The Blood of Olympus
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Going to restore my clan, and kill a certain someone ☠

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Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Ter Ago 21, 2018 3:14 pm

Going to restore my clan
and kill a certain someone ☠️
Tópico destinado a receber postagens exclusivas de Minkah Weiss Vergingétorix, filho de Ares e membro da longa linhagem de guerreiros gauleses. Os posts aqui estão relacionados à trama pessoal da personagem. Boa leitura!

Tag: Somewhere + Words: +2000 + Outfit: here



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Minkah W. Vercingétorix
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Mensagem por Minkah W. Vercingétorix em Seg Fev 18, 2019 3:50 pm

Going to restore my clan
and kill a certain someone ☠️ - Part 1


Outubro de 52 a.C. – Fortaleza de Alésia, Gália (Região da Futura França)


— Meu senhor, nós não vamos aguentar muito tempo mais, os reforços estão quase derrotados e a comida é escassa. — a voz firme e ética do guerreiro gaulês ocultava o medo crescente que aos poucos tomava conta não só dele, mas de toda a população aflita. Era algo compreensível, afinal, eles estavam diante de um dos generais mais célebres que o mundo já viu: Cayo Julio César, ou simplesmente Júlio Cesar. O cerco que o romano montara em torno da pequenina fortaleza de Alésia fora algo simplesmente inacreditável, sobretudo porque transformou a derrota dos gauleses numa mera questão de tempo, ele já se sentia vitorioso.

Entretanto, o que o futuro imperador e todos seus comandados não sabiam, é que do outro lado estava um homem de determinação e coragem invejáveis, que, pese as diferenças, conseguira unir todas as tribos da região em torno de um só objetivo.

— Não podemos desistir, vamos atacar com tudo e...Vercingétorix olhou para trás.

O cenário era o pior possível. Cadáveres empilhados, armas caídas, poças de sangue...

A corrente de ar gélida, preenchida por um odor horrendo, soprou os fios ruivos da barba do jovem na direção Sul.

A derrota era eminente.

O líder é, por definição do dicionário, aquele que tem autoridade para coordenar os outros, ou ainda, uma pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras. Essas, porém, não são nem de perto as maiores virtudes de um bom comandante. O verdadeiro líder é o que possui responsabilidade, respeito, e acima de tudo vale-se do bom senso na hora de tomar suas decisões.

Morte, fome, destruição... Gália estava completamente acabada!

Portanto, Vercingétorix engoliu todo seu orgulho, vestiu sua melhor amadura, montou o seu tradicional alazão, abriu os portões e, diante de César, largou sua espada. Depois de meses marcados por confrontos sangrentos, a infantaria romana finalmente triunfou. Como era tradicional ao fim de toda batalha, o comandante romano preparava-se para executar o líder gaulês quando uma voz forte ecoou na sua mente.

— Não!


Ares, o senhor da guerra, encontrava-se numa situação complicada. Tanto o imperador de Roma quanto o guerreiro gaulês eram filhos seus. Nesse sentido, portanto, ele decidira não intervir no confronto, respeitando o vencedor; ainda que seu coração pendesse para o lado romano. Porém, ao ver a incrível determinação do bárbaro perdedor, o deus sentiu-se – pela primeira vez em alguns anos – tocado. Assim sendo, interferiu e salvou a vida do derrotado. Não por muito tempo, é verdade – Vercingetórix acabou morto meses depois – mas foi suficiente para que o ruivo deixasse descendentes.


—X—


Tempos Atuais – Acampamento Meio-Sangue, 9 PM


— Sim mãe, eu guardei o protetor solar, já revisei umas setecentas vezes, juro... — soltei um largo suspiro, revirando os olhos enquanto minha mão que sustentava o smartphone parecia cada vez mais exausta. Porra, conversar com a mamãe pelo telefone sempre era uma atividade prazerosa e cansativa ao mesmo tempo, sobretudo antes dos nossos reencontros. Quer dizer, ela precisava mesmo perguntar cem vezes se eu estava levando cada um dos itens necessários?

— Eu sei, sete horas lá, não vou me atrasar...
— suas recomendações pareciam os sermões que os padres costumam dar nas missas de Natal, eram simplesmente infinitas! Em compensação, minha paciência era mais como os meus dracmas, se esgotava muito rápido! — Escuta, o Sr. D acabou de me chamar para ir até a Casa Grande, alguma coisa sobre guia do viajante seguro, não posso perder... — menti. — Preciso desligar, beijos, te amo e nos vemos amanhã! — silenciei o aparelho, deitando meu tronco na cama fofa. Ufa! Eu estava livre.

Apanhei o controle do videogame posicionado sobre a cômoda, sorrindo largo antes de retomar o headset vermelho. — Voltei, rapaziada, vamos jogar mais uma! — afirmei, dando “play” no jogo outra vez.

—X—

Durante toda a minha vida, sempre tive grandes problemas para acordar cedo — basta ver a sequência de dez alarmes no meu celular — e no Acampamento isso só piorara. Portanto, confesso que não fiquei assim tão surpreso quando acordei e descobri que faltavam apenas 20 minutos para que o meu ônibus passasse pelo ponto onde eu deveria estar. Entretanto, isso não significa que permaneci normal, muito pelo contrário, era hora do desespero total! Quíron uma vez me disse que nós, filhos de Ares, não éramos conhecidos pela nossa velocidade... Hmpf, coitado! Se ao menos ele me visse naquela situação, tenho certeza que mudaria seu conceito. Derrubando uma coisinha aqui, outra acolá, consegui me arrumar num intervalo de tempo mínimo, chegando a tempo de subir no veículo prateado.

Após encontrar a poltrona cujo número estava grafado na minha passagem e estabilizar-me no móvel aconchegante, pude ouvir minha barriga roncar alto. Ok, lembrete número 1: nunca ficar jogando Fortnite até tarde antes de viajar! Por sorte o assento ao meu lado encontrava-se vazio, evitando um constrangimento ainda maior. Engoli em seco, meus dedos hábeis procurando por algum alimento dentro da mochila azul sem obter sucesso.

É, o trajeto até New York seria mais longo do que eu esperava.

Por fim, depois das duas horas mais largas de toda a minha existência, pisei na “cidade que nunca dorme”. Como já era de costume, meu primo Bryan me aguardava dentro do seu habitual vista cruiser marrom. Ao seu lado, com um sorriso largo inesquecível estava a mulher da minha vida.

— Mãe! — abracei-a com toda a minha força, mergulhando meu rosto nos seus fios castanhos. Aquele sim era o melhor lugar do planeta! — Prêt à aller à Paris? Oui? — treinei meu francês e entrei no carro. Era incrível como o mundo girara numa velocidade absurda. Um ano antes eu estava terminando o ensino médio tal qual todo adolescente de dezessete anos, meu maior sonho era ingressar na faculdade de Florida State, apesar de não esbanjar uma situação financeira para isso. Hoje, já consciente de quem eu realmente sou, meu maior desejo literalmente era o céu e me encontrava a caminho nada mais nada menos do que a preciosa França!

— Não se esqueça de agradecer seus tios! Foi muito gentil da parte deles nos convidar para um evento tão importante...
— mamãe tratou de recordar qual era o motivo da viagem.

— É um museu que leva o nome da nossa família... É óbvio que iriam nos convidar! Além disso, pensei muito e ainda não consegui entender qual nosso grau de parentesco com eles, mas acho melhor chamá-los de tio mesmo.
—retruquei, sacando uma história em quadrinhos do bolso maior da minha mochila.

— Eu já te expliquei: o irmão do pai do seu avô é o avô deles. Aposto que assim como você e os seus primos, alguns deles também são semideuses... — ela afirmou, trazendo a lembrança de John e Valerie, meus parentes que assim como eu eram semideuses.

O trajeto até – e dentro  – do aeroporto seguiu sem mais grandes manifestações, eu permaneci entretido com a revista, avançando cabisbaixo enquanto minha mãe cuidava de toda a burocracia. Quando percebi meus pés já tocavam o piso fofo da aeronave, um sorriso confiante formando-se automaticamente no meu rosto. A última vez que eu estivera num avião fora com Lyd e culminou numa situação da qual as memórias permaneciam bem frescas na minha mente.

— To the city of light! — exclamei assim que sentei na poltrona logo ao lado de mamãe. Here we go.

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