The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Bor Shemov [Fixas]

Ir em baixo

Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Bor Shemov em Seg Ago 06, 2018 6:21 am



Reconstrução de Nova Roma

Tópico destinado as missões de Bor Shemov durante este evento
"Tente. Levante sua mão sedenta e recomece a andar. Não pense que a cabeça aguenta se você parar. Tente outra vez."
~ Raul Seixas



















"Nunca desista de recomeçar. Ainda que possa parecer complicado, reflita que todo reinicio traz sempre novidades."
~ Marta Felipe


The A³B Squad

D&R
FPA
avatar
Bor Shemov
Filhos de Eros
Filhos de Eros

Mensagens : 47
Idade : 13

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Bor Shemov em Ter Ago 07, 2018 3:46 am



Nova Roma pede ajuda
De um acampamento para o outro

• Nova Roma pede ajuda - Dada a situação atual da cidade, muitos semideuses se mobilizaram para ajudá-la, fossem eles romanos ou gregos. Aqueles que não vivem no Acampamento Júpiter precisam ir até ele e é através desta missão fixa que o fazem. Ela é obrigatória aos jogadores que não se encontram no acampamento romano.

Pela extensa turvação do quarto, as respirações resfolegadas de um garoto sonolento podiam ser escutadas por qualquer um que se aproximasse do limiar de entrada do recinto. Semelhante a um indolente, o semideus de cabelos castanhos parecia se esforçar no desaproveitamento de cada milissegundo de sua vida em exaustas noites em claro — um alvitre pernicioso à sua saúde —, o que deixava claro a pouca deferência dele perante o assunto. Jogos, séries, animes, músicas, mangás e filmes... a sequência cronológica do dilúculo variava de acordo com suas necessidades recreativas.

Deitado de bruços, as suas pernas se estiravam para fora da cama enquanto seu braço esquerdo, já dormente, prostrava-se embaixo de um travesseiro molhado por fluido salivar. O jovem que, há algumas luas, havia começado a duvidar de sua sanidade mental, encontrava-se em sono profundo por exatos trinta minutos.

Bor, cara... vamos! Não fique aí dormindo. — Perturbando a ordem e o equilíbrio sonoro, fortes e batidas na porta sequenciavam tentativas de driblar os obstáculos sonoros do local. Naquele instante, todos os filhos de Eros haviam acordado com o alarme manual que, sem sucesso, não tinha feito sob o alvo principal. — Francamente... — Desistindo, o garoto fora do quarto deitou-se no chão do corredor e, colocando seus olhos negros por baixo da porta, passou a espiar qualquer indício de que as respirações eram realmente de Bor.

[...]

As penugens brancas e reluzentes de duas grandes asas cortavam o céu escuro de uma noite tempestuosa enquanto as nuvens choravam e fachos de luzes cintilavam a abóboda celeste. Fortes trovões eram desafiados para uma competição de coro pelos gritos tenebrosos e ensurdecedores das criaturas que estavam ao chão urrando de dor. Nos ares, concomitantemente, o detentor das charmosas e benevolentes asas disparava uma chuva de flechas atingindo todos os seres vivos abaixo dele; já havia se certificado de que nenhuma criatura boa poderia estar ali. Magicamente, as flechas brilhantes que haviam sido lançadas iam se multiplicando antes de encontrarem o solo interrompendo os urros e fazendo uma enorme nuvem de poeira dourada subir aos céus. Passando a sua mão direita em seu rosto angelical, o rapaz limpava o suor, havia sido uma luta árdua e cansativa, enquanto, em sua mão esquerda, o longo arco esverdeado reluzia, vitorioso, ao mesmo tempo que sua corda transparente delineava um brilho mágico.

“Nanico, isso só aconteceria nos sonhos mesmo” Uma poderosa e ecoante voz tomou conta da terra, dos céus e dos mares daquele universo, mas da onde ela estava vindo? Em dúvida, o rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis procurava a sua volta enquanto planava de volta ao chão. “Tem um ser insuportável enchendo o saco do lado de fora, pare com isso logo, pelo amor dos elfos!” Dessa vez, a voz estava mais perto do que ele imaginava e, olhando para suas mãos, ele lembrou-se de quem era seu companheiro: Iryak, o arco resmungão. “Vamos... não tenho o dia todo” Revelando-se como o culpado, o direcionamento da voz estava claro, era a arma quem falava com ele.

[...]

Subitamente, as pálpebras do garoto se abriram em choque e olhos extremamente vermelhos surgiram das trevas acompanhados de uma forte dor de cabeça que tomava conta dos fios geneticamente castanhos do garoto. Enquanto os sentidos estavam sendo recobrados, ele tentava se acostumar com a claridade de seu quarto.

Era um sonho... — Com a voz chorosa, Bor coçava seus mirantes com a mão esquerda ao mesmo tempo que a sua direita afagava seus cabelos, pensou em olhar que horas eram, mas sentia que não haviam passado se quer dois minutos. Independentemente de seus desejos, uma necessidade biológica clamava por sua atenção: a vontade de ir ao banheiro era imensa.

Correndo para porta, olhou para o chão e se deparou com o par de meia que havia largado há algumas horas, estava tão cansado de jogar que voltou da sala de jogos literalmente engatinhando pelos corredores nebulosos do chalé. “Talvez seja hora de dar um basta, preciso organizar a minha vida” Pensou o garoto enquanto sentia vergonha de si mesmo. Imediatamente, uma risada veio a sua mente, porém não era a sua, era a do maldito arco que o vivia atormentando desde a primeira vez que tocou nele.

Como a porta estava trancada, o garoto girou a chave, depois a maçaneta e, quando finalmente conseguiu escancarar a porta, deparou-se com seu meio-irmão levantando-se do chão bruscamente enquanto preparava-se para novas tentativas de acordá-lo.

Finalmente... Bor, estava namorando seu travesseiro? — Espiando o quarto do garoto, os olhos negros do garoto olhavam a cama bagunçada de Bor enquanto ria. — Sabe há quanto tempo eu estou aqui?

Exatos dez minutos, contando. Acordou todos do chalé. — Com um livro nas mãos, uma garota loira passou por eles enquanto esboçava descontentamento em seus olhos azuis e seus longos cabelos sacudiam ao vento. Os meninos, seguindo os movimentos da garota, a olharam atentamente enquanto pronunciava seu apontamento. — Calma, Mild... irritada assim já de manhã cedo, vai acabar ficando feia. — Em deboche, o causador das batidas na porta afrontava a loira. — Enfim, vai se arrumar... vamos para Nova Roma hoje.

Com o convite repentino de seu meio-irmão, Bor se assustou um pouco. Tentou lembrar-se de concordar em ir algum momento, porém foi em vão, não havia resquícios em sua memória de ter mencionado ir ajudar. E, naquele instante, sentiu vontade de fechar a porta e voltar a dormir, mas a vontade de ir ao banheiro era maior, precisaria se livrar do obstáculo à sua frente.

Quando que eu falei que ia, Neth? — Perguntou Bor, de forma direta e clara como se negasse a possibilidade de ele ir junto. — Fala sério, cara... eles precisam de ajuda. Sabe o que eles passaram? Não sabe, né? Você deveria vir comigo.

Será que Nethan possuía motivos tão puros para ir a Nova Roma? Bor acabou sendo pego de surpresa com a louvável compaixão de seu vizinho de quarto, nunca havia visto isso acontecer antes, definitivamente havia algo de errado. — O que você realmente quer, Neth? Romanas? — Não deixando se abater e evitando ao máximo cair nos jogos mentais de seu meio-irmão, o garoto, sem esboçar surpresa, questionou o real motivos de seu heroísmo que, quase sempre, era o mesmo: mulheres.

Ah, qual é, Bor... você pensa que eu sou realmente assim? — Fazendo uma expressão de tristeza, o garoto abaixou sua cabeça e passou a fitar os pés de Bor como se esperasse uma comoção. — Mas você já viu elas? As vezes precisando sair da mesmice, sabe? Do cotidiano. — Percebendo que seu “calouro” não iria abaixar a guarda, Nethan sorri e revela seu real motivo, não que fosse tão secreto assim. — Vamos... vai ser importante para você. Nunca esteve lá, precisa ter experiências novas e, além do mais, já faz um tempo que você só fica jogando. Deveria começar a trabalhar, sabia?

Ele tinha razão, todos a volta de Bor tinham. Fosse o Iryak em sua cabeça, a Kim dizendo-lhe que sumiu, a Mildred mandando-o ler um pouco e até mesmo o Nethan que, por mais patife que fosse, se dedicava as atividades do chalé e do acampamento. Tudo aquilo estava corroendo-o por dentro, ou talvez fosse apenas a vontade de mijar, mas um emaranhado de dúvidas surgiu em sua cabeça.

Está certo... eu vou! — Cedendo ao pedido de Nethen, Bor revirou os olhos antes de continuar. — Vou tomar meu banho e me arrumar, nos encontramos no jardim, ok? — Empurrando o acastanhado de olhos negros, Bor correu para o banheiro antes que começasse a vazar óleo. — Nossa, pelo menos feche a porta do seu quarto.

A água quente escorrendo pelos seus cabelos, rosto, nariz e olhos fechados era extremamente confortante, como se ela tivesse vida e o abraçasse para protege-lo de suas dúvidas e anseios, era um refúgio sui generis para Bor. Quando o garoto ouviu sobre o que acontecera em Nova Roma, sentiu uma enorme aflição em seu coração. Não sabia explicar o sentimento, mas a vontade de chorar era enorme e foi sob aquelas águas tórridas que encontrou o conforto necessário para compreender seus pensamentos.

Os semideuses buscavam uma vida tranquila e digna para suas famílias... — Com seus olhos ainda fechados, a água do chuveiro caia sobre seu rosto e, junto com algumas lágrimas, escorria pelas bochechas rosadas do menino. — Como alguém pode ter tamanha maldade dentro de seu coração?

Embaixo do chuveiro, imagens tristes e aterrorizantes de pessoas correndo e protegendo aos outros marcaram os pensamentos de Bor... ele não havia visto e somente podia imaginar. Sem experiência de vida e crescido em doze anos de mentira, desde que foi levado ao acampamento, mal se esforçou na busca por um aprimoramento pessoal, ele já não sabia mais se suas lágrimas eram pelos outros ou se eram de vergonha de si mesmo. Pode parecer uma bobagem, uma tremenda frescura... mas o peso nas costas do garoto era tanto que ele se abalou ao chão. Tentando se reerguer, procurou apoio nas paredes do box enquanto procurava se manter acocado. “Pai, me dê forças para suportar tamanho sofrimento” Com as mãos no peito, suplicou ao seu genitor e, mesmo achando aquela água relaxante e milagrosa, não foi dessa vez que as moléculas de hidrogênio e oxigênio o confortaram.

Após recompor-se, terminar seu banho e enxugar-se, pegou as mudas de roupas que havia separado e providenciou vesti-las. Estava determinado a mudar sua forma de agir e pensar, iria aproveitar a oportunidade ser útil em Nova Roma como o pontapé inicial. Abrindo a porta do banheiro, suas pupilas dilataram, seus músculos relaxaram e seu corpo começou a se livrar de toda angustia e sofrimento que ainda restava. A névoa que percorria por todo o chalé abraçava o garoto calorosamente, como se fosse o próprio amor de seu pai e, reconfortado, o garoto esboçou um leve sorriso antes de ir em seu quarto pegar alguns equipamentos e dirigir-se ao local de encontro. “Ora ora, quer dizer que o nanico resolveu fazer algo?” Ignorado, Iryak tentava alfinetar Bor enquanto era recolhido.

Haviam muitos meios-irmãos de Bor no chalé que, entretidos em suas atividades habituais, não manifestavam interesse em ir a Nova Roma. Porém, em contraponto, o jardim — o lugar favorito dos filhos de Eros — estava completamente vazio. “Cadê o Nethan?!” Pensou Bor enquanto olhava para todos os ângulos do lago artificial que se encontrava na frente do chalé. “Parece que alguém te deixou para trás, nanico” A voz irritante de Iryak ecoava por baixo da caixa craniana do garoto. — Um bilhete? — Ignorando seu arco, o garoto avistou um papel em formato de coração sendo impedido de ir aos ares por uma pequena pedra repousada em um banquinho

“Rosas são vermelhas e violetas são azuis,
Parti para Nova Roma atrás de uma Louis”

Uma Louis? O que diabos é uma Louis? — Questionando, o garoto não compreendia o fato do Nethan ter insistindo tanto para que ele fosse e, de repente, resolvesse partir sem leva-lo. Em momentos como esse, muita coisa se passaria pela cabeça do garoto, principalmente uma vontade absurda de desistir, mas ele estava dedicado a mudar, seu subconsciente não o deixaria adiar seu compromisso com o progresso, ele iria ter que se sacudir para achar um jeito de ir a Nova Roma. “Faz parte do aprendizado” Decidido, pensou o garoto.

Distanciando-se do seu chalé, Bor tentou traçar os métodos mais eficazes para encontrar algo que não se sabe onde estar. Parecia loucura, mas seu cérebro processava um número exorbitante de táticas enquanto caminhava lentamente. De repente, como se chegasse a um acordo, decidiu arriscar na mais simples.

Certo... a maioria dos campistas está indo para lá, as chances de eu acabar me deparando com alguém que possua o mesmo destino que eu são enormes. — Olhando para os semideuses que também caminhavam por perto, ele parecia procurar um alvo. — Está na hora de eu colocar as horas de poker em dia, preciso apostar em uma pessoa que pareça confiante o suficiente para ir sozinha ou em um grupo avantajado de pessoas.

Graças a Eros, a caçada do garoto não demorou muito, poucos minutos procurando e, de repente, uma vítima aparece... quer dizer, uma guia perfeita. Marchando, confiante e sorridente, uma morena, que aparentava ser mais nova que Bor, esbanjava toda sua experiência e conhecimento através de seus olhos enquanto seus cabelos cacheados eram tocados e agraciado pelos raios solares.

Bingo... — Como um stalker, Bor passou a copiar todos os passos dela, parecia um mímico profissional. Se ela olhasse para os lados, para cima ou cantarolasse, o filho de Eros tratava de repetir precisamente os mesmos movimentos como se fosse um ritual para ir a Nova Roma e o que poderia parecer loucura, havia dado certo. O All-in de Bor tinha sido certeiro pois, quando a garota parou de andar, os olhos azuis do garoto entraram em choque com o tamanho da fila em que ele se metera. “Caramba” Pensou o menino que se adiantou a ficar atrás da garota antes que alguém entrasse na frente.

Ver o tamanho da fila recheou os pensamentos do garoto com assuntos suficientes para o entreter durante a espera, filosofar com seu verdadeiro eu era um dom de Bor que, às vezes, parecia até se esquecer de que estava conversando consigo mesmo.

“É muito bom ver que, mesmo depois de tanta briga e rivalidade entre os dois acampamentos, sempre há esperança de paz e conforto quando se é necessário” Pensando algumas verdades, um sorriso honesto tomou espaço de seu rosto por alguns segundos antes que pensasse em algo que o fez arrepiar.

“Às vezes, o caos é importante para que haja a paz”

Aquilo não era uma ideologia, era uma sentença, e essa cogitação bombardeou seus pensamentos, o fazendo perder toda a alegria que havia reunido, não era algo belo para se pensar no momento e, talvez, nunca. O garoto ia seguindo os movimentos da fila com piloto automático ligado enquanto habitava os seus devaneios e, como se tudo tivesse passado em um piscar de olhos, somente despertou ao ouvir alguns risos e sussurros em suas costas. “Ué, cadê a garota?” Em um passe de mágica, o que antes era uma morena de cabelos cacheados se tornou uma espécie de portal.

Quando você quiser... — Sorrindo, um semideus que estava ao lado da grande esfera de energia chamava a atenção de Bor convidando-o para atravessar o portal. — Mas o que eu faço? É só passar ou eu preciso pensar em algo? — Cheio de dúvidas, o garoto não teve medo de pronunciá-las, era melhor ser alvo de risos do que ir parar em outra dimensão por engano. — Fique tranquilo, só precisa passar.

A voz do semideus fora tão confortante que, sem medo algum, Bor atravessou de olhos abertos. É, talvez tivesse sido melhor ter fechado eles pois o choque da transição de local fora tanto que uma tontura enorme tomou conta do garoto fazendo-o cair no chão. Qual foi a primeira coisa que Bor viu de Nova Roma? O soalho.

Com a cabeça dolorida, ânsia de vomito e tontura, somente com a ajuda de um semideus ele conseguiu se recompor. — Está tudo bem, Borzinho? — A voz familiar e o apelido que gozava de sua cara fez com que Bor levantasse sua visão enquanto apertava a mão do semideus. Mesmo com todos os empecilhos, esforçou-se para fitar o rosto de quem o ajudara que, para sua surpresa, era o Nethan acompanhado de duas garotas. O ódio de Ares tomou conta de Bor e, demonstrando sua fúria, seus olhos pareciam pegar fogo e soltar faíscas ao redor enquanto, capitando os sentimentos, Nethan dava um sorriso ao terminar de levantá-lo.

Não viu meu recado? — Coçando a nuca, Nethan parecia desconfortável enquanto seu meio-irmão o fuzilava com os olhos.

Preferia não tê-lo visto. — Após a resposta sucinta e abarrotada de sentimentos que Bor dera, somente uma pergunta ficou no ar: Quantos docinhos seriam necessários para que ele perdoasse o patife?


Legendas e Observações:
Falas de Bor.
"Pensamentos de Bor"
"Falas do Iryak"
Falas de Nethan Jensen
Falas de um semideus aleatório
Falas de Mildred Parkson

A garota que o Bor segue é a Aislynn Prescott que postou essa fixa...
Se quiser saber mais sobre os personagens, só clicar aqui!
Adendos do Bor:
Equipamentos:
Faca de Bronze Celestial
Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor.
Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial.

• Iryak
Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas.
Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele.
Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas.
Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem.
| Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Habilidades passivas dos Filhos de Eros:
Nenhuma utilizada!
Habilidades ativas dos filhos de eros:
OBS: Essas habilidades foram utilizadas em um sonho!
Nível 2
Multiplicar Flechas.
Descrição: É a habilidade que consiste fazer uma flecha virar até três. A prole de Eros/Cupido, nunca sentirá falta de suas flechas, pois, poderá dobrar a quantidade das mesmas. Contudo, a flecha será idêntica a original, ou seja, caso esteja danificada, a cópia, também será danificada.
Gasto de Mp: 20 MP (por flecha criada).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só pode criar mais duas flechas além da original.

Nível 23
Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:Nenhum
Dano: 5 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo)
Extra: Nenhum
Adendos dos NPCs:
Equipamentos:
Nenhuma utilizada!
Habilidades passivas:
Nenhuma utilizada!
Habilidades ativas:
Nenhuma utilizada!



The A³B Squad

D&R
FPA
avatar
Bor Shemov
Filhos de Eros
Filhos de Eros

Mensagens : 47
Idade : 13

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Netuno em Ter Ago 07, 2018 8:31 pm


Bor Shemov
Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 500 XP e 500 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 500 XP, 500 Dracmas e 1 Insígnia. 

comentários:
Devo dizer que você me deixou um tanto quanto ansioso para ler sua MF. Afinal eu to te acompanhando desde que entrou no fórum e devo admitir que você é um menino prodígio. Eu amei como conduziu a missão, como inseriu
as falas e tudo mas, contudo achei um pouco extenso de mais para algo que poderia ter sido simples e compacto. Mas não posso reclamar né? Sua escrita é impecável.

Atualizado!




_ Netuno_
Soberano dos mares

avatar
Netuno
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários

Mensagens : 129

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Bor Shemov em Qua Ago 15, 2018 8:05 pm



A fumaça do Usurpador



Usurpador: Um semideus abusado decidiu que a situação de Nova Roma era a melhor hora para ele adquirir sua casa própria. Para isso, começou a roubar parte dos materiais. Impeça-o, reporte-o e lembre-se que Término novamente permitiu o porte de armas na cidade.
Recompensas: 1.000 xp + 900 dracmas + 3 insígnias.


O grande arco esverdeado com cordas invisíveis estava posicionado estrategicamente na diagonal das costas do pequeno semideus de cabelos negros e olhos azuis, dessa forma a distribuição de peso e tamanho era tal que poderia ser carregado sem muito esforço. Sob um Sol da manhã que bronzeava e queimava a pele de quem ousasse permanecer abaixo de seus raios ultravioleta, a pequena repartição entre dois garotos e uma garota possuía olhares duvidosos o suficiente para que fosse possível questionar a amizade deles. Como se tentasse passar uma mensagem secreta para um correligionário, o nanico direcionava seus mirantes para seu meio-irmão mais alto enquanto serrilhava as pálpebras.

Bor, essa é a Arianna... — Soltando-a de seus braços, Nethan apresentava a moça de cabelos negros enquanto tentava aliviar a tensão causada pelo seu meio-irmão mais baixo. —Tudo bem, fofinho? — Estendendo a mão para Bor, a romana sorria para o menino emburrado que, pensativo, cogitou deixa-la de lado. — Prazer, Bor Shemov... — Um sorriso falso e acompanhado de um aperto de mão com aversão, o pacote completo do desinteresse entregue pelo nanico que escondia seus verdadeiros sentimentos.

Então... eu estou ajudando essa pobre moça a reaver sua felicidade. Infelizmente sua casa foi destruída. — Fazendo biquinho e arqueando suas sobrancelhas, claramente tentando demonstrar um suplício que não existia, o mulherengo de marca maior voltava a apertar a garota em seus braços como se estivesse confortando-a. — Já que você chegou agora, poderia nos ajudar com os materiais, veja com o Severino se há algo que você possa fazer. Ele está logo ali.

Assim como as folhas das árvores caíam de seus galhos liberando espaço para um sol ainda tímido que começava a ganhar forças, a diferença de fuso-horário entre os dois acampamentos estava começando a ficar claro para o baixinho que olhava ao seu redor e percebia os bocejos de todos. Ele havia se prontificado para o auxílio dos romanos mais ou menos às dez horas da manhã, onde os semideuses do Acampamento Meio-Sangue já estavam despertos e, como se houvesse entrado em uma máquina do tempo, cruzar o limiar do portal mágico, em teoria, o tornou três horas mais novo. Pensar sobre isso deixou o garoto confuso e paranoico, muita complexidade para uma cabeça tão oca e ingênua.

O senhor é o Severino? — Com seus olhos posicionados na altura da cintura do romano, o garoto levantava sua linha de visão enquanto fitava as fortes e demarcadas costas desnudas do responsável pela fiscalização dos materiais. — Eu sou do Acampamento Meio-Sangue, em que posso ser útil?

Como se fosse um carregamento de material danificado, o responsável pelo setor olhou o garoto de cima abaixo sem precisar de muito tempo para chegar a sua conclusão: os poucos centímetros do garoto faziam jus ao seu apelido de nanico, sem falar de seus braços magricelos que levantariam até mesmo um copo descartável com considerável dificuldade.

Útil? Com esses braços? — Antes de continuar a falar, deu uma gargalhada. — Você deveria ser do Acampamento Meio-Peso.

A risada peçonhenta do romano galgou os ouvidos do baixinho como uma adaga banhada em veneno que acabara de cortar as glândulas secretoras de uma naja, todo aquele ultraje e desmerecimento faziam os cento e quarenta e cinco centímetros de Bor arderem em chamas internamente. — Só me diga o que posso fazer. — As palavras do tampinha eram ríspidas, diretas e mais amoladas que uma faca ginsu dois mil, ele não queria papo, somente ajudar.

Bem, você pode checar os materiais... pelo menos você deve ser capaz de fazer alguns cálculos, não é? — Entregando nas mãos do menino uma prancheta que possuía algumas folhas, o homem robusto passou a apontar para uns carregamentos que chegavam com alguns semideuses. — Verifique a quantidade, anote nessa folha e, se sentir necessário, verifique novamente... irei colocar meus músculos para trabalharem. — Fazendo um sinal de muque com seus tríceps, o romano deu as costas e partiu em busca de desafios pesados. "Como os nervos daquele braço continuam intactos depois desse esforço?" Abismado, o nanico poderia jurar que viu uma artéria se romper durante o movimento de seu superior.

A destruição da cidade era significativa, as construções que haviam sido transformadas em destroços estavam sendo constantemente vasculhada por semideuses. Uma poluição sonora se instaurava no local, fosse pelas pedras que deslizavam, os prédios que desabavam ou pelos gritos de dor e tristeza, tudo aquilo era chocante para o garoto que tentava se manter concentrado na análise das consideráveis pilhas de cimento, blocos de tijolo, cerâmicas, argilas e outras coisas que ele nem conhecia a função. A organização realizada pelos semideuses era no mínimo satisfatória, os apetrechos estavam arrumados em pilhas de dez pela extensão da praça, haviam alguns bancos vazios e uma mesa de madeira, possivelmente aonde ficava sentado o Severino. Não muito longe também era possível ver um portal mágico da onde saíam e entravam semideuses com materiais nas mãos.

Quinze, vinte... quarenta, quarenta e cinco... — Pegando o ritmo do serviço, Bor já se encontrava no piloto automático e, sem muita dificuldade, terminava de anotar o balanceio na prancheta em que havia recebido, a disciplina sistemática do local definitivamente facilitava o seu trabalho.

O quê?!  Pera aí... — Como se tudo estivesse errado, o pequerrucho fitava suas anotações e as pilhas de materiais de forma incrédula. Até poucos minutos atrás as fileiras estavam sequenciadas em dezenas e, logo em seguida, faltavam algumas unidades. O garoto sabia que a sua matemática não era boa, mas assim como dois e dois são quatro, sacos de cimento não somem magicamente... ou somem? Desde o dia em que foi apresentado para esse mundo onde existem minotauros, deuses e criatura das trevas, nada mais fazia sentido para ele. — Que cheiro é esse?

Intrigado com o sumiço, o garoto acabou percebendo um forte odor de fumo enquanto analisava o local. “Esse cheiro é novo” Pensou enquanto tentava lembrar-se de alguém fumando por perto, mas chegando a conclusão de que ninguém havia feito isso, começou a relacionar o desaparecimento com o cheiro. Aguçou seu lado inglês o máximo que pôde, sua inspiração era Sherlock Holmes e ele iria desvendar o mistério como tal. Dito e certo, não tardou muito para que o garoto visse uma fumaça cinza pairar sobre a cabeça de uma pessoa poucos metros de distância. O que parecia ser um homem, fumava seu cigarro enquanto carregava dois sacos de cimento e, como se estivesse desconfiado, olhava constantemente para os lados antes de desaparecer em um beco. Sem pensar duas vezes, Bor deixou a prancheta em cima da mesa de madeira e apressou-se a seguir os passos do possível furtador na tentativa de reaver o material desaparecido.
“Será que eu preciso mesmo fazer isso?” Enquanto andava, o garoto relembrava a forma como o romano o tratou, seu subconsciente tentava orientá-lo de que o musculoso precisava de uma lição. “Não, eles vão achar que fui eu quem roubei” Sacudindo a cabeça, a ideia de simplesmente se abster estava fora de questão, ele precisaria checar o que estava acontecendo e descobrir quem era o fumante descompensado.

Eram muitos becos localizados entre algumas casas inteiras e outras destruídas, voltas e mais voltas estavam sendo dadas pelo garoto na busca pelo semideus que deixava um rastro de odor por onde passava, o único guia para Bor que já tinha perdido as contas de quanto tempo havia se passado desde que começou a andar. Os locais movimentados e com vida acabaram dando lugar para um cenário caótico onde não havia sequer uma pessoa, somente destroços, pedregulhos, um insuportável cheiro de cigarro e assovios que assemelhavam uma certa melodia. “Deve ser o ladrão” Pensou Bor que, agora com mais uma forma de chegar até o alvo, acelerava seus passos indo de encontro ao mesmo.

Para onde você vai com esses sacos de cimento? — Ousado e destemido, Bor fincou seus pés em meio as pedras de uma rua larga e iluminada enquanto projetava toda sua voz em direção ao semideus que assoviava jatância de costas. — Está falando comigo? — Desentendido, o rapaz se virou e, ao perceber que só haviam os dois no local, jogou sua bituca de cigarro fora enquanto perguntava ao garoto.

Olhando mais atentamente o sujeito, ele possuía uma barba por fazer, olhos totalmente relaxados e cabelos negros bagunçados, seu rosto esbanjava um semblante de quem pouco se importava para o que estava acontecendo e, surpreendentemente, a tatuagem em seu braço direito revelava ser um semideus do acampamento Júpiter. — Estou indo colocar os sacos de cimento junto com os outros materiais. — Respondeu, enquanto analisava os braços magricelos de Bor.

Devo julgar que eles não são seus, certo? — Já um pouco irritado, o garoto precisava confirmar as intenções do suspeito e, portanto, continuava a interroga-lo.

E precisa?

A voz, acompanhada de um sorriso cínico, bombardeou os ouvidos de Bor, fora a gota d’água. “Como alguém pode pensar dessa forma?" Revoltado com a falta de empatia do romano, uma aura avermelhada começou a tomar conta do nanico sem que ele percebesse. Seu objetivo em Nova Roma era ajudar as pessoas que perderam suas casas ou familiares, se deparar com um conterrâneo do local que pouco se importava com a situação de sua cidade era zombar das puras intenções do baixinho, mais uma vez o destino parecia brincar com o garoto.

Então sugiro que você me acompanhe até a praça. — Com os punhos cerrados, o garoto não tinha medo algum de seu oponente, talvez as chamas de seu coração, que faiscavam em volta de seu corpo, lhe davam confiança, mas ele não parecia ter real conhecimento de que isto estava acontecendo ou que estava sob seu controle. Silenciosamente, os escombros, as pedras, todas as inanimadas estruturas do local assistiam um anão desafiar um gigante, como nos contos antigos, enquanto tentava impor seus pensamentos e vontades. — Agora.

De um lado ao outro de seu rosto, o sorriso cínico do rapaz desafiava as ordens de Bor. Largando a prova do crime no chão e sentando-se em cima, levou vagarosamente suas mãos ao queixo enquanto esperava a reação do garoto, olhava atentamente o menino ousado que o desafiava e tentava obriga-lo a fazer algo contra sua vontade. O barba-rala não sabia o que era mais peculiar: sua coragem e determinação ou sua beleza irradiante. — Vem para cima, docinho.

Qual era a distância entre eles? Dois, três metros? Dados precisos eram supérfluos para o calor do momento, qualquer um dos dois poderia se tornar alvos fáceis em questão de segundos e era justamente o que o ladrão tinha em mente, só precisava de uma oportunidade, uma chance de ouro. Quem diz que o amor é cego com certeza não sabe que o ódio é ainda mais, a fúria do baixinho sequestrava seus pensamentos, consumia qualquer possível racionalidade dele, já não se importava mais com o cimento, será que estava defendendo Nova Roma? De jeito nenhum, definitivamente eram suas ideologias que importavam no momento e, por isso, a cegueira de sua aflição impediu-lhe de ver o rápido movimento de saque que o romano fez.

Em um segundo, tudo estava calmo
No outro, o romano partia para cima do garoto
Com um canivete em mãos.



Posicionada estrategicamente em seu bolso direito, abaixo de sua mão uso habitual, um canivete dourado com escrituras em latim era sacado rapidamente acionando-se em uma lâmina afiada e prateada. O movimento de pés do romano era impressionante... ele rapidamente esticava a cartilagem de seu calcanhar e enrijecia os músculos de sua perna em uma velocidade sobre-humana colocando todo seu corpo na direção de Bor em poucos segundos, assim como havia planejado. Foi nessa hora, nesse movimento em específico, que algo muito importante aconteceu, algo que mudou todo o rumo da história dos dois e, talvez, Bor devesse fazer um agradecimento especial a Apolo pois o Sol acima de sua cabeça, refletido pela prata que mirava sua jugular, despertou o garoto de seus devaneios.

Os metros se tornaram centímetros e, enquanto os dois se encaravam, o destino de Bor já estava praticamente decidido. Se Apolo realmente tentou ajudar o nanico, ele não havia aproveitado como deveria. Os quinze centímetros de lâmina prateada estavam preparados para atravessar todas as camadas cutâneas do pescoço do garoto afim de encontrar uma artéria que fizesse jorrar todo aquele sangue. As mais emotivas pedras pareciam virar o rosto para não enxergar a cena, visto que algumas começaram a rolar, até o Sol havia se escondido entre as nuvens para não presenciar a cena e, talvez nessa hora, Bor viu a morte como uma companheira e resolveu abraçar o seu destino. Os olhos do garoto se encheram de lágrimas em frações de milésimos, parecia um dom, um apelo, aqueles mirantes azuis olhavam atentamente os de seu malfeitor, tentava levar seus últimos instantes para o túmulo consigo.

Dez batidas em cinco milésimos — Talvez um coração apaixonado?

De que forma os sentimentos estão ligados com o coração? Desde o início dos tempos, até os livros sagrados mais antigos, costumam dizer que a razão está no cérebro e os sentimentos no coração... não poderiam estar mais errados, mas isso não vem ao caso. No instante em que os dois mirantes se encontraram, a ínsula e o estriado — partes do cérebro responsáveis pelo amor e libido — do usurpador dispararam uma corrente de hormônios e sinais informando a necessidade de sangue para suportar os estímulos que causaram uma leve tremedeira, um certo desconforto e uma impotência deixando claro a tênue relação entre um órgão chamado coração e um sentimento chamado paixão.  Afinal, como um ser humano poderia ser capaz de machucar uma coisa tão bela e inofensiva?

Institivamente, o corpo de Bor não deixou essa oportunidade passar, a hesitação no ataque do romano foi essencial para que o garoto percebesse que ainda havia chance, um suspiro de vida, porém não possuía muito tempo para pensar e muito menos para fugir, seu corpo reagiu automaticamente e, toda aquela aura vermelha que o cercava tomou forma em suas mãos: duas esferas de energia estranha que pareciam ganhar vida. As mãos que poderiam estar segurando o canivete para impedir o golpe estavam viradas para o abdômen do seu inimigo. Rapidamente, um clarão tomou conto dos arredores vazios, uma explosão pequena, mas descompensada, fez os dois corpos voarem em direções contrárias, apesar do próprio conjurador não ser o alvo, as consequências de impelir esferas de energia em uma distância tão próxima eram acuradas e previstas.

O resultado era inesperado e, se filhos de Hermes estivessem no local, os mais lúcidos deles apostariam todos seus dracmas no romano que agora estava desacordado no chão com os braços e pernas estirados, ele não estava morto, sua respiração ofegante entregava isso e o impacto não havia sido consideravelmente letal, provavelmente o encontro de sua calota craniana com o chão provocou sequelas temporárias em sua vigilância. Do outro lado, o vencedor do rápido duelo não estava em pé, de forma gloriosa, mas deitado no chão, com respingos vermelhos escorrendo ao lado esquerdo de sua glabela indo de encontro com as lágrimas que percorriam seu rosto. O impacto da explosão não havia desacordado o filho de Eros, mas deixara um corte superficial em seu supercílio, se arrastar em um chão consideravelmente quente não é a melhor das escolhas, não que ele tivesse tido.

Levantando-se, ainda mancando e sem equilíbrio, já sem a aura vermelha e sem demonstração notável de ódio, Bor analisava o estrago que havia feito no rapaz desacordado em sua frente. Sua racionalidade dizia que foi a escolha certa e certamente foi, mas estava formidavelmente preocupado com ele, não sabia se estava bem. Pensou em se aproximar e cutuca-lo ou algo parecido, mas resolveu se atentar aos traços faciais do rapaz, não acreditava que ele conseguiria se levantar rapidamente, mas era melhor precaver. Ficar ali sozinho não era a melhor das hipóteses e ele sabia disso, precisava de ajuda e iria buscar o mais rápido possível.

Aos trancos e barrancos, sem nem limpar o sangue de seu rosto, o pequenino percorria todo o caminho de volta sem se perder enquanto mancava, sua perna esquerda estava mais pesada que a sua antagonista, não sabia o porquê e nem tinha interesse no motivo, só queria voltar à praça o mais rápido possível. O caminho de volta parecia ser mais longo, as construções e passagens eram as mesmas, mas tudo aparentava olhar para o garoto, persegui-lo com o olhar enquanto o tachavam de assassino, pelo menos em seus pensamentos. Com os olhos cerrados e a respiração ofegante, seu nariz não estava em condições favoráveis para a inalação do ar fazendo-o optar pela boca. Seus passos e movimentos estavam dessincronizados favorecendo quedas durante o trajeto, mas, sempre se reerguendo, nunca desistiu de continuar. “Eu consigo” Pensava ele enquanto se esforçava para se lembrar do caminho realizado.

Aí está você... abandonou o serviço e se mandou, garoto? — A voz irritada de Severino não era recebida da forma como deveria por Bor, um de seus ouvidos não estava muito bem, porém era reconfortante o suficiente para que o garotinho abrisse um sorriso ao ver o seu superior romano a sua frente, ele havia conseguido. — O que houve com você? Está acabado. — Percebendo que o nanico não estava bem, Severino deu alguns poucos passos com suas pernas enormes e socorreu o garoto em seus braços. Uma criança com sangue era um retrato comum na cidade, mas ninguém morre somente contando alguns sacos de cimento e Severino era vivido o bastante para saber disso.

Semideus... ro-roubando material. — Estava muito difícil falar, como se sua língua estivesse presa, seu corpo frágil de treze anos estava demonstrando mais uma notável fraqueza para ser consertada. — Desacordado.

Os esforços do garoto em passar o recado eram louváveis, não desejaria ter que repeti-los, mas faria se fosse preciso. Porém, felizmente, o ouvido de tuberculoso do Severino estava bem calibrado e as palavras tremidas e baixas do pequeno foram ouvidas e processadas. — Aonde? — Perguntou o romano.

Posso leva-lo até ele. — Não só pode como fez, da onde ele estava retirando energias para se manter consciente? Não se sabe... os seres humanos são capazes de coisas surpreendentes quando necessário, os semideuses muito mais. Com o apoio de Severino, Bor conseguia guiar um pequeno grupo até o local da sublime luta sem muito esforço. Desejava profundamente que o rapaz ainda estivesse lá, deitado no chão, como havia sido deixado.

“Que bom” Pensou o garoto ao ver que suas preces foram atendidas. Quando chegaram no local, o rapaz estava começando a recobrar a consciência enquanto tentava se mexer sem muita facilidade, estava zonzo e desnorteado e, ao mesmo tempo em que ele acordava, o outro dormia. Bor precisaria de um descanso e foi ali mesmo, vendo a justiça fazer seu papel, que enfim encontrou a paz em seu coração que agora bombeava seu sangue tranquilamente enquanto respirava ainda pela boca.

Por isso o cupido usa fralda, ele só faz cagada

Legendas e Observações:
Falas de Bor.
"Pensamentos de Bor"
"Falas do Iryak"
Falas de Nethan Jensen
Falas de Benigno Lettiere
Falas de Arianna Padovesi
Falas de Severino
Se quiser saber mais sobre os personagens, só clicar aqui!
Adendos do Bor:
Equipamentos:
❧  Faca de Bronze Celestial
Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor.
Não produz feridas em mortais.
Bronze celestial, madeira e couro | Sem espaço para gemas | Alfa | Status 100%, sem danos | Comum | Nível 1 | Item inicial

❧  Iryak
Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas.
Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele.
Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas.
Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem.
Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento
Habilidades passivas dos Filhos de Eros:
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição:  Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado. Mas se o filho de Eros/Cupido tentar algo agressivo, o efeito passa.
Dano: Nenhum
Habilidades ativas dos filhos de eros:
Nível 3
Nome do poder: Fire
Descrição: Ódio e amor andam lado a lado. A prole de Eros/Cupido não é diferente disso. Quando sua raiva é despertada, seu corpo adquire uma aura avermelhado com leves toques de laranja. Essa aura é a aura do amor reverso, uma rajada de sentimentos envenenados se acumula nas mãos do filho de Eros/Cupido, tomando a forma de uma esfera de poder estranha. Essa esfera, poderá ser lançada pela prole do deus em direção ao seu oponente, causando um estrago razoável.
Gasto de Mp: 10 MP (Por esfera criada).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP (Por esfera que atingir o alvo).
Extra: Pode criar até 5 esferas.
Adendos dos NPCs:
Equipamentos:
Nenhuma utilizada!
Habilidades passivas:
Nenhuma utilizada!
Habilidades ativas:
Nenhuma utilizada!


∆ LYL - FG


The A³B Squad

D&R
FPA
avatar
Bor Shemov
Filhos de Eros
Filhos de Eros

Mensagens : 47
Idade : 13

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Hera em Qui Ago 16, 2018 2:54 pm


Modelo de Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão:1.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS:1.000 XP + 900 dracmas  + 3 insígnias

STATUS:
HP:   190/200
MP: 190 /200

Comentários:

Você escreve muito bem, mas por vezes as analogias e metáforas líricas que faz confundem um pouco o texto. Não achei nenhum erro aparente, mas também não consegui entender a extensão dos seus danos, já que o texto se tornou confuso com tanta”riqueza de detalhes”. Peço que tente fazer algo um pouco mais simples ou que seja mais acentuada a descrição dos fatos do combate, para não haver duvidas ao leitor. Além disto, derrotar outro semideus com apenas um golpe é um pouco exagerado para o seu nível.
Não farei descontos pois seu texto está impecável e sua narrativa, apesar de confusa por certos momentos, é muito boa. Apenas espero que se atente a deixar os fatos das ações um pouco mais claros ao leitor, que está tento que imaginar a sua linha de raciocínio sem estar dentro da sua cabeça pra saber exatamente o que acontece.
Parabéns pelo progresso, semideus.

ATT POR ÉTER


Lady Hera
You won't ever be alone. Wait for me to come home. Remember that with every piece of you. And it's the only thing we take with us when we die
avatar
Hera
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários

Mensagens : 103

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Bor Shemov [Fixas]

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum