The Blood of Olympus
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Shit gon' come around - Treino para mentalistas

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Shit gon' come around - Treino para mentalistas

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Ter Ago 14, 2018 10:13 am


Bet you didn't think that the tables would turn
Naquele dia Ariel tinha um objetivo específico oferecido somente aos que instruía no templo. Os mentalistas precisavam de certa concentração para manter o equilíbrio mental de acordo com cada situação, para manter o foco numa devida atividade psíquica muitas vezes era preciso lidar com cargas emocionais que talvez muitos não possuíam sensibilidade o suficiente para continuar com seus feitos. Ultimamente estava sendo bombardeada com mensagens de semideuses do panteão grego para que os ajudasse com algo que ainda tinha um tratamento delicado. Memórias. Com o intuito de explicar um pouco de algumas experiências já feitas em momentos anteriores, pretendia esclarecer alguns pontos que pudessem transcender entre dúvida do que fazer e as consequências que surgiriam sob qualquer circunstância tomada com referências a mente.

Por isso, quando todos os mentalistas estavam reunidos, postou-se em frente deles. — Quantos de vocês já quiseram apagar certas lembranças ou memórias? — A primeira questão era um tratado simples, a própria Ariel gostaria de extinguir muitas partes de seu passado, tinha um lado humano em contrapeso. — Estou recebendo muitos pedidos para descarta-las ultimamente. Acredito que os pedintes assumem que essa é a forma mais fácil de lidar com o que lhes causa dor, mas não lhes passa pela mente que uma parte de sua história vai se tornar um borrão. Não vão recordar ou ao menos saber o que causou aquela perda. — A voz tênue da líder era séria, tal como a expressão ostentada no rosto que em muito parecia ser talhado em mármore. Aquela situação, após a feitoria do que era lhe pedido, não trazia nada ruim para curto prazo. Depois, sempre fora assim, o pedinte retornava para lhe pedir ajuda. O intuito? Descobrir a parte de seu passado que para ele tornou-se uma incógnita.  

Olhou para o rosto de cada Mentalista milimetricamente. — Creio que a maioria já ouviu a frase “Se eu pudesse voltar no tempo.....”, o tema especial para hoje. Quero que façam qualquer gesto. Qualquer um será válido: Um passo de dança, um sorriso, murmurar uma frase, qualquer coisa mesmo. Em sequência, vou manipulá-los para que não se recordem do que fizeram e vocês irão passar pelo processo de como é tentar se lembrar de algo que lhes foi tirado. Irei fazer com que não se lembrem até o momento em como chegaram aqui ou o motivo pelo qual vieram. Não vou deletar nenhuma lembrança, apenas irei mascará-la para que vocês tentem coagir a mente a resistir. — Informou, afastando-se alguns passos para mais distante deles. A mentalista permaneceria no lugar, atenta aos participantes. Nenhuma palavra seria dita a partir do momento em que a atividade se iniciasse.

Estava na hora de começar a lidar com a responsabilidade de proteger a própria mente de uma maneira mais rígida. — O objetivo será simples: Lembrar. Vocês terão exatamente uma hora para finalizarem a proposta. Os que não conseguirem terão de se esforçar um pouco mais, vou dificultar o processo para quem está demorando e fazer com que comecem a esquecer de outros períodos do dia. O tempo se inicia agora. — Ao silenciar sua fala, os olhos da prole de Hades tornaram-se azuis, piscando-os lentamente uma única vez para causar o efeito esperado. A partir daquele momento, todos os participantes esqueceriam de imediato o que tinham acabado de fazer, como foram parar ali ou o que estavam para fazer no momento seguinte. Ariel se recostou num cascalho grosso, aguardando pelo que viria.  


informações sobre o treino
• O treino é exclusivo para mentalistas, nenhuma outra participação será válida ou considerada;
Valerá até 2.500xp;
• Acontecerá no período de fim de tarde e os participantes devem considerar que receberam um chamado de Ariel;
• O objetivo é conseguir se livrar da manipulação e se lembrar do que foi fazer ali;
• Não é algo tão simples, mas também não é uma pedra no sapato;
Local: Pinheiro de Thalia;
• Qualquer dúvida, enviem uma MP para mim.





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Re: Shit gon' come around - Treino para mentalistas

Mensagem por Wade Logan Warren em Sex Ago 17, 2018 7:45 pm

They said I could do it
I proved them wrong

Eu sabia que meu dia estava fadado ao fracasso quando recebi uma mensagem de Ariel. Não que eu não gostasse de ouvir sobre a filha de Hades ou não apreciasse sua companhia - mesmo achando que morreria em todas as vezes que nos encontramos - mas quando um ser humano recebe um único conteúdo de mensagem com as palavras “precisamos conversar” e uma localização, bem... Isso geralmente significa que você está fodido.

Ariel não precisava de ameaças para ser assustadora, ela já tinha isso naturalmente.

Eu não era o melhor do mundo no quesito “lidar com garotas” por um simples motivo: elas me apavoravam. A forma como internalizam as coisas, como interpretam sentidos que nem o próprio interlocutor detecta e como conseguem desestabilizar qualquer argumento é algo extremamente desesperador. E, como se não fosse suficiente, Ariel era ainda pior do que qualquer ser humano do sexo oposto com o qual tive o prazer de interagir.

O Godzilla das mulheres.

E deuses, eu quase morri quando ela me ouviu chamando-a assim. Piadas à parte, se Satã fosse uma mulher, ele seria a chefe dos mentalistas. Não importava quanto tempo de contato ela tivesse com as pessoas, quanto soubesse sobre suas vidas e sobre seus pensamentos mais sombrios, quanto qualquer ser tentasse conquista-la, Ariel era completamente irredutível a qualquer tipo de sentimento - bem - humano.

Ainda assim, eu era eternamente grato e honrado por tê-la como minha mentora. Quando Ariel se ofereceu para me treinar e me convidou para os mentalistas, eu realmente achei que tinha acordado de um sonho maluco. Mas não. A filha de Hades havia enxergado alguma coisa em mim - algo que eu claramente não enxergava - que achou válido de lapidar e apostar. Eu só a decepcionei desde então e nada do que eu fazia parecia ser certo. Mas o lado bom era que ela ainda tinha esperança em mim, caso contrário eu já teria sido chutado do templo há muito tempo.

Era início de tarde quando atravessei o portal em direção à Casa Grande. Ariel não havia especificado em qualquer sentido o que ela gostaria de falar comigo, então eu estava preparado para a pior das hipóteses. Quando alcancei nosso ponto de encontro e percebi que ela já estava lá, pensei seriamente em dar meia volta e correr para o buraco de onde saí. A garota não parecia feliz, sua expressão estava fechada - como sempre - e batia o pé direito em ritmo impaciente. Engoli em seco. Oh, céus.

Wade, boa sorte.

Cheguei a recuar meu primeiro passo quando percebi que os olhos da semideusa me captaram ao longe, fazendo com que eu sussurrasse um palavrão. Abri meu melhor sorriso forjado e acenei, basicamente forçando meus pés a trabalharem para me guiar à morte certa. Tentei até mesmo disfarçar as batidas aceleradas do meu coração ao me aproximar, mas sabia que era inútil. Ela sentia o medo. E também estava bem óbvio na minha cara.

Quando cheguei perto o suficiente para começar uma interação, minha cabeça começou a trabalhar em ritmo frenético. Pensei em começar com um simples “oi”, ou já me desculpar e evitar de levar uma bronca. Talvez pudesse cumprimenta-la e dizer “olá, senhorita-senhora-dona-chefe-deusa-líder suprema Ariel”, mas tive medo de ser interpretado como sarcasmo - o que, definitivamente, não era. Eu planejei todos os tipos de saudações possíveis que pudessem me livrar de uma situação complicada, ou que pudesse - pelo menos - não me enfiar em uma enrascada pior.

O que acabei dizendo foi:

- Você não vai acreditar no trânsito que eu peguei até chegar aqui.

Se fosse fisicamente possível, os olhos de Ariel me encararam com ainda mais intensidade após minha piada idiota. Forcei o meu melhor sorriso de desculpas e tentei ao máximo me manter sem movimentos bruscos. O silêncio tomou o espaço por um tempo, até que finalmente ela resolveu dizer:

- Eu fiquei sabendo que você esteve em Nova Roma.

Pisquei algumas vezes um pouco em choque por esse ser o assunto no qual ela tocou logo em primeira instância. Se eu não conhecesse Ariel bem o suficiente, imaginaria que ela quisesse me parabenizar pela proatividade de ajudar nossos queridos colegas romanos. Mas, Ariel nunca parabenizava ninguém e seus olhos demonstravam que ela gostaria mais de me ter para o jantar do que bater palmas em comemoração.

Uma lista de coisas erradas que fiz nos últimos dias e que poderiam ser motivos para tomar bronca começaram a rodar minha mente. Essa foi uma péssima estratégia, porque percebi que a mentalista me observava em tom silencioso, provavelmente lendo todas as confissões que estava soltando deliberadamente. Forcei para que eu calasse a boca - mental? - e aumentei meu sorriso em mais alguns milímetros. A expressão dela se tornou ainda mais dura.

- Eu achei que seria uma boa chance de treinar os meus poderes. Como era apenas uma reconstrução e- Ah!

Me interrompi ao exclamar pela surpresa quando Ariel avançou em minha direção. Por um momento pensei que ia levar uma bela de uma surra, mas fui surpreendido por um puxão de orelha um tanto quanto literal. Entortei o corpo para o lado ao acompanhar seu movimento e tentei me libertar ao puxar minha cabeça, mas isso só fez com que ela segurasse ainda mais forte.

Mas que porra...?!

- Zumbis?! Um demônio Shax?! Você está tentando se matar, garoto?

- Bem... Não é como se eu tivesse marcado de me encontrar com eles! - Retruquei em tom exasperado, não apenas por estar sendo repreendido como uma criança, mas também pela vergonha de ter uma garota mais baixa do que eu puxando a minha orelha. Literalmente. Sorri ainda torto quando um casal passou por nós. - Ariel, por favor, você poderia sol-

- E você quase deixou uma menina morrer! Usou seu teletransporte como última saída?! Por que não pensou nisso antes? Por que você não estava pensando?!

- Espere... - Estreitei os olhos quando me dei conta de que Ariel estava ciente de muitos detalhes para quem não estava lá. Consegui encará-la mesmo com a cabeça abaixada por ter a orelha segurada entre os dedos finos da mentalista. - Quem te contou isso? Foi Claire? Ela está sendo seu bode expiatório? Eu vou acabar com a raça daquela filha de-

Ariel apertou mais o puxão em minha orelha fazendo com que eu grunhisse de dor. Eu tinha certeza que se continuássemos assim, ela ia arrancar fora.

- Eu ia dizer de Athena!

Ignorando completamente minhas súplicas, a menina de longos cabelos castanhos decidiu que seria divertido sair me guiando pelo acampamento pela orelha. Tropecei em meus pés por todo o caminho, quase caindo uma ou duas vezes se Ariel não tivesse me ajudado com o equilíbrio. As pessoas que passavam por nós faziam esforço para não rir da cena, e algumas outras nem tentavam. Já bastava ser uma piada ambulante e isso definitivamente não estava ajudando. Se o objetivo de Ariel era me dar uma lição, bem...Ela havia conseguido.

Apenas paramos de caminhar quando alcançamos o pinheiro de Thalia. Franzi a testa um tanto confuso com aquela localização e questionei se havia sido guiado até ali para morrer. Era genial: o pinheiro ficava bem no topo da colina e afastado da maior parte dos semideuses. Além disso, era logo ao lado da barreira, e ela poderia fazer parecer que foi um ataque de monstro.

Eu estava tenso e só consegui relaxar de fato quando o segundo mentalista se aproximou. Observei curioso conforme, pouco a pouco, mais e mais pessoas do nosso grupo iam em nossa direção e tomavam lugar ao meu lado, todos formando uma fila reta de frente para Ariel. Abri um sorriso quando Maverick puxou assunto comigo, mas decidi que ficar em silêncio seria mais inteligente uma vez que Ariel já estava extremamente irritada.

Quando ela pareceu satisfeita com a quantidade de pessoas ali, a filha de Hades começou a falar.

- Quantos de vocês já quiseram apagar certas lembranças ou memórias? - Olhei para os lados, curioso pela resposta das outras pessoas. Fui um dos poucos que não levantou a mão. Eu gostava das minhas memórias e não tinha alguma que quisesse apagar por mais dolorosa que fosse. Elas faziam de mim quem eu realmente era e esse ensinamento, ironicamente, havia sido um dos primeiros que recebi quando comecei a ser treinado por Ariel. -Estou recebendo muitos pedidos para descartá-las ultimamente. Acredito que os pedintes...

Ariel já tinha me ensinado a resistir a poderes mentais uma vez. A aula havia sido mais dolorosa do que de costume e eu realmente pensei que fosse apanhar até não aguentar mais, mas na verdade havia ganhado uma ótima habilidade de conseguir tornar minha cabeça menos acessível para outros semideuses. Nós éramos formados por três esferas principais: corpo, mente e espírito. Quando um desses deixa de funcionar é como se uma engrenagem da máquina parasse de girar, comprometendo o resultado do trabalho como um todo.

E deuses, como a mente era essencial.

Não importava quão forte fôssemos, não importava qual era o nível da sua maturidade, quando uma pessoa perde controle da sua própria mente, ela pede controle da sua vida. E por essa razão era extremamente relevante aprender como protegê-la, principalmente em um mundo com tantas ameaças. Então, eu meio que entendia a razão de Ariel ter me levado ali. Não era para aprender a apagar memórias ou para me ensinar uma lição. Não. O que ela queria era que eu entendesse, com aquele treinamento, que eu precisava ganhar resistência contra possíveis ameaças e poderes mentais. Eu já sabia fazer isso, mas resistir a alguém mais forte ainda era muito complicado.

Escutei todas as suas instruções atentamente e respirei fundo, observando conforme ela trocava olhares com todos os mentalistas, um a um, até que chegasse a minha vez. Respirei fundo tentando não sofrer pela antecipação e quando finalmente vi a menina se colocar à minha frente, encarei suas orbes escuras, sentindo-as sugar minha mente como um buraco negro ligado às mais fundas camadas do inferno.

E então ela partiu para o próximo.

Analisei o local onde eu estava e me perguntei que diabos estava fazendo no pinheiro de Thalia. Meu rosto se distorceu em confusão como um claro sinal de interrogação estampado bem na minha testa. Eu estava em Nova Roma há três minutos quando havia recebido uma mensagem de Claire para que eu fosse encontra-la na estação de reestruturação. A filha de Athena havia dito que precisava falar comigo e - estranhamente - agora eu estava em outro lugar. E não só apenas outro lugar: em outro acampamento.

Após notar o ambiente, percebi que estava ao lado de todos os meus colegas mentalistas também. Fitei um tanto confuso as faces conhecidas, percebendo que eu não era o único completamente perdido ali. Ariel estava parada diante de nós e seus olhos escuros observavam a cena de forma analítica, como se estivesse curiosa para saber o que aconteceria a seguir.

Eu não tinha memória, mas a disposição dos fatores era óbvia: estávamos todos parados de frente para a mentalista-chefe que nos avaliava. Isso tinha que ser algum treinamento.

Me esforcei para acessar minhas memórias dos últimos minutos, mas não consegui encontrá-las. Senti a frustração tomar-me quando me deparei com borrões, como se eu tivesse perdido parte de momentos da minha vida. Tudo do que eu me lembrava era uma grande lacuna, um espaço de nada, como se alguém tivesse me nocauteado ou me enchido com muita, muita bebida. Eu odiava o sentimento de perda de memória. Lembrei-me imediatamente da sensação que tive quando fui para Cancun e... Bem, eu havia feito uma promessa com Thomas de que jamais falaríamos disso.

Estremeci e respirei fundo, meus olhos se encontrando com os de Ariel, banhados em desespero.

E foi exatamente com o olhar de desaprovação da minha mentora que me dei conta de uma coisa: desespero. Se tinha uma coisa que Ariel sentia prazer em dizer para mim, era que eu era uma pessoa muito passional, ansiosa e hiperativa. A mentalista já havia dito inúmeras vezes - muito mais do que eu poderia contar – que, em todas as situações, a melhor saída era sempre fechar os olhos, pisar para fora da cena e observá-la com olhares externos. Ser envolvido pelo momento, pela situação, apenas viciava o meu ponto de vista e impedia que eu pudesse tomar alguma decisão racional.

E, convenhamos, eu não era uma pessoa que costumava tomar decisões racionais.

Ariel voltou a observar os outros mentalistas e eu tomei isso como deixa para fechar meus olhos e respirar fundo. Refiz todos os meus passos, um a um, desde o momento em que acordei naquele dia, até o momento em que recebi uma mensagem de Claire dizendo que eu deveria encontrá-la. Me deparei mais uma vez com o borrão frustrante que preenchia os minutos do meu dia até quando pisei no pinheiro de Thalia. O que tem neste borrão? O que está por trás dessa lacuna que eu não consigo enxergar?

Levei a mão até a minha orelha em reflexo. Senti uma pontada no lado esquerdo do meu cérebro que começou a me incomodar um pouco, como uma enxaqueca. Eu vi olhos negros, irritação e vergonha. Resgatei todos aqueles sentimos e guardei-os no centro do cérebro, usando-os como pequenas peças de um quebra-cabeças que estava incompleto, mas que eu encontrava aos poucos.

Me lembrei de risadas. Respirei fundo tentando ignorar a enxaqueca, afagando minha testa com a ponta dos dedos em prol de aliviar a dor. Eu vi uma carta e palavras borradas. Eu estava na estação de restauração e Claire parecia preocupada ao meu lado. Sim, Claire. Eu havia a encontrado ainda naquele dia.

O que mais, Wade?

Apertei mais os meus olhos, buscando me esquecer do fato de que estava no pinheiro de Thalia. Deixei que todo o espaço físico a minha volta desaparecesse e foquei minha mente na estação de restauração junto de Claire. Olhei para o bilhete em minhas mãos e tentei ler. Pisquei conforme os borrões se tornavam palavras ainda ilegíveis. Grunhi. Meus olhos se voltaram para Claire e eu senti angústia, ansiedade. Por quê? Voltei a encarar a carta, soltando um novo grunhido, mas agora pela pontada de dor na minha cabeça.

Meus ouvidos pararam de captar qualquer som oriundo do ambiente físico onde eu me encontrava. Agora eu conseguia escutar todos os sons provenientes de Nova Roma conforme os campistas andavam de um lado para o outro em suas funções. Ouvi a respiração de Claire e analisei melhor a expressão em seu rosto. Quando tornei a olhar para o papel em minhas mãos, me vi diante de uma breve mensagem escrita em letras cursivas: “Wade, precisamos conversar. - Ariel”.

Ariel queria me encontrar, isso! E, depois que li aquele bilhete e pedi para Claire rezar por mim, disparei em direção ao portal, principalmente quando percebi que estava atrasado. Me permiti ser completamente absorvido pela sensação de caminhar, de passar pelos rostos conhecidos, de sentir a brisa que batia contra minha pele naquela tarde até o momento em que cheguei ao Meio-Sangue. Fui tomado pela ansiedade de estar atrasado e saber que Ariel me mataria por isso. Caminhei cuidadosamente até a Casa Grande onde ela me esperava.

A dor em minha orelha fez com que eu me lembrasse do puxão que levei e da vergonha que passei ao ser guiado desta forma até o pinheiro de Thalia. Vi meus colegas mentalistas chegando aos poucos e aguardei ansiosamente para que Ariel revelasse o que estava acontecendo. Memórias.

Era um treino, eu tinha razão.

Meus olhos se abriram e me deparei com a filha de Hades. Um sorriso contente se formou em meu rosto e eu tive que reprimir a vontade de dar pulinhos e bater palmas do ar.

Por favor, Wade. Por que você tem que ser assim?

Eu não precisei falar nada. Alguns outros mentalistas ainda estavam focados tentando desvendar o desafio, outros já haviam feito sentido das coisas, assim como eu. O pinheiro estava com o mesmo aspecto de quando chegamos, me fazendo perceber que não havíamos levado tanto tempo assim para cumprir nossa missão. Não encontrei qualquer mudança na expressão séria de Ariel, nem um pequeno brilho de orgulho ao ver o sucesso de boa parcela do seu grupo.

Quando julgou necessário, Ariel interrompeu o treino.

A filha de Hades finalizou o desafio com um breve discurso sobre a importância das memórias que escutei pela segunda vez. Mesmo sendo algo difícil de administrar, nossas memórias são a grande razão de nos tornar quem somos e abrir mão delas significa abrir mão de um pedaço de si. Ter força para lidar com frustrações e momentos ruins era o que nos impedia de passar por situações semelhantes no futuro, e não havia nada mais frustrante do que olhar para trás e sentir que algo estava faltando ali. Um pedaço da sua vida.

Ariel liberou o grupo que pouco a pouco se dissipou. Ela não falou comigo, então pensei em dar as costas e retornar à Nova Roma para resumir minhas atividades, mas acabei optando por ficar e esperar até que estivéssemos sozinhos. Eu ainda não entendia qual era o problema da parte de mim que insistia em ficar perto de Ariel. No entanto - no fundo - eu sabia que a parte inteligente entendia que a melhor forma de me aprimorar como semideus era manter perto pessoas que pudessem me ajudar com tal missão.

A filha de Hades era uma das pessoas mais fortes que conheci e tê-la como conselheira era algo invejável. Eu tinha a oportunidade de aprender da melhor e essa chance realmente era para poucos.

E eu também estava louco por uns parabéns.

- Eu consegui! Você viu?

Perguntei animadamente, meu corpo acelerado pela felicidade.

Esperei um momento por uma resposta de Ariel, mas tudo o que recebi em troca foi um olhar sério e um lábio entortado, exatamente como ela fazia quando julgava alguém. As orbes escuras me escanearam de cima a baixo e não notei qualquer mudança em sua expressão sóbria. Senti meu rosto cair um pouco, mas tentei não deixar muito óbvia a minha decepção.

Limpei a garganta, agora desconfortável com o silêncio.

- Huh, bem, já que era só-

- Wade, vamos retomar os treinamentos. - Ela disparou antes que eu pudesse me despedir. Pisquei algumas vezes, um pouco surpreso com o anúncio repentino. - Eu estive ocupada com o CT, mas vamos voltar à nossa rotina anterior de nos encontrar semanalmente. Você tem sérios problemas de impulsividade, desatenção e eu acredito que temos muitos pontos a serem revistos e melhorados. Você se esquece de alguns poderes, habilidades e não explora sequer 20% do seu potencial. Eu achei que nossas aulas anteriores tivessem lhe ensinado o suficiente para se virar, mas vejo que estava errada.

Ouch.

Eu queria ter feito diferente, mas meu primeiro instinto ao ouvir aquelas palavras foi fitar os meus sapatos. Eu odiava como Ariel fazia eu me sentir como quando eu estava no jardim de infância e escutava continuamente as professoras dizendo aos meus pais que talvez eu não fosse o perfil da escola. Eu me lembro de como eles tentavam mascarar o desapontamento, me abrindo sorrisos e dizendo que a perda era da escola em não me ter ali. Essas mentiras nunca me enganaram.

Não importava o quanto eu me esforçava, não importava se eu demonstrava resultados continuamente, nunca era bom o suficiente.

Respirei fundo e soltei um suspiro pesado. Eu estava acostumado a falhar, então o que eram mais alguns calos? Mesmo quando eu havia conseguido fazer a porra da tarefa que ela tinha pedido. Por mais que minha maior vontade fosse de ser grosseiro com ela e lhe dar as costas, me forcei a olhá-la no rosto e assentir. Eu não estava mais sorrindo ou confiante. Deuses, eu sequer estava feliz agora.

Tinha medo de pensar no que ela teria me dito se eu tivesse falhado.

- Ok. Me avisa qual é o melhor horário e dia pra você. Eu faço agenda. Mentira, risque isso. Eu não tenho uma agenda. - Dei de ombros tentando, e falhando, esconder a frustração e tristeza em minha voz. Se Ariel percebeu, ela não demonstrou qualquer remorso. - Obrigado pelo treinamento, Ariel. Era só isso?

Nunca tive a resposta. A semideusa pegou seus pertences e sem me dizer uma única palavra girou em seu eixo, caminhando na direção oposta de onde viemos. Observei a cena em tom sério e senti meus olhos arderem um pouco. Eu havia dado duro pra caramba. Nós havíamos passado mais de seis meses treinando lado a lado, Ariel me conhecia melhor do que eu mesmo.

E ela ainda me tratava como completo lixo.

Eu sabia que haviam muitas camadas à filha de Hades, mas eu ainda não havia conseguido aceitar completamente a sua forma de lidar com as pessoas, principalmente comigo. Não queria ter ressentimentos, não queria odiá-la, mas por uns minutos eu tive e odiei. Joguei minha mochila o mais longe que consegui e soltei um grunhido irritado quando soube que ela não podia mais me ver. Encostei-me contra uma árvore e fitei os céus, me perguntando o que porra eu teria que fazer para conseguir ser elogiado pela minha mentora.

Provavelmente nada.

Soquei a grama em dois punhos fechados e suspirei. Eu parecia uma criança fazendo birra e por mais ridícula que a situação fosse, eu não conseguia me conter. Depois de dar o meu pequeno piti, saquei o gameboy que carregava comigo e dediquei meus muito minutos seguintes a zerá-lo de novo e de novo. Aquela era a única coisa passível de me acalmar e pouco a pouco fui voltando aos meus eixos.

Ariel dizia que eu tinha que ser firme, não ser passional e conseguir controlar a minha mente e emoções. Que eu era desequilibrado, impulsivo e totalmente hiperativo, que não conseguiria me impedir de fazer uma besteira quando meu humor estivesse alterado.

Ela tinha uma boa forma de demonstrar que estava certa.


OBSERVAÇÕES:

Poderes:

PASSIVOS
Nível 5
Nome do poder: Inteligência Múltipla – Lógica.
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência lógica apurada, tendo o seu “Centro de Broca” mais ativo no momento. Essa é a inteligência empregada para resolver problemas lógicos e matemáticos. É a capacidade para utilizar o raciocínio dedutivo e de calcular corretamente. É a inteligência que costumam ter os cientistas, matemáticos, engenheiros e aqueles que utilizam cálculos e deduções (trabalham com conceitos abstratos, elaboram experimentos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Suas estratégias ganham mais credibilidade; +20% de assertividade em arremesso de itens, graças aos cálculos realizados
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder:  Blindagem Psíquica
Descrição: A mente dos seguidores de Psiquê é sua principal benção. Assim, eles se tornam imunes contra poderes mentais que visam ler, alterar ou subjugar a sua mente ou danificar o cérebro. Apenas seres com 10 níveis a mais de diferença conseguem provocar efeitos em um mentalista.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 90% de defesa contra poderes mentais de todos os tipos.
Dano: Nenhum

arma:

Não utilizada.

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Re: Shit gon' come around - Treino para mentalistas

Mensagem por Joseph Ward Bartowski em Ter Set 11, 2018 10:02 pm

Joseph não andava numa semana tão fácil. A vida do filho de Afrodite se encontrava de cabeça para baixo e ele pouco entendia algumas coisas. Ainda assim, influenciado pela perda de memória que eliminou cem por cento de todas as suas lembranças no decorrer que esteve no acampamento, ou seja, mais de dez anos esquecidos e que jamais voltariam. Ele se negava a possibilidade de voltar atrás e recuperar as memórias, não queria acima de tudo. Os treinos de mentalista ainda sim deixavam a mente de Joseph ainda mais confortável e aberta a várias coisas, era grato por isso.

Ariel, a líder dos mentalistas estava ciente de todo o acontecimento com Joseph. Ou pelo menos era isso que ele pensava. O filho de Afrodite foi o assunto por um grupo de irmãos por longos dias logo após seu acidente ser relatado dentro do chalé. E por falar em Ariel, um convite para comparecer no Pinheiro de Thalia havia sido enviado por ela e Joseph fez questão de aceitar o mesmo. O seu desejo de se tornar um ótimo mentalista e também futuro psicólogo falava mais alto.

O moreno tratou de vestir uma calça larga e uma camiseta alaranjada do acampamento e logo se dirigiu ao local marcado no entardecer do dia. Chegando lá, podia ver alguns dos outros mentalistas que sequer havia conhecido. Talvez o único que tinha certeza de já ter tido uma amizade ou conexão fora Wade. Ainda que estivesse desmemoriado, sabia que poderia confiar no outro já que o mesmo sempre adotava uma postura descontraída nas casuais conversas que tinha com o colega mentalista e filho de Zeus.

Definitivamente havia chego numa conclusão final; precisava puxar assunto e tentar ser amigo ou estaria condenado a estar sozinho. Além do mais, todos pareciam ser ótimas pessoas.

Com o passar do tempo, aqueles que faltavam comparecer iam surgindo e logo seria a hora de sermos introduzidos ao motivo de estar ali. Possivelmente era um treino, mas, sempre tinha fé que poderia ser alguma coisa diferente ou algo para unir os mentalistas como uma família. É, essa hipótese poderia ser levantada por Ariel num futuro bem próximo, não?

Joseph voltou a olhar para os lados e ver seus colegas todos com cada um com uma expressão diferente, era engraçado. Para alguns, achava que Ariel impunha medo e para outros, respeito. O olhar do filho de Afrodite se encontrava com o de Wade por alguns instantes, o que fora suficiente para que ele deixasse um sorriso meio tímido sair e uma coçada atrás da nuca. – E aí... – Ele disse ficando cabisbaixo logo depois. Ariel enfim tomou a ponta daquele encontro e começou com uma simples pergunta que o desconsertou por completo. A verdade era que não tinha nenhuma memória para se lembrar ou esquecer ao mesmo tempo, então, tudo o que sentia era uma leve dor de cabeça e um sentimento de culpa.

A líder dos mentalistas continuou seu raciocínio e comentou que estava sendo bastante procurada para apagar lembranças que traziam dor ou sofrimento. Joseph pensou de imediato “Todos querem ser que nem eu? Vazio de lembranças e sem saber o que fazer?” Revirou os olhos só de ouvir Ariel falar isso e de fato preferia estar vazio de lembranças, mas isso de certa, forma gerava incerteza. Não poderia confiar em muitas pessoas que se diziam amigos e que estavam querendo se aproveitar de alguma forma. O olhar da líder era intimidador e ao mesmo tempo deixava Joseph com os punhos firmes, como se fosse um soldado recebendo ordem de um general.

Ela anunciou que a atividade de hoje era tomar alguma ação e em seguida, teríamos de lembrar o que havíamos feito e que o nosso único objetivo era esse. Por fim, Joseph assentiu e ficou com o rosto levemente rosado quando um de seus colegas o olhou com uma certa dúvida. Aqui leitor, caberá a você saber qual foi a pessoa quem lançou um olhar diferenciado a Joseph. Deixando isso de lado, Joseph deu uma risada de nervoso e voltou a focar na atividade proposta.

O prazo dado era de uma hora. Joseph por si só já se tratava de uma pessoa lenta, então demoraria por volta de cinquenta minutos ou mais. Não que eu esteja duvidando da capacidade dele, mas acho que ele tem grandes chances de esquecer de vez novamente e estragar tudo, apenas a opinião do narrador de quem vos fala. Enfim, voltando ao foco. Joseph deu uma mordida tremenda em seu próprio braço de deixar marca e logo depois encarou os olhos de Ariel mudarem de cor, sinalizando que o exercício enfim havia começado.

- Que dor desgraçada no braço. – Dizia coçando a cabeça forçando a vista por alguns instantes para se localizar onde estava. Quando notara, via Ariel sentada próxima de um cascalho grosso e fez vista grossa. Sequer lembrava o motivo do porque estava ali, mas notava que, por lógica, que se tratava de um exercício proposto aos mentalistas. O filho de Afrodite tinha agora um outro desafio, tentar se lembrar como havia chegado ali e o motivo de seu braço estar doendo. – Certo... Os mentalistas estão aqui, Ariel está numa posição encarando todos nós e eu estou com o braço mordido. – Joseph fazia um levantamento de tudo que observara em menos de dez segundos enquanto coçava o queixo como sempre fazia quando está pensante. Era a hora de ligar os fatos e desenhar sua proposta.

É, eu posso ser agora denominado como profeta já que Joseph estava em seus plenos trinta minutos sem bolar uma hipótese plausível. Novamente a habilidade de lógica voltou a apitar em sua cabeça tentando lhe dar um sinal. – Tá, tá, tá... É tarde, eu provavelmente fui chamado pra um treino e tudo isso faz parte dele, não? – Propunha uma ideia até que cabível ao momento, porém incompleta já que nada justificava a marca de dentes em seu braço que havia deixado toda a região avermelhada. – Essa mordida... Deve ter algo aqui que marque o motivo disso e quem foi... – Ficava pensativo novamente e olhava para os lados na esperança de encontrar alguma evidência e tudo o que achou foram outras pessoas também perdidas como Joseph estava e tentando se lembrar de alguma coisa.

– Certo... Estamos todos no mesmo barco. Cheguei na conclusão que isso é um treino que envolve a alteração de memórias e que eu tenho que me lembrar de alguma coisa que agora não faz mas nenhum sentido pra mim e eu nem sei o que eu tô falando mais.  – Dizia focalizando os olhos de Ariel com um certo tom amedrontado, uma certa parte do período de Joseph da manhã era apagada, porém a sua recente ainda estava intacta, era só se lembrar do raciocínio. Por telepatia, tentava colher o maior número de informações possíveis com os outros mentalistas. – Ariel apagou nossas memórias para esse treino e foi pra aquele cantinho. – Novamente Joseph levou as mãos até o queixo e pensou quando sentiu um pelinho loiro preso em meio ao seu dente e imediatamente o puxou, encarando o mesmo. – Que nojo... – Disse encarando o pelo e por fim, tratou de dar uma cheirada no mesmo.

Ao fim, descobriu aos 45 do segundo tempo que aquele pelo era dele e que ele havia mordido o próprio braço como método alternativo de tentar descobrir quem havia feito aquilo. Fora isso, a lógica apontava novamente ao perfume que ele usava todo o santo dia não importando o horário, o que por fim encerrou a manipulação. – Ai que delícia é lembrar de tudo... Bom, pelo menos dessa última semana, né? – Dizia após lembrar do incidente que havia o feito perder as memórias.

Concluindo, Joseph foi até Ariel e a cumprimentou com um olhar e com um aperto de mão extremamente tímido. – Ér... É... Eu... Devo agradecer pelo treino? – Perguntava feito bobo. – Ah, claro que sim. Obrigado. – Dizia se dando uns tapas de leve em seu rosto como forma de punição depois de uma reverência a qual não tinha motivo aparente. O filho de Afrodite levou os olhos até Wade e deu um último sorriso, sincero, porém com significado o suficiente. Por fim, Joseph saiu correndo dali rumo ao Chalé para encontrar com seus irmãos e compartilhar as experiências de seu treino. A única coisa que pensava era que jamais iria querer perder uma lembrança importante ou que lhe atribuísse algo de valor inestimável como a chegada no acampamento que hoje sequer está na cabeça do semideus que ainda se encontra em recuperação pós o acidente.

OFF: Atemporal, se permitido. q
Poderes:

Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Inteligência Múltipla – Lógica.
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência lógica apurada, tendo o seu “Centro de Broca” mais ativo no momento. Essa é a inteligência empregada para resolver problemas lógicos e matemáticos. É a capacidade para utilizar o raciocínio dedutivo e de calcular corretamente. É a inteligência que costumam ter os cientistas, matemáticos, engenheiros e aqueles que utilizam cálculos e deduções (trabalham com conceitos abstratos, elaboram experimentos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Suas estratégias ganham mais credibilidade; +20% de assertividade em arremesso de itens, graças aos cálculos realizados.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Telepatia I
Descrição: A telepatia permite ao seguidor de Psiquê ler pensamentos alheios ou comunicar-se mentalmente com alguém. Nesse nível, é possível fazer apenas leituras de pensamentos de até duas pessoas. É necessário manter o foco nessas duas pessoas, estando em uma distância máxima de 50m da pessoa. O contato visual da(s) pessoa(s) ajuda a conectar-se com a mente dela mais rapidamente. A comunicação ainda não é muito boa, mas é possível enviar pequenas mensagens.
Gasto de MP: 5 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A telepatia é uma habilidade que permite apenas a leitura e comunicação mental, não há nenhum controle ou influência mental.


Can't you
see that
you're lost
without me?
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Joseph Ward Bartowski
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Re: Shit gon' come around - Treino para mentalistas

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Qua Out 03, 2018 9:33 am

avaliação
treino especial para mentalistas encerrado
Segue banco de dados para o semideus que cumpriu a atividade:

Wade Logan Warren:
Total de xp's oferecidos: 2500
Total recebido: 2500
Observação: Você nunca decepciona, desenvolve muito bem o contexto e adiciona um humor que é contagiante. (DESTAQUE)


Joseph Ward Bartowski:
Total de xp's oferecidos: 2500
Total recebido: 2000
Observação: A escrita é boa e as ideias são muito bem fluidas e organizadas, mas senti que faltou algo na narração, como se o acontecimento anterior tivesse causado certa ruptura no personagem.


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Re: Shit gon' come around - Treino para mentalistas

Mensagem por Cupido em Sab Out 06, 2018 8:19 pm

Modo de avaliação:
Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 400 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Bônus por aluno: + 30XP e 50 dracmas
Total: 2100 XP + 500 dracmas (fixos)

Ariel Sehn Kahlfels
Introdução: 420 XP
Informação: 420 XP
Personagem: 400 XP
Missão: 420 XP
Habilidade: 420 XP
Alunos: 2 – 60 XP e 100 dracmas a mais
Total: 2.160 XP + 600 dracmas

Alunos e instrutora atualizados.
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Re: Shit gon' come around - Treino para mentalistas

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