The Blood of Olympus
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Duplicidade Mortal {OP para Halsey Rose Maddox}

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Duplicidade Mortal {OP para Halsey Rose Maddox}

Mensagem por Letus em Seg Ago 13, 2018 5:51 pm


Duplicidade Mortal

Em Long Island, o mortal Maddox trafegava entre as ruas, torcendo para alcançar a entrada da própria casa antes da chuva tomar volume no céu. Era possível ver raios soltos em cada ponto, seguidos de estrondo, trovoadas agressivas e assustadoras. A sensação era de que o céu cairia acima daqueles mundanos logo em breve. O pai de Halsey, no entanto, teria uma surpresa ainda pior naquele fim de tarde. Assim, seguiu até em casa sem imaginar que logo seria enrascado.

A surpresa veio quando ele enxergou a filha prostrada em sua frente. Tentou tocá-la, mas notou que seu dedo havia atravessado um holograma frágil e optou por não interferir. Era uma mensagem de Íris e a filha de Éris, abatida e desesperada, fez um simples pedido antes de desaparecer.

— Ajude-me, papai! Venha ao porto de Nova York!

Dias depois, Halsey despertou de um sonho estranho. Fazia tempo, bastante tempo, desde o último contato com o pai mas ele havia aparecido em seu pesadelo. Foi algo breve, mas o suficiente para despertar a curiosidade e, quem sabe, preocupação da filha de Éris. O outro Maddox estava acorrentado em um tipo de galpão, amordaçado e com feridas espalhadas pelo rosto e corpo, praticamente ensanguentado, respirando de modo frágil. Uma garota loira desconhecida apareceu de costas, dando-lhe um chute escorraçado. Em seguida, ela vislumbrou um galpão portuário na cidade que parecia ser Nova York.

Letus escreveu:Pontos obrigatórios

• Inicie a missão a partir do sonho da personagem. Narre detalhes, pensamentos, emoções e afins com precisão, não poupe palavras.

• Halsey deve raciocinar, concluindo que o sonho não era comum e que a vida do pai poderia estar em risco. Como sei do passado de ambos os personagens, quero que flua com detalhismo a confusão de sentimentos de sua filha de Éris. No final, ela deve escolher partir em resgate do pai.

• Deixei em aberto a localização inicial de Halsey para facilitar o processo da viagem, mas seja coerente. Arranje uma forma de chegar até o porto de Nova York, independente de onde Halsey esteja antes da viagem.

• Ao chegar lá, busque uma forma de não ser pega pela segurança do local ou, no mínimo, manipule/confunda o grupo para que sua passagem seja liberada. Busque pelo galpão do sonho, deixo que você crie detalhes acerca do ambiente, seja criativa.

• Você encontrará o galpão e a entrada será de fácil acesso. Seu pai estará acorrentado a um alicerce, completamente torturado, mas ainda respirando. Liberte-o, mas lembre-se, as correntes são de aço.

• Antes de fugirem, a loira desconhecida se fará presente. Ela é você, ou melhor, um Duplo, tem a mesma aparência, características, ambições e desejos, além de vestir roupas iguais e ter itens semelhantes aos seus. Revelará que ela se formou a partir de uma noite qualquer e, desde então, tem vivido como uma sombra. Assim, aceitou o pedido de uma divindade desconhecida para assassinar Halsey e viver sua vida. Deixo que você acrescente detalhes da sua trama pessoal, se necessário.

• Lute com o Duplo e finalize a missão da forma que desejar.

Letus escreveu:Acerca do Duplo:

• Duplo de Halsey Maddox.
• HP e MP: 270/270.
• Nível: 18.
• Outras informações: Bestiário.

Letus escreveu:• Você tem até 13/09/2018, até as 17:51 pm para postar. Em caso de dúvidas ou pedido de aumento de prazo, envie-me uma MP. Horário de Brasília.

• Armas e poderes em spoiler, sem exceção. Armas e poderes não citados no texto ou spoiler serão desconsideradas.

• Qualquer erro ou detalhe que fuja do proposto, acarretará em desconto da recompensa final ou pior.

• Boa sorte.
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Letus
Deuses Estagiários
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Re: Duplicidade Mortal {OP para Halsey Rose Maddox}

Mensagem por Halsey Rose Maddox em Qui Ago 16, 2018 12:00 am


Duplicidade Mortal
No one is as good as you imagine


De tantas as conversas que tive com meus amigos, uma delas foi comentando sobre a frequência de pesadelos que nós, semideuses, temos todos os dias. Ou pelo menos por certos períodos. Confesso que, particularmente, os meus não eram diários, mas tinham uma regularidade para acontecer e nunca tinham sentido. Perdi as contas de quantas vezes sonhei com cenários de guerra, com lutas intermináveis e com monstros absurdos que chegavam muito perto de me matar. Eu sabia que aqueles pesadelos sem fundamento não iriam me atingir, principalmente porque a carga de filmes como Fúria de Titãs, O menino do pijama listrado e até mesmo Lembranças abriam na minha cabeça um grande espaço para criatividade.


Mas nada tinha sido tão real como o pesadelo daquela noite.


Eu já não estava mais na minha cama, infelizmente, mas também sabia que nada daquilo era mesmo real. Podia ser uma visão, claro, mas eu não estava de fato . Era madrugada, provavelmente, e ventava absurdos. Pela grande porta de madeira aberta que eu podia enxergar atrás de mim, entravam rajadas fortes de vento que bagunçavam meus cabelos e faziam todas as partes do meu corpo estremecerem de frio. Naquela noite, Éolo estava bastante irritado.


O clima era tenso, deixando-me com o coração palpitando forte e com os sentidos aguçados. Tinha aprendido muito bem nesse tempo de semideusa que eu poderia esperar tudo de um lugar escuro e frio, menos coisa boa. Comecei então a analisar o local. Tinha o teto alto, quase impossível de se enxergar na escuridão, além de diversas goteiras inundando o chão de cimento batido. Sem janelas, apenas com a porta enorme e paredes feitas com lona de metal. Enquanto estava absorta em meus próprios pensamentos e análises, um gemido de dor ecoou pelo lugar.


Congelei quase que automaticamente. Os gemidos cansados começaram a aumentar, como se a pessoa – ou coisa, ou o que quer que fosse – tivesse acordado e voltado a fazer o mesmo que fez por muito tempo: reclamar da dor até ser nocauteado por ela. Levei minha mão direita até as costas e senti um vazio. Minha lança não estava lá. Olhei para a bainha da calça na esperança de ver minha faca, que também não estava. Nem mesmo meu anel de pedras brancas estava comigo naquela noite. Eu estava sem armas, à mercê das minhas habilidades físicas e dos meus poderes de semideusa.


Ah, muito bom mesmo. Palmas para quem fez o script.


Respirei fundo, deixando as mãos a ponto de formar uma posição de ataque, e comecei a caminhar. Só se escutavam três coisas no local: os gemidos de dor do ser mais à frente, minha respiração compassada para controlar a ansiedade e meus pés movendo-se entre as poças de água formadas pelas goteiras. Eu queria mesmo ter uma lanterna ou um sabre de luz para iluminar, mas tinha que me virar pelo tato e pelo cheiro. Depois de, mais ou menos, quatro passos, uma chuva forte começou a cair do lado de fora e, com ela, um raio cortou o céu escuro da noite.


Assim que o local iluminou-se pelos poderes de Zeus, meu coração parou.


Primeiro eu consegui descobrir que aquilo nada mais era do que um galpão, daqueles que ficam perto dos barcos ancorados em cais e essas coisas. Ótimo, eu já estava começando a me situar. O que realmente me chocou não foi saber que o local era um galpão, mas o que estava dentro dele. Os gemidos vinham de um homem sofrido, cujos olhos e feições eu conhecia perfeitamente, por ter convivido dezoito anos ao lado dele. Era ninguém menos que Maxon Maddox. O meu pai.


Meu coração se apertou ao ver o estado em que ele se encontrava: os braços presos acima da cabeça por duas correntes grandes e fortes de aço, a pele suja de terra e dilacerada em diversos locais, o seu sangue sujando toda a sua roupa branca encardida, os cabelos loiros – da cor dos meus – bagunçados e molhados por chuva e suor, as pernas sem forças para sustentar o corpo que pendia em direção ao chão, a respiração ofegante de quem já não aguenta mais sofrer e os gemidos que cortavam o silêncio do galpão congelante.


Maxon Maddox era, de longe, uma das pessoas que eu mais tinha remorso e tristeza nesse mundo. Mas também não podia ignorar duas coisas: uma que seu sangue corria em minhas veias, assim como a sua genética. A outra coisa era simples e direta, ele era o meu pai. Sustentou-me quando poderia ter simplesmente me jogado num orfanato, ou até mesmo na rua, mas optou por me criar, por mais que doesse nele. Por mais que eu fosse a causa da desgraça dele. A última coisa que eu queria era ver meu pai naquela situação de quase morte.


Mas, quando pensei em falar ou agir, escutei passos fortes entrando no galpão por uma portinhola detrás do meu pai. Afastei-me rápido de perto dele, já que eu ajudaria muito menos se estivesse morta. Voltei, então, para perto da porta de madeira, ficando camuflada pelo escuro da madrugada. Outro relâmpago rompeu o céu, clareando o local. Pude ver, exatamente no lugar onde eu estava anteriormente, uma mulher loira, de costas, vestindo calça, blusa e tênis. Quase pensei que ela era um alvo fácil, com os olhos vidrados no homem quase desmaiado na sua frente, me dava uma abertura boa para ataque. Só que, mais uma vez, só tive tempo de pensar.


A mulher acertou um forte chute no estômago do meu pai, fazendo-me estremecer. Assim que meus ouvidos captaram o baque do chute no corpo dele, eu acordei. Levantei de supetão, o coração acelerado e a respiração entrecortada. Passei a mão pelo rosto, sentindo o suor descendo por todos os meus poros. Eu estava aflita, preocupada, desnorteada. Era incrível como a mente era capaz de formar tão bem as cenas e situações.


Sério...Tem alguma coisa muito errada – balbuciei, colocando as pernas para fora da cama. Minhas irmãs dormiam tranquilas ao meu redor e não faziam ideia do que tinha acabado de acontecer comigo – Será que eu tô ficando louca?


Meu corpo estava tão tenso que a mínima movimentação me fazia tremer. As sensações do pesadelo ainda reverberavam ao meu redor e, com isso, resolvi levantar, já que todo o meu sono tinha se esvaído por causa da tensão. O silêncio pairava no chalé de Éris, fazendo meus pensamentos ficarem cada vez mais sórdidos e conflituosos. Resolvi então, tomar um banho quente para organizar as ideias. Enquanto a água se espalhava por meu corpo, fiquei a pensar se aquilo tudo não passava de uma armadilha idiota. E se alguém tivesse plantado uma ideia na minha cabeça, para uma possível emboscada? Wade, em nosso treino mental, mostrou que isso era muitíssimo possível.


Mas, nada como um bom banho para decidir o que fazer. Eu não podia arriscar a vida do meu pai por causa de uma dúvida, ou de uma possível morte. Ele era um mortal e, se estivesse mesmo na situação em que vi no meu sonho, não teria condições de se salvar sozinho. Além disso, era bom pontuar um detalhe: Maxon só estava naquela situação porque era meu pai. A culpa, no final das contas, era minha. Eu não faria nada além da minha obrigação ao decidir salvá-lo.


Não precisei mais do que dez minutos para entender que, de fato, eu tinha que ir onde quer que fosse para impedir a morte do meu pai. Não era justo com ele que, mesmo depois de eu ter ido embora, ainda sofresse com as consequências causadas pelas escolhas da minha mãe. Éris. Só de pensar no nome daquela cadela eu tinha vontade de explodir. De preferência perto de um lugar onde a sua fuça fosse diretamente atingida.


Então, rapidamente, vesti minha calça jeans preta, meu All Star branco meio sujo e, claro, minha blusa favorita. Ela era uma t-shirt com a cara do Darth Vader estampada e a seguinte frase: “Vote Vader, together will run the rules of the galaxy”. Junto a isso, peguei uma das mochilas de cor vinho que ficavam disponíveis no chalé para os filhos de Éris. Ri fraco ao segurar a bolsa na minha mão.


Que irônico. Eu indo salvar meu pai com um artefato da minha mãe. E os dois se odeiam.


Dentro dela, comecei a colocar o que poderia, de fato, me ajudar em alguma necessidade. A blusa do acampamento, um saquinho com ambrosia e duas garrafas: uma com néctar e outra com água. Prendi a faca na bainha e escolhi a lança nova que ganhei de presente de Josephine, filha de Quione. Eu nunca tirava o anel que Wade tinha me dado, já que ele significava muito mais do que uma arma. Era um objeto carregado de sentimento. Na mão oposta, um novo anel tinha tomado forma desde o dia do meu aniversário. Ahren tinha me presenteado com um anel azul de tubinhos de doces, fazendo referência ao dia em que fui sua guia e lhe mostrei um pouco do acampamento. O recém-reclamado filho de Morfeu tinha, em pouco tempo, conseguido solidificar uma relação amigável muito boa comigo.


Coloquei a mochila nas costas e saí em silêncio do chalé. Não queria companhia e, se eu dissesse a Quíron para onde estava indo, provavelmente ele viria com aquele papo de emboscada, coisa e tal e eu não queria que nada pudesse me impedir de salvar a vida do meu pai que, naquele estado, era apenas uma vítima. Enquanto caminhava, comecei a pensar em onde diabos aquele galpão estaria localizado. Eu estava numa colina em Long Island e meu pai morava na região da ilha que ficava mais perto de Nova York. Como na visão do pesadelo eu tinha chegado à conclusão de que o local deveria ser num porto, minha primeira tentativa seriam os galpões portuários de Nova York. Se, por algum motivo, razão ou circunstância o local não fosse aquele, eu tentaria uma forma de chegar até Miami.


O acampamento, assim como o meu chalé, estava silencioso. Como meu objetivo era chegar num porto, não seria muito válido ir de ônibus, de táxi ou qualquer meio de transporte rodoviário. Eu queria ir pelo ar e, para isso, só tinha duas possibilidades: ou eu teria que voar, ou teria que me arriscar montando em pégasos. Fiquei com a segunda opção, porque a primeira era humanamente impossível para mim. Perto do lago, algumas daquelas criaturas bebiam água calmamente, no silêncio da noite. Respirei fundo e fui aproximando-me devagar, pois sabia que os animais não se sentiam muito confortáveis com a minha aura caótica. Quando o único Pégaso branco notou minha presença, reclamou com um relinchado baixo.


Calminha aí, Pocotó – chamei, levantando as mãos em rendição. O Pégaso relinchou novamente, como se estivesse incomodado com minha presença – É sério, eu preciso muito da sua ajuda. Tipo, de verdade.


– O que você está aprontando, Maddox? – perguntou uma voz que eu conhecia claramente. Virei em direção à Marjorie e sorri sem graça.


Hã...Oi, Pequena Sereia! Então...Eu...Quero dar um passeio de Pégaso – a filha de Dionísio levantou uma sobrancelha e deixou claro que não acreditava em mim.


– Conta outra, Halsey. Eu sei que você tá indo aprontar e quero ir junto – mordi o canto interno da bochecha, suspirando logo em seguida.


Olha, é mais complicado do que parece, Marj. Dessa vez você não pode ir comigo.


– Me dê uma boa desculpa pra que eu seja convencida.


Naquele momento eu poderia usar facilmente meus poderes de persuasão para convencer a filha de Dionísio a desistir da ideia de me acompanhar. Ela sabia disso tanto quanto eu e por isso mesmo utilizou daquela frase. Marjorie e eu tínhamos nos conhecido no treino intensivo de Ariel e Luna e, depois disso, passamos muito tempo juntas, inclusive treinando na parede de escalada. Ela era alguém que eu tinha aprendido a confiar e eu não abalaria nossa amizade por causa de uma mentira.


Eu tive um pesadelo mega esquisito com meu pai, onde ele está num estado de quase morte. Resolvi ir salvá-lo, porque não existe ninguém no mundo por ele além de mim – soltei de uma vez, desviando os olhos da garota por alguns segundos.


– Você sabe que isso pode ser uma emboscada, né? – afirmei lentamente com a cabeça, ainda sem olhar para ela.


Eu sei, mas não posso largar a vida dele a mercê de uma dúvida. Preciso me arriscar.


– Pois bem – ela disse, aproximando-se de mim e do Pocotó – Vamos – gargalhei, negando com a cabeça.


Ah, não, não, querida. Você vai ficar bem aí e eu vou com meu amigão aqui – aproximei a mão do Pégaso, que se afastou, reclamando novamente por meio de um relinchar. Olhei feio para ele porque aquela coisa tinha me entregado.


– Como você pretende montar no Pégaso se ele nem deixa você encostar nele? Por Zeus, Halsey. Você precisa de mim para pelo menos chegar no local – soltei os ombros, suspirando e levantando as mãos em rendição.


Ok, Pequena Sereia, eu me rendo.


O Pégaso, que apelidei carinhosamente de Pocotó, deixou que Marjorie subisse em suas costas sem pestanejar. Foi preciso que a prole de Dionísio – que parecia ter prática com cavalos – conversasse muito com o bichinho pra que eu também subisse atrás dela.  Quando finalmente conseguimos, a parte mais difícil foi me segurar em cima dele enquanto sobrevoava o CHB. De cima, podíamos ver todos os pontos do acampamento: os chalés em forma de U, o pavilhão do refeitório, a arena, o anfiteatro, os estábulos...Cada lugar que eu estava começando a conhecer como a palma da minha mão.


Marjorie e eu nos privamos de conversas. Eu estava vagando no máximo de detalhes que podia do pesadelo, tentando entender como e por que meu pai estava ali. E quem diabos era aquela loira que tinha deixado um chute em seu estômago? Minha cabeça rodava só de lembrar da situação na qual ele se encontrava. E pensar que tudo aquilo podia, sim, ser culpa minha, só tornava tudo cada vez pior. Era como se eu fosse vomitar tudo que estivesse dentro de mim, de tanta culpa que eu estava carregando naquele momento.


Em menos de duas horas, estávamos sobrevoando Nova York. O tempo começou a esfriar muito em algum momento da viagem e os ventos foram se tornando mais furiosos. A cada momento que se passava, o clima ia tomando a forma que apresentou no meu pesadelo: congelante e mórbido. De cima, conseguíamos ver as luzes da cidade se estendendo até onde nossos olhos enxergavam. Bem perto, a Estátua da Liberdade se fazia presente, linda como sempre. Se eu pudesse fazer uma lista das coisas mais bonitas dos Estados Unidos, com certeza colocaria a estátua nela. Fiquei tão abismada com a beleza do monumento, que nem sei quando Pocotó começou a ficar nervoso. Estávamos a metros de altura e meu corpo congelou. Eu estava morrendo de medo.


M-Marjorie...O-o que tá acontecendo? – a voz da semideusa saiu trêmula, quase tão preocupada quanto a minha.


– Eu não sei, amiga...Calma, calma... – ela dizia, passando a mão nos pelos reluzentes do Pégaso. Comecei a olhar para baixo e percebi que estávamos bem no meio do rio Hudson.


Nós estamos a trezentos milhões de metros do chão, sobrevoando uma droga de rio e você me pede pra ter calma?! Marjorie...EU NÃO SEI VOAR! – a ruiva olhou para mim por cima dos ombros.


– Trezentos milhões? Você é muito exagerada, Maddox, Zeus me livre.


Antes que eu pudesse revidar a resposta daquela louca, Pocotó começou a ficar cada vez mais agitado, perdendo altitude muito rápido. Ficamos cerca de quatro metros do rio quando ele começou a voar adoidado, fazendo movimentos de ziguezague, relinchando aos quatro ventos sem parar. Agarrei-me forte nos pelos do bicho e os relinchares só aumentaram.


MARJORIE! CONTROLA ESSE BICHO, PELO AMOR D...


Minha voz foi cortada com um grande solavanco do Pégaso. Senti um vazio segurar meu corpo e o baque das costas de encontro com a água do rio. Eu fui, literalmente, engolida por aquelas águas. Um desespero enorme tomou conta de mim, assim como a falta de ar e de forças à medida que eu ia afundando no rio Hudson. Abri os olhos e vi apenas o monte de água acima da minha cabeça. Depois de um lapso de segundo para entender o que estava acontecendo, comecei a agir, dando impulso e tentando emergir o mais rápido possível. A cada segundo que passava, ficava mais difícil de respirar.


Finalmente consegui voltar para a superfície, puxando o ar, que entrou queimando meus pulmões. Tossi algumas vezes, olhando em volta e procurando Marjorie, que também devia ter caído. Vi um pontinho de cabelos vermelhos no meio da escuridão das águas do rio e suspirei de alívio. Nadei até ela e olhei para cima, vendo o Pégaso se afastar ao longe no céu.


Pocotó filho da puta – comentei, sentindo a mochila pesar cada vez mais porque estava encharcando-se de água – Você tá bem?


– O que você considera como bem? – ela perguntou, os cabelos completamente molhados.


Que falta faz o latildo do Thomas...Ele pelo menos soltaria uma conversa para Poseidon nos levar até a borda do rio sem ter que nadar – reclamei, fazendo uma careta.


– Alguma coisa me diz que não podíamos estar nadando nesse lugar – a menina apontou para as minhas costas. Do solo, luzes de lanternas apontavam para o rio, como se estivessem procurando a fonte do barulho na água.


Como se eu tivesse caído nessa merda porque eu quis – bufei, respirando fundo para conter minha calma – Dou um jeito nesses caras, vamos.


Nadei em direção ao gramado que rodeava a estátua com Marjorie ao meu encalço. Apoiei as duas mãos no solo e dei impulso para sair de dentro do rio, começando a tremer de frio assim que a primeira rajada de vento passou pelo meu corpo. Droga, Pocotó. Ajudei a filha de Dionísio a emergir da água e meus olhos foram praticamente cegados pela lanterna que logo nos encontrou. Apertei um pouco a visão, conseguindo ver por trás da luz um guarda florestal que nos olhava com uma cara de desaprovação. Procurei automaticamente seus olhos e foquei neles. Eu sabia que, se olhasse bem, saberia como me utilizar da persuasão para me safar da situação.


– O que vocês estavam fazendo nadando no rio? – perguntou o homem rispidamente.


Nós caímos – respondi, simplesmente. Pelo menos aquela parte era verdade.


– Mas a área de visitação está fechada. E todo mundo sabe que não se pode nadar no rio, nem de manhã nem à noite. Creio que terei que levar vocês...


Acho que não é necessário, senhor... – desviei dos seus olhos apenas por alguns segundos para olhar o crachá que pendia em seu peito – Jordan. Creio que tudo não passou de um mal entendido.


– E como você e sua amiga explicariam esse mal entendido, senhorita? – pendi a cabeça para o lado e deixei que meus olhos praticamente engolissem a sua concentração. Ele estava focado e era tudo o que eu precisava.


Nós viemos fazer a visita mais cedo, uma espécie de piquenique, e acabamos por adormecer. Como estava de noite quando acordamos e não tínhamos lanterna, acabei tropeçando e caindo no rio, levando Marjorie, minha namorada, junto comigo – puxei a mão de Marjorie para perto e falei na maior convicção que pude. Eu tinha que criar uma história verídica para salvar nossa pele, afinal. O homem continuou me olhando, sua mente sendo lentamente confundida por mim.


– Eu não acho que seja... – fiz o melhor que pude e prendi sua atenção totalmente nos meus olhos. Era hora do cheque mate.


Eu sei que você morre de medo dos seus chefes e, se chegar com um problema tão idiota quanto esse, é provável que não ganhe aquele aumento que você está esperando – arrisquei, com base numa criatividade absurda que veio na minha mente.


Quando eu assisti Zé Colmeia o guarda florestal era um cara que estava infeliz com a vida que levava, justamente por causa do seu emprego. Depois de ver esse filme, sempre que eu via um guarda florestal tinha a ideia de que eles mereciam um aumento de salário e uma valorização maior. Partindo disso, contei essa mentira, acreditando nela o máximo que eu podia. Parecia que tinha dado certo e o guarda tinha ficado irritado por eu saber tanto sobre a sua vida. Era patético como a maioria dos seres humanos eram previsíveis.


– É...Certo...Você tem razão. Vamos, eu vou levar sua...Namorada e você para a saída. Mas, por favor, não voltem a fazer isso, sim?


Não vai se repetir, senhor. Muito obrigada – andamos atrás do guarda, Marjorie me olhando com uma cara perplexa. Apertei sua mão para que ela ficasse quieta pelo menos até estarmos um pouco longe da entrada para a estátua.


Apertamos o passo para fora do local, andando em qualquer direção apenas para nos livrarmos do guarda chato e da possibilidade de passar a noite presas em uma cadeia e não fazendo o que viemos fazer: resgatar o meu pai de uma possível morte. Não deixei que Marjorie desse um pio do que aconteceu ao emergirmos da água, porque o local estava deserto e se alguém escutasse as vozes de duas mulheres, poderíamos ser estupradas. Mesmo sendo semideusas, ainda éramos duas meninas encharcadas correndo de madrugada pelo porto de Nova York. Alvos fáceis, na visão do patriarcado.


De tanto andar, chegamos ao local onde os barcos e lanchas ficavam ancoradas. Era uma longa passarela, na qual do lado direito ficava o rio que aportavam os meios de transporte aquáticos e do lado esquerdo ficavam os grandes galpões portuários. Todos eles eram iguais entre si e iguais ao galpão do meu sonho. Meio caminho andado, eu tinha acertado o local do covil. Em compensação, precisávamos procurar de um em um, sem fazer tanto alarde. Quem quer que fosse a mulher loira, ela poderia estar em qualquer lugar.


A entrada em qualquer galpão se mostrou facílima. A maioria deles estava com a grande porta de madeira destrancada e alguns tinham a aparência de estarem abandonados. Eram uns quinze, no total. Quando chegamos no número sete, mais ou menos, comecei a pensar mais com a cabeça e não com a emoção. Se eu fosse uma sequestradora mitológica, onde eu prenderia meu pai?


De repente, tudo ficou óbvio demais.


Eu faria a pessoa que está procurando olhar em cada um dos galpões, para que conseguisse encontrar só no final. Isso deixaria o procurador cansado física e psicologicamente, diminuindo a possibilidade de uma luta mais difícil. O fato era que: meu pai estava preso no galpão de número 15. Olhei para Marjorie, sem nada dizer, fazendo sinal para o final da passarela, andando a passos rápidos até lá. Ao parar na frente do local, era como se eu estivesse vivendo um dejavú. A grande porta do galpão estava escancarada, as rajadas de vento tinham ficado cada vez mais fortes e, dentro, o local estava completamente absorto na escuridão.


Eu já sabia qual era a ordem de cenas que iriam acontecer depois da minha chegada. Mas, dessa vez, eu estava preparada com minhas armas, perfeitamente ligada para utilizar os meus poderes e acompanhada de outra semideusa tão forte quanto eu, ou mais. Só que eu estava bem mais apreensiva, por um simples motivo: não era um pesadelo, era real. Tanto meu pai, quanto Marjorie, quanto eu, podíamos, de fato, morrer ali. Tirei a lança das costas e segurei com força, escutando meus passos ecoarem pelo local, junto dos da filha de Dionísio. Quando menos esperei, a chuva forte começou a cair do lado de fora e o frio aumentou, pois, ainda estávamos com as roupas úmidas da queda no rio Hudson, causada por Pocotó.


O relâmpago cortou o céu, me dando a visão que eu precisava: meu pai, amarrado pelos braços por correntes de aço, totalmente devastado. Exatamente como eu tinha visto algumas horas atrás no meu pesadelo. Engoli em seco, travando os passos por alguns segundos. A visão real daquela cena era dolorosa demais para os meus olhos e até para a minha alma. Um homem que eu deveria amar mais do que tudo no mundo só me fazia sentir pena. Naquele momento ele estava desacordado, mas foi só me aproximar mais que sua cabeça levantou de supetão, arregalando os olhos em minha direção.


– N-não...Não, por favor...Eu sei...Sei o que fiz todos esses anos e me arrependo, Halsey...M-mas, p-por favor...Me deixe... – ele suplicava, seus olhos mostrando o máximo de medo que alguém podia carregar. Franzi a testa, sem entender.


Do que você está falando, pai? Sou eu...O que s...


– E-eu sei, Halsey...Filha, eu sei...Mas, eu não aguento mais, estou sucumbindo à dor... – e Maxon começou a chorar.


Em toda a minha vida eu nunca tinha visto aquele homem derramar sequer uma lágrima. Ali, ele parecia realmente desesperado, apavorado em sofrer mais algum tipo de tortura, seja ela qual for, física ou psicológica. Por todo o altruísmo que tinha no meu corpo, abaixei-me em sua frente, procurando os olhos castanhos dos quais saíram tantos olhares de desprezo para mim. Eu podia ver tudo, menos arrependimento. Talvez ele só estivesse falando aquilo para, de fato, se safar da situação. Eu era muito boa manipuladora, não cairia tão fácil nos seus pedidos de desculpa.


Preste atenção, Maddox. Eu não estou entendendo uma vírgula do que você está falando, mas está tudo bem agora. Vou tirar você daí e vamos te levar num hospital – o loiro olhava para mim sem entender, como se fosse absurdo o fato de eu ajuda-lo.
– Mas...Por que me deixou preso e me torturou todo esse tempo e...Agora...Está me ajudando? – franzi novamente a testa. Eu não tinha prendido ninguém. Olhei para trás, a procura de Marjorie. Ela analisava o lugar e fazia a guarda da grande porta, não estava disponível para ouvir a conversa. Suspirei, virando novamente para ele.
Não fui eu quem prendeu você e, quem quer que tenha dito isso, estava mentindo.
– N-ninguém me disse, Halsey...Eu vi – e, dessa vez, ele realmente estava falando a verdade. Na minha cabeça não fazia sentido ele ter me visto prendendo-o e torturando-o. Comecei a pensar numa possibilidade de alguém ter entrado em sua mente e manipulado as lembranças, isso era uma coisa muito provável.
Tudo bem, eu já entendi que você acredita piamente no que está falando. Mas agora acredite que eu vou tirar você daí. E ponto – não dei tempo para que ele rebatesse com mais perguntas, deixando um pai confuso e acabado diante de mim.


Levantei, ficando de frente ao seu corpo cansado e abatido, olhando para os lados e começando a pensar em como poderia tirá-lo de lá. Andei ao seu redor, tentando ver na escuridão o que prendia as correntes de aço no teto do galpão. Provavelmente era por alguma espécie de magia, já que eu não conseguia ver nenhum tipo de cadeado ou alguma coisa de criação humana. Depois de muito pensar, um click apertou na minha cabeça. Olhei para minha mão esquerda e vi o anel que Wade me deu de presente de aniversário.


Esse menino me perseguia até quando eu nem estava pensando nele.


Meu anel tinha o incrível poder de transformar qualquer arma em...Bem, outra arma. Segurei, então, a lança na mão esquerda e deixei que o anel fizesse seu trabalho. Uma luz forte envolveu a arma e, em questão de segundos, eu estava segurando um machado com cabo de madeira escura, lâmina de prata comum e um rubi escurecido no cabo. Olhei a arma e fiquei satisfeita com a transformação, sabendo que ele seria o suficiente para quebrar aquelas correntes.


– Como você conseguiu isso? – ele perguntou, o tom de voz cansado, mas mostrando interesse. Revirei os olhos, respirando fundo.


Não importa agora. Preciso que você afaste seu corpo pra que eu corte as correntes sem acertar você.


– O quê?! Você nunca usou uma coisa dessas, Halsey?!


Vem cá, coroa, você quer sair daí ou não? – minha pergunta foi o suficiente para que ele se calasse e tombasse seu corpo um pouco para a direita.


Respirei fundo, fechando os olhos para me concentrar. Levantei o machado acima da minha cabeça, segurando seu cabo com as duas mãos. Abri novamente os olhos e mirei cerca de 40 centímetros longe da mão dele. Ficaria um pedaço de corrente em cada braço, mas era melhor do que ficar preso. Desci a lâmina do machado com o máximo de força que pude e, num golpe só, o som de metal contra metal pôde ser ouvido.


Ótimo, agora falta só um lado.


O corpo dele estava pendendo sem forças para o chão e, por isso, meu pai não conseguia segurar-se por si só. Marjorie, que estava na porta, percebeu a situação e veio nos ajudar. Segurou meu pai pelos braços que, se bem conheço, iria pestanejar se estivesse em condições. Dei graças aos deuses por ele estar naquele estado, pelo menos naquele momento. Fiz os mesmos movimentos: fechei os olhos, respirei fundo e mirei, colocando toda a minha força no golpe. Mais um estrondo de metal ecoou pelo galpão e Marjorie segurou meu pai nos braços com toda força.


Transformei o machado novamente em lança e corri para ajudar Marjorie a segurar meu pai para sairmos do galpão em direção à passarela. De lá pensaríamos em alguma forma de leva-lo até um hospital e voltar, finalmente, para o acampamento. Quando chegamos bem perto de sair da porta, um estrondo de trovão cortou o ar.


Como diria Thomas e Natalie: Zeus tinha um timing perfeito.


Junto com o estrondo, passos fortes ecoavam no galpão escuro. Virei em direção ao barulho, ainda ajudando a carregar meu pai com Marjorie. Eu já tinha ouvido aqueles passos no meu pesadelo e sabia perfeitamente que pertencia a mulher loira desconhecida que tinha visto de costas. Antes mesmo de ver suas feições, pudemos escutar a sua voz.


Para onde vocês pensam que vão? – e aquela voz eu conhecia perfeitamente.


Pelas luzes dos postes do lado de fora, podíamos ver claramente os traços da garota na nossa frente. Cerca de 1,75m de altura, cabelos loiros e ondulados com os fios chegando na cintura, olhos verde azulados com um leve puxado oriental, boca desenhada e bem delineada, rosto corado e corpo com curvaturas acentuadas. Eu sabia de todos esses detalhes porque, bem, aquela garota era ninguém menos do que eu. Passei alguns segundos boquiaberta, perplexa demais para conseguir falar ou fazer alguma coisa.


Como aquilo era possível?


Um gato comeu sua língua, Halsey? – a outra eu perguntou, sendo bastante agressiva e sarcástica por fazer uma pergunta tão retórica. Ok, aquilo estava ficando bizarro.


Eu...Hã...Quem é você? – ela riu, exatamente como eu ria quando estava debochando de alguém.


Que pergunta escrota. Eu sou Halsey – deu de ombros, claramente sem se importar. Ri fraco, negando com a cabeça. Aquilo tudo era muito absurdo.


Não. Eu sou Halsey – entediada, a outra eu bocejou, apoiando seu corpo na espada que, agora, estava com a extremidade fincada no chão.


Eu sei quem você é, não preciso que me dê detalhes – ajustei a posição do meu pai no braço, ainda com a ajuda de Marjorie. Aquela garota estava me incomodando mais do que Lydia.


Tem alguma coisa muito errada. Como você sabe quem eu sou? Tipo...Você que é a deslocada por aqui – outra risada debochada saiu dos seus lábios.


Você é uma pessoa muito cansativa, Halsey. Ainda não conseguiu perceber? Eu sou você – franzi a testa, tentando entender o que porra estava acontecendo. A outra Halsey parecia se cansar a cada segundo que aquela conversa se prolongava e chegou um momento que ela não queria mais esperar – Então, chega de blá-blá-blá. Preciso que devolva seu pai para que eu possa matar você e ele, coisa e tal. Ajude no script, sim?


A loira não esperou uma resposta e empunhou a espada em nossa direção, lançando a lâmina com um movimento pendular para cima de mim. Eu, de algum modo, sabia que ela ia fazer aquilo. Empurrei meu pai e Marjorie para o lado, jogando-me para trás e caindo direto no chão de cimento batido. Grunhi fraco por causa do impacto e levantei de supetão, transformando a lança em espada por meio do anel. Em segundos, uma espada com punho de madeira escura e lâmina de prata resplandecia em minha mão esquerda, deixando a direita livre para defender meu corpo de um possível ataque.


Qual é, Halsey! Você acha mesmo que vai conseguir ganhar de mim? Eu sei de todos os seus movimentos, sei de todas as suas habilidades e vou usar tudo contra você, sem ter nenhuma piedade na hora de enfiar minha lâmina no seu peito! – ela riu, convicta de que a briga já estava ganha. Revirei os olhos, começando a andar no mesmo ritmo que minha gêmea do mal.


Você é uma criatura muito confiante pra ser uma cópia fiel da minha pessoa. Se sabe tanto sobre mim, devia saber também que eu posso ser tudo, menos convencida – soltei, investindo pela primeira vez contra ela.


Com a mão esquerda, fiz um movimento de ataque com a lâmina da espada, na esperança de pegar o lado direito do seu corpo. A outra Halsey interceptou meu golpe com sua própria lâmina, causando assim, um choque de metal contra metal, fazendo um barulho que preencheu o galpão. A força da sua defesa foi tão grande que cambaleei um pouco para trás, mas não me deixei desequilibrar. Como contra-ataque, tentei um golpe por baixo, flexionando os joelhos para um melhor alcance, onde pegaria sem compaixão uma parte da sua barriga.


Antes mesmo de minha lâmina chegar perto do seu corpo, a loira deu uma cotovelada nas minhas costas, que me fez perder um pouco o ar. Respirei fundo e segurei o seu braço livre com o meu direito, puxando-a para cima e derrubando de vez a garota no chão. Arrumei a postura, dando tempo suficiente para ela se recompor. Parecia que a garota não era do tipo que gostava de ser derrotada. Afastei-me dela, empunhando novamente a espada na frente do corpo.


É muito mais fácil pra nós duas que você se entregue, Halsey. Não adianta ficar com esses joguinhos idiotas sabendo que você é uma perfeita inútil e não vai conseguir ganhar – semicerrei os olhos, começando a perceber que a outra eu não mediria esforços para conseguir o que queria.


Já percebeu que todos os insultos que você me fizer vão valer pra você também, sua idiota? – a gargalhada debochada cortou o ar.


Pode ter certeza, querida: eu não me presto ao papel de ser tão trouxa como você – apertei mais o cabo da espada, sentindo a raiva tomar conta das minhas veias.


Ataquei-a novamente, dessa vez trocando a espada para a mão direita. Girei nos calcanhares antes de lançar a lâmina contra a garota, tentando machucá-la pela esquerda, mas fui interceptada mais uma vez por sua própria espada, que aproveitou o choque para investir contra o meu lado livre. Por um triz consegui desviar, dando um pequeno pulo para trás e tentando uma rasteira contra suas pernas. Claro, foi em vão, porque, como se a outra eu tivesse premeditado, ela pulou bem na hora que minhas pernas passaram pelas suas, usando-se de um chute para me empurrar de vez ao encontro do chão.


Ganhar dela parecia impossível.


Como merda eu ia lutar com alguém que sabia todos os movimentos que eu ia fazer? E, pior ainda, possuía as mesmas habilidades que eu. Outro click foi apertado no meu cérebro. Se ela sabia o que eu ia fazer – e se julgava muito esperta por isso – eu só precisava pensar da mesma forma. O que eu iria fazer se recebesse certos golpes? Como eu iria defendê-los? Antes do ataque, eu precisava pensar na defesa dela. Bingo. Mas, antes, iria testar para ver se minha teoria estava correta.


Agora que eu estava no chão, provavelmente ela – sendo eu – se utilizaria de um dos pés para me prender contra o cimento batido. E provavelmente esse pé seria o esquerdo, porque meus chutes eram melhores com o pé direito, que, nesse caso, deveria ficar livre. Mantive-me no chão, fingindo um cansaço repentino, enquanto a loira se aproximava de mim. Assim que ela levantou o pé esquerdo para me prender, segurei seu calcanhar e derrubei-a no chão, pela primeira vez surpreendendo a garota. Levantei-me mais rápido, apontando minha própria espada contra a menina derrubada. Olhar seu rosto de raiva era como ver um espelho.


Parece que você começou a pegar o jeito.


A culpa não é minha, Halsey, se você fica me subestimando.


Você que se auto sabota – dizendo isso, ela focou nos meus olhos e eu comecei a sentir dor.


Quando eu falo de dor, não é uma simples cólica. Meu corpo começou a ser perfurado por vários pedaços de vidro quebrados, me fazendo contorcer e afastar da garota que estava abaixo de mim. Comecei a curvar sob meu próprio corpo, gemendo de dor enquanto tudo ia ficando turvo. Eu sabia que tinha esse poder, mas não fazia ideia de como ele era absurdamente ruim e agoniante. E, por mais bizarro que fosse, tudo era criado a partir da mente.


Junto com as perfurações, senti uma joelhada atingir meu estômago e não tive condições alguma de revidar. Um soco também foi dado no meu rosto, fazendo-me sentir o gosto metálico do sangue se espalhar em minha boca. A cada segundo que aquela dor aumentava, minha visão ia ficando mais turva e minhas forças iam cedendo à agonia. A única coisa que eu ainda podia ver era o meu próprio rosto rindo da minha situação.


Eu nem acredito que você acreditava mesmo que podia acabar comigo, semideusa – a voz da garota foi ficando mais metálica, o rosto se misturava em cinismo e deboche. Parecia que suas palavras só aumentavam a dor que eu sentia – Logo você, que não é bem aceita pelos próprios irmãos, muito menos pela própria mãe – a risada cortante queimava meu corpo por dentro.


P-pare...


Shhhh, Halsey. Eu só estou começando. Eu sei de toda rejeição que você sofreu e ainda sofre. Desde seus avós preferindo a sua prima, desde seu primeiro namoradinho que também ficou com sua priminha, ao invés de escolher você. Desde sua amiga Natalie, que de repente começou a te trocar pela mesma pessoa que o tal Wade também te trocou: por Lydia. Você não conseguiu segurar um mortal, quem dirá um mentalista? – aquela tinha deixado de ser minha gargalhada faz tempo. Eu não conseguia mais me enxergar naquela garota estúpida. Era apenas a carcaça, que só fingia ser eu – Nem mesmo o seu próprio pai te suportava.


Meu ódio por aquela criatura só aumentava e o mínimo de gesto que ela fazia me dava mais forças para reagir. As dores começaram a diminuir, mas, na noite da colina eu tinha aprendido que era uma boa atriz. Não. Que era uma ótima atriz. Prossegui sentindo a dor, mas demonstrava que ela era maior do que parecia ser.


V-você é igual a mim. Tão desprezível quanto eu, Halsey – falei, entredentes, tentando manter a postura de dor gigantesca. Sua risada cortou novamente o ambiente.


Eu fui criada faz muito tempo. Fui formada a partir de uma noite escura e fria, como essa que estamos vivendo. Desde então, passei a viver como sombra. Até que, um belo dia, alguém me chamou, fazendo uma proposta irrecusável. Oferecendo-me uma vida de bandeja. Eu só precisaria matar você. Era fantástico, não acha? Ser o corpo de uma garota bonita e viver a vida dela – seus olhos encontraram os meus novamente e fingi que a dor aumentou. Meu teatro parecia estar dando certo – Uma proposta irrecusável.


Qual o sentido de viver a vida de um alguém tão deplorável como eu? – gemi de dor, fazendo uma careta. Atrás da outra Halsey, pude ver Marjorie se movendo para atacá-la de costas. Eu tinha que manter a atenção da coisa em mim.


É óbvio que eu ia dar um jeito na sua vida antes de você estragá-la por completo. Seria amada por suas amiguinhas do “squad” e acabaria de uma vez por todas com a raça daquela garota, Lydia. Eu seria um sucesso – ela moveu a mão e uma das poças de água do local começou a brilhar e se mover. Aquilo ali era uma espécie de passagem e eu não queria descobrir onde dava – Eu só preciso jogar você ali dentro e matar suas companhias. Moleza.


Acho que ainda vai ter que ralar um pouquinho.


A normalidade da minha voz assustou a coisa, que jurava que eu ainda estava sofrendo os efeitos do seu poder causador das dores. Quando Marjorie correu até ela, não teve tempo de se defender. A outra Halsey virou e deu-lhe um forte soco no queixo, nocauteando a filha de Dionísio e jogando-a contra a parede de metal do galpão. Meu pai, mais ao lado, se movia devagar, mas fiz menção para que ele ficasse onde estava. O homem não tinha condições de sustentar o próprio corpo, quem dirá me defender.


Segurei minha espada novamente com a mão esquerda, investindo a lança contra o ombro da outra loira. Sua mão com a espada era a oposta da minha e tentou interceptar, mas consegui segurar seu pulso com a mão livre, dando um forte golpe na clavícula com o cabo da minha espada. A outra Halsey curvou-se, urrando da dor que tinha sentido. Quando pensei em atacar mais uma vez para nocautear aquela coisa, um raio do céu iluminou todo o galpão e foi suficiente para fazer sombra. Ela utilizou-se do poder de umbracinese, fazendo minha própria sombra se enroscar em minha perna e me puxar com força contra o chão.


Quando olhei novamente para a outra eu, sua lâmina estava descendo em minha direção, pronta para me matar. Os segundos que se passaram depois disso foram rápidos, porém lentos na minha visão. Meu pai, que esteve quieto como ordenei, juntou todas as suas forças para se jogar em cima da minha gêmea do mal. Por estar fraco e por ser mortal, ela só precisou de um golpe para se desvencilhar dele, jogando-o longe, em uma extremidade oposta a de Marjorie. Eu não tinha noção da rapidez do meu próprio corpo, mas, quando percebi, a outra Halsey já estava de frente ao meu pai, que se ajoelhava com dificuldade, porque estava fraco, abatido e sem forças.


Eu não consigo descrever a mistura de sentimentos que tive quando vi do que a Halsey do mal era capaz. Em um suspiro, sua espada transpassou o abdômen do mortal ajoelhado na sua frente. Ela puxou a lâmina de dentro dele, deixando um buraco que jorrava sangue aberto em seu peito. Eu tenho a impressão de ter soltado um grito de horror. Os olhos do meu pai estavam arregalados, focados nos meus. O rosto contorcido de dor e de pavor ia se desfazendo enquanto ele desfalecia, perdendo as forças e cedendo nas próprias pernas. Sua boca formou um ”me desculpe inaudível. E então, ele deu seu último suspiro e morreu, caindo no chão de cimento batido.


Não existiam descrições para o que eu comecei a sentir naquele momento. Meus olhos se encheram de lágrimas e meu corpo foi tomado por um desespero absurdo. O raio já tinha se apagado do céu, fazendo a minha sombra sumir do enroscado das minhas pernas. Meu impulso foi de correr na direção do corpo gelado, jogado ao chão como um saco. Ele era apenas um monte de vazio agora. Um monte de nada que tinha se arrependido por tudo que tinha me feito. Um homem que não hesitou em morrer pela própria filha, independente de todas as coisas que ele tivesse feito no passado com ela. Foi sua melhor forma de se desculpar. A culpa dentro de mim não podia ter sido maior: eu tinha sido a causa da desgraça na vida dele. Eu tinha sido a culpada pelo seu sequestro. Eu tinha visto a mim mesma enfiando uma espada no peito do meu pai.


Eu tinha matado o meu pai.


A certeza daquela afirmação fez o ódio, que antes era tão contido, começar a tomar conta do meu corpo. Eu já não racionalizava mais, apenas sentia. Minha cabeça começou a ser tomada pelo sentimento e meus ouvidos ficaram tapados pelo sangue que subiu. O corpo todo estremecia e uma forte queimação do lado do meu pulso esquerdo parecia espalhar pelas minhas veias. Eu não tinha mais controle do meu corpo, o ódio tinha. E eu só possuía um objetivo: me matar.


Levantei, ao lado do cadáver, e investi em direção à minha gêmea. Ela tentou interceptar alguns dos meus golpes da espada, mas eles eram tão fortes, rápidos e diretos, que ela não possuía agilidade suficiente para se defender de todos. A investida começou pela esquerda e o movimento da minha lâmina ia intercalando as direções: esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda, direita, sem tirar meus olhos dos dela. A medida que eu aumentava a agilidade dos golpes, aumentava também a agilidade dos meus passos, indo cada vez mais em sua direção, fazendo com que ela andasse de costas cada vez mais aceleradamente.


Finalmente consegui meu objetivo. A loira tropeçou na pressa para se livrar dos meus golpes e um deles acertou seu rosto, deixando um corte fundo em uma das maçãs. Continuei nos mesmos movimentos pendulares, ignorando completamente o seu grito de dor e fazendo talhos de cortes por todo o seu corpo. Eu estava sendo movida, literalmente, pelo ódio. Em questão de milésimos de segundos, a espada se tornou novamente uma lança e eu só precisei enfiar em seu peito com o máximo de força que consegui. A coisa soltou seu último grito de horror e explodiu em pó na minha frente, sumindo.


O silêncio tomou conta do galpão. O eco agora era apenas da minha respiração cansada e do meu coração batendo forte. Tive tempo de me ver no reflexo da água no chão, percebendo que meus olhos estavam completamente negros. Olhei para o local do ardor e, ali, pude ver uma tatuagem completamente preta que formava uma rosa-espada. A medida que minha respiração ia voltando ao normal, a tatuagem ia se tornando apenas traços e meus olhos retornavam ao seu verde azulado de sempre. Toquei a nova marca no meu pulso, começando a entender que aquilo tinha salvado a minha vida. Eu sabia que era obra da minha mãe.


Éris, em 19 anos, tinha finalmente feito algo de útil.


Virei em direção ao corpo do meu pai e agachei-me novamente ao seu lado. Deixei que as lágrimas rolassem, colocando o remorso todo para fora. Eu estava me sentindo mais culpada do que em todos os anos da minha vida. Realmente, eu tinha sido a causa da degradação dele. Do definhamento até a morte. Ia carregar aquela culpa para o resto da minha vida, pois, eu, literalmente eu tinha matado o meu pai. Aquilo tudo era de uma crueldade inimaginável.


E assim eu entendi o que era ser filha de Éris.


– Hal...Precisamos ir... – a voz de Marjorie entrou pelos meus ouvidos, juntamente com barulhos de sirene vindos da escuridão do lado de fora. Já devia estar perto de amanhecer e eu não queria ter que explicar para os policiais o motivo de eu estar com um cadáver em minhas mãos.


Sem nada dizer, fiz uma despedida rápida e silenciosa do corpo de Maxon Maddox e saí do galpão, acompanhada da filha de Dionísio. Muitas coisas dentro de mim tinham mudado depois daquela noite, e enumerá-las ali não era uma opção. Andamos rápido em direção contrária às sirenes, chegando na rua mais próxima, ainda meio deserta e escura. Avistei de longe um homem que tinha acabado de descer da moto. Era a nossa chance de voltar para o acampamento.


Com licença, eu preciso mais dessa moto do que você – falei, olhando diretamente nos olhos do homem. Ele ficou confuso, mas não teve tempo de pestanejar quando peguei as chaves da sua moto.


Assim como nunca tinha andado de Pégaso, eu também nunca tinha pilotado uma moto. Mas, os filmes que assisti me davam uma ideia de como poderia ser. Eu também nunca tinha perdido um pai e isso tinha acontecido hoje à noite. Era uma noite onde eu tinha experimentado muitas primeiras vezes.


Pilotei o mais rápido que pude na direção que as placas falavam ficar Long Island. Deixei que as lágrimas rolassem em silêncio e Marjorie respeitou a minha dor. Eu viveria o resto da vida sendo assombrada pela cena onde eu matava meu próprio pai. Pilotar aquela moto estava sendo libertador, porque parecia que eu podia correr, correr e correr, e nada conseguiria me parar. Ao chegar perto da colina, deixei a moto jogada em um lugar qualquer e comecei a caminhar na frente da filha de Dionísio. Marjorie estava respeitando a mim mais do que eu mesma.


Cheguei ao topo da colina com o dia já clareando. Os primeiros raios de Sol apontavam no horizonte, dando início a mais um dia. Podia enxergar também a entrada do Acampamento Meio-Sangue. Logo após o arco, uma cabeça com inconfundíveis fios loiros apontava ao lado do pinheiro de Thalia. A filha de Quione só precisou virar e olhar para mim para saber que tinha alguma coisa errada. Quando meus olhos encontraram os seus, apertei o passo, me jogando em seus braços e soluçando como nunca tinha conseguido antes. Entre uma respiração e outra, me aconchegando num abraço que não diminuiria minha dor, consegui balbuciar:


O meu pai, Jo. Ele morreu.


Adendos:
”Poderes”:
Poderes ativos:

Nível 1
Nome do poder: Palavras torturantes I
Descrição: Fazendo uso deste poder, o filho de Éris/Discórdia pode usar-se dos maiores medos de seu oponente para deixá-los inseguros, frustrados, cansados ou irritados. É preciso que a cria de tal deusa possua impecável oratória e convicção daquilo que está dizendo pois, nesse nível, a habilidade é um tanto frágil.
Gasto de Mp: 15 MP Por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Deixa o inimigo levemente confuso, contudo, é preciso saber sobre o que está falando.
Poderes passivos:

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Perícia com facas e lanças I
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia possuem habilidade tanto com armas que conferem certa distância quanto com armas de curto alcance. Nesse nível ainda é algo muito simples e sua habilidade se destaca, mas está longa da perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +5% de dano.

Nível 5
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: Éris/Discórida era braço direito de Ares, por isso - ao menos com armas - seus filhos são ambidestros. Tendo habilidade de manuseio com ambas as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Mesmo estando com uma arma na mão dominante, conseguira usar outra na mão oposta sem qualquer problema.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Causador de Discórdia I
Descrição: As proles dessa deusa são ardilosas e, nesse nível, contam mentiras que parecem muito verídicas, podendo fazer o oponente ficar levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de ilusão, mentiras e discórdia através de palavras e da mente 15% mais fortes.
Dano: +5% de dano se o semideus conseguir fazer com que caiam em sua teia de mentiras e ilusões.

Nível 9
Nome do poder: Bom ator
Descrição: Devido a sua habilidade em contar mentiras, você acaba sendo um improvisador nato e essa habilidade pode lhe ser muito útil para sair de momentos difíceis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força em poderes ativos que necessitem de persuasão, ilusão ou mentiras. +15% de chance de sair de uma situação complicada usando tal habilidade.
Dano: Nenhum
”Armas”:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]

• Wrath [Lança de guerra, com dois metros de comprimento de uma extremidade à outra. Seu cabo foi feito de madeira enegrecida resistente, apesar de não ser muito leve. A ponta é feita inteiramente de um metal prateado, e se difere de outras peças de mesmo tipo por se assemelhar bastante à lâmina de uma adaga (esta possui cerca de trinta centímetros), acoplada na extremidade do cabo. | Madeira, bronze celestial e prata comum | Entre o encaixe da lâmina e do cabo, um rubi vermelho foi adicionado. Quando o usuário da lança não está em batalha, a joia parece apagada, e sem brilho. Quando o dono da lança for ferido em batalha, no entanto, esta começa a brilhar, potencializando o dano causado. O efeito é proporcional, ou seja, quanto maior o dano recebido, maior vai ser o bônus dado pela lança (se o usuário perder 50% da sua vida, por exemplo, o dano será 50% maior | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].
”Habilidades”:
Nome: Muay Thai
Descrição: O Muay Thai é uma arte marcial de origem Tailandesa conhecida como Thai Boxe ou Boxe Tailandês e revela um método de combate corpo a corpo (full contact) muito agressivo. É conhecido mundialmente como “a arte das oito armas”, pois caracteriza-se pelo uso combinado da técnica e da força dos membros do corpo humano, nomeadamente: os dois punhos; os dois cotovelos; as duas canelas das pernas e os dois joelhos. O semideus que participou dessa aula tem conhecimento sobre o muay thai, podendo usar de suas técnicas para golpear o seu adversário, principalmente ao usar os cotovelos e os joelhos para atingir o inimigo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano ao usar cotovelos e joelhos no golpe; +30% força, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum
Observação:
Descrição do item pedido:
• Marca do ódio: Tatuagem designada ao filho da deusa da discórdia. Possui o formato de uma rosa-espada marcada em cor preta na lateral do pulso esquerdo. Quando tomado pelo puro ódio, o filho da deusa ganha +30% em força nos seus golpes de curta distância. Seus olhos se tornam completamente negros e intimidadores para o adversário, uma vez que seu efeito é ativado. | Desconhecido | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico [Conquistado em Missão].


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Re: Duplicidade Mortal {OP para Halsey Rose Maddox}

Mensagem por Nêmesis em Dom Ago 19, 2018 1:19 pm

Halsey Rose Maddox, seu teste foi aceito.

avaliação:

Prezada,

Sua desenvoltura teve encontros fantásticos com a entidade representativa de sua filiação, é possível encontrar o eixo deixado por seu ideal, a interpretação está clara e a escrita acompanha toda a situação, mantendo-se na persona e livrando-a de erros. O fato de escrever em primeira pessoa é interessante, pois a geração de sensações é mais clara e efetiva; Foi fácil sentir o que se passava pela Halsey, que fora integrada numa situação delicada e bastante pessoal no desenrolar dos fatos até o final. Você não poupou palavras, não resumiu ações e encheu os detalhes com sentimentos, parabéns. A próxima parte será postada em breve, você receberá um link via Mensagem Privada. Boa sorte!

Recompensa escreveu:Recompensa máxima — 2500xp e 2.500 dracmas

Coeficiente obtido em xp: 2.000xp
Coeficiente obtido em dracmas: 2.000d
Desconto: -500xp / - 500 dracmas
Motivo: Item pedido e concedido, causando desconto no coeficiente máximo
Validação: Teste para líder aceito, semideusa segue para a segunda parte.


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Re: Duplicidade Mortal {OP para Halsey Rose Maddox}

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