The Blood of Olympus
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— God hates you. So be it.

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Mensagem por Zeke Leonhardt em Seg Ago 20, 2018 9:42 pm

god
hates
you
so
be
it
BY MITZI



Tópico destinado às CCFY's de Jayce Maddox, romano filho de Marte com legado em Hades e Demônio de Nox. Postagens relativas à sua trama pessoal.

Capítulo um: Buddy.
Capítulo dois: Sufocados.

— Boa leitura.


Última edição por Jayce Maddox em Qua Ago 22, 2018 9:02 am, editado 1 vez(es)
Zeke Leonhardt
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— God hates you. So be it.  Empty Re: — God hates you. So be it.

Mensagem por Zeke Leonhardt em Seg Ago 20, 2018 9:44 pm





O Templo de Nox estava lotado, o que era incomum. Raramente todos os Demônios se reuniam de uma só vez, já que preferíamos realizar preces individualmente, desejando a atenção exclusiva da deusa. Contudo, aquela noite seria especial, principalmente para mim. Vince era o único no meio do salão, vestido com suas habituais roupas e o braço mecânico amostra. Ele não era o líder do grupo, mas o de maior experiência e, por isso, a melhor escolha para mestrar aquele ritual. Em ocasiões normais, eu me encaminharia ao meio do grupo, pronto para escutar as ordens de minha patrona, mas não daquela vez.

— Aproxime-se, Maddox. — Disse ele em alto e bom som.

Deixei para trás a entrada do templo, trafegando pelo meio de meus aliados. Ao contrário de todo o restante, eu era o único com o corpo despido da cintura pra cima, deixando amostra o tronco por inteiro. Trajava apenas minha calça habitual e carregava em minha mão direita a espada Desespero, como havia sido ordenado. Ao me aproximar do centro do lugar, diante do filho de Apolo minha reação foi cordial, apoiando a ponta da lâmina de estígio no chão e, em seguida, um de meus joelhos enquanto segurava o cabo.

No entanto, mantive meu olhar obstinado e focado em direção ao de Le Fay. Se a situação não fosse de extrema importância, não teria pensado duas vezes em recusar me ajoelhar para o outro semideus. Éramos aliados, mas tínhamos um tipo de disputa pra nivelar qual de nós dois se tornaria o mais forte, principalmente após nosso duelo na arena de treino.

Ergui a espada no ar, deitando a lâmina na mão esquerda enquanto com a outra segurava seu cabo. Desespero, mesmo com uma aparência envelhecida, emitia um brilho incomum, estando devidamente polida e afiada para a ocasião — cada gota de sangue seria importante. Vince tomou posse de minha arma enquanto mantive minha mão direita em pé. Então, o filho de Apolo pressionou a ponta da lâmina contra minha palma e a deslizou com firmeza e lentidão pela carne, até sangrar. Ignorei a dor enquanto assistia o sangue preto pingar no chão e fechei a mão para reter o líquido.

Le Fay me encarou, gesticulando a cabeça em sinal de prosseguimento do ritual. Me ergui, mantendo-me parado e ereto.

Em nome de Nox, a dama da noite, busco os sete príncipes infernais.

Meu companheiro deu um passo para o lado, abrindo caminho para mim. Logo a frente haviam sete estátuas, cada uma representando os seres infernais subordinados à minha patrona. Aquele ritual era mais do que um pacto de sangue, ele selaria de vez a minha lealdade para com a causa de Nox. A partir dali, não haveria nenhum resquício de humanidade em mim. A melhor parte era que a ideia não me assustava de forma alguma.

Nossos pais eram nosso exemplo de Deus e, se nos abandonaram, como você descreveria Deus? Tem que considerar a possibilidade de que Deus não ama você. Que ele nunca te quis e, provavelmente, ele te odeia.

Então, com o sangue ainda escapando da ferida, repousei a mão no topo da cabeça de cada estátua, passando de uma a uma lentamente. Lúcifer, o demônio do orgulho, não reagiu ao meu chamado. Asmodeus, representando a luxúria, tampouco. A ganância encarnada, Mammon, manteve-se em silêncio ao meu pedido. Azazel, a ira, e Leviatã, a inveja, resistiram calados. Meu sangue escorria pelo material de cada uma dessas estátuas e, apesar de ácido, não corroía. Para a minha supresa, algo aconteceu no penúltimo monumento. Ao tentar retirar a palma de cima da estátua e partir em direção à sétima, foi como se algo a prendesse ali, uma atração com força descomunal.

Meus dedos passaram a vibrar, com a sensação espalhando-se pela mão, braço e, em seguida, por todo o meu corpo. Senti-me em um estado de estupor, com a acidez de meu sangue muito mais aparente do que antes. O silêncio perdurou ainda mais no ambiente, até finalmente ser cortado por um sussurro gultural, proferindo um único nome.

Baal-Peor.

Desidia circum primus. — As palavras em latim escaparam de minha boca, como se eu não tivesse controle sob elas.

Então, eu viajei. Vi as sombras impregnando o ambiente ao meu redor, escutando vozes astrais, enxergando as criaturas que buscavam uma forma de voltar ao mundo dos vivos mas, por algum motivo, não me alcançavam. Era como uma viagem nas sombras, habilidade provinda de minha ascendência em Hades, mas daquela vez foi algo que ocorreu sem meu desejo.

Até que finalmente senti meu corpo livre, pude abrir os olhos e mover o rosto. Parecia estar em meu estado comum, desperto e consciente e poderia, por fim, refletir acerca do que havia acabado de acontecer dentro do Templo. Porém, ao analisar o ambiente ao meu redor, algo decerto estava incomum. Eu estava parado em uma estrada desértica, árida e seca, com o chão tomando uma coloração vermelha. Como se o Endth tivesse espirrado o próprio sangue inúmeras vezes naquele lugar, até finalmente assumir aquela cor.

Notei, também, que o resto do meu corpo manteve-se na mesma posição e eu segurava um crânio humano no lugar da estátua de Belfegor, na palma de minha mão. Ainda estava ferida e o sangue corroeu o osso, desfacelando-o.

Isso é, no mínimo, interessante. — Murmurei comigo mesmo.

O amontoado de pó que havia sobrado do crânio foi levado por um vento rarefeito e quente — que eu respirei normalmente, graças à minha ligação com Hades —, chamando minha atenção para uma trilha de corpos. Na verdade, todo o caminho estava lotado de restos humanos, o que poderia explicar o tom sanguinário e o odor podre impregnado no ambiente. Não me senti nem um pouco incomodado, pois além de ser filho do deus da guerra, nada mais passou a me horrorizar após o ataque do Endth em Nova Roma.

Mas devo admitir, por se tratar de um ambiente completamente inusitado — afinal, mesmo para mim que está sempre no castelo de Nox no submundo, eu nunca havia ultrapassado seus limites — e semelhante ao inferno, eu estava um tanto quanto cauteloso e duvidoso acerca do que enfrentaria ali embaixo.

Assim sendo, levei a mão dentro do bolso de minha calça em busca de meus cigarros, mas nada. Foi quando percebi, eu não tinha nada em posse além das roupas, nem mesmo Desespero. Aquilo poderia ser um problema, mas torcia para que ao menos minha tatuagem Linkedin funcionasse dentro daquela dimensão. Com ela, eu poderia puxar meu machado elétrico de dentro de um portal mágico.

Ergui a mão direita no ar, levantando o dedo do meio como se estivesse mandando alguém se foder. Desejei ativar a tatuagem λ e, como resposta, um portal de coloração azul abriu-se no ar espontâneamente. Pude ver a lâmina de ouro de Eagle Axe reluzindo e agarrei seu cabo, tirando o machado de dentro de seu exílio.

Sem ter mais o que fazer e com a única arma disponível já em mão, iniciei uma caminhada logo a frente, transitando entre os pedaços humanos e místicos espalhados no chão. O objetivo era seguir uma enorme névoa e gritos desesperados que vinham do fundo do lugar.  

Primeiro você tem que se entregar. Primeiro você tem que saber não temer, saber que um dia você vai morrer.

As palavras entoavam em minha mente, mas era como se estivessem sendo induzidas por outra pessoa. Uma segunda voz em minha cabeça, mostrando-me o quão frágil eu poderia ser naquela dimensão paralela. E, por mais que meu temperamento me fizesse não temer a maioria dos obstáculos, sentia alguma presença extremamente poderosa me rodeando. Tive certeza disso quando me deparei com algo bastante incomum e, de certa forma, agradável de se ver.

No centro do caminho havia um esqueleto descomunal, maior do que quaisquer restos mortais acumulados no chão e não era humano. Tinha o formato do que um dia fora um lobo, um lobo gigante. No exato momento, minha mente foi aloprada por uma lembrança ruim.

A lupina estava prostrada no centro de uma casa abandonada. Diante dela estava eu aos onze anos de idade, um recém-descoberto semideus que havia passado pelas provações de Lupa por dias. Em meus braços estava Liesel, com a perna ferida e imóvel, segurando as lágrimas de dor enquanto os lobos cinzentos nos rodeavam. Ela tinha sido atacada por um daqueles canídeos que, por sorte, conseguiu arranhar sua perna. Ou seja, na concepção daquelas criaturas, a pequena não estava apta a ser uma semideusa, não tinha sobrevivido e deveria morrer.

Odiei o fato de que deveria assistir a morte de minha própria irmã e me recusei a abandoná-la. Como consequência, um dos filhos da gigante veio em nossa direção pronto para terminar o serviço. Nisso, me coloquei contra ele, recebendo uma patada no rosto. As garras fizeram um estrago no lado esquerdo, deixando três feridas profundas.

Não chorei, tampouco emiti o mínimo som de dor. Tinha aprendido, afinal, a ser membro da alcateia. A grande mãe impediu que o resto dos lobos nos atacassem e rosnou.

— Não admitimos fraqueza, semideus. Os fracos perecerão. — Afirmou Lupa.


Fui tirado de meus devaneios ao escutar um som descomunal, trazendo-me de volta ao mundo paralelo. Ali estava a grande e destemida Lupa, diminuída a ossos, derrotada. Senti uma alfinetada de dor em minhas cicatrizes no lado esquerdo do rosto e repousei os dedos, dedilhando a marca de três garras. Não pude evitar de sorrir diante daquela visão.  

Carma é uma puta. — Ironizei, pondo-me a caminhar novamente.

Caminhei por minutos até finalmente alcançar a entrada de um túnel. Parei diante do mesmo e, após muito analisar, pude constatar que se tratava do Túnel Caldecott, também sendo uma das entradas para o Acampamento Júpiter. Era fácil reconhecer, afinal, havia um cadáver de cada lado, ambos caídos com escudos e lanças, além de vestirem uma couraça — os legionários responsáveis pela proteção do túnel. Parecia uma visão do futuro, como se Roma estivesse predestinada a cair. Não me importei, afinal, já tinha visto um cenário pior meses atrás com o ataque de Sun Hee.

Adentrei o túnel escuro, graças a minhas habilidades, consegui enxergar todo o caminho normalmente. Nele a trilha de corpos continuava, na realidade, parecia ainda mais lotada de restos mortais. Mas, ao contrário do início, todos aqueles corpos eram conhecidos pra mim. Todos os legionários, todos os companheiros de Coorte, membros do Senado. Tudo parecia normal, apesar do ambiente pós-apocaliptico, até que escutei grunhidos vindo do restante do túnel. Era um som gultural e animalesco, como um rosnado que se aproximava cada vez mais e em maior número.

Mantive-me parado a fim de observar melhor ambos os lados do local onde me encontrava. Não seria difícil vislumbrar qualquer criatura que se aproximasse, caso contrário, eu estava em apuros. Ouvi um ruído atrás de mim e me virei de imediato, em busca de quem quer que fosse, mas nada. Não pude ver nada naquela escuridão, nada além dos corpos já espalhados pelo chão e as paredes do túnel. A temperatura, outrora quente, caiu bruscamente. Segurei o cabo de Eagle Axe com força, sabendo que teria problemas e não demorou a chegar. Senti um arrepio, um frio percorrendo minha espinha e logo soube que seria alvo de um ataque.

Nisso, me agachei a tempo de escapar de garras que passaram centímetros acima de minha cabeça. Girei o corpo em um movimento rápido e ágil, desferindo um ataque com o machado, na altura do que deveria ser a perna da criatura que me atacara. A lâmina penetrou parcialmente a carcaça negra do que parecia ser um demônio medindo cerca de quatro metros de altura. A criatura era humanoide e, pelo o que pude lembrar do tempo como legionário, encaixava-se perfeitamente na descrição de um Andarilho da Noite.

A lâmina de Eagle Axe espalhou eletricidade pela região ferida do monstro que, gritando descomunalmente de dor, investiu em outro ataque. Abandonei minha arma cravada na perna da criatura e rolei para o lado, evitando ser atingido pelas garras que perfuraram o chão. Ergui o braço direito e desejei que o machado retornasse para mim, assim ele o fez. Com um agarrão preciso no cabo, aproveitei a brecha de tempo para desferir um segundo golpe nas costas da criatura.

Mas algo aconteceu em questão de segundos. Meu sexto sentido novamente me avisou acerca de um ataque, mas não tive tempo para reagir. Senti um corpo pesado contra o meu, logo fui arrastado contra o chão. Tive apenas algumas escoriações, já que haviam corpos que amorteceram a queda. Ainda assim, tinha sido um belo empurrão, já que as duas criaturas estavam longes se comparadas à minha posição anterior.

Me ergui, empunhando o machado novamente, até notar que as duas criaturas não estavam mais sozinhas, tinha cerca de mais três e pareciam se moldar à escuridão. Estavam se camuflando.

Inteligente. — Murmurei.

Se não pode com o inimigo, junte-se a ele. Essa frase nunca fez tanto sentido naquele momento. De imediato, aproveitei as seguintes condições: eu tinha a alma trincada à de Nox, o que significava que tanto a noite como a escuridão eram minhas aliadas. Além disso, eu não tinha roupa alguma em meu corpo além da calça. Assim sendo, concentrei minha própria energia com dois objetivos.

O primeiro foi criar um clone de sombra semelhante a mim em todos os aspectos. Meu objetivo com o clone era usá-lo de isca e distração para com os Andarilhos, além é claro de servir como uma segunda visão. Seria um ótimo auxílio em batalha. Desejei que ele continuasse prostrado no meio do túnel enquanto eu me aproximava da lateral, pegando o restante da energia para camuflar meu corpo nas sombras. Aquele era o segundo objetivo, me esconder, assim como eles.

Funcionou como eu esperava. O clone manteve-se parado à espera dos Andarilhos que, ao se aproximarem dele, saíram das sombras e o atacaram. Não podia influenciar nos ataques de minha réplica, portanto apenas assisti. Ele não tinha armas tampouco minhas habilidades, então seria uma presa fácil para as criaturas. Deixei que lutassem enquanto aplicava minha energia para liberar o primeiro selo, o selo do medo. Eu estava intimidado, óbvio, se tratava de um grupo de cinco Andarilhos. Devia transferir para eles parte de meu medo.

Senti-me um tanto quanto aliviado enquanto as cinco criaturas pareciam intimidadas, recuando a cada tentativa de ataque contra meu clone. Algo as incomodava, só não sabiam o que. Meu duplicado se desvencilhou do ataque de um Andarilho e, em um pulo ágil, desferiu um soco forte contra o rosto de um deles. Em contrapartida, ele foi agarrado e jogado contra o chão, com a garra da criatura o prensando pelo abdome.

Apesar de ser um aliado que não me ajudava diretamente na batalha, estava me arranjando tempo o suficiente para liberar o segundo selo. Meu objetivo, com isso, era disseminar a discórdia através da minha aura de forma que as cinco criaturas ficariam desconfiadas umas das outras. O monstro que atacara meu clone cessou a investida repentinamente e voltou o olhar para os outros da própria raça. Com o olhar compartilhado de meu clone, notei que o Andarilho estava com uma expressão de raiva e rosnava.

Foi quando tive a brilhante ideia de utilizar outra aura minha, a da fúria. Eles ficariam tão descontrolados que perderiam o senso de estratégia e ataque. Espalhei minha energia através de uma aura, desejando que ela pairasse sob os cinco Andarilhos. E assim aconteceu, os monstros já desconfiados, partiram pra cima um do outro enquanto me davam tempo para reagir em um ataque certeiro.

Sem esperar um segundo a mais, abandonei a camuflagem das sombras, revelando-me. Não queria dar tempo para reação, dessa forma, apliquei força em meu machado. Corri em direção do monstro mais próximo, o mesmo que havia perfurado meu clone, utilizando minha velocidade atlética e força para desferir um golpe horizontal. A lâmina trespassou a carcaça das costas facilmente, fincando-se na ferida.

A eletricidade percorreu o corpod a criatura e foi o suficiente para mantê-la caída no chão, sendo um agravante para meu ataque. Investi em um golpe fatal, visando separar a cabeça do corpo. Foi fácil, meu machado era poderoso e eu tinha força, além da vantagem de que aqueles monstros estavam desnorteados. O corpo da criatura foi diminuído a um amontoado de pó, menos um.

Nisso, utilizei a viagem nas sombras para me teleportar até o meio dos quatro Andarilhos. Com rapidez, concentrei energia nas mãos, revestindo-as em aço impenetrável. Juntei-as em um soco único contra o chão, formando uma cratera ao meu redor e estremecendo-o por completo. Meus inimigos, outrora investindo em ataques furiosos, perderam completamente o equilíbrio. Ergui a mão em busca de meu machado cravado no chão, a certa distância, para que ele retornasse a mim.

Caminhei em direção de um deles, pronto para exercer o golpe fatal, mas senti a garra da criatura penetrando minha coxa. Gritei de dor, levando a mão ao ferimento e sentindo meu sangue escorrer. A mão da criatura ainda estava em minha carne, dessa forma, abri um sorriso e deixei que meu sangue ácido corroesse as garras do Andarilho. O monstro foi pego de surpreso, tentando se desvencilhar de mim, assumindo uma fuga de quatro, praticamente se rastejando. Lancei o machado, mirando na altura de sua nuca e a lâmina o perfurou perfeitamente.

A cada morte eu me sentia revigorado. Meu sexto sentido novamente me avisou acerca de um ataque e tive tempo de girar o corpo, me agachando. As garras do terceiro Andarilho atingiram a parede do túnel. Puxei meu machado de longe, atingindo a lâmina em seu pescoço.

A eletricidade também foi um agravante, no entanto, a lâmina praticamente tinha arrancado seu pescoço fora. Mais um derrotado, sobrando apenas dois que vinham em minha direção ao mesmo tempo. Ambos estavam sob o efeito do primeiro e segundo selo liberados, o que implicava que estavam passíveis de possessão. Assim, deixei meu corpo leve enquanto minha energia saía dele. Ao olhar para trás, vi meu corpo despencado no chão e, como espírito, fui em direção de um dos Andarilhos. Consegui, dessa forma, possuir o morto-vivo.

Aproveitei o embalo que o corpo da criatura exercia em uma corrida e, ao invés de pular contra o meu, saltei contra o Andarilho restante. Duas criaturas, ambas medindo 4m de altura e um porte físico destrutor. Seria um duelo difícil, mas eu tinha lá certa experiência em combate não armado. Pesei o corpo da criatura possuída contra a outra, pressionando a mão contra seu rosto enquanto mordia seu pescoço com força no intuito de arrancar sua jugular. Não fora o suficiente, já que mesmo ferido, o morto-vivo jogou as garras contra o pescoço de meu bonequinho.

Extremamente furioso, desferi inúmeros socos contra a face do Andarilho. Devido ao peso das mãos de meu monstro possuído, foram golpes fatais. Pude sentir e escutar a carcaça da criatura quebrando, até que finalmente, após inúmeras investidas, não havia sobrado um rosto para o Andarilho. Para finalizar aquela batalha, caminhei em direção de meu machado, agarrando-o com ambas as mãos monstruosas. Mirei um lado da lâmina contra o rosto do morto-vivo possuído e, sem demora, forcei-a para trás.

O corpo do Andarilho despencou e, quando abri os olhos, eu estava de volta ao meu próprio. Pude me sentir revigorado com as duas últimas mortes, no entanto, estava enfraquecido. Senti meu corpo pesando contra a parede e a visão enturvecendo, desmaiando por breves segundos. Quando despertei novamente, não estava mais no Túnel Caldecott. O lugar era como um templo destruído, inúmeros alicerces despencados no chão e, ao redor, tinha um lago de fogo cercando. Novamente, segurei meu machado e caminhei até o centro do lugar, em busca de respostas. Sentia uma presença e, quem quer que fosse, era mais poderoso do que cinco Andarilhos da Noite.

Um síbilo de serpente ecoou, seguido por uma risada gultural. A criatura que se formava na minha frente tinha o corpo humanoide da cintura até o busto, o pescoço coberto de pelos, da cintura pra baixo tinha pernas de bode, com cascos no lugar dos pés. Tinha a cauda semelhante a de um leão e, no lugar do rosto, o crânio de um touro. Os olhos brilhavam em um vermelho intenso. O humanoide caminhou calmamente em minha direção mas, enquanto caminhava, tomava uma segunda forma. O que antes era um híbrido de vários animais, tornou-se um homem de 1.80 de altura. Caucasiano, cabelo loiro e curto, repicados de forma rebelde. Vestia uma camisa social branca e um terno vermelho por cima, além de calça e sapatos da mesma cor.

Encontrei a liberdade. Perder toda a esperança era a liberdade.

O homem era esbelto e exercia em mim uma aura de estupor e, naquele momento, perdi completamente a necessidade de me defender. Estava frágil, como uma vaca hindu esperando o abate. Os olhos do desconhecido ainda brilhavam em vermelho.

Meus parabéns, garoto. Poucos chegaram até aqui, mas você trapaceou... é proibido armas em meus desafios. — Argumentou ele, encarando o machado em minha mão. Sorriu, tocando meu queixo levemente e me encarando em busca de respostas. — Como conseguiu?

Então era ele quem havia me prendido naquela dimensão. Devolvi o sorriso de forma ainda mais debochada, erguendo a mão direita e levantando o dedo do meio, deixando minha tatuagem Linked λ a mostra. Assim, desejei que o portal se abrisse e depositei o machado ali.

Interessante. Você é mais inteligente do que aparenta... contudo! — Ele deu meia volta, esfregando o polegar no indicador e me obrigando a ajoelhar-me diante dele. No centro do templo, um trono feito de ossos se materializou. O homem sentou, jogando uma perna por cima da outra e acendendo um cigarro. — Ainda está em meus domínios. Diga-me, sabe quem eu sou?

Mantive-me calado, refletindo sobre tudo aquilo. Eu estava em uma dimensão paralela desde o ritual no templo de minha deusa, o que só podia significar uma coisa: o príncipe demoníaco havia me respondido. Era ele, em carne e osso, prostrado em minha frente.

Belfegor. — Respondi em alto e bom som, tirando dele um sorriso de satisfação.

Exato. Você clamou pelos Sete e, como sou benevolente, estou aqui para escutar.

Belfegor exercia um poder gigantesco, mas ainda assim, era subordinado a Nox. Sendo assim, ele não poderia fazer mal a um dos seguidores da deusa, não sem motivo plausível. Ele sabia disso porque estava em minha mente, lendo tudo o que eu pensava. Assim que refleti sobre a situação, o sorriso do príncipe tornou-se menos nítido, mas ele manteve-se calado.

Você deve lealdade a Nox tanto quanto eu. O poder dela é maior que o de vocês sete, caso contrário, não seriam subordinados. — Comecei, sentindo o corpo tremer, já que eu pretendia me levantar mas a força telepática do demônio era maior. Não me importei, mantendo meu olhar direcionado ao dele. — Nós precisamos de todos os Príncipes na superfície, vocês estão praticamente encarcerados. E, se eu não estivesse certo, não teria correspondido ao meu chamado, não é? Você precisa de um corpo.

No exato momento, senti uma fisgada de dor no ferimento da perna, causado pelo Andarilho. Pouco me importei, não poderia ser fraco diante de Belfegor e ele sabia disso.

Então, tenho isso a propor. Me dê seu poder, me torne mais forte e eu te darei passagem livre para o mundo dos vivos. Aqui. — Finalizei a fala erguendo, com bastante dificuldade e esforço, a mão e apontando o dedo em direção a minha têmpora. Era um trato justo.

Belfegor parou de sorrir, levantando-se do trono e caminhando em minha direção enquanto tragava a fumaça. Assim, ao se aproximar de mim, posicionou o filtro do cigarro entre meus lábios e me permitiu fumar. Deixei a fumaça correr pelo meu sangue, sentindo a nicotina acalmando meus nervos depois de tanto suar na batalha contra os mortos-vivos.

Entendo... — Murmurou ele, jogando o restante do cigarro no lago de fogo. — Você não é fraco... é um bom trato. Está falando em tempo integral?

O tempo inteiro. Dividiremos mente e corpo.

Belfegor emitiu um sorriso e me encarou, eu já podia ler os pensamentos da criatura. Ela estava se sentindo desafiada, mas ainda assim, o desejo de retornar ao mundo material ecoava em sua cabeça. Ele praticamente já havia aceitado o trato, caso contrário, não estaríamos lendo a mente um do outro. O príncipe agachou-se na minha frente e suspirou, estralando o pescoço para os lados e sibilando como uma serpente.

Vamos ver do que é capaz, semideus.

Tudo aconteceu em segundos. Ele repousou as mãos nas laterais de meu rosto, agarrando-me com força e assoprando uma fumaça vermelha para dentro de mim. Seus olhos ainda brilhavam, tirando-me a atenção, até que notei que ele próprio era a fumaça vermelha, se dissipando e entrando em meu corpo através da boca, nariz e olhos. Senti meu peito arder e minha pele fervia, como se estivesse sendo queimado vivo. Tudo tornou-se preto.


Despertei e pisquei os olhos inúmeras vezes. O teto era nebuloso e escuro, representando a noite e ao olhar para os lados, notei que estava de volta ao Templo de Nox. A própria deusa estava prostrada diante de mim, sorrindo de forma satisfatória. Tentei me ajeitar no chão, mas minha perna estava ferida, deixando claro que os riscos da dimensão de Belfegor eram reais. Ela estendeu o braço e me ajudou a levantar, entregando-me Desespero logo em seguida. Suspirei aliviado, tinha passado pela provação e agora podia escutar a voz de Belfegor em meu inconsciente.

— Seja o melhor e estará predestinado a grandes feitos. —  Disse a deusa da noite, logo em seguida, ela desapareceu.

Não tive tempo de agradecê-la, realizando uma breve prece silenciosamente, em latim. Até que uma tosse forçada levou minha atenção, notei Belfegor prostrado ao meu lado. O demônio estava de braços cruzados, fumando um cigarro e analisando o ambiente. Parecia eufórico e satisfeito, respirando o ar puro.

Não é boa? A sensação de poder? — Questionou-me ele, gargalhando. — Mas vamos, temos muito o que fazer.

Você dá as ordens? — Perguntei, sentindo-me um tanto quanto afrontado.

Notei, então, que o restante dos demônios me fitavam com curiosidade e desconfiança, pude escutar murmúrios. Chamaram-me de louco.

Só você me enxerga. Você precisa partir em busca de alianças — Ele encostou na própria estátua, relaxando as costas e tragando o cigarro. — sugiro que faça o que estou dizendo.

Eu odiava receber ordens, ainda mais de alguém em minha própria cabeça. Era como se eu fosse um esquizofrênico incapaz de tomar as próprias decisões, mas ainda assim, ele estava certo sobre a sensação de poder que fluía dentro de mim. E, de qualquer forma, Belfegor não faria nada para me prejudicar. Se ele estava dizendo para dar o fora dali, então eu tinha motivos para confiar. Era seu receptáculo, afinal, se eu morresse ou fosse preso, ele não estaria em condições favoráveis. Não, ele queria curtir a liberdade.

Assim sendo, fui até meu quarto e tomei posse de todos os meus itens, desde roupas, armas e consumíveis. Tinha o pressentimento de que a Base poderia não ser mais segura para nós, aliados de Nox. Quando tive a certeza de que estava com tudo, respirei fundo e lembrei-me da pequena casa de praia em Miami, o último lugar em que estive com Georgia. Usei minha energia restante em uma última viagem pelas sombras, com o objetivo de chegar ao lugar imaginado.

Sugestão de desconto de MP. Deixo que o avaliador decida o quanto de HP será descontado, mas considere também as passivas de regeneração.

A soma de todos os gastos por habilidades ativas é a seguinte: 5 + 75 + 20 + 30 + 10 + 60 + 100 = 300. A vitalidade total do personagem é 340, vide o Registro Divino. Assim, sobrariam apenas 40 MP, contudo há os passivos de regeneração. Jayce derrotou 5 Andarilhos, considerando que a habilidade passiva Regeneração I permite recuperar 30 pontos de HP/MP por inimigo abatido, ele recupera 150 HP/MP. Com as habilidades passivas Cura Sombria I e Escuridão Curadora III, Jayce recupera 25 + 50 = 75 HP/MP. Considere também que esta última (Escuridão Curadora) já seria o suficiente pra começar o processo de cicatrização na perna ferida.

Sendo assim, a lógica é que a MP dele ao fim da CCFY seja 265. Se houver algum erro, peço que me atente a isso.

Os gastos já foram calculados de acordo com o número de inimigos e uso, no caso da Fúria Coletiva (usada em 5 inimigos) e Viagem das Sombras (usada 2 vezes).

Observações:
Eu considerei que a dificuldade de Jayce, para conquistar a benção, seria ser preso em uma dimensão paralela, dentro da própria habilidade almejada. Seu corpo ficou indefeso no mundo real enquanto ele vagava no que seria a "prisão" de Belfegor, passando por desafios e por lembranças do passado. Como é dito, o oponente fica preso em um sonho bom ou ruim, então mesclei os dois. Jayce teve visões indesejáveis mas, por outro lado, teve também visões que ele espera do futuro.

A dificuldade da batalha foram 5 Andarilhos e, considerando que Jayce tinha apenas uma arma, teve de se virar com as habilidades. Levei em conta o nível de meu personagem e, claro, se ele fosse mais upado, colocaria algo ainda mais difícil.

FPA - Jayce Maddox.

Em termos de curiosidade, a relação entre Jayce e Belfegor é bastante baseada no livro/filme Clube da Luta. Caso a habilidade não seja adquirida, gostaria de considerar que Belfegor se tornou uma simples visão para Jayce, como um tipo de sequela por ter passado pelo mundo paralelo.

Se a habilidade não for conquistada, peço recompensa total em xp.

Caso não tenha ficado claro, a habilidade deixa claro que apenas uma divindade pode libertar o semideus de seu efeito. Nox foi quem despertou Jayce, ao fim da narração.

Ah, se possível, considere que a CCFY ocorreu em paralelo à postagem da player Evie Farrer, vide este link. Sendo assim, Jayce deixou a base com seu arsenal e itens no final.
Arma:
Eagle Axe [Um machado com um aspecto que é bastante similar a uma ave de rapina, sendo suas asas o extremo afiado do machado. Seu cabo possui cerca de 40 cm e ele adapta-se nas mãos de seu usuário, modificando assim o seu peso | Efeito 1: Graças a mecanismos internos, o machado pode ser revestido em sua lâmina com eletricidade, sendo o cabo um isolador natural, evitando que o seu portador sofra com a ativação do elemento; Efeito de ligação: Retorna ao seu mestre depois de arremessa-lo | Ouro Imperial | Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]
Tatuagens:
Tatuagem SPQR [Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de duas lanças cruzadas e um garfo com uma bola em seu topo, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito 2ª Coorte. Uma vez por missão/evento, os golpes que não utilizarem poderes ativos e forem proferidos pelo semideus membro irão ter um bônus de 5% durante três turnos, sendo valido para poderes passivos e golpes diretos.]

Linked | Armas e escudos | (Uma tatuagem da letra Lambda λ, reconhecimento espartano, em coloração preta.) | Cria um elo entre o dono e a arma Eagle Axe, o usuário pode ativar a tatuagem que abre um pequeno portal onde a arma estará armazenada, podendo puxá-la. Válido para qualquer item. | (Dedo médio, mão direita) | marca pequena | Permanente.
Ativas:
Nível 1
Nome do poder: Sangue Acido
Descrição: Ao ingressar o grupo de Demônios o semideus tem seu sangue alterado, sendo que sua coloração fica escura, preto como a noite. Ao ser cortado o semideus poderá usar o sangue como ácido, qualquer um que tiver esse sangue tocando sobre a pele, sofrera queimaduras, e feridas se abrirão sobre a pele, deixando a carne – apenas na parte tocada – aberta. A ferida depende da quantidade de sangue que tocar o inimigo, se for uma gota, a ferida se abrira no tamanho da gota, uma poça, pode causar um estrago ainda maior.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: 3 HP
Bônus: É algo natural, o demônio tem o sangue alterado quando adentra o grupo, não pode controlar isso, mas, ao ser cortado, poderá usar o atributo ao seu favor, como arma para ferir o inimigo.
Dano: 15 HP (podendo ser mais dependendo do tamanho da ferida aberta, e do local).
Extra: Nenhum.

Nível 3
Nome do poder: Fúria Coletiva
Descrição: Ao estar enfurecido, o filho de Ares/Marte possui a capacidade de exalar a mesma em todos que estiverem em um raio de trinta metros de si, fazendo com que fiquem mais agressivos, não conseguindo elaborar estratégias, pensar em fugir ou elaborar combos combinados a ataques de outros seres. Essa habilidade também influencia aliados, tendo que ser utilizada com sabedoria.
Gasto de Mp: 15 MP por aliado que for atingido pelo poder
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Todos os aliados em um raio de 10 metros poderão ser atingidos pela onda de fúria do semideus, ganhando um bônus de força de +10%.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Camuflagem Sombria
Descrição: O demônio da noite consegue tornar sua pele completamente negra, incluindo os olhos – as roupas não entram nesse campo, por isso, para o disfarce ser completo, é preciso estar vestido de preto – e consegue se camuflar entre arvores e sombras da escuridão, podendo ficar praticamente invisível a outros olhos. Seu disfarce é perfeito.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Não poderá ser detectado por olhos comuns, e nem avançados desde que não se mexa, se mover-se pelas sombras aqueles que tiverem uma visão aprimorada, ou consigam ouvir e sentir ainda poderão captar o demônio, do contrário, desde que não emita ruídos, não conseguira ser encontrado.

Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 9
Nome do poder: Selo I
Descrição: O primeiro selo liberado é o selo do pânico. Ao se sentir intimidado, sua aura muda de tal forma que as pessoas ao redor de você passam a absorver parte desse medo, que será aliviado de você.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O medo do seu corpo será transferido para o do seu oponente.
Dano: 20 HP
Extra: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Clone Espectral I
Descrição: O demônio tem a capacidade de invocar uma única sombra de demônio menor para si, e molda-lo para ficar idênticos ao corpo principal, porém com os olhos totalmente negros – incluindo a parte branca, ficara oca, como se estivesse vazia – esse clone espectral compartilha parte da força do semideus/demônio, porém não é capaz de usar seus poderes ativos, apenas atributos, como velocidade e força. Podem também compartilhar os olhos, ou seja, a visão dos 2 será interligada, e em combate, podem auxiliar o semideus.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: O clone ganhara metade do HP do semideus. Ou seja, o HP será dividido, se o semideus tem 100 de HP, metade vai para o clone.
Bônus: O clone permanece em campo até ser morto.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 19
Descrição: Ao liberar o segundo selo, aquele pânico crescente nas pessoas irá lhe permitir plantar as sementes da discórdia, fazendo com que - independente de serem aliados ou inimigos - eles passem a desconfiar de tudo e todos.
Gasto de Mp:  30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz amigos se voltarem contra amigos, e inimigos se voltarem contra inimigos. Não saberão mais diferir uns aos outros. (Dura dois turnos)
Dano: Nenhum
Extra: O segundo só poderá ser usado em sequência do primeiro.

Nível 24
Nome do poder: Possessão Demoníaca I
Descrição: O demônio adquiri a capacidade de deixar seu espirito vagar para fora do corpo, e tomar o corpo do adversário durante dois turnos. O corpo do demônio fica vulnerável a ataques, e sua alma vaga para o corpo do inimigo, tomando-o para si.  Durante esses dois turnos, poderá fazer o que quiser com o corpo de seu adversário, pois, o estará possuindo. Em contrapartida, não consegue defender o próprio corpo, ele ficara totalmente vulnerável, e se for atacado, pode inclusive acabar morrendo. É importante ter muito cuidado ao usar esse ataque.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Se nada puder expulsar o espirito de dentro de si, ou o semideus não tiver um bloqueio, será possuído durante dois turnos, sem poder fazer nada, e sem ter controle do próprio corpo.
Dano: Nenhum
Extra: O dano desse poder é condizente com as ações do personagem, então ficara a critério do narrador, que avaliara as ações do demônio para com seu oponente.

Nível 25
Nome do poder: Soco de Aço
Descrição: As mãos do semideus são revestidas com uma espécie de aço, ficando completamente prateadas e impenetráveis. Ele usa esse poder para socar o chão com uma força descomunal (equivalente a 3 vezes o valor normal de seu poder), criando uma espécie de cratera media ao redor do corpo todo, e fazendo a terra tremer. Todos os inimigos num raio de 500 metros serão derrubados, perderão o equilíbrio e provavelmente cairão no chão.  
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Passivas:
Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 1
Nome do poder:  Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 5
Nome do poder: Mãos trocadas
Descrição: Graças à natural facilidade no manuseio de armas, as proles do deus da guerra conseguem manusear com extrema perícia duas armas ao mesmo tempo, sendo ambidestros por natureza. Seus golpes são potentes independente de com qual mão esteja segurando a arma, além de conseguir utilizar armamentos pesados de duas mãos utilizando apenas uma, como espadas montantes, machados de guerra, lanças e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirá manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 6
Nome do poder: Sexto Sentido
Descrição: Em meio a um campo de batalha, descansar não é opção e os filhos de Ares/Marte sempre estão atentos. Além de conseguirem notar com mais precisão e facilidade sinais de aproximação (como sons) esses semideuses possuem uma espécie de sexto sentido, de modo que ao serem alvo de um ataque direta ou indiretamente, pressentirão o perigo, podendo se prepararem melhor para o combate e evitarem serem emboscados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão, durante um único turno, pressentir o inimigo se aproximando, podendo saber de onde o ataque virá, e se preparar para ele.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Arma em Punho
Descrição: As proles de Ares/Marte aprendem desde cedo a importância de suas armas, não as deixando ou arriscando perde-las, não importa o que aconteça. Dificilmente vão poder tirar uma arma das mãos de um filho de Ares/Marte durante o combate, estes vão segurar suas armas com força e elas apenas irão poder serem removidas caso o semideus não esteja as segurando, ou caso morra.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O semideus que tiver um nível inferior ou igual ao do filho de Ares/Marte não poderá desarmá-lo.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Regeneração I
Descrição: Os filhos de Ares/Marte ao estarem em combate podem recuperar parte de seu HP e MP, mas para isso precisam matar seus inimigos. Isso funciona da seguinte maneira, para cada soldado, monstro, semideus ou inimigo derrubado em batalha pelo semideus (derrotado, não precisa estar morto) parte do HP e MP são restaurados e transferidos, ou seja, o HP e MP do inimigo vem para você. Ele perde, mas você ganha não somente a batalha, como também mais poder mais energia, ficando mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A cada inimigo derrotado em batalha +30 HP e 30 MP são restaurados em sua barra de status.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Percepção estratégica
Descrição: Para vencer um combate, não é preciso apenas possuir a maior força, os melhores golpes e as principais vantagens, também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente, os olhos do filho de Ares/Marte conseguem notar quais são as principais fraquezas do sujeito, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. As informações são dadas pelo narrador, cabendo á prole do deus da guerra as utilizarem da melhor forma possível. (só pode ser usado por uma vez em cada batalha)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode pedir ao narrador que aponte dois pontos fracos no corpo do inimigo, mas cabe a você conseguir acertá-los.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Ataque Surpresa
Descrição:  Em meio ao filme da serie Percy Jackson, foi mostrado em um evento de caça a bandeira que os filhos de Ares/Marte gostam de surpreender seus adversários, utilizando lugares altos para os emboscarem. Após um ganho tão grande de experiência, os filhos do deus da guerra conseguem se camuflar com perfeição, utilizando a natureza ao seu favor. Ao estarem escondidos com o objetivo de emboscar um inimigo, esses semideuses se tornam praticamente invisíveis em meio ao ambiente, podendo ser detectados apenas caso o adversário possua algum sexto sentido, tenha um olfato sobrenaturalmente apurado ou seja capaz de detectar presenças através de auras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que o inimigo não tenha faro apurado, ou consiga detectar aura (rastrear de alguma maneira), não será identificado.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Pericia com Machados II
Descrição: Você andou treinando, e desenvolveu sua habilidade com machados ainda mais, agora seus movimentos se tornaram bastante impressionantes, e você descobriu que o machado além de ser uma lâmina para corte de curto alcance, também pode ser lançado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de chance de acerto no manuseio de machados.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 24
Nome do poder: Pericia com lâminas III
Descrição:  Você está se desenvolvendo bem, e agora além de atacar, arremessar e aprender a lidar com diversas laminas diferentes (espadas, lanças, adagas e facas), também consegue se defender com ela, e dificilmente é desarmado.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de chance de acerto no manuseio de lâminas.
Dano: +20% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.

Nível 25
Nome do poder: Força III
Descrição: O filho do deus da guerra sempre soube que sua força sobrepujava os demais campistas, e agora seus golpes ficaram ainda mais potentes. Carregar peso, dobrar armas ao meio e até ajudar a carregar um colega sozinho lhe parece uma tarefa muito mais fácil do que para os demais campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força
Dano: +15% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum
Andarilhos da Noite (5):
Descrição completa.

Poderes Passivos

Aura Gélida: o andarilho possui uma força de presença muito grande, exalando uma aura gélida que dá a sensação de que o local está esfriando drasticamente. É algo natural dele e constante.

Força: Os andarilhos também são reconhecidos por sua física aprimorada.

Poderes Ativos

Camuflagem sombria: nas sombras, o Andarilho da Noite consegue camuflar-se tornando seu corpo praticamente invisível nas sombras.
Habilidade almejada:
Nome do poder: Abençoado de Belphegor
Descrição: O demônio cria uma espécie de ligação mental com o oponente, tornando seu olhar e o dele completamente vermelho – como sangue – e pode prender seu inimigo em um estado de sono profundo, uma ilusão, de sonho bom ou ruim, que o torna incapaz de escapar. Esse poder deixa o oponente em transe completo, e só pode ser rompido caso alguém consiga tira-lo desse transe do sono, isso não o mata, apenas o deixa preso em uma dimensão parare-la criada pelo demônio de Nyx/Nox. Para ser desperto dessa ilusão, a pessoa deve receber um ato de coragem da pessoa que o ama, ou ter o feitiço quebrado por um deus. (Só pode ser usado uma vez, por luta missão ou evento).
Gasto de Mp: 150 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: Nenhum semideus foi registrado com essa magia ainda, vaga (0/1)


∆ LYL - FG


Última edição por Jayce Maddox em Sex Ago 31, 2018 9:04 am, editado 1 vez(es) (Razão : Modifiquei o nome de uma npc importante. Tks.)
Zeke Leonhardt
Zeke Leonhardt
Sem grupo
Sem grupo

Idade : 20

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— God hates you. So be it.  Empty Re: — God hates you. So be it.

Mensagem por Marte em Qua Ago 22, 2018 10:33 pm


Avaliação



Método de Avaliação:


Total de XP que pode ser alcançado: 6.000 3.000 XP
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência –  30%  [/quote]

RECOMPENSAS: 3.000 XP + 3.000 dracmas + Abençoado de Belphegor


Comentários:

Sabe, meu caro, costumam me considerar um avaliador cruel e tirano pelo meu nível de exigência e pelos descontos que aplico. Entretanto, como pode notar, sua missão teve 100% de rendimento. Você foi realista e descreveu muito bem o combate, demonstrando inclusive a inteligência e sagacidade do seu personagem em meio a situações adversas. Também pude notar a criatividade no desenvolvimento do enredo e do cenário. Quanto à ortografia e gramática, onde me consideram mais cruel, você foi primoroso. Devo ter notado no máximo três erros, mas sequer valia a pena descontá-los, considerando a obra completa. Sua recompensa final foi reduzida apenas para atender a solicitação e conceder-lhe a benção.

Acrescento como curiosidade que o último abençoado de Belphegor foi líder deste grupo secundário. Quem sabe seja um presságio ou o demônio da preguiça tenha um talento peculiar para escolhas.

Parabéns, semideus, pelo seu brilhante desempenho.




"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor

by @Ronny
Marte
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Deuses Olimpianos
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