima vez, aplicando um corte limpo em suas barrigas e torcendo para eles não me acertarem, ou se acertarem entre si, devido a curta distância de ambos. Não tive tempo de me virar e contemplar o resultado exato, mas funcionou uma vez que ambas as formas explodiram virando paçoca com tempero de miojo.

Ri da cena meio sem fôlego, já me preparando para o próximo ataque que poderia vir de qualquer direção. Felizmente meu corpo havia se acostumado ao ritmo frenético, e a adrenalina me ajudava a ignorar a dor presente. Faltavam mais dois, e eu finalmente havia entendido o que eu deveria fazer fazer. O segredo não era lutar contra a limitação ou ignora-la, e sim descobrir como usa-la da melhor forma. Afinal de contas eu não precisava estar correndo de um lado para o outro para necessariamente atacar e desviar. Não se eu calculasse bem os meus movimentos e aplicasse com destreza. Fui alvejada por mais um autômato, que correu em minha direção assim que me avistou, visando perfurar meu abdômen. Infelizmente para ele eu não estava disposta a sentir isso, e com um pequeno passo para o lado na hora certa, a forma brilhante passou por mim como um raio, deixando sua nuca exposta para mim. Finquei a adaga na região sem pensar duas vezes, observando-o se desfazer no ar.

Aquele joguinho sádico até tinha a sua graça, e agora que eu estava aprendendo a dançar meu corpo se movia de forma mais assertiva, usando as correntes não como limitações, mas como uma extensão dos meus pés que apontava o ponto certo de equilíbrio e movimentação. O último dos meus adversários se aproximou por trás, me surpreendendo com um pequeno corte na bochecha e cortando meus cinco segundos de auto admiração. Me lancei por inteiro para frente, com ambos os tornozelos juntos, rolando como sabia na terra para ganhar distância. E me virei de joelhos, arremessando uma adaga que acertou o meio do seu peito, fazendo-o desaparecer. De repente o silêncio tomou conta do lugar. Olhei em volta para descobrir que havia sido a última a terminar, o que era um sinal do meu péssimo desempenho. Entretanto eu havia terminado, ao menos minha honra estava salva. Tentei ficar de pé, sentindo os joelhos falharem e cederem dessa vez. Eu já havia sentido aquilo antes. Minha pele brilhava coberta pelo suor, e meu peito ainda subia e descia descompassado.

Fiz mais um esforço para ficar de pé, com êxito desta vez, e caminhei até o instrutor para poder ser liberada e ir para casa. Eu dormiria por uma semana após aquilo, e não esperava conseguir levantar nos próximos três dias. Mas estava orgulhosa, mesmo sabendo que não havia sido o melhor desempenho.




Evelyn Camahan
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Zara Cooper em Qui Out 11, 2018 5:17 am




DAMN SWORDDMEN



Zara se acostumava cada vez mais com o Acampamento Júpiter. Tantos eventos acontecendo no lado dos romanos que faziam algumas semanas que a semideusa estava afastada do Acampamento Meio-Sangue. Uma experiência interessante, Zara estava conhecendo e convivendo com pessoas diferentes e regras novas, mais rígidas e metódicas que as gregas, porém um tanto curiosas.
     Aquela tarde a semideusa se sentia animada para participar do treino de resistência que havia sido anunciado no jantar da noite passada. Testar seus limites soava como uma tarefa desafiadora e ela, deveras, carecia daquela experiência. Ademais com o cenário atual decorrente dos ataques ao acampamento, seria um treino proveitoso.
     Depois de ter visitado a lanchonete próxima à Via Principalis e comprado um suco desintoxicante, a menina seguiu até próximo à floresta do acampamento, onde alguns filhos de Vulcano haviam construído a arena que aconteceria o treinamento. A semideusa calçava seu par tênis brancos, parceria entre as marcas Puma e Stampd, crop top, legging e uma jaqueta de zíper, ambas pretas. Um visual sporty-chic e bastante confortável.
     Ao chegar em frente à construção, Zara ficou boquiaberta. A semideusa havia imaginado uma estrutura com estilo greco-romano e não futurístico. Possuía uma forma curvada e fachada toda revestida com quadrados espelhados. Mesmo ao entardecer, era incrível vislumbrar os reflexos do acampamento, do céu e da floresta estampados ali.
     — Uau! Isso sempre esteve aqui? — perguntou Zara à um semideus romano parado ao seu lado, o garoto estava usando elmo, cotas de malha e grevas polidas. Por baixo, vestia a camiseta roxa do acampamento e calça jeans. Ao examinar sua vestimenta, a menina tentou recordar se havia sido avisado algo sobre algum tipo de traje obrigatório, mas, graças a Zeus, tal regra não veio à sua memória.
     — Não — respondeu ele, estava igualmente atônito. — Os legionários são treinados para construir. Se fosse preciso, poderíamos desmontar o acampamento inteiro e reconstruí-lo em outro lugar. Levaria três ou quatro dias, mas poderíamos fazer isso.
     Assim que terminou de falar, os dois adentraram o local. O interior era tão fascinante quanto o exterior, repleto de tecnologia avançada, drones voando por todos os lados e hologramas multicoloridos iluminando todo o ambiente. Logo na entrada, uma menina vestida com traje social e cabelo preso em um coque como o de uma aeromoça atendeu a filha de Zeus. Ao lado, um garoto vestido da mesma maneira recebeu o outro semideus.
     — Olá, querida! Bem-vinda ao Limitless! Por aqui, por favor — disse a recepcionista. Em seguida guiou Zara até um círculo fininho e vermelho desenhado no chão. — Só um minuto — pediu, cutucando um pequeno controle em sua mão. — Treinamento? — perguntou antes de acionar um dos botões, olhando a semideusa por cima de seus óculos.
     — Sim — respondeu Zara.
     Então um drone branco pairou acima da cabeça da menina e lançou sobre ela uma luz esverdeada. Zara se assustou, mas manteve-se parada. Agia com normalidade, como se tudo aquilo fosse natural. De repente a luz ficou vermelha, então a mulher pediu que a semideusa mostrasse tudo o que carregava consigo. Zara retirou de seu bolso uma chave e o pingente que dava vida à Devoradora, sua espada.
     — Ótimo, quando terminar lhe entregaremos essa chave — avisou, confiscando o objeto. — Coloque isso no pescoço — pediu ao entregar um crachá numerado à menina. — Agora entre!
     Antes de cruzar o arco de metal à sua frente, Zara entreviu que a luz sobre o semideus ao seu lado estava azulada. O garoto de terno à sua frente falou em seguida que ele não estava apto para participar do treinamento. Ela não conseguiu escutar quais foram os motivos da proibição. Mas ficara cismada com a situação. Talvez ele tivesse sido vetado por conta de problemas físicos e, mágica ou tecnologicamente, aquele feixe de luz tinha capacidade de detectar tais adversidades.
     Ao atravessar o arco, um garoto que parecia ter a idade de Zara, vestido com o mesmo traje formal dos recepcionistas, a recebeu com um sorriso simpático.
     — Olá! Crachá amarelo, número seis, aguarde aqui em baixo, querida, fique à vontade!
     Zara percebeu que no canto direito da sala havia uma escada metalizada que levava ao primeiro andar. Conseguiu ler em um adesivo colado no primeiro degrau a palavra “Espectadores”. Então voltou a olhar para frente; havia um sofá preto semicircular disposto no centro da sala e um vidro dividindo-a da verdadeira arena, onde o treino de fato acontecia. O sofá estava lotado de outros campistas, todos ansiosos — assim como a filha de Zeus — para participar de Limitless.
     A menina caminhou até um vão entre duas participantes e se sentou, haviam petiscos sobre a mesa de centro, o cheiro era convidativo, mas Zara preferiu não comê-los.
     — Número seis, bem-vinda ao clube — disse um garoto loiro sentado no braço do sofá.
     — O que significa?
     — Nada, só que entraremos juntos na arena — respondeu. Seu crachá tinha a mesma cor e número que o de Zara.
     — Ah, sim — replicou a semideusa, devolvendo um sorriso simpático ao rapaz.
     Zara conseguiu visualizar um grupo de cinco ou seis pessoas dentro da arena, todas estavam presas nos tornozelos por uma corrente. A garota ficou ouriçada com o ritmo do treinamento; espadachins holográficos verdes surgindo do alto por todos os lados, campistas lutando com afinco, outros afundando no chão com auxílio de um elevador subterrâneo após serem derrotados e caírem ajoelhados. Um verdadeiro pandemônio bélico e tecnológico.
     Passaram-se alguns minutos e — depois que desapareceram todos os autômatos —, os meio-sangues que resistiram ao treinamento saíram pela lateral da arena, onde deveria ter uma porta de saída. O ambiente escureceu completamente e em poucos segundos clareou outra vez. Tudo lá dentro estava organizado, não haviam correntes soltas pelo chão, nem fragmentos que denunciava a ocorrência de um treino recém realizado.
     Uma luz vermelha preencheu o local e uma voz feminina ecoou pela sala de espera:
     — Grupo de número seis, entrem e posicionem-se dentro dos círculos verdes. — Houve uma pequena pausa enquanto os participantes seguiam as instruções da voz misteriosa. Drones flutuantes projetavam círculos no chão espalhados pela arena. — Boa sorte, queridos!
     Assim que terminou de falar, a porta de vidro atrás dos semideuses se fechou. Zara estudou rapidamente o local, percebeu que acima de onde ficavam os participantes, havia outra sala similar, mas com pessoas interessadas apenas em assistir o treinamento. A sala dos espectadores.
     Nela, algo em especial chamou a atenção da filha de Zeus, assim que passou os olhos pela sala, entreviu um amigo antigo, Kevin. Zara ficou contente em reconhecê-lo, quis cumprimentá-lo, mas ao se virar novamente, não o encontrou.
     Antes que pudesse ponderar sobre o que poderia ter acontecido, dois círculos pequenos foram abertos no chão atrás da menina.
     — Atenção, alinhem seus pés na marcação — pediu a voz misteriosa.
     Zara olhou para baixo e percebeu que os contornos de seus pés estavam desenhados no chão, então os posicionou ali, com os calcanhares bem próximos aos buracos recém-abertos. Ouviu-se um barulho estranho e desses buracos surgiram duas espécies de mão mecânica segurando algemas grossas de metal presas a correntes. As mãos se moveram e prenderam as algemas nos tornozelos dos semideuses. Em seguida, se esconderam e os buracos se fecharam, sobrando apenas um pequeno furo para passar as correntes.
     Ouviu-se três breves sinais sonoros e um último mais prolongado. Zara ajeitou sua postura e deu vida a Devoradora. Assim que o alarme parou, mais uma dúzia de drones entraram na sala flutuando e criando através de raios de luz os espadachins inimigos. A semideusa não tinha certeza se eram compostos somente por luz, mas com toda a tecnologia envolta naquela arena, provavelmente possuíam algum tipo de solidez.
     O primeiro surgiu atrás da menina, Zara se virou rapidamente, o espadachim segurava uma catana e, com ela, golpeou o pescoço da semideusa. Zara se abaixou agilmente e lhe cortou na altura do quadril. Eliminando-o em uma explosão de luz consistente. Sim, os autômatos não eram constituídos apenas por luz, algum tipo de tecnologia ou magia solidificava-os. A menina sentiu o impacto ao tocar sua lâmina naquele corpo luminoso.
     Os drones voavam em direções aleatórias, Zara cogitou que pudesse saber exatamente onde surgiria um novo autômato guiando-se por eles, mas era eventual seu aparecimento, podia ser a qualquer momento, em qualquer direção.
     Manter-se em uma única posição era uma tarefa muito complicada, mas Zara fez o possível para não se mover com tanta brutalidade, já que teria sua situação piorada.
     O segundo inimigo surgiu bem à sua frente, a atacou mirando a ponta de sua espada no peito da semideusa. Então, com o dorso de Devoradora, a parte não cortante da lâmina, afastou a espada do espadachim e aproveitou a abertura de guarda do mesmo para lhe deferir um golpe violento em seu peito.
     O terceiro surgiu — novamente — atrás da menina, Zara não teve tempo suficiente para se virar e acabou sendo ferida na costela. Não houve corte, mas um impacto doloroso que a fez gemer. Na segunda tentativa, ela percebeu que o espadachim corria para sua frente, então aproveitou o momento, girou sua espada no ar e acertou com a parte cortante da lâmina uma linha vertical da ponta de sua cabeça até seu pênis, se é que existia um ali.
     Quando o quarto apareceu ao seu lado, Zara vacilou, o frenesi do momento fez com que a menina esquecesse as correntes presas aos seus tornozelos. Ela quis avançar até o espadachim que, ironicamente, surgiu a mais ou menos três metros de distância dela. Então ouviu-se o som de engrenagens e as correntes foram puxadas para baixo, limitando ainda mais os movimentos da menina. Além disso, as algemas em seus tornozelos ficaram mais pesadas, piorando em demasia sua situação.
     Zara alinhou seus pés enquanto o inimigo se aproximava brandindo sua espada no alto. Assim que chegou perto da semideusa, os dois lutaram. Aquele parecia mais habilidoso e defensivo que os anteriores, Zara precisava pensar rapidamente em uma estratégia para destruí-lo. Então, atrás dela, outro inimigo apareceu.
     — Porra! — gritou a menina, surpresa.
     O quinto espadachim correu com intenção de apunhalá-la por trás, Zara então girou a espada do inimigo que combatia, a afastando momentaneamente para o lado e deu um pequeno passo para trás, pequeno pois não queria violar outra vez o limite das correntes. Então deixou que os autômatos se posicionassem à sua frente, onde poderia visualizá-los com maior clareza.
     Os dois espadachins avançaram juntos com certa rapidez, Zara levantou sua espada até a altura do peito e gritou, voraz, enquanto se esquivava e lançava sua espada contra a dos inimigos habilidosamente. Após alguns segundos nesse ritmo, um dos espadachins desapareceu e surgiu atrás da menina, Zara entreviu de relance uma luz se aproximar de seu rosto. Então se abaixou e projetou Devoradora na direção dos joelhos do inimigo, causando mais uma explosão luminosa.
     A filha de Zeus estava ofegante. Seu peito, onde fora atingido, doía. Seus tornozelos latejavam. Ela pensou que se parasse ali, talvez tivesse aproveitado suficientemente o treinamento. Mas sua persistência não permitiu que ela desistisse, além do mais, poderia aguentar mais um pouco, mesmo com todas as circunstâncias; a falta de movimentação, a isenção do uso de seus poderes e as dores.
     No instante em que Zara abaixou e eliminou o autômato, o outro se beneficiou daquela posição e a atingiu no ombro esquerdo antes que ela levantasse. Zara gemeu e tentou girar sua espada para atingir as pernas do espadachim, mas não teve sucesso. O inimigo pulou e desviou do seu golpe. O erro fez a semideusa se desiquilibrar. Ao invés de cair no chão, tentou movimentar seus pés na intenção de sustentar seu corpo e acabou os afastando mais que o permitido.
     — Merda! — vociferou ao desrespeitar o limite das correntes outra vez.
     Uma fumaça surgiu de debaixo de seus pés e subiu na direção de seu rosto, não tinha odor, nem era tóxica, mas atrapalhou sua visão. Zara forçou enxergar o autômato que avançou pronto para golpeá-la novamente, se pôs de pé e batalhou com ele até encontrar a oportunidade de desarmá-lo e cortar seu pescoço. Além do peito, seu ombro também doía e a algema ficara mais apertada, tanto que sentiu seus pés começarem a adormecer, como se não estivessem recebendo a quantidade adequada de sangue. A semideusa estava fraca, não tinha ideia de quantos autômatos ainda surgiriam. Precisava se concentrar em encontrar maneiras de se beneficiar das más circunstâncias e em se manter de pé.
     Os espectadores estavam tensos, assim como os outros participantes que aguardavam sua vez. Na arena, alguns semideuses não haviam resistido e, os que ainda estavam presentes, suavam e batalhavam com afinco.
     O sexto autômato então surgiu, mais veloz que os demais e não segurava uma espada, tinha duas adagas, uma em cada mão. Ele corria rente a parede, quando Zara entendeu o que ele faria em seguida, já era tarde demais, as duas adagas voaram na direção da menina. A primeira, que veio na direção do seu rosto, ela conseguiu driblar sem dificuldade, mas a segunda passou rente à sua barriga. A semideusa, para desviar dela, deu um passo longo para o lado, novamente fora traída por sua intuição e as algemas presas a ela soltaram uma descarga elétrica que, mesmo sendo filha de Zeus, deixou a menina atordoada.
     Zara gritou com a dor e sentiu vertigem. Antes que caísse ajoelhada, fechou os olhos e concentrou toda sua força nas pernas, alinhando-as com cautela.
     — Caso alguém queira abandonar o treino, largue sua arma e bata palma uma vez — alertou a voz misteriosa pela sala. Zara escutou o barulho de metal caindo no chão e os estalares de algumas palmas.
     Desistir não era uma opção para a semideusa. Apesar do seu estado, ela não abandonaria o treinamento. O calor do momento, o gosto pela batalha a atiçava vigorosamente.
     Então o autômato avançou, Zara se atentou e esperou que ele se aproximasse, concentrando-se também em manter suas pernas fixas naquela posição. A cada restrição, a semideusa sentia que sua concentração melhorava, começava a usar a limitação de seus passos a seu favor. Afinal, esse era o verdadeiro sentido do treinamento.
     Assim que ficou frente a frente com ela, uma espada surgiu na sua mão. Ele desviou do golpe da menina e passou ligeiro ao seu lado. Zara se virou agilmente e travou sua espada no ar antes de ser atingida na face. Então o autômato se afastou para não ter o peito furado e deferiu outro golpe. A semideusa inclinou o tronco para trás e a espada inimiga passou direto por cima de seu corpo. Então a filha de Zeus aproveitou a abertura nas pernas do espadachim e lhe dividiu ao meio, erguendo Devoradora até o alto de sua cabeça.
     Tudo acontecia com muita rapidez, Zara não tinha tempo suficiente para analisar seu arredor com atenção, mas percebeu que, naquele momento, havia um cronometro brilhando na parede do canto direito e, ao olhá-lo, percebeu que estava marcando quinze segundos. Então outro autômato surgiu e atacou, Zara estava mais segura, usando sua espada com mais competência e concentrada em não esquecer de seus tornozelos, mas o combo de dores que sentia começava a incomodar exageradamente.
       Então os bips voltaram a soar, mas não foram três como no início, Zara tentou acompanhá-los e estava contando o nono quando enfiou sua espada na cabeça do inimigo. O último bip e mais demorado tocou e as luzes da arena ficaram mais claras. Todos os autômatos restantes sumiram. As tornozeleiras desprenderam-se dos semideuses resistentes. Na plateia, nos dois quadrantes, futuros participantes e espectadores emitiram uma vibrante salva de palmas.
     Zara transformou Devoradora em pingente e ajeitou o coque no cabelo. Sua garganta estava seca, necessitava urgentemente de água. Seus tornozelos estavam marcados, certamente a região ficaria roxa mais tarde. Ela estava cansada e dolorida, mas amara o treinamento. Cruel, porém bastante prático e produtivo.
     Antes de sair da arena pela porta aberta na lateral, Zara olhou novamente para os espectadores na esperança de encontrar mais uma vez a silhueta de Kevin. Ficou feliz por tê-lo encontrado, mas estranhou o sumiço do rapaz, esperava esbarrar com ele do lado de fora. Afinal, sentia saudades do filho de Apolo.

Apêndice:
Arsenal:
Devoradora [Uma espada de ouro imperial pertencente a épocas passadas da legião, possuído pedras preciosas cravadas no cabo – maioria tratando-se de rubis e safiras –, sendo que o local onde fica o punho possui um revestimento de couro esbranquiçado que se encontra em um estado perfeito de conservação, se encaixando perfeitamente no punho de qualquer semideus disposto a empunhar a arma. | Efeito 1: A lâmina possuí um brilho incomum e diversas vezes recrutas da legião encarregados do arsenal alertaram sobre a mesma, falando terem visto um par de olhos na espada. A mesma emite um brilho avermelhado até mesmo no escuro, com intensidade do brilho variando de acordo com aquele que porta a arma. | Efeito 2: Tal espada pode tomar a forma de um pequeno pingente vermelho sangue, porém nem sempre a espada vai gosta de ser transformada em pingente ou vice-versa. | Ouro Imperial e pedras preciosas. | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Poderes e Habilidades:
AFRODITE

Passivo

Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

ZEUS

Passivos

Nome do poder: Ouro Imperial
Descrição: O ouro imperial é o material perfeito para Zeus/Júpiter, o olimpo é feito de ouro, suas armas são feitas de ouro, e se duvidarmos, Zeus/Júpiter reluz em ouro. Com isso, os filhos de Zeus/Júpiter ganham um bônus de batalha ao lutarem com armas feitas de ouro imperial, pois tem facilidade em lidar com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de ouro imperial ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Zeus/Júpiter são excelentes esgrimistas, e eles aprendem a manejar uma espada com uma tremenda facilidade. Mesmo sem nunca ter pego essa arma, conseguira usa-la para estocar e se defender, mas nesse nível ainda comete erros, e dificilmente acerta pontos críticos em seu adversário, também pode acabar sendo desarmado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.





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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Lim YeongMi em Qui Out 11, 2018 9:33 pm


Treino

Lim YeongMi não era exatamente uma adolescente inteligente, se você perguntasse. Suas escolhas sempre foram bastante estúpidas e baseadas numa força de vontade que encontrava o arrependimento nos primeiros obstáculos. E agora ela estava ali: com uma corrente presa nas duas pernas, restringindo a própria movimentação de uma forma absurdamente estúpida. Lim definitivamente não estava feliz.

Tudo havia iniciado quando Pipper havia informado que um treino aconteceria no Acampamento Júpiter naquela mesma tarde, indicando com um sorriso meigo que qualquer um poderia ir através de portais abertos no chalé de Hécate – um local bastante desagradável, por sinal –. E infelizmente YeongMi havia achado a ideia empolgante até então, focada no fato de que estava tentando melhorar seu desempenho físico, que era péssimo. Primeiro havia frequentado as aulas de uma tal de Max. E ir para outros treinamentos parecia o certo a ser feito. Já que ela era obviamente desengonçada e sua máxima reação de defesa consistia em basicamente se encolher e gritar.

Claro, se ela soubesse que seria tão difícil, ela não teria ido, para começo de conversa.

Lim sabia que as coisas começaram a desandar exatamente quando o instrutor parecia... um pouco divertido demais. E ela conhecia aquele sorriso adornado de determinadas doses de perversidade. E ela poderia jurar – caso alguém a questionasse – que viu a maldade nos olhos do romano. Mas Lim reconhecia que a culpa era inteiramente sua por estar ali, naquela situação – refletiu, enquanto tentava desviar da investida de um dos monstros metálicos –. O instrutor foi bastante claro ao afirmar que iriam sofrer, nem que fosse um pouquinho. Definitivamente YeongMi era bastante burra.

Primeiro haviam entrado em arenas ‘especiais’, onde o cenário era peculiar – ao menos foi isso que ela ouviu antes de entrar –, tendo a percepção que estavam corretos ao contemplar o cenário do bairro coreano tradicional onde havia crescido, com as casas antigas e famílias ricas que tanto detestava. Claro, sua movimentação estava restrita – na forma de uma corrente de 50 cm entre ambas as pernas, que tinha a incrível propriedade de acabar ainda mais com ela – e Lim não estava muito certa de que era capaz de lidar com a situação. Veja bem, seu corpo não era exatamente o que pode se chamar de equilibrado e controlado. Ela se esforçava, claro. Mas andar daquela forma, determinando a distância entre os passos era péssimo. Lutar com aquilo deveria ser uma tortura. E olha que naquele momento não havia nenhum monstro ainda.

E as coisas começaram a piorar gradativamente, primeiro que surgiu um autômato de um cachorro – ou lobo, como era uma máquina YeongMi não sabia identificar muito bem e também não importava, pois o bicho tinha olhos vermelhos e uma cara muito desagradável, talvez por conta dos dentes de metal –. O primeiro instinto dela foi obviamente o de correr. Mas, deu ruim de uma forma que estava previsto e ela havia sido alertada. Assim que ela tentou dar o passo normal, ela simplesmente caiu e sentiu os próprios tornozelos ficarem mais pesados, como se ela houvesse colocado pesos de academia. Se antes já estava ruim, agora ela estava completamente ferrada. E um coro de xingamentos bastante pesados soava na mente da semideusa, que se levantou no mais puro desespero – e mais lenta, por agora ter uma distância ainda menor na corrente –, decidindo correr aos pulos. O que era, novamente, burrice.

A criatura a alcançou no tempo de segundos, saltando sobre ela e deixando um rugido metálico preencher o ar. YeongMi sequer havia retirado a espada da bainha e não podia mover as pernas para chutar a criatura de metal – maldita restrição –, lhe restando a opção de se debater mais do que magikarps. O que não surtia muitos efeitos, principalmente pelo monstro ser completamente de metal e aquilo só serviu para machucá-la ainda mais. Mas na calor do momento eram apenas pequenos detalhes e ardências. YeongMi conseguiu acertar o autômato por pura sorte, lhe dando tempo para rolar para o lado e ficar de pé, ainda que quase se desequilibrasse novamente. Durante a ‘luta’, ela havia puxado as correntes, mesmo sem intenção e o peso havia aumentado novamente.

Se a confiança de Lim já estava baixa, agora havia reduzido a zero. Mas ela não iria desistir. Maldita criação que havia a ensinado a nunca abaixar a cabeça ou desistir. De qualquer modo, ela havia conseguido desembainhar a espada – não que ela fosse exatamente habilidosa – e isso contou positivamente para que ela se sentisse melhor consigo mesma. Mas vale lembrar que ela nunca havia se envolvido em muitas batalhas, reais, eram apenas duas até então. O autômato se aproximou e ela o golpeou de forma bastante patética, não surtindo qualquer efeito naquele monstro de metal.

Infelizmente, Lim estava bastante ferrada. Já que seis autômatos foram liberados naquele momento. Eles emulavam a figura humana e portavam espadas. Ela não percebeu a princípio, focada na movimentação que deveria fazer e no autômato canino. O fato é quem Lim tinha dificuldades de se concentrar em uma luta e esquecia o que deveria fazer, como não abrir as pernas ou o peso que estava em cada uma. Bem, o fato é que Lim estava sentindo a dor brotar por todo o corpo antes mesmo dos demais autômatos se aproximarem. E quando eles o fizeram não foi algo muito agradável de se observar, além do constante coro de palavrões bradados pela semideusa.

Ela tentou afastá-los ao girar a espada de um lado a outro, mas eram muitos e cada vez que eles encostavam nela com aquelas espadas a dor parecia insana demais para ser suportada em silêncio. Mas Lim conseguiu desfazer alguns deles em golpes de pura sorte, resistindo mais do que achava que seria possível. Seus pés estavam bem fixos ao chão e toda vez que movia-se, ela os arrastava, não dando oportunidade para ser jogada no chão. Talvez fosse isso que a fizesse durar tanto tempo. Mas usar os pesos ao seu favor a assumir a postura correta para utilizar a arma não a fizeram ter mais vantagem, apenas a fizeram resistir por mais tempo. YeongMi não se orgulharia dos resultados daquele treinamento, mas em algum ponto de seu cérebro ela reconhecia a necessidade do mesmo.

Refletia, após se recuperar do desmaio proporcionado pela quantidade de dor sentida.


Poderes Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: A prole da Noite tem certa facilidade em criar e desenvolver poções, mesmo que nesse nível não seja capaz de realizar novos projetos, terá facilidade em preparar poções já existentes, sendo para ela algo totalmente natural.
Gasto de Mp:Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Nyx/Nox são 10% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos da noite ganham um bônus de +5% de dano.

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Cajados I
Descrição: Por serem feitiços experientes, e magia correr no sangue do filho de Nyx/Nox com uma força imprescindível, acabam se tornando bons em magia, e o cajado em suas armas pode ser uma arma perfeita. Além de contribuírem com a Furicoção de seus feitiços, também podem ser usados como arma, e ao empunha-la, o filho de Nyx/Nox se sente ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +35% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar o cajado para executar o feitiço pode reduzir o gasto da MP pela metade. Exemplo, se executar um feitiço que gasta 10 MP, e usar o cajado para fazê-lo, então o gasto será apenas de 5 MP.
Dano: +5% de dano se forem atingidos por feitiços do cajado do semideus, ou pela arma (se usada dessa maneira).

Nível 5
Nome do poder: Proteção
Descrição: Nyx/Nox é uma mãe zelosa quando se trata dos filhos, e concede a eles uma proteção invejável. Seus corpos tem um escudo e resistência natural, que impede criaturas, e espíritos malignos, bem como demônios, de tomarem seu corpo e sua mente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox de maneira baixa, será expulso, e terá uma parte da alma machucada.
Dano: 10% de dano na barra de HP (retirado do total), da criatura que tentar violar o corpo do filho de Nyx/Nox.

Nível 6
Nome do poder: Aliado da Noite
Descrição: Quando lutam durante a noite os filhos de Nyx/Nox ganham uma força extra de campo, que permite que suas habilidades sejam aprimoradas de uma maneira surpreendente. Os atributos de força, agilidade, esquiva, e velocidade, são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de força, velocidade, agilidade, e esquiva.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Pericia com Laminas I
Descrição: Há boatos de Nyx/Nox era uma ótima dominadora de laminas. Seus filhos não ficam para trás, sabem manusear qualquer lamina de forma surpreendente. Nesse nível aprendem a manusear facas, adagas e espadas curtas de uma forma que causa inveja em outros semideuses, são mais assertivos e furtivos, rápidos e dominadores, podendo acertar seu manejo de uma forma impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +20% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.

Nível 9
Nome do poder: Bom Magico II
Descrição: Você está se tornando um mago experiente, aprendendo e se desenvolvendo de forma perfeita, sua magia vem se tornando mais forte, e você cada vez mais inteligente, perspicaz, e bom em compreender os feitiços. Com isso, sua habilidade também ficou mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +10% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 10
Nome do poder: Cura Noturna II
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. O processo de cura acelerou, e agora as feridas pequenas fecham em questão de segundas, enquanto as maiores ainda têm um processo de regeneração lenta, e uma parte maior de sua energia retorna ao corpo. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum
Arma:
• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
obs:
A personagem está sendo construída como alguém que tem MUITA dificuldade com combates e atividades físicas em geral, além de ser nível 10, então se possível levar isso em consideração :D

+ tag -
+ notes Treino.
BY MITZI




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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Qui Out 11, 2018 10:26 pm

preguiça prum titulo
O brilho de fim de tarde compenetrava as folhas das altas árvores, cegando os olhos cansados de Oliver. A aparência já era padrão: uma face de quem não dormia há dias, assim como um penteado de quem não se preocupou em passar o pente por alguns segundos, a fisionomia esguia e alta sobrevestida por vestimentas escuras; um par de coturno, calça jeans e uma camiseta. O olhar aborrecido, mesclado a uma sensação de tédio constante. Revirava os globos a todo o momento, sempre que podia, para demonstrar o quão odiava ter de esperar. Desde que entendia-se por gente, quando tinha algo a se fazer, faria logo em seguida, até para se livrar do encargo e não ter de aturar dores de cabeça mais tarde.

Ao mesmo tempo em que ostentava o cigarro na destra, este a pingar as cinzas no solo, a memória trabalhava em recapitular o episódio de hoje. Mais cedo naquele mesmo dia, informou-se a respeito daquilo que se via. Um boato correu por boca em boca em todos os cantos do domínio do Acampamento Meio-Sangue, até deparar-se com os ouvidos do rapaz, o qual logo tratou de focar atenção. No final de tudo, indicava que haveria um treino, de certo modo, diferenciado nos arredores do Acampamento Júpiter, lar dos semideuses do panteão romano. Esse, por sua vez, instruído pelo líder da quarta coorte, Harren Oldenburg. Todavia, nada mais que os dados descritos, sem nem um sinal sequer do que praticariam no treino em questão.

Equipado, porém, com uma postura imóvel, observava a arena. Pelo o que veio a ser dito mais tarde através das falas do instrutor, o centurião, o cenário foi criado propositalmente para ocasião com o auxílio das hábeis mãos de proles de Vulcano, a versão romana do deus Hefesto. Portanto, deveria ser desmontado desfeito no mais tardar, ao término do evento. Quando deu conta de si, uma restrição em seus movimentos: ambos os tornozelos jaziam atados por uma liga metálica um pouco mais pesada do que uma comum. O filho de Hades analisou rapidamente a situação desfavorável em que se encontrava; ser ágil, como majestoso, tornou-se uma opção inviável. Pelo cérebro masculino, corriam somente dois devaneios: aquele objeto não devia ser normal, já que pesava feito chumbo, e porque razão usar aquilo.

Como de costume, um homem silencioso, expelia um som sequer, exceto o do ato de respirar. No entanto, precisaria ser dono de uma audição extremamente sensível para perceber este ruído. Por sua vez, estar em paz com ele mesmo, permitia-o escutar o ambiente com perfeição, desde as conversas próximas ao assovio de um pássaro em algum galho. Levou o cigarro à boca, que já estava por ser completamente consumido pelas chamas e era o último de seu maço, e o tragueou. Soprando a fumaça por uma singela cavidade no meio dos beiços, enxergou a direção que os olhares alheios tomavam. Num ponto específico da arena, onde pudesse ser o centro da atenção de todos os presentes, Harren deu por início ao seu monólogo.

Levados ao limite. Manteve as palavras presas à mente. Foi o que ele disse. Não se deu mais ao luxo de interromper, mesmo que de fato não o fizesse, pois falava-se mentalmente. Bastou um piscar de olhos para a expressão normalmente neutra de Oliver ganhar aspecto mais sério, quase irritado. Ao unir as sobrancelhas e estreitar as pálpebras, deixou claro a qualquer um que o observasse que a porra ficou séria, ainda mais quando houve o surgimento repentino de figuras bípedes, que portam espadas e locomovem-se por vontade própria. Autômatos, ser que opera de maneira automática por um motivo em especial; neste caso, enfrentar os semideuses que sujeitaram-se a passar por isso.

Enquanto estalava a língua no céu da boca, encaminhou a mão à empunhadura da espada. Controlando o compasso da respiração um tanto quanto ansiosa, o instinto instantaneamente apontou alguém vindo por trás. Acompanhado de um giro e assumindo uma postura para amparar, avistou a criatura erguendo sua espada. A sorte o salvou naquele momento, assim como em outros e provavelmente era a causa que o levava a ainda estar vivo. O impacto de lâmina a lâmina o obrigou a firmar melhor as pernas, havia subestimado o potencial de combate e a força nos músculos mecânicos dos robôs. O seco trancou no meio do caminho do esôfago, ao mesmo tempo em que aquele tentava empurrar uma espada contra a outra na tentativa de dar por fim à defesa.

Oliver viu-se tendo de tomar uma atitude o mais breve possível, e assim o fez. Um raciocínio básico de luta: achar que o outro havia ganhado a vantagem para, então, contra-atacar. A encarar a figura sem emoções, deixava claro o que sentia por ele, nada além do mais profundo ódio. Mordiscando o canto da boca, em um rápido ato, recolheu a espada e deixou que o atacasse vertical ocorresse. Antes que pudesse ser findado, recolheu o próprio físico para a esquiva, dando alguns passos para o lado, seguido por um giro, para sair do alcance. Mas, o que não esperava era a consequência da distância entre seus pés. Havia quebrado a única regra do treinamento e foi penalizado com a diminuição considerável do comprimento da corrente, além do aumento do peso.

— Porra! — Cuspiu o xingamento mediante as circunstâncias tão alto que Nova Roma poderia ouvir. O equilíbrio quebrou-se no segundo em que a consequência deu as caras, quase o lançando ao chão. Sobre os joelhos, o oxigênio foi embora por meio dum suspiro. Cabisbaixo, os fios capilares da franja caiam de fronte aos globos azulados, à medida que buscava por uma resposta do que fazer. Nada poderia fazer se não aceitar a realidade que escolheu ver-se e tentar aliar-se com a mesma. Ingênuo, pensava que o outro aguardava-o. Ao erguer a face, assistiu de perto o beijo da morte aproximar-se. Teve tempo de reação o bastante para esquivar à tentativa de estocada no peito, mas que rendeu-o um corte na lateral da costela esquerda.

O rapaz reinstituiu as energias para rolar e sair da área do outro golpe. Ao se encontrar na chance de agir devidamente, a lâmina deslizou pelo tornozelo da criatura robótica. Como imaginou, por não portar terminais nervosos, nem tendão, de nada adiantaria imobilizá-lo. Somente foi um ataque em vão. Contudo, enrijeceu o punho na hora de fincar a Espada do Carrasco atrás do joelho, onde dobra. Perfurar o metal foi quase impossível, mas o suficiente para deixá-lo de joelhos diante de Nordberg, que levantava-se com certa dificuldade. Programado para atingi-lo, independente do que fosse, lançou a ponta da espada em direção ao tronco dele novamente. Com uma pernada para a esquerda, sem restringir outra vez a limitação, Oliver retribuiu a investida. Diferente da investida do autômato, a do semideus provocou-o a dissolver-se em um brilho dourado.

— Menos um. — O comentário emergiu imediatamente, enquanto mirava o alvo a vir até si. Deu-se ao luxo de ofegar um pouco o fôlego cansado; a ausência de prática física provocava o cansaço mais ligeiro, mesmo com pouca ação, óbvio. — Falta um milhão. — Automaticamente fez referência um episódio de Power Rangers in Space que assistia na menoridade, quando passava na televisão pela manhã. No tal episódio, o ranger prateado – Zhane – estava cercado por inimigos. Quando eliminou um com o uso de seu Megazord, notou que tinha dezenas a mais para abater. No caso de Oliver foi puro exagero, já que precisava enfrentar mais cinco espadachins automatizados, o que não torna uma tarefa menos simples. Devido ao exílio, perdeu toda a experiência de luta; faz sentido dizer que estava “enferrujado”.

O ferimento na costela o levou a pôr canhota sobre na tentativa falha de abafar a ardência. A dor era sutil, porém, um incômodo. Só tinha uma coisa prendida à mente: que queria dar um ponto final à tortura de uma vez por todas. E, intrigante isto, porque não foi o único a pensar. Se os robôs fossem manipulados por uma pessoa como alguém controla o personagem de um jogo pelo o controle, compreenderia o fato de que, subitamente, viu-se rodeado de cinco de autômatos, a menos que eles desfrutassem o sabor de “carne nova no pedaço”.

A pele fina do beiço ínfero rompeu-se conforme os incisivos pressionavam, da mesma maneira que sentia-se pressionado pelo quinteto. A chance de sair vencedor era simplesmente baixíssima, talvez até nula. Por um instante, enquanto percebia milimetricamente o deslocar das engrenagens dos braços alheios para impulsionar uma ofensiva, cogitou em dar três tapas no próprio ombro; na luta livre, estapear-se neste mesmo número de vezes simbolizava-se desistência. A teimosia e a insanidade não concederam a permissão para fazer isso. Ao invés disso, viu o que poderia ser uma oportunidade.

Ao que tudo indicava, os autômatos possuíam um padrão na forma de atacar. Como um jogo antigo de árcade, só necessitava memoriza-los. O que o deu essa impressão foi a forma que se movimentavam. Todos, sem uma exceção, mantinham os pés fixos à superfície do chão, enquanto giravam no eixo a partir do abdômen para desferir um talho horizontal. Outro fator que apontava tal pensamento, especificamente aquele que o fazia deduzir o jeito que agrediriam, era a espada deitada no ar, rasgando-o de acordo com o avanço até Oliver. Como um efeito de câmera de lenta, a velocidade da realidade enxergada. A quem já tenha visto o filme O Procurado, entende muito bem a sensação que o filho de Hades saboreava. O coração estava disparado, estimulando a adrenalina, responsável por ter essa ilusão. O que pôde fazer foi abaixar-se. Não foi tão rápido como imaginava e a ponta dos metais encostaram-no a ponto de arrancar mais umas feridas nas laterais dos bíceps, ombros e antebraços dele. No entanto, a estratégia funcionou bem. Eles haviam se atacado e, em consequência, finalizado uns aos outros.


Adendos:
Arsenal:
• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]





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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Nyx St. Douglas em Sex Out 12, 2018 7:59 am



no matter what we breed, we still are made of greed. this is my kingdom come
tell me pretty lies, look me in the face, tell me that you love me, even if its fake, cause i don't fucking care at all

SWEET DREAMS ARE MADE OF THIS
B E
U S E
WHO AM I TO DISAGREE?
Ela tinha duas coisas em sua mente naquela hora: Não se mover e aguentar firme. O rosto se contorcia de dor, mas ela não se permitia cair. Nem mesmo o golpe mais forte a faria cair, não quando tinha chegado tão longe no treinamento. Embora sua determinação fosse fraca em comparação com as outras pessoas, ela conseguia se segurar em pé e aguentar o impacto dos autômatos restantes, que massacravam seu corpo sem misericórdia — parte porque eram máquinas, parte por não serem reais.

Mas para entender tudo que acontecia com Nyx naquele momento, vamos voltar um pouquinho no tempo.

A garota fora designada pelo centurião da sua coorte para participar do treinamento que outro centurião estava preparando, algo que envolvia levar o corpo até o limite que ele poderia ir. Desta forma, ali estava, juntamente com diversos outros semideuses, para aprender mais habilidades que pudessem favorecê-la em batalha. Após as explicações do homem, cada semideus se preparou para entrar na arena, colocando as tais correntes em seus pés e andando cautelosamente para que elas não ficassem mais curtas.

Nyx, não entendendo muito bem o porquê daquilo tudo, tentou dar passadas um pouco maiores. Porém, a corrente que estava em seus pés começou a encurtar, atrapalhando definitivamente seus movimentos e a fazendo cair de cara no chão. Agachou-se, confusa, e tocou no metal como se quisesse saber porque ele tinha encurtado daquele jeito. Porém, obviamente, não encontrou respostas com isso.

Chegando finalmente em uma posição confortável na arena, notou os arredores. A simulação em que estava parecia uma floresta, como as que a alcateia de lobos passava de vez em quando. Atenta, notou uma movimentação entre os arbustos e, ajeitando as luvas em suas mãos, preparou-se para a luta que enfrentaria. O oponente não demorou-se muito naquela brincadeira de esconde-esconde, logo aparecendo e começando a atacar a jovem, que desviava como podia, limitada pelos pés. Vendo-se obrigada a começar a bloquear os ataques, ativou a lâmina de suas luvas e a usou para isso, logo forçando uma abertura para cravar-lhe a arma, fazendo-o desaparecer.

Não teve muito tempo para continuar confusa, pois dois outros autômatos se aproximavam pela lateral de seu olhar — um pela esquerda, o outro pela direita. Pulando em direção a uma árvore, escorregou na areia e quase foi atingida por um golpe de espada na cabeça, que escapou por ter rolado para o lado. Mesmo assim, a dor foi grande porque não conseguiu escapar do outro, que cravou a arma em sua perna. Usando as correntes como escudo para o combo que viria, Nyx arrastou-se para a planta que queria chegar. Quando finalmente conseguiu levantar, foi pega de surpresa por um golpe em suas costas, porém manteve-se de pé e pulou como um coelho para conseguir chegar em seu destino.

Usando a árvore de apoio, defendeu-se dos golpes que os oponentes desferiam. Até que, finalmente, conseguiu agarrar o braço de um deles e jogá-lo em direção ao outro, que o eliminou no processo. Com a distração, conseguiu desferir um gancho e, assim que a luva tomou contato com o autômato, foi ativado a lâmina, que atravessou o rosto daquilo com velocidade antes de ser retraída novamente. A máquina ainda tentou lutar, mas foi jogada com um soco em sua bochecha para o chão, desaparecendo rapidamente assim que tocou na areia.

A dificuldade ficou maior, pois agora eram três oponentes em vez de somente dois. Sentindo que ficaria em desvantagem rapidamente se não atacasse, avançou em direção ao autômato do meio e o agarrou, abraçando-o e conseguindo recuperar um pouco do fôlego perdido com as lutas anteriores a essa. Virando-se como podia, conseguiu imobilizá-lo e usá-lo de escudo ao defender-se dos ataques dos outros, que logo o eliminaram. Porém, os que sobraram não deram trégua, atacando desenfreadamente e, com os desvios falhos, conseguindo infligir dor a garota. Ignorando as pontadas poderosas, ela colocou uma das máquinas no chão e esmagou sua cabeça, o eliminando. O outro não demorou a se juntar ao "amigo", sendo pressionado contra uma árvore antes de desaparecer completamente.

Porém, vieram quatro. E, com quatro, ela não conseguiu mais se virar para destruí-los. Ao sofrer golpes pesados em seus flancos, conseguiu ainda eliminar um deles ao colidir contra seu corpo, o fazendo ficar esmagado entre ela e uma árvore. Mas logo foi ao chão, de cara na areia enquanto os autômatos logo a cercaram e a atacaram sem piedade. Em meio aos golpes, Nyx conseguiu levantar e tentou até colocar suas mãos entre seu corpo e as espadas, não obtendo sucesso com isso. Encostando-se a uma planta frondosa, ela se contorceu de dor, mas não se permitiu ser derrubada.

Reconhecendo que tinha chegado muito longe, colocou em sua cabeça que aguentaria firme e guardaria alguma força para destroçar mais um deles. E assim, chegamos a situação do começo dessa narrativa: Nyx encurralada por três autômatos que, impiedosamente, a atacavam.

Conseguindo fazer com que uma das espadas fosse desviada pela lâmina de sua luva, aproveitou a chance que tinha e agarrou o autômato com suas últimas forças. Trazendo-o até si, se permitiu uivar de dor ao ser perfurada pela arma e tentou mordê-lo, porém não conseguiu causar dano. Vendo sua mente finalmente entrar em colapso, devido a tantos estímulos fortes, sentiu seu corpo pesar para frente e seus olhos escurecerem tão rápido que não conseguiu reagir, colidindo o corpo já inconsciente contra o chão de maneira feia.

Quando acordou, estava na enfermaria. Não tinha tomado danos além dos estímulos de dor, então fora logo liberada com um papel que deveria ser entregue ao centurião de sua coorte. Nele, estava escrito que o homem deveria dispensá-la das atividades de rotina por, pelo menos, dois dias, para que seu corpo se recuperasse da alta estimulação dos receptores de dor.

Bem... Pelo menos ela teria tempo para brincar com seu lobo.

Passivos Relevantes:
Como filha de Marte considerar:

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 6
Nome do poder: Sexto Sentido
Descrição: Em meio a um campo de batalha, descansar não é opção e os filhos de Ares/Marte sempre estão atentos. Além de conseguirem notar com mais precisão e facilidade sinais de aproximação (como sons) esses semideuses possuem uma espécie de sexto sentido, de modo que ao serem alvo de um ataque direta ou indiretamente, pressentirão o perigo, podendo se prepararem melhor para o combate e evitarem serem emboscados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão, durante um único turno, pressentir o inimigo se aproximando, podendo saber de onde o ataque virá, e se preparar para ele.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Ignorando a dor I
Descrição: A dor é um estado psicológico e biológico, tida como uma auto defesa do corpo humano. Contudo, os filhos de Ares/Marte possuem a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem coma luxação ou um dedo quebrado. Nesse nível apenas é possível ignorar a dor de golpes que não causem ferimentos profundos, ou que incapacite um membro do semideus. (cortes leves, e feridas pequenas)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Continuará lutando normalmente desde que os ferimentos sejam de grau baixo, como cortes superficiais, queimaduras de grau baixo ou hematomas.
Dano: Nenhum

Nível 24
Nome do poder: Pericia com lâminas III
Descrição:  Você está se desenvolvendo bem, e agora além de atacar, arremessar e aprender a lidar com diversas laminas diferentes (espadas, lanças, adagas e facas), também consegue se defender com ela, e dificilmente é desarmado.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de chance de acerto no manuseio de lâminas.
Dano: +20% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.

Nível 25
Nome do poder: Força III
Descrição: O filho do deus da guerra sempre soube que sua força sobrepujava os demais campistas, e agora seus golpes ficaram ainda mais potentes. Carregar peso, dobrar armas ao meio e até ajudar a carregar um colega sozinho lhe parece uma tarefa muito mais fácil do que para os demais campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força
Dano: +15% de Dano se o ataque do semideus atingir.
Arsenal:
• Luva do carcaju [Feita completamente de um couro sintético (salve os animais!) e com feitiços especiais que impedem a mesma de acumular calor em contato com a pele, tal luva parece perfeita para ser utilizada em um combate, afinal a mesma permite que você crie garras no punho (Wolverine pode estar com inveja). | Efeito 1: Ao ativar o efeito, a luva irá fazer crescer quatro garras de ouro imperial em seu punho (fechado, por favor). | Efeito 2: A luva irá permanecer sempre em uma temperatura agradável, mesmo que você esteja visitando o tártaro ou fazendo uma tour pelo Olimpo. | Ouro Imperial e tecido mágico de couro sintético. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Kang Pipper em Sex Out 12, 2018 7:31 pm

Treinamento
Pipper era, para todos os efeitos, uma mulher de negócios – ou uma adolescente a caminho do ‘sucesso’ economico, caso você seja apegado a questões de idade –. O dinheiro em si não era (e nunca seria) sua principal preocupação, ainda que realizar contas utilizando o mesmo contribuísse positivamente para suas médias regulares em matemática no colégio. Mas preocupava-se frequentemente com os produtos que ela e Hela vendiam, questionava-se se deveriam acrescentar mais poções e eventualmente via-se sentada dentro do depósito, sentindo o cheiro familiar da magia e conferindo se tudo estava dentro dos conformes. Afinal ela gostava de pensar que caso os semideuses saíssem satisfeitos poderiam recomendar a loja para outras pessoas. Querendo ou não, possuir uma loja e morar com outras pessoas que não fossem da sua família imediata a deixaram mais... madura.

Suas preocupações muitas vezes consistiam em cumprir determinados horários no Acampamento Meio-Sangue, visitar o chalé de Nyx (e se aproximar de seus irmãos) e passar alguns dias por lá, organizando aulas. Já no Acampamento Júpiter ela gostava de ocupar-se com a loja, observando o rosto das pessoas e oferecendo qualquer ajuda quando possível. No meio de tudo isso existia a preocupação com suas notas, com uma provável guerra e com a seita. Que por sorte não havia feito nada contra ela ou sua família. Mas o medo estava lá, real e intacto. E, talvez fosse por isso que Pipper quase se esqueceu que existia um treinamento marcado para às 17h nos arredores da floresta do camp Júpiter. Caso Hela não aparecesse com a pequena sugestão de utilizarem um portal para o local desejado.

Aceitar não foi algo difícil ou que pesaria na consciência da semideusa, tratava-se de um treinamento e ela era bastante capaz de manter a própria espada, não é como se ela fosse atacar algum senador ou pretor – na realidade duvidava capacidade de erguer a espada para algum ser vivo de maneira séria –. Enfim, Pipper se viu prestando atenção no que o rapaz pronunciava assim que o treino foi iniciado, fornecendo indícios do que planejava para aquele final tarde. Primeiro deveriam ser presos pelos tornozelos e, entre os mesmo, existia uma corrente restritiva que impossibilitaria a movimentação perfeita, saltos e pulos eram quase impossíveis, passos poderiam ser dados com facilidade. E para aumentar a dificuldade cada vez que a corrente fosse levada ao máximo o peso nos tornozelos aumentariam, além da diminuição em dez centímetros da corrente.

A Kang não mais se surpreendia com a criatividade dos semideuses para treinamentos, as situações ali abordadas eram as mais diversas e que realmente poderiam ajudar em qualquer batalha real. Pipper era antiga o suficiente para obter tal certeza.

E quando o treinamento de fato foi iniciado com uma semideusa, ela finalmente notou que existia uma arena feita especialmente para isso e possivelmente enfrentariam algum monstro. Por fim a vez delas chegou. Ela e Hela iriam juntas em uma forma de aumentar a dificuldade para ambas. Estariam com os tornozelos ligados e se a dificuldade de movimentar-se sozinho com um daqueles era alta, estar amarrada a outra pessoa era restringir a própria movimentação ainda mais.

Assim que entraram na arena a mesma tomou o aspecto de um galpão que Pipper desconhecia, levando-a a pensar que talvez as imagens fossem aleatórias. De qualquer modo ela retirou a espada escura que mantinha ao lado do corpo, concordando com a ideia de Hela de que ficassem uma de costa para a outra, por ser mais fácil. Não se passaram nem três segundos desde que Pipper concordou para que surgissem três espadachins, que pareciam feitos de metal e levemente translúcidos. Ela facilmente os identificou como hologramas.

E de imediato um deles veio até ela. Interceptando o golpe com facilidade, utilizando a própria espada. Como esperado sua lâmina era mais forte e o autômato holográfico foi enviado para trás, mas o recuo não durou por muito tempo, já que ele não era uma pessoa e não reagia como uma. Aquilo dava uma vantagem a eles, mas experiência da adolescente, assim como sua inteligência não deveriam ser ignorados diante de criaturas sem uma inteligência ativa. Por fim o espadachim tentou atacá-la novamente e Pipper impediu o golpes, movimentando a espada de forma que a mesma fosse contra a abdomem do seu oponente, o partindo ao meio e o desintegrando.

A sensação de que a batalha estava indo bem, no entanto, durou pouco tempo, já que no segundo seguinte Pipper sentiu a perna ser puxada de forma anormal e um peso ser depositado na mesma, percebendo que Hela havia caído. A primeira reação que ela teve foi de virar-se para Hela, notando que ela estava abaixada, em uma posição desfavorável contra um dos monstros que surgia. Ela assistiu, no exato momento que virava-se, quando o espadachim a golpeou e de imediato terminou de girar o corpo, ganhando impulso com a lâmina para acertar o monstro no braço que ele portava a espada, mandando o membro para longe. Bem, ele não iria mais machucar sua namorada… nunca mais.

O autômato sem braço tentou golpeá-la, a segurando com a única mão que possuía, mas aquilo só facilitou o trabalho de Pipper para enfiar a espada numa das junções metálicas de seu corpo, o desintegrando assim que o metal afundou em sua carcaça. Aquele pequeno contato no seu braço, no entanto, provocou uma ardência na sua pele que não era natural. E a compreensão veio fácil: aqueles monstros e aquele lugar faziam a dor aumentar. Duvidava que eles pudessem feri-los de forma fatal, mas a dor seria similar.

Infelizmente aqueles monstros não estavam lhe dando tempo para verbalizar nada, mas Hela já deveria ter percebido. Então Pipper concentrou-se na batalha ao passo que dois autômatos tentavam lhe atingir. Lutar naquelas situações não era algo que ela apreciava, com a sua movimentação fortemente restringida, porém não tinha muito escolha a não ser lutar com o que tinha. Um dos espadachins tentou atingi-la pelo lado direito e o outro pelo lado esquerdo, não lhe dando muitas opções. Caso ela pudesse mover-se iria certamente para a frente ou tentaria atingir os dois ao girar, como as duas opções eram impossíveis, ela usou a perna direita (que estava livre) para chutar o monstro daquela direção, enquanto inclinava o corpo e a espada na direção do monstro a esquerda, abaixando-se de tal forma que a própria cabeça iria colidir contra o abdomem do monstro junto com a sua lâmina.

E dizer que ela estava pronta para lidar com a aquela dor era uma mentira bastante safada. O monstro que foi atingido pela espada de Pipper foi desintegrado, mas não sem antes atingi-la em algum ponto das costas – que haviam ficado expostas durante o movimento –, assim como o monstro da direita, que a atacou na perna antes de ser chutado. A dor era indescritível e parecia que seu músculo havia sido fatiado, ainda que nenhum corte pudesse ser visto. Propagando um formigamento tão doloroso que quase a fez gritar. Mas ela suprimiu o grito, fechando os lábios e assumindo a sua posição de costas para Hela – que havia se levantado em algum momento.

E, novamente, mais um monstro surgiu, e vinha em direção a semideusa assim como o autômato que havia chutado anteriormente. Ela não estava muito feliz com aquele espadachim em específico e assim que ele se aproximou brandindo a espada, Pipper moveu a própria espada contra o antebraço alheio, deixando-o pendurado no braço mecânico e inutilizado. Mas ela ainda tinha que preocupar-se com o outro autômato, de modo que ela traçou um semicírculo com a lâmina, a batendo direto na cabeça do monstro com toda força que possuía, mas isso não evitou que ela fosse atingida, fazendo – daquela vez – com que ela gritasse.

Talvez fosse o tempo que havia passado como semideusa ou a diversas situações que havia enfrentado, mas Pipper ignorou a dor e as lágrimas que embassavam sua visão, traçando o semicírculo novamente, dessa vez rumo ao monstro da direita, levando sua cabeça ao chão no exato momento que Hela as levará ao chão, fazendo com que aquela coisa em seu tornozelo ficasse mais pesada e, como uma troca bastante justa, o monstro que enfrentava e o que atacava Hela acabaram se acertando. Desintegrando ambos.

A queda havia feito Pipper largar a espada, com o intuito de não acabar se machucando ou machucando Hela. E, após alguns segundos, Pipper a encarou, em um questionamento mudo se tudo estava bem. Não tardando até que ambas estivesse de pé, a mais velha as levantou com facilidade e Kang certamente teria embolado-se com a corrente ou feito o peso diminuir ainda mais. E infelizmente ainda restavam dois autômatos.

- Um meu e o outro seu? – Ela questionou, notando que a própria espada estava em um canto afastado a arena e teria que… bem, derrotar o monstro no soco.

Ela não era muito habilidosa naquela área, mas bem, eles não eram tão fortes. O problema consistia em toda a dor que eles provocavam. De qualquer modo Pipper preparou-se assim que o autômato se aproximou, instintivamente tentando saltar para o lado, porém o pulo quase a levou ao chão e lhe rendeu ser atingida de raspão no ombro, a dor explodindo como milhões de agulhas pressionadas na região. Aquela era uma péssima ideia. O peso novamente aumentou e agora ela movia a perna esquerda com dificuldade pelo peso, mas isso não a impedia de lutar. Por isso, mesmo com dor e após se firmar novamente, Pipper puxou o autômato para perto, segurando seu braço direito – que portava a espada – e passando a soca-lo de forma bem torta com o punho livre.

Seus golpes não eram tão efetivos assim a julgar pela falta de força, mas aquilo a impediu de ser atingida mais vezes. Mas não seria tão efetivo assim para sempre. De maneira que Pipper teve a brilhante ideia de forçar o autômato a se golpear. Agarrando a mão direita metálica com suas duas mãos, antes que ele fugisse, tentando fazer o punho dele se dobrar em direção ao seu pescoço de metal. E ela obviamente teria muita dificuldade em o fazer, caso não fosse por um súbito impacto que seu corpo, que a fez literalmente cair sobre o monstro, que se desintegrou com ajuda da própria espada.

Passivos:
Nyx:
Nível 30
Nome do poder: Bom Magico IV
Descrição: Nyx/Nox sempre foi temida, seus filhos não são diferentes. Como mágicos experientes, conforme se desenvolvem, também adquirem a capacidade de sua mãe, podendo conseguir realizar feitiços mais fortes do que qualquer outro semideus, superando-os de uma maneira impressionante. Seus feitiços são precisos e certeiros, e o semideus com toda certeza se tornou um feiticeiro experiente em magia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 40% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +20% de dano se os feitiços acertarem

Nível 21
Nome do poder: Premonição
Descrição:  Quando o filho de Nyx/Nox está correndo algum risco de serem atacados ou mortos de surpresa, eles têm uma premonição, um sentimento de perigo sobre o que irá acontecer. Este sentimento o alerta e pode mantê-lo vivo, pois, permite ao personagem antecipar durante um único turno – de sua escolha – o movimento do inimigo, e bloqueá-lo. (Só pode ser usado uma vez por missão, luta ou evento).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode afirmar os movimentos do adversário durante um único turno, podendo bloqueá-los nesse mesmo turno.
Dano: Nenhum.

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Laminas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus evoluiu, sua precisão com laminas se tornou ainda mais evidente. Agora, outros tipos de laminas também se tornam perfeitas em suas mãos, e mesmo sem nunca ter manejado essa arma, terá certa facilidade em lutar com elas. Espadas longas e lanças, podem virar armas tão mortais em suas mãos, que é melhor seus inimigos se afastarem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio de laminas (adagas, espadas, lanças, e etc).
Dano: +35% de dano se o oponente for acertado pela arma do semideus.
Armas:
☾다크 블레이드 [Trata-se de uma lâmina escura que se assemelha – a primeira olhada – a alguma espada proveniente do submundo. A lâmina possui um metro de comprimento e o seu cabo foi fabricado para se encaixar na mão da semideusa, possuindo espaço para três jóias. O seu corte é extremamente preciso e é possível cortar dos dois lados da lâmina. | Efeito 1: Sugadora de energia; o armamento do semideus será capaz de sugar – através de um corte – parte do MP do adversário de seu portador, e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma, será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito 2: Roubo de vida; o dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento. | Efeito de retorno: A arma sempre retorna ao dono, caindo ao seu lado. | Material semidivino indetectável. | Espaço para três gemas. | Alfa Prime | Status 100% Sem danos. | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento. | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses). | Evento de natal 2017.] - Lado direito do corpo.

• Cupid Ring [ Um anel de ouro com um pequeno rubi incrustado, de um lado do rubi é possível ver a runa Raidho, enquanto do outro lado é possível ver Thurisaz. Na parte interna das alianças há a frase "Lembre-se do perigo de onde viemos" e as iniciais de Hela Deverich logo após o fim da frase. | Traz proteção a quem usa pelo fato de possuir a runa Thurisaz e faz com que o casal que a usa possua uma forte ligação. | Ouro e rubi | Sem espaço para gemas| Beta | Status 100%, sem danos | Mágica  | Loja de Afrodite, encantadas por Hela A. Deverich] - Dedo médio da mão direita.

• Mørk [ Aros feitos de ouro branco com três pequenas ametistas incrustadas no centro onde, ao lado das pedras, é possível ver entalhes da serpente Jörmungandr à direita e de um trevo de quatro folhas à esquerda (representando o lado nórdico de Hela e o lado cigano de Pipper), na parte interna das alianças encontra-se gravado apenas os nomes das jovens em uma caligrafia fina e delicada. | As alianças permitem que as semideusas tenham uma ligação mental, podendo se comunicar por pensamentos independente de onde se encontram e também podem alertar quando uma das duas se encontra em iminente perigo, dando a chance de que uma vá ao socorro da outra. | Ouro Branco e Ametista | Hela e Pipper ] - Dedo anelar da mão direita.


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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Newt Flower em Sex Out 12, 2018 7:43 pm

Treino Limitless

E lá estava eu indo para mais um treino que não fazia ideia de como iria me sair, mas eu precisava me tornar melhor de alguma forma, estava bem atrasado em relação aos demais campistas que chegaram na mesma época que eu, odiava pensar que estava atrasando a equipe ou algo do tipo. Peguei o equipamento que tinha e fui para a área designada do treino, havia um cochicho falando que os filhos de Vulcano tiveram trabalhando arduamente para fazer alguma coisa bem interessante e eu diria que poderia ser perigosa. – Autômatos idiotas! – Falei baixinho ao me encontrar na Casa Grande onde um portal nos levaria para a o Acampamento Júpiter, o treinamento seria na floresta do local em uma hora. Gostava do fato de ficar na floresta, mas não gostava de ser perto do escurecer, podiam me chamar de medroso, talvez eu fosse mesmo. – Então, prontos para chutar a bunda de algum monstro? – falei tentado quebrar o gelo com os demais, que apenas falaram com uns gestos de cabeça para o meu lado. Tentei ficar de boca calada para seguir com eles pelo portal, seria a primeira vez que iria para o outro acampamento, então tentei ficar perto deles até chegar na floresta.

Assim que chegamos ficamos perto fomos instruídos e tomar um local, pois a floresta estava partilhado em quadrados determinados, eu fui para um que parecia um campo plano de golpe. Ele falou sobre dor e eu parei. – Como assim dor? – Olhei para o romano que parecia se divertir em nos assustar, eu já tinha nascido com medo. No entanto eu dei os ombros e me posicionei no que senti as correntes prendendo nos meus tornozelos, olhei para baixo e vi que como elas pesavam e fiquei um tanto assustado com aquilo. O treinamento era um tipo de fortalecimento muscular e agilidade, e quer saber o que era mais legal? Eles reduziam a nossa mobilidade e velocidade para isso, então eu estava meio que ferrado por demais da conta naquele treinamento. – Ok Newt, ele falou sobre dor e não sobre morte! – Tinha mais uma coisa para lembrar, o limite, tinha um limite para cada passo o que me fez rir de nervoso porque eu era muito ruim. Quando ele parou de falar tudo eu escutei o maldito barulho que Autômatos faziam, um de cada lado apareceram com uma espécie de espada de samurai ou algo do tipo. – Ah que ótimo, tinha que vim dois! – Recuei dois passos para trás, de maneira bem curta com medo de passar do limite. Peguei o canivete com a mão direita e rapidamente se transformou numa foice curta, eu ergui a mão esquerda para fazer surgir plantas para me ajudar, mas nada aconteceu. Foi então que eu entendi que as correntes serviam não apenas para nos prender, mas para nos deixar sem poderes.

Nesse momento levantei minha mão para bloquear o primeiro golpe dado pelo monstrinho e me afastei um pouco, as correntes eram pesadas para eu conseguir levantar a perna direito. Usei meu peso para afastar ele de perto de mim, alonguei a foice que cresceu um pouco mais para me agachar e tentar cortar na altura da barriga, mas ele usou a sua espada para bloquear. Ouvi que o som do outro ficou mais perto de mim, tive que girar o corpo, na velocidade lesma! Era como se tivesse água na minha cintura e tentasse correr com um monte de areia sobre meus pés, resumindo: era um saco. – Por que vocês são tão duros? – Eu dei um passo maior que eu poderia, o que fez a corrente ficar mais pesada e a distância diminuir, fui ao chão como um saco de batatas. Aquilo doeu um pouco, no entanto, foi bom para eu sentir uma pequena caixinha no meu bolso, eram os mordedores que uma garota estranha tinha me dado. Abri ela rapidamente, o que me deu tempo para levantar e fugir enquanto os mordedores atacavam os dois autômatos, não causavam muitos danos, mas eram ótimos para distração.

Em pé eu apenas avancei no mais perto que estava com a guarda aberta para tirar os mordedores de perto dele, o meu avançar foi mais esticar o tronco e braços que me mover para frente, estava ficando cansado e ainda era o início do jogo todo. Desferi um golpe com a foice que foi fazendo um corte do antebraço até o pulso dele, assim sua espada caiu no chão. Ele me empurrou com a outra mão vazia e eu quase caí novamente, estava sem ter como me movimentar direito e puxei a clava da minha cintura, eu não me dava muito bem com ela, mas ali era questão de sobrevivência. – Saí do meu pé desgraça! – Eu dei uma batida com ela no peito dele, amassando o mesmo e o empurrando para trás. Eu mal tive tempo de respirar quando outro estava em cima de mim com a espada quase acertando meu lindo rosto. Levantei os braços para bloquear e, involuntariamente, meu pé foi para trás no limite dos 40cm, o que fez a corrente parecer me puxar mais para baixo, e eu estava arrastando mesmo meus pés para trás. Os mordedores já tinham voltado para a caixa, mas não tinha como eu ativar eles novamente com as duas mãos ocupadas. – Deveria ter comprador um escudo! – Falei num gemido, era minha foice que tinha bloqueado a espada e eu girei o punho para a prender ali, usava muita força naquilo e não iria aguentar muito tempo.

Levantei a maldita clava para desferir um golpe de cima para baixo que pegou no seu pescoço com força, eu tive que fazer mais força para puxar a clava de volta. Isso fez com que ele perdesse a força, eu soltei o aperto para dar um golpe com a foice na altura do pescoço aumentando o corte e o fazendo cair. Assim que ele caiu eu fui jogado no chão com força pelo outro autômato que me enforcava apenas com uma mão, não tinha como eu usar as minhas pernas, mas bati com a clava no dorso dele que foi diminuindo o aperto no meu pescoço. Transformei a foice num canivete novamente e enfiei nos olhos dele que me largou, eu tossi dolorosamente depois que ele me soltou e fiz a foice curta reaparecer golpeando ele no pescoço e vendo ele sumir em luz brilhante como o outro. Eu me estiquei um pouco cansado e recobrando as forças, pensava que tudo tinha acabado e que eu estava inteiro, ou em partes, porque aquela coisa tinha mesmo botado força no meu pescoço. Quando eu virei o rosto ainda deitado vi mais um deles se aproximando, eu pisquei algumas vezes para ter certeza que não tinha acabado ainda! – Não brinca comigo Shirley! – Falei (Shirley é só uma expressão) e me forcei a ficar em pé, a corrente estava pesada e tinha quase certeza que seria uma luta parada para mim, ou seja, mexeria meu tronco mais que minhas pernas. Até meu braço estava cansado, mas ainda assim fiquei em pé para lutar, segurava as duas armas, eu usei a clava para parar o ataque daquela vez, em seguida tentei cortar com a foice, mas ele usou a perna para me chutar.

Gemi de dor quando ele fez isso, e meus joelhos quase cederam, a espada dele ia descer bem rápido contra a minha lateral, eu tentei recuar e cada movimento exigia uma força maior. Com a respiração descompassada eu me defendi do golpe com a clava e passei a foice bem no rosto dele com os braços esticados. Acabei soltando um grito e vi ele se transformando em luz e sumindo novamente, eles pareciam tão reais e duros e noutro momento eram como hologramas. – Será que não rola um pit stop? – Falei me curvando um pouco para descansar os braços quando mais três surgiram. – O que é isso? Poxa Shirley! – Falei preocupado quando eu vi isso, o primeiro correu na minha direção, coisas que até então os outros não tinham feito, eu me agachei rapidamente vendo ele cortar o ar onde estava e então cortei a perna dele, mas não fui rápido para me desviar do golpe que atingiu meu ombro esquerdo. – AAAAAAAAAA – Gritei com a dor e caí de joelhos, não havia sangue, não havia corte, só uma horrível sensação de dor. Eu não podia ficar parado e por isso cortei a perna dele com a foice, uma vez que tinha largado a minha clava com o golpe. Ele também caiu e por cima dele vi outro correndo na minha direção, abri novamente meus mordedores que avançaram nos outros dois, eu peguei a foice e cortei o que estava caído na altura do peito e ele se desfez em luz. A dor do ombro ia passando lentamente e eu já estava suando com aquilo, por Démeter o campo com o capim baixo me recarregava um pouco das forças, se fosse uma floresta de fato eu ficaria melhor.

Segurei a clava e me coloquei de pé com o apoio dela, me arrastei um pouco para frente e estiquei tanto o braço direito quanto a foice que ficou maior, ele parou meu golpe com a espada. Era o que eu queria, deixar ele com a guarda aberta, e fazendo uma força absurda eu levantei a clava e acertei o seu braço que segurava a espada de baixo para cima, o que fez ele ser quebrado, acho. Assim que ele soltou a espada eu com a foice dei outro golpe no seu rosto, ele se desfez em luz, e eu senti uma dor horrível no meu estomago novamente. O terceiro autômato chegou sem eu notar devido a luz, ele atravessou a espada no meu estomago que me fez quase perder o sentido de dor, deveria ser a simulação de um ferimento real. Meus braços não tinham mais força para erguer nada, soltei a clava que pesava muito em meu braço e a foice foi diminuída para um canivete novamente. O espadachim de araque puxou a espada e enfiou novamente, ele segurava no meu ombro para eu não sair de perto, como se eu pudesse me mover. Eu soltei outro grito e pensei que fosse meu fim mesmo, a dor era muito forte e eu me apoiava nele para ficar em pé. Olha, pelas minhas próprias forças eu já teria desistido nos dois primeiros, mas uma coisa maior que eu mesmo levava a continuar com aquele sofrimento. ”Se quiser ver seu pai novamente tem que aprender a sobreviver Newt! De outra forma só levaria perigo para aqueles que ama. Aceitar quem você é já é meio caminho andado” Eram as palavras de Quírion para mim quando ele soube que eu estava burlando todas as aulas e treinos, acreditava que eu precisava pensar mais como um semideus do que como um garoto do interior do Kansas que escutava Radiohead.

– Mãe…– Foi tudo que consegui dizer, era quase uma prece para a deusa e com a força tirada do útero (se eu tivesse um) peguei meu canivete, que era a única coisa que conseguiria levantar, e comecei a golpear os olhos dele, o pescoço, e tudo que eu conseguia um golpe, depois outro e outro e outro e todos que eu conseguia dar. Eu gritava com ele e pela dor, então ele sumiu em luz e só lembro de ter caído de frente para o chão, meu peito ardia e a respiração falhava, acredito que eu tenha desmaiado no final da minha simulação. Que vergonha! Me acordei com Dakota, a filha de eos que eu tinha conhecido, jogando água no meu rosto, reconheci a loira pelos cabelos que pareciam ouro mesmo no escuro, jurava que não tinha visto a semideusa ir conosco pelo portal. – Você é o anjo da morte? – Falei enquanto soltava um sorriso torto. Ela deu um tapa no meu ombro e eu reclamei, a menina falou que eu terminei a simulação no chão, mas estava tudo bem, era só fadiga muitos outros tinham levado o mesmo fim que eu. – Sobrevivi mais que das outras vezes, acho que temos uma evolução aqui essa noite pessoal! – Não consegui deixar meu humor morrer, mas o cansaço dos braços era bem real, levantar e desferir golpes com uma clava e uma foice deixava-me daquele jeito. Será se eu ficaria sarado? Enfim...Dakota me ajudou a ficar em pé e depois de dispensados pelo instrutor bonitão voltamos para o Acampamento Meio-Sangue pelo portal, acreditava que já estava na hora do jantar.

FPA:
Itens:

• Foice Curta [Embora pareça com o instrumento agrícola comum, essa foice é balanceada e reforçada para o combate, sendo que sua lamina é capaz de se alongar. | Efeito 1: A lâmina, feita de bronze celestial e capaz de alongar, ganhando até doze centímetros e, da mesma forma com que alonga, pode também diminuir, ganhando a aparência de um canivete. | Efeito 2: A arma nunca é perdida, sempre retornando para seu dono na forma de canivete caso seja perdida. | Bronze celestial. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
• Mordedores [Uma caixa pequena (um pouco maior que uma caixa de fosforo) feita de metal com um botão em seu centro. Ao ser ativada se abre e revela doze ovinhos coloridos | Ao serem lançados contra o inimigo o perseguem e começam a dar mordidinhas, seus mini dentinhos são feitos de bronze e machucam bastante quanto tocam a pele (serão retirados 5 de HP por mordida +5 HP por turno de sangramento de cada ovo). Isso infelizmente só dura uma rodada, os ovos voltam a dormir na caixinha logo após o ataque repentino | Bronze celestial Beta | Status: 100% sem danos | Coelho Olimpiano]
• Clava [Possui cerca de sessenta centímetros de comprimento, a ponta é feita com espinhos de metal, sendo ótima para causar danos de impacto e perfuração. | Madeira e BS | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].
Passivas:
Nível 2
Nome do poder: Bússola Natural I
Descrição: Em meio a ambientes naturais, principalmente em florestas e campos, um filho de Deméter/Ceres jamais perderá o sentido do norte, podendo assim guiar-se com as referências cardeais. Nesse nível ele saberá para qual ponto cardeal está seguindo, diminuindo as chances de se perder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade não funciona em locais urbanos, por mais simples que seja (como pequenos vilarejos).

Nível 5
Nome do poder: Descendente da Natureza I
Descrição: Ao estar em um ambiente onde a natureza prevalece, tais como campos, fazendas, florestas, pântanos... O filho de Deméter/Ceres se sentirá mais confortável e seguro de si, tendo mais domínio de seu próprio corpo. Isso acontece, pois, os atributos corporais em ambientes naturais tornam-se melhores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de velocidade, força e agilidade
Dano: +5% de dano em golpes físicos

Nível 7
Nome do poder: Cura Natural I
Descrição: Ao estar próximo de algo natural ou em um ambiente rodeado pela natureza, o semideus filho de Ceres/Deméter receberá a energia natural do lugar para curar seus ferimentos. Nesse nível, poderá curar apenas pequenos cortes e fraturas pequenas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+25HP e MP
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade usada apenas 3 vezes por missão/evento.



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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Hela A. Deverich em Sex Out 12, 2018 8:21 pm

just run

O lado bom de morar em Nova Roma era a facilidade que tinham de se locomover até o Acampamento Romano. Hela mantinha seu arsenal cuidadosamente guardado. Mas em dias como aqueles, ela dava um jeitinho de pagar por portais para passar com as armas pela linha Pomeriana. Tudo para não ser importunada por Término. O deus estátua.

Ouviu com atenção o instrutor, apesar de o sol da tarde queimar a pele fina e pálida da criança que preferia mil vezes a escuridão.

Foram a segunda dupla. Deixou que seu tornozelo direito fosse atado ao tornozelo esquerdo de Pipper. Ficaria com o lado direito limitado por ser ambidestra, enquanto Pipper era apenas destra.

Ficou parada com Pipper no meio da Arena. Sabia da própria capacidade corporal e sabia que Pipper preferia ataques a distância. O grande quadrado, antes limpo, foi ganhando os aspectos de um galpão abandonado e Hela sentiu um pequeno arrepio percorrer a própria nuca. - Olha só, a nossa melhor chance é ficar de costas uma pra outra. Assim, evitamos nos ferir e ultrapassar o limite estipulado. - disse baixo, de modo que a noiva a ouvisse, quando três autômatos apareceram.

Um deles avançou contra Hela que interceptou o ataque de modo eficiente. O que ela não esperava é que um segundo espadachim a atingisse no braço, fazendo uma dor aguda percorrer o membro.

Precisou apertar um pouco mais a mão ao redor do cabo da faca de bronze celestial, erguendo o pé esquerdo para atingir com um chute o centro de seu peito, acabando por deixar uma brecha para que o outro robô atingisse a perna direita, que fraquejou e a fez cair, infelizmente, a afastando de Pipper mais do que o limite permitia. Sentiu seu pé ser puxado para trás quando a corrente encurtou e se tornou mais pesada. - Desculpa.

Fincou a adaga na articulação que seria a virilha do sujeito, onde encontrou uma brecha na armadura e cortou os fios ali presentes com a lâmina dourada e afiada. Sentiu-se tonta quando o cabo da arma holográfica atingiu sua cabeça. Também sentiu seus olhos encherem d’água com a dor aguda que a jogou no chão novamente.

Era um peso morto. Se sentia um peso morto.

Podia ouvir Pipper travando a própria batalha e, talvez tenha sido por um golpe da filha de Nyx, que conseguiu se colocar de pé outra vez. Fincou as facas logo na base do pescoço de um dos autômatos e arrancou fora a cabeça de um deles. Esquivando por pouco do golpe do restante ao se abaixar.

Ainda sentia dor e sua cabeça latejava com a intensidade da dor que a dominava. Hela então passou a faca de bronze por uma das articulações, cortando mais alguns fios. Olhou de forma atenta ao ver um outro autômato, talvez um quarto, avançando contra si e contra Pipper.

Não viu outra escolha que não fosse puxar Pipper consigo para o chão, deixando que o espadachim novo atingisse aquele que lutava com a criança da Noite. Deu um riso nervoso ao levantar a perna e atingir em cheio o joelho do espadachim de quem ela cortara uns fios anteriormente, vendo-o parar de funcionar com aquele golpe. Um golpe que, devo dizer, foi aplicado com toda força pela filha de Hécate.

- Um meu e outro seu. - concordou com a garota, ao se colocar de pé. E armar guarda com o próprio corpo. Não pensara em usar o escudo que podia conjurar. O corpo parecia ter pequenos espasmos graças a dor que percorria os músculos atingidos. Ela já lutara várias batalhas, mas nenhuma dor sentida fora tão intensa como aquela que agora tomava conta de cada parte de seu ser.

A lâmina comprida do autômato cruzou seu abdômen e ela suprimiu um grito ao cravar a lâmina de ouro imperial na testa do robô. Provocando-lhe novas ondas de dor e novos espamos que tornavam difíceis seus movimentos.

Usou a faca de bronze celestial para esfaqueá-lo diversas vezes pelo tronco e colo até que seu sistema fosse suficientemente danificado e a criatura parasse de funcionar. Percebeu então que Pipper havia terminada, mas a única reação que tivera fora se sentar no chão e chorar. Estava exausta e com dor. Não era mais a guerreira de antes e isso a abatia mais do que ela gostaria de admitir.

Itens levados:


+ Colar de contas do Acampamento.

• Cupid Ring [Um anel de ouro com um fino fio vermelho cortando o centro do aro, na parte interna das alianças há a frase "A mais doce das minhas memórias" e as iniciais de Kang Pipper logo após o fim da frase. Possui Thurisaz e Raidho gravadas uma ao lado da outra. | Traz proteção a quem usa pelo fato de possuir a runa Thurisaz e faz com que o casal que a usa possua uma forte ligação. | Ouro | Sem espaço para gemas| Beta | Status 100%, sem danos | Mágica  | Loja de Afrodite, encantadas por Hela A. Deverich]

• Mørk [ Aros feitos de ouro branco com três pequenas ametistas incrustadas no centro onde, ao lado das pedras, é possível ver entalhes da serpente Jörmungandr à direita e de um trevo de quatro folhas à esquerda (representando o lado nórdico de Hela e o lado cigano de Pipper), na parte interna das alianças encontra-se gravado apenas os nomes das jovens em uma caligrafia fina e delicada. | As alianças permitem que as semideusas tenham uma ligação mental, podendo se comunicar por pensamentos independente de onde se encontram e também podem alertar quando uma das duas se encontra em iminente perigo, dando a chance de que uma vá ao socorro da outra. | Ouro Branco e Ametista | Hela e Pipper ]

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

Poderes e Habilidades:

Poderes:

Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano:  +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.

Habilidade Aprendidas:

Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas III
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +40% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +25% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

Mensagem por Woo Eunji em Sex Out 12, 2018 9:50 pm

Dor

Era um dia nublado e, depois de tantos afazeres, eu realmente queria estar na minha coorte dormindo esparramada no colchão usado. Porém, para meu grandioso azar, um dos centuriões da IV coorte decidiu que seria realmente interessante fazer um treinamento para testar os limites dos corpos dos campistas e qual foi a minha surpresa ao perceber que fui generosamente convidada — lê-se obrigada — a participar de tal evento. Mal pude expressar minha frustração com o fato, logo sendo arrastada por Joshua antes que eu fizesse alguma besteira.

Pelo menos, o treinamento não era tão longe dali, embora talvez isso fosse um presságio do que estaria por vir — foi o que notei após tudo aquilo ter acontecido.

Chegando no treinamento, não foi difícil entender as instruções do semideus: as correntes, que já eram curtas, iriam encurtar cada vez que fossem forçadas, nos forçando a pensar em maneiras criativas de nos mover e a ser determinado o suficiente para continuar o treino. Infelizmente, não era boa em nenhuma das características que eram necessárias para este. Por isso, tentei sair da área do evento ao dar um sorriso amarelo para o instrutor e começar a andar para trás, porém fui logo impedida por um centurião de minha coorte, que segurou meus ombros e me empurrou de volta.

— Nenhum membro de coorte recua, soldado! Ave roma! — exclamou, me deixando sem muita opção a não ser fazer o treinamento.

Colocando as correntes em meus pés, andei cuidadosamente para dentro da arena, portando apenas a faca que tinha recebido dos anões. Como eu não era exatamente muito boa com combate direto, tinha certo receio de como as coisas se progrediriam. Bem... Eu estou sendo gentil comigo mesma ao dizer isso que disse anteriormente, afinal o certo seria que eu era tão efetiva no corpo-a-corpo quanto um peso de papel.

Talvez pior que isso.

— Joshua, me ajuda amigo! — exclamei enquanto a arena começava a preparar os inimigos, tentando falar com o semideus do outro lado do local. — Eu te juro que não irei mais falar de suas cuecas de homem-aranha pra ninguém.

Se ele ouviu, não esboçou reação, o que me deixou extremamente acuada. Não demorou muito para que os inimigos aparecessem e eu, como toda e qualquer lerda, tentar correr para o lado oposto, sendo impedida pelas correntes que estavam nos meus pés. Ao sentir elas encurtarem, fui derrubada com toda a força contra o chão, perdendo o fôlego ao bater com os peitos na areia. Ao ouvir o barulho metálico dos autômatos, fiz a única coisa que meu cérebro conseguiu programar para fazer: rolei para o lado.

A espada bateu na areia, perigosamente próxima do meu rosto.

Sem ter como me levantar, saí rolando pelo local, me defendendo dos golpes mais perigosos com minha faquinha enquanto tentava não ficar tonta ao fazer aquilo. Exclamei de dor ao sentir a arma raspar meu flanco esquerdo, mas não parei de rolar. Aquela perseguição só parou quando algo me levantou do chão, me erguendo para que conseguisse ficar em cima de meus pés novamente.

— Dá pra você parar de falar das minhas roupas de baixo?

Quase chorando, abracei Joshua por alguns segundos antes que ele me empurrasse para desviar do golpe de um dos autômatos. Usando um o apoio do corpo do outro, conseguimos nos mover com um pouco mais de facilidade, o que permitia que os três inimigos fossem abatidos um a um, embora isso demandasse muito dos músculos do abdome para que ficássemos na posição certa para o abate. Puxando o garoto contra mim para que não fosse atingido pelo oponente restante, passei o braço ao lado de seu flanco direito e cravei a faca na cabeça do robô, que não demorou para desaparecer.

— Acabou? — falei, antes de ser contrariada pelo surgimento de novos autômatos. — Ah... Qual é?

Joshua me fez abaixar enquanto sua espada defendia um ataque do inimigo. Usando meu corpo para se equilibrar, ele girou a arma e empurrou, afastando o oponente por segundos suficientes para que conseguisse trocar de lugar comigo. Quando levantei, tomei um susto com a proximidade de outro dos robôs, cujo ponta da lâmina quase encostou no meu nariz. Gritei por reflexo, o que atordoou o semideus, que levou um golpe bem feio no flanco direito e, ao se contorcer de dor, me empurrou para cima da máquina, que cravou a espada em meu ombro.

Aí, dessa vez, eu gritei mesmo. Porque doeu mais do que qualquer outra coisa que tinha experimentado.

— Já chega! — ele falou e, com dois movimentos, fez uma abertura para que cravasse a espada entre os olhos do robô. — Você por acaso engoliu um apito quando era pequena?

— Tá doendo, Josh. Tá doendo muito! — ofeguei, tendo somente forças para segurar o autômato no lugar.

— Espera, vou te ajudar.

Aproveitando-se do agarrão, o semideus deu conta do autômato, o derrotando facilmente com sua espada. Assim que ele desapareceu, talvez por ser uma ilusão da própria arena, eu caí no chão e agarrei o local do "ferimento", tentando racionalizar aquilo que tinha me acontecido. A dor ainda estava ali, pulsante como nunca antes, mas não havia corte ou perfuração qualquer. Gemendo, levantei-me com a ajuda de Joshua, que logo me perguntou se eu conseguiria continuar com o treino. Porém, não tive tempo de responder, já que mais autômatos se aproximavam.

Por instinto, puxei o jovem contra mim, fazendo-o escapar do golpe daquele troço e, girando o corpo, me coloquei na frente do robô. Agarrando a cabeça dele, bati-a contra a minha com força e, embora atordoada, consegui enfiar minha faca no pescoço da máquina, cortando os fios que a mantinham se movimentando. Depois, a empurrei em direção ao outro que estava atrás, fazendo com que os dois se colidissem. Infelizmente, cometi o erro de não olhar minha retaguarda e, não sendo coberta por Joshua — que estava cuidando de outros inimigos que vinham em sua direção —, fui esfaqueada por trás.

Devo dizer que "Até tu, Brutus" é uma frase de impacto realmente impressionante que descreve bem um pouco do que eu sentia no momento.

A surpresa não deixou que eu gritasse, o som entalado em minha boca. Encostei-me ao robô, tremendo enquanto o corpo ainda tentava lidar com o estímulo exacerbado de dor. Provavelmente, se fosse um golpe real, o sangue já se encontraria na minha garganta, me sufocando lentamente enquanto eu ficava inconsciente. Porém, o que deslizava pelos meus lábios era só saliva mesmo, derivada do fato de não conseguir fechar minha boca, tamanha era a dor que me consumia por inteiro.

Antes que o autômato pudesse dar qualquer golpe, ele foi derrotado por meu amigo. Senti os braços dele circularem meu corpo, me erguendo enquanto estava em estado de choque e gritando para que o treino fosse paralisado. Outros semideuses se reuniram ao meu redor, mas não consegui processar muito do que diziam, ainda em estado catatônico por causa do enorme estímulo. Recuperei-me alguns minutos depois, após ser levada para fora da arena e levar um pouco de vento na face.

Hoje, posso dizer que aquela experiência fora crucial para que eu conseguisse me acostumar com os danos que poderia levar. Mas que foi uma das dores que nunca me esqueceria, isso foi.

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
(ross)
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Woo Eunji
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Re: [TREINO ESPECIAL] Limitless

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