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Aislynn Prescott [Fixas]

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Aislynn Prescott [Fixas]

Mensagem por Aislynn Prescott em Dom Ago 05, 2018 1:12 pm

Reconstrução de Nova Roma
"Tópico destinado as missões  de Aislynn durante este evento"

“Vida é o desejo de continuar vivendo e viva é aquela coisa que vai morrer. A vida serve é para se morrer dela.

Clarice Lispector
「R」


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Aislynn Prescott
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Re: Aislynn Prescott [Fixas]

Mensagem por Aislynn Prescott em Dom Ago 05, 2018 1:15 pm


• Nova Roma pede ajuda - Dada a situação atual da cidade, muitos semideuses se mobilizaram para ajudá-la, fossem eles romanos ou gregos. Aqueles que não vivem no Acampamento Júpiter precisam ir até ele e é através desta missão fixa que o fazem. Ela é obrigatória aos jogadores que não se encontram no acampamento romano.

As lembranças da última vez que utilizou o portal para ir para Nova Roma a invadiu. Sentia-se completamente inútil na época, mas desejava ajudar da forma que podia, mesmo sendo uma recém-chegada. A confusão era enorme, durante o ocorrido semideuses se mobilizaram de todos os lados prontos para a batalha, defender os aliados. Aislynn sorriu sem graça, tinha entrado em pânico na época assim que chegou ao lugar e se deparou com o desastre, a vontade de fugir daquele caos a invadiu fazendo desaparecer toda a coragem que obteve para passar pelo portal.

As visões horrorosas referente ao que presenciou apareceram mais uma vez: os corpos pegos pelos monstros, os escombros que caíram em cima dos civis, os gritos. As imagens ainda assombravam os seus sonhos. Todavia, a Aislynn Prescott atual não era a mesma, o treino proporcionado por Luna e Ariel a fortaleceu psicologicamente na medida do possível. Além de outros ocorridos neste tempo entre a invasão e a reconstrução. Um pequeno sorriso surgiu em sua face ao lembrar quem poderia encontrar ao ir mais uma vez para Nova Roma, Leonard o garoto que conseguiu salvar.  

A sua vez na fila estava chegando. Durante toda a semana, portais foram abertos no início da manhã para aqueles do Acampamento que desejavam ajudar na reconstrução. Não participou nos primeiros dias, preferiu focar no seu fortalecimento individual e espiritual proporcionado pelo treinamento das meninas, ela precisava disso. Ainda existia muita imaturidade, não que fosse algo ruim, mas muitas vezes poderia a levar a morte, Ariel e Luna deixaram isso claro em cada teste realizado. Aislynn sentia grata por tal oportunidade.  

Chegou próxima ao portal feito pelo semideus que o mantinha aberto. Ela sorriu para ele de forma acolhedora agradecendo pela ajuda oferecida para todos. Aqueles que não podiam fazer um desses para si ou sequer tinham meio de transporte que chegasse a Roma rapidamente, assim como ela, precisavam encontrar outras maneiras de viajar. Os voluntários a ajudar nesse detalhe não deveriam ser desconsiderados e a semideusa. Pulou no portal levando os equipamentos que achou necessário.  

Durante o processo fechou os olhos, quando os abriu estava de volta a cidade que deveria ser a mais segura para semideuses. Balançou a cabeça na tentativa de diminuir a tontura, efeito colateral de viajar no portal. Agradeceu por dessa vez não sentir vontade de vomitar. Olhou para a entrada onde deixaria as suas armas, pois era proibido armamento no lugar. Um adolescente estava fazendo a função de coleta dos itens. O primeiro passo seria ir até ele e perguntar onde ela seria útil. Estava com o coração queimando de ansiedade para finalmente colocar a mão na massa da melhor forma que fosse possível. Nada melhor do que obter informações de como estava a situação atualmente visto que ela foi dias depois de já terem começado.  

Equipamentos:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Braçadeira [ Uma braçadeira branco feita de um tecido de nylon encantado com 3 bolsinhos pequenos e um compartimento para uma arma pequena. | Tanto os bolsinhos, quanto o compartimento, envolvem o item e só se abrem quando estes são tocados, tornando impossível que os itens caiam e/ou quebrem durante a batalha. | Tecido encantado. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status: 100%, sem danos. | Mágico | Underworld's Poisons.]


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Re: Aislynn Prescott [Fixas]

Mensagem por Término em Dom Ago 05, 2018 3:19 pm


Aislynn Prescott
Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 500 XP e 500 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 500 XP, 500 Dracmas e 1 Insígnia. 

comentários:
Nada estrondoso de se comentar; Aqueles erros de coloração de vírgulas só persistiu uma vez neste post o que não me fez querer descontá-la. Está indo muito bem e esse amadurecimento da Aislynn ajuda muito a entendê-la e imaginar todo o background da situação. Além disso, é outro fato notável; Ela tem uma sensação refrescante de uma adolescente.

Atualizado pelo Cupido.

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Re: Aislynn Prescott [Fixas]

Mensagem por Aislynn Prescott em Qua Set 05, 2018 12:11 am


FPA
MVP solo Horda Zumbi Recompensas: 2.500xp + 2.500 dracmas + 4 insígnias.

Sentindo-se ansiosa, aproximou do rapaz que nitidamente era o responsável por vistoriar e manter os equipamentos. O conhecimento de Aislynn sobre as regras do Acampamento Júpiter eram escassas, porém a informação de que em Nova Roma as armas são proibidas era de domínio geral. Antes de chegar ao responsável, burburinhos as suas costas chamaram a atenção. Por mera curiosidade, virou o rosto. Quase que imediato arqueou a sobrancelha ao ver um trio de semideuses tagarelando aos ventos. Reconheceu rapidamente um deles, Nethan, filho de Eros, o que estava segurando a cintura da única garota ali presente, já o viu andar com mais de uma de suas irmãs pelo Acampamento.

Não conhecia tão bem os demais, consequentemente demorou um pouco mais ao analisá-los. A tatuagem no braço da semideusa indicava que era uma romana. Sobre aquele que estava no chão, completando o trio, olhando o casal com ar de surpresa, recordou vagamente de o ver chegar ao Acampamento. Entretanto, após ser reclamado por Eros meses depois, praticamente desapareceu, por isso, acabou ficando surpresa ao encontrá-lo. O menino era miúdo, seus olhos estavam com olheira fundas e o arco que carregava era maior que seu corpo. Os cabelos extremamente pretos era o que mais se destacava em suas características físicas, ao menos para Aislynn.

A face do menino expressava confusão, como se sequer soubesse o que fazia ali. Talvez efeitos colaterais sofridos pela travessia do portal? Não sabia dizer. Como os outros dois estavam o ajudando a levantar, preferiu seguir o seu rumo, deixando-os. Virou-se para encarar mais uma vez o responsável pelas armas. Desgostava da ideia de se separar de seus pertences, mas regras são regras e se quisesse ajudá-los teria que se adaptar a maneira deles. Não perguntou se ainda existia a exceção estabelecida durante a invasão. Olhando com pesar para o seu arco que agora era guardado, tentou se informar:

— Desculpa, mas saberia dizer onde estão precisando de mais ajuda? — Sua voz saiu baixa, porém o semideus não pareceu se importar, estava mais atento a outros estímulos no ambiente. Ele a encarou de cima a baixo, seus braços musculosos repletos de tatuagens e a cicatriz enorme em sua bochecha tornava-o intimidador. Para melhorar, tentou sorrir ao fim, todavia, a expressão séria do rapaz permaneceu a mesma, não sendo afetado pelo carisma da pequena.

— Ajuda? Precisamos em todos os lugares, se é que não percebeu. — Com a voz grossa, respondeu com ignorância antes de prosseguir. — Com esses braços finos e a miudeza, sugiro começar na parte oeste. Precisamos remover escombros, ver se ainda existe o que salvar. Pegar um pouco de peso não vai te matar. — Aquele comentário a fez enrijecer, sentindo-se ofendida. Ele nitidamente a estava subestimando.  

— Obrigada pela informação. — Na tentativa de não se deixar abalar, limitou-se a apenas agradecer antes de continuar o seu caminho. A grosseria do rapaz a incomodou. Não conseguiu evitar sair resmungando enquanto seguia para a área oeste. Seus nervos foram diminuindo conforme foi notando os arredores. Por toda a parte existia pessoas realizando alguma atividade, seja a mais simples, como pintar uma estrutura ou entregar mantimentos para os trabalhadores, até as mais pesadas.  

Blusas laranja do Acampamento Meio-Sangue se misturavam com as roxas do Acampamento Júpiter. Trabalhavam com estrema sincronia, como se já tivessem se acostumado uns com os outros apesar das claras diferenças. Algo que, de acordo com os relatos do passado, era inimaginável. A sua frente, estava a prova evidente de que o ser humano está sempre em um processo constante de transformação. Não é estático e a cada evento que ocorre em sua vida, seja de forma individual ou coletiva, as mudanças acontecerão.  

As estruturas desta parte da cidade estavam sendo reconstruídas. Os destroços desta localidade foram quase todos removidos, por isso, decidiu seguir em frente em busca de um lugar que poderia precisar mais de seus conhecimentos. Aos poucos, a quantidade de semideuses ao redor foi diminuindo. Começou a ver apenas um ou dois a cada esquina, um detalhe sutil que passou despercebido por ela. Parou quando se deu por satisfeita, ou seja, ao chegar à parte a qual a limpeza ainda iria começar. Sua ideia não era limpar, mas sim procurar objetos, pertences ou algo do gênero que ainda pudesse ser reaproveitado.

Nada é 100% perdido e, além disso, não precisava de força para ser útil, existiam outras formas de fazer a sua parte. Ao menos era o que acreditava enquanto começava a remexer o lugar. Estava ressentida pelo que foi dito pelo romano que sequer a conhecia, desejava demonstrar proatividade, que ele estava enganado ao seu respeito. A base de uma casa ao lado ainda estava intacta, porém metade do telhado desabou. Como chamou mais a sua atenção, decidiu começar por ele. O local não parecia estar firme, por isso, pretendia tomar todo o cuidado. Não precisava ser especialista para saber que o ambiente poderia desabar a qualquer momento, sem aviso prévio.

A porta estava fechada. Tentou empurrá-la, mas parecia estar enterrada. Forçou uma, duas, três vezes com o ombro até cedê-la e poder entrar. O lugar parecia ter sido afetado por um terremoto. Os armários estavam quebrados, os móveis revirados, e a parte a qual o telhado desabou era a única que estava em completa escuridão, não sendo iluminado pela luz solar que entrava pelas janelas. O que mais a incomodou foi o cheiro de podridão. Era uma casa pequena, havia sala, cozinha e, provavelmente, na parte desabada estava o banheiro e o quarto. A porta era o único modo de sair.

Seguindo com o seu objetivo, iniciou a vasculha pelos armários da cozinha e as gavetas. Ela sorriu ao encontrar alguns mantimentos como potes fechados de pêssego, milho e outros enlatados. Infelizmente, um saco de arroz foi desperdiçado ao ter estourado no passado, seus grãos estavam espalhados pelo chão e larvas já se manifestavam ali. Juntou os poucos mantimentos que conseguiu adquirir nesta primeira olhada e os colocou em cima do balcão. Sua mente vagou conforme realizava a atividade, refletia sobre a pessoa ou a família que vivia neste recinto. Pelo tamanho e a falta de brinquedos no lugar, era mais provável ser um casal ou alguém solteiro.

Andou até a geladeira para começar a vasculhá-la, levou a mão até a porta do objeto. Um murmurinho a fez parar a ação e se virar. Levou a mão à coxa automaticamente, mas só quando tocou o local foi que lembrou ter deixado o seu armamento na entrada. Evitou perguntar se havia alguém presente. A porta estava enterrada até a pouco, ninguém entrou há dias. Poderia ser um sobrevivente, o que a fez lutar contra o impulso de querer ir atrás do som para resgatá-lo, porém, naquela altura, Aislynn não era mais uma mera novata e não permitiria correr riscos por impulsividade. Seria como jogar fora toda a evolução que obteve até então.

Começou a olhar ao redor na busca de encontrar algo que pudesse ser útil como defesa. Não demorou muito, a terceira gaveta que abriu anteriormente continha talheres e uma faca de cozinha. Pegando-a rapidamente, seguiu com cautela para os destroços do telhado, o rumo que o murmurinho vinha. Conforme se aproximava da escuridão, o miasma tornava-se forte. Obrigou a tampar as narinas devido ao odor. Quando estava no outro cômodo, acreditou que o mau cheiro foi causado pelas comidas que estragaram devido ao abandono do lugar. Agora já não tinha tanta certeza. O pensamento de que poderia encontrar o corpo do morador a fez estremecer, o que explicaria a catinga. Mas... e os barulhos?

Engolindo seco, se aproximou ainda mais. O seu coração palpitava a cada passo e suas mãos soavam à medida que o destino se tornava próximo. Não fazia ideia o que a esperava. Antes mesmo de ter a oportunidade de adentra por inteiro naquela escuridão, sobressaltou com o barulho de arranhões seguido de mordidas incansáveis. Os movimentos eram ferozes ao ponto de fazer a estrutura estremecer. Pedaços de telhas começaram a rolar daquele monte. De forma desesperada, aquilo buscava se livrar da prisão a qual foi colocada. Como um progresso de sua persistência, mais um pedaço de telha e outro de tijolo caíram.  

Tremendo de medo diante de tamanha voracidade, Aislynn andou para trás, sem tirar os olhos da escuridão. Um ranger vindo de cima a obrigou olhar a origem. O telhado que ainda restava, estava cedendo devido aos golpes recebidos aumentando ainda mais a fragilidade do ambiente, ela precisava sair dali. No momento em que pensou em correr, a coisa conseguiu uma abertura. Conforme seu corpo horrendo começou a sair por aquela fresta, a semideusa foi compreendendo com o que estava lidando. O rosto foi o primeiro a ser visto à medida que caminhava para a luz. A boca com os dentes podres abria e fechava mordendo o ar. A pele cinza e descascada nitidamente estava em decomposição.  

Notando a lentidão dos movimentos daquilo, não pensou duas vezes e saiu da casa. Temia que se demorasse mais, ela desabaria e a prenderia com aquela coisa. Porém, assim que colocou os pés para fora se arrependeu. Mais à frente, no final da rua que aquela casa estava localizada, mais aberrações seguia marchando lentamente, sem rumo. Em pouco tempo Aislynn Prescott estaria cercada por zumbis. O que fazer? Estava apenas com uma faca. Ouviu um grunhido alto vindo por trás. Como um movimento automático, levantou a faca no rumo do rosto, deixando-a em horizontal, havia esquecido completamente do motivo de ter saído da casa.  

No segundo em que o zumbi avançou para devorá-la, um pedaço do alicerce do telhado despencou, caindo em cima do ser. A criatura ficou presa, debatendo-se desesperadamente para devorar a única carne fresca do ambiente. O coração da garota estava a mil ao presenciar a cena de tão perto. Balançou a cabeça na tentativa de despertar para a realidade, mais vinham e ela não tinha tempo. Aproximou-se daquele corpo necrosado e enfiou a ponta da faca no cérebro do ser, girando-a no processo para esmagá-lo por dentro. Não o bastante, desceu cortando-o. Agora, sem vestígio de que ainda existia vida na criatura, respirou fundo para se recompor.

Não teve tanta dificuldade para matá-lo quanto imaginou. Um vestígio de autoconfiança de que conseguiria lidar com os demais, passou por sua mente.  Se fossem tão lentos quanto esse, ela poderia dar um jeito. Enquanto ponderava sobre o assunto, algo negro como o céu saiu da criatura. Olhou-o, reparou que a origem do líquido vinha de onde ela fez a perfuração. O que será aquilo? Não poderia ser comparado com sangue. O odor pareceu ficar ainda mais forte a incomodando novamente. Por que fedia tanto? De qualquer forma, não deveria continuar inerte naquele local. Era pedir para esperar pela morte.

As suas mãos estavam tremendo. As ideias sobre como agir começaram a aparecer. Poderia fugir, deixar a horda para trás. Todavia, no decorrer do ato, expor-se-ia a mais daquelas coisas. “O maior perigo era o que não conseguia ver”, pensou enquanto observava o morto. A madeira pesada em cima do corpo esmagou parte da barriga e provavelmente quebrou as costelas, mesmo assim não proporcionou efeito para fazê-lo parar, apenas o prendeu. Os olhos dela brilharam ao fim desta análise. Sua mente ampliou e acabou rindo de si.  

— Como pude esquecer? — Questionou batendo a mão na própria testa. Uma das primeiras estratégias que aprendeu no Acampamento foi justamente usar o ambiente ao seu favor.  Com isso em mente, saiu da porta da casa e correu para o prédio do outro lado da rua. Ele possuía um andar com sacada, desta forma poderia ter uma boa visão periférica do lugar. A porta deste também estava enterrada, o que a fez voltar a ficar ofegante. Forçou uma, duas e até três vezes, mas não abria. Por conta de sua visão, conseguia ver perfeitamente aqueles monstros, mesmo desta distancia, se arrastando, mordendo o vácuo.  

A umas três casas mais a frente, um pássaro pousou em um telhado precário. Ao depositar o seu peso naquele local especifico, consequentemente provocou a queda de uma telha. A maior parte das construções da cidade estavam instáveis. Devido ao último acontecimento, era comum algo assim acontecer. No entanto, não foi o pássaro que prendeu sua atenção. Seus olhos ficaram vidrados observando a telha acertar a clavícula de um deles. Devido à altura que o objeto caiu e a velocidade, o braço foi perdido instantaneamente junto com o ombro e parte de seu quadril. O mais surpreendente, para ela, foi vê-lo continuar a deslocar, como se aquilo não fosse nada. A lembrança de ver o primeiro que matou continuar a se debater mesmo tendo parte do corpo esmagado, veio à tona.

— O que são vocês... — sussurrou espantada. Um barulho alto demais para estar longe a despertou. Jogou o seu corpo para o lado, afastando-se da porta ao mesmo tempo em que um zumbi saia de dentro daquela residência. Por conta das suas tentativas falhas de abri-la, permitiu que a estrutura enfraquecesse, o que resultou na saída dele. Com a sua esquiva, conseguiu que ele mordesse apenas o ar. A criatura rangia os dentes e demonstrava a sua ânsia de obter a primeira mordida. Aislynn retirou a ideia de que seria fácil no mesmo instante e que era demais para si. A criatura voltou a jogar o corpo em cima dela.  

Sendo levada apenas pelo inconsciente, a filha do Sol começou a golpear a cabeça da criatura com a faca. A adrenalina fervia o seu sangue, sua vontade de viver era mais forte que a fome daquela coisa. O líquido negro espirrava a cada golpe desesperado, sujando-a e a cobrindo com a gosma. Com a respiração acelerada devido a força gasta, parou de golpeá-lo. Jogou o corpo para longe, afastando-se dele. Ao olhar para o olho do ser caído, expressou nojo, um deles já não estava mais no rosto, deixando apenas um buraco com vermes. Dessa vez, uma gosma acinzentada foi liberada também. Seria a massa encefálica? Negou com a cabeça desacreditando. Não querendo mais olhá-lo, adentrou na casa que agora estava aberta.  

Sequer deu três passos antes de ouvir sons perturbadores. O grunhido começou a se tornar familiar. Entretanto, se acostumar com aquilo era outra história. O cheiro nesta casa estava mais forte, incomodando-a ainda mais. Andando um pouco pela sala de estar, avistou uma criatura saindo da cozinha, a origem dos barulhos. O pijama xadrez que usava estava todo rasgado e repleto de mordidas, assim como o seu corpo cinza. Os seus dentes podres mordiam o ar como se fosse saboroso, os seus olhos possuíam apenas córneas, sem a presença de íris ou pupila, além disso, parecia não os usar para se orientar.  

Ele andava tão lentamente que, para Aislynn, era como se carregasse o mundo nas costas, um fardo trazido do falso renascimento. Porém, seus braços esticados, visando o pescoço da pequena filha do Sol, demostrava a sua ânsia por carne fresca. Ela não parecia compreender o que se passava com esse tipo de criatura, a confusão era nítida em sua face. Aquilo era real, não estava em livros ou filmes, mas sim a sua frente. Um morto obrigado a renascer e carregar as consequências deste ato insano. O zumbi se aproximou o suficiente para tentar agarrá-la, mas ela jogou o corpo para trás, deixando-o abraçar o nada.  

Não sendo abalado pela falha, o monstro virou a cabeça para ela e avançou novamente. A única coisa que o motivava era a ânsia de se alimentar. Sentindo pena daquela pobre criatura fada a tal consequência, utilizou a perna para afastá-lo, sua ideia era utilizar a arma improvisada durante a falta de equilíbrio dele para acabar com aquilo. Todavia, quebrando o seu plano e a assustando no processo, ele agarrou a sua perna. A boca do ser repleta de dentes podres abriu ainda mais, pronto para morder o pedaço de carne fresca em mãos. Ela se debatia a todo tempo, tentando se livrar. Não imaginava que ele possuía tamanha capacidade.

Antes que cravasse a boca apodrecida em sua perna, conseguiu utilizar a faca ao seu favor. Lembrando-se da existência do objeto em sua mão, voltando a se recompor, cravou a ponta da lâmina na têmpora dele antes de enfiá-la por inteiro naqueles restos mortais, empurrando a cabeça para trás. As mãos do zumbi a soltou, ele permaneceu em pé, apoiando a cabeça no cabo da arma improvisada, mas sem qualquer sinal de vida. A semideusa engoliu seco, sua respiração mais uma vez ofegava enquanto encarava aquela coisa. Este possuía cabelos brancos, o corpo moreno.  

Pela primeira vez atentou que estes seres poderiam ser os moradores de Nova Roma, aqueles que não conseguiram se salvar e muito menos serem encontrados. O que sabia, ao menos na teoria, era que os zumbis, diferente dos filmes, eram corpos que foram reanimados por alguma força mágica. Desgostando do que estava prestes a fazer, Aislynn expressou nojo enquanto empurrava a cabeça repleta de pus negro para retirar a lâmina da faca. Quando conseguiu, o cadáver caiu para trás, fazendo um estrondo no processo.

O ataque serviu para deixá-la mais ativa, evitar permanecer com a guarda baixa. Vasculhou por cima o ambiente, mantendo-se completamente atenta a qualquer ruído. A sala era bem maior que a da casa anterior, possuía um tapete de veludo bege, no meio ficava uma pequena mesa no centro feita de madeira, a parte de cima era de vidro e estava repleta de poeira. Sobre a sua superfície havia uma árvore tão minúscula que a fez sorrir, a identificou como um bonsai. Uma poltrona vermelha ficava de frente a porta, um sofá de dois lugares estava posicionado na lateral, de costas para a cozinha. Não existia algo dividindo os dois cômodos, apenas o sofá que, quem sentasse ficaria de frente a parede que continha uma estante repleta de livros.

Aproximando-se do móvel, passando direto pela escada que levaria ao primeiro andar, alguns dos livros estavam caídos no chão enquanto outros desordenados nas prateleiras. O motivo era a quebra de uma das pernas do objeto, o que fez pender para a esquerda. Reparou que alguns títulos continham não um, mais vários contos infantis e juvenis. Foi algo que, neste momento, ela apenas achou interessante, mas nada que prendesse muito a sua atenção. Achou estranho que nesta residência os objetos, a exceção da estante, não aparentavam ter sofrido efeitos colaterais como na pequena casa. Voltou a ficar frente a escada, provavelmente lhe daria acesso a sacada que avistou antes de entrar, onde poderia ter uma visão de como estava do lado de fora. Assim que colocou a mão sobre o corrimão, preparando-se para subir, foi obrigada a olhar para trás por conta dos murmúrios já familiarizado.

Assustou-se ao presenciar o desespero das criaturas tentando entrar. Os atos dos zumbis eram tão impensáveis que acabavam atrapalhando uns aos outros, prensavam-se entre a abertura do portal. Não estava esperando que chegassem tão rápido, ou sequer teve noção do tempo que perdeu desde a luta com os dois zumbis até a vasculha realizada. Pensou em subir as escadas, porém um deles conseguiu se libertar e caminhou na sua direção.  Com isso, acompanhou o desencadeamento do um efeito domino que a fez estremecer, os demais começaram a entrar um a um. Um dos zumbis, o que ela viu perde o braço, acabou caindo no processo. Como se não se importassem com mais nada além da carne fresca a sua frente, pisotearam-no ao ponto de esmagar parte do corpo já fragilizado por conta da decomposição. Ela respirava fundo enquanto assistia os ranger dos dentes da cabeça caída que continuava mastigando o vazio. Chegava a ser deprimente observar as tentativas dele se mover apenas com uma mão.

Presenciar tal cena a fez repensar a sua estratégia, pois se subisse as escadas ignorando-os, com toda a certeza ficaria cercada. E se mais estivem no primeiro andar? Além disso, diferente dela, eles eram incansáveis. Possuía pouco tempo até os zumbis cobrirem todo o espaço da sala, limitando-a. Olhou de relance para a mesinha de centro, seus olhos pousaram no pequeno bonsai. Com velocidade, pegou o vaso da planta e lançou nas pernas do zumbi mais próximo. O vazo quebrou assim que atingiu o joelho direito do ser que, perdendo o equilíbrio, pendeu para a direita empurrando o zumbi ao seu lado, mas sem tirar o foco de seu alimento. Neste meio tempo, sabendo que o ato não surgiria muito efeito, a filha do Sol correu para a estante.  

Colocou ao cabo da faca entre os lábios e, apoiando-se na parede, segurando com força a madeira da lateral, buscou empurrar para frente a estante. Por conta dos livros diversos que possuía, teve extrema dificuldade. Porém não desistiu, felizmente por ela estar pendida, só precisava de mais um empurrão para cair de vez, um que sua falta de força muscular estava dificultando ocorrer. Quanto mais demorava, mais os zumbis se aproximavam. O desespero tomou conta quando um deles, com os braços levantados, encostou os dedos gélidos em sua bochecha, mais um passo e ele a alcançaria. Com um grito estridente abafado pelo cabo em sua boca, conseguiu empurrar a estante fazendo-a cair em cima, não somente deste, mas também do outro zumbi que vinha atrás.  

Os dois ficaram presos debaixo do objeto, sendo possível apenas ver as suas garras tentando pegá-la a qualquer custo, mesmo que não conseguissem sair dali. A vontade de comê-la era tamanha que o móvel tremia com o desespero dos zumbis. Não sabendo se a estante os prenderia por muito tempo, e tendo mais dois a caminho, a filha do Sol emitiu uma cúpula de energia ao redor de seu corpo, não querendo arriscar. O brilho amarelo dourado a envolveu por inteiro, protegendo-a. Aproveitou a brecha estreita deixada entre a parede e a estante, e caminhou o mais rápido possível. Os corpos presos tentavam a qualquer custo a segurar, impedir que fugisse, mas mesmo se contorcendo não conseguiam progresso.

Assim que chegou ao fim daquele obstáculo, um dos dois zumbis ainda em pé estava bloqueando a sua passagem. Retirou a faca de sua boca e, acertando dessa vez o joelho da criatura com o seu próprio pé ao invés da barriga como na última vez, conseguiu desequilibrá-lo e, aproveitando a falta de agilidade motora do ser, cravou a sua faca no crânio e empurrou o necrosado. O corpo caiu no chão em cima do carpete, sujando-o com o líquido negro. O segundo tentou abraça-la ao ter espaço, ao mesmo tempo em que seus dentes buscavam algo vivo para mastigar, mas Aislynn deu um passo para trás impedindo a armadilha. Estava pronta para partir para cima com a faca, mas seu pé ficou preso. Uma das mãos cinzentas dos que estavam presos agarrou seu calcanhar, aproveitando o momento que ela andou para trás. Apesar de a mão queimar através do contato com a cúpula que a revestia, o zumbi não se sentia afetado com isso, tanto que não a largou.

Este distrativo foi o suficiente para dar tempo ao monstro a sua frente. Antes que ela desse por si, o zumbi avançou tentando mastigar o seu pescoço. Os dentes sólidos da criatura não conseguiram penetrar a camada, mas nem por isso desistiu. Desesperada com a podridão em cima de seu corpo, começou a esfaqueá-lo em diversas partes diferentes, levada pelo desespero, esquecendo-se completamente que apenas um único lugar era viável. Barriga, tórax, costas, acertava tudo que conseguia alcançar... mas nada funcionava. Um grito de socorro escapou de seus lábios conforme sentia a sua energia diminuir. Logo os dentes podres, porém afiados, conseguiriam penetrar e atingir o seu objetivo.

Como um último recurso, não aceitando acabar sua jornada desta forma, querendo acima de tudo continuar a viver, acertou finalmente a lâmina na caixa craniana da criatura. No mesmo instante ele parou de se mover. Com algumas lagrimas escorrendo por sua face e os dedos trêmulos, Aislynn empurrou para trás aquele corpo e, irada por conta do transtorno recém passado, cortou a mão que ainda estava agarrando o seu calcanhar. A cúpula protetora já não existia mais, entretanto era um detalhe superficial em meio aos turbilhões de emoções que transpassavam pela semideusa. Querendo jogar toda a sua irá para fora, encontrou entre as divisas e livros caídos a cabeça de um dos dois, e enfiou sua arma na testa do ser. Partiu para o segundo, que ainda continuava a lutar para sair do aprisionamento, e finalizou com a vida que não deveria estar mais ali.

Com o corpo repleto de restos das criaturas, cheia do líquido preto e gosmento, afastou-se daquele mar de corpos e subiu as escadas. Precisava retornar ao inicio da cidade, sair daquele labirinto repleto de mortos vivos e buscar reforços para eliminar as aberrações. Assim que seus pés tocaram o chão do primeiro andar, o som a distância serviu para deixá-la precavida. Sem pestanejar, deixou sua faca pronta para se defender. O barulho nitidamente vinha do final do corredor à direita, na última porta, logo no suposto quarto que teoricamente possuiria uma sacada devido a sua localização. Ou seja, não era um cômodo que ela poderia simplesmente ignorar. O suor escorria por seu corpo, sua respiração estava ofegante demonstrando cansaço.  

Seguindo em frente, acostumando-se com o perigo constante a rondando, caminhou na direção da porta. As outras duas portas localizadas naquele corredor eram todas de madeira, sem qualquer detalhe chamativo, diferente desta que era toda cor de rosa e continha até mesmo um unicórnio colado no centro. A parede possuía quadros que foram ignorados pela semideusa, estava focada demais para prestar atenção nestes detalhes desnecessários. Arranhões na porta misturando-se com o rosnar a fez armar-se ainda mais, apertando com força o cabo da faca de cozinha já, toda encharcada pelo sangue daqueles que derrotou. Apesar de estar com semblante sério, suas mãos tremiam revelando o seu temor.  

No momento que seus dedos finos deslizaram sobre a maçaneta para rodá-la, uma mão podre conseguiu atravessar a madeira e agarrar o seu pulso. Tentou a todo custo se soltar, mas quanto mais puxava mais a criatura forçava o seu braço até a abertura improvisada. A mandíbula da criatura era visível pela fenda, ela visava alcançar o seu objetivo principal, comê-la. Em uma tentativa de se libertar, Aislynn decepou o braço da criatura ao descer a lâmina com voracidade. A parte do corpo mutilada caiu, soltando-a agora que não possuía mais um corpo para comandá-la. Apenas através deste ato é que a filha do Sol reparou que, deferente dos zumbis anteriores, este possuía uma mão pequena e fina.

Em uma tentativa desesperada, o zumbi forçou o rosto entre a fresta adquirida na porta. A sua face foi rasgada juntamente com a mão que ainda lhe restava e a utilizava para expandir mais aquele buraco. Aislynn gemeu e andou para trás. Entre aquela fome inesgotável, a face inchada e enrugada como abóbora que imita um rosto humano, a filha do Sol reconheceu uma criança. Não dava para confundir, aquele ser mastigando o ar com a sua pequena mandíbula, tentando morder o pedaço de carne a sua frente, não poderia ter mais do que onze anos, a sua idade. Com o desespero do ser destruindo a porta de todas as formas viáveis para ele, um dos quadros da parede caiu.

Aislynn olhou para o chão, na direção do objeto agora com o vidro trincado, e seus olhos se arregalaram. Um senhor, de cabelos brancos e pele morena, abraçava uma menina de cabelos loiros. A foto parecia ter sido tirada na sala, em um momento de laser. Ambos sorriam enquanto olhavam um para o outro. No processo de compreender que estava matando mais uma vez aqueles que deveriam ter sido enterrados, homenageados, relembrou dos livros infantis que avistou na estante, a porta toda enfeitada e, acima de tudo, o zumbi na cozinha que matou. Ele estava repleto de mordidas. Em meio aos seus devaneios, sem conseguir concluir o raciocínio, a zumbi se soltou da porta, conseguindo destrui-la ao seu modo, e avançou na primeira coisa que viu: Aislynn.  

Quando notou o seu enorme descuido a criatura já estava em cima de seu corpo, mirando em seu pescoço, com os dentes caninos a mostra que a rasgaria com facilidade. As duas caíram no chão entrando em um combate corporal.  Liberada do choque por conta da queda, a semideusa buscava a todo custo evitar servir de alimento. Empurrava-a pelo pescoço com o antebraço, forçando a zumbi a manter-se longe o suficiente para não matá-la. A faca escapou de sua mão entre o frenesi, caindo relativamente próximo de ambas. Sua força não era tanta e, além disso, não estava em seu melhor estado, mas no encontro entre a vida e a morte as pessoas são capazes de surpreender a si mesmas, e com Aislynn não poderia ser diferente.  

Tentou alcançar a faca com a outra mão, tateando o local próximo ao objeto. O seu olhar estava dividido entre a arma e o zumbi voraz que tentava a todo custo avançar. Um líquido putrefeito, de coloração amarela transparente, escorria pela boca demonstrando claramente o apetite insaciável da coisa. O cheiro nauseante de carne podre impregnava as suas narinas, deixando-a tonta. Em um último esforço, juntando as forças que a manteve viva até hoje, empurrou mais o ser, conseguindo espaço finalmente para alcançar a faca. Em um movimento ágil, utilizando o seu maior recurso contra a criança zumbi, Aislynn cravou a lâmina em mais uma caixa óssea apodrecida. Desta vez, o pus amarelado caiu quase todo na filha do Sol sujando-a ainda mais. Não se importando com este detalhe fútil, empurrou o corpo para longe do seu, deixando-o no chão de madeira.  

Trocando de posição, ficando agora não mais deitada e sim sentada, encarou a ex-criança ao seu lado. Notou que parte das unhas imunda dela, além de pedaços de madeira, continham restos de pano xadrez. A cor era irreconhecível por conta da imundice, todavia, não restavam dúvidas de que pertenciam ao zumbi repleto de mordidas, o que enfrentou na cozinha. Suposições eram as únicas coisas que conseguiria fazer por hora, a mais clara era: a filha alimentou-se do pai. Em um momento de fraqueza, Aislynn abraçou os joelhos, encostou suas bochechas neles e revelou a infantilidade ainda existente em seu interior. Aparentava ser uma garotinha frágil e indefesa enquanto refletia sobre a angustia de voltar a vida naquelas circunstâncias e matar a sua própria família. Não queria mesmo estar no corpo da pequena zumbi.

Sua audição apurada revelou que não estava sozinha, em meio aos zumbis nunca estaria. Levantou lentamente a cabeça e engatinhou até a grade do corredor, assim teria a visão do andar de baixo. Por conta do barulho realizado no decorrer das lutas que enfrentou, mais dos mortos vivos adentraram o recinto. Dessa vez, não conseguia contar devido a quantidade excessiva. Estes pareciam estar menos ativos, muito mais vagando sem destino ou pressa. O motivo? O cheiro de Aislynn foi camuflado por conta das camadas recebidas da gosma negra e do pus dos zumbis abatidos. Uma informação que ela não fazia ideia da existência. Estava tão absorvida no terror a sua frente que não notou a diferença entre esses zumbis, que apenas continuavam sem rumo, e os demais que tinham como foco ataca-la.

Afastando-se da grade, arrastando-se na madeira até bater as costas na parede, Aislynn mais uma vez encontrava-se em uma situação desesperadora. Estava tão mentalmente cansada de toda essa situação que a ideia de lutar sequer passou por sua mente. Levantou utilizando a parede como apoio e, passando por cima do corpo da pequena zumbi, deixando-a para trás, desviou dos destroços da porta rosa, agora estava destruída, e adentrou no quarto. Seu peito doeu assim que entrou. A cama repleta de ursinhos, o guarda-roupa cor de rosa ao lado, o tapete com formato de coelho, um abajur e, principalmente, as fotos dela com o suposto pai espalhada pelas paredes, a cômoda e até no espelho do guarda-roupa... eles eram humanos antes de tudo e tiveram um fim extremamente trágico. Não uma, mas duas vezes.  

Continuando a vasculhar o ambiente com pesar, parou no seu objetivo: uma porta de vidro com cortinas. Aproximou-se para ter acesso a sacada, mas assim que tentou abrir percebeu que estava trancada. Andou para trás com um desespero tomando a sua mente, olhou na direção da porta e se assustou ao observar um zumbi acabar de subir as escadas. Mais estariam a caminho do primeiro andar? A pergunta não foi respondida, mas acabou perdendo espaço e um estranhamento tomou o lugar, pois o viu arrastar-se para a direção oposta a sua. Não parando para analisar o motivo, concentrou-se nos seus movimentos em busca de silenciá-los e aproveitar os segundos preciosos que o zumbi a deu. Neste momento, qualquer ruído proporcionado por alguma movimentação sua era abafada. Chegando perto da cômoda, pegou o abajur e voltou a olhar para a porta de vidro.  

Sabendo que teria que ser ágil, preparou a posição de forma que ficasse confortável para correr. Ecoou em pensamentos a contagem regressiva: três, dois e... antes de pensar o um jogou o objeto no vidro que, devido ao impacto, quebrou e espalhou seus cacos pelo quarto. O barulho alertou não somente o zumbi do corredor, mas todos os que estavam no andar de baixo, uma multidão começou a subir. Não parando para verificar o desfecho de seu ato, correu para atravessar a abertura que improvisada que fez. A sacada continha um grande urso a direita, uma cadeira de madeira, e um vaso de uma planta desconhecida por ela. Olhou para trás e notou a aproximação daquelas coisas, voltou a olhar para frente com a respiração ofegante. Como esperado, possuía uma visão extremamente boa dos arredores, aproximou-se da grade para ter uma melhor visão. Notou zumbis vagavam livremente pelas ruas, só existia um rumo que aparentemente ainda não despertou as aberrações, era para lá que iria.

Sabendo que sair pela porta que entrou era inviável, olhou para baixo e soltou a sua faca, ela caiu na grama ao redor da casa o que provocou o amortecimento, evitando barulho. Preparando-se para uma loucura, subiu na grade de madeira, olhou para a casa vizinha e mirou na janela que estava mais abaixo. Agachando-se para utilizar as mãos e as forças dos pés na tentativa de ganhar impulso, preparou para pular. No momento em que os zumbis chegaram nos cacos de vidro, avisando da aproximação, a semideusa pulou. Levou as mãos para frente ainda no ar e, no momento em que começou a cair, conseguiu agarrar-se ao parapeito da janela deixando os zumbis para trás. Olhou para o chão, felizmente a distância do solo de onde estava reduziu drasticamente comparado a sacada da casa anterior. Com a certeza que não teria problema, soltou as mãos deixando-se cair nos arbustos ao redor da residência, ao lado de uma árvore.  

Olhou para os dois lados do beco que estava, concluiu que não possuía perigo. Saiu da grama e atravessou para resgatar a sua arma improvisada. Pegando-a, começou a andar para fora daquele lugar, mas sem esquecer-se de ficar alerta uma vez que poderia deparar com mais das criaturas. Infelizmente, o encontro com mais zumbis veio antes do previsto. No fim do beco, arrastando-se na rua, dois deles apareceram bloqueando a sua passagem. Não pôde deixar de compará-los com pragas que vivem aparecendo por todos os lados, mesmo quando acredita estar livre delas. Obviamente não demoraram a adentrar no corredor estreito. Mesmo que o cheiro de Aislynn estivesse coberto, não era 100% garantido e, além disso, já estava começando a secar, o que diminuiu a sua eficácia.  

Cansada decidiu tentar despistá-los, escolhendo correr a lutar. Optando pelo o outro lado do beco, virou para seguir na direção oposta aos seus inimigos. Esta possuía um muro impedindo o caminho, mas com um pouco de esforço, aproveitando-se das paredes da casa, conseguiria pula-lo. Estava elaborando todo o plano em sua cabeça enquanto começava a correr, contudo, assim que deu dois passos após a meia volta, deparou com mais um zumbi. Seria fácil passar por ele, tirar vantagem de sua lentidão, desviar, pois era apenas um. Todavia, nada disso passava por sua mente, não importava. A sua atenção estava voltada para o colar no pescoço da criatura. O pingente de ouro com um formato de coração estava quebrado, não fechava e deixava claro que se tratava de um colar relicário.  

O que a deixou petrificada, sem qualquer reação, era a foto gravada. Mesmo desta distância seus olhos de arqueira eram capazes de vê-lo com perfeição. Uma criança de cabelos pretos, bagunçados e com um sorriso encantador abraçava uma mulher com traços semelhante. Aislynn reconhecia-o de longe, mesmo que estivesse com alguns anos mais novos que atualmente. Ao olhar diretamente para o zumbi que estava com o colar, suas mãos começaram a tremer, precisou morder o lábio inferior para conter as lagrimas que começaram a encher seus olhos. A fisionomia em meio àquela podridão era semelhante a da foto no colar, assim como o longo cabelo caindo no ombro, Aislynn Prescott estava diante da falecida mãe de Leonard, a criança que ela salvou. O som dos dentes amarelados batendo a cada mordida assemelhava-se ao clique de uma castanhola. As suas estavam mãos levantadas enquanto percorria trôpego o espaço entre as duas.  

A cada segundo perdido observando-a, a dupla se aproximava por trás. Aislynn em nenhum momento os esqueceu, pronta para tentar salvar alguém já morto, ela corre para frente e chuta com força a zumbi mãe, fazendo-a cambalear e cair para trás. Precisava lidar com eles antes sem a interrupção dela. Aproveitando o tempo que a criatura demoraria a levantar, retornou a atenção para os dois mortos. Com a faca pronta, foi na direção dos dois, eles levantaram ainda mais os braços e começaram a tentar alcança-la com as garras a medida que se aproximava. Como se tivesse liberado toda a sua adrenalina, usufruindo da energia que ainda restava, a filha do Sol desviou das tentativas falhas de ser pega. Entre os desvios, sentiu um dos dois a atacar com a mandíbula, errando o lado direito do peito por milímetros.  

Nesta brincadeira arriscada de vai e vem, Aislynn cravou o lado afiado da faca na cabeça do monstro, quebrando mais um crânio. Sem demorar, retirou a faca e abaixou para dar uma rasteira no que ainda estava de pé. O zumbi desmoronou no chão com a deselegância de um saco de batata. Ainda em seu estado de alerta, Aislynn tratou de finalizar com ele indo direto a cabeça e, evitando os braços que tentavam a todo custo a agarrar, afundou a lâmina no lóbulo parietal, atravessando a membrana densa e fibrosa da dura-máter. Finalizando com os distrativos, levantou pronta para seguir na direção da mãe de Leonard, porém ela já estava perto o suficiente para tentar ataca-la com a sua fome insaciável.

— Espere, espere. — Pediu, desviando do ataque feito com os dentes. — Seu filho ele... — tentou mais uma vez, buscando qualquer vestígio de humanidade que pudesse existir na zumbi. Todavia, seus esforços não faziam efeito, pois ela apenas enxergava em Aislynn o seu pescoço saboroso, o que fazia a semideusa tomar distância dela e focar em desviar as investidas. — Ele precisa de você. — Sussurrou, chorosa. Sabia que era inútil, que nada disso adiantaria, que a romana a sua frente já estava morta há muito tempo. Obrigando-se a cair na realidade, permaneceu inerte desta vez sem afastar-se, a espera de mais um ataque da criatura. A zumbi avançou mantendo os seus braços erguidos e as garras prontas para evitar qualquer fuga de seu alimento.  

Contudo, antes que pudesse ter a chance de mordê-la, Aislynn desviou e movimentou-se para o lado de forma que ficasse ombro a ombro com a criatura. Em uma manobra ágil, cravou a lâmina no crânio, matando-a pela segunda vez. Não permitindo que caísse como um saco sem vida semelhante aos demais, a segurou no momento em que ela começou a despencar, cuidadosamente a colocou no chão. Lágrimas silenciosas escorriam pela bochecha enquanto passava a mão nos cabelos da cadáver. Nunca a viu em vida, mas existia uma ligação: o vínculo compartilhado através de Leonard, o filho que ela jamais veria crescer. Pensando nele, apenas nele, é que tomou a decisão, a criança não merecia ter esta imagem horrenda como a última lembrança de sua mãe. Retirando o colar do pescoço, o segurou firme.

— Descanse em paz. — Sussurrou com respeito. Com pesar, começou a levantar distanciando-se do corpo. O barulho familiar de zumbi se aproximando não a perturbou. Escutava-o se arrastar pelo beco, mas estava tão exausta de tudo que não se deu ao trabalho de olhar para o que vinha. Permaneceu cabisbaixa, com os olhos vidrados no corpo da mulher. Quais eram as chances de justamente ela aparecer? Soltou uma risada debochando da própria sorte. Notando o arrastar dos pés ficando mais e mais próximo, maneou a cabeça para encarar o zumbi que tentava morder o nada. Deparar-se mais uma vez com uma carne podre andando lentamente, uma alma presa em um corpo miserável que não poderia ser considerado vida, fadado a uma fome insaciável, foi o estopim. Fechou o punha enfurecida diante daquilo.

— Sai daqui! — Gritou para o moribundo, perdendo o controle da sua sanidade. Estava furiosa, e cada passo que ele dava aumentava a sua irritabilidade. O zumbi chegou próximo o suficiente para que ela, em seu momento de fúria, empurrasse-o com as duas mãos. — Vai embora! — Esbravejou, mas obviamente era ignorada entre as tentativas de mordidas e os braços tentando agarrá-la. Respirando de forma irregular, deixando a raiva subir a sua cabeça, gritou mais uma vez para aquela criatura desprovida de inteligência. Querendo fugir dele, tirá-lo de sua vista, correu até a árvore e o escalou com o zumbi a seguindo. Sentada no galho da árvore, ela via-o continuar a se aproximar. — O que quer de mim?! — Perguntou choramingando.

No momento que ele se aproximou e tentou agarrar as suas pernas, Aislynn tentou acertá-lo com sua faca. Mas diferente de todas as outras vezes que utilizou a arma, esta era tão aleatória que sequer passava perto dos cabelos da criatura. Toda a situação que passou até aqui era demais para aguentar. Mesmo nas pontas dos pés ele não a alcançava, nem por isso desistia. Lágrimas escorriam pela face da menina, com a mão livre ela tentava limpar com força com o antebraço, falhando miseravelmente. Estava chegando ao seu limite mental.  — É isso que você quer?! — Perguntou, parando de tentar atingi-lo, depositando a lâmina na palma da mão, pronta para realizar um corte e permitir o seu sangue escorrer. Não se importava com o tanto que poderia atrair com esta loucura. Contudo, antes da ação ser concretizada, uma voz distante prende a sua atenção, trazendo-a de volta a realidade.

— Precisa de ajuda?! — Aislynn piscando duas vezes, como se tivesse acabado de acordar de um devaneio, olhou na direção da voz. A surpresa ficou nítida em sua face ao descobrir o responsável pela pergunta: Romeo Bernocchi, pretor do Júpiter. A criatura mais uma vez realizou ruídos com as suas movimentações, tentando agarrá-la no alto da árvore fazendo-a voltar a notá-lo. Aislynn ajeitou a faca em sua mão direita e, com maestria, diferente do amadorismo que demostrou anteriormente, pulou do alto e crava a faca no crânio do zumbi antes de cair em cima da criatura, matando-o cortando qualquer chance de feri-la. Retirando a arma do corpo podre, virou-se para encarar o pretor. — Será que tem algum lugar que eu possa me lavar? — Perguntou um pouco sem jeito, torcendo para que ignorasse as lágrimas secas em suas bochechas.

Com Romeo, Aislynn descobriu que foi enganada pelo rapaz que recebeu suas armas ao chegar. Com a ignorância e malicia presente no semideus, ele omitiu a informação de que não precisava recolher as armas neste tempo de crise, deixando-a completamente desarmada, tornando-a uma presa fácil. Uma tramoia que foi descoberta pelo pretor. Com isso, sabendo dos perigos que ainda permanecia em Nova Roma, Romeo tratou de devolver o armamento para a semideusa o mais rápido possível. Sabia a quem pertencia, uma vez que visitava com frequência o Acampamento Grego, tendo comparecido até mesmo em algumas aulas junto com Aislynn. Agora, frente a filha do Sol, devolvia os seus pertences e ajudaria a sair dali.  

O garoto caído no chão junto a outros dois semideus é Bor Shemov, ambos nos citamos nas fixas um do outro: aqui.
A aparição de Romeo Bernocchi ao fim foi com sua autorização.
PODERES ATIVOS::
Nível 6
Nome do poder: Silenciar I  
Descrição: Essa habilidade possui três formas de uso. Nesse nível, o filho de Apolo/Febo consegue apenas silenciar os seus movimentos, abafando os sons que provoca.  
Gasto de Mp: 15MP por turno ativo.  
Gasto de Hp: Nenhum  
Bônus: Nenhum  
Dano: Nenhum  
Extra: Nenhum  

Nível 15  
Nome do poder: Cúpula Solar  
Descrição: O filho de Apolo/Febo cria uma cúpula de energia ao redor de seu corpo para se proteger de ataques físicos, o campo irradia um brilho amarelo dourado, e o envolve completamente. Durante um turno, o que entrar em contanto com o a cúpula sofrera queimaduras de primeiro grau, mas o filho de Apolo/Febo não será capaz de controlar o que ele quer que queime. Além disso, a cúpula não se expande, portanto é preciso que o adversário toque nela para ser queimado. E como observação final, apenas a parte do corpo do oponente que tocar a cúpula será queimada, as demais permanecem intactas, pois como dito, a cúpula não se expande.  Poderes de fogo não funcionam contra a cúpula, e armamentos sólidos batem contra ela e caem, não a penetram. (É possível ativar a cúpula mais de uma vez, porém o gasto da cúpula é por turno ativo).  
Gasto de Mp: 40 MP  
Gasto de Hp: Nenhum  
Bônus: Nenhum  
Dano: Nenhum
PODERES PASSIVOS::
Nível 15
Nome do poder: Audição Aguçada I
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta, além de ouvir numa distância muito maior do que outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.  
Dano: Nenhum

Nível 21
Nome do poder: Pericia com Lâminas Curtas III
Descrição: O filho de Apolo/Febo sabe manusear uma faca como ninguém, além de atacar e defender com a arma, dificilmente é desarmado e, ainda por cima, usa de sua facilidade com mira, para arremessar sua arma.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +80% de assertividade no manuseio de lâminas curtas (facas, adagas, etc.).
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 28
Nome do poder: Corpo Atlético III
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+40% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível 29
Nome do poder:Visão Aguçada III
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns. Seus olhos são tão perfeitos como do melhor predador existente.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 40 de dano ao lançar algo em algum inimigo e o acerte em cheio não valendo para golpes que peguem de raspão.
HABILIDADES APRENDIDAS::
Nome do Poder: Perícia com Adagas.  
Descrição: Com o simples manuseio de uma arma simples como a adaga, você é capaz de ser multifacetado : A utiliza para fazer cortes de materiais difíceis e resistentes como corda, consegue utilizá-la para escalar algo ao se fincá-la em sua superfície e até usar como degrau ao se manter por um tempo numa superfície sólida e pisar em seu cabo. Melhor que isso, é apenas a capacidade que está desenvolvendo em desferir ataques simples, mas fatais em seus inimigos podendo causar desde pequenos arranhões até perfurações que podem infeccionar em casos mais avançados ou até mesmo, partir um membro ao meio - o que exige muito esforço de si próprio como também narrativo e utilizar para caças. Além disso, essa arma é fácil de se esconder e até mesmo de se carregar. Você está ganhando capacidade de portar um dos itens que todo semideus possui.
Gasto de MP: Nenhum.  
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de adagas, +20% de velocidade e agilidade em movimentos que exijam o tronco e braços +20% de assertividade e condicionamento para lutas que envolvam mais exposição física e autodefesa.  
Dano : - 25 do HP do inimigo quando acertá-lo podendo causar perfurações com sangramentos em diferentes níveis. (Leve, médio e grave) que se perdura com descontos ao decorrer dos turnos até que esse oponente se cure ou feche o ferimento impedindo a hemorragia de agravar. Facilmente manipulável por um narrador.

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade
Extra: + 10% em força

Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas III
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +40% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +25% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Identificação de ponto chave
Descrição: Também conhecida como habilidade que permite ao campista identificar o ponto fraco de outro individuo, ser ou criatura, ficando mais forte nos monstros. É como um radar, ou um guia que age como intuição sobre o semideus que possui essa habilidade, dessa forma sempre que estiver em batalha saberá exatamente onde e como acertar a criatura para derrota-la com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode solicitar ao narrador que indique o ponto fraco do monstro com que está lutando, de forma que, pode atingi-lo e derrota-lo com uma facilidade maior, pois, sabe sobre.  
Dano: Nenhum.

Pontos Críticos
Descrição: Ao participar da aula de combate corporal, o semideus aprendeu quais pontos do corpo humano provocam mais danos. Estes locais são chamados de diversas formas, como pontos críticos, pontos de pressão ou pontos de impacto. Ao aplicar um golpe nas áreas como: traqueia, queixo, têmpora, testículos, costela flutuante, diafragma, lateral do nariz, clavícula, parte interna da coxa e a parte interna da junta do cotovelo; o semideus poderá aumentar as chances de crítico e seu dano.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de acertar os pontos mencionados acima, graças ao treinamento; +40% de dano somados ao dano crítico.
Extra: Funciona principalmente em formas humanoides.


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Aislynn Prescott
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Re: Aislynn Prescott [Fixas]

Mensagem por Nice em Qui Set 06, 2018 6:30 pm


Aislynn Prescott
Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensas máximas da missão: 2.500 XP/Dracmas + 4 insígnias

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 47%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 2.350 XP/Dracmas + 4 insígnias.

STATUS FINAIS:
HP: 390/400
MP: 320/400 (80 pontos descontados pelo uso das habilidades ativas e pelo cansaço)

comentários:
Parabéns, Aislynn! Achei muito interessante o que você apresentou. Eu pude sentir a dor da personagem em alguns momentos e, apesar de um texto longo, me mantive atenta a ele quase que todo o tempo. Eu mentalizei todas as cenas que iam acontecendo, e acredito que isso seja uma coisa extremamente importante e maravilhosa a ser pontuada, assim como a utilização dos cenários ao seu favor.

Por outro lado, encontrei diversos erros que poderiam ser evitados com uma revisão mais atenta, como por exemplo: "irá" ao invés de "ira", "estrema" ao invés de "extrema", "punha" ao invés de "punho", "laser" ao invés de "lazer", "adentra" ao invés de "adentrar" e, um pouco mais constante, "enterrada" ao invés de "emperrada", falando sobre as portas das casas.

Além disso, peço que analise as seguintes sentenças:

"De forma desesperada, aquilo [o zumbi] buscava se livrar da prisão a qual foi colocada."

"[...]mais aberrações seguia marchando lentamente."

"Sentindo pena daquela pobre criatura fada a tal consequência [...]"

Nas duas primeiras, é claro que o erro se encontra na concordância, né? A primeira é relacionada ao gênero (aquilo - colocada), enquanto a segunda é pela ausência da pluralização do verbo "seguir". A última se deu pela falta da sílaba final da palavra que, pelo contexto, eu acredito que seja "fadada". No entanto, eu reforço que uma revisão mais atenta, pelo menos ao meu ver, evita que esse tipo de erro seja cometido.

Agora, uma coisa que eu acho necessária falar: o desempenho da personagem. Eu simplesmente adorei como ela foi narrada e inclusive já falei que a acompanhei o tempo todo ao mentalizar o que lia. Porém, por mais que uma vez ou outra ela fosse tocada por um zumbi, ela sequer recebeu danos. Eu entendo as habilidades dela, mas ela ainda é jovem, um pouco fraca (literalmente no sentido de força física) e sem tanta experiência. Por isso, então, eu sugiro que você tome um pouquinho mais de cuidado quanto a esse ponto, porque ele pode te prejudicar um pouco.

Os descontos feitos são relativos aos pontos que evidenciei, portanto espero que você entenda. Caso discorde, você pode pedir a reavaliação para a Staff.

Atualizado por Juno


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Re: Aislynn Prescott [Fixas]

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