The Blood of Olympus
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Light of the Seven

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Light of the Seven

Mensagem por Heron Gerard Beauchamp em Dom Ago 12, 2018 5:19 am

light of the
seven
Se você está familiarizado com a obra de Neil Gaiman, "Deuses Americanos", o conceito da trama não vai parecer tão estranho. A ideia aqui é que os deuses são um reflexo da fé e existem unicamente porque as pessoas acreditam neles. Estamos no século XXI e, dessa forma, a ideia de cultuar deuses gregos e romanos parece absurda. Os seres humanos depositam, agora, sua fé em outros deuses. Os novos deuses. Dinheiro, mídia, tecnologia... E, de repente, não há mais espaço pra ninguém, além d'Os Sete.



Última edição por Heron Gerard Beauchamp em Seg Ago 13, 2018 4:57 am, editado 1 vez(es)
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Heron Gerard Beauchamp
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Re: Light of the Seven

Mensagem por Heron Gerard Beauchamp em Dom Ago 12, 2018 5:22 am

Genesis
“And God said, ‘Let there be light,’ and there was light.”

J
á era quase pôr-do-sol. Os raios de luz ziguezagueavam entre os prédios de Manhattan, tingindo de vermelho, laranja e lilás o fim de tarde em Nova York. O Audi A8 preto fez a curva, entrou na Madison Avenue e seguiu em direção a Midtown. No banco da frente, havia um homem de cabelos longos amarrados em um coque que se escondiam embaixo de um chapéu de chofer e que, por si só, já daria uma boa história. Mas é o homem no banco de trás que nos interessa nesse momento. O cavalheiro de cabelos dourados bem penteados, terno cinza bem alinhado e perfume forte, que mantem o olhar perdido em direção à bagunça lá fora. Heron Beauchamp. Um alpinista social. Num intervalo de poucos anos, Heron escalou os prédios comerciais mais perigosos de Manhattan, onde qualquer peixe maior era um predador em potencial. Mas Heron não se intimidou com o cardume. Agora, sentava no topo de um deles, como diretor executivo da Genesis Corp. Ninguém sabe bem como aconteceu. Ninguém sabe explicar direito como o fodido do Beauchamp subiu tão rápido uma escalada que talvez nem as próximas gerações dele devessem ser capazes de alcançar. Ainda que as circunstâncias fossem extraordinárias, ninguém negava a capacidade do homem para dirigir os negócios. Heron era como um ímã, e seu campo magnético era quase impossível de se resistir.

Ele se mexeu sobre o banco de couro preto, desconfortável. O cheiro de carro novo na ponta do nariz. O olhar inexpressivo do homem que dirigia o automóvel no espelho retrovisor. Uma orquestra de sirenes tocava sua sinfonia alguns quarteirões longe dali e o som chamou a atenção do filho de Athena. Os dedos batucaram sobre o encosto de braço, na porta do carro. “Nem toda sirene é pra você, Beauchamp.”

— Algo errado, senhor Beauchamp?

— Heron, Bart. Meu nome é Heron — o homem reclamou, enquanto lançava um olhar de reprovação através do espelho retrovisor. A reação do motorista denunciava que já haviam tido aquela conversa uma centena de vezes. O homem atrás do volante balançou a cabeça devagar, e voltou a atenção para o asfalto. — Tudo certo. Não se preocupe. Só quero ir pra casa.

— Sim, sen... — Uma sobrancelha arqueada no rosto de Heron. Os olhos inexpressivos de Bart no retrovisor. Um segundo de hesitação. — Heron.

Seguiram em silêncio, pela Madison Avenue. Bart, focado no trajeto. Heron, perdido numa nuvem de pensamentos que ele não queria ter. Já haviam se passado 14 anos desde que deixou o acampamento Meio-Sangue. Falo com sinceridade quando digo que ele nem pensava mais naquilo. O tempo o distanciou dos deuses, do olimpo – mesmo que o Empire State Biulding continuasse há 30 minutos de viagem dali – e do acampamento. Uma vez, foi Heron Beauchamp, um menino semideus, desajeitado, um desajustado social. Era, desde então, Heron Beauchamp, homem distinto, promessa de um futuro brilhante para os negócios em Manhattan e fora dela. Seus pensamentos pairavam em volta de uma menina de cabelos negros e olhos felinos que ele deixou para trás. Pensava nela de vez em quando. Pensava em como as coisas poderiam ter sido diferentes. E aí, dava descarga em todas as lembranças. Estava feliz com o que havia conquistado. Não abriria mão disso por ninguém. Nem mesmo por ela. Nem mesmo por Elsie.

— Heron, senhor... — a voz do rapaz no banco da frente puxou Heron de volta à realidade. O Audi preto interrompeu seu trajeto em frente a um enorme prédio residencial. O concreto cinza subia em direção ao céu, até se perder de vista.

— Obrigado, Bart. Por hoje é só. Boa noite, rapaz. E juízo.

Ele saltou para fora do carro. O ar cheirava a fumaça de cigarro, cachorro-quente e gasolina. Nunca foi um homem do campo. A vida na cidade era para ele. Gostava do caos. Gostava da estranha mistura de cheiros. Manhattan era sua casa, de uma forma que o acampamento ou os outros lugares onde ele esteve nunca conseguiram ser.

Ele atravessou a calçada, acenou com a cabeça para o recepcionista e atravessou um saguão bem iluminado do enorme prédio. Silêncio. Precisava de um pouco de silêncio, depois de um dia agitado no escritório. Atravessou o saguão com uma dezena de passos, entrou no elevador particular. Ele apertou o botão para o único andar disponível, enquanto as portas se fechavam, abafando os barulhos da cidade e o jazz instrumental que tocava no elevador embalou o tal silêncio que Heron andava a procura.

A gravidade se torna mais perceptível do que o comum, quando o elevador começa a avançar em direção ao céu. A cabeça de um filho de Athena – a cabeça de Heron – era como a maré. Às vezes o nível da água decresce e as coisas parecem mais calmas. Os pensamentos se alinham em sua mente e tudo parece fazer mais sentido do que faz para o restante das pessoas. Às vezes o nível da água se eleva e os pensamentos inundam sua mente. O brainstorm às vezes é bem-vindo. Mas a verdade é que quando a maré sobe o mar se torna capaz que erodir a beira-mar e, da mesma forma, acontece com Heron. Depois de um longo dia tentando gerenciar as consequências de uma maré alta de pensamentos, tudo o que ele precisava era esvaziar uma garrafa de uísque caro pra lavar a mente das ideias, das lembranças e de tudo mais que o corroía.

A noite caiu e as portas se abriram na cobertura de três andares que fica empoleirada no topo do One Madison. A escuridão da sala de estar era quebrada apenas pelas luzes da cidade, que atravessavam as janelas panorâmicas e deixavam o lugar numa penumbra sinistra. O bastante para os olhos de coruja do filho de Athena conseguirem guiá-lo pela escuridão. Silêncio. Ele deixou o elevador e caminhou pela sala, até encontrar uma mesa de canto onde uma bandeja de bebidas repousava. Pegou qualquer uma das garrafas de uísque, porque era impossível errar na escolha. Derramou um pouco da bebida em um copo vazio e colocou a garrafa de volta em seu local de origem. Heron apanhou o copo e bebericou um pouco da bebida. Os pelos em sua nuca se eriçavam. Silêncio. Mas tudo ao seu redor parecia gritar. As coisas pareciam mais fora de ordem do que o normal. Ele descobriu o porquê quando virou o rosto em direção ao restante da sala. O sofá caro e não tão confortável repousava sobre o tapete que cobria a sala de estar. Na mesa de centro redonda, um copo de uísque que Heron não lembrava de ter bebido. Numa das poltronas opostas às grandes janelas, uma silhueta se desenhava. Um homem escondido nas sombras da cobertura do One Madison. O senhor Beauchamp sentiu o sangue escapar de suas extremidades. Sentiu a descarga de adrenalina correr pelo seu corpo numa fração de segundo. O instinto de luta-ou-fuga gritava e ele decidiu lutar. Arremessou o copo de uísque em direção ao homem. Mas a figura desconhecida, mesmo sentada, não teve muita dificuldade em esquivar-se do golpe. O copo espatifou-se perto das janelas e cobriu o chão de madeira com uísque.

— Vamos com calma agora. Não pode me ferir com um copo de uísque. Mas, de qualquer forma, parece uma atitude um pouco exagerada, dada a circunstância. — O homem deixou a poltrona e caminhou pela sala. As luzes da cidade o banharam. Vestia terno azul-escuro. Os cabelos bem alinhados. Um bigode acima dos lábios, um nariz extravagantemente grande e alguns traços latinos em seu rosto. Ele se aproximou das janelas, observando a cidade lá em baixo.

— Dada a circunstância? — Todos os sentidos ainda gritavam, diante da situação de perigo. Mas o outro homem não parecia disposto a um combate. — O que devo fazer quando encontro um estranho em minha casa?

— Tem razão. Foi um pouco dramático demais. Peço desculpas por isso — resmungou, enquanto tocava as mangas do terno com os dedos, distraído. O som das palavras se enrolava na língua dele e, por vezes, algumas consoantes e vogais se perdiam em seu discurso, porque tinha o sotaque latino. Ainda assim, a maneira como ele falava não atrapalhava a comunicação. Se era para ser justo, era até encantador a forma como ele construía as sentenças. Quanto mais ele falava, menos adrenalina corria no corpo do filho de Athena.

— Como é que chegou aqui? — Quis saber. Quase ninguém tinha acesso ao elevador particular e à cobertura que, como eu disse, ficava empoleirada sobre os mais de 50 andares do One Madison.

— Não costumo pensar sobre isso. — A questão pareceu martelar um pouco a cabeça dele. No meio do pensamento, ele pareceu ter desistido da tarefa. — Eu quis e aconteceu. Você também não devia pensar tanto nisso.

— Quem é você? — Era a pergunta seguinte. Fazia sentido. Era um semideus e coisas estranhas costumavam acontecer. Mas o discurso de homem misterioso em seu apartamento não fazia muito sentido. Precisava de um pouco de contexto.

— Essa é um pouco difícil. Está fazendo as perguntas erradas. Mas se vai te fazer confiar um pouco mais em mim, que seja. Sou o segundo. Somos sete, por enquanto. Sete é um número bom. Acho que numerologia tem alguma coisa a ver com sermos sete, sabe? Sete dias da semana, sete pecados, sete virtudes, sete novos deuses. Eu sou o segundo, então acho que você pode me chama de... — Buscava uma palavra na mente. Um sorriso bonito se formou em seu rosto, antes que ele sussurrasse a palavra. — Monday.

— Certo, Monday. — Sabia que aquele não era seu verdadeiro nome. Ainda assim, poder chamá-lo de alguma coisa parecia ter tranquilizado um pouco os nervos do filho de Athena. — Acho que se tivesse a intenção de me machucar, já o teria feito. Porque não se senta e explica melhor as coisas? — sentiu a cabeça latejar e os primeiros sinais de uma cefaleia tensional. Se antes as palavras bonitas do senhor Monday já não faziam sentido, a partir dali fariam muito menos. — Sem enigmas dessa vez. Por favor.

Monday era um homem de negócios. Na verdade, era O Homem de Negócios. Sabia vender uma ideia. Heron era um sujeitinho complicado. Desconfiado – e por que não seria, se isso foi o que o manteve vivo até então? Monday e Heron sentaram juntos numa ponta do grande sofá. Era tudo novidade para Heron. De certa forma, era tudo novidade para o outro também. Ainda assim, ele tomou algum tempo para explicar um pouco de tudo para o semideus.

Eram sete deuses. Sete divindades que surgiram de canto nenhum, mas da necessidade dos seres humanos em cultuarem novos deuses. Eram “novos” porque existiam há muito menos tempo do que os outros deuses. Não pertenciam aos deuses gregos, muito menos aos romanos. Não eram uma extensão desses dois panteões. Eram Os Sete e pertenciam a si mesmos e ao mundo, apenas. Monday era o segundo porque foi o segundo a surgir. A ideia parecia absurda. Mas não havia como negar que havia algo de especial no senhor Monday. As palavras fluíam de sua boca com naturalidade. É aquela sensação que se tem quando um comerciante sabe vender bem o seu produto. Tinha uma energia diferente em volta de si. Algo que Heron nunca havia sentido, mas era exatamente o que ele esperaria sentir vindo de um deus. Monday era como um ímã, mas seu campo magnético era, definitivamente, impossível de se resistir.

— E isso é possível? Não entendo muito bem como deuses podem surgir espontaneamente. — Não era como se não confiasse no deus. Mas tinha a curiosidade de saber como as coisas haviam acontecido.

— Não quero discutir muito sobre isso. — Monday virou o rosto em direção às janelas e Heron soube que havia feito mais uma das perguntas erradas. Monday conseguia transpirar desapontamento sem dar nenhum sinal disso. O pior é que Heron se sentia compelido a não decepcioná-lo por motivo nenhum. — A verdade, e me perdoe por isso, é que isso não é da sua conta. Mas os deuses estão diretamente ligados aos mortais e suas crenças. Não vamos nos perder muito nesse assunto. Que tal irmos ao que interessa?

— Certo. Estava pensando nisso também. — Heron franziu o cenho, pensando na pergunta. Inclinou-se em direção ao homem. Uma demonstração de ansiedade que, em outras ocasiões, ele teria reprimido. — Senhor Monday, o que quer de mim?

Quando desembaralhou um pouco as cartas na mente do filho de Athena, Monday decidiu partir em direção ao motivo pelo qual estava ali. Era hora de vender o produto. Precisava fechar um contrato com o senhor Beauchamp. É verdade que a oferta era irrecusável. Monday oferecia a benção de sete deuses, quando Heron não tinha nenhuma. Sua vida estava prestes a tomar um rumo muito melhor do que ele havia planejado até então. Mas havia um porém, é claro. O deus explicou que uma trama estava prestes a se desenrolar. Os sete deuses elegeram um campeão que lutaria por eles. Um herói que trataria de encaminhar os eventos seguintes na direção certa. Heron era um vento forte e os sete deuses queriam surfar nessa brisa, como uma folha. Cabia ao vento guiar a folha para o melhor caminho.

— Que tipo de eventos? — Quis saber, porque fazia sentido perguntar. Mas Monday era muito vago. Usava as palavras de forma bastante moderada. Heron sabia que não conseguiria uma resposta para aquela pergunta.

— Isso também não é da sua conta. Pelo menos por enquanto — respondeu, franzindo os lábios. Media suas palavras sempre que possível. Mas, de vez em quando, tratava de colocar Heron de volta em seu devido lugar. Era um deus. Era orgulhoso. Todos eles são. — Os eventos são apenas as peças de dominó. Estamos interessados é no efeito que eles causarão.

— E que efeito seria esse, senhor Monday?

O sorriso no rosto de Monday era o mesmo que Heron via todos os dias no espelho. O deus sabia que aquele negócio estava prestes a se tornar concreto. As palavras a seguir tratariam de garantir isso.

— Quando todas as peças caírem, o que resta dos deuses antigos vai se perder junto com as civilizações que os cultuavam. No futuro, senhor Beauchamp, só há espaço para sete. Só há espaço para Os Sete.

Monday puxou uma maleta escondida debaixo da mesa de centro, enquanto as palavras dele reverberavam na mente do filho de Athena. Uma vez foi acolhido pelo chalé de Hermes quando nem mesmo seu pai o queria. Sentou na mesa do deus e comungou com seus filhos. Mas isso foi há muito tempo atrás, e esses eram méritos de seus filhos – não dos deuses. A verdade é que os deuses nunca sorriram para Heron. E se os novos deuses estavam dispostos a jogar o álcool sobre os deuses antigos, Heron fazia questões de acender o fósforo e atear fogo em tudo o que representavam. Monday colocou a maleta sobre a mesinha, abriu e puxou para fora um documento e uma caneta. Heron franziu o cenho por um instante.

— Achei que era uma metáfora. Quer que eu assine um contrato mesmo?

— É como as coisas funcionam comigo. Sou um homem de negócios. Um contrato vale mais do que a sua palavra. — Ele colocou o documento sobre a mesinha e estendeu a caneta na sua direção.

— Acho que eu devia ler isso primeiro — decidiu. Suas palavras desenharam um sorriso no rosto do deus.

— É uma sabia decisão. Mas preciso que você dê um salto de fé. Se vamos fazer isso, preciso que confie em mim. Preciso que confie em nós, assim como confiamos em você. Pode assinar agora. Podemos discutir as clausuras mais tarde. Prometo ser bem flexível nesse sentido. — A caneta avançou um pouco mais na direção do semideus.

Duvidava bastante que aquele contrato tivesse algum valor jurídico. As palavras do deus faziam tudo soar mais como um teste do que um verdadeiro ato contratual. Heron hesitou por um instante. Há muito tempo, deu as costas para os deuses e suas vontades. Naquele momento, estava prestes a se submeter à vontade de sete deles. A maré subia em sua mente e os pensamentos erodiam a beira-mar. Queria ter mais tempo para pensar naquilo tudo. Mas Monday tinha pressa.

— Imagino que saiba que sou filho de Athena com um mortal. Parte de mim pertence a esses deuses antigos. — Odiou as palavras que saíram de sua boca, porque odiava pertencer a eles.

— Isso não é totalmente verdade. — O deus pareceu desconfortável. Se mexeu sobre o sofá. Se fosse um homem comum, teria suado um pouco. Mas não era. — Sabemos de sua condição, senhor Beauchamp. Mas as coisas não são como o senhor pensa que são. É mais nosso do que é deles.

Os olhos do semideus encontraram a caneta, ainda estendida em sua direção. Queria argumentar contra o que Monday dizia. Não queria pertencer a ninguém. Pertencia a si e a nenhum outra pessoa. Havia sido assim por bastante tempo. Mas a dor de cabeça martelava as ideias como pregos em sua mente. Ele suspirou. No fim das contas, era apenas um semideus. Se um deus havia descido até a altura de sua cobertura, não podia dar as costas às coisas que ele tinha para lhe dizer.

Apanhou a caneta. O polegar tocou o botão na extremidade, revelando a ponta. Ela deslizou sobre o papel branco, desenhando o nome do semideus em tinta azul-escuro. Heron Gerard Beauchamp. Entregue aos deuses para que fizessem dele o que bem entendessem.

— É isso?

— É isso. — Monday tocou o ombro do rapaz, apertando-o de leve. A maré diminuiu em sua mente. Os pregos que a cefaleia martelava se enferrujaram, apodreceram e desapareceram. E aí, as ideias se alinharam. De alguma forma, ele sabia que isso tinha a ver com o deus.

Monday empurrou o contrato para dentro da maleta e puxou para fora uma segunda via, que ele deixou sobre a mesa de centro. Fechou sua maleta, colocou-se de pé e atravessou a sala de estar em direção ao elevador privativo. Virou o rosto em direção ao senhor Beauchamp uma última vez, antes de entrar no elevador.

— Foi ótimo fechar negócio com você, senhor Beauchamp. Vou entrar em contato quando estiver pronto. — Tantas perguntas por fazer. Agora que os pensamentos se organizavam, queria saber mais sobre tudo, porque percebia que ainda não sabia de quase nada. Mas as portas do elevador se fecharam e o latino de terno e sorriso encantador sumiu de sua vista.

Heron olhou em volta e ele percebeu que ainda estava imerso na escuridão. Não queria viver no escuro para sempre. Estava pronto para deixar a luz dos sete brilhar sobre ele.

Observações:
Items Utilizados/Citados:
▬ Nadinha
Poderes Utilizados/Citados:
Passivos


Visão noturna (Nível 02) ▬ Você enxerga relativamente bem no escuro, graças à ligação entre Athena e as corujas. O efeito de apagar a luz, ou locais desprovidos de qualquer claridade tem menos efeito em você, significa que sua visão será remota, mas não ficará totalmente cego. (Esse aprimoramento não conta para magias, ou poderes de escuridão que exerçam de cegueira temporária).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50 de visão ao enxergar no escuro. A visão ainda será relativa.
Dano: Nenhum


Ativos


Nadinha
Sobre:
Bom, é isso. Obrigado por ter lido até aqui. Esse post foi mais de introdução pra trama. Como você pode ver, não tem muita ação. Mas eu prometo mais nos próximos. Também não sei se isso vale xp ou não. Se esse for o caso, peço desculpas por você ter lido tudo isso pra nada. Enfim. Até a próxima.
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Heron Gerard Beauchamp
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