The Blood of Olympus
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Wade Warren [FIXAS]

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Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Wade Logan Warren em Ter Ago 07, 2018 10:47 am

Tópico destinado às Missões Fixas de Wade Logan Warren.

Missões estas decorrentes do evento Reconstrução de Nova Roma.


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Wade Logan Warren
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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Wade Logan Warren em Ter Ago 07, 2018 11:07 am

They said I could do it
I proved them wrong

Uma das maiores decepções da minha vida foi quando Claire e Kyle mentiram para mim e disseram que se eu os ajudasse a fazer projetos no Centro de Treinamento Luriel para Nova Roma, eles me trariam com eles para por a mão na massa. Acho que os semideuses filhos de Athena não eram muito pacientes comigo, tanto que acharam que seria uma grande ideia mentir o horário do ponto de encontro e ir sem mim para o Acampamento Júpiter.

Mas, bem, o mundo dá voltas! E mais uma vez me vi diante da oportunidade de conhecer o acampamento romano o qual "sonhei" visitar por um bom tempo.

Eu sabia que o CHB e o Júpiter não tinham muito em comum, mas as histórias sobre o local romano me deixaram mais do que curioso. Eu nunca tive grande desejo pelas viagens, uma vez que eu poderia conhecer o mundo todo através dos meus óculos de VR sem precisar deixar o meu quarto. Mas agora que eu havia descoberto quem eram meus pais, e que a tecnologia - coisa que eu mais amava no mundo - era uma espécie de sinalizador indicando a todos os monstros que havia um banquete ambulante chamado Wade vagando por aí, eu havia perdido a chance de poder turistas. E deuses, eu sentia falta!

Eu não chegava aos pés de Claire e Kyle em relação ao interesse pela tecnologia, mas eu conseguia apreciar uma boa arquitetura quando encontrava. Eu amava a forma com que o Acampamento Meio-Sangue era estruturado, mas nada me preparou para o que encontrei quando aos poucos o Pégaso que eu montava começou a perder altitude. E deuses, eu consegui ver tudo na melhor visão periférica de primeira mão. E se não fosse pela destruíção, talvez eu invejasse os romanos e o local de onde vieram.

As construções do acampamento eram todas envoltas por um longo rio que formava um lago no centro da estrutura. Eu não era o maior expert em geografia, mas já havia ouvido falar o suficiente do chamado "pequeno Tibre" para reconhece-lo. O lago que se formava na ponta do rio era envolto por diversas construções que se assemelhavam com pequenas casas, provavelmente com um charme natural romano, se não estivessem destruídas em quase sua totalidade. Não nego que senti certo aperto em meu coração ao pensar que ali, diferentemente do acampamento Meio-Sangue, talvez fosse possível criar filhos semideuses sem os perigos apresentados pelo mundo mortal, e tal pensamento aqueceu meu coração. Nova Roma. Não seria possível confundi-la.

Ligando Nova Roma à uma segunda construção enorme, reconheci o que deveria ser o Acampamento Júpiter. Estábulos, refeitório, quartéis, toda a parte militar e de treinamento da estrutura parecia se localizar ali. Mesmo estando em condições melhores do que Nova Roma, a destruíção de sua estrutura era visível e arrasadora. E próximo à cidadela, longe do centro militar, consegui ver a série de templos dos deuses, cujo um deles eu mesmo ajudei a reestruturar. E ele estava lindo! Ou pelo menos eu achava, uma vez que estava vendo do alto, mas acreditava que Claire e Klaus tivessem feito um bom trabalho mesmo sem mim.

Eu observei cada pedaço daquele grande mapa da vida real e me senti ainda mais bestificado conforme o Pégaso se aproximou do solo. Passamos pela colina dos templos e a linha Pomeriana para finalmente pousar dentro de Nova Roma. Pulei do cavalo e tirei dois torrões de açúcar do bolso dos jeans, oferecendo-os conforme ele relinchava feliz e logo voava para longe. Berrei um agradecimento conforme olhava em volta em busca do grupo de campistas que, assim como eu, chegavam para auxiliar na reconstrução do local.

Eu havia visto as casas detonadas do alto, mas de perto era muito mais triste.

Pensar que semideuses perderam suas casas ou até mesmo suas famílias em uma guerra me deixava completamente entristecido. Eu não sabia muito sobre o que havia ocorrido, uma vez que eu ainda não conhecia minhas origens divinas quando tudo aconteceu, mas eu sabia que havia sido grande e muito, muito feio. E a cidade destruída estava ali para comprovar.

Me aproximei de um grupo de campistas que ouvia instruções e apoiei as mãos na cintura conforme escutava atentamente. Eu não era um grande apreciador de caridade e havia vindo mais pela viagem e curiosidade em relação ao local, mas agora eu eu estava ali, eu estava feliz.

Nova Roma, você nunca verá dias de glória como os que estarão por vir.

OBSERVAÇÕES:

Nova Roma pede ajuda - Dada a situação atual da cidade, muitos semideuses se mobilizaram para ajudá-la, fossem eles romanos ou gregos. Aqueles que não vivem no Acampamento Júpiter precisam ir até ele e é através desta missão fixa que o fazem. Ela é obrigatória aos jogadores que não se encontram no acampamento romano.

Recompensas: 500xp + 500 dracmas + 1 insígnia.

Tag: Colina Meio-Sangue + With: Lydia, Claire and Michael


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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Nice em Ter Ago 07, 2018 5:05 pm


Wade Logan Warren
Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 500 XP e 500 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 500 XP, 500 Dracmas e 1 Insígnia. 

comentários:
Eu yte daria um bônus na recompensa se pudesse, Wade. No entanto, teremos que nos conformar com a recompensa máxima.

Esse é o segundo texto seu que eu leio e preciso de alguns minutos para processar minha reação e transcrever-la. A personagem em si já é um charme que só, mas a visão dela perante o mundo mitológico e principalmente ao complexo de Nova Roma + Acampamento Júpiter é incrível. Meus parabéns!

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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Wade Logan Warren em Ter Ago 07, 2018 8:58 pm

They said I could do it
I proved them wrong

Eu achei que meus dias de burro de carga haviam acabado com o centro de treinamento Luriel, mas eu estava ridiculamente errado.

A verdade é que casas precisavam de materiais, materiais precisavam ser comprados, e apesar de termos uma bendita cidade dentro do acampamento, por alguma razão a loja de materiais mais próxima ficava em São Francisco. Eu pensava que talvez um dia eu tivesse a oportunidade de  me casar e poder morar em Nova Roma para criar meus filhos em paz e evitar que eles passem pelos mesmos perrengues que passei até agora, e deuses! Eu havia sido abençoado com a ideia empreendedora do momento.

Lojas de Materiais de Construção SPQR do tio Wade. O nome por si só já era puro ouro.

Digressões à parte, eu havia sido um dos selecionados para buscar os materiais na cidade, e isso significava que eu - junto de um grupo de outros campistas - deveríamos atravessar o túnel em direção ao mundo mortal. Semideuses não costumavam ser bem-vindos por muito tempo nas cidades normais e longe das barreiras protetoras dos acampamentos, mas eu tinha certeza que algumas horas na cidade não causaria muito mal para ninguém.

E mais uma vez eu estava errado.

Eu não conhecia os semideuses que me acompanhavam, então o caminho foi quase todo em silêncio por todo o percurso. Alguns dos conhecidos se falavam entre si,e outros pareciam focados em vasculhar todos os arredores para se certificar de que não havia nada de errado com a paisagem, ou algo escondido pela Névoa. Considerando que era meio dia, e que estávamos em um grupo grande, minha atenção estava toda voltada para a cidade onde eu nunca havia estado antes. Isso, é claro, quando finalmente atravessamos a parte arborizada que escondia o túnel, entrada para o acampamento romano.

Eu comecei a ficar com preguiça no meio do caminho quando dois garotos começaram a falar sobre uma filha de Afrodite. Eu estava de saco cheio de ouvir pela sexagésima vez sobre seus "peitos redondos" e resolvi tirar do bolso o meu gameboy, continuando o meu jogo de disquete do Mario que já havia zerado pelo menos quinze vezes. Eu até poderia aproveitar que estava na cidade e tentar encontrar algum game novo, isso se eu achasse uma loja vintage, é claro, uma vez que aquele formato de jogo não era mais comercializado.

Eu havia acabado de passar pelo segundo tubo pixelado quando ouvi uma das garotas do grupo pedir para que parássemos e esperássemos enquanto ela consultava seu mapa. Não dei muita atenção e continuei focado em meu jogo, desviando de todos os cogumelos e colecionando algumas moedinhas. Eu estava tão focado que quando percebi que estávamos parados por tempo demais, todos os sons de conversa haviam desaparecido completamente. Abaixei a tela do jogo e virei 360 graus em meus calcanhares apenas quando finalmente me dei conta de que eu estava sozinho. Olhei para trás em busca do túnel e para os outros lados em busca dos semideuses.

Eles haviam ido sem mim.

Não que minha presença fosse muito perceptível, mas poxa! O que aconteceu com "segure a mão do amiguinho para não se perder"? Soltei um suspiro irritado, mas senti certo alívio por não ter que realmente ir fazer compras. Eu não conseguia vir a saída por onde viemos, mas não havíamos andado muito e eu poderia simplesmente refazer nossos passos, isso se eu ainda me lembrasse deles. Encontrei a parte arborizada e caminhei pela trilha, assumindo que eu conseguia me lembrar de alguma coisa ou outra pelo caminho quando estávamos na ida. E eu não estava errado, se não fosse pela névoa, a entrada do acampamento seria bem fácil de ser localizada.

Eu nem havia tido tempo de me estressar quando finalmente me deparei com o túnel a uns 900m de onde eu estava, e passei a caminhar em sua direção. Meu dia teria sido bom, muito bom mesmo se eu tivesse conseguido alcançar aquele local sem ter qualquer tipo de empecilho no caminho, mas é claro que minha sorte jamais permitiria isso.

Graças a todos os deuses eu já havia guardado o meu videogame quando voltei a andar, porque se eu estivesse distraído, provavelmente não teria escutado a aproximação extremamente sorrateira. Na verdade, risque isso, se eu não tivesse treinado tanta percepção com os mentalistas, ou não fosse tão rápido quanto eu realmente era, eu estaria mais morto que o Michael Jackson naquele momento. Que nem o Tupac. Três tiros no peito e tudo.

Interrompi meus passos quando a sensação de presença tomou uma proporção incômoda e foquei a minha mente. Desliguei todos os meus sentidos de visão, tato e paladar, concentrando todas as minhas energias na audição e aroma de um único ponto de foco, criando um mapa mental do ambiente conforme tentava buscar a origem do movimento. Ele estava perto. Muito perto. Meu primeiro instinto foi me imaginar alguns metros à frente e foi por sorte que eu obedeci a tudo que gritava dentro do meu corpo. O mundo pareceu desacelerar por alguns segundos, e quando abri os olhos novamente, me deparei com uma grande criatura que atacava de forma assustadoramente certeira o local onde eu estava anteriormente.

Que porra é essa?!

Levei alguns segundos tentando identificar a criatura bizarra diante de mim e senti minhas mãos esfriarem. Eu já havia visto um monstro ou dois durante a minha vida, mas nada parecido com aquilo. Ele era alguns centímetros mais alto do que eu e sua pele escura pendia para um tom avermelhado. Seus antebraços, canelas e dedos eram repletos de grandes espinhos, e por mais que sua estrutura fosse humanoide, em nada ele se assemelhava com um humano. E eu realmente achava que Thomas era feio, mas depois de ver aquele bicho, eu já não tinha tanta certeza assim.

Eu estava cheio de piadas para dar e vender, mas o medo estava falando mais alto. Apenas consegui recobrar a minha consciência quando ele fez um som estridente e movimentou o seu corpo em minha direção. Ele ia atacar, e considerando o que eu havia acabado de ver, se ele realmente o fizesse, eu estava morto.

O bicho - seja lá qual fosse o nome dele - era certeiro, mas eu era rápido. Mais uma vez senti meu corpo se deslocar de um local ao outro em segundos, escapando por pouco de uma série de espinhos que atravessou o local onde eu estava anteriormente. A trilha de luz azul por onde passei riscou o chão como de costume, e eu parei atrás do monstro - com certa distância de vantagem, é claro - me preparando conforme minha tatuagem se desenrolava pelo meu braço como uma cobra até finalmente se tornar uma espada. O monstro cuspiu em minha direção, e ao rolar para o lado consegui desviar. Meus olhos se arregalaram quando percebi o tronco da árvore se corroer um pouco com o cuspe daquela criatura nojenta, e cheguei à conclusão de que eu não poderia ser atingido por aquilo, a não ser que não fizesse questão de voltar com todos os membros para o Acampamento Júpiter.

Anotado.

Eu estava realmente apavorado por ter que enfrentar aquela criatura sozinho, mas apostei toda a minha concentração para vencer aquele medo e tomar a dianteira. Seja lá o que Ke$ha fosse, ele era inteligente. Ele parecia ter percepção boa o suficiente para saber quando eu me moveria ou para onde eu pretendia ir, porque quando tentei investir contra ele pela direita, ele rebateu o golpe da minha espada com uma série de espinhos que se chocaram tão fortes contra a lâmina que cambaleei para trás.

Tentei analisar seus movimentos para conseguir uma percepção melhor dos seus pontos falhos para atacar, mas ele parecia me analisar com a mesma velocidade. Consegui desviar de mais uma chuva de espinhos ao rolar para o lado e contra-ataquei com um movimento pendular com a espada que foi facilmente desviado. Pulei sobre as pernas da criatura evitando uma rasteira e usei minha espada como uma guilhotina, movimentando-a de cima para baixo e soltando um grunhido irritado quando ele conseguiu desviar.

Qual é?!

O corpo de Ke$ha se tencionou mais uma vez e ergui minha lâmina buscando me defender do ataque, mas fui completamente surpreendido quando algo se enrolou sobre minhas pernas, puxando-me para o chão. Perdi o equilíbrio e tentei me agarrar contra o solo conforme era arrastado para dentro das sombras das árvores, mas foi tudo em vão. Senti um baque forte em meu rosto e um grunhido de dor escapou dos meus lábios enquanto tentava entender o que havia me atingido. E quando finalmente consegui juntar as peças, percebi qual era o mecanismo de aprisionamento e agressão: sombras.

Outro golpe de sorte daquele dia era que estávamos no meio do dia e o sol brilhava alto. O único problema era que estávamos em uma pequena floresta repleta de sombras de árvores, e eu teria que pensar em uma forma de conseguir me afastar dos pontos escuros para não levar mais socos de mãos invisíveis. Ke$ha havia sido inteligente o suficiente para saber que eu tentaria me defender quando o visse movimentar o corpo para me atacar, e não prestaria tanta atenção nos meus pés conforme ele poderia usar as sombras para me dar uma bela rasteira. Pensar que estava lutando com uma criatura tão inteligente quanto eu era um tanto assustador, mas eu definitivamente não admitiria derrota para um monstro com nome de cantora Pop.

Usei do teletransporte mais uma vez e respirei fundo conforme sentia o cansaço começar a me atingir. Eu havia feito um reconhecimento breve do espaço, mais ainda olhava em volta por medo de acabar indo parar no meio de uma árvore e morrer. Me materializei exatamente onde eu queria: em uma pequena clareira debaixo do sol, localizada a poucos metros de onde estávamos. Meu plano inicial havia mudado, uma vez que minha prioridade não era mais alcançar o túnel e fugir. Eu tinha que ficar exposto à luz, porque seja lá o que Ke$ha fosse, ele não gostava de claridade.

Ke$ha não era burro e sabia que deveria ficar envolto das sombras, onde era mais forte. Eu era menos burro ainda, então decidi que era um ótimo momento para tomar um sol. Abri um sorriso conforme guardava minha espada e respirei fundo o ar da floresta, escondendo completamente o medo que eu tinha de morrer naquele momento. Olhei para o bicho, que também estava entendendo o caminho para o qual a nossa luta estava se dirigindo: distância.

Ainda bem que eu conhecia um truque ou dois.

Abri as palmas das mãos no momento em que pequenas borboletas laminadas se formaram ali. Sem esperar uma reação do meu oponente, usei o impulso dos braços para atirá-las conforme suas asas afiadas iam rapidamente em direção ao corpo da criatura. Ele conseguiu impedir uma delas com alguns espinhos que se chocaram diretamente, mas não conseguiu desviar das outras três. Um urro de ódio e dor escapou dos seus lábios conforme uma delas entrava em sua coxa direita, e as outras duas acertavam o centro do seu peito, mas não fundo o suficiente para atingir algum órgão vital.

Em resposta, ele ergueu os braços e atirou uma chuva de espinhos em minha direção. Minhas mãos voaram até minhas costas em antecipação ao seu movimento, e sem pensar duas vezes, abri meu guarda-chuva escudo que defendeu os projéteis sem grandes dificuldades. Ke$ha tinha muito mais facilidade para atirar projéteis do que eu, então eu estava em desvantagem. Utilizando do meu escudo com transparência por dentro, esperei o momento certo para descobrir meu rosto e fitar Ke$ha diretamente nos olhos. Quando nossas pupilas se encontraram, usei todo o meu foco para entrar em sua mente.

Senti uma leve pontada em minha cabeça conforme o monstro tentava barrar meu feitiço, mas aguentei a dor. Cheguei a fechar um dos olhos e grunhir para tentar aliviar a sensação de enxaqueca, mas finalmente senti as barreiras do monstro caindo conforme a confusão tomava os seus olhos. Os poucos segundos em que Ke$ha pareceu se esquecer de onde estava foram suficientes para que eu me concentrasse conforme os espinhos lançados em minha direção, e agora no chão, flutuassem e virassem suas pontas afiadas em direção ao seu próprio atirador. O monstro gritou quando seu corpo foi atingido pelos próprios projéteis, e utilizei desse momento oportuno de distração e confusão para investir com toda a minha velocidade e força, invocando minha espada que surgiu em minhas mãos conforme o impulso do meu pulo e dos meus movimentos rápidos intensificassem o golpe. Aceleração.

Senti a lâmina atravessar o peito do monstro, que em reflexo contra-atacou com um golpe rápido de suas garras.

Um grito de dor saiu dos meus lábios e rolei para trás, sendo engolido mais uma vez pela luz do sol. Minha lâmina estava banhada de uma substância estranha, e meu peito ardia pelos arranhões de suas garras-espinho. Não precisei olhar para saber que minha camiseta estava rasgada e que meu próprio sangue manchava seu tecido laranja. Minha respiração estava alta e meu aperto na espada perdia a intensidade conforme eu era atingido mais e mais pelo cansaço. Mas Ke$ha estava pior, quase a ponto de desabar, e quando ele resolveu atacar de novo, mais uma vez desferi um golpe mental, agora utilizando da amnésia.

Mais uma vez, exatamente como um jedi faria, uni todas as minhas forças para atingir o monstro com seus próprios espinhos que voaram sem dó em sua direção. Assim como os projéteis, aproveitei que ele tentaria se defender e ataquei pelo outro lado, aproveitando que sua defesa estaria pior quando teria que defender dois golpes. Ke$ha conseguiu destruir alguns espinhos ao lançar outros certeiros contra eles mesmo com sua confusão, e conseguiu utilizar um dos seus braços em um movimento para me atingir novamente quando me aproximei, mas rolei para o lado utilizando do meu equilíbrio superior e tomei proximidade suficiente para poder balançar minha espada em um único e forte movimento pendular.

Assisti conforme a lâmina atravessou o pescoço da criatura que, com um último grito de horror, se desfez em poeira.

Senti todo o meu corpo relaxar e a exaustão tomar conta de mim quando caí de joelhos contra o chão. Levei a mão até meu peito e soltei um grunhido de dor ao sentir o sangue escorrendo e a ardência incômoda. Meus olhos apenas me trouxeram à realidade quando ouvi pessoas ao longe e não demorou para que logo os campistas se aproximassem de onde eu estava na pista.

"Vocês só chegaram agora?!", eu quis dizer,mas estava sem forças. Permiti que eles me ajudassem e ficar de pé e reclamei enquanto alguns filhos de Apolo tentavam arrumar meus ferimentos ali mesmo.

Que belo dia, Wade.

Era apenas um passeio pela cidade, o que poderia dar errado?

OBSERVAÇÕES:

Poderes:

Passivos
Nível 1
Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Level 11
Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Corpo equilibrado I
Descrição: O seguidor de Psiquê tem tanto mente quanto corpo alinhados. Isso acaba por potencializar o equilíbrio corporal. Nesse nível o mentalista ainda começa a aprender noções de seu corpo, tendo um ótimo equilíbrio que um humano treinado teria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de equilíbrio
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Inteligência Múltipla – Lógica.
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência lógica apurada, tendo o seu “Centro de Broca” mais ativo no momento. Essa é a inteligência empregada para resolver problemas lógicos e matemáticos. É a capacidade para utilizar o raciocínio dedutivo e de calcular corretamente. É a inteligência que costumam ter os cientistas, matemáticos, engenheiros e aqueles que utilizam cálculos e deduções (trabalham com conceitos abstratos, elaboram experimentos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Suas estratégias ganham mais credibilidade; +20% de assertividade em arremesso de itens, graças aos cálculos realizados
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas II
Descrição: Com certo treinamento, o mentalista aprendeu a manejar sua arma um pouco melhor, ele sempre teve facilidade com ela. Seus erros são menores, e além de atacar, agora consegue se defender.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +15% de dano se a arma do semideus acertar o oponente

Ativo
Nível 9
Nome do poder: Teletransporte I
Descrição: É a capacidade de ignorar o espaço e o tempo entre um ponto e outro, locomovendo-se de um lugar para o outro em um tempo de segundos. Inicialmente o mentalista consegue teletransportar-se em uma distância de 5 metros. É extremamente perigoso usar do teleporte sem saber para onde está indo, pois pode acabar ficando preso em objetos sólidos como paredes e morrer instantaneamente. O tempo de teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece no ponto inicial e reaparece no ponto final.
Gasto de Mp: 15 por teleporte
Gasto de Hp: 5
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao usar o teleporte, o mentalista deixa um pequeno rastro azul em seu ponto inicial.

Nível 3
Nome do poder: Confusão
Descrição: Provoca uma confusão mental no inimigo, momentânea, mas que o fará se questionar onde está ou o que está fazendo. Também irá provocar uma dor de cabeça como sequela.
Gasto de MP: 15
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20
Extra: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Borboletas laminadas
Descrição: O mentalista consegue invocar lâminas em formato de borboletas, de tamanho similar a uma estrela ninja. As asas da borboleta são extremamente afiadas e o objeto é leve, sendo ele um item de arremesso.
Gasto de MP: 10 por borboleta laminada.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 por borboleta laminada.
Extra: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Amnésia I
Descrição: O mentalista agora consegue manipular as memórias de alguém ou algo. Essa habilidade em específico provoca a amnésia, ou seja, a perda de memórias a apagando de seu armazenamento no cérebro. Nesse nível o semideus seguidor de Psiquê consegue apenas apagar as memórias mais recentes, lembranças do que aconteceu no mesmo dia. É preciso ter algum contato físico para que a habilidade funcione, porém, caso toque a cabeça do ser (monstro ou semideus) conseguirá apagar as memórias mais facilmente. Dura dois turnos para apagar a memória recente completamente.
Gasto de MP: 30
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Aceleração
Descrição: Habilidade que aumenta por alguns segundos a velocidade. Deve ser usado quando for atacar o inimigo e acionar a habilidade, desviando para um outro lado atacando o inimigo onde ele é mais vulnerável. Apenas inimigos fortes irão ver o seu movimento, outros irão pensar que você está atacando pela frente e quando notarem foram atacados por outro lugar.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: 5
Bônus: Em um único ataque, sua velocidade se torna extremamente alta, sendo capaz de causar uma ilusão de ataque.
Dano: 30
Extra: Pode ser usado apenas duas vezes.

Nível 12
Nome do poder: Telecinese II
Descrição: O mentalista começa a aprender a ser um telecinético. Agora, sua manipulação é ainda melhor, exigindo menos movimentos de mãos. A mente também está mais poderosa, permitindo a levitação de objetos um tanto mais pesados.
Gasto de MP: 15 por objeto
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É possível levitar objetos peso médio e tamanho mediano, como televisões, caixas de som, mesas etc. Limite de 5 objetos leves e 3 de peso médio.



arma:

Guarda Chuva Escudo - possui o formato de um guarda-chuva comum preto, sendo leve e longo como o objeto comum. No entanto, a parte do "tecido" do objeto é composta por uma estrutura extremamente resistente, capaz de absorver o impacto de balas, flechas, ou golpes - assim como um escudo. Quando com o guarda-chuva aberto, é possível enxergar através do "tecido", a parte de dentro sendo transparente para o semideus. [OBS: item pendente de atualização na ficha]

• Tatuagem Azul [Uma pequena tatuagem azulada, com o desenho de preferência do mentalista, que pode deixar a pele do semideus, se transformando em uma espada de acordo com o desejo do seu portador. | O efeito da espada, quando ativado, faz com que o mentalista seja capaz de se comunicar mentalmente com qualquer forma de vida animal, podendo o controlar por até dois turnos. Sendo que animais de porte pequeno, como insetos, podem ser controlados em quantidade, ao contrário de animais grandes como coelhos, veados etc. Tal poder só poderá ser utilizado até duas vezes por missão, evento, pvp etc. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Mentalistas de Psiquê.]

missão:
São demônios parasitas reprodutores, conhecidos por seu bom senso e olfato. São ótimos rastreadores e tendem a ser bastante inteligente. Usam os cadáveres para se reproduzir, botando ovos na pele da vitima ainda viva, mas machucada o suficiente para que não sobrevivam.  Possuem cerca de 2 metros de altura, uma pele escura em um tom avermelhado, são cuspidores de fogo e tem garras semelhantes a espinhos em algumas partes do corpo. Quando atacam, dão um bote certeiro e atingem a vitima em um ponto critico para que essa não tenha qualquer chance de defesa.

PASSIVOS
• São 100% resistente aos elementos trevas/noite.
• Ficam mais fortes, rápidos e ágeis durante a noite.
• São muito inteligentes.
• Possuem um olfato e senso apurado que lhes permite identificar e caçar suas vitimas com facilidade, poderes de invisibilidade não funcionam contra eles.

ATIVOS
• Podem controlar a umbracinese (sombras) e manipula-las ao seu favor.
• São capazes de atirar os espinhos ao redor de seu corpo, ou remove-los durante o combate para atacar seus inimigos.
• Imobilizam as vitimas para poderem atacar, de forma a torna-las uma presa fácil.
• São capazes de cuspir um veneno acido que pode corroer partes do corpo ou causar queimaduras e feridas que tendem a crescer conforme o tempo passa, piorando os ferimentos no decorrer do tempo. Tornando a vitima fraca.

INFORMAÇÕES EXTRAS
• São fracos contra o elemento luz e contra fogo.
• É somente 1 demônio Shax nesta MvP.

Recompensas: 3.000xp + 3.000 dracmas + 5 insígnias.

Tag: Colina Meio-Sangue + With: Lydia, Claire and Michael


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Wade Logan Warren
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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Hera em Qua Ago 08, 2018 2:51 pm


Modelo de Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 de XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 49%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 2.910 XP + 2.910 dracmas + 5 insignias.

STATUS:
HP:   95/240
MP: 20/240

Comentários:
Apesar de um erro de concordância e uma letra trocada, as únicas coisas que me incomodaram um pouco foi uma certa confusão nas suas ações com as do monstro em um trecho do seu texto, que me refez ler o paragrafo duas vezes para poder entender, além do repetido uso errôneo do E após a virgula. Apesar deste uso ser permitido ortograficamente, o contexto em que ele era utilizado estava errado, sendo mais adequado o uso dele antes da virgula, apenas a virgula ou apenas o E. Contudo, eu tive que ir pesquisar mais sobre isto para poder perceber a falha, pois ela teria passado despercebido.

Contudo, nada disto me tirou a empolgação de ler sua missão. O contexto, a forma como abordou a missão, como a descreveu e a narração de seu personagem e as referencias citadas praticamente anulam os outros erros, que se não fosse uma MvP um pouco mais complexa, eu os ignoraria.


Além disto, eu só quero lhe alertar para o gasto de mana em suas ações. Considerei o uso da Telecinese II como uso único e continuo e não pro ação/ uso como serie feito em uma MvP narrada ou PvP, por esta ser uma MvP OP, ou você teria ultrapassado seu limite de MP. Considere os valores de seus gastos de energia assim como de HP em suas missões,  mesmo as fixas e OP's, para evitar surpresas futuras em outras narrações mais importantes.


Dito isto, haverá um desconto de 3% do valor total de sua missão, considerando os poucos erros descritos e a relevância deles em relação ao texto apresentado. Parabéns semideus.  

PS:

Don't stop, make it pop
DJ, blow my speakers up
Tonight I'mma fight
'Till we see the sunlight
Tik tok on the clock
But the party don't stop, no
Oh whoa whoa oh
Oh whoa whoa oh



Lady Hera
You won't ever be alone. Wait for me to come home. Remember that with every piece of you. And it's the only thing we take with us when we die
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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Febo em Qua Ago 08, 2018 5:16 pm

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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Wade Logan Warren em Dom Ago 12, 2018 3:45 pm

They said I could do it
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O lado positivo de visitar um acampamento totalmente novo que ficava longe do CHB era que havia comida, bebida e abrigos gratuitos para quem se voluntariava. O lado negativo, era que mesmo com comida, bebida e abrigo gratuitos, o ritmo em Nova Roma estava muito mais intenso do que eu imaginava.

Eu mal tive tempo de acordar quando fui empurrado em direção ao refeitório e para um segundo check up na enfermaria. Meu último encontro com o monstro-demônio-Ke$ha havia causado uma bela preocupação dos outros campistas em relação á mim, assim como muitos sentimentos de culpa. Estou dizendo que se os campistas não tivessem me abandonado e ido à cidade sem mim, talvez eu não tivesse quase morrido? Talvez. Mas isso deveria deixá-los culpados? ... Sim.

Não que eu não tivesse adorado dançar com Ke$ha - mentira, eu havia odiado aquela experiência com todas as minhas forças - mas eu não era um grande apreciador de arriscar minha vida diariamente. Quando vim à São Francisco, eu acreditava que veria muito mais missões como ajudar a construir prédios, arquitetar novos projetos e abastecer instalações, principalmente porque era exatamente essa ideia que a palavra "reconstrução" significava. Mas não. Eu havia enfrentado um monstro logo em meu primeiro dia, mas tinha certeza que provavelmente havia sido só um golpe de azar, e que daquele momento a diante eu iria fazer coisas muito mais simples e menos perigosas.

Cara, como eu estava errado.

Eu fui liberado da enfermaria apenas com uma cicatriz feia no peito e vontade ensurdecedora de não sair daquele acampamento. Acabei sendo puxado por um grupo de campistas para ajudar a erguer uma construção, e por um bom tempo limitei todas as minhas habilidades em ajudar a gerenciar a posição das peças e indicar qual era o local correto de colocar todas as partes para formar as estruturas do projeto. E por um breve momento, muito breve, eu pensei que meu dia se resumiria àquela atividade gerencial sem muita animação, mas que me entretia o suficiente.

E foi então quando eu ouvi um enorme "BOOM", seguido de gritos de campistas desesperados.

Tudo pareceu parar por um segundo. O estrondo alto parecia ser oriundo de uma bomba poderosa, e a poeira que subiu me fez acreditar - mesmo por um momento - que havíamos sido atacados. Meu corpo entrou em um breve estado de choque conforme minha mente formulava hipóteses para o que havia acontecido, mas não tive muito tempo de refletir. Voltei à realidade quando vi o rosto desesperado de Claire que chamava por meu nome e pedia para que eu a seguisse para ajudar os feridos. Que feridos?

Não precisei de muito esforço mental ou analisar o cenário para entender o que havia acontecido quando começamos a nos aproximar do local: uma construção havia desabado. E eu me lembrava dela! Havia visto alguns campistas finalizando o pequeno prédio de moradias em estilo Greco-Romano no dia anterior quando havia chegado. A estrutura estava completa pelo que me lembrava, e os semideuses estavam empenhados nos processos finais de pintura do concreto. E aparentemente, o que não havia sido fruto de um bom planejamento, havia sucumbido à gravidade. Desmoronamento. Senti meu coração disparar quando ouvi campistas dizendo que pessoas já haviam se mudado para lá antes do desabamento.

Pelos deuses, haviam crianças ali dentro.

Meu corpo começou a trabalhar sozinho, e antes que eu pudesse simplesmente pular em cima dos escombros, senti as mãos de Claire segurar os meus ombros. Eu era impulsivo, ok, e se não fosse pela organização e liderança da menina, eu provavelmente teria feito muitas besteiras em outros dias. Hoje não foi diferente. Claire pediu para que eu me acalmasse e começou a passar diversas instruções. Observei em choque por alguns momentos conforme ouvia suas palavras penetrando o meu cérebro e as assimilei.

Alguns gritos e grunhidos de dor podiam ser escutados debaixo dos escombros. Claire havia pedido para que tomássemos cuidado em movimentar a vítima, e se percebêssemos algum ferimento grave ou possível fratura, deveríamos solicitar socorro médico e não tira-los do lugar, apenas garantir sua segurança. Quando ela nos liberou para iniciar a tarefa, todos os campistas começaram a se empenhar em retirar todo tipo de escombro possível: pedaços de concreto, tábuas de madeira, vigas que faziam parte da estrutura, etc. Alguns filhos de Ares faziam um bom trabalho tirando partes mais pesadas sem muita dificuldade, enquanto outros campistas colaboravam e uniam forças para movimentar os objetos.

O suor já escorria um pouco por meu rosto por conta do trabalho pesado quando escutei um choro vindo não muito longe de onde eu estava. Me virei para procurar pela fonte do barulho e arregalei os olhos ao me deparar com uma garotinha que erguia sua mão em pedido de ajuda. Me dirigi ao local onde ela estava e me agachei, afastando todos os objetos como madeira, alguns pedaços de pedra ou objetos menores que poderiam lhe machucar no processo de resgate. Não demorou para que eu conseguisse enxerga-la melhor e senti meu coração apertar um pouco com a visão. Ela era pequena, deveria ter entre uns cinco ou seis anos, e por uma bela sorte do destino, ela havia sobrevivido ao impacto do desabamento.

Seus cabelos claros estavam quase brancos cobertos pela poeira, e seu rosto estava sujo desta mesma substância, apenas "limpo" na área das suas bochechas por onde suas lágrimas haviam passado. Seus olhos estavam inchados pelo choro e havia um corte ou outro pela extensão do seu corpo. Soltei um suspiro aliviado ao perceber que ela não parecia estar tão machucada quanto outras pessoas cujo móveis pesados caíram sobre. Apenas percebi que a menina chorava por dor quando ela tentou se movimentar, mas foi impedida por alguma coisa.

- Ei, ei, ei. Está tudo bem. - Falei um pouco sem jeito. Eu não era exatamente bom com crianças, e eu me sentia um pouco em pânico ao ouvi-la chorar. - Está tudo bem, mesmo. Você consegue se mexer?

- M-mãmãe! - Ela chamou em desespero. Olhei em volta me perguntando se alguém poderia me dar uma ajuda ali, mas todos os campistas já estavam muito ocupados com outros resgates ou retirada de entulhos. Engoli em seco, voltando a olhar para a garotinha em prantos. - E-eu q-quero a m-minha mamãe!

Caralho, eu também queria a minha.

Engoli o pânico e tentei respirar fundo para tomar alguma decisão lógica. Observei bem a situação em que a garotinha se encontrava, tentando ignorar o choro alto que me deixava nervoso. Ok. Foco. Assim eu sei trabalhar. Meus olhos passaram por todos os entulhos procurando por alguma coisa que poderia estar a ferindo. Os braços estavam soltos e seu corpo parecia livre também, mas algo debaixo daqueles escombros parecia segurar a sua perna, e por isso ela não conseguia sair do lugar quando se debatia.

Respirei fundo ao pensar o que eu poderia fazer para aquela criança parar de se mover.

- Huh... Ei! Ei! Você gosta de gatinhos?

Perguntei esperançoso, conseguindo - graças à santa Psiquê - chamar sua atenção. A menina passou suas mãozinhas sujas sobre os olhos e fungou, assentindo. Soltei um suspiro tão aliviado que acho que até ela percebeu.

- Gosta? Bem, então hoje é o seu dia de sorte, porque olha o que eu tenho aqui...

Meus olhos se focaram aos da garota, para que - assim que consegui passar pelas barreiras do seu consciente - de trás de mim, um pequeno gato peludo de cor branca aparecesse, coçando o seu focinho com as patinhas e ronronando, fazendo aquelas coisas que eu via em vídeos fofinhos do Facebook. A criança pareceu bem distraída com o gato, e finalmente o seu choro cessou por um momento. Eu não conseguia acreditar que meu plano havia funcionado! Ainda bem que a criança estava presa, porque se ela tentasse pegar no gato, ela provavelmente atravessaria ele como o ar.

Pois é. Ainda tinha que aprender bastante sobre ilusões.

Aproveitei do tempo em que ela estava ocupada observando o gatinho e comecei a retirar todos os entulhos que consegui a sua volta, buscando pelo que estava prendendo a sua perna. Quando finalmente encontrei, percebi que se tratava de um pedaço maior de concreto que estava - por sorte - apoiado contra uma das vigas de madeira que também havia desabado. A perna da menina havia ficado presa entre os dois, mas o suporte da viga contra o concreto havia feito com que nem todo o peso do material tivesse recaído sobre sua perna. Então, talvez, ela conseguisse sair dali com alguns cortes e hematomas, mas nenhum osso quebrado.

E eu sabia que ela não tinha quebrado nada porque agora parou de chorar completamente para observar o gatinho branco que mais se parecia com um algodão doce do que qualquer outra coisa. Não nego que até eu fiquei um pouco distraído com a criatura.

Apoiei as duas mãos sobre o pedaço de concreto e o puxei com força, sentindo meus músculos se tensionarem conforme afastava - cuidadosamente - o objeto da garotinha. Ele era pesado, deveria ter uns 70kg, mas consegui tirá-lo sem muita dificuldade, jogando-o sobre uma pilha de entulhos já retirados anteriormente. Meus olhos caíram sobre a garotinha que agora conseguiu puxar a sua perna, notando que não estava mais presa. Abri um sorriso sem graça que morreu no momento em que ela olhou para mim e ergueu seus bracinhos gordinhos no ar.

Deuses, eu nunca tinha pegado uma criança no colo na minha vida, e sinceramente... Eu não estava ansioso.

Segurei a menina por debaixo dos braços e a puxei para cima, morrendo de medo de quebrar alguma coisa no processo. Ela enroscou suas mãozinhas em torno do meu pescoço, e eu a apoiei sobre um dos meus antebraços. Acabei me distraindo com o ato de carregar a criança, e o gato que estava atrás de mim desapareceu no ar, exatamente como um fantasma. Minha sorte era que a menina já havia mudado seu foco de atenção, agora olhando para todos os cantos, provavelmente em busca da sua mãe.

Senti meu estômago embrulhar.

Por favor, que não hajam mortos. Por favor, que não hajam mortos. Deixei os escombros para trás e caminhei em direção aos outros campistas. Quando nos aproximamos de tantos estranhos, a garotinha apertou mais ainda seus braços em torno do meu pescoço. Não sei explicar bem o porque, mas instintivamente comecei a balança-la um pouco em meus braços, e isso pareceu distrai-la um pouco. Encontrei Claire no meio da multidão, e fui em sua direção, mesmo que ela estivesse ocupada dando uma bronca em outro semideus. Quando seus olhos se voltaram para mim, eles se arregalaram como duas bolas de golfe.

- Wade! - Ela disparou até onde eu estava, seus olhos fixos na garotinha. - Está tudo bem?! Ela está ferida?!

A criança escondeu seu rosto ao apoiar seu queixo em meu ombro e eu não pude deixar de sentir uma sensação estranha. Como aquela coisa poderia ser tão assustadora e tão fofa ao mesmo tempo?! Uma careta se formou em meu rosto, conforme eu olhava para a expressão agitada e preocupada de Claire.

- Huh... Claire. Acho que você está assustando ela.

- Certo. - Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, como se tentasse voltar à si. Seus cabelos loiros balançaram juntos no processo, quase me atingindo com um cacho ou dois. - E então... Quem é essa princesinha?

- Eu... Não sei...

O queixo da semideusa caiu conforme ela me encarava incrédula. A criança continuava com o rosto enterrado em meu rosto, provavelmente com medo da filha de Athena maluca diante de nós.

- Você não perguntou o nome dela?!

- Huh... Eu não pensei em...

- Wade, ela é uma criança, mas sabe falar, ok? Ela é uma pessoa como qualquer outra.

- Bem, e isso não muda nada porque não sei falar com pessoas adultas também.

Rebati com um sorriso vitorioso que morreu quando percebi o que eu tinha acabado de admitir. Claire revirou os olhos e balançou a cabeça em negação com a minha lógica.

- Ei, princesinha... - Ela chamou, agora sua voz quase irreconhecível de tão calma e delicada, bem diferente do seu tom duro e mandão costumeiro. - Qual é o seu nome?

A menininha de cabelos loiros pareceu um pouco tímida, mas logo se rendeu ao tom de Claire e virou seu rostinho na sua direção. Observei conforme ela soltava uma das mãos do meu pescoço para coçar seus olhinhos provavelmente irritados pela poeira.

- Anna.

- Oi, Anna. Eu sou Claire, esse é o Wade. Você sabe onde estão os seus pais?

A menininha olhou de mim para Claire, e então começou a rondar toda a multidão com seus olhinhos claros. Observei em expectativa, toda parte de mim desesperada para que ela conseguisse achar seus pais, uma vez que eu não suportaria se ela acabasse virando órfã. Depois de um bom tempo contemplativo, ela balançou a cabeça em negação.

- Bom, que p- - Me interrompi de falar um palavrão, arregalando os olhos. Claire me deu um olhar apreensivo. - Carambolas. E agora?

- Bem, eu posso ficar com Anna e você sai pelos feridos procurando pelos pais dela. Pode ser?

Assenti ao plano que parecia bom e tentei puxar a menininha de cabelos claros para entrega-la para Claire, mas para a minha surpresa, ela se prendeu em meu pescoço e reclamou quando tentei soltá-la. Claire aproximou suas mãos para pegar o corpinho da pequena, mas logo ela começou a chorar em tom quase desesperado ao seu afastada de mim. Meus olhos se arregalaram, e pelo desespero do seu choro, acabei pegando-a de volta. Anna enroscou seus braços apertados em torno de mim de novo, Claire claramente segurando o riso quando percebeu minha cara de pânico.

- Bem, acho que ela não quer te deixar. Fique com ela, eu vou tentar procurar os pais, ok?

- Huh... O-ok.

Falei meio incerto enquanto Claire revirava os olhos e ria dizendo algo como: "Wade. É só uma garotinha".

Meus olhos se viraram na direção de Anna quando Claire nos deixou e um sorriso de canto se abriu em meu rosto. A menininha abriu um sorrisinho um tanto similar, fazendo com que eu quisesse explodir pelo sentimento de fofura. Deuses! Que coisa mais fofinha!

- Nós vamos achar sua mamãe, ok, Anna?

Garanti conforme ela assentia. Abri a palma da minha mão e usei dos meus poderes de ilusão mais uma vez para fazer uma belíssima borboleta aparecer. Suas asas eram compostas pelas cores rosa e roxo, e alguns detalhes em azul claro que a tornava bela, mas completamente diferente de qualquer borboleta que um dia poderia existir. Anna observou o animal com os olhos brilhantes, erguendo uma de suas mãozinhas gordinhas para tentar tocá-la.

Eu não sei quanto tempo se passou, mas eu já estava ficando fora de assuntos e coisas para distrair a pequenina. Eu estava quase indo procurar por algo para comer quando fui surpreendido por um grito ao longe.

- Anna!

Observei um pouco surpreso conforme uma mulher em seus vinte e tantos anos de idade disparava em minha direção, seus braços abertos e seu rosto estampado com o mais puro sentimento de preocupação e alívio. Anna basicamente pulou do meu colo para abraçar a mãe, e as duas se apertaram enquanto eu observava a cena com um sorriso no rosto. Cruzei os braços, tentando ignorar o fato de que estava um pouco triste agora que não tinha mais a garotinha ali para olhar para borboletas com os olhos brilhantes, ou falar algumas coisas sem sentido sobre princesas e sereias.

- Muito obrigada!

A mulher me abraçou, fazendo com que eu entrasse em estado de choque de novo. Claire abriu um sorriso ao parar do meu lado e assentir, falando por mim uma vez que ambos sabíamos que eu era incapaz disso.

- Não se preocupe! E não esqueça de levar a pequena Anna até a enfermaria para um check up, ok? Só por garantia. E você também.

A mulher assentiu em tom grato conforme abraçava sua filha contra o peito e saía em direção ao fluxo de feridos. Abri um sorriso e ergui a mão em um aceno quando a pequena Anna olhou em nossa direção, por cima do ombro da mãe. Meu sorriso aumentou ainda mais quando ela ergueu sua mãozinha em um aceno de "tchau".

- Awn, você foi tão fofinho como papai hoje, Wade.

Meu sorriso morreu imediatamente e olhei em tom surpreso para Claire. Eu sabia que ela havia falado apenas para tirar sarro de mim, porque no segundo seguinte ela começou a gargalhar.

- O que?! Eu-Huh-Cl-Gah! - Me frustrei quando não consegui falar, e isso fez com que a semideusa risse mais ainda. - Vá se foder, Claire.

- Eu também gosto de você, Wade. - Ela respondeu em tom divertido, me dando uma ombrada. Senti meu rosto corar, mas não pude evitar de sorrir. A verdade era que eu e a filha de Athena havíamos passado por tantas coisas nos últimos meses que havíamos desenvolvido uma grande amizade. - E você tem mais jeito com pessoas do que pensa.

Ela acrescentou ao me dar dois tapinhas no ombro e voltar às suas atividades. Meus olhos fitaram as pessoas, não havendo mais sinal de Anna ou sua mãe, mas acabei me perdendo por alguns segundos em meus próprios pensamentos.

Mas não durou muito. Porque em questão de segundos ouvi um grito ao longe conforme um campista alarmado anunciava.

- Precisamos e alguém para nos ajudar com os mantimentos!

Soltei um suspiro pesado, me virando na direção do rapaz e erguendo a mão. Aquela semana seria longa.

OBSERVAÇÕES:

Poderes:

Nível 6
Nome do poder: Ilusionismo I
Descrição: O ilusionismo nada mais é do que a habilidade de alterar a percepção dos outros, criando imagens e sons falsos capazes de enganar todos os cinco sentidos. O mentalista inicialmente consegue dominar apenas um pouco a arte de criar ilusões, podendo mexer com apenas uma mente por vez. A ilusão criada é perfeita com os sentidos de visão e audição, porém não irá emitir cheiros ou ter algum tipo de tato.
Gasto de MP: 10 por turno ativo.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue fazer ilusões simples, nada muito elaborado como um cenário inteiro. É possível ser um objeto ou uma pessoa, por exemplo.

arma:

Não utilizado.
missão:
• Salva-vidas - Com o desabamento de alguns edifícios alguns animais e civis ficaram presos entre escombros. Agora você precisa ajudar a resgatá-los.
Recompensas: 700xp + 700 dracmas + 1 insígnia.

Tag: Colina Meio-Sangue + With: Lydia, Claire and Michael


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Wade Logan Warren
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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Wade Logan Warren em Seg Ago 13, 2018 5:42 pm

They said I could do it
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O ponto alto da minha visita à Nova Roma foi quando invadimos uma escola.

Eu já havia estado naquele lugar tempo suficiente para saber que as coisas não seriam tão tranquilas quando eu esperava, quando havia sido atacado por um morto-vivo em meu primeiro dia, e resgatado semideuses de um desmoronamento em meu segundo. Mesmo que contra ás probabilidades, eu esperava que pudesse ter um terceiro dia de tranquilidade, focando minha mente em ajudar alguns semideuses com projetos de novos prédios e – se tivesse sorte – até mesmo poder brincar com alguns softwares de construção 3D.

Eu havia conversado com Claire e negociei que ajudaria com os trabalhos físicos no dia seguinte se pudesse pegar uma tarefa de planejamento naquele em especial. Provavelmente com dó de mim após tudo o que aconteceu, a filha de Athena finalmente cedeu aos meus pedidos. Fui colocado em uma equipe de projeção, e por algumas horas meu dia foi realmente bom apenas analisando projetos e desenhando coelhinhos em folhas de cartolina. Tudo o que eu precisava após dois dias tão estressantes. Mas é claro que se as coisas tivessem realmente saído como planejado, eu provavelmente não estaria perdendo o meu tempo com uma narração.

Eu havia acabado de começar a estruturar alguns cálculos quando ouvi uma movimentação alarmada. Meus olhos se voltaram na direção de um semideus de cabelos loiros que berrava com um baixinho, apenas não lhe virando um soco no meio da fuça porque estava sendo segurado por um garoto maior. Por um momento, todas as pessoas que estavam trabalhando nos projetos comigo pararam para observar aquela cena inusitada. O rapaz loiro parecia realmente furioso e não aceitava – seja lá qual fosse – a discordância do baixinho gordinho. Eu geralmente não ligava para briga alheia, mas pelos berros era impossível não escutar o argumento.

- Eu sei que ela não está bem, Fredrick! Ela já deveria ter voltado, e você está aí, cagando para a menina que você enfiou nessa furada!

- Ela saiu há menos de seis horas, Jacobs. – O gordinho revirou os olhos, claramente impaciente com o rapaz irritado. - Para chegar até a escola, há uma caminhada de uma hora. Você está exagerando e chamando atenção atoa.

- Foda-se a atenção! – O loiro gritou ainda mais alto. Ele estava tão nervoso que era possível ver uma veia saltando do seu pescoço. - Se alguma coisa acontecer com um fio de cabelo dela, Fredick, você está morto! E eu farei questão de te assassinar da forma mais lenta e dolorosa!

- Isso é uma ameaça?

O gordinho respondeu em tom ríspido. Bem, para mim era mais do que claro que aquilo era uma ameaça e eu não entendia exatamente qual parte ele poderia não ter entendido, mas ok. Voltei meus olhos para o projeto sobre a mesa e continuei a desenhar alguns números, tentando focar ao máximo em meus cálculos. Eu teria conseguido finaliza-los muito mais rápido se não fossem pelos gritos que me distraiam.

Eu estava quase focado em meus pensamentos quando ouvi um barulho de soco. Pensei em virar para trás, mas eu não precisava olhar para saber que provavelmente o garoto loiro havia dado uma surra no gordinho, e agora uma briga havia se iniciado. Todos na minha estação de trabalho – exceto eu, é claro – pararam para observar a cena em horror. Eu teria continuado com meus pensamentos se não tivesse sido interrompido por Kyle.

- Wade! Você não vai fazer nada?!

Desviei meus olhos do papel para olhar para o filho de Athena e pisquei algumas vezes em confusão. Por que diabos eu faria alguma coisa?

Percebi que todo mundo da estação me olhava em choque, e soltei um suspiro pesado pela atenção. Qual é! Estávamos em pelo menos oito pessoas ali, por que eu tinha que ir apartar a briga dos dois garotões?

- Hein? – Olhei para trás quando vi que o menino loiro estava em cima do gordinho. Seus punhos cerrados já haviam feito um grande estrago na cara dele. - Uh. Isso deve doer.

Dei de ombros, voltando minha atenção ao papel.

- Você não tem poder de acalmar eles ou coisa do tipo?!

Kyle reclamou de novo fazendo com que eu bufasse irritado. Larguei a caneta e fitei o rapaz em tom de ódio, mais uma vez sendo observado pela estação inteira. Revirei os olhos e ergui as mãos em rendição, virando para o outro lado da mesa e olhando para a cena ridícula da briga. Ergui uma das mãos e foquei minha atenção no garoto loiro que voou de cima do gordinho, acompanhando o movimento dos meus dedos. O rapaz caiu de costas no chão, um tanto confuso com o que havia acabado de acontecer.

Vendo a oportunidade, o gordinho de cabelos negros se colocou de pé e disparou na direção do loiro. Bufei em irritação pela insistência e ergui minha outra mão, fazendo com que o menino caísse para trás exatamente como havia acabado de fazer com seu adversário. Revirei os olhos.

- Meninos, na boa. Tem gente tentando trabalhar aqui.

Os dois semideuses olharam para mim e então se encararam confusos. O menor resolveu se colocar de pé e xingar algo que não entendi, dando o dedo do meio para o loiro e depois para mim. Dei de ombros conforme ele nos dava as costas e saía pisando pesado, exatamente como uma criança teimosa faria. Ele nem se incomodou em recuperar sua prancheta caída no chão.

Meus olhos se voltaram para Kyle que me observava, claramente querendo rir do que havia acabado de acontecer.

- Feliz?

Me virei na direção dos projetos e peguei minha caneta para voltar a focar em meus cálculos. Eu havia acabado de fazer a primeira conta mental e estava prestes a encostar a ponta do objeto no papel quando fui interrompido por uma movimentação. Fechei os olhos respirando fundo, largando a caneta mais uma vez conforme ouvia a voz – agora muito irritante – do semideus loiro.

- Você não tinha que ter se metido.

- Bem, então reclame com ele. – Falei em tom de indiferença, apontando para Kyle. O filho de Athena arregalou os olhos. - Se tinha uma coisa que eu queria, era não ter me metido.

- Minha irmã desapareceu. – Ele começou a explicar mesmo sem eu perguntar. Olhei para Kyle com meu melhor olhar mortal que apenas se intensificou quando ele começou a querer rir. - E aquele idiota não deu a mínima para isso.

Bem, ele e eu, dois. Meus olhos se voltaram em direção ao seu semideus e abri meu melhor sorriso forçado. Eu estava há mais de dez minutos no mesmo cálculo, e aquilo estava começando a me incomodar muito.

- Que bosta.

- Eu vou atrás dela. – Ele acrescentou rapidamente. Assenti. - E eu poderia usar da sua ajuda.

- Ele vai. – Kyle respondeu antes que eu pudesse abrir a boca. Encarei o filho de Athena, agora bem consciente de que eu ia mata-lo. De verdade. - Wade, nós damos conta dos cálculos, e eu tenho certeza que você pode ajudar a irmã dele.

- Olha, eu realmente estou muito comovido pela história... – Olhei para os dois meninos, soltando um suspiro cansado. - Mas eu realmente não queria arriscar a minha vida saindo por aí. – Abri um sorriso que morreu quando percebi que toda a estação olhava para mim. De novo. E eles não pareciam felizes. - O que?

Um momento de silêncio. Senti que todos estavam me julgando, e – se fosse em qualquer outra situação – eu provavelmente não daria importância para aquilo. No entanto, os olhares em minha direção estavam tão furiosos e chocados que, quando me dei conta, eu já estava de pé e abrindo um sorriso largo para o menino loiro. Ele não parecia gostar tanto de mim após minhas últimas respostas, mas estava tão desesperado que aceitaria ajuda de qualquer pessoa.

Cacete, Wade.

- Ok, vamos lá. Melhor partirmos antes de escurecer, porque senão a coisa pode ficar feia.
Eu não estava acostumado a ser chamado quando alguém precisava de ajuda, e eu sinceramente odiava ajudar pessoas que não conhecia – exceto em casos muito específicos, é claro. Eu sempre fui um perdedor, o último a ser escolhido na educação física e o pior de todos em qualquer teste de resistência, e essa era uma das grandes razões de eu não saber lidar com pedidos de auxílio. Eu geralmente não era necessitado.

E agora lá estava eu, saindo das barreiras do acampamento romano, para ajudar um completo estranho a resgatar sua irmã, outra completa estranha para mim.

Sabe aquele lance heroico de “ajudar o próximo sem ver a quem”? Bem, eu não tinha isso.

Nós chegamos surpreendentemente rápido em São Francisco e, para a minha surpresa, não fomos atacados por nenhum morto-vivo no caminho. Eu descobri que o nome do garoto era Boyd e que ele era filho de Macária, deusa da “boa morte”. Nem preciso dizer o que pensei sobre estar dando por aí com esse semideus, certo?

Boa ou ruim, morte era definitivamente algo que eu queria evitar.

Depois de alguns minutos de caminhada após chegarmos no centro da cidade, Boyd me guiou em direção a um extenso prédio onde o nome “Benjamin Franklin High School” podia ser lido em letras garrafais. Pisquei algumas vezes, um tanto descrente por termos realmente deixado o acampamento Júpiter para ir até um colégio de ensino médio. Eu havia tido péssimas experiências com o meu em Chicago, e não estava exatamente animado para conhecer mais um.

- Ei Boyd, sem querer ser o cara das perguntas, mas o que estamos fazendo aqui?

- Elena veio visitar algumas amigas da escola e não voltou desde então. Antes que você diga algo: sim, ela teve permissão. Eu pedi para que Fredrick negasse a condição de saída dela, mas ele não me ouviu. Eu sabia que deixa-la vir sozinha era uma péssima ideia.

Quem em sã consciência ia voluntariamente ao colegial?

Tentei deixar meus julgamentos à parte e acompanhei o semideus conforme passávamos pelas portas da frente. Não demorou para que o cenário nos tomasse completamente, e eu me visse diante de um extenso corredor de chão e paredes brancas, decorado com armários das cores amarelo e vermelho por todo o seu perímetro. Benjamin Franklin High School não era diferente de qualquer colégio que havia visto antes.

Por causa do horário em que chegamos ali – em torno de cinco horas da tarde – o período letivo já havia chegado ao fim, e poucas pessoas circulavam pelo ambiente. Era possível ver alguns professores conversando distraidamente conforme iam de uma sala à outra, e um ou dois alunos perdidos, provavelmente se dirigindo a alguma atividade extracurricular. Boyd comentou algo sobre Elena ter amigas no time de natação, então o acompanhei em direção às escadas que nos levaria até a piscina Olímpica, mas quando finalmente chegamos no lugar, nos surpreendemos ao encontra-la vazia.

- Hm... Isso é estranho. O time de natação deveria estar treinando a essa hora, o que será que-

O garoto loiro nunca terminou sua frase.

Boyd foi completamente tomado pela curiosidade quando percebeu uma mancha avermelhada próxima a borda da piscina. O líquido escarlate brilhava forte e se misturava com a água, se assemelhando muito com sangue fresco. Cheguei a observar a cena em curiosidade também, mas acabei não me movendo quando senti um pequeno frio na espinha, me trazendo a velha sensação alarmante quando havia alguma aproximação não identificada antes.

Meus olhos escancearam toda a extensão do ginásio de natação antes de se fechar e concentrar minha atenção em audição e olfato. Senti meu corpo vibrar quando escutei não apenas um barulho, mas dois. Não, três. Quatro. Senti meu coração disparar conforme eu contava mais e mais fontes de ruído. Nove. Dez. Onze.

Quando abri os olhos, eu já havia contado dezoito. Senti minha tatuagem se desenrolar por meu braço como uma cobra, se materializando no formato da espada. Boyd ainda analisava o sangue na beira da piscina, e agora tinha algo nas mãos, analisando curiosamente. Por um momento acho que o vi estremecer.

- B-Boyd...

O garoto se virou em minha direção e eu pude ver com clareza o que ele segurava. Senti meu sangue congelar e meus olhos se arregalarem em surpresa.

Um dedo.

O barulho se tornou mais alto atrás de nós e, ao me virar, me vi diante de algo que nunca pensei que veria fora de um videogame.

- Espere... O que?

Zumbis.

Isso mesmo, senhoras e senhores! Zumbis! Cheguei a piscar algumas vezes me certificando de que eu não estava completamente pirado, vendo coisas. Boyd sacou dois machados pequenos e se posicionou ao meu lado, parecendo tão em choque quanto eu. No entanto, a preocupação que ele sentia era nítida. Provavelmente ele estava se perguntando: a) onde estava Elena. B) ela estava bem? C) de quem era aquele dedo?!

- Isso não vai servir muito.

Resmunguei conforme sacava minha faca e encarava o grupo de zumbis que se aproximava de nós. Eles eram lentos, mas o fato de estarem em uma quantidade muito maior era levemente assustador.

Ainda assim, eu me sentia dentro de um videogame. E eu amava videogames.

Boyd foi o primeiro a atacar. O filho de Macária lançou um dos seus machados que voou diretamente contra a cabeça de um dos zumbis, derrubando-o sem vida no chão. Acho que o lado positivo de quase todo garoto entre 10 e 17 anos já ter jogado pelo menos um jogo de apocalipse zumbi era que não precisávamos passar pelo pré-requisito básico: Era um tiro na cabeça ou nada, uma vez que cortar um braço ou uma perna não seria capaz de parar os mortos vivos já entrando em decomposição.

E, deuses, como eles fediam! Eu já havia visto diversos filmes e jogado diversos games - inclusive de realidade virtual - que simulavam ataques zumbis, mas tinha que admitir que a imagem ao vivo era muito mais assustadora. Eles eram como humanos, claro, mas sua pele enrugada tinha uma coloração esbranquiçada, e algumas partes do seu corpo já estavam carentes de carne, mostrando músculos abertos ou - em alguns casos - ossos.

Os dentes podres e as cabeças ralas de cabelo também não eram atraentes. Usei dos inúmeros treinos de pontaria que tive no acampamento para lançar minha adaga na direção de um dos zumbis, fazendo com que a lâmina penetrasse sua cabeça e o derrubasse no chão. Seria muito mais prático se eu tivesse uma arma como a de Boyd, que voltasse à minhas mãos, mas o destino era assim mesmo e eu era um cara de espadas. Fazer o que?

Preparei minha lâmina na medida em que as criaturas se aproximaram de nós e girei-a com força, decapitando o primeiro da fila. Os zumbis que vinham atrás salivavam pela fome e erguiam suas mãos em busca de conseguir nos segurar, mas nossa velocidade era uma bela de uma vantagem.

- Boyd, cuidado!

Gritei quando percebi que dois outros monstros se aproximaram de nós, estes vindo pelo lado oposto. O menino se abaixou por reflexo com o meu grito, e eu investi com minha espada para o lado, arrancando a cabeça do morto-vivo com a lâmina. Ao se levantar, Boyd basicamente empalou a cabeça do segundo com o seu machado.

Boyd e eu nos viramos um de costas para o outro quando os ataques começaram a vir de diversos lados. Recuperei minha faca ao retira-la da cabeça do cadáver do - cadáver? - e a utilizei outras vezes como um projétil para acertar o crânio de alguns de longe, decapitando-os com a espada quando não conseguia atingi-los fundo o suficiente para matar. A lógica era simples: espada para ataques de perto, adaga contra ataques de longe.

Minha respiração começou a ficar pesada conforme meu corpo cansava das movimentações. Abri a mão, fazendo com que pequenas borboletas laminadas surgissem ali, e as lancei - cinco - contra criaturas diferentes, fazendo com que a parte afiada atravessasse seus pescoços, fazendo cabeças rolar por todos os lados antes de se transformar em poeira de monstro.

Olhando por aquele lado, o lance da “poeira” era muito prático e conveniente para nós, semideuses. Imagina que divertido seria explicar para a polícia uma chacina e vinte cabeças decapitadas no chão, outras boiando na piscina.

Estávamos com bastante controle sobre a luta, quando ouvi um grito vindo do outro lado do salão. Meus olhos se dirigiram à imagem de uma garota em seus quinze anos que olhava em espanto para duas criaturas que haviam notado a sua presença. Ela estava longe e, se eu corresse, provavelmente não chegaria a tempo.

- Ei, você! Pule na piscina!

Berrei, mas ela estava congelada pelo medo. Provavelmente percebendo que ela era uma presa que se movimentava menos, alguns outros zumbis começaram a caminhar em sua direção. Boyd e eu desintegramos os últimos dois que estavam em nosso perímetro e disparamos na direção na garota, o semideus de Macária lançando seu machado para impedir que os dois primeiros a alcançasse, enquanto eu invocava mais três borboletas para pegar os remanescentes.

Matamos cinco zumbis, mas outros três estavam indo para cima dela. Os machados de Boyd ainda estavam no ar e nós definitivamente não iríamos chegar a tempo.

Wade, como você é burro!

Ariel tinha razão quando dizia que o maior obstáculo entre mim e meus poderes de mentalista era eu mesmo. Eu tinha que parar de me desesperar e ser levado pela adrenalina das lutas para pensar com mais clareza, porque eu tinha certeza que isso ainda ia acabar matando a mim ou alguém importante.

Meu corpo desapareceu de onde eu estava e reapareceu onde eu havia calculado: exatamente ao lado da menina ruiva vestida em um maiô. Eu nem tive tempo de acudi-la. Assim que surgi ao seu lado, ergui o braço e a empurrei fortemente contra a piscina, fazendo com que ela despencasse contra a água. Rolei para trás para ganhar distância dos zumbis e chutei um deles que tentou me atacar. Ergui a espada como uma guilhotina, e mais uma vez voltei com as decapitações: um, dois, três.

Quando o último deles explodiu em poeira, soltei um suspiro alto e olhei em volta em busca de qualquer outro alvo. Mas daquela vez, estávamos sozinhos. O choque da menina caída na água ainda era grande, e o medo ao observar Boyd e eu era mais do que nítido. Abri um sorriso e acenei completamente sem graça para ela, mas foi o filho de Macária quem falou.

- Como você chegou aqui? Onde está o time de natação?

-E-eu ch-ch-cheguei a-a-atrasada e-e-

Ela não conseguiu falar. Voltei minha atenção para o lado oposto de onde Boyd e eu estávamos quando ouvi o barulho de uma porta se abrir. Apertei minha mão em minha espada, mas assim que me preparei para um ataque, percebi que não eram outros zumbis que se aproximavam. Quando um grupo de 10 a 15 meninos e meninas entre 15 e 17 anos saíram de dentro do vestiário, escondi minha espada atrás do corpo. Boyd fez o mesmo, jogando seus machados dentro da mochila que carregava.

Atrás dos jovens, saiu o treinador.

- O que está acontecendo?! Eu chamei a polícia! Quem são vocês?!

- Elena!

Boyd gritou aliviado quando encontrou uma menina de cabelos negros. A semideusa correu na direção do irmão, recebendo seu abraço de urso.

- Você nunca mais vai sair do acampamento sozinha, está me ouvindo?!

- Huh... Boyd. Ele disse que chamou a polícia, eu acho que-

- Eu estou tão feliz que você veio! Eu não sabia o que fazer! Era muitos e eu... Eu...

Ergui uma sobrancelha conforme Elena começava a soluçar nos braços do seu irmão. Senti minha espada retornar á sua forma de tatuagem, olhando para os lados, claramente desconfortável.

- Olha, sem querer atrapalhar-

- Está tudo bem agora. Da próxima vez eu virei com você! Ou levamos suas amigas para um local mais perto do acampamento. Você conhece os perigos de sair por aí sozinha, Elena, eu não sei como Fredrick permitiu isso.

Pisquei atônito ao ser completamente ignorado. What the fuck?

- Só eu escutei o lance da polícia?

- Boyd, eles mataram Luna! E Heather! E outros cinco garotos do time!

Caralho, então aquele time era bem grande mesmo.

Balancei a cabeça para afastar os pensamentos e bufei, agora irritado por ser ignorado. Caminhei em passos pesados até os dois irmãos e abri meu melhor sorriso cínico. Eu claramente estava olhando unicamente para Boyd, porque se me dirigisse à Elena, provavelmente não conseguiria falar.

- OK, muito triste, todos vão sentir falta deles, mas a gente precisa ir. Agora!

- Quem é esse garoto?

Elena perguntou com uma careta, seus olhos inchados pelo choro. Talvez ela não estivesse apreciando minha falta de sensibilidade, mas poderíamos chorar depois, de preferência no caminho para o acampamento. Boyd abriu um sorriso de canto, dando um tapa em meu ombro.

- Esse é Wade. E ele tem razão. Temos que ir, ou teremos muitas explicações para fazer que talvez nem a névoa seja capaz de sustentar.


OBSERVAÇÕES:

Obs. Sei que a missão pedia luta contra 12 zumbis, mas como tive ajuda de um NPC, achei que seria melhor aumentar o número para equilibrar!

Poderes:

PASSIVOS

Nível 12
Nome do poder: Perícia com Lâminas Pequenas II
Descrição: Com certo treinamento, o mentalista aprendeu a manejar sua arma um pouco melhor, ele sempre teve facilidade com ela. Seus erros são menores, e além de atacar, agora consegue se defender.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +15% de dano se a arma do semideus acertar o oponente

Nível 11
Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.
Dano: Nenhum

ATIVOS

Nível 4
Nome do poder: Borboletas laminadas
Descrição: O mentalista consegue invocar lâminas em formato de borboletas, de tamanho similar a uma estrela ninja. As asas da borboleta são extremamente afiadas e o objeto é leve, sendo ele um item de arremesso.
Gasto de MP: 10 por borboleta laminada.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 por borboleta laminada.
Extra: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Teletransporte I
Descrição: É a capacidade de ignorar o espaço e o tempo entre um ponto e outro, locomovendo-se de um lugar para o outro em um tempo de segundos. Inicialmente o mentalista consegue teletransportar-se em uma distância de 5 metros. É extremamente perigoso usar do teleporte sem saber para onde está indo, pois pode acabar ficando preso em objetos sólidos como paredes e morrer instantaneamente. O tempo de teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece no ponto inicial e reaparece no ponto final.
Gasto de Mp: 15 por teleporte
Gasto de Hp: 5
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao usar o teleporte, o mentalista deixa um pequeno rastro azul em seu ponto inicial.

Nível 12
Nome do poder: Telecinese II
Descrição: O mentalista começa a aprender a ser um telecinético. Agora, sua manipulação é ainda melhor, exigindo menos movimentos de mãos. A mente também está mais poderosa, permitindo a levitação de objetos um tanto mais pesados.
Gasto de MP: 15 por objeto
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É possível levitar objetos peso médio e tamanho mediano, como televisões, caixas de som, mesas etc. Limite de 5 objetos leves e 3 de peso médio.

arma:

• Tatuagem Azul [Uma pequena tatuagem azulada, com o desenho de preferência do mentalista, que pode deixar a pele do semideus, se transformando em uma espada de acordo com o desejo do seu portador. | O efeito da espada, quando ativado, faz com que o mentalista seja capaz de se comunicar mentalmente com qualquer forma de vida animal, podendo o controlar por até dois turnos. Sendo que animais de porte pequeno, como insetos, podem ser controlados em quantidade, ao contrário de animais grandes como coelhos, veados etc. Tal poder só poderá ser utilizado até duas vezes por missão, evento, pvp etc. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Mentalistas de Psiquê.]

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

missão:
MvP - Zumbis
Assim como os esqueletos, são corpos que foram reanimados por alguma força mágica da escuridão, e passaram a perambular sem rumo pelo mundo. A diferença é que os zumbis ainda estão em processo de decomposição, e por isso conservam alguns músculos e carne, assim como trapos. Zumbis normalmente só conservam os aspectos mentais mais fundamentais de quando estavam vivos, como se alimentar. Por causa disso, saem por aí comendo qualquer coisa viva e que tenha carne que encontrem. Geralmente perdem suas feições humanas, ficando com a pele em aspecto enrugado e pútrido. São lentos, e não possuem uma constituição muito resistente.

PASSIVOS
• Imunidade à doenças e magias mentais, ou de sono. Não são afetados por magias que utilizem persuasão ou qualquer outro tipo de ilusão. São imunes à venenos e também resistentes à frio e ácido.

ATIVOS
• Incansável - Apesar de lentos, os zumbis são criaturas praticamente incansáveis, que não precisam dormir, descansar, não sentem sede, e nem precisam comer, apesar de estarem sempre famintos. São indiferentes à danos corporais, como mutilação, pancadas e cortes.
• Apetite Voraz - Um zumbi devorará um semideus, se tiver essa chance. Sua mordida é capaz de atrevessar materias resistentes como couro e pode facilmente provocar sérios danos de laceração em uma vítima.

Recompensas: 2.500xp + 2.500 dracmas + 4 insígnias.

Tag: Colina Meio-Sangue + With: Lydia, Claire and Michael


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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Mercúrio em Seg Ago 13, 2018 9:24 pm


Wade Warren


Resgate:

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Máximo de XP da missão: 700XP e dracmas +1 insígnia

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 686XP +686 dracmas 1


Comentários:

Gostei demais de seu personagem e sua personalidade introvertida, em breve estarei enviando uma mp com algumas dicas a serem dadas.
Boa sorte ladininho!
AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO


Última edição por Mercúrio em Seg Ago 13, 2018 10:31 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Wade Warren [FIXAS]

Mensagem por Mercúrio em Seg Ago 13, 2018 9:40 pm


Wade Warren


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão:2500 XP e dracmas +4 insígnias

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS:2450 XP +2450 dracmas +4 insígnias

STATUS:
HP: 255/260
MP: 150/260

Comentários:

Boa sorte semideus!

AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO!


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Re: Wade Warren [FIXAS]

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